A ministra da Energia e do Ambiente anunciou hoje que 23 diques serão intervencionados. Em Valada, no concelho do Cartaxo, junto ao rio Tejo, Maria da Graça Carvalho foi confrontada com os problemas que se verificaram no dique daquela localidade, que obrigou a uma intervenção urgente nos últimos dias. “Mas agora é preciso umas obras que deem uma estrutura para que fique resistente para novos embates”, disse, salientando que “esta intempérie tão longa foi algo inédito e portanto é muito difícil as infrastruturas resistirem”.. A ministra lembrou que está a decorrer uma vistoria às grandes barragens – com bons resultados – e que agora é necessário verificar as mais pequenas. .A Escola Básica e Secundária Dr. Daniel de Matos, em Vila Nova de Poiares, está a funcionar, mas há alunos ainda a partilhar salas, na sequência dos danos causados pela depressão Kristin, disse esta terça-feira o presidente da Câmara.“Temos a escola na mesma. Tenho lá trazido os homens vai fazer 15 dias e não conseguimos resolver o problema”, afirmou Nuno Neves à agência Lusa.O estabelecimento de ensino foi uma das principais estruturas afetadas pelo mau tempo no concelho de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra.O autarca adiantou que estão a tentar colocar lonas para “remediar a situação, mas continua a cair água dentro das salas”.“A escola está a funcionar. Temos algumas salas com duas turmas. Quando são do mesmo ano, conseguimos conciliar, de forma que as aulas não parem”, acrescentou.Entre as preocupações da autarquia está a situação na Estrada Nacional (EN) 17, também conhecida como Estrada da Beira, devido à queda de barreiras.“É o nosso principal acesso a Coimbra. Isso é uma coisa que me preocupa, porque há um deslizamento de terras, as barreiras estão a vir para estrada”, referiu.Nunes Neves salientou também a necessidade de uma intervenção na Estrada Nacional 2, num troço entre Ronqueira e Louredo, assim que “melhore o tempo”, uma vez que há muitas árvores na encosta e “estão a cair”.Questionado sobre os prejuízos, Nuno Neves disse que ainda não foi possível quantificar os danos, salientando que são muitos os estragos e há também dificuldade nos orçamentos.“Há muita solicitação. As empresas estão a ser bombardeadas com pedidos, não conseguem dar resposta para os orçamentos. Tem sido duro para todos”, assinalou.Lusa.Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, reforçou o apelo para o cuidado redobrado nas possíveis situações de deslizamentos e quedas de árvores. "O solo encontra-se bastante instável, em virtude da precipitação e do acumulado de água", explicou, ao final da manhã, no ponto de situação. Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, o Câvado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável. Explicou que é preciso ter cuidado noutros "ribeiros, noutras zonas que tem afluentes a estes rios". "Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas", sublinhou.Referiu que 13.388 ocorrências, entre o dia 1 de fevereiro e as 12h00 de hoje em Portugal continental, foram registadas até ao momento, com mais de 46 mil operacionais no terreno, sendo a queda de árvore a ocorrência mais significativa, seguida de deslocação de massas e inundações.Comandante nacional da Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações potencialmente em áreas urbanas e junto aos cursos de água, deslizamentos de terra e colapsos de muros..A Barragem dos Minutos, no concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, começou hoje a efetuar descargas para o Rio Almansor, após a água armazenada ter ultrapassado a cota máxima da albufeira, divulgou a câmara municipal.Em comunicado, o Município de Montemor-o-Novo indicou que a albufeira atingiu a cota de 264,03, ou seja, ultrapassou em três centímetros o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).A autarquia avisou que as descargas previstas poderão causar “pequenas inundações, suscetíveis de afetar duas a três habitações”. O serviço municipal de proteção civil já notificou os habitantes de zonas potencialmente afetadas pelo aumento do caudal do Rio Almansor.Contactado pela agência Lusa, João Mamede, responsável técnico do Aproveitamento Hidroagrícola (AH) dos Minutos, referiu que, após ter ultrapassado a cota máxima esta madrugada, a barragem começou a libertar água pelo descarregador de superfície.“A associação de regantes está muito contente, porque já tem água para mais três ou quatro anos de rega, o que é muito importante para a economia do concelho”, congratulou-se, lembrando que a água desta albufeira é apenas para uso agrícola.De acordo com o responsável, a Barragem dos Minutos, com capacidade para 52 milhões de metros cúbicos de água, já não atingia a cota máxima nem procedia a descargas desde 2014, ou seja, há 12 anos.Afastando, para já, o perigo de inundações nas zonas ribeirinhas do Rio Almansor, João Mamede explicou que esta barragem não tem comportas, pelo que, quando descarrega, “não provoca um fluxo repentino de água”.Lusa.O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pelas tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.A decisão resulta de um despacho da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, de 07 de fevereiro, publicado esta semana no Portal das Finanças.O Governo dispensa os contribuintes “de acréscimos ou penalidades pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais, declarativas e de pagamento cujos prazos terminavam entre os dias 28 de janeiro e 31 de março de 2026, desde que essas obrigações sejam cumpridas até ao dia 30 de abril de 2026”, salvaguarda-se no despacho.O prolongamento abarca quer as obrigações declarativas à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), quer a entrega dos impostos que deveriam ocorrer dentro daquele prazo.A decisão refere-se a obrigações fiscais como a entrega de IVA, retenções de IRS e IRC, ou o pagamento do Imposto Único de Circulação.De acordo com o despacho, a extensão “aplica-se aos contribuintes que tenham domicílio fiscal nos concelhos abrangidos pelo âmbito territorial delimitado” pelas resoluções do Conselho de ministros que emitiram declaração de calamidade em 30 de janeiro e em 01 de fevereiro.Além de abranger os contribuintes singulares, as empresas e outras entidades coletivas localizadas nestes concelhos, a prorrogação aplica-se “aos contribuintes cujos contabilistas certificados tenham sede ou domicílio nos concelhos” afetados “e que invoquem essa situação no momento da apresentação da defesa”.A secretária de Estado dos Assuntos Fiscais assegura que o despacho “será objeto de reavaliação em função da evolução da situação”..A precipitação é a principal preocupação nos próximos dias, segundo disse o comandante nacional da Proteção Civil o briefing desta manhã. Mário Silvestre lembrou que o IPMA está com aviso laranja para chuva, o que “numa situação nomal, seria um episódio normal de inverno”. No entanto, não é”, alertou, referindo o impacto que a chuva terá nos cursos água, já muito saturados..A ministra da Energia e Ambiente, em visita a Santarém para se inteirar da situação provocada pelo mau tempo, considerou hoje que a questão relativamente a cheias está controlada. “Tivemos situações inéditas que nos poderiam ter conduzido às maiores cheias de sempre, felizmente conseguimos controlar através das descargas das barragens”, disse Maria da Graça Carvalho.Segundo a governante, agora a principal preocupação está relacionada com o deslizamento de terras, que está a interromper a circulação em várias estradas em todo o país. “Vamos ter de olhar para os nossos financiamentos e redirecionar para as prioridades urgentes do momento”, disse..O concelho de Arruda dos Vinhos, fortemente afetado pelo mau tempo que tem afetado o país nas últimas semanas, continua com constrangimentos no fornecimento de água, com cerca de 70% do município a ser afetado, de acordo com a Câmara Municipal."A rede de abastecimento de água ao concelho está a ter dificuldades em repor os níveis dos reservatórios, motivo pelo qual cerca de 70% do concelho continua sem água", informa, esta terça-feira, a autarquia.Perante este cenário, estão no terreno autotanques de diversas corporações de bombeiros "no esforço para reabastecer os reservatórios com maior brevidade possível.Devido a estes constrangimentos, a autarquia apela à população "para que seja contida na utilização de água", de modo a que os "reservatórios consigam aumentar a sua eficácia de abastecimento"."Os Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos irão percorrer as localidades das freguesias de Arranhó e S. Tiago dos Velhos para um abastecimento direto às populações", anuncia o município..A Câmara de Caminha e as associações de pescadores pediram ao Governo “medidas excecionais para a pesca profissional após semanas sem rendimento” devido ao mau tempo e às “fragilidades estruturais das barras” da zona, revelou hoje o município.“As entidades de Caminha defendem o reconhecimento formal da situação como calamidade climática no setor da pesca, a criação de apoios extraordinários imediatos, distintos do atual subsídio por fecho de barra, o alargamento excecional do limite anual de compensação, bem como a implementação de mecanismos de pagamento antecipado que assegurem liquidez em tempo útil”, explica a autarquia, numa nota de imprensa.O alerta ao Governo é feito devido à “situação social e económica extremamente grave que afeta a pesca profissional no litoral norte e no Troço Internacional do Rio Minho, após várias semanas consecutivas de paragem forçada devido aos temporais”.O pedido é feito pela Câmara Municipal de Caminha, a Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, a Junta da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, a Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora e a Associação de Profissionais de Pesca do Rio Minho e do Mar.“Desde o início de janeiro, o encerramento recorrente das barras por razões de segurança e as condições adversas no rio Minho impediram a atividade piscatória marítima, fluvial e apeada, deixando dezenas de pescadores e mariscadores sem qualquer rendimento. Em vários casos, a paragem já ultrapassa os 30 dias consecutivos, podendo prolongar-se”, descreve.No concelho de Caminha, “a situação é agravada pelas fragilidades estruturais das barras de Vila Praia de Âncora e de Caminha”.Tal “faz prever que esta seja uma das últimas zonas do país a retomar a atividade, mesmo quando o tempo melhora noutras regiões”, avisa.Os mecanismos atuais de apoio, nomeadamente o subsídio por fecho de barra, “revelam-se manifestamente insuficientes face à duração e concentração desta paragem”.“O limite anual de 60 dias está a ser rapidamente esgotado e alguns profissionais estão a ser excluídos por dificuldades contributivas diretamente causadas pela ausência de rendimento”, explica.Perante este cenário, as entidades de Caminha querem “a adoção de soluções estruturais de médio e longo prazo, nomeadamente a criação de um mecanismo público de resseguro para a pesca profissional, capaz de responder aos riscos climáticos crescentes que afetam o setor”.“Os pescadores não pedem privilégios. Pedem apenas condições mínimas para sobreviver quando o mar e o rio não permitem trabalhar em segurança”, sublinham as entidades subscritoras, que manifestam total disponibilidade para colaborar com o Governo na definição de soluções urgentes.Lusa.O balneário romano de São Pedro do Sul está encerrado e várias vias do concelho encontram-se interditas ao trânsito devido ao mau tempo, que tem provocado desabamentos e inundações, avisou hoje esta autarquia do distrito de Viseu.Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Câmara informou que o balneário romano, situado na margem do Rio Vouga, nas Termas de São Pedro do Sul, ficará encerrado hoje e quarta-feira, “como medida preventiva”.As condições meteorológicas adversas têm provocado ocorrências em vários pontos do concelho. Hoje de manhã, estavam interditas a rua da Misericórdia, em Várzea, a estrada de Passos, em Carvalhais, a estrada de Penso, em Serrazes, a ponte de Pouves, em São Pedro do Sul, e a rua dos Moinhos, nas Termas.“Poderão existir mais vias interditas, por curtos espaços de tempo, para resolução de constrangimentos à circulação”, alertou.Segundo a autarquia, encontram-se ainda encerrados o Lenteiro do Rio, o Parque das Nogueiras, o parque de estacionamento das Termas e o Circuito Lúdico do Vouga.A Câmara de São Pedro do Sul decidiu também adiar o desfile de carnaval infantil marcado para sexta-feira.“As forças da Proteção Civil, em articulação com os serviços municipais, encontram-se no terreno a acompanhar a situação e a desenvolver todas as ações necessárias”, garantiu.Lusa.A presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, afirmou ao DN que "mais de 200 farmácias" foram afetadas pelo mau tempo, "algumas com muitos estragos até em infraestruturas, mas já todas conseguiram repor o seu funcionamento". "Só há uma, numa freguesia do concelho de Leiria, que se mantém encerrada pelos estragos, mas como há outra ao pé a funcionar, o problema não é grave”.Segundo esta responsável, na zona Centro ainda há farmácias sem eletricidade e comunicações, podendo continuar assim mais duas ou três semanas. Neste momento, só há três encerradas, uma na região de Leiria e duas em Alcácer do Sal.Leia mais aqui.Mau tempo já atingiu mais de 200 farmácias, algumas ainda a funcionar com gerador e satélite.Segundo informação avançada esta terça-feira, o Exército tem 1640 militares empenhados no terreno, distribuídos por 51 municípios de 12 distritos em missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica.Estão mobilizadas 274 viaturas, 20 máquinas de engenharia e 16 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios pré-posicionados para emprego rápido, sempre que necessário.Um comunicado do Exército indica que, no período mais recente, regista-se um incremento do emprego de Módulos de Construções em Altura de Engenharia Militar e de Reconhecimentos de Engenharia, mantendo-se as operações de contenção de caudais nas bacias hidrográficas do Tejo e do Mondego, bem como a capacidade de resposta para a evacuação de povoações isoladas e o apoio com módulos de energia e iluminação. . Desde o início da intervenção no terreno, o trabalho do Exército traduziu-se, segundo esta mesma nota, “na proteção e recuperação de habitações, com 228 lonas/telas de proteção temporária de telhados e 105 coberturas reparadas; no restabelecimento de acessos e apoio logístico, com 312 toneladas de carga transportada e 390 km de itinerários/estradas abertos; e na recuperação de condições de segurança, com 720 toneladas de escombros removidos”.“Foram ainda disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 918 patrulhas, apoiadas 235 situações de dificuldade social e efetuadas 93 intervenções pelo módulo de apoio psicológico, bem como assegurado apoio de lavandaria, com 2.100 kg de roupa lavada”, acrescenta.“Foram também transportadas 663 pessoas, instalados 220 metros de barreiras de contenção e utilizados 11.980 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis”, remata..Os primeiros pagamentos dos apoios do Governo para a reconstrução deverão chegar o "mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana", disse à rádio Observador Paulo Fernandes, responsável pela Estrutura de Missão, dando conta que foram feitas cerca de duas mil candidaturas, entre a região centro e Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo (Alcácer do Sal)”, aos apoios até 10 mil euros para reconstrução de habitações afetadas pela sequência de tempestades. Em declarações à rádio, Paulo Fernandes afirmou que Leiria, Pombal e Marinha Grande representam “o trio mais afetado, de longe, em todos os dados que temos recolhido”. Referiu, no entanto, que “a situação do dano não está estabilizada”. O presidente da Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país fez uma estimativa para a transferências das verbas dos apoios pedidos: “Até ao final desta semana, o mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana, creio que já haverá condições para que os primeiros pagamentos sejam efetuados”. Ainda na mesma entrevista, indicou que há uma subcategoria nos apoios até 10 mil euros, cujo limite é inferior, de 5 mil euros. Nestes casos, e se a informação estiver completa, a resposta poderá chegar em “três dias úteis”..Apoios à reconstrução de casas de até cinco mil euros pagos em três dias úteis.Devido à previsão de continuação de chuva moderada a intensa, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Franca de Xira reforça os conselhos à população. "As previsões meteorológicas apontam para precipitações que deverão continuar com períodos de chuva moderada a intensa, alternando com aguaceiros ao longo da semana, com um padrão instável típico desta época", indica a nota da autarquia, divulgada nas redes sociais.As recomendações da Proteção Civil de Vila Franca de Xira:- Evitar deslocações desnecessárias, sobretudo em períodos de chuva intensa e vento forte.- Verificar equipamentos elétricos e iluminação, e preparar lanternas caso haja oscilações de energia.- Reduzir velocidade em estradas molhadas e atenção especial a zonas alagadas e nas zonas ribeirinhas do rio Tejo.- Não atravessar zonas inundadas a pé nem de carro — o nível da água pode ser maior do que parece.- Limpar calhas e ralos, se possível, para reduzir risco de enchentes locais.- Acompanhar os avisos oficiais do IPMA e da Proteção Civil..A NOS já recuperou 94% do serviço móvel e 92% do serviço fixo em todas as sedes dos concelhos afetados pelo mau tempo, de acordo com o último balanço da operadora de telecomunicações.Atualmente, "94% do serviço móvel da NOS já se encontra recuperado", acrescentou a mesma fonte.Na rede fixa, "foi possível recuperar 92% do serviço, desde que exista fornecimento de energia elétrica nas habitações ou instalações", prosseguiu.Os trabalhos de reposição "continuam em curso e decorrem de forma progressiva, mantendo-se condicionados por fatores externos tais como falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas", referiu a NOS.Desde o primeiro momento, "as equipas da NOS estão no terreno 24 horas por dia, 7 dias por semana, em estreita articulação com a Proteção Civil e as forças de segurança".Segundo a NOS, "mantêm-se ativas medidas de contingência, incluindo a instalação de geradores, a mobilização de unidades móveis provisórias e a disponibilização de conectividade por satélite, com prioridade absoluta à garantia das comunicações que suportam os serviços críticos e as operações de emergência".Lusa.A ministra do Ambiente e Energia está esta terça-feira em algumas das regiões afetadas pelo mau tempo, mais concretamente na zona do Ribatejo. Pelas 10h00, Maria da Graça Carvalho tem um encontro agendado na Câmara Municipal de Santarém, deslocando-se depois ao Cartaxo para acompanhar a situação do caudal do rio Tejo, assim como os impactos das cheias no concelho, com passagens por Valada e pelo Bairro dos Pescadores (Vale da Pedra).A governante segue depois para Azambuja, onde irá inteirar-se da situação hidrológica no município e avaliar as infraestruturas de retenção de água.Ao início da tarde, pelas 14h30, irá estar no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre.A ministra irá também visitar à barragem/charca da Retorta, na Herdade da Torre Bela, que já levou ao encerramento de uma escola e de um centro de saúde em Manique do Intendente.Na sexta-feira, o município de Azambuja informou, em comunicado, que “devido às condições meteorológicas adversas que se têm verificado no concelho", existia "risco de rutura da Barragem da Retorta”.No ponto de situação de domingo, às 12h30, divulgado no site da câmara, a Barragem da Retorta continuava a ser "monitorizada de perto" e, naquele momento, encontrava-se "estável"..Devido às condições meteorológicas adversas, a circulação de comboios continua a registar "alguns condicionamentos em linhas da rede nacional". No último ponto da situação, a Infraestruturas de Portugal indica novos constrangimentos na Linha do Norte, dando conta que a circulação de comboios está suspensa via ascendente entre Santana Cartaxo e Santarém.Era este o ponto da situação às 08h00:-Linha do Norte: circulação suspensa na via ascendente entre Santana Cartaxo e Santarém / circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;- Linha do Sul: circulação suspensa entre Monte Novo e Alcácer do Sal;- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas. .Um total de 35 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro, informou esta terça-feira a empresa.Num balanço feito às 08:00, a empresa indicou que “tinha por alimentar 41 mil clientes, sendo que nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 35 mil clientes”.Leiria é o distrito mais afetado com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra mil.No anterior balanço realizado pela empresa, na segunda-feira, o número de clientes afetados era de 45 mil clientes no continente e estavam por alimentar cerca de 37 mil clientes na zona da depressão Kristin.Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.Lusa.A situação no rio Douro “está equilibrada”, mas estima-se que a água volte à margem esta semana, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, elogiando a ativação dos Planos Municipais de Emergência do Porto e de Gaia.Num ponto de situação à Lusa, cerca das 07:30, Pedro Cervaens referiu que o rio, que chegou a inundar as zonas de Miragaia e Ribeira, o Porto, e Afurada, em Vila Nova de Gaia, na última sexta-feira, tem-se mostrado “estável” com “situação equilibrada” e uma cota “não muito elevada”, mas “sempre a exigir “muita atenção”.“Acredito que se mantiver a chuva como está agora durante o dia vai subir. Temos um fenómeno neste momento, as águas mortas. Ou seja, as marés atualmente são marés baixas. Comparativamente com a semana passada, temos uma diferença de mais de um metro de altura, portanto esta semana temos uma almofada para o mesmo caudal. Isto não quer dizer que a água não atinja [a margem]. Acredito que pelo menos Miragaia possa ser atingida por água”, resumiu.O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.Também Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.“Vários municípios implementaram o Plano Municipal de Emergência o que é bom porque facilita a articulação entre as várias entidades. Era algo que já estava a acontecer, mas isso formaliza e obriga naturalmente as pessoas a cumprirem com os procedimentos que cada plano tem”, referiu hoje o comandante adjunto da Capitania do Douro.O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a ativar o alerta vermelho para risco de cheias.Lusa.Resposta aos efeitos do mau tempo. Gouveia e Melo considera que MAI deveria pedir exoneração.Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar durante o esta terça-feira, 10 de fevereiro, em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Este aviso é válido entre as 06:00 e as 18:00 e estes distritos entram em aviso amarelo a partir das 00:00 de terça-feira.Durante o mesmo período (06:00 e 18:00) Bragança, Guarda, Setúbal, Santarém, Leiria (a partir das 03:00 de terça-feira), Castelo Branco e Coimbra (a partir das 03:00 de terça-feira) estarão sob aviso amarelo, de acordo com o mais recente comunicado do IPMA.Na quarta-feira, até às 18:00, Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga estão sob aviso amarelo de chuva.Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 15:00 de quarta-feira e as 15:00 de quinta-feira sob aviso laranja de agitação marítima, por "ondas de noroeste com 5 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima". Estes distritos passam a aviso amarelo até às 19:00 de quinta-feira.Em aviso amarelo de agitação marítima vão estar Beja, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro, até às 19:00 de quinta-feira.Já Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga vão estar sob aviso amarelo de vento desde as 12:00 de quarta-feira e as 21:00 de quinta-feira, segundo o IPMA.A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). .As recomendações da Proteção Civil. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.Na estrada, as autoridades recomendam a adoção de "uma condução defensiva", com redução da velocidade e "especial atenção à formação de lençóis de água", e que se evite estacionar o carro em zonas que habitualmente inundam.Segundo a mesma nota, a Agência Portuguesa do Ambiente antevê também uma "situação hidrológica potencialmente perigosa" nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado e o seguimento da evolução da situação nas bacias dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.Lusa.Bom dia,Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre os efeitos do mau tempo, que não tem dado tréguas em Portugal, com várias regiões a tentar recuperar do rasto de destruição, causado por várias depressões meteorológicas. Para esta terça-feira, seis distritos do Norte e Centro do país estão sob aviso laranja devido à "persistente e por vezes forte", adiantou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas. .Mau tempo já atingiu mais de 200 farmácias, algumas ainda a funcionar com gerador e satélite