Opinião

Jacek Junosza Kisielewski

Uma insuficiência respiratória global

Habituados ao nosso estilo de vida do século XXI, tão rápido e cheio de assuntos que considerávamos importantes, apenas dois meses atrás não conseguíamos prever o que íamos enfrentar. Para a maioria de nós a pandemia era um relato de manuais de História ou um argumento de filmes de ficção científica, mais do que que uma ameaça real. A vida confrontou-nos brutalmente com uma nova realidade, colocando-nos frente a frente com escolhas até agora desconhecidas e forçando reações às situações críticas e extremas.

Jacek Junosza Kisielewski

Bernardo Ivo Cruz

Viver entre os Factos e a Ficção

Comemora-se no dia 3 de Maio de cada ano o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e ninguém de bom senso nega que sem uma imprensa livre, ativa, atenta e corajosa, não há democracia. Sem sabermos o que acontece à nossa volta, como é que podemos tomar decisões? Sem uma imprensa livre e atenta, quem é que faz as perguntas necessárias às pessoas que, em nosso nome, ocupam temporariamente os lugares de decisão? Sem a capacidade de investigar e divulgar os factos, quem expõe as questões que nos preocupam? Entre 1972 e 1974, dois jornalistas do Washington Post descobriram uma conspiração que levou à demissão de um Presidente nos Estados Unidos e em 2018 uma jornalista do The Guardian descobriu um erro administrativo que prejudicou gravemente centenas de cidadãos britânicos e obrigou o Governo de Londres a alterar a sua política de imigração.

Bernardo Ivo Cruz

Adriano Moreira

Conselho de Segurança

Quer na guerra de 1914-1918, quer na de 1939-1945, os EUA vieram lutar e morrer pela Europa e não por um Estado determinado. Por seu lado, os soviéticos tinham vindo combater os agressores considerados capitalistas e não os nacionais de um país enumerado: a referência da identificação do tremendo conflito era o nazismo alemão. Os Estados Unidos tiveram vários presidentes com lugar ganho pela sua formação nacional, e pela concretização do seu conceito estratégico nacional de conteúdo variável, o que implicou reformular a Europa que perderia ser a do colonialismo, tinham sucessivamente definido, na sua doutrina nacional, a ilegalidade de que qualquer Estado europeu pretenderia regressar a qualquer das suas colónias do continente americano, o que não impediu que a unidade ocidental e atlântica tivesse expressão, que a juventude americana viesse a enfrentar e sofrer o conflito gravíssimo da última grande guerra e que americanos, ilustres pela capacidade de estadistas, tenham ganho o direito à memória grata dos europeus que habitaram em liberdade a vencedora Meia-Europa democrática, e também igual dignidade teve a intervenção do histórico discurso de Churchill sobre a denúncia da ameaçadora divisão da Europa e o projeto da URSS.

Adriano Moreira