Opinião

Maria da Graça Carvalho

Migrações. A importância da cooperação científica

De acordo com os últimos dados, mais de 255 mil migrantes chegaram à União Europeia em 2023, considerando apenas as três rotas do Mediterrâneo. Um registo, o mais elevado desde a grande crise migratória de 2015-16, que veio acompanhado pela trágica estimativa de pelo menos 2500 mortos e desaparecidos no mar. Numa época do ano propícia a reflexões, estes são números que nos obrigam a redobrar esforços em busca de respostas para o que é, acima de tudo, um drama humanitário que se continua a desenrolar às portas da Europa.

Maria da Graça Carvalho

Carlos Rosa

Tudo o que eu queria no Natal, era ser pirata!

Foram meses, para não dizer anos a tentar convencer os meus pais que o Barco dos Piratas da Playmobil era o presente certo para um miúdo da minha idade. E houve um ano que, na manhã de dia 25 lá estava um embrulho demasiado grande para o que era normal. Sim na manhã do dia 25 porque eu sou do tempo em que se recebiam os presentes de Natal pela manhã, e que se fazia de conta que o Pai Natal tinha vindo pela chaminé. E naquele ano lá estava o tão desejado Barco dos Piratas!

Carlos Rosa

Jorge Costa Oliveira

O retumbante sucesso do friendshoring americano

Na sequência de uma ordem executiva de 2021 do presidente dos EUA, instruindo a sua administração a realizar uma revisão das principais cadeias de abastecimento dos EUA, a Secretária do Tesouro dos EUA, falando no Atlantic Council, em abril de 2022, anunciou uma nova abordagem da administração Biden para navegar numa economia global mais adversa a interesses americanos, chamando-a de "friendshoring". Nas palavras de Yellen: "Não podemos permitir que os países utilizem a sua posição de mercado em matérias-primas, tecnologias ou produtos essenciais para terem o poder de perturbar a nossa economia ou exercerem uma alavancagem geopolítica indesejada. Vamos desenvolver e aprofundar a integração económica (...) com os países com os quais sabemos que podemos contar."

Jorge Costa Oliveira

Mais atualidade

Mais Opinião

Guilherme de Oliveira Martins

Coração de Edmondo de Amicis

O Risorgimento italiano tem raízes muito antigas. Dante, Petrarca e Maquiavel fazem parte de um longo caminho que culminou na unificação de Itália. Entre 1815 e 1870 confrontam-se os partidários da Casa de Saboia e do rei da Sardenha e os companheiros de Mazzini e Garibaldi. A saga contada por Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957) em Il Gattopardo, imortalizada por Visconti, desenha-nos o pano de fundo. A guerra patriótica contra o Império austríaco, os ecos da Primavera dos Povos de 1848, a proclamação do reino de Itália e a anexação dos Estados Pontifícios marcam um tempo que mudou o panorama europeu. Napoleão dividira a Itália em vários reinos e o Congresso de Viena deixaria a península subalternizada ao Império Austro-húngaro. O reino da Sardenha, com o conde Cavour, economicamente moderno, tornou-se a locomotiva do novo Estado, associada ao Risorgimento Letterario, que criou uma nação a partir da língua e do génio poético presentes na grande Comédia de Dante, tornada divina. A história é conhecida e até chegou a Portugal, com o trágico exílio de Carlos Aberto e a sucessão em seu filho Vítor Manuel II, pai da nossa Rainha D. Maria Pia.

Guilherme d’Oliveira Martins

António Heitor Reis

Holocaustos, a negação da Humanidade

No rescaldo do Holocausto e demais tragédias da Segunda Guerra Mundial, Albert Camus (1913-1960) escrevia no jornal Combat, (19 novembro, 1946): "Temos de reafirmar a recusa de um mundo em que o assassinato é legitimado e em que a vida humana é considerada como fútil. Este é o problema político actual mais importante." Setenta e sete anos depois continuamos confrontados com a decisão de aceitar ou não a legitimação do assassinato no quadro da resolução de conflitos internacionais.

António Heitor Reis

Luís Filipe Castro Mendes

Concerto de Ano Novo

Esta minha crónica, que hoje calha no dia a seguir ao Natal, procurou, por entre os meandros da minha mente e as primeiras páginas dos jornais caídos pelo chão, um tema, uma ideia, um motivo. Esta incómoda confissão busca apoio e alguma justificação no famoso texto de Eça de Queirós, no qual o autor, desesperado por não encontrar assunto para um artigo que prometera, enquanto ouvia à sua porta o chiar das botas do "moço da tipografia", que vinha buscar as suas laudas, acaba por dar uma medonha descasca...ao bei de Tunes! Nada mais lhe ocorrera.

Luís Castro Mendes

Desporto

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