A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram esta quinta-feira a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem eletricidade na sequência da depressão Kristin.“Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afetadas para prestar esclarecimentos diretos às populações”, lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.No comunicado conjunto, pede-se ainda “a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço”, e é reiterado “o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afetadas”.. Os subscritores reclamaram ao Governo para acionar “os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais”, assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos”, e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente “medidas de compensação pelos prejuízos causados”.“Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento elétrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras”, defenderam.Através do documento, exigiram ainda “o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas”, depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de janeiro, “continuam a existir falhas no fornecimento de eletricidade em todas as freguesias”, situação que “tem provocado dificuldades graves às populações”.Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em “intervenções exigentes e tecnicamente complexas”, as autarquias notaram, todavia, ser “evidente que os meios atualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos”.“Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações”, relataram.O município garantiu que vai manter “toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido”.Lusa.A Direção-Geral das Artes (DGArtes) indica que foram reportados danos em pelo menos 21 equipamentos da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), na sequência do mau tempo que tem assolado o país nas últimas semanas.Esses danos foram registados em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores”, refere a DGArtes à Lusa. . A Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje que a qualidade da água fornecida aos municípios que serve está assegurada, mantendo-se uma monitorização contínua e reforço do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega.Num comunicado a AdCL informa que a qualidade da água fornecida aos clientes no distrito de Coimbra (municípios de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Mealhada (distrito de Aveiro), não apresenta problemas.A empresa tem mantido “uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público”.Ao mesmo tempo, “foi reforçada a monitorização do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança”, tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é “exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetados pelas inundações registadas”, acrescenta.A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.Lusa.A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho “está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho”.Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão “efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo” em relação ao Mondego.Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.Lusa .A Proteção Civil alertou para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e amanhã nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou Mário Silvestre.Segundo o comandante nacional da Proteção Civil o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18h00 de hoje.Também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa, segundo este responsável..A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.Lusa.Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.Esta manhã, o Governo requereu ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas..Debate quinzenal com o primeiro-ministro remarcado agora para 19 de fevereiro.A Barragem do Monte da Rocha, no concelho alentejano de Ourique, distrito de Beja, está “a 30 centímetros” de atingir a cota máxima e vai começar, em breve, a fazer descargas para o Rio Sado.“Nesta altura, faltam 30 centímetros para iniciar a descarga, ou seja, cerca de dois milhões e meio [de metros cúbicos] de armazenamento [de água]. Portanto, está muito próxima a descarga”, revelou hoje à agência Lusa o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins.Segundo os dados divulgados por esta associação, com sede em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e que gere mais quatro barragens nesta região, a do Monte da Rocha registava hoje um volume de armazenamento de 97%, equivalente a quase 99,5 milhões de metros cúbicos (m3) de água.Nesse âmbito, estimou Ilídio Martins, tendo em conta a precipitação prevista para noite de hoje, a primeira descarga para o Rio Sado deve ocorrer durante o dia de sexta-feira.O diretor-adjunto da ARBCAS acrescentou que a operação terá lugar pelo descarregador de superfície, recusando, para já, a possibilidade de serem utilizadas as comportas de fundo.“Nesta fase, não há interesse em enviar mais água para as linhas de água, portanto temos que utilizar o máximo armazenamento para evitar as cheias”, frisou.Desde 2011, realçou, que a Barragem do Monte da Rocha não descarrega para o Sado, sendo uma das últimas do país que irá fazê-lo em 2026, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental: “Todas as outras no país já estão a descarregar há muito tempo”, sublinhou.A albufeira do Monte da Rocha assegura o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como em parte dos de Mértola e Odemira, todos no distrito de Beja.A infraestrutura serve ainda para o regadio de cerca de 1.800 hectares agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.Há cerca de um ano, a 28 de janeiro de 2025, esta barragem era uma das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.O quadro é, atualmente, bastante distinto, o que abre boas perspetivas “para os próximos anos”, nomeadamente no que diz respeito à agricultura, reconheceu Ilídio Martins.De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da Barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros, lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.Lusa.O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, informou que rebentou na manhã desta quinta-feira um canal na localidade de Granja do Ulmeiro, segundo avança o jornal Observador.O canal “rebentou para o lado direito”, adiantou o autarca, que está no local “a tentar resolver a situação”. “A água está a escoar para os campos” desse lado da margem, adiantou.Inicialmente, o presidente da Câmara referiu que tinha sido um dique, tendo depois corrigido a informação. .De visita a Alenquer, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro constatou no local a destruição de habitações, na sequência do mau tempo, e, aos jornalistas, disse que se exige do primeiro-ministro um "comando político" para garantir uma "equipa em funcionamento 24 horas sobre 24 horas na própria Proteção Civil", com os vários ministérios."Aquilo que se exige é liderança política na coordenação dos vários ministérios do Governo para responder às necessidades que os autarcas colocam", considerou.Para o líder do PS, "é o primeiro ministro que deve liderar todo este processo de resposta" e é o chefe do Governo, ou um ministro em que lhe seja delegada essa competência, que deve "ligar aos autarcas para que os autarcas não sintam a necessidade de estarem a fazer os mesmos apelos por falta de sensibilidade de resposta do Governo"."Não chega fazer visitas de médico ao terreno. É fundamental visitar as localidades, levar os relatórios que os senhores presidentes de câmara têm entregue ao Governo e depois tomarem decisões", disse Carneiro."Uma das decisões que o Governo deve tomar é de alargar o perímetro dos municípios" que devem integrar a situação de calamidade, defendeu, dando como exemplo Alenquer, Arruda dos Vinhos e os "11 municípios da Lezíria do Tejo" que fizeram o pedido ao Governo nesse sentido..As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município. .Câmara de Coimbra vai retirar 3000 pessoas de casa. "Risco claro de os diques colapsarem" no Mondego. Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona – uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.“Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas”, disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas “90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade”.“Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares”, contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas “encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia”.Mesmo assim, as habitações estão a uma “distância relativa” da água, que tem subido “ligeiramente”, notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é “relativamente calma”, mas com meios posicionados no local de prevenção.Também em São Silvestre, a noite “foi tranquila”, mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, “bastante reduzido”, explicou.A situação está “calma e controlada”, acrescentou.Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, "mas nada de muito alarmante"."Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta”, afirmou.De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para “uma casa de amigos”.“Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação”, disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.Lusa.Um total de 33 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.Num balanço feito às 08h00, a empresa indicou que na zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 25 mil clientes sem energia.No total, devido às condições meteorológicas adversas, havia 33 mil clientes sem energia.“Continuamos a manter todos os esforços para ultrapassar esta situação, com cerca de 2400 pessoas envolvidas nesta recuperação”, refere a empresa.Na nota, a empresa reforça o alerta para que a população, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastada e reporte a situação à E-REDES (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).Na quarta-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, estava um total de 39 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica devido a avarias, a maioria delas em zonas afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há 15 dias.Lusa.Os presidente da Câmara de Montemor-o-Velho e da Mainha Grande qurerem que o Governo prolongue a isenção de portagens na região, na sequência do mau tempo.O Governo anunciou na segunda-feira que prorrogou a isenção de portagens até domingo nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19. .Sinal de cobrança nas portagens mantém-se, mas Brisa diz que acerto do pagamento faz-se à saída da autoestrada. “Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões”, referiu então em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.No dia 3, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.“Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias”, explicou, na ocasião.Hoje, o presidente de Montemor-o-Velho disse desconhecer se o Governo prolonga ou não a situação de calamidade, mas avisou que até domingo nada ficará resolvido, numa alusão às mais recentes cheias que se juntaram aos prejuízos decorrentes da depressão Kristin, em 28 de janeiro.“Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades”, afirmou também Paulo Vicente, autarca da Marinha Grande, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.A Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.DN/Lusa.A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, foi retomada às 11:00 após ter estado suspensa devido à queda de uma barreira, segundo a CP.Num balanço feito pelas 11:00, a CP - Comboios de Portugal adiantou que o comboio Internacional Celta, que tinha sido suspenso pelo operador espanhol, vai realizar-se hoje à tarde, podendo ser usado material circulante diferente do habitual.O percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.Na nota, a transportadora indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.Na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso.Continua também suspensa a circulação na Linha do Oeste, Linha do Douro entre Régua e Pocinho e Urbanos de Coimbra.De acordo com a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.Devido ao mau tempo, mantêm-se constrangimentos à circulação na Linha da Beira Alta, com o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda a efetuar-se com recurso a material circulante diferente do habitual.Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.Lusa.O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) apelou esta quinta-feira à dádiva de sangue, tendo em conta que "a continuação das más condições atmosféricas no país continua a impactar na estabilidade das reservas de sangue"."Precisamos que os dadores de sangue das áreas metropolitanas de Lisboa, Porto e Coimbra façam uma nova dádiva de sangue nos Centros de Sangue e Transplantação (segunda a sábado das 08h00 às 19h30), nos serviços hospitalares com recolha de sangue ou Sessões Móveis de Colheita em localidades que não estejam afetadas ou condicionadas nos seus acessos", apela o IPST.Para mais informação sobre a localização e horários, consulte www.dador.ptÉ ainda referido no apelo que é possível fazer o agendamento prévio para os Centros de Sangue e Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra em www.ipst.pt"Em nome dos doentes que precisam de sangue para viver, agradecemos antecipadamente o seu gesto solidário", lê-se no apelo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação..O programa Turismo Acolhe, lançado há dois dias pelo Governo através do Turismo de Portugal, conta agora com 208 unidades de alojamento disponibilizadas por 24 empreendimentos Turísticos e por 110 unidades de alojamento disponibilizadas por 24 AL, segundo informação oficial divulgada hoje, No total, são 318 unidades de alojamento disponíveis.A iniciativa é uma medida excecional de emergência destinada a assegurar alojamento temporário às populações que ficaram privadas de condições de habitabilidade nas suas residências principais, bem como aos trabalhadores de entidades públicas e associações envolvidos nas ações de reconstrução dos territórios afetados.O programa vigora até 28 de fevereiro, podendo ser prorrogado em função da evolução da situação.Lista atualizada dos empreendimentos aderentes: Lista de empreendimentos aderentesInformação e adesão das empresas: Formulário de adesão.São mais de 10 as estradas que estão cortadas ao trânsito no concelho de Leiria, segundo o mais recente ponto da situação revelado pela autarquia, que pede que se evite estas vias. "Não coloque a sua vida em risco""As autoridades estão no terreno a acompanhar todas as situações", garante a Câmara de Leiria na nota divulgada nas redes sociais.Este era o ponto da situação às 10h00:- Ponte das Mestras (N242)- Rua da Lapa- Rua Christiano Cruz- Rua Pêro Alvito- Rua dos Marinheiros com a R. Outeiro do Pomar- Rua de Santa Clara- Rua Casal da Cortiça- Estrada da Cabreira- Estrada Campos do Lis- Rua do Campo, Monte Real- Av. Bernardo Pimenta (desde a Rotunda da Bola até Ponte Euro 2004)- Ponte Euro 2004- N356-2, Reixida- Estrada do Lis, Fontes, Cortes.O rio Douro subiu durante a noite mas sem impacto significativo, apesar de a barragem de Crestuma ter atingido o maior débito das últimas semanas, numa “estratégia de encaixe de água” focada nas previsões de chuva, referiu hoje a Capitania.“A situação está controlada, embora ontem [quarta-feira] à noite a barragem de Crestuma tenha largado o maior caudal desde que este período de cheias começou. Atingiu praticamente os oito mil metros cúbicos por segundo. A cota subiu até aos 5,9 metros, não chegou aos seis como na semana passada tinha chegado, e acredito que isto esteja relacionado com o facto de estarmos em marés mortas. Na semana passada estávamos em águas vivas, [a atual situação] acaba por ajudar a que a cota não suba tanto”, disse à Lusa o comandante adjunto da capitania do Douro, Pedro Cervaens.Num ponto de situação feito cerca das 09:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a zona da Ribeira, no Porto, e em Vila Nova de Gaia houve já “alguma entrada de água sem qualquer tipo de significado”. Em Miragaia, no Porto, “também encheu, com algum significado”.“Neste momento, a cota já está bastante mais baixa - já estava nos 5,5 há pouco, portanto, já quase sem significado. Os caudais reduziram significativamente. Crestuma está a debitar cinco mil metros cúbicos por segundo, o que é quase 50% menos em relação a ontem [quarta-feira]. Agora está tudo controlado e acredito que os caudais se irão manter não muito elevados mas significativos, para tentar ganhar algum encaixe para a pluviosidade que vai acontecer da parte da tarde de hoje e durante o dia de amanhã [sexta-feira]”, explicou Pedro Cervaens.Estes valores estão relacionados com a “estratégia de encaixe de água” feita pela Agência Portuguesa do Ambiente com a EDP, acrescentou Pedro Cervaens, apontando que em causa está “conseguir arranjar algum encaixe” para as novas frentes de depressão.“O alerta de cheias vai-se manter enquanto estas frentes sucessivas vão impactando o território. [Hoje] está sol, mas não significa que o rio tenha menos água, porque há muita água que vem do interior de Portugal, de Espanha, e isso irá acontecer agora durante os próximos dias”, referiu.Reforçando que “o foco deve continuar a estar nas medidas de prevenção, nos condicionamentos implementados no terreno e na adoção de comportamentos adequados às condições atuais”, o comandante adjunto da Capitania do Douro estimou que “até ao próximo domingo” vai manter-se “sempre um risco permanente de a água subir nas zonas de cotas mais baixas”.Lusa.As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão hoje suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.A supressão destas linhas ficou a dever-se “à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária”, justificou aquele município do distrito de Coimbra.Lusa.O Município de Cinfães pediu ao Governo que declare a situação de calamidade na região do Tâmega e Sousa, na sequência das intempéries que “afetaram gravemente” aquele território, disse hoje à agência Lusa o presidente da câmara.Numa nota enviada à agência Lusa, o Município de Cinfães, no norte do distrito de Viseu, disse que enviou ao Governo “um pedido para a declaração de situação de calamidade na região, na sequência das recentes intempéries que afetaram gravemente o território”.“A iniciativa foi nossa, do Município de Cinfães, tendo em conta todas as ocorrências e os prejuízos significativos no concelho, mas o documento foi subscrito pelos 11 concelhos da Comunidade Intermunicipal” (CIM) do Tâmega e Sousa, sublinhou à agência Lusa o presidente, Carlos Cardoso.O documento realça que a “precipitação intensa e fenómenos meteorológicos adversos” causaram “impactos relevantes em infraestruturas públicas, rede viária, equipamentos municipais, habitações, explorações agrícolas e atividades económicas”.De acordo com as 11 autarquias, “a dimensão dos danos registados ultrapassa a capacidade de resposta dos meios municipais, justificando a necessidade de uma intervenção excecional por parte do Governo, com vista à reposição da normalidade, à salvaguarda da segurança das populações e à recuperação do tecido económico e social” da região.O documento enviado ao Governo “também solicitava o alargamento de prazos do Plano de Recuperação e Resiliência” (PRR) até ao final do ano, tendo em conta os constrangimentos causados à execução de projetos financiados, nomeadamente ao nível dos prazos e da capacidade operacional das entidades” envolvidas.“O alargamento do prazo de execução dos projetos do PRR até ao final do corrente ano, é uma medida indispensável para garantir a concretização dos investimentos previstos, salvaguardando a sua qualidade e boa execução financeira”, defenderam.Esta posição conjunta “traduz um apelo institucional e solidário, em defesa das populações e do território”, com os 11 municípios a manifestarem “total disponibilidade para colaborar com o Governo na avaliação técnica dos prejuízos e na definição das respostas necessárias”.A CIM do Tâmega e Sousa é constituída pelos Municípios de Amarante, Baião, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel (distrito do Porto), Castelo de Paiva (distrito de Aveiro), Celorico de Basto (distrito de Braga), Cinfães e Resende (distrito de Viseu).Lusa.O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) alertou hoje para a existência de “muitos postos de trabalho em risco”, dado haver empresas que não faturam desde o dia 28 de janeiro devido à depressão Kristin.Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que “todos foram afetados” pelo mau tempo, mas “existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz”, pelo que se encontram “gravemente afetadas”.“Temos contactado os nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem sequer têm comunicações”, disse Horácio Mota, salientando que “há muitos postos de trabalho em risco” e as atividades comercial e industrial vão “ter muitas dificuldades” para reiniciar.Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, entretanto, “muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias que não faturam”.“Existem apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos”, afirmou, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando “as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa”.Contudo, “vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades”, lamentou, defendendo que tem de haver “um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações”.“Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota.DN/Lusa.O distrito de Aveiro tem hoje 58 vias interditas ou condicionadas, menos cinco do que na quarta-feira, devido sobretudo a inundações, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação.Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca).Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro).Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém).Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.Lusa."Durante as próximas horas, o nível do rio Douro deverá manter-se estável, sem alterações relevantes", informou a Câmara de Peso da Régua no mais recente ponto da situação, dando conta que não se espera "alterações relevantes". Ainda assim, o município refere que mantém "várias equipas preparadas e mobilizadas para prestar apoio imediato, caso venha a ser necessária a retirada preventiva de pessoas ou bens das áreas consideradas de risco"."No âmbito das medidas de prevenção e segurança, poderão verificar-se cortes de estrada, condicionamentos de trânsito e desvios, sempre que tal se mostre necessário para salvaguardar pessoas e património..Uma estrada em Oliveira do Hospital, a EM514, cedeu devido a um aluimento de terras, pelo que a está cortada ao trânsito entre o Cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo, informou a autarquia. "Apesar dos danos materiais não há vítimas a registar", indica a Câmara de Oliveira do Hospital numa nota divulgada nas redes sociais..A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apelou aos empresários da restauração e do alojamento turístico para emprestarem aquecedores de esplanada para garantir algum conforto a quem está abrigado nos locais de acolhimento de Coimbra.“Há uma necessidade urgente de aquecimento, para garantir condições mínimas de conforto e segurança a quem está abrigado em infraestruturas de emergência de Coimbra, sobretudo idosos e população mais vulnerável, e que teve de ser retirado da sua casa”, explicou.Numa publicação na rede social Facebook, a AHRESP pediu para a entrega dos equipamentos ser feita na Companhia dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, na Avenida Mendes Silva, na cidade. .“Se puderem emprestar aquecedores, este apoio pode fazer a diferença. Coimbra está a atravessar um momento extremamente difícil, a subida das águas está a colocar vastas áreas da cidade em risco de inundação”, sublinhou.Segundo a associação, o pedido surgiu na sequência de um apelo lançado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e conta com a mobilização dos empresários locais para responder rapidamente a esta necessidade.“Hoje, mais do que nunca, a força da rede empresarial também se mede na sua capacidade de estar ao lado da comunidade”, concluiu.Lusa.A bacia do Mondego era, às 08h00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08h00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.. O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava – embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira – quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.Na segunda-feira, a Lusa pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ao ministério do Ambiente e Energia vários dados e esclarecimentos sobre o sistema hidráulico do Mondego e, especificamente, a barragem da Aguieira, mas, até ao momento, não obteve resposta.Fonte oficial da APA manifestou apenas, na terça-feira, que aquela autoridade ambiental estava a “envidar esforços” para providenciar as respostas.A Lusa contactou ainda, pelas 08h40 de hoje, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, no sentido de esclarecer a situação da barragem da Aguieira, mas, àquela hora, não havia ainda ninguém disponível para prestar declarações.Lusa.A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, estava às 08:00 suspensa devido à queda de uma barreira, informou hoje a CP – Comboios de Portugal.Em comunicado, a CP – Comboios de Portugal indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.A transportadora adianta igualmente que na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso, fazendo-se apenas os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.Lusa.No mais recente ponto da situação da rede ferroviária nacional, a Infraestruturas de Portugal (IP) dá conta de novos constrangimentos, nomeadamente na Linha de Vendas Novas, que tem circulação suspensa entre Coruche e Quinta Grande, e na Linha do Leste, com circulação suspensa entre Abrantes e Torre das Vargens."As equipas da Infraestruturas de Portugal encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", assegura a empresa. Este era o ponto da situação às 08h00:- Linha Vendas Novas: circulação suspensa entre Coruche e Quinta Grande;- Linha do Leste: circulação suspensa entre Abrantes e Torre das Vargens.- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Ródão e Sarnadas;- Linha do Vouga: circulação suspensa entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta;- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas..O trânsito na A5 reabriu às 06h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa – Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19:20 de quarta-feira.Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.“Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude”, indicou.De acordo com a GNR, às 06:30 o “trânsito estava a fluir”.Lusa.O debate quinzenal, marcado inicialmente para quarta-feira, foi adiado para esta sexta-feira (13), mas o Governo pediu um novo adiamento ao presidente da Assembleia da República, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas, segundo avançou a SIC.Face a este pedido do Governo, o presidente da Assembleia da República José Pedro Aguiar-Branco vai agora consultar os partidos com representação parlamentar sobre a possibilidade de se encontrar uma nova data para o debate quinzenal com o primeiro-ministro. .A situação em Coimbra mantinha-se às 07:00 de hoje estável, sem registo de ocorrências significativas, após o rompimento na quarta-feira do dique para a margem direita do rio Mondego e ao colapso de um troço da autoestrada do norte.“Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite”, adiantou à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Região de Coimbra.A Autoestrada 1 (A1) foi cortada ao final da tarde de quarta-feira entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique nos Casais, que terá contribuído ao desabamento de um troço da via.O rompimento do dique agravou o risco de cheias naquela região.Fonte da concessionária Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.As bacias hidrográficas estão sob elevada pressão devido às consecutivas tempestades que afetaram Portugal, destacando-se o Vouga, Mondego, Tejo e Sado.Lusa.Parte de tabuleiro de ponte da A1 abateu na zona onde rebentou o dique nas margens do rio Mondego.O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, considerou que a resposta às tempestades mostrou que "faltam níveis intermédios" regionais de "coordenação e liderança política", convidando quem não o defende a "ir viver para o território" e opinar depois."Eu acho que se há lição que devemos retirar todos do que aconteceu nos últimos dias em Leiria é precisamente que nós temos de pensar o modelo de desenvolvimento regional do país. Faltam-nos, de facto, níveis intermédios", disse o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, em entrevista à Lusa a propósito dos primeiros 100 dias de mandato."Falta-nos um nível intermédio de coordenação. Nem é tanto só a nível da Proteção Civil", mas é "uma questão política", defendeu, considerando que "falta legitimidade política para haver uma liderança naquele território", pois “haver coordenação política e liderança política, nesses momentos, nota-se mais".Pedro Duarte considera até que o Governo "reconheceu isso ao criar uma estrutura de missão" para a reconstrução da região Centro após a tempestade Kristin, sendo essa "a melhor prova de que faz sentido haver estruturas intermédias".Leia mais aqui.Autarca do Porto e a resposta às tempestades. "Faltam níveis intermédios" regionais de "coordenação e liderança política".O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas "a velocidade e a violência das águas", que descreveu como "uma situação absolutamente anormal". .As imagens do buraco que ficou na A1 após desabamento de tabuleiro. A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária."Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento", disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, "é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem", admitiu o ministro.Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, "pode alastrar" para o outro sentido.O dirigente acrescentou que, "enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo"."Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses", disse Pinto Luz."O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento", garantiu o ministro.Lusa .A Brisa sugeriu hoje aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.. Num comunicado enviado hoje às redações, a concessionária admitiu que, "não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", está empenhada em "minimizar transtornos" e que "poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2".A BCR - Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego, e explicou que o abatimento ocorreu "cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul - entre os KM 198 e KM 189 - e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores".A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explica ainda a concessionária.A Brisa fez saber que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 02, "com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais", estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18:00 de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.Lusa.Uma automotora descarrilou na quarta-feira à noite na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, num incidente que não causou feridos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.O incidente ocorreu pelas 21:00 de quarta-feira e levou ao corte da circulação na Linha do Leste, que faz ligação entre Abrantes, distrito de Santarém, e a fronteira com Espanha (Badajoz).Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), adiantou à Lusa que o incidente ocorreu na zona da Bemposta, Abrantes, depois do comboio ter embatido contra detritos e uma árvore que deslizaram para a linha.O comboio transportava passageiros, mas o incidente não provocou ferido, acrescentou Telmo Ferreira.Devido ao incidente, para o local foram destacados elementos da Infraestruturas de Portugal (IP) para recolocar a composição na linha, reparar danos e proceder à limpeza da via.De acordo com o último balanço da IP, pelas 18:00 de quarta-feira, estavam com circulação suspensa a Linha de Sintra, na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão, na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias, na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, na Linha da Beira Baixa, entre Ródão e Sarnadas, na Linha do Vouga, Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta e na concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.Lusa.“Parece que temos ondas no chão”: comerciantes enfrentam nova cheia em Cascais (veja os vídeos).O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros afirma que a situação que o país vive é grave, com vítimas mortais e desalojados, afetando todos os setores económicos, mas desvalorizou que tenha impacto na imagem do país lá fora.À margem do 35.º Congresso Nacional da AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre no Porto, questionado se esta situação poderá vir a tornar-se no futuro um desafio acrescido para o setor do turismo, Paulo Rangel negou."Não. (...) Numa catástrofe desta dimensão e que já provocou muitas vítimas mortais e que tem tantas e tantas dezenas de milhares de famílias - por uma razão ou por outra - ainda em situação muito difícil, evidentemente que afeta todo o país. Isto é, todos os seus setores. Agora, sinceramente, também acho que uma coisa é estarmos preparados para eventos excecionais, outra coisa é julgar que eles se vão tornar a normalidade", disse aos jornalistas."Acho que não devemos ter esse olhar (...). Isto afeta todos os setores, agrícola, industrial, dos serviços, a vida quotidiana simples das pessoas. Obviamente que é uma coisa negativa, mas não acho que isso tenha um impacto negativo sobre a imagem do país", sublinhou.Com a situação a agravar-se esta tarde em alguns locais com rebentamento de diques, o governante lembra que é cedo para balanços."Estamos com uma crise que ainda está a decorrer. Primeiro, é preciso estarmos todos muito atentos e seguir todas as indicações das autoridades. É um momento grave (...)", acrescentou.Paulo Rangel apontou ainda a resposta do Governo através do lançamento das linhas de apoio, verbas "disponibilizadas hoje"."Já começaram a ser pagas. Hoje há muita gente já a receber, em 15 dias. (...) Vejo tanta crítica e não vejo que as pessoas olhem para uma coisa que é essencial, que é uma resposta rápida", lamentou.Mas, "evidentemente, enquanto temos cheias pelo país inteiro, algumas delas com riscos muito sérios, não estamos em condições de estar aqui a elogiar esse trabalho. O trabalho não está terminado, infelizmente, antes estivesse, era sinal que estávamos agora a recuperar (...). E, portanto, efetivamente acho que não devemos fazer, digamos, nenhum balanço sem deixar que a situação se normalize", concluiu.Lusa.Bom dia,Continue a seguir aqui os principais desenvolvimentos sobre as consequências do mau tempo que se tem feito sentir no país há várias semanas, com destaque para o desabamento de um troço da A1, devido ao rompimento de um dique no Mondego, em Coimbra. A depressão Oriana não irá afetar Portugal continental diretamente, mas causará, de quinta para sexta-feira, períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, em quase todo o país, indicou o IPMA.De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), entre o final da tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira, Portugal continental será atravessado por "um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada a norte da Península Ibérica", que "no seu deslocamento para Espanha (…) que dará origem à depressão Oriana"."Esta depressão não irá afetar Portugal continental diretamente uma vez que o seu desenvolvimento já se fará em território espanhol", sublinhou.No entanto, este sistema frontal resultará em Portugal continental em períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, pode ler-se no comunicado.Devido a esta previsão, o IPMA colocou, durante este período, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga sob aviso amarelo de chuva.Estes distritos, juntamente com Bragança, Faro e Beja, vão estar também sob aviso amarelo de vento..Depressão Oriana não afeta diretamente continente mas traz chuva e vento de 80 quilómetros por hora