Opinião

Guilherme de Oliveira Martins

Uma aldeia perdida

A nossa primavera permite-nos usufruir das virtudes da natureza. É o património como dom natural que se associa à paisagem humana e ao sentir de uma cultura viva. O sol matutino espraia-se lisonjeiro, e descobrimos, deambulando numa terra de muitas cambiantes, diferenças que se enriquecem mutuamente. O conde de Ficalho, Francisco Manuel de Mello Breyner (1837-1903), par do Reino, historiador e professor de Botânica na Escola Politécnica, biógrafo de Pero da Covilhã e de Garcia de Orta, membro dos "Vencidos da Vida", demonstrou numa célebre carta a importância de ser patriota, que nada tem que ver com nacionalismos falsos e ilusórios, perigosamente destruidores da humanidade. Amar as raízes, compreender o que nos distingue e quem somos significa ter a capacidade de amar o que nos é próximo, sem tentação de ver nisso motivo de cegueira ou de indiferença relativamente aos outros.

Guilherme d'Oliveira Martins

Jaime Piçarra

Aprovar quando seguro ou quando é popular?

O mês de maio ficará marcado, espera-se, pela discussão dos resultados de um estudo pedido pelo Conselho da UE que, basicamente, demonstra o erro de considerar a edição de genes como uma técnica inserida na legislação aplicável aos OGM. Vários Estados membros, entre os quais Portugal, solicitaram uma avaliação científica desta decisão tomada em 2018 pelo Tribunal Europeu de Justiça e aguardavam, com expectativa, orientações claras sobre uma matéria que poderá permitir aos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, uma ferramenta que diminui a necessidade de utilização de pesticidas e a possibilidade de cumprirem as metas das várias estratégias ambientais em curso, tal como a pequenos agricultores, em qualquer parte do mundo, a possibilidade de ganharem o seu sustento.

Jaime Piçarra

Paulo Baldaia

Continuam a marcar-se os (pretos) com ferro quente

Identificar uma pessoa como (preta) é racismo. O erro na notícia da Lusa, em que a deputada Romualda Fernandes é assim identificada, é o insulto não ter sido visto antes de chegar a todas as redações. Reparem, José Pedro Santos não viu o insulto e o insulto ganhou a dimensão de um escândalo, quer do ponto de vista jornalístico, quer do ponto de vista político. Esse é o erro que levou um jornalista sério a assumir a sua responsabilidade e a demitir-se das funções de editor de política. Em muitas páginas online da comunicação social o insulto foi amplificado, porque ninguém viu. É um erro mais comum do que seria desejável, porque tudo é feito a correr.

Paulo Baldaia

Assunção Cristas

Forças Armadas: quais são as prioridades?

Há escassos dias, a comunicação social dava notícia de que das cinco fragatas portuguesas, apenas uma estava a funcionar plenamente. Fazia o comparativo das horas de navegação e notava que a Marinha está com uma quebra de atividade na ordem dos 30% comparada com o tempo prévio à crise de 2011. Dava ainda nota de que a fragata Vasco da Gama está parada há quatro anos e usada para fornecer peças a outros equipamentos, o que a tornará, muito em breve, irrecuperável.

Assunção Cristas

Desporto

  • Classificações
  • A Jornada
  • Resultados

Evasões

Notícias Magazine

V Digital