Opinião

Novo grande jogo na Ásia Central: UE versus russos vs chineses

Com quatro milhões de quilómetros quadrados, a Ásia Central ex-soviética quase iguala em território a União Europeia. Seria, pois, de esperar que o novo acordo de parceria entre os cinco países da região e os 28 Estados membros da UE, que será ratificado em Bishkek (Quirguízia) a 7 de julho, representasse uma torrente de oportunidades para ambos os lados. Não é certo que assim aconteça, pois os cinco países centro-asiáticos são atraídos por outros polos de poder, como a Rússia, com a qual têm fortíssima relação histórica, e cada vez mais a China, cujo projeto Uma Faixa, Uma Rota promete investimentos.

Leonídio Paulo Ferreira

Porque estão as pessoas a marimbar-se para as europeias?

Sim, eu sei que está farto de ver políticos em arruadas, feiras e mercados. Que já não há paciência para as danças ridículas, para as voltinhas de bicicleta - ou de helicóptero - e para o político que decide tocar bateria, só para garantir que aquela imagem se torna viral. Bem sei que já não se aguentam os discursos inflamados e a reação à reação do outro que disse o que não queria dizer. Eu sei que temos todos bons motivos para não ligar nenhuma às eleições europeias. Mas se o erro de pensar assim não é nosso, as grandes vítimas da abstenção seremos nós.

Anselmo Crespo

Eles e nós, também no discurso europeu

Há um subdiscurso nestas eleições europeias que se queixa da falta de atenção para as questões que esta votação pode influenciar. É um discurso de certa forma elitista, que corre entre jornalistas, políticos e nas redes sociais onde estes se movimentam e peroram. Mas tem razão. Não, estas eleições não são uma antecâmara das legislativas. Não vão definir a cor do cartão que será passado ao governo. Nada disso. Estas eleições definirão quem vai mandar no Parlamento Europeu e, de certa forma, influenciará o tipo de União que será a europeia, daqui para a frente.

Catarina Carvalho

Ui, o André Ventura!

Esta semana correu bem. Confirmou-se a radiografia que nos fazem e fazemos de nós: pegamos de cernelha. Vocês sabem, lá fora mata-se o touro, caça-se imigrantes ou vota-se por isso... Já nós somos um povo uno, sem guerras internas vai para dois séculos, somos, enfim, uns suíços que ainda por cima não são maçadores. Nesta semana, uma anunciada extrema-direita morreu na praia como uma alforreca. Nem era uma man-of-war, daquelas de tentáculos com poderes urticantes, era, afinal, só gelatina.

Ferreira Fernandes

Deitar fora a tralha que não interessa

"Não tenho nada em minha casa que não possa transportar no meu carro." Devíamos estar em 2003 ou 2004, conversávamos enquanto íamos andando ao longo de uma rua com poucos automóveis e árvores altas despidas de folhas, ladeada por prédios bonitos com casas de grandes janelas, e a frase da minha amiga mexicana, que eu conhecia há pouco tempo, pareceu-me apenas divertida. Falávamos sobre o tamanho das salas que conseguíamos ver para lá dos vidros das janelas, de como eram estupidamente grandes, quando ela disse aquilo. "Vou mudar de casa em breve. Para uma mais pequena." E, para facilitar a mudança, Selene ia novamente aplicar uma regra que já tinha há uns anos: tudo o que lhe entrava em casa e fazia parte do quotidiano dela tinha de caber no carro - e não, não era uma Ford Transit nem uma Toyota Hiace.

Paulo Farinha

Ver Tudo

Máquinas Inteligentes para ajudar a salvar o planeta

Em 2015, Elon Musk e Steve Wozniak, entre outros 8 000 cientistas e líderes tecnológicos, assinaram uma carta aberta na qual alertavam para os riscos da inteligência artificial. Tratava-se de um alerta para a possibilidade de as máquinas virem a ser prejudiciais para os nossos interesses enquanto espécie, também partilhado pelo físico britânico Stephen Hawking, que garantia que a inteligência artificial podia ser “o melhor ou o pior que podia acontecer à espécie humana”. No entanto, gostemos mais ou menos, o futuro parece passar obrigatoriamente pelo convívio com máquinas responsáveis por fazerem parte do nosso trabalho, incluindo tarefas importantes, e não apenas tarefas mecânicas e repetitivas. Um artigo publicado na página online do Fórum Económico Mundial garantia que vivemos um momento histórico em termos de inteligência artificial, graças ao big data, aos avanços no hardware, a algoritmos cada vez mais potentes e ao desenvolvimento de programas de código aberto que reduzem as barreiras para entrar na indústria tecnológica. O artigo garantia que estas condições beneficiavam oito áreas em que a inteligência artificial podia ajudar a salvar o nosso planeta: veículos elétricos e autónomos, novas redes energéticas, agricultura inteligente, melhores previsões climáticas, resposta perante catástrofes naturais, cidades ligadas e sustentáveis, transparência digital e desenvolvimento científico. Claro que a inclusão da inteligência artificial na equação ambiental não é uma atualização futurista forçada da ideia “eles que inventem!”, de Unamuno. Não são as máquinas que vão resolver os problemas criados pelos humanos, e sim nós que as conduziremos para essa resolução. Aliás, há já várias iniciativas e propostas neste sentido. Uma delas é dirigida por Lucas Joppa, na Microsoft: “Estamos perante uma oportunidade fantástica para alocarmos alguma da nossa tecnologia mais sofisticada e algumas das nossas ferramentas à resolução de alguns dos desafios ambientais que enfrentamos atualmente.” Joppa é responsável de Meio Ambiente na empresa de Redmond e diretor do projeto AI for Earth, um compromisso de 50 milhões de dólares a cinco anos no qual a Microsoft centra as suas investigações no campo da inteligência artificial em quatro áreas específicas: agricultura, água, biodiversidade e alterações climáticas. O programa da Microsoft disponibiliza subsídios e acesso aos imensos recursos tecnológicos e de computação da empresa para projetos que procuram alterar os atuais modelos de gestão e exploração de recursos. Joppa acredita que os governos têm um papel fundamental nas soluções e iniciativas no âmbito das alterações climáticas, mas considera que as empresas não podem ficar paradas e devem assumir um papel de maior intervenção: “As empresas não precisam dos governos para agir. Nós podemos ser agentes de ação. Nós podemos definir a agenda que queremos implementar. Acho que, se olharmos para o sucesso do setor tecnológico em termos globais, vemos que a oportunidade para a tecnologia ajudar a acelerar uma agenda de sustentabilidade global mais vasta é enorme.” Entrevista e edição: Azahara Mígel, Noelia Núñez, Mikel Agirrezabalaga Texto: José L. Álvarez Cedena

Para brisas de Realidade Aumentada para tornar os carros mais seguros

Por vezes, uma transformação é precedida de um acidente. O caso paradigmático que exemplifica esta teoria é o de Paulo de Tarso, a quem um clarão do céu fez cair do cavalo a caminho de Damasco. Este acontecimento fê-lo abandonar a sua profissão ao serviço do Império e abraçar a fé cristã. A sua lenda, de tão icónica e exemplar, é celebrada e representada em inúmeras interpretações artísticas.Vitaly Ponomarev não estava perto da cidade síria quando sofreu o seu acidente, mas sim numa estrada de Moscovo, e não montava um cavalo, conduzia um Audi A6. O que causou o seu acidente também não foi uma luz vinda do céu, mas sim uma indicação do sistema de navegação que o fez desviar momentaneamente os olhos da estrada. O resultado foi um pequeno acidente de viação, sem consequências graves. O que, para a maioria das pessoas, teria significado apenas um transtorno e custos cobertos pelo seguro, para Ponomarev foi o início de uma transformação tecnológica que o levou, pouco depois, a fundar uma empresa que pretende mudar para sempre a forma como conduzimos, tornando-a mais segura.“Somos líderes mundiais em sistemas de realidade aumentada para carros”, explica Ponomarev para indicar a atividade da WayRay, a sua empresa. “Desenvolvemos um sistema ótico especial baseado em elementos óticos holográficos. Em vez de termos uma imagem reduzida no para brisas, podemos abranger todo o para brisas com a realidade aumentada. Podemos ver objetos virtuais a flutuar no ar, longe do para brisas, e integrá-los literalmente na realidade. É por isso que chamamos a isto realidade aumentada real.” Ou, em resumo, o que a WayRay propõe é disponibilizar diante dos olhos do condutor todo um mundo de sinais, alertas e indicações de forma natural, graças à tecnologia desenvolvida pela empresa. Na WayRay, trabalham especialistas em diferentes áreas, como química, ciência dos materiais, ótica, microeletrónica, robótica ou mecânica. A explicação? O que propõem é tão inovador que, mais do que adaptar e reinterpretar tecnologias já existentes, foi preciso idealizar soluções completamente novas.O sistema da WayRay responde aos gestos do condutor à sua frente, e incorpora uma câmara HD e vários sensores que localizam constantemente o veículo e fazem o mapeamento do meio que o rodeia. Obviamente, o dispositivo irá crescendo à medida que as cidades forem também incorporando dispositivos ligados com os quais possa interagir e trocar informação. Embora a WayRay esteja agora sobretudo direcionada para a indústria automóvel, Ponomarev é ambicioso e acredita que os seus sistemas terão muito mais utilidades: “Enquanto empresa, o nosso objetivo é disponibilizar os nossos mundos virtuais através de painéis transparentes. Ou seja, queremos estar em todo o lado onde possamos ver através de janelas transparentes, seja na construção, nos escritórios, seja noutro tipo de transportes, incluindo carros, comboios, aviões, em qualquer lado em que possamos ver através de um vidro transparente. Achamos que fazemos parte deste novo mundo em mudança.”Entrevista e edição: Azahara Mígel, Ander ManeroTexto: José L. Álvarez Cedena

Insider

Huawei já negoceia com portuguesa Aptoide para ser alternativa à Google

Aptoide é uma das maiores alternativas à loja de conteúdos da Google, tendo mais de 900 mil aplicações e 200 milhões de utilizadores ativos. A empresa portuguesa Aptoide, que tem aquela que é uma das maiores alternativas à loja de conteúdos Google Play, está a negociar uma parceria com a Huawei após a suspensão de serviços feita pela Google. A informação foi confirmada à DN Insider por Paulo Trezentos, diretor executivo da Aptoide. "Vemos esta notícia como uma oportunidade interessante de mercado para criar uma parceria com a Huawei e resolver este problema que surgiu para eles. Estes contactos já [...]The post Huawei já negoceia com portuguesa Aptoide para ser alternativa à Google appeared first on DN Insider.

Google suspende negócios com a Huawei e acaba com atualizações do Android

Este é o mais recente desenvolvimento de uma guerra comercial entre os EUA e a empresa chinesa. Huawei é a segunda maior vendedora de smartphones a nível mundial. Todos os negócios da Google com a Huawei que envolvam a transferência de hardware, software e serviços técnicos estão suspensos. A notícia foi avançada pela agência Reuters e entretanto já confirmada por outras publicações junto de fontes próximas à tomada de decisão. Isto significa que o acordo de licenciamento que a Google e a Huawei têm para a integração do sistema operativo Android nos smartphones da marca chinesa fica igualmente suspenso. Caso [...]

DN Ócio

Joias de autor contra o estigma das doenças mentais

No dia 30 de maio a loja da Elements Contemporary Jewellery, no centro comercial Amoreiras, vai assumir o formato de galeria de arte e expor as obras originais dos artistas do Manicómio Lisboa. Manicómio with Elements, o nome do projeto, tem como objetivo a inclusão de pessoas com doenças mentais através da arte. Cada peça de autor é transportada para o universo das joias, resultando numa coleção de cinco peças, em séries limitadas de cinco exemplares numerados, acompanhadas de um certificado. 15% do valor de venda das peças diretamente para os artistas. Para mais tarde, noutro momento, está previsto a [...]

Elemento: o restaurante com a receita para criar com fogo

O chef lisboeta Ricardo Dias Ferreira depois de sete anos a viver na Austrália decidiu pegar fogo no Porto. Mais concretamente no seu restaurante "Elemento" especializado em fire dining. O que é isso? Explicamos nas linhas seguintes. Texto Filipe Gil Numa rua à beira da Avenida dos Aliados, há um restaurante em que o fogo é o elemento principal. Contudo, e apesar do protagonismo são os ingredientes a que dá aval que sobressaem. É isso que é o fire dinning. Um restaurante onde a tecnologia não entra. Nem gás, nem eletricidade. Só o fogo em diálogo próximo com os ingredientes [...]

O melhor bar de cocktails de Portugal fica em Lisboa

O Red Frog, em Lisboa, foi distinguido como o "Melhor Bar", "Melhor Carta de Bar" e "Melhor Equipa de Bar" nos prémios da sexta edição do Lisbon Bar Show. Por sua vez, Nelson Matos venceu o prémio de "Melhor Barman" e também o de "Melhor Cocktail" pelo seu cocktail "Evolve". Responsável pelo bar Gusto, no Hotel Conrad, no Algarve, que foi eleito como "Melhor Bar de Hotel". Nas restantes categorias foram distinguidos como "Melhor Barmaid" a Tatiana Cardoso (The Royal Cocktail Club), como "Produto do Ano" o licor Italicus, como "Produto Português do Ano" o Rum William Hinton, como "Melhor [...]

Surf trip na Costa Vicentina ao volante do Mercedes GLC

Passar um fim de semana prolongado com amigos, em busca de ondas. Este foi o ponto de partida para uma surf trip ao volante do Mercedes GLC 250d 4Matic, a começar em Lisboa e descendo até à Costa Vicentina. Deu gosto optar sempre pelo caminho mais longe para a praia... Texto e Fotografias de Nuno Mota Gomes A bordo foram quatro passageiros e as suas malas, três pranchas de surf, uma de bodyboard, um skate e equipamento das modalidades. Os bancos traseiros rebatem em 60:40, ou pode deitar-se apenas o do meio. Foi esta última opção que adaptámos e ninguém [...]