Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas
FOTO: Reinaldo Rodrigues

Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas

A Proteção Civil elevou esta terça-feira estado de prontidão para o nível máximo tendo em conta o agravamento do mau tempo. Montenegro avisa que quinta-feira e domingo devem ser os dias mais críticos.
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Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras

A Ribeira da Laje galgou as margens na noite desta terça-feira na zona de Santo Amaro de Oeiras, provocando inundações na zona situada entre o Auchan de Paço de Arcos e o restaurante McDonald’s de Santo Amaro de Oeiras.

Há carros parcialmente submersos.

Autarca do Cartaxo garante que 600 pessoas de três aldeias estão “em segurança” mesmo que fiquem isoladas

O Presidente da Câmara do Cartaxo garante que as cerca de 600 pessoas que vivem nas aldeias de Valada, Porto de Muge e Reguengo não deixarão de estar em segurança mesmo que, numa situação limite, o acesso à única ponte que permite de lá sair fique submerso devido à subida do rio Tejo.

“A única forma de sair de Valada é através da ponte Dona Amélia. As outras estradas (que ligam a Vale de santarém, Vale da Pedra e Azambuja) estão submersas, mas estamos a conseguir fazer essa passagem. Os nossos carros de bombeiros têm conseguido fazer essa passagem e temos prestado apoio à população. Porém, o único acesso à ponte, por Salvaterra de Magos, pode estar em risco”, explicou João Heitor ao DN.

O autarca garante que a “situação está controlada” e que este “é um fenómeno que já aconteceu várias vezes”, pelo que a população já tem “alguma resiliência e está preparada”. “O nível da água está a subir e o caudal está a ser monitorizado. Mas mesmo que o caudal suba muito, a população não deixa de estar em segurança”, acrescentou.

João Heitor contou que o “concelho tem sido bastante afetado” pela sequência de tempestades. “Tivemos três dias com cerca de 30 por cento da população sem eletricidade e pode haver um caso ou outro em que ainda não esteja restabelecida. Temos vindo a resolver essas questões.”, frisou, explicando ainda que um “serviço contratado de autocarros tem transportado os alunos” às escolas e que a autarquia tem ajudado a fazer o transporte de refeições a partir de um centro de dia às aldeias mais remotas.

“Não é situação agradável. É situação delicada. Vamos manter os nossos meios operacionais disponíveis”, garantiu.

Linhas do Douro e Oeste suspensas e serviço no Urbanos de Coimbra foi retomado

A circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e na Linha Oeste, enquanto o serviço nos Urbanos de Coimbra foi retomado, adiantou hoje a CP - Comboios de Portugal.

Numa atualização pelas 20:00 de hoje, a CP sublinhou que foi retomada a circulação ferroviária no Ramal de Alfarelos, permitindo a realização dos comboios Urbanos de Coimbra.

O serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa, e o Intercidades na Linha da Beira Alta já tinham sido hoje retomados, após a suspensão na sequência do mau tempo.

Continuam suspensas a Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, e a Linha do Oeste, indicou a CP.

Também a IP - Infraestruturas de Portugal referiu, numa atualização pelas 18:00 de hoje, que estavam repostas as condições de circulação no Ramal de Alfarelos e que se mantinham os condicionamentos na Linha do Douro, com a circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho, e na Linha do Oeste, com a circulação suspensa entre Mafra e Amieira.

A IP destacou ainda que as suas equipas continuam no terreno "a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança".

Lusa

PR avisa que “não serve de nada ter medidas no papel” se não for possível executá-las

O Presidente da República avisou hoje que “não serve de nada ter medidas no papel” de apoio às populações afetadas pelo mau tempo se não for possível executá-las, pedindo coordenação no terreno porque senão as pessoas ficarão desesperadas.

“O problema não é [as medidas do Governo] serem suficientes, (...) faz-se o levantamento da situação que existe, de tal forma que se pode dar a resposta. Não serve nada ter medidas no papel, se não é possível dar resposta às medidas”, alertou, em declarações à margem das cerimónias fúnebres do cineasta João Canijo após ser questionado sobre a ação do Governo na resposta à passagem da depressão Kristin em Portugal continental.

O Presidente da República explicou que na reunião desta tarde com o primeiro-ministro no Palácio de Belém avaliou-se a situação dos próximos dias, para os quais se antevê uma quinta-feira e um domingo “complicados”, e como se vai responder aos mais de 100 mil portugueses sem eletricidade e mais de 70 mil sem telecomunicações.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou também que foi abordada nessa reunião a “importância de a máquina" do Estado conseguir responder aos problemas, bem como a sua coordenação.

“E nessa máquina, como é importante, além de uma coordenação, que agora está em Leiria, funcionar tudo bem, desde as pessoas até à coordenação”, defendeu, acrescentando que, se isso não acontecer, as “pessoas ficam ansiosas, angustiadas ou desesperadas”.

O chefe de Estado disse ainda, sem detalhar datas, que, além do concelho de Ourém, visitará Pedrógão Grande e que prevê estar primeiro na região do Mondego, a que seguirá uma visita à zona do Sado e uma ida à região do Tejo.

Lusa

Um total de 103 mil clientes da E-Redes sem energia às 17:00

Um total de 103 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica devido aos danos provocados pela depressão Kristin na rede de distribuição, informou hoje a empresa.

Num balanço feito às 17:00, a empresa indicou que “estão por alimentar 103 mil clientes, sendo que, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 99 mil clientes”.

Leiria é o distrito mais afetado, com mais com 75 mil clientes sem energia, seguido de Santarém, com 17 mil clientes, Castelo Branco, com 7 mil, e Coimbra, com menos de mil, precisou a E-Redes, quando se assinalam sete dias da passagem da depressão pelo território nacional.

No anterior balanço realizado pela empresa, pelas 12:00, o número de clientes afetados ascendia aos 116 mil.

Lusa

Presidente da APA diz que mês de janeiro deve ter sido o mais chuvoso de sempre

O mês de janeiro deverá ser o mais chuvoso de sempre, depois de dezembro também já ter registado uma das maiores pluviosidades de sempre, revelou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado.

“Estamos a viver um tempo excecional, nunca vivemos um tempo assim. Vamos ter talvez o mês de janeiro mais chuvoso de sempre e tivemos o mês de dezembro como um dos mais chuvosos de sempre”, afirmou.

O presidente da APA participou esta tarde, em Coimbra, numa reunião dedicada ao ponto de situação no rio Mondego e à definição e articulação de medidas de mitigação e controlo de cheias na região, que contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia e de alguns presidentes de Câmara.

Numa interrupção do encontro, Pimenta Machado evidenciou que, apesar de se viver uma crise sem precedentes, têm-se conseguido “gerir a situação”.

“Estamos a partir para esta tempestade, que é a segunda desta semana e estamos a meio de um jogo que mais parece uma batalha. Fizemos a última e ganhámos, agora temos a segunda pela frente e estamos mais bem preparados do que nunca”, assegurou, indicando que neste momento a cota da barragem Agueira está em “115,9, quando a cota de referência era 117”.

No seu entender, com a cota mais baixa, estamos “mais bem preparados do que nunca” para enfrentar a tempestade, que irá “entrar pela madrugada de quarta-feira e depois vai ganhar intensidade na quinta-feira”.

“É mais uma e depois já temos outra que nos espera no fim de semana. Fizemos tudo para estarmos bem preparados para enfrentar estas intempéries”, acrescentou.

Aos jornalistas, Pimenta Machado explicou que o Mondego é um rio diferente dos restantes que atravessam o país, circulando entre diques, que estão acima da cota de terreno.

“Portanto, é muito imprevisível saber onde eles podem arrebentar e também é muito imprevisível quando arrebentarem: aquilo gera uma onda de cheia com grande energia, diferente, por exemplo, das cheias do Douro”, referiu.

Segundo Pimenta Machado, as cheias do Douro são lentas, o rio vai subindo e vai alargando para as margens, “dando tempo para ir calibrando a gestão das medidas”.

“Mas, estamos confiantes com o trabalho que fizemos preventivo. Insisto, estamos na melhor situação de sempre a enfrentar estas duas intempéries que temos agora para frente”, assegurou.

Apesar de confiantes e sempre vigilantes, “o risco zero não existe”, sublinhou.

“Não existe aqui, não existe em nada, como sabemos todos. Mas estamos muito confiantes do trabalho que fizemos preventivo”, concluiu.

Lusa

Pescadores têm fundo de compensação e Governo estuda novo apoio para aquacultura

O Governo esclareceu hoje que os pescadores podem recorrer ao fundo de compensação salarial face ao mau tempo e adiantou estar a avaliar, para a aquacultura, um apoio para a compra de equipamentos destinados a requalificar unidades destruídas.

“No que respeita aos pescadores, é possível recorrer ao Fundo de Compensação Salarial dos Profissionais da Pesca (FCSPP), um mecanismo que apoia financeiramente pescadores e armadores com atividade suspensa por motivos excecionais, como mau tempo ou gestão de recursos”, indicou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa, acrescentando que estão a ser analisados apoios complementares.

O município da Nazaré pediu esclarecimentos à Secretaria de Estado das Pescas e do Mar quanto à não inclusão das atividades piscatórias e de aquacultura nos apoios anunciados na sequência da depressão Kristin.

Numa solicitação dirigida ao secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, o presidente da Câmara da Nazaré, Serafim António, questionou “as razões que justificam esta exclusão, da comunicação pública relativa aos apoios financeiros extraordinários destinados a mitigar os prejuízos provocados pelas recentes intempéries”.

À Lusa, o Ministério da Agricultura e Mar assegurou que as empresas do setor podem recorrer ao conjunto de medidas para famílias e empresas afetadas pela depressão Kristin.

O ministério tutelado por José Manuel Fernandes adiantou ainda estar a trabalhar com a autoridade de gestão do Mar 2030 sobre a possibilidade de disponibilizar um apoio para a aquisição de novos equipamentos para requalificar as unidades destruídas.

Lusa

Metropolitano de Lisboa abre três estações a sem-abrigo no período noturno

O Metropolitano de Lisboa vai manter abertas entre hoje e a madrugada de segunda-feira, no período noturno, as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio, para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam ali pernoitar, devido ao frio.

Numa informação enviada à agência Lusa, fonte do Metropolitano de Lisboa explicou que esta medida se insere “no âmbito do Plano de Contingência para Pessoas em Situação de Sem-Abrigo, visando assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que atualmente se fazem sentir na cidade de Lisboa”.

Assim, entre hoje e a madrugada de segunda-feira, as pessoas em situação de sem-abrigo poderão pernoitar nas estações de metro de Santa Apolónia (linha Azul), Rossio (linha Verde) e Oriente (linha Vermelha).

Lusa

Banco de Fomento lança 1500 milhões de euros de crédito para emergências e reconstrução

O Banco de Fomento vai lançar na quarta-feira duas linhas de crédito de emergência de 1.500 milhões de euros dirigidas às empresas afetadas pelas tempestades, para colmatar necessidades imediatas e apoiar a reconstrução de instalações e equipamentos.

A criação das linhas foi anunciada hoje pelo presidente do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, num encontro com jornalistas.

O responsável da instituição adiantou que o prazo para submissão das candidaturas arranca na quarta-feira, estando previsto que a contratação e a liquidez aconteçam a partir de segunda-feira, 09 de fevereiro.

Ao contraírem os empréstimos através destas linhas, as empresas terão uma isenção de comissão de garantia e das comissões bancárias habitualmente associadas, adiantou.

Os pedidos são submetidos junto do BPF pelos bancos comerciais, através do formulário que ficará disponível a partir de quarta-feira, cabendo às instituições financeiras obter a validação dos empresários para formalizar o empréstimo.

O objetivo das linhas de crédito especiais é assegurar condições de financiamento mais baixas às empresas, uma vez que os bancos concedem os empréstimos através de uma garantia emitida pelo BPF equivalente a 70% ou 80% do financiamento, dependendo da dimensão das empresas.

As linhas agora anunciadas abrangem diversos setores de atividade, desde a indústria à hotelaria, passando pela restauração ou empresas agrícolas, explicou o presidente executivo do BPF.

Além do financiamento global de 1.500 milhões de euros, o BPF tem previstos 100 milhões de euros que serão convertíveis a fundo perdido (subvenções), explicou.

O apoio com maior valor disponível, para a concessão de empréstimos num valor global de 1.000 milhões de euros, chama-se “linha BPF apoio à reconstrução – investimento” e destina-se a apoiar a construção de instalações, equipamentos, ativos biológicos e outras infraestruturas afetadas.

Para acederem a esta linha, as empresas têm de enviar aos bancos dois documentos: uma declaração de valor de danos (emitida pelas seguradoras ou pelas comissões de coordenação de desenvolvimento regional) ou da avaliação bancária (pelos bancos), e uma declaração de compromisso.

Os bancos comerciais analisam as operações, financiam até 100% dos danos e o BPF emite uma garantia, explicou o presidente executivo.

O financiamento vai até 100% dos danos causados. Se as empresas receberem indemnizações de seguros ou outras compensações relacionadas com os danos financiados os valores abate ao apoio concedido.

A garantia do BPF será de 70% para as grandes empresas e de 80% para as Pequenas e Médias Empresas, referiu. Depois, existe um teto máximo da garantia a conceder pelo BPF, que não poderá ultrapassar 20% do financiamento total por cada entidade financeira.

Há ainda a possibilidade de converter até 10% do valor concedido a uma empresa a fundo perdido, ao fim de três anos, se as entidades mantiverem a atividade e o emprego (será comparado o numero de trabalhadores entre 2025 e 2028), referiu o responsável do BPF.

As empresas têm dez anos para pagar os créditos, com um período de carência de três anos (até 36 meses) em que podem não reembolsar capital nem juros, explicou o responsável.

A segunda linha chama-se “linha BPF apoio à reconstrução – tesouraria” e pretende financiar necessidades imediatas de liquidez e fundo de maneio indispensáveis, estando previsto um total de 500 milhões de euros.

Neste caso, o prazo de pagamento é de cinco anos e o período sem exigência de reembolso é de 12 meses.

Nesta segunda linha, as micro empresas podem receber até 100 mil euros, as pequenas até 500 mil, as médias até 1,5 milhões de euros e as grandes até 2,5 milhões de euros, disse o presidente do BPF.

Para os financiamentos de tesouraria, o apoio abrange as empresas dos municípios em que seja decretada uma situação de emergência ou calamidade a partir de janeiro de 2026.

O presidente executivo do banco disse que há pelo menos 120 mil empresas elegíveis, sendo este número variável porque diz respeito apenas às empresas sediadas nos locais afetados, e as empresas com sede noutros locais do país também podem concorrer caso tenham registado perdas nos concelhos afetados pelas tempestades.

Lusa

Proteção Civil eleva estado de prontidão para o nível máximo

O comandante nacional de emergência e proteção civil alertou hoje para a situação meteorológica “muito complexa” prevista para os próximos dias, que obrigou a elevar o estado de prontidão do dispositivo para o nível mais elevado.

“Com base neste quadro meteorológico, o país foi elevado todo para o estado de prontidão especial 4, o mais elevado dos níveis que temos, o que implica 100% da capacidade dos agentes de proteção civil disponível”, afirmou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Face à situação meteorológica muito complexa que está prevista, o comandante nacional apelou às populações que tenham em atenção os fenómenos meteorológicos, como chuva e vento forte, agitação marítima com ondas que podem atingir os 11 metros, queda de neve e possibilidade de inundações.

O comandante nacional da Proteção Civil alertou ainda para o risco de lençóis de água nas estradas e e disse que o risco de cheias é sobretudo elevado em Águeda e nas margens dos rios Douro e Tâmega.

Desde o início da tempestade Kristin até às 16:00 de dia 1 foram registadas 12 183 ocorrências, sendo a queda de árvores o principal tipo de ocorrência, e já foram ativados 72 planos municipais e três planos distritais de emergência.

Castanheira de Pera estima prejuízos de cinco milhões de euros com 550 habitações afetadas

O presidente do Município de Castanheira de Pera, no norte do distrito de Leiria, estimou hoje em cinco milhões de euros os prejuízos no concelho após a depressão Kristin, que provocou danos em 550 habitações.

“São cerca 600 infraestruturas e habitações com danos, estamos agora a fazer o levantamento mais exaustivo, porque a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro pediu. E estimamos prejuízos de cerca de cinco milhões de euros”, disse à agência Lusa António Henriques.

“Os danos são em estradas, edifícios municipais, danos em património natural, nomeadamente ribeira de Pera, e Praia das Rocas”, declarou António Henriques, destacando que o número de habitações afetadas é de 550.

Segundo o autarca, “a zona sul do concelho foi praticamente toda afetada por esta intempérie”.

Quanto aos serviços essenciais, a falta de água foi pontual no concelho.

“Ao nível das telecomunicações, as três operadoras estão a funcionar desde domingo, embora, de vez em quando, haja alguma falha”, declarou, referindo que 95% do território tem energia elétrica.

O presidente da Câmara destacou o trabalho dos operacionais que estão no terreno, desde a Proteção Civil, funcionários municipais e de instituições particulares de solidariedade social, bombeiros, sapadores florestais e pessoas que trabalham nas infraestruturas elétricas e de comunicações.

“Tem sido um trabalho que tem permitido minimizar o impacto, que é grande, da intempérie”.

A autarquia anunciou, entretanto, a criação de um banco de telhas gratuitas, no estaleiro municipal, que começa a funcionar na quarta-feira, entre as 09:00 e as 17:30.

Aos munícipes que necessitem, a autarquia pede que levem um exemplar ou informação do tipo de telha que precisem.

“No local, deverá ser solicitada exclusivamente a quantidade necessária de telhas”, adiantou, explicando que, “posteriormente, técnicos da Câmara Municipal deslocar-se-ão às habitações para verificar se a quantidade de materiais utilizada corresponde ao solicitado, de forma a evitar pedidos indevidos ou excedentes”.

Em caso de os cidadãos não terem meios para transportar as telhas até casa, haverá apoio dos técnicos.

“O apoio está limitado ao ‘stock’ existente e os materiais serão entregues apenas no local indicado, por ordem de chegada”, esclareceu o município, pedindo às pessoas que tenham telhas para doar que o façam no estaleiro naquele horário.

Lusa

Montenegro: "Esta semana será um grande desafio. Quinta-feira e domingo serão dias difíceis"

Luís Montenegro perspetivou mais uma semana difícil no que concerne ao mau tempo e os seus efeitos, garantindo que tudo está a ser feito para minimizar os estragos.

"Estamos a fazer o maior esforço possível para a normalidade regressar à vida das pessoas. ainda há muitas que estão sem energia elétrica e telecomunicações. Esta semana será um grande desafio. Quinta-feira e domingo serão dias difíceis, com risco de inundações. Estamos a fazer toda a prevenção, para precaver os impactos", afirmou primeiro-ministro após uma reunião com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, em Lisboa.

Montenegro adiantou que o Presidente da República "estar em visitas a zonas afetadas, juntamente com membros do Governo, e constatar o que todos têm feito no terreno".

O líder do executivo garantiu que "estão empenhados todos os meios disponíveis para reparação e proteger o que está hoje mais frágil". "Não será possível fazer reparações nos primeiros dias, mas haverá ações preventivas para minimizar estragos", assegurou Montenegro.

Rangel diz que mecanismo europeu só será acionado por indicação da Proteção Civil

Paulo Rangel, chefe da diplomacia portuguesa, afirmou hoje à Lusa que o Governo não vai sobrepor-se às avaliações da Proteção Civil, apelando ao respeito pelo “juízo técnico” na resposta ao mau tempo, enquanto criticou o “oportunismo político”.

A ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil “depende de regras técnicas e de avaliação técnica da proteção civil”, salientou hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em declarações à Lusa por telefone no final de uma visita oficial à Argélia.

Leia mais em baixo.

Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas
Rangel diz que Governo não vai sobrepor-se ao "juízo técnico" da Proteção Civil para acionar ajuda europeia

Concelhos em situação de calamidade representam 17% da população portuguesa

Os 68 concelhos em situação de calamidade após a passagem da depressão Kristin têm 17,1% da população residente em Portugal e 16,7% da área total, um território onde se localizam grandes empresas, muitas delas fortemente exportadoras.

Segundo os dados do INE de 2023, nos concelhos com declaração de calamidade viviam 1.8267.35 pessoas (17,1%) e com um rendimento bruto de 20.651.694 euros, que corresponde a 16,4 % do total do país.

Em muitas das freguesias, ainda sem eletricidade, existirão dificuldades no acesso ao voto nas eleições presidenciais de domingo, 08 de fevereiro. No total da área afetada, estão inscritos 1.589.165 eleitores (14,4% do total). A abstenção nestes concelhos oscilou entre 26,33% em Vila de Rei e 50,30% na Nazaré.

Acima do poder de compra ‘per capita’ do país, no mapa dos concelhos afetados, apenas está Leiria, Coimbra e Aveiro, mas, entre os municípios com menos de 70% da média nacional existem quatro casos: Oleiros, Penamacor, Góis e Pampilhosa da Serra.

No que diz respeito ao envelhecimento, 30% da população tem mais de 65 anos, acima da média nacional (24%), e, dos 68 concelhos afetados, apenas 14 têm populações mais novas que a média nacional, com destaque para Entroncamento, Batalha e Ílhavo, seguindo-se depois Aveiro, Torres Vedras, Condeixa-a-Nova, Leiria, Rio Maior, Murtosa, Ovar, Vagos, Marinha Grande, Lourinhã e Albergaria-a-Velha.

Na região, encontram-se 14 concelhos com índice de envelhecimento que corresponde a mais do dobro da média nacional, com destaque para Oleiros, Penamacor, Pampilhosa da Serra e Castanheira de Pêra.

Oleiros, aliás, é o concelho mais envelhecido de toda a região afetada, com um índice de 730, quatro vezes superior à média nacional, e o presidente da Câmara disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade.

O impacto não é apenas nas pessoas mas também na economia regional e nacional. Os concelhos litorais desta região afetada têm uma forte componente empresarial e toda a região tem 248.586 empresas, que correspondem a 15,7% do total do país.

A região de Leiria e de Aveiro é fortemente exportadora e essa contabilidade também terá efeitos na balança comercial do país.

Lusa

Ourém pede celeridade na concretização das medidas do Governo

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, defendeu hoje a necessidade de agilizar e acelerar as medidas do Governo, para colmatar os prejuízos da depressão Kristin.

“Sabemos que as medidas, por muito boas que sejam, são sempre poucas. Obviamente que ficamos satisfeitos, agora mais satisfeitos e mais importante do que as medidas - que são importantes, muito importantes mesmo - é a agilização e a celeridade com que elas possam chegar às pessoas”, declarou à agência Lusa Luís Albuquerque.

Para Luís Albuquerque, “isso é fundamental”, para “as pessoas sentirem que os apoios que necessitam começam a chegar”.

“Tem de haver controlo, mas a agilização e a celeridade são fundamentais”, insistiu.

Entretanto, o município do distrito de Santarém anunciou que as instalações da Startup de Ourém, na Praceta Professor António Oliveira, estão abertas a empresários que necessitem de espaço de trabalho, nomeadamente acesso a condições para trabalho partilhado, ligação à Internet e apoio ao teletrabalho, com horário de funcionamento das 09:00 às 18:00.

Por outro lado, a autarquia suspendeu todas as atividades e programação cultural, decisão que visa a concentração de todos os meios e recursos na resposta às necessidades do concelho.

Esta decisão visa a concentração de todos os meios e recursos na resposta às necessidades decorrentes da situação que o concelho atravessa.

Lusa

Nazaré isenta de taxas as obras em cemitérios e a ocupação da via publica para reparações

A Câmara da Nazaré vai isentar as taxas para obras em jazigos e sepulturas danificados nos cemitérios municipais, na sequência da passagem da depressão Kristin na semana passada, que afetou o concelho.

“Esta decisão foi tomada em articulação com as juntas de freguesia, garantindo uma resposta coordenada e sensível a uma matéria de particular importância para as famílias”, informou hoje a autarquia, do distrito de Leiria, nas redes sociais do município.

Paralelamente, a Câmara Municipal irá também isentar as taxas de ocupação de via pública associadas às obras de reparação de habitações que sofreram danos provocados pela intempérie.

Com estas medidas, o município “pretende aliviar os encargos das famílias afetadas e contribuir para uma recuperação mais rápida e digna, sempre em estreita colaboração com as freguesias”, lê-se na mensagem.

Em paralelo, a Câmara está a avaliar a implementação de medidas de apoio ao comércio, que deverão ser divulgadas em breve.

A Câmara da Nazaré divulgou ainda que as escolas vão reabrir na quarta-feira, “após a realização dos trabalhos necessários para garantir as condições de segurança para a comunidade educativa”.

O município alertou também informações falsas que estão a circular sobre “alegadas equipas no terreno a recolher dados pessoais junto da população”, esclarecendo que “não existe qualquer instituição, organismo do Governo ou entidade oficial a realizar recolhas de informação porta a porta, nem a solicitar documentos de identificação, fotografias, impressões digitais ou qualquer outro dado pessoal”.

A população, salienta a autarquia, deve “apenas prestar informações ou colocar questões diretamente junto dos técnicos do município da Nazaré ou da Proteção Civil, através dos canais oficiais e devidamente identificados” e alertar as autoridades caso sejam abordadas pelas alegadas equipas.

Lusa

Litoral alentejano articula envio de ajuda para zonas mais afetadas

O litoral alentejano está a articular o envio de bens e materiais de construção para as zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin, estando prevista a saída dos primeiros camiões na sexta-feira.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Mistos de Grândola, no distrito de Setúbal, Cláudio Tomé, explicou que a iniciativa partiu da população, que pediu a colaboração da corporação para recolher materiais de construção e bens de primeira necessidade.

A corporação está a acolher a doação de vários bens, em articulação com os Bombeiros Voluntários de Ourém, aos quais vai ser entregue todo o material, como “telhas, cordas, lonas, material para a construção civil, produtos alimentares e de higiene, roupas, cobertores e águas”, disse o comandante.

Cláudio Tomé adiantou que, para esta ação solidária, não estão a ser aceites donativos monetários, sendo apenas "feito o contacto com empresas locais” para que as pessoas possam adquirir esses materiais, que “são depois colocados” no quartel dos bombeiros de Grândola.

Além da ajuda da população, o comandante referiu que empresas privadas “já se disponibilizaram com os camiões para o transporte destes bens”, que serão enviados esta sexta-feira.

“O que está previsto é fazer a recolha destes bens até ao final da tarde de quinta-feira para, depois, na sexta-feira de manhã, deslocarmo-nos até Ourém para fazer a entrega”, afirmou Cláudio Tomé, que disse esperar conseguir carregar “dois ou três camiões” com ajuda.

O Sindicato XXI, em Sines, também no distrito de Setúbal, juntou-se igualmente à ‘onda’ de solidariedade e está a promover uma campanha de angariação e recolha de bens alimentares e de higiene para enviar para o distrito de Leiria.

Fonte do sindicato explicou à Lusa que foram criados pontos de recolha no Terminal XXI do Porto de Sines, apelando à solidariedade dos trabalhadores, assim como na sede do sindicato e nas Juntas de Freguesia de Sines e de Santo André, no concelho vizinho de Santiago do Cacém.

Os bens recolhidos, com prioridade para lonas, geradores e materiais de construção, seguem para a região de Leiria, no próximo dia 10 deste mês.

Lusa

Coruche ativa Plano Municipal de Emergência

A Câmara de Coruche ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, na sequência da depressão Kristin, que provocou precipitação intensa e uma subida acentuada dos níveis do rio Sorraia, aumentando o risco de cheias e inundações.

Em comunicado, a autarquia do distrito de Santarém explica que a decisão foi tomada após uma reunião extraordinária da Comissão Municipal Restrita de Proteção Civil, perante o agravamento da situação meteorológica e hidrológica no território.

Segundo o documento, “a precipitação intensa e persistente, associada a ventos fortes, originou a subida acentuada dos níveis hidrométricos do rio Sorraia e dos seus afluentes”, elevando “de forma substancial o risco de cheias e inundações severas”, sobretudo nas zonas ribeirinhas, agrícolas e habitacionais mais vulneráveis.

O município refere que a depressão provocou também “interrupções no fornecimento de energia elétrica, no abastecimento de água e nos serviços de telecomunicações em algumas zonas do concelho”, condicionando o acesso a serviços essenciais.

Segundo o comunicado, a ativação do plano visa “assegurar uma resposta célere, eficaz e articulada, mobilizando os meios e recursos necessários para a proteção de pessoas e bens, a mitigação dos riscos existentes e a reposição da normalidade”.

A autarquia alerta ainda que as previsões apontam para “a manutenção de condições meteorológicas adversas nos próximos dias”, o que poderá agravar a situação hidrológica e os riscos associados.

A Câmara de Coruche diz estar a acompanhar permanentemente a evolução da situação, “em articulação com as entidades competentes”, garantindo ainda a mobilização de todos os meios disponíveis.

Na nota, a autarquia apela aos munícipes para que “acompanhem as informações oficiais, adotem comportamentos de autoproteção e evitem deslocações desnecessárias para zonas de risco”, enquanto persistirem as condições adversas.

Lusa

Exército com perto de 1.200 militares e mais de 200 viaturas no terreno

Perto de 1200 militares do Exército e 222 viaturas estão hoje no terreno em operações de apoio às populações na região Centro, afetada pela passagem da depressão Kristin, segundo aquele ramo militar.

Num balanço divulgado a meio da tarde, o Exército refere em comunicado que estão mobilizados, em quatro distritos e 13 municípios, um total de 1.171 militares, 122 viaturas pesadas, 12 máquinas de engenharia, 15 geradores, 16 motosserras, 5 ‘Starlink’ (satélites para fornecer internet) e 1 módulo de comunicações.

Em Leiria, especifica o comunicado, o Exército “assegura intervenção e limpeza, engenharia, comunicações, energia e apoio logístico, com a finalidade de mitigar os impactos das cheias, remover escombros e obstáculos, restabelecer a mobilidade, reforçar comunicações e energia e garantir apoio logístico a infraestruturas e serviços essenciais”.

Para o concelho de Leiria, detalha-se, estão destacados três pelotões de desobstrução e limpeza, na Marinha Grande estão dois destacamentos de engenharia, um módulo de alojamento para 80 pessoas, equipa de comunicações e quatro patrulhas de vigilância e dissuasão e em Vieira de Leiria está empenhado um destacamento de engenharia.

O Exército destacou ainda militares para os municípios de Figueiró dos Vinhos, Pombal e Alvaiázere, com a mobilização de pelotões de remoção de escombros e limpeza, equipas de intervenção, desobstrução e limpeza e módulos de comunicação.

“O Exército Português continuará a acompanhar a evolução da situação, mantendo prontidão para reforçar o apoio sempre que solicitado pelas autoridades competentes”, lê-se no comunicado.

Lusa

Deco Proteste cria linha telefónica de apoio às populações afetadas

 A Deco Proteste anunciou hoje ter criado uma linha telefónica para apoiar os consumidores afetados pelas intempéries e responder a dúvidas sobre moratórias, seguros, danos na habitação e acertos de faturação de serviços.

Em comunicado, a organização de defesa dos consumidores avança que, através do número 211 215 656, os afetados pela tempestade Kristin podem clarificar como aceder aos apoios, como acionar seguros e como defender os seus direitos perante falhas prolongadas de serviços essenciais como água, eletricidade e telecomunicações.

O objetivo, salienta, é garantir um “apoio direto aos consumidores” e também “esclarece[r], de forma prática, quais as medidas anunciadas pelo Governo e como devem ser usadas”.

Lusa

Concelho da Sertã tem ainda seis mil clientes sem energia elétrica

O concelho da Sertã, no distrito de Castelo Branco, tinha hoje à tarde ainda cerca de seis mil clientes sem energia elétrica na sequência da passagem da depressão Kristin.

Além da falta de eletricidade, o presidente da Câmara, Carlos Miranda, apontou à agência Lusa dificuldades de comunicação em muitos locais do concelho.

"A nossa preocupação é a reposição da energia elétrica e hoje já estão equipas espanholas a ajudar no terreno para tentar resolver a situação", disse.

Na freguesia de Pedrógão Pequeno, o Hotel Montanha, no monte da Senhora da Confiança, sofreu estragos muito avultados em grande parte do edificado, com o telhado a ser parcialmente arrancado, além da quebra de vidros, adiantou o secretário da Junta.

Segundo Francisco Garcia, para mitigar os danos estão a ser colocadas lonas na unidade hoteleira, que pretende "abrir o mais rápido possível, uma vez que está esgotada para o Dia dos Namorados [14 de fevereiro]".

Uma casa senhorial transformada há dois anos em turismo rural, na Quinta da Rocha, sofreu também estragos consideráveis.

Nesta freguesia, ao nível de equipamentos públicos, os danos de maior dimensão registaram-se no Centro Social Nossa Senhora da Confiança, com as valências de centro de dia e apoio domiciliário, que está só a confecionar refeições para levar aos utentes, e na sede da Junta de Freguesia, que acolhe o rancho folclórico e a Filarmónica Aurora Pedroguense.

Também a igreja matriz sofreu danos no telhado, que, segundo Francisco Garcia, foram "remediados" com a ajuda dos paroquianos, bem como a capela da Senhora da Confiança.

O jardim de infância e a escola do 1.º ciclo foram também afetadas pelos ventos ciclónicos da depressão Kristin.

Segundo o secretário da Junta de Pedrógão Pequeno, os danos em casas particulares são também de grande dimensão e ainda estão por contabilizar na totalidade, embora não se tivessem registado desalojados.

O Exército anda também naquela freguesia com seis militares e quatro viaturas, entre elas uma máquina com pá carregadora, estando hoje à tarde a desobstruir a Estrada Nacional 2 entre Pedrógão Pequeno e o Bairro do Cabril, afetada por várias derrocadas.

Nesta freguesia, cerca de 90% das pessoas continua sem eletricidade.

Lusa

Guadiana em Mértola subiu como “poucas vezes” se viu, mas sem alarme

O caudal do Rio Guadiana junto à vila de Mértola, no distrito de Beja, registou nas últimas horas um nível “poucas vezes visto”, mas sem causar alarme, disse hoje o presidente da câmara municipal.

“Estamos com muita atenção, porque, efetivamente, o rio está em níveis poucas vezes visto, mas sem qualquer problema do ponto de vista da salvaguarda de pessoas e bens”, disse à agência Lusa o presidente do município alentejano, Mário Tomé.

Nos últimos dias, a Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar descargas de água devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas.

A última operação iniciou-se na segunda-feira, com a libertação “de um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), que, somado ao caudal turbinado (800 m3/s), perfaz um caudal total lançado de 1.400 m3/s a jusante da barragem”, disse então a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA, gestora do empreendimento.

As descargas no Alqueva, que já tinham sido iniciadas no dia 28 e foram interrompidas após 48 horas, para serem retomadas na segunda-feira, levaram a um aumento do caudal do Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.

De acordo com o presidente da câmara municipal, a subida do nível do rio deixou uma obra municipal concluída recentemente na frente ribeirinha da vila “absolutamente submersa”, assim como o cais onde se realizam as festas de verão locais.

Também a aldeia ribeirinha do Pomarão “está com o rio muito próximo”, indicou Mário Tomé, o que levou a que alguns caravanistas instalados no cais da povoação tenham sido alertados hoje para deixar o local.

“São pessoas que não têm acesso à nossa comunicação e não percebem a dimensão” do que está a acontecer, “mas saíram perfeitamente em segurança”, afiançou o presidente.

Face às previsões de chuva para os próximos dias, o autarca de Mértola assegurou que tudo está a ser acautelado para evitar problemas no concelho.

“Estamos a monitorizar a situação, temos equipas da proteção civil no terreno e estamos em articulação com a EDIA e com a Proteção Civil distrital. Não sentimos problemas de maior no que diz respeito a pessoas e a bens”, assegurou.

Questionado pela Lusa sobre a eventual ativação do plano de emergência municipal, Mário Tomé disse que, “neste momento, tal não se justifica”.

Lusa

Jovem agricultor ‘salvou’ 500 toneladas de arroz da subida das águas em Montemor-o-Velho

Um jovem agricultor da povoação de Ereira, em Montemor-o-Velho, retirou de um armazém de secagem de arroz mais de 500 toneladas daquele cereal, pondo-o a salvo da subida das águas nos terrenos em redor.

O jovem, que pediu para não ser identificado, trabalha há cinco anos a tempo inteiro, com o pai, numa empresa familiar, e avançou para a retirada do arroz das instalações quando viu a água chegar perto dos armazéns.

“Em 2019 [quando um dique rebentou no Mondego, inundando os campos do vale central], tivemos um pequeno susto, mas nada que atingisse os valores [de altura de água] de agora. Tínhamos 80% da produção ainda em secagem em armazém e estamos a escoar para as indústrias”, explicou.

No exterior, a reportagem da Lusa constatou que a água chegava, ao final da manhã de hoje, à rampa de acesso a um dos armazéns, localizado na zona oeste da localidade da Ereira, de frente para os campos agrícolas - transformados num imenso lago - que se estendem até à freguesia de Maiorca (Figueira da Foz).

A água em redor da Ereira, povoação que corre o risco de ficar isolada ao final da tarde de hoje, subiu cerca de um metro desde a manhã de segunda-feira, submergindo ecopontos, equipamentos públicos do parque de lazer da povoação e pelo menos um depósito de gás de abastecimento industrial.

Lusa

Ministro da Agricultura anuncia 40 milhões de euros de apoios

O ministro de Agricultura anunciou hoje em Torres Vedras uma linha de apoio de 40 milhões de euros destinada à reposição do potencial agrícola que teve estragos provocados pelo mau tempo.

José Manuel Fernandes anunciou “um apoio adicional ao que tem sido anunciado de 40 milhões de euros para a reposição do potencial produtivo. Para se aceder a esse apoio, é necessário que o prejuízo seja superior a 30% em termos da exploração”.

Os apoios a fundo perdido destinam-se aos agricultores dos 68 concelhos onde foi declarada calamidade.

Desde quinta-feira, quando abriram os avisos, só na região de Lisboa e Vale do Tejo 190 pessoas sinalizaram os seus prejuízos, que estão estimados em 18 milhões de euros até agora, adiantou o governante.

Lusa

Proteção Civil de Pedrógão Grande faz aviso à população a alertar para os perigos de eletrocussão

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande lançou um aviso à população sobre os riscos de eletrocussão, tendo em conta os "danos significativos nas redes de fornecimento elétrico, com postes e cabos danificados ou caídos na via pública".

"Uma vez que muitos dos cabos já se encontram em carga (com energia elétrica", a Proteção Civil de Pedrógão Grande apela à "máxima precaução".

Nesse sentido, é pedido:

- Nunca toque em cabos elétricos caídos ou danificados

- Mantenha distância de postes, cabos ou estruturas suspeitas

- Não se aproxime mesmo que os cabos aparentem não ter energia

- Sinalize a situação e contacte imediatamente as autoridades competentes

"A sua segurança é fundamental. Evite riscos desnecessários e siga as indicações das autoridades", sublinha a Proteção Civil de Pedrógão Grande.

Associação de Futebol de Leiria adia jogos. Retomadas em Coimbra competições oficiais de futebol e de futsal

A Associação de Futebol de Leiria anunciou esta terça-feira que decidiu adiar todos os jogos agendados de sexta-feira ao dia 12, enquanto em Coimbra as competições são retomadas, com a realização das partidas da jornada anterior.

“Tendo em consideração o levantamento efetuado dos danos registados nas instalações desportivas, o tempo necessário para a recuperação das mesmas em condições de segurança e a extensão do Estado de Calamidade decretado para alguns concelhos do distrito de Leiria até ao próximo dia 8, deliberou-se proceder ao adiamento de todos os jogos, agendados entre o dia 6 e 12 fevereiro”, informou a associação de Leiria.

Em comunicado enviado à Lusa, a Associação de Futebol de Leiria indicou que irá continuar em contacto com os clubes para perceber a evolução da recuperação dos recintos desportivos.

Irá também contactar com várias entidades para “procurar encontrar soluções para a retoma da prática desportiva e competitiva das provas distritais em segurança, na brevidade possível”.

Já a Associação de Futebol de Coimbra resolveu retomar as suas competições oficiais de futebol e de futsal, que se encontravam suspensas desde o dia 30 de janeiro.

“Os calendários de prova serão reformulados de imediato, recomeçando as competições no próximo fim de semana, com os encontros da jornada anterior, que não se realizaram por questões de segurança relacionadas com a depressão Kristin”, disse ainda.

Lusa

Cerca de 116 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 12h00

Cerca de 116 mil clientes da E-Redes continuavam esta terça-feira às 12h00 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Segundo informação enviada à Lusa, sete dias depois da tempestade, 116 mil clientes continuavam hoje pelas 12h00 sem fornecimento de energia, sendo que nas zonas mais críticas as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 111 mil clientes.

O distrito de Leiria é o mais afetado com 83 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 19 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com mil.

No anterior balanço, correspondente às 08h00 de hoje, 118.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia elétrica.

Lusa

Escolas em Alvaiázere reabrem na segunda-feira

As escolas do concelho de Alvaiázere, fechadas desde quarta-feira passada, vão reabrir na segunda-feira, anunciou este município do distrito de Leiria, um dos mais afetados pela depressão Kristin.

“Devido aos danos verificados nestas infraestruturas, bem como na empresa responsável pelos transportes escolares, esta é a data [09 de fevereiro] que, em conjunto com a direção do Agrupamento de Escolas, permitirá receber alunos, professores e colaboradores em condições de segurança”, divulgou a autarquia.

Entretanto, 60% do concelho tem restabelecida rede elétrica e em quase a totalidade há abastecimento de água.

Quanto às telecomunicações, o presidente da Câmara, João Paulo Guerreiro, destacou a grande instabilidade.

Energia elétrica restabelecida em cerca de 50% do concelho da Marinha Grande

O fornecimento de energia elétrica foi restabelecido em cerca de 50% do concelho da Marinha Grande, enquanto as comunicações apenas foram repostas no centro da cidade, informou hoje a Câmara Municipal.

Num ponto de situação enviado aos jornalistas, o Município da Marinha Grande indicou que a E-Redes restabeleceu o fornecimento de energia elétrica em cerca de metade do território.

“Os trabalhos de recuperação são complexos e exigentes, face à dimensão dos estragos: postes caídos, linhas danificadas e, na região, cerca de 5 mil quilómetros de cabos no chão, o que impossibilita uma reposição simultânea e imediata em todas as zonas. As equipas encontram-se a trabalhar de forma ininterrupta para repor o serviço em segurança”, referiu.

De acordo com esta autarquia do litoral do distrito de Leiria, todas as infraestruturas da rede de abastecimento de água encontram-se em funcionamento, recorrendo a geradores ou à rede pública de eletricidade.

“Têm-se verificado interrupções pontuais devido a quebras no fornecimento de energia, bem como roturas em condutas, provocadas pelas raízes que se deslocaram com a força dos ventos e movimentação do solo”, acrescentou.

Já as comunicações, encontram-se repostas no centro da Marinha Grande, enquanto nos restantes locais e freguesias as operadoras "continuam a trabalhar no terreno para restabelecer a normalidade".

Para apoiar os munícipes, foi disponibilizado acesso gratuito a internet ‘wifi’ na Praça Guilherme Stephens, na Marinha Grande; no edifício da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria; e, a partir da tarde de hoje, na Junta de Freguesia da Moita.

Também as escolas do concelho se mantêm encerradas, “face à inexistência de condições mínimas de funcionamento, como instalações seguras, energia elétrica, abastecimento de água e comunicações de forma permanente”.

Lusa

Ponte de Mosteiró em Mirandela volta a ficar submersa

A ponte de Mosteiró, no concelho de Mirandela, distrito de Bragança, está hoje novamente submersa devido à chuva intensa que caiu nas últimas horas.

A ponte, situada na freguesia de Torre de Dona Chama, ficou submersa devido ao aumento do caudal do rio Tua, impedindo a passagem entre Mosteiró e a freguesia de Vale Gouvinhas.

O presidente da Junta de Freguesia, Rui Melo, disse, em declarações, à Lusa, que a ponte poderá continuar intransitável nos próximos dias, face às previsões meteorológicas. 

Mais de 70% do concelho de Oleiros sem comunicações ou com instabilidade

O presidente da Câmara de Oleiros disse hoje que mais de 70% do território está sem comunicações móveis ou com instabilidade, numa altura em que “diminui significativamente” o número de pessoas sem energia elétrica.

“Possivelmente, ainda temos mais de 70% do território do concelho com falta de comunicações móveis ou muito instáveis”, assinalou à agência Lusa Miguel Marques.

No que toca à internet, “em algumas freguesias do concelho a fibra regressa aos poucos, mas ainda também com uma larga percentagem do território sem fibra”, disse.

Na segunda-feira, o presidente disse à agência Lusa que mais de mil pessoas estavam sem ligação energética, nem acesso a geradores. Hoje, adiantou que o número “diminuiu significativamente para entre 200 a 300 pessoas”.

“Temos duas equipas da E-Redes no terreno desde bem cedo, acompanhadas por dois funcionários do município”, indicou o presidente, que disse ter “ainda seis geradores a funcionar” no concelho, quatro da E-Redes e dois do Município” de Oleiros.

Desde segunda-feira que a Câmara de Oleiros tem no terreno, “em todas as freguesias, 10 equipas para fazerem o levantamento dos danos sofridos, seja em equipamentos públicos ou em particulares".

DN/Lusa

Apoios até 10 mil euros. Plataforma online para inscrição deverá estar disponível entre esta terça e quarta-feira 

Deverá ficar concluída entre esta terça e quarta-feira uma plataforma online para que as pessoas possam efetuar a inscrição de modo a pedirem apoios até 10 mil euros para a reconstrução das casas afetadas.

A informação foi revelada por Paulo Fernandes, responsável da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País, ao lado do primeiro-ministro, em Pombal.

"Creio que entre hoje e amanhã a plataforma vai ficar disponível para as pessoas poderem inscrever-se [aos apoios] até aos 10 mil euros. A partir daí é um processo super simplificado", afirmou.

Sendo uma plataforma online, desenvolvida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, Paulo Fernandes foi questionado pelos jornalistas sobre o facto de em muitas regiões não haver, ainda, rede móvel. O responsável afirmou que conta com "o apoio das juntas de freguesia, dos municípios" nessas situações. "Terá que haver uma articulação muito grande", afirmou.

"O prazo é muito rápido, no entanto, é preciso que as pessoas façam as suas inscrições de imediato. Acredito que no espaço de uma, duas semanas as primeiras pessoas possam receber os primeiros valores", considerou.

Mais de mil militares do Exército no terreno

O Exército Português informou que, na segunda-feira, estiveram no terreno mais de mil militares e de 150 viaturas, distribuídos por quatro distritos (Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco) e 13 municípios, assegurando ações de remoção de escombros, limpeza e desobstrução de vias, apoio de engenharia, reforço de comunicações, apoio energético/iluminação, busca, salvamento e evacuação (com equipas e botes pré-posicionados), bem como apoio logístico e alojamento, mantendo-se meios em prontidão para resposta imediata a novas ocorrências.

Segundo um comunicado do Exército foram empenhados 1.005 militares e 152 viaturas (79 viaturas ligeiras e 73 viaturas pesadas), apoiados por 9 máquinas de engenharia, 14 geradores, 18 motosserras, 5 módulos Starlink e 1 Módulo de Comunicações.

"Estamos a tentar, no caso da linha de crédito à tesouraria, que em dias, uma semana, esteja disponibilizada", diz PM

Durante a visita a uma empresa em Pombal, Luís Montenegro enumerou algumas de medidas de apoio, "sem embargo de outras coisas" que possam ser decididas mais tarde.

"Decidimos para as pessoas dar-lhes uma ajuda para a recuperação daqueles prejuízos que não estão cobertos pelos seguros, que no caso das habitações próprias permanentes, pode ir até 10 mil euros, sem necessidade de documentação, apenas com a supervisão das câmaras municipais e da comissão de coordenação e desenvolvimento regional e com a coordenação da estrutura de missão", começou por afirmar. "O mesmo aplicado a quem tiver explorações agrícolas e florestais, exatamente nos mesmos termos", disse.

Falou ainda de "duas moratórias, dois períodos de 90 dias, para, no fundo adiar pagamentos". "Pagamentos de empréstimos à habitação, de créditos à habitação própria permanente, e encargos fiscais", referiu o primeiro-ministro. Esta é uma medida de emergência, que terá depois um período mais alargado, disse.

"Para as empresas temos uma linha de crédito de 500 milhões de euros para necessidades de tesouraria, que queremos que nos próximos dias possa ser disponibilizada, e uma linha de crédito de mil milhões de euros para trabalhos de recuperação", enumerou, referindo ainda um layoff simplificado e da isenção de pagamentos de contribuições por um período inicial e depois ajustável.

Questionado sobre quando é que estes apoios chegam às pessoas, Montenegro respondeu: "Estamos a tentar, no caso da linha de crédito à tesouraria, que em dias, uma semana, esteja disponibilizado". "A linha de crédito à recuperação, a nossa estimativa inicial, é três a quatro semanas. As moratórias já estão a operar, aplicam-se desde o dia 28 [de janeiro]. E os apoios diretos estamos a tentar implementá-los", afirmou. "Hoje, amanhã, adiantou Paulo Fernandes, responsável da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País.

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Montenegro: "Provavelmente serão alguns anos até podermos terminar todo este trabalho" de recuperação

Em Pombal, a visitar as zonas afetadas pela depressão Kristin, o primeiro-ministro falou nos estragos provocados pelo mau tempo que afetaram o tecido empresarial e as famílias. "Há muitas casas que não têm energia elétrica o que dificulta ainda mais a recuperação. Tudo isto exige um movimento de trabalho, de empenho, de solidariedade muito grande, que felizmente está a acontecer com as entidade públicas, com as pessoas, com as instituições", disse, durante uma deslocação a uma empresa na região de Pombal.

"Mas precisamos de ter alguém no terreno a coordenar isto, será este senhor, eu diria nos próximos anos, não temos uma data final de tarefa para ele, mas provavelmente serão alguns anos até podermos terminar todo este trabalho", disse Luís Montenegro, referindo-se ao responsável da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes, com quem esteve esta terça-feira reunido.

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Governo vai isentar zonas afetadas de portagens durante uma semana

O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19, mais precisamente:

- Na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente (COL);

- Na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira;

- Na A14 entre Sta. Eulália e o Nó de Ança;

- Na A19 entre o Nó de Azoia e o Nó de S. Jorge

A isenção começará à meia-noite e vai estender-se por uma semana, anunciou Luís Montenegro, durante uma visita a uma empresa de Pombal.

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Presidente da República reduz deslocação a Espanha e reúne-se esta tarde com Montenegro

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reduziu a deslocação a Madrid, Espanha, devido à situação de calamidade em Portugal e à chegada da nova depressão meteorológica Leonardo.

“Atendendo à evolução prevista das condições meteorológicas, o Presidente da República reduziu a deslocação a Espanha, a convite do Rei Filipe VI, a ida e vinda no mesmo dia de sexta-feira, 6 de fevereiro”, anunciou a Presidência, sendo que estava previsto que o chefe de Estado viajasse na quinta-feira.

Marcelo Rebelo de Sousa vai reunir-se hoje à tarde com o primeiro-ministro e deslocar-se-á a zonas mais afetadas pelas tempestades, refere também uma nota publicada no sítio oficial da internet da Presidência da República.

Proença-a-Nova contabiliza já 20 milhões de euros de prejuízos e disponibiliza formulário para levantamento de danos

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova admitiu esta terça-feira prejuízos de 20 milhões de euros e disse à Lusa que a prioridade é repor a energia, enquanto o município distribui alimentos para pessoas e animais.

“A prioridade é a energia e, neste momento, temos 15 postos de transformação (PT) que não estão com energia. Ontem [segunda-feira], eram 41 e, durante o dia de hoje, andaremos a colocar geradores para alimentar parte destes 15 PT”, afirmou João Lobo.

À Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, disse que os 15 PT inoperacionais traduzem-se na “falta de energia em mais de 550 pessoas que vivem, maioritariamente, nas zonas limites” do concelho.

O autarca disse que há equipas da E-Redes “no terreno, desde ontem [segunda-feira], a reparar linhas de baixa tensão, e muita gente não entende porque é que na mesma rua uns têm e outros não, mas é pelos danos na baixa tensão e esse trabalho está a ser feito”.

João Lobo adiantou que outra das prioridades é “a alimentação que está a chegar às pessoas que estão sem condições, porque é preciso dar conforto a quem está em sofrimento, para não entrarem em desespero”.

“A lamentar, igualmente, a morte de animais no setor agropecuário, que também foi muito afetado. Também os armazéns de alimentos, cuja cobertura voou, e, por isso, ontem [segunda-feira], chegou um camião de palha e hoje está outro a caminho, numa aquisição da autarquia”, indicou o presidente.

O concelho de Proença-a-Nova tem, “neste momento, um prejuízo estimado em 20 milhões de euros, um número que está em aberto, porque ainda agora as equipas começaram a fazer a avaliação de danos” públicos e privados.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] e a Cruz Vermelha fizeram chegar ao Município “80 lonas que foram distribuídas pelas pessoas para mitigar os efeitos das coberturas destruídas”.

“Quatro pessoas foram realojadas em casa de familiares, uma delas na Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova”, indicou o autarca, que adiantou haver “centenas de casas afetadas, principalmente nas coberturas, assim como empresas que têm danos severos” nas infraestruturas.

O autarca acrescentou que “não há infraestruturas encerradas” no concelho, embora “haja muitas com danos parciais, umas mais do que outras”, como é o caso de uma oficina “com danos severos e cujo funcionamento está comprometido”.

João Lobo adiantou que tem “dois espaços preparados [nas Atalaias e no parque empresarial] para acolher pessoas que sintam necessidade, ao longo desta semana, de se refugiarem das suas habitações, caso não se sintam seguras”.

A Câmara Municipal de Proença-a-Nova tem na sua página da internet um formulário, que também está a ser distribuído em papel, para “todos os munícipes, proprietários e entidades afetadas” descreverem os danos e anexarem fotografias.

“Esta ferramenta visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação mais rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e eventual acesso a mecanismos de apoio”, indicou.

Lusa

Mais de 400 habitações precisam de coberturas em Figueiró dos Vinhos

Cerca de 440 habitações estão a precisar de intervenção imediata ao nível das coberturas no concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, disse esta terça-feira à Lusa o presidente da autarquia, Carlos Lopes.

O autarca explicou que tapar os telhados destas habitações, que se situam em todas as freguesias do concelho, tem sido uma das prioridades.

“Os trabalhadores da autarquia, os bombeiros, as equipas voluntárias e o Exército estão a fazer esse trabalho. O Ministério da Defesa disponibilizou-nos lonas e estamos a procurar resolver as questões de uma forma provisória, porque é completamente impossível, neste momento, pensar-se em soluções definitivas”, frisou.

Exército

A Câmara de Figueiró dos Vinhos realojou quatro pessoas, mas “houve muitos mais desalojados, que ficaram com familiares e vizinhos”, acrescentou.

Carlos Lopes disse à Lusa que a passagem da depressão Kristin também deixou “uma empresa completamente destruída, a Eurovegetal”, e que, até segunda-feira à noite, mais 20 empresas não conseguiram laborar por falta de energia elétrica.

“Desde ontem [segunda-feira] à noite que conseguimos um gerador para alimentar a nossa zona industrial, que não é muito grande”, contou.

O autarca acrescentou que, neste momento, ainda faltará repor energia elétrica em cerca de 40% do concelho, apesar de o município pressionar diariamente a E-Redes.

Segundo a autarquia, desde quarta-feira que se encontra no concelho uma equipa da E-Redes “em trabalho contínuo e permanente, no sentido de restabelecer a energia elétrica o mais rapidamente possível”, estando as reparações a ser feitas por fases.

Foram já finalizadas “as reparações mais simples das linhas de Média Tensão que permitiram que alguns locais de Aguda e Figueiró dos Vinhos recuperassem a energia elétrica”.

“Os restantes locais do concelho sofreram danos muito graves nas Linhas de Média Tensão e Baixa Tensão, tornando a sua reparação difícil e demorada, não havendo por isso previsão para o restabelecimento total da energia elétrica em todo o concelho”, explicou a autarquia, em comunicado.

Neste momento, “existem muitos constrangimentos de energia em Arega, Bairradas e Campelo”, estando a ser feito “um esforço ininterrupto para que a E-Redes disponibilize um gerador por freguesia”, que assegure os serviços essenciais.

A Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou que, a partir desta terça-feira, a piscina municipal reabrirá “para utilização exclusiva dos balneários para banho quente destinados a quem não tenha energia na habitação e queira usufruir deste serviço”, das 09h00 às 22h00.

O fornecimento de água no concelho “encontra-se relativamente normalizado” e “as comunicações no centro da vila de Figueiró dos Vinhos estão relativamente estabilizadas”, acrescentou.

Lusa

Gouveia e Melo doa lonas dos seus outdoors à Proteção Civil de Ourém

O ex-candidato presidencial Gouveia e Melo deu indicações para que as lonas dos seus outdoors de campanha eleitoral sejam retiradas e depois entregues na Proteção Civil de Ourém para minorar os efeitos da destruição da depressão Kristin.

Segundo dados da direção da candidatura do almirante, ao longo do período de campanha eleitoral para a primeira volta das eleições presidenciais, que se realizaram no passado dia 18, foram espalhados pelo país cerca de 170 outdoors.

Um número de outdoors que a direção de campanha de Gouveia e Melo diz ser “muito inferior” em comparação com os seus adversários apoiados por partidos, sobretudo António José Seguro, André Ventura, Cotrim Figueiredo e Marques Mendes.

Fonte da candidatura presidencial de António José Seguro anunciara já a doação de 1.500 metros de material não impresso destinado a cartazes de propaganda política para fazer lonas de cobertura para as casas afetadas pela tempestade Kristin.

EN222 cortada ao trânsito entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra devido a várias derrocadas

A Estrada Nacional (EN222) foi esta terça-feira cortada ao trânsito, no troço entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra, no distrito da Guarda, devido a derrocadas de pedra e terra, disse à Lusa o presidente da câmara.

Segundo o autarca de Foz Côa, Pedro Duarte, este corte foi feito por motivos de segurança rodoviária, visto que há várias derrocadas de pedras e terra no troço entre a sede de concelho e a freguesia de Almendra.

“Prevemos que os trabalhos de limpeza da via sejam céleres, mas não há garantias de não haja mais derrocadas, devido à chuva que se faz sentir e a previsão de condições meteorológicas adversas para os próximos dias”, disse

Segundo o autarca, o corte da EN222 foi efetuado ao início da manhã e, para já, não há alternativas rodoviárias.

Lusa

Ponto da situação na circulação ferroviária

Continuam a registar-se "condicionamentos" na circulação ferroviária em "algumas linhas da rede nacional", devido à passagem da depressão Kristin e às condições meteorológicas "das últimas horas, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

Este era o ponto de situação às 08h00:

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e a Figueira da Foz;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira.

A Infraestruturas de Portugal indica que as equipas estão "no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança".

Autocarro com crianças e idosos ficou preso na neve em Castro Daire

Um autocarro ficou ao início da manhã desta terça-feira retido na neve na Estrada Municipal (EM) 550, em Castro Daire, e os bombeiros estão a retirar crianças e idosos para os levar ao destino, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo a fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões, a EM 550, que liga Pinheiro a Castro Daire, ficou cortada devido à queda de neve durante a noite.

No local estão cinco operacionais e três veículos da GNR e dos bombeiros, a transportar "entre 25 a 30 passageiros" para a sede de concelho.

A mesma fonte acrescentou que não se encontra cortada mais qualquer estrada devido à queda de neve na zona da Serra de Montemuro.

Lusa

Cerca de 118 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 08h00

Cerca de 118 mil clientes da E-Redes continuavam às 08h00 desta terça-feira sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, sete dias depois da tempestade, 118 mil clientes continuavam hoje sem fornecimento de energia, sendo que nas zonas mais críticas as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 115 mil clientes.

O distrito de Leiria é o mais afetado com 85 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 20 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com dois mil.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

No anterior balanço, correspondente às 18h00 de segunda-feira, 134.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia elétrica, no dia em que o mau tempo da madrugada provocou novas avarias na rede, segundo a empresa.

Lusa

Leiria lança operação “Telhado Solidário”

A Câmara de Leiria lançou esta terça-feira a operação “Telhado Solidário”, iniciativa especialmente direcionada a técnicos qualificados e empresas com o objetivo de reparar telhados, com a garantia de alojamento aos participantes que não sejam do concelho.

“Depois da campanha de distribuição de lonas plásticas para proteção imediata dos telhados e da campanha de recolha de telhas, o Município lança agora a Operação ‘Telhado Solidário’, uma iniciativa que visa contratar empresas e mobilizar entidades e autarquias com capacidade para disponibilizar equipas técnicas qualificadas para a reparação de telhados afetados”.

Numa nota de imprensa, a Câmara assegurou que o objetivo “é assegurar a colocação de telhas ou de soluções provisórias de proteção, como lonas, em habitações de pessoas que, pela idade, condição física ou ausência de meios técnicos, não têm capacidade para realizar trabalhos desta natureza, que implicam risco e exigem especialização”.

A autarquia apelou à “colaboração de empresas do setor da construção e da reabilitação, entidades com equipas técnicas capacitadas, autarquias e outras entidades que possam disponibilizar recursos humanos para este esforço solidário”.

“Para as equipas que se desloquem de fora do concelho de Leiria, o Município assegurará alojamento, de forma a facilitar uma resposta rápida, eficaz e coordenada”.

As entidades participantes “deverão ter capacidade de atuação autónoma, dispondo dos seus próprios recursos humanos e materiais necessários à intervenção”.

Para participar na operação “Telhado Solidário”, os interessados devem manifestar interesse através do endereço de e-mail reerguerleiria@cm-leiria.pt ou do telefone 961 668 537, disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A campanha surge na sequência da depressão Kristin que atingiu o concelho de Leiria, “provocando danos significativos em numerosas habitações”, com a autarquia a sublinhar que “continua a reforçar a resposta no terreno, com especial atenção às situações de maior vulnerabilidade social”.

Lusa

Baixa de Alcácer do Sal outra vez inundada com subida do Rio Sado

A Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou a ficar inundada na madrugada desta terça-feira, devido à subida do Rio Sado, que continua com um “nível muito elevado”, disse a Proteção Civil.

O rio subiu esta madrugada como prevíamos e, tal como foi alertado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), não está a descer, continua com um nível muito elevado”, revelou à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Por isso, durante a madrugada, “alagou um pouco a marginal do lado da câmara municipal, mas já baixou, e inundou a Avenida dos Aviadores até ao mercado municipal, subindo cerca de um metro, sem baixar”, precisou a mesma fonte.

Lusa

Primeiro-ministro vai estar esta manhã em Pombal e irá visitar áreas afetadas pela depressão Kristin

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai estar esta manhã em Pombal, onde tem marcado, às 10h30, um encontro com o responsável da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.

Além desta reunião, Luís Montenegro irá visitar as áreas afetadas pela depressão Kristin, cujos efeitos causaram um rasto de destruição em várias regiões do país, sobretudo na zona centro.

Proteção civil registou cerca de 40 ocorrências entre as 00h00 e as 08h30

A Proteção civil registou 38 ocorrências, entre as 00h00 e as 08h30 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.

Em declarações à Lusa, Miguel Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que a “noite foi calma, comparativamente aos dias anteriores, não tendo sido reportadas situações significativas.

“Entre as 00h00 e as 08h30 foram registadas 38 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria limpezas de via e na Grande Lisboa e Região de Coimbra”, indicou.

Quanto à situação do nível das águas, Miguel Oliveira disse que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.

Lusa

Cidadã de nacionalidade moçambicana morre em Portugal durante tempestade

Uma cidadã de nacionalidade moçambicana morreu em Portugal durante a passagem da tempestade Kristin, confirmou a embaixadora de Moçambique em Lisboa, adiantando que as autoridades locais estão a investigar o caso.

“Confirmamos que deu entrada no hospital de Leiria [em Portugal] de um corpo de uma mulher de 28 anos, natural de Moçambique, em Maputo, que estava em Portugal há menos de um mês”, avançou a embaixadora moçambicana em Portugal, Stella Pinto, citada esta terça-feira pela comunicação social.

A diplomata avançou ainda que o corpo da vítima, natural de Maputo, foi transferido para o instituto de Medicina Legal da Coimbra, “por forma que pudesse ser conservado e, obviamente também se fazer a autopsia para identificar as causas da morte”, que coincidiu com a passagem da tempestade Kristin.

Nas mesmas declarações, a diplomata avançou que outros nove cidadãos moçambicanos estão internados desde 31 de janeiro, após inalarem um gás tóxico de um gerador que funcionava dentro da residência onde se encontravam, tendo sido atendidos no Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, após serem socorridos pelo corpo de bombeiros locais. 

Lusa

Inundação causa dois desalojados em Penafiel

Uma inundação, provocada pela chuva forte, no rés-do-chão de um edifício de apartamentos provocou dois desalojados em Penafiel, no distrito do Porto, disse esta terça-feira o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Tâmega e Sousa.

A ocorrência, provocada por chuva forte, foi registada às 23h05 de segunda-feira na freguesia de Termas de São Vicente.

À Lusa, cerca das 06h00, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Tâmega e Sousa indicou que duas pessoas ficaram desalojadas, sendo acolhidas em casa de familiares.

“Os bombeiros estão agora a efetuar limpezas e a proceder à bombagem da água”, acrescentou.

No local encontram-se os Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios.

Lusa

Bombeiros Voluntários de Leiria ficaram sem telhado e já angariaram mais de 52.600 euros

O quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria ficou completamente destelhado à passagem da depressão Kristin, tendo uma ação de 'crowdfunding' angariado quase 52.600 euros dos 60 mil necessários para obras, em quatro dias.

Com danos profundos na estrutura, os prejuízos são avultados, na ordem dos “milhares de euros”, constatou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Leiria, José Almeida Lopes.

Há quatro dias, foi lançado um 'crowdfunding' com o objetivo de angariar 60 mil euros. Hoje, pelas 07h45, já tinham sido arrecadados 52.673 euros, que servirão para reconstruir o quartel, executar obras imediatas para repor a capacidade operacional e substituir equipamentos essenciais perdidos ou danificados.

“O pessoal do corpo de bombeiros está a fazer um esforço medonho para conseguir fazer o socorro na rua, tanto em emergência pré-hospitalar como em desobstrução de vias, porque o quartel está impraticável, sem condições nenhumas”, desabafou.

Segundo Almeida Lopes, o "bloco central do telhado desapareceu".

"Temos estragos avultadíssimos com material informático, equipamento, mobiliário”, assim como em viaturas. Dos nove veículos atingidos, dois estão inoperacionais.

A queda do telhado provocou ferimentos graves numa bombeira.

“Durante a intempérie, já estavam duas equipas na rua. Quando uma terceira equipa, que se preparava para sair, estava a atravessar o parque de viaturas, foi quando se formou um fenómeno, que não sei muito bem explicar, que rebentou com alguns portões, arrancou todo o telhado - parte voou, foi por aí fora, e outra caiu em cima das viaturas - e uma das vigas atingiu uma bombeira”, relatou o dirigente.

O presidente da Associação Humanitária explicou que a operacional sofreu “um traumatismo cranioencefálico”, entre outras lesões que a obrigou a ser transferida para a Unidade Local de Saúde de Coimbra.

A bombeira já teve alta e encontra-se a recuperar, disse, ao acrescentar que dias depois uma funcionária foi atingida por uma placa de um teto falso, mas sem gravidade.

Os Bombeiros Voluntários de Leiria mantiveram sempre a sua operacionalidade, respondendo a muitas ocorrências com várias equipas.

Além deste quartel, a 5.ª Companhia de Monte Redondo, que pertence aos Voluntários de Leiria, também sofreu danos.

“Foram atingidas cinco viaturas e a parte estrutural do quartel pode estar comprometida. Se calhar, vamos ter de deitar abaixo a parte da estrutura do parque de viaturas”.

Lusa

Após Kristin, aproxima-se a depressão Leonardo

Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas
Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal

Forças Armadas com 30 botes posicionados em zonas de risco severo de cheias

As Forças Armadas já destacaram 1975 militares para apoio às populações desde quarta-feira e posicionaram 30 botes e respetivas equipas em zonas de risco severo de cheias, devido à previsão de agravamento do estado do tempo.

Em comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento de 30 botes e respetivas equipas "nas zonas de risco severo de cheias nos rios Douro, Mondego, Tejo e Vouga".

Entre quarta-feira e segunda-feira, estiveram 1975 militares, com 356 viaturas e 32 máquinas de engenharia, em apoio direto às populações, números que não incluem "o pessoal em alerta nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos".

Entre as ações de apoio realizadas estão a desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, com 17 empenhamentos no total, estando ainda cinco em curso, ou 261 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.

As Forças Armadas forneceram ainda 13 geradores e 13 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.

Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras

"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.

Segundo o EMGFA, estão 14 pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.

As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea, para este apoio específico.

"As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.

Lusa

Linha do Norte reaberta para comboios de longo curso entre Braga e Lisboa

A circulação ferroviária na Linha do Norte para o serviço de longo curso entre Braga e Lisboa, e a Linha do Minho foi retomada esta terça-feira, prevendo-se a realização de todos os comboios, informou a CP pelas 06h00.

De acordo com a empresa será ainda reposto esta terça-feira o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, em todo o trajeto.

Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.

Na sequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, 10 pessoas morreram.

A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Ribeira da Laje transborda em Santo Amaro de Oeiras. Linhas do Douro e Oeste suspensas
“É preciso um Fundo de Catástrofes e seguro obrigatório para enfrentar fenómenos extremos”

Vários distritos com avisos devido à chuva, vento, neve e ondulação

Vários distritos do continente e os arquipélagos da Madeira e Açores voltam a estar a partir desta terça-feira, 3 de fevereiro, sob avisos devido ao vento, chuva, agitação marítima e queda de neve por causa de uma nova depressão, segundo o IPMA.

Portugal continental irá começar a sentir os efeitos da depressão Leonardo “inicialmente com a aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve de um sistema frontal a ela associado, a partir do final da tarde” desta terça-feira, “com precipitação persistente e por vezes forte e rajadas de vento que podem atingir 75 quilómetros/hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas”.

O sistema frontal irá estender-se gradualmente às outras regiões do continente durante quarta-feira, prevendo-se que “o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite” de quarta para quinta-feira.

Devido a esta previsão do estado do tempo, o IPMA emitiu para os distritos de Faro, Setúbal e Beja aviso amarelo por causa da chuva por vezes forte e persistente entre as 18h00 de hoje e as 15h00 de quarta-feira e as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.

O IPMA colocou também os distritos de Santarém, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte e persistente entre as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.

Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa e Leiria vão estar também entre as 21h00 de hoje e as 12h00 de quarta-feira com aviso amarelo e entre as 06h00 e as 15h00 de quinta-feira face ao vento forte esperado, prevendo-se rajadas até 70/80 km/h e até 95 km/h nas serras.

Por causa do vento forte com rajadas até 90 km/h e até 100 km/h nas serras, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga entre as 06h00 e as 15h00 de quinta-feira.

O IPMA colocou também os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra e Braga sob aviso laranja devido à queda de neve acima de 800/1000 metros até às 18:00 de hoje.

Sob aviso laranja estão também os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa do estado do mar até às 00h00 de terça-feira e entre as 12h00 e as 19h00 de quinta-feira, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima.

Avisos para os arquipélagos da Madeira e Açores

O arquipélago da Madeira também vai estar sob aviso laranja entre as 15h00 e as 19h00 de quinta-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas com 5 a 7 metros de altura significativa, podendo atingir 12 metros de altura máxima.

O IPMA colocou ainda as regiões montanhosas da ilha da Madeira sob aviso amarelo devido ao vento com rajadas até 95 km/h entre as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.

No que diz respeito ao arquipélago dos Açores, o IPMA emitiu na segunda-feira aviso vermelho, para quarta-feira, para as ilhas do grupo Ocidental dos Açores e laranja para o Central e Oriental, devido à agitação marítima.

A depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, deverá provocar "um aumento significativo da intensidade do vento, com rajadas que poderão atingir os 110 quilómetros/hora nos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e os 100 quilómetros/hora no grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria).

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Lusa

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