A Junta (governo regional) da Estremadura espanhola alargou o nível 1 do Plano Especial de Proteção Civil para o Risco de Inundações a toda a região, devido à libertação de água das albufeiras e condições hidrológicas e meteorológicas previstas.Também o nível 0 do Plano Territorial de Proteção Civil da Comunidade Autónoma da Estremadura se mantém ativado em toda a região.Este é o plano diretor para a gestão de todas as emergências na região, segundo o comunicado do governo regional citado pela agência Efe.Para esta quinta-feira, foram ativados alertas laranja para chuva no norte da província de Cáceres, com precipitação que poderá atingir os 80 litros por metro quadrado em 24 horas, bem como alertas amarelos para vento e chuva no resto da região, com precipitação que poderá atingir os 40 litros por metro quadrado em 12 horas e rajadas de vento até 80 quilómetros por hora.A gestão do plano de cheias insta os cidadãos a manterem-se informados através dos canais oficiais e a seguirem as recomendações das autoridades para garantir a sua segurança.Entre as medidas preventivas estão conduzir nas estradas com a máxima cautela, prestando especial atenção a possíveis deslizamentos de terras, e não viajar a menos que seja absolutamente necessário ou não atravessar estradas ou esgotos inundados e não estacionar em leitos de rios secos ou nas margens de rios e ribeiros.Nas habitações, os cidadãos são instados manter limpos os ralos, sarjetas e sistemas de drenagem de águas.Os recursos do governo regional da Estremadura, que faz fronteira com Portugal, bem como os de outras administrações, continuam a trabalhar para minimizar o impacto desta emergência na população, nos seus bens e no ambiente.Entre as 00:00 e 19:45 de hoje (18:45 em Lisboa), o serviço de urgência atendeu 1.341 chamadas e 291 ocorrências, 42 das quais diretamente relacionadas com o mau tempo.Além disso, as aulas foram suspensas e as escolas encerradas para quinta-feira nos distritos de Coria, Sierra de Gata, Plasencia e arredores, Hurdes, Valle del Ambroz, Tierras de Granadilla - Trasierra, Valle del Jerte e La Vera, devido à tempestade com chuva e vento que afeta o norte da província de Cáceres.Lusa.O candidato presidencial António José Seguro considerou hoje que o Estado "tem de ser mais eficiente" nos apoios dados às pessoas após a tempestade Kristin, pois se não acode "quando elas mais precisam", passam "a não confiar na democracia"."O Estado tem que ser mais eficiente. Porque se o Estado não acudir às pessoas quando elas mais precisam, as pessoas passam a não confiar no Estado e passam a não confiar na democracia", disse hoje António José Seguro num jantar com apoiantes na Guia, em Albufeira (distrito de Faro).O candidato discursava acerca da tempestade Kristin, chamando a atenção "das autoridades públicas e do Governo que é preciso cuidar rapidamente das famílias e das empresas", considerando que os apoios do Governo "vão na boa direção", mas "é preciso que cheguem às pessoas quando elas mais precisam"."É preciso que cheguem às empresas para que se continue a laborar, a trabalhar, a não perder encomendas e a conseguir com isso pagar salários", insistiu Seguro, que num almoço em Castro Verde (distrito de Beja) já tinha admitido receio de que a burocracia e a inoperância do Estado atrasem a chegada dos apoios às pessoas e empresas afetadas."Eu temo que a tradicional burocracia, alguma inoperância de estruturas do Estado dificultem ou façam com que haja atrasos na chegada desses apoios às pessoas. E é neste momento que as pessoas precisam desse apoio e precisam dessa urgência. Não é depois", vincou o candidato.No Algarve, o candidato voltou ainda a posicionar-se como leal à atual Constituição, que "representa e expressa a visão de um país que quer progredir e que não deixa ninguém para trás", sendo "por isso que o Estado Social é importante para garantir saúde para todos, educação para todos, proteção social para todos"."E este acervo que nós temos não é o acervo de um partido. Não é o acervo de dois partidos, não é o acervo apenas dos partidos que governaram o nosso país, é o acervo das portuguesas e dos portugueses que entendem que apesar das dificuldades e dos problemas, é por aqui que devemos prosseguir, é por aqui que devemos continuar", defendeu.Para António José Seguro "não é por terem corrido mal algumas destas políticas" que se deve "desistir da democracia"."Pelo contrário, isso dá-nos mais força para continuar", garantiu.Lusa.O serviço na Linha do Norte (longo curso) está suspenso desde as 20:00 de hoje devido a inundações na estação de Alfarelos, situação que afeta também a Linha da Beira Alta e o Ramal de Alfarelos, adiantou a CP.A suspensão deve-se a inundações na estação de Alfarelos, concelho de Soure, distrito de Coimbra.A CP - Comboios de Portugal indicou também, na atualização das 19:30, que os serviços urbanos de Coimbra serão suspensos e os regionais entre Entroncamento e Coimbra B só circularão entre Entroncamento e Soure.Continua ainda suspensa a circulação ferroviária na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e na Linha do Sul, com a circulação suspensa entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.Lusa. Pelo menos 35 pessoas tiveram de ser retiradas de casa no concelho de Almada, entre as quais 22 idosos de um lar, devido a deslizamentos de terra ou galgamento costeiro, disse hoje a presidente da autarquia.Em conferência de imprensa, a presidente da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que os deslizamentos de terra nas arribas são uma das grandes preocupações.“Estamos com problemas, como viram, de deslizamento de terras, que é a nossa grande preocupação, porque está tudo muito encharcado”, disse Inês de Medeiros.Na zona da Costa da Caparica, explicou, São João e Santo António são as zonas onde têm ocorrido os maiores deslizamentos de terra, “sem danos de maior”, tendo as pessoas sido convidadas a sair.“Felizmente, muitas destas casas são segundas habitações, portanto, à partida, muita gente não estava cá, mas houve, de facto, pessoas que foram retiradas, embora não precisassem de serem realojadas pela Câmara”, disse.Inês de Medeiros adiantou que numa outra zona, na Azinhaga dos Formozinhos, foram retiradas quatro famílias, tendo duas delas sido realojadas pela autarquia.Na zona do Segundo Torrão, acrescentou a autarca, devido ao galgamento costeiro, tiveram de ser retiradas duas famílias com cerca de 10 pessoas e, na Cova do Vapor, as vias de acesso foram cortadas, estando no local equipas de vigilância.Os 22 idosos que tiveram de ser retirados de um lar na Charneca da Caparica, depois de um muro de um lote adjacente ter desabado sobre o edifício, foram alojados num outro lar em Setúbal.Além destes casos, a presidente fez também referência à queda de parte do muro do Seminário de Almada, na noite de terça-feira, que danificou viaturas, e ao abatimento de parte da zona do cais do Ginjal que não tinha sido requalificada.Para a autarca, o abatimento de terras na zona do Ginjal registado hoje “prova bem a urgência” da intervenção realizada na zona.“Ainda bem que o fizemos, porque senão a situação poderia ser muito mais complicada”, disse.Lusa.A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que 95% das pessoas que ficaram sem energia deverão estar ligadas no sábado, 98% no dia 14 e os restantes no final do mês.Em declarações aos jornalistas após uma reunião sobre a gestão de cheias na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Amadora, Maria da Graça Carvalho disse que o Governo pediu à E-Redes um calendário de reposição da energia, na sequência do corte generalizado em várias regiões do centro do país devido à depressão Kristin, da semana passada.Segundo a empresa na tarde de hoje havia ainda 76.000 clientes sem energia.A ministra disse que os últimos dois por cento de reposição de energia são os mais difíceis, mas que a E-Redes disse que vai fazer tudo para estarem resolvidos até ao final do mês.Maria da Graça Carvalho afirmou que cinco dias após a passagem da depressão, na semana passada, 80% das pessoas tinha acesso à rede e destacou a complexidade de restabelecer a eletricidade.“Ficámos com o sistema elétrico nacional naquela zona afetada completamente destruído. Aquele sistema em condições normais demoraria muitos meses a ser construído”, disse a ministra, recordando que ficaram destruídos quase mil postos elétricos.A reposição do serviço, muito específico, destacou também, tem de ser feito por pessoas credenciadas, estando mesmo assim mais de 2.000 pessoas a trabalhar, com o apoio de profissionais que chegaram da Madeira, de Espanha, de França e, a partir de quinta-feira, da Irlanda.Questionada sobre os geradores disponibilizados a ministra explicou que estão ligados 318 e há 500 mobilizados, alguns que chegaram de Espanha.Maria da Graça Carvalho justificou com questões logísticas a maior demora em ligar os geradores e disse que de todas as freguesias afetadas só 20 não tinham gerador.Na quinta-feira ou no sábado todas as freguesias da zona afetada terão gerador, disse a ministra, citando a E-Redes.Disse que é impossível reconstruir uma rede elétrica em pouco tempo e recordou que os postos não só caíram como se partiram e ficaram retorcidos.Recordou ainda que na zona afetada há muita população dispersa e isolada, com estradas obstruídas nos primeiros momentos.Lusa.Danos nas coberturas, em pavimentos e instalações elétricas, inundações e derrocadas são as consequências mais recorrentes da tempestade Kristin em monumentos e museus de perto de 20 concelhos do país, revelou hoje à agência Lusa fonte do Ministério da Cultura.A "destruição total" da Charolinha da Mata dos Sete Montes, junto ao Convento de Cristo, em Tomar, e de complexos arqueológicos do Forte Novo, em Loulé, estão entre os casos mais severos dos 45 sinalizados em museus, monumentos, sítios ou igrejas nos concelhos de Aveiro, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Estremoz, Figueira da Foz, Leiria, Lisboa, Loulé, Montalvão, Nisa, Penela, Pombal, Santa Comba Dão, Tomar, Torres Novas, Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.Os dados estão incluídos no balanço do impacto do temporal que afetou o país, realizado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, com base em relatórios provisórios do Património Cultural – Instituto Público (PC-IP) e da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP), que mantêm equipas no terreno para manterem atualizado o levantamento de danos provocados pela tempestade e pela precipitação que desde então se seguiu.As obras de recuperação deverão exigir um investimento de cerca de 20 milhões de euros, segundo a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em declarações feitas na terça-feira, durante uma visita a zonas afetadas da Região Centro.De acordo com o relatório da MMP sobre o impacto da tempestade Kristin, monumentos como o Mosteiro da Batalha e o Mosteiro de Alcobaça, ambos Património Mundial da Humanidade, vão necessitar de obras de recuperação de coberturas, reparação e restauro de cantarias danificadas, verificação de instalações elétricas e inclusão de gerador de emergência, corte e remoção de árvores e limpeza geral.Em Alcobaça é também necessário o restauro de um vitral. O mesmo acontece com o Convento de Cristo, em Tomar – outro monumento classificado como Património Mundial –, que terá de ser alvo da reparação e restauro de pináculos e gárgulas, assim de coberturas com substituição de telhas e verificação de rufos.Com a mesma classificação patrimonial, o Palácio Nacional de Mafra necessita da reparação de coberturas, substituição de vãos cujas madeiras não resistiram ao mau tempo, reparação de redes de tubagens pluviais e de descarga e dos pavimentos em madeira.O Museu Nacional de Conímbriga apresenta uma das mais extensas listas de intervenções necessárias, entre a remoção do telhado de fibrocimento (amianto), quebrado pela queda de uma árvore, a demolição da infraestrutura da Oficina de Mosaicos (cujo conteúdo será removido e preservado em tenda industrial) e sua construção; a reparação da cobertura da Casa dos Repuxos, de contentores de ruínas e o restauro de coberturas de zonas escavadas que ficaram inundadas, além da reparação de exteriores, do piso de estacionamento e do corte de árvores.O Museu Nacional Machado Castro, em Coimbra, necessita de revisão e fixação mecânica de todas as chapas da forra do imóvel, substituição de vidros partidos de claraboias, a par da reparação de coberturas. O Museu de Cerâmica - Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, também precisa de coberturas, do abate, corte e limpeza de árvores caídas e do seu transporte.Quanto ao relatório provisório de danos da tempestade Kristin, realizado pelo Património Cultural, inclui, em Coimbra, a Sé Nova, com danos nas coberturas, a Sé Velha, no lanternim e nas coberturas, assim como a Igreja de São Bartolomeu, a Igreja de Santa Justa, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, o Jardim Botânico e o Museu da Ciência, da Universidade, além do Colégio das Artes, que apresenta “inundações profundas”.Em Pombal, a Igreja Nova de Vermoil sofreu “danos severos”, a Igreja Velha de Vermoil, “danos críticos”, a sede da Sociedade Filarmónica Vermoilense, “danos graves”, e também ficaram danificadas as igrejas da Guia e de Santo Amaro.Em Tomar, a Charolinha da Mata dos Sete Montes exige reconstrução total. Na terça-feira, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, revelou que partes do monumento caíram à água sendo necessária a drenagem para recuperação das peças, estimando-se um ano de obras e um investimento de pelo menos 750 mil euros. No concelho foram ainda afetadas as igrejas de Além da Ribeira, Alviobeira e de Casais.O Forte Novo, em Loulé, teve destruição de complexos arqueológicos, enquanto a Igreja Paroquial de Óvoa, em Santa Comba Dão, sofreu “danos estruturais severos”, indica ainda o relatório provisório do Património Cultural.Entre o património afetado encontram-se ainda a Igreja da Misericórdia de Aveiro, a Igreja Paroquial do Sebal Grande e as vilas romanas do Rabaçal e de São Simão, em Condeixa-a-Nova; as Muralhas do Castelo de Estremoz, onde se verificou a derrocada de pano de muralha; o Castelo de São Jorge, em Lisboa, pela queda de árvores; a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios de Montalvão, a Igreja de Nossa Senhora da Graça de Nisa, o Convento de Santo António e a Igreja de São Miguel, em Penela, assim como a Igreja Matriz de Assentiz, em Torres Novas. Ficaram também danificadas igrejas de Ansião, Alvaiázere e Ferreira do Zêzere.Na Figueira da Foz, estão sinalizados o Paço de Maiorca, a Casa do Paço, a Igreja Paroquial de Brenha, o Mosteiro de Seiça e a Capela da Leirosa, na Marinha das Ondas.Em Leiria, além do Castelo, onde houve derrocada de panos e destruição de elementos pétreos, estão também sinalizados o Solar dos Viscondes e as igrejas de Azoia, Barosa, São Francisco, de Pousos e do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.Em termos de acesso público, na esfera da MMP, devido aos efeitos do mau tempo, continuam encerrados o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo e o Museu de Conímbriga, além do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, porque se situa dentro do Parque D. Carlos I, que a autarquia encerrou ao público.No âmbito do Património Cultural, todos os equipamentos afetos estão abertos, à exceção do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha que já se encontrava encerrado por causa das obras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), indicou fonte oficial.Lusa.Marinha e Autoridade Marítima Nacional (AMN) estão empenhadas no apoio à população com cerca de 410 militares e militarizados, 42 viaturas, 39 botes, quatro geradores e 17 drones no terreno e ainda um helicóptero em prontidão.As duas entidades "continuam a aumentar, de forma gradual e de acordo com a avaliação efetuada junto das autarquias, o pessoal e meios no local", com maior incidência na zona Centro, a região mais afetada pela passagem da depressão Kristin, indica uma nota enviada às redações.Além da remoção de seis toneladas de destroços de árvores junto de escolas e estradas e de cerca de 66 toneladas de destroços do rio Lis, em Leiria, foram desobstruídos aproximadamente dez quilómetros de estrada.. Também foram esta quarta-feira "projetados para a Marinha Grande dois pelotões de Fuzileiros, para apoio geral à população, desobstrução de vias e reparação de telhados, bem como uma equipa para apoio técnico na área elétrica".. Paralelamente, na "zona de Alcácer do Sal, os elementos da Direção de Combate à Poluição do Mar (DCPM), da AMN, continuam a reforçar a capacidade de esgoto de água das áreas inundadas, tendo, até ao momento, esgotado mais de 2000 metros cúbicos de água".Face à previsão meteorológica de chuva intensa na próxima madrugada, encontram-se 39 botes prontos e posicionados para apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias: oito nos rios Vouga e Douro, em Ovar; quatro no rio Lis, em Leiria; oito no Mondego, em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure; oito no Tejo, em Tancos; cinco no Sorraia, em Coruche, dois no Sado, em Alcácer do Sal; e quatro prontos para atuar no rio Tejo..A autoestrada A24, que está cortada desde sábado na zona do concelho de Lamego, distrito de Viseu, vai reabrir parcialmente às 22:00 de hoje, na sequência de uma avaliação técnica, anunciou a autarquia.A Câmara de Lamego informou que será reaberta “uma via da A24, permitindo a circulação nos dois sentidos, em regime de basculamento”.“A circulação faz-se de forma condicionada, estando implementadas todas as medidas de segurança necessárias, devido à continuação dos trabalhos e à instabilidade do talude”, garantiu.A iminência de “uma derrocada de grandes dimensões” levou no sábado ao encerramento da A24 nos dois sentidos, entre os nós de Valdigem e Lamego.“Esta é a única decisão possível, face à evidência do risco sério e iminente de novos deslizamentos, com possibilidade de projeção de terra e pedra para as vias de circulação e a eventual rutura da plataforma da A24”, justificou, na altura, a Câmara de Lamego.Inicialmente, esta via já tinha sido cortada no sentido Norte-Sul, por precaução. No entanto, “após uma vistoria técnica aos taludes da A24 e na iminência de uma derrocada de grandes dimensões”, as autoridades decidiram avançar com o seu encerramento total.Entretanto, foram realizados trabalhos de remoção do material instável do talude da autoestrada, de forma a “eliminar o risco de queda de pedras para a via”, o que permitiu a sua reabertura parcial.A Câmara de Lamego assegurou que se mantém “a monitorização permanente da situação, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil e as Forças de Segurança, podendo ser adotadas novas medidas caso se justifique”.A autarquia apelou “ao cumprimento da sinalização temporária, à redução da velocidade e à máxima prudência por parte dos condutores”.Lusa.A depressão Leonardo vai atravessar o continente esta noite e na madrugada, com chuva persistente e por vezes forte, passando a aguaceiros na manhã de quinta-feira, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada, anunciou hoje o IPMA.Em comunicado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) avançou que a depressão Leonardo, nome atribuído pela delegação regional dos Açores do instituto português, se encontrará “inserida numa vasta região depressionária onde irão formar-se vários núcleos nos próximos dias”.O sistema vai atravessar o continente, com chuva persistente e por vezes forte, até meio da manhã de quinta-feira, prevendo-se “queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, baixando gradualmente a cota para 900 metros” na sexta-feira, “com acumulação nas serras do Norte e Centro”.O vento irá intensificar-se, a partir da noite de hoje para quinta-feira, “com rajadas até 90 km/h, sendo até 110 km/h nas terras altas”, diminuindo de intensidade a partir do final de quinta-feira à tarde e prevendo-se “nova intensificação do vento” a partir da manhã de sábado, em particular na região Sul, adiantou o IPMA.Lusa.Pelo menos 53 pessoas ficaram desalojadas e outras 132 foram retiradas preventivamente das suas casas desde 27 de janeiro, devido ao mau tempo, anunciou hoje a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).Os números dizem respeito à passagem da depressão Kristin e da depressão Leonardo.Em conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, confirmou ainda a morte de um homem de 60 anos em Serpa, no distrito de Beja, cuja viatura foi arrastada pelas águas.Esta morte tinha sido anteriormente avançada por fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, referindo que a vítima tinha cerca de 70 anos..A REN – Redes Energéticas Nacionais mobilizou cerca de 250 trabalhadores e 50 meios de pesados para recuperar as infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, mas reiterou que a reposição total dos postes pode demorar algumas semanas, adiantou, em comunicado.A REN tem “em curso uma operação de larga escala para recuperar as infraestruturas danificadas pela depressão Kristin, mobilizando cerca de 250 trabalhadores e 50 meios pesados em todas as frentes de intervenção”, destacou.Assim, no âmbito de plano de recuperação estabelecido, indicou, “foram definidas prioridades que incluem os trabalhos necessários para recolocar, em primeiro lugar, novamente em serviço infraestruturas essenciais para o normal funcionamento do Sistema Elétrico Nacional (SEN)”.De acordo com a REN, “no âmbito dos trabalhos em desenvolvimento, todos os cabos que se encontravam sobre habitações já foram retirados”, tendo ainda sido “instaladas proteções adicionais sobre linhas da E-Redes e da Refer que, pela sua importância operacional, não podem ser desligadas”.Segundo a empresa, “apesar da extensão dos danos, as operações preventivas realizadas antes da chegada da depressão permitiram assegurar a normalidade do abastecimento do SEN”, apontando que “não ocorreram interrupções atribuíveis às infraestruturas operadas pela REN, com exceção de cortes de âmbito local na zona da subestação do Zêzere, parcialmente destruída”.De acordo com a REN, as várias áreas da empresa “estão desde as primeiras horas totalmente empenhadas na total recuperação de todas as infraestruturas afetadas, em articulação com a E-Redes, Rede Elétrica de Espanha, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil” e demais autoridades.A empresa disse que “a reposição total dos postes só deverá acontecer dentro de algumas semanas, de acordo com um plano já traçado que implicou a realocação de todas as equipas disponíveis para os trabalhos agora considerados prioritários”.A REN disse que a depressão Kristin afetou, “entre torres derrubadas ou seriamente danificadas, um total de 101 postes de muito alta tensão e deixou fora de operação 774 quilómetros de linhas da Rede Nacional de Transporte de Eletricidade”.Lusa.A ministra do Ambiente e Energia disse hoje num balanço sobre a situação dos rios no país que um dos casos preocupantes é o rio Mondego, mas que está “tudo preparado” para o caso de cheias.Em declarações aos jornalistas após uma reunião sobre a gestão de cheias na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em Lisboa, Maria da Graça Carvalho disse que o Mondego é sempre um rio preocupante, mas já houve uma preparação, reuniões com os autarcas, e “quando chegar o momento crítico”, se acontecer, as pessoas serão retiradas.“Está tudo preparado, sabe-se quem sai, para onde vai, as Forças Armadas estão na região de Coimbra, porque não é só Coimbra, é Montemor-o-Velho, é Soure, pode ser um pouco da Figueira da Foz, e está tudo preparado para reagir a essa eventualidade”, afirmou.A ministra destacou que a APA começou há três semanas a fazer descargas controladas, para ter encaixe nas barragens, referiu que a situação é “monitorizada minuto a minuto”, e afirmou-se preocupada com a situação que vem de Espanha, porque na Andaluzia já foi declarado o estado de emergência.“Temos feito grande articulação com Espanha, já falei com a senhora ministra espanhola e com o presidente da Andaluzia e há coordenação”, afirmou.Maria da Graça Carvalho adiantou que é preocupante também a situação em Alcácer. No rio Arade, no Algarve, a situação está controlada e há uma “monitorização muito cuidada” em outros rios como o Vouga, Vez ou Homem.A ministra apelou à população para seguir as orientações da proteção civil e tomar atenção aos alertas, afirmando que Portugal está cada vez mais exposto a eventos como os que têm afetado o continente nos últimos dias.Lusa.Ismael Santos e a família vivem “com o coração nas mãos sempre que chove”, devido às cheias recorrentes na zona da lezíria do Tejo, onde hoje as águas voltaram a inundar estradas e a isolar aldeias do distrito de Santarém.A viver há 26 anos numa espécie de casa abarracada na zona do Vale de Santarém, no concelho de Cartaxo, com mais 10 pessoas, Ismael Santos observa, com preocupação, a subida imparável das águas do Tejo, que já galgaram a estrada que liga aquela localidade à de Valada do Ribatejo.“Cada vez que vem muita água, é o que se vê aqui. Isto enche tudo”, afirma, resignado, à agência Lusa.Apesar de estar habituado às consequências nefastas das intempéries, confessa que sempre que chove não consegue “pregar olho” e que as últimas noites não foram exceção”.“Já houve alturas em que isto ficou tudo cercado de água. Estamos aflitos, porque esta noite vai chover mais. Não dá para dormir. É sempre alerta”.Ismael Santos, que vive num terreno isolado, queixou-se também da inoperância das autoridades que sabem o risco para quem ali reside, mas que “fecham os olhos”.“Ainda agora esteve aí a polícia e a GNR. As viaturas passaram por aqui, mas não disseram nada”, queixou-se.Uns metros mais à frente da habitação de Ismael Santos, as águas invadem a estrada e impedem as viaturas de avançar em segurança, isolando algumas das localidades ali existentes.“Tentei ir à Valada, mas não vale a pena arriscar. É melhor voltar para trás”, afirma um automobilista que parou o carro para conversar com Ismael.O cenário repete-se em várias localidades ribeirinhas do distrito de Santarém, como é o caso de Vale de Figueira, onde as águas galgam a estrada e impedem o acesso rodoviário a aldeias como Reguengos do Alviela, como a Lusa constatou.Em vários locais colocaram-se barreiras e sinais de proibição indicando “estrada submersa”, sem, contudo, a presença de autoridades policiais ou de proteção civil.Ainda no distrito de Santarém, no concelho de Coruche, apesar do caudal do rio Sorraia parecer bastante elevado, o comandante da corporação local, Nuno Coroado, assegurou que a situação na vila ribatejana “é tranquila”.“Neste momento nada faz prever que as águas possam galgar e chegar à vila de Coruche ou ameaçar alguma habitação”, assegurou.A garantia do comandante dos Bombeiros Voluntários de Coruche surge no dia em que a Autoridade Nacional de Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse estar em avaliação a necessidade de evacuar um lar com 132 utentes naquele concelho.Lusa.A circulação pedonal e rodoviária na Avenida do Mar, na cidade de Ponta Delgada, na ilha açoriana de São Miguel, foi hoje interditada devido ao mau tempo, anunciou a Câmara Municipal.A autarquia de Ponta Delgada referiu em comunicado, divulgado nas redes sociais, que a via “encontra-se temporariamente interditada” por motivos de segurança decorrentes das condições meteorológicas adversas.A Avenida do Mar, “de passeios largos e ciclovias, é uma obra do século XXI, muito procurada para caminhadas e para passeios de bicicleta à beira-mar. É um autêntico circuito de manutenção física para pessoas de todas as idades”, segundo a plataforma autárquica 'Visit Ponta Delgada'.“Embora tenha início a poente, na freguesia de São Pedro, a Avenida do Mar estende-se maioritariamente pela freguesia de São Roque”.Lusa.O lar da Santa Casa da Misericórdia (SCM) de Mértola, distrito de Beja, com 72 utentes, vai ser evacuado, nas próximas horas, devido à proximidade do nível da água do Rio Guadiana, revelou hoje uma funcionária da instituição.A mesma funcionária indicou à agência Lusa que os 72 utentes da instituição vão ser transportados para o novo Lar de São Miguel do Pinheiro, da Câmara de Mértola, inaugurado no ano passado, mas que ainda não tinha entrado em funcionamento.Segundo esta fonte da SCM de Mértola, contactada pela Lusa através de telefone fixo, por volta das 19:00, a instituição estava a “tratar da logística” para concretizar a transferência dos utentes.A Lusa tentou contactar, através de números de telemóvel, o presidente da Câmara de Mértola, o comandante dos bombeiros e o provedor da Misericórdia, mas sem sucesso, devido à existência de dificuldades de comunicação naquele concelho alentejano.O lar da Misericórdia de Mértola localiza-se na Achada de S. Sebastião, junto ao Rio Guadiana, naquela sede de concelho alentejana.Esta manhã, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé, mostrou-se preocupado com a contínua subida do nível do Rio Guadiana e admitiu a possibilidade de serem retiradas pessoas e bens de zonas ribeirinhas no concelho.A Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar, nos últimos dias, descargas de água, devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, levando ao aumento do caudal do Rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.Lusa.A E-Redes indicou hoje que, até às 17:30, 76.000 clientes, sobretudo das zonas mais críticas, continuavam sem energia elétrica devido às avarias decorrentes da depressão Kristin.“Às 17:30 de hoje a E-Redes regista por alimentar 76 mil clientes”, indicou, em comunicado.Só nas zonas mais críticas, contabilizam-se 74.000 clientes sem energia elétrica.Lusa.A Prova de Abertura, prevista para sábado, foi hoje adiada para 14 de março, devido “ao agravamento das condições climatéricas previstas” e à falta de condições de segurança em algumas vias, informou a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).“A decisão resulta do agravamento das condições climatéricas previstas, bem como do facto de algumas das vias do percurso não reunirem, neste momento, as condições de segurança necessárias para a passagem dos ciclistas”, lê-se em comunicado federativo.A atual situação de calamidade recomenda “um cenário de prudência máxima, exigindo a total disponibilidade dos meios de socorro, de forma a evitar constrangimentos ou bloqueios à circulação de veículos de emergência”, lembra a FPC.“Neste contexto, e com o objetivo de salvaguardar a segurança de corredores, equipas, organização, fornecedores e público, foi consensualmente decidido adiar a prova para o dia 14 de março (sábado), mantendo-se o formato inicialmente previsto”, acrescenta a nota.A decisão de adiar a Prova de Abertura - Região de Aveiro foi tomada esta tarde durante uma reunião entre a FPC, as forças de segurança, a Proteção Civil, os presidentes das Câmaras Municipais de Ílhavo e Ovar e representantes da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro.“A Federação Portuguesa de Ciclismo agradece a compreensão de todos e expressa a sua solidariedade institucional com as entidades e comunidades afetadas, reiterando a importância da cooperação e da responsabilidade coletiva num contexto de risco acrescido”, conclui o comunicado.A Prova de Abertura, que iria ligar Ílhavo a Ovar, ao longo de 160,7 quilómetros, marcava o arranque da época velocipédica nacional, que agora acontecerá em 14 de fevereiro, na Clássica da Figueira.Lusa.O nível do rio Guadiana continua a subir e a Câmara de Alcoutim está a colocar sacos de areia para tentar impedir que a água chegue às ruas da localidade, disse hoje o presidente.Paulo Paulino contou à agência Lusa que a água já “tapou” um estabelecimento comercial em Guerreiros do Rio, situado na margem do Guadiana, a sul da sede de concelho, e a praia fluvial também já está coberta, embora ambos se encontrem nas zonas mais baixas das respetivas localidades.“O bar já está tapado, a praia fluvial está tapada, aqui em Alcoutim também continua a aumentar o nível de água. Já vamos construir aqui umas barreiras para evitar que a água avance para dentro da vila e para tentar salvar alguns bens do supermercado e os bares que aqui estão”, relatou o autarca.O presidente do município algarvio afirmou que já há alguns problemas causados pela subida do rio no que respeita a bens, mas não há registo de pessoas afetadas.“Já há aqui alguns problemas, mas todos a ver com bens, ao nível de pessoas ainda não se verifica nenhum problema”, indicou, esclarecendo que ainda não há casas afetadas.O autarca espera agora que as barreiras que estão a ser colocadas com sacos de areia na zona mais baixa da localidade de Alcoutim permitam conter a água que desce pelo rio e cujo nível tem estado a subir devido às descargas efetuadas nas barragens de Alqueva e Pedrógão, a montante de Alcoutim.A Câmara de Alcoutim já tinha alertado hoje os navegantes e as populações da margem do rio para o “aumento drástico” dos caudais do Guadiana, devido às descargas em barragens para libertar água da chuva caída nos últimos dias e horas.O alerta foi dado depois de a capitania de Vila Real de Santo António ter feito uma “comunicação urgente” a apelar à população ribeirinha dos municípios do Baixo Guadiana (Mértola, no distrito de Beja, e Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António, todos no distrito de Faro) para adotar medidas de proteção “imediatas” de pessoas, animais e bens.A maré alta registou-se cerca das 16:30 e a próxima está prevista para cerca das 04:30, períodos que são considerados de “risco máximo”, segundo o alerta lançado às populações.Entre as medidas de proteção aconselhadas estão o reforço de amarrações, com a verificação e duplicação das espias das embarcações e a confirmação de que as bombas e sistemas de esgotamento estão operacionais e têm baterias carregadas, indicou.A navegação está interditada e as autoridades marítimas pediram para se evitar saídas com embarcações, porque "a força da corrente e os detritos submersos (troncos/objetos pesados) podem causar naufrágios ou danos graves", justificou.Nas zonas ribeirinhas deve-se proceder à retirada de equipamentos ou bens de zonas baixas sujeitas a inundação, evitar a aproximação de pessoas a cais ou margens durante o pico da maré, porque a “força da água é imprevisível”, avisou também o município.Lusa.O comandante nacional da Proteção Civil explicou, num balanço feito ao final da tarde desta quarta-feira, que "Espanha está com o mesmo problema", devido ao mau tempo, o que poderá ter consequências em Portugal."A Barragem de Alcântara, em Espanha, está com uma cota entre os 92 e os 93 por cento. Se a barragem espanhola fizer descargas significativas, poderemos ter cheias no Tejo", afirmou Mário Silvestre, que apelou a "uma conduta de segurança" por parte de cidadãos, nomeadamente para recorrerem a sacos de areia para tamponar portas. "Estão 79 planos municipais e 5 planos distritais ativados", adiantou..O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, fez hoje um balanço sobre a gestão de cheias, destacando como um dos casos mais preocupantes o rio Sado, em Alcácer do Sal.Numa reunião com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o responsável disse que a depressão Leonardo já afetou toa a região sul, que todas as barragens do Algarve estão a fazer descargas (incluindo a Bravura, que durante anos não passava de 15%) e que o rio Guadiana também está a chegar a níveis muito elevados, por conta de descargas do lado de Espanha.Na reunião Maria Felisbina Quadrado, diretora do Departamento de Recursos Hídricos da APA, fez também um ponto da situação, alertando que a próxima noite e a manhã de quinta-feira serão muito importantes, porque se espera muita chuva, especialmente no centro e norte do país.Além das ribeiras do sotavento algarvio e do rio Sado, a responsável falou, entre outros, dos rios Tejo, Mondego, Lima e Douro.Lusa.A Metro Mondego (MM) anunciou hoje que o serviço de Metrobus, no troço suburbano, será suspenso na quinta-feira, tendo em conta a previsão do agravamento do estado do tempo e, em alternativa, disponibiliza autocarros.“Houve um entendimento conjunto de que deverá ser suspenso o serviço de Metrobus no dia de amanhã, quinta-feira, dia 05 de fevereiro, no troço suburbano, atendendo ao agravamento das previsões meteorológicas previstas, de modo a garantir a segurança das pessoas”, anunciou a MM.Segundo uma nota de imprensa, a decisão saiu “após reuniões de trabalho realizadas no decorrer do dia de hoje entre as entidades da Proteção Civil municipal dos Municípios da Lousã, de Miranda do Corvo e de Coimbra”.“Como forma de reduzir o impacto desta suspensão, a MM irá disponibilizar transporte em autocarro, de hora a hora, que servirá exclusivamente as paragens dos serviços alternativos de Serpins, Lousã-Estação, Miranda do Corvo e Vale das Flores”, indicou.Referiu ainda que a decisão de suspensão “tem por base o contexto florestal do troço suburbano e as previsões de rajadas de vento fortes para” quinta-feira.E também “a avaliação dos riscos de deslizamento de massas, de queda de árvores, de postes, bem como de indisponibilidade de infraestruturas associadas a cheias e a inundações”.A MM garantiu que a normalização do serviço “ocorrerá logo que seja possível restabelecer as condições de segurança adequadas” para a circulação do Metrobus..A probabilidade de cheias em Leiria é elevadíssima, disse hoje à agência Lusa o vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal, que admitiu, em caso de necessidade, fazer evacuações preventivas.“Temos vários dias de precipitação seguidos, os próximos serão também de muita precipitação, o que significa que a água que vamos ter aqui nesta bacia toda irá, logicamente, convergir para os dois rios, o Lis e o Lena. E com os caudais de ponta de cheia que estão previstos, ou seja, aquilo que é a quantidade de água que eles vão ter dentro, existe uma elevadíssima probabilidade de termos cheias”, afirmou Luís Lopes.Segundo o vereador, o município está “a monitorizar já há cinco dias os caudais dos rios, em vários pontos”, para ter “alguma capacidade de antecipar estes caudais e, eventualmente, caso se justifique, fazer evacuações preventivas nos sítios mais vulneráveis que estão perfeitamente identificados”.Esses locais são Ponte das Mestras, Picheleiro, Barosa e Amor, exemplificou o autarca, para referir que são “todas as freguesias que confinam com o rio a jusante da cidade, mas também a montante”, como a zona da Escola Profissional de Leiria.Por outro lado, Luís Lopes salientou que o rio Lis “está cheio de árvores, tem uma série de obstáculos” que ainda não foi possível retirar, registando já “quatro rombos nas margens esquerda e direita do rio, a jusante da cidade”.Nesse sentido, “é muito difícil prever o comportamento do rio neste momento”, declarou o autarca.“Se vamos ter cheias? Estamos a preparar-nos para isso”, acrescentou.Lusa.O sistema de bombagem e comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e povoação da Ereira, é a solução para fazer sair a água acumulada nos campos do Mondego, mas as debilidades crónicas de décadas complicam esse objetivo.De cada vez que o vale central enfrenta uma situação de cheia, nomeadamente na margem direita, as atenções de autarcas, agricultores, autoridades de Proteção Civil e ambientais e a população em geral viram-se para as comportas localizadas a oeste, na confluência da ribeira de Foja, com a vala da Ereira e o leito abandonado do Mondego.Do outro lado do sistema de cinco comportas corre o rio pelo canal principal: quando o caudal é imenso, como sucede por estes dias, as comportas mantêm-se encerradas, constituindo uma barreira às águas do Mondego, impedindo-as de entrar para os campos agrícolas; quando o caudal do rio desce e a diferença de altura favorece a água acumulada nos campos, as comportas abrem e a água sai, por gravidade, para o leito central do Mondego.Existe ainda um sistema de bombagem, que pouca ou nenhuma ajuda consegue dar, até por ter uma capacidade máxima limitada de seis metros cúbicos por segundo (m3/s), quando só a água que ali chega oriunda dos campos do vale central (pela vala da Ereira e o leito abandonado do Mondego) ascende a 12 m3/s.E o plano original do sistema hidráulico do Mondego previa a instalação de seis bombas para retirar água, o que nunca sucedeu.Supostamente estão instaladas duas, mas há anos que só uma funciona, quando funciona: no final de janeiro, na altura em que o município de Montemor-o-Velho aprovou, por unanimidade, uma moção – proposta pelo vereador independente Décio Matias – a exigir investimento no sistema do Foja à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a única bomba, lia-se no documento, estava em manutenção.Assim, as autoridades de Proteção Civil e da APA – segundo várias fontes contactadas hoje pela Lusa – tenham estado, nos últimos dias, a tentar fazer funcionar a única bomba, o que ainda não foi conseguido, por falta de capacidade do gerador utilizado, já que a infraestrutura está sem energia elétrica, alegadamente devido aos estragos provocados pela depressão Kristin.Restam as comportas, também de acionamento elétrico, com recurso ao referido gerador. Em nota de imprensa divulgada hoje, o município de Montemor-o-Velho informou que três comportas estão abertas, mas uma fonte dos representantes dos agricultores, que pediu para não ser identificada, argumentou que apenas uma das três estará a funcionar em pleno e apenas quando a maré o permite.Se as comportas apenas conseguem abrir quando o caudal do rio é inferior, em altura, ao caudal da ribeira de Foja e afluentes junto à infraestrutura de bombagem, há ainda um problema conhecido há vários anos: mesmo encerradas, as comportas estão rotas por baixo e deixam passar para os campos a água do rio que deveriam suster.A situação do Foja tem vindo a preocupar a população da Ereira, agora como noutras cheias, a última das quais em 2019. Em 2001, há 25 anos, apesar da altura de água ter sido cerca de dois metros superior ao que sucede agora, devido ao rebentamento das margens do Mondego em 12 locais, a solução encontrada para esvaziar os campos transformou-se numa espécie de mito urbano: o dique a jusante foi dinamitado, como juram alguns, ou rebentou por si mesmo, como alegam outros?.Segundo as fontes, as comportas abriram pela terceira vez na manhã de hoje, tendo saído alguma água para o Mondego, mas pouca e muito devagarinho, já que a cota a que o rio estava era quase igual à cota dos cursos de água que ali afluem.Na terça-feira, segundo as mesmas fontes, as comportas abriram duas vezes, e, embora a diferença de cotas fosse maior, não foi suficiente para anular a água que chegava aos campos, levando apenas a que a subida do nível da água tenha sido retardada no tempo.Acresce que a água que tem vindo a subir, na última semana, junto à Ereira e nos campos agrícolas da freguesia de Maiorca (Figueira da Foz) – e que levou, por exemplo, ao corte da autoestrada A14 e da antiga Estrada Nacional 111 – deriva, em grande parte, dos quatro descarregadores que tiram até 800 m3/s – o equivalente a 800 mil litros por segundo – do canal principal do Mondego para o vale central.Com a descida progressiva do caudal do rio nos últimos dias, fruto da gestão controlada – e muito aplaudida – que tem sido feita pela APA, os descarregadores deixaram de retirar água. Se e quando voltarem a fazê-lo, irão colocar ainda mais pressão na localidade de Ereira, de onde a água não consegue escoar e arrisca ficar vários meses nos campos, mantendo aquela povoação isolada.Lusa.O Presidente da República defendeu hoje a abertura de “um canal de entrada” de imigrantes para dar resposta à falta de mão-de-obra para reconstruir as zonas afetadas pela tempestade Kristin, que atingiu Portugal há uma semana.O primeiro-ministro apresentou no domingo um pacote de ajuda destinado às famílias e empresas afetadas pela tempestade, mas as vítimas têm alertado para a falta de pessoal para avançar com as obras, disse Marcelo Rebelo de Sousa durante uma visita a uma empresa em Soure inaugurada no início de janeiro e devastada 15 dias depois pela tempestade.“Tem de se encontrar uma solução. Acho que o Governo vai pensar em abrir uma via, um canal de entrada de mão-de-obra especialmente vocacionada para este tipo de desafio”, disse o chefe de Estado, defendendo que não se trata de “haver vontade”, mas sim da necessidade de resolver “um problema”.Marcelo disse ter ouvido já várias pessoas com a mesma preocupação: “Um dos problemas levantado por vários empresários e setores afetados, até instituições como os bombeiros, foi dizerem-me que tudo isto é muito bonito, mas é preciso haver mão de obra para o fazer”.Sobre se o pacote apresentado no domingo será suficiente para responder às necessidades, Marcelo voltou a defender que tudo depende da execução e dos montantes envolvidos: “É importante que a máquina funcione bem e depois que haja rapidez” na resposta.Lusa.O Presidente da República vai decidir na quinta-feira se adia a sua visita a Madrid prevista para sexta-feira, em função da evolução da situação climática em Portugal e depois de uma conversa com o Rei de Espanha.Esta informação foi transmitida à agência Lusa por fonte da Presidência da República.O chefe de Estado "decidirá eventual adiamento amanhã [quinta-feira] ao fim da manhã, em função da evolução da situação em Portugal e depois de uma conversa prevista com o Rei de Espanha", Felipe VI, disse fonte da Presidência à Lusa.Marcelo Rebelo de Sousa já encurtou a sua visita a Espanha, inicialmente prevista para entre quinta e sexta-feira, devido à situação de calamidade declarada depois da passagem da tempestade Kristin por Portugal continental, na sequência da qual morreram dez pessoas, e tem estado no terreno a visitar os lugares mais afetados.Lusa.Um homem morreu durante a tarde desta quarta-feira quando tentava atravessar um troço de estrada junto à Barragem da Amoreira, em Pias, no concelho de Serpa, avança a SIC.Fonte da GNR disse à estação que a vítima seguia numa zona de estrada que estava a ficar inundada e foi apanhado no pico da enxurrada, tendo a viatura em que seguia sido arrastada pela força da água.O alerta foi dado pelas 15:51.No local estão 31 operacionais e 13 veículos dos bombeiros de Serpa e Moura e da GNR. O corpo da vítima foi já retirado e transportado para o Hospital de Beja, sendo que ainda decorrem trabalhos de estabilização do carro, para removê-lo do local..Plataforma para pedir apoios à reconstrução disponível a partir da manhã desta quinta-feira .O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, apelou hoje que se evitem deslocações desnecessárias, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as 06h00, tendo em conta as previsões de chuva intensa.Carlos Moedas falava aos jornalistas no Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil, em Monsanto, Lisboa, onde se deslocou para acompanhar o evoluir da situação relacionada com as atuais condições meteorológicas e as previsões para os próximos dias.“Vamos ter aqui dias muito desafiantes até domingo, de chuva e de vento, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as seis da manhã e, por isso, eu deixava aqui alguns conselhos importantes para os lisboetas: o primeiro é evitar deslocações desnecessárias, o segundo é evitar tudo o que são as zonas-ribeirinhas e o estacionamento nessas zonas-ribeirinhas”, alertou.O autarca disse ainda ter dado “ordem imediata para o fecho de todos os jardins municipais da cidade” como é o caso do Jardim da Estrela, Serafina e Alvito.Carlos Moedas acrescentou também que algumas juntas de freguesia já estão fechar os seus jardins, alertando que “as águas estão a ensopar o terreno e, portanto, pode haver o perigo de queda de árvores nos jardins”, sendo locais a evitar.O responsável máximo da proteção civil municipal da capital pediu que se tomem preocupações nas zonas ribeirinhas da cidade, sublinhando que as autoridades estão a ter em conta o evoluir da situação e as medidas de segurança a adotar, como o tamponamento das portas de casa porque “todas as medidas são importantes para prevenir estas cheias”. .As autoridades nacionais não indicam o número de feridos das tempestades que têm atingido o país na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do SNS, que não disponibilizou ainda os dados.Desde sexta-feira, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas em Portugal continental desde que a depressão Kristin assolou parte do território, nos dias 27 e 28 de janeiro, mas não conseguiu obter respostas.A Lusa questionou formalmente, na última sexta-feira, o INEM sobre se tinha registado um aumento de solicitações de socorro resultantes da tempestade, não obtendo resposta, mas fonte do instituto adiantou hoje que a contabilização “dos mortos e dos feridos é feita de forma centralizada, de modo que os números estejam corretos entre todas as entidades”.Cinco dias após a depressão Kristin ter atingido o país, na conferência de imprensa diária de segunda-feira, a Lusa voltou a perguntar aos responsáveis da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) qual o balanço do número de feridos, que remeteram para o INEM.Já hoje foram questionados o Ministério da Saúde e a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que também não responderam às questões colocadas por correio eletrónico.Lusa.A Câmara de Vila Velha de Ródão desaconselhou hoje o consumo de água dos fontanários públicos, devido à falta de condições para garantir a sua qualidade após a passagem da depressão Kristin pelo concelho.Numa nota publicada nas redes sociais, este município do distrito de Castelo Branco explicou que, apesar de a água dos fontanários estar sujeita a análises periódicas, neste momento, não é possível garantir que a água seja potável.“Aconselhamos, por isso, que se recorra apenas à utilização da água da rede pública de abastecimento, que pode ser consumida em segurança, já que é tratada, sujeita a análises rigorosas desde a captação até ao consumo e fiscalizada por entidades competentes”.Lusa.Os produtores de pequenos frutos do concelho de Odemira contabilizam prejuízos provisórios, devido ao mau tempo, que ultrapassam os 10 milhões de euros, disse a organização Lusomorango, que pede acesso aos apoios anunciados pelo Governo.“A Lusomorango – Organização de Produtores de Pequenos Frutos alertar para o impacto severo da depressão Kristin nas explorações agrícolas do concelho de Odemira. Entre as quatro dezenas de produtores associados, contabilizam-se prejuízos diretos provisórios já superiores a 10 milhões de euros”, apontou, em comunicado.A perda de capacidade produtiva dos associados da Lusomorango está entre 50% a 70%, após a destruição de infraestruturas agrícolas, sistemas de rega e outros equipamentos.Esta organização pede, assim, ao Governo que os produtores de Odemira possam aceder às medidas de apoio anunciadas pelo Governo, alertando que, sem isso, dezenas de explorações agrícolas e milhares de empregos podem ficar em causa.“Manifestamos naturalmente total solidariedade com todas regiões afetadas, mas é fundamental que o Governo considere também a gravidade da situação em Odemira e em outros territórios do país e os inclua no perímetro de ajudas destinadas a responder aos efeitos da depressão Kristin”, afirmou, citado na mesma nota, o presidente executivo da Lusomorango, Joel Vasconcelos.A Lusomorango pediu ainda uma resposta “rápida, eficaz e justa”, que assegure simplicidade administrativa, de modo a evitar danos irreversíveis para o setor e para a economia.Lusa.A energia elétrica já foi restabelecida em mais de metade do concelho de Alvaiázere, no distrito de Leiria, que tem um "problema significativo" nas comunicações, disse hoje o presidente da Câmara Municipal à Lusa.Segundo João Paulo Guerreiro, “um bocadinho mais de 60%” dos clientes já tem energia elétrica, mas na freguesia de Maçãs de D. Maria, que “foi muito afetada”, é preciso “mais apoio da E-redes, porque está muito difícil”.O abastecimento de água foi recuperado “quase totalmente”, mas o concelho tem ainda um “problema significativo” de comunicações.“Confesso que não entendo como é que, uma semana depois, as operadoras ainda não conseguiram arranjar uma solução, quer através da reparação dos equipamentos fixos que tem no concelho, seja através da disponibilização de equipamentos móveis. Isso, do meu ponto de vista, é inaceitável”, criticou João Paulo Guerreiro.“No que respeita a comunicações, Alvaiázere está um bocadinho esquecida e é mais que tempo de as operadoras restabelecerem os seus serviços mínimos no concelho para que a gente possa comunicar”, exigiu.A Biblioteca Municipal de Alvaiázere reabriu hoje, com horário alargado, “disponibilizando espaços também para os empresários, em particular os mediadores e os agentes de seguros, [para] poderem trabalhar e ajudar as pessoas na ativação dos seus seguros”, de acordo com o autarca.O centro de saúde continua encerrado, mas a perspetiva é que possa reabrir entre quinta e sexta-feira.Lusa.Seis vias estavam hoje, pelas 16:30, condicionadas ao trânsito no distrito do Porto devido ao desmoronamento de terras e inundação, designadamente na Trofa, Gondomar, Penafiel e Baião, revelou a GNR.Em comunicado, a Guarda assinala que as ruas 25 de abril, em Guidões, concelho da Trofa, 20 de junho, em Santa Marinha do Zêzere, e da Bouça, ambas no concelho de Baião, estão condicionadas devido a desmoronamentos.No concelho de Gondomar, devido a inundação do rio Douro, não se circula na rua Beira Rio, em Zebreiros, e no caminho de acesso ao Parque de Travassos, motivado pela inundação do rio Sousa, o mesmo curso de água que, no concelho de Penafiel, fechou a rua dos Curros, na freguesia de Paço de Sousa.Lusa.A Mata do Bussaco registou prejuízos de “muitos milhares” de euros devido à depressão Kristin, mas o património edificado não teve estragos e as árvores notáveis não tiveram “danos significativos”, revelou hoje à agência Lusa o presidente da Fundação.“Não temos esse valor fechado, mas é um prejuízo que irá envolver, com certeza, muitos milhares de euros. Não lhe vou dizer 100 mil, porque até podem ser 200 mil. Estamos à espera que empresas especializadas digam os valores para retirar – na melhor altura, porque não pode ser agora – os exemplares caídos e desobstruir a mata”, explicou Guilherme Duarte, presidente da Fundação Mata do Bussaco, na Mealhada, distrito de Aveiro.Contactado pela Lusa, o responsável explicou que, “no que diz respeito a árvores notáveis, não se verificam danos significativos”, havendo quedas de alguns ramos, mas deixando “mais ou menos intactos” os 21 exemplares.Quanto a outros conjuntos de árvores de interesse público situados na área protegida localizada na Serra do Bussaco, classificada como Monumento Nacional desde 2018, há algumas com “desenraizamento”, outras com “quebra de alguns ramos”, registando-se também a “queda de algumas resinosas de maior porte”.O património edificado não teve “qualquer estrago”.“Tivemos estragos em algumas vias de circulação interiores, com muita pena porque, há muito pouco tempo, tinham sido arranjadas pelos protocolos com o Fundo Ambiental. Vamos ter outra vez que arranjar alguns destes caminhos”, observou.Relativamente à cerca monumental, a queda de algumas árvores derrubou o muro em alguns locais.“Tudo isto vai contabilizar alguns prejuízos que são ainda de elevada monta”, observou, explicando que há “exemplares de arbóreos com mais de um metro de diâmetro”, que só podem ser “tirados como maquinaria especializada”.O acesso à mata não está fechado, até para permitir o acesso ao hotel e ao convento, mas a Fundação alertou que em alguns locais as condições de segurança não são as ideais, por agora.“Estamos intensamente a trabalhar para abrir a mata nos próximos dias, para que possa haver fruição da mesma assim que o tempo permita”, assegurou.O presidente da Fundação notou que algumas das árvores da mata são centenárias e, com as condições climatéricas nos últimos dias e “com os terrenos completamente ensopados”, ficam “mais vulneráveis”.“Mas uma árvore com quase quatro séculos de existência, o cedro de São José, está lá. Não caiu”, descreveu.O responsável saudou a “preocupação” manifestada pela secretaria de Estado das Florestas, que tutela o espaço, e garantiu ter estado sempre em articulação com a autarquia e a Proteção Civil.“Encerramos no dia 27 [de janeiro], como medida preventiva, e a tempestade foi na noite do dia 28”, explicou.Questionado sobre se poderão existir apoios do Governo, o presidente da Fundação disse acreditar que sim, porque “a Secretaria de Estado valoriza muito a Mata Nacional do Bussaco”.“Acreditamos plenamente que nos vão ajudar e valorizar este território”, frisou.Lusa.A Associação de Municípios solicitou hoje ao Governo o adiamento dos prazos para a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a manutenção da suspensão do pagamento de portagens nos concelhos afetados pela tempestade.“Exortamos o Governo a providenciar o adiamento do prazo limite para a execução do PRR. E os atrasos nas obras do PRR não se verificam apenas nas zonas afetadas, as chuvas que se sentem em todo o país, há quase 20 dias, interrompem todas as obras”, referiu a vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Ana Abrunhosa.À saída de uma reunião do conselho diretivo da ANMP, hoje, em Coimbra, a antiga ministra da Coesão Territorial destacou aos jornalistas que foi precisamente em Leiria, Pombal e Marinha Grande, onde há muitos fornecedores de materiais de construção, que a tempestade Kristin deixou um grande rasto de destruição.“A cadeia das obras fica interrompida”, afirmou, acrescentando que nas zonas mais afetadas permanecem problemas no fornecimento de energia.A ANMP solicitou também ao Governo a manutenção da suspensão do pagamento de portagens nos municípios afetados.“Consideramos que é uma boa medida, enquanto persistirem problemas de circulação nas restantes vias”, vincou.A também presidente da Câmara Municipal de Coimbra deixou ainda um conjunto de apelos ao Governo, nomeadamente no sentido de assegurar um pacote financeiro para apoio à reconstrução dos municípios afetados, principalmente infraestruturas e equipamentos municipais.Para as empresas afetadas, a Associação solicitou que o Governo constitua uma linha de apoio, criando um sistema de incentivos destinados à reposição da capacidade produtiva, que comparticipe a fundo perdido os danos não comparticipados pelas seguradoras.“Nós tememos que estes empréstimos possam não ser suficientes para as empresas que estão em grandes dificuldades e sugerimos veementemente ao Governo que adote uma linha de apoio, um sistema de incentivos à reposição da capacidade produtiva que possa, na parte que não é coberta pelos seguros, financiar uma percentagem a fundo perdido”, afirmou.Segundo Ana Abrunhosa, a ANMP faz esta sugestão porque “mais vale financiar a fundo perdido e garantir que as empresas se erguem e repõem a sua competitividade, do que estar a criar aqui linhas de apoio com garantia a 100% para as empresas e 90% para os bancos".“No caso de as empresas não as poderem pagar, vamos pagar na mesma, só que vamos pagar a totalidade”, justificou.Ao Governo solicitou ainda que suspenda temporariamente a aplicação da Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso para os municípios afetados, de forma a poderem assumir despesas, mesmo sem fundos disponíveis.“Esta lei só nos permite fazer despesas se tivermos fundos disponíveis, mas nós agora precisamos de fazer despesas mesmo sem fundos disponíveis, por isso, pedimos que se suspenda temporariamente esta lei”, esclareceu.Já às empresas de construção civil, a vice-presidente da ANMP pediu que mobilizem mão-de-obra e meios para as zonas afetadas pela tempestade Kristin e que precisam de intervenções mais urgentes.“A ANMP apela às empresas de construção civil que respeitem este momento e que nos ajudem, que respeitem não praticando preços abusivos, que temos reporte dessas situações. Sobretudo, apelamos à vossa solidariedade e que possam mobilizar mão-de-obra e meios para as zonas do país que necessitam de intervenções mais urgentes”, concluiu.Lusa.A Câmara de Leiria alertou hoje a população para burlas feitas por pessoas que se fazem passar por funcionários do município e que prestam informações falsas e pedem dinheiro.A autarquia recomendou aos munícipes para que não abram a porta, não forneçam dados pessoais e para não assinarem documentos ou aceitarem pedidos de pagamento a pessoas que se estão a fazer passar por “representantes de entidades públicas", incluindo do município.A Câmara Municipal de Leiria acrescentou que o município tem equipas no terreno na sequência da depressão Kristin, mas que “não está a solicitar qualquer tipo de pagamento, donativo ou valor em dinheiro”.Em caso de dúvida, a autarquia pediu às pessoas para contactarem diretamente os serviços municipais ou as autoridades.Lusa.A circulação ferroviária regista condicionamentos em três linhas da rede nacional, segundo a Infraestruturas de Portugal:.Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;Linha do Sul: circulação suspensa entre Grândola e Azinheira de Barros..Isabel Mendes Lopes, porta-voz do Livre, anunciou que o partido vai enviar uma pergunta ao Governo sobre qual é o plano de contingência para a realização da segunda volta das eleições presidenciais nas zonas mais afetadas pelo mau tempo. O partido defende que "no prazo de um ano exista um guia de emergência impresso a todas as famílias residentes em Portugal, contendo instruções claras e práticas sobre como agir em diferentes cenários de catástrofe" e que seja desenhado "em articulação com a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), um canal de rádio pública com cobertura nacional como canal de referência para comunicação em situações de emergência, que interrompa a sua programação normal para difundir informação prática e orientações das autoridades de proteção civil." O Livre, no final de janeiro, já avançara com o pedido de investimento em kits de emergência e formação para as famílias..Dentro de “um ou dois dias” 20 freguesias que ainda não têm energia nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin vão dispor de um gerador de grande potência para assegurar as infraestruturas críticas, anunciou a ministra do Ambiente e Energia, numa visita a trabalhos na linha de alta tensão que liga Batalha a Andrinos, Leiria, uma semana depois da tempestade, quando mais de 80 mil clientes ainda estão sem eletricidade na totalidade das zonas afetadas.“O sistema elétrico é do ponto de vista técnico e de engenharia complexo. É um trabalho que requer pessoas muito capacitadas e são milhares de postes e quilómetros de linhas que têm de ser recuperadas”, sublinhou.A governante salientou que o trabalho nas zonas mais afetadas, como o distrito de Leiria, “é de reconstrução do sistema elétrico, que ficou destruído”.A ministra do Ambiente e Energia garantiu que existem 200 geradores disponíveis, além dos 300 já em funcionamento, que obrigam a uma logística difícil, mas que vão sendo instalados em articulação com as autarquias que os solicitam.“A E-Redes tem cumprido as suas promessas. Prometeu que tinha 80% dos clientes com eletricidade ao fim de cinco dias e cumpriu. Temos agora uma nova meta de 85% para sábado”, realçou.Para Maria da Graça Carvalho, “tanto ao nível dos geradores como do restabelecimento das redes de energia está a ser feito um trabalho impressionante, embora saiba que cada caso [sem energia] é um caso dramático”.“Estamos a fazer e a pedir à E-redes que façam o máximo possível e estão a fazer o máximo possível”, frisou a governante, elogiando o trabalho realizados em “péssimas condições com chuva e vento, com muitas dificuldades”.DN/Lusa.EDP anuncia apoio de "mais de 800 mil euros" e suspensão temporária da faturação.A deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, criticou a atuação do Governo, em particular as declarações do ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida, “a dizer que as pessoas deviam contar com o salário do mês passado”.“Temos um Governo que não governa para a nação, mas que tem uma total falta de noção daquilo que são as reais necessidades das populações afetadas”, disse, pedindo que o parlamento “tenha uma palavra a dizer” sobre como se pode responder aos danos causados pela passagem da depressão Kristin..A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, acusou esta quarta-feira o PSD e o CDS-PP de rejeitarem uma nova proposta da bancada comunista para debater em plenário com o Governo sobre os impactos da depressão Kristin. Em declarações na Assembleia da República, Paula Santos defendeu que o parlamento “não se pode pôr à margem” do momento que o país atravessa e, por isso, o PCP fez uma nova proposta para a realização de um debate em plenário sobre as consequências do mau tempo no país na segunda quinzena de fevereiro, que foi recusada pelo PSD e CDS-PP. Em primeiro momento, o PCP queria um ponto de situação da realidade do país, no segundo caso o PCP defendia a importância de se discutir as propostas dos vários partidos.Para Paula Santos, a recusa dos partidos que apoiam o executivo da realização deste debate “diz muito destas forças políticas”, argumentando que PSD e CDS-PP “estão a impedir que a Assembleia da República assuma a sua responsabilidade, não só no quadro do acompanhamento da situação do país, mas também de fiscalização da atividade do Governo”.“É até incompreensível para as populações que faça a situação que está a acontecer no terreno, que a Assembleia da República não discuta, não aborde, que não encontre soluções para resolver os problemas com que as populações estão confrontadas", considerou.O PCP já tinha proposto a realização de um debate em plenário nesta quarta-feira, pedindo o levantamento da suspensão das sessões plenárias devido às eleições presidenciais, mas a proposta foi também recusada por falta de unanimidade, uma vez que não houve concordância dos sociais-democratas e dos centristas. O PSD respondeu que no dia 11 haverá debate quinzenal..A Câmara da Nazaré aprovou hoje medidas “excecionais e temporárias” de apoio aos agentes económicos afetados pela depressão Kristin, nomeadamente isenção de taxas, e cancelou o desfile noturno de Carnaval de dia 14.A aprovação, por despacho, pretende ajudar os comerciantes devido aos prejuízos causados pelo mau tempo, explica numa nota informativa divulgada nas redes sociais aquela autarquia do distrito de Leiria.. A Câmara diz estar prevista a isenção de taxas municipais (janeiro e fevereiro de 2026) para lojas do mercado municipal e bancas e venda ambulante, a par da isenção de taxas de ocupação da via pública (esplanadas, publicidade e outras).Esta isenção aplica-se quando a ocupação está “associada a obras de reparação ou reabilitação de edifícios afetados”, de acordo com o município.A autarquia refere a “possibilidade de isenção até junho de 2026 nas ocupações de via pública destinadas exclusivamente a essas intervenções”.O município esclareceu também que “a qualidade da água para consumo está assegurada” e que “o abastecimento de água não sofreu qualquer problema, mantendo-se dentro de todos os parâmetros legais e de segurança, sendo continuamente monitorizado pelas entidades competentes”.Por outro lado, a câmara avança que foi cancelado o desfile noturno de Carnaval, agendado para dia 14, “por forma a permitir que as atividades do Sábado Magro sejam totalmente transferidas para esse dia”.. A prioridade do município, acrescenta, “está centrada na segurança das pessoas e na recuperação do concelho”.“O Carnaval vive das pessoas — e voltará, com a força e a alegria de sempre, no tempo certo”, observa.DN/Lusa.Um total de 83 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico pelas 12h00 desta quarta-feira, 81 mil dos quais nas zonas mais atingidas pela depressão Kristin, anunciou hoje a empresa.Num comunicado, a empresa revelou que às 12h00 de hoje continuavam sem abastecimento de energia elétrica 83 mil clientes da E-Redes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizavam 81 mil clientes, sobretudo no distrito de Leiria, com 59 mil clientes afetados.O presidente do município de Leiria afirmou hoje que há um “apagão completo” nas freguesias rurais do concelho.“O apagão é de tal maneira grave que são, sobretudo, as populações que vivem nas freguesias urbanas que têm energia. A partir do momento que passamos para um raio de quilómetros que se afasta da cidade, é o apagão completo”, declarou aos jornalistas Gonçalo Lopes..“Parece um país de faz de conta. Tem sido um corrupio de líderes, mas resultados não se veem”, acusa autarca de Leiria. Em Santarém ainda não tinham eletricidade 14 mil clientes, em Castelo Branco cinco mil e em Coimbra três mil.A E-Redes destacou que estão a trabalhar no terreno e no ‘back office’ da empresa cerca de 2000 operacionais e que foram mobilizados mais 550 geradores.No anterior balanço realizado pela empresa, hoje, pelas 08h00, o número de clientes afetados era de 93 mil.Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.Lusa.Em Leiria, o presidente da E-Redes não se comprometeu esta quarta-feira com um prazo para que seja restabelecida a energia elétrica. Uma semana depois da passagem da depressão Kristin, muitas zonas afetadas pelo mau tempo continuam sem energia."É-nos muito difícil assumir um compromisso de que há uma data e uma hora em que toda a gente vai ter energia.", disse José Ferrari Careto aos jornalistas. O responsável referiu-se à "complexidade" na reposição da energia. "Na média tensão tivemos 700 postes caídos. São postes de grande envergadura. Já temos o levantamento todo feito, temos equipas no terreno, estão a recuperar em grande velocidade estes postes", afirmou.Ao início da tarde, José Ferrari Careto afirmou ainda que era importante reter que todos estão "cientes das dificuldades que estão criadas, das dificuldades que cada uma das pessoas afetadas por esta tempestade está a ter. Mas afirmou: "A reposição tem desafios técnicos muito grandes". "Temos que assegurar que as nossas pessoas e as pessoas que trabalham connosco, os nossos fornecedores, trabalham em segurança", disse o presidente da E-Redes, referindo "intervenções" em "condições meteorológicas muito difíceis". "Não podemos baixar a guarda no que diz respeito à segurança, porque ninguém quer, no final do dia, acrescentar outro tipo de desgraças (...)", adiantou. .Cerca de metade da população do concelho de Pombal, no distrito de Leiria, continua sem ligação à E-Redes uma semana após a passagem da depressão Kristin, lamentou esta quarta-feira a vice-presidente da autarquia, Isabel Marto.A informação foi dada hoje de manhã, durante a reunião do executivo camarário, durante a qual Isabel Marto disse que “uma grande parte do território ainda não conseguiu recuperar as suas infraestruturas básicas”.Os últimos dados disponíveis apontavam que “estariam ligados 51% dos clientes da E-Redes”, ou seja, “metade da população continua sem energia, com todas as dificuldades e constrangimentos que isso traz”, sublinhou.A autarca mostrou-se insatisfeita com a situação, estando marcada para hoje uma nova reunião com o secretário de Estado da Energia e representantes da E-Redes “para ver se existem soluções diferentes”.No que respeita ao abastecimento de água, Isabel Marto disse que se mantêm dificuldades nalgumas zonas do concelho, devido às paragens dos equipamentos.“Há dificuldade técnica no sentido de repor as máquinas a funcionar, nomeadamente na zona de São Simão, Albergaria e Santiago, que neste momento estão com mais dificuldade”, explicou, acrescentando que há camiões-cisterna a distribuírem água às populações, “mas é insuficiente”.Segundo a vereadora, o executivo municipal tem pedido que sejam colocados no terreno militares para ajudarem a monitorizar os reservatórios de água, porque não se conseguem controlar à distância, devido à falta de telecomunicações.“Neste momento dez reservatórios já têm vigilância humana, mas precisávamos de vigiar 30”, realçou.Isabel Marto contou que, na terça-feira, fez vários contactos com esse objetivo e explicou a situação ao primeiro-ministro, que esteve no concelho, e acabou por haver um reforço, mas insuficiente.“Tive indicação de que ontem [terça-feira] à noite chegaram mais 20 homens. Nós precisamos de 90 e foram-nos enviados cerca de 35 até ao momento”, lamentou.A vice-presidente disse que se mantém também o problema das ruturas - ainda na terça-feira foram detetadas mais 20, já quase todas resolvidas – apesar de estarem a trabalhar duas empresas a tempo inteiro.“Vai continuar a haver falhas enquanto não conseguirmos reparar todas as ruturas e enquanto não conseguirmos um número mínimo de homens no terreno a monitorizar os nossos reservatórios”, avisou.Isabel Marto avançou que estão a ser feitos todos os esforços para retomar a atividade letiva na próxima segunda-feira, mesmo nas escolas que sofreram mais prejuízos.Será garantida energia, “nem que seja através de geradores”, reparados os telhados e limpos os espaços exteriores para que os alunos possam voltar a ter aulas, acrescentou.Além das escolas, houve vários equipamentos municipais danificados, como o centro municipal de exposições Expocentro, que “é um dos investimentos de maior dimensão” que a autarquia terá de fazer.“Vai demorar algum tempo até repor tudo. Se calhar alguns equipamentos municipais vão demorar anos”, admitiu.Além dos equipamentos municipais, a vereadora aludiu a infraestruturas de coletividades culturais e desportivas que foram muito atingidas, como o Salão Paroquial da Ilha e o Grupo Desportivo da Ilha, e também o Convento do Louriçal e várias igrejas.“Há um património edificado que, não sendo municipal, nos preocupa”, frisou, garantindo que está a sensibilizar o Governo para a necessidade de lhes serem atribuídos apoios para a recuperação.Lusa.O comandante Proteção Civil da Lezíria do Tejo afirmou esta quarta-feira que a situação no território se mantém tranquila, apesar de várias estradas condicionadas por inundações, não havendo, até ao momento, qualquer ocorrência considerada grave.Em declarações à Lusa, o comandante Hélder Silva, explicou que existem vias temporariamente condicionadas, que abrem e voltam a fechar consoante a oscilação do nível do rio.“O ponto de situação neste momento é de algumas estradas inundadas, mas tratam-se de condicionamentos temporários. O rio sobe, condiciona a circulação, mas quando baixa, as vias voltam a estar abertas”, afirmou, sublinhando que não existe nenhuma situação preocupante neste momento.Segundo o comandante, o nível das águas baixou devido ao alívio das barragens, embora a previsão de chuva contínua nas próximas horas obrigue a uma monitorização constante.“Vamos ter chuvas contínuas, que podem criar alguns problemas”, afirmou.Questionado sobre o risco de haver populações isoladas, o responsável disse não haver situações anormais, apenas os casos habituais em períodos de cheia.“Temos aquelas populações que são normalmente isoladas, são pessoas muito habituadas a este tipo de situação” referiu, acrescentando que as zonas ribeirinhas que habitualmente ficam isoladas encontram‑se sob acompanhamento dos serviços municipais, que já efetuaram contactos com os moradores.A proteção civil confirmou à Lusa que não há feridos, desalojados nem qualquer ocorrência de maior associada às cheias, e que a monitorização é feita “de duas em duas horas”, com equipas municipais no terreno a verificar caudais, avaliar zonas potencialmente inundáveis e informar preventivamente as populações que possam vir a ser afetadas.“Estamos a trabalhar por antecipação, sobretudo nas zonas que normalmente ficam submersas”, concluiu.Lusa."Por motivos de segurança", a Câmara de Almada decidiu encerrar temporariamente o Parque Urbano da Costa de Caparica."Devido à forte precipitação, os solos encontram-se saturados e intransitáveis, assim como as áreas de relvado e estadias", justifica a autarquia numa nota divulgada nas redes sociais.A Câmara de Almada aconselha que, "para maior segurança", deve-se evitar circular nos parques urbanos e sob áreas de pinheiros.Após a reabertura do Parque Urbano da Costa de Caparica, a autarquia recomenda: - Circular em caminhos formais- As áreas de relvado poderão ainda encontrar-se saturadas e não aconselhável para as atividades habituais- Respeitar as zonas sinalizadas..O presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, disse esta quarta-feira que o mau tempo causou cortes de vias, evacuações preventivas e isolou uma aldeia, mas afastou a possibilidade de ativar o Plano Municipal de Emergência.“Temos caminhos totalmente intransitáveis, nem mesmo já para as viaturas dos bombeiros com correntes fortes, e um sem número de ocorrências de estradas completamente submersas, uma situação muito preocupante na aldeia do Lousal, que está isolada, e a derrocada parcial de uma primeira habitação”, revelou o autarca, em declarações à agência Lusa.Segundo o presidente da Câmara de Grândola, no distrito de Setúbal, em diversos pontos do concelho foram feitas evacuações preventivas de habitações, devido a inundações, a maioria na zona circundante à vila alentejana.“As evacuações são, maioritariamente, de moradias isoladas ou tendencialmente isoladas, muito próximas de Grândola e da Ribeira de Grândola”, e também “na zona do [bairro do] Isaías, junto ao nó Grândola-Norte da autoestrada, que é uma zona muito plana e suscetível de inundações”, precisou.A construção de um “crescente número de moradias [nesta] zona e de vias de comunicação tem provocado bloqueios da circulação natural da água”, e, com o mau tempo, foi necessário ”retirar pessoas” destes locais.“Ainda há pessoas que, neste momento, não querem sair” das suas habitações, indicou Luís Vital Alexandre, acrescentando que já foram, no entanto, retiradas “pelo menos três pessoas” dessas áreas mais vulneráveis.Para realojar quem não pode ir para “casa de familiares”, o município disponibilizou “uma zona de acolhimento, com todas as valências, inclusive apoio psicológico, no Complexo Desportivo Municipal José Afonso”.À Lusa, o autarca revelou que, já na manhã de hoje, no Bairro da Tirana, junto à vila de Grândola, registou-se a “derrocada parcial de uma primeira habitação”, com um desalojado, apesar de a única residente, uma mulher idosa, se recusar “a sair da moradia”. .Abastecimento de água interrompido. Escolas encerradas.Por outro lado, indicou, o abastecimento de água à população da aldeia de Melides foi interrompido, ao início da noite de terça-feira, “devido à subida da água” da ribeira que atravessa aquela localidade, em “cerca de 1,5 metros”.“Água muito enlameada e, portanto, teve de ser desligada a bombagem e o serviço de fornecimento de água está a ser assegurado pelos bombeiros, que estão a abastecer o depósito” de Melides, explicou.Questionado pela Lusa sobre a possibilidade de ser necessário ativar o Plano Municipal de Emergência, Luís Vital Alexandre disse que "ainda não é necessário" ativar este mecanismo, fazendo depender essa possibilidade da "evolução da situação".Contactada pela Lusa, fonte do município indicou que, devido ao mau tempo, foram encerradas as escolas básicas da Aldeia do Futuro, Ameiras e Água Derramada, afetando um total de 40 crianças, assim como a creche e jardim-de-infância de Grândola.“As crianças que necessitem de alternativa, na quinta-feira, serão acolhidas no Jardim-de-Infância n.º1 de Grândola”, acrescentou.Lusa.O Médio Tejo mantém-se esta quarta-feira em alerta devido à conjugação das cheias no rio e aos efeitos da tempestade Kristin, com zonas submersas, pessoas sem eletricidade e estado de prontidão para eventuais inundações, disse a Proteção Civil.Em declarações à Lusa, o comandante sub-regional David Lobato afirmou que, a norte, nos municípios de Ourém e Ferreira do Zêzere decorrem trabalhos de recuperação, estando a ser colocadas lonas sobre telhados danificados, e trabalhos de desobstrução de vias secundárias.Segundo o responsável, metade da população ainda não tem eletricidade.A sul do Medio Tejo, decorrem trabalhos de "monitorização constante das zonas ribeirinhas" devido às cheias, disse.“Os caudais mantêm-se elevados, sem grandes oscilações nas últimas 24 horas, e o dispositivo de proteção civil mantém-se em prontidão para eventuais inundações, monitorizando continuamente rios e afluentes”, precisou Lobato.O responsável afirmou que a situação “continua dinâmica e exige atenção permanente”, advertindo que a chuva prevista nos próximos dias poderá agravar cheias e inundações em zonas ribeirinhas.Lusa.Escolas de Alcácer do Sal vão estar encerradas na quinta e na sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas, afetando mais de mil alunos, que terão aulas em casa, foi anunciado.As escolas localizadas em Alcácer do Sal, Palma e Casebres vão estar fechadas face ao agravamento da situação neste concelho alentejano, no distrito de Setúbal, segundo uma nota interna do Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal (AEAS), a que a agência Lusa teve hoje acesso.Contactada pela Lusa, fonte da câmara municipal disse que o fecho dos estabelecimentos de ensino nesses dois dias, medida que não inclui a escola da Comporta, abrange um total de 1082 alunos da rede pública de ensino.Em comunicado divulgado na sua página na rede social Facebook, o Município de Alcácer do Sal confirmou o fecho temporário dessas escolas, mas acrescentou que foi decidida a criação de condições, se possível, para que as aulas prossigam em casa.Segundo a fonte camarária contactada pela Lusa, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que “possuem creches e pré-escolar estão a ser aconselhadas a encerrar as suas valências”, pelo que ainda são contabilizadas mais 82 crianças desses estabelecimentos.“Estamos a ver se têm condições para poderem ser acolhidas nas suas próprias casas e, assim, não terem de se deslocar”, disse a fonte.Durante o dia de hoje, haverá transporte para os alunos no horário habitual, sendo os percursos efetuados alternativos visto que várias estradas estão cortadas.No comunicado do município, foi ainda informado que está cancelado o mercado previsto para este sábado e todas as atividades desportivas e culturais até ao final da situação de calamidade (domingo).Lusa.Mário Silvestre, comandante nacional de Proteção Civil, referiu que mantém-se o "nível quatro [máximo] de empenhamento". "Vamos mantê-lo até sexta-feira", dia em que será reavaliado. "Em princípio vamos manter o mesmo nível de empenhamento para o fim de semana", disse referindo que se mantém um "quadro de precipitação persistente e vento forte". Plano Nacional de Emergência está ativo e há 77 planos de emergência municipais ativos, bem como quatro planos distritais de emergência e Proteção Civil. Perante este cenário, estão em situação de alerta vários rios, como o Mondego, Tejo, Sado, entre outros. "É expectável que haja inundações devido à subida do caudal destes rios", disse o responsável. Desde 1 de fevereiro até às 12h00 desta quarta-feira foram registadas 3326 ocorrências referentes a cheias..O presidente da Câmara de Mértola, Mário Tomé, mostrou-se esta quarta-feira preocupado com a contínua subida do nível do Rio Guadiana e admitiu a possibilidade de serem retiradas pessoas e bens de zonas ribeirinhas no concelho.“A preocupação em Mértola é muita, porque, a confirmar-se a pluviosidade prevista para as próximas horas e vendo como o rio está, ele pode subir para níveis que nos possam obrigar a retirar pessoas e bens”, afirmou o autarca, em declarações à agência Lusa.Segundo o presidente do município, o caudal do Rio Guadiana continua a subir e o nível da água já está muito próximo de zonas habitacionais, quer em Mértola, quer na aldeia ribeirinha do Pomarão, situada neste concelho do distrito de Beja.Assinalando que está a ser feita uma “monitorização constante” do caudal do rio, Mário Tomé salientou que os serviços competentes estão “preparados para reagir em tempo célebre”, no caso de ser necessário avançar com a retirada de pessoas e bens.“A Proteção Civil, os bombeiros, a GNR e o próprio município, estamos todos em alerta 24 horas por dia, em sistema rotativo, com muita informação e bem articulados entre nós”, sublinhou.De acordo com o autarca, já foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, que contempla várias medidas relacionadas com monitorização e acompanhamento da situação.Até às 10h30 de hoje, adiantou Mário Tomé, registaram-se pequenos incidentes no concelho devido ao mau tempo, como um cais do rio que se soltou.Num veleiro atracado junto ao Pomarão, também foi retirado um cidadão estrangeiro, disse Mário Tomé, que não soube precisar a idade e nacionalidade do homem, mas revelando que foi realojado temporariamente numa pensão pelo Serviço de Ação Social do município, por questões de segurança.A Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar, nos últimos dias, descargas de água, devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, levando ao aumento do caudal do Rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.Na terça-feira, o presidente da câmara revelou à Lusa que a subida da água deixou submersa uma obra municipal concluída recentemente na frente ribeirinha da vila e o cais onde se realizam as festas de verão.Já na aldeia ribeirinha do Pomarão, alguns caravanistas instalados no cais da povoação foram alertados para deixar o local, adiantou, então, o autarca.Lusa. O corte de trânsito na autoestrada 14 (A14) entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho irá manter-se, por tempo indeterminado, devido a novo alagamento do pavimento na noite passada, disse à Lusa fonte oficial da Brisa.Em informação prestada pelas 11h00 desta quarta-feira, a mesma fonte explicou que esta noite a água subiu nos terrenos adjacentes àquela via, entre os quilómetros (km) 8 e 9, e entrou no asfalto, levando à manutenção da interrupção da circulação nos dois sentidos, decidida ao início da madrugada de terça-feira.Em imagens a que a Lusa teve acesso, captadas entre as 09h48 e as 10h00 de hoje, é possível ver a água a passar por debaixo das guardas de proteção, no sentido Figueira da Foz – Montemor-o-Velho e invadir o asfalto, numa zona de terrenos agrícolas entre a ponte da A17 sobre o rio Mondego e as comportas do Foja, na freguesia de Maiorca.Esta é sensivelmente a mesma zona onde a A14 (então IP3) esteve cortada vários dias, também devido à subida das águas, nas grandes cheias de janeiro de 2001, há 25 anos.Na altura, a água provocou diversos danos no asfalto, levando ao condicionamento da circulação no local a apenas uma via durante vários meses.Segundo a Brisa, na A14 mantém-se o corte de plena via (nos dois sentidos) entre o nó de Montemor-o-Velho e o nó da A17 no sentido Coimbra – Figueira da Foz e, no sentido contrário, entre o nó da A17 e o nó de Santa Eulália, de acesso à antiga estrada nacional (EN) 111.A EN 111 está cortada ao trânsito, há vários dias, no troço das Pontes de Maiorca, também devido a alagamento junto ao nó da A14, impedindo que aquela via possa ser uma alternativa total à autoestrada.No nó de Santa Eulália, só é possível entrar da EN 111 para a A14, para nordeste, em direção a Coimbra, mas não seguir para a Figueira da Foz pela antiga estrada nacional, nem para a povoação de Ereira, pela municipal 601.A alternativa local para circular entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho (e vice-versa) passa pela EN 111 até à vila de Maiorca, seguindo depois para norte pela municipal 581 por Santo Amaro da Boiça até ao cruzamento de Santana.Daí o percurso segue pela EN 347 (em direção a Gatões) até ao cruzamento com a EN 111 em Quinhendros, onde se retoma aquela estrada nacional, já no município de Montemor-o-Velho.No entanto, os cerca de 12 km alternativos em cada sentido apresentam duas condicionantes: a subida das águas ameaça cortar a EN 347 no troço entre o cruzamento de Gatões e o cruzamento de Santana e, entre este ponto e Santo Amaro da Boiça, na municipal 581, há um local com grades de proteção, mal sinalizadas, na faixa de rodagem (também devido a alagamento), obrigando a circulação alternada.Este percurso, efetuado pela Lusa na manhã de terça-feira, apresentava alguma acumulação de trânsito na passagem pelas aldeias, já com filas de centenas de metros, nomeadamente devido à circulação de veículos pesados.Entretanto, a Junta de Freguesia de Maiorca emitiu um aviso de “aumento significativo do fluxo de trânsito” nas estradas da freguesia, apelando à circulação “com especial atenção”, ao cumprimento dos limites de velocidade e a “cuidados redobrados” junto a zonas habitacionais e pedonais.Lusa.Parlamento aprova audição urgente da ministra da Administração Interna.A última noite "foi de muita chuva" em Cascais, tendo-se verificado ocorrências no Largo de Camões, uma zona crítica para inundações, conforme constatou o DN no local. A Avenida dos Combatentes da Grande Guerra está fechada ao trânsito para que bombeiros, forças de segurança e Proteção Civil possam atuar.De acordo com a Câmara de Cascais, "a última noite foi de muita chuva no concelho, no entanto, não foram registadas ocorrências graves". "Bombeiros, forças de segurança e os vários serviços do Município cooperaram de forma organizada contribuindo para a resolução rápida de ocorrências e promoção da segurança", explica a autarquia numa nota divulgada nas redes sociais.A Câmara de Cascais aproveitou para alertar que o mau tempo vai continuar ao longo desta quarta-feira, devido à depressão Leonardo.Apela, por isso, à adoção de medidas de autoproteção recomendadas pela Proteção Civil:-Adote uma condução defensiva- Evite zonas costeiras ou florestais -Não atravesse zonas inundadas -- Verifique a fixação de estruturas- Coloque objetos, bens e animais em zonas altas .A chuva que tem caído fez transbordar hoje a Ribeira da Corona, no concelho de Grândola, estando a população da aldeia do Lousal isolada, desde as 06:00, disse à agência Lusa o presidente da junta.“As chuvas contínuas desta noite e desta manhã fizeram transbordar a Ribeira da Corona, junto ao Lousal, e os únicos acessos do Lousal para o exterior estão impedidos”, relatou o presidente da Junta de Freguesia de Azinheira de Barros, no distrito de Setúbal, Pedro Ruas.De acordo com o autarca, os principais locais de acesso à aldeia, que estão submersos, foram sinalizados pelas autoridades, estando a ser feitos apelos à população para que se mantenha em segurança.“Estamos a fazer um apelo para as pessoas não correrem riscos, para não se meterem em aventuras, não tentarem passar as pontes, nem da Ribeira da Corona, nem da Ribeira do Lousal. É um risco demasiado grande”, alertou.Segundo Pedro Ruas, está a ser articulada com o Serviço Municipal de Proteção Civil e com os Bombeiros Mistos de Grândola, “uma solução de emergência”, caso seja necessário retirar pessoas da aldeia mineira.“Estamos a avaliar, neste momento, qual é a melhor solução para atravessar a ribeira” que, “além de ter subido, está com uma velocidade que nos impressiona”, explicou, acrescentando que a localidade do Lousal “tem diferentes acessos, mas todos com ribeiras”.A solução para retirar os moradores pode passar pelo recurso “a um barco” para fazer a travessia, “ou eventualmente um carro especial, por um dos acessos alternativos, sendo necessário fazer um circuito de cerca de 15 a 20 quilómetros para chegar ao Lousal”, admitiu.“Poucas pessoas conseguiram sair do Lousal hoje. Desde as 06:00 da manhã que a aldeia está isolada. As professoras não entraram, as crianças não conseguiram entrar, os trabalhadores que são de fora não conseguiram sair, o padeiro que conseguiu sair já não conseguiu entrar”, exemplificou.. Na sua página oficial no Facebook, a Câmara de Grândola, informou que a Estrada Nacional 261-2 (EN261-2), entre Grândola e Melides, continua interdita ao trânsito, assim como a estrada de ligação ao Lousal pelos Faleiros e a estrada para os Mosqueirões, desde o cruzamento da Penha até ao cruzamento da Abela.Já no Itinerário Complementar 1 (IC1), no sentido Norte–Sul, entre o bairro do Isaías e a rotunda de acesso ao IC33/IP8, registam-se zonas parcialmente submersas, podendo ocorrer condicionamentos à circulação.Segundo o município, as autoridades procederam ainda a evacuações preventivas na zona das Várzeas, nomeadamente nos Olivais e Hortas, junto à Ribeira de Grândola, bem como na zona de Vale Gamito.Lusa.A Direção-Geral da Saúde (DGS) deixou alertas e emitiu recomendações de segurança face aos riscos de exposição ao amianto durante os trabalhos de limpeza e reparação de edifícios e estruturas, na sequência da destruição causada pela depressão Kristin. Nas redes sociais, a DGS informa que “o perigo surge quando estes materiais são danificados, libertando fibras invisíveis que podem ser inaladas”, provocando consequências para a saúde. Explica que os edifícios mais antigos, construídos antes de 2005, podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação. Se encontrar materiais suspeitos de conter amianto, "não mexa, não corte não parta, afaste pessoas do local, não varra, nem aspire", recomenda a DGS..Uma verba de cinco mil euros é quanto a Câmara de Castelo Branco vai disponibilizar a cada uma das 22 freguesias do concelho para resolução de "problemas urgentes".A medida foi explicada à Lusa pelo presidente da autarquia, Leopoldo Rodrigues, dando conta que o valor pode ser alterado de acordo com as necessidades emergentes. "A atribuição desta verba às freguesias é para ser imediata e para fazer face à resolução de problemas urgentes. Claro que estão excluídas as grandes intervenções necessárias nas freguesias. Essas vão ser feitas em colaboração com a Câmara Municipal”, disse o autarca..A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) ainda não tem um valor efetivo dos estragos nas grandes indústrias do concelho, mas antevê prejuízos de algumas dezenas de milhões de euros."A tempestade Kristin terá provocado danos no tecido empresarial da Figueira de Foz de algumas dezenas de milhões de euros", disse a presidente da associação à Lusa, salientando que esta depressão provocou mais estragos que a Leslie, em 2018, e atingiu todos os ramos de atividade.Nas grandes indústrias, situadas na zona sul do concelho, a mais afetada, foram reportados danos significativos.A presidente da ACIFF, Vitória Abreu, destacou ainda estragos muito consideráveis em duas grandes indústrias de produção de pasta de papel e numa unidade de transformação de resina.Nas grandes indústrias, "o impacto acumulado (direto e indireto) "poderá atingir vários milhões de euros, considerando a paragem de linhas de produção e danos estruturais".Num levantamento efetuado, a ACIFF contabilizou ainda prejuízos diretos em 55 micro e pequenas empresas do concelho, superiores a 1,5 milhão de euros.A associação reconhece que o Governo apresentou um pacote de apoios "estruturado", destacando as linhas de crédito, o 'lay-off', as isenções à Segurança Social e a simplificação de licenciamentos, mas alertou "que a celeridade na aplicação é o fator crítico para a sobrevivência das empresas"."Os efeitos da tempestade ultrapassam a destruição física. A interrupção de energia e comunicações, a deterioração de 'stocks' e as penalizações contratuais criaram uma asfixia económica que exige soluções práticas e desburocratizadas agora", sublinhou.Lusa.Meios pesados da força especial de Proteção Civil e dos fuzileiros da Marinha vão assegurar o transporte de pessoas e mercadorias para a Ereira, em Montemor-o-Velho, devido à subida da água no único acesso, anunciou a autarquia.Em declarações à agência Lusa, fonte do município de Montemor-o-Velho afirmou que este transporte especial vai decorrer “em contínuo, dia e noite”.“O acesso está muito condicionado, com a subida da água. Ainda se passa, mas não estamos a aconselhar as pessoas a fazê-lo e deverá ser encerrado em breve”, indicou a fonte.O transporte de pessoas e mercadorias por meios pesados dos fuzileiros e bombeiros permite vencer os cerca de 600 metros da estrada municipal 601, de e para a Ereira, entre a entrada da povoação e a ponte de Verride sobre o rio Mondego, a sul.Na localidade da Ereira – uma ilha no Baixo Mondego entre o canal principal do rio e o chamado leito abandonado, residem cerca de 650 pessoas, muitas das quais trabalham na sede de concelho, Montemor-o-Velho, e noutros destinos da região.Lusa.Mais de 90% do serviço de fornecimento de energia elétrica foi reposto no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, anunciou a Câmara Municipal.“Apesar dos fortes constrangimentos a nível de comunicações, o número geral do município de Vila de Rei [274 890 010] encontra-se em funcionamento”, informou, numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Vila de Rei. . A autarquia referiu ainda que as comunicações via correio eletrónico encontram-se a decorrer sem qualquer constrangimento e que os serviços de Ação Social do Município continuam a realizar o levantamento dos estragos causados pela tempestade.Este levantamento está a ser realizado na entrada do edifício dos Paços do Concelho, onde os particulares e empresas de Vila de Rei se devem deslocar para efetuar o seu relatório.“O município encontra-se a aceitar donativos de telhas, telhões e materiais de construção. Os materiais deverão ser entregues junto ao edifício da Junta de Freguesia de Vila de Rei”.Estão também a ser criados pontos de recolha de material lenhoso e entulho, que não podem estar misturados, na Zona Industrial do Souto (depois do lagar), Milreu (junto ao campo de futebol), Silveira (junto ao cemitério) e Zevão (entrada do estradão).A autarquia sublinhou ainda que o serviço de abastecimento de água está reposto na totalidade e que a qualidade da água nas torneiras está garantida.“Pode apresentar alguma turvação, mas é totalmente segura para consumo”.Face à queda de árvores e ao perigo que possam continuar a cair devido ao estado do tempo esperado para os próximos dias, os percursos pedestres do concelho de Vila de Rei encontram-se interditos à circulação.Lusa.A Infraestruturas de Portugal ativou os seus planos de atuação em situações de emergência, assegurando uma intervenção contínua no terreno, numa altura em que muitas estradas e linhas ferroviárias continuam cortadas.Foram mobilizados cerca de 1.100 operacionais, integrando equipas da IP e dos seus prestadores de serviço, 550 viaturas, entre veículos ligeiros, pesados, todo-o-terreno e veículos motorizados especiais, bem como pás carregadoras, retroescavadoras e giratórias.No mesmo sentido, a IP recebeu um reforço de 400 milhões de euros, aprovado em Conselho de Ministros, para conseguir dar resposta ao atual cenário nacional.“Até ao momento, os principais efeitos registados estão sobretudo associados à instabilidade de taludes, derrocadas, quedas de árvores e situações pontuais de inundação, fenómenos que constituem as principais preocupações operacionais, tendo em conta a quantidade de água acumulada nos solos. As equipas da IP, com o apoio essencial das empresas e empreiteiros com que colabora, encontram-se no terreno mobilizadas para ações de inspeção, prevenção e reposição das condições de segurança e circulação”, garante a entidade no seu site oficial..A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos anunciou o cancelamento das festividades do Carnaval 2026 no concelho devido à situação de calamidade, na sequência da "passagem devastadora da depressão Kristin"."Todos os recursos humanos e logísticos estão canalizados para o apoio às populações e empenhados em minimizar, o mais possível, os graves danos causados por esta tempestade", justifica o município em nota divulgada nas redes sociais.Assim sendo, o programa das festividades do Carnaval, que estava previsto realizar-se entre os dias 13 e 17, foi cancelado. "O nosso pensamento está constantemente com todas as famílias que sofreram estas perdas, com aqueles que viram os seus bens danificados e com todos os que enfrentam o desalento causado por esta intempérie", refere a autarquia. .A Força Aérea realizou esta quarta-feira um sobrevoo de reconhecimento da zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida, para recolher informação sobre áreas afetadas por cheias e em situação de perigo.“Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou hoje um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida”, anunciou em comunicado aquele ramo das Forças Armadas.De acordo com a Força Aérea Portuguesa, esta “missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações”.. A Força Aérea acrescenta ainda que estão “empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afetadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e deteção de cheias”.O ramo das Forças Armadas recorda que na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos, tanto presencialmente como através das redes sociais da Força Aérea.Mantém-se ainda “o apoio na cedência e aplicação de lonas, na disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas”.Por outro lado, o “Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as ações de recuperação após os efeitos da depressão Kristin”.Lusa.Um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, ficaram hoje desalojados depois de a casa onde viviam ter desabado parcialmente devido ao mau tempo, no concelho de Ourique, distrito de Beja.Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ourique, Mário Batista, referiu à Lusa que a casa, situada no lugar de Foros da Favela, a cerca de oito quilómetros da vila, ficou sem condições de habitabilidade.A habitação “tem paredes em taipa” e as chuvas intensas podem ter originado “infiltrações de água” na estrutura, que provocaram o desabamento parcial, apontou.Igualmente contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, salientou que os três moradores, um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, vão ser realojados temporariamente numa casa do município.O alerta para o desabamento parcial desta habitação foi dado às autoridades às 07:57.DN/Lusa.Cerca de 99% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, deverá ter o abastecimento de água restabelecido até ao final da tarde de hoje, anunciou a Be Water – Águas de Ourém.Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que “cerca de 80% dos sistemas de abastecimento do concelho estão a operar com energia proveniente de geradores (aproximadamente 25 no total)”.“Devido à sua sensibilidade, estes equipamentos estão sujeitos a paragens e avarias, exigindo vigilância contínua e circuitos de reabastecimento ininterruptos, assegurados por duas equipas em permanência”, explicou.Segundo a Be Water, foi feito o reforço do abastecimento em alguns reservatórios através do transporte de água entre sistemas e “algumas zonas abastecidas com hidropressores estão temporariamente a funcionar em ‘bypass’”, o que poderá levar a que a pressão de serviço seja inferior ao normal.Há também a possibilidade de surgirem “pequenas interrupções devido a roturas ou danos na rede de distribuição”, mas a empresa referiu que, “para assegurar uma intervenção rápida”, está a recolher informações junto do município de Ourém, da Proteção Civil e dos munícipes.“Os trabalhos estão a decorrer para normalizar totalmente o abastecimento o mais rapidamente possível”.Lusa.Um total de 93 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou Portugal continental há uma semana, na rede de distribuição, informou hoje a empresa. São menos 10 mil do que no balanço anterior, que estava nos 103 mil.Num balanço feito às 08:00, a empresa indicou que “estão por alimentar 93 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 87 mil clientes”.Leiria é o distrito mais afetado, com mais com 63 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 15 mil clientes, Castelo Branco com seis mil, e Coimbra com três mil, segundo a E-Redes.DN/Lusa.O nível de cheia na zona baixa de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, “já ultrapassou 1,20 metros”, disse esta quarta-feira à Lusa o comandante sub-regional da proteção civil, realçando que “a situação agravou-se”.“O nível de cheia já ultrapassou 1,20 metros e prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, a continuação da precipitação e do vento”, disse o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.Além disso, acrescentou, “as barragens continuam a descarregar”, com essa água a chegar ao Rio Sado que ‘banha’ a cidade de Alcácer do Sal.“A situação agravou-se. Tivemos a maré cheia por volta das 05h00 e a próxima será às 18h00”, relatou.Tiago Bugio indicou que “a avenida está inundada e ruas adjacentes e diversas ruas estão cortadas ao trânsito”.O comandante destacou que hoje também a Estrada nacional 253 (EN253) que faz a ligação entre Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, encontra-se fechada à circulação rodoviária.Além disso, tal como nos últimos dias, os acessos às localidades de Santa Catarina, São Romão, Arez e Casebres estão cortados ao trânsito, mas estas povoações têm ligações a municípios vizinhos, enquanto Vale do Guizo, cujo acesso também está cortado, “está isolado”.Perante as condições meteorológicas previstas, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral deixou um apelo à população.“O importante é que os habitantes se cinjam às deslocações essenciais, porque as condições meteorológicas vão agravar-se”, alertou.Além disso, continuou, “a acumulação de água nas estradas é muito elevada, as linhas de água estão a extravasar os leitos”, pelo que são necessários “cuidados redobrados”.O mesmo responsável acrescentou ainda que, na área do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, estão cortadas duas estradas no concelho de Santiago do Cacém. Bombeiros disseram à Lusa que se trata da EN261 em S. Domingos e a Estrada Municipal 390, entre Abela e S. Domingos.Lusa.A Infraestruturas de Portugal (IP) indica que nesta quarta-feira a circulação ferroviária regista condicionamentos em três linhas da rede nacional: Douro, Oeste e Sul, sendo esta última a mais recente com constrangimentos. Uma situação causada "pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos".De acordo com a CP, a circulação ferroviária na Linha do Sul estava às 09h00 suspensa entre Azinheira dos Barros e Grândola, no distrito de Setúbal.Este era o ponto da situação da IP às 08h00:Linha do Sul: circulação suspensa entre Grândola e Azinheira de Barros.Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira."As equipas da Infraestruturas de Portugal encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", assegura a empresa na nota divulgada no site..A maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu esta quarta-feira, uma semana após a depressão Kristin ter atingido gravemente o município, anunciou a Câmara.Abriram estabelecimentos do pré-escolar ao ensino secundário dos oito agrupamentos do concelho e a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (esta não agrupada), com o município a aconselhar a consulta no sítio na Internet do município ou nas redes sociais de quais as escolas reabertas, assim como as turmas deslocalizadas.“Algumas escolas vão permanecer encerradas, devido aos danos provocados pelo mau tempo, nomeadamente quedas de árvores, cortes de energia e infiltrações, situações que exigem a verificação e garantia de todas as condições de segurança”, adiantou a autarquia, referindo que a avaliação para novas reaberturas vai ser feita diariamente.No caso dos estabelecimentos que não reúnem ainda condições para reabrir, a Câmara assegurou que “continua a trabalhar em articulação com a comunidade educativa para que todos os alunos regressem às aulas em segurança o mais rapidamente possível”.A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.Lusa.A partir desta quinta-feira (5 de fevereiro) vai estar disponível a plataforma da CCDR Centro para que as pessoas com prejuízos devido à passagem da depressão Kristin possam pedir apoios financeiros até 10 mil euros, informou Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País.“As pessoas, a partir de amanhã, podem começar a preencher a plataforma. Estamos a trabalhar com os municípios e juntas de freguesia para termos resposta para ajudar no preenchimento da plataforma”, disse à Antena 1 Paulo Fernandes.O responsável da estrutura de missão assegurou que “são apoios hiper simplificados em que as pessoas só precisam de fazer uma descrição muito sucinta dos seus problemas e aguardar pelo valor que numa ou duas semanas poderá estar disponível”. .O caudal do rio Douro, no Porto, deverá atingir “maiores subidas” durante o dia de hoje e de quinta-feira devido à grande quantidade de chuva que também é esperada em Espanha, alertou o comandante adjunto da Capitania do Douro.Avançando que já foram tomadas medidas preventivas, nomeadamente na zona de Miragaia, onde na terça-feira ainda permaneciam alguns carros, Pedro Cervaens apontou que esta noite a cota do rio atingiu os 5,20 metros, “um bocadinho menos do que na noite anterior”, esperando-se que “aumente devido à forte pluviosidade”.“Hoje e amanhã [quinta-feira] são dias de muita pluviosidade, não só aqui, mas em Espanha também, portanto a quantidade de água vai aumentar. Temos de estar ainda mais atentos”, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, à agência Lusa, num ponto de situação cerca das 08:00.Pedro Cervaens acrescentou que “já foram implementadas medidas, nomeadamente a retirada de alguns bens em Miragaia e o condicionamento de alguns acessos”.“Miragaia ainda tinha algumas viaturas estacionadas no local, os acessos a esses sítios de cotas mais baixas, que são os primeiros a galgar [a margem], foram condicionados e foram retirados esses bens. Não devemos, no entanto, tomar medidas demasiado restritivas porque têm impacto nas pessoas. Temos que ir avaliando”, concluiu.Lusa.“Nós temos cheias, mas aqueles desgraçados de Leiria nem telhado têm para dormir”.A Proteção civil registou 121 ocorrências, entre as 00h00 e as 07h00 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.Em declarações à Lusa, Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que apesar da chuva forte que caiu de noite, não houve registo de ocorrências graves durante a noite.“Entre as 00h00 e as 07h00 de hoje foram registadas 121 ocorrências, a maioria (33) na sub-região de Lisboa e na Península de Setúbal com 26. As restantes ocorrências estão distribuídas por outras regiões do país”, disse.Quanto à situação do nível das águas, Rui Oliveira disse que não há alterações significativas relativamente a terça-feira, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.Contactado pela agência Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou que entre as 00h00 e as 08h00 registaram cerca de 20 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria inundações e queda de árvores e estruturas e movimentos de massa, mas sem gravidade.Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva forte, vento, agitação marítima e queda de neve, tendo já sido emitidos avisos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Lusa.Marcelo questionou primeiro-ministro sobre as razões para não ativar Mecanismo Europeu de Proteção Civil.Todos os distritos de Portugal continental estão esta quarta e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o IPMA.O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.“Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável”, é referido na nota.Esse sistema frontal começa pela região sul e irá estender-se gradualmente às restantes regiões do continente durante o dia de hoje, prevendo-se que o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite de hoje para quinta-feira, passando gradualmente a regime de aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada.Devido a esta previsão meteorológica, o IPMA emitiu aviso amarelo de chuva por vezes forte para os distritos de Évora, Faro, Setúbal e Lisboa até às 15h00 de hoje e a partir desta hora até às 09h00 de quinta-feira.Viseu, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo por causa da chuva até às 21h00 de hoje e depois entre as 03h00 e as 09h00 de quinta-feira.Já os distritos de Bragança, Porto, Guarda, Leiria, Beja, castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Portalegre vão estar sob aviso amarelo devido à chuva entre as 03h00 e as 09h00 de quinta-feira.O IPMA colocou igualmente os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal Santarém, Viana do Castelo e Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga por causa do vento hoje e na quinta-feira, prevendo-se rajadas até 90 quilómetros por hora e até 100 nas serras.Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso laranja por causa da agitação marítima entre as 12h00 de quinta-feira e as 18h00 de sábado, prevendo-se ondas do quadrante oeste com 5 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 12 a 13 metros de altura máxima.Devido ao estado do mar, as barras marítimas de Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Ericeira, Nazaré, São Martinho do Porto, Albufeira e Alvor estão hoje encerradas a toda a navegaçãoAs barras marítimas de Leixões, Viana do Castelo, Lisboa e Portimão estão condicionadas.Os distritos da Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar sob aviso laranja entre as 12h00 e as 22h00 de sexta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros.Também por causa da neve, Bragança, Viseu e Aveiro vão estar sob aviso amarelo entre as 15h00e as 22h00 de sexta-feira.O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.Lusa.Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal.As Forças Armadas anunciaram que posicionaram 42 botes e respetivas equipas, para "mitigar o impacto das tempestades às populações", devido à previsão de agravamento do estado do tempo.Em comunicado, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento na terça-feira de 42 botes e respetivas equipas "nas zonas de Coimbra, Tancos e Águeda".Desde 28 de janeiro, estiveram em apoio direto às populações 4117 militares, com 478 viaturas e 46 máquinas de engenharia.Entre o apoio dado estão 23 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda seis em curso, ou 361 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.As Forças Armadas forneceram ainda 28 geradores e 23 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.Segundo o EMGFA, estão sete pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C, também da Força Aérea, para este apoio específico."As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.Lusa.Exército reforça presença no terreno. Comandos e paraquedistas vão também apoiar as populações .Portugal enfrenta esta quarta-feira a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.Os autarcas dão conta das necessidades da população em sucessivos apelos para a reconstrução de casas e infraestruturas, que exigem materiais e mão-de-obra qualificada.A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados, durante reparações, ou intoxicação com origem num gerador.Os estragos estão ainda a ser contabilizados, desde a destruição total ou parcial de casas, redes de abastecimento de energia e comunicações, num momento em que se teme o agravamento das condições meteorológicas e uma nova subida das águas dos rios, já a transbordar.O rasto da tempestade afetou fortemente as vias de comunicação, estradas, caminhos-de-ferro, escolas, deixando populações isoladas e pessoas desalojadas.Os feridos contabilizam-se em centenas.Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos. .Municípios ainda sem comunicações. Escolas começam a reabrir esta quarta-feira. Escolas encerradas na quarta-feira da semana passada deverão começar hoje a reabrir, mas algumas só abrem portas na segunda-feira.Mas noutras zonas do país, como no distrito de Castelo Branco, há ainda municípios sem comunicações móveis ou com instabilidade nas redes. Mais de 70% do concelho de Oleiros estava nesta situação na terça-feira, à medida que diminuía o número de pessoas sem energia elétrica.Em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, também ainda havia freguesias sem comunicações na terça-feira e na sede do concelho apenas um operador tinha reposto o serviço.Na Marinha Grande, o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em metade do concelho, enquanto as comunicações apenas foram repostas no centro da cidade, de acordo com a informação disponível na terça-feira. .Forças Armadas no terreno a apoiar as populações. As Forças Armadas foram envolvidas no socorro à população, mas a ajuda demorou a chegar ao terreno e continua a ser solicitada para ajudar a reconstruir telhados levados pelo vento e outras ações para repor a normalidade possível.O Governo determinou, entretanto, a isenção de portagens, durante uma semana, para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, em quatro troços com origem e destino em nós das autoestradas 8, 17, 14 e 19.A Kristin provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais, estimando o Governo que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação.A quem contava com as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, o presidente da Comissão de Auditoria e Controlo do PRR já avisou que não é possível “contar com o dinheiro” do plano para acudir ao impacto causado pelo mau tempo.O país mobiliza-se para enviar ajuda às populações mais afetadas, organizando grupos de voluntários para recolha de bens e limpeza de vias, com muitas estradas cortadas pela queda de árvores ou inundações.Com as barragens na capacidade máxima, os solos saturados e a previsão de continuação de chuva, esperam-se cheias junto aos rios, nomeadamente o Douro, na Régua, mas também noutros locais.A Comissão Europeia manifestou solidariedade com Portugal, face aos impactos do mau tempo, defendendo uma resposta articulada, recurso ao fundo de solidariedade e investimento em redes elétricas mais resilientes.A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27 de janeiro, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes.Cerca de 1,7 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica, em consequência das condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir durante aquela noite, de acordo com a E-Redes, do grupo EDP.Desde terça-feira, vários distritos do continente e os arquipélagos da Madeira e dos Açores mantém-se sob aviso devido ao vento, chuva, agitação marítima e queda de neve.A depressão Leonardo começa a atingir Portugal continental com aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve, com chuva persistente e rajadas de vento que podem atingir os 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Estima-se que o vento possa ter atingido velocidades superiores a 200 quilómetros por hora, durante a passagem da Kristin por Portugal.Na base área de Monte Real, foi registada uma rajada de 178 KM/hora.Lusa.Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas