Grua cai sobre 5 prédios na Figueira da Foz. Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira e Alverca

Ativado Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil por previsão de "agravamento do cenário de risco para pessoas e bens", já que se espera "elevada precipitação", com risco de cheias e inundações.
Grua cai sobre 5 prédios na Figueira da Foz. Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira e Alverca
Foto: Reinaldo Rodrigues

Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, que estava suspensa devido a inundação da via, foi retomada às 09h30, segundo a CP.

Na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa e sem previsão de retoma nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Na nota, a CP - Comboios de Portugal adianta que no domingo foi reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, no troço Coimbra B - Guarda, com recurso a UTE 2240 (utilização temporária de automotoras elétricas da série 2240).

Foi igualmente reposto no domingo o serviço regional entre Entroncamento e Soure, na Linha do Norte.

Lusa

Mais de mil militares empenhados no apoio às populações

Na sequência do rasto de destruição devido à passagem da depressão Kristin, mais de mil militares estão empenhados no apoio às populações, em articulação com a Proteção Civil, autarquias locais e outras entidades, "por forma a salvaguardar pessoas e bens e minimizar os efeitos causados pelo mau tempo", indica o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Desobstrução e limpeza de vias, apoio no alojamento e alimentação, fornecimento de energia e apoio logístico e operacional são algumas das tarefas desempenhadas pelas Forças Armadas, que destacam os trabalhos em Figueiró dos Vinhos no domingo (1 de fevereiro). Trabalhos esses que aconteceram depois da passagem da tempestade, na última quarta-feira, e envolveram a "colocação de lonas para reparação provisória de coberturas", mas também a "instalação de módulos de comunicações para fornecer conectividade na Câmara Municipal e nas freguesias de Arega, Campelo e Aguda".

O Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas indica, em comunicado, que desde 28 de janeiro e até este domingo estiveram empenhados "1090 militares em apoio direto às populações", não incluindo todos os envolvidos na preparação e apoio logístico, 211 viaturas e 23 máquinas de engenharia.

No total de apoios realizados pelas Forças Armadas, é referido, entre outros, o fornecimento de 12 geradores, o apoio a 150 pessoas no alojamento e alimentação, além da disponibilização de 80 sacos-cama, 12 equipamentos Starlink, no reforço/disponibilidade de comunicações de emergência: 12 equipamentos Starlink.

Estiveram também empenhadas 20 equipas de limpeza, nomeadamente para cortes de árvores.

"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes Unidades das Forças Armadas", lê-se na nota.

Em relação ao total de apoios solicitados pela Proteção Civil, o EMGFA refere "20 apoios em curso, a que se adicionam 14 em processamento, e que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (Busca e Salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos, comunicações e alojamento e alimentação". "Adicionalmente, estão disponíveis seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea, disponíveis para este apoio específico", detalha o comunicado.

Câmara de Leiria disponibiliza apoio psicológico. “Há uma grande fragilidade emocional", diz vereadora

A Câmara de Leiria disponibiliza desde esta segunda-feira apoio psicológico para ajudar pessoas que estão “numa situação de grande fragilidade emocional” devido ao impacto do mau tempo, disse a vereadora Ana Valentim.

“Já tínhamos implementado, desde o início da catástrofe, apoio social na Câmara Municipal. Temos uma equipa a fazer atendimento social a pessoas que precisem de apoio e agora vamos complementar com apoio psicológico”, afirmou à agência Lusa Ana Valentim, que tem o pelouro do Desenvolvimento Social.

Segundo a autarca, “as pessoas estão numa grande fragilidade psicológica e precisam de algum apoio”, pelo que a autarquia tem “uma equipa de duas psicólogas que irá estar disponível todos os dias para fazer esse atendimento”.

“Além disso, vamos reforçar com uma psicóloga na freguesia da Maceira, que está a ter uma grande afluência de pessoas. Já lá temos uma técnica de serviço social a fazer acompanhamento, mas vamos reforçar também com uma psicóloga”, adiantou.

Reiterando que, “no meio desta catástrofe, as pessoas estão numa situação de grande fragilidade emocional, precisam de apoio, precisam de alguém que as oiça e que, de facto, lhes dê algum acompanhamento e algum alento no meio desta tragédia”, a autarca salientou que, “por isso, o apoio psicológico é fundamental”.

De acordo com Ana Valentim, existe “uma grande ansiedade”.

“Há uma grande fragilidade emocional, porque há pessoas que perderam as suas casas, perderam os seus postos de trabalho e não conseguem projetar aquilo que é o futuro. E veem realmente uma nuvem muito negra naquilo que é o seu futuro enquanto pessoas e enquanto famílias”, admitiu.

A vereadora acrescentou que o município tem “também equipas no terreno a diagnosticar situações de pessoas mais frágeis, nomeadamente os idosos”.

Aquelas “estão a fazer um bocadinho um trabalho de porta a porta para perceber quais é que são as situações mais vulneráveis e que tenham de ser encaminhadas, nomeadamente para as estruturas de acolhimento ou, inclusivamente, para lares de idosos”, explicou, realçando que “os lares do concelho estão a dar resposta”.

“Se tivermos uma situação de um idoso que precise de ser realojado, é muito melhor acolhê-lo numa estrutura residencial”, defendeu.

Desde quarta-feira, quando Leiria foi atingida pela depressão Kristin, e até domingo, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa estrutura numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.

Lusa

Lisboa. Derrocada leva a corte da Calçada da Estação, em Campolide

Uma derrocada em Campolide, Lisboa, na madrugada desta segunda-feira, levou à criação de "um perímetro de segurança, com corte total da Calçada da Estação", junto ao Aqueduto das Águas Livres, "entre o entroncamento da Rua 12 e a Calçada da Quintinha, até ao entroncamento com a Av. Calouste Gulbenkian".

A informação foi dada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, referindo-se a uma "queda de blocos de escarpa, na Calçada da Estação de Campolide".

No local estão elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil, acompanhados por uma geóloga.

Proteção civil registou 263 ocorrências entre as 00h00 e as 08h00

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências, entre as 00h00 e as 08h00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa Telmo Ferreira.

“Entre as 00h00 e as 08h00 foram registadas 263 ocorrências, das 135 quedas de árvores, 58 inundações, 41 quedas de estruturas, 18 movimentos de massa e 10 limpezas de via", adiantou à Lusa Telmo Ferreira, da ANEPC.

A situação mais gravosa ocorreu às 03h05 na Rua Bernardo Lopes, na Figueira da Foz com a queda de uma grua sobre cinco prédios, que não causou vítimas.

Na sequência do acidente, os moradores foram retirados e seis pessoas tiveram de ser realojadas.

Telmo Correia adiantou também à Lusa que 114 das ocorrências foram registadas na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 67 na região centro e 49 no Alentejo, tendo as outras sido distribuídas por outras regiões do país.

No que diz respeito à situação do nível das águas, disse que que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento nos próximos dias.

Quanto a vias cortadas, Telmo Ferreira indicou que na sequência da chuva desta noite, está suspensa a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa entre Fundão e Vale de Prazeres, no distrito de Castelo Branco, e na Linho do Norte, entre Alverca do Ribatejo e Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa.

Lusa

Sete distritos sob aviso laranja devido à agitação marítima, vento e queda de neve

Toda a costa portuguesa e sete distritos do continente estão esta segunda e terça-feira sob aviso laranja devido à agitação marítima e à queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Braga, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro sob aviso laranja entre as 12h00 de hoje e as 00h00 de terça-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima, passando depois a amarelo.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Castelo Branco, Guarda, Viseu e Vila Real também vão estar sob aviso laranja entre as 09h00 de hoje e as 18h00 de terça-feira por causa da queda de neve acima de 800/1000 m, com acumulação que poderá ser superior a 15 centímetros acima de 1000/1200 metros.

Os distritos de Leiria, Lisboa e Setúbal estão sob aviso amarelo até às 15h00 de hoje devido à previsão de vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora, sendo até 95 nas serras.

O IPMA emitiu também aviso laranja para a costa norte da ilha da Madeira e o Porto entre as 15h00 de hoje e as 03h00 de terça-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 10 metros de altura máxima, passando depois a amarelo até às 00h00 de quarta-feira.

Também a costa sul da ilha da Madeira está sob aviso amarelo por causa do estado do mar entre as 15h00 de hoje e as 03h00 de terça-feira, prevendo-se ondas de oeste com 4 a 5 metros.

Lusa

Proteção Civil registava pelo menos 119 ocorrências esta madrugada

Portugal continental registava, até às 05h00, 119 ocorrências, a maioria das quais relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, de acordo com o portal da Proteção Civil.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na Internet, a maioria das ocorrências relacionava-se com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

O mau tempo colocou 14 distritos de Portugal continental sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu o aviso amarelo apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes e agitação marítima, que vai prolongar-se até quarta-feira, segundo o IPMA, que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, referiu a ANEPC.

As zonas mais afetadas são as regiões do Centro (59 ocorrências) e de Lisboa e Vale do Tejo (39).

O Governo ativou no domingo o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC), devido à previsão de "agravamento do cenário de risco para pessoas e bens" nos próximos dias.

A ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi aprovada por unanimidade na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, refere um comunicado da CNPC.

Esta decisão prende-se com a "elevada precipitação esperada e seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações (…), efeitos [que] incidem de forma cumulativa sobre um território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin", refere o comunicado.

Lusa

Grua cai sobre 5 prédios na Figueira da Foz. Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira e Alverca
“O Estado é capaz de ajudar alguma coisa, mas deve ser só aos ricos”

Atrasos e supressões nas ligações fluviais entre Cacilhas e Lisboa

As ligações fluviais da Transtejo, entre os distritos de Setúbal e Lisboa, estavam hoje, pelas 06h30, a sofrer atrasos e algumas supressões entre Cacilhas e o Cais do Sodré devido às condições meteorológicas e de mar adversas.

Segundo site da Transtejo, hoje de manhã pelo menos duas ligações foram suprimidas entre Cacilhas e o Cais do Sodré e outras ligações estão com atrasos.

A empresa informa que por motivo de constrangimentos operacionais decorrentes das condições meteorológicas e de mar, “não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas” nas ligações Trafaria-Porto Brandão-Belém e Cacilhas-Cais do Sodré.

“Com o objetivo de minimizar o impacto de supressões e atrasos de carreiras, alguns navios iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto”, refere a empresa, numa nota publicada às 06h05.

A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou vários distritos do continente sob aviso por causa da chuva por vezes forte, vento e agitação marítima.

As ligações fluviais já tinham sido afetadas na semana passada devido à passagem da depressão Kristin.

Lusa

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Uma a uma. As medidas do Governo para responder à tempestade Kristin

Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas

Seis pessoas tiveram de ser realojadas durante a noite após a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou esta segunda-feira o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.

A ocorrência foi registada às 03h05 na Rua Bernardo Lopes.

À Lusa, cerca das 06:00, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra apontou que a grua caiu sobre cinco prédios, tendo sido necessário retirar os moradores e realojar seis pessoas.

As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas”, disse a fonte.

fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que “não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis”.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava esta segunda-feira, 2 de fevereiro, pelas 06:00 suspensa devido a inundação na via, segundo a CP – Comboios de Portugal.

Na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa e sem previsão de retoma devido ao mau tempo nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinhho, na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Na nota, a CP - Comboios de Portugal adianta que no domingo foi reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, no troço Coimbra B - Guarda, com recurso a UTE 2240 (utilização temporária de automotoras elétricas da série 2240).

Foi igualmente reposto no domingo o serviço regional entre Entroncamento e Soure, na Linha do Norte.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na passada quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 8 de fevereiro.

Lusa

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Ana Abrunhosa: “A ideia de que o Governo tem de vir a correr nem sempre faz muito sentido”
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