Atualidade

Opinião

Paulo Baldaia

A razão dos ingleses, a irresponsabilidade de Marcelo e a hipocrisia dos liberais

Os ingleses, disseram-nos as autoridades do nosso país, quiseram tramar-nos, inventando um problema de contágios com as variantes indiana e nepalesa e uma duplicação de novos casos em três semanas, retirando-nos da lista verde e fazendo regressar a casa dezenas de milhar de turistas britânicos. De tudo se disse sobre as reais intenções do governo de sua majestade, como tudo se esquece, quando se confirma que os ingleses tinham razão. Há um problema sério com a variante indiana que, segundo os especialistas, já vale quase metade dos novos casos em Portugal. Três em cada quatro na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Paulo Baldaia

Margarita Correia

Das línguas nacionais

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, fui convidada pela embaixada e o Centro Cultural de Cabo Verde a participar na Conferência Desafios das línguas nacionais e da língua portuguesa nalguns países da CPLP - Contextos locais/Desafios Globais. Houve participantes de vários países, que falaram das situações linguísticas respetivas. A língua nacional de Cabo Verde é o crioulo, ou língua cabo-verdiana, cujo estatuto, situação sociolinguística e ensino se encontram longe de resolvidos; muitas foram as intervenções que focaram esta questão. A mim tocou-me falar sobre as línguas nacionais portuguesas.

Margarita Correia

Mais atualidade

Vítor Paulo Pereira

Pronto-a-vestir

Os fundos comunitários são um tema recorrente do discurso político. Mais uma vez foram relembrados pelo nosso Presidente da República, no discurso do 10 de Junho, onde apelou a que estes não se transformem numa chuva de benesses para alguns. Ainda bem que o lembrou porque estamos todos na expectativa do PRR que até esquecemos que existe financiamento para além dele. O potencial de esperança no PRR é de tal forma que até o Portugal 2030 passou para segundo plano. Ainda não sabemos qual o papel que as autarquias terão no PRR, mas é certo que Portugal receberá 50 mil milhões de euros no próximo quadro comunitário de apoio.

Vítor Paulo Pereira

Pedro Ribeiro

Continuar a desconfinar, com novos critérios

A matriz de risco foi algo de enorme importância para prever o desconfinamento. No entanto, essa matriz feita em fevereiro/março, não incluía nessa época, e bem, os vacinados. Portugal tem hoje vacinados a quase totalidade dos maiores de 60 anos, com, pelo menos, uma dose, e penso que, em junho, vão estar todos com as 2 doses. Não sou, nem quero ser, especialista em "matrizes" nem em epidemiologia, mas mais de um ano depois os especialistas da DGS têm de ser capazes de nos "dar" mais do que deram até agora em termos de voltarmos à nossa vida normal. Até aqui a economia esteve, e bem, ao serviço da saúde, é tempo de a saúde estar ao serviço da economia.

Pedro Ribeiro

Daniel Deusdado

Império, ouro, Europa. 500 anos a falhar

Não por acaso, o Presidente da República associou neste 10 de Junho o ouro do Brasil aos fundos comunitários. Olhando-se para o gráfico abaixo, percebe-se o ponto: o momento em que o rendimento de um português mais se aproximou da média europeia, aconteceu nos Descobrimentos. Mas nem aí a riqueza chegou à maioria. A mediania instalou-se ao longo dos anos e a pobreza agrava-se na primeira metade do século XX, fruto das sucessivas implosões políticas e do atavismo da Ditadura. É já com a entrada na União Europeia que o nosso produto interno bruto (PIB) melhora, mas pouco. Em retrospetiva vê-se que não há um único século que sirva de exemplo. Isso quer dizer que algo de mais intrínseco se passa connosco.

Daniel Deusdado

Rogério Casanova

O Último Morto-Vivo de George Romero

No panteão das "grandes obras perdidas", O Parque de Diversões nunca pertenceu à mesma categoria exaltada onde cabem o Escudo de Medusa, a Comédia de Aristóteles, ou a versão integral de The Magnificent Ambersons: não apenas por questões hierárquicas, mas porque durante décadas o segredo foi tão secreto que nunca houve procura suficiente para gerar um mito, ou pelo menos um culto. Tony Williams, o académico oficial de George Romero dedicou-lhe página e meia no seu estudo de 2003 (Knight of the Living Dead: The Cinema of George A. Romero), confirmando a existência de uma espécie de pseudo-documentário dramático, caucionando a relevância temática do mesmo na obra do autor, e gabando-lhe até algumas qualidades extra-funcionais, próprias, aliás, de alguém habituado a trabalhar em condições adversas e com recursos escassos.

Rogério Casanova

Joana Amaral Dias

Bufo real 

Para começar a preparar as celebrações dos 50 anos do 25 de abril, só faltava mesmo este ataque grave a manifestantes. Oportuno, não é? Esclareça-se desde já que no ordenamento constitucional e legal português nenhuma entidade ou órgão tem o poder de autorizar nem, por maioria de razão, de proibir o exercício do direito de manifestação. Ou seja, nem sequer há o dever de aviso prévio destas reuniões, como se costuma alegar, quanto mais a legitimidade em fichar participantes.

Joana Amaral Dias

Evasões

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