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Cientistas na Austrália criam novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

Os ecrãs táteis do futuro poderão ter a flexibilidade de um jornal, ser dobrados e enrolados, com uma tecnologia desenvolvida por investigadores na Austrália. A tecnologia consiste num material eletrónico ultrafino e ultraflexível que é cem vezes mais fino do que os ecrãs táteis atuais e pode ser enrolado como um tubo. A investigação da equipa, liderada por investigadores do Royal Melbourne Institute of Technology, foi publicada na revista científica Nature Electronics e consiste num novo material condutor produzido a partir de materiais usados em ecrãs táteis combinados com metal líquido. O material usado atualmente é transparente, tem boa condutividade, [...]

Opinião

Adolfo Mesquita Nunes

PremiumCláudia Simões

Uma mulher foi agredida por um polícia. Sabemos isto, porque é inquestionável. Não sabemos ainda tudo, mas sabemos que uma mulher foi agredida por um polícia. Isto deveria ser o bastante para nos fazer parar para pensar: o que pode levar um polícia a agredir desta forma uma mulher, o que é que pode justificar que tenha sido necessária esta agressão, que especialíssima circunstância podemos imaginar para de alguma forma legitimar algo assim? Mesmo dando benefícios da dúvida, mesmo querendo saber mais, não é possível ignorar a agressão, aquela fotografia de Cláudia Simões, aquela cara desfigurada. Devia ser esse o ponto de partida para a nossa indignação, para a busca de respostas: aquela fotografia de uma mulher agredida. Para muitos, no entanto, esse ponto de partida não existiu, porque um ser humano, uma mulher, não é mais uma pessoa mas uma espécie de objeto num debate, numa polarização, num campeonato político. É como se Cláudia não existisse, não fosse relevante, e só fosse relevante o debate da existência ou não de racismo em Portugal e, por isso, o seu caso, a sua agressão, só pudesse ser vista a essa luz, como se reconhecer a agressão, que foi evidente, de alguma forma correspondesse a reconhecer que somos um país racista ou que a PSP é racista e que portanto há que duvidar, há que de alguma forma desculpar, para que essa tese não vingue. Aquela mulher, Cláudia, merece que se perceba o que se passou pelo que ela é: uma pessoa. Num Estado de direito, nenhuma pessoa pode ser sujeita a agressões injustificadas, sem qualquer legitimação. Nenhuma. Tenha que etnia tiver, tenha o passado que tiver. Está expresso na Constituição, logo no seu primeiro artigo, o princípio da dignidade da pessoa, que é princípio estruturante da matriz judaico-cristã. Querer olhar para esta agressão com propósitos políticos, sobretudo na tentativa de esvaziar debates sobre racismo, ou para não dar razão a não sei quem, é um triste sinal dos tempos e um valente chega para lá nesse estruturante princípio, porque é tornar a pessoa irrelevante. É dizer-lhe: não nos interessa o teu caso porque ele pode dar azo a conclusões com que não concordamos, não nos interessa o teu drama porque não podemos concordar com a ideia de que todo o país é racista e toda a polícia é racista. Eu sei que há quem veja racismo em tudo, ou que tenha uma absurda aversão às forças de segurança, que é outra forma de dizer a uma pessoa que ela só nos interessa se o seu caso puder reforçar uma tese. Mas a minha consciência está-se nas tintas para essas pessoas quando vejo uma mulher agredida sem que eu perceba como. Recusar-me a olhar para ela, querer saber dela, porque há uma narrativa a formar-se, ou porque discorde da ideia de que somos um país racista, ou porque acredito profundamente no papel e função e louvor da PSP, seria, lamento, virar as costas ao mais elementar dos princípios: esse mesmo, repito, o da dignidade da pessoa.Advogado

Adolfo Mesquita Nunes

Daniel Deusdado

Salgado e Isabel: a História já lhes cortou a cabeça

A diferença entre Ricardo Salgado e Isabel dos Santos é a de que pelo menos o primeiro reinventou um império familiar global, apesar de terminar a vida a enganar "legalmente" toda a gente que podia, incluindo o Banco de Portugal. Isabel dos Santos é um caso diferente: participou num saque ao seu muito pobre país quando foi colocada num lugar de "front-office" de uma farsa montada pelo papá. Nunca enganou ninguém porque tudo era imensamente visível.

Daniel Deusdado

Helena Tecedeiro

A arte de tirar cortiça do tio Zé

Quando se passa pelas estradas do Alentejo, é cenário comum o daquelas árvores de tronco avermelhado em contraste com os ramos escuros e rugosos. São sobreiros aos quais acabaram de tirar a cortiça. Tirar. Porque a cortiça não se recolhe nem se apanha, tira-se. De nove em nove anos, os homens sobem ao sobreiro e com o seu machado, a sua arte e o seu amor tiram a cortiça, um material usado nas rolhas das garrafas de todo o mundo e de que Portugal é o maior produtor.

Helena Tecedeiro

João Céu e Silva

Grande mesmo era Raul Cortez a fazer de Salieri

Protagonizar os grandes compositores no cinema é uma tarefa tão difícil como a de os próprios comporem grandes sinfonias, nada que tenha proibido vários cineastas de o tentarem. Talvez Mozart seja o mais fácil de replicar, usando os seus traços de genialidade desde criança como fez Milos Forman no premiadíssimo Amadeus. Após 13 nomeações, coisa não tão vulgar assim, levou oito Óscares para várias categorias, e deixou para sempre a imagem na mente dos espectadores do mundo (sur)real de Mozart, fixando a sua vida por várias gerações. No entanto, quando tento recordar o nome do ator que fazia de Mozart, nem uma vaga memória. Após uma busca descobre-se que foi Tom Hulce...

João Céu e Silva

Filomena Naves

Aquelas quatro notas

Pan pan pan paaam... Pan pan pan paam... Quatro notas límpidas - e todo um universo naquela ideia simples. Como uma pergunta lançada no ar, que se vai repetindo nos vários instrumentos de infinitas maneiras, aquele pan pan pan paam sucede-se numa escalada cada vez mais tensa, atravessa a orquestra, reinventa-se em timbres e alturas e, já à beira de não poder prosseguir, atinge um ponto de luz, e espraia-se no horizonte - para logo recomeçar. São talvez as mais famosas quatro notas do nosso imaginário musical, que as tornou suas de muitas maneiras: nas canções pop rock, no cinema, nos desenhos animados, no humor, e até na resistência à tirania. E se um cão chamado Beethoven nos faz sorrir, um cartoon nos arranca uma gargalhada e uma boa rockalhada à base das famosas quatro notas nos enche de pica (talvez não funcione para todos), a sua utilização na luta contra a guerra e a opressão não podia ser mais apropriada ao seu criador - Beethoven, claro.

Filomena Naves

Filipe Gil

Música como nos filmes

Tenho uma relação estranha com a música clássica. De tempos a tempos tenho urgência em ouvir. Seja a conduzir, a escrever ou a ler ou até mesmo nas raras vezes em que cozinho. Serve como uma espécie de "limpador" da música mais plástica que passamos o tempo o ouvir, quer na rádio ou nas listas que o algoritmo do Spotify nos impinge - como se fosse um amigo de longa data. Curiosamente, fui autodidata no que toca a colocar Mozart, Bach, e outros, nos meus ouvidos. Em pequeno, eram os Abba e músicas pop francesas que se ouvia com frequência no gira-discos lá de casa. Clássica nunca.

Filipe Gil

Óculos de natação com realidade aumentada

Óculos de natação com realidade aumentada

A natação é considerada o desporto mais completo. Especialistas em medicina desportiva defendem os benefícios da modalidade que, ao contrário de outras, permite exercitar todas as extremidades e realizar um bom trabalho cardiovascular. Mas tal como acontece com a corrida, em que não basta começar a correr e já está, na natação não basta atirar-se à água e começar a dar aos braços e às pernas. De facto, é recomendável que haja um acompanhamento para evitar lesões e, além disso, ter um controlo do tempo e do esforço que dedicamos enquanto nadamos. Deste modo, é possível ir acumulando dados e comparar a evolução entre sessões. E, também aqui, a tecnologia é uma grande ajuda, neste caso sob a forma de óculos de natação com realidade aumentada integrada.Os Form Swim Goggles possuem um visor inteligente que permite ao nadador ver as métricas de rendimento em tempo real através de um ecrã integrado nos próprios óculos. O atleta pode ver, a qualquer momento, a distância percorrida, o número de braçadas ou os tempos intermédios enquanto nada. Estes dados são simultaneamente registados numa aplicação móvel. Embora o que mais chame a atenção nos Form Swim Goggles sejam as suas prestações tecnológicas, os seus criadores não puseram de parte um pormenor óbvio: por se tratar de óculos para nadadores, tiveram especial cuidado em torná-los cómodos, fáceis de utilizar e fabricados com materiais de alta qualidade para oferecer um ajuste personalizado.Como sempre, a última palavra para determinar se este tipo de dispositivos é útil ou não pertence a quem os utilizará de forma intensiva: os atletas. Por isso, Maldo esteve com uma nadadora olímpica, Mónica Ramírez Abella, para experimentar os Form Swim Goggles e comprovar se cumprem o que prometem.Entrevista e edição:  Pedro García Campos | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

Como funcionam os efeitos visuais no cinema

Como funcionam os efeitos visuais no cinema

Um dos truques visuais que revolucionou a forma de fazer cinema (e, mais tarde, de fazer televisão ou qualquer outra produção audiovisual) foi a chegada do chroma. Esta técnica do "bluescreen" (ecrã azul, embora mais tarde se tenha popularizado o verde) não é nenhuma novidade: foi utilizada pela primeira vez no filme "O Ladrão de Bagdad", de 1940. O responsável pela ideia foi Lawrence W. Butler, embora o verdadeiro impulsionador do chroma tenha sido Petro Vlahos, que ganhou cinco Óscares pelos seus contributos na área dos efeitos visuais entre os anos sessenta e noventa.Já se passaram muitos anos desde então, mas a técnica introduzida por estes pioneiros foi sempre evoluindo, não ficando obsoleta. Agora até nos podem parecer grosseiros alguns dos recortes utilizados para situar os personagens em qualquer cenário sem sair do plateau, mas na época serviam para criar a ilusão necessária. Se há produções atuais em que o chroma brilha de forma especial são os filmes de super-heróis, tanto que no YouTube existem muitos vídeos em que se pode ver o Homem-Aranha ou o Super-Homem presos por cabos sobre um fundo verde. O certo é que, sem alcançar a perfeição nem a sofisticação destes grandes títulos, qualquer um pode fazer um chroma em casa: basta uma tela verde ou azul e um software de edição de vídeo que o suporte. E, para demonstrar como pode ser simples, Natalia Sprenger visitou um plateau para brincar com esta técnica.Entrevista e edição: Maruxa Ruiz del Árbol | Marius Cirja Texto: José L. Álvarez Cedena

Insider

Cientistas na Austrália criam novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

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Facebook estuda reconhecimento facial como autenticação no Messenger

Facebook estuda reconhecimento facial como autenticação no Messenger

A rede social de Mark Zuckerberg estará a testar uma nova forma para proteger os utilizadores do Messenger: reconhecimento facial. Através do Twitter, a programadora Jane Manchun Wong anunciou que encontrou alguns indícios deste teste na aplicação Messenger. Segundo publicou, esta será uma forma de os utilizadores do Messenger terem uma camada adicional de segurança, recorrendo a dados biométricos. A autenticação biométrica já está disponível noutro produto do Facebook, o WhatsApp, ainda que seja mais usada a forma de autenticação através da impressão digital. Leia também | Messenger. Enganou-se numa mensagem? Já a pode apagar Segundo aquilo que foi apurado por [...]

Quem é o melhor guardião das marcas? Jeff Bezos da Amazon

Quem é o melhor guardião das marcas? Jeff Bezos da Amazon

Quais os melhores gestores das marca? Jeff Bezos foi considerado o melhor entre as marcas mais valiosas. Mas há riscos para o fundador da Amazon. Na hora de defender o valor das marcas qual é o melhor guardião? A Brand Finance não tem dúvidas: Jeff Bezos. O CEO da Amazon lidera o novo ranking criado pela consultora que produz o ranking das 500 marcas mais valiosas do mundo. Agora avalia o desempenho dos CEO. No top 100, há apenas cinco mulheres CEO. O desempenho do negócio ou o sucesso do investimento em marketing são apenas duas das métricas que, de [...]

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