Apoios à reconstrução de casas de até cinco mil euros pagos em três dias úteis
Reinaldo Rodrigues

Apoios à reconstrução de casas de até cinco mil euros pagos em três dias úteis

No acesso aos apoios até ao montante de cinco mil euros é dispensada vistoria ao local, podendo a estimativa basear-se em registo fotográfico ou de vídeo apresentado pelo requerente.
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Os apoios financeiros a atribuir para reparar os estragos causados pelo mau tempo serão atribuídos no prazo máximo de três dias úteis nas operações até 5000 euros, que dispensam vistoria, e em até 15 dias úteis nos restantes.

De acordo com a portaria n.º 63-A/2026/1 - publicada na segunda-feira, 9 de fevereiro, em suplemento do Diário da República e que regulamenta em matéria de habitação própria permanente a resolução do Conselho de Ministros que fixa os apoios a atribuir na sequência da declaração da situação de calamidade - estes serão transferidos para o IBAN indicado pelo requerente, a título de adiantamento ou de reembolso de despesas, contando-se os prazos desde a data de receção da candidatura completa.

Caso o apoio seja atribuído antes da indemnização decorrente de contrato de seguro, quando exista, o requerente deve reembolsar o valor da diferença entre o valor do apoio e o valor da indemnização, no prazo máximo de 15 dias a contar da data em que receber a indemnização.

Nos termos do diploma, são elegíveis as despesas com obras e intervenções necessárias à reparação, reabilitação ou reconstrução de habitação própria e permanente, sendo o seu valor determinado com base em estimativa elaborada sob a responsabilidade técnica dos serviços municipais ou de outra entidade contratada para o efeito.

O apoio para cada operação é de 100% da despesa elegível remanescente após dedução de indemnizações de seguro e outros apoios, caso existam, com o limite global de 10.000 euros por fogo habitacional.

Até ao montante de 5000 euros é dispensada vistoria ao local, podendo a estimativa basear-se em registo fotográfico ou de vídeo apresentado pelo requerente.

A regulamentação agora publicada determinada ainda que a CCDR territorialmente competente valida, a título sucessivo, a estimativa apresentada, podendo para o efeito escolher uma amostra de candidaturas apresentadas ou solicitar as avaliações produzidas pelos serviços municipais ou por entidade contratada.

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Também estabelecido é que os serviços municipais podem solicitar a articulação com as juntas de freguesia e a CCDR territorialmente competente de forma a assegurar o bom andamento dos processos de atribuição dos apoios.

O pedido de apoio é formalizado eletronicamente através de um formulário próprio, disponibilizado na plataforma eletrónica anunciada nos sítios eletrónicos do Governo e da CCDR territorialmente competente.

Caso tal não seja possível, é também possível apresentar a candidatura fisicamente, preenchendo o formulário próprio disponível nas câmaras municipais e nas juntas de freguesia, que deve ser posteriormente submetido por via eletrónica à CCDR , utilizando a plataforma.

Podem beneficiar dos apoios os titulares de habitação própria e permanente ou arrendatários com contrato de arrendamento devidamente formalizado que tenham a situação tributária regularizada.

Assinada pelos ministros da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a portaria agora publicada entra em vigor esta terça-feira e produz efeitos desde 28 de janeiro passado.

Primeiros pagamentos deverão chegar o "mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana", diz responsável da Estrutura de Missão

Os primeiros pagamentos dos apoios do Governo para a reconstrução deverão chegar o "mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana", disse à rádio Observador Paulo Fernandes, responsável pela Estrutura de Missão, dando conta que foram feitas cerca de duas mil candidaturas, entre a região centro e Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo (Alcácer do Sal)”, aos apoios até 10 mil euros para reconstrução de habitações afetadas pela sequência de tempestades.

Em declarações à rádio, Paulo Fernandes afirmou que Leiria, Pombal e Marinha Grande representam “o trio mais afetado, de longe, em todos os dados que temos recolhido”. Referiu, no entanto, que “a situação do dano não está estabilizada”. 

O presidente da Estrutura de Missão para a reconstrução da região centro do país fez uma estimativa para as transferências das verbas dos apoios pedidos: “Até ao final desta semana, o mais tardar segunda ou terça-feira da próxima semana, creio que já haverá condições para que os primeiros pagamentos sejam efetuados”. 

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Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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