Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu

Uma semana após a passagem da tempestade Kristin, há ainda populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda numa altura em que o país enfrenta a nova depressão meteorológica Leonardo.
Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
Foto: Gerardo Santos

Prejuízos na indústria da Figueira da Foz podem chegar a dezenas de milhões de euros

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) ainda não tem um valor efetivo dos estragos nas grandes indústrias do concelho, mas antevê prejuízos de algumas dezenas de milhões de euros.

"A tempestade Kristin terá provocado danos no tecido empresarial da Figueira de Foz de algumas dezenas de milhões de euros", disse a presidente da associação à Lusa, salientando que esta depressão provocou mais estragos que a Leslie, em 2018, e atingiu todos os ramos de atividade.

Nas grandes indústrias, situadas na zona sul do concelho, a mais afetada, foram reportados danos significativos.

A presidente da ACIFF, Vitória Abreu, destacou ainda estragos muito consideráveis em duas grandes indústrias de produção de pasta de papel e numa unidade de transformação de resina.

Nas grandes indústrias, "o impacto acumulado (direto e indireto) "poderá atingir vários milhões de euros, considerando a paragem de linhas de produção e danos estruturais".

Num levantamento efetuado, a ACIFF contabilizou ainda prejuízos diretos em 55 micro e pequenas empresas do concelho, superiores a 1,5 milhão de euros.

A associação reconhece que o Governo apresentou um pacote de apoios "estruturado", destacando as linhas de crédito, o 'lay-off', as isenções à Segurança Social e a simplificação de licenciamentos, mas alertou "que a celeridade na aplicação é o fator crítico para a sobrevivência das empresas".

"Os efeitos da tempestade ultrapassam a destruição física. A interrupção de energia e comunicações, a deterioração de 'stocks' e as penalizações contratuais criaram uma asfixia económica que exige soluções práticas e desburocratizadas agora", sublinhou.

Lusa

Bombeiros e fuzileiros asseguram transportes para a Ereira, em Montemor-o-Velho. Subida da água no único acesso

Meios pesados da força especial de Proteção Civil e dos fuzileiros da Marinha vão assegurar o transporte de pessoas e mercadorias para a Ereira, em Montemor-o-Velho, devido à subida da água no único acesso, anunciou a autarquia.

Em declarações à agência Lusa, fonte do município de Montemor-o-Velho afirmou que este transporte especial vai decorrer “em contínuo, dia e noite”.

“O acesso está muito condicionado, com a subida da água. Ainda se passa, mas não estamos a aconselhar as pessoas a fazê-lo e deverá ser encerrado em breve”, indicou a fonte.

O transporte de pessoas e mercadorias por meios pesados dos fuzileiros e bombeiros permite vencer os cerca de 600 metros da estrada municipal 601, de e para a Ereira, entre a entrada da povoação e a ponte de Verride sobre o rio Mondego, a sul.

Na localidade da Ereira – uma ilha no Baixo Mondego entre o canal principal do rio e o chamado leito abandonado, residem cerca de 650 pessoas, muitas das quais trabalham na sede de concelho, Montemor-o-Velho, e noutros destinos da região.

Lusa

Vila de Rei com mais de 90% do fornecimento de energia elétrica reposto

Mais de 90% do serviço de fornecimento de energia elétrica foi reposto no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, anunciou a Câmara Municipal.

“Apesar dos fortes constrangimentos a nível de comunicações, o número geral do município de Vila de Rei [274 890 010] encontra-se em funcionamento”, informou, numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Vila de Rei.

A autarquia referiu ainda que as comunicações via correio eletrónico encontram-se a decorrer sem qualquer constrangimento e que os serviços de Ação Social do Município continuam a realizar o levantamento dos estragos causados pela tempestade.

Este levantamento está a ser realizado na entrada do edifício dos Paços do Concelho, onde os particulares e empresas de Vila de Rei se devem deslocar para efetuar o seu relatório.

“O município encontra-se a aceitar donativos de telhas, telhões e materiais de construção. Os materiais deverão ser entregues junto ao edifício da Junta de Freguesia de Vila de Rei”.

Estão também a ser criados pontos de recolha de material lenhoso e entulho, que não podem estar misturados, na Zona Industrial do Souto (depois do lagar), Milreu (junto ao campo de futebol), Silveira (junto ao cemitério) e Zevão (entrada do estradão).

A autarquia sublinhou ainda que o serviço de abastecimento de água está reposto na totalidade e que a qualidade da água nas torneiras está garantida.

“Pode apresentar alguma turvação, mas é totalmente segura para consumo”.

Face à queda de árvores e ao perigo que possam continuar a cair devido ao estado do tempo esperado para os próximos dias, os percursos pedestres do concelho de Vila de Rei encontram-se interditos à circulação.

Lusa

IP ativou planos de emergências. Mais de 1000 operacionais no terreno e 400 milhões de euros

A Infraestruturas de Portugal ativou os seus planos de atuação em situações de emergência, assegurando uma intervenção contínua no terreno, numa altura em que muitas estradas e linhas ferroviárias continuam cortadas.

Foram mobilizados cerca de 1.100 operacionais, integrando equipas da IP e dos seus prestadores de serviço, 550 viaturas, entre veículos ligeiros, pesados, todo-o-terreno e veículos motorizados especiais, bem como pás carregadoras, retroescavadoras e giratórias.

No mesmo sentido, a IP recebeu um reforço de 400 milhões de euros, aprovado em Conselho de Ministros, para conseguir dar resposta ao atual cenário nacional.

“Até ao momento, os principais efeitos registados estão sobretudo associados à instabilidade de taludes, derrocadas, quedas de árvores e situações pontuais de inundação, fenómenos que constituem as principais preocupações operacionais, tendo em conta a quantidade de água acumulada nos solos. As equipas da IP, com o apoio essencial das empresas e empreiteiros com que colabora, encontram-se no terreno mobilizadas para ações de inspeção, prevenção e reposição das condições de segurança e circulação”, garante a entidade no seu site oficial.

Figueiró dos Vinhos cancela Carnaval. "Todos os recursos canalizados para o apoio às populações"

A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos anunciou o cancelamento das festividades do Carnaval 2026 no concelho devido à situação de calamidade, na sequência da "passagem devastadora da depressão Kristin".

"Todos os recursos humanos e logísticos estão canalizados para o apoio às populações e empenhados em minimizar, o mais possível, os graves danos causados por esta tempestade", justifica o município em nota divulgada nas redes sociais.

Assim sendo, o programa das festividades do Carnaval, que estava previsto realizar-se entre os dias 13 e 17, foi cancelado. "O nosso pensamento está constantemente com todas as famílias que sofreram estas perdas, com aqueles que viram os seus bens danificados e com todos os que enfrentam o desalento causado por esta intempérie", refere a autarquia.

Força Aérea recolhe informação em zonas afetadas por cheias e em situação de perigo

A Força Aérea realizou esta quarta-feira um sobrevoo de reconhecimento da zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida, para recolher informação sobre áreas afetadas por cheias e em situação de perigo.

“Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou hoje um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida”, anunciou em comunicado aquele ramo das Forças Armadas.

De acordo com a Força Aérea Portuguesa, esta “missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações”.

A Força Aérea acrescenta ainda que estão “empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afetadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e deteção de cheias”.

O ramo das Forças Armadas recorda que na Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos, tanto presencialmente como através das redes sociais da Força Aérea.

Mantém-se ainda “o apoio na cedência e aplicação de lonas, na disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas”.

Por outro lado, o “Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as ações de recuperação após os efeitos da depressão Kristin”.

Lusa

Casal e filho desalojados após casa desabar parcialmente em Ourique

Um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, ficaram hoje desalojados depois de a casa onde viviam ter desabado parcialmente devido ao mau tempo, no concelho de Ourique, distrito de Beja.

Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros de Ourique, Mário Batista, referiu à Lusa que a casa, situada no lugar de Foros da Favela, a cerca de oito quilómetros da vila, ficou sem condições de habitabilidade.

A habitação “tem paredes em taipa” e as chuvas intensas podem ter originado “infiltrações de água” na estrutura, que provocaram o desabamento parcial, apontou.

Igualmente contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, salientou que os três moradores, um casal, com cerca de 70 anos, e o filho, de 40, vão ser realojados temporariamente numa casa do município.

O alerta para o desabamento parcial desta habitação foi dado às autoridades às 07:57.

DN/Lusa

Cerca de 99% da população de Ourém deverá ter água ao final da tarde

Cerca de 99% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, deverá ter o abastecimento de água restabelecido até ao final da tarde de hoje, anunciou a Be Water – Águas de Ourém.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa referiu que “cerca de 80% dos sistemas de abastecimento do concelho estão a operar com energia proveniente de geradores (aproximadamente 25 no total)”.

“Devido à sua sensibilidade, estes equipamentos estão sujeitos a paragens e avarias, exigindo vigilância contínua e circuitos de reabastecimento ininterruptos, assegurados por duas equipas em permanência”, explicou.

Segundo a Be Water, foi feito o reforço do abastecimento em alguns reservatórios através do transporte de água entre sistemas e “algumas zonas abastecidas com hidropressores estão temporariamente a funcionar em ‘bypass’”, o que poderá levar a que a pressão de serviço seja inferior ao normal.

Há também a possibilidade de surgirem “pequenas interrupções devido a roturas ou danos na rede de distribuição”, mas a empresa referiu que, “para assegurar uma intervenção rápida”, está a recolher informações junto do município de Ourém, da Proteção Civil e dos munícipes.

“Os trabalhos estão a decorrer para normalizar totalmente o abastecimento o mais rapidamente possível”.

Lusa

Um total de 93 mil clientes da E-Redes sem energia

Um total de 93 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou Portugal continental há uma semana, na rede de distribuição, informou hoje a empresa. São menos 10 mil do que no balanço anterior, que estava nos 103 mil.

Num balanço feito às 08:00, a empresa indicou que “estão por alimentar 93 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 87 mil clientes”.

Leiria é o distrito mais afetado, com mais com 63 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 15 mil clientes, Castelo Branco com seis mil, e Coimbra com três mil, segundo a E-Redes.

DN/Lusa

"Situação agravou-se". Nível de cheia subiu para 1,2 metros na baixa de Alcácer do Sal

Foto: Gerardo Santos

O nível de cheia na zona baixa de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, “já ultrapassou 1,20 metros”, disse esta quarta-feira à Lusa o comandante sub-regional da proteção civil, realçando que “a situação agravou-se”.

“O nível de cheia já ultrapassou 1,20 metros e prevê-se um agravamento das condições meteorológicas, a continuação da precipitação e do vento”, disse o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Além disso, acrescentou, “as barragens continuam a descarregar”, com essa água a chegar ao Rio Sado que ‘banha’ a cidade de Alcácer do Sal.

“A situação agravou-se. Tivemos a maré cheia por volta das 05h00 e a próxima será às 18h00”, relatou.

Tiago Bugio indicou que “a avenida está inundada e ruas adjacentes e diversas ruas estão cortadas ao trânsito”.

O comandante destacou que hoje também a Estrada nacional 253 (EN253) que faz a ligação entre Alcácer do Sal e Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, encontra-se fechada à circulação rodoviária.

Além disso, tal como nos últimos dias, os acessos às localidades de Santa Catarina, São Romão, Arez e Casebres estão cortados ao trânsito, mas estas povoações têm ligações a municípios vizinhos, enquanto Vale do Guizo, cujo acesso também está cortado, “está isolado”.

Perante as condições meteorológicas previstas, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral deixou um apelo à população.

“O importante é que os habitantes se cinjam às deslocações essenciais, porque as condições meteorológicas vão agravar-se”, alertou.

Além disso, continuou, “a acumulação de água nas estradas é muito elevada, as linhas de água estão a extravasar os leitos”, pelo que são necessários “cuidados redobrados”.

O mesmo responsável acrescentou ainda que, na área do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, estão cortadas duas estradas no concelho de Santiago do Cacém. Bombeiros disseram à Lusa que se trata da EN261 em S. Domingos e a Estrada Municipal 390, entre Abela e S. Domingos.

Lusa

Ponto da situação da rede ferroviária. Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola

A Infraestruturas de Portugal (IP) indica que nesta quarta-feira a circulação ferroviária regista condicionamentos em três linhas da rede nacional: Douro, Oeste e Sul, sendo esta última a mais recente com constrangimentos. Uma situação causada "pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos".

De acordo com a CP, a circulação ferroviária na Linha do Sul estava às 09h00 suspensa entre Azinheira dos Barros e Grândola, no distrito de Setúbal.

Este era o ponto da situação da IP às 08h00:

Linha do Sul: circulação suspensa entre Grândola e Azinheira de Barros.

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira.

"As equipas da Infraestruturas de Portugal encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança", assegura a empresa na nota divulgada no site.

Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu hoje

A maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu esta quarta-feira, uma semana após a depressão Kristin ter atingido gravemente o município, anunciou a Câmara.

Abriram estabelecimentos do pré-escolar ao ensino secundário dos oito agrupamentos do concelho e a Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo (esta não agrupada), com o município a aconselhar a consulta no sítio na Internet do município ou nas redes sociais de quais as escolas reabertas, assim como as turmas deslocalizadas.

“Algumas escolas vão permanecer encerradas, devido aos danos provocados pelo mau tempo, nomeadamente quedas de árvores, cortes de energia e infiltrações, situações que exigem a verificação e garantia de todas as condições de segurança”, adiantou a autarquia, referindo que a avaliação para novas reaberturas vai ser feita diariamente.

No caso dos estabelecimentos que não reúnem ainda condições para reabrir, a Câmara assegurou que “continua a trabalhar em articulação com a comunidade educativa para que todos os alunos regressem às aulas em segurança o mais rapidamente possível”.

A Câmara de Leiria gere 145 edifícios escolares, com cerca de 15 mil alunos.

Lusa

Plataforma para pedir apoios até 10 mil euros disponível na quinta-feira

A partir desta quinta-feira (5 de fevereiro) vai estar disponível a plataforma da CCDR Centro para que as pessoas com prejuízos devido à passagem da depressão Kristin possam pedir apoios financeiros até 10 mil euros, informou Paulo Fernandes, coordenador da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País.

“As pessoas, a partir de amanhã, podem começar a preencher a plataforma. Estamos a trabalhar com os municípios e juntas de freguesia para termos resposta para ajudar no preenchimento da plataforma”, disse à Antena 1 Paulo Fernandes.

O responsável da estrutura de missão assegurou que “são apoios hiper simplificados em que as pessoas só precisam de fazer uma descrição muito sucinta dos seus problemas e aguardar pelo valor que numa ou duas semanas poderá estar disponível”.

Capitania do Douro prevê para hoje e quinta-feira maior subida do caudal do rio

O caudal do rio Douro, no Porto, deverá atingir “maiores subidas” durante o dia de hoje e de quinta-feira devido à grande quantidade de chuva que também é esperada em Espanha, alertou o comandante adjunto da Capitania do Douro.

Avançando que já foram tomadas medidas preventivas, nomeadamente na zona de Miragaia, onde na terça-feira ainda permaneciam alguns carros, Pedro Cervaens apontou que esta noite a cota do rio atingiu os 5,20 metros, “um bocadinho menos do que na noite anterior”, esperando-se que “aumente devido à forte pluviosidade”.

“Hoje e amanhã [quinta-feira] são dias de muita pluviosidade, não só aqui, mas em Espanha também, portanto a quantidade de água vai aumentar. Temos de estar ainda mais atentos”, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, à agência Lusa, num ponto de situação cerca das 08:00.

Pedro Cervaens acrescentou que “já foram implementadas medidas, nomeadamente a retirada de alguns bens em Miragaia e o condicionamento de alguns acessos”.

“Miragaia ainda tinha algumas viaturas estacionadas no local, os acessos a esses sítios de cotas mais baixas, que são os primeiros a galgar [a margem], foram condicionados e foram retirados esses bens. Não devemos, no entanto, tomar medidas demasiado restritivas porque têm impacto nas pessoas. Temos que ir avaliando”, concluiu.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
“Nós temos cheias, mas aqueles desgraçados de Leiria nem telhado têm para dormir”

Proteção civil registou 121 ocorrências entre as 00h00 e as 07h00

A Proteção civil registou 121 ocorrências, entre as 00h00 e as 07h00 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.

Em declarações à Lusa, Rui Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que apesar da chuva forte que caiu de noite, não houve registo de ocorrências graves durante a noite.

“Entre as 00h00 e as 07h00 de hoje foram registadas 121 ocorrências, a maioria (33) na sub-região de Lisboa e na Península de Setúbal com 26. As restantes ocorrências estão distribuídas por outras regiões do país”, disse.

Quanto à situação do nível das águas, Rui Oliveira disse que não há alterações significativas relativamente a terça-feira, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.

Contactado pela agência Lusa, fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa adiantou que entre as 00h00 e as 08h00 registaram cerca de 20 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria inundações e queda de árvores e estruturas e movimentos de massa, mas sem gravidade.

Portugal continental está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo com chuva forte, vento, agitação marítima e queda de neve, tendo já sido emitidos avisos, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
Marcelo questionou primeiro-ministro sobre as razões para não ativar Mecanismo Europeu de Proteção Civil

Todos os distritos sob aviso amarelo por causa da chuva a partir de hoje. Espera-se mais vento forte e agitação marítima 

Todos os distritos de Portugal continental estão esta quarta e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o IPMA.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou na terça-feira em comunicado que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte.

“Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável”, é referido na nota.

Esse sistema frontal começa pela região sul e irá estender-se gradualmente às restantes regiões do continente durante o dia de hoje, prevendo-se que o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite de hoje para quinta-feira, passando gradualmente a regime de aguaceiros, que poderão ser de granizo e acompanhados de trovoada.

Devido a esta previsão meteorológica, o IPMA emitiu aviso amarelo de chuva por vezes forte para os distritos de Évora, Faro, Setúbal e Lisboa até às 15h00 de hoje e a partir desta hora até às 09h00 de quinta-feira.

Viseu, Vila Real, Santarém, Viana do Castelo e Braga estão sob aviso amarelo por causa da chuva até às 21h00 de hoje e depois entre as 03h00 e as 09h00 de quinta-feira.

Já os distritos de Bragança, Porto, Guarda, Leiria, Beja, castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Portalegre vão estar sob aviso amarelo devido à chuva entre as 03h00 e as 09h00 de quinta-feira.

O IPMA colocou igualmente os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal Santarém, Viana do Castelo e Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga por causa do vento hoje e na quinta-feira, prevendo-se rajadas até 90 quilómetros por hora e até 100 nas serras.

Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar sob aviso laranja por causa da agitação marítima entre as 12h00 de quinta-feira e as 18h00 de sábado, prevendo-se ondas do quadrante oeste com 5 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 12 a 13 metros de altura máxima.

Devido ao estado do mar, as barras marítimas de Aveiro, Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa do Varzim, Vila do Conde, Ericeira, Nazaré, São Martinho do Porto, Albufeira e Alvor estão hoje encerradas a toda a navegação

As barras marítimas de Leixões, Viana do Castelo, Lisboa e Portimão estão condicionadas.

Os distritos da Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Castelo Branco vão estar sob aviso laranja entre as 12h00 e as 22h00 de sexta-feira devido à queda de neve acima de 800 metros.

Também por causa da neve, Bragança, Viseu e Aveiro vão estar sob aviso amarelo entre as 15h00e as 22h00 de sexta-feira.

O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal

Forças Armadas coloca 42 botes "para mitigar impacto" da tempestade

As Forças Armadas anunciaram que posicionaram 42 botes e respetivas equipas, para "mitigar o impacto das tempestades às populações", devido à previsão de agravamento do estado do tempo.

Em comunicado, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento na terça-feira de 42 botes e respetivas equipas "nas zonas de Coimbra, Tancos e Águeda".

Desde 28 de janeiro, estiveram em apoio direto às populações 4117 militares, com 478 viaturas e 46 máquinas de engenharia.

Entre o apoio dado estão 23 ações de desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, estando ainda seis em curso, ou 361 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.

As Forças Armadas forneceram ainda 28 geradores e 23 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.

Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras

"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e capacidade para fornecimento de alimentação em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.

Segundo o EMGFA, estão sete pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.

As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C, também da Força Aérea, para este apoio específico.

"As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
Exército reforça presença no terreno. Comandos e paraquedistas vão também apoiar as populações

Portugal enfrenta nova tempestade ainda sem recuperar da Kristin

Portugal enfrenta esta quarta-feira a chegada de uma nova tempestade, ainda com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.

Os autarcas dão conta das necessidades da população em sucessivos apelos para a reconstrução de casas e infraestruturas, que exigem materiais e mão-de-obra qualificada.

A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados, durante reparações, ou intoxicação com origem num gerador.

Os estragos estão ainda a ser contabilizados, desde a destruição total ou parcial de casas, redes de abastecimento de energia e comunicações, num momento em que se teme o agravamento das condições meteorológicas e uma nova subida das águas dos rios, já a transbordar.

O rasto da tempestade afetou fortemente as vias de comunicação, estradas, caminhos-de-ferro, escolas, deixando populações isoladas e pessoas desalojadas.

Os feridos contabilizam-se em centenas.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

Municípios ainda sem comunicações. Escolas começam a reabrir esta quarta-feira

Escolas encerradas na quarta-feira da semana passada deverão começar hoje a reabrir, mas algumas só abrem portas na segunda-feira.

Mas noutras zonas do país, como no distrito de Castelo Branco, há ainda municípios sem comunicações móveis ou com instabilidade nas redes. Mais de 70% do concelho de Oleiros estava nesta situação na terça-feira, à medida que diminuía o número de pessoas sem energia elétrica.

Em Vila Velha de Ródão, Castelo Branco, também ainda havia freguesias sem comunicações na terça-feira e na sede do concelho apenas um operador tinha reposto o serviço.

Na Marinha Grande, o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em metade do concelho, enquanto as comunicações apenas foram repostas no centro da cidade, de acordo com a informação disponível na terça-feira.

Forças Armadas no terreno a apoiar as populações

As Forças Armadas foram envolvidas no socorro à população, mas a ajuda demorou a chegar ao terreno e continua a ser solicitada para ajudar a reconstruir telhados levados pelo vento e outras ações para repor a normalidade possível.

O Governo determinou, entretanto, a isenção de portagens, durante uma semana, para facilitar a mobilidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, em quatro troços com origem e destino em nós das autoestradas 8, 17, 14 e 19.

A Kristin provocou danos em mais de 50 monumentos nacionais, estimando o Governo que sejam necessários cerca de 20 milhões de euros para intervenções de recuperação.

A quem contava com as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência, o presidente da Comissão de Auditoria e Controlo do PRR já avisou que não é possível “contar com o dinheiro” do plano para acudir ao impacto causado pelo mau tempo.

O país mobiliza-se para enviar ajuda às populações mais afetadas, organizando grupos de voluntários para recolha de bens e limpeza de vias, com muitas estradas cortadas pela queda de árvores ou inundações.

Com as barragens na capacidade máxima, os solos saturados e a previsão de continuação de chuva, esperam-se cheias junto aos rios, nomeadamente o Douro, na Régua, mas também noutros locais.

A Comissão Europeia manifestou solidariedade com Portugal, face aos impactos do mau tempo, defendendo uma resposta articulada, recurso ao fundo de solidariedade e investimento em redes elétricas mais resilientes.

A passagem da depressão Kristin, na madrugada do dia 27 de janeiro, deixou inoperacionais 774 quilómetros (7%) de linhas de muita alta tensão e derrubou 61 postes.

Cerca de 1,7 milhões de clientes ficaram sem energia elétrica, em consequência das condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir durante aquela noite, de acordo com a E-Redes, do grupo EDP.

Desde terça-feira, vários distritos do continente e os arquipélagos da Madeira e dos Açores mantém-se sob aviso devido ao vento, chuva, agitação marítima e queda de neve.

A depressão Leonardo começa a atingir Portugal continental com aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve, com chuva persistente e rajadas de vento que podem atingir os 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Estima-se que o vento possa ter atingido velocidades superiores a 200 quilómetros por hora, durante a passagem da Kristin por Portugal.

Na base área de Monte Real, foi registada uma rajada de 178 KM/hora.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Sul em Grândola. Maioria das escolas do concelho de Leiria reabriu
Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas
Diário de Notícias
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