Atualidade

Opinião

Fernanda Câncio

Implodir o padrão dos descobrimentos

Não há um português que não tenha sido educado para achar que aquilo a que se chama "a época dos descobrimentos" e o decorrente império "onde o sol nunca se punha" foram o irrepetível momento de glória da história do país, ao qual se vai buscar perpétua validação e inspiração. Desconstruir esta ideia, ou associar-lhe outras perspetivas, é um projeto de psicanálise coletiva que não se faz, nunca se faria, de um dia para o outro.

Fernanda Câncio

Afonso Camões

Dar corda aos sapatos

As oportunidades são como o nascer do Sol: um atraso e perdemo-las. Vacina, emprego e gestão da ajuda europeia são os enormes desafios para a economia portuguesa nos meses vindoiros, e o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é a grande oportunidade para a modernizar. Por mais anémica que a nossa economia se arraste, vamos ter a possibilidade de investir, por ano, o dobro do que investimos na média dos melhores anos desde que aderimos à União Europeia. E se a esperança é um bem coletivo, cabe ao governo a gestão dos recursos, dos meios e do tempo. Não percamos a oportunidade.

Afonso Camões

Mais atualidade

Ataques em Cabo Delgado

João Honwana

“É preciso derrotar os jihadistas e conquistar o povo”

Entrevista a João Bernardo Honwana, consultor na área de Resolução de Conflitos, Mediação Política e Diplomacia Preventiva, em Nova Iorque. Foi funcionário das Nações Unidas entre 2000 e 2016, tendo servido como Representante do Secretário-Geral para a Guiné-Bissau e Diretor de Divisão (África I e África II) no Departamento para Assuntos Políticos. É Coronel Piloto Aviador na reserva e antigo Comandante da Força Aérea de Moçambique. Participou a 1 de julho na Speed Talk do Clube de Lisboa sobre o jihadismo em Cabo Delgado.

Guilherme de Oliveira Martins

A magia da palavra...

Fernão de Oliveira, autor da primeira Gramática da Linguagem Portuguesa (1536), alertou: "Não desconfiemos da nossa língua, porque os homens fazem a língua e não a língua os homens"; e João de Barros, quatro anos depois, afirmou que o português "não perde a força para declarar, mover, deleitar e exortar a parte a que se inclina, seja em qualquer género de escritura". É a língua o nosso mais importante valor civilizacional. Deve, por isso, ser por todos protegida. E como fazê-lo? Falando-a e escrevendo-a bem. Compreendemos, por isso, Fernando Pessoa, num texto muito referido mas pouco compreendido: "Odeio com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon..."

Guilherme d'Oliveira Martins

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