Atualidade

Opinião

Margarita Correia

Brasil, Portugal e esta língua que nos (des)une

Foi notícia uma terapeuta da fala (ou fonoaudióloga, termo usado no Brasil) ter visto a sua candidatura ao exercício da função no Serviço Nacional de Saúde ser rejeitada com base no seu deficiente domínio da língua portuguesa, aparentemente pelo facto de ser brasileira e falante de português do Brasil. O caso de cidadãos brasileiros discriminados por razões linguísticas em Portugal é recorrente e este preconceito tenderá, acredito, a intensificar-se com a chegada de mais cidadãos brasileiros com formação superior. Já me referi à questão em texto anterior, a propósito de dissertações e teses apresentadas por alunos brasileiros a universidades portuguesas e ocorre-me a discriminação de que são alvo colegas brasileiros, com competências e currículos inatacáveis, quando se candidatam a ensinar linguística ou língua portuguesa em instituições públicas de ensino superior.

Margarita Correia

Pedro Tadeu

E se o chef Ljubomir Stanisic continuar sem comer?

Não encontro explicação razoável para o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, não ter já recebido os grevistas da fome que, há seis dias, estão frente à Assembleia da República, num movimento reivindicativo de donos de restaurantes onde pontifica uma estrela mediática, o chef Ljubomir Stanisic, que conseguiu obter uma projeção nos jornais e TVs que trabalhadores anónimos, sindicatos e, até, associações empresariais em protesto habitualmente não conseguem.

Pedro Tadeu

Mais atualidade

Adriano Moreira

A insegurança

Segundo notícias, são avaliados 50 milhões de seres humanos atingidos pela pandemia, e entre novas notícias, provavelmente a de que há 27 concelhos portugueses que têm mais de mil casos por cem mil habitantes. Estas, possivelmente não inteiramente identificadoras da dimensão da crise, agravaram-se quando a OMS divulgou que a Europa se transformou num novo epicentro do vírus, porque na vigorosa Alemanha, na Espanha, na Itália, e agora Portugal, o espaço Schengen sofre uma rude prova, a qual, segundo o Le Monde, poderá ser a recessão. Não é uma notícia que amenize a questão, a qual é mundial e não só europeia, que o teimoso Trump tenha há poucos dias declarado o estado de emergência, que lhe deve contribuição de teimosa conduta.

Adriano Moreira

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