Atualidade

Opinião

Paulo Baldaia

A responsabilidade dos políticos não prescreve

Indignem-se com os legisladores, com os deputados que fazem as leis, não procurem responsabilizar os juízes que as aplicam, porque até a interpretação mais restritiva dos prazos de prescrição não resiste a um recurso, se na instância superior houver interpretação mais abrangente. Acham mesmo que foi o juiz Ivo Rosa que determinou os prazos de prescrição para os crimes de corrupção e deixou, propositadamente ou não, aberta a hipótese de contar esse tempo a partir de diferentes momentos de consumação do crime?

Paulo Baldaia

Henrique Burnay

Política de sofá

Recep Tayyip Erdogan entra na sala com Charles Michel à sua direita e Ursula von der Leyen à sua esquerda. Quando se aproximam dos lugares, Erdogan dirige-se ao seu, uma poltrona dourada, e Michel não hesita em sentar-se na outra, à direita do presidente turco. Von der Leyen fica de pé, imóvel, solta um "ah" entre o espantado e o ofendido, até que se senta no lugar que lhe tinha sido reservado, no sofá, à direita e longe de Erdogan. O que aconteceu depois, durante a reunião, tornou-se irrelevante. Para a história ficou o sofagate.

Henrique Burnay

Zhao Bentang

Sobre questões relacionadas a Xinjiang

Por anos, Xinjiang tem sofrido muito com o terrorismo e o extremismo religioso, e a segurança da vida da sua população foi seriamente ameaçada. A questão de Xinjiang não é, de forma alguma, do âmbito religioso, étnico ou dos direitos humanos, mas é questão de combate à violência, ao terrorismo e ao secessionismo. Nos últimos anos, respondendo positivamente o apelo da ONU, o governo da Região Autónoma de Xinjiang tem adotado métodos pedagógicos ou formadores para realizar a desradicalização, com o objetivo de eliminar a base onde nasce e se propaga a mentalidade extremista. Os centros de ensino e formação profissional legalmente estabelecidos em Xinjiang são estabelecimentos de ensino e são tentativas positivas de combate preventivo ao terrorismo e ao extremismo. O seu objetivo reside em erradicar o terrorismo e o extremismo religioso da sua origem.

Zhao Bentang

Margarita Correia

Sobre o Dia Mundial da Língua Chinesa

Existem em português várias expressões idiomáticas que traduzem de forma eloquente a perplexidade e a incompreensão com que a cultura portuguesa (e provavelmente outras culturas europeias) observa a cultura chinesa, ou a imagem estereotipada que dela chegou até nós - e.g. "ficar com os olhos em bico" [perante uma grande dificuldade], [uma coisa incompreensível] "ser chinês" ou [ter] "paciência de chinês" [para executar uma tarefa cheia de minúcias]. Muitas destas expressões estão ligadas, acredito, à escrita chinesa, por ser logográfica, com muitos carateres e princípios diferentes dos da escrita alfabética.

Margarita Correia

Mais atualidade

Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

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