Atualidade

Opinião

Francisco Gomes da Silva

Sobre afirmações recentes do ministro do Ambiente: a hostilização de uma fileira florestal

Nos últimos dias, o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, tem sido autor de algumas afirmações relativas à floresta portuguesa. São afirmações graves, que não correspondem à verdade e que, por isso mesmo, correm o risco de manchar a reputação de toda uma fileira de base industrial que, apesar de todos os problemas que possam existir para resolver, devia orgulhar o nosso País e, em particular, o Governo de Portugal.

Francisco Gomes da Silva

António Leuschner

Saúde mental num mundo incerto

6 semanas, 6 opiniões sobre "O futuro da saúde". Após um ano de pandemia, o que vai ser da saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quis debater o assunto com a sociedade, porque tem opinião sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas, o DN publicou seis opiniões - hoje é a vez de António Leuschner, que encerra este ciclo. Os temas foram desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

António Leuschner

Henrique Burnay

Somos feitos de quem gostamos

Quando vim para Bruxelas "por dois anos e meio de certeza absoluta", há dezassete anos, enchi o carro de coisas que não faziam sentido para quem ia ficar tão pouco tempo. Além de livros escusados, como se não houvesse livrarias e muito mais para ler, trouxe umas trinta fotografias soltas. Umas férias, um baile, uma noitada, uma despedida, a entrega de um presente. Coisas antigas, algumas muito, que me lembravam alguma história. Se calhar por mal haver internet, não existir Facebook, voar ser caro, precisava de trazer raízes, que é o que as memórias são.

Henrique Burnay

O futuro da saúde

José Luis Biscaia

Sistemas e tecnologias de informação – seu papel na mudança

6 semanas, 6 opiniões sobre "O futuro da saúde" Após um ano de pandemia, o que vai ser da saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quer debater o assunto com a sociedade, porque tem pensamento sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas o DN publicará seis opiniões - a de José Luis Biscaia é a quarta. Os temas vão desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

José Luís Biscaia

Vítor Ramos

Integração e continuidade de cuidados - o papel das pessoas

Quando vários médicos e outros profissionais de saúde, em diferentes serviços e instituições, em momentos diversos, cuidam do mesmo doente, o risco de descontinuidade e de fragmentação de cuidados é muito elevado. O envelhecimento da população e a carga de doença devida à morbilidade crónica múltipla (várias doenças crónicas coexistentes na mesma pessoa), com perdas de funcionalidade e dependência associadas, exigem uma transformação profunda do modelo atual de prestação de cuidados. Assim, a integração e a continuidade de cuidados, a par do acesso, são, talvez, os maiores desafios para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os sistemas de saúde em todo o mundo.

Vítor Ramos

Constantino Sakellarides

Gestão da mudança na saúde – aspetos críticos

Após um ano de pandemia o que vai ser da Saúde em Portugal? Um grupo de personalidades do setor, com assinatura em programas de reformas e a desempenhar cargos dirigentes, quer debater o assunto com a sociedade, porque tem pensamento sobre o que deve ser feito e sobre o papel que cada um de nós deve assumir. Durante seis semanas, a partir desta segunda-feira, o DN publicará seis opiniões. Os temas vão desde a gestão da saúde à integração dos cuidados, dos sistemas de informação às tecnologias biomédicas, da saúde mental ao envelhecimento.

Constantino Sakellarides

Mais Opinião

Margarita Correia

O enorme chapéu da pandemia

De 22 a 26 de novembro, decorreu em Brasília a 2.ª Formação Técnica do projeto Terminologias Científicas e Técnicas Comuns da Língua Portuguesa (TCTC), organizada pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) com apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. O projeto, em curso desde 2015, visa criar bases para a recolha e harmonização de termos científicos e técnicos de diferentes áreas de especialidade, em uso nos países da CPLP. O objetivo último é dotar a língua portuguesa de recursos (de que não dispõe) que garantam a qualidade do seu uso, e.g., em organizações internacionais. Salvo casos específicos (normas ISO, de organizações de especialidade, ou legislação), nos países da CPLP não existem instituições que normativizem (i.e. normalizem com força de lei) as terminologias; o trabalho terminológico é maioritariamente descritivo. Este facto, a par de as TCTC recolherem terminologias de Estados soberanos, justifica a abordagem descritiva e harmonizadora do projeto, i.e., nenhum país pode impor a sua terminologia (nem a sua variedade linguística) e cada um é responsável pelos dados que fornece à plataforma comum. Esta tem sido, de resto, a filosofia dos projetos do IILP.

Margarita Correia

Joaquim Jorge

Pandemia: nova vaga

Esta nova vaga de Covid-19 na variante Ómicron veio baralhar as eleições legislativas. Por um lado, favorece o governo e António Costa que estão em funções e aparecem todos os dias na televisão não podendo ser acusados de eleitoralismo. Mas, é importante, os nossos dirigentes reconhecerem erros e assumirem responsabilidades. Recordo-me, o ano passado, António Costa ter dito e assegurar que estávamos no princípio do fim da pandemia. Vários cientistas prognosticaram que na próxima Primavera, o vírus estaria controlado e muitos dirigentes apressaram-se a dizer que este final se devia à sua gestão.

Joaquim Jorge

Sebastião Bugalho

Subdesenvolvimento democrático

Não se prestou suficiente atenção à defesa das liberdades públicas durante estes quase três anos de pandemia. A soma de manobras jurídicas e subversões constitucionais passou entre as gotas da chuva, com um primeiro-ministro que a isso foi encolhendo os ombros e um líder da oposição com a consciência legal de um arrumador de rua. O choque entre a ordem democrática e a necessidade sanitária nem por isso cessou, e dificilmente dele sairemos tão cedo. Nos próximos quatro meses, teremos um estado de emergência disfarçado de calamidade, sem o escrutínio parlamentar que vagamente se manteve nos que o antecederam, com uma Assembleia dissolvida e de autoridade cabisbaixa, um governo preso por arames e um Presidente que provocou uma crise política em plena crise pandémica. Ignorar os efeitos que tudo isto produzirá na sociedade portuguesa seria, numa palavra, burrice. Quando a era da covid se iniciou, o regime estava já erodido, a abstenção era já arrebatadora, o populismo crescia já a bom crescer e o desenvolvimento económico mostrava-se já medíocre. Dito de outro modo: não foram os males do coronavírus que vergaram o país. Limitaram-se a pregar-lhe uma valente canelada.

Sebastião Bugalho

Joana Amaral Dias

Perdoa-lhes que nós não

Pode a máfia russa investigar o tráfico de mulheres? E os cartéis mexicanos poderão nomear comissões para investigar o narcotráfico? Não se trata, pelo contrário, de competência da polícia de investigação criminal? Os investigados escolhem os investigadores? E ainda lhes pagam? Que sentido faz? A igreja católica em Portugal vai então apurar décadas de abusos sexuais perpetrados na sua própria instituição e, claro, para isso seleccionou pessoas de bem, com prestígio, bons currículos e toda a credibilidade. Pois claro. Faria agora algum sentido o criminoso recrutar para investigar a sua própria casa gente sem mérito? A igreja escolhe e escolhe bem, paga-lhes e lava tudo. O orçamento será curto, a equipa reduzida e o prazo de um ano bem pequeno (tudo muito insuficiente quando comparado com França ou Austrália, por exemplo) mas se, no final, apenas se confessarem dois ou três peões do xadrez e se tudo souber a pouco, de quem será a responsabilidade? Certamente, da meia dúzia de técnicos independentes e irrepreensíveis que precisam de toda a sorte deste mundo. E do outro.

Joana Amaral Dias

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