Atualidade

Opinião

Jorge Moreira da Silva

Para quando uma bazuca de produtividade e competitividade?

Não menosprezo o Plano de Recuperação e Resiliência, nem o papel dos 17 mil milhões de subvenções europeias nele enquadrados. Mas lamento que teimemos em não perceber que os problemas de crescimento da economia não se podem resolver apenas na perspetiva do financiamento - e, muito menos, exclusivamente do lado do financiamento público -, ignorando os constrangimentos estruturais que nos impedem de crescer há décadas.

Jorge Moreira da Silva

Mais atualidade

Raul Rasga

Jorge Borges de Macedo e a História da Cultura ou "a imensa diversidade do humano"*

Jorge Borges de Macedo (JBM) faria 100 anos no próximo dia 3 de março. No longínquo ano de 1988 entrei numa sala de aulas na Faculdade de Letras de Lisboa (FLL) para ser aluno de JBM. Nesse ano, o professor catedrático da FLL tinha escolhido duas turmas: uma do 1º ano e outra do 4º. Na primeira lecionaria Metodologia da História. Com 17 anos, recém-chegado a Lisboa e à FLL, as aulas de JBM abriam-me novas perspetivas. Professor exigente, dotado de um sentido de humor, por vezes ácido, ensinou-me que o mais importante era olhar para o "concreto vivido" nas sociedades e, na dialética entre o concreto e a teoria, poderíamos encontrar as explicações para os fenómenos que a História estuda. Uma História que só faz sentido apreendida na sua globalidade. Essa forma de olhar para a realidade e a profunda desconfiança face ao pensamento dogmático são heranças do professor JBM.

Raul Rasga

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V Digital

António Saraiva, presidente da CIP

"Já perdemos cerca de 200 mil empregos. Receio que este número dobre"

António Saraiva lidera a CIP, Confederação Empresarial de Portugal, há mais de uma década. Aquele a quem chamam o patrão dos patrões representa grande parte do tecido empresarial na concertação social. Alerta para lentidão e burocracia dos apoios e até sugere, para deixarmos de correr atrás do prejuízo, um Simplex Covid. Teme o fim das moratórias em setembro e lamenta que a vacinação não seja mais rápida para ganhar confiança.