Opinião

Jorge Fonseca de Almeida

O que aí vem: a tempestade perfeita

Sopram ventos gélidos de vários quadrantes. Da Europa Central levanta-se uma quinta vaga pandémica que avança para ocidente, nos Estados Unidos a inflação cresce alastrando pelo mundo, no setor da energia os preços disparam, e o mercado de futuros sinaliza que o preço do gás, com o qual se produz eletricidade, só voltará aos níveis pré-pandemia em 2025, a mão-de-obra escasseia nos países centrais, o clima continua a aquecer e não resta muito tempo para agir. Se esta não é a tempestade perfeita que grão de poeira lhe falta para o ser?

Jorge Fonseca de Almeida

Margarita Correia

Terminologias científicas e técnicas, o zelo e o descaso

Numa aula da semana passada, mostrando recursos terminológicos em geral, revisitei a página do TermCat - Centre de Terminologia de la Llengua Catalana (https://www.termcat.cat/ca), que foi criado em 1985, pela Generalitat de Catalunya e o Institut d"Estudis Catalans, e que tem como missão coordenar a atividade terminológica em língua catalã, por meio da prestação de serviços de qualidade, da criação de produtos terminológicos e da normalização de neologismos, de modo a garantir a disponibilidade da terminologia catalã em todos os setores de conhecimento e atividade, favorecendo o seu uso.

Margarita Correia

Henrique Burnay

O necessário regresso do realismo

A derrocada da União Soviética e o fim do internacionalismo comunista foram os factores fundamentais da onda democrática que varreu o mundo no pós 1989. Para além da derrota dos regimes comunistas e aparentados, que deixaram de ter o apoio soviético sem o qual a sua subsistência era inviável, também houve uma alteração da política americana e ocidental. O fim, ou pelo menos a diminuição, da competição internacional e uma maior atenção das opiniões públicas levou o Ocidente a ir-se afastando dos regimes não democráticos que lhe tinham sido úteis. Na América Latina, África e Ásia. Uma excpeção relevante terão sido os países árabes do Médio Oriente, onde se acreditava, com justificado razão, que a competição, sendo diferente, subsistia. Coisa que o 11 de Setembro e os ataques terroristas na Europa vieram sustentar, e a Primavera Árabe não desmentiu.

Henrique Burnay

Paulo Baldaia

O Presidente no papel de rei Salomão

Ao lembrar-nos que "é como é" e que, por isso, recebeu Paulo Rangel em cortesia, faltando na dita aos líderes partidários por não ter discutido primeiro com eles a data das eleições, o Presidente pôs-se a jeito para ser acusado de estar a interferir na vida do seu partido de sempre. Todos sabemos que o Presidente é como é e sempre foi, apaixonado pela intriga e criador de factos políticos. Uma das especialidades de Marcelo é, aliás, montar armadilhas para ele próprio desarmadilhar.

Paulo Baldaia

Mais atualidade

Mais Opinião

Sebastião Bugalho

No advento das maiorias

As eleições antecipadas de 2022 serão muito diferentes ‒ em consequência e instabilidade ‒ das legislativas de 2019. Em primeiro lugar, sejam eles quem forem, os líderes dos dois maiores partidos pedirão, ao contrário do que sucedeu na sua última ida a votos, uma maioria absoluta ao país. Seja pelo impasse parlamentar que vitimou a "geringonça", seja pelo receio de pântano político no pós-eleições, o secretário-geral do PS e o eventual líder do PSD farão tudo para apelar ao voto útil nos seus partidos. Costa, por enfado e incompatibilidade com a esquerda e pelas declarações que o comprometem a jamais precisar do PSD. Rio, por necessidade de um resultado sólido após três derrotas nacionais e para depender o menos possível do Chega no parlamento. Rangel, por acreditar genuinamente que pode ganhar as eleições e ser primeiro-ministro.

Sebastião Bugalho

Constantino Sakellarides

Gestão da mudança na saúde – aspetos críticos

Após um ano de pandemia o que vai ser da Saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quer debater o assunto com a sociedade, porque tem pensamento sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas, a partir desta segunda-feira, o DN publicará seis opiniões. Os temas vão desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

Constantino Sakellarides

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