Opinião

Yusmari Díaz Pérez

Cuba tem o direito de viver sem um bloqueio

O tradicional apelo da comunidade internacional para o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro contra Cuba tornou-se ainda mais necessário ante a situação atual marcada pelos efeitos devastadores do Furacão Ian no nosso país, pelos efeitos de uma crise global multidimensional que inclui uma crise económica internacional e uma ameaça iminente de recessão global, crise alimentar, energética e sanitária num contexto de um endurecimento sem precedentes do bloqueio contra Cuba, iniciado na segunda metade de 2019, com base numa política do anterior governo republicano dos Estados Unidos da América.

Yusmari Díaz Pérez

José Ribeiro e Castro

Nacionalidade e sefarditas - a má aplicação da lei

Há uma semana, o Diário de Notícias noticiou o engarrafamento dos Registos Centrais com processos de nacionalidade. Não é novo. A novidade está em o aumento não acontecer apenas com descendentes de judeus sefarditas, mas também com brasileiros e outros da CPLP. Mas, citando o DN números de 2021, "a maioria dos processos são de judeus sefarditas", acrescentando: "Entre 2010 e 2016, os serviços do IRN recebiam uma média de 100 mil pedidos de nacionalidade por ano. Nos últimos cinco anos, essa média anual tem ultrapassado os 160 mil pedidos. Só em 2021 entraram mais de 195 mil pedidos de nacionalidade." A pressão cresceu em 2022: "Agosto foi o pior mês, mais de três mil pedidos por dia."

Ribeiro e Castro

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Jorge Costa Oliveira

O silêncio ensurdecedor à ameaça russa de utilização de armas nucleares

Durante semanas, Putin ameaçou utilizar armas nucleares na guerra na Ucrânia. E sublinhou que não se tratava de um bluff. Vários próceres seus vieram exigir que essas armas, pelo menos as nucleares táticas, fossem usadas na "operação militar especial". No último discurso feito na conferência anual do Clube Valdai, Putin finalmente declarou que "é inútil atacar a Ucrânia com armas nucleares", que "não vemos necessidade disso" uma vez que "não faz qualquer sentido, nem político, nem militar". Esta declaração aparentemente retira da mesa a ameaça de utilização de armas nucleares. Mas é importante refletir sobre a postura das principais potências ocidentais no período que mediou entre a primeira ameaça de Putin e esta declaração de distensão sobre a retórica nuclear.

Jorge Costa Oliveira

Guilherme de Oliveira Martins

A arte moderna, tema atual

A publicação pelo Centro Nacional de Cultura do "e-book" Movimento de Renovação da Arte Religiosa - Textos e Artigos, organizado por João Alves da Cunha, constitui um elemento fundamental para compreendermos a história do que se iniciou graças a um grupo de jovens entusiastas, que hoje nos lembra a importância da educação dos fiéis e do clero em matéria de arquitetura e espaço litúrgico. E esta necessidade leva-nos à exigência de atualização do ensino artístico nos seminários; à obrigação de concursos públicos de projetos (com júris idóneos) para as obras nos templos; à absoluta conveniência em atribuir as obras de arte e de arquitetura a artistas e arquitetos; e ao reconhecimento das linguagens artísticas próprias do nosso tempo. O que o Padre João Norton de Matos refere no prefácio do livro neste sentido é fundamental.

Guilherme d'Oliveira Martins

Luís Filipe Castro Mendes

Sobre diplomacia cultural

À conceção tradicional da diplomacia como arte e técnica do diálogo e da negociação entre Estados, ao nível dos seus poderes políticos soberanos, veio acrescentar-se nos nossos dias um conceito mais alargado de diplomacia. Entende-se hoje que as relações entre os povos e as nações, através das suas entidades económicas, das suas instituições culturais e educativas e das organizações da sociedade civil, são também sujeito e objeto da diplomacia e como tal devem ser reconhecidas e incentivadas pela tradicional e insubstituível diplomacia estatal.

Luís Castro Mendes