Atualidade

Margarita Correia

Quero ver o português na CEE!

Comemora-se em 2020, o 35.º aniversário da assinatura do tratado de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia. Desde 1977, quando apresentou a candidatura, a adesão tornou-se entre nós tema de conversas, entretenimento - e.g. a canção dos G.N:R., Portugal na CEE, de 1982 (com cujo refrão brinco) - e até de literatura - e.g. a Jangada de Pedra (1986), de José Saramago. Ninguém negará o impacto maioritariamente positivo que ela teve no desenvolvimento do país e nas nossas vidas, e.g. a nível político, económico, social, educativo, científico. Pouco ou nada se fala, porém, do impacto que a adesão à CEE teve no desenvolvimento e difusão da língua portuguesa.

Margarita Correia

Henrique Burnay

O novo estatismo europeu

O Estado activamente interventor na economia está de volta. Primeiro, foi na saúde e na definição de regras draconianas que foram acatadas sem resistência. Depois, na resposta social. Segue-se a recuperação económica: com dinheiros públicos, prioridades públicas e objectivos públicos. Pelo caminho, fala-se de aplicações para monitorizar os cidadãos, invocando razões de saúde. No final virão mais impostos. É necessária uma grandé fé nas virtudes do Estado para não estar atento, e ser-se muito pouco, ou mesmo nada, liberal para achar que não há riscos quando o Estado cresce em funções, orçamento e áreas de intervenção.

Henrique Burnay

Especiais DN

V Digital

Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem no Brasil e partilham os medos e receios em relação à pandemia de

O descontrolo da pandemia num Brasil de contrastes e governado por um presidente homofóbico

O Brasil de Jair Bolsonaro ultrapassou os 800 mil casos de infeção e é o segundo país do mundo com mais mortos por Covid-19. Fabiano Bonafé e Fulvio Amaral vivem o presente com o receio pela segurança das famílias. Ao fim de cinco anos de namoro à distância, a pandemia e o teletrabalho deram-lhes a possibilidade de viver debaixo do mesmo tecto durante os dias de confinamento. Juntos fazem o diagnóstico de um país de contrastes profundos e falam-nos também de como é assumir um relacionamento homossexual num país governado por um presidente homofóbico.