Opinião

PremiumEles e nós, também no discurso europeu

Há um subdiscurso nestas eleições europeias que se queixa da falta de atenção para as questões que esta votação pode influenciar. É um discurso de certa forma elitista, que corre entre jornalistas, políticos e nas redes sociais onde estes se movimentam e peroram. Mas tem razão. Não, estas eleições não são uma antecâmara das legislativas. Não vão definir a cor do cartão que será passado ao governo. Nada disso. Estas eleições definirão quem vai mandar no Parlamento Europeu e, de certa forma, influenciará o tipo de União que será a europeia, daqui para a frente.

Catarina Carvalho

Ui, o André Ventura!

Esta semana correu bem. Confirmou-se a radiografia que nos fazem e fazemos de nós: pegamos de cernelha. Vocês sabem, lá fora mata-se o touro, caça-se imigrantes ou vota-se por isso... Já nós somos um povo uno, sem guerras internas vai para dois séculos, somos, enfim, uns suíços que ainda por cima não são maçadores. Nesta semana, uma anunciada extrema-direita morreu na praia como uma alforreca. Nem era uma man-of-war, daquelas de tentáculos com poderes urticantes, era, afinal, só gelatina.

Ferreira Fernandes

Premium'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Anselmo Borges

Deitar fora a tralha que não interessa

"Não tenho nada em minha casa que não possa transportar no meu carro." Devíamos estar em 2003 ou 2004, conversávamos enquanto íamos andando ao longo de uma rua com poucos automóveis e árvores altas despidas de folhas, ladeada por prédios bonitos com casas de grandes janelas, e a frase da minha amiga mexicana, que eu conhecia há pouco tempo, pareceu-me apenas divertida. Falávamos sobre o tamanho das salas que conseguíamos ver para lá dos vidros das janelas, de como eram estupidamente grandes, quando ela disse aquilo. "Vou mudar de casa em breve. Para uma mais pequena." E, para facilitar a mudança, Selene ia novamente aplicar uma regra que já tinha há uns anos: tudo o que lhe entrava em casa e fazia parte do quotidiano dela tinha de caber no carro - e não, não era uma Ford Transit nem uma Toyota Hiace.

Paulo Farinha

Ver Tudo

Máquinas Inteligentes para ajudar a salvar o planeta

Em 2015, Elon Musk e Steve Wozniak, entre outros 8 000 cientistas e líderes tecnológicos, assinaram uma carta aberta na qual alertavam para os riscos da inteligência artificial. Tratava-se de um alerta para a possibilidade de as máquinas virem a ser prejudiciais para os nossos interesses enquanto espécie, também partilhado pelo físico britânico Stephen Hawking, que garantia que a inteligência artificial podia ser “o melhor ou o pior que podia acontecer à espécie humana”. No entanto, gostemos mais ou menos, o futuro parece passar obrigatoriamente pelo convívio com máquinas responsáveis por fazerem parte do nosso trabalho, incluindo tarefas importantes, e não apenas tarefas mecânicas e repetitivas. Um artigo publicado na página online do Fórum Económico Mundial garantia que vivemos um momento histórico em termos de inteligência artificial, graças ao big data, aos avanços no hardware, a algoritmos cada vez mais potentes e ao desenvolvimento de programas de código aberto que reduzem as barreiras para entrar na indústria tecnológica. O artigo garantia que estas condições beneficiavam oito áreas em que a inteligência artificial podia ajudar a salvar o nosso planeta: veículos elétricos e autónomos, novas redes energéticas, agricultura inteligente, melhores previsões climáticas, resposta perante catástrofes naturais, cidades ligadas e sustentáveis, transparência digital e desenvolvimento científico. Claro que a inclusão da inteligência artificial na equação ambiental não é uma atualização futurista forçada da ideia “eles que inventem!”, de Unamuno. Não são as máquinas que vão resolver os problemas criados pelos humanos, e sim nós que as conduziremos para essa resolução. Aliás, há já várias iniciativas e propostas neste sentido. Uma delas é dirigida por Lucas Joppa, na Microsoft: “Estamos perante uma oportunidade fantástica para alocarmos alguma da nossa tecnologia mais sofisticada e algumas das nossas ferramentas à resolução de alguns dos desafios ambientais que enfrentamos atualmente.” Joppa é responsável de Meio Ambiente na empresa de Redmond e diretor do projeto AI for Earth, um compromisso de 50 milhões de dólares a cinco anos no qual a Microsoft centra as suas investigações no campo da inteligência artificial em quatro áreas específicas: agricultura, água, biodiversidade e alterações climáticas. O programa da Microsoft disponibiliza subsídios e acesso aos imensos recursos tecnológicos e de computação da empresa para projetos que procuram alterar os atuais modelos de gestão e exploração de recursos. Joppa acredita que os governos têm um papel fundamental nas soluções e iniciativas no âmbito das alterações climáticas, mas considera que as empresas não podem ficar paradas e devem assumir um papel de maior intervenção: “As empresas não precisam dos governos para agir. Nós podemos ser agentes de ação. Nós podemos definir a agenda que queremos implementar. Acho que, se olharmos para o sucesso do setor tecnológico em termos globais, vemos que a oportunidade para a tecnologia ajudar a acelerar uma agenda de sustentabilidade global mais vasta é enorme.” Entrevista e edição: Azahara Mígel, Noelia Núñez, Mikel Agirrezabalaga Texto: José L. Álvarez Cedena

Para brisas de Realidade Aumentada para tornar os carros mais seguros

Por vezes, uma transformação é precedida de um acidente. O caso paradigmático que exemplifica esta teoria é o de Paulo de Tarso, a quem um clarão do céu fez cair do cavalo a caminho de Damasco. Este acontecimento fê-lo abandonar a sua profissão ao serviço do Império e abraçar a fé cristã. A sua lenda, de tão icónica e exemplar, é celebrada e representada em inúmeras interpretações artísticas.Vitaly Ponomarev não estava perto da cidade síria quando sofreu o seu acidente, mas sim numa estrada de Moscovo, e não montava um cavalo, conduzia um Audi A6. O que causou o seu acidente também não foi uma luz vinda do céu, mas sim uma indicação do sistema de navegação que o fez desviar momentaneamente os olhos da estrada. O resultado foi um pequeno acidente de viação, sem consequências graves. O que, para a maioria das pessoas, teria significado apenas um transtorno e custos cobertos pelo seguro, para Ponomarev foi o início de uma transformação tecnológica que o levou, pouco depois, a fundar uma empresa que pretende mudar para sempre a forma como conduzimos, tornando-a mais segura.“Somos líderes mundiais em sistemas de realidade aumentada para carros”, explica Ponomarev para indicar a atividade da WayRay, a sua empresa. “Desenvolvemos um sistema ótico especial baseado em elementos óticos holográficos. Em vez de termos uma imagem reduzida no para brisas, podemos abranger todo o para brisas com a realidade aumentada. Podemos ver objetos virtuais a flutuar no ar, longe do para brisas, e integrá-los literalmente na realidade. É por isso que chamamos a isto realidade aumentada real.” Ou, em resumo, o que a WayRay propõe é disponibilizar diante dos olhos do condutor todo um mundo de sinais, alertas e indicações de forma natural, graças à tecnologia desenvolvida pela empresa. Na WayRay, trabalham especialistas em diferentes áreas, como química, ciência dos materiais, ótica, microeletrónica, robótica ou mecânica. A explicação? O que propõem é tão inovador que, mais do que adaptar e reinterpretar tecnologias já existentes, foi preciso idealizar soluções completamente novas.O sistema da WayRay responde aos gestos do condutor à sua frente, e incorpora uma câmara HD e vários sensores que localizam constantemente o veículo e fazem o mapeamento do meio que o rodeia. Obviamente, o dispositivo irá crescendo à medida que as cidades forem também incorporando dispositivos ligados com os quais possa interagir e trocar informação. Embora a WayRay esteja agora sobretudo direcionada para a indústria automóvel, Ponomarev é ambicioso e acredita que os seus sistemas terão muito mais utilidades: “Enquanto empresa, o nosso objetivo é disponibilizar os nossos mundos virtuais através de painéis transparentes. Ou seja, queremos estar em todo o lado onde possamos ver através de janelas transparentes, seja na construção, nos escritórios, seja noutro tipo de transportes, incluindo carros, comboios, aviões, em qualquer lado em que possamos ver através de um vidro transparente. Achamos que fazemos parte deste novo mundo em mudança.”Entrevista e edição: Azahara Mígel, Ander ManeroTexto: José L. Álvarez Cedena

Insider

Vem aí uma nova moeda, é do Facebook e vai funcionar no WhatsApp

Rede social criou uma nova empresa na Suíça especificamente para trabalhar num novo sistema de pagamentos. Chama-se Libra Networks e é a empresa "secreta" que o Facebook criou na Suíça para desenvolver uma moeda digital. A informação é avançada pela publicação local Handelszeitung, que diz ainda que esta aposta da empresa deverá traduzir-se num novo sistema de pagamentos. Na notícia é dito que Mark Zuckerberg, diretor executivo do Facebook quer "sacudir" o mundo financeiro com esta sua aposta. A Libra - nome temporário da moeda - será uma moeda digital baseada na tecnologia de blockchain, que permite criar um registo [...]

Estas aplicações prometem ajudar a aliviar a ressaca

Não há soluções milagrosas, é certo, mas estas aplicações querem ajudar a tornar os excessos das noites anteriores mais suportáveis. Que atire a primeira pedra quem nunca cometeu alguns excessos em jantares e saídas à noite... e no dia seguinte teve de arcar com as (dolorosas) consequências. A tecnologia também quer dar uma ajuda, conforme o provam estas aplicações - principalmente se aliadas à já tradicional aspirina. Vale a pena frisar que não é uma aplicação que vai fazer a ressaca desaparecer por magia - também há algum trabalho envolvido. A Waterlogged é um exemplo disso. Um dos maiores aliados [...]

DN Ócio

O melhor bar de cocktails de Portugal fica em Lisboa

O Red Frog, em Lisboa, foi distinguido como o "Melhor Bar", "Melhor Carta de Bar" e "Melhor Equipa de Bar" nos prémios da sexta edição do Lisbon Bar Show. Por sua vez, Nelson Matos venceu o prémio de "Melhor Barman" e também o de "Melhor Cocktail" pelo seu cocktail "Evolve". Responsável pelo bar Gusto, no Hotel Conrad, no Algarve, que foi eleito como "Melhor Bar de Hotel". Nas restantes categorias foram distinguidos como "Melhor Barmaid" a Tatiana Cardoso (The Royal Cocktail Club), como "Produto do Ano" o licor Italicus, como "Produto Português do Ano" o Rum William Hinton, como "Melhor [...]

O dia de ver os Painéis de São Vicente à lupa, espreitar reservas e visitar centenas de museus grátis

Este sábado foi Dia Internacional dos Museus e há 400 portas abertas em museus, palácios e monumentos de todo o País. A entrada é gratuita e há instituições que escolheram este dia para desvendar alguns segredos bem guardados. É espreitar. A partir de hoje às quatro da tarde, é possível ver os Painéis de São Vicente à lupa. À obra rainha do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, vai juntar-se um painel interativo que permite ao visitante desvendar vários detalhes da obra, atribuída a Nuno Gonçalves, com um pormenor até agora longe do visitante do museu. Esta é uma [...]

Harry Potter nos pés dos fãs

Numa colaboração com a Warner Bros a marca de calçado norte-americana Vans lançou uma nova coleção sobre o universo da escola de magia e bruxaria de Hogwarts do universo Harry Potter. Estilizados de acordo com as diferentes casas da escola de Hogwarts, a Vans lança quatro modelos em paletas de cor exclusivas atribuindo-as a alguns dos clássicos modelos da marca. O modelo Sk8-Hi para a equipa de Gryffindor, o modelo Era paraSlytherin, o Authentic para Ravenclaw e as clássicas Slip-On para Hufflepuff. Para além do calçado, a colaboração estende-se a peças de vestuário masculino e feminino e acessórios. A coleção [...]