Atualidade

Opinião

Victor Ângelo

A Espanha quer correr em África em pista própria

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, esteve recentemente em Luanda e, no regresso, em Dakar. A deslocação marcou o arranque do plano de ação aprovado pelo seu governo com o título "Foco África 2023". O plano é uma aposta na prosperidade africana. A Espanha quer ser um dos grandes parceiros do desenvolvimento de um conjunto de países designados como prioritários. A lista inclui, no norte, Marrocos, Argélia e Egito, deixando de fora a Líbia e a Tunísia - uma nação a que a Europa deveria dar uma atenção especial. Inclui ainda toda a África Ocidental (CEDEAO) e países de outras regiões - a Etiópia, o triângulo que Quénia, Uganda e Tanzânia formam, a África do Sul e, mais perto dos interesses portugueses, Angola e Moçambique. Esta dispersão de esforços parece-me um ponto fraco.

Victor Ângelo

Mário Pinto

Fragilidade e multimorbilidade

A fragilidade e a multimorbilidade são biomarcadores clínicos importantes para o estudo do envelhecimento humano. Demonstrou-se que a fragilidade e a multimorbilidade estão ambas associadas ao risco de incapacidade, de internamento e de mortalidade. Entre fragilidade e multimorbilidade existe a probabilidade de uma relação causal bidirecional: a fragilidade pode predispor ao aparecimento de multimorbilidade, mas também resultar da existência de múltiplas doenças crónicas. Embora conceitos separados, é aparente que existe uma grande sobreposição entre fragilidade e multimorbilidade

Mário Pinto

Mais atualidade

Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

José Crespo Carvalho

É fartar, vilanagem

Se é certo que estamos em fase de cumprir um plano de desconfinamento que, já de si, e apesar da abertura proposta, não é senão mais um atentado às liberdades individuais (já todos o sabemos), temos, por outro lado, aquilo que dentro de determinadas regras pode ser exequível. E estamos perante uma troca vital a fazer: o "fartai vilanagem" contra o "bom senso". O "tudo nos é permitido" contra o "bom senso". O "vamos dar cabo disto tudo de uma vez" contra o "vamos devagarinho", passo por passo, retomar o que nos pertence e as liberdades que têm ficado esquecidas.

José Crespo de Carvalho

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