Opinião

Ana Paula Laborinho

Vencer a resignação

A espuma dos dias, dominada pelos números da pandemia e pelos resultados (muito provisórios) do processo mais mediático da justiça portuguesa, trouxe duas notícias que nos deveriam abalar. Foi divulgado o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos que apresenta um retrato sobre a pobreza em Portugal, revelando que 17,2% da população portuguesa, quer dizer 1,7 milhões de pessoas, vivem em risco de pobreza. Importa destacar que este estudo se baseia em dados de 2018, não sendo difícil prever que estes números já foram superados na atual situação e continuarão a subir. Soubemos também que a taxa de natalidade em 2020 recuou aos valores de 2014, ano de um ciclo de más memórias em que troika foi a palavra mais usada e abusada desses dias.

Ana Paula Laborinho

Mais atualidade

Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

Afonso Camões

Queixem-se do populismo!

Em fila para a vacina, vemo-los armar os anzóis, que há mais peixe graúdo a disputar a lota dos interesses. Tarde e más horas, com eleições à vista, os partidos vão tentar, nos próximos dias, chegar a um acordo para emendar a lei eleitoral autárquica que os dois maiores fizeram aprovar no verão passado, criando dificuldades acrescidas às candidaturas independentes. A pressa daqueles é filha do medo de que estas criem o seu próprio partido e ameacem o cartel dos instalados.

Afonso Camões

Luís Filipe Castro Mendes

Uma visita a Teixeira de Pascoaes

Em Amarante imaginei que encontrava Teixeira de Pascoaes. Apesar de ter sido demasiadas vezes reduzido aos pesados estereótipos da Saudade e da Portugalidade e de ter construído a sua obra ao arrepio dos modernismos sucessivos, Pascoaes não deixou de encontrar quem o soubesse ler: Jorge de Sena sentiu-lhe bem a grandeza e o génio e os surrealistas celebraram-no, por boas e más razões. Mas soubemos nós ler Pascoaes como se deve ler um poeta, literalmente e em todos os sentidos, como dizia Rimbaud?

Luís Castro Mendes

Desporto

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