A Barragem do Alqueva voltou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, a efetuar descargas de água devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, retomando uma operação iniciada na quarta-feira e interrompida após 48 horas, anunciou a empresa.Em comunicado, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) indicou que, face à “persistência de caudais afluentes elevados”, foi necessário “proceder à abertura dos descarregadores de meio-fundo” da barragem.Assim, desde as 09h00 de hoje, que Alqueva “está a libertar um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), que, somado ao caudal turbinado (800 m3/s), perfaz um caudal total lançado de 1400 m3/s a jusante da barragem”, adiantou.Segundo a EDIA, esta abertura dos descarregadores de meio-fundo aconteceu depois de, na noite passada, a barragem de Alqueva ter recebido “um grande volume de água devido às chuvas intensas, com afluências na ordem dos 3000 m3/s”.A água proveniente das descargas de Alqueva vai seguir até à Barragem do Pedrógão, que também está integrada neste empreendimento de fins múltiplos e já está a descarregar desde o passado dia 21 deste mês para o Rio Guadiana.“Na Barragem de Pedrógão, o caudal descarregado é de 1500 m3/s”, assinalou.Perante o risco de cheias, a empresa recomenda às populações que adotem “comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas” e pede a “colaboração de todas as entidades e populações ribeirinhas na prevenção de situações de risco”.“A EDIA encontra-se a acompanhar permanentemente a evolução da situação, procedendo aos ajustamentos operacionais que se revelem necessários e assegurando a articulação contínua com as entidades competentes”, assinalou. .Chuvas provocam marco histórico no Algarve: reservas de água atingem 400 hm³ e todas as barragens realizam descargas preventivas.Neste comunicado, a empresa salientou que “a gestão controlada dos caudais permitiu reduzir o risco de cheias a jusante, protegendo populações e bens ao longo do Rio Guadiana”.“O episódio demonstra a importância da Barragem de Alqueva, enquanto estrutura essencial, também para controlar caudais elevados e garantir maior segurança face a fenómenos meteorológicos extremos”, acrescentou.Na sexta-feira à tarde, depois de cerca de 48 horas em descarga, a operação foi interrompida, porque o nível de armazenamento tinha sido controlado, explicou à Lusa, no sábado, o presidente da EDIA, José Pedro Salema.As descargas controladas no Alqueva tinham sido iniciadas às 16h00 de quarta-feira, através da abertura dos descarregadores de meio fundo, para responder ao facto de a albufeira se encontrar próxima do Nível de Pleno Armazenamento.A última operação de descargas controladas nesta barragem, situada entre Portel, no distrito de Évora, e Moura, no distrito de Beja, havia sido efetuada em 2013, também para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento (antes disso tinha acontecido por mais duas vezes).A cota máxima da albufeira de Alqueva é a 152, que corresponde a uma capacidade total de armazenamento de 4150 hectómetros cúbicos de água..Mau tempo. Ativado Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil.Homem morre quando reparava telhado em Porto de Mós. Proteção Civil contabiliza quase 12 mil ocorrências