Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
FOTO: ESTELA SILVA/LUSA

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências

A Proteção Civil considera que não se justifica ativar o mecanismo europeu na sequência do mau tempo. Ministra da Administração Interna não sabe o que falhou na rápida ajuda aos territórios afetados.
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Marinha auxiliou 92 pessoas com reparações em habitações

A Marinha auxiliou hoje 92 pessoas com reparações nas suas habitações e executou reparações elétricas e manutenção de geradores em seis localidades do distrito de Leiria, revelou este ramo das Forças Armadas, que tem empenhados 375 militares.

As reparações elétricas e a manutenção de geradores ocorreram nas localidades de Leiria, Pé da Serra, Vidigal, Vale do Horto, Reixida e Casal da Ladeira, detalhou a Marinha, em comunicado.

Em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), este ramo das Forças Armadas "procedeu à desobstrução de mais de dois quilómetros de estradas e efetuou-se também a limpeza de troços do rio Liz".

"A Marinha continua a aumentar, de forma gradual e de acordo com as solicitações, o número de militares e meios, estando até ao momento empenhados 375 militares, 37 viaturas, 31 botes, cinco geradores e sete drones, a que acresce um helicóptero em prontidão", pode ler-se.

A Marinha adiantou ainda, que considerando as previsões meteorológicas para os próximos dias, encontram-se 31 botes "prontos e posicionados para responder de forma rápida e eficaz no apoio às populações em zonas de cheias".

Oito botes estão preparados para atuar no rio Vouga e Douro, posicionados em Ovar, seis botes para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure, seis botes para atuar no rio Tejo, posicionados em Tancos, cinco botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e seis botes para atuar no rio Sado e no rio Tejo.

Lusa

CP retoma terça-feira comboios de longo curso entre Braga e Lisboa

O serviço ferroviário de longo curso entre Braga e Lisboa, e o Intercidades na Linha da Beira Alta, serão retomados na terça-feira, após a suspensão na sequência do mau tempo, adiantou hoje a CP - Comboios de Portugal.

Numa atualização pelas 20:00, a operadora ferroviária referiu que prevê a realização de todos os serviços entre Braga e Lisboa.

Também será reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, em todo o trajeto, a partir de terça-feira, destacou ainda.

A CP indicou também que o serviço regional entre Entroncamento e Coimbra B está a ser reposto gradualmente já hoje.

Continuam suspensos os serviços na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, na Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra.

Já a IP - Infraestruturas de Portugal adiantou, numa atualização pelas 18:00, que se registava um novo condicionamento na Linha do Norte, com a via ascendente interrompida entre Pombal e Soure.

De acordo com a IP continuava suspensa a circulação na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, e no Ramal de Alfarelos, entre Alfarelos e a Figueira da Foz.

"As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança. A IP agradece a compreensão pelos incómodos causados", pode ler-se.

Lusa

Seixal reabre vias encerradas por precaução faltando só uma

As vias no concelho do Seixal, encerradas no domingo devido ao mau tempo, foram hoje reabertas ao trânsito à exceção da Avenida Carlos de Oliveira, anunciou a autarquia.

Segundo o Serviço Municipal de Proteção Civil do Seixal, no distrito de Setúbal, as condições meteorológicas continuam instáveis pelo que as equipas continuam no terreno a acompanhar as ocorrências e alertar a população para a adoção de medidas preventivas.

No domingo a Câmara Municipal do Seixal anunciou o corte preventivo de algumas vias do concelho devido à previsão de condições meteorológicas adversas.

Como medida preventiva foram encerradas a partir das 22 horas de domingo, a avenida Carlos de Oliveira, entre a avenida 6 de Novembro de 1836 e a avenida General Humberto Delgado (Cavadas), na freguesia de Arrentela, a rua José Gregório de Almeida (entre a Avenida Siderurgia Nacional e a Rua Quinta da Galega) e a rua Quinta da Galega (prolongamento da Rua do Desembargador) entre a Rua Quinta da Campina e a Rua José Gregório de Almeida, na freguesia de Paio Pires.

Estas ruas já tinham sido encerradas a 27 de janeiro devido à passagem da depressão Kristin.

Hoje foram reabertas, à exceção de uma.

Lusa

Associação empresarial do Oeste estima prejuízos superiores a 20 milhões de euros

Os prejuízos da passagem da tempestade Kristin na região do Oeste ultrapassam os 20 milhões de euros, segundo um balanço preliminar divulgado hoje pela Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO).

Com base num levantamento realizado entre quinta-feira e hoje, que contou com 344 respostas validadas, “os prejuízos na região já ascendem a mais de 20 milhões de euros, considerando o valor já quantificado de 16 milhões de euros e a estimativa para as participações ainda em avaliação”, divulgou a AIRO.

No balanço, a associação “alerta para o facto de estes serem dados provisórios, uma vez que o processo de recolha de informação irá prolongar-se até à próxima semana”.

Segundo a associação, os dados preliminares “revelam uma situação crítica para a sustentabilidade empresarial” na região onde 64% das entidades afetadas enfrentam interrupções na sua atividade (31% em paragem total e 21% em paragem parcial).

A grande maioria dos afetados “sinaliza uma necessidade ‘crítica’ de intervenção para evitar o fecho definitivo de portas” e cerca de 20% dos empresários referem que os prejuízos ainda estão a ser identificados ou orçamentados, acrescentou a AIRO.

O impacto financeiro concentra-se, sobretudo, em três ocorrências de grande escala: uma exploração agrícola (nas Caldas da Rainha) com perda total de infraestruturas de estufas e colheitas, num prejuízo de 4,5 milhões de euros; uma unidade fabril (em Alcobaça) com danos estruturais graves e perdas de um milhão de euros; o colapso de instalações e destruição de equipamentos de logística no concelho de Alcobaça, totalizando 700 mil euros, adiantou a AIRO.

O concelho de Alcobaça lidera as participações, com 266 casos (77% das respostas), que equivalem a 9,92 milhões de euros de prejuízos.

Nas Caldas da Rainha, as situações reportadas equivalem a prejuízos de 4,53 milhões de euros, com predomínio do setor agrícola, enquanto em Alenquer as situações registadas foram essencialmente do setor vitivinícola e frutícola, com danos que ascendem a 920 mil euros.

Ainda de acordo com o balanço, o setor agrícola, a indústria e o comércio são os mais fustigados.

Na agricultura, “a destruição de culturas permanentes e estruturas de proteção (estufas e armações) ameaça não só a produção imediata, mas também as campanhas de exportação dos próximos anos”, e na indústria, acrescentou a AIRO, sendo “a paragem das linhas de produção e a destruição de armazéns” as prioridades de intervenção”.

Perante a gravidade da situação, a AIRO mobilizou uma estrutura de apoio às empresas, que inclui um centro de apoio logístico na Expoeste, nas Caldas da Rainha, e instalações de um espaço de ‘cowork’ de emergência na sede da associação.

O espaço de ‘cowork’ está aberto a “empresários e profissionais que ficaram sem condições de laboração, oferecendo postos de trabalho e conetividade para assegurar a continuidade mínima dos negócios”, indicou a AIRO.

A AIRO está ainda a disponibilizar “alojamento de emergência”, em colaboração com unidades de Alojamento Local, coordenando “verificação de necessidades habitacionais para realojamento de quem perdeu habitações ou instalações industriais”.

Lusa

Homem morre no concelho de Porto de Mós em queda de telhado que reparava

Um homem de 63 anos morreu hoje quando caiu de um telhado que reparava no concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria, disseram à agência Lusa fontes da Proteção Civil e da Guarda Nacional Republicana (GNR).

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Porto de Mós, Elísio Pereira, a vítima, empresário, reparava o telhado de um armazém quando caiu.

Ao local acorreram meios da corporação local, do Instituto Nacional de Emergência Médica e da GNR.

Esta é a 10.ª vítima mortal na sequência da depressão Kristin.

Lusa

Proteção Civil com 1.327 ocorrências nas últimas 24 horas

A Proteção Civil registou 1.327 ocorrências nas últimas 24 horas, elevando para um total de 11.839 desde que a tempestade Kristin atingiu Portugal continental na quarta-feira.

“Desde o dia 27 de janeiro às 16:00 até às 16:00 de hoje, temos a registar 11.839 ocorrências”, adiantou a adjunta de operações do comando nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Daniela Fraga.

Segundo referiu, as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimentos em massa foram as ocorrências mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.

Desde as 16:00 de domingo até às 16:00 de hoje, a ANECP registou mais 1.327 ocorrências sendo as mesmas as regiões as mais afetadas, avançou Daniela Fraga.

Lusa

E-Redes diz ter mais de 130.000 clientes estão sem luz

Mais de 130.000 clientes da E-Redes, sobretudo em Leiria, continuam hoje sem energia elétrica na sequência de avarias devido ao mau tempo, segundo o último balanço da empresa.

“Às 18:00 de hoje estão por alimentar 134.000 clientes”, anunciou a E-Redes.

Destes, 129.000 clientes localizam-se nas zonas mais críticas, nomeadamente Leiria (95.000), Santarém (22.000), Castelo Branco (11.000) e Coimbra (1.000).

Lusa

Mais de 8 mil processos de sinistro abertos pela Fidelidade

A Fidelidade abriu 8.084 processos de sinistro até às 15:30 de hoje, dos quais 694 resultaram de participações automóvel e os restantes maioritariamente de danos em habitações, estabelecimentos comerciais e infraestruturas causados pela tempestade Kristin, segundo anunciou.

Para acelerar a regularização dos sinistros, a seguradora tem estado a dispensar a peritagem presencial nos processos de multirriscos habitação com um valor de até 5.000 euros, desde que os clientes entreguem documentação como fotografias dos danos, orçamentos das reparações e o respetivo IBAN.

Fonte oficial disse que a empresa de seguros deslocou uma equipa de gestão de sinistros para Leiria, um dos concelhos mais afetados pelo mau tempo, com o objetivo de tornar mais rápido o pagamento das indemnizações aos lesados.

No terreno, a Fidelidade colocou já cerca de 140 profissionais, reforçou a presença na região de Leiria com uma unidade móvel de emergência equipada com drones e outra tecnologia de apoio à peritagem, e disponibilizou uma linha de emergência para os casos mais urgentes.

As seguradoras têm de assegurar indemnizações no caso de clientes com seguros que cubram danos de tempestade mesmo nas zonas em que esteja declarada a situação de calamidade, segundo a Lei de Bases da Proteção Civil.

O artigo 61.º da lei considera “nulas, não produzindo quaisquer efeitos, as cláusulas apostas em contratos de seguro visando excluir a responsabilidade das seguradoras por efeito de declaração da situação de calamidade".

Lusa

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
Exposição das seguradoras ao risco climático subiu 12% em 2025

Caldas da Rainha com abastecimento de água restabelecido e 3.400 clientes sem eletricidade

Cerca de 3.400 clientes continuam sem energia elétrica no concelho das Caldas da Rainha, onde, segundo a Câmara, já foi restabelecido o abastecimento de água a toda a população.

Num balanço divulgado às 18:00 de hoje, a autarquia, do distrito de Leiria, cita dados atualizados pela E-Redes, dando nota de uma taxa de cobertura no concelho "entre 91% e 95%” e estimando que existam cerca de 3.400 clientes sem energia elétrica.

As freguesias mais afetadas são as de Vidais, Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Salir de Matos, A-dos-Francos, Landal, União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto.

“Apesar dos múltiplos esforços e trabalho contínuo no terreno, ao longo dos últimos dias o fornecimento de energia continua instável em vários pontos do território”, informou o município.

No que diz respeito ao abastecimento de água, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) garantem que “já existe abastecimento de água em todo o concelho”.

Ainda assim, segundo a Câmara, verificam-se “situações pontuais de água turva em alguns locais” e, nas localidades de Bairradas / Porto Moinho, na freguesia do Landal, “há instabilidade no fornecimento de água devido às oscilações de energia elétrica”.

No que toca a equipamentos e espaços públicos, o Parque D. Carlos I e as Piscinas Municipais permanecem encerradas por não se consideraram garantidas as condições de segurança.

A Mata Rainha Dona Leonor “também se encontra fechada, apesar de haver acessos não vedados”, pelo que a Câmara apela à população que “não circule neste e noutros locais em que exista risco de queda de árvores e ramos", depois de, nestes dois locais, terem caído "cerca de duas centenas de árvores, entre as quais alguns dos maiores e mais antigos exemplares”.

O município está a acompanhar a situação na praia da Foz do Arelho, nomeadamente, a erosão costeira, em estreita articulação com Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as Águas do Tejo Atlântico.

Em relação ao escoamento fluvial das linhas de água, de forma a evitar o risco de cheias, recomenda que não seja cortada a vegetação das margens dos cursos de água.

No comunicado, a Câmara adianta que “todas as situações de vulnerabilidade social identificadas, até ao momento, já foram resolvidas, incluindo o realojamento temporário de cidadãos em situação de risco” no concelho onde, desde a passagem da depressão Kristin e as 16:00 de hoje, foram registadas mais de 350 ocorrências.

Lusa

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
Mau tempo. Trabalhadores abrangidos por 'lay-off' simplificado terão salário a 100% até 2.760 euros

Governo está a avaliar isenção de portagens em zonas afetadas

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou hoje que o Governo está a avaliar a isenção de portagens nas zonas afetadas pela passagem da depressão Kristin e prometeu uma solução nas próximas horas.

“Estamos a avaliar e, nas próximas horas, traremos uma solução, com certeza”, destacou, à saída de uma reunião em que participou hoje à tarde, em Leiria, juntamente com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

Na reunião estiveram ainda vários secretários de Estado, construtoras, associações empresariais, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, várias comunidades intermunicipais, Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), os presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e o responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.

Pinto Luz explicou que o Governo está a avaliar essa possibilidade, depois de ter sido contactado por alguns autarcas.

“Estamos a perceber aquilo que são estradas nacionais que deviam oferecer um serviço às populações, à economia e não está a conseguir ser feito. Nos casos em que esse serviço não está a conseguir ser feito, portanto, o Estado falhou, e desse ponto de vista não conseguiu cumprir essa dimensão da rede de estradas nacional”, referiu.

O governante disse que as equipas se encontram a trabalhar para encontrar uma solução e recordou que a concessão das autoestradas é privada.

“Estamos a avaliar todas as dimensões e, sem gerar expectativas, foi isso que eu disse aos presidentes de Câmara. Aquilo que temos experienciado, eu hoje vim de Ourém, vim de Ferreira do Zêzere, é uma situação absolutamente única”, concluiu.

Já hoje, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, tinha reivindicado a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da autoestrada 8 (A8) que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.

Também a Câmara de Montemor-o-Velho pediu hoje a suspensão temporária do pagamento de portagens na Autoestrada 14 (A14), enquanto se mantiverem os condicionamentos em várias estradas do concelho, na sequência da depressão Kristin.

Lusa

Setor das frutas e legumes pede apoios ao governo além de linhas de crédito

A Associação para Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, presente na Fruit Logistica em Berlim, apela ao Governo que disponibilize apoio aos agricultores que vá além das linhas de crédito, face aos prejuízos do mau tempo.

“O contexto é muito complexo, difícil. Houve muitas empresas do setor que sofreram gigantescos prejuízos e necessitam de repor o seu potencial produtivo. São tempestades muito diferentes daquilo que estamos habituados”, sublinhou Gonçalo Santos Andrade em declarações à Lusa.

O presidente da Portugal Fresh admite que ainda estão a fazer o levantamento dos estragos junto dos agricultores afetados.

“São necessários apoios aos agricultores. Até agora o que ouvimos anunciar é muito à base de linhas de crédito que no imediato são muito importantes, mas temos de ter noção que não é endividando ainda mais os agricultores que resolvemos estes problemas”, sustentou.

“Há que criar apoios a fundo perdido porque estamos a falar de uma situação completamente inesperada, por isso precisamos de medidas completamente diferentes do que estamos habituados”, acrescentou.

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%.

“Não é apenas uma questão de solidariedade com os agricultores, tem mesmo de ser uma decisão estratégica para o próprio país. Quando estamos a proteger a produção de alimentos, trata-se de garantir a nossa soberania alimentar, de manter a vitalidade das economias em meios rurais”, enfatizou Gonçalo Santos Andrade.

A Portugal Fresh vai estar em Berlim, na Fruit Logistica, a partir de quarta-feira, com 24 empresas que levam “qualidade e diversidade”.

“As empresas têm mantido a sua participação, mas o que se tem notado é muita cooperação entre elas. Embora sejam as mesmas entidades, elas representam mais agricultores, o que tem sido muito positivo, porque ganhamos escala e apresentamos uma oferta mais sólida para os mercados internacionais”, destacou o presidente da Associação para Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal.

Os últimos dados disponíveis indicam que, entre janeiro e novembro de 2024, as exportações de frutas, legumes e flores somam 2,36 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 11% face ao mesmo período do ano anterior.

A quantidade de produtos exportados seguiu a mesma tendência e cresceu 7,4% para 1.767.164 toneladas no mesmo período.

A Alemanha é o 4.º principal destino das exportações nacionais de frutas, legumes e flores. Entre janeiro e novembro de 2024 as vendas para este mercado subiram 12,5% em valor, para 184 milhões de euros.

“Trazemos muito produtos como os pequenos frutos, os citrinos, a nossa pera rocha, as maças, o tomate, os kiwis, as couves, as abóboras, as uvas de mesa, entre outros, que nos garantem uma mistura enorme de cores, de sabores, de aromas, muito apreciados pelos clientes que temos”, partilhou Gonçalo Santos Andrade.

A Fruit Logistica começa no dia 05 e termina em 07 de fevereiro. São esperados mais de 2.500 expositores de 86 países.

Lusa

PSP reforça Leiria com polícias à civil para prevenir furtos

A PSP reforçou hoje o distrito de Leiria com polícias à civil da estrutura de investigação criminal para prevenir furtos, sobretudo de combustíveis, geradores e material necessário para a reconstrução devido à depressão Kristin.

Fonte da Polícia de Segurança Pública disse à Lusa que um total de 15 polícias à civil da estrutura de investigação criminal reforçou a partir de hoje o distrito de Leira com o objetivo “de prevenir e reprimir a prática de crimes contra a propriedade, nomeadamente furtos e burlas”.

Segundo a polícia, “este reforço tem o intuito e principal objetivo de prevenir e reprimir a prática de crimes e reforçar o sentimento de segurança das populações afetadas pela tempestade Kristin”.

O distrito de Leiria -nomeadamente Leiria cidade, Marinha Grande, Pombal, Alcobaça, Peniche, Caldas da Rainha e Nazaré – já tinha sido reforçado, na semana passada, com elementos do Corpo de Intervenção, equipas de intervenção rápida de Lisboa e Aveiro e cerca de 200 polícias que se encontram a frequentar o curso de formação de chefes na Escola Prática de Polícia em Torres Novas, acrescenta a PSP.

A PSP alertou hoje para os cuidados de segurança que a população das zonas mais afetadas deve ter, frisando que “o foco agora é limpar e reparar os estragos da tempestade Kristin, mas a segurança não pode ficar para segundo plano”.

“Os danos causados pela intempérie deixaram habitações e estabelecimentos comerciais mais vulneráveis. Tente garantir um fecho provisório robusto e não deixe o local com aspeto de abandonado”, referiu a polícia.

Apelou ainda à população para que coloque os geradores em locais fechados, mas ventilados, guarde o combustível em locais pouco visíveis e para que não permita a entrada em casa de estranhos com pretextos vagos.

No domingo, o presidente da Câmara da Marinha Grande, um dos locais mais fustigados pela tempestade da passada quarta-feira, disse que a pilhagem de cabos elétricos é um dos motivos para a falta de água no concelho.

Lusa

Ministro da Educação diz que paior parte das escolas de Leiria deve reabrir na quarta-feira

O ministro da Educação disse hoje em Leiria que a maior parte das escolas da região estará aberta na quarta-feira, desde que reunidas as condições de segurança, e adiantou que serão contratados monoblocos para substituir salas de aula danificadas.

Em visita à região de Leiria, a mais afetada pela passagem da depressão Kristin na semana passada em Portugal, Fernando Alexandre recusou dar números precisos de quantas escolas poderão reabrir ou não na quarta-feira, ou, “no máximo, na segunda-feira”.

Admitiu no entanto serem milhares os alunos afetados pelo encerramento forçado das escolas, ainda que, para já, sem grandes consequências letivas, uma vez que a maioria das escolas funciona atualmente por semestres e as aulas estavam em pausa letiva.

O objetivo é que os alunos regressem a aulas presenciais até ao início da próxima semana e “as aulas ‘online’ serão uma situação de exceção”.

“Nós queremos os alunos dentro de salas, pode não ser a sala de aula, mas vai ter que ser uma sala que vai ter de garantir segurança e condições para que os alunos tenham aulas”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação aos jornalistas no final de uma reunião com os 10 municípios que constituem a Comunidade Intermunicipal (CIM) de Leiria.

“É possível que haja alunos ainda sem aulas daqui a uma semana, mas de acordo com a avaliação que está a ser feita, serão poucos, e o foco é precisamente garantir que todos têm aulas”, disse ainda.

Está prevista a reafetação de espaços e a contratação de monoblocos para substituir salas de aulas sem condições para voltar a receber alunos.

Prevê-se também a colocação temporária de alunos em escolas que não a sua, se esta não puder reabrir, havendo para esses casos um reforço de transportes, o que deverá ser organizado pelas autarquias, segundo o ministro.

“Temos alguns casos difíceis de escolas que têm centenas de alunos e que ficaram inutilizadas, esses são os casos mais difíceis porque não é fácil realocar centenas de alunos de um momento para o outro, mas será feito, será feito com partilha de outras instalações, com a contratação de monoblocos. A autarquia de Leiria já identificou as necessidades de monoblocos, já está a tratar da contratação, e por isso nós vamos ter de ter aqui flexibilidade numa situação muito difícil para conseguirmos que os alunos conseguem voltar rapidamente às escolas”, disse o ministro.

Fernando Alexandre disse ainda que houve uma reunião com a E-Redes para garantir que é dada prioridade às escolas na garantia de acesso a geradores ou mesmo no restabelecimento da energia elétrica.

“Nós tivemos milhares de postos de eletricidade nesta região que ficaram inutilizados e muitas escolas nestes municípios estão em zonas afastadas dos grandes centros e por isso sabemos que vai demorar ainda algum tempo a conseguir restabelecer a energia elétrica. De qualquer maneira, seja com geradores, seja também deslocando os alunos dessas escolas que não têm eletricidade, vai ser possível garantir que os alunos têm aulas”, disse o ministro.

Fernando Alexandre referiu ainda a prioridade dada às escolas na transferência de 200 milhões de euros aprovada pelo Governo no fim de semana para recuperação de infraestruturas municipais afetadas pela tempestade e garantiu que nas duas escolas de Leiria que estavam em obras ao abrigo das verbas do Programa de Recuperação de Resiliência (PRR) e que irão falhar prazos devido à intempérie, esses trabalhos serão terminados, com ou sem verbas do PRR, mesmo que demorem mais tempo.

Lusa

Cais palafítico da Carrasqueira com destruição parcial e apelo a doação de madeira

 O Cais Palafítico da Carrasqueira, na freguesia da Comporta, concelho de Alcácer do Sal, ficou parcialmente destruído, na última madrugada, devido a ventos fortes e ao pico da maré, com danos em acessos e redes de pesca.

“O cais palafítico está em muito mau estado”, com “muitos cais de acesso às várias embarcações [de pesca] destruídos, redes por baixo das madeiras partidas” e arrastadas “por cima da lama”, relatou à agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia da Comporta, no distrito de Setúbal, Cesário Severino.

O autarca, eleito como independente pelo PS e a cumprir o seu primeiro mandato, explicou que os danos ocorreram, durante a madrugada de hoje, na altura da “preia-mar, associada aos ventos violentos”.

Isto “fez com que a água saltasse aquilo a que chamamos os ‘muros da maré’”, destruindo “várias construções em madeira”, precisou o autarca, acrescentando que o alerta foi dado por um dos pescadores daquela comunidade, na manhã desta segunda-feira.

Segundo Cesário Severino, o mau tempo que se fez sentir “levantou ainda uma pequena embarcação e empurrou-a para cima do cais, onde ficou presa”.

“Pelo menos 50% ou mais das pequenas pontes que levam às embarcações de pesca foram destruídas”, estimou o autarca, sublinhando que esta situação “causa prejuízos avultados” aos cerca de 30 pescadores desta pequena comunidade e que “utilizam este cais” e “não têm alternativas”.

Ainda de acordo com o presidente da Junta de Freguesia da Comporta, para resolver esta situação, os pescadores apelaram hoje às empresas para a doação de “estacas e madeiras robustas” para que possam substituir as que foram destruídas e, assim, reconstruírem os acessos às embarcações.

Além da destruição, lamentou, as descargas das barragens estão também a afetar a pesca do choco na “zona da bacia do Sado, que se encontra com uma forte presença de água doce”.

“Esta alteração das condições do estuário tem impedido a subida do pescado, nomeadamente do choco, que é a principal espécie capturada nesta altura do ano”, alertou.

Esta segunda-feira, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, disse aos jornalistas que o temporal causou “danos sérios” no cais palafítico da Carrasqueira, pequena localidade situada a alguns quilómetros da sede de concelho.

Aí, relatou, os pescadores não só estão muito preocupados e solicitam apoio em madeira para a reposição daquela estrutura, como também estão impedidos de exercer a atividade devido à entrada de água doce na zona piscatória.

Construído nas décadas de 50 e 60 do século passado, o Cais Palafítico da Carrasqueira é um dos locais mais visitados do concelho, sendo considerado uma “obra-prima da arquitetura popular”, de acordo com o ‘site’ oficial da Câmara de Alcácer do Sal, consultado pela Lusa.

“Único na Europa, está construído em estacas de madeira irregulares, aparentemente frágeis, que servem de embarcadouro aos barcos de pesca que ali acostam”, pode ler-se.

Lusa

Meo indica 5 concelhos com situação mais crítica entre os quais Leiria

A Meo indicou hoje que as situações mais críticas verificam-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, sem previsão de reposição, mas todas as sedes de concelho têm cobertura móvel no centro da cidade.

Apesar das condições meteorológicas continuarem adversas e com desafios operacionais significativos, a Meo "mantém 1.500 técnicos no terreno, em estreita colaboração com as autoridades, autarquias e proteção civil, trabalhando de forma incansável para repor as comunicações e garantir a segurança das operações", referiu fonte oficial da operadora.

A evolução, acrescentou, "tem sido positiva, com um aumento expressivo de serviços repostos nas últimas horas".

Contudo, "neste momento, as situações mais críticas continuam a verificar-se nos concelhos de Leiria, Pombal, Alcobaça, Marinha Grande e Ourém, onde ainda não é possível avançar com uma previsão de reposição, uma vez que esta depende das condições do terreno, da meteorologia e da reposição de energia elétrica".

Apesar das dificuldades registadas, "todas as sedes de concelho referidas mantêm cobertura móvel no centro da cidade, permitindo o acesso a serviços fundamentais", asseverou a mesma fonte.

Para acelerar os trabalhos de recuperação e resposta às populações afetadas, a operadora "tem vindo a mobilizar meios alternativos de emergência, como geradores, unidades transportáveis de rede móvel nos pontos mais críticos, feixes hertesianos e a VOIR – Viatura de Operações de Intervenção Rápida, que se encontra neste momento no concelho de Ourém".

Além disso, a Meo "disponibilizou dados móveis ilimitados durante 30 dias nos concelhos mais atingidos, facilitando o contacto com familiares, serviços de emergência e entidades de apoio", acrescentou fonte oficial, sublinhando que "esta medida contribui para mitigar o impacto da situação e reforçar a segurança das comunidades enquanto decorrem os trabalhos de recuperação".

A somar, a Meo "vai garantir o acesso gratuito ao serviço MEO Go Multi, permitindo que as populações afetadas continuem a acompanhar toda a informação atualizada, mesmo em zonas com limitações operacionais", referiu a mesma fonte.

Lusa

Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios

A ministra da Administração Interna disse hoje, em Alvaiázere, que desconhece o que falhou sobre o atraso na disponibilização de meios aos territórios mais afetados pela depressão Kristin.

“Não sei o que falhou. O sistema é complexo e as entidades coordenadores do sistema de proteção civil têm todo o cuidado de garantir a colaboração entre todos”, disse Maria Lúcia Amaral, à entrada para uma reunião no quartel dos bombeiros daquele município do distrito de Leiria.

A governante disse que é preciso “ter em linha de conta que as necessidades são muitas, de vários lados, e que esta foi uma crise com aspetos múltiplos, de comunicações e falha de energia, que pode ter contribuído para que se sentisse a falta durante mais tempo”.

Lusa

Sem energia em 66% do território, Ferreira do Zêzere pede voluntários especializados em construção

 O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere alertou hoje que dois terços do concelho não têm energia e pediu voluntários que sejam mão-de-obra especializada em obras.

“Com muita frontalidade, nós temos feito uma gestão do voluntariado de forma muito crua e muito pragmática, para evitar que aconteçam acidentes, como aconteceram”, afirmou Bruno Gomes à agência Lusa, no improvisado centro de comando municipal de proteção civil.

Por isso, “voluntários sem experiência, sem formação, irem para cima de um telhado com as condições meteorológicas que existem e com as condições de habitabilidade que as casas têm nesta altura é um risco e nós temos de perceber que não temos capacidade de socorro nesta altura como tínhamos anteriormente”, explicou o autarca de um dos municípios mais afetados pela depressão Kristin.

“Queremos voluntariado, sim, mas sobretudo que seja especializado”, explicou o autarca, que apontou a falta de energia e de comunicações como os principais problemas do concelho.

“Nesta altura, ainda temos 66% do território sem energia elétrica, estamos com alguns constrangimentos até com alguns geradores no sentido em que eles avariam e estamos também sem telecomunicações em mais de 60% do concelho”, resumiu o autarca, salientando que o mau tempo que se tem verificado nos últimos dias, com chuva intensa, também está a dificultar os trabalhos.

“Há muita habitação que não estamos a conseguir que tenha garantias de segurança e de habitabilidade e, por força disso, já tivemos que deslocar mais um conjunto de pessoas e os próximos dias não se avizinham fáceis, porque continuamos à mesma com estas condições meteorológicas”, explicou o socialista Bruno Gomes.

Por isso, com o mau tempo, “as grandes dificuldades são mão de obra que permita colocar oleados, lonas, plásticos nas habitações e fazer o trabalho que é de empreiteiro e de pedreiro, porque são milhares as habitações para as quais não conseguimos arranjar mão de obra especializada”.

Além disso, há falta de telhas: “Já não há telha, também porque há um conjunto de habitações que têm telha que já não é produzida e que isto dificulta muito os trabalhos, além de que essas estruturas que sustentam as telhas são de madeira, muitas delas já fragilizadas e que não têm agora possibilidade sequer de ser recuperada”, acrescentou.

Além disso, as autoridades estão preocupadas com aluimentos dos solos, devido à chuva e à ausência de raízes que os sustentem.

“Temos um conjunto de taludes que, por força da queda de árvores de grande porte, está a causar muita instabilidade e tivemos de cortar o acesso ao Lago Azul, onde temos um hotel, neste momento, com mais de cem atletas, porque a plataforma da via está a ceder e não garante condições de segurança”.

Sobre a reposição da rede elétrica, “não há expectativas de ter grandes melhorias nos próximos dias”, acrescentou Bruno Gomes.

“Tive o presidente da E-redes cá ontem [domingo] e o caminho nesta altura é garantir geradores para podermos ter em cada centro de freguesia para conseguirmos ter energia para garantir que possam carregar o telemóvel, possam ligar um computador”, explicou, salientando que o concelho ainda tem dois centros escolares sem energia e para os reabrir são necessários mais geradores.

“A perspetiva é termos, daqui por 30 dias, se calhar, 80% do território com energia”, resumiu Bruno Gomes.

Lusa

Barragem do Caia em Elvas efetua descargas de fundo 13 anos depois

A Barragem do Caia, no concelho de Elvas, distrito de Portalegre, está a efetuar desde domingo à tarde descargas de fundo, situação que não ocorria na história daquela albufeira desde 2013, foi hoje divulgado.

Em declarações à agência Lusa, o gestor da Associação de Beneficiários do Caia (ABCAIA), Luís Rodrigues, indicou que as descargas de fundo devem manter-se “pelo menos” até quinta-feira.

O mesmo responsável indicou que, ao mesmo tempo, esta mesma albufeira prossegue as descargas à superfície, que se iniciaram no passado dia 26 de janeiro.

A albufeira, que atingiu os 99,99% da capacidade de armazenamento de água, está a proceder a descargas de superfície pelo quarto ano consecutivo.

Na página na Internet da ABCAIA, consultada pela Lusa, é possível constatar que a barragem atingiu hoje um volume superior a 197 milhões de metros cúbicos (m3) de água, o que equivale a 99,99% da sua capacidade.

A barragem, construída em 1963, abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte, todos pertencentes ao distrito de Portalegre, além de servir para a agricultura.

Depois de ser descarregada e libertada desta albufeira, a água segue o seu trajeto pelo Rio Caia, entrando a seguir no curso do Rio Guadiana, até chegar à Barragem do Alqueva.

Lusa

Capitania do Funchal cancelou o aviso de mau tempo para a Madeira

A capitania do Porto do Funchal cancelou hoje o aviso de mau tempo emitido para a orla costeira do arquipélago da Madeira, mantendo-se em vigor os de agitação e vento fortes até à manhã de terça-feira.

“Apesar do cancelamento do aviso, recomenda-se aos proprietários e armadores das embarcações que adotem as devidas precauções por forma a garantir as respetivas condições de navegabilidade”, diz a autoridade marítima regional, na informação divulgada.

Entre as indicações deixadas, a capitania insiste que deve ser assegurada a existência de condições para a circulação em molhes de proteção dos portos, arribas, praias ou piscinas naturais, assim como as condições de segurança para a prática da pesca lúdica, em especial junto a falésias e zonas rochosas.

A costa norte da ilha da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) devido à situação de agitação marítima forte até às 03:00 de terça-feira, estando previsto que as ondas alcancem entre cinco e seis metros, podendo atingir os 10 metros de altura máxima.

Lusa

Rede Expressos permite reembolso total dos bilhetes até 8 de fevereiro

A Rede Expressos anunciou hoje que vai permitir a possibilidade de reembolso total dos bilhetes, "até uma hora antes da partida" até 08 de fevereiro, como "medida excecional", na sequência das condições meteorológicas que afetam várias regiões do país.

"Na sequência das condições meteorológicas adversas que têm afetado várias regiões do país, a Rede Expressos anuncia uma medida excecional de apoio aos passageiros, permitindo o reembolso a 100% dos bilhetes, até uma hora antes da partida", adianta a empresa, em comunicado.

Segundo a Rede Expressos, esta medida vai estar "em vigor até 08 de fevereiro de 2026" e abrange "todas as viagens em território nacional da Rede Expressos".

Para tal, "os pedidos devem ser efetuados através do website em www.rede-expressos.pt, no menu “Reembolsos”, respeitando o prazo máximo de uma hora antes da partida prevista", acrescenta.

A rede nacional de autocarros expresso justifica a decisão com o "agravamento das condições meteorológicas em Portugal, com precipitação, vento forte e queda de neve previstos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera", bem como com os "constrangimentos recorrentes na circulação rodoviária".

Na sexta-feira, a Rede Expressos tinha anunciado uma redução extraordinária de preços até 15%, a nível nacional, para viagens com destino às zonas mais afetadas pela passagem da depressão Kristin.

Lusa

Turismo diz que é “fundamental” que medidas sejam aplicadas rapidamente

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) classificou as medidas de apoio anunciadas pelo Governo para mitigar os efeitos da tempestade Kristin como “uma resposta lógica e necessária” e disse ser “fundamental” que sejam aplicadas rapidamente.

Num comunicado, hoje divulgado, a CTP indicou que “tem estado em permanente contacto com as associações e empresas, em particular na região Centro”, salientando que, ainda que sem dados concretos, a informação disponível “aponta para consequências ao nível da hotelaria e da restauração”.

Estas consequências devem-se, sobretudo, a “inundações e às dificuldades resultantes da interrupção do fornecimento de energia elétrica em várias zonas, nomeadamente no Centro do país.

“Atendendo às previsões meteorológicas para os próximos dias e ao prolongamento do estado de calamidade até 08 de fevereiro, a CTP continuará atenta à evolução da situação e em estreita articulação com as associações e empresários do setor do turismo”, referiu Francisco Calheiros, presidente da CTP, citado na mesma nota.

A organização referiu ainda que considera “que o conjunto de 15 medidas de apoio anunciadas pelo Governo constitui uma resposta lógica e necessária para mitigar os impactos da tempestade Kristin”, no apoio a famílias, empresas, postos de trabalho, bem como na recuperação das zonas afetadas.

“Será agora fundamental que estas medidas sejam implementadas de forma rápida e eficaz, garantindo uma resposta célere às necessidades no terreno”, afirmou Francisco Calheiros.

Lusa

Base Aérea de Monte Real apoia população com banhos e refeições

 A Base Aérea n.º5, em Monte Real, no concelho de Leiria, está a apoiar a população afetada pela depressão Kristin com banhos quentes e fornecimentos de refeições, divulgou hoje a Força Aérea Portuguesa.

Numa publicação na rede social Facebook, a Força Aérea anunciou que a base de Monte Real “está aberta à comunidade para banhos quentes e entrega de refeições”.

Os banhos são disponibilizados em três períodos diários, entre as 09:00 e as 12:00, entre as 14:00 e as 18:00 e entre as 20:00 e as 21:00.

A entrega de refeições deve ser solicitada com duas horas de antecedência é e feita às 12:00 e às 19:00, na porta de armas.

Lusa

Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota perdeu 90% das árvores

Cerca de 90% das árvores do terreno onde está o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota (CIBA), em Porto de Mós, no distrito de Leiria, caíram devido à depressão Kristin, anunciou hoje a administração.

Classificado monumento nacional desde 2010, o campo da batalha de Aljubarrota tinha uma densa mancha de pinheiro manso, pinheiro bravo, cedros e oliveiras, que cederam à força dos ventos na madrugada de quarta-feira.

“Ficámos com 90% das árvores completamente destruídas. São mais de 200 árvores. Espera-nos agora todo um trabalho de remoção e limpeza”, afirmou o diretor do CIBA, Tiago Paz, à agência Lusa.

O campo onde aconteceu a Batalha de Aljubarrota “foi muito fustigado”, sobretudo na sua componente natural, existindo também danos na cobertura do núcleo da 1.ª Posição da Batalha, próximo da vila da Batalha, onde a Fundação Batalha de Aljubarrota tem um espaço museológico, há algum tempo encerrado.

Como consequência dos estragos, o CIBA estará encerrado até pelo menos dia 09, não existindo ainda data prevista para a reabertura.

Segundo Tiago Paz, “é preciso garantir um conjunto de condições”, nomeadamente no que respeita à revisão dos sistemas elétricos e fornecimento de energia, para “ter o interior do CIBA preparado para a reabertura”.

Quanto às árvores, o responsável desconhece ainda qual a decisão a tomar pela fundação: “Temos de avançar com os trabalhos de remoção, mas a procura é muitíssimo alta neste momento”. 

O CIBA tentará recuperar as oliveiras, “mas as restantes não será possível aproveitar”.

“São árvores com muitas décadas. Perderam-se muitas décadas de trabalho numa simples noite”, lamentou o diretor.

Na zona florestal funcionava um circuito de arborismo que se perdeu: “Vamos avaliar o que faremos, mas não parece que haja nenhuma situação fácil de resolver, porque, de facto, aquelas árvores levaram muitas décadas a crescer”, concluiu.

Lusa

Sertã tem cerca de 50% dos postes de média tensão inoperacionais

A Câmara da Sertã informou hoje, após reunião com a E-Redes, que cerca de 50% dos postes de média tensão estão derrubados ou destruídos e a baixa tensão “é dispersa e está muito danificada”.

“O responsável regional da E-Redes fez um retrato da situação no terreno e referiu que cerca de 50% de postes de média tensão estão derrubados/destruídos”, informou a Câmara Municipal da Sertã, liderada por Carlos Miranda.

Segundo um comunicado publicado nas redes sociais, a informação foi partilhada numa reunião, no início da tarde de hoje, entre a Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã, no distrito de Castelo Branco, e o responsável regional da E-Redes, Hilário Lino.

Segundo o Município, no encontro, Hilário Lino “referiu que a prioridade é repor a média tensão, desligar ramais partidos e levar média tensão mais à frente”.

De acordo com a autarquia, “estão a ser levantados postes, há máquinas a abrir caminhos e vários geradores ligados. Esse responsável [Hilário Lino] referiu que a rede de baixa tensão é dispersa e está muito danificada”.

Na reunião, o presidente da Câmara da Sertã, Carlos Miranda, além de agradecer o “trabalho extraordinário e o esforço hercúleo das equipas” da empresa E-Redes no terreno, também realçou a “pressão que tem feito junto do Governo”.

“É inconcebível a demora. Tem de haver uma resposta do Governo, que tem de fazer mobilização, nem que seja internacional, para trazer meios ao terreno, caso contrário vai demorar semanas a restabelecer” a situação, vincou Carlos Miranda.

O autarca mostrou ainda “especial preocupação” com eventos naturais desta natureza, devido às alterações meteorológicas que, no seu entender, serão “cada vez mais frequentes e o país tem de estar preparado para dar resposta”.

No que diz respeito às vias rodoviárias, Carlos Miranda adiantou que “está a caminho [do concelho] um pelotão de 20 militares do Exército português que irão intervir no apoio à colocação de coberturas e limpeza da rede viária”.

Lusa

Anacom diz que "centenas de milhares de pessoas" continuam com problemas na rede móvel

A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) disse hoje que continuam centenas de milhares de pessoas com problemas na rede móvel, devido ao mau tempo, apontando, no entanto, que mais de 50% dos locais afetados já estavam recuperados.

Sandra Maximiano, que falou no Porto, à margem da Cimeira Internacional sobre Resiliência de Cabos Submarinos, disse que havia “centenas de milhares de pessoas ainda afetadas na rede móvel”, num número que deve rondar as 200 mil.

Mas a situação tem vindo a melhorar, destacou, indicando que “à medida que a eletricidade tem sido reposta, as comunicações são obviamente repostas, quando estas foram afetadas por falha de energia exclusivamente”.

No entanto, destacou, houve muitas infraestruturas de telecomunicações afetadas, nomeadamente “nos traçados aéreos, sobretudo com a queda de postes e outras antenas, outras infraestruturas nos ‘rooftops’ e também nas próprias estruturas de antenas que foram afetadas”.

A presidente da Anacom referiu que “há muitos operacionais no terreno”, sendo que o próprio regulador “também tem operacionais a ajudar”.

“Acho que a situação tem vindo a progredir positivamente e isso não é tão rápido quanto se calhar a maior parte das pessoas esperaria, ou todos nós esperaríamos, mas é como disse há determinada infraestrutura que não se reconstrói imediatamente”, explicou.  

“Não sabemos com exatidão quanto tempo vai demorar, mas nós já temos mais de 50% dos ‘sites’ que tinham sido afetados recuperados, portanto, a perspetiva é que na próxima semana” a situação esteja mais regularizada.

Para o futuro, a presidente da Anacom deixou um alerta. “Acho que temos que pensar todos numa resiliência das telecomunicações, olhar para estes eventos meteorológicos e pensar, ver que infraestruturas é que foram afetadas, como é que elas foram afetadas, o que é que se pode melhorar para minimizar”.

Para Sandra Maximiano é preciso “repensar esse tipo de infraestrutura”, apontando para a criação de uma “estrutura subterrânea”, ou seja, colocar esses traçados aéreos no solo.

Questionada sobre se os clientes que ficaram com o serviço afetado poderão, no futuro, ter direito a uma compensação, a presidente da Anacom disse que será uma matéria que estará “obviamente, em análise, porque geralmente são compensados quando existe alguma interrupção do serviço”.

Associação de Futebol de Coimbra lança campanha de apoio a clubes

A Associação de Futebol de Coimbra (AFC), com o apoio da Fundação FPF, lançou a campanha solidária "Joga Connosco!" para apoiar os clubes que foram afetados pela depressão Kristin.

“O objetivo desta campanha é reconhecer e apoiar o esforço incansável de todos os agentes desportivos através de uma recolha de fundos e de materiais de construção destinados a apoiar a recuperação das infraestruturas e equipamentos desportivos destruídos pela depressão”, informou a AFC em comunicado enviado à agência Lusa.

Para facilitar o apoio, foi criada uma conta solidária através da qual será possível contribuir.

Segundo o levantamento efetuado, há estragos conhecidos nos campos do S.C. Ribeirense, do Grupo Desportivo Cova Gala, do Grupo Desportivo Sourense, do CR Praia da Leirosa, do Atlético Clube Montemorense e do ADCR Pereira.

Além de contar com a solidariedade dos adeptos do futebol e futsal regionais, a AFC apelou à participação de todas as empresas de materiais de construção, para transformar a campanha solidária “num sinal de união e de esperança”.

Lusa

Reabertos acessos principais à Serra da Boa Viagem na Figueira da Foz

Os acessos principais ao parque florestal da Serra da Boa Viagem, na Figueira da Foz, foram hoje reabertos após a queda de diversas árvores na sequência da depressão Kristin, disse fonte da Proteção Civil municipal.

Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores, Nuno Pinto, esclareceu que quer a via que liga a povoação da Serra da Boa Viagem ao Cabo Mondego, passando pelo Abrigo da Montanha, quer a ligação ao Miradouro da Bandeira, a norte, a partir daquela estrada, já foram reabertos à circulação.

Permanece cortada ao trânsito a via que liga a chamada Casa da Proteção Civil (Casa das Cruzinhas) ao Miradouro da Bandeira, onde decorrem trabalhos de limpeza por parte das duas equipas de sapadores florestais do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), destacados para aquele espaço natural.

Na quarta-feira, os ventos fortes associados à depressão Kristin arrancaram árvores na zona central do parque florestal Manuel Alberto Rei, junto à capela de Santo Amaro, e noutros locais da Serra da Boa Viagem.

Lusa

Vodafone reativa rede móvel em 58 concelhos mas três têm serviço degradado

A Vodafone reativou a rede móvel nos 58 concelhos inicialmente afetados pelo mau tempo, mas em Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila do Rei o serviço mantém um grau de degradação elevado, sintetizou hoje à Lusa fonte oficial.

"Na sequência destes esforços (que incluem soluções de emergência para cobertura de locais estratégicos), já foi possível reativar a rede móvel em todos os 58 concelhos inicialmente afetados, ainda que, em alguns casos, de forma parcial e sujeita a instabilidade. Em três desses concelhos - Oleiros, Ferreira do Zêzere e Vila de Rei - o serviço ainda apresenta um grau de degradação elevado", ilustrou a mesma fonte.

A Vodafone Portugal asseverou que "continua empenhada na total recuperação dos seus serviços interrompidos pela depressão Kristin" e que todas as suas equipas técnicas e de parceiros "estão envolvidas nessa reposição, pese embora as dificuldades no terreno".

Fonte oficial da operadora acrescentou que continua a ser feito o restabelecimento do serviço fixo nas zonas afetadas, "muito dependente, por exemplo, da reparação de cortes de fibra".

Todos estes "são trabalhos muito exigentes e com algum grau de incerteza, pois dependem de múltiplos fatores - não só do acesso e recuperação das estruturas destruídas, como da disponibilidade e consistência do fornecimento de energia elétrica", apontou.

A Vodafone "renova a garantia do seu empenho na rápida reposição dos seus serviços, manifestando a sua solidariedade com todos os afetados e agradecendo a compreensão e confiança dos seus clientes".

Lusa

Comunicações móveis da NOS repostas em todas as sedes de concelho

As comunicações móveis da NOS foram repostas em todas as sedes de concelho e a maioria dos serviços fixos foi recuperada, na sequência do impacto do mau tempo, indicou hoje à Lusa fonte oficial da operadora.

"As operações de restabelecimento das comunicações da NOS, nas zonas mais impactadas pela depressão Kristin, continuaram durante todo o fim de semana", salientou a mesma fonte.

Neste momento, "as comunicações móveis já foram repostas em todas as sedes de concelho" e "também a maioria dos serviços fixos já foi recuperada, pelo que muitos dos clientes já terão acesso a comunicações fixas, caso tenham energia nas suas casas", prosseguiu fonte oficial da NOS, ao fazer o balanço.

As equipas da NOS "continuam no terreno a trabalhar, 24 sobre 24, em plena articulação com a Proteção Civil e forças de Segurança, e tudo estão a fazer para normalizar a situação, para todos os clientes, o mais rapidamente possível", concluiu.

Lusa

Centenas de árvores arrancadas e partidas nos Baldios de Vila Nova em Miranda do Corvo

Centenas de árvores foram arrancadas e partidas nos Baldios da Freguesia de Vila Nova, concelho de Miranda do Corvo, durante a passagem da depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa o seu presidente, José João Jesus.

“Isto está aqui uma lástima. Nos cerca de 600 hectares dos baldios, temos centenas e centenas de árvores arrancadas e todas partidas. Partiram muitas árvores a um/dois metros de altura”, lamentou.

Ainda sem conseguir contabilizar os prejuízos, o responsável pelos Baldios da Freguesia de Vila Nova, no distrito de Coimbra, disse que “a prioridade é retirar a madeira que está a obstruir as estradas, sobretudo as principais, e tentar vender a que está caída”.

Uma parte dos 600 hectares dos baldios integra o Sítio de Interesse Comunitário Serra da Lousã - Rede Natura 2000, muito procurado pelas suas paisagens, trilhos e percursos pedestres.

“Os acessos estão a ficar disponíveis para a visitação”, avançou José João Jesus, estimando que a normalidade esteja reposta “num mês ou dois”.

Além das árvores caídas e partidas, a depressão Kristin provocou danos nos telhados do Observatório Astronómico, da Casa do Guia e do parque das Mestrinhas, acrescentou.

Lusa

Proteção Civil diz que não se justifica ativar mecanismo europeu

O presidente da Proteção Civil disse hoje que “não se justifica” pedir ajuda ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil para responder às consequências da tempestade Kristin, sustentando que tem regras e não serve "para pedir telhas nem lonas".

Em declarações na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura considerou que "não se justifica, de todo", ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, uma vez que "Portugal ainda não esgotou a sua capacidade" de resposta à tempestade Kristin.

“O mecanismo tem regras de acionamento e equipamentos específicos que nós devemos ativar. Neste momento, todas as situações que foram solicitadas foram correspondidas. Não temos nenhum meio para dizer à União Europeia que precisamos desta tipologia ou daquela. Não seria para pedir telhas, não seria para pedir lonas, isso são materiais que o país naturalmente tem de ter capacidade de resolver", disse.

Lusa

Pedrógão Grande com 60% da eletricidade reposta

 O município de Pedrógão Grande informou hoje que cerca de 60% do concelho já tem eletricidade reposta após a depressão Kristin, mantendo-se constrangimentos nas comunicações, na recolha de resíduos e em acessos rodoviários.

Segundo um ponto de situação divulgado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Pedrógão Grande, a E-Redes mantém equipas no terreno para garantir a reposição do fornecimento elétrico em todo o território, sendo feito um apelo à população para um uso responsável da energia e para o registo de avarias na plataforma da operadora (https://balcaodigital.e-redes.pt/home/risky).

No que respeita à rede viária, as principais vias encontram-se desobstruídas, embora persistam limitações e obstáculos em vários locais, estando em curso trabalhos de limpeza e remoção.

Permanecem encerrados o acesso à praia fluvial do Mosteiro e a estrada da Ponte de Pêra para o Sobreiro.

Relativamente às comunicações, a autarquia referiu que se registaram melhorias com a entrada em funcionamento de uma antena de telecomunicações de emergência, que permitiu repor parcialmente a cobertura da rede móvel, nomeadamente da operadora MEO, em algumas zonas do concelho.

No que diz respeito ao abastecimento de água, a Câmara de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, sublinhou que está garantido em todo o concelho, embora admita que possam ocorrer constrangimentos pontuais.

“Apela-se à população para o uso responsável e racionado da água, evitando consumos excessivos”, disse a autarquia.

A proteção civil indicou ainda que decorrem ações de apoio às famílias afetadas, nomeadamente na colocação de coberturas de emergência em habitações danificadas, enquanto a equipa de ação social se encontra no terreno a sinalizar necessidades, com especial atenção às pessoas mais vulneráveis.

Quanto aos serviços municipais, a recolha de resíduos urbanos mantém-se condicionada, sendo pedido à população que evite a deposição de lixo fora dos contentores, de forma a prevenir riscos para a saúde pública e para facilitar o trabalho das equipas operacionais.

As escolas devem retomar o funcionamento na terça-feira.

Lusa

Farmácias garantem medicamentos, mesmo as atingidas pela tempestade

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) garantiu hoje que os habitantes das zonas mais afetadas pela depressão Kristin têm acesso a medicamentos, embora haja farmácias destruídas e sem comunicações e localidades com apenas um estabelecimento aberto.

A ANF garantiu hoje que se “mantém assegurado o acesso ao medicamento em todo o território nacional” e que nas zonas mais afetadas pela tempestade há 217 farmácias abertas.

“Nos concelhos e localidades mais afetados, incluindo aqueles em situação de calamidade, estão em funcionamento várias farmácias, estando garantida, mesmo nos contextos mais complexos, a existência de pelo menos uma farmácia aberta”, acrescentou a associação em resposta à Lusa.

A presidente da associação sublinhou o esforço de muitos farmacêuticos que mantêm os estabelecimentos abertos “em contextos de grande exigência, incluindo unidades com danos físicos nas suas instalações e sem comunicações”.

“Muitas farmácias encontram-se abertas a assegurar a dispensa de medicamentos urgentes, apesar de, em alguns casos, não ser possível proceder à respetiva faturação", disse Ema Paulino.

As 217 farmácias em funcionamento situam-se nos concelhos de Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Batalha, Ansião, Mação, Figueiró dos Vinhos, Nazaré, Marinha Grande, Soure, Montemor-o-Velho, Porto de Mós, Torres Novas, Tomar, Alcobaça, Ourém, Caldas da Rainha, Santarém, Castelo Branco, Pombal, Torres Vedras, Figueira da Foz e Leiria.

Face ao dia em que ocorreu a tempestade, na madrugada da passada quarta-feira, há hoje mais 133 farmácias abertas.

A associação sublinha que ainda está por apurar a situação de algumas farmácias que permanecem sem comunicações e recomenda à população que use a linha 14000 para consultar e saber quais as farmácias abertas mais próximas.

“Com o restabelecimento gradual da energia elétrica e a utilização de geradores, encontram-se garantidas as condições de segurança e de conservação dos medicamentos”, acrescentou a ANF.

Lusa

Câmara de Monforte com campanha urgente de recolha de materiais para Leiria

A Câmara de Monforte, no distrito de Portalegre, lançou uma “campanha de recolha urgente” de materiais de construção e bens alimentares, para apoiar as famílias afetadas pela tempestade Kristin em Leiria, foi hoje divulgado.

Em comunicado, o município apela aos habitantes para entregarem bens alimentares, água engarrafada, produtos de higiene pessoal e de limpeza.

É igualmente pedida a doação de materiais de construção, como telhas e lonas, assim como de equipamentos, nomeadamente de escadotes e geradores.

Os interessados podem entregar os seus donativos no antigo posto de turismo, entre as 09:00 e as 17:00, e nos edifícios das respetivas juntas de freguesia rurais, entre as 09:00 e as 16:00.

Água continua a subir nos campos do vale central do Mondego

A água continua a subir nos campos agrícolas do vale central do Mondego, na margem direita daquele rio, em especial em redor da aldeia de Ereira, concelho de Montemor-o-Velho, informou hoje a Câmara Municipal.

Em informação divulgada às 15:24, o município de Montemor-o-Velho notou, no entanto, que, até ao momento, “não se registam alterações significativas face ao ponto de situação” feito no domingo.

Acrescentou que os níveis de água no canal principal do rio e no leito periférico direito desceram, estando a passar cerca de 1.000 metros cúbicos por segundo (m3/s), equivalente a um milhão de litros por segundo, na Ponte-Açude de Coimbra, “no âmbito da gestão controlada dos caudais que tem sido feita”.

A subida da água nos campos agrícolas afeta, também, a zona das freguesias de Maiorca e Ferreira-a-Nova, já no concelho da Figueira da Foz.

A subida das águas neste município levou ao corte da circulação no acesso à autoestrada 14 (A14), no sentido Coimbra – Figueira da Foz, no nó de Santa Eulália, devido ao alagamento da passagem inferior situada antes da rampa de acesso àquela via.

Lusa

CGTP alerta que ‘lay-off’ simplificado implica "perdas salariais significativas"

A CGTP alertou hoje que o ‘lay-off’ simplificado "prejudica os trabalhadores" dado que implica "perdas salariais significativas" e defendeu que a isenção de contribuições para a Segurança Social não deve ser usada "como instrumento de apoio às empresas".

Numa primeira reação às medidas anunciadas pelo Governo para responder aos estragos provocados pela depressão Kristin, a central sindical sublinha que as medidas ainda não estão regulamentadas, "pelo que muitos pormenores estão ainda por esclarecer" e admitindo, por isso, que é "difícil de avaliar".

Não obstante, a CGTP deixa algumas críticas às medidas anunciadas, lembrando, em comunicado, que algumas destas "não constituem propriamente novidades e já foram adotadas noutras ocasiões de emergência".

"A opção pelas situações de ‘lay-off’ prejudica os trabalhadores na medida em que implica perdas salariais significativas", aponta, defendendo que todos os trabalhadores cujos postos de trabalho tenham sido afetados "devem manter o direito ao pagamento integral da respetiva retribuição, quer a empresa opte pelo 'lay-off' ou qualquer outra medida".

Por outro lado, considera que a isenção de contribuições para a Segurança Social não deve ser usada "como instrumento de apoio às empresas, em prejuízo da sustentabilidade do sistema, devendo os apoios ser transferidos diretamente do Orçamento do Estado".

Para a central sindical liderada por Tiago Oliveira, as empresas que beneficiam de apoios públicos para a sua recuperação e retoma da atividade "devem ficar proibidas de proceder à cessação de contratos de trabalho, sob qualquer forma, durante o período de concessão do apoio e posteriormente durante um período de tempo alargado".

Ao mesmo tempo, a CGTP afirma que os apoios diretos às pessoas e famílias "devem depender de condições claras, ter em conta a dimensão e composição dos agregados familiares e ter valores que permitam a sobrevivência condigna de todos".

A este respeito, o primeiro-ministro anunciou, no domingo, que as famílias em situação de carência ou perda de rendimentos poderão aceder a apoios da Segurança Social até 537 euros por pessoa ou 1.075 euros por agregado familiar.

"(..) a adoção deste tipo de medidas sempre se caracterizou por um grande desequilíbrio e clara desproporção entre os recursos postos à disposição das empresas e os apoios facultados aos trabalhadores e às famílias, com a agravante de se verificar um favorecimento das grandes empresas face às micro e pequenas empresas com muito mais dificuldades em enfrentar os danos e prejuízos decorrentes de catástrofes", remata a CGTP, na mesma nota.

Lusa

Eletricidade foi restabelecida em todos os tribunais do país

A eletricidade foi restabelecida em todos os tribunais do país, após falhas devido à passagem da tempestade Kristin por Portugal continental, anunciou hoje o Ministério da Justiça.

Numa publicação feita nas redes sociais, o ministério liderado por Rita Alarcão Júdice explicou também que os serviços de registo da loja de cidadão de Alvaiázere e as conservatórias de Ferreira do Zêzere estão condicionados.

“Encontram-se em curso intervenções técnicas e operacionais, em articulação com as entidades competentes, para assegurar sempre que possível a continuidade do funcionamento dos serviços da Justiça”, lê-se na publicação.

O Ministério da Justiça adiantou ainda que as prisões “continuam a funcionar com segurança e normalidade”, tendo sido “possível assegurar todos os serviços essenciais”.

Na sexta-feira, o ministério anunciou a deslocação de uma equipa de técnicos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) e da Direção-Geral da Administração da Justiça (DGAJ) a Leiria para fazer um levantamento dos danos causados pela tempestade Kristin nos equipamentos do setor.

Já hoje, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) disse ter registado “impactos relevantes” da passagem da depressão Kristin nas comarcas de Leiria, Setúbal, Santarém e Coimbra e admitiu equacionar localmente “soluções temporárias para garantir a continuidade do serviço judicial”.

Em resposta à Lusa, o CSM adiantou que se encontra “a acompanhar, em articulação com os juízes presidentes de comarca e com as entidades competentes, a situação dos tribunais afetados” e que “o levantamento de danos ainda está em curso”, face a “constrangimentos significativos” no acesso aos edifícios, estando ainda a ser realizadas em alguns casos vistorias técnicas.

Lusa

Mais de 600 mil euros no Fundo de Emergência da Cáritas de Leiria

Mais de 600 mil euros foram angariados no Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin criado pela Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, foi hoje anunciado.

Às 14:30 de hoje, o fundo tinha atingido os 629.245,81 euros.

“O menor valor é de um euro, o maior de cinco mil euros”, disse à agência Lusa o diretor de serviços da Cáritas Diocesana, Nelson Costa.

Nas redes sociais, a Cáritas Diocesana agradeceu “a todos os que têm ajudado”.

“A vossa solidariedade faz a diferença”, acrescentou.

O fundo, financiado por donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária ou donativo ‘online’, foi criado na sexta-feira à tarde após a Cáritas ter participado numa reunião da Proteção Civil com o Município de Leiria, e em sintonia com o bispo diocesano, José Ornelas.

Hoje, membros da equipa técnica da Cáritas Lisboa estão, em conjunto com a Cáritas de Leiria, a acompanhar as comunidades afetadas, estando prevista para terça-feira o reforço de técnicos da Cáritas de Viseu.

“Todos os elementos estarão devidamente identificados”, garantiu.

Os bens neste momento necessários são enlatados e azeite, papel higiénico, toalhitas de limpeza da casa, pasta e escovas de dentes.

“Nos próximos dias será publicado o regulamento do Fundo e divulgada a empresa auditora, reforçando o nosso compromisso com a transparência”, adiantou a Cáritas Diocesana de Leiria.

Na sexta-feira, esta instituição anunciou o reforço do apoio à comunidade, para assegurar que ninguém fica sem resposta, devido ao impacto do mau tempo, que também danificou instalações da instituição.

Referindo que acompanha com elevada preocupação a situação de emergência que ainda se vive em vários locais da região, “onde persistem falhas significativas no fornecimento de eletricidade, no abastecimento de água e nas comunicações, afetando um número considerável de famílias e instituições”, a Cáritas coloca “à disposição todos os seus recursos humanos, logísticos e sociais para apoiar as pessoas em maior situação de vulnerabilidade”.

Lusa

Circulação ferroviária cortada em troços das linhas do Minho, Norte, Douro e Oeste

A circulação ferroviária na Linha do Minho, entre Barcelos e Tamel, continuava suspensa pela 15:00, segundo a IP, mantendo-se também os constrangimentos em alguns troços das linhas do Norte, Douro, Oeste e do Ramal de Alfarelos.

Num comunicado disponibilizado no seu ‘site’, a IP - Infraestruturas de Portugal refere que as “condições meteorológicas adversas dos últimos dias, que provocaram falhas na rede elétrica, com impactos na catenária, e a queda de árvores sobre a infraestrutura” estão “a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço”.

Pelas 15:00, o ponto de situação feita pela empresa indicava que, na Linha de Minho, a circulação continuava suspensa entre as estações de Barcelos e Tamel.

Fonte do Comando Sub-Regional do Cávado da Proteção Civil precisou à agência Lusa que o corte se mantém desde as 10:45, devido a uma derrocada de terras que ocorreu na freguesia de Carapeços e que, segundo a junta de freguesia local, levou também ao corte da Rua da Mámoa.

Fonte da IP disse não haver previsão para a reabertura daquele troço, estando os trabalhos de reparação em curso.

Ainda de acordo com a IP, pelas 15:00 mantinha-se também, na Linha do Norte, a circulação suspensa entre Soure e Coimbra B; na Linha do Douro entre a Régua e o Pocinho; no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz; e Linha do Oeste entre Mafra e Amieira.

“As equipas da Infraestruturas de Portugal (IP) encontram-se no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, remata.

Por sua vez, a CP – Comboios de Portugal indica no seu 'site' que a circulação ferroviária se encontra “suspensa e sem previsão de retoma” nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro (entre Régua e Pocinho), na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Segundo a operadora ferroviária, está suspensa a venda para viagens em comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte para todo o dia de hoje, podendo os utentes efetuar o reembolso ou troca do seu bilhete até aos 15 minutos que antecedem a partida do comboio da sua estação de origem, sem taxas, numa bilheteira ou em MyCP (compras ‘online’).

Lusa

E-Redes anuncia cerca de 147 mil clientes sem energia às 13h30

Cerca de 147 mil clientes estavam hoje pelas 13:30 sem energia elétrica em Portugal continental, dos quais 133 mil nas zonas mais críticas atingidas pela depressão Kristin na madrugada de quarta-feira, informou a E-Redes.

Numa nota, a empresa destaca que em Leiria permaneciam 99 mil clientes sem energia, em Santarém 23 mil, em Castelo Branco nove mil e em Coimbra dois mil.

Anteriormente, a E-Redes tinha indicado que registou um aumento do número de novas avarias na rede elétrica, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada de hoje. Às 08:00 estavam sem luz 161 mil clientes.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superaram os 220 quilómetros por hora.

Lusa

Presidente da Câmara de Tomar diz estarem ser tomadas medidas para as cheias

A cidade de Tomar está de prevenção para as cheias no rio Nabão e vigia o nível das águas a montante, junto de Ourém, dias depois de o concelho ter sofrido com a depressão Kristin.

“Estamos atentos e a tomar medidas”, disse à agência Lusa Tiago Carrão, presidente da Câmara de Tomar, salientando que os serviços fazem monitorização no Agroal, junto ao concelho vizinho de Ourém.

“Se lá estiver complicado, vamos ter aqui problemas”, considerou o autarca, que ainda tem muitas freguesias com problemas no abastecimento elétrico e de comunicações devido à depressão Kristin.

No Agroal, a montante de Tomar, o comerciante António Pardal está descansado, apesar da falta de eletricidade e comunicações.

“Pelo contrário, água aqui não falta”, diz, apontando para o rio Nabão, ainda no leito, mas perto de galgar as margens.

“As pessoas têm de se habituar a estas situações e a estarem preparadas”, afirmou o empresário, que costuma lidar com cheias regulares.

Sobre o risco de cheias em Tomar, António Pardal admite essa possibilidade nas próximas horas.

“O que está a segurar as águas são as árvores espalhadas, mas já há muita água ali para cima”, disse, apontando a zona de Ribeira de Couros e Formigais, concelho de Ourém.

Nessa zona, são visíveis já estradas inundadas e campos alagados, com árvores, ramadas e postes elétricos a boiar.

“Normalmente, quando isso está assim lá para cima, nós aqui já temos meio metro de água. E olhe, ainda não temos”, explica António Pardal.

Perto do Agroal, José Silva coloca proteções na porta para a água que pode entrar.

“Já não me basta ter o telhado furado, tapado com uma lona, e agora vou ter água aqui. O raio da água entra por todo o lado”, diz, embora minimizando os prejuízos das inundações.

“A isso estamos já habituados. Ao que se passou não estávamos”, explicou, referindo-se à depressão Kristin.

Diocese inicia contactos para recuperar Santuário da Encarnação em Leiria

A Diocese de Leiria-Fátima iniciou contactos para a recuperação do Santuário de N.ª Sr.ª da Encarnação, padroeira da cidade de Leiria, que sofreu “danos graves” devido à depressão Kristin, foi hoje anunciado.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a diocese explica que “o edifício religioso viu o seu telhado e o campanário desabarem, marcando um episódio particularmente doloroso para a comunidade local”.

“A Diocese de Leiria-Fátima reagiu de imediato à situação e já deu início ao processo de recuperação do santuário”, adianta, referindo estarem “em curso contactos com entidades estatais e autárquicas para assegurar a coordenação das obras de reparação e garantir a segurança do espaço”.

De acordo com a mesma nota, “o processo de recuperação do santuário será acompanhado de perto, com o objetivo de restaurar este importante espaço de fé e devoção, símbolo da história religiosa e cultural de Leiria”.

O valor dos prejuízos não está ainda quantificado.

Segundo informação da diocese, no monte onde hoje está o santuário existiu uma ermida erguida na primeira metade do século XV.

“Em 24 de setembro de 1588, na sequência de intervenções miraculosas atribuídas a Nossa Senhora da Encarnação – de que a mais conhecida miraculada foi Susana Dias, mulher aleijada das pernas havia 28 anos e natural da aldeia das Cortes, curada em 11 de julho desse mesmo ano – deu-se início à construção de novo e mais amplo templo”, refere a diocese.

A mesma informação adianta que “algumas inscrições nas paredes exteriores da igreja aludem ao início das obras quinhentistas e a alguns outros milagres”, sendo que as paredes “estão revestidas de azulejos seiscentistas, pintados de ouro e azul”.

Lusa

Proteção civil registou 764 ocorrências entre as 00:00 e as 12:30

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 764 ocorrências relacionadas com o mau tempo, entre as 00h00 e as 12h30, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa o comandante Telmo Ferreira.

Entre as ocorrências, registaram-se 358 quedas de árvores, 149 quedas de estruturas, 134 inundações, 69 movimentos de massas e deslizamentos de taludes e 54 limpezas de via", adiantou.

Segundo a mesma fonte, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera em número de ocorrências, tendo registado 280 até às 12:30, logo seguida pelo Centro, com 272.

Também se verificaram ocorrências nas regiões Norte (103), Alentejo (82) e Algarve (27).

As descargas das barragens registaram “um incremento ligeiro” nas bacias dos rios Tejo e Mondego, mas “dentro daquilo que eram as previsões”, assinalou ainda o comandante da Proteção Civil.

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No que concerne à circulação ferroviária, a linha do Minho passou a estar suspensa, entre Barcelos e Tamel, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Segundo um comunicado da IP, com ponto de situação feito às 12:00, mantêm-se condicionamentos em quatro vias: Linha do Norte (entre Soure e Coimbra B), Linha do Douro (entre a Régua e Pocinho), Ramal de Alfarelos (entre Alfarelos e Figueira da Foz) e Linha do Oeste (entre Mafra e Amieira).

Concelho de Condeixa-a-Nova está abastecido de eletricidade e estima prejuízos de 4,5 milhões de euros

O concelho de Condeixa-a-Nova está totalmente abastecido de eletricidade, embora persistam falhas pontuais, estimando-se prejuízos de 4,5 milhões de euros causados pelo mau tempo, disse esta segunda-feira à Lusa a presidente da câmara.

Contactada pela Lusa, Liliana Pimentel, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, começou por assegurar que o “concelho está abastecido por energia elétrica na sua totalidade”.

“Contudo, há pequenas ruas, bairros e localidades com problemas no fornecimento de energia elétrica”, devido a deficiências nas linhas de baixa tensão, explicou a autarca, garantindo que estes problemas estão a afetar menos de 200 consumidores.

O concelho registou desde a semana passada cerca de 400 ocorrências, como inundações, desabamento de terras, queda de árvores ou problemas em telhados, mas a maioria dos casos já foi resolvido.

Numa avaliação preliminar, o município aponta para prejuízos à volta dos 4,5 milhões de euros.

A autarca explicou ainda que as escolas reabriram hoje em todos os ciclos e que apenas um jardim de infância está a funcionar em instalações provisórias, porque os espaços originais ainda não estão operacionais para receber crianças.

Este jardim de infância está a funcionar na sede da junta de freguesia, ao lado do edifício do jardim de infância. 

Lusa

Leiria lança plataforma para reporte de danos e email para esclerecer quem quer fazer donativos

A Câmara de Leiria lançou hoje a plataforma Estragos.pt para os munícipes reportarem os danos originados pela depressão Kristin, anunciou o presidente, Gonçalo Lopes.

“O canal ‘Estragos’ é uma iniciativa da Câmara com o apoio da Tekever [fabricante de drones], onde queremos que todas as pessoas, instituições, possam registar os seus estragos”, afirmou aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou o seu centro de operações.

O autarca apelou para que “todas as pessoas, quando tiverem condições e sem correr riscos”, fotografem os seus estragos, “em especial no seu património habitacional, nos edifícios”, e que enviem para essa plataforma.

De acordo com o autarca, aquela empresa já fez “voos de reconhecimento em muitos espaços” de parte da cidade, mas vai continuar “esse trabalho, para que seja útil”, não só para o trabalho do município, mas, sobretudo, para as pessoas afetadas, nos pedidos de auxílio que vão ser necessários no âmbito da reconstrução.

Entretanto, a Câmara criou o endereço eletrónico reerguerleiria@cm-leiria.pt para pessoas e empresas que queiram entregar bens poderem obter informação.

“Estamos a viver momentos em que o povo português está a ser extremamente solidário, ao qual estamos muito agradecidos, temos muitos pedidos, mas também temos, felizmente, muitas pessoas e empresas a quererem ajudar”, declarou.

Lusa

Penela ainda é um concelho “virado de pernas para o ar”. Câmara cria mail para reporte de danos

O presidente da Câmara de Penela disse esta segunda-feira que o concelho ainda está “virado de pernas para o ar”, que há preocupações com falhas de energia, comunicações e casas danificadas, e anunciou a reabertura das escolas para o segundo semestre.

Eduardo Nogueira dos Santos descreveu um concelho ainda “virado de pernas para o ar” e disse que, ao sexto dia após a depressão Kristin, “há uma série de pessoas que ainda não tem energia elétrica nas suas habitações”.

“E isso é das questões que nos preocupa mais”, salientou à agência Lusa, apontando ainda preocupações com a falta de comunicações e contabilizando “muitas centenas” de casas danificadas a diferentes níveis.

Questionado sobre se já tem uma ideia do valor dos prejuízos, o autarca respondeu que “é demasiado significativo” para já se ter uma noção.

“Entre edifícios públicos, privados e empresas, muitos milhões de euros”, referiu, frisando que, nesta primeira fase, a “preocupação é com as pessoas e o seu bem-estar”, e limpar as vias de comunicação.

O autarca do distrito de Coimbra anunciou que foi criado o contacto de e-mail – danos@cm-penela.pt – para o reporte de danos e ocorrências.

“O volume de contactos pode ser muito grande e assim criámos uma caixa de correio própria”, explicou.

Eduardo Nogueira dos Santos disse ainda que vai pedir instruções à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro para saber como vai ser feito o levantamento dos estragos pedido pelo Governo às CCDR e quais os apoios disponibilizados.

Para mitigar as dificuldades, a Câmara disponibilizou um hostel municipal para acolher moradores afetados por danos em casas e, segundo o presidente, muitos aproveitaram o fim de semana para fazerem reparações nas suas habitações e mitigar os problemas.

“Esta noite tivemos mais um conjunto de constrangimentos. Mais telhados, mais árvores, não foi comparável com o dia 28, mas tivemos mais um conjunto de situações, o que nos obrigou a dar aqui um passo atrás, porque foram, de facto, mais danos e mais problemas”, referiu.

O município disponibilizou as piscinas municipais para quem necessitar de tomar um banho de água quente e tem, espalhadas pelo concelho, equipas multidisciplinares para prestar apoio à população e identificar potenciais problemas.

“Temos um serviço de contacto com as famílias também em funcionamento uma vez que há zonas do concelho onde alguns operadores ainda não têm serviço”, afirmou, referindo que o serviço de fibra ótica e telefone fixo “ficou muito afetado”, o mesmo acontecendo nas comunicações móveis.

No concelho há ainda um espaço para teletrabalho, foram criados espaços para a deposição de resíduos de obras e florestais e, apesar de algumas limitações, as escolas do concelho reabriram hoje para o segundo semestre.

“Em Penela, um dos edifícios [escolares] ainda tem algumas limitações, conseguimos reparar o telhado durante o fim de semana, mas ainda tem algumas limitações a nível da parte elétrica que sofreu danos com a intempérie”, referiu o autarca.

O concelho está abrangido pelo estado de calamidade e tem ativo o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Na semana passada, Eduardo Nogueira dos Santos queixou-se de falta de meios para ajudar a recuperar Penela, adiantando hoje à Lusa que “houve um reforço de meios”, estando no terreno bombeiros, um batalhão do Exército com 20 militares, elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR e sapadores florestais que estão a ajudar nas limpezas.

O autarca realçou ainda o espírito de solidariedade e de entreajuda que se tem sentido no concelho.

Lusa

Ministra do ambiente: Falta repor o fornecimento de energia a cerca de 149 mil clientes

A ministra do Ambiente e Energia referiu que a tempestade Kristin provocou falhas generalizadas em toda a cadeia da rede elétrica, afetando alta, média e baixa tensão, tendo deixado, na primeira noite, cerca de 1,1 milhões de clientes sem eletricidade.

“A alta tensão está já resolvida, mas persistem problemas significativos na baixa tensão”, disse Maria da Graça Carvalho, adiantando que, no momento, faltava repor o fornecimento a cerca de 149 mil clientes, dos quais 122 mil eram residenciais.

De acordo com a ministra, cerca de 100 mil desses clientes concentram-se numa única região, Leiria, sendo estas “as situações mais difíceis” de resolver, após o cumprimento do compromisso da E-Redes de recuperar 80% da rede em cinco dias. Isto apesar de em algumas zonas a forte chuva e vento que se fez sentir hoje de madrugada ter complicado a reparação e, até mesmo, causado mais danos.

O ponto da situação da ministra foi feito durante uma conferência de imprensa conjunta com o comissário europeu para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, após uma reunião bilateral e uma mesa-redonda com representantes do setor energético.

Lusa

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Câmara da Sertã promove recolha de donativos de materiais para cobertura de estruturas  

A Câmara Municipal da Sertã está a promover a recolha de donativos de materiais para "proteção e recuperação" de cobertura de estruturas, "que tenham ficado descobertas" devido aos efeitos da passagem da depressão Kristin por Portugal continental.

Numa nota divulgada nas redes sociais, o município diz que estão a ser recolhidos "plásticos e lonas para coberturas" e "telhas".

Os donativos podem ser entregues nos Estaleiros Municipais, Zona Industrial da Sertã, todos os dias, das 08h00 às 17h00.

Ansião mantém 60% do concelho sem eletricidade mas garante reabertura das escolas

O presidente da Câmara de Ansião, no distrito de Leiria, disse esta segunda-feira que cerca de 60% do concelho continua sem eletricidade, após a depressão Kristin, mas assegurou que as escolas estarão em condições de abrir já na terça-feira.

Em declarações à Lusa, Jorge Cancelinha (PSD) afirmou que o município enfrenta “um rastro de destruição por todo o concelho”, sublinhando que a reposição da rede elétrica é, neste momento, “a situação que mais preocupa”.

“Isto acaba por comprometer uma série de serviços essenciais que temos que garantir à população e que a própria população também quer ter em sua casa para o seu bem-estar”, apontou.

Já relativamente à rede de abastecimento de água, o autarca ressalvou que “está praticamente normalizada” e referiu que está a decorrer o levantamento de prejuízos em habitações, empresas e edifícios municipais.

Jorge Cancelinha explicou que a preocupação até agora foi de “suprir apenas as necessidades primárias” da população.

“Em primeiro lugar, conseguir garantir as condições de habitabilidade ao maior número de pessoas de nossos concidadãos e, hoje, particularmente, com um foco especial nas escolas para garantir que o máximo de escolas possam reabrir na próxima semana quando retornarmos às atividades letivas”, apontou.

Relativamente à situação das escolas, o autarca esclareceu que, “em princípio”, já estarão todas em condições de reabrir na terça-feira, mas, “devido à pausa letiva”, será apenas necessário dar resposta ao primeiro ciclo e jardim-de-infância.

O autarca alertou ainda para a situação de centenas de pessoas cujas casas sofreram danos significativos e que não irão conseguir “repor as condições de um dia para o outro”.

“Temos também alguns equipamentos municipais que foram afetados, nomeadamente equipamentos desportivos e parques de lazer que, neste momento, vão precisar de alguns meses para serem repostos”, alertou.

Lusa

Seguro doa 1500 metros de material para cartazes para fazer lonas de cobertura de casas

O candidato presidencial António José Seguro doou hoje 1.500 metros de material não impresso destinado a cartazes de propaganda política para fazer lonas de cobertura para as casas afetadas pela tempestade Kristin, disse fonte oficial da candidatura.

De acordo com a candidatura, Seguro abdicou de colocar um cartaz e entregará "1.500 metros de lonas para cobrir telhados e equipamentos de famílias afetadas" pela tempestade Kristin, que afetou a região Centro na noite de terça para quarta-feira.

"É material que não está impresso, portanto sem qualquer mensagem" política, refere a mesma fonte, adiantando também que as lonas começaram a ser entregues hoje e o "processo de distribuição estará concluído até ao final do dia".

Segundo a candidatura, as lonas serão entregues aos bombeiros voluntários de Leiria, Castelo Branco, Ourém (distrito de Santarém) e Condeixa-a-Nova (distrito de Coimbra), e cada um "fará depois a distribuição no seu distrito, de acordo com as necessidades".

Autoridades e município de Leiria alertam para burlas

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
Mau tempo. GNR, PSP e município de Leiria alertam para burlas

Duas vias cortadas ao trânsito em Alcochete por risco de queda de postes

A Câmara Municipal de Alcochete (CMA), no distrito de Setúbal, cortou ao trânsito duas vias do concelho devido ao perigo de queda de postes de comunicações na sequência das intempéries que se tem vindo a sentir em Portugal.

Numa nota publicada na rede social Facebook, a autarquia explica que está cortada a avenida D.João II (antiga EN 119) , entre a rotunda de São Francisco e a rua do Cercal, e a estrada da Atalaia (EM 502), entre a rotunda do Pinheiro da Cruz e a Rua dos Rosmaninhos.

Segundo a CMA, a Proteção Civil Municipal optou pelo corte de trânsito por uma questão de prevenção, aguardando a intervenção das empresas de comunicação responsáveis pela manutenção dos postes em questão.

Lusa

Perto de 70 vias interditas à circulação rodoviária

Perto de 70 vias, entre caminhos municipais, estradas municipais e estradas nacionais estavam hoje, pelas 10h35, interditas à circulação rodoviária devido às condições adversas, nomeadamente inundações e desmoronamentos, de acordo com a GNR.

Num ponto de situação enviado à Lusa, a Guarda Nacional Republicana (GNR) registava em diversos comandos territoriais várias interdições, sendo os de Coimbra, Portalegre e Santarém aqueles que apresentam maior número de vias sem circulação e todas sem previsão de duração do corte.

Em Coimbra existem seis estradas municipais e dois caminhos municipais interditos à circulação e também a Estrada Nacional (EN) 110 entre os quilómetros 4,8 e 11,8 km em Louredo, a EN 11 em Maiorca e na zona dos Campos alagados, a EN344 ao km20 em Castanheira da Serra, a EN341 em Pereira e em Granja do Ulmeiro, e a EN236 em Casal Novo.

Já pertencente ao Comando Territorial de Leiria, a GNR dá conta da interdição da EN-1-6 em Barrocas-Pombal, da EN243 em Alcaria, não havendo previsão para a abertura.

No Comando Territorial de Portalegre estão interditas a EN 246-1 no Marvão e a EN245 em Fronteira, além de nove estradas e caminhos municipais, na zona de Avis, Elvas, Campo Maior e Alter do Chão.

No Comando Territorial de Santarém destaque para as interdições na EN365 ao km 60, na Golegã, para a EN368 em Alpiarça e EN3-2 em Valada. Encontram-se ainda interditas cinco estradas municipais na zona da Chamusca, Couço e Benavente.

Para o Comando Territorial de Setúbal há registos de um corte da EN2 em Ferreira do Alentejo por uma queda de árvore, além da estrada municipal 541 em Santa Catarina, em Alcácer do Sal.

Em Évora assiste-se ao corte da estrada municipal 537 em Montemor-o-Novo. No Comando Territorial de Lisboa há interdições na EN 8-2 em Casal de Lourim, na Lourinhã, e na EN 9-1 no Linhó.

Mais a norte, em Viseu, o Comando Territorial dá registo de interdições na EN2, entre os quilómetros 133,5 e 134 em Castro de Aire e na EN323 entre o km 33 e o km 40 na Foz do Távora-Tabuaço, além de mais quatro estradas municipais.

Também a A24, entre os km 94,7 a 101,5 em Valdigem, sendo alternativas a EN2 e a EN313.

O Comando Territorial de Vila Real dá conta de interdições em quatro estradas municipais em Santa Marta de Penaguião, Gouvães do Douro, Vila Marim-Mesão Frio e Alijó.

No Comando Territorial de Aveiro há cortes na EN230 em Angeja e na EM 577 (Fontinha), enquanto em Braga há registo de interdições na EN205-1, em Rio Tinto e nas EM537 e 607.

No Comando Territorial de Castelo Branco há interdições na EN240, em Salvaterra do Extremo e Termas de Monfortinho e em mais quatro estradas municipais.

Já segundo a BCR - Brisa Concessão Rodoviária a circulação no ramo de entrada da A14 no Nó Santa Eulália, no sentido Coimbra/Figueira da Foz, vai ser cortada, embora não tenha especificado horas.

De acordo a concessionaria da auto-estrada, ainda se encontra igualmente fechado o ramo de saída da A14 no Nó Santa Eulália para a N111 no mesmo sentido.

Derrocada de terras corta circulação na Linha do Minho em Barcelos

A circulação na Linha do Minho entre as estações de Tamel e Barcelos está cortada, devido a uma derrocada de terras.

Segundo disse à Lusa fonte do Comando Sub-Regional do Cávado da Proteção Civil, a circulação na linha ferroviária está suspensa desde as 10h45.

A derrocada de terras ocorreu na freguesia de Carapeços e, segundo a Junta de Freguesia local, a ocorrência levou também ao corte da Rua da Mámoa.

Fonte da Infraestruturas de Portugal disse não haver previsão para a reabertura daquele troço, estando os trabalhos de reparação em curso.

DN/Lusa

Empresa disponibiliza autocaravanas para pessoas desalojadas

A empresa Automóveis MCcars, sediada em Guimarães, disponibilizou 10 autocaravanas para ajudar pessoas desalojadas pelo mau tempo, sem qualquer contrapartida.

Em comunicado, a empresa informou ter autocaravanas para emprestar a pessoas desalojadas e que precisem de condições para viver, nas zonas mais afetadas pela passagem das tempestades.

Contactado pela Lusa, o representante da MCcars, Rafael Costa, explicou que, neste momento, dispõem de 10 autocaravanas para “ajudar as pessoas desalojadas e que não têm mesmo onde ficar”.

“É uma ajuda de primeira instância, de urgência”, sem nenhum custo ou contrapartida, afirmou Rafael Costa.

O responsável revelou que a empresa já recebeu vários pedidos de ajuda de pessoas, bem como da Câmara Municipal de Leiria e de outras instituições, mas que não conseguem aceder a todos os pedidos.

“Não conseguimos sequer ajudar um terço das pessoas que nos pediram ajuda, mas vamos ajudar quem conseguirmos e quem virmos que realmente está numa situação necessária”, referiu.

Lusa

Autarca de Alvaiázere pede "desesperadamente" mais bombeiros

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
Presidente da Câmara de Alvaiázere pede "desesperadamente" mais bombeiros. "Os nossos estão exaustos", diz

Bruxelas não recebeu pedido para alterar PRR e aconselha uso de fundo de solidariedade

A Comissão Europeia não recebeu pedidos de Portugal para alterar o Plano de Recuperação e Resiliência nas regiões afetadas pela tempestade Kristin, ou ativar o mecanismo europeu de proteção civil, instando antes à utilização do fundo de solidariedade.

“Portugal ainda não solicitou a alteração do Plano de Recuperação e Resiliência [PRR]. Ainda o pode fazer, mas todos os marcos e metas revistos teriam de ser implementados até ao prazo final, que é agosto de 2026. Portugal tem a possibilidade de alterar o plano de recuperação, [mas] ainda não foi feito qualquer pedido”, disse o porta-voz do executivo comunitário para a tutela da Coesão e Reformas, Maciej Berestecki, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.

Já a porta-voz principal da Comissão Europeia, Paula Pinho, reconheceu que “a avaliação dos danos ainda está em curso e, infelizmente, estão previstas mais condições meteorológicas adversas nos próximos dias, o que significa que poderão ainda ocorrer mais danos”, considerando que, “idealmente, os fundos que se aplicariam numa situação como esta são o Fundo de Solidariedade e os fundos da política de coesão”.

Lusa

Duas pessoas intoxicadas por gerador no concelho de Porto de Mós

Duas pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, na madrugada de hoje, na freguesia de Alqueidão da Serra, no concelho de Porto de Mós, devido a intoxicação por monóxido de carbono com origem num gerador.

O ferido grave é um homem de 64 anos e o ferido ligeiro é uma mulher de 62 anos, tendo sido ambos transportados para o hospital.

A situação ocorreu pelas 03:00, no lugar de Covas Altas, adiantou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria.

No domingo, um homem morreu por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, no concelho de Leiria.

No mesmo dia, em Alcobaça, uma intoxicação com origem num gerador afetou nove pessoas, cinco das quais em estado grave.

Veja os cuidados a ter na utilização de geradores:

E-Redes registou um aumento do número de avarias durante a madrugada. Há 161 mil clientes sem energia

A E-Redes registou hoje um aumento do número de novas avarias na rede elétrica nacional, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada, e às 08:00 estavam sem luz 161 mil clientes.

Nas zonas mais críticas estavam sem energia 151 mil clientes, na maioria em Leiria, com 110 mil clientes afetados, Santarém, com 26 mil, Castelo Branco, com 12 mil, e Coimbra, com três mil.

No anterior balanço da E-Redes, às 19:00 de domingo, estavam cerca de 159 mil clientes sem eletricidade.

Entre as 00:00 e as 08:00, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente 135 quedas de árvores, 58 inundações e 41 quedas de estruturas.

O município de Penacova registou falhas de energia elétrica em algumas aldeias.

“Nós, 48 horas após a depressão, tínhamos todas as aldeias já com energia reposta, mas esta noite, com o vento forte, voltou a falhar em algumas aldeias”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, sem conseguir, neste momento, concretizar quantas localidades e adiantando que os piquetes da E-Redes já estão no local a tentar resolver a situação.

DN/Lusa

Retomada circulação na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, que estava suspensa devido a inundação da via, foi retomada às 09h30, segundo a CP.

Na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa e sem previsão de retoma nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Na nota, a CP - Comboios de Portugal adianta que no domingo foi reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, no troço Coimbra B - Guarda, com recurso a UTE 2240 (utilização temporária de automotoras elétricas da série 2240).

Foi igualmente reposto no domingo o serviço regional entre Entroncamento e Soure, na Linha do Norte.

Lusa

Mais de mil militares empenhados no apoio às populações

Na sequência do rasto de destruição devido à passagem da depressão Kristin, mais de mil militares estão empenhados no apoio às populações, em articulação com a Proteção Civil, autarquias locais e outras entidades, "por forma a salvaguardar pessoas e bens e minimizar os efeitos causados pelo mau tempo", indica o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Desobstrução e limpeza de vias, apoio no alojamento e alimentação, fornecimento de energia e apoio logístico e operacional são algumas das tarefas desempenhadas pelas Forças Armadas, que destacam os trabalhos em Figueiró dos Vinhos no domingo (1 de fevereiro). Trabalhos esses que aconteceram depois da passagem da tempestade, na última quarta-feira, e envolveram a "colocação de lonas para reparação provisória de coberturas", mas também a "instalação de módulos de comunicações para fornecer conectividade na Câmara Municipal e nas freguesias de Arega, Campelo e Aguda".

O Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas indica, em comunicado, que desde 28 de janeiro e até este domingo estiveram empenhados "1090 militares em apoio direto às populações", não incluindo todos os envolvidos na preparação e apoio logístico, 211 viaturas e 23 máquinas de engenharia.

No total de apoios realizados pelas Forças Armadas, é referido, entre outros, o fornecimento de 12 geradores, o apoio a 150 pessoas no alojamento e alimentação, além da disponibilização de 80 sacos-cama, 12 equipamentos Starlink, no reforço/disponibilidade de comunicações de emergência: 12 equipamentos Starlink.

Estiveram também empenhadas 20 equipas de limpeza, nomeadamente para cortes de árvores.

"Existe ainda a disponibilidade de 1860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes Unidades das Forças Armadas", lê-se na nota.

Em relação ao total de apoios solicitados pela Proteção Civil, o EMGFA refere "20 apoios em curso, a que se adicionam 14 em processamento, e que incluem desobstrução de vias, produção de energia, operações anfíbias (Busca e Salvamento), transporte de pessoas, bombagem de água, remoção/reboque de veículos, comunicações e alojamento e alimentação". "Adicionalmente, estão disponíveis seis helicópteros e uma aeronave de transporte C-130 da Força Aérea, disponíveis para este apoio específico", detalha o comunicado.

Câmara de Leiria disponibiliza apoio psicológico. “Há uma grande fragilidade emocional", diz vereadora

A Câmara de Leiria disponibiliza desde esta segunda-feira apoio psicológico para ajudar pessoas que estão “numa situação de grande fragilidade emocional” devido ao impacto do mau tempo, disse a vereadora Ana Valentim.

“Já tínhamos implementado, desde o início da catástrofe, apoio social na Câmara Municipal. Temos uma equipa a fazer atendimento social a pessoas que precisem de apoio e agora vamos complementar com apoio psicológico”, afirmou à agência Lusa Ana Valentim, que tem o pelouro do Desenvolvimento Social.

Segundo a autarca, “as pessoas estão numa grande fragilidade psicológica e precisam de algum apoio”, pelo que a autarquia tem “uma equipa de duas psicólogas que irá estar disponível todos os dias para fazer esse atendimento”.

“Além disso, vamos reforçar com uma psicóloga na freguesia da Maceira, que está a ter uma grande afluência de pessoas. Já lá temos uma técnica de serviço social a fazer acompanhamento, mas vamos reforçar também com uma psicóloga”, adiantou.

Reiterando que, “no meio desta catástrofe, as pessoas estão numa situação de grande fragilidade emocional, precisam de apoio, precisam de alguém que as oiça e que, de facto, lhes dê algum acompanhamento e algum alento no meio desta tragédia”, a autarca salientou que, “por isso, o apoio psicológico é fundamental”.

De acordo com Ana Valentim, existe “uma grande ansiedade”.

“Há uma grande fragilidade emocional, porque há pessoas que perderam as suas casas, perderam os seus postos de trabalho e não conseguem projetar aquilo que é o futuro. E veem realmente uma nuvem muito negra naquilo que é o seu futuro enquanto pessoas e enquanto famílias”, admitiu.

A vereadora acrescentou que o município tem “também equipas no terreno a diagnosticar situações de pessoas mais frágeis, nomeadamente os idosos”.

Aquelas “estão a fazer um bocadinho um trabalho de porta a porta para perceber quais é que são as situações mais vulneráveis e que tenham de ser encaminhadas, nomeadamente para as estruturas de acolhimento ou, inclusivamente, para lares de idosos”, explicou, realçando que “os lares do concelho estão a dar resposta”.

“Se tivermos uma situação de um idoso que precise de ser realojado, é muito melhor acolhê-lo numa estrutura residencial”, defendeu.

Desde quarta-feira, quando Leiria foi atingida pela depressão Kristin, e até domingo, a autarquia tinha realojado 28 pessoas, em lares, numa estrutura numa coletividade e numa casa municipal na Barreira.

Lusa

Lisboa. Derrocada leva a corte da Calçada da Estação, em Campolide

Uma derrocada em Campolide, Lisboa, na madrugada desta segunda-feira, levou à criação de "um perímetro de segurança, com corte total da Calçada da Estação", junto ao Aqueduto das Águas Livres, "entre o entroncamento da Rua 12 e a Calçada da Quintinha, até ao entroncamento com a Av. Calouste Gulbenkian".

A informação foi dada pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, referindo-se a uma "queda de blocos de escarpa, na Calçada da Estação de Campolide".

No local estão elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil, acompanhados por uma geóloga.

Proteção civil registou 263 ocorrências entre as 00h00 e as 08h00

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências, entre as 00h00 e as 08h00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa Telmo Ferreira.

“Entre as 00h00 e as 08h00 foram registadas 263 ocorrências, das 135 quedas de árvores, 58 inundações, 41 quedas de estruturas, 18 movimentos de massa e 10 limpezas de via", adiantou à Lusa Telmo Ferreira, da ANEPC.

A situação mais gravosa ocorreu às 03h05 na Rua Bernardo Lopes, na Figueira da Foz com a queda de uma grua sobre cinco prédios, que não causou vítimas.

Na sequência do acidente, os moradores foram retirados e seis pessoas tiveram de ser realojadas.

Telmo Correia adiantou também à Lusa que 114 das ocorrências foram registadas na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 67 na região centro e 49 no Alentejo, tendo as outras sido distribuídas por outras regiões do país.

No que diz respeito à situação do nível das águas, disse que que não há alterações significativas, mantendo-se as autoridades a monitorizar a situação, continuando vigilantes para um possível agravamento nos próximos dias.

Quanto a vias cortadas, Telmo Ferreira indicou que na sequência da chuva desta noite, está suspensa a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa entre Fundão e Vale de Prazeres, no distrito de Castelo Branco, e na Linho do Norte, entre Alverca do Ribatejo e Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa.

Lusa

Sete distritos sob aviso laranja devido à agitação marítima, vento e queda de neve

Toda a costa portuguesa e sete distritos do continente estão esta segunda e terça-feira sob aviso laranja devido à agitação marítima e à queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Braga, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro sob aviso laranja entre as 12h00 de hoje e as 00h00 de terça-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 11 metros de altura máxima, passando depois a amarelo.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Castelo Branco, Guarda, Viseu e Vila Real também vão estar sob aviso laranja entre as 09h00 de hoje e as 18h00 de terça-feira por causa da queda de neve acima de 800/1000 m, com acumulação que poderá ser superior a 15 centímetros acima de 1000/1200 metros.

Os distritos de Leiria, Lisboa e Setúbal estão sob aviso amarelo até às 15h00 de hoje devido à previsão de vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora, sendo até 95 nas serras.

O IPMA emitiu também aviso laranja para a costa norte da ilha da Madeira e o Porto entre as 15h00 de hoje e as 03h00 de terça-feira devido à agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste com 5 a 6 metros, podendo atingir 10 metros de altura máxima, passando depois a amarelo até às 00h00 de quarta-feira.

Também a costa sul da ilha da Madeira está sob aviso amarelo por causa do estado do mar entre as 15h00 de hoje e as 03h00 de terça-feira, prevendo-se ondas de oeste com 4 a 5 metros.

Lusa

Proteção Civil registava pelo menos 119 ocorrências esta madrugada

Portugal continental registava, até às 05h00, 119 ocorrências, a maioria das quais relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, de acordo com o portal da Proteção Civil.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na Internet, a maioria das ocorrências relacionava-se com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

O mau tempo colocou 14 distritos de Portugal continental sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu o aviso amarelo apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes e agitação marítima, que vai prolongar-se até quarta-feira, segundo o IPMA, que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, referiu a ANEPC.

As zonas mais afetadas são as regiões do Centro (59 ocorrências) e de Lisboa e Vale do Tejo (39).

O Governo ativou no domingo o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC), devido à previsão de "agravamento do cenário de risco para pessoas e bens" nos próximos dias.

A ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi aprovada por unanimidade na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, refere um comunicado da CNPC.

Esta decisão prende-se com a "elevada precipitação esperada e seus impactos do ponto de vista hidrológico, nomeadamente ao nível de cheias e inundações (…), efeitos [que] incidem de forma cumulativa sobre um território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin", refere o comunicado.

Lusa

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
“O Estado é capaz de ajudar alguma coisa, mas deve ser só aos ricos”

Atrasos e supressões nas ligações fluviais entre Cacilhas e Lisboa

As ligações fluviais da Transtejo, entre os distritos de Setúbal e Lisboa, estavam hoje, pelas 06h30, a sofrer atrasos e algumas supressões entre Cacilhas e o Cais do Sodré devido às condições meteorológicas e de mar adversas.

Segundo site da Transtejo, hoje de manhã pelo menos duas ligações foram suprimidas entre Cacilhas e o Cais do Sodré e outras ligações estão com atrasos.

A empresa informa que por motivo de constrangimentos operacionais decorrentes das condições meteorológicas e de mar, “não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas” nas ligações Trafaria-Porto Brandão-Belém e Cacilhas-Cais do Sodré.

“Com o objetivo de minimizar o impacto de supressões e atrasos de carreiras, alguns navios iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto”, refere a empresa, numa nota publicada às 06h05.

A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou vários distritos do continente sob aviso por causa da chuva por vezes forte, vento e agitação marítima.

As ligações fluviais já tinham sido afetadas na semana passada devido à passagem da depressão Kristin.

Lusa

Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências
Uma a uma. As medidas do Governo para responder à tempestade Kristin

Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas

Seis pessoas tiveram de ser realojadas durante a noite após a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou esta segunda-feira o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.

A ocorrência foi registada às 03h05 na Rua Bernardo Lopes.

À Lusa, cerca das 06:00, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra apontou que a grua caiu sobre cinco prédios, tendo sido necessário retirar os moradores e realojar seis pessoas.

As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas”, disse a fonte.

fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que “não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis”.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava esta segunda-feira, 2 de fevereiro, pelas 06:00 suspensa devido a inundação na via, segundo a CP – Comboios de Portugal.

Na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa e sem previsão de retoma devido ao mau tempo nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinhho, na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Na nota, a CP - Comboios de Portugal adianta que no domingo foi reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, no troço Coimbra B - Guarda, com recurso a UTE 2240 (utilização temporária de automotoras elétricas da série 2240).

Foi igualmente reposto no domingo o serviço regional entre Entroncamento e Soure, na Linha do Norte.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na passada quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 8 de fevereiro.

Lusa

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