O ministro da Presidência apelou hoje aos portugueses que estão em zonas de risco por causa das cheias e do mau tempo que respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente os “pedidos de evacuação” dos locais.Em audição no parlamento, António Leitão Amaro quis “saudar todas as forças que estão no terreno” a ajudar os portugueses afetados e “pedir às populações que observem e respeitem todos os pedidos dessas autoridades”.Há uma semana, numa comissão parlamentar, Leitão Amaro falou da passagem da depressão Kristin na região de Leiria, e hoje, no parlamento, veio também “transmitir solidariedade às pessoas que ainda continuam a sofrer os impactos dessa catástrofe da noite de 28 [de janeiro] mas também muitos outros portugueses que nestas horas vivem junto a rios, passando, eles e o seu património, perigos”.Por isso, Leitão Amaro veio “reiterar esse pedido em nome do Governo” para que as populações cumpram as indicações de abandono dos locais atingidos.“Nestes momentos críticos”, é essencial “o cumprimento dessas orientações, em particular quando for o caso, por segurança, de pedidos de evacuação”, avisou.“Nós continuaremos a tudo fazer para os ajudar, para os socorrer, prevenir e proteger” e “no momento em que se materializarem danos, naturalmente realizar a recuperação mais célere possível”.Lusa.Imagens de satélite captaram a intensidade das chuvas sobre a Península Ibérica durante três fortes tempestades de Inverno e a extensão das inundações que se seguiram na bacia do rio Tejo, em Portugal, divulgou a Agência Espacial Europeia (ESA).A agência lembrou, em comunicado, que as tempestades Kristin, Leonardo e Marta atingiram Espanha, Portugal e o Norte de África no início de 2026, provocando inundações generalizadas.. Em Portugal, a ESA destacou as áreas particularmente afetadas na cidade de Alcácer do Sal e na bacia do rio Tejo.Uma imagem de radar divulgada na nota, baseada em dados captados pelo satélite Copernicus Sentinel-1, mostra a extensão das cheias em redor do rio Tejo e da sua bacia hidrográfica, a nordeste de Lisboa, com as áreas inundadas a vermelho.A imagem foi captada em 07 de fevereiro e sobreposta a uma imagem de 27 de dezembro, mostrando onde os níveis da água subiram, sublinhou a ESA.Lusa.O Presidente da República vai dar hoje, às 11h00, posse aos secretários de Estado do Ministério da Administração Interna, automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral, para que se mantenham em funções..Maria Lúcia Amaral demite-se na véspera do debate quinzenal. Os três secretários de Estado que vão hoje novamente tomar posse são Paulo Simões Ribeiro, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil.DN/Lusa.O Presidente da República eleito tem estado em contacto com os presidentes de Câmara de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho, disse hoje a assessoria de António José Seguro, que ocupou um gabinete de trabalho no Palácio Nacional de Queluz.“O Presidente eleito tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho”, dado o agravamento da situação naqueles territórios com riscos de cheia no Mondego, transmitiu à Lusa a mesma fonte.António José Seguro começou hoje a trabalhar num gabinete no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, onde chegou pelas 10:00, e que será o seu local de trabalho até à posse como chefe de Estado no dia 09 de março.À chegada, o Presidente eleito não fez declarações.Lusa.O presidente da Assembleia da República vai consultar os membros da conferência de líderes sobre um eventual adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, previsto para hoje, às 15:00..Aguiar-Branco consulta partidos sobre adiamento do debate quinzenal com primeiro-ministro.Portugal está sob efeito de uma massa de ar tropical, que poderá impedir precipitação forte no Baixo Mondego, embora as previsões apontem para chuva persistente durante o dia, disse fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Questionado pela agência Lusa sobre a neblina cerrada que se mantém, há três dias, na região de planície entre Coimbra e a Figueira da Foz, e o seu efeito na precipitação, o meteorologista do IPMA Jorge Ponte indicou que a situação não é exclusiva do Baixo Mondego e deve-se a uma massa de ar tropical - mais quente e húmido e com muito conteúdo em vapor de água -, que fez subir as temperaturas do ar e tem as neblinas e nevoeiros persistentes como característica.“O que acontece é que há zonas que têm mecanismos frontais, em que a precipitação é mais intensa, e noutras menos”, disse o meteorologista, aludindo, para além da orografia – por exemplo de áreas montanhosas – a choques de massas de ar que aumentam a precipitação.“Principalmente em zona de serra, os acumulados [de precipitação] vão ser superiores. Agora, os avisos têm sido mais pela persistência da precipitação, do que propriamente pela intensidade”, esclareceu Jorge Ponte.“É característico nestes tipos de massa de ar termos mais persistência de chuva durante muitas horas e um pouco menos de intensidade”, reforçou.Deste modo, especificamente em zonas de planície como no Baixo Mondego, o meteorologista do IPMA esclareceu que a precipitação será menos intensa do que em zonas montanhosas.Notou, no entanto, que poderão suceder, localmente, e não de forma generalizada no país, situações pontuais no meio da massa de ar tropical com precipitação que seja mais intensa.Durante a conversa com a Lusa, Jorge Ponte olhou para as imagens de radar meteorológico, pelas 09:00, e antecipou uma zona de convecção, com trovoadas dispersas, a montante de Coimbra (junto a Santa Comba Dão e à barragem da Aguieira).Observou que, no meio desta massa de ar muito húmida, “que, no geral, traz este nevoeiro e esta ‘morrinha’, esta precipitação mais fraquinha, há locais onde ela vai cair mais intensamente, só que não é de uma forma abrangente, é mais local”.“No dia de hoje, pode acontecer a precipitação intensificar, em alguns períodos”, avisou.Na noite de terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou para “o risco claro” das margens do Mondego – rio que corre num canal artificial no Baixo Mondego - poderem colapsar e provocarem uma situação de cheia generalizada e descontrolada, face às previsões de forte precipitação.A situação no Baixo Mondego levou a uma operação de emergência que previa a retirada de cerca de 3.500 pessoas de zonas ribeirinhas dos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho..A SATA Air Açores vai recorrer à Azores Airlines para realizar voos interilhas e acomodar o “elevado número de passageiros” com ligações canceladas devido ao mau tempo, foi hoje revelado.Segundo adiantou fonte da SATA à agência Lusa, a Azores Airlines vai realizar a operação entre as ilhas de São Miguel e Terceira em regime de ACMI (aluguer de aeronave com tripulação) para a SATA Air Açores durante o dia de hoje, de forma a “mitigar” os constrangimentos provocados pelo mau tempo e “dar uma resposta rápida e eficiente”.De acordo com a mesma fonte, devido ao mau tempo, 293 pessoas ficaram sem acomodação nos voos São Miguel/Terceira e Terceira/São Miguel, sendo que o recurso à Azores Airlines (com a aeronave A321 Neo) vai permitir responder a cerca de 288 pessoas.Os restantes cinco passageiros “serão acomodados em outros voos durante o dia”.A decisão foi tomada depois de terem sido “esgotados todos os recursos internos, aeronaves e tripulações” da SATA Air Açores, face ao “elevado número de passageiros” afetados pelo cancelamento dos voos interilhas na terça-feira.Lusa.A vice-presidente da Câmara de Pombal, Isabel Marto, admitiu hoje que quase todas as casas no município têm danos devido à depressão Kristin, que há 15 dias atingiu gravemente este concelho do distrito de Leiria.“Quando passamos em qualquer via, percebemos que quase todas as casas foram atingidas, nem que seja de forma parcial. Algumas já foram recuperadas, mas, dificilmente, haverá alguma aldeia que tenha sido preservada”, declarou Isabel Marto à agência Lusa.Segundo a autarca, 70 ou 80% das casas do concelho têm estragos.“É um levantamento que estamos a fazer. E agora, com as plataformas e a entrada em vigor dos apoios à recuperação das casas de habitação permanente, iremos ter um valor mais correto, mas houve danos parciais, eu diria, em 70% ou 80% das casas”, referiu.Reconhecendo que as condições climatéricas desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu sobretudo a região Centro, não têm ajudado, a vice-presidente explicou que, ainda assim, “muitas coberturas foram colocadas de forma provisória”.“Não se conseguiu chegar a todo o lado e eu acho que agora as nossas forças, os nossos recursos, têm de ser canalizados no sentido de ajudar os nossos munícipes a recuperar as suas casas”, adiantou.Quanto à energia elétrica, Isabel Marto referiu que 15% da população ainda não tem eletricidade, num concelho com cerca de 52 mil habitantes, reconhecendo que, a cada dia que passa, é “cada vez mais difícil” conseguir-se estabilizar a distribuição de água.No que diz respeito às telecomunicações, com o concelho a manter dificuldades, lamentou a ausência de contactos por parte das operadoras, para salientar que agora é a autoridade reguladora das comunicações, a Anacom, que está a intermediar e a dar “alguma informação” à autarquia.Já a limpeza das principais vias rodoviárias foi feita, disse, avisando, contudo, que “ainda há muito trabalho” de retirada das madeiras e limpeza das linhas de água, que vai “durar muitos meses”.Por outro lado, realçou a reabertura, esta semana, de todas as escolas do concelho, apesar de 31 de um total de 35 terem registado prejuízos.Lusa.A Câmara Municipal de Coimbra e a Proteção Civil decidiram pelo encerramento do Mercado Municipal D. Pedro V. "A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho, situação que já motivou o encerramento da Rua da Fonte Nova", justifica o executivo.O parque de estacionamento superior do Mercado encontra-se igualmente encerrado..Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco de cheia no concelho, revelou hoje fonte do município.Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP) tinham sido definidas previamente e estão preparadas para acolher pessoas que precisem de ser retiradas de zonas onde está identificado o risco de cheia da bacia do Mondego.O pavilhão Mário Mexia funciona como ZCAP para 95 idosos, retirados de três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.A ZCAP de Ceira, que também tinha sido acionada na noite de terça-feira, encontrava-se, às 04:30, sem qualquer pessoa, informou a mesma fonte.O presidente da Junta de Freguesia de Ceira confirmou que não foi necessário retirar os moradores desta zona ribeirinha do concelho de Coimbra para um ponto seguro, face ao risco de cheia que se previa para a madrugada.“Graças a Deus não foi necessário. As pessoas ficaram nas suas casas em segurança e está tudo dentro da normalidade”, indicou Fernando Almeida.De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Ceira, o Rio Ceira “desceu um bocadinho durante a noite”, o que permitiu que os habitantes pudessem ficar nas suas casas."Agora vamos ver como se vai portar durante a manhã", acrescentou.De acordo com fonte oficial da proteção civil local, toda a população que poderá ser afetada “foi avisada”.Município e proteção civil irão “continuar a bater às portas” das pessoas, disse também esta fonte.Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra (CSREPC) confirmou à Lusa a retirada de 160 pessoas durante a noite, explicando que os números que têm registado dizem apenas respeito a pessoas retiradas com ajuda de bombeiros, nomeadamente cidadãos com dificuldades de mobilidade.“A restante população terá recorrido a meios próprios para estar fora da zona de risco, seguindo as orientações da proteção civil”, disse.Segundo a mesma fonte, não há, até ao momento, indicação de pessoas retiradas de Soure e Montemor-o-Velho.DN/Lusa.Por motivo de interdição dos acessos rodoviários a Porto Brandão, por parte das autoridades competentes, a Estação Fluvial de Porto Brandão encontra-se encerrada, informa a Transtejo, que assegura as ravessias do Tejo na região de Lisboa, no seu site oficial.Assim, o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.A Transtejo diz que não é possível prever quando será retomado o serviço na Estação Fluvial de Porto Brandão.Numa nota citada pelo Observador, Rui Ribeiro Rei, presidente da Transtejo diz que vai iniciar-se a retirada de todas as pessoas da localidade por razões de segurança. .O rio Douro registou uma subida considerável durante a noite de hoje e o dia adivinha-se “difícil a nível do controle dos caudais” devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.“Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água”, disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a forte pluviosidade prevista para o dia de hoje fazem este dia “merecedor de muita atenção”.“A cota no estuário também está sempre ali a rondar os 5 metros. Portanto, Miragaia [no Porto] ontem [terça-feira] já meteu um pouco de água. Nada de significativo, mas já entrou um pouco. Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil a nível do controlo dos caudais. Portanto, é possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água”, alertou.O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.Também Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a ativar, na semana passada, o alerta vermelho para risco de cheias.Lusa.O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu ‘site’.“Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Amarante,(...) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens”, lê-se na publicação.A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil “com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso”.“O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação”, vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada..Mais de 30 pessoas foram hoje retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.“A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03:38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.“Cerca das 07:00, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas”, disse.. No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.Também hoje, pelas 06:16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.Lusa.Ale´m das escolas de Coimbra localizadas na margem esquerda do rio Mondego, também as escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 07:00, nas redes sociais.“A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados”.Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas..O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) adiantou à Lusa que cerca das 07:00 de hoje ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações, nomedamente Conraria, Cabouco e zonas ribeirinhas de Ceira, Torres do Mondego, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.Acresce que as escolas localizadas na margem esquerda do Mondego estão hoje encerradas.“Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações”, disse, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação.Na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que o rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação"Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional.. Segundo o presidente da APA, está prevista "uma brutalidade" de precipitação na quarta-feira, registando-se "dois dias em que chove 20% do que chove num ano", referindo que a situação será monitorizada e acompanhada durante toda a noite.“No fundo, perceber se temos condições de que aqui no açude de Coimbra nunca seja ultrapassado o valor dos dois mil metros cúbicos por segundo [m3/s], que é o valor para o qual os diques foram dimensionados”.Pimenta Machado salientou que, neste momento, “muita água foi ao rio Ceira, à Ribeira de Mortágua, ao Mondego, ao rio Dão”.“É impressionante”, notou, considerando que se está perante uma situação “verdadeiramente excecional”, com níveis de precipitação elevados depois de “três semanas de tempestades sucessivas que pressionam as infraestruturas”. .A proteção civil registou entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 de hoje 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.“Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro”, disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)..O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra revelou hoje estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, ainda que com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas".A mesma fonte acrescentou à Lusa que as autoridades municipais se mantêm em articulação com os bombeiros e agentes da proteção civil acorrendo a "necessidades de deslocação de pessoas", mas que a situação era considerada normal pelas 04:30 da madrugada.Questionado especificamente sobre o estado dos diques na região do Baixo Mondego, que voltarão a estar sob pressão a meio da manhã, com a preia-mar, a mesma fonte admitiu que "há sempre o risco" de uma qualquer cedência, mas não há "indicação de qualquer incidente" deste tipo "até ao momento".Consultada pela Lusa, uma fonte do Comando Sub-regional de Aveiro disse igualmente estar "tudo normal" na região, nomeadamente na área de Sever do Vouga, particularmente afetada por inundações e desmoronamentos provocados pelas chuvas intensas dos últimos dias.O portal na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registava às 05:00 um total de 178 ocorrências ativas, envolvendo 1082 operacionais e 393 veículos.