Atualidade

Opinião

Sebastião Bugalho

O fim de um vociferar. Rush Limbaugh (1951-2021)

Ontem, nem todas as bandeiras foram içadas a meia haste na Florida, no sétimo dia da morte de Rush Limbaugh. Divisivo em vida, divisivo depois desta, a intenção de homenagear o radialista conservador não colheu consenso no estado governado por Ron DeSantis, republicano. Em Palm Beach, onde Limbaugh residiu durante décadas, a autarca local defendeu que "apesar de ter sido uma figura pública significativa, foi também incrivelmente divisivo, ferindo muitos com as suas palavras e ações". Tal não se trata propriamente de um exagero. Maestro da polarização, grande xamã do tribalismo e acólito vocal do trumpismo, a polémica do que fazer perante a sua morte talvez seja o tributo mais justo à sua vida.

Sebastião Bugalho

Raúl M. Braga Pires

Qatar 2022 e o reverso da medalha

O próximo Mundial de Futebol está praticamente à porta. Digo-o desta forma porque o tempo, para mim, tem passado mais rapidamente em tempos de confinamento. Nunca fui tão produtivo como agora, talvez por ter de inventar entretenimento e, quando dou por mim, estou sempre a entreter-me com algo ligado ao que me dá mais prazer, o trabalho e, já é sexta-feira outra vez. O desejo e a ânsia em ultrapassar esta fase também ajudará certamente e a verdade é que o pessegueiro à porta de casa é a árvore mais florida da rua, indicando que o Inverno já foi e que os bichinhos vão começar a comer borboletas para as terem no estômago, só porque sim.

Raul M. Braga Pires

Mais atualidade

Paulo Miguel Rodrigues

Jorge Borges de Macedo: entre a Europa e o Atlântico

A sapiência e a dimensão intelectual fazem de Jorge Borges de Macedo (JBM), para além de uma personalidade apelativa, mas complexa, um dos principais historiadores portugueses, não apenas do seu tempo, mas de todos os tempos. Evocando-o, no centenário do seu nascimento (1921-2021), e (re)lendo-o, continuamos a aprender e a compreender o mundo, de forma segura, através dos seus textos, neste caso nos campos da História da Diplomacia portuguesa (HDP) e/ou das Relações Internacionais (RI).

Paulo Miguel Rodrigues

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V Digital

António Saraiva, presidente da CIP

"Já perdemos cerca de 200 mil empregos. Receio que este número dobre"

António Saraiva lidera a CIP, Confederação Empresarial de Portugal, há mais de uma década. Aquele a quem chamam o patrão dos patrões representa grande parte do tecido empresarial na concertação social. Alerta para lentidão e burocracia dos apoios e até sugere, para deixarmos de correr atrás do prejuízo, um Simplex Covid. Teme o fim das moratórias em setembro e lamenta que a vacinação não seja mais rápida para ganhar confiança.