"Muitas empresas não veem na eletricidade o caminho de transição", diz co-CEO da Galp
A transição dos combustíveis fósseis para energias limpas continua a ter a resistência de um leque significativo de empresas parceiras da Galp. Ao mesmo tempo, há alertas de que a crise energética em curso "vai piorar", daqui para a frente.
Estes e outros temas foram debatidos no painel "A Banca e as Empresas: Quem lidera a transformação?", que teve lugar na Money Conference, organizada pelo DN e Dinheiro Vivo, esta quinta-feira, em Cascais.
"Muitas empresas com que trabalhamos não veem na eletricidade uma solução no imediato", Maria João Carioca, Co-CEO da Galp Energia, sobre o tema da transição energética.
Marco Galinha, presidente do Grupo BEL, salientou que o cenário de crise energético, com o preço do petróleo Brent acima dos 100 dólares configura "a maior crise energética de sempre" e, olhando para o horizonte, o cenário não é animador. "Isto não vai melhorar; vai piorar", diz o próprio.
Outro tema crítico que esteve em debate é a crise da Habitação. Jorge Rebelo de Almeida, presidente do Grupo Vila Galé, salienta que "não há que encontrar culpados", porque isso não resolveria o problema. O que importa, diz, é "pôr a mão na massa e construir casas", de forma a aumentar a oferta existente.
Neste âmbito, as burocracias são um entrave pela dificuldade que causam na obtenção de licenças. Nesta matéria, "a primeira coisa que [o Estado] devia fazer é olhar para o seu umbigo", sublinha.
