O presidente da Câmara de Proença-a-Nova admitiu esta terça-feira prejuízos de 20 milhões de euros e disse à Lusa que a prioridade é repor a energia, enquanto o município distribui alimentos para pessoas e animais.“A prioridade é a energia e, neste momento, temos 15 postos de transformação (PT) que não estão com energia. Ontem [segunda-feira], eram 41 e, durante o dia de hoje, andaremos a colocar geradores para alimentar parte destes 15 PT”, afirmou João Lobo.À Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, disse que os 15 PT inoperacionais traduzem-se na “falta de energia em mais de 550 pessoas que vivem, maioritariamente, nas zonas limites” do concelho.O autarca disse que há equipas da E-Redes “no terreno, desde ontem [segunda-feira], a reparar linhas de baixa tensão, e muita gente não entende porque é que na mesma rua uns têm e outros não, mas é pelos danos na baixa tensão e esse trabalho está a ser feito”.João Lobo adiantou que outra das prioridades é “a alimentação que está a chegar às pessoas que estão sem condições, porque é preciso dar conforto a quem está em sofrimento, para não entrarem em desespero”.“A lamentar, igualmente, a morte de animais no setor agropecuário, que também foi muito afetado. Também os armazéns de alimentos, cuja cobertura voou, e, por isso, ontem [segunda-feira], chegou um camião de palha e hoje está outro a caminho, numa aquisição da autarquia”, indicou o presidente.O concelho de Proença-a-Nova tem, “neste momento, um prejuízo estimado em 20 milhões de euros, um número que está em aberto, porque ainda agora as equipas começaram a fazer a avaliação de danos” públicos e privados.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil [ANEPC] e a Cruz Vermelha fizeram chegar ao Município “80 lonas que foram distribuídas pelas pessoas para mitigar os efeitos das coberturas destruídas”.“Quatro pessoas foram realojadas em casa de familiares, uma delas na Santa Casa da Misericórdia de Proença-a-Nova”, indicou o autarca, que adiantou haver “centenas de casas afetadas, principalmente nas coberturas, assim como empresas que têm danos severos” nas infraestruturas.O autarca acrescentou que “não há infraestruturas encerradas” no concelho, embora “haja muitas com danos parciais, umas mais do que outras”, como é o caso de uma oficina “com danos severos e cujo funcionamento está comprometido”.João Lobo adiantou que tem “dois espaços preparados [nas Atalaias e no parque empresarial] para acolher pessoas que sintam necessidade, ao longo desta semana, de se refugiarem das suas habitações, caso não se sintam seguras”.A Câmara Municipal de Proença-a-Nova tem na sua página da internet um formulário, que também está a ser distribuído em papel, para “todos os munícipes, proprietários e entidades afetadas” descreverem os danos e anexarem fotografias.“Esta ferramenta visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação mais rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e eventual acesso a mecanismos de apoio”, indicou.Lusa.Cerca de 440 habitações estão a precisar de intervenção imediata ao nível das coberturas no concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, disse esta terça-feira à Lusa o presidente da autarquia, Carlos Lopes.O autarca explicou que tapar os telhados destas habitações, que se situam em todas as freguesias do concelho, tem sido uma das prioridades.“Os trabalhadores da autarquia, os bombeiros, as equipas voluntárias e o Exército estão a fazer esse trabalho. O Ministério da Defesa disponibilizou-nos lonas e estamos a procurar resolver as questões de uma forma provisória, porque é completamente impossível, neste momento, pensar-se em soluções definitivas”, frisou. . A Câmara de Figueiró dos Vinhos realojou quatro pessoas, mas “houve muitos mais desalojados, que ficaram com familiares e vizinhos”, acrescentou.Carlos Lopes disse à Lusa que a passagem da depressão Kristin também deixou “uma empresa completamente destruída, a Eurovegetal”, e que, até segunda-feira à noite, mais 20 empresas não conseguiram laborar por falta de energia elétrica.“Desde ontem [segunda-feira] à noite que conseguimos um gerador para alimentar a nossa zona industrial, que não é muito grande”, contou.O autarca acrescentou que, neste momento, ainda faltará repor energia elétrica em cerca de 40% do concelho, apesar de o município pressionar diariamente a E-Redes.Segundo a autarquia, desde quarta-feira que se encontra no concelho uma equipa da E-Redes “em trabalho contínuo e permanente, no sentido de restabelecer a energia elétrica o mais rapidamente possível”, estando as reparações a ser feitas por fases.Foram já finalizadas “as reparações mais simples das linhas de Média Tensão que permitiram que alguns locais de Aguda e Figueiró dos Vinhos recuperassem a energia elétrica”.“Os restantes locais do concelho sofreram danos muito graves nas Linhas de Média Tensão e Baixa Tensão, tornando a sua reparação difícil e demorada, não havendo por isso previsão para o restabelecimento total da energia elétrica em todo o concelho”, explicou a autarquia, em comunicado.Neste momento, “existem muitos constrangimentos de energia em Arega, Bairradas e Campelo”, estando a ser feito “um esforço ininterrupto para que a E-Redes disponibilize um gerador por freguesia”, que assegure os serviços essenciais.A Câmara de Figueiró dos Vinhos anunciou que, a partir desta terça-feira, a piscina municipal reabrirá “para utilização exclusiva dos balneários para banho quente destinados a quem não tenha energia na habitação e queira usufruir deste serviço”, das 09h00 às 22h00.O fornecimento de água no concelho “encontra-se relativamente normalizado” e “as comunicações no centro da vila de Figueiró dos Vinhos estão relativamente estabilizadas”, acrescentou.Lusa.O ex-candidato presidencial Gouveia e Melo deu indicações para que as lonas dos seus outdoors de campanha eleitoral sejam retiradas e depois entregues na Proteção Civil de Ourém para minorar os efeitos da destruição da depressão Kristin.Segundo dados da direção da candidatura do almirante, ao longo do período de campanha eleitoral para a primeira volta das eleições presidenciais, que se realizaram no passado dia 18, foram espalhados pelo país cerca de 170 outdoors.Um número de outdoors que a direção de campanha de Gouveia e Melo diz ser “muito inferior” em comparação com os seus adversários apoiados por partidos, sobretudo António José Seguro, André Ventura, Cotrim Figueiredo e Marques Mendes.Fonte da candidatura presidencial de António José Seguro anunciara já a doação de 1.500 metros de material não impresso destinado a cartazes de propaganda política para fazer lonas de cobertura para as casas afetadas pela tempestade Kristin..A Estrada Nacional (EN222) foi esta terça-feira cortada ao trânsito, no troço entre Vila Nova de Foz Côa e Almendra, no distrito da Guarda, devido a derrocadas de pedra e terra, disse à Lusa o presidente da câmara.Segundo o autarca de Foz Côa, Pedro Duarte, este corte foi feito por motivos de segurança rodoviária, visto que há várias derrocadas de pedras e terra no troço entre a sede de concelho e a freguesia de Almendra.“Prevemos que os trabalhos de limpeza da via sejam céleres, mas não há garantias de não haja mais derrocadas, devido à chuva que se faz sentir e a previsão de condições meteorológicas adversas para os próximos dias”, disseSegundo o autarca, o corte da EN222 foi efetuado ao início da manhã e, para já, não há alternativas rodoviárias.Lusa.Continuam a registar-se "condicionamentos" na circulação ferroviária em "algumas linhas da rede nacional", devido à passagem da depressão Kristin e às condições meteorológicas "das últimas horas, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", segundo a Infraestruturas de Portugal (IP). Este era o ponto de situação às 08h00:Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e a Figueira da Foz;Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira.A Infraestruturas de Portugal indica que as equipas estão "no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança". .Um autocarro ficou ao início da manhã desta terça-feira retido na neve na Estrada Municipal (EM) 550, em Castro Daire, e os bombeiros estão a retirar crianças e idosos para os levar ao destino, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.Segundo a fonte do Comando Sub-regional de Viseu Dão Lafões, a EM 550, que liga Pinheiro a Castro Daire, ficou cortada devido à queda de neve durante a noite.No local estão cinco operacionais e três veículos da GNR e dos bombeiros, a transportar "entre 25 a 30 passageiros" para a sede de concelho.A mesma fonte acrescentou que não se encontra cortada mais qualquer estrada devido à queda de neve na zona da Serra de Montemuro.Lusa.Cerca de 118 mil clientes da E-Redes continuavam às 08h00 desta terça-feira sem fornecimento de energia em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, na quarta-feira, informou a empresa.Segundo informação enviada à agência Lusa, sete dias depois da tempestade, 118 mil clientes continuavam hoje sem fornecimento de energia, sendo que nas zonas mais críticas as avarias decorrentes da depressão Kristin totalizam 115 mil clientes.O distrito de Leiria é o mais afetado com 85 mil clientes sem energia, seguido de Santarém com 20 mil clientes, Castelo Branco com oito mil e Coimbra com dois mil.Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.No anterior balanço, correspondente às 18h00 de segunda-feira, 134.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, estavam sem energia elétrica, no dia em que o mau tempo da madrugada provocou novas avarias na rede, segundo a empresa.Lusa.A Câmara de Leiria lançou esta terça-feira a operação “Telhado Solidário”, iniciativa especialmente direcionada a técnicos qualificados e empresas com o objetivo de reparar telhados, com a garantia de alojamento aos participantes que não sejam do concelho.“Depois da campanha de distribuição de lonas plásticas para proteção imediata dos telhados e da campanha de recolha de telhas, o Município lança agora a Operação ‘Telhado Solidário’, uma iniciativa que visa contratar empresas e mobilizar entidades e autarquias com capacidade para disponibilizar equipas técnicas qualificadas para a reparação de telhados afetados”.Numa nota de imprensa, a Câmara assegurou que o objetivo “é assegurar a colocação de telhas ou de soluções provisórias de proteção, como lonas, em habitações de pessoas que, pela idade, condição física ou ausência de meios técnicos, não têm capacidade para realizar trabalhos desta natureza, que implicam risco e exigem especialização”.A autarquia apelou à “colaboração de empresas do setor da construção e da reabilitação, entidades com equipas técnicas capacitadas, autarquias e outras entidades que possam disponibilizar recursos humanos para este esforço solidário”.“Para as equipas que se desloquem de fora do concelho de Leiria, o Município assegurará alojamento, de forma a facilitar uma resposta rápida, eficaz e coordenada”.As entidades participantes “deverão ter capacidade de atuação autónoma, dispondo dos seus próprios recursos humanos e materiais necessários à intervenção”.Para participar na operação “Telhado Solidário”, os interessados devem manifestar interesse através do endereço de e-mail reerguerleiria@cm-leiria.pt ou do telefone 961 668 537, disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.A campanha surge na sequência da depressão Kristin que atingiu o concelho de Leiria, “provocando danos significativos em numerosas habitações”, com a autarquia a sublinhar que “continua a reforçar a resposta no terreno, com especial atenção às situações de maior vulnerabilidade social”.Lusa.A Avenida dos Aviadores em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, voltou a ficar inundada na madrugada desta terça-feira, devido à subida do Rio Sado, que continua com um “nível muito elevado”, disse a Proteção Civil.“O rio subiu esta madrugada como prevíamos e, tal como foi alertado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), não está a descer, continua com um nível muito elevado”, revelou à Lusa o comandante sub-regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.Por isso, durante a madrugada, “alagou um pouco a marginal do lado da câmara municipal, mas já baixou, e inundou a Avenida dos Aviadores até ao mercado municipal, subindo cerca de um metro, sem baixar”, precisou a mesma fonte.Lusa.O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai estar esta manhã em Pombal, onde tem marcado, às 10h30, um encontro com o responsável da Estrutura de Missão para Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.Além desta reunião, Luís Montenegro irá visitar as áreas afetadas pela depressão Kristin, cujos efeitos causaram um rasto de destruição em várias regiões do país, sobretudo na zona centro. .A Proteção civil registou 38 ocorrências, entre as 00h00 e as 08h30 relacionadas com o mau tempo, mantendo-se as autoridades a avaliar e monitorizar o nível das águas em várias regiões, que se mantém estável.Em declarações à Lusa, Miguel Oliveira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que a “noite foi calma, comparativamente aos dias anteriores, não tendo sido reportadas situações significativas.“Entre as 00h00 e as 08h30 foram registadas 38 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria limpezas de via e na Grande Lisboa e Região de Coimbra”, indicou.Quanto à situação do nível das águas, Miguel Oliveira disse que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento.Lusa.Uma cidadã de nacionalidade moçambicana morreu em Portugal durante a passagem da tempestade Kristin, confirmou a embaixadora de Moçambique em Lisboa, adiantando que as autoridades locais estão a investigar o caso.“Confirmamos que deu entrada no hospital de Leiria [em Portugal] de um corpo de uma mulher de 28 anos, natural de Moçambique, em Maputo, que estava em Portugal há menos de um mês”, avançou a embaixadora moçambicana em Portugal, Stella Pinto, citada esta terça-feira pela comunicação social.A diplomata avançou ainda que o corpo da vítima, natural de Maputo, foi transferido para o instituto de Medicina Legal da Coimbra, “por forma que pudesse ser conservado e, obviamente também se fazer a autopsia para identificar as causas da morte”, que coincidiu com a passagem da tempestade Kristin.Nas mesmas declarações, a diplomata avançou que outros nove cidadãos moçambicanos estão internados desde 31 de janeiro, após inalarem um gás tóxico de um gerador que funcionava dentro da residência onde se encontravam, tendo sido atendidos no Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, após serem socorridos pelo corpo de bombeiros locais. Lusa.Uma inundação, provocada pela chuva forte, no rés-do-chão de um edifício de apartamentos provocou dois desalojados em Penafiel, no distrito do Porto, disse esta terça-feira o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Tâmega e Sousa.A ocorrência, provocada por chuva forte, foi registada às 23h05 de segunda-feira na freguesia de Termas de São Vicente.À Lusa, cerca das 06h00, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Tâmega e Sousa indicou que duas pessoas ficaram desalojadas, sendo acolhidas em casa de familiares.“Os bombeiros estão agora a efetuar limpezas e a proceder à bombagem da água”, acrescentou.No local encontram-se os Bombeiros Voluntários de Entre-os-Rios.Lusa.O quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria ficou completamente destelhado à passagem da depressão Kristin, tendo uma ação de 'crowdfunding' angariado quase 52.600 euros dos 60 mil necessários para obras, em quatro dias.Com danos profundos na estrutura, os prejuízos são avultados, na ordem dos “milhares de euros”, constatou o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Leiria, José Almeida Lopes.Há quatro dias, foi lançado um 'crowdfunding' com o objetivo de angariar 60 mil euros. Hoje, pelas 07h45, já tinham sido arrecadados 52.673 euros, que servirão para reconstruir o quartel, executar obras imediatas para repor a capacidade operacional e substituir equipamentos essenciais perdidos ou danificados.“O pessoal do corpo de bombeiros está a fazer um esforço medonho para conseguir fazer o socorro na rua, tanto em emergência pré-hospitalar como em desobstrução de vias, porque o quartel está impraticável, sem condições nenhumas”, desabafou.Segundo Almeida Lopes, o "bloco central do telhado desapareceu"."Temos estragos avultadíssimos com material informático, equipamento, mobiliário”, assim como em viaturas. Dos nove veículos atingidos, dois estão inoperacionais.A queda do telhado provocou ferimentos graves numa bombeira.“Durante a intempérie, já estavam duas equipas na rua. Quando uma terceira equipa, que se preparava para sair, estava a atravessar o parque de viaturas, foi quando se formou um fenómeno, que não sei muito bem explicar, que rebentou com alguns portões, arrancou todo o telhado - parte voou, foi por aí fora, e outra caiu em cima das viaturas - e uma das vigas atingiu uma bombeira”, relatou o dirigente.O presidente da Associação Humanitária explicou que a operacional sofreu “um traumatismo cranioencefálico”, entre outras lesões que a obrigou a ser transferida para a Unidade Local de Saúde de Coimbra.A bombeira já teve alta e encontra-se a recuperar, disse, ao acrescentar que dias depois uma funcionária foi atingida por uma placa de um teto falso, mas sem gravidade.Os Bombeiros Voluntários de Leiria mantiveram sempre a sua operacionalidade, respondendo a muitas ocorrências com várias equipas.Além deste quartel, a 5.ª Companhia de Monte Redondo, que pertence aos Voluntários de Leiria, também sofreu danos.“Foram atingidas cinco viaturas e a parte estrutural do quartel pode estar comprometida. Se calhar, vamos ter de deitar abaixo a parte da estrutura do parque de viaturas”.Lusa.Depois da destruição da Kristin, depressão Leonardo traz muita chuva e vento a Portugal.As Forças Armadas já destacaram 1975 militares para apoio às populações desde quarta-feira e posicionaram 30 botes e respetivas equipas em zonas de risco severo de cheias, devido à previsão de agravamento do estado do tempo.Em comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o gabinete do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) sublinhou o posicionamento de 30 botes e respetivas equipas "nas zonas de risco severo de cheias nos rios Douro, Mondego, Tejo e Vouga".Entre quarta-feira e segunda-feira, estiveram 1975 militares, com 356 viaturas e 32 máquinas de engenharia, em apoio direto às populações, números que não incluem "o pessoal em alerta nem os militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos".Entre as ações de apoio realizadas estão a desobstrução e limpeza de vias rodoviárias, com 17 empenhamentos no total, estando ainda cinco em curso, ou 261 pessoas apoiadas com alojamento e alimentação e 80 sacos-cama disponibilizados.As Forças Armadas forneceram ainda 13 geradores e 13 equipamentos Starlink, para reforço/disponibilidade de comunicações de emergência.Disponibilizaram também equipas para cortes de árvores, com 20 equipas de limpeza, das quais 12 com motosserras"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes Unidades das Forças Armadas", pode ler-se.Segundo o EMGFA, estão 14 pedidos de apoio da ANEPC em preparação, que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (busca e salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos ou alojamento e alimentação.As Forças Armadas têm ainda disponível seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea, para este apoio específico."As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso permanente com proteção e o bem-estar dos cidadãos", sublinharam ainda na nota de imprensa.Lusa.A circulação ferroviária na Linha do Norte para o serviço de longo curso entre Braga e Lisboa, e a Linha do Minho foi retomada esta terça-feira, prevendo-se a realização de todos os comboios, informou a CP pelas 06h00.De acordo com a empresa será ainda reposto esta terça-feira o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, em todo o trajeto.Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Douro, entre a Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.Na sequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, 10 pessoas morreram.A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros..“É preciso um Fundo de Catástrofes e seguro obrigatório para enfrentar fenómenos extremos”.Vários distritos do continente e os arquipélagos da Madeira e Açores voltam a estar a partir desta terça-feira, 3 de fevereiro, sob avisos devido ao vento, chuva, agitação marítima e queda de neve por causa de uma nova depressão, segundo o IPMA.Portugal continental irá começar a sentir os efeitos da depressão Leonardo “inicialmente com a aproximação ao Baixo Alentejo e Algarve de um sistema frontal a ela associado, a partir do final da tarde” desta terça-feira, “com precipitação persistente e por vezes forte e rajadas de vento que podem atingir 75 quilómetros/hora no litoral a sul do Cabo Mondego e 95 quilómetros/hora nas terras altas”.O sistema frontal irá estender-se gradualmente às outras regiões do continente durante quarta-feira, prevendo-se que “o período com valores acumulados de precipitação mais elevados e vento mais intenso seja na noite” de quarta para quinta-feira.Devido a esta previsão do estado do tempo, o IPMA emitiu para os distritos de Faro, Setúbal e Beja aviso amarelo por causa da chuva por vezes forte e persistente entre as 18h00 de hoje e as 15h00 de quarta-feira e as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.O IPMA colocou também os distritos de Santarém, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte e persistente entre as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.Os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa e Leiria vão estar também entre as 21h00 de hoje e as 12h00 de quarta-feira com aviso amarelo e entre as 06h00 e as 15h00 de quinta-feira face ao vento forte esperado, prevendo-se rajadas até 70/80 km/h e até 95 km/h nas serras.Por causa do vento forte com rajadas até 90 km/h e até 100 km/h nas serras, o IPMA emitiu aviso amarelo para os distritos de Bragança, Viseu, Évora, Porto, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga entre as 06h00 e as 15h00 de quinta-feira.O IPMA colocou também os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro, Castelo Branco, Coimbra e Braga sob aviso laranja devido à queda de neve acima de 800/1000 metros até às 18:00 de hoje.Sob aviso laranja estão também os distritos do Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga por causa do estado do mar até às 00h00 de terça-feira e entre as 12h00 e as 19h00 de quinta-feira, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima. .Avisos para os arquipélagos da Madeira e Açores. O arquipélago da Madeira também vai estar sob aviso laranja entre as 15h00 e as 19h00 de quinta-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas com 5 a 7 metros de altura significativa, podendo atingir 12 metros de altura máxima.O IPMA colocou ainda as regiões montanhosas da ilha da Madeira sob aviso amarelo devido ao vento com rajadas até 95 km/h entre as 21h00 de quarta-feira e as 09h00 de quinta-feira.No que diz respeito ao arquipélago dos Açores, o IPMA emitiu na segunda-feira aviso vermelho, para quarta-feira, para as ilhas do grupo Ocidental dos Açores e laranja para o Central e Oriental, devido à agitação marítima.A depressão Leonardo, com um sistema frontal associado, deverá provocar "um aumento significativo da intensidade do vento, com rajadas que poderão atingir os 110 quilómetros/hora nos grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, São Jorge, Pico, Faial e Graciosa) e os 100 quilómetros/hora no grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria).O aviso vermelho é emitido pelo IPMA nos casos de situação meteorológica de risco extremo. Já o aviso laranja indica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.Lusa.Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências