Atualidade

Viriato Soromenho-Marques

A bordo do Titanic 2.0

No dia 14 de abril de 1912, antes da colisão com o icebergue que o afundaria, o Titanic recebeu seis avisos via rádio de diferentes embarcações acerca de perigosos blocos de gelo flutuante dispersos na sua rota. Aparentemente, o seu comandante, Edward Smith, estava convencido de que nenhuma força natural poderia opor-se ao mais rápido e poderoso navio do mundo. O Titanic nem sequer abrandou a sua velocidade excessiva (22 nós, ou 41 km/h), o que foi crucial no fracasso da manobra de desvio que poderia ter evitado a colisão fatal.

Viriato Soromenho-Marques

Mais Opinião

Adriano Moreira

O passado cultural

Depois de a peste negra (1347-1352), vinda de países do Oriente, se ter propagado pela Europa, sem que a opinião dos povos conseguisse concluir se estava a ser castigado por "influências astrais ou resultado das nossas iniquidades" (Boccace, 1348), este continente que foi chamado "pequeno, aberto, bem situado", não obstante as divergências, por vezes armadas, internas, ultrapassou essas dificuldades e assumiu a ocidentalização do globo com a aventura das grandes descobertas iniciadas pelo talento do príncipe Henrique, o Navegador, que viveu entre 1394-1460.

Adriano Moreira

V Digital

Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem no Brasil e partilham os medos e receios em relação à pandemia de

O descontrolo da pandemia num Brasil de contrastes e governado por um presidente homofóbico

O Brasil de Jair Bolsonaro ultrapassou os 800 mil casos de infeção e é o segundo país do mundo com mais mortos por Covid-19. Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem o presente com o receio pela segurança das famílias. Ao fim de cinco anos de namoro à distância, a pandemia e o teletrabalho deram-lhes a possibilidade de viver debaixo do mesmo tecto durante os dias de confinamento. Juntos fazem o diagnóstico de um país de contrastes profundos e falam-nos também de como é assumir um relacionamento homossexual num país governado por um presidente homofóbico.

Plataforma

"Terrorismo em Moçambique já afecta psicologicamente toda a região"

"Terrorismo em Moçambique já afecta psicologicamente toda a região"

Calton Cadeado é professor de Estudos de Defesa e Segurança, em Moçambique, analista e comentador político e de política externa. Nesta entrevista a O PAÍS aborda, sobretudo, a questão do terrorismo em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique. Não acredita que tenha base religiosa, nem que derive de uma postura de Estado da Tanzânia, mas afirma que o Estado moçambicano tardou a reagir a avisos da Inteligência de há pelo menos cinco anos e que as ligações umbilicais com partidos políticos dificulta a cooperação dos serviços de inteligência na região