Money Conference 2026: Veja todos os momentos
O jornalismo de referência e a promoção de um debate esclarecido deram o mote para o arranque da Money Conference 2026.
Na sessão de abertura, Filipe Alves, Diretor do Diário de Notícias e Diretor Geral Editorial do Global Media Group, sublinhou a missão contínua do DN e do Dinheiro Vivo em fomentar uma reflexão rigorosa e serena sobre o futuro económico do país. O diretor destacou ainda o compromisso com uma estratégia multiplataforma, essencial para levar informação de qualidade às novas gerações e fortalecer a comunidade de leitores e parceiros. Assista às palavras de boas-vindas que inauguraram este evento dedicado ao setor financeiro
O Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, alerta que as famílias estão a sofrer uma perda de poder de compra devido à inflação que se mantém sistematicamente acima das taxas de juro dos depósitos a prazo.
Na intervenção que marcou a abertura da Money Conference 2026, Álvaro Santos Pereira deixou uma mensagem clara ao setor financeiro: "há margem para podermos subir as taxas de depositantes" e aumentar os incentivos à poupança no país, por forma a impulsionar o investimento das empresas e das famílias. O Governador revelou que os supervisores financeiros terão novidades sobre esta matéria em breve e aproveitou a sessão para elencar os grandes desafios da transformação bancária, nomeadamente a adoção de novas tecnologias, a exigência por serviços mais digitais e personalizados, e o combate à fraude — deixando um aviso contundente sobre campanhas falsas que utilizam a sua imagem para vender criptomoedas e produtos financeiros.
Assista ao vídeo com a intervenção na íntegra e leia o artigo completo para conhecer todas as perspetivas traçadas para o futuro da economia e do setor bancário em Portugal.
Com o tema "A Transformação Estrutural da Banca: Tecnologia, Regulação e Sustentabilidade", Luís Barbosa, Financial Services Market Leader da PwC Portugal e Keynote Speaker da Money Conference, alerta que o setor bancário europeu atingiu um ponto de viragem histórico e necessita de uma reinvenção urgente para competir à escala global contra os gigantes norte-americanos e asiáticos.
Como pode ler no artigo e assistir no vídeo da sessão, o especialista detalha a nova vaga de regulação focada na soberania digital e defende que a banca tem de evoluir para um ecossistema "AI native".
A tecnologia e os dados assumem-se como os grandes catalisadores desta mudança, essencial para garantir a resiliência a longo prazo, sem nunca abdicar dos seus maiores ativos: a confiança e a proximidade com o cliente.
Portugal está hoje blindado contra a "exuberância irracional no crédito" que assombra outros mercados, suportado por um setor financeiro que figura entre os mais capitalizados e sólidos da Europa.
No painel “Do crédito ao incumprimento: Como antecipar um novo ciclo?”, António Payan Martins (CMS Portugal) e Gustavo Guimarães (Apollo Global Management) debateram a preparação do mercado nacional face à ameaça de uma nova crise global.
Se, por um lado, a banca portuguesa está muito mais resiliente após uma década de profunda reestruturação, por outro, o sucesso no novo ciclo económico dependerá da agilidade dos Governos em identificar e aplicar medidas de apoio céleres e estruturais que sustentem os vários setores da economia.
Assista ao debate completo no vídeo e aprofunde o tema no nosso artigo detalhado.
A revolução da Inteligência Artificial Generativa já está em marcha e promete reconfigurar estruturalmente o mercado de trabalho.
Durante o painel "Inteligência Artificial, Eficiência e Futuro do Trabalho", Afonso Eça (BPI) e Susana Afonso (CMS) debateram a urgência de as empresas abraçarem esta tecnologia para não ficarem para trás numa economia que corre o risco de avançar a várias velocidades.
Se, por um lado, o novo paradigma ditará o fim de algumas funções tradicionais e exigirá uma aposta sem precedentes na requalificação profissional, por outro, os especialistas sublinham que o espírito crítico humano continuará a ser insubstituível. Esta necessidade de intervenção humana ganha especial relevância à luz das novas exigências regulatórias europeias, que impõem um controlo rigoroso sobre as decisões da máquina em áreas críticas, como o recrutamento, para evitar enviesamentos discriminatórios.
Assista ao debate em vídeo e leia o artigo completo para compreender como o setor financeiro está a navegar nesta transição turbulenta, mas absolutamente inevitável.
O painel “Challengers na Banca em Portugal” da Money Conference demonstrou que a transformação do setor financeiro nacional está a ser impulsionada por estratégias de mercado muito distintas.
Enquanto o Abanca foca a sua expansão em grandes aquisições ibéricas, destacando a recente integração do EuroBic como o grande motor de crescimento local, o BBVA descarta novas compras para dar prioridade a um crescimento orgânico sólido assente num modelo de "banco de nicho".
O Bankinter, por sua vez, assinala uma década de expansão recorde no país (atingindo os 300 mil clientes e 33 mil milhões em negócios), com base numa rede física altamente eficiente e especializada no aconselhamento personalizado.
Num modelo puramente tecnológico, a Revolut consolidou o seu ecossistema financeiro diversificado e prepara-se agora para alargar de forma faseada a sua oferta às áreas de crédito pessoal e habitação. Já o Banco CTT aposta na simplicidade do seu portefólio com uma meta clara: aprofundar a relação de fidelização com os utilizadores e conquistar o estatuto de banco principal da esmagadora maioria dos portugueses.
Assista ao debate em vídeo e leia a nossa série de artigos para conhecer a fundo a estratégia destes líderes para o futuro da banca em Portugal.
As taxas de juro estão num patamar "perfeitamente normal" e a verdadeira solução para a atual crise da habitação exige um choque de oferta, focado na reconstrução da indústria e na simplificação dos licenciamentos.
Este foi o diagnóstico perentório traçado pelos líderes das maiores instituições financeiras em Portugal durante o painel "O Estado da Nação na Banca", na Money Conference.
Gestores como Isabel Guerreiro (Santander) e João Pedro Oliveira e Costa (BPI) apelaram à relativização das oscilações dos juros — rejeitando a demagogia e a sobre-regulação do mercado —, enquanto vozes como as de Mark Bourke (Novobanco) e José Azevedo Pereira (Montepio) alertaram que a falta de casas não se resolve apenas com incentivos ao financiamento.
Assista ao debate na íntegra no vídeo, que reuniu ainda as lideranças da Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Crédito Agrícola, e leia o nosso artigo completo para compreender como os principais banqueiros do país estão a preparar o novo ciclo económico.
A resistência à transição energética, o agravamento da crise global e a falta crónica de habitação marcaram o tom do painel "A Banca e as Empresas: Quem lidera a transformação?", na Money Conference.
Num debate frontal que cruzou diferentes setores da economia, Maria João Carioca (Galp) alertou que muitas empresas ainda não veem a eletricidade como uma solução imediata, enquanto Marco Galinha (Grupo Bel) antecipou que a atual crise energética vai piorar.
A urgência de combater a burocracia para "pôr a mão na massa e construir casas" foi sublinhada por Jorge Rebelo de Almeida (Vila Galé), numa sessão onde Ana Carvalho (CGD) reforçou a vontade da banca em financiar o investimento produtivo, gerindo o risco de forma equilibrada e mantendo o valor inestimável da proximidade humana num mundo digital.
Assista ao vídeo do painel na íntegra, que contou ainda com a participação de Manuel Guerreiro (Crédito Agrícola), e leia o artigo completo para mergulhar nos desafios reais que estão a travar — e a impulsionar — o tecido empresarial português.
A internacionalização do Renminbi (RMB) não procura substituir o Dólar ou o Euro, mas sim oferecer uma alternativa diversificada, estável e previsível que reforce a cooperação multilateral no sistema financeiro global.
Na sua intervenção como Keynote Speaker na Money Conference, Zhiyao Guo, Presidente do Bank of China em Portugal, traçou o retrato da rápida expansão da moeda chinesa, que já se consolidou como a quinta mais utilizada nos pagamentos internacionais e a segunda no financiamento do comércio global.
O gestor sublinhou as vantagens competitivas atuais do financiamento em RMB, impulsionadas por taxas de juro consideravelmente mais baixas face a outras grandes divisas mundiais, e destacou o crescimento do sistema de pagamentos transfronteiriços CIPS.
Assista à intervenção completa no vídeo para compreender a visão da instituição para o futuro e descobrir como Portugal, com a sua rede global lusófona e laços históricos, se pode posicionar estrategicamente para beneficiar do acesso e das oportunidades geradas pela economia chinesa.
Numa era marcada pela forte volatilidade, em que a economia global se transforma cada vez mais numa "arma de guerra" impulsionada por sanções e tensões comerciais, a banca portuguesa destaca-se pela sua resiliência.
Durante o painel "O Sector Financeiro, IA e o Risco Geopolítico na Era da Incerteza" da Money Conference, Nuno Amado (Presidente do BCP) garantiu que o sistema financeiro nacional "fez o trabalho de casa" e nunca esteve tão bem preparado para enfrentar choques externos, apontando a Europa como a sua principal preocupação atual.
O debate foi enriquecido pela análise acutilante do embaixador António Martins da Cruz sobre os grandes focos de tensão mundial — da Ucrânia ao Médio Oriente, passando pela polarização entre os EUA, a China e a Europa —, e contou com o pragmatismo de João Cortez de Lobão (Mare Nostrum), que relembrou que as crises são cíclicas e não devem paralisar a tomada de decisão.
Assista à reflexão completa no vídeo do painel e leia o nosso artigo para compreender como o atual xadrez geopolítico e a incerteza global estão a ditar os novos desafios para as empresas e para a banca.
Num cenário global marcado por fortes tensões geopolíticas onde a economia se transforma numa "arma de guerra", Portugal continua a afirmar-se como um porto seguro e um verdadeiro terreno de oportunidades para o capital privado. Mas estará o país preparado para a velocidade exigida pelos investidores?
No painel “Fundos, Crescimento e Estratégia: Uma conversa sobre a próxima década do capital em Portugal" da Money Conference 2026, António Esteves (Fortitude Capital) e Sérgio Monteiro (Horizon Equity Partners) desvendam o caminho a seguir.
Desde o anúncio de um mega-projeto de Data Center avaliado em 6 mil milhões de euros, até aos alertas críticos sobre o peso da burocracia e dos licenciamentos em setores vitais como a habitação e as infraestruturas, descubra as visões destes líderes do Private Equity.
Assista aos momentos-chave neste vídeo.
Numa era definida por uma incerteza constante e pela crescente interligação de ameaças globais, o setor segurador depara-se com desafios sem precedentes.
Durante a sua intervenção na Money Conference, Gabriel Bernardino, presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), alertou para quatro grandes transformações que exigem uma reflexão urgente: a vulnerabilidade do país a catástrofes naturais, o contágio dos riscos geopolíticos e financeiros, a revolução (e os perigos) da Inteligência Artificial e, por fim, o impacto demográfico de uma sociedade cada vez mais longeva.
O regulador sublinhou a urgência de criar um sistema nacional integrado de proteção contra tempestades e deixou um aviso claro sobre a autonomia tecnológica: por muito que a inovação avance, a responsabilidade final terá de ser sempre humana. No fundo, o grande desafio passa por cumprir a missão intemporal do seguro: transformar a incerteza em confiança, a vulnerabilidade em resiliência e o risco em proteção.
Assista à reflexão completa no vídeo e leia o nosso artigo para compreender detalhadamente como Gabriel Bernardino perspetiva o futuro da proteção financeira e quais os novos mecanismos que o país necessita de adotar.
Num encerramento marcado por um diagnóstico cru e objetivo às vulnerabilidades estruturais do país, o painel final da Money Conference 2026 não deixou tabus por debater.
Sob o painel com tema “O Estado da Nação nos Seguros”, os presidentes executivos dos quatro maiores grupos a operar no mercado nacional lançaram alertas severos sobre o preço do imobilismo político.
Da insustentabilidade do atual modelo da Segurança Social — que ameaça deixar-nos com "um sistema equilibrado com reformados falidos" —, à exigência de luz verde para arrancar com o Fundo Nacional de Catástrofes já em 2027, passando pela enorme pressão provocada pela escalada dos custos na Saúde, a mensagem foi unânime: é preciso coragem para reformar e apostar na prevenção.
Assista aos momentos decisivos deste debate de encerramento, onde Rogério Campos Henriques (Fidelidade), Luís Menezes (Ageas), Pedro Carvalho (Generali Tranquilidade) e Helene Westerlind (Zurich) traçam as prioridades do setor e exigem uma sociedade civil mais interventiva.
Leia também o artigo para compreender ao detalhe as propostas destes líderes, desde a criação de esquemas automáticos de poupança ao reforço da literacia financeira das próximas gerações.
