Atualidade

Opinião

Daniel Deusdado

Coronavírus-Montijo: adeus défice zero, olá elefante de Alcochete

Habituarmo-nos ao coronavírus é a nova ideia. Menos pânico, mais realismo. Como evitar a transmissão de uma gripe? Impossível. A estirpe "made in China", resultante do cruzamento alimentar entre o pangolim e o ser humano, já é património mundial. Nada que a encefalopatia espongiforme bovina (doença das vacas loucas) não tivesse feito também na nossa "avançada" sociedade ocidental. É a vida, imprevisível e global.

Daniel Deusdado

Maria Antónia de Almeida Santos

Não me estou nas tintas para a Constituição

A aprovação dos cinco projetos para a despenalização da eutanásia trouxe o consenso necessário para continuar o processo legislativo - ainda longo - que lhe corresponde. Mas não só. Sendo algo comum no Parlamento, no sentido em que tantos projetos (das mais variadas índoles) são também discutidos, esta aprovação em particular, por abordar algo tão sensível e complexo, reforça e ilustra também a legitimidade do legislador e a saúde da própria democracia representativa.

Maria Antónia de Almeida Santos

João Céu e Silva

O mundo seria maior sem pontes

Falar de pontes pode parecer um debate estéril, mas sem elas o mundo seria maior e hoje em dia queremos tudo à distância de um dedo. O que diriam os milhares de pessoas que vão passar o fim de semana ao Algarve se não tivessem a Ponte 25 de Abril para os pôr em casa em poucos minutos e fossem obrigados a ir até Cacilhas e atravessar o rio num ferry, com filas pelo meio ou ir por Vila Franca de Xira e fazer o único bocado de autoestrada que então existia em Portugal?

João Céu e Silva

Carla Bernardino

O corte e a faca

A violência em contexto de intimidade já começa a somar vítimas em 2020. Desde denúncias previamente conhecidas às que ainda estão por denunciar, os cortes no amor feitos à faca começam cada vez mais cedo, na adolescência, e prosseguem vida fora, até ao limite da (des)esperança média de vida. Nesta semana acordámos com mais uma vítima, mulher, de 80 anos, que sucumbiu fatalmente às mãos do marido, também octogenário, e de uma faca. A seis cortes e uma separação decisiva e eterna.

Carla Bernardino

Aplicações pensadas para que nada nos tire o sono

Aplicações pensadas para que nada nos tire o sono

Se mantivermos uma média de oito horas de sono (entre seis e oito por dia para um adulto), passaremos mais de um quarto de século a dormir, nada menos do que um terço das nossas vidas. Um tempo que não é, de todo, um desperdício. Durante o sono, ocorrem funções imunológicas, endócrinas, de aprendizagem e de memória, recuperam-se energias e descontraem-se os músculos. Dormir ajuda a consolidar as novas recordações e a atualizar as antigas. De algum modo, o nosso cérebro sabe o que é importante para o nosso equilíbrio mental e o que é melhor descartar através do esquecimento. Doenças como a ansiedade ou a depressão estão, por vezes, relacionadas com maus hábitos de sono. Por isso, é fundamental dormir o suficiente e dormir bem.Nos últimos anos, surgiram algumas aplicações e dispositivos tecnológicos para nos ajudar a fazer algo que devia ser tão natural como beber ou comer e que, no entanto, com o ritmo acelerado da sociedade ocidental, se está a tornar num problema que afeta cada vez mais pessoas. De facto, segundo a Sociedade Espanhola de Neurologia, entre 20% e 48% da população adulta sofre, em algum momento da sua vida, de dificuldades em iniciar ou manter o sono. Entre estas invenções pensadas para nos ajudar a ter um sono de qualidade, incluem-se um dispositivo que pode ser colocado na testa, um tapete e uma almofada inteligente, todos eles ligados a aplicações móveis. América Valenzuela foi experimentá-los e analisou os seus resultados com Celia García Malo, uma neurologista especialista em sono.Edição: Azahara Mígel | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

A app que mostra o ângulo de inclinação da sua moto

A app que mostra o ângulo de inclinação da sua moto

"Há duas formas de chegar a casa. A primeira consiste em nunca sair. A outra consiste em dar a volta ao mundo até chegar ao ponto de partida." Esta frase, tão cheia de humor como de rebeldia meramente dissimulada, pertence à introdução de "O Homem Eterno", um dos livros mais conhecidos de um dos autores mais famosos do Reino Unido, G. K. Chesterton. O britânico foi um escritor notável e um destacado criador de aforismos: não há nenhuma página de citações na internet que não inclua algumas dezenas de frases suas. Não pelos pensamentos, mas sim pela descrição da paixão do viajante, a espanhola Alicia Sornosa tem muito em comum com Chesterton. Porque ela é uma daquelas mulheres que escolhe sempre o caminho mais longo para regressar a casa. Tanto que esse caminho a levou, há uns anos, a demonstrar a veracidade do aforismo, pois tal como ela própria descreve no seu website: "Saí em plena crise para dar 'uma volta de moto'. Em outubro de 2013, regressei a Espanha após ter percorrido os cinco continentes, conquistando o título de primeira europeia e mulher de língua espanhola deste século a dar uma volta ao mundo na sua moto."Acompanhados por Alicia, visitámos o quartel-general de uma marca mítica para os motards, a italiana Ducati. Foi lá que pôde testar a tecnologia instalada numa das melhores motos da marca, a Multistrada, equipada com vários sensores e ligações que permitem a comunicação entre a máquina e um dispositivo móvel. Através da tecnologia Bluetooth e de uma aplicação, o condutor pode não só ouvir música ou atender chamadas, como também registar várias informações, como a velocidade, o ângulo de inclinação, a aceleração ou a potência média utilizada num percurso. Esta aplicação permite ainda partilhar detalhes dos itinerários, imagens e comentários com a restante comunidade Ducati. Alicia, que percorreu estradas muito complicadas em países como o Quénia ou a Índia, conduziu esta moto pelos arredores de Bolonha e as suas impressões não podiam ser melhores.Entrevista e edição: Alicia Sornosa | Azahara Mígel | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

Insider

Coronavírus leva Facebook a cancelar F8, principal evento para programadores

Coronavírus leva Facebook a cancelar F8, principal evento para programadores

Este ano, o Facebook não irá reunir a comunidade de programadores no evento anual F8, a principal conferência da tecnológica. A decisão foi anunciada esta quinta-feira, através de comunicado de imprensa. "Tendo em conta as preocupações em torno do Covid-19, tomámos a difícil decisão de cancelar a componente pessoal do F8 2020", indica Konstantinos Papamiltiadis, diretor de plataformas e parcerias no Facebook. A empresa indica que "foi uma decisão difícil de tomar", tendo em conta a importância do evento para a dona da maior rede social do mundo. "Mas precisamos de dar prioridade à saúde e segurança dos nossos parceiros [...]

Mercado de computadores tomba 9% em 2020 com impacto do coronavírus

Mercado de computadores tomba 9% em 2020 com impacto do coronavírus

Depois de um quarto trimestre com uma subida de 4,8% nas remessas mundiais, a previsão é agora muito negativa para 2020. Foi sol de pouca dura, a recuperação da venda de computadores em 2019 que o consultor da IDC Ryan Reith tinha considerado "impressionante". Depois de um quarto trimestre com uma subida de 4,8% nas remessas mundiais, a previsão é agora muito negativa para 2020. A IDC baixou as suas perspetivas para o mercado PCD - dispositivos de computação pessoal, o que inclui computadores desktop, portáteis, workstations e tablets, devido aos efeitos negativos do novo coronavírus. "Já perdemos quase um [...]

Microsoft pode falhar previsões de receitas devido a coronavírus

Microsoft pode falhar previsões de receitas devido a coronavírus

A Microsoft reviu as previsões de resultados financeiros trimestrais, antecipando que, devido ao vírus covid-19, não irá conseguir atingir os números que antecipava para algumas áreas de negócio. A tecnológica americana anunciou esta quarta-feira que antecipa que não conseguirá atingir as previsões de receitas trimestrais para a área Windows e para o negócio de computadores pessoais. Através de um comunicado ao mercado, a Microsoft reviu as previsões feitas para o terceiro trimestre do ano fiscal de 2020. "A Microsoft está a acompanhar de perto o impacto a emergência de saúde Covid-19 e a principal prioridade continua a ser a saúde e a segurança [...]

V Digital

O limite de velocidade nas estradas portuguesas é de 120 km/hora

O que acontece quando conduzimos a 260 km/h?

O acidente da passada semana com um veículo a alta velocidade na Segunda Circular, em Lisboa, provocando três vítimas mortais, trouxe de volta o tema da sinistralidade nas estradas nacionais e a necessidade de mais e melhores medidas integradas no Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária para 2020, que já prevê um reforço do número de radares nas vias de mais perigo. Um vídeo das autoridades rodoviárias em Espanha explica o que se sente e tudo o que pode acontecer quando conduzimos à velocidade louca de 260 km/h.