Câmara de Coimbra vai retirar 3000 pessoas de casa. "Risco claro de os diques colapsarem" no Mondego
Paulo Novais / Lusa

Câmara de Coimbra vai retirar 3000 pessoas de casa. "Risco claro de os diques colapsarem" no Mondego

Prevê-se que a chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo.
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Municípios de Soure e Montemor-o-Velho também retiram centenas de pessoas de casa

Os municípios de Soure e Montemor-o-Velho vão retirar centenas de pessoas de casa esta noite, face ao risco de inundações nas zonas ribeirinhas do Mondego, em especial na margem esquerda, anunciaram os autarcas daqueles concelhos do Baixo Mondego.

No final de uma reunião, em Coimbra, com responsáveis autárquicos, da Proteção Civil e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, disse aos jornalistas que estima que sejam retiradas 300 a 500 pessoas, e que este número inclui moradores que já saíram voluntariamente das suas casas.

As freguesias onde esta operação de retirada de moradores decorrerá são as de Granja do Ulmeiro, Alfarelos e Figueiró do Campo “que estão diretamente em cima da corda do Mondego”, mas também em Samuel e Vinha da Rainha, face às previsões de mau tempo e possibilidade de inundações durante a noite de hoje e manhã de quarta-feira.

“Os presidentes de junta conhecem uma a uma as pessoas que é preciso retirar”, adiantou Rui Fernandes, acrescentando que o município decidiu também “encerrar toda a rede escolar”, não só devido à previsão de chuva forte e vento, mas também “porque, por estes dias, continuam muitos trabalhos nas estradas com quedas de taludes, muros e árvores”.

“O risco existe e vai-se agravar com as chuvas que vamos ter esta noite. Queremos ter mais um dia onde os nossos meios possam trabalhar nas melhores condições possíveis, e há-de tudo correr bem. Estamos preparados, vamos confiar na obra [hidráulica do Mondego] e se o pior acontecer [a quebra das margens do rio] estaremos à altura “, frisou.

“Nestes 15 dias temos adaptado os nossos meios e dispositivos ao risco, este cenário de cheias controladas foi o que nos trouxe até onde estamos hoje. (…)Não há risco zero, mas espero que seja esta a derradeira batalha”, vincou Rui Fernandes.

Já o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, disse que no seu concelho deverão ser retiradas 80 a 100 pessoas, algumas das quais também já saíram voluntariamente de casa.

As localidades que mais preocupam o autarca situam-se na margem esquerda do Mondego – Pereira, Formoselha, Santo Varão e Caixeira – para além da aldeia isolada da Ereira e o Casal Novo do Rio, às portas da sede de concelho.

José Veríssimo apelou à população para manter a serenidade, aludindo ao trabalho que vem sendo realizado pelos meios municipais, em conjunto com a Proteção Civil, bombeiros, Forças Armadas e APA.

“As pessoas todas sabem em tempo real o que está a acontecer, Montemor-o-Velho recebe todas as águas, tem esse risco acrescido”, notou José Veríssimo.

Lusa

Mondego com “risco claro” de diques colapsarem

O rio Mondego está com "um risco claro dos diques [margens]" poderem colapsar e provocar inundações face às previsões de forte precipitação, afirmou hoje o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

"Há aqui um risco claro dos diques poderem colapsar. Em nome da precaução, o que é fundamental é retirar pessoas que estão nas áreas de risco", disse Pimenta Machado, que falava numa conferência de imprensa realizada em Coimbra, no final de uma reunião de emergência com autarcas da região e proteção civil local e regional.

Segundo o presidente da APA, está prevista "uma brutalidade" de precipitação na quarta-feira, registando-se "dois dias em que chove 20% do que chove num ano", referindo que a situação será monitorizada e acompanhada durante toda a noite.

Lusa

Câmara de Coimbra vai retirar cerca de três mil pessoas por risco de cheia

A Câmara de Coimbra vai retirar entre 2.800 a 3.000 pessoas das suas casas face a risco de cheia no Mondego, afirmou hoje a presidente do município, Ana Abrunhosa.

"Globalmente, nós estamos a falar de cerca de 2.800 a 3.000 pessoas que são residentes, mas muitas pessoas até já saíram, foram para casa de familiares", disse a autarca, em conferência de imprensa no edifício da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Coimbra.

Face ao risco de inundações numa parte do concelho, todas as escolas das freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, São Martinho do Bispo, Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila estarão encerradas na quarta-feira, disse.

Além da retirada das pessoas, foram já evacuados três lares de São Martinho do Bispo, acrescentou a autarca.

Lusa

Nove distritos no Norte e Centro sob aviso laranja de chuva na quarta-feira

Nove distritos do Norte e Centro de Portugal continental vão estar na quarta-feira em aviso laranja devido à previsão de "chuva persistente e por vezes forte", divulgou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os avisos são válidos entre as 06:00 e 18:00 de quarta-feira para Viseu, Porto, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo, Leiria, Aveiro, Coimbra e Braga.

Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal e Lisboa estão, por sua vez, sob aviso amarelo de chuva, válido até às 18:00 de quarta-feira.

Em aviso laranja por agitação marítima, entre as 15:00 de quarta-feira e as 15:00 de quinta-feira, estão Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga, distritos já em aviso amarelo pelo mesmo motivo.

Beja, Lisboa, Setúbal e Faro estão já sob aviso amarelo por agitação marítima, que se prolonga até sexta-feira.

O IPMA colocou ainda Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga sob aviso amarelo por vento, válido entre as 12:00 e 21:00 de quarta-feira.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.

De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.

Quanto à agitação marítima, "continua forte na costa ocidental", prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.

Lusa

Danos no Médio Tejo “iguais aos de Leiria”, mas com menos atenção, alertam empresários

Associações empresariais defenderam hoje, em Tomar, mais apoios e rapidez na chegada das medidas às empresas afetadas pela tempestade Kristin, alertando que os danos em zonas industriais do Médio Tejo são semelhantes aos de Leiria, mas com menor visibilidade.

“Quem anda no terreno verifica que o grau de destruição das empresas nestes concelhos é semelhante ao que se passa na Marinha Grande e em Leiria”, afirmou o presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), referindo as zonas industriais de Ourém, Caxarias, Ferreira do Zêzere e Tomar, municípios onde, duas semanas após a tempestade, persistem cerca de 7.000 pessoas sem energia em Ourém, 2.500 em Ferreira do Zêzere e mil em Tomar, e centenas de empresas paralisadas, com os apoios ainda por chegar.

José Eduardo Carvalho esteve hoje presente na conferência de imprensa realizada na sede da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, em Tomar, distrito de Santarém, na qual representantes dos municípios de Ourém, Ferreira do Zêzere e Tomar, a par da associação empresarial Nersant, apresentaram o balanço do impacto da depressão Kristin na região.

Questionado sobre as medidas de apoio já anunciadas pelo Governo, Carvalho sublinhou que, embora positivas, continuam insuficientes, reivindicando soluções adicionais.

Entre as propostas destacam-se a introdução imediata de apoios a fundo perdido e a extensão do apoio de 10 mil euros – atualmente apenas disponível para a agricultura e a floresta – a outros setores, moratórias fiscais com duração mínima de seis meses, simplificação do lay-off, aceleração de linhas de crédito e incentivos já contratados, e celeridade nos apoios à reconstrução das empresas mais afetadas.

Sobre a evolução das medidas desde a reunião do dia 02 de fevereiro, Carvalho disse que os apoios ainda não começaram a ser desbloqueados.

“Até agora, aquilo que foi apresentado e publicado é tudo o que existe. Amanhã teremos uma reunião em Leiria e na Figueira da Foz com a Unidade de Missão, o IAPMEI e o Banco Fomento, e esperamos que sejam clarificadas e implementadas as medidas reivindicadas”, declarou.

Por outro lado, defendeu, “há necessidade urgente de aliviar a burocracia e garantir que os apoios a fundo perdido, as moratórias e a celeridade nos empréstimos cheguem efetivamente às empresas mais afetadas”.

“É imperioso que as medidas e apoios no terreno considerem e a realidade do Médio Tejo, onde a destruição em zonas industriais é grave e a recuperação depende de rapidez na execução das linhas de crédito e da dispensa de controlos administrativos prévios em obras públicas e privadas, tal como ocorreu em situações de calamidade anteriores”, defendeu.

O presidente da Associação Empresarial da Região de Santarém – Nersant, Rui Serrano, indicou que os setores mais afetados são a agroindústria, a indústria transformadora e a construção, devido à exposição a intempéries, dependência de cadeias logísticas e transportes rurais interrompidos.

O dirigente anunciou hoje a criação de uma estrutura informal de acompanhamento do impacto económico da depressão Kristin, em cooperação com a AIP, a CIM do Médio Tejo e os municípios afetados.

Entre os objetivos estão a identificação contínua de problemas, a avaliação das medidas de apoio já anunciadas, a monitorização da execução no terreno, a proposição de novas intervenções e a coordenação institucional entre associações e municípios.

Lusa

Escolas do concelho de Soure encerradas na quarta-feira

As escolas do concelho de Soure, no distrito de Coimbra, estarão encerradas na quarta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas nas próximas horas, informou hoje o presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes.

“Temos uma previsão de agravamento das condições meteorológicas nas próximas horas, no momento em que já temos um caudal de cheia muito significativo. Assim, tomámos a decisão de encerrar as escolas”, destacou.

Num vídeo difundido na rede social Facebook, há cerca de uma hora, o autarca revelou que a decisão foi tomada em coordenação com todos os órgãos de proteção civil.

“Queremos que esta maneira seja a forma mais segura de encararmos a próxima noite e o dia de amanhã [quarta-feira], onde de facto temos uma previsão muito severa em relação às condições meteorológicas”, justificou.

Rui Fernandes pediu ainda, aos munícipes que estão perto da situação dos leitos de cheia, para fazerem “um esforço suplementar” para salvaguardarem os seus bens e para que não correrem riscos desnecessários.

“É ainda tempo de continuarmos vigilantes, de sermos resilientes a estas cheias que têm sido tão dolorosas para todos nós”, concluiu.

Lusa

Proteção Civil com atenção particular no Rio Mondego devido ao risco de inundações

A Proteção Civil registou desde o início do mês 14.084 ocorrências, em consequência das tempestades que assolaram o país, e a atenção foca-se agora principalmente no Rio Mondego, devido ao risco de inundações.

Segundo o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, desde 01 de fevereiro e até às 18:00 de hoje foram registadas “14.084 ocorrências”, empenhados 48.406 operacionais e 19.478 meios, sendo que “as ocorrências mais significativas” foram “a queda de árvores, o movimento de massa e as inundações”.

“Mais uma vez, reforçamos a necessidade, sobretudo relativamente aos movimentos de massa, do cuidado e da análise que todos temos que fazer no nosso dia-a-dia, nos sítios que estão mais sujeitos à forte precipitação que se tem vindo a sentir”, acrescentou Mário Silvestre.

O comandante, que falava na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, salientou que “o risco mais significativo de inundações” está agora “no Rio Mondego”, na região Centro, com as cotas e as afluências bastante elevadas e, portanto, com “um potencial muitíssimo significativo de poder causar inundações”.

Lusa

Região do Oeste com 92 desalojados e 198 deslocados

O número de desalojados na região Oeste devido ao mau tempo subiu hoje para 92, com os deslizamentos de terras a revelarem-se as situações mais preocupantes, segundo a Proteção Civil.

“O deslizamento de terras e a falta de água, nomeadamente nos municípios de Sobral Monte Agraço e Arruda dos Vinhos, são as situações mais preocupantes”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva.

Os deslizamentos de terras, que provocaram cortes de estradas e danificaram várias casas, estiveram hoje a ser avaliados “por equipas do departamento de geotecnia do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), para tentar perceber quais são as medidas que devem ser tomadas por parte de cada um destes municípios”, adiantou.

Na sequência da passagem da depressão Kristin, no dia 28 de janeiro, e depois da tempestade Marta, o Oeste regista hoje um total de “92 desalojados”, sendo que oito pessoas que tinham ficado nas mesmas condições “já regressaram a casa”, disse Carlos Silva, acrescentando que existem também “198 deslocados”.

Ainda segundo o responsável, o aumento de deslocados e desalojados relativamente a segunda-feira é referente “a pessoas de Arruda dos Vinhos e da Lourinhã, retiradas de casa por precaução”. Na segunda-feira estavam contabilizados 87 desalojados e 192 deslocados.

Na região, o sub-comando registou, nas últimas 24 horas, “cerca de 60 ocorrências” relacionadas com “quedas de árvores, queda de infraestruturas, deslizamentos de terras e inundações”, mantendo a tendência dos últimos dois dias, em que “o número tem vindo a baixar”.

Devido aos danos nas estradas, que provocaram a rutura de condutas de água, mantêm-se sem abastecimento os concelho de Arruda dos Vinhos e Sobral, os quais “estão a ser abastecidos com veículos tanque dos corpos de bombeiros do Oeste", com o apoio de corporações da grande Lisboa, disse ainda o comandante.

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Lusa

Forças Armadas reforçaram atuação a partir de 30 através de contacto direto com municípios

A atuação das Forças Armadas no apoio às populações afetadas pela tempestade Kristin tornou-se “mais robusta” a partir de dia 30 de janeiro através do contacto direto com as autarquias, afirmaram hoje os porta-vozes militares.

Em conferência de imprensa na Academia Militar, concelho de Amadora, Lisboa, a porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), tenente-coronel Susana Pinto, adiantou que os militares estão no terreno desde o dia 28 de janeiro, primeiro dia da tempestade Kristin.

A militar salientou que as Forças Armadas “são agentes de proteção civil secundários no sistema de proteção civil”, e o primeiro pedido que receberam da Proteção Civil foi no dia 28 às 09:00, tendo respondido às 13:00 do próprio dia.

No dia 29 de janeiro, às 10:30, foi implementado o estado de prontidão “azul”, que implica uma resposta de 24 horas.

O porta-voz da Marinha, comandante Sá Granja, adiantou que existiram dois momentos na atuação das Forças Armadas: um primeiro com pedidos que chegaram via Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e um segundo “que foi muito mais robusto”.

Esta robustez na resposta explica-se pelo facto de ter sido dada autorização para um “contacto direto” entre os ramos das Forças Armadas e os municípios, colocado em prática a partir do dia 30.

“Essa autorização do apoio dos municípios e do contacto direto dos ramos das Forças Armadas com os próprios municípios decorre de uma alteração ou de uma nova linha de ação que foi determinada a nível governamental”, acrescentou, sem detalhar.

A partir desse momento, de acordo com o porta-voz da Marinha, o número de meios, de efetivos e de ações no terreno “aumentou substancialmente”.

Lusa

SATA Air Açores cancelou 34 voos entre as ilhas do arquipélago

O mau tempo que se faz sentir nos Açores condicionou hoje “mais de metade” da operação da SATA Air Açores e obrigou ao cancelamento de 34 voos entre as ilhas do arquipélago, revelou fonte da companhia.

Segundo adiantou fonte oficial da SATA à agência Lusa, foram cancelados 34 voos interilhas (informação atualizada até às 18:00), o que significa “mais de metade da operação” da companhia aérea que costuma realizar cerca de 50 voos por dia nesta altura do ano.

A mesma fonte adiantou ainda que os passageiros foram reafetados em outras ligações, estando prevista a realização de voos extraordinários na quarta-feira para repor o tráfego, caso as condições meteorológicas permitam.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso amarelo para as ilhas do grupo Ocidental dos Açores (Corvo e Flores) até às 09:00 de terça-feira, que sucede a um aviso laranja, o segundo mais grave, por agitação marítima.

Esteve também em vigor, até às 18:00 de hoje, um aviso amarelo, devido às previsões de precipitação, por vezes forte, para o grupo Central (Terceira, Graciosa, Faial, São Jorge e Pico).

O plenário de fevereiro da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), que estava agendado para esta semana, também foi adiado devido ao mau tempo.

“Na sequência dos constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas adversas, que têm condicionado significativamente os voos interilhas, a conferência de líderes deliberou o adiamento do período legislativo do mês de fevereiro”, indicou a presidência da ALRAA numa nota enviada às redações.

Lusa

Atividade desportiva continua suspensa nos pavilhões desportivos de Leiria

A atividade desportiva continua suspensa em todos os pavilhões municipais do concelho de Leiria devido aos danos provocados pela depressão Kristin, revelou hoje a Câmara.

“A decisão surge na sequência dos danos provocados pela tempestade Kristin e tem como única prioridade a segurança de atletas, equipas técnicas e público”, referiu-se na informação publicada na página do Leiria Desporto, da responsabilidade do Município de Leiria.

Segundo a Câmara de Leiria, a suspensão abrange toda a atividade, desde treinos a jogos, sejam federados ou lúdicos, sem exceção.

“As equipas da Divisão de Desporto e dos Serviços de Obras Municipais continuam no terreno a realizar as necessárias vistorias técnicas. A retoma apenas acontecerá após comunicação oficial e individualizada para cada instalação”, informou o Município de Leiria.

A autarquia sublinhou que a “proteção da integridade física de todos os munícipes está acima de qualquer calendário competitivo”.

A quase totalidade das cerca de 500 infraestruturas do concelho de Leiria dedicadas ao desporto foram afetadas pela depressão Kristin, existindo “uma lista interminável de grandes danos”, assumiu o vereador do Desporto do município.

Segundo Carlos Palheira, o apuramento dos estragos ainda está a ser feito, mas verifica-se “perda total de algumas instalações”, nomeadamente pavilhões.

Há “largas dezenas de milhares de praticantes” afetados.

“O pavilhão dos Parceiros colapsou, o do Telheiro também, o dos Marrazes desapareceu, o dos Barreiros está completamente inoperacional, o da Escola Secundária Afonso Lopes Vieira está com metade da cobertura a descoberto, o da Mata dos Milagres tem duas paredes completamente no chão e outra de lado, o dos Silvas está com grandes danos…”, descreveu o vereador à agência Lusa.

A par disso, “o estádio está como está, a piscina municipal levou um rombo enorme, o Centro Nacional de Lançamento está inundado, pela segunda vez”, devido à depressão Leonardo, e os dois clubes de ténis “sofreram prejuízos enormes”.

Os pavilhões que ficaram operacionais estão a servir de abrigo para pessoas desalojadas ou como base para a distribuição alimentar.

“Acima do desporto terá de estar sempre o bem-estar das populações”, salientou Carlos Palheira, reconhecendo que a atividade desportiva organizada no concelho “está quase toda parada”.

Entre os cerca de 500 equipamentos existentes, “há uma lista interminável de grandes danos, que limitam imenso a atividade”.

Lusa

Rio Ceira continua a subir e volta a inundar casas no Cabouco, em Coimbra

O rio Ceira, no concelho de Coimbra, voltou a subir durante a tarde de hoje, inundando várias casas no Cabouco, de onde os habitantes já tinham sido retirados aquando das primeiras inundações, disse o presidente da Junta.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Ceira, Fernando Almeida, explicou que o rio avançou cerca de 30 metros durante a tarde de hoje.

“Tinha estado aqui a seguir ao almoço, pelas 14:30, e a água avançou para aí uns 30 metros. Em altura não sei precisar quanto subiu, mas em comprimento eu conseguia andar mais de 30 metros e agora já tem água”, detalhou.

Fernando Almeida encontrava-se, pelas 18:00, na rua da Lomba, no Cabouco, no local onde costumam ocorrer as inundações.

“Neste sítio acontece sempre, as pessoas já sabem que é assim e só duas ou três é que ficam nas suas casas, que são altas. Aí a água não chega, nem que suba para aí um metro, têm os andares de cima: ficam por livre vontade, têm alimentação e não estão em perigo”, referiu.

A maior subida dos níveis de água do Rio Ceira registou-se “há cerca de 15 dias, com a tempestade Kristin”.

“Subiu em altura mais ou menos um metro! Na semana passada também subiu, mas não foi tanto”, descreveu.

De acordo com o autarca, o Rio Ceira deverá subir ainda mais nas próximas horas, perspetivando “uma noite muito trabalhosa".

Lusa

Sertã cancela Festival do Maranho e Romaria a São Nuno de Santa Maria

A Câmara da Sertã cancelou a realização do Festival de Gastronomia do Maranho e da Romaria a São Nuno de Santa Maria, devido à situação de calamidade que o concelho atravessa na sequência da passagem da depressão Kristin.

Numa nota enviada hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Sertã refere que o concelho, no distrito de Castelo Branco, vive tempos excecionais que implicam respostas também elas, excecionais.

Carlos Miranda sublinha que as prioridades enquanto concelho, ao longo de 2026, têm de ser a reconstrução do território, a proteção civil e o apoio às pessoas mais necessitadas.

“Decidimos por isso, no presente ano, fazer cortes significativos nas nossas despesas correntes, no sentido de podermos alocar mais verbas a estas três prioridades que referi”, vincou.

O autarca explica que para a reconstrução do território, conta com ajudas do governo central. Contudo, adianta que não sabe com quanto, nem quando.

“E, para podermos avançar de imediato, precisamos de dinheiro disponível, neste momento. Não podemos ficar à espera”, sustenta.

No que respeita à proteção civil, Carlos Miranda está preocupado com a imensa rede viária florestal que ficou inutilizada e que precisa de ser recuperada.

“Precisamos também de mais equipamento para reforçar a segurança do território. Na área social, depois de se acionarem os seguros e as ajudas do Governo, é provável que o município ainda tenha de intervir em situações de fragilidade social e económica”, disse.

Face à situação excecional que o concelho da Sertã enfrenta, de entre as medidas mais significativas tomadas pela autarquia, destacam-se o cancelamento do Festival do Maranho (que decorre normalmente em julho) e da Romaria a São Nuno de Santa Maria, que se realizaria, como habitualmente, no final de abril em Cernache do Bonjardim.

“Reitero tudo o que disse até aqui sobre estes dois grandes eventos são importantes para o desenvolvimento do concelho, são investimento. Contudo, neste momento temos outras prioridades: a reconstrução e a segurança do concelho, e as pessoas com mais necessidades”, conclui o autarca.

Carlos Miranda apela à compreensão da comunidade local, mas reforça que as circunstâncias excecionais implicam medidas excecionais.

“Se tudo correr bem, e com a união e ajuda de todos, voltaremos mais fortes em 2027”, afirma.

Lusa

Paragem de autocarros e parque da estação de Santo Tirso encerrados

A paragem de autocarros e o parque de estacionamento da estação ferroviária de Santo Tirso, no distrito do Porto, estão encerrados devido a “condições atmosféricas adversas”, que levaram à ativação do Plano de Contingência naquele concelho, foi hoje anunciado.

Em comunicado, através da rede social Facebook, a Unir - Mobilidade refere que aquelas infraestruturas estarão encerradas “previsivelmente até 16 de fevereiro”.

A Unir explica ainda que as linhas de transportes afetadas (linhas 3504, 6303, 6304, 6605, 6606, 6607 e 6608), passam a terminar nas paragens provisórias Mobiave, na Rua Alexandre Lima Carneiro.

Lusa

Mais de 50 explorações suinícolas sem energia elétrica em Leiria

Mais de 50 explorações suinícolas da zona norte do concelho de Leiria estavam hoje à tarde ainda sem energia elétrica e a ser abastecidas por geradores, lamentou o presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores.

David Neves, que também preside a Associação de Suinicultores de Leiria, disse à agência Lusa que a reposição da energia elétrica está a ser mais difícil de concretizar nessa parte do concelho, onde os suinicultores estão “a dar as condições possíveis aos animais para que morram o mínimo possível”.

A solução tem passado pelo recurso a geradores, que implicam “um custo brutal” de, “em média, mais de 500 euros por dia a cada exploração”, entre aluguer e combustível, frisou.

Segundo David Neves, apesar dos custos elevados, esta “tem sido a única forma de conseguir abastecer os animais de água e alimentos”.

Na sua opinião, a E-Redes deveria fazer um ponto de situação ao final de cada dia, explicando o trabalho já feito e o previsto para o dia seguinte, de forma que os produtores pudessem gerir os alugueres dos geradores e garantir o combustível necessário.

O responsável disse não ser possível, para já, fazer um balanço do prejuízo, porque “as comunicações continuam muito difíceis para o norte do concelho de Leiria”.

“Algumas pessoas estão a deslocar-se à sede da associação de Leiria até para fazer o registo das ocorrências”, contou, admitindo que os prejuízos atinjam “largas dezenas de milhões de euros”.

O presidente da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores afirmou que “a situação mais crítica é mesmo no concelho de Leiria” e que, “na zona de Lisboa e Vale do Tejo, mais a Sul do concelho de Leiria, também há algumas dificuldades, com muitas explorações danificadas, mas algumas já com energia”.

Questionado sobre as linhas de apoio anunciadas na semana passada pelo ministro da Agricultura e Pescas, David Neves considerou que, “nesta primeira fase, como resposta imediata, são positivas”, mas “para poderem ser eficazes têm de ser rápidas”.

“Sabemos que até à data de hoje já foram publicadas algumas portarias. Algumas linhas ainda não estão regulamentadas, aguardam a regulamentação. Se não houver celeridade neste processo, pomos em causa uma parte significativa da produção nacional”, avisou.

O responsável lembrou que a região tem essencialmente pequenas e médias explorações e, “no contexto de uma catástrofe nunca vista, é importante que tenham condições para fazer face às necessidades do momento”, porque “há um acréscimo substancial de custos”.

Uma situação que considera preocupante tem a ver com a necessidade urgente de as linhas relacionadas com a reconstrução das unidades ficarem disponíveis.

“As estruturas de cobertura das explorações sofreram muito e não existe a possibilidade de imediatamente satisfazer as necessidades. As pessoas têm de fazer encomendas às empresas, que legitimamente lhes exigem o pagamento antecipado”, explicou, frisando que se trata de “milhares de euros por cada exploração”.

Lusa

Homem resgatado da água em Estarreja

Os Bombeiros de Estarreja resgataram hoje um homem, com cerca de 30 anos, que caiu à água numa zona inundada pelo rio Antuã, em circunstâncias ainda por explicar, informou fonte daquela corporação do distrito de Aveiro.

O alerta foi dado cerca das 17:00, tendo sido mobilizados para o local 14 operacionais e cinco viaturas.

As operações de resgate demoraram cerca de uma hora, período em que a vítima permaneceu dentro de água, agarrada a uma árvore.

O comandante dos Bombeiros de Estarreja, Joaquim Rebelo, disse à Lusa que o homem, de nacionalidade espanhola, caiu à água junto à rua da Agra, que se encontra interdita devido a inundação, e "andou uns metros pela corrente".

“Ele foi resgatado na parte que estava inundada com bastante corrente. Por acaso, não chegou ao rio. Se chegasse ao rio, com as correntes, ia ser mais difícil de fazer o resgate”, explicou o comandante.

O homem foi assistido no local e foi transportado para o Hospital de Aveiro.

Lusa

Depressão Nils: “Seremos influenciados, mas a severidade será menor do que a da Marta”, diz o IPMA

Nuno Lopes, meteorologista do IPMA, afirma que a Nils terá em Portugal um impacto inferior ao da depressão Marta — “com a Kristin não há comparação possível”. Alerta para chuva “por persistência”, a norte e centro, e para o risco de deslizamentos de terras, já que “os solos estão muito fragilizados”

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Município de Leiria pede doação urgente de telhas

O Município de Leiria apelou hoje para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afetadas pela depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são “indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin”.

Segundo a autarquia, agora são prioritárias “telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS – modelo F2 e telhões para telha CS”.

A Câmara salienta que “a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes”.

A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros “materiais de construção, assegurando o apoio direto às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações”.

Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.

À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.

“Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão”, adiantou Carlos Palheira.

O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, “um gesto de solidariedade imensa”, destacando que “contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas”.

Lusa

E-Redes com 46 mil clientes sem energia às 16:00

Um total de 46 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro, informou hoje a empresa.

Num balanço com dados atualizados às 16:00, a empresa contabililiza 46 mil clientes por alimentar em todo o território continental, dos quais “cerca de 35 mil clientes na zona da depressão Kristin”.

Destes 35 mil clientes, 27 mil estão localizados no distrito de Leiria, o mais afetado com a falta de energia elétrica, sete mil no distrito de Santarém e mil no distrito de Castelo Branco.

Anteriormente a empresa tinha indicado que pelas 08:00 estavam sem energia elétrica 41 mil clientes, “sendo que nas zonas mais críticas” as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 35 mil clientes.

Leiria já era o distrito mais afetado, com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra com mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas, ainda de acordo com a empresa.

Lusa

Depressão Nils traz chuva e vento fortes apesar de não afetar diretamente Portugal

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou hoje que são esperados, na quarta-feira, chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.

Num comunicado, o IPMA refere que o continente português “não será influenciado diretamente pela depressão Nils”, que “tem associado um sistema frontal que transporta uma massa de ar quente e húmido para a Península Ibérica”.

“Assim, para dia 11 está prevista chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro, sendo menos intensa na região Sul”, acrescenta o instituto.

De acordo com o IPMA, o vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, em particular nas regiões a norte do rio Mondego.

Quanto à agitação marítima, “continua forte na costa ocidental”, prevendo-se ondas de noroeste com 4 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima a norte do Cabo Mondego.

O IPMA já emitiu avisos amarelo e laranja para chuva, vento e agitação marítima.

Estão com aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” os distritos de Coimbra, Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga.

Lusa

Ponte de Louredo, que liga Penacova a Vila Nova de Poiares, reabre ao trânsito

A Ponte do Louredo, que estava encerrada devido ao elevado caudal do rio Mondego, reabriu durante a tarde de hoje ao trânsito rodoviário, comunicou a Câmara Municipal de Penacova.

“O Serviço Municipal de Proteção Civil informa que a travessia do Mondego, entre a ER [Estrada Regional] 110 e a EN [Estrada Nacional] 2, reabriu ao trânsito”, referiu, pelas 17:00, numa publicação na rede na rede social Facebook.

A decisão de reabertura da Ponte do Louredo, encerrada ao início da tarde de hoje, que liga o concelho de Penacova ao de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, “foi tomada em consonância com os municípios de Penacova e Vila Nova de Poiares e forças de segurança”, acrescenta.

Lusa

Alvaiázere ainda com “muitas centenas” de casas sem luz

O concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, terá ainda “muitas centenas, se não milhares” de habitações sem luz, alertou hoje o presidente da Câmara, defendendo mais meios no terreno para resolver as ligações de baixa tensão.

“Enquanto nós estávamos a trabalhar mais na média tensão, tínhamos noção de quantos clientes é que aqueles postos abasteciam. Agora, diria que pelo número de reclamações que estamos a ter, temos muitas centenas se não alguns milhares de habitações ainda por fazer a ligação à rede elétrica”, afirmou à agência Lusa João Guerreiro.

Apesar de os problemas de média tensão estarem resolvidos, o autarca explicou que falta fazer as ligações a habitações, num concelho com centenas de quilómetros de linhas de baixa tensão afetadas.

“Não é fácil explicar às pessoas porque é que o vizinho tem e eles não têm, porque é que já existe iluminação pública e a casa deles não tem. São questões técnicas que estamos a tentar ultrapassar e dar resposta o mais rapidamente possível”, aclarou.

Perante a situação de pessoas que estão há 14 dias sem luz, João Guerreiro salientou que o município pediu à E-Redes “disponibilização de mais equipas de baixa tensão” para resolver os vários problemas que existem no terreno, considerando que os recursos, neste momento, são escassos.

“O que precisamos muito, muito nesta altura são equipas de baixa tensão para fazer estas últimas ligações porque sem elas muitas habitações e algumas empresas não têm acesso à eletricidade”, vincou, referindo que, neste momento, o concelho tem apenas três equipas de baixa tensão a trabalhar.

Se se mantiverem apenas três equipas de baixa tensão, o autarca acredita que em vez de falar de dias para resolver os problemas ainda existentes terá de pensar em semanas, numa altura em que a frustração de quem está sem luz continua a acumular-se.

“Vamos ter aqui alguns casos em que estaremos a falar de semanas, porque são territórios bastante dispersos, em que às vezes uma linha que alimenta três ou quatro casas está atingida em cinco ou seis pontos e tem 10 quilómetros de linha”, notou.

O autarca, que antes de falar com a Lusa atendia ao pedido de um munícipe de 91 anos que lhe perguntava porque é que ainda não tinha luz, contou que há “pessoas isoladas, idosas, que estão desesperadas com a situação”.

Além de no passado ter havido riscos de queda de telhados e de intoxicação por monóxido de carbono face à passagem da depressão Kristin, João Guerreiro alertou para os riscos que agora surgem com linhas de baixa tensão em carga.

Segundo o presidente da Câmara de Alvaiázere, a intervenção de emergência nas habitações afetadas já foi feita “em quase todas as casas”, o abastecimento de água está assegurado e as comunicações começam a recuperar, “embora ainda com algumas falhas”.

Lusa

Pescadores algarvios impedidos de ir ao mar passam dificuldades

Os pescadores algarvios debatem-se com a falta de rendimentos provocada pelo mau tempo, que os tem impedido de ir ao mar, agravada por subsídios do ano passado que ainda não chegaram, disseram à Lusa responsáveis do setor.

“O certo é que já são quatro semanas em que os barcos não vão ao mar e as famílias não têm maneira de ter rendimento, havendo situações já muito complicadas”, afirmou a responsável pela Associação de Armadores de Pesca da Fuseta, no concelho de Olhão.

Em declarações à Lusa, Sónia Olim lembrou que esta é a única forma de subsistência destes profissionais e que se os pescadores não conseguem trabalhar, também não têm rendimentos: “Não vendendo, não têm com o que viver”, lamentou.

Para complicar ainda mais a situação, acrescentou a responsável, ainda não foi sido distribuído o fundo de compensação salarial devido pelo período de defeso à pesca do polvo, de meados de setembro a meados de outubro do ano passado.

“Esse subsídio dava para as muitas famílias que estão a passar por dificuldade aguentarem pelo menos este mês de mau tempo”, afirmou Sónia Olim.

A Associação de Armadores de Pesca da Fuseta tem mais de 80 associados, na sua maior parte com pequenas embarcações que levam em média três pescadores.

Miguel Cardoso, responsável pela Olhão Pesca, uma outra associação de produtores do mesmo concelho do distrito de Faro, concorda que “a resposta das autoridades não é tão rápida” como os beneficiários gostariam.

“Estamos a falar com o Governo para ver as ferramentas de ajuda que há e aguardamos com muita expectativa por uma resposta”, disse aquele responsável à Lusa.

Miguel Cardoso admite que durante o inverno a situação dos pescadores é “sempre complicada”, mas este ano, “desde 16 de janeiro que já houve quatro tempestades, o que impediu os barcos de pesca exercerem a sua atividade”.

A falta de atividade pesqueira afeta também os negócios ligados às lotas, de distribuição e de restauração, porque não há peixe para vender e o pouco que há está mais caro.

Lusa

Caudal do Mondego registava mais de 1.700 metros cúbicos por segundo às 14:00

O caudal do rio Mondego na ponte-açude de Coimbra registava, pelas 14:00 de hoje, 1.741 metros cúbicos por segundo (m3/s), um dos maiores valores desde que as inundações atingem, há mais de uma semana, o Baixo Mondego.

No início da passada semana, os caudais que passam no açude-ponte - onde o rio Mondego entra no trajeto canalizado que vai de Coimbra à Figueira da Foz – chegaram a ultrapassar os 1.800 m3/s, mas numa altura em que não chovia e em que os campos agrícolas estavam longe da inundação que agora se verifica.

A meio da tarde de domingo, o caudal que sai (efluente) da Ponte-Açude, começou a baixar, dos 1.507 m3/s até aos 1.264 m3/s (menos 243 mil litros por segundo) registados às 14:00 de segunda-feira, segundo dados do portal Info Água, consultados pela agência Lusa.

No entanto, nas últimas 24 horas e praticamente sem que a chuva, embora fraca, desse tréguas, o caudal voltou a subir, cifrando-se, pelas 14:00 de hoje, nos 1.741 m3/s (mais 477 mil litros por segundo) face à mesma hora de segunda-feira.

Acresce que os descarregadores da margem direita do Mondego – três infraestruturas da obra hidráulica do rio, que permitem retirar água do canal principal para os campos agrícolas – estavam hoje a funcionar, embora não na plenitude, revelam imagens captadas no local.

A água descarregada do canal principal acaba por acumular e correr para jusante, em direção ao leito abandonado do Mondego e valas de drenagem, sendo parcialmente responsável pelo isolamento da povoação da Ereira há uma semana e por alguma água acumulada no centro de Montemor-o-Velho.

Segundo a mesma fonte de dados, a bacia do Mondego voltou hoje a estar em situação de alerta de cheias – o menos gravoso de dois níveis, sendo o mais grave a situação de risco – embora com quatro episódios a montante de Coimbra a merecerem atenção.

Um desses episódios acontece na estação hidrométrica da Ponte do Cabouco, no rio Ceira (afluente da margem esquerda do Mondego), registava, pelas 16:00, 4,47 metros de altura de água (bem acima do mínimo de 3 metros do nível de risco) e um caudal de 193 m3/s.

Também no nível de risco estavam a ponte da Conraria, no mesmo rio, situada a pouco mais de um quilómetro da foz do Ceira, cuja altura de água se situava, pelas 16:15, nos 6,46 metros (1,46 metros acima do nível mínimo de risco de 5 metros) e um caudal de 471 m3/s, que estará a provocar uma pressão acrescida ao caudal da ponte-açude de Coimbra.

Já a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, voltou hoje à situação de risco, apresentando, pelas 16:00, um caudal com 3,88 metros de altura.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem vindo a fazer uma gestão de cheia controlada, aplaudida em geral, no Baixo Mondego, por agricultores e autarcas, no sentido de evitar que as margens do Mondego quebrem, o que sucedeu em 2001 com resultados catastróficos e, mais recentemente, em 2019, com uma cheia limitada à margem direita.

No entanto, continua a existir o risco de os diques direito ou esquerdo do canal principal do rio poderem rebentar, face à pressão que a água exerce naquelas infraestruturas e o tempo decorrido desde o início desta crise – cerca de 10 dias – com caudais médios da ordem dos 1.500 m3/s.

Lusa

Novas inundações em Soure devido à subida dos rios

O concelho de Soure voltou hoje a registar inundações devido à subida do caudal dos rios e a localidade de Sobral ficou parcialmente isolada, disse o presidente da Câmara.

Hoje, a situação no concelho “está pior, com os níveis de cheia muito altos”, e, na localidade de Sobral, “foram os Fuzileiros a levar as crianças para a escola”.

“Nos outros sítios estamos a conseguir fazer [o transporte] com alternativas terrestres. No Sobral é que temos algumas situações em que as casas estão mesmo isoladas no meio da água. Só mesmo com os botes”, afirmou Rui Fernandes à agência Lusa, realçando que apenas "algumas casas" da localidade estão isoladas.

Os rios Arunca e Anços “subiram outra vez” hoje, verificando-se inundações no centro da vila de Soure, disse o autarca, notando que a situação das povoações à volta do rio Mondego é também “muito difícil”.

“Cada vez são mais as estradas cortadas”, salientou.

A autarquia está a avaliar a retirada de uma pessoa devido aos danos na cobertura de uma casa na localidade de Gabrieis, que não foi possível reparar.

De acordo com Rui Fernandes, a previsão é a de que a situação piore, face às notícias que chegam do rio Mondego, com o reporte de um caudal no rio Ceira “que as pessoas nunca viram”.

“Temos muita chuva e vamos manter o Anços e o Arunca a subir também. A previsão para as próximas horas é de agravamento e, para complicar as coisas mais, parece que na quarta-feira ainda temos muita chuva”, concluiu.

Lusa

Cheia no Baixo Mondego poderá impedir produção de arroz

A situação de cheia que dura há mais de uma semana no Baixo Mondego, com cerca de 6.000 hectares inundados, poderá impedir a produção de arroz, cuja sementeira começa em abril, perdendo-se 30 mil toneladas daquele cereal.

A previsão foi feita à agência Lusa por José Pinto Costa, um dos maiores produtores de arroz do Baixo Mondego, que, olhando para a eventual subida dos custos de produção, acrescidos dos investimentos necessários para fazer face aos prejuízos das cheias e da depressão Kristin, admitiu a possibilidade de não avançar, este ano, para a sementeira, por poder não compensar.

“Quanto mais tarde instalarmos a cultura, menor vai ser a produção média por hectare, a perspetiva das 30 mil toneladas pode cair para as 20 mil. E já sabemos que os custos de produção vão aumentar novamente e, portanto, ponderamos seriamente se vale a pena ir para o terreno ou não”, frisou o empresário agrícola da freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz.

“Estamos a fazer as nossas contas e a ponderar seriamente se vale a pena avançar com a cultura do arroz na próxima campanha”, reafirmou José Pinto Costa.

A água acumulada nos campos agrícolas – que, em alguns locais, ultrapassa dois metros de altura – vai fazer com as culturas sejam instaladas “muito mais tarde” no terreno, antecipando “graves problemas” na campanha do arroz que começa em abril.

Para além das inundações, observou que há agricultores com armazéns danificados pela passagem da depressão Kristin, e que têm os terrenos “totalmente inundados, sem saberem daqui por quanto tempo podem entrar nas suas propriedades agrícolas”.

“E as infraestruturas de rega e de drenagem não sabemos o que acontece e em que estado estarão quando a água descer”, vincou o também presidente da Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego.

“Está um cenário futuro bastante complicado. De há dois anos para cá vimos a perder rendimento, há dois anos perdemos 25%, o ano passado voltámos a perder, e agora, com estas perspetivas, com este cenário que temos, não sabemos o que vai acontecer”, argumentou José Pinto Costa.

Do lado do milho, mas também dos produtos hortofrutícolas – as três principais culturas do Baixo Mondego - a situação é idêntica: Armindo Valente já produziu arroz, mas, de há uns anos para cá, aposta apenas no milho, planta cuja cultura se inicia em finais de março, princípios de abril.

Depois há ainda problemas na batata, cultura habitualmente instalada em finais deste mês, início de março, e cujos agricultores “estão sem saber o que fazer” e “sem condições”, face a tanta água nos campos.

Com décadas de experiência na agricultura, Armindo Valente é uma das vozes mais conhecedoras e respeitadas na planície agrícola. O também vice-presidente da associação de regantes considerou ser ainda prematuro antecipar o que sucederá face à situação de cheia que teima em não largar o Baixo Mondego, avisando, no entanto, que “se isto continuar mais uma semana ou duas, a situação leva a que não se consiga entrar em algumas zonas dos arrozais”.

“O arroz [os terrenos onde se cultiva] está praticamente todo debaixo de água. Como são os terrenos com cotas mais baixas, são os que têm neste momento mais água. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas isto pode pôr em causa a produção no Baixo Mondego e não só no arroz”, avisou.

“Está toda a gente à espera que venha o bom tempo e isto se resolva, mas a situação começa a ser preocupante para algumas culturas”, antecipou Armindo Valente.

A inundação dos campos afeta o vale central do Mondego, na margem direita do rio, mas também os vales secundários da margem esquerda, por onde correm os rios Ega, Arunca e Pranto, nos concelhos de Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz, distrito de Coimbra.

A única zona que não está totalmente coberta de água são os campos agrícolas localizados mais perto de Coimbra, embora, também aí, as preocupações cresçam.

“Aqui mais a montante, a situação poderá ser menos gravosa, mas também está a ficar tudo cheio de água”, notou João Grilo, produtor de arroz e milho, com uma propriedade de cerca de 100 hectares, localizada entre São Martinho da Árvore e São Silvestre, no concelho de Coimbra.

Por estes dias, João Grilo, que também preside à Associação de Agricultores do Vale do Mondego, vai olhando as infraestruturas adjacentes ao canal principal do Mondego - como os três descarregadores da margem direita que voltaram a lançar água para os campos.

“Temos de deixar passar isto [as cheias]. Mas já sabemos que mais custos vão existir, estamos a viver tempos muito difíceis e sem rendimento nenhum, não sabemos se vamos ter capacidade de semear ou não. O que sabemos é que vai ter de existir um antes e um depois desta situação no Baixo Mondego”, enfatizou.

Cauteloso, João Grilo, aguarda para perceber a dimensão dos prejuízos: “Só depois das águas baixarem e ficar tudo a nu, é que vamos ver”, defendeu.

Também hoje, em comunicado, a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) considerou que os prejuízos causados pelas tempestades na agricultura e floresta “foram avultados”, sendo que na horticultura, “ultrapassam o meio milhão de euros”, para além de destruição de telhados de armazéns agrícolas, de dezenas de estufas, assim como milhares de árvores e oliveiras arrancadas.

A ADACO disse ser “urgente o rápido levantamento dos prejuízos junto dos agricultores”, a simplificação dos processos administrativos e que as indemnizações e apoios cheguem aos destinatários de forma célere, defendendo apoios a fundo perdido por parte do Governo.

Lusa

Primeiro-ministro responde quarta-feira no parlamento sobre atuação do Governo

O primeiro-ministro regressa na quarta-feira ao parlamento para um debate quinzenal que deverá ficar marcado pela resposta do Governo às consequências do mau tempo que causou 15 mortes nas últimas duas semanas.

Com parte do país (68 concelhos) em situação de calamidade até domingo, Luís Montenegro responderá, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

O debate quinzenal realiza-se ainda três dias depois da eleição do novo Presidente da República, o antigo secretário-geral do PS António José Seguro, que venceu com quase 67% e 3,48 milhões de votos, quando faltam votar 20 freguesias, de oito municípios, que pediram o adiamento do sufrágio para o próximo domingo devido ao mau tempo.

O outro candidato, o presidente do Chega, André Ventura, obteve mais de 1,7 milhões de votos (cerca de 33%), o que o levou a autointitular-se no domingo “líder da direita.

Já o primeiro-ministro defendeu no domingo que “nada mudou” para a governação com esta eleição presidencial e insistiu, por várias vezes, que se abre agora um período de 3,5 anos sem eleições nacionais, referindo-se ao final previsto da legislatura, no outono de 2029.

O debate quinzenal abrirá com uma intervenção inicial de Luís Montenegro, e André Ventura – que retomará o mandato de deputado que suspendeu durante a campanha - será o primeiro a questionar o chefe do Governo, seguindo-se PS, IL, Livre, PCP, BE, PAN, JPP, antes das bancadas que suportam o Governo, CDS-PP e PSD.

Sobre a resposta ao mau tempo, o primeiro-ministro tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.

Nas duas últimas semanas, o Governo realizou dois Conselho de Ministros centrados na resposta ao mau tempo – um extraordinário, a 01 de fevereiro, onde aprovou os primeiros apoios a famílias e empresas, quer para ajuda à subsistência quer à reconstrução das habitações e fábricas destruídas, que o primeiro-ministro estimou totalizaram 2,5 mil milhões de euros.

Na quinta-feira passada, além de ter sido prolongada a situação de calamidade até ao próximo domingo, foi formalizada a isenção de portagens em alguns trechos de autoestradas das zonas afetadas pelo mau tempo e aprovado um regime jurídico excecional e transitório de simplificação administrativa e financeira destinado a viabilizar a reconstrução e reabilitação, sem controlo administrativo prévio.

A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, tem sido o alvo preferencial das críticas da oposição – com vários partidos a pedirem a sua substituição no Governo -, mas estas estenderam-se a outros membros do executivo na gestão da crise, como o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, o da Defesa Nacional, Nuno Melo, ou o da Economia e da Gestão Territorial, Manuel Castro Almeida.

O último debate quinzenal com o primeiro-ministro no parlamento realizou-se a 21 de janeiro, dominado pelo tema das presidenciais, e o próximo já está marcado para 25 deste mês.

Lusa

Regulador pede isenção de taxas nos dias sem água

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) recomendou hoje que a população dos concelhos em situação de calamidade não pague a tarifa de disponibilidade relativa aos dias em que ficou sem abastecimento de água.

Numa recomendação dirigida hoje às entidades gestoras, a ERSAR defendeu ajustes tarifários e facilidades de pagamento para minimizar os impactos, após a passagem da tempestade Kristin.

A ERSAR recomendou “a adoção de um conjunto de medidas excecionais em matéria de faturação dos serviços aos utilizadores”.

O regulador salientou que deve haver “isenção da tarifa de disponibilidade pelo valor correspondente aos dias completos em que o serviço tenha estado interrompido”.

De acordo com a ERSAR, a depressão Kristin provocou “interrupções prolongadas do serviço de abastecimento de água em várias zonas afetadas” e danos em redes prediais, originando “consumos excecionais”.

Para esses casos, o organismo propôs a isenção da tarifa de disponibilidade nos dias sem serviço, a aplicação do segundo escalão tarifário aos consumos excecionais de fevereiro e a exclusão desses consumos na faturação de saneamento e resíduos.

A ERSAR defendeu a “não consideração dos consumos excecionais (…) para faturação dos serviços de saneamento e de gestão de resíduos urbanos”.

A entidade reguladora recomendou ainda facilidades de pagamento, incluindo prazos alargados e fracionamento de valores, para evitar incumprimentos e aliviar a pressão financeira sobre famílias e empresas nos concelhos abrangidos pela declaração de calamidade.

Aviso laranja de chuva estende-se a Coimbra. São agora  sete distritos em alerta

O aviso laranja devido à previsão de chuva “persistente e por vezes forte” estende-se hoje, até às 18:00, ao distrito de Coimbra, além de Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga, informou o IPMA.

Segundo uma atualização dos avisos meteorológicos para Portugal continental, divulgada pelas 14:00, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indicou que sete distritos do Norte e Centro estão hoje, entre as 07:18 e as 18:00, sob aviso laranja (o segundo mais grave de uma escala de três) por “precipitação persistente e por vezes forte”.

Entre hoje e sexta-feira, há avisos meteorológicos para os 18 distritos de Portugal continental, a maioria devido à previsão de chuva, mas também de vento e de agitação marítima, que variam entre o amarelo (o menos grave) e o laranja, sem indicação de avisos vermelhos (o mais grave).

Sob aviso amarelo estão hoje devido à previsão de chuva, até às 18:00, os distritos de Bragança, Guarda, Santarém, Leiria e Castelo Branco, segundo o IPMA, indicando que esses avisos de precipitação se estendem até sexta-feira em Portugal continental.

Na região do Alentejo, há aviso amarelo de precipitação para Évora, entre as 18:00 de quinta-feira às 06:00 de sexta-feira, e para Portalegre, entre as 09:00 de quarta-feira e as 18:00 de quarta-feira e entre as 18:00 de quinta-feira e as 06:00 de sexta-feira.

Devido à agitação marítima, em que se prevê ondas com quatro a cinco metros, estão hoje sob aviso amarelo os distritos de Setúbal (até às 18:00 de hoje), Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra (até às 15:00 de quarta-feira), Lisboa e Leiria (até às 07:00 de sexta-feira).

Entre as 11:00 de quarta-feira e as 15:00 de quinta-feira, há avisos laranjas por agitação marítima, prevendo-se ondas com cinco a seis metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima, nos distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga.

Sob aviso amarelo de agitação marítima estarão também Faro e Beja, entre as 15:00 de quarta-feira e as 07:00 de sexta-feira, segundo as previsões meteorológicas.

Os avisos amarelos devido ao vento, com rajadas até 75 quilómetros/hora (km/h), sendo até 100 km/h nas terras altas, prevê para quarta-feira, entre as 12:00 e as 21:00, nos distritos de Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga, indicou o IPMA.

Lusa

Deco Proteste alerta que apoios dos bancos assentam em novos empréstimos

A Deco Proteste alertou hoje que as propostas financeiras criadas por vários bancos, para o apoio aos efeitos do mau tempo assentam, na sua maioria, na contratação de novos empréstimos, que podem “agravar o endividamento das famílias”.

Num comunicado, hoje divulgado, a organização explicou que, na sequência da tempestade Kristin e dos danos causados em habitações e bens essenciais, “analisou as propostas de apoio financeiro criadas por vários bancos para responder às necessidades imediatas das populações afetadas”.

A principal conclusão da entidade é que “a maioria das soluções apresentadas assenta na contratação de novos empréstimos, o que pode agravar o endividamento das famílias num momento de especial fragilidade financeira”.

De acordo com a análise da Deco Proteste, ainda que algumas instituições “apresentem condições temporariamente mais favoráveis, como isenção de comissões ou bonificação de taxas de juro por períodos limitados”, estas soluções acabam por se “traduzir em novos créditos que terão de ser reembolsados”.

Por outro lado, várias destas propostas estão “condicionadas à relação prévia com o banco”, ou seja, em muitos casos, são dirigidas apenas a clientes da própria instituição.

A Deco Proteste salientou, no entanto, “que o panorama das respostas da banca não está fechado”.

“As instituições financeiras têm vindo a acompanhar a evolução da situação no terreno, pelo que poderão surgir novas soluções que ainda não foram divulgadas publicamente nos respetivos 'sites' ou canais oficiais”, destacou.

A análise da Deco Proteste incidiu sobre as propostas divulgadas, até 05 de fevereiro, pela Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander, Novo Banco, Abanca, ActivoBank, Crédito Agrícola e Bankinter.

A organização defendeu que os consumidores “devem analisar cuidadosamente qualquer proposta de crédito, não se limitando à prestação mensal, mas avaliando o custo total do empréstimo, nomeadamente através da TAEG” (taxa que mede o custo total de um crédito para o consumidor, expressa em percentagem anual), assim como as condições após o período de bonificação inicial.

A Deco Proteste recordou que “existem medidas públicas de apoio e mecanismos como a moratória legal para crédito à habitação própria e permanente”, que podem, em algumas situações, ser “menos penalizadoras do que a contratação de novos empréstimos”.

A Deco Proteste aconselhou os consumidores a que, antes de avançar com qualquer solução de financiamento, “confirmem junto do seu banco se existem soluções específicas para a sua situação concreta, mesmo que não estejam publicitadas”.

Além disso, a entidade apelou aos consumidores para que “comparem propostas de diferentes instituições e não se limitem ao banco onde já são clientes” e analisem o custo total do crédito e não só a redução temporária da prestação.

A Deco Proteste aconselhou ainda a que “ponderem, sempre que possível, alternativas ao recurso a novo endividamento”.

Lusa

Porto de Mós vai dar geradores às freguesias para ajudar em apagões futuros

A Câmara de Porto de Mós, concelho do distrito de Leiria afetado pela depressão Kristin, vai dar um gerador a cada uma das freguesias do concelho para, na eventualidade de futuros apagões, a sede da junta ter energia.

À agência Lusa, o presidente do município, Jorge Vala, explicou que o objetivo é garantir que as “freguesias, no caso de voltar a existir uma situação como esta, uma situação de apagão, uma situação em que possa ir abaixo a energia elétrica”, o ponto de encontro das comunidades “seja a junta de freguesia”.

Jorge Vala disse que, se tal suceder de novo, as pessoas podem na junta receber informações, pedir socorro ou carregar telemóveis.

“Mas, sobretudo, ao nível da informação que, desta vez, infelizmente, na maioria das juntas de freguesia, acabou por falhar, por falta deste equipamento”, adiantou.

Segundo o autarca, é “importante acautelar um próximo evento destes”, esclarecendo que o custo total estimado dos 10 geradores é de cerca de 20 mil euros, mas reconheceu que “este não é o momento para os adquirir”.

“Vamos ter de esperar mais uma semana ou duas, uma vez que grande parte dos ‘stocks’ estão esgotados e (…) ver se os próprios mercados acabam por ficar menos agressivos como estão agora”, declarou, considerando que os preços estão “bastante inflacionados”.

Lusa

REN já removeu 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas

A REN – Redes Energéticas Nacionais já desmontou cerca de 80% dos cabos e 20% das infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, prosseguindo os trabalhos de recuperação no terreno e prevendo a reposição integral dos postes “nas próximas semanas”.

Em comunicado, a gestora das redes elétricas detalhou que as equipas que estão no terreno desde as primeiras horas - atualmente cerca de 250 trabalhadores e 50 meios pesados - estão a recolher material danificado e a avançar com a reconstrução, em linha com o plano de recuperação definido para repor, com a maior brevidade possível, infraestruturas essenciais do Sistema Elétrico Nacional (SEN).

Nas zonas afetadas, os trabalhos de reconstrução das linhas já foram iniciados, estando as equipas a realizar todos os passos necessários para a abertura de fundações e montagem de novos postes.

A REN assegura ainda já ter aprovisionado uma grande parte dos materiais necessários para estas operações.

“A reposição integral dos postes deverá ocorrer nas próximas semanas, de acordo com um plano que implicou a realocação de equipas para trabalhos considerados prioritários”, refere a empresa.

A depressão Kristin provocou a queda ou danos graves em 101 postes de muito alta tensão e deixou fora de operação 774 quilómetros de linhas da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade.

Lusa

Governo lança programa de alojamento de emergência para populações afetadas pela tempestade Kristin

O Governo, através do Turismo de Portugal, criou o programa “O turismo acolhe”, uma medida excecional de emergência destinada a assegurar alojamento temporário às populações que ficaram privadas de condições de habitabilidade nas suas residências principais, bem como aos trabalhadores de entidades públicas e associações envolvidos nas ações de reconstrução dos territórios afetados pela depressão Kristin.

O programa mobiliza entidades exploradoras de empreendimentos turísticos e de alojamento local para disponibilizarem unidades de alojamento, em regime temporário e excecional, com apoio financeiro assegurado pelo Turismo de Portugal.

O programa vigora até 28 de fevereiro de 2026, podendo ser prorrogado em função da evolução da situação.

Lista de empreendimentos aderentes: Lista de empreendimentos aderentes​

Informação e adesão das empresas: Formulário de adesão

O Turismo de Portugal assegura a gestão integral do programa, incluindo o pagamento às empresas aderentes que desejarem aceder ao apoio financeiro, e a monitorização da sua correta implementação.

Sobe para 20 número de pessoas deslocadas por deslizamento de terras Ponte da Barca

O presidente da Câmara de Ponte da Barca revelou hoje que subiu para 20 o número de pessoas que, por precaução, foram retiradas de casa após um deslizamento de terras na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas.

A derrocada “forte” destruiu parcialmente uma habitação e soterrou um veículo ligeiro, não havendo registo de “vítimas ou feridos”, disse Augusto Marinho.

Inicialmente foram retiradas sete pessoas da habitação afetada e de outra nas proximidades.

O autarca social-democrata explicou que as 20 pessoas foram retiradas por precaução, uma vez que as suas habitações estão situadas no alinhamento do deslizamento de terras.

“A situação está a ser avaliada para identificar eventuais riscos noutras habitações”, especificou.

Augusto Marinho adiantou que “as pessoas estão a ser deslocadas para a sede de uma associação local” e que “se houver necessidade de pernoitarem fora de casa, os deslocados têm alternativas, por exemplo, entre familiares”.

No local, pelas 13h30, encontravam-se 39 operacionais e 14 viaturas dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, serviço municipal de proteção civil, GNR e a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR.

Lusa

Ansião ainda só conseguiu dar resposta a 250 dos 950 pedidos de ajuda para casas afetadas. Falta mão-de-obra especializada

A Câmara de Ansião ainda só conseguiu dar resposta a 250 dos 950 pedidos registados de ajuda na reparação de casas no concelho, afirmou hoje o presidente do município, salientando que falta muita mão-de-obra especializada.

“Tivemos 950 pedidos de apoio até sábado. Conseguimos dar resposta a cerca de 250. Portanto, muita gente ou resolveu o problema com capacidade própria ou não resolveu de todo. Ainda estamos a fechar ocorrências que registámos no início da catástrofe, porque é impossível chegar a todo o lado”, disse à Lusa o presidente daquele município do distrito de Leiria, Jorge Cancelinha.

A adensar à falta de pessoal para resolver os problemas registados a 28 de janeiro, com a passagem da depressão Kristin, os trabalhos de reparação têm sido dificultados pelo mau tempo que se sente desde então, notou, vincando que “a subida aos telhados tem de ser cautelosa”.

O autarca explicou que “falta muita mão-de-obra especializada” e referiu que todos os empreiteiros locais estão recrutados, havendo também empresas de fora a operar no concelho e voluntários que se disponibilizaram a ajudar.

“Se se disponibilizassem mais pessoas, mais trabalho poderíamos fazer. Ainda há muita coisa por fazer”, notou, referindo que tem sido a iniciativa privada a assegurar “uma grande ajuda e continuada”.

A prioridade das resoluções dos problemas nos telhados é definida pelo município, procurando atender em primeiro lugar a casos mais críticos e onde há maior vulnerabilidade social, explicou.

“Há uma folha de obra que sai todos os dias e depois ao final do dia fazemos sempre um ponto de situação. Às 18:00, reunimos todos no posto de comando - todos os atores que andam no terreno - para fazermos o balanço do que foi feito, do que está bem feito, do que ficou mais ou menos bem feito e do que se pode melhorar no dia seguinte”, afirmou.

Além disso, apesar de a energia ter sido reposta em grande parte do concelho, ainda há 415 clientes há 14 dias sem luz, observou.

“Andam equipas no terreno a tentar restabelecer as ligações”, contou o autarca, afirmando que, neste momento, o problema já não é a falta de geradores, mas assegurar as ligações de baixa tensão a habitações.

Até ao final da semana, o município vai manter pontos de internet e água quente, estando agora também a ajudar no preenchimento dos pedidos de apoio na reconstrução das casas.

Para Jorge Cancelinha, a intervenção que é preciso ser feita no concelho “não é uma corrida de 100 metros”, mas antes uma maratona.

Lusa

Ponte de Louredo que liga Penacova a Vila Nova de Poiares foi encerrada ao trânsito

A ponte do Louredo, que liga o concelho de Penacova ao de Vila Nova de Poiares, foi hoje encerrada ao trânsito rodoviário, devido ao elevado caudal do Rio Mondego, indicou a Câmara Municipal de Penacova.

“O Serviço Municipal de Proteção Civil informa que a ponte de Louredo, no Rio Mondego, que liga a ER110 à EN2, foi encerrada ao trânsito devido ao elevado caudal do rio”, referiu a Câmara.

De acordo com esta autarquia do distrito de Coimbra, a decisão foi tomada em articulação com o Município de Vila Nova de Poiares, a GNR e restantes autoridades.

A ligação alternativa entre as duas margens é a Ponte de Penacova.

Lusa

Linha do Norte: circulação suspensa entre Cacia e Estarreja

No novo ponto da situação da rede ferroviária nacional, a Infraestruturas de Portugal (IP) dá conta de um novo constrangimento na Linha do Norte, com circulação suspensa entre Cacia e Estarreja.

Ao todo são seis as linhas ferroviárias que continuam a apresentar constrangimentos devido ao mau tempo que tem assolado o país nas últimas semanas.

Este era o ponto da situação às 13h00:

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Cacia e Estarreja / circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Sul: circulação suspensa entre Monte Novo e Alcácer do Sal;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Meo com 90% do serviço fixo e 93% da rede móvel nas zonas afetadas

A Meo regista 90% da população das zonas afetadas pelo mau tempo com disponibilidade de rede fixa e 93% de rede móvel, de acordo com o último balanço feito hoje pela operadora de telecomunicações.

"Na sequência da situação de calamidade provocada pela depressão Kristin, a Meo continua a desenvolver operações intensivas de recuperação das redes fixa e móvel", refere a empresa.

À data de 10 de fevereiro, "90% da população das zonas afetadas já tem disponibilidade de rede fixa e 93% de rede móvel, resultado do trabalho contínuo de restabelecimento de energia nos sites de rede móvel, reconstrução de traçados de transmissão e reinstalação de infraestruturas danificadas", acrescenta a Meo.

De acordo com a operadora, "a reposição [dos serviços] tem avançado sobretudo nas sedes de concelho e áreas onde a energia elétrica já foi restabelecida, permitindo a recuperação progressiva da rede móvel e fixa".

Quanto à reposição faseada dos serviços, a Meo disponibiliza toda a informação atualizada sobre o estado dos serviços de rede fixa e móvel nas zonas afetadas e as datas previstas de resolução diariamente em https://www.meo.pt/disponibilidade-servicos-meo.

Lusa

Marcha lenta na quinta-feira no concelho de Grândola exige obras na EN261

Moradores da aldeia de Melides, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal, promovem uma marcha lenta, na quinta-feira, para exigir a requalificação da Estrada Nacional 261 (EN261), cujo piso tem vindo a degradar-se devido ao mau tempo.

O presidente da Junta de Freguesia de Melides, Bruno Mateus, explicou hoje à agência Lusa que a estrada, há vários anos, apresenta “algumas deficiências”, cuja melhoria tem sido reivindicada junto da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), mas tem “piorado muito nos últimos meses”.

“Temos vindo sempre a reivindicar as melhorias [e] a IP apenas coloca algum alcatrão fresado [nos buracos]. Neste momento, isso já não chega, a estrada tem de ser requalificada” numa extensão superior a 30 quilómetros, estimou o autarca.

Sete pessoas deslocadas devido a deslizamento de terras em Ponte da Barca

Um deslizamento de terras na União de Freguesias de Castro, Ruivos e Grovelas, em Ponte da Barca, destruiu parcialmente uma habitação e obrigou à retirada de sete pessoas, revelou hoje a proteção civil.

Segundo fonte do Comando Sub-regional do Alto Minho, as sete pessoas a deslocar são residentes na casa afetada e numa outra nas proximidades.

A mesma fonte acrescentou que poderá aumentar o número de pessoas deslocadas uma vez que hoje estão a ocorrer várias derrocadas.

No local, as autoridades estão a avaliar a situação para a retirada de mais pessoas das suas habitações.

Lusa

23 diques vão ser verificados e intervencionados

A ministra da Energia e do Ambiente anunciou hoje que 23 diques serão intervencionados. Em Valada, no concelho do Cartaxo, junto ao rio Tejo, Maria da Graça Carvalho foi confrontada com os problemas que se verificaram no dique daquela localidade, que obrigou a uma intervenção urgente nos últimos dias. “Mas agora é preciso umas obras que deem uma estrutura para que fique resistente para novos embates”, disse, salientando que “esta intempérie tão longa foi algo inédito e portanto é muito difícil as infrastruturas resistirem”.

A ministra lembrou que está a decorrer uma vistoria às grandes barragens – com bons resultados – e que agora é necessário verificar as mais pequenas.

Maria da Graça Carvalho atravessa a inundação para chegar a Valada, no Cartaxo.
Maria da Graça Carvalho atravessa a inundação para chegar a Valada, no Cartaxo.JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Escola de Vila Nova de Poiares a funcionar mas ainda chove nas salas

A Escola Básica e Secundária Dr. Daniel de Matos, em Vila Nova de Poiares, está a funcionar, mas há alunos ainda a partilhar salas, na sequência dos danos causados pela depressão Kristin, disse esta terça-feira o presidente da Câmara.

“Temos a escola na mesma. Tenho lá trazido os homens vai fazer 15 dias e não conseguimos resolver o problema”, afirmou Nuno Neves à agência Lusa.

O estabelecimento de ensino foi uma das principais estruturas afetadas pelo mau tempo no concelho de Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra.

O autarca adiantou que estão a tentar colocar lonas para “remediar a situação, mas continua a cair água dentro das salas”.

“A escola está a funcionar. Temos algumas salas com duas turmas. Quando são do mesmo ano, conseguimos conciliar, de forma que as aulas não parem”, acrescentou.

Entre as preocupações da autarquia está a situação na Estrada Nacional (EN) 17, também conhecida como Estrada da Beira, devido à queda de barreiras.

“É o nosso principal acesso a Coimbra. Isso é uma coisa que me preocupa, porque há um deslizamento de terras, as barreiras estão a vir para estrada”, referiu.

Nunes Neves salientou também a necessidade de uma intervenção na Estrada Nacional 2, num troço entre Ronqueira e Louredo, assim que “melhore o tempo”, uma vez que há muitas árvores na encosta e “estão a cair”.

Questionado sobre os prejuízos, Nuno Neves disse que ainda não foi possível quantificar os danos, salientando que são muitos os estragos e há também dificuldade nos orçamentos.

“Há muita solicitação. As empresas estão a ser bombardeadas com pedidos, não conseguem dar resposta para os orçamentos. Tem sido duro para todos”, assinalou.

Lusa

Proteção Civil reforça apelo a cuidados redobrados. "O solo encontra-se bastante instável"

Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, reforçou o apelo para o cuidado redobrado nas possíveis situações de deslizamentos e quedas de árvores. "O solo encontra-se bastante instável, em virtude da precipitação e do acumulado de água", explicou, ao final da manhã, no ponto de situação.

Os rios Mondego, Sorraia, Tejo, Vouga e Sado continuam a ter risco significativo de inundação. Juntam-se a estes os rios Minho, Coura, Lima, o Câvado, Ave, Douro, Lis, Sousa, o Tâmega, Nabão e Guadiana, indicou o responsável. Explicou que é preciso ter cuidado noutros "ribeiros, noutras zonas que tem afluentes a estes rios".

"Não é uma situação apenas para as povoações mais ribeirinhas, mas é transversal a todas as pessoas que vivam nestas zonas", sublinhou.

Referiu que, entre o dia 1 de fevereiro e as 12h00 de hoje em Portugal continental, foram registadas 13.388 ocorrências, com mais de 46 mil operacionais no terreno, sendo a queda de árvore a ocorrência mais significativa, seguida de deslocação de massas e inundações.

Comandante nacional da Proteção Civil alertou para a possibilidade de inundações potencialmente em áreas urbanas e junto aos cursos de água, deslizamentos de terra e colapsos de muros.

Barragem em Montemor-o-Novo ultrapassa cota máxima e inicia descargas

A Barragem dos Minutos, no concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, começou hoje a efetuar descargas para o Rio Almansor, após a água armazenada ter ultrapassado a cota máxima da albufeira, divulgou a câmara municipal.

Em comunicado, o Município de Montemor-o-Novo indicou que a albufeira atingiu a cota de 264,03, ou seja, ultrapassou em três centímetros o Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

A autarquia avisou que as descargas previstas poderão causar “pequenas inundações, suscetíveis de afetar duas a três habitações”. O serviço municipal de proteção civil já notificou os habitantes de zonas potencialmente afetadas pelo aumento do caudal do Rio Almansor.

Contactado pela agência Lusa, João Mamede, responsável técnico do Aproveitamento Hidroagrícola (AH) dos Minutos, referiu que, após ter ultrapassado a cota máxima esta madrugada, a barragem começou a libertar água pelo descarregador de superfície.

“A associação de regantes está muito contente, porque já tem água para mais três ou quatro anos de rega, o que é muito importante para a economia do concelho”, congratulou-se, lembrando que a água desta albufeira é apenas para uso agrícola.

De acordo com o responsável, a Barragem dos Minutos, com capacidade para 52 milhões de metros cúbicos de água, já não atingia a cota máxima nem procedia a descargas desde 2014, ou seja, há 12 anos.

Afastando, para já, o perigo de inundações nas zonas ribeirinhas do Rio Almansor, João Mamede explicou que esta barragem não tem comportas, pelo que, quando descarrega, “não provoca um fluxo repentino de água”.

Lusa

Governo estende prazo para contribuintes afetados pagarem impostos até 30 de abril

O Governo deu mais um mês para os contribuintes dos concelhos afetados pelas tempestade Kristin cumprirem as obrigações fiscais que terminavam entre 28 de janeiro e 31 de março, estendendo o prazo até 30 de abril.

A decisão resulta de um despacho da secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, de 07 de fevereiro, publicado esta semana no Portal das Finanças.

O Governo dispensa os contribuintes “de acréscimos ou penalidades pelo atraso no cumprimento das obrigações fiscais, declarativas e de pagamento cujos prazos terminavam entre os dias 28 de janeiro e 31 de março de 2026, desde que essas obrigações sejam cumpridas até ao dia 30 de abril de 2026”, salvaguarda-se no despacho.

O prolongamento abarca quer as obrigações declarativas à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), quer a entrega dos impostos que deveriam ocorrer dentro daquele prazo.

A decisão refere-se a obrigações fiscais como a entrega de IVA, retenções de IRS e IRC, ou o pagamento do Imposto Único de Circulação.

De acordo com o despacho, a extensão “aplica-se aos contribuintes que tenham domicílio fiscal nos concelhos abrangidos pelo âmbito territorial delimitado” pelas resoluções do Conselho de ministros que emitiram declaração de calamidade em 30 de janeiro e em 01 de fevereiro.

Além de abranger os contribuintes singulares, as empresas e outras entidades coletivas localizadas nestes concelhos, a prorrogação aplica-se “aos contribuintes cujos contabilistas certificados tenham sede ou domicílio nos concelhos” afetados “e que invoquem essa situação no momento da apresentação da defesa”.

A secretária de Estado dos Assuntos Fiscais assegura que o despacho “será objeto de reavaliação em função da evolução da situação”.

Chuva dos próximos dias não deve ser encarada como episódio normal de Inverno

A precipitação é a principal preocupação nos próximos dias, segundo disse o comandante nacional da Proteção Civil o briefing desta manhã. Mário Silvestre lembrou que o IPMA está com aviso laranja para chuva, o que “numa situação nomal, seria um episódio normal de inverno”. No entanto, não é”, alertou, referindo o impacto que a chuva terá nos cursos água, já muito saturados.

Ministra Maria da Graça Carvalho diz que situação das cheias está controlada

A ministra da Energia e Ambiente, em visita a Santarém para se inteirar da situação provocada pelo mau tempo, considerou hoje que a questão relativamente a cheias está controlada. “Tivemos situações inéditas que nos poderiam ter conduzido às maiores cheias de sempre, felizmente conseguimos controlar através das descargas das barragens”, disse Maria da Graça Carvalho.

Segundo a governante, agora a principal preocupação está relacionada com o deslizamento de terras, que está a interromper a circulação em várias estradas em todo o país. “Vamos ter de olhar para os nossos financiamentos e redirecionar para as prioridades urgentes do momento”, disse.

Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.

A decisão sobre a reorientação de fundos será tomada “pelo primeiro-ministro, em conjunto com os ministros da Economia e da Coesão”, disse a governante.

Cerca de 70% do concelho de Arruda dos Vinhos continua sem água. Câmara apela à contenção

O concelho de Arruda dos Vinhos, fortemente afetado pelo mau tempo que tem afetado o país nas últimas semanas, continua com constrangimentos no fornecimento de água, com cerca de 70% do município a ser afetado, de acordo com a Câmara Municipal.

"A rede de abastecimento de água ao concelho está a ter dificuldades em repor os níveis dos reservatórios, motivo pelo qual cerca de 70% do concelho continua sem água", informa, esta terça-feira, a autarquia.

Perante este cenário, estão no terreno autotanques de diversas corporações de bombeiros "no esforço para reabastecer os reservatórios com maior brevidade possível.

Devido a estes constrangimentos, a autarquia apela à população "para que seja contida na utilização de água", de modo a que os "reservatórios consigam aumentar a sua eficácia de abastecimento".

"Os Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos irão percorrer as localidades das freguesias de Arranhó e S. Tiago dos Velhos para um abastecimento direto às populações", anuncia o município.

Caminha. Autarquia e pescadores pedem "medidas excecionais" de apoio após semanas sem rendimento

A Câmara de Caminha e as associações de pescadores pediram ao Governo “medidas excecionais para a pesca profissional após semanas sem rendimento” devido ao mau tempo e às “fragilidades estruturais das barras” da zona, revelou hoje o município.

“As entidades de Caminha defendem o reconhecimento formal da situação como calamidade climática no setor da pesca, a criação de apoios extraordinários imediatos, distintos do atual subsídio por fecho de barra, o alargamento excecional do limite anual de compensação, bem como a implementação de mecanismos de pagamento antecipado que assegurem liquidez em tempo útil”, explica a autarquia, numa nota de imprensa.

O alerta ao Governo é feito devido à “situação social e económica extremamente grave que afeta a pesca profissional no litoral norte e no Troço Internacional do Rio Minho, após várias semanas consecutivas de paragem forçada devido aos temporais”.

O pedido é feito pela Câmara Municipal de Caminha, a Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, a Junta da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho, a Associação de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora e a Associação de Profissionais de Pesca do Rio Minho e do Mar.

“Desde o início de janeiro, o encerramento recorrente das barras por razões de segurança e as condições adversas no rio Minho impediram a atividade piscatória marítima, fluvial e apeada, deixando dezenas de pescadores e mariscadores sem qualquer rendimento. Em vários casos, a paragem já ultrapassa os 30 dias consecutivos, podendo prolongar-se”, descreve.

No concelho de Caminha, “a situação é agravada pelas fragilidades estruturais das barras de Vila Praia de Âncora e de Caminha”.

Tal “faz prever que esta seja uma das últimas zonas do país a retomar a atividade, mesmo quando o tempo melhora noutras regiões”, avisa.

Os mecanismos atuais de apoio, nomeadamente o subsídio por fecho de barra, “revelam-se manifestamente insuficientes face à duração e concentração desta paragem”.

“O limite anual de 60 dias está a ser rapidamente esgotado e alguns profissionais estão a ser excluídos por dificuldades contributivas diretamente causadas pela ausência de rendimento”, explica.

Perante este cenário, as entidades de Caminha querem “a adoção de soluções estruturais de médio e longo prazo, nomeadamente a criação de um mecanismo público de resseguro para a pesca profissional, capaz de responder aos riscos climáticos crescentes que afetam o setor”.

“Os pescadores não pedem privilégios. Pedem apenas condições mínimas para sobreviver quando o mar e o rio não permitem trabalhar em segurança”, sublinham as entidades subscritoras, que manifestam total disponibilidade para colaborar com o Governo na definição de soluções urgentes.

Lusa

São Pedro do Sul. Várias estradas cortadas e balneário romano encerrado

O balneário romano de São Pedro do Sul está encerrado e várias vias do concelho encontram-se interditas ao trânsito devido ao mau tempo, que tem provocado desabamentos e inundações, avisou hoje esta autarquia do distrito de Viseu.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Câmara informou que o balneário romano, situado na margem do Rio Vouga, nas Termas de São Pedro do Sul, ficará encerrado hoje e quarta-feira, “como medida preventiva”.

As condições meteorológicas adversas têm provocado ocorrências em vários pontos do concelho. Hoje de manhã, estavam interditas a rua da Misericórdia, em Várzea, a estrada de Passos, em Carvalhais, a estrada de Penso, em Serrazes, a ponte de Pouves, em São Pedro do Sul, e a rua dos Moinhos, nas Termas.

“Poderão existir mais vias interditas, por curtos espaços de tempo, para resolução de constrangimentos à circulação”, alertou.

Segundo a autarquia, encontram-se ainda encerrados o Lenteiro do Rio, o Parque das Nogueiras, o parque de estacionamento das Termas e o Circuito Lúdico do Vouga.

A Câmara de São Pedro do Sul decidiu também adiar o desfile de carnaval infantil marcado para sexta-feira.

“As forças da Proteção Civil, em articulação com os serviços municipais, encontram-se no terreno a acompanhar a situação e a desenvolver todas as ações necessárias”, garantiu.

Lusa

Mais de 200 farmácias foram afetadas pelo mau tempo. Algumas ainda estão a funcionar com gerador e satélite

A presidente da Associação Nacional das Farmácias, Ema Paulino, afirmou ao DN que "mais de 200 farmácias" foram afetadas pelo mau tempo, "algumas com muitos estragos até em infraestruturas, mas já todas conseguiram repor o seu funcionamento". "Só há uma, numa freguesia do concelho de Leiria, que se mantém encerrada pelos estragos, mas como há outra ao pé a funcionar, o problema não é grave”.

Segundo esta responsável, na zona Centro ainda há farmácias sem eletricidade e comunicações, podendo continuar assim mais duas ou três semanas. Neste momento, só há três encerradas, uma na região de Leiria e duas em Alcácer do Sal.

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Exército com 1640 militares no terreno

Exército

Segundo informação avançada esta terça-feira, o Exército tem 1640 militares empenhados no terreno, distribuídos por 51 municípios de 12 distritos em missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica.

Estão mobilizadas 274 viaturas, 20 máquinas de engenharia e 16 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios pré-posicionados para emprego rápido, sempre que necessário.

Um comunicado do Exército indica que, no período mais recente, regista-se um incremento do emprego de Módulos de Construções em Altura de Engenharia Militar e de Reconhecimentos de Engenharia, mantendo-se as operações de contenção de caudais nas bacias hidrográficas do Tejo e do Mondego, bem como a capacidade de resposta para a evacuação de povoações isoladas e o apoio com módulos de energia e iluminação.

Desde o início da intervenção no terreno, o trabalho do Exército traduziu-se, segundo esta mesma nota, “na proteção e recuperação de habitações, com 228 lonas/telas de proteção temporária de telhados e 105 coberturas reparadas; no restabelecimento de acessos e apoio logístico, com 312 toneladas de carga transportada e 390 km de itinerários/estradas abertos; e na recuperação de condições de segurança, com 720 toneladas de escombros removidos”.

“Foram ainda disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 918 patrulhas, apoiadas 235 situações de dificuldade social e efetuadas 93 intervenções pelo módulo de apoio psicológico, bem como assegurado apoio de lavandaria, com 2.100 kg de roupa lavada”, acrescenta.

“Foram também transportadas 663 pessoas, instalados 220 metros de barreiras de contenção e utilizados 11.980 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis”, remata.

Apoios deverão chegar o "mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana", diz responsável da Estrutura de Missão

Os primeiros pagamentos dos apoios do Governo para a reconstrução deverão chegar o "mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana", disse à rádio Observador Paulo Fernandes, responsável pela Estrutura de Missão, dando conta que foram feitas cerca de duas mil candidaturas, entre a região centro e Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo (Alcácer do Sal)”, aos apoios até 10 mil euros para reconstrução de habitações afetadas pela sequência de tempestades.

Em declarações à rádio, Paulo Fernandes afirmou que Leiria, Pombal e Marinha Grande representam “o trio mais afetado, de longe, em todos os dados que temos recolhido”. Referiu, no entanto, que “a situação do dano não está estabilizada”. 

O presidente da Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país fez uma estimativa para a transferências das verbas dos apoios pedidos: “Até ao final desta semana, o mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana, creio que já haverá condições para que os primeiros pagamentos sejam efetuados”. 

Ainda na mesma entrevista, indicou que há uma subcategoria nos apoios até 10 mil euros, cujo limite é inferior, de 5 mil euros. Nestes casos, e se a informação estiver completa, a resposta poderá chegar em “três dias úteis”.

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Câmara de Vila Franca de Xira reforça conselhos à população devido à continuação de chuva moderada a intensa

Devido à previsão de continuação de chuva moderada a intensa, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Franca de Xira reforça os conselhos à população.

"As previsões meteorológicas apontam para precipitações que deverão continuar com períodos de chuva moderada a intensa, alternando com aguaceiros ao longo da semana, com um padrão instável típico desta época", indica a nota da autarquia, divulgada nas redes sociais.

As recomendações da Proteção Civil de Vila Franca de Xira:

- Evitar deslocações desnecessárias, sobretudo em períodos de chuva intensa e vento forte.

- Verificar equipamentos elétricos e iluminação, e preparar lanternas caso haja oscilações de energia.

- Reduzir velocidade em estradas molhadas e atenção especial a zonas alagadas e nas zonas ribeirinhas do rio Tejo.

- Não atravessar zonas inundadas a pé nem de carro — o nível da água pode ser maior do que parece.

- Limpar calhas e ralos, se possível, para reduzir risco de enchentes locais.

- Acompanhar os avisos oficiais do IPMA e da Proteção Civil.

NOS com 94% do serviço móvel e 92% do fixo já recuperados

A NOS já recuperou 94% do serviço móvel e 92% do serviço fixo em todas as sedes dos concelhos afetados pelo mau tempo, de acordo com o último balanço da operadora de telecomunicações.

Atualmente, "94% do serviço móvel da NOS já se encontra recuperado", acrescentou a mesma fonte.

Na rede fixa, "foi possível recuperar 92% do serviço, desde que exista fornecimento de energia elétrica nas habitações ou instalações", prosseguiu.

Os trabalhos de reposição "continuam em curso e decorrem de forma progressiva, mantendo-se condicionados por fatores externos tais como falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas", referiu a NOS.

Desde o primeiro momento, "as equipas da NOS estão no terreno 24 horas por dia, 7 dias por semana, em estreita articulação com a Proteção Civil e as forças de segurança".

Segundo a NOS, "mantêm-se ativas medidas de contingência, incluindo a instalação de geradores, a mobilização de unidades móveis provisórias e a disponibilização de conectividade por satélite, com prioridade absoluta à garantia das comunicações que suportam os serviços críticos e as operações de emergência".

Lusa

Ministra do Ambiente e Energia está hoje em Santarém, Cartaxo e Azambuja  

A ministra do Ambiente e Energia está esta terça-feira em algumas das regiões afetadas pelo mau tempo, mais concretamente na zona do Ribatejo.

Pelas 10h00, Maria da Graça Carvalho tem um encontro agendado na Câmara Municipal de Santarém, deslocando-se depois ao Cartaxo para acompanhar a situação do caudal do rio Tejo, assim como os impactos das cheias no concelho, com passagens por Valada e pelo Bairro dos Pescadores (Vale da Pedra).

A governante segue depois para Azambuja, onde irá inteirar-se da situação hidrológica no município e avaliar as infraestruturas de retenção de água.

Ao início da tarde, pelas 14h30, irá estar no quartel dos Bombeiros Voluntários de Alcoentre.

A ministra irá também visitar à barragem/charca da Retorta, na Herdade da Torre Bela, que já levou ao encerramento de uma escola e de um centro de saúde em Manique do Intendente.

Na sexta-feira, o município de Azambuja informou, em comunicado, que “devido às condições meteorológicas adversas que se têm verificado no concelho", existia "risco de rutura da Barragem da Retorta”.

No ponto de situação de domingo, às 12h30, divulgado no site da câmara, a Barragem da Retorta continuava a ser "monitorizada de perto" e, naquele momento, encontrava-se "estável".

Linha do Norte. Circulação de comboios suspensa via ascendente entre Santana Cartaxo e Santarém

Devido às condições meteorológicas adversas, a circulação de comboios continua a registar "alguns condicionamentos em linhas da rede nacional".

No último ponto da situação, a Infraestruturas de Portugal indica novos constrangimentos na Linha do Norte, dando conta que a circulação de comboios está suspensa via ascendente entre Santana Cartaxo e Santarém.

Era este o ponto da situação às 08h00:

-Linha do Norte: circulação suspensa na via ascendente entre Santana Cartaxo e Santarém / circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;

- Linha do Sul: circulação suspensa entre Monte Novo e Alcácer do Sal;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Um total de 35 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 08h00. Só em Leiria são 26 mil 

Um total de 35 mil clientes da E-Redes, em Portugal continental, continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, desde 28 de janeiro, informou esta terça-feira a empresa.

Num balanço feito às 08:00, a empresa indicou que “tinha por alimentar 41 mil clientes, sendo que nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 35 mil clientes”.

Leiria é o distrito mais afetado com 26 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com seis mil clientes, Castelo Branco com dois mil e Coimbra mil.

No anterior balanço realizado pela empresa, na segunda-feira, o número de clientes afetados era de 45 mil clientes no continente e estavam por alimentar cerca de 37 mil clientes na zona da depressão Kristin.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

Lusa

Caudal do Douro está estável mas água deve inundar margens esta semana

A situação no rio Douro “está equilibrada”, mas estima-se que a água volte à margem esta semana, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, elogiando a ativação dos Planos Municipais de Emergência do Porto e de Gaia.

Num ponto de situação à Lusa, cerca das 07:30, Pedro Cervaens referiu que o rio, que chegou a inundar as zonas de Miragaia e Ribeira, o Porto, e Afurada, em Vila Nova de Gaia, na última sexta-feira, tem-se mostrado “estável” com “situação equilibrada” e uma cota “não muito elevada”, mas “sempre a exigir “muita atenção”.

“Acredito que se mantiver a chuva como está agora durante o dia vai subir. Temos um fenómeno neste momento, as águas mortas. Ou seja, as marés atualmente são marés baixas. Comparativamente com a semana passada, temos uma diferença de mais de um metro de altura, portanto esta semana temos uma almofada para o mesmo caudal. Isto não quer dizer que a água não atinja [a margem]. Acredito que pelo menos Miragaia possa ser atingida por água”, resumiu.

O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.

Também Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.

“Vários municípios implementaram o Plano Municipal de Emergência o que é bom porque facilita a articulação entre as várias entidades. Era algo que já estava a acontecer, mas isso formaliza e obriga naturalmente as pessoas a cumprirem com os procedimentos que cada plano tem”, referiu hoje o comandante adjunto da Capitania do Douro.

O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a ativar o alerta vermelho para risco de cheias.

Lusa

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Seis distritos do Norte e Centro estão hoje sob aviso laranja

Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar durante o esta terça-feira, 10 de fevereiro, em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Este aviso é válido entre as 06:00 e as 18:00 e estes distritos entram em aviso amarelo a partir das 00:00 de terça-feira.

Durante o mesmo período (06:00 e 18:00) Bragança, Guarda, Setúbal, Santarém, Leiria (a partir das 03:00 de terça-feira), Castelo Branco e Coimbra (a partir das 03:00 de terça-feira) estarão sob aviso amarelo, de acordo com o mais recente comunicado do IPMA.

Na quarta-feira, até às 18:00, Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga estão sob aviso amarelo de chuva.

Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 15:00 de quarta-feira e as 15:00 de quinta-feira sob aviso laranja de agitação marítima, por "ondas de noroeste com 5 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima". Estes distritos passam a aviso amarelo até às 19:00 de quinta-feira.

Em aviso amarelo de agitação marítima vão estar Beja, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro, até às 19:00 de quinta-feira.

Já Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga vão estar sob aviso amarelo de vento desde as 12:00 de quarta-feira e as 21:00 de quinta-feira, segundo o IPMA.

A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.

A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

As recomendações da Proteção Civil

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.

Na estrada, as autoridades recomendam a adoção de "uma condução defensiva", com redução da velocidade e "especial atenção à formação de lençóis de água", e que se evite estacionar o carro em zonas que habitualmente inundam.

Segundo a mesma nota, a Agência Portuguesa do Ambiente antevê também uma "situação hidrológica potencialmente perigosa" nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado e o seguimento da evolução da situação nas bacias dos rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Lusa

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre os efeitos do mau tempo

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre os efeitos do mau tempo, que não tem dado tréguas em Portugal, com várias regiões a tentar recuperar do rasto de destruição, causado por várias depressões meteorológicas.

Para esta terça-feira, seis distritos do Norte e Centro do país estão sob aviso laranja devido à "persistente e por vezes forte", adiantou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). 

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.

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