Opinião

José Ribeiro e Castro

Tabu n.º 1 - a Nicarágua

Às vezes, tropeçamos em assuntos - ou eles em nós - de que notamos estarem imersos num tabu: um silêncio que os rodeia e cala. Alguns são temas sem importância, o que pode explicar o silêncio. Outros não é assim: temas claramente importantes e de grande significado, são calados, seja qual for a fonte e a razão que os cala. Temos de reflectir sobre estas: a fonte e a razão do silenciamento. Ultimamente dei com três destes tabus. Hoje, comento o primeiro.

Ribeiro e Castro

Jorge Costa Oliveira

Por que é a habitação cara em Lisboa?

Um estudo de uma seguradora inglesa clama que Lisboa foi considerada a terceira cidade do mundo mais cara para viver; os autores do estudo devem conhecer um mundo diferente do que eu conheço... É certo que nos últimos anos os preços de imobiliário residencial em Lisboa, tal como em muitas cidades do mundo, subiram. E algumas zonas da cidade de Lisboa estão com um preço efetivamente bem mais alto do que outras zonas da cidade e da área metropolitana de Lisboa. Quais são as razões para isso?

Jorge Costa Oliveira

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Guilherme de Oliveira Martins

Agosto azul

Continuo com os livros. Vim à Feira do Livro, para celebrar sessenta anos dos Clássicos da Fundação Gulbenkian - como sinal de que os grandes textos sobrevivem para além dos episódios passageiros. Mas trouxe nos olhos as cores mágicas do mar do Algarve e os ecos das palavras de Teixeira-Gomes. Ainda é Agosto, como recordei com Nuno Júdice, quando nos encontrámos. E releio. "O calor abateu com o declinar do Sol que desaparece quando aproamos à barra. Como se extingue o braseiro no vasto disco de bronze amarelo assim se afogou o Sol em cinzas ao resvalar no polido oiro pálido do céu. Descobre-se a curva inteira da baía; mas a atmosfera perde a sua jubilosa limpidez, satura-se a humidade que a repassa de tons cetíneos e esfuma-se a poente de puídas cambraias arroxadas. A superfície do mar embebe-se de violeta, nas restingas da barra, a água rola espumas de arco-íris. O ar arrefece sem que bafeje o mais ténue sopro de arejo".

Guilherme d'Oliveira Martins

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