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Opinião

Sebastião Bugalho

O primeiro vice

Não há tanto tempo quanto isso mas numa era bem diferente, o Capitólio dos Estados Unidos da América era capaz de momentos de clamor, graça e reciprocidade. Foi assim em 2007, quando o presidente republicano George Bush (filho) introduziu o seu discurso do Estado da União "com a honra e o privilégio de ser o primeiro a poder começar por dizer: Madam speaker", pois a democrata Nancy Pelosi era a primeira mulher a assumir o cargo na Câmara dos Representantes. E foi também assim em 1981, com o vice-presidente Walter Mondale, um dia após celebrar o seu 53.º aniversário, a ler os resultados da primeira vitória de Ronald Reagan, em que havia sido derrotado como recandidato a vice-presidente de Jimmy Carter. Com equivalente sentido de humor e solenidade, Mondale leu os números do colégio eleitoral que davam a maioria de Reagan contra Carter e, logo a seguir, os que davam a maioria de George Bush (pai) contra si próprio. "Walter F. Mondale recebeu 49 votos", declarou, com um sorriso bem-disposto mas resignado. "Consegui, hein? Uma grande cabazada", ironizou para o lado, sendo apanhado pelo microfone. A Câmara, munida de respeito, levantou-se toda para o aplaudir e rir com ele. E Mondale, rindo de volta, declarou a sessão por encerrada.

Sebastião Bugalho

Raphael Gamzou

Uma oportunidade sem precedentes para restaurar a nossa Terra

A pandemia do coronavírus confrontou-nos com um dos desafios mais duros da nossa geração. No entanto, também nos apresentou a oportunidade (única) de apostar em programas de recuperação económica pós-pandemia que unem forte sustentabilidade a medidas convergentes a uma economia com baixos níveis de emissão de carbono. O mundo pode usar a saída da covid-19 para acelerar a transição verde e é por isso que a comemoração do Dia da Terra assume, neste ano, um significado ainda mais importante.

Raphael Gamzou

Mais atualidade

Begoña Íñiguez

Abram as fronteiras entre Portugal e Espanha, por favor

Senhor Sánchez, senhor Costa, há quase três meses que as fronteiras terrestres entre Portugal e a Espanha estão fechadas, salvo em 18 pontos de passagem autorizados (PPA) dos quais só sete deles estão abertos de maneira permanente 24 horas por dia: Valença do Minho, Vila Verde da Raia, Quintanilha, Vilar Formoso, Caia, Vila Verde de Ficalho e Castro Marim. Pela segunda vez em menos de um ano a fronteira física, com os controlos transfronteiriços por parte da GNR em território luso e da Guardia Civil em Espanha, fizeram regressar os fantasmas dos dois países ibéricos, de antes da sua adesão à Comunidade Económica Europeia, hoje UE, em 1985. "Quem nos ia dizer que voltaríamos a ter controlos na fronteira e que não poderia entrar em Portugal para ver aos meus netos? Dizia há uns dias bastante preocupada a minha mãe.

Begoña Iñiguez

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Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

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