A Via Verde continua a apitar dentro dos automóveis que passam nas autoestradas em redor de Leiria de outras cidades afetadas pelas tempestades e inundações.
A Via Verde continua a apitar dentro dos automóveis que passam nas autoestradas em redor de Leiria de outras cidades afetadas pelas tempestades e inundações.FOTO: Arquivo GI

Sinal de cobrança nas portagens mantém-se, mas Brisa diz que acerto do pagamento faz-se à saída da autoestrada

Nas zonas fustigadas pela tempestade Kristin, o sinal das portagens continua a ouvir-se nas autoestradas. Com a cobrança suspensa, o "apito" da Via Verde tem uma explicação técnica que o DN explica.
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Quem por estes dias transitar pelas autoestradas em redor de Leiria, ou de outras zonas e cidades afetadas pela tempestade Kristin e seguintes, poderá estranhar a manutenção do comportamento habitual dos sistemas de portagem. Apesar de a isenção de pagamento estar em vigor, o sinal sonoro e a informação luminosa dos monitores de portagem permanecem ativos, tal como se uma transação comum estivesse a ocorrer.

Esta opção não é um erro do sistema, mas sim uma decisão técnica deliberada. Segundo Rebeca Venâncio, diretora de Comunicação do Grupo Brisa, a concessionária optou por manter estes alertas para "informar que o dispositivo de cada utente está funcional". Numa altura em que a rede rodoviária é fundamental para a logística de socorro e apoio às populações, a empresa pretende que os condutores tenham a confirmação visual e auditiva de que a leitura do trajeto foi efetuada corretamente, mesmo que não haja lugar a cobrança.

A responsável sublinha ainda que, para quem circula dentro da mesma zona afetada, se reparar nos monitores de portagens, à saída, verá que a cobrança é de 0,00 euros. No entanto, o sistema está programado para distinguir trajetos mistos: "Se sair num ponto que já não é isentado, o valor cobrado já reflete o montante de isenção do percurso afetado pelas zonas afetadas" pelo Estado de Calamidade.

Algo que poderá escapar aos mais distraídos, já que para isso, das duas uma: ou faz o trajeto com regularidade e sabe de cor o que costuma pagar, logo repara que pagou menos; ou então tem de fazer contas para detetar a diferença.

No caso dos condutores sem Via Verde, a dinâmica mantém-se semelhante à habitual por questões de segurança operacional. Embora a passagem seja gratuita, as cancelas permanecem fechadas, exigindo a paragem para a recolha do título. "É ainda necessária uma interação com o dispositivo", esclarece Rebeca Venâncio, acrescentando que "o ticket recolhido é a custo zero".

Cancelas fechadas

Esta medida de exceção, que visa facilitar a mobilidade e as operações de recuperação no Centro e Norte do país, foi recentemente prorrogada pelo Governo até às 24h00 do dia 15 de fevereiro.

A isenção aplica-se a todo o tráfego com origem ou destino em nós estratégicos das autoestradas A8, A17, A14 e A19, abrangendo troços como Valado de Frades, Leiria, Mira e São Jorge.

Perante a possibilidade sugerida pelo DN de haver uma eventual prorrogação da isenção de portagens por parte do Governo, o Grupo Brisa garante estar preparado para responder com rapidez. Rebeca Venâncio assegura que a concessionária "necessita apenas de algumas horas para fazer o roll-out do software" e manter a suspensão das cobranças.

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