Francisco Bandeira, Banco CTT
Francisco Bandeira, Banco CTTLeonardo Negrão

Banco CTT aposta na simplicidade e na fidelização para se tornar o "primeiro banco" dos portugueses

O CEO da instituição, Francisco Barbeira, sublinha que o segredo do crescimento continuará a ser "uma prateleira de produtos simples e bem desenhados", capazes de responder às necessidades financeiras da esmagadora maioria da população.
Publicado a: 

O Banco CTT definiu o aprofundamento da relação com a sua base de clientes e a conquista do estatuto de banco principal como os grandes motores de crescimento para os próximos anos.

Numa altura em que a instituição se consolida no mercado nacional, o presidente da comissão executiva, Francisco Barbeira, sublinhou, num dos painéis da Money Conference (evento organizado pelo DN) que juntou os challengers na banca em Portugal, que o futuro da entidade passa por garantir que os utilizadores escolham o banco nos momentos cruciais das suas decisões financeiras, mantendo uma matriz assente na facilidade de utilização.

"O banco vai continuar a ser simples. A esmagadora maioria dos clientes não precisa de coisas complexas, precisa de coisas simples, prefere coisas simples, prefere uma prateleira com produtos bem desenhados e que satisfazem 90% da população", afirmou o líder da instituição.

A estratégia surge suportada pelos resultados que a entidade tem vindo a registar nos seus principais pilares de negócio. O CEO recordou que, desde o primeiro dia de operação, a captação de recursos tem sido um dos grandes motores da organização, dispondo hoje daquela que considera ser uma das melhores ofertas do mercado nos temas da poupança, da reforma e do investimento, tanto ao nível dos depósitos tradicionais e estruturados como nas soluções de balanço e poupança-reforma.

A par deste vetor, o negócio de financiamento automóvel assume um papel preponderante, com o Banco CTT a posicionar-se atualmente no pódio da quota de mercado deste segmento em Portugal através da marca 321 Crédito, restando ainda uma margem confortável para expandir a atividade nas áreas do crédito à habitação, do crédito pessoal e no setor dos seguros, segundo o administrador.

Apesar da forte capacidade de atração que permite ao banco dispor de mais relações de primeira escolha do que a generalidade dos chamadas neobancos, Francisco Barbeira reconhece que a instituição ainda se encontra distante dos bancos incumbentes no que toca à percentagem de utilizadores que têm o Banco CTT como a sua conta principal.

Para encurtar essa distância, o gestor defende que o foco estratégico imediato deve ir muito além do lançamento de novos produtos. "O grande caminho de crescimento para os próximos anos é continuar a aproveitar todas as oportunidades para conhecer novas pessoas e captar novos clientes, e aprofundar a relação que temos com os clientes atuais", explicou o presidente da comissão executiva, rematando que existe ainda bastante trabalho a fazer para fixar aquelas que apelida de "relações para a vida".

A Money Conference regressa esta quinta-feira, 8 de outubro, no Hotel Faro, em Cascais, afirmando-se como o maior encontro anual dedicado ao setor financeiro em Portugal. Organizada pelo Diário de Notícias (DN) e Dinheiro Vivo (DV), a conferência deste ano reúne supervisores, líderes da banca, seguros, fundos investimento, tecnologia e empresas num momento em que o sistema financeiro atravessa uma transformação profunda.

Francisco Bandeira, Banco CTT
Habitação: Governo reforça garantia pública para os jovens à CGD e Banco CTT
Diário de Notícias
www.dn.pt