Atualidade

Opinião

Mirko Stefanovic

Auschwitz-Birkenau (uma história pessoal)

Setenta e cinco anos após a libertação do campo de extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, a data está a ser comemorada em Israel, na Polónia e noutros lugares, e as memórias do Holocausto tornaram-se, mais uma vez, um tema de conversa. Nesse 27 de janeiro, 75 anos atrás, o Exército Vermelho Soviético entrou no campo abandonado, onde permanecia apenas um pequeno número de prisioneiros, aqueles que não acudiram à chamada dos seus captores para saírem dos seus alojamentos e deixarem o campo juntamente com eles. Nem mesmo as ameaças do exército alemão de fazer explodir o campo antes da chegada das tropas soviéticas convenceram essas pessoas a abandonar a área, sabendo que a palavra nazi não tinha qualquer valor.

Mirko Stefanovic

Vida e futuro

Cientistas na Austrália criam novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

Criado novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

Os ecrãs táteis do futuro poderão ter a flexibilidade de um jornal, ser dobrados e enrolados, com uma tecnologia desenvolvida por investigadores na Austrália. A tecnologia consiste num material eletrónico ultrafino e ultraflexível que é cem vezes mais fino do que os ecrãs táteis atuais e pode ser enrolado como um tubo. A investigação da equipa, liderada por investigadores do Royal Melbourne Institute of Technology, foi publicada na revista científica Nature Electronics e consiste num novo material condutor produzido a partir de materiais usados em ecrãs táteis combinados com metal líquido. O material usado atualmente é transparente, tem boa condutividade, [...]

Helena Tecedeiro

A arte de tirar cortiça do tio Zé

Quando se passa pelas estradas do Alentejo, é cenário comum o daquelas árvores de tronco avermelhado em contraste com os ramos escuros e rugosos. São sobreiros aos quais acabaram de tirar a cortiça. Tirar. Porque a cortiça não se recolhe nem se apanha, tira-se. De nove em nove anos, os homens sobem ao sobreiro e com o seu machado, a sua arte e o seu amor tiram a cortiça, um material usado nas rolhas das garrafas de todo o mundo e de que Portugal é o maior produtor.

Helena Tecedeiro

João Céu e Silva

Grande mesmo era Raul Cortez a fazer de Salieri

Protagonizar os grandes compositores no cinema é uma tarefa tão difícil como a de os próprios comporem grandes sinfonias, nada que tenha proibido vários cineastas de o tentarem. Talvez Mozart seja o mais fácil de replicar, usando os seus traços de genialidade desde criança como fez Milos Forman no premiadíssimo Amadeus. Após 13 nomeações, coisa não tão vulgar assim, levou oito Óscares para várias categorias, e deixou para sempre a imagem na mente dos espectadores do mundo (sur)real de Mozart, fixando a sua vida por várias gerações. No entanto, quando tento recordar o nome do ator que fazia de Mozart, nem uma vaga memória. Após uma busca descobre-se que foi Tom Hulce...

João Céu e Silva

Filomena Naves

Aquelas quatro notas

Pan pan pan paaam... Pan pan pan paam... Quatro notas límpidas - e todo um universo naquela ideia simples. Como uma pergunta lançada no ar, que se vai repetindo nos vários instrumentos de infinitas maneiras, aquele pan pan pan paam sucede-se numa escalada cada vez mais tensa, atravessa a orquestra, reinventa-se em timbres e alturas e, já à beira de não poder prosseguir, atinge um ponto de luz, e espraia-se no horizonte - para logo recomeçar. São talvez as mais famosas quatro notas do nosso imaginário musical, que as tornou suas de muitas maneiras: nas canções pop rock, no cinema, nos desenhos animados, no humor, e até na resistência à tirania. E se um cão chamado Beethoven nos faz sorrir, um cartoon nos arranca uma gargalhada e uma boa rockalhada à base das famosas quatro notas nos enche de pica (talvez não funcione para todos), a sua utilização na luta contra a guerra e a opressão não podia ser mais apropriada ao seu criador - Beethoven, claro.

Filomena Naves

Filipe Gil

Música como nos filmes

Tenho uma relação estranha com a música clássica. De tempos a tempos tenho urgência em ouvir. Seja a conduzir, a escrever ou a ler ou até mesmo nas raras vezes em que cozinho. Serve como uma espécie de "limpador" da música mais plástica que passamos o tempo o ouvir, quer na rádio ou nas listas que o algoritmo do Spotify nos impinge - como se fosse um amigo de longa data. Curiosamente, fui autodidata no que toca a colocar Mozart, Bach, e outros, nos meus ouvidos. Em pequeno, eram os Abba e músicas pop francesas que se ouvia com frequência no gira-discos lá de casa. Clássica nunca.

Filipe Gil

Óculos de natação com realidade aumentada

Óculos de natação com realidade aumentada

A natação é considerada o desporto mais completo. Especialistas em medicina desportiva defendem os benefícios da modalidade que, ao contrário de outras, permite exercitar todas as extremidades e realizar um bom trabalho cardiovascular. Mas tal como acontece com a corrida, em que não basta começar a correr e já está, na natação não basta atirar-se à água e começar a dar aos braços e às pernas. De facto, é recomendável que haja um acompanhamento para evitar lesões e, além disso, ter um controlo do tempo e do esforço que dedicamos enquanto nadamos. Deste modo, é possível ir acumulando dados e comparar a evolução entre sessões. E, também aqui, a tecnologia é uma grande ajuda, neste caso sob a forma de óculos de natação com realidade aumentada integrada.Os Form Swim Goggles possuem um visor inteligente que permite ao nadador ver as métricas de rendimento em tempo real através de um ecrã integrado nos próprios óculos. O atleta pode ver, a qualquer momento, a distância percorrida, o número de braçadas ou os tempos intermédios enquanto nada. Estes dados são simultaneamente registados numa aplicação móvel. Embora o que mais chame a atenção nos Form Swim Goggles sejam as suas prestações tecnológicas, os seus criadores não puseram de parte um pormenor óbvio: por se tratar de óculos para nadadores, tiveram especial cuidado em torná-los cómodos, fáceis de utilizar e fabricados com materiais de alta qualidade para oferecer um ajuste personalizado.Como sempre, a última palavra para determinar se este tipo de dispositivos é útil ou não pertence a quem os utilizará de forma intensiva: os atletas. Por isso, Maldo esteve com uma nadadora olímpica, Mónica Ramírez Abella, para experimentar os Form Swim Goggles e comprovar se cumprem o que prometem.Entrevista e edição:  Pedro García Campos | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

Como funcionam os efeitos visuais no cinema

Como funcionam os efeitos visuais no cinema

Um dos truques visuais que revolucionou a forma de fazer cinema (e, mais tarde, de fazer televisão ou qualquer outra produção audiovisual) foi a chegada do chroma. Esta técnica do "bluescreen" (ecrã azul, embora mais tarde se tenha popularizado o verde) não é nenhuma novidade: foi utilizada pela primeira vez no filme "O Ladrão de Bagdad", de 1940. O responsável pela ideia foi Lawrence W. Butler, embora o verdadeiro impulsionador do chroma tenha sido Petro Vlahos, que ganhou cinco Óscares pelos seus contributos na área dos efeitos visuais entre os anos sessenta e noventa.Já se passaram muitos anos desde então, mas a técnica introduzida por estes pioneiros foi sempre evoluindo, não ficando obsoleta. Agora até nos podem parecer grosseiros alguns dos recortes utilizados para situar os personagens em qualquer cenário sem sair do plateau, mas na época serviam para criar a ilusão necessária. Se há produções atuais em que o chroma brilha de forma especial são os filmes de super-heróis, tanto que no YouTube existem muitos vídeos em que se pode ver o Homem-Aranha ou o Super-Homem presos por cabos sobre um fundo verde. O certo é que, sem alcançar a perfeição nem a sofisticação destes grandes títulos, qualquer um pode fazer um chroma em casa: basta uma tela verde ou azul e um software de edição de vídeo que o suporte. E, para demonstrar como pode ser simples, Natalia Sprenger visitou um plateau para brincar com esta técnica.Entrevista e edição: Maruxa Ruiz del Árbol | Marius Cirja Texto: José L. Álvarez Cedena

Insider

Cientistas na Austrália criam novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

Criado novo tipo de ecrã tátil que pode ser dobrado como papel

Os ecrãs táteis do futuro poderão ter a flexibilidade de um jornal, ser dobrados e enrolados, com uma tecnologia desenvolvida por investigadores na Austrália. A tecnologia consiste num material eletrónico ultrafino e ultraflexível que é cem vezes mais fino do que os ecrãs táteis atuais e pode ser enrolado como um tubo. A investigação da equipa, liderada por investigadores do Royal Melbourne Institute of Technology, foi publicada na revista científica Nature Electronics e consiste num novo material condutor produzido a partir de materiais usados em ecrãs táteis combinados com metal líquido. O material usado atualmente é transparente, tem boa condutividade, [...]

V Digital

Esta cor para automóveis vai virar moda em 2020

Esta cor para automóveis vai virar moda em 2020

De acordo com o Relatório de Popularidade Mundial de Cores para Automóveis de 2019 da Axalta, os veículos azuis totalizam 7% do mercado automóvel global, ocupando a quinta posição, atrás do branco, do preto, do cinzento e do prateado. Mas, segundo a empresa especializada no setor das tintas para a indústria, a cor para automóveis que fará furor em 2020 chama-se Sea Glass, um azul-turquesa moderno, que a Axalta destaca pela intensidade especial quando brilha ao sol.