Atualidade

Opinião

Filipe Froes e Patrícia Akester

Retrato da covid-19 após um ano de convívio.
Quão bem conhecemos o inimigo e a nós próprios?

Dizia o arguto Sun Tzu: "Se conheces o inimigo tão bem como a ti próprio, não precisas temer o resultado de cem batalhas. Se te conheces, mas não conheces o inimigo, por cada vitória sofrerás uma derrota. Se não te conheces nem ao inimigo perderás todas as batalhas..." (A Arte da Guerra). A questão que colocamos é: qual o nosso grau de cognição, clareza, lucidez, percepção e discernimento não apenas em relação ao nosso adversário viral como também no respeitante às nossas fragilidades? (com as consequências postuladas por Sun Tzu).

Filipe Froes e Patricia Akester

Luís Filipe Castro Mendes

Uma visita a Teixeira de Pascoaes

Em Amarante imaginei que encontrava Teixeira de Pascoaes. Apesar de ter sido demasiadas vezes reduzido aos pesados estereótipos da Saudade e da Portugalidade e de ter construído a sua obra ao arrepio dos modernismos sucessivos, Pascoaes não deixou de encontrar quem o soubesse ler: Jorge de Sena sentiu-lhe bem a grandeza e o génio e os surrealistas celebraram-no, por boas e más razões. Mas soubemos nós ler Pascoaes como se deve ler um poeta, literalmente e em todos os sentidos, como dizia Rimbaud?

Luís Castro Mendes

Guilherme de Oliveira Martins

No coração de Portugal…

Falávamos normalmente dos mais diversos temas, mas naquele dia deu-me conta de um projeto novo que o entusiasmava, a produção de queijo da serra, seguindo por métodos modernos uma tradição antiga, nas pisadas de seu avô. E pediu-me que recolhesse elementos sobre as origens antigas desse precioso alimento, que para muitos é o melhor queijo do mundo. Conversámos longamente e verifiquei que o Jorge sabia praticamente tudo o que era relevante. Como era seu hábito, já planeara a ação até ao ínfimo pormenor. Apenas desejava reforçar o valor do património cultural - permitindo aos futuros consumidores a consciência de que beneficiavam de uma experiência única. No fundo, disse-mo tantas vezes, com a argúcia e a inteligência conhecidas, e nunca encontrei melhor definição, a cultura reúne o que recebemos das raízes, da memória e da herança dos nossos antepassados, à capacidade de fazer da vida um fator de permanente aperfeiçoamento. E, não por acaso, a etimologia da palavra cultura, que usamos, tem que ver com o campo, no qual semeamos e colhemos. Para cultura do espírito, os gregos falavam de paideia e os latinos de humanitas - e o Jorge ao lembrar Mangualde dos seus antepassados, fazia-o sentindo o mais puro património, genético e imaterial, com que se constrói a cultura moderna.

Guilherme d’Oliveira Martins

Mais atualidade

Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

Paulo Baldaia

A responsabilidade dos políticos não prescreve

Indignem-se com os legisladores, com os deputados que fazem as leis, não procurem responsabilizar os juízes que as aplicam, porque até a interpretação mais restritiva dos prazos de prescrição não resiste a um recurso, se na instância superior houver interpretação mais abrangente. Acham mesmo que foi o juiz Ivo Rosa que determinou os prazos de prescrição para os crimes de corrupção e deixou, propositadamente ou não, aberta a hipótese de contar esse tempo a partir de diferentes momentos de consumação do crime?

Paulo Baldaia

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