Opinião

Raúl M. Braga Pires

Portimão/Faro-Tânger ou Portimão/Faro-Casablanca? A escolha é sua!

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Marroquina (CCILM), associada à Embaixada de Marrocos em Portugal, procede actualmente a um levantamento público sobre o interesse do tecido empresarial português e dos particulares também, sobre a criação de uma ligação marítima entre ambos os países, criando-se assim uma alternativa ibérica ao existente exclusivo espanhol. O mais provável e lógico é que esta ligação se faça entre o Algarve e Tânger, ficando apenas a dúvida entre Faro e Portimão, enquanto ponto de partida e chegada. Acedendo ao sítio da CCILM, poderá solicitar via mail o respectivo formulário e dar o seu contributo.

Raul M. Braga Pires

Mirko Stefanovic

O novo governo israelita

O novo governo israelita acaba de passar no primeiro exame no parlamento de Israel, por apenas um voto. É empossado com apenas 60 votos contra 59 (com uma abstenção), mas foi o suficiente para destituir o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e enviá-lo para a oposição. É importante saber que os oito partidos que juntos conseguem formar o novo governo têm um total de 61 membros no Knesset e que um deles (árabe israelita) já não votou a favor. O que isso significa ficará claro muito em breve, quando o governo começar a lidar com os problemas quotidianos de todos os cidadãos israelitas.

Mirko Stefanovic

Victor Ângelo

O turbilhão em que nos querem meter

A Assembleia Geral da ONU deverá hoje reeleger António Guterres para um segundo mandato. O primeiro não foi fácil, por várias razões, incluindo o facto de Donald Trump ter sido presidente dos Estados Unidos quatro dos últimos cinco anos. Trump não tinha o mínimo interesse pelo multilateralismo. Era, para mais, imprevisível e esdrúxulo em matérias de política internacional. Parecer que se estava a contrariar as suas teses seria uma espécie de suicídio político. Isso contribuiu fortemente para a redução do espaço de manobra do secretário-geral. Guterres concentrou-se então em quatro grandes áreas: na agenda da paridade, particularmente no interior da organização, onde conseguiu com sucesso implementar uma política de promoção de mulheres para postos de topo; nas alterações climáticas; na resposta humanitária; e na procura de soluções para crises em países onde não entrasse em choque com os membros permanentes do Conselho de Segurança. Procedeu, igualmente, a algumas reformas internas, nomeadamente do organigrama e da representação da ONU ao nível dos países.

Victor Ângelo

Miguel Romão

Duas histórias, a mesma racionalidade

1 Pedro Adão e Silva, que conheço há mais de 20 anos e de quem me considero amigo, será seguramente um excelente responsável pelas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974. Não é por ser socialista ou próximo do PS, nem por ser uma figura conhecida na comunicação social ou sequer por ser um professor universitário que faz a sua carreira pública há muitos anos, avaliado seguramente em diversos momentos. É provavelmente por ser também quase o seu "oposto": alguém que cresceu na democracia, que não se comoveu ou subjugou a convites e propostas partidárias ou institucionais, que fez o seu próprio caminho, bom, mau, mediano, como quiserem - mas que é o próprio reflexo de Abril: liberdade, não enfeudamento ao Estado ou a capitalistas em regime de monopólio, mundividência, navegar por latitudes mais amplas, individuais e coletivas.

Miguel Romão

Mais atualidade

Jorge Conde

Queremos voltar atrás?

Temos vivido os últimos dias na incerteza do rumo do país face ao desconfinamento e à evolução da pandemia. Há algumas semanas, os indicadores pareciam garantir uma evolução de sentido único, com cada vez menos doentes, óbitos e doentes graves. Entre os idosos já vacinados, a pandemia passou a ter uma expressão irrelevante. Foram aumentando os que contribuíram para a diminuição do confinamento. A abertura dos estabelecimentos comerciais, a retoma da restauração e da hotelaria, o aumento dos movimentos de pessoas, quer em trabalho quer em lazer, dão outro ânimo aos diversos setores. Em suma, podemos dizer que há dias tudo parecia encaminhado para a nova normalidade tão aguardada por todos.

Jorge Conde

Evasões

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