Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
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Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas

O município de Coimbra está preparado para retirar mais 9000 pessoas se a cheias se confirmarem. A depressão Oriana poderá causar ainda mais inundações nas próximas horas.
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Forças Armadas em ações para conter caudais e remover escombros

As Forças Armadas adiantaram hoje que realizaram ações para reforçar a capacidade de contenção de caudais, relocalizar pessoas e bens ou remover escombros e desobstruir vias, empenhando quase 3.200 militares em zonas afetadas pelo mau tempo.

Em comunicado, o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA) indicou que estiveram hoje empenhados 3.198 militares, apoiados por 382 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.

Nas ações de apoio às populações afetadas, os militares reforçaram a capacidade de contenção de caudais; relocalizaram pessoas e bens através de meios anfíbios; reforçaram a capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores e reforçaram a capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias.

Desde 28 de janeiro, as Forças Armadas empenharam 28.901 militares, com 3.622 viaturas e 264 máquinas de engenharia.

Entre as diferentes ações de apoio realizadas estão 277 resgates, a instalação ou cedência de 415 coberturas de casa, distribuição de 1492 refeições e disponibilização de 561 instalações para banhos ou a disponibilização de 1.860 camas, em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes unidades das Forças Armadas.

Os militares efetuaram ainda reparos em 167 habitações e edifícios públicos, apoiaram 4.666 pessoas em alojamento e alimentação e disponibilizaram 78 equipamentos Starlink para fornecer comunicações de emergência.

Ainda segundo o comunicado, os militares executaram 183 empenhamentos no total de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda 58 em curso, desobstruíram aproximadamente 464 quilómetros de itinerários, recolheram 788 toneladas de detritos, construíram 220 metros de barreiras de contenção ou utilizaram 13.600 sacos de areia nas barreiras de contenção.

Para o apoio específico às zonas afetadas pelo mau tempo já foram realizadas 53 horas de voo e mantêm-se disponíveis seus helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e uma aeronave KC-390, indicou ainda o CEMGFA.

Lusa

Comboios suspensos na Linha do Sul devido a inundações

A circulação ferroviária na Linha do Sul está suspensa entre Luzianes e Amoreiras devido a inundações, adiantou hoje a CP - Comboios de Portugal, que prevê retomar oito comboios de longo curso na Linha do Norte, entre Porto e Lisboa.

Numa atualização pelas 20:00, a CP indicou que prevê retomar parcialmente na sexta-feira oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.

A CP prevê também a realização do Comboio Internacional Celta, podendo "ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário".

De acordo com uma atualização pelas 18:00 da IP - Infraestruturas de Portugal, os novos condicionamentos na circulação ferroviária eram, além da Linha do Sul, na Linha da Beira Baixa, com circulação suspensa entre Abrantes e Ródão, e na Linha do Alentejo, com circulação suspensa entre Pegões e Bombel.

A IP indicou que continuam com circulação suspensa a Linha de Sintra, na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; a Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias; a Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha; a Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho; a Linha do Oeste, entre Caldas da Rainha e Amieira; a Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Sarnadas, o Ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e Verride e a Concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

"As equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados", pode ler-se.

Lusa

Universidade de Coimbra estará encerrada esta sexta-feira

A Universidade de Coimbra estará encerrada esta sexta-feira, por razões de salvaguarda da segurança da comunidade académica, "face às previsões de agravamento das condições meteorológicas e em virtude das últimas informações emitidas pelos serviços municipais de proteção civil", indica um email enviado pelo reitor, Amílcar Falcão.

A nota indica que os trabalhadores que disponham de condições para realizar a sua atividade remotamente "devem fazê-lo", enquanto aos demais "será relevada a falta".

Também as escolas de Coimbra estarão encerradas esta sexta-feira.

Transtejo fez carreira extra para Porto Brandão (Almada) para moradores retirarem viaturas

A Transtejo realizou hoje nova operação de transbordo de veículos que se encontravam em Porto Brandão, no âmbito da ação de evacuação preventiva da localidade devido ao deslizamento de terras nas arribas, disse à Lusa o presidente da empresa.

Segundo o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, na sequência do deslizamento de terras ocorrido em Porto Brandão e da manutenção das restrições aos acessos rodoviários, a TTSL recebeu um novo pedido de colaboração do serviço municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal.

Assim, hoje realizou-se uma carreira extra com partida da Trafaria com alguns moradores de Porto Brandão que, na quarta-feira, tiveram de ser retirados da localidade devido ao deslizamento de terras e deixaram as viaturas.

A partida estava agendada para as 20:30, da Trafaria, com passageiros e proprietários das viaturas, passando pelo Porto Brandão para desembarque dos moradores, seguindo depois para Belém.

Para as 21:00 estava marcado a partida de um navio de Belém, com passageiros, passando pelo Porto Brandão para embarque das viaturas, seguindo depois para a Trafaria.

Segundo a empresa, a ação contou com o acompanhamento da Polícia Marítima e do serviço municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, estando previsto o transporte de cerca de 20 viaturas.

O transporte regular de passageiros entre Porto Brandão e Belém, em Lisboa, está interrompido por tempo indeterminado uma vez que não existe acesso rodoviário à localidade.

A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, foi evacuada preventivamente, na quarta-feira, devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.

Nesse dia 48 pessoas, cinco viaturas e seis animais de estimação foram retirados de Porto Brandão, também por via fluvial, numa operação em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara de Almada, que coordenou, e a GNR, tendo o transporte sido assegurado pelo ferry “Lisbonense”. Outros residentes na localidade saíram por via terrestre.

Hoje, alguns moradores voltaram a casa, acompanhados das autoridades, para retirarem bens, mantendo-se a interdição preventiva de permanência na zona face ao deslizamento de terras, segundo fonte da autarquia.

Na quarta-feira, a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, indicou que, do total de pessoas obrigadas a sair de casa em Porto Brandão, pelo menos 160 foram acolhidas em alojamentos encontrados pela autarquia.

“Aquilo está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca em conferência de imprensa realizada ao final do dia de quarta-feira, salientando que, por essa razão, o município tomou a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”.

A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.

A autarca admitiu, por outro lado, que está a ponderar fazer um pedido ao Governo para declarar situação de contingência ou de calamidade no concelho, por considerar que vai ser necessário apoio perante as situações ocorridas na sequência do mau tempo.

Lusa

Coimbra preparada para retirar mais 9000 pessoas caso pico de cheia se confirme

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

Lusa

Marinha em prontidão para apoiar população em zonas com risco de cheias

A Marinha tem 47 botes "prontos e posicionados" para prestar apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, divulgou hoje este ramo das Forças Armadas.

"O dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional (AMN) continua empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional, devido à passagem das depressões em Portugal Continental", sublinharam, em comunicado.

Estas forças destacaram que têm neste momento empenhados cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão.

Marinha e AMN referiram que o dispositivo foi reforçado na quarta-feira em Montemor-o-Velho, com duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC).

Segundo a mesma nota, 16 botes estão prontos para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure.

Além destes meios, quatro botes estão posicionados para atuar no rio Lis, em Leiria, oito botes no rio Tejo, posicionados em Tancos, dez botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e em Benavente, oito botes para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal e um bote para atuar no rio Arade, em Portimão.

"Até ao momento, os elementos pertencentes à Marinha e à AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 7000 quilómetros em ações de reconhecimento", pode ler-se na nota de imprensa.

Entre as ações realizadas está o resgate de 273 pessoas através de embarcações, a remoção de 400 toneladas de detritos fluviais, o reconhecimento de mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, a reparação e apoio a mais de 240 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, 170 ações de apoio a equipamentos de produção de energia ou o auxílio a 105 animais.

"De destacar o grande impacto na população de diversas ações executadas pelas equipas da Marinha que contribuíram para a recuperação de infraestruturas e sistemas que apoiam milhares de habitantes, bem como o transporte diário de pessoas que não têm como se deslocar", frisaram ainda Marinha e AMN.

Lusa

Todas as escolas do concelho de Coimbra encerradas na sexta-feira

Todas as escolas do concelho de Coimbra vão estar encerradas na sexta-feira, anunciou hoje a presidente da Câmara, na sequência do risco de cheias na zona urbana.

“Amanhã [sexta-feira] não haverá aulas. O nosso diretor de educação já comunicou. Ninguém entenderia o risco de trazer os filhos às escolas”, disse Ana Abrunhosa em conferência de imprensa, apelando às empresas que, se possível, possam adotar um sistema de teletrabalho.

Numa informação enviada a todos os encarregados de educação, pode também ler-se que “na sequência da informação atualizada emitida pelos Serviços Municipais de Proteção Civil e face às previsões de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de cheias, inundações e risco de derrocadas, informa-se que, por razões de prevenção e salvaguarda da segurança da população, foi determinado o encerramento de todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho”.

Na informação enviada aos encarregados de educação explica-se que “permanecerão encerradas todas as instituições educativas, desde as creches ao ensino superior, abrangendo estabelecimentos da rede pública, privada e solidária”.

“A presente decisão assume natureza preventiva, visando reduzir deslocações, minimizar a exposição a situações de risco e assegurar que os meios de emergência e proteção civil possam atuar com a necessária eficácia. A situação continuará a ser monitorizada e reavaliada em função da evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, sendo qualquer atualização comunicada oportunamente pelos canais habituais”, lê-se na nota.

Lusa

Ana Abrunhosa alerta para cheia centenária em Coimbra

Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, acaba de alertar para a possibilidade de a cidade enfrentar esta sexta-feira "uma cheia centenária" devido à elevada precipitação e às descargas das barragens.

Por essa razão, a autarca pediu à população para evitar deslocações desnecessárias e anunciou que as escolas vão estar fechadas.

As zonas mais problemáticas, segundo Ana Abrunhosa, serão as zonas ribeirinhas de Torres do Mondego e Ceira, Conraria e Vendas de Ceira, Portela do Mondego e Quinta da Portela, Rossio e parte baixa de Santa Clara, Ribeira de Cozelhas e de Eiras, Ribeira dos Covões e Ribeira do Fornos e ribeira dos Casais.

“Depois de uma reunião com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a Autoridade Nacional da Proteção Civil, teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra”, frisou na conferência de imprensa na Casa Municipal da Proteção Civil, explicando que se prevê um pico de cheia entre as 8h00 e as 9h00, com novo pico às 15h00.

Nesse sentido, há o risco de inundações na Baixa de Coimbra e noutros pontos do centro urbano do concelho. “Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a barragem da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte, a linha vermelha são os 2.000 metros cúbicos por segundo. Há a probabilidade de atingirmos 2.500 a 3.000 e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar”, atingindo a zona urbana do concelho.

“Amanhã não haverá aulas. O nosso diretor de educação já comunicou. Ninguém entenderia o risco de trazer os filhos às escolas”, disse Ana Abrunhosa, apelando às empresas para adotarem um sistema de teletrabalho.

Numa informação enviada a todos os encarregados de educação, pode também ler-se que “na sequência da informação atualizada emitida pelos Serviços Municipais de Proteção Civil e face às previsões de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de cheias, inundações e risco de derrocadas, informa-se que, por razões de prevenção e salvaguarda da segurança da população, foi determinado o encerramento de todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho”.

Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira

O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.

“Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação”, afirmou Mário Silvestre.

O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava pelas 19:00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Autoestrada 1. Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Lusa

TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1

A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade nalguns horários, de forma a colmatar necessidades da população afetadas pelo corte da A1, disse fonte oficial à Lusa.

"A companhia vai disponibilizar até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos", disse fonte oficial à Lusa.

Segundo a mesma fonte, "este esforço de realocação da capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e manter-se-á até se revelar necessário", acrescentou.

Lusa

Mais de 120 museus e monumentos com danos causados pelas tempestades

Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas duas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado, como o Convento de Cristo, em Tomar, a apresentarem "danos graves".

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, sofreram "danos graves" o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém - Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, o m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, e o Museu Municipal de Ourém.

Na área do património classificado, apresentam "danos graves" a cerca do Convento de Cristo, em Tomar - monumento classificado como Património da Humanidade da UNESCO -, a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, Marinha Grande, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, e a igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã.

A quase totalidade de museus e monumentos danificados situam-se na Região Centro.

Lusa

Município de Vila de Rei realocou 13 pessoas após danos nas habitações

Treze pessoas foram realocadas pelo município de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, após as suas habitações terem sofrido danos na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho, no dia 28 de janeiro.

A Câmara Municipal de Vila de Rei prolongou o Plano Municipal de Emergência até sexta-feira devido às condições meteorológicas adversas que se esperam para o concelho.

“Ao dia de hoje [quinta-feira], encontram-se 13 pessoas realocadas pelos serviços do município, na sua rede familiar/vizinhança ou em IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social]”, informou a autarquia no balanço dos trabalhos em curso no terreno, na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin no concelho de Vila de Rei.

Entre as principais ocorrências registadas destaca-se a queda de árvores e ramos, postes e cabos elétricos, obstruções de vias públicas, danos em coberturas e outras estruturas, bem como falhas no fornecimento de energia elétrica e perturbações nas comunicações.

O município alertou ainda para o risco de deslizamentos de terras e pediu aos munícipes que contactem a Proteção Civil sempre que sejam detetados sinais como fendas no solo, inclinação de muros, árvores ou postes, movimentos de terras ou pedras, deformações nas estradas ou água barrenta a emergir do terreno.

O fornecimento de energia elétrica foi já restabelecido nas localidades de Silveira, Fernandaires, Pendal, Pisão e Centro Geodésico, este último com recurso a um gerador.

Persistem ainda constrangimentos nas zonas de Sesmarias, Vilar do Ruivo, Cabeça do Poço e Ribeira.

Lusa

Marcelo antevê tarefa longa e difícil recuperação com "desvio de fundos europeus"

O Presidente da República anteviu hoje que a recuperação dos efeitos das recentes tempestades será uma longa tarefa para autarquias e Governo, com custos mais altos do que inicialmente estimados e que implicará "desvio de fundos europeus".

Em declarações aos jornalistas, no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa comentou que "é dificílimo ser-se Governo nestes tempos de calamidades" e realçou os danos em "infraestruturas importantes" como a A1, um dano que recomendou que seja enfrentado "sem alarmismo, mas sem facilitismo".

"Tudo isso somado exige não só mais dinheiro, mas mais tempo", acrescentou o chefe de Estado, estimando que esta tarefa ocupará "praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do Governo, nos próximos três anos ou quatro".

O Presidente da República referiu que "os municípios não têm dinheiro, sem um reforço apreciável, para enfrentar aquilo que foram as consequências disto" e que "o Estado está a refazer permanentemente" os cálculos dos "montantes necessários para ocorrer a tudo".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "como é evidente, há um desvio de fundos europeus que em muitos casos estavam pensados para outras coisas importantes para o crescimento do país" e que vão ser canalizados para a reconstrução das zonas afetadas, incluindo "capacidades empresariais instaladas" que foram atingidas.

Lusa

Trabalhadores em lay-off simplificado com dois terços do salário em vez de 100%

Os trabalhadores abrangidos pelo 'lay-off' simplificado nas empresas afetadas pelas tempestades vão, afinal, receber dois terços do salário bruto até ao triplo do salário mínimo nacional (até 2.760 euros) e não 100%, como o Governo tinha anunciado.

A clarificação sobre a percentagem da compensação salarial que será paga aos trabalhadores foi feita hoje pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, num comunicado enviado às redações.

"A compensação retributiva em caso de redução ou suspensão do contrato de trabalho corresponde a 2/3 do seu salário bruto, desde que não exceda 3 vezes a Remuneração Mensal Mínima Garantida (2.760€). A remuneração nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional em vigor", refere-se na nota.

Em 02 de fevereiro, o ministério liderado por Rosário Palma Ramalho tinha garantido em comunicado que "aos trabalhadores das empresas afetadas é garantido 100% do seu vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional".

Mais tarde, num decreto-lei publicado em Diário da República em 05 de fevereiro remetia para os artigos do Código do Trabalho que se referem ao 'lay-off normal', que garante aos trabalhadores um salário igual a dois terços da sua retribuição normal ilíquida ou o valor do salário mínimo nacional (atualmente em 920 euros), "consoante o que for mais elevado".

Na sequência do decreto-lei, a Lusa já tinha questionado o Ministério do Trabalho sobre a discrepância dos valores das compensações.

No comunicado de hoje, o Governo esclarece ainda uma outra questão que estava por clarificar relativamente às regras do 'lay-off' simplificado, sobre a fatia que a Segurança Social vai suportar nos salários a pagar aos trabalhadores abrangidos.

Segundo o ministério, "durante os primeiros 60 dias, a Segurança Social assegura 80% da remuneração devida ao trabalhador, enquanto a entidade empregadora garante os restantes 20%".

"Após este período inicial, aplicar-se-á a habitual divisão de 70/30", acrescenta-se.

Esta informação surge depois de o ministério, também no comunicado de 02 de fevereiro, ter adiantado que a Segurança Social iria suportar 80% do apoio, sem esclarecer nessa altura que esta percentagem só se aplica nos dois primeiros meses.

Na nota hoje divulgada, o Governo diz que "esta medida transitória e excecional garante maior sustentabilidade às empresas afetadas na sequência da tempestade Kristin, mantendo postos de trabalho e acelerando a recuperação económica das regiões afetadas".

Além do 'lay-off' simplificado, o Governo criou uma outra medida, chamada incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho.

Neste caso, o apoio é atribuído pelo IEFP até três meses "com possibilidade de prorrogação", para assegurar "o cumprimento das obrigações retributivas até 100% do montante da retribuição normal ilíquida do trabalhador, deduzida a contribuição para a Segurança Social", confirma o ministério.

Este apoio "não pode ultrapassar o valor de duas vezes a retribuição mínima mensal garantida, vulgo salário mínimo, ao qual acresce o apoio à alimentação e transporte".

O Governo esclarece ainda que "este apoio não é acumulável com o lay-off simplificado".

"Os dois apoios podem, no entanto, ser pedidos de forma sequencial. Quanto à isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social para empresas afetadas pela calamidade, é cumulável com o incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho ou com o lay-off simplificado", salvaguarda o ministério do Trabalho na mesma nota.

Lusa

MAAT encerra galeria para obras e adia uma exposição para 2027

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, anunciou hoje que vai encerrar a Galeria 1 para obras devido aos danos do mau tempo e adiar uma exposição da temporada deste ano para a primavera de 2027.

O complexo museológico em Belém, junto ao Tejo, é composto pelo edifício contemporâneo MAAT Gallery, que abriu ao público em 2016, e o MAAT Central, da antiga Central Tejo, que possui a zona histórica, salas sobre ciência e energia, além de galerias para arte contemporânea.

"Face ao impacto das tempestades das últimas semanas, a Fundação EDP terá de realizar algumas obras corretivas na Galeria 1 do MAAT Gallery, o que implicará o encerramento temporário da sala. Assim, será necessário adiar a exposição 'Cidades', de Christian Marclay, agora prevista para a primavera de 2027", anuncia uma nota de imprensa da fundação, enviada à agência Lusa.

As restantes salas do MAAT Gallery estão abertas ao público, incluindo aquelas onde continua patente a exposição "Notre Feu", de Isabelle Ferreira, e onde irá ser inaugurada a exposição "Terra Poética", de Anna Maria Maiolino, em 25 de março.

Na mesma data estava prevista a inauguração dedicada ao artista norte-americano Christian Marclay, cuja obra abrange performance, colagem, escultura, instalação, fotografia e vídeo, e que no MAAT iria apresentar um conjunto de 15 trabalhos que abordam temas da cultura urbana, realizados entre 1978 e 2026.

Nascido na Califórnia, em 1955, Christian Marclay cresceu na Suíça e vive e trabalha em Londres. Em 2011, recebeu o Leão de Ouro na 54.ª Bienal de Veneza por “The Clock”, reconhecida pela crítica como uma obra de referência do século XXI.

O MAAT encerrou no sábado para prevenir a eventual subida do rio, e a galeria 1 foi fechada para avaliação da dimensão dos danos e respetivas obras de recuperação.

O Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, também em Lisboa, estiveram igualmente encerrados no fim de semana devido à passagem da depressão Marta.

Lusa

Proteção Civil alerta para risco de inundações em Algés

A Proteção Civil alerta para o risco de inundações em Algés e a Câmara encerrou o Passeio Marítimo local.

"O Município de Oeiras, através do Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC), informa que, de acordo com as previsões meteorológicas para os dias 12 e 13 de fevereiro de 2026, estão previstas condições atmosféricas adversas, nomeadamente precipitação intensa e persistente, vento moderado a forte e agitação marítima significativa", informou a autarquia liderada por Isaltino Morais nas redes sociais.

Moedas diz que recentes intempéries não se comparam com cheias de 2022

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que as recentes intempéries na capital afetaram sobretudo vias de circulação e afirmou que não se comparam com outras situações complexas, como as cheias de 2022.

“Continuaremos a acompanhar uma situação que ainda é bastante sensível e preparados para, a cada momento, responder com as medidas que se revelem as mais adequadas para os nossos munícipes", disse Carlos Moedas (PSD), em resposta escrita à agência Lusa.

Questionado sobre se a governação PSD/CDS-PP/IL vai apresentar alguma proposta de apoio aos munícipes e empresas do concelho afetadas pelas recentes intempéries, depois de a vereação do PS ter defendido a criação de um programa municipal de emergência “Lisboa Protege+”, o autarca do PSD respondeu que “este não é o tempo para demagogia e oportunismo político”.

“Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer”, reforçou Carlos Moedas.

A vereação do PS em Lisboa defendeu hoje a criação de um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial de 3 milhões de euros, referindo que a proposta será apresentada na sexta-feira, na reunião privada do executivo municipal.

Em resposta à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a principal prioridade no momento tem sido a recuperação das múltiplas estruturas, infraestruturas, equipamentos, pavimentos, candeeiros, retirada de árvores caídas, entre outros, que têm afetado o espaço público da cidade.

“Todo o levantamento de estragos e prejuízos tem vindo a ser feito com prontidão e, infelizmente, com o número de danos materiais a aumentar de dia para dia, na sequência das condições meteorológicas severas com que o país se tem debatido, continua a ser realizado”, adiantou.

O autarca realçou ainda o trabalho de prevenção e preparação que a capital tem feito “para estes cenários mais complexos” de intempéries, através de “um conjunto de obras absolutamente decisivas e que complementam, desde já, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa”, que está a ser implementado.

“São disso exemplos o túnel de Sete Rios em que, graças a um novo troço, se evitam as cheias na zona das Laranjeiras, que durante tantos anos fustigaram este ponto da cidade”, expôs, destacando também o funcionamento de uma bacia de retenção na Praça de Espanha e um novo coletor no Beato, assim como o reforço dos coletores da Avenida de Berna e da zona do Martim Moniz, que estão a contribuir para evitar cheias.

A par destes investimentos em infraestruturas, considerados “estruturantes”, foram criados e reforçados todos os meios para emergências e socorro com o funcionamento do Conselho Municipal de Proteção Civil, que reúne a Proteção Civil Municipal, bombeiros e Polícia Municipal, sublinhou o presidente da câmara, reforçando que este dispositivo tem, “desde a primeira hora”, respondido de forma “exemplar e preventiva” a todas as solicitações e necessidades da cidade.

Afirmando que a governação da cidade sabe “muito bem” quais as prioridades, desde logo a necessidade de restabelecer, “o mais rapidamente possível”, o funcionamento e as valências das estruturas afetadas, Carlos Moedas disse que as ocorrências registadas são, “felizmente, na sua larga maioria relacionadas apenas com vias de circulação, pavimentos e infraestruturas”.

“Não podemos comparar situações que, até ao momento, nada têm a ver com outras situações complexas e da necessidade de apoios a pessoas e comerciantes como as que a cidade viveu nas cheias de 2022”, frisou.

Após as chuvas fortes que ocorreram entre 07 e 14 de dezembro de 2022, a Câmara de Lisboa, sob presidência de Carlos Moedas, avançou com o programa Recuperar + de apoio às famílias e ao comércio afetado pelas cheias, tendo contabilizado “um prejuízo total de 49 milhões de euros”.

Lusa

Freguesia em Figueiró dos Vinhos continua sem TV, Net e comunicações nem eletricidade numa aldeia

A maioria da população da freguesia de Arega, no concelho de Figueiró dos Vinhos, ainda não tem acesso à televisão e Internet e, pelo menos, uma aldeia ainda não tem energia elétrica.

Duas semanas e quase dois dias após a passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição naquela freguesia do interior do distrito de Leiria, a população ainda não recuperou do susto dos ventos ciclónicos, bem visíveis a quem circula por aquela zona, com muitas casas destelhadas e milhares de árvores derrubadas, algumas de grande porte.

"Não temos televisão nem Internet, mas nem nos lembramos disso, com tanta destruição que temos nas casas", desabafou à agência Lusa Maria Dias, de Casais da Arega, que ficou com a casa inabitável e está a residir na casa de uma filha.

Ali perto, no outro lado da rua, Fernando Pinto faz contas aos enormes prejuízos que tem na sua casa, comprada há sete meses e que passou por um processo de requalificação que o vento e a chuva não pouparam.

"Tenho móveis que ainda não estreei e estão todos destruídos. A casa mete água por todo o lado", lamentou este homem, que ficou praticamente sem telhado, numa localidade que "só há 24 horas" teve eletricidade.

Salientando que os prejuízos "são muitos milhares de euros", Fernando Pinto diz ter de se esquecer do que aconteceu "para não chorar" e partilha a dor daqueles que estão a dormir "em casas sem telhado".

A menos de um quilómetro de distância, a povoação de Casalinho, com cerca de duas dezenas de habitações, ainda não recebeu eletricidade, o que motivou críticas de Fernando de Jesus, de 67 anos, que tem recorrido a um gerador próprio para se abastecer.

"Casalinho foi a aldeia mais castigada pela tempestade na freguesia e no concelho de Figueiró dos Vinhos e é a última a ser atendida", queixou-se o sexagenário, zangado com o tratamento de "quem manda".

No caminho para esta aldeia, a destruição no arvoredo é impressionante, com áreas de eucalipto totalmente derrubadas e partidas.

No café-minimercado Dinis, na Portela de Arega, várias pessoas queixaram-se da falta de acesso à televisão e à Internet, com a proprietária, Maria Antunes, de luto pela morte do marido há cerca de dois meses, a falar de "muita tristeza e escuridão".

A eletricidade chegou na terça-feira e até esse dia usou um gerador próprio para abastecer o estabelecimento, no qual gastou mais de 900 euros em combustível "que ninguém reembolsa".

A cunhada Adília Carvalho nem quer recordar o dia em que "pensava que morria", tal a força do vento que lhe destruiu parcialmente o telhado da casa e obrigou a família a refugiar-se no rés-do-chão.

Para o marido, Carlos Carvalho, "é inadmissível" que mais de duas semanas depois da depressão Kristin, a povoação de Arega, sede de freguesia, onde reside, não tenha ainda televisão, Internet e comunicações a funcionar normalmente.

"Tenho os meus pais idosos na Portela de Arega e para saber deles tenho de lá ir, porque não tenho como comunicar com eles", lamentou.

Lusa

Bombeiros resgatam proprietários de viveiro em São João do Campo, Coimbra

Meios dos bombeiros de Brasfemes e Tábua estão hoje, por volta das 17:45, a proceder ao resgate de uma família de quatro pessoas proprietárias de um viveiro inundado pela água junto à EN111 em São João do Campo, Coimbra.

Àquela hora já tinham sido retiradas duas mulheres com recurso a uma embarcação dos bombeiros de Tábua, distrito de Coimbra, e estava em curso a retirada de dois homens, pai e filho.

O comandante dos bombeiros voluntários de Brasfemes, Horácio Ferreira, disse à agência Lusa que na manhã de hoje a corporação fez chegar ao armazém daquele viveiro de árvores (localizada a cerca de 500 metros da EN 111, nos campos agrícolas na margem direita do rio Mondego) uma mota bomba para ajudar a retirar a água acumulada nas instalações.

Nessa altura, a família recusou-se a sair do local.

Ao longo do dia, com a subida do nível da água, a moto bomba deixou de conseguir retirar água e as quatro pessoas tiveram de abandonar as instalações.

A agência Lusa constatou que os bombeiros estavam a retirar a moto bomba com recurso a uma jangada feita com bidões e que os “dois homens vão sair a seguir”.

“Ficaram a pôr alguns bens em zonas mais altas”, disse o comandante.

No local, estão 10 bombeiros, apoiados por cinco viaturas e uma embarcação, e dois elementos da GNR.

Lusa

Locais de apoio em Coimbra estão a acolher 106 pessoas retiradas, 83 de lares

Os locais de apoio de Coimbra previamente definidos para receber população retirada de zonas de risco de cheia estão a acolher, de momento, 106 pessoas, 83 das quais de lares de idosos, afirmou hoje fonte da proteção civil municipal.

O maior número deve-se aos 83 utentes de lares que estão instalados no pavilhão Mário Mexia, onde têm apoio prestado por 25 funcionários das instituições particulares de solidariedade social, oito técnicos da Câmara e Instituto da Segurança Social, e oito profissionais de saúde em regime de voluntariado, disse à agência Lusa fonte oficial da proteção civil municipal.

O decréscimo no número de pessoas acolhidas acontece por uma desmobilização “para casa de familiares”, explicou a mesma fonte.

Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP), que dão resposta à ordem de retirada de zonas de maior risco e de pessoas em situação de maior fragilidade, chegaram a ter, na quarta-feira, 160 pessoas acolhidas.

Às 16:00 de hoje, a Escola Inês de Castro, que funciona como ZCAP para São Martinho do Bispo, tinha quatro pessoas acolhidas, e a Escola Básica 2, 3 de Taveiro 19 pessoas, sete das quais crianças, referiu.

Já a ZCAP que abrange São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore tinha zero pessoas acolhidas hoje à tarde, situação igual à ZCAP de Torres do Mondego e Ceira (Casa do Povo de Ceira).

Na terça-feira, o município avançou com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

Na quarta-feira, foi a vez de ser acionada nova zona de evacuação que abrange pontos de São Martinho de Árvore, Quimbres (São Silvestre) e São João do Campo.

Nesse dia, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

Lusa

Montenegro em Alcácer: "Estamos numa zona em que as pessoas estavam habituadas a pedir água"

O primeiro-ministro disse que o mau tempo que se prevê para esta sexta-feira exige “vigilância máxima no Tejo e no Sado, mas também no Mondego, Vouga, Cávado e Minho e mesmo na zona sul, no Guadiana".

"Temos de estar preparados para qualquer ocorrência. A nossa expetativa é de que as coisas possam melhorar no fim de semana, mas cientes de que o enchimento de água é relativamente rápido. Temos de ter uma resistência muito grande e uma capacidade de nos centrarmos na recuperação", perspectivou Luís Montenegro, que sublinhou o trabalho dos cidadãos no terreno: "Hoje em Alcácer do Sal muitos dos que estavam a limpar eram voluntários."

O líder do Governo frisou mesmo que está "numa zona em que as pessoas estavam habituadas a pedir água".

Montenegro disse que estão contabilizados cerca de 4600 milhões de euros em prejuízos, segundo última atualização, com 48 horas, e falou sobre o novo Programa de Recuperação e Resiliência: “Estamos a fazer o desenho do plano. Temos de integrar no PRR muitas das perspetivas de investimento que já estão em curso e outras que se vão juntar, para ganho de resiliência no futuro."

Porém, avisou que, para o país sustentar estes projetos, "tem de gerar riqueza”.

Primeiro-ministro anuncia novo PRR para Portugal: o "PTRR"

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Mau tempo. Primeiro-ministro anuncia novo PRR "exclusivamente português": o "PTRR"

Deslizamento de terras corta acesso da Ponte 25 de Abril para a A5 no sentido Lisboa-Cascais

O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, está cortado ao trânsito, devido a novo deslizamento de terras, fazendo-se a passagem do Viaduto Duarte Pacheco por uma via, informou a Brisa.

Fonte da BCR – Brisa Concessão Rodoviária disse à Lusa que o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa – Cascais, está cortado, sendo a alternativa para quem sai da ponte e queira entrar na A5 a saída para Alcântara ou Monsanto.

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Deslizamento de terras leva a corte do acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa-Cascais

Trânsito condicionado na Ponte da Asseca

na sequência da recente submersão da Ponte da Asseca, sobre a ribeira da Asseca, será implementada, por motivos de segurança e a título preventivo, a interdição à circulação de veículos com peso superior a 20 toneladas, a partir das 20h desta quinta-feira.

A medida foi tomada pela Infraestruturas de Portugal.

A ponte em causa liga Cartaxo e Vale de Santarém a Santarém.

Montenegro: "Estado não pode substituir-se aos seguros"

Luís Montenegro explicou esta sexta-feira a uma comerciante local, em Alcácer do Sal, que, para quem tem atividade nos concelhos em situação de calamidade, existe uma "linha de crédito à tesouraria, um empréstimo com período de carência e está lá previsto que, quando receber dinheiro do seguro, paga o empréstimo com esse seguro".

O primeiro-ministro sublinhou que "o Estado não pode substituir-se aos seguros, que têm a sua responsabilidade", mas que sabe "que as pessoas precisam de ajuda agora".

O líder do Governo adiantou que as “entidades bancárias já estão a colocar dinheiro nas contas das pessoas hoje” e que ainda não teve "relato de dificuldades" no que concerne aos pedidos de layoff, uma "outra medida para ajudar trabalhadores e empresas”.

Montenegro diz que o Governo tem sido uma "pressão muito grande", que compreende, "de quem não viu a sua vida restabelecida". "As candidaturas estão disponíveis e podem já ser consequentes. Estamos já a fazer pagamentos, com apoio direto às pessoas e às empresas. Tudo isto está a ser feito com uma rapidez muito grande”, afirmou.

O primeiro-ministro previu que as “bacias do Tejo e Sado vão estar sob pressão intensa" devido ao mau tempo que se avizinha e assegurou que ninguém será esquecido.

Pombal contabiliza para já 14,5 ME de prejuízos em equipamentos municipais

Os prejuízos em equipamentos municipais de Pombal somam já 14,5 milhões de euros, anunciou hoje a vice-presidente da Câmara, num ponto de situação sobre o impacto da depressão Kristin que atingiu gravemente o concelho do distrito de Leiria.

“Daquilo que nós contabilizamos até à data relativamente a equipamentos municipais, temos um valor de danos de cerca de 14,5 milhões de euros (ME) nas nossas infraestruturas”, afirmou na reunião de Câmara Isabel Marto.

Segundo a autarca, estima-se que só os danos no Expocentro, centro municipal de exposições que recebe provas de atletismo, sejam na ordem dos dois milhões de euros, enquanto na rede viária são de cerca de 4,5 milhões de euros.

Contudo, ressalvou que o valor relativamente às vias vai aumentar “muito devido aos deslizamentos [de terras] que têm acontecido”.

Isabel Marto adiantou que quanto aos equipamentos não municipais, nomeadamente de associações, coletividades, instituições particulares de solidariedade social e de freguesias, foram recenseados “danos em 159 edifícios”.

“Este é um número e uma preocupação que temos passado também para o Governo (…), porque estes equipamentos, não sendo municipais, servem e são muito úteis à comunidade, e foi-nos dada indicação de que este setor não seria esquecido na recuperação”, explicou a vice-presidente.

Já no que diz respeito às empresas, numa primeira estimativa, tendo abordado “só cerca de 8%”, nomeadamente indústrias, há “um prejuízo relativamente a danos nas infraestruturas e equipamentos de cerca de 80 milhões de euros”.

“Mas todos os setores foram atingidos, tanto setor primário, como secundário, como terciário”, assegurou, referindo que a autarquia tem “uma equipa que está a fazer o esforço de fazer este levantamento”, para passar a dimensão dos danos ao Governo e “ver se as medidas nacionais são ajustadas à dimensão da calamidade”.

Quanto ao número de desalojados, foram 90, permanecendo nessa situação 26 pessoas, embora todos tenham “uma solução temporária”.

“No total, prestámos diretamente auxílio a 502 famílias, também contabilizámos até à data um total de 286 casas a necessitar de obras no telhado”, adiantou Isabel Marto, esclarecendo que este número é relativo a famílias vulneráveis, mas que não está fechado, pois “ainda vão aparecendo novos casos à medida que as equipas vão estando no terreno”.

Daquelas 286 casas, 185 já foram intervencionadas, “às vezes de forma provisória”, adiantou a vice-presidente do município, reconhecendo a necessidade de “continuar este esforço”, num trabalho para o qual têm contribuído voluntários, empresas especializadas, e elementos da Proteção Civil e das Forças Armadas.

Lusa

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Mais de 300 milhões de euros de prejuízos reportados na agricultura

Primeiro-ministro visita hoje zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai visitar hoje à tarde as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), informou fonte do seu gabinete, que já está a caminho do local.

Luis Montenegro presidiu hoje à reunião do Conselho de Ministros, que começou às 10h00 e terminou ao início da tarde, sem a habitual conferência de imprensa no final.

Segundo a Proteção Civil, o caudal do Rio Sado baixou hoje em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua ‘debaixo de água’.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.

Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.

Também esta semana, estiveram a “ajudar no terreno” militares de outras unidades das Forças Armadas, como elementos da Força Aérea provenientes da Base Aérea N.º 11 de Beja e do dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, acrescentou.

Lusa

Água subiu meio metro em quatro horas junto a Montemor-o-Velho

 A água acumulada nos campos agrícolas do Baixo Mondego, potenciada pelo rebentamento da margem direita do canal principal do rio, na quarta-feira, subiu cerca de meio metro junto a Montemor-o-Velho em cerca de quatro horas.

A reportagem da agência Lusa constatou a subida das águas na zona sudeste desta vila do Baixo Mondego, junto à localidade de Casal Novo do Rio – umas das povoações ameaçadas por inundações nas próximas horas – que cobriu totalmente os acessos ao centro náutico local, e tapou sinalização de trânsito.

Entretanto, o município alertou para o “risco elevado de inundação”, abrangendo, para além do Casal Novo do Rio, Montemor-o-Velho, Lavariz e Ereira.

A Câmara de Montemor-o-Velho pediu à população para que prepare o kit de emergência, com roupa, medicação, documentos de identificação e bens essenciais, prevenindo a eventual necessidade de evacuação.

Como locais de segurança, a Câmara apontou o Pavilhão Municipal de Montemor-o-Velho e, na Ereira, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa.

Naquela zona do Casal Novo do Rio, que a Lusa constatou, a inundação nas estradas e campos agrícolas tem mais de 1,5 metros de altura em certos locais. A água está a acumular-se em mais quantidade e a exercer pressão sobre a margem esquerda do leito periférico direito, o canal artificial que leva a água das localidades a nordeste, junto à estrada nacional (EN) 111, para o canal principal do Mondego, a sul – a exemplo do sucedido nas cheias de 2019.

O leito periférico direito apenas consegue descarregar água no leito principal do rio se este estiver a uma cota inferior, o que não tem acontecido.

No mesmo local, o chamado leito abandonado do Mondego – que corre ao longo da zona ribeirinha de Montemor-o-Velho em direção à isolada povoação da Ereira – passa por debaixo do leito periférico direito por uma canalização e sistema de sifões, uma zona conhecida pela população como a ‘embrulhada’ de Montemor.

Meios da Força Especial de Proteção Civil, com uma embarcação, e dos bombeiros de Montemor-o-Velho estão no local, junto à ponte das Lavandeiras, de prevenção.

Já elementos da Federação Portuguesa de Remo e da associação Naval Remo, da Figueira da Foz, têm vindo a retirar do Centro Náutico equipamentos desportivos da modalidade, com recurso a uma embarcação.

Durante um dos regressos à ponte das Lavandeiras, os dirigentes desportivos resgataram, no meio do lago enorme que se formou na última semana, um texugo, aparentemente em dificuldades.

O animal foi transportado para terra firme e logo saltou do bote para a margem e correu para uma zona de vegetação.

Lusa

Dique no rio Arunca em Vila Nova de Anços, em Soure, está a ser reforçado

Um dique da margem direita do rio Arunca, na localidade de Vila Nova de Anços, concelho de Soure, está a ser reforçado, devido ao aparecimento de fissuras, tendo sido retiradas quatro famílias.

João Paulo Contente, comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, explicou à Lusa que houve três fissuras na margem direita, junto à ponte de Vila Nova de Anços sobre o rio, e “esses três pontos estão a ser estabilizados”.

Para o efeito, está a ser usado “pó de pedra, areia, neste caso areia com pedras, no sentido de reforçar o dique, porque a cota está muito alta”, disse.

“O risco é efetivamente quebrar e inundar uma rua da localidade de Vila Nova de Anços” (no concelho de Soure, distrito de Coimbra), acrescentou.

De acordo com João Paulo Contente, foram retiradas hoje quatro famílias.

Lusa

Águas de Coimbra assegura que água da rede tem qualidade para consumo

A empresa municipal Águas de Coimbra garantiu hoje que a água da rede pública se mantém segura para consumo no concelho e adiantou que não há “qualquer alteração da sua qualidade, apesar do atual período de cheias”.

Numa publicação nas redes sociais, as Águas de Coimbra asseguram que “o abastecimento cumpre todos os parâmetros legais de qualidade”, apelando à tranquilidade da população “quanto ao seu consumo normal”.

“A água distribuída cumpre todos os parâmetros legais de qualidade, sendo alvo de monitorização permanente pela empresa fornecedora, Águas do Centro Litoral, desde a captação até à entrega aos consumidores”, sublinha.

Segundo a empresa municipal, foi também reforçado o controlo do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega.

“A água fornecida ao concelho, a partir da Estação de Tratamento de Água da Boavista, é exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetada pelas inundações registadas”, realça.

As recomendações dirigidas à população dizem respeito apenas ao consumo de água não tratada, como a proveniente de poços, furos ou nascentes, situação que não se aplica à água distribuída pela rede pública, acrescenta.

Lusa

Moradores de Porto Brandão, Almada, voltaram hoje a casa para retirar bens

Alguns moradores de Porto de Brandão, no concelho de Almada, voltaram hoje às suas casas, acompanhados das autoridades, para retirarem bens, mantendo-se a interdição preventiva de permanência na zona face ao deslizamento de terras, disse fonte da autarquia.

Segundo a mesma fonte, para hoje está também a ser pensada a retirada, por via fluvial, de veículos que ainda se encontram em Porto Brandão.

A maior preocupação das autoridades, adiantou, é o que poderá acontecer na noite de hoje e madrugada de sexta-feira, face às previsões de agravamento das condições atmosféricas, tendo em conta as zonas do concelho com risco de deslizamento de massas.

A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, distrito de Setúbal, foi evacuada preventivamente, na quarta-feira, devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.

Daquela zona do concelho, segundo a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, foram acolhidas 160 pessoas.

“Aquilo está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca em conferência de imprensa realizada ao final do dia de quarta-feira, salientando que, por essa razão, o município tomou a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”.

A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.

“Infelizmente, tenho de pedir às pessoas que tenham paciência, porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar”, acrescentou, assegurando que agora, “em princípio, não está ninguém em Porto Brandão”.

Inês de Medeiros apelou ainda para que ninguém se desloque para aquela zona do território.

A autarca admitiu que está a ponderar fazer um pedido ao Governo para declarar situação de contingência ou de calamidade no concelho, por considerar que vai ser necessário apoio perante as situações ocorridas na sequência do mau tempo.

Lusa

Novo deslizamento de terras na A5 no sentido Lisboa-Cascais

Um novo deslizamento de terras, ao quilómetro 1 da Autoestrada 5 (A5), no sentido Lisboa-Cascais está a condicionar o trânsito no local, tendo as autoridades policiais admitido que a circulação pode vir a ser cortada.

Fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa, cerca das 15:40, que ocorreu um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira.

De acordo com a mesma fonte, no local está “um forte dispositivo de meios”, entre agentes da PSP e GNR, adiantando que “não houve danos em viaturas”.

“Estamos em crer que haverá um novo corte total no sentido Lisboa-Cascais”, disse a fonte, frisando “não haver previsibilidade de hora de reabertura”.

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Caudal do Sado baixa em Alcácer do Sal mas avenida mantém-se inundada

O caudal do Rio Sado voltou hoje a baixar em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua ‘debaixo de água’, revelou a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, indicou que o nível da água do rio começou a baixar durante a madrugada, cerca das 02:00.

“Tivemos o pico da maré à meia-noite e, depois, começámos a ter uma diminuição do caudal do Rio Sado. Do lado da marginal, a água já baixou, mas a Avenida dos Aviadores continua inundada”, adiantou.

Segundo o responsável, com a subida do nível do rio, a Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada na quarta-feira de manhã, enquanto a marginal da cidade alentejana foi invadida pelas águas do Sado já ao final da tarde.

Apesar da situação, durante a noite de terça-feira e madrugada de hoje, “a população manteve-se tranquila e não houve nenhuma operação de resgate”, salientou.

O comandante mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.

Esta barragem “estava a 70 centímetros” de atingir a cota máxima “há um dia ou um dia pouco e, agora, está a 30”, realçou, assumindo que o mais provável é que comece também a descarregar nas próximas horas.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

“Solicitámos às associações [gestoras das barragens] que aumentem um bocadinho as descargas” para que, mais tarde, seja possível “acomodar a chuva que vai cair durante a próxima noite” e, assim, controlar o caudal do rio, revelou.

Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.

“Nesse dia, estavam a ser descarregados 1.070 metros cúbicos de água por segundo pelas barragens”, acrescentou.

Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.

Os festejos de Carvaval da cidade foram cancelados.

DN/Lusa

Brisa está a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona que abateu na A1

A Brisa está já a realizar trabalhos de estabilização do aterro na zona onde abateu a A1, em Coimbra.

De acordo com um comunicado da concessionária, estão no terreno mais de 30 de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras, além de mais de 70 profissionais. Estão ainda, segundo indica, mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas.

Os trabalhos irão decorrer em duas fases. A primeira, focada no sentido Norte-Sul, e a segunda, focada no sentido Sul-Norte.

"A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem. Os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul", explica.

A segunda fase dos trabalhos visará estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma.

Segundo a Brisa, não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras.

Já há camiões no local para iniciar os trabalhos
Já há camiões no local para iniciar os trabalhosMIGUEL A. LOPES/LUSA

Governo ordena avaliação técnica de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias

O Ministério das Infraestruturas e Habitação aprovou um despacho que determina a realização urgente de uma avaliação técnica independente às infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, mandatando o LNEC para analisar a segurança e operacionalidade após os fenómenos meteorológicos extremos.

O documento sublinha que “nenhuma disposição do presente despacho ou a atuação subsequente do LNEC mitiga ou afasta a responsabilidade ou as obrigações das entidades gestoras das infraestruturas rodoviárias ou ferroviárias”.

O despacho produz efeitos a partir de 11 de fevereiro de 2026 e é assinado pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

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Conservação do dique do Mondego foi "completamente descurada". "Uma obra destas não pode ser abandonada"

O dique do rio Mondego exige uma observação constante de toda a albufeira e das zonas de degelo da Serra da Estrela, defendeu hoje o engenheiro Carlos Matias Ramos, para quem a monitorização foi “completamente descurada”.

“Uma obra destas não pode ser abandonada. O maior risco que se corre é não conhecer o risco”, disse à Lusa o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alertando para a dimensão e o tipo de estrutura, constituída por diques em aterro ao longo de cerca de 30 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Carlos Matias Ramos, que presidiu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) explicou que um dique como o do Mondego, que colapsou na quarta-feira, é construído sob regras “muito rígidas”, tendo em conta, nomeadamente, a natureza do solo, que constitui a fundação.

“Tenho de saber se o solo tem capacidade para receber o peso que vai receber aquele dique. Uma vez concluída a obra, tem de ser fortemente conservada”, afirmou.

“É necessária uma observação constante sobre o que se está a passar”, reiterou, explicando que a partir dos resultados o projetista reformula a obra ou estabelece um plano para conservação.

Trata-se de uma obra de diques de contenção lateral, que deve ter entre a quota máxima da água (em situação de cheia) e a coroa (topo) uma margem de 40 a 60 centímetros.

“Essa quota pode ser comida se o dique assentar”, especificou Carlos Matias Ramos, referindo que durante os primeiros 10 anos após a construção não houve problemas com a obra.

DN/Lusa

Câmara de Castelo Branco cancela "grande parte dos eventos" previstos para este ano

A Câmara de Castelo Branco decidiu cancelar "grande parte dos eventos municipais" previstos para este ano, na sequência dos efeitos das tempestades que "atingiram com elevada intensidade o concelho nas últimas semanas"

"As tempestades provocaram danos significativos em infraestruturas públicas, equipamentos municipais, espaços verdes e vias de comunicação, exigindo uma intervenção prioritária e a reafectação de recursos humanos, logísticos e financeiros para ações de recuperação e reabilitação no concelho", justifica a Câmara de Castelo Branco numa nota divulgada nas redes sociais.

Perante este cenário, o "executivo municipal decidiu direcionar todos os esforços para a reposição das condições de segurança, reconstrução das infraestruturas danificadas, implementação de medidas de mitigação e prevenção que reforcem a resiliência do território".

Há, no entanto, eventos que vão ser realizados "por se tratarem de iniciativas de forte enraizamento cultural", mas poderão ter "formatos mais restritos e os programas contarão exclusivamente com artistas locais e regionais". É o caso de Castelo Branco Moda, Festival Sabores de Perdição, Cinema no Parque, Patas & Patudos, Mercadinho de Natal e as festividades da Passagem de Ano

Penacova pede moderação no consumo de água após rutura de condutas

A Câmara de Penacova pediu hoje às populações de duas uniões de freguesias e de outras três localidades que moderem o consumo de água devido à rutura de condutas que obrigou a recorrer a autotanques para garantir abastecimento.

O município, numa nota publicada hoje nas redes sociais, apela à moderação do consumo de água nas uniões de freguesias de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, e de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, assim como nas localidades da Carvoeira, Ronqueira e Travasso.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, explicou que se registou na quarta-feira uma rutura numa conduta adutora da Águas do Centro Litoral, que abastece parte do concelho (as duas uniões de freguesias visadas pelo aviso).

“As pessoas têm água na mesma, mas estamos a recorrer a autotanques dos bombeiros para repor a água dos reservatórios. Como este é um esforço muito grande, que implica estar constantemente a transportar água, estamos a pedir às pessoas para moderarem o seu consumo, enquanto não se repararem as condutas”, aclarou.

Além da conduta adutora, houve também uma rutura numa conduta da rede municipal, que abastecia as localidades de Carvoeira, Ronqueira e Travasso, onde também é preciso recorrer a autotanques para garantir o abastecimento de água, disse o presidente daquele concelho do distrito de Coimbra.

As duas ruturas aconteceram junto à estrada nacional 2 (N2), após um deslizamento de terras junto à Carvoeira, num momento em que aquela via principal está cortada ao trânsito nos dois sentidos desde terça-feira, afirmou Álvaro Coimbra.

O município tem as suas escolas encerradas desde quarta-feira e até sexta-feira face aos vários cortes de estradas que têm ocorrido no concelho, não havendo condições de segurança para os autocarros escolares circularem.

Lusa

Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil da Região de Coimbra. "As pessoas têm de manter toda a atenção”

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.

Carlos Luís Tavares disse à Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.

“Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção”, apelou.

DN/Lusa

Circulação de comboios suspensa entre Alfarelos e Verride, na região Centro

A Infraestruturas de Portugal (IP) atualizou a situação na rede ferroviária nacional, dando conta de novos condicionamentos, nomeadamente no ramal de Alfarelos, na região Centro.

Segundo a empresa, várias equipas da IP estão no terreno "para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança".

Era este o ponto da situação às 13h00:

- Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride.

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Sarnadas;

- Linha do Vouga: circulação suspensa entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos sobre falta de energia

A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram esta quinta-feira a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem eletricidade na sequência da depressão Kristin.

“Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afetadas para prestar esclarecimentos diretos às populações”, lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.

No comunicado conjunto, pede-se ainda “a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço”, e é reiterado “o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afetadas”.

Os subscritores reclamaram ao Governo para acionar “os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais”, assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos”, e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente “medidas de compensação pelos prejuízos causados”.

“Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento elétrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras”, defenderam.

Através do documento, exigiram ainda “o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas”, depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de janeiro, “continuam a existir falhas no fornecimento de eletricidade em todas as freguesias”, situação que “tem provocado dificuldades graves às populações”.

Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em “intervenções exigentes e tecnicamente complexas”, as autarquias notaram, todavia, ser “evidente que os meios atualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos”.

“Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações”, relataram.

O município garantiu que vai manter “toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido”.

Lusa

Registados danos em 21 equipamentos da rede de teatros e cineteatros

A Direção-Geral das Artes (DGArtes) indica que foram reportados danos em pelo menos 21 equipamentos da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), na sequência do mau tempo que tem assolado o país nas últimas semanas.

Esses danos foram registados em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores”, refere a DGArtes à Lusa.

Qualidade da água fornecida aos municípios do centro litoral está assegurada

 A Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje que a qualidade da água fornecida aos municípios que serve está assegurada, mantendo-se uma monitorização contínua e reforço do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega.

Num comunicado a AdCL informa que a qualidade da água fornecida aos clientes no distrito de Coimbra (municípios de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Mealhada (distrito de Aveiro), não apresenta problemas.

A empresa tem mantido “uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público”.

Ao mesmo tempo, “foi reforçada a monitorização do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança”, tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.

A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é “exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetados pelas inundações registadas”, acrescenta.

A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.

Lusa

Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas

A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho “está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho”.

Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão “efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo” em relação ao Mondego.

Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.

Lusa

Proteção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal

A Proteção Civil alertou para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e amanhã nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.

“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou Mário Silvestre.

Segundo o comandante nacional da Proteção Civil o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18h00 de hoje.

Também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa, segundo este responsável.

Margem direita do rio Mondego parte para canal de rega em Montemor-o-Velho

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

Lusa

Debate quinzenal com o primeiro-ministro remarcado agora para 19 de fevereiro

Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.

Esta manhã, o Governo requereu ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.

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Barragem alentejana do Monte da Rocha quase a descarregar para o Sado

A Barragem do Monte da Rocha, no concelho alentejano de Ourique, distrito de Beja, está “a 30 centímetros” de atingir a cota máxima e vai começar, em breve, a fazer descargas para o Rio Sado.

“Nesta altura, faltam 30 centímetros para iniciar a descarga, ou seja, cerca de dois milhões e meio [de metros cúbicos] de armazenamento [de água]. Portanto, está muito próxima a descarga”, revelou hoje à agência Lusa o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins.

Segundo os dados divulgados por esta associação, com sede em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e que gere mais quatro barragens nesta região, a do Monte da Rocha registava hoje um volume de armazenamento de 97%, equivalente a quase 99,5 milhões de metros cúbicos (m3) de água.

Nesse âmbito, estimou Ilídio Martins, tendo em conta a precipitação prevista para noite de hoje, a primeira descarga para o Rio Sado deve ocorrer durante o dia de sexta-feira.

O diretor-adjunto da ARBCAS acrescentou que a operação terá lugar pelo descarregador de superfície, recusando, para já, a possibilidade de serem utilizadas as comportas de fundo.

“Nesta fase, não há interesse em enviar mais água para as linhas de água, portanto temos que utilizar o máximo armazenamento para evitar as cheias”, frisou.

Desde 2011, realçou, que a Barragem do Monte da Rocha não descarrega para o Sado, sendo uma das últimas do país que irá fazê-lo em 2026, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental: “Todas as outras no país já estão a descarregar há muito tempo”, sublinhou.

A albufeira do Monte da Rocha assegura o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como em parte dos de Mértola e Odemira, todos no distrito de Beja.

A infraestrutura serve ainda para o regadio de cerca de 1.800 hectares agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

Há cerca de um ano, a 28 de janeiro de 2025, esta barragem era uma das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.

O quadro é, atualmente, bastante distinto, o que abre boas perspetivas “para os próximos anos”, nomeadamente no que diz respeito à agricultura, reconheceu Ilídio Martins.

De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da Barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros, lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.

Lusa

Rebentou canal em Soure, diz presidente de Câmara

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, informou que rebentou na manhã desta quinta-feira um canal na localidade de Granja do Ulmeiro, segundo avança o jornal Observador.

O canal “rebentou para o lado direito”, adiantou o autarca, que está no local “a tentar resolver a situação”. “A água está a escoar para os campos” desse lado da margem, adiantou.

Inicialmente, o presidente da Câmara referiu que tinha sido um dique, tendo depois corrigido a informação.

"Não chega fazer visitas de médico ao terreno", diz José Luís Carneiro

De visita a Alenquer, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro constatou no local a destruição de habitações, na sequência do mau tempo, e, aos jornalistas, disse que se exige do primeiro-ministro um "comando político" para garantir uma "equipa em funcionamento 24 horas sobre 24 horas na própria Proteção Civil", com os vários ministérios.

"Aquilo que se exige é liderança política na coordenação dos vários ministérios do Governo para responder às necessidades que os autarcas colocam", considerou.

Para o líder do PS, "é o primeiro ministro que deve liderar todo este processo de resposta" e é o chefe do Governo, ou um ministro em que lhe seja delegada essa competência, que deve "ligar aos autarcas para que os autarcas não sintam a necessidade de estarem a fazer os mesmos apelos por falta de sensibilidade de resposta do Governo".

"Não chega fazer visitas de médico ao terreno. É fundamental visitar as localidades, levar os relatórios que os senhores presidentes de câmara têm entregue ao Governo e depois tomarem decisões", disse Carneiro.

"Uma das decisões que o Governo deve tomar é de alargar o perímetro dos municípios" que devem integrar a situação de calamidade, defendeu, dando como exemplo Alenquer, Arruda dos Vinhos e os "11 municípios da Lezíria do Tejo" que fizeram o pedido ao Governo nesse sentido.

Situação calma em novas freguesias de Coimbra com risco de cheia

As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.

Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município.

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Câmara de Coimbra vai retirar 3000 pessoas de casa. "Risco claro de os diques colapsarem" no Mondego

Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona – uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.

“Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas”, disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.

Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas “90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade”.

“Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares”, contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.

O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas “encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia”.

Mesmo assim, as habitações estão a uma “distância relativa” da água, que tem subido “ligeiramente”, notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é “relativamente calma”, mas com meios posicionados no local de prevenção.

Também em São Silvestre, a noite “foi tranquila”, mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.

Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, “bastante reduzido”, explicou.

A situação está “calma e controlada”, acrescentou.

Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, "mas nada de muito alarmante".

"Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta”, afirmou.

De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para “uma casa de amigos”.

“Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação”, disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.

A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.

Lusa

Um total de 33 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 08h00

Um total de 33 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.

Num balanço feito às 08h00, a empresa indicou que na zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 25 mil clientes sem energia.

No total, devido às condições meteorológicas adversas, havia 33 mil clientes sem energia.

“Continuamos a manter todos os esforços para ultrapassar esta situação, com cerca de 2400 pessoas envolvidas nesta recuperação”, refere a empresa.

Na nota, a empresa reforça o alerta para que a população, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastada e reporte a situação à E-REDES (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).

Na quarta-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, estava um total de 39 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica devido a avarias, a maioria delas em zonas afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há 15 dias.

Lusa

Montemor-o-Velho e Marinha Grande querem isenção de portagens durante mais tempo

Os presidente da Câmara de Montemor-o-Velho e da Mainha Grande qurerem que o Governo prolongue a isenção de portagens na região, na sequência do mau tempo.

O Governo anunciou na segunda-feira que prorrogou a isenção de portagens até domingo nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.

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“Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões”, referiu então em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

No dia 3, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.

“Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias”, explicou, na ocasião.

Hoje, o presidente de Montemor-o-Velho disse desconhecer se o Governo prolonga ou não a situação de calamidade, mas avisou que até domingo nada ficará resolvido, numa alusão às mais recentes cheias que se juntaram aos prejuízos decorrentes da depressão Kristin, em 28 de janeiro.

“Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades”, afirmou também Paulo Vicente, autarca da Marinha Grande, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

A Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

DN/Lusa

Retomada circulação na Linha do Leste após queda de barreira

A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, foi retomada às 11:00 após ter estado suspensa devido à queda de uma barreira, segundo a CP.

Num balanço feito pelas 11:00, a CP - Comboios de Portugal adiantou que o comboio Internacional Celta, que tinha sido suspenso pelo operador espanhol, vai realizar-se hoje à tarde, podendo ser usado material circulante diferente do habitual.

O percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.

Na nota, a transportadora indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso.

Continua também suspensa a circulação na Linha do Oeste, Linha do Douro entre Régua e Pocinho e Urbanos de Coimbra.

De acordo com a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Devido ao mau tempo, mantêm-se constrangimentos à circulação na Linha da Beira Alta, com o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda a efetuar-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

Lusa

Apelo à dádiva de sangue. Mau tempo "continua a impactar na estabilidade das reservas de sangue"

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou esta quinta-feira à dádiva de sangue, tendo em conta que "a continuação das más condições atmosféricas no país continua a impactar na estabilidade das reservas de sangue".

"Precisamos que os dadores de sangue das áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Coimbra façam uma nova dádiva de sangue nos Centros de Sangue e Transplantação (segunda a sábado das 08h00 às 19h30), nos serviços hospitalares com recolha de sangue ou Sessões Móveis de Colheita em localidades que não estejam afetadas ou condicionadas nos seus acessos", apela o IPST.

Para mais informação sobre a localização e horários, consulte www.dador.pt

É ainda referido no apelo que é possível fazer o agendamento prévio para os Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra em www.ipst.pt

"Em nome dos doentes que precisam de sangue para viver, agradecemos antecipadamente o seu gesto solidário", lê-se no apelo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

318 unidades de alojamento disponíveis no programa "O Turismo Acolhe"

O programa Turismo Acolhe, lançado há dois dias pelo Governo através do Turismo de Portugal, conta agora com 208 unidades de alojamento disponibilizadas por 24 empreendimentos Turísticos e por 110 unidades de alojamento disponibilizadas por 24 AL, segundo informação oficial divulgada hoje, No total, são 318 unidades de alojamento disponíveis.

A iniciativa é uma medida excecional de emergência destinada a assegurar alojamento temporário às populações que ficaram privadas de condições de habitabilidade nas suas residências principais, bem como aos trabalhadores de entidades públicas e associações envolvidos nas ações de reconstrução dos territórios afetados.

O programa vigora até 28 de fevereiro, podendo ser prorrogado em função da evolução da situação.

Lista atualizada dos empreendimentos aderentes: Lista de empreendimentos aderentes​

Informação e adesão das empresas: Formulário de adesão​

Há ainda mais de 10 estradas cortadas ao trânsito em Leiria 

São mais de 10 as estradas que estão cortadas ao trânsito no concelho de Leiria, segundo o mais recente ponto da situação revelado pela autarquia, que pede que se evite estas vias. "Não coloque a sua vida em risco"

"As autoridades estão no terreno a acompanhar todas as situações", garante a Câmara de Leiria na nota divulgada nas redes sociais.

Este era o ponto da situação às 10h00:

- Ponte das Mestras (N242)

- Rua da Lapa

- Rua Christiano Cruz

- Rua Pêro Alvito

- Rua dos Marinheiros com a R. Outeiro do Pomar

- Rua de Santa Clara

- Rua Casal da Cortiça

- Estrada da Cabreira

- Estrada Campos do Lis

- Rua do Campo, Monte Real

- Av. Bernardo Pimenta (desde a Rotunda da Bola até Ponte Euro 2004)

- Ponte Euro 2004

- N356-2, Reixida

- Estrada do Lis, Fontes, Cortes

Douro subiu durante a noite numa “estratégia de encaixe de água”

O rio Douro subiu durante a noite mas sem impacto significativo, apesar de a barragem de Crestuma ter atingido o maior débito das últimas semanas, numa “estratégia de encaixe de água” focada nas previsões de chuva, referiu hoje a Capitania.

“A situação está controlada, embora ontem [quarta-feira] à noite a barragem de Crestuma tenha largado o maior caudal desde que este período de cheias começou. Atingiu praticamente os oito mil metros cúbicos por segundo. A cota subiu até aos 5,9 metros, não chegou aos seis como na semana passada tinha chegado, e acredito que isto esteja relacionado com o facto de estarmos em marés mortas. Na semana passada estávamos em águas vivas, [a atual situação] acaba por ajudar a que a cota não suba tanto”, disse à Lusa o comandante adjunto da capitania do Douro, Pedro Cervaens.

Num ponto de situação feito cerca das 09:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a zona da Ribeira, no Porto, e em Vila Nova de Gaia houve já “alguma entrada de água sem qualquer tipo de significado”. Em Miragaia, no Porto, “também encheu, com algum significado”.

“Neste momento, a cota já está bastante mais baixa - já estava nos 5,5 há pouco, portanto, já quase sem significado. Os caudais reduziram significativamente. Crestuma está a debitar cinco mil metros cúbicos por segundo, o que é quase 50% menos em relação a ontem [quarta-feira]. Agora está tudo controlado e acredito que os caudais se irão manter não muito elevados mas significativos, para tentar ganhar algum encaixe para a pluviosidade que vai acontecer da parte da tarde de hoje e durante o dia de amanhã [sexta-feira]”, explicou Pedro Cervaens.

Estes valores estão relacionados com a “estratégia de encaixe de água” feita pela Agência Portuguesa do Ambiente com a EDP, acrescentou Pedro Cervaens, apontando que em causa está “conseguir arranjar algum encaixe” para as novas frentes de depressão.

O alerta de cheias vai-se manter enquanto estas frentes sucessivas vão impactando o território. [Hoje] está sol, mas não significa que o rio tenha menos água, porque há muita água que vem do interior de Portugal, de Espanha, e isso irá acontecer agora durante os próximos dias”, referiu.

Reforçando que “o foco deve continuar a estar nas medidas de prevenção, nos condicionamentos implementados no terreno e na adoção de comportamentos adequados às condições atuais”, o comandante adjunto da Capitania do Douro estimou que “até ao próximo domingo” vai manter-se “sempre um risco permanente de a água subir nas zonas de cotas mais baixas”.

Lusa

Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas

As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão hoje suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.

A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.

A supressão destas linhas ficou a dever-se “à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária”, justificou aquele município do distrito de Coimbra.

Lusa

Cinfães pede ao Governo que seja declarada calamidade na região

O Município de Cinfães pediu ao Governo que declare a situação de calamidade na região do Tâmega e Sousa, na sequência das intempéries que “afetaram gravemente” aquele território, disse hoje à agência Lusa o presidente da câmara.

Numa nota enviada à agência Lusa, o Município de Cinfães, no norte do distrito de Viseu, disse que enviou ao Governo “um pedido para a declaração de situação de calamidade na região, na sequência das recentes intempéries que afetaram gravemente o território”.

“A iniciativa foi nossa, do Município de Cinfães, tendo em conta todas as ocorrências e os prejuízos significativos no concelho, mas o documento foi subscrito pelos 11 concelhos da Comunidade Intermunicipal” (CIM) do Tâmega e Sousa, sublinhou à agência Lusa o presidente, Carlos Cardoso.

O documento realça que a “precipitação intensa e fenómenos meteorológicos adversos” causaram “impactos relevantes em infraestruturas públicas, rede viária, equipamentos municipais, habitações, explorações agrícolas e atividades económicas”.

De acordo com as 11 autarquias, “a dimensão dos danos registados ultrapassa a capacidade de resposta dos meios municipais, justificando a necessidade de uma intervenção excecional por parte do Governo, com vista à reposição da normalidade, à salvaguarda da segurança das populações e à recuperação do tecido económico e social” da região.

O documento enviado ao Governo “também solicitava o alargamento de prazos do Plano de Recuperação e Resiliência” (PRR) até ao final do ano, tendo em conta os constrangimentos causados à execução de projetos financiados, nomeadamente ao nível dos prazos e da capacidade operacional das entidades” envolvidas.

“O alargamento do prazo de execução dos projetos do PRR até ao final do corrente ano, é uma medida indispensável para garantir a concretização dos investimentos previstos, salvaguardando a sua qualidade e boa execução financeira”, defenderam.

Esta posição conjunta “traduz um apelo institucional e solidário, em defesa das populações e do território”, com os 11 municípios a manifestarem “total disponibilidade para colaborar com o Governo na avaliação técnica dos prejuízos e na definição das respostas necessárias”.

A CIM do Tâmega e Sousa é constituída pelos Municípios de Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel (distrito do Porto), Castelo de Paiva (distrito de Aveiro), Celorico de Basto (distrito de Braga), Cinfães e Resende (distrito de Viseu).

Lusa

Associação Empresarial de Pombal alerta para “muitos postos de trabalho em risco”

O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) alertou hoje para a existência de “muitos postos de trabalho em risco”, dado haver empresas que não faturam desde o dia 28 de janeiro devido à depressão Kristin.

Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que “todos foram afetados” pelo mau tempo, mas “existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz”, pelo que se encontram “gravemente afetadas”.

“Temos contactado os nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem sequer têm comunicações”, disse Horácio Mota, salientando que “há muitos postos de trabalho em risco” e as atividades comercial e industrial vão “ter muitas dificuldades” para reiniciar.

Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, entretanto, “muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias que não faturam”.

“Existem apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos”, afirmou, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando “as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa”.

Contudo, “vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades”, lamentou, defendendo que tem de haver “um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações”.

“Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota.

DN/Lusa

Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 58 vias interditas ou condicionadas, menos cinco do que na quarta-feira, devido sobretudo a inundações, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.

Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.

A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.

Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.

Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação.

Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca).

Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro).

Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém).

Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.

Lusa

Peso da Régua faz ponto de situação e diz que nível do rio Douro deverá manter-se estável nas próximas horas

"Durante as próximas horas, o nível do rio Douro deverá manter-se estável, sem alterações relevantes", informou a Câmara de Peso da Régua no mais recente ponto da situação, dando conta que não se espera "alterações relevantes".

Ainda assim, o município refere que mantém "várias equipas preparadas e mobilizadas para prestar apoio imediato, caso venha a ser necessária a retirada preventiva de pessoas ou bens das áreas consideradas de risco".

"No âmbito das medidas de prevenção e segurança, poderão verificar-se cortes de estrada, condicionamentos de trânsito e desvios, sempre que tal se mostre necessário para salvaguardar pessoas e património.

Aluimento de terras leva a corte de estrada em Oliveira do Hospital 

Uma estrada em Oliveira do Hospital, a EM514, cedeu devido a um aluimento de terras, pelo que a está cortada ao trânsito entre o Cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo, informou a autarquia.

"Apesar dos danos materiais não há vítimas a registar", indica a Câmara de Oliveira do Hospital numa nota divulgada nas redes sociais.

AHRESP apela a empréstimo de aquecedores de esplanada para locais de acolhimento em Coimbra

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apelou aos empresários da restauração e do alojamento turístico para emprestarem aquecedores de esplanada para garantir algum conforto a quem está abrigado nos locais de acolhimento de Coimbra.

“Há uma necessidade urgente de aquecimento, para garantir condições mínimas de conforto e segurança a quem está abrigado em infraestruturas de emergência de Coimbra, sobretudo idosos e população mais vulnerável, e que teve de ser retirado da sua casa”, explicou.

Numa publicação na rede social Facebook, a AHRESP pediu para a entrega dos equipamentos ser feita na Companhia dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, na Avenida Mendes Silva, na cidade.

“Se puderem emprestar aquecedores, este apoio pode fazer a diferença. Coimbra está a atravessar um momento extremamente difícil, a subida das águas está a colocar vastas áreas da cidade em risco de inundação”, sublinhou.

Segundo a associação, o pedido surgiu na sequência de um apelo lançado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e conta com a mobilização dos empresários locais para responder rapidamente a esta necessidade.

“Hoje, mais do que nunca, a força da rede empresarial também se mede na sua capacidade de estar ao lado da comunidade”, concluiu.

Lusa

Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%

A bacia do Mondego era, às 08h00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.

Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08h00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.

PAULO NOVAIS/LUSA

O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.

À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava – embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.

Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.

À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira – quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.

Na segunda-feira, a Lusa pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao ministério do Ambiente e Energia vários dados e esclarecimentos sobre o sistema hidráulico do Mondego e, especificamente, a barragem da Aguieira, mas, até ao momento, não obteve resposta.

Fonte oficial da APA manifestou apenas, na terça-feira, que aquela autoridade ambiental estava a “envidar esforços” para providenciar as respostas.

A Lusa contactou ainda, pelas 08h40 de hoje, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, no sentido de esclarecer a situação da barragem da Aguieira, mas, àquela hora, não havia ainda ninguém disponível para prestar declarações.

Lusa

Circulação suspensa na linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, devido a queda de barreira

A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, estava às 08:00 suspensa devido à queda de uma barreira, informou hoje a CP – Comboios de Portugal.

Em comunicado, a CP – Comboios de Portugal indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

A transportadora adianta igualmente que na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso, fazendo-se apenas os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Lusa

Há novos constrangimentos na circulação de comboios

No mais recente ponto da situação da rede ferroviária nacional, a Infraestruturas de Portugal (IP) dá conta de novos constrangimentos, nomeadamente na Linha de Vendas Novas, que tem circulação suspensa entre Coruche e Quinta Grande, e na Linha do Leste, com circulação suspensa entre Abrantes e Torre das Vargens.

"As equipas da Infraestruturas de Portugal encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", assegura a empresa.

Este era o ponto da situação às 08h00:

- Linha Vendas Novas: circulação suspensa entre Coruche e Quinta Grande;

- Linha do Leste: circulação suspensa entre Abrantes e Torre das Vargens.

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Sarnadas;

- Linha do Vouga: circulação suspensa entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais

O trânsito na A5 reabriu às 06h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.

O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa – Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19:20 de quarta-feira.

Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.

“Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude”, indicou.

De acordo com a GNR, às 06:30 o “trânsito estava a fluir”.

Lusa

Debate quinzenal deverá ser novamente adiado

O debate quinzenal, marcado inicialmente para quarta-feira, foi adiado para esta sexta-feira (13), mas o Governo pediu um novo adiamento ao presidente da Assembleia da República, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas, segundo avançou a SIC.

Face a este pedido do Governo, o presidente da Assembleia da República José Pedro Aguiar-Branco vai agora consultar os partidos com representação parlamentar sobre a possibilidade de se encontrar uma nova data para o debate quinzenal com o primeiro-ministro.

Situação estável em Coimbra durante a noite

A situação em Coimbra mantinha-se às 07:00 de hoje estável, sem registo de ocorrências significativas, após o rompimento na quarta-feira do dique para a margem direita do rio Mondego e ao colapso de um troço da autoestrada do norte.

“Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite”, adiantou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra.

A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique nos Casais, que terá contribuído ao desabamento de um troço da via.

O rompimento do dique agravou o risco de cheias naquela região.

Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.

As bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando-se o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.

Lusa

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Parte de tabuleiro de ponte da A1 abateu na zona onde rebentou o dique nas margens do rio Mondego

Presidente da Câmara do Porto: "Faltam níveis intermédios" regionais de "coordenação e liderança política"

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considerou que a resposta às tempestades mostrou que "faltam níveis intermédios" regionais de "coordenação e liderança política", convidando quem não o defende a "ir viver para o território" e opinar depois.

"Eu acho que se há lição que devemos retirar todos do que aconteceu nos últimos dias em Leiria é precisamente que nós temos de pensar o modelo de desenvolvimento regional do país. Faltam-nos, de facto, níveis intermédios", disse o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, em entrevista à Lusa a propósito dos primeiros 100 dias de mandato.

"Falta-nos um nível intermédio de coordenação. Nem é tanto só a nível da Proteção Civil", mas é "uma questão política", defendeu, considerando que "falta legitimidade política para haver uma liderança naquele território", pois “haver coordenação política e liderança política, nesses momentos, nota-se mais".

Pedro Duarte considera até que o Governo "reconheceu isso ao criar uma estrutura de missão" para a reconstrução da região Centro após a tempestade Kristin, sendo essa "a melhor prova de que faz sentido haver estruturas intermédias".

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Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Autarca do Porto e a resposta às tempestades. "Faltam níveis intermédios" regionais de "coordenação e liderança política"

Ministro diz que irá demorar "semanas" a reparação de troço da A1 em Coimbra

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.

Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas "a velocidade e a violência das águas", que descreveu como "uma situação absolutamente anormal".

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
As imagens do buraco que ficou na A1 após desabamento de tabuleiro

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária.

"Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento", disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.

O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, "é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem", admitiu o ministro.

Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, "pode alastrar" para o outro sentido.

O dirigente acrescentou que, "enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo".

"Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses", disse Pinto Luz.

"O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento", garantiu o ministro.

Lusa

Brisa sugere alternativas à interrupção da A1 através da A8/A17/A25 ou IC2

A Brisa sugeriu hoje aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.

Num comunicado enviado hoje às redações, a concessionária admitiu que, "não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", está empenhada em "minimizar transtornos" e que "poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2".

A BCR - Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego, e explicou que o abatimento ocorreu "cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul - entre os KM 198 e KM 189 - e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores".

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explica ainda a concessionária.

A Brisa fez saber que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 02, "com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais", estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.

A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18:00 de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.

Lusa

Comboio descarrilou na Linha do Leste em Abrantes sem causar feridos

Uma automotora descarrilou na quarta-feira à noite na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, num incidente que não causou feridos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

O incidente ocorreu pelas 21:00 de quarta-feira e levou ao corte da circulação na Linha do Leste, que faz ligação entre Abrantes, distrito de Santarém, e a fronteira com Espanha (Badajoz).

Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à Lusa que o incidente ocorreu na zona da Bemposta, Abrantes, depois do comboio ter embatido contra detritos e uma árvore que deslizaram para a linha.

O comboio transportava passageiros, mas o incidente não provocou ferido, acrescentou Telmo Ferreira.

Devido ao incidente, para o local foram destacados elementos da Infraestruturas de Portugal (IP) para recolocar a composição na linha, reparar danos e proceder à limpeza da via.

De acordo com o último balanço da IP, pelas 18:00 de quarta-feira, estavam com circulação suspensa a Linha de Sintra, na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão, na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias, na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, na Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Sarnadas, na Linha do Vouga, Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta e na concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Lusa

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
“Parece que temos ondas no chão”: comerciantes enfrentam nova cheia em Cascais (veja os vídeos)

MNE diz que momento é grave mas desvaloriza impacto na imagem do país

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirma que a situação que o país vive é grave, com vítimas mortais e desalojados, afetando todos os setores económicos, mas desvalorizou que tenha impacto na imagem do país lá fora.

À margem do 35.º Congresso Nacional da AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre no Porto, questionado se esta situação poderá vir a tornar-se no futuro um desafio acrescido para o setor do turismo, Paulo Rangel negou.

"Não. (...) Numa catástrofe desta dimensão e que já provocou muitas vítimas mortais e que tem tantas e tantas dezenas de milhares de famílias - por uma razão ou por outra - ainda em situação muito difícil, evidentemente que afeta todo o país. Isto é, todos os seus setores. Agora, sinceramente, também acho que uma coisa é estarmos preparados para eventos excecionais, outra coisa é julgar que eles se vão tornar a normalidade", disse aos jornalistas.

"Acho que não devemos ter esse olhar (...). Isto afeta todos os setores, agrícola, industrial, dos serviços, a vida quotidiana simples das pessoas. Obviamente que é uma coisa negativa, mas não acho que isso tenha um impacto negativo sobre a imagem do país", sublinhou.

Com a situação a agravar-se esta tarde em alguns locais com rebentamento de diques, o governante lembra que é cedo para balanços.

"Estamos com uma crise que ainda está a decorrer. Primeiro, é preciso estarmos todos muito atentos e seguir todas as indicações das autoridades. É um momento grave (...)", acrescentou.

Paulo Rangel apontou ainda a resposta do Governo através do lançamento das linhas de apoio, verbas "disponibilizadas hoje".

"Já começaram a ser pagas. Hoje há muita gente já a receber, em 15 dias. (...) Vejo tanta crítica e não vejo que as pessoas olhem para uma coisa que é essencial, que é uma resposta rápida", lamentou.

Mas, "evidentemente, enquanto temos cheias pelo país inteiro, algumas delas com riscos muito sérios, não estamos em condições de estar aqui a elogiar esse trabalho. O trabalho não está terminado, infelizmente, antes estivesse, era sinal que estávamos agora a recuperar (...). E, portanto, efetivamente acho que não devemos fazer, digamos, nenhum balanço sem deixar que a situação se normalize", concluiu.

Lusa

Previsão de chuva até sexta-feira

Bom dia,

Continue a seguir aqui os principais desenvolvimentos sobre as consequências do mau tempo que se tem feito sentir no país há várias semanas, com destaque para o desabamento de um troço da A1, devido ao rompimento de um dique no Mondego, em Coimbra.

A depressão Oriana não irá afetar Portugal continental diretamente, mas causará, de quinta para sexta-feira, períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, em quase todo o país, indicou o IPMA.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre o final da tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira, Portugal continental será atravessado por "um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada a norte da Península Ibérica", que "no seu deslocamento para Espanha (…) que dará origem à depressão Oriana".

"Esta depressão não irá afetar Portugal continental diretamente uma vez que o seu desenvolvimento já se fará em território espanhol", sublinhou.

No entanto, este sistema frontal resultará em Portugal continental em períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, pode ler-se no comunicado.

Devido a esta previsão, o IPMA colocou, durante este período, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga sob aviso amarelo de chuva.

Estes distritos, juntamente com Bragança, Faro e Beja, vão estar também sob aviso amarelo de vento.

Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas
Depressão Oriana não afeta diretamente continente mas traz chuva e vento de 80 quilómetros por hora

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