Carlos Luís Tavares comandante sub-regional da Proteção Civil de Coimbra, garantiu entretanto à SIC Notícias que com a ponte da autoestrada "não há qualquer problema aparente", explicando que o problema foi que o dique "rebentou precisamente debaixo da ponte da autoestrada", provocando "a erosão da terra", resultando por isso na queda de parte da ponte "no encontro entre o tabuleiro da ponte e o talude" onde assenta a A1."A rotura é exatamente por baixo do sentido Norte-Sul ao quilómetro 191,2. O outro sentido, como está cortado, terá de ser avaliado para que possa ser garantida a segurança para se poder abrir a autoestrada", revelou Carlos Luís Tavares..Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, referiu que a queda de parte da A1 era "algo que era temido". "Quando nos apercebemos do rebentamento do dique, mesmo por debaixo da ponte, imediatamente a Proteção Civil pediu para ser interrompido o tráfego", disse à RTP Notícias, revelando que durante a tarde viam "com muita surpresa" pessoas a pararem os carros "para tirar fotografias". "Estávamos muito preocupados", sublinhou. A autarca detalhou depois o que aconteceu para o abatimento da autoestrada: "A água foi escavando a terra e uma parte do tabuleiro da ponte ficou sem sustentação e acabou por ruir. Só confirma o que temíamos, estamos perante uma situação grave." Ana Abrunhosa revelou ainda que "na sequência do rebentamento do dique, houve pessoas que se recusaram a sair das suas terras e depois tiveram de ser retiradas por helicóptero"."Este é um problema gravíssimo e Coimbra e outras localidades estão com problemas muito graves", frisou Ana Abrunhosa, que referiu ainda que a interrupção da A1 vai complicar as questões de circulação rodoviária do concelho a que preside..Parte da Autoestrada 1 (A1) ruiu no local onde durante a tarde rebentou o dique dos Casais, na margem direita do rio Mondego, em Montemor-o-Velho. A notícia foi avançada pela RTP Notícias, que confirmou junto de fonte da Proteção Civil. A parte do tabuleiro de asfalto que abateu é a do sentido Norte-Sul e situa-se no final da ponte e o início da parte da via assente na terra. Refira-se que a autoestrada já estava interrompida esta tarde por precaução, depois do rebentamento do dique, junto àquela via.Em declarações à SIC Notícias, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, diz que o Governo estava a par do que se estava a passar. "Ninguém manda encerrar a A1 sem ter em consciência dos riscos que estão em causa", disse o governante, que está a caminho do local para avaliar a situação, sublinhando que Portugal está a viver de "uma situação extraordinária". Recorde-se que ao final da tarde, o primeiro-ministro Luís Montenegro alertou para a possibilidade de mais diques colapsarem, agravando assim as cheias que se registam naquela região de Coimbra.A GNR indicou que a principal alternativa a este corte na A1 é o Itinerário Complementar 2 (IC2)..Depressão Oriana não afeta diretamente continente mas traz chuva e vento de 80 quilómetros por hora.As Forças Armadas empenharam hoje mais de 3.200 militares no apoio às populações afetadas pelo mau tempo, em ações de vigilância de diques em risco de rutura ou de relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios.Numa nota, o gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) indicou que durante o dia de hoje, até às 18:00, estiveram empenhados 3.249 militares, 389 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento.Entre as ações de apoio às populações afetadas estiveram o reforço na vigilância de diques em risco de rutura, a relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios ou o reforço da capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores.As Forças Armadas realizaram também ações de reforço da capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias e ações de proximidade, pode ler-se no comunicado.Entre 28 de janeiro e hoje, 25.703 militares estiveram empenhados em ações de apoio, com 3.222 viaturas e 242 máquinas de engenharia.Durante o mesmo período, os militares já resgataram 273 pessoas, instalaram ou cederam 352 lonas para coberturas de casa e distribuíram e disponibilizaram 1.282 refeições e 442 instalações para banhos.Disponibilizaram também 1.860 camas disponibilizadas, em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes unidades das Forças Armadas.Os militares realizaram reparações em 155 habitações e edifícios públicos e realizaram 150 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda 52 em curso.De acordo com o comunicado, as Forças Armadas desobstruíram 445 quilómetros de itinerários, recolheram 779 toneladas de detritos, construíram 220 metros de barreiras de contenção e utilizaram 13.000 sacos de areia nas barreiras de contenção, entre outras ações de apoio.As Forças Armadas sublinharam também que já foram realizadas 33 horas de voo para este apoio específico, e mantêm-se disponíveis seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e 1 aeronave KC-390. Lusa.Os quatro trabalhadores que ficaram isolados na sequência da rotura de um dique do rio Mondego, em Coimbra, foram resgatados pelos fuzileiros da Marinha e não por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa, que chegou a ser acionado.Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esclareceu que os trabalhadores (funcionários de uma empresa hortofrutícola, localizada nas imediações da margem do rio colapsada), foram resgatados da área inundada com o auxílio de um bote dos fuzileiros.Já fonte oficial da Força Aérea Portuguesa indicou que o helicóptero EH 101 Merlin, que foi acionado para o resgate pela ANEPC, chegou a levantar voo do Montijo, mas foi desmobilizado e regressou à base aérea.Lusa.A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, disse hoje que já não se encontra ninguém em Porto Brandão, tendo o município acolhido 160 pessoas retiradas da localidade, devido ao risco de derrocadas.“Aquilo está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca, salientando que, por essa razão, o município tomou hoje a decisão de retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”, localidade evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.Em conferência de imprensa, para um ponto de situação da operação de retirada de pessoas e bens de Porto Brandão, Inês de Medeiros adiantou que foram também encontradas soluções de acolhimento para 25 cães, quatro gatos e 16 pássaros..Almada: no dia em que a chuva obrigou a deixar a casa, nem os animais ficaram para trás. Agradecendo aos moradores da zona pela forma ordeira como “perceberam que de facto isto é uma situação de prevenção que não podia ser adiada”, a presidente da Câmara de Almada, no distrito de Setúbal, apontou a situação em Porto Brandão como a mais preocupante no concelho relacionada com deslizamentos de terras e que estava a ser acompanhada há mais de uma semana.A autarca adiantou ainda que, neste momento, nada se pode fazer em relação às terras e que será preciso esperar, já que não existe qualquer tipo de operação que possa ser desenvolvida.“Infelizmente tenho de pedir às pessoas que tenham paciência porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar”, acrescentou, assegurando que agora “em principio não está ninguém em Porto Brandão”.Inês de Medeiros apelou ainda para que ninguém se desloque para aquela zona do território.Lusa.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu hoje à população que evite comportamentos de risco, nomeadamente circular nos acessos junto ao rio Mondego, em Coimbra, e que salvaguarde animais e bens, retirando-os de zonas ribeirinhas.Numa conferência de imprensa em Coimbra, o presidente da ANEPC, José Manuel Moura, destacou que as autoridades já realizaram um conjunto de retiradas preventivas de pessoas de zonas em perigo na região de Coimbra, onde hoje um dique colapsou na margem direita do rio Mondego, nos Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), agravando o risco de cheias.José Manuel Moura recomendou aos cidadãos que evitem circular nos acessos junto ao rio Mondego, e pediu para os residentes junto à Nacional 111, que liga Coimbra a Montemor-o-Velho, estarem atentos e seguirem “as indicações da Proteção Civil”.“Não atravessar a pé ou de viatura. Há pouco estávamos aqui a acompanhar em direto, viaturas a parar na A1 para tirarem fotografias. Parar numa autoestrada já é proibido, numa circunstância destas é ainda mais grave. Portanto, evitar esses comportamentos”, disse, numa conferência de imprensa onde também estiveram o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, e a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa.“Não atravessar a pé ou em viatura estas estradas com linhas de água ou com zonas inundáveis. Não circular nem permanecer em pontes e aceder a locais inundados ou historicamente inundáveis. E evitar atividades junto às linhas de água, sobretudo em locais sujeitos a cheias rápidas”, insistiu.José Manuel Moura pediu também para que os animais sejam salvaguardados, retirando-os de zonas suscetíveis a inundações.Equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens devem igualmente ser retirados das zonas ribeirinhas habitualmente inundáveis, junto aos rios Mondego, Ceira, Alva e Arunca, e levados para locais seguros.O responsável pela Proteção Civil aconselhou ainda os cidadãos a manterem-se informados junto dos órgãos de comunicação social e junto dos agentes de Proteção Civil que estão a acompanhar a situação.Ainda de acordo com o presidente da Proteção Civil, na quinta-feira verificar-se-á “um aparente desagravamento”, que “é só aparente”, porque as previsões apontam para um elevado valor acumulado de chuva.“Só a partir de, porventura, sábado poderemos ter aqui algum desagravamento já efetivo”, afirmou.O responsável destacou também que a ANEPC, em colaboração com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), está a acompanhar a evolução dos caudais no território nacional, “desde o rio Minho às ribeiras do Algarve”, o que “é um trabalho hercúleo, muito significativo”, para ajustar o dispositivo, salientando que “as grandes bacias, não só do Mondego, mas também do Douro e do Tejo” merecem especial preocupação.Lusa.A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional (AMN) mantêm hoje os meios para resgate “em prontidão imediata” junto às zonas de maior risco de cheias, tendo já resgatado 273 pessoas através das embarcações posicionadas para apoio imediato à população.Em comunicado, a Marinha e a AMN informaram que têm neste momento empenhados “cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, quatro geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão”.De acordo com as duas instituições, o dispositivo vai continuar empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingem diversas regiões do país, devido à passagem de depressões em Portugal continental.Neste âmbito, mantêm-se os meios “para resgate em prontidão imediata junto às zonas de maior risco”, inclusive a Marinha continua com 47 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, nomeadamente quatro botes para atuar no rio Lis, em Leiria; 16 para o rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure; oito para o rio Tejo, colocados em Tancos; 10 para o rio Sorraia, concretamente em Coruche e em Benavente; oito para o rio Sado, em Alcácer do Sal; e um para o rio Arade, em Portimão.Além destes 47 botes, “este dispositivo vai ser hoje reforçado em Montemor-o-Velho, com duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC)”.Até ao momento, os elementos da Marinha e da AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 6.000 quilómetros em ações de reconhecimento, tendo efetuado o resgate de 273 pessoas através das embarcações prontas e posicionadas para apoio imediato à população, nomeadamente 10 pessoas resgatadas durante o dia de hoje em Barosa, concelho de Leiria.A Marinha e a AMN destacam também no comunicado conjunto a remoção de mais de 340 toneladas de detritos fluviais, o auxílio a 60 embarcações no rio Guadiana, o reconhecimento de mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, a reparação e apoio a mais de 180 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, 162 ações de apoio a equipamentos de produção de energia e auxílio a 102 animais.Nas últimas 24 horas, as diversas equipas da Marinha continuaram a trabalhar nas regiões mais afetadas pelas tempestades, contribuindo para a “recuperação de infraestruturas e sistemas que apoiam milhares de pessoas”, como a reparação elétrica e de telhados em cinco escolas básicas, na região de Leiria e em Ourém (distrito de Santarém), e a distribuição de bens essenciais pela população.Lusa.Os profissionais inscritos na Ordem dos Advogados (OA) estarão isentos do pagamento de quotas durante um mês, na sequência do comboio de tempestades.A medida é válida para advogadas e advogados com domicílio profissional nas regiões atualmente abrangidas pela declaração de calamidade pública.De acordo com um comunicado emitodo pela OA, são abrangidos 3938 advogados e “pretende aliviar os encargos financeiros destes profissionais, cuja atividade foi interrompida ou significativamente prejudicada pela destruição de infraestruturas, limitações de mobilidade e acessibilidade ou perda de condições de trabalho”.Ainda segundo a Ordem dos Advogados, a suspensão será aplicada de forma “automática e imediata”. Aos que já tenham liquidado as quotas, o dinheiro montante será devolvido..A Força Aérea recolheu cerca de 130 toneladas de bens doados, desde produtos essenciais a material de construção, para apoiar as populações afetadas pelas intempéries que assolam o país, revelou hoje este ramo das Forças Armadas.Entre as ações de recolha de bens doados, a Força Aérea indicou que um avião KC-390 descolou na terça-feira da Base Aérea N.º 4, nos Açores, com 6,3 toneladas de bens essenciais, e desde o Depósito-Geral de Material da Força Aérea, em Alverca, distrito de Lisboa, seguiram “perto de cinco toneladas” de bens por via terrestre.“Os bens foram entregues nas juntas de freguesia de Amor, Maceira, Marinha Grande, Monte Real, Carvide e Vieira de Leiria [todas na região de Leiria], apoiando diretamente as comunidades locais”, indicou o ramo aéreo das Forças Armadas, em comunicado.Estes bens destinam-se a reforçar o apoio às populações afetadas pelas sucessivas depressões que assolam o território nacional, com a Força Aérea a assegurar a continuidade da distribuição no terreno e uma resposta coordenada às necessidades identificadas.Durante o dia de hoje, segundo a Força Aérea, um avião KC-390 descolou da Madeira com cerca de 16,1 toneladas de bens recolhidos pelo Aeródromo de Manobra N.º 3 e pela Estação de Radar N.º 4, que contou com forte adesão das comunidades locais, acrescentou.“São já perto de 130 toneladas de bens essenciais e material de construção que a Força Aérea conseguiu recolher para as vítimas desta calamidade, em conjunto com a população”, realçou.Promovida pela Força Aérea, a campanha de recolha de bens envolveu militares e trabalhadores civis, que se uniram na angariação de bens alimentares, produtos de higiene pessoal e materiais de construção, destinados sobretudo à reparação e reconstrução de telhados e coberturas danificados pelas intempéries.Têm contribuído “ativamente” para esta missão solidária o Aeródromo de Manobra N.º 3, em Porto Santo; a Base Aérea N.º 4, na Terceira; a Base Aérea N.º 6, no Montijo; a Base Aérea N.º 8, em Ovar; a Base Aérea N.º 11, em Beja; a Estação de Radar N.º 2, em Paços de Ferreira; a Estação de Radar N.º 4, na Madeira; o Comando Aéreo, em Monsanto; o Estado-Maior da Força Aérea e a Unidade de Apoio de Lisboa, em Alfragide, destacou o ramo aéreo das Forças Armadas.Segundo a instituição militar, o Depósito-Geral de Material da Força Aérea tem um papel central na operação logística de recolha de bens doados, garantindo a receção, registo, pesagem, segregação e preparação para envio, de acordo com as necessidades identificadas no terreno.Além de promover a recolha de bens, “a Força Aérea mantém-se no ar e no terreno” para ajudar as populações afetadas, nomeadamente em Arruda dos Vinhos, distrito de Lisboa, onde foi empenhado um destacamento de engenharia que iniciou trabalhos de recuperação de um troço rodoviário na localidade de Cardosa, e em Alcobaça, distrito de Leiria, onde foi mobilizada uma equipa de militares para apoiar na remoção de destroços.“À semelhança dos dias anteriores, mantivemos presença em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), Tancos (distrito de Santarém) e diversas freguesias de Leiria”, adiantou.Até ao momento, a Força Aérea realizou 16 voos de transporte e reconhecimento aéreo, num total de 38 horas de voo, permitindo uma resposta célere e eficaz no apoio à população e na recolha de imagens aéreas que permitem a tomada de decisão pelas entidades competentes, complementadas com informação proveniente de 53 satélites.Além disso, este ramo das Forças Armadas disponibilizou 1.406 refeições e assegurou 517 banhos quentes às populações afetadas, através da Base Aérea N.º 5, localizada na localidade de Serra do Porto de Urso - Monte Real, freguesia do concelho de Leiria.Na nota, a Força Aérea referiu ainda que esteve empenhada em mais de 20 localidades, abrangendo quatro distritos, nomeadamente Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, e reafirmou “o compromisso permanente de servir o país e de colocar as suas capacidades humanas e logísticas ao serviço das comunidades, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade”.Lusa.Os Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) avisaram hoje que a circulação se encontra condicionada em algumas linhas devido à necessidade de apoiar a operação de evacuações preventivas.Em comunicado, os SMTUC explicaram que “estão a apoiar a operação de evacuações preventivas em curso no concelho, na sequência do agravamento da situação hidrológica do rio Mondego e das medidas de proteção de pessoas e bens determinadas pelas autoridades de proteção civil”.Foram mobilizados “meios e recursos para apoio no transporte e na resposta operacional associada às evacuações, o que está a provocar perturbações no normal funcionamento da rede de transportes urbanos”, sublinhou.Segundo os SMTUC, estão temporariamente suspensas as linhas 11, 13, 23C, 201 e 223.A circulação está a fazer-se de forma condicionada nas linhas 4, 5, 6, 7, 7T, 14, 14T, 21, 27, 28, 29, 32, 33, 34, 103 e 221, “podendo verificar-se atrasos e alterações de percurso, em função da evolução da operação no terreno e dos condicionamentos de trânsito”, acrescentaram.Lusa.O Jardim do Caracol da Penha, que liga as freguesias de Arroios e Penha de França, em Lisboa, encontra-se interditado pela Proteção Civil Municipal “devido a risco de queda de muro”, informou hoje o município.Também estão fechados outros três parques e jardins municipais, em resultado de trabalhos de remoção de arvoredo, nomeadamente a Quinta dos Lilases, o Parque Recreativo do Alvito e o Parque Recreativo da Serafina, segundo informação da Câmara de Lisboa, disponibilizada no seu ‘site’.Desde 04 de fevereiro que o município de Lisboa determinou o encerramento de parques e jardins municipais, como “medida preventiva” face à previsão de condições meteorológicas adversas.Passado uma semana, alguns dos parques e jardins sob gestão municipal já foram reabertos, designadamente a Estufa Fria, Jardim da Cerca da Graça, Jardim Guerra Junqueiro, Parque da Bela Vista, Parque Urbano do Alto do Duque, Parque Verde de Carnide, Quinta da Paz e Tapada das Necessidades, indicou a autarquia.Quanto aos cemitérios municipais, a Câmara de Lisboa referiu que está prevista a reabertura de todos os cemitérios, com exceção do Cemitério dos Prazeres, que se mantém fechado ao público, exceto para funerais e acesso à secretaria.No âmbito da situação de mau tempo, com chuva e vento fortes, a autarquia disse que está a avaliar a reabertura dos parques e jardins municipais, após o encerramento preventivo devido às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), sublinhando que “alguns espaços vão manter-se fechados até estarem garantidas todas as condições de segurança”.Na passada sexta-feira, o município decidiu que o Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios em Lisboa estariam encerrados no fim de semana devido à previsão de mau tempo.Essa decisão juntou-se à medida de encerramento dos parques e jardins municipais e à recomendação para cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas.Como medidas para garantir a proteção de todos, a autarquia reforçou a importância de "evitar deslocações desnecessárias", de "não circular nem estacionar em zonas potencialmente sujeitas a inundações" ou de "não circular em zonas ribeirinhas".A autarquia instou também os lisboetas a evitarem "o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives, sujeitas a deslizes de terra" e a "recolher todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados".O sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa pode ser subscrito pelos cidadãos através do envio de um 'sms' com o texto "AvisosLx" para o número 927 944 000.Lusa.Militares do Exército, da especialidade de engenharia, começaram hoje a estabilizar a encosta do Castelo de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, após deslizamentos de terra ocorridos “em diversos locais e de forma repetida”.Em declarações à agência Lusa, o tenente Tiago Oliveira, comandante do destacamento do Regimento de Engenharia n.º 1, sediado em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém, explicou que os militares chegaram a Alcácer do Sal na terça-feira.“Temos 10 militares empenhados neste teatro de operações, com quatro viaturas e um equipamento pesado. Chegámos na terça-feira e ainda fizemos o reconhecimento do terreno e iniciámos hoje os trabalhos”, referiu.A mobilização dos militares da especialidade de engenharia para Alcácer do Sal surge na sequência da solicitação da câmara municipal deste concelho alentejano, na segunda-feira, para uma intervenção do Exército para estabilizar a encosta do castelo, devido a deslizamentos de terra recentes, “em diversos locais e de forma repetida”.Nesse dia, em comunicado divulgado na rede social Facebook, o município, cuja zona ribeirinha tem sido alvo de cheias desde o dia 28 de janeiro, quando o rio Sado galgou as margens, disse ter pedido o apoio de diferentes entidades sobre “os recentes deslizamentos de terra” na encosta do castelo da cidade.“Em causa está a segurança das populações e dos bens culturais presentes”, realçou então o município, referindo ter solicitado o apoio do Exército para a estabilização da encosta do castelo, “através do Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio”.À Lusa, o tenente Tiago Oliveira indicou que os militares constataram no local que “havia zonas nos taludes por baixo da muralha do castelo que tinham cedido um bocadinho” e que “várias porções de terra tinham caído”.“Por causa da forma da cidade, em que no topo está o castelo, depois o talude de terra, a estrada e por baixo encontram-se casas, havia o risco de, no caso de uma derrocada maior, poder cair material para cima das habitações”, explicou.Por isso, o destacamento do Exército colocou no local “umas barreiras de contenção, com um metro quadrado cada uma e cerca de 1,5 metros de altura, com arestas de metal e o interior em pano recheado de inertes, para ganhar sustentação”, precisou.O comandante do destacamento de Engenharia do Exército revelou que, ao longo do dia de hoje e até às 17:00, foram colocados “40 metros de barreiras” na encosta, faltando ainda “colocar mais uns 30 metros”, o que “deverá ser concluído provavelmente até final da semana”.“Estas barreiras de contenção não vão impedir os deslizamentos, mas, caso continuem, há menos probabilidades de esse material chegar às casas. Com elas, barramos o caminho da queda da terra”, destacou o militar.Segundo o tenente Tiago Oliveira, os militares do destacamento “estão disponíveis para qualquer ajuda que seja necessária, mesmo que a missão mude”.Fonte do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou à Lusa que estão em missão em Alcácer do Sal 50 militares do Exército, pois, além deste destacamento de Engenharia, há mais dois batalhões em operação.“Temos um batalhão da Escola das Armas de Mafra e outro do Regimento de Infantaria n.º3 de Beja, cada um com 20 militares, envolvidos em trabalhos de limpeza de habitações e de estabelecimentos comerciais na zona da baixa”, especificou.Lusa.O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro alertou hoje para a continuidade do risco de cheias na região, devido a um possível aumento dos caudais dos rios.“Devido à manutenção de condições hidrometeorológicas adversas na área geográfica do distrito de Aveiro, com particular ênfase nos municípios da região de Aveiro, permanece o risco de continuidade das situações de cheia/inundação”, refere um comunicado divulgado ao final da tarde.Até ao momento, segundo a mesma nota, não se registaram vítimas mortais ou feridos graves, sendo as ocorrências mais relevantes cortes de via, quedas de árvores e de algumas estruturas/muros de suporte e danos em algumas habitações.A nota dá ainda conta da necessidade pontual de realojamento de algumas pessoas, adiantando que todas as situações estão a ser acompanhadas pelos Serviços Municipais de Proteção Civil, agentes de proteção civil e organismos de apoio dos vários patamares.O Comando Sub- Regional recomenda à população que siga as orientações das autoridades e que evite a circulação e permanência em locais próximos das zonas afetadas pelas inundações/cheias/deslizamentos.“Atendendo ao corte dinâmico de várias vias rodoviárias na Região de Aveiro, pela evolução das inundações/cheias, continua a apelar-se aos cidadãos para que não circulem nas referidas vias, dado o risco envolvido”, conclui a nota.A Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro ativou na terça-feira, pelas 18:00, o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil devido ao risco de agravamento das situações de cheia/inundação.Lusa.A Força Aérea resgatou hoje quatro trabalhadores que ficaram isolados na sequência da rotura de um dique do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, disse fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).De acordo com a mesma fonte, foi acionado o helicóptero EH 101 Merlin da Força Aérea Portuguesa para o resgate destes trabalhadores que ficaram isolados em área inundada.Lusa.Um deslizamento de terras proveniente de uma vinha atingiu hoje o reservatório de água de Sergude obrigando à interrupção do abastecimento de água na freguesia de Godim, disse o presidente da Câmara do Peso da Régua.José Manuel Gonçalves adiantou à agência Lusa que, em consequência do deslizamento de terras, a cobertura do depósito cedeu, ficando também a conduta entupida.O reservatório pertence à empresa Águas do Norte, responsável pelo abastecimento em alta e, segundo o autarca, no local já se procede à retirada de água daquela infraestrutura, uma operação que deverá demorar várias horas.O autarca garantiu que se procura uma alternativa para o abastecimento de água àquela população.Em comunicado, a Câmara da Régua adiantou que “será efetuada uma resolução provisória, com o objetivo de minimizar os constrangimentos causados à população, sendo o abastecimento reposto com a maior brevidade possível”.Lusa.O comandante nacional da Proteção Civil assegurou hoje que está a ser “monitorizada” a situação de rotura de um dique na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, e que não há até ao momento “impactos significativos em povoações”.“A água está a sair para a zona dos campos que ficam situados naquela zona, de momento sem impactos significativos, continuamos obviamente a monitorizar a situação e a acompanhar e temos todos os recursos disponíveis para fazer face a esta situação”, afirmou Mário Silvestre.O comandante, que falava numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país realizada na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras, referiu que a rotura ocorreu pelas 18:00, na zona de Casais, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), na margem direita do Mondego.“Em virtude do potencial comprometimento dos pilares da A1 que passa naquela zona procedeu-se ao corte da A1 nos dois sentidos e, portanto, haverá um desvio de trânsito para que se evite a passagem de veículos naquela infraestrutura”, explicou.Mário Silvestre referiu ainda que os meios necessários estão posicionados no terreno e que a evolução será reavaliada nas próximas horas, admitindo que, “no limite”, poderão ser retiradas mais populações caso se justifique.“Isto não é matemática e, portanto, não conseguimos definir exatamente como. O que vamos fazer é continuar a acompanhar em permanência a situação”, salientou.Lusa.Numa longa declaração numa conferência de imprensa conjunta em Coimbra, Marcelo Rebelo de Sousa diz que "este não é um fenómeno isolado", mas os decisores estão a "responder bem" e que a situação "é vencível".“O que estamos a viver na bacia do Mondego tem a ver com dois meses de chuva anomalamente intensa. Este não é um fenómeno isolado. Tem a ver com o agravamento dessa situação do dia 28 do mês passado. Também não é isolado. Logo nessa ocasião teve-se a noção de que vinham aí cheias. Continuou a chover para além do que é a média nessa época do ano e havia uma acumulação de caudal, quer devido à chuva em Portugal, quer devido à chuva em Espanha. Sabia-se que havia o risco de aumento dos caudais e de cheias. A prevenção começou nas relações com Espanha, trabalharam na gestão das barragens, para minimizar os riscos em Portugal. Houve prevenção na atividade da APA, gerindo as barragens em Portugal, provocando minicheias controladas para ganhar capacidade nas barragens portuguesas. Depois houve prevenção quanto a planos para o risco de inundações. Tudo isto só podia ter o sucesso relativo que podia ter devido à adesão das populações, que compreenderam a situação. Hoje foi-nos dito, com muita clareza, pelo presidente da APA e pelos autarcas, que iam tomar medidas imediatas. O que nos falaram não foi ficção científica. Os apelos são para leva a sério. Até sábado a situação poderá vir a evoluir positivamente. Temos que estar atentos também ao resto do país. Não podemos esquecer ninguém. Continua a nossa resistência e dos autarcas. É vencível! Nunca desanimar! Estamos a responder bem, o melhor que é possível”, afirmou..A presidente da Câmara Municipal de Coimbra detalhou que, além das zonas já evacuadas, está a ser evacuada uma nova zona no município, resultado “não do rebentamento do dique, mas por o rio velho estar já a inundar essas zonas”.Apesar da melhoria do estado do tempo prevista para esta quinta-feira, Ana Abrunhosa apelou à paciência dos cidadãos “para dar boas notícias no sábado”. “Não podemos facilitar. Não sabemos se diques vão rebentar noutros sítios”, frisou. .O primeiro-ministro admitiu esta quarta-feira, numa conferência de imprensa em Coimbra, a possibilidade de mais ruturas, nas próximas horas, na sequência do mau tempo, após a cedência parcial de um dique do rio Mondego, por baixo da A1.Esse rebentamento “provocará efeito de cheia, será um efeito lento e atinge populações de Coimbra e Montemor-o-Velho”. “Não quero deixar de alertar para outras ruturas que possam acontecer nas próximas horas. Sabíamos que estávamos no limite do caudal do mondego e que esta situação podia acontecer. Todas as medidas preventivas foram tomadas”, garantiu o líder do Governo, que adiantou que as autoridades procederam à “evacuação de vários cidadãos, perante a possibilidade de acontecer o que temos diante de nós”.“Temos a necessidade de manter vigilância total e absoluta”, acrescentou, apelando à compreensão e para que seja respeitado trabalho das autoridades. .Um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, morreu na terça-feira, num hospital de Coimbra, disse hoje fonte da funerária.Com esta vítima, aumenta para 16 o número de pessoas que morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.Paulo Lourenço, da Funerária Lourenço, de Pombal, distrito de Leiria, explicou que o homem, residente na localidade de Jagardo, freguesia da Redinha, “ia arranjar o telhado da casa de uma familiar, na manhã de dia 28 de janeiro, e caiu”.“Morreu na terça-feira nos HUC [Hospitais da Universidade de Coimbra] e o funeral será na sexta-feira”, adiantou Paulo Lourenço.O presidente da Junta de Freguesia da Redinha, Eduardo Cacho, acrescentou que, de acordo com as informações que obteve, “a vítima subiu uma escada para ir reparar o telhado e caiu da escada”.Lusa.O comandante nacional da Proteção Civil revelou, num balanço feito ao final da tarde desta quinta-feira, que houve um aumento das descargas das barragens espanholas, o que faz prever uma subida do nível das águas do rio Tejo.Mário Silvestre avançou que “todos os rios que estão em condição de inundações irão manter essa condição apesar do desagravamento das condições meteorológicas”, mas que “esse desagravamento permitirá uma gestão das albufeiras, para minimizar os impactos”.Existe “um risco significativo de inundações nos rios Mondego, Tejo, Sorraia, Vouga, Águeda e Sado”. “No rio Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana temos risco de inundação. Estão ativados 12 planos distritais e 125 municipais ativados e foram emitidos 15 situações de alerta pelos municípios”, adiantou o responsável.Mário Silvestre deu conta de 15 640 ocorrências, que envolvem 53 737 operacionais e 217 767 recursos. A tipologia mais ocorrência mais verificadas são quedas de árvore (4655), inundações (4420) e movimentos de massa (2366).O comandante da Proteção Civil deu conta que cerca 400 pessoas evacuadas em Porto brandão, concelho de Almada, devido a derrocadas, e que outras 3000 foram retiradas de casa nas margens do Mondego. De acordo com a atualização mais recente, há 39 mil clientes da E-Redes sem energia. .A Proteção Civil ordenou a evacuação de parte da baixa da cidade de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, como a Avenida dos Aviadores, devido à subida do nível do rio Sado, que inundou a zona.Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, explicou que “às 17h30 era a baixa-mar, mas o rio já estava a galgar as margens”.“A Avenida dos Aviadores voltou a ficar inundada hoje de manhã e, desde a preia-mar [maré alta] até agora à baixa-mar, não houve diminuição do nível do rio, pelo contrário, o nível até aumentou”, destacou.O comandante disse que “também na parte da marginal está tudo inundado”, pelo que “foi decidido evacuar esta zona da cidade, devido à preia-mar, que vai ser às 00h00 de quinta-feira”.Para Tiago Bugio, estão reunidas as condições para que, eventualmente, possa ocorrer “um fenómeno semelhante ao da passada sexta-feira, quando a inundação foi maior e atingiu uma altura mais elevada”.Nos últimos dias, com a descida da água na zona da baixa da cidade, iniciaram-se os trabalhos de limpeza e “algumas pessoas que tinham sido retiradas, por precaução, regressaram às suas casas”, lembrou.Agora, com a ordem de evacuação, “não há necessidade de retirar ninguém” dos pisos térreos, ocupados sobretudo por “lojas, bancos, restaurantes e outros comércios”.“Moram pessoas nos andares superiores dos edifícios. Foram avisadas, mas até agora ninguém quis sair”, disse à Lusa, frisando que “ninguém solicitou esse apoio às autoridades” para deixar a sua casa, embora admitindo que, “se alguém tiver saído, foi para casa de familiares”.Os trabalhos de limpeza foram, entretanto, interrompidos, acrescentou, encontrando-se as autoridades no local a monitorizar a situação, nomeadamente a subida do nível das águas do Sado.“As perspetivas são algo pessimistas para a próxima madrugada, porque achamos que vai aumentar a cheia”, estimou.Atualmente, acrescentou o comandante sub-regional, “estão sete barragens a efetuar descargas para o rio Sado”, mais precisamente as de Vale de Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.Na manhã de hoje, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse à Lusa que a Avenida dos Aviadores tinha voltado a ficar inundada.A autarca explicou então que o caudal do rio subiu porque “o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11h30, coincidiu com as descargas das barragens”, devido à chuva.Com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrosinha, zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas, acrescentou a presidente do município.Lusa.O Governo incumbiu a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de lançar o concurso público para a construção e exploração da barragem de Girabolhos até final de março, segundo um comunicado hoje divulgado.Num despacho hoje assinado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, determinou o “lançamento do procedimento concursal para a construção e exploração do Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos (EFMG)”, que será implantado na bacia hidrográfica do rio Mondego.O despacho “estabelece o avanço do concurso para a concretização do empreendimento e incumbe a APA de promover o respetivo lançamento até ao final do mês de março”, indica o comunicado.O Governo estabelece ainda que, antes de ser lançado o concurso público para a construção da barragem, a APA deve articular-se com os municípios envolvidos e com “as demais entidades administrativas competentes”, nomeadamente nas áreas do abastecimento de água, energia, proteção civil, economia, agricultura, ordenamento do território, conservação da natureza e biodiversidade.O objetivo é assegurarem “a adequada ponderação e salvaguarda dos interesses públicos em presença”.De acordo com o Governo, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Girabolhos é “um projeto estruturante para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos, com objetivos de controlo e mitigação de cheias, reforço do abastecimento público de água, produção de energia elétrica de fonte renovável, aumento da resiliência hídrica e valorização territorial do interior”.“Esta decisão assume particular relevância no atual contexto de cheias na bacia do Mondego, que voltaram a evidenciar a necessidade de reforçar a regularização de caudais e a proteção de populações, atividades económicas e infraestruturas”, sublinhou.Citada no comunicado, a ministra do Ambiente e Energia disse que a barragem de Girabolhos visa “reforçar a segurança hídrica do país, proteger as populações do vale do Mondego e aumentar a capacidade nacional de produção de energia renovável”.“Estamos a dar um passo firme na concretização de uma política de gestão da água mais integrada, mais resiliente e mais preparada, para lidar com fenómenos climáticos extremos, tais como os que o país tem enfrentado nas últimas semanas”, acrescentou.A barragem de Girabolhos abrange território dos concelhos de Seia e Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, e de Nelas e Mangualde, no distrito de Viseu.Era um de 10 novos empreendimentos do Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroelétrico, lançado pelo Governo de José Sócrates, mas a sua construção foi cancelada em abril de 2016, quando já tinha sido concessionada à Endesa.Lusa.O Governo já procedeu aos primeiros pagamentos de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, contabilizando cerca de 12.000 pedidos, dos quais 5.000 para reconstruir habitações e 3.500 de empresas, revelou hoje o primeiro-ministro.“Nós estamos hoje já a proceder aos primeiros pagamentos. Nós temos já cerca de 5.000 pedidos para ajuda à reconstrução […]. São cerca de 5.000 que já estão neste momento processados”, afirmou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.Ainda sobre as medidas de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, o chefe do Governo, que assume transitoriamente a pasta da Administração Interna, indicou que se registam cerca de 3.500 pedidos de empresas no âmbito do acesso a linhas de crédito, “com um volume que já ultrapassa os 540 milhões de euros”.“E em termos de agricultores e produtores florestais, já temos cerca de 3.500 [pedidos] também processados”, acrescentou Luís Montenegro.Lusa.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se hoje a rever a obra hidrográfica do Mondego, um sistema com “muitos anos” e que “precisa de ser atualizado”.Numa visita à região de Coimbra, afetada pelas cheias, Luís Montenegro reiterou a vontade do Governo de avançar com a construção da barragem de Girabolhos e, ao mesmo tempo, assumiu o compromisso de rever a obra hidrográfica do Mondego.“É um sistema que tem muitos anos e que precisa de ser atualizado até ao abrigo dos desafios que agora se abrem de uma forma que não tínhamos até aqui”, afirmou o primeiro-ministro.Segundo Luís Montenegro, o Governo irá avançar com a uma revisão da obra em função da “avaliação que é feita com este episódio que é um episódio extremo”.“Nós temos aqui um sistema hidráulico que remonta aos anos 70, que está a mostrar, apesar de tudo, resistência e resiliência, mas que está visto que não é suficiente e que, portanto, precisa de, para futuro, ter soluções de contingência”, notou.Numa visita com membros do Governo, autarcas e Presidente da República, Luís Montenegro salientou que, para essa revisão, será necessário o “esforço das autoridades locais e da academia para se tentar ter uma solução estrutural”.De acordo com o primeiro-ministro, o seu executivo quer dotar a obra hidrográfica de uma “maior capacidade de resistir a adversidades tão extremas” como aquelas que estão a ser vividas neste momento.“Neste momento estamos com uma situação emergente e é essa que temos que gerir, é isso que estamos aqui a fazer”, vincou.Luís Montenegro realçou o trabalho de cooperação feito entre entidades e tutelas do seu executivo, para garantir que é dada resposta à situação.Lusa.A margem direita do Rio Mondego, nos Casais, em Coimbra, rebentou esta tarde, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1), disse à agência Lusa o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego.A autoestrada encontra-se cortada nos dois sentidos na zona de Coimbra, de acordo com a RTP Notícias. Em comunicado, a Brisa conformou o corte entre os quilómetros 198 e 189, “em ambos os sentidos, devido a um incidente”.João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17h45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetros 191.De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.Lusa.O PSD propôs hoje a constituição, no parlamento, de uma Comissão Eventual de Prevenção e Combate às Catástrofes Naturais para acompanhar a resposta aos lesados, apresentar um relatório final e funcionar até ao final da presente legislatura.Este projeto de resolução tem como primeiro subscritor o líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, e deverá ter uma composição de acordo com a representatividade parlamentar de cada bancada.“Tem como objetivo garantir a transparência ao nível da informação partilhada, criar uma articulação com a Estrutura de Missão, acompanhar e monitorizar a resposta aos lesados, promover uma política de prevenção sustentada no envolvimento e diálogo entre os diferentes agentes com responsabilidades nessas matérias, consagrar a pertinência dessa prevenção junto da sociedade civil, assim como envolver todos os partidos com assento parlamentar na Assembleia da República”, lê-se no diploma da bancada social-democrata.Para o PSD, esta comissão, caso seja aprovada, terá “proceder à apresentação do relatório final da sua atividade, cumprindo os seus propósitos”.“Esta comissão, sempre que se entender conveniente pelos seus integrantes, deverá encetar os mecanismos formais para a realização de audições, sejam aos membros do Governo, especialistas e entidades com responsabilidade efetiva, Estrutura de Missão, representantes dos autarcas, entre tantos outros que se justifiquem”, refere-se.Na exposição de motivos do diploma, o PSD assinala que Portugal viveu recentemente “um dos momentos mais devastadores por via da catástrofe natural Kristin, que deixou um rasto de destruição, perdas materiais incalculáveis e, o mais lamentável, perdas humanas”.“Consequentemente, o Governo de Portugal decretou o estado de calamidade, havendo, inclusivamente, a necessidade de prorrogar esse estado, por via dos sucessivos episódios tempestivos que persistiram em agravar a situação e com o propósito de acelerar a recuperação e a criação de mecanismos de apoio aos lesados”, salienta-se.Depois, o PSD observa que também o verão do ano passado “ficou marcado por outro cenário com efeitos nefastos no interior de Portugal, por via dos incêndios”.“Incêndios que atingiram proporções que deixaram danos nos ecossistemas naturais, nas empresas, nas comunidades locais e, inclusivamente, na perda de vidas humanas. Mais um episódio provocado por condições climatéricas adversas, que dificultaram em muito a ação no terreno das forças de segurança”, sustenta-se no projeto de resolução do PSD.Ainda de acordo com a bancada social-democrata, igualmente em 2025, Portugal “vivenciou dois momentos marcados pela atividade sísmica: em 26 de agosto, com epicentro em Sines; e a 13 de dezembro, com epicentro em Celorico da Beira”.“Apesar de estes acontecimentos não se terem repercutido em danos pessoais ou materiais graves, deixaram, indubitavelmente, um rasto de preocupação e ansiedade nas populações”, considera o PSD.Face à frequência dos fenómenos climatéricos extremos, o Grupo Parlamentar do PSD, “manifestando a sua total preocupação em acompanhar a ação do Governo, entende que a Assembleia da República deve estar do lado da prevenção deste tipo de catástrofes, acompanhando os trabalhos levados a efeito, promovendo iniciativas legislativas através do diálogo e do contributo das diferenças forças partidárias”.“A preocupação com as ações de prevenção e de resposta em caso de eventuais catástrofes naturais que possam repetir-se é o principal justificativo à presente iniciativa, que se crê potencialmente relevante para o país e em relação à qual se entende necessário o envolvimento de diferentes comissões parlamentares – Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias; Defesa Nacional; Economia e Coesão Territorial; Agricultura e Pescas; Educação e Ciência; Saúde; Trabalho, Segurança Social e Inclusão; Ambiente e Energia; Reforma do Estado e Poder Local; Infraestruturas, Mobilidade e Habitação”, acrescenta-se.Além de Hugo Soares, o projeto de resolução é assinado pelos deputados do PSD Dulcineia Catarina Moura, Francisco Figueira e Ricardo Carvalho.Lusa.A Vodafone repôs o funcionamento de 85% das 987 estações móveis inicialmente sem serviço, tornando o serviço móvel esteja acessível a 93% das populações das zonas afetadas, e 94% da rede fixa está recuperada, disse à Lusa fonte oficial."A Vodafone mantém todas as suas equipas técnicas no terreno - de aproximadamente 800 pessoas, no total -, com o objetivo de normalizar a sua operação na sequência do impacto causado pelas intempéries", referiu a mesma fonte.Resultado deste trabalho, "a rede móvel já foi reativada em todos os concelhos onde a depressão Kristin teve maior impacto".Ou seja, foi reposto "o funcionamento de 85% das 987 estações móveis inicialmente sem serviço, permitindo que o serviço móvel já esteja acessível a cerca de 93% das populações nas zonas afetadas".No que diz respeito à rede fixa, "94% já se encontra recuperada neste mesmo território".Contudo, "a reposição integral desta rede depende ainda, sobretudo, do restabelecimento do fornecimento de eletricidade - designadamente, neste caso, até à habitação/instalação dos clientes".Apesar de todos os esforços, adianta a Vodafone Portugal, "persistem ainda múltiplas dificuldades - nomeadamente serviços que voltam a cair após as nossas reparações, seja por instabilidade de energia ou por novos cortes de fibra que resultam da intervenção posterior de terceiros no terreno".Perante todos os constrangimentos, "a Vodafone estima que a grande maioria dos seus serviços seja recuperada até ao final do mês de fevereiro, antecipando-se que existam casos em que seja necessário reconstruir zonas de rede na sua totalidade, o que poderá prolongar a recuperação total do serviço".A operadora das telecomunicações tem ainda no terreno, além das equipas técnicas, "mais de 30 soluções de emergência móvel alternativas, que têm permitido mitigar o impacto causado por esta situação".Segundo a Vodafone, "a situação no terreno é muito dinâmica, pelo que estes planos podem ter alterações significativas, sempre tendo em conta a segurança dos técnicos no terreno e a evolução das condições meteorológicas".A evolução da recuperação dos serviços pode ser acompanhada em https://forum.vodafone.pt/t5/A-Vodafone/Depress%C3%A3o-Kristin-Impacto/td-p/457543.Lusa.Quarenta e oito pessoas foram hoje retiradas de Porto Brandão, no concelho de Almada, por via fluvial, numa operação integrada na evacuação daquela localidade devido ao deslizamento de terras, disse o presidente da Transtejo-Soflusa.Em declarações à agência Lusa, Rui Ribeiro Rei precisou que foram transportadas 48 pessoas, cinco viaturas e seis animais de estimação.“Fizemos esse transbordo às três e meia da tarde e continuamos disponíveis para o que for necessário fazer”, disse.O presidente da Transtejo-Soflusa explicou que disponibilizou os meios para a retirada das pessoas, tendo a Proteção Civil solicitado ao princípio da tarde o transporte fluvial para levar pessoas e bens do cais de Porto Brandão para a Trafaria.A localidade de Porto Brandão começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, na sequência do mau tempo.Segundo a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, foi decidido evacuar Porto Brandão porque “aí é que se teme uma derrocada maior que pode cortar os acessos” à localidade.O transporte regular de passageiros entre Porto Brandão, no distrito de Setúbal, e Belém, em Lisboa, está interrompido por tempo indeterminado uma vez que não existe acesso rodoviário à localidade.A estrada de Porto Brandão está interditada a viaturas e, por esse motivo, o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.Lusa.Um deslizamento de terras obrigou hoje à tarde ao condicionamento de trânsito na A5, ao quilómetro um, na subida de Monsanto, no sentido Lisboa-Cascais, disse à agência Lusa fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros.Segundo a mesma fonte, este deslizamento de terras, que não provocou feridos, obstruiu duas faixas de rodagem, estando neste momento no local equipas da concessionária Brisa para proceder à limpeza.Por seu turno, em comunicado, a BCR - Brisa Concessão Rodoviária dá apenas conta de que um “incidente” está a afetar a ligação naquele troço, recomendando como alternativa a entrada na autoestrada por Monsanto, evitando o viaduto Duarte Pacheco, nas Amoreiras.Lusa.A queda de uma árvore sobre uma caixa de abastecimento de gás natural provocou, esta tarde, em Coimbra, uma grande libertação daquele combustível, sem causar feridos ou estragos, disse à agência Lusa fonte dos Bombeiros Sapadores."Era uma situação com alguma perigosidade devido à libertação permanente de grande quantidade de gás para a via pública, com carros muito próximos, mas quando chegámos conseguimos fechar a torneira de segurança e acionar técnicos especializados", explicou o chefe Bruno Serra.Segundo o bombeiro, tratava-se de uma árvore de grande porte que caiu cerca das 14:30 sobre uma caixa de abastecimento da rua Afonso Romão, que alimenta os serviços sociais dos Hospitais da Universidade de Coimbra.Para o local, foram também acionadas duas equipas de sapadores florestais da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, que procederam ao corte da árvore para os técnicos de gás procederem à reparação da fuga, que cerca das 16:10 estava finalizada.No local estiveram os Bombeiros Sapadores de Coimbra com 23 operacionais e sete viaturas.Lusa.Os pescadores do rio Mondego estão sem trabalhar desde o dia 22 de janeiro devido ao mau tempo e a indefinição das próximas semanas leva-os a pensar que a lampreia poderá este ano escassear nos pratos.“Trabalhámos nove dias em janeiro e estávamos a ter uma amostra de lampreias que não tivemos no ano passado. Mas tudo muda de repente”, lamentou hoje Alexandre Carvalho, representante de pescadores e armadores da pequena pesca da Figueira da Foz, no distrito de Coimbra, em declarações à agência Lusa.Autorizada entre 10 de janeiro e 05 de abril, a captura da lampreia estava este ano a gerar boas expectativas, depois de um 2024 que foi o ano com menor efetivo de adultos reprodutores no Mondego e de um 2025 com um mês de janeiro que “não deu lampreia nenhuma”.O pescador mostrou-se pessimista relativamente às próximas semanas, mesmo que as condições climatéricas melhorem: “há muita madeira e muita força de água, ninguém pode trabalhar assim”.A agravar a situação está o facto de o calendário prever um período de defeso para a lampreia entre os dias 17 e 26 de março.Alexandre Carvalho contou que os pescadores da lampreia e do sável já pediram a suspensão deste defeso, numa tentativa de não ficarem tão prejudicados.Segundo o pescador, apesar de o mar revolto e a rebentação forte poderem dificultar a entrada lampreia na barra, ela não tem problemas em subir o rio por a corrente estar forte.“Nas cheias de há 25 anos chegávamos a agarrar às 30/40/50 lampreias por dia, cada embarcação. Os compradores até meteram uma norma que só queriam dez lampreias por dia de cada barco, para poder escoar o produto”, recordou.Lusa.A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou hoje o Governo sobre a falta de clareza nos apoios ao setor, devido ao mau tempo, apontando que os formulários disponíveis referem-se a uma declaração de prejuízos e não a uma candidatura.“A CNA enviou esta quarta-feira um ofício ao Ministério da Agricultura, pedindo esclarecimentos sobre a anunciada medida simplificada para os prejuízos causados na agricultura pela tempestade Kristin e fenómenos climatéricos subsequentes”, indicou, em comunicado.A confederação disse que quando os agricultores acedem aos formulários, disponíveis nas CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, é apresentada uma mensagem que diz que o “procedimento não corresponde a uma candidatura”, tratando-se assim de uma declaração de prejuízos.Os agricultores querem também saber qual a dotação total da medida e se os prejuízos causados na floresta são elegíveis.A CNA sublinhou que “os agricultores enfrentam uma situação dramática no terreno, com explorações e culturas destruídas, prejuízos avultadíssimos, rendimentos comprometidos no futuro e persistência de condições climatéricas adversas”.Por isso, vincou que não precisam de “falta de clareza na informação”, nem de demora no pagamento dos apoios.A Lusa questionou o Ministério da Agricultura e aguarda uma resposta.Lusa.O Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja identificou “danos significativos” em 185 edifícios de vários distritos, com diferentes níveis de gravidade, causados pelo mau tempo das últimas semanas, anunciou hoje aquela entidade.Em comunicado, aquele órgão da Conferência Episcopal Portuguesa refere que os números dizem respeito a espaços dos distritos de “Leiria (claramente o mais afetado), Santarém, Coimbra, Lisboa e Castelo Branco”, mas são ainda provisórios, visto que a permanência do mau tempo “motivou que também tenham ocorrido danos em património religioso das dioceses de Setúbal, Évora e Beja”, que ainda estão a ser identificados.“A continuidade do vento e da chuva nos últimos dias adensou a precariedade e a degradação do património afetado, sendo que muitos bens móveis foram retirados pelas comunidades para locais seguros e o património integrado, quando possível, foi protegido com plásticos e lonas”, pode ler-se no comunicado.De acordo com o Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, foi criada uma “bolsa de técnicos de conservação e restauro, arquitetos, sineiros, entre outros” para recuperar o património atingido, tendo também o Fórum de Conservadores Restauradores organizado “brigadas de intervenção rápida”.“Para a recolha de fundos especificamente destinados à recuperação do património remetemos todos os que desejarem contribuir para a campanha iniciada pela Fundação AIS (Ajuda à Igreja que Sofre). Face à dimensão da catástrofe todos os apoios e contributos são necessários e importantes”, apelou aquela estrutura religiosa, que dirigiu um agradecimento à ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e ao presidente do instituto Património Cultural, João Soalheiro.Na semana passada, o ministério de Balseiro Lopes dava conta de estragos identificados em cerca de 50 monumentos e museus de 20 concelhos, onde houve danos nas coberturas, em pavimentos e instalações elétricas, inundações e derrocadas.Entre o património religioso danificado, estavam identificadas a Sé Nova e a Sé Velha de Coimbra, a Igreja de São Bartolomeu e a Igreja de Santa Justa, na mesma cidade; a Igreja Paroquial de Brenha e a Capela da Leirosa, na Marinha das Ondas, no concelho da Figueira da Foz; a Igreja Nova e a Igreja Velha de Vermoil, assim como as igrejas da Guia e de Santo Amaro, em Pombal.Em Leiria, estavam também sinalizadas as igrejas de Azoia, Barosa, São Francisco, de Pousos e o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.A lista então divulgada pelo instituto Património Cultural incluía ainda igrejas de Além da Ribeira, Alviobeira e de Casais, em Tomar, a Igreja da Misericórdia de Aveiro, a Igreja Paroquial do Sebal Grande, em Condeixa-a-Nova, a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão, a Igreja de Nossa Senhora da Graça de Nisa, o Convento de Santo António e a Igreja de São Miguel, em Penela, assim como a Igreja Matriz de Assentiz, em Torres Novas, além das igrejas de Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.As obras de recuperação de património cultural deverão exigir um investimento de cerca de 20 milhões de euros, segundo Margarida Balseiro Lopes, em declarações feitas na terça-feira da semana passada, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.Lusa.Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu, em Montemor-o-Velho, a "muita coragem" dos autarcas dos concelhos afetados, "que vão ter de recomeçar o caminho". "Grande parte dos quatro anos do mandato será a refazer o que tinham", frisou. O Presidente da República explicou que os concelhos em situação de contingência terão direito a "apoios amplos" do Estado e que os municípios em situação de calamidade terão "apoio máximo"..O Município da Marinha Grande anunciou hoje que suspendeu a receção de donativos, incluindo bens essenciais e materiais de construção, por falta de capacidade de armazenamento.Segundo a autarquia, nas últimas semanas o volume de doações ultrapassou a capacidade logística disponível, o que obriga a “uma pausa para reorganização e distribuição dos bens já entregues”.“Esta é uma medida estritamente temporária”, garantiu a Câmara da Marinha Grande, no distrito de Leiria, na nota de imprensa.De acordo com a autarquia, assim que a capacidade logística estiver restabelecida será emitida uma nova comunicação, informando a comunidade sobre a retoma da receção de donativos.“A Câmara Municipal agradece o extraordinário espírito solidário demonstrado pela população, associações e empresas de todo o país, e apela à compreensão de todos, até que seja possível voltar a receber mais contribuições”.Lusa.A circulação de comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte, que liga Lisboa e o Porto, encontra-se hoje suspensa, registando-se também perturbações nas linhas da Beira Baixa, Beira Alta, Cascais, Douro, Oeste e Urbanos de Coimbra."Na Linha do Norte, e até informação em contrário, não se efetuam comboios Alfa Pendular”, indicou a CP - Comboios de Portugal, num ponto de situação às 13:00, referindo que durante todo o dia de hoje não se prevê também a realização de comboios Intercidades, devido ao mau tempo.Segundo a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, entre Coimbra–Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.Em resultado dos efeitos do mau tempo, a circulação ferroviária está também suspensa na Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda.A circulação de comboios continua igualmente com constrangimentos na Linha de Cascais, na qual há alterações nos horários, pelo que se recomenda a sua consulta no ‘site’ cp.pt, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra B e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.Está também suspensa a circulação na Linha do Douro entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, informou a CP, acrescentando que não se prevê o funcionamento do serviço de Comboio Internacional Celta.Também num ponto de situação pelas 13:00 de hoje, a Infraestruturas de Portugal (IP) indicou que a circulação ferroviária está suspensa em troços nas linhas da Beira Baixa, Vouga, Sintra, Cascais, Norte, Douro e Oeste, na sequência do mau tempo.Como novos condicionamentos na circulação ferroviária, segundo a IP, regista-se a suspensão dos troços entre Ródão e Sarnadas, na Linha da Beira Baixa, e entre Oliveira Azeméis e Pinheiro da Bemposta, na Linha do Vouga.Mantém-se suspensa a circulação na Linha de Sintra na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão; na Linha de Cascais na via ascendente entre Algés e Caxias; na Linha do Norte entre Alfarelos e Formoselha; na Linha do Douro entre Régua e Pocinho; na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira; e na Concordância de Xabregas entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.Estas perturbações na circulação ferroviária resultam das condições meteorológicas adversas das últimas semanas, em particular desde 28 de janeiro, devido à depressão Kristin, “com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, realçou a IP.De acordo com a empresa pública que gere as infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas para a reposição das condições de segurança e regularidade do serviço.Por isso, as equipas da IP encontram-se no terreno a desenvolver “todos os esforços” para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança.Lusa.O primeiro-ministro reconheceu esta quarta-feira, à margem de uma visita à região de Coimbra, que o mau tempo que Portugal tem vivido nas últimas semanas reforçam a necessidade "de projetar os próximos anos", um "novo desafio que o país tem de enfrentar".Luís Montenegro negou qualquer "favorecimento pela natureza partidária", por parte do Governo, a concelhos e freguesias do PSD, e adiantou que será reavaliada a lista de municípios em situação de contingência. "Gostaria que nenhum autarca utilizasse a sua costela partidária para dizer o que for. Relativamente à situação de calamidade, houve uma primeira decisão, que depois teve a inclusão de outros municípios, e uma segunda decisão que colocou em situação de contingência que estão a enfrentar um avolumar de consequências em função do mau tempo. Acabei agora de falar com secretário de Estado da Proteção Civil e com o meu gabinete para juntamente com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil fazermos uma reavaliação", explicou."A nossa opção é incluir municípios que ainda não estejam na situação de contingência, o que não significa termos em mente um auxílio e um ambiente de recuperação em todo o território. A situação é de norte a sul e do litoral ao interior", acrescentou o líder do Governo, que adiantou que vai assumir a responsabilidade de um ministro da Administração Interna com a ajuda dos três secretários de Estado e que "oportunamente teremos um novo ministro"..O presidente do Chega defendeu hoje que um ministro não deve sair “quando as pessoas mais precisam dele” e considerou que a demissão de Maria Lúcia Amaral “no meio de uma catástrofe é sinal de desorientação”.“Um governante não sai quando está pressionado, um governante não sai quando as pessoas mais precisam dele ou dela”, afirmou André Ventura.Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder do Chega considerou que a demissão da ministra da Administração Interna “já devia ter acontecido antes”.“Acontecer no meio de uma catástrofe é um sinal de desorientação e é um sinal de descoordenação que o Governo não deveria ter”, criticou.Lusa.O comandante nacional da Proteção Civil disse hoje, na conferência de imprensa diária para fazer um ponto de situação das cheias no país, que a situação “mais preocupante” é na zona de Coimbra devido ao “risco significativo” de rutura de um dos diques do Mondego e alertou para a continuação de cheias e derrocadas.“A situação mais preocupante neste momento é no Mondego devido ao risco significativo de poder existir alguma rutura num dos diques. São 30 quilómetros de diques, desde a zona de Coimbra até à Figueira da Foz”, disse Mário Silvestre na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras.O comandante da ANEPC explicou que as pessoas que moram naquela zona foram “previamente alertadas”, tendo existido um trabalho de planeamento, e as zonas de concentração e acolhimento da população “já estão montadas e preparadas para receber essas pessoas”.Mário Silvestre alertou para a continuação de cheias nos próximos dias, situação que se deve “não à precipitação em si, mas pelo impacto que tem nos cursos de água e nas barragens”.“[Importa] alertar as populações que os fenómenos meteorológicos que estamos a viver [ainda] não passaram, eles são persistentes, têm um impacto muito significativo na vida e na normalidade das pessoas, sobretudo das pessoas que vivem nas zonas ribeirinhas”, disse.O comandante nacional adiantou que a chuva deverá terminar no fim de semana, mas muitas zonas vão continuar “sob uma pressão elevada por causa do volume de armazenamento de água nas barragens e por causa da água que vai continuar a chegar aos diversos rios e ribeiros do país”.Segundo o responsável, os cursos de água estão neste momento com o caudal “muito acima daquilo que é expectável”, existindo linhas de água que “não corriam com a dimensão que têm há mais de 20 anos”.Além do Mondego, existe igualmente “risco significativo de inundações” nos rios Tejo, o Sorraia, Vouga, Águeda e Sado, indicou, destacando também o deslizamento de terras em Porto Brandão, concelho de Almada, onde neste momento [início da tarde] se está a proceder à evacuação da povoação “porque uma das estradas e a principal estrada de acesso foi cortada”..Localidade de Porto Brandão, em Almada, evacuada por risco de deslizamento de terras. Mário Silvestre afirmou que estão ativados 12 planos distritais de proteção civil e 125 planos municipais, mantendo-se o plano especial da Bacia do Tejo no nível máximo, vermelho.Segundo a ANEPC, desde o início do mês foram registadas 14.325 ocorrências relacionadas com as cheias, que envolveram 49.315 operacionais, sendo as mais significativas quedas de árvores, movimentos de massa (deslizamento de terras), inundações e também queda de estruturas.Lusa.Em Coimbra, Luís Montenegro abordou a situação crítica do rio Mondego, dizendo que o país está no limite da capacidade para conter as cheias. Garantiu, no entanto, que todas as medidas estão a ser tomadas, incluindo evacuações preventivas, em coordenação técnica e com Espanha."Nós vivemos um tempo de grande exigência, de um desafio extremo. Estamos no limiar da capacidade possível para conter estas águas do rio Mondego e, portanto, a palavra é de tranquilidade porque tudo aquilo que pode ser feito está a ser feito, incluindo a medida preventiva mais extrema, que é a evacuação"..No final da reunião em Coimbra, confrontado pelos jornalistas, o primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou que anunciará “oportunamente” o novo nome para a Administração Interna, dizendo compreender a saída de Maria Lúcia Amaral. O primeiro-ministro explicou ainda que a demissão partiu da iniciativa da própria ministra, com o acordo do Presidente da República. "Quer eu, quer o senhor Presidente da República acertámos e eu propus essa demissão com base na iniciativa da senhora ministra da Administração Interna cessante".O primeiro-ministro, Luís Montenegro, cancelou hoje a sua participação no retiro informal de líderes da União Europeia (UE), que se realiza na quinta-feira na Bélgica e será dedicado à competitividade europeia, devido à situação de calamidade em Portugal.Fontes governamentais indicaram à imprensa portuguesa em Bruxelas que Luís Montenegro, que tinha previsto deslocar-se – tal como todos os restantes líderes da UE – ao castelo belga de Alden Biesen, a cerca de uma hora de Bruxelas, já não o vai fazer devido à situação de calamidade e ao risco de cheias no país..Lusa.“Estamos no limiar. Vai melhorar um pouco amanhã e piora no dia seguinte. É nesse limiar que se tem de gerir a situação que se vive. É isso que está ser feito pela APA, na gestão da barragens e na gestão com Espanha. O que se pode fazer, está a ser feito”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa no final da reunião, em Coimbra, que juntou o Presidente da República, o Primeiro-Ministro, a presidente da Câmara local e autoridades da Proteção Civil, entre outras entidades, para acompanhar a situação crítica na bacia do Mondego..O rio Mondego voltou hoje a atingir a situação de risco, a exemplo do sucedido no sábado, com um nível hidrométrico acima dos quatro metros na ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra.A estação hidrométrica de Santa Clara apresentava, pelas 13:00, um nível de 4,08 metros, o mais alto desde o início das inundações na zona do Baixo Mondego.Segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa, para além da altura de água na ponte de Santa Clara, em nível de risco (vermelho), o débito de água a jusante, na Ponte-Açude, ultrapassou às 12:00 de hoje os 1.900 m3/s e continua a subir.A barragem da Aguieira também tem vindo a subir a percentagem de água acumulada (cerca de 87%), tendo aumentado a libertação de água, nas últimas horas, para os 725 m3/s, quase o dobro do que se registava às 20:00 de terça-feira.Por outro lado, ao início da tarde de hoje continuavam a subir os níveis nas pontes da Conraria e Cabouco, no rio Ceira, afluente do Mondego a montante de Coimbra, ambas no nível de alerta (amarelo).Na ponte do Cabouco, a cerca de cinco quilómetros (km) do ponto onde o Ceira desagua no Mondego, a altura de água atingia, à mesma hora, 3.95 metros, com um caudal de 203 metros cúbicos por segundo (m3/s).Já na ponte da Conraria, localizada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, e onde este rio recebe água de um seu afluente, o Dueça, o nível hidrométrico atingia, às 13:15, um pouco mais de seis metros, para um caudal de cerca de 424 m3/s.O valor de altura de água na Conraria continua hoje a subir e é superior à anterior altura máxima (5,22 metros registados em 1988), mas, ainda assim, ligeiramente inferior aos valores registados ao final da tarde de terça-feira.Na noite de terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou para “o risco claro” das margens do Mondego – rio que corre num canal artificial no Baixo Mondego - poderem colapsar e provocarem uma situação de cheia generalizada e descontrolada, face às previsões de forte precipitação.A situação no Baixo Mondego levou a uma operação de emergência que previa a retirada de cerca de 3.500 pessoas de zonas ribeirinhas dos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho.Lusa.O PCP propôs hoje um regime de ‘lay-off’ que assegure pagamento de 100% dos salários dos trabalhadores atingidos pelo mau tempo e o aumento para 1,5 IAS do apoio para quem perdeu rendimentos.As propostas constam de um pacote de medidas do PCP para responder às consequências das tempestades em Portugal continental apresentadas hoje, na Assembleia da República, por Paula Santos, líder parlamentar da bancada comunista.A deputada do PCP assumiu como prioritário, nesta altura, proteger os salários dos trabalhadores através de um regime de ‘lay-off’ a 100% como “já foi adotado noutros momento de emergência do país”, mas sem especificar um teto concreto para os rendimentos abrangidos por este apoio.O Governo tinha comunicado que aos trabalhadores abrangidos pelo 'lay-off' simplificado, na sequência dos impactos da depressão Kristin, seria garantido 100% do vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional, isto é, até 2.760 euros. Porém, de acordo com o que foi noticiado pelo Jornal de Negócios e a TSF, o diploma publicado em Diário da República pelo executivo prevê cortes salariais acima dos 920 euros.O PCP quer também um aumento para 1,5 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), correspondentes a cerca de 805 euros, dos apoios a quem perdeu rendimentos devido às tempestades.O partido propõe um aumento de 100% no subsídio diário dos bombeiros envolvidos nas operações de socorro e quer que o apoio para a reconstrução de habitações seja aumentado para 20 mil euros, superior ao apoio de até 10 mil euros por habitação anunciado pelo Governo.Para a agricultura e florestas, o PCP propõe um reforço de verbas de 80 milhões de euros. O partido quer também ver garantida a recuperação a 100% de todo o edificado de equipamentos públicos que ficaram danificados devido às últimas semanas de mau tempo.“É necessário também o combate à especulação, vemos a necessidade neste momento, por exemplo, em particular de materiais de construção civil para a reparação quer das habitações quer dos edifícios públicos e é preciso haver aqui uma intervenção firme por parte do Governo”, pediu Paula Santos.Questionada sobre o custo deste conjunto de medidas, a líder parlamentar afirmou que os 2,5 mil milhões de gastos previstos pelo Governo são insuficientes para responder à dimensão dos impactos e pediu a mobilização de fundos comunitários, porém não detalhou valores concretos.Lusa.O secretário-geral do PS propôs hoje ao primeiro-ministro que ative um comando operacional que permita uma resposta integrada do Governo às catástrofes devido ao mau tempo, defendendo um “comando político forte e eficaz” e um acompanhamento permanente.“Eu quero fazer uma proposta construtiva mais uma vez ao primeiro-ministro, e a proposta construtiva é para que ative um comando operacional para garantir uma interlocução única na resposta integrada que o Governo deve dar ao conjunto destas catástrofes que se abateram sobre os territórios”, adiantou José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas, durante uma visita às zonas afetadas pelo mau tempo em Arruda dos Vinhos, Lisboa.O líder do PS, que já foi ministro da Administração Interna, defendeu a “ativação de um comando operacional com um comando político forte e eficaz” e também “equipas multidisciplinares que acompanhem ao minuto, à hora, o que está a passar em todo o país”.“É absolutamente decisivo e é, do meu ponto de vista, condição essencial para responder às pessoas”, enfatizou.Carneiro voltou a apelar à prorrogação da situação de calamidade “pelo menos por três meses” e pediu ao Governo que inclua Arruda dos Vinhos neste perímetro de calamidade, tal como exigido pelo presidente da Câmara, Carlos Alves.Lusa.A Avenida dos Aviadores, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou hoje de manhã a ficar inundada, devido à subida do caudal do rio Sado, revelou a presidente da câmara municipal.Em declarações à agência Lusa, Clarisse Campos explicou que o caudal do rio subiu porque “o período de maré cheia, que atingiu o pico às 11:30, coincidiu com as descargas das barragens”, devido à chuva.“As barragens estão a descarregar e, com esta coincidência, elevou-se o nível e voltámos a ter água na zona mais baixa, que inunda em primeiro lugar, a Avenida dos Aviadores”, realçou.Segundo a presidente do município, com a subida do nível da água, as povoações de Santa Catarina e Casebres e a Barrozinha, uma zona periférica da cidade de Alcácer do Sal, voltaram a ficar isoladas.“Mas esperamos que, quer nos Casebres, quer na Barrozinha, consigamos passar até ao final do dia”, adiantou.Clarisse Campos previu que, até haver um período mais prolongado sem chuva e em que as barragens possam ganhar espaço para armazenar água, sempre que a maré cheia coincidir com as descargas a zona mais baixa da cidade vá inundar..A autarquia anunciou também que dá o seu aval e o apoio institucional à conta solidária REERGUER ALCÁCER, iniciativa liderada pelo Atlético Clube Alcacerense agora lançada. A conta destina-se a reunir fundos para apoiar os muitos que perderam os seus bens nas cheias das últimas semanas.Quem quiser contribuir poderá fazê-lo pelo IBAN PT50 0045 6020 4041 2208 5454 9.DN/Lusa .Um total de 39 mil clientes da E-Redes continuava às 08:00 de hoje, sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental, devido a avarias, a maioria deles em zonas afetadas pela depressão Kristin, anunciou a empresa.Segundo a E-redes, nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há 15 dias, cerca de 30 mil clientes continuavam hoje sem energia.Numa nota, a empresa destacou que, nestas zonas, foi restabelecido o fornecimento de energia a cerca de 970 mil clientes desde a passagem da depressão Kristin, em 28 de janeiro.Na terça-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 16:00, estavam 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.Lusa.O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho, anunciou hoje o presidente, Gonçalo Lopes.“A Câmara de Leiria gastou em 15 dias de guerra 12 milhões de euros”, afirmou Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.O montante, que a autarquia espera possa ser coberta por seguros e medidas de apoio, diz respeito a combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas prefabricadas ou equipamentos.Na sessão, Gonçalo Lopes afirmou que, no dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, “começou uma guerra”, para salientar que o ambiente em Leiria é de guerra depois de o inimigo ter, “em poucos minutos”, destruído “anos de construção coletiva”.E a resposta tem de ser coletiva, sustentou o autarca.“Temos de estar todos juntos para voltar a reerguer uma região e torná-la outra vez líder” na economia ou no bem-estar e, dirigindo-se aos empresários, “mesmo com muito do património destruído, muitos sem comunicação e sem eletricidade”, considerou que a presença daqueles é “sinal de que não querem baixar os braços”.Na sessão na qual apresentou, com recurso a imagens aéreas, “o antes e o depois” de vários espaços do concelho, incluindo zonas industriais, o presidente da Câmara observou que esta guerra foi democrática, pois atingiu pequenas, médias e grandes empresas, ou o rico ou o pobre.Referindo-se à depressão Kristin como o inimigo que atacou “aquilo que é fundamental numa sociedade”, a eletricidade, afetando, por essa via, a distribuição de água e as comunicações, o autarca defendeu a necessidade de “olhar para o estado em que ficou” a região e definir uma “estratégia de recuperação”.No caso de Leiria, explicou que a autarquia juntou à fase humanitária a fase de reconstrução e alertou para o estado da indústria.“Se há setor que está afetado é a indústria e não é a indústria da nossa região, é a indústria de Portugal, porque nós fazemos parte das cadeias de fornecimento. E, portanto, ou de facto há rapidamente um apoio concreto para levantarem as nossas fábricas ou vamos ter desemprego e vamos ter um retrocesso na nossa economia muito grave nos próximos tempos”, avisou.Lusa.O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse hoje que o “foco do Governo” é apoiar as pessoas, escusando-se a responder sobre quem será o próximo ministro da Administração Interna.“O nosso foco no Governo, como desde a madrugada do dia 28 [de janeiro], é o mesmo, apoiar as pessoas, socorrer, socorrer depressa, prevenir os riscos, sempre e na medida do possível, mas com toda a nossa mobilização, e fazer uma recuperação rápida que está a chegar às empresas, às famílias”, afirmou o ministro, que falava aos jornalistas na Assembleia da República.Questionado várias vezes sobre o sucessor de Maria Lúcia Amaral na Administração Interna, Leitão Amaro não respondeu, nem disse se está disponível para assumir a pasta.“O momento é de nos unirmos para socorrer, apoiar, prevenir e lançar a recuperação, tudo o resto é secundário. E posso garantir que todo o Governo, todo o Estado, os mais de 35 mil operacionais que estão no terreno estão mobilizados para responder na medida do necessário”, salientou.O ministro da Presidência assinalou que “continua a haver pessoas sem eletricidade, pessoas sem comunicações, pessoas que agora têm o risco de verem as suas casas invadidas pelas cheias” e pediu aos portugueses que “por favor sigam as orientações” das autoridades porque “a vida humana é o mais precioso”.“O foco neste momento é ajudar quem está a passar momentos difíceis”, referiu.“É um momento difícil para muitos portugueses, a catástrofe que estamos a viver desde a noite do dia 28 de janeiro não parou, vai continuar, há populações severamente ameaçadas, nós estamos todos mobilizados e é esse o nosso foco, é apenas esse, é socorrer quem precisa, prevenir o que for possível e continuar um esforço muito rápido”, acrescentou.Na terça-feira à noite foi comunicado que Maria Lúcia Amaral se demitiu das funções de ministra da Administração Interna, pasta que, transitoriamente, será assumida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.Lusa.O presidente da Republica e o primeiro-ministro estão em Coimbra para se inteirarem da situação naquela região, onde decorre uma evacuação preventiva das zonas baixas da cidade devido ao risco de inundação. . Segundo uma nota da presidência, o Presidente da República visitará, em seguida, outras zonas na região de Coimbra e continuará para outras localidades particularmente atingidas..A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou hoje o ministro da Presidência, na Comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.DN/Lusa .A chuva intensa que caiu durante a noite, associada à subida da maré e aos solos saturados pela sucessão de tempestades das últimas semanas, provocou inundações em várias artérias do centro histórico de Cascais, afetando lojas, restaurantes e habitações..“Parece que temos ondas no chão”: comerciantes enfrentam nova cheia em Cascais (veja os vídeos).A localidade de Porto Brandão, no concelho de Almada, começou hoje a ser evacuada devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas, confirmou à Lusa a presidente da autarquia.“Neste momento, o que está em curso é, de facto, um processo de evacuação de Porto Brandão, porque aí é que se teme uma derrocada maior que pode cortar os acessos” à localidade, explicou Inês de Medeiros.A autarca disse que a operação está em curso, pelo que não sabe ainda o número exato de pessoas que terão de sair da zona.“Já muitas pessoas têm saído nos últimos 10 dias, porque temos vindo a monitorizar a situação. A chuva não para e aquilo tem vindo a agravar-se”, disse.A estrada de Porto Brandão já se encontra interditada a viaturas, e, por esse motivo, a Estação Fluvial encontra-se encerrada, pelo que o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor..Em todo o concelho foram retiradas de casa cerca de 100 pessoas. O regresso a casa não tem data marcada, acontecerá apenas quando houver condições de segurança, segundo disse esta manhã a responsável da Proteção Civil de Almada..Os partidos e o Governo chegaram hoje a consenso no sentido de adiar para sexta-feira o debate parlamentar quinzenal com o primeiro-ministro, que estava previsto para hoje, por causa do risco de inundações na região de Coimbra..Iniciativa Liberal quer debate quinzenal com primeiro-ministro só na próxima semana.O ministro da Presidência apelou hoje aos portugueses que estão em zonas de risco por causa das cheias e do mau tempo que respeitem as indicações das autoridades, nomeadamente os “pedidos de evacuação” dos locais.Em audição no parlamento, António Leitão Amaro quis “saudar todas as forças que estão no terreno” a ajudar os portugueses afetados e “pedir às populações que observem e respeitem todos os pedidos dessas autoridades”.Há uma semana, numa comissão parlamentar, Leitão Amaro falou da passagem da depressão Kristin na região de Leiria, e hoje, no parlamento, veio também “transmitir solidariedade às pessoas que ainda continuam a sofrer os impactos dessa catástrofe da noite de 28 [de janeiro] mas também muitos outros portugueses que nestas horas vivem junto a rios, passando, eles e o seu património, perigos”.Por isso, Leitão Amaro veio “reiterar esse pedido em nome do Governo” para que as populações cumpram as indicações de abandono dos locais atingidos.“Nestes momentos críticos”, é essencial “o cumprimento dessas orientações, em particular quando for o caso, por segurança, de pedidos de evacuação”, avisou.“Nós continuaremos a tudo fazer para os ajudar, para os socorrer, prevenir e proteger” e “no momento em que se materializarem danos, naturalmente realizar a recuperação mais célere possível”.Lusa.Imagens de satélite captaram a intensidade das chuvas sobre a Península Ibérica durante três fortes tempestades de Inverno e a extensão das inundações que se seguiram na bacia do rio Tejo, em Portugal, divulgou a Agência Espacial Europeia (ESA).A agência lembrou, em comunicado, que as tempestades Kristin, Leonardo e Marta atingiram Espanha, Portugal e o Norte de África no início de 2026, provocando inundações generalizadas.. Em Portugal, a ESA destacou as áreas particularmente afetadas na cidade de Alcácer do Sal e na bacia do rio Tejo.Uma imagem de radar divulgada na nota, baseada em dados captados pelo satélite Copernicus Sentinel-1, mostra a extensão das cheias em redor do rio Tejo e da sua bacia hidrográfica, a nordeste de Lisboa, com as áreas inundadas a vermelho.A imagem foi captada em 07 de fevereiro e sobreposta a uma imagem de 27 de dezembro, mostrando onde os níveis da água subiram, sublinhou a ESA.Lusa.O Presidente da República vai dar hoje, às 11h00, posse aos secretários de Estado do Ministério da Administração Interna, automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral, para que se mantenham em funções..Maria Lúcia Amaral demite-se na véspera do debate quinzenal. Os três secretários de Estado que vão hoje novamente tomar posse são Paulo Simões Ribeiro, secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil.DN/Lusa.O Presidente da República eleito tem estado em contacto com os presidentes de Câmara de Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho, disse hoje a assessoria de António José Seguro, que ocupou um gabinete de trabalho no Palácio Nacional de Queluz.“O Presidente eleito tem estado em contacto ontem à noite e hoje de manhã com presidentes de câmara Coimbra, Figueira da Foz, Soure e Montemor-o-Velho”, dado o agravamento da situação naqueles territórios com riscos de cheia no Mondego, transmitiu à Lusa a mesma fonte.António José Seguro começou hoje a trabalhar num gabinete no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, onde chegou pelas 10:00, e que será o seu local de trabalho até à posse como chefe de Estado no dia 09 de março.À chegada, o Presidente eleito não fez declarações.Lusa.O presidente da Assembleia da República vai consultar os membros da conferência de líderes sobre um eventual adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, previsto para hoje, às 15:00..Iniciativa Liberal quer debate quinzenal com primeiro-ministro só na próxima semana.Portugal está sob efeito de uma massa de ar tropical, que poderá impedir precipitação forte no Baixo Mondego, embora as previsões apontem para chuva persistente durante o dia, disse fonte do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Questionado pela agência Lusa sobre a neblina cerrada que se mantém, há três dias, na região de planície entre Coimbra e a Figueira da Foz, e o seu efeito na precipitação, o meteorologista do IPMA Jorge Ponte indicou que a situação não é exclusiva do Baixo Mondego e deve-se a uma massa de ar tropical - mais quente e húmido e com muito conteúdo em vapor de água -, que fez subir as temperaturas do ar e tem as neblinas e nevoeiros persistentes como característica.“O que acontece é que há zonas que têm mecanismos frontais, em que a precipitação é mais intensa, e noutras menos”, disse o meteorologista, aludindo, para além da orografia – por exemplo de áreas montanhosas – a choques de massas de ar que aumentam a precipitação.“Principalmente em zona de serra, os acumulados [de precipitação] vão ser superiores. Agora, os avisos têm sido mais pela persistência da precipitação, do que propriamente pela intensidade”, esclareceu Jorge Ponte.“É característico nestes tipos de massa de ar termos mais persistência de chuva durante muitas horas e um pouco menos de intensidade”, reforçou.Deste modo, especificamente em zonas de planície como no Baixo Mondego, o meteorologista do IPMA esclareceu que a precipitação será menos intensa do que em zonas montanhosas.Notou, no entanto, que poderão suceder, localmente, e não de forma generalizada no país, situações pontuais no meio da massa de ar tropical com precipitação que seja mais intensa.Durante a conversa com a Lusa, Jorge Ponte olhou para as imagens de radar meteorológico, pelas 09:00, e antecipou uma zona de convecção, com trovoadas dispersas, a montante de Coimbra (junto a Santa Comba Dão e à barragem da Aguieira).Observou que, no meio desta massa de ar muito húmida, “que, no geral, traz este nevoeiro e esta ‘morrinha’, esta precipitação mais fraquinha, há locais onde ela vai cair mais intensamente, só que não é de uma forma abrangente, é mais local”.“No dia de hoje, pode acontecer a precipitação intensificar, em alguns períodos”, avisou.Na noite de terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou para “o risco claro” das margens do Mondego – rio que corre num canal artificial no Baixo Mondego - poderem colapsar e provocarem uma situação de cheia generalizada e descontrolada, face às previsões de forte precipitação.A situação no Baixo Mondego levou a uma operação de emergência que previa a retirada de cerca de 3.500 pessoas de zonas ribeirinhas dos municípios de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho..A SATA Air Açores vai recorrer à Azores Airlines para realizar voos interilhas e acomodar o “elevado número de passageiros” com ligações canceladas devido ao mau tempo, foi hoje revelado.Segundo adiantou fonte da SATA à agência Lusa, a Azores Airlines vai realizar a operação entre as ilhas de São Miguel e Terceira em regime de ACMI (aluguer de aeronave com tripulação) para a SATA Air Açores durante o dia de hoje, de forma a “mitigar” os constrangimentos provocados pelo mau tempo e “dar uma resposta rápida e eficiente”.De acordo com a mesma fonte, devido ao mau tempo, 293 pessoas ficaram sem acomodação nos voos São Miguel/Terceira e Terceira/São Miguel, sendo que o recurso à Azores Airlines (com a aeronave A321 Neo) vai permitir responder a cerca de 288 pessoas.Os restantes cinco passageiros “serão acomodados em outros voos durante o dia”.A decisão foi tomada depois de terem sido “esgotados todos os recursos internos, aeronaves e tripulações” da SATA Air Açores, face ao “elevado número de passageiros” afetados pelo cancelamento dos voos interilhas na terça-feira.Lusa.A vice-presidente da Câmara de Pombal, Isabel Marto, admitiu hoje que quase todas as casas no município têm danos devido à depressão Kristin, que há 15 dias atingiu gravemente este concelho do distrito de Leiria.“Quando passamos em qualquer via, percebemos que quase todas as casas foram atingidas, nem que seja de forma parcial. Algumas já foram recuperadas, mas, dificilmente, haverá alguma aldeia que tenha sido preservada”, declarou Isabel Marto à agência Lusa.Segundo a autarca, 70 ou 80% das casas do concelho têm estragos.“É um levantamento que estamos a fazer. E agora, com as plataformas e a entrada em vigor dos apoios à recuperação das casas de habitação permanente, iremos ter um valor mais correto, mas houve danos parciais, eu diria, em 70% ou 80% das casas”, referiu.Reconhecendo que as condições climatéricas desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu sobretudo a região Centro, não têm ajudado, a vice-presidente explicou que, ainda assim, “muitas coberturas foram colocadas de forma provisória”.“Não se conseguiu chegar a todo o lado e eu acho que agora as nossas forças, os nossos recursos, têm de ser canalizados no sentido de ajudar os nossos munícipes a recuperar as suas casas”, adiantou.Quanto à energia elétrica, Isabel Marto referiu que 15% da população ainda não tem eletricidade, num concelho com cerca de 52 mil habitantes, reconhecendo que, a cada dia que passa, é “cada vez mais difícil” conseguir-se estabilizar a distribuição de água.No que diz respeito às telecomunicações, com o concelho a manter dificuldades, lamentou a ausência de contactos por parte das operadoras, para salientar que agora é a autoridade reguladora das comunicações, a Anacom, que está a intermediar e a dar “alguma informação” à autarquia.Já a limpeza das principais vias rodoviárias foi feita, disse, avisando, contudo, que “ainda há muito trabalho” de retirada das madeiras e limpeza das linhas de água, que vai “durar muitos meses”.Por outro lado, realçou a reabertura, esta semana, de todas as escolas do concelho, apesar de 31 de um total de 35 terem registado prejuízos.Lusa.A Câmara Municipal de Coimbra e a Proteção Civil decidiram pelo encerramento do Mercado Municipal D. Pedro V. "A decisão deve-se à instabilidade do talude da Cerca de Santo Agostinho, situação que já motivou o encerramento da Rua da Fonte Nova", justifica o executivo.O parque de estacionamento superior do Mercado encontra-se igualmente encerrado..Os locais de acolhimento de Coimbra previamente definidos receberam 160 pessoas durante a noite, que tinham sido retiradas de zonas de risco de cheia no concelho, revelou hoje fonte do município.Às 04:30 de hoje, a escola de Taveiro tinha recebido 22 pessoas, a escola Inês de Castro 43 e o pavilhão Mário Mexia 95 idosos, disse à agência Lusa fonte oficial da Câmara de Coimbra.Estas zonas de concentração e apoio à população (ZCAP) tinham sido definidas previamente e estão preparadas para acolher pessoas que precisem de ser retiradas de zonas onde está identificado o risco de cheia da bacia do Mondego.O pavilhão Mário Mexia funciona como ZCAP para 95 idosos, retirados de três lares da freguesia de São Martinho do Bispo.A ZCAP de Ceira, que também tinha sido acionada na noite de terça-feira, encontrava-se, às 04:30, sem qualquer pessoa, informou a mesma fonte.O presidente da Junta de Freguesia de Ceira confirmou que não foi necessário retirar os moradores desta zona ribeirinha do concelho de Coimbra para um ponto seguro, face ao risco de cheia que se previa para a madrugada.“Graças a Deus não foi necessário. As pessoas ficaram nas suas casas em segurança e está tudo dentro da normalidade”, indicou Fernando Almeida.De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Ceira, o Rio Ceira “desceu um bocadinho durante a noite”, o que permitiu que os habitantes pudessem ficar nas suas casas."Agora vamos ver como se vai portar durante a manhã", acrescentou.De acordo com fonte oficial da proteção civil local, toda a população que poderá ser afetada “foi avisada”.Município e proteção civil irão “continuar a bater às portas” das pessoas, disse também esta fonte.Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra (CSREPC) confirmou à Lusa a retirada de 160 pessoas durante a noite, explicando que os números que têm registado dizem apenas respeito a pessoas retiradas com ajuda de bombeiros, nomeadamente cidadãos com dificuldades de mobilidade.“A restante população terá recorrido a meios próprios para estar fora da zona de risco, seguindo as orientações da proteção civil”, disse.Segundo a mesma fonte, não há, até ao momento, indicação de pessoas retiradas de Soure e Montemor-o-Velho.DN/Lusa.Por motivo de interdição dos acessos rodoviários a Porto Brandão, por parte das autoridades competentes, a Estação Fluvial de Porto Brandão encontra-se encerrada, informa a Transtejo, que assegura as ravessias do Tejo na região de Lisboa, no seu site oficial.Assim, o serviço de transporte de passageiros encontra-se temporariamente limitado a Trafaria – Belém, sendo realizado de acordo com os horários em vigor.A Transtejo diz que não é possível prever quando será retomado o serviço na Estação Fluvial de Porto Brandão.Numa nota citada pelo Observador, Rui Ribeiro Rei, presidente da Transtejo diz que vai iniciar-se a retirada de todas as pessoas da localidade por razões de segurança. .O rio Douro registou uma subida considerável durante a noite de hoje e o dia adivinha-se “difícil a nível do controle dos caudais” devido à muita chuva prevista para o Norte de Portugal e Espanha, segundo a Capitania do Douro.“Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água”, disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07:30, o comandante adjunto da Capitania do Douro referiu que a forte pluviosidade prevista para o dia de hoje fazem este dia “merecedor de muita atenção”.“A cota no estuário também está sempre ali a rondar os 5 metros. Portanto, Miragaia [no Porto] ontem [terça-feira] já meteu um pouco de água. Nada de significativo, mas já entrou um pouco. Acreditamos que hoje pode ser também um dia difícil a nível do controlo dos caudais. Portanto, é possível que estas zonas com cotas mais baixas sofram novamente a entrada de água”, alertou.O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.Também Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a ativar, na semana passada, o alerta vermelho para risco de cheias.Lusa.O Município de Amarante ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil (PMEPC), perante a previsão de chuva contínua e intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, indica a câmara no seu ‘site’.“Perante a previsão de precipitação contínua e de períodos de chuva intensa, com risco acrescido de cheias e inundações, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Amarante,(...) ao abrigo da legislação em vigor, com vista à salvaguarda de pessoas e bens”, lê-se na publicação.A câmara de Amarante, cuja zona ribeirinha é banhada pelo rio Tâmega, um dos maiores afluentes do rio Douro, acrescenta que decorreu na terça-feira uma reunião extraordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil “com o objetivo de assegurar uma resposta coordenada, integrada e eficaz de todos os agentes de proteção civil e entidades com dever especial de cooperação, reforçando a prontidão operacional, a mobilização de meios e a articulação institucional face à situação excecional em curso”.“O Município de Amarante está a acompanhar permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas, podendo adotar medidas adicionais que se revelem necessárias, sendo o plano desativado logo que deixem de se verificar os pressupostos que determinaram a sua ativação”, vinca a autarquia, pedindo à população para se manter informada..Mais de 30 pessoas foram hoje retiradas de prédios na Costa da Caparica, em Almada, devido a um deslizamento de terras, que não causou vítimas, disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional da Península de Setúbal.“A arriba que está junto destes prédios está a ter movimentos e cerca das 03:38, uma pedra de dimensões significativas deslizou e atingiu o número 3 da Rua João Azevedo. Esta situação obrigou à retirada de 31 pessoas que foram entretanto encaminhadas para equipamentos da autarquia e para casa de familiares, adiantou a fonte.De acordo com a proteção civil, o número 3 foi o que sofreu maiores danos devido ao impacto, tendo os outros edifícios sido evacuados ao nível do rés-do-chão por precaução.“Cerca das 07:00, os serviços de proteção civil municipal estavam a avaliar os danos e a possibilidade de alguns moradores poderem regressar às suas casas”, disse.. No local, estiveram 17 operacionais, com o apoio de seis veículos.Também hoje, pelas 06:16, um deslizamento de terras na estrada nacional 378 na Charneca da Caparica, também em Almada, obrigou a retirar o condutor, que não sofreu ferimentos, de uma viatura que ficou imobilizada na via.Lusa.Ale´m das escolas de Coimbra localizadas na margem esquerda do rio Mondego, também as escolas de Penacova, no distrito de Coimbra, vão estar hoje encerradas na sequência do mau tempo, informou a Câmara Municipal, um pouco depois das 07:00, nas redes sociais.“A Câmara de Penacova e o Agrupamento de Escolas informam que devido às condições precárias de várias estradas, ao risco de novas ocorrências, à continuação de chuva persistente e à dificuldade na operação da rede de transportes, esta quarta-feira [hoje] todos os estabelecimentos de ensino estarão encerrados”.Em Coimbra, face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas.As escolas de Soure, no mesmo distrito, também estarão encerradas..O comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) adiantou à Lusa que cerca das 07:00 de hoje ainda estava a decorrer a retirada de pessoas das localidades junto às zonas ribeirinhas do rio Mondego, face ao risco de inundações, nomedamente Conraria, Cabouco e zonas ribeirinhas de Ceira, Torres do Mondego, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila.Acresce que as escolas localizadas na margem esquerda do Mondego estão hoje encerradas.“Estamos a falar do deslocamento de mais de três mil pessoas. É uma operação gigantesca. Durante a noite não houve uma subida significativa, mas há um risco de os diques do rio Mondego poderem colapsar e causar inundações”, disse, acrescentando que as autoridades continuam a monitorizar a situação.Na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou que o rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação"Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional.. Segundo o presidente da APA, está prevista "uma brutalidade" de precipitação na quarta-feira, registando-se "dois dias em que chove 20% do que chove num ano", referindo que a situação será monitorizada e acompanhada durante toda a noite.“No fundo, perceber se temos condições de que aqui no açude de Coimbra nunca seja ultrapassado o valor dos dois mil metros cúbicos por segundo [m3/s], que é o valor para o qual os diques foram dimensionados”.Pimenta Machado salientou que, neste momento, “muita água foi ao rio Ceira, à Ribeira de Mortágua, ao Mondego, ao rio Dão”.“É impressionante”, notou, considerando que se está perante uma situação “verdadeiramente excecional”, com níveis de precipitação elevados depois de “três semanas de tempestades sucessivas que pressionam as infraestruturas”. .A proteção civil registou entre as 00h00 de terça-feira e as 06h00 de hoje 1.576 ocorrências, entre inundações, quedas de árvores e deslizamentos, na Área Metropolitana do Porto, Coimbra e Aveiro, sem causar vitimas.“Registámos 1.576 ocorrências, 322 das quais na Área Metropolitana do Porto, 342 na Região de Coimbra e 196 na Região de Aveiro”, disse à Lusa o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)..O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra revelou hoje estar "tudo normal até agora" na região do Baixo Mondego, ainda que com "algumas ocorrências", como "quedas de árvores" e "movimentos de massas".A mesma fonte acrescentou à Lusa que as autoridades municipais se mantêm em articulação com os bombeiros e agentes da proteção civil acorrendo a "necessidades de deslocação de pessoas", mas que a situação era considerada normal pelas 04:30 da madrugada.Questionado especificamente sobre o estado dos diques na região do Baixo Mondego, que voltarão a estar sob pressão a meio da manhã, com a preia-mar, a mesma fonte admitiu que "há sempre o risco" de uma qualquer cedência, mas não há "indicação de qualquer incidente" deste tipo "até ao momento".Consultada pela Lusa, uma fonte do Comando Sub-regional de Aveiro disse igualmente estar "tudo normal" na região, nomeadamente na área de Sever do Vouga, particularmente afetada por inundações e desmoronamentos provocados pelas chuvas intensas dos últimos dias.O portal na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registava às 05:00 um total de 178 ocorrências ativas, envolvendo 1082 operacionais e 393 veículos.