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Sebastião Bugalho

O que fará Rui Rio?

Rui riu. Como é que um presidente do PSD se aguentou após três derrotas eleitorais - europeias, legislativas e autárquicas -, quatro anos de oposição itinerante, hegemonia socialista e uma direita fragmentada, é uma questão cuja resposta raia o milagre. Mas Rui riu. Riu porque os 20% das europeias foram encabeçados pelo melhor homem para lhe suceder. Riu porque ganhou internamente, e em duas voltas, mesmo depois de ser vencido por Costa em 2019. Riu porque a sua derrota autárquica sabe a vitória - ou à possibilidade de voltar ao poder após seis anos de socialismo. Riu porque nunca teve uma maioria exatamente sua no Conselho Nacional do seu partido, mas nunca se conseguiu uma maioria contra ele no órgão maior do PSD. Rui, é verdade, riu. Riu porque estava morto e uma crise política onde não tem qualquer influência ou responsabilidade o ligou à máquina, devolvendo-lhe esperança de vida. Riu porque, caso o Orçamento não passe e o governo caia, é ele que está à frente do maior partido da oposição, com uma base local reforçada e um PS em queda. Riu porque o crescimento do Chega à direita lhe permite investir no espaço ao centro. Riu porque a insatisfação desse espaço com o Partido Socialista começou, finalmente, a surgir. Riu porque, mesmo tendo o partido perdido, está na invulgar situação de, de repente, ainda poder disputar o país. Rui riu. Não por último, mas certamente melhor.

Sebastião Bugalho

Miguel Romão

Lisboa ainda é capital?

É necessário a Portugal ter uma capital em 2021? Na verdade, é apenas uma caracterização simbólica, mas, efetivamente, desnecessária. Portugal não precisa de uma capital, precisa de um território bem gerido que ofereça oportunidades e justiça a todos os seus habitantes. Nada justifica que existam hoje necessariamente capitais e Portugal poderia ser o primeiro Estado sem capital. Existem porventura espaços físicos onde está sediado o governo e demais órgãos de soberania, bem como a maioria dos serviços públicos centrais, mas nada, por si só, exige automaticamente o rótulo de cidade capital para nenhum espaço urbano.

Miguel Romão

Mais Opinião

Jorge Moreira da Silva

Pagar as dívidas

O tema da dívida tem sido recorrentemente tratado na esfera nacional e europeia. E também eu a este tema me tenho referido em diversas ocasiões, seja sublinhando o seu enorme peso em Portugal (134% do PIB) e o efeito que tem no confisco do direito ao futuro das próximas gerações, seja na necessidade de reduzir esse peso através da redefinição das funções do Estado, seja ainda preconizando que o resultado da redução da despesa e do défice orçamental seja canalizado não apenas para a redução da dívida mas também para a redução da carga fiscal sobre os cidadãos e sobre as empresas.

Jorge Moreira da Silva

Victor Ângelo

Mais e melhor mediação em tempos de conflitos

O filósofo britânico Bertrand Russell (1872-1970) foi um dos pensadores mais brilhantes do século XX. Foi igualmente dos mais progressistas do seu tempo, dos primeiros a bater-se pela instituição de um rendimento mínimo universal ou pela descriminalização das relações homossexuais. Analista político profundo, sublinhou, em 1950, ao receber o Prémio Nobel da Literatura, que "o amor pelo poder é, na verdade, o impulso mais forte nas vidas dos homens importantes". Acrescentou que muitos líderes não se importam de empobrecer - e de afundar a nação - se com isso conseguirem levar os seus rivais à ruína. Assim acontece ainda em certas partes do globo.

Victor Ângelo

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