Atualidade

Opinião

Augusto Santos Silva

O caminho com a Índia

O Tratado de Lisboa atribuiu a representação institucional da União Europeia ao presidente do Conselho Europeu e a condução da política externa e de segurança a um alto representante. Alterou, assim, bastante as competências da presidência rotativa do Conselho nessa área. O que não significa que a tenha tornado irrelevante. Além do encargo de liderar dossiês específicos, como o alargamento ou os acordos internacionais, a presidência tem um poder de influência tanto maior quanto maior for a sua capacidade de colocar questões na agenda e facilitar a mobilização, em torno delas, das instituições.

Augusto Santos Silva

Assunção Cristas

É preciso que os homens se ponham nos sapatos das mulheres

Quando finalmente chega a Portugal a onda do #MeToo, damo-nos conta de como ainda estamos longe de, coletivamente, conseguirmos abordar o tema pelo ângulo certo. Os comentários sucedem-se entre os pedidos de detalhe, numa deriva mais voyeurista do que verdadeiramente interessada, à perplexidade perante o facto de, aparentemente, os homens já não poderem ser "galãs", ou a confusão de temas e circunstâncias (um assédio na rua por um desconhecido é diferente de um assédio num contexto laboral). Mas há um denominador comum: uma parte muito relevante da sociedade, talvez a maior parte, ainda não consegue compreender o que se passa verdadeiramente quando uma mulher se sente assediada ou à beira de um assédio num contexto laboral. Essa circunstância desrespeita o mais profundo da sua dignidade, põe em causa direitos fundamentais básicos e inibe o seu pleno desenvolvimento como pessoa.

Assunção Cristas

Paulo Baldaia

Um ministro trapalhão, mas pouco atrapalhado

Eduardo Cabrita coleciona trapalhadas no cargo de ministro da Administração Interna e nem sequer se pode falar de um sempre-em-pé porque, simplesmente, ele nem balança. O ministro está até treinado em dar respostas desconcertantes, como quem nos chama a atenção para a perda de tempo que é estar a apontar-lhe o dedo, à espera de que o primeiro-ministro dê conta de que o amigo já ultrapassou todos os prazos de validade para estar no governo.

Paulo Baldaia

Margarita Correia

A língua portuguesa e a UE

Sempre que um país assume a presidência do Conselho Europeu, é organizada uma sessão em Bruxelas para celebrar a sua língua ou línguas nacionais. A 5 de maio, além do Dia Mundial da Língua Portuguesa, comemorado um pouco por todo o mundo, celebrou-se também o Dia da Língua Portuguesa na União Europeia, com um evento subordinado ao tema "O português na encruzilhada", reservado aos tradutores, intérpretes e funcionários europeus com interesse nesta língua. Tive a honra de ser convidada e participar numa mesa-redonda intitulada "Conversas com versões: as veredas que a língua trilhou e o caminho por fazer", juntamente com Edleise Mendes, professora da Universidade Federal da Bahia, e João Melo, jornalista e escritor angolano, também colunista no DN. Cada um de nós deu conta da sua relação pessoal e profissional com a língua portuguesa, de como cresceu em ou com o português; também falámos sobre as nossas perspetivas para o futuro da língua portuguesa e concordámos que esta será cada vez mais meridional e pluricêntrica, de todos os que a falam e de ninguém em particular, mais rica de sotaques, cores, cheiros e sabores, mais mestiça e mais apta para desempenhar o seu papel de grande língua do mundo.

Margarita Correia

Eugénio Viassa Monteiro

Desafios para a UE e a Índia

A UE tem uma população em redução, há muito tempo. A população reformada, com mais de 65 anos, é importante (19,2% em 2016), em crescimento, a ser sustentada por um número gradualmente menor de trabalhadores ativos (cidadãos entre os 15 e 64 anos, são 64.4% do total, a decrescerem). Qualquer dia a UE pode ficar a falar sozinha, por a sua voz ficar abafada num mundo em que novas potências económicas, científicas e populacionais emergem avassaladoramente.

Eugénio Viassa Monteiro

Álvaro Amaro

Rumo a 2030, ninguém pode ficar para trás

O mundo está diferente, mais acelerado, avançado, tecnológico e, há quem diga, mais desumano. A pandemia que enfrentamos confrontou os países considerados mais desenvolvidos com cenários de retrocesso que se julgavam irrepetíveis mas, num momento em que a vacinação avança rapidamente em alguns pontos do planeta, constatamos que a "aldeia global" vive a velocidades dramaticamente diferentes. O impacto da covid-19 tem sido particularmente severo junto das comunidades mais vulneráveis e, apesar do esforço, só quando toda a população mundial estiver vacinada é que teremos controlado, eficazmente, a doença.

Álvaro Manuel Balseiro Amaro

Domingos Bragança

As cidades de média dimensão na coesão e desenvolvimento sustentável

É sabida a importância das cidades de média dimensão para a correção do desenvolvimento assimétrico, para o esbatimento dos contrastes da dicotomia litoral/interior e para a descompressão das grandes áreas metropolitanas e suavização do quotidiano da vida das pessoas. Para este desígnio, assinale-se a importância do potencial que conjuntos de cidades médias, para os quais se qualifica Guimarães, podem aportar, pois configuram uma nova filosofia de desenvolvimento. É minha convicção que a perifericidade relativa pode ser resolvida e transformada em vantagem comparativa, a partir de um modelo assente em três eixos: a regeneração urbana, a cooperação territorial de proximidade - com escala demográfica necessária ao desenvolvimento de ecossistemas endógenos competitivos - e a ligação à rede de mobilidade europeia.

Domingos Bragança

Desporto

  • Classificações
  • A Jornada
  • Resultados

Evasões

Notícias Magazine