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Coimbra

Manuel Alegre: "Se excluem Sócrates, excluem-me a mim"

por D.D.  

Manuel Alegre foi dar uma mão a Sócrates na campanha
Manuel Alegre foi dar uma mão a Sócrates na campanha Fotografia © Leonel de Castro / Global Imagens

O histórico Manuel Alegre entrou na campanha socialista admitindo - como já tinha feito Almeida Santos - a hipótese de derrota: "Ganhar ou perder faz parte da vida. Não é vergonha perder, é fugir ao combate", disse no comício nocturno de Coimbra. Ou, noutra fase do discurso, em jeito de aconselhamento: "Se [o PS] perder, deve ir para a oposição, não pode ser pau de cabeleira de um governo formado pelo PSD e pelo CDS."

O grande mote do discurso do ex-candidato era o elogio ao líder actual. Fê-lo com veemência e ganhando a aclamação dos socialistas: "Tive divergências, se calhar tenho, se calhar terei. Mas ele não fugiu nem desistiu, está no combate e a dar a cara. A nossa bandeira não está no chão! Vamos levantar o PS!".

Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha), Alegre defendeu Sócrates ao limite. Até para exigir aos líderes da oposição que não recusem formar governo com ele, caso, claro, o PS vença: "Não gosto que digam que estão dispostos a dialogar com o PS, mas sem José Sócrates. Se o excluem a ele, excluem-me a mim, excluem cada um de vós!".

Os militantes e simpatizantes corresponderam ao apelo, como corresponderam às críticas que deixou ao programa da direita (e não só do PSD). Porque "é o momento de nos unirmos pelo essencial, defender a democracia com todos os direitos políticos e sociais - o seu SNS, as suas leis laborais", o histórico socialista apelou ao voto de todos os socialistas ("é a hora de voltar a dizer a palavra socialismo"), sobretudo porque, disse, "a hora não é para brincar, é séria e de nos unimos".

Depois, o discurso passou pelas críticas aos "mercados ultra-liderais" ou até a uma Europa que disse estar à deriva. Alegre sublinhou o facto de o país estar "diminuído" por ter a sua soberania "limitada" e afirmou que é a altura de "meter na ordem as agências de rating".

Depois viria José Sócrates, num discurso sem grandes acrescentos ao dos últimos dias. O líder socialista detalhou as críticas ao programa social-democrata, sobretudo na Saúde ("O que vai a votos no dia 5 de Junho é o SNS") e também a Passos Coelho ("Se um líder político fraqueja à primeira, está tudo dito").


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