O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpEPA/WILL OLIVER / POOL

Trump diz que Israel e Líbano concordam prolongar cessar-fogo por três semanas

Após Trump anunciar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão, a Casa Branca disse que não foi dado um prazo a Teerão para apresentar uma proposta. Leia aqui as notícias do conflito no Médio Oriente.
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Trump diz que Israel e Líbano concordam prolongar cessar-fogo por três semanas

O Presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou hoje que Israel e o Líbano concordaram em prolongar o cessar-fogo entre israelitas e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah por três semanas, após as negociações que decorreram hoje na Casa Branca.

Trump afirmou que o encontro entre os embaixadores de Israel e do Líbano nos Estados Unidos foi "muito bom".

O encontro foi a segunda negociação de alto nível entre os dois países desde a semana passada.

O cessar-fogo inicial de 10 dias, que entrou em vigor na passada sexta-feira, expiraria na segunda-feira.

Lusa

Reino Unido e França "confiantes" em "progressos" para assegurar estreito de Ormuz

Os ministros da Defesa britânico, John Healey, e francesa, Catherine Vautrin apelaram hoje aos responsáveis militares de vários países reunidos em Londres para alcançarem um plano conjunto para assegurar o estreito de Ormuz, dizendo estar "confiantes" quanto a "progressos".

Esta reunião, que deve durar dois dias, hoje e sexta-feira, tem como objetivo criar "uma missão multinacional com caráter defensivo, que aumentará a confiança da marinha mercante e, se necessário, permitirá desminar [o estreito] e proteger os navios quando as hostilidades terminarem", especificou John Healey.

"Milhões de pessoas" contam com um desfecho positivo desta reunião, acrescentou. "Não podemos desiludi-las!", apelou o ministro britânico.

Mais de 44 países de todos os continentes participam nesta reunião, informou, por seu lado, o Ministério da Defesa britânico.

A conferência realiza-se na sequência de uma cimeira que reuniu a17 de abril cerca de cinquenta participantes, incluindo trinta chefes de Estado e de governo.

No final desta conferência, o presidente francês Emmanuel Macron tinha falado da criação de uma "missão neutra, bem distinta dos beligerantes" para assegurar a navegação no estreito de Ormuz, com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a esclarecer que "mais de doze países" tinham-se oferecido para contribuir para essa força "pacífica e defensiva".

Hoje, os dois países insistiram no facto de que esta força só seria desdobrada quando a paz duradoura na região estivesse instaurada.

Numa declaração, John Healey e Catherine Vautrin saudaram o cessar-fogo com o Irão, que o presidente americano Donald Trump anunciou na terça-feira que iria prolongar.

"Desejamos que [este cessar-fogo] perdure e se consolide, e que conduza ao fim definitivo das hostilidades", afirmaram os ministros.

"Estamos confiantes de que progressos reais podem ser alcançados", acrescentaram.

Os dois ministros esclareceram que um "grupo de planeamento operacional" para restaurar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz - quase bloqueado desde o início dos ataques israelitas e americanos contra o Irão, em 28 de fevereiro - apresentou na quarta-feira um relatório, que serviu de base para a reunião.

A missão dos militares reunidos em Londres "consiste em traduzir o consenso diplomático estabelecido pelos nossos dirigentes em opções militares concretas, com um plano conjunto e coordenado, visando garantir a liberdade de navegação no estreito e apoiar um cessar-fogo duradouro", indicaram os responsáveis das pastas da Defesa britânica e francesa.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, o Irão tem conseguido quase paralisar o estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo e o Oceano Índico crucial para a exportação de hidrocarbonetos da região.

Este bloqueio provocou um forte aumento dos preços do petróleo e do gás, com fortes impactos na economia mundial.

Lusa

Israel nega ataques após ativação da defesa aérea em Teerão

Israel negou hoje que esteja a conduzir operações militares em território iraniano, em resposta a relatos de ativação de defesa aérea em Teerão.

Segundo uma fonte de segurança israelita que falou à agência Efe, "Israel não está a conduzir nenhuma operação militar em território iraniano".

A reação surge depois de vários órgãos de comunicação social iranianos terem noticiado a ativação de sistemas de defesa aérea em Teerão, sem fornecer detalhes sobre o motivo.

Poucas horas antes, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou que o seu país aguarda "a luz verde" dos Estados Unidos para "retomar a guerra contra o Irão" e "completar a eliminação da dinastia Khamenei".

"Estamos a aguardar luz verde dos Estados Unidos para completar a eliminação da dinastia Khamenei (...) e também para fazer regressar o Irão à Idade da Pedra e às trevas, destruindo as suas principais instalações de energia e eletricidade e a sua infraestrutura económica nacional", declarou Katz numa mensagem vídeo divulgada pelo seu gabinete após discutir a situação de segurança com altos comandantes militares.

Lusa

Trump diz que EUA não sabem "quem é o líder no Irão"

Donald Trump afirmou que a sua administração não sabe quem é o líder no Irão.

"Estão a atrasar-se porque... não sabemos com quem negociar", disse o presidente dos Estados Unidos aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branco, garantindo que não vai demorar "muito" até que a guerra termine.

"Eles sabem quem é o líder neste país. Nós não sabemos quem é o líder no Irão", acrescentou Trump.

"Lembrem-se da mudança de regime. Khamenei foi-se embora. Foi para um lugar melhor. Foi-se embora e toda a sua equipa também. Depois, um segundo grupo assumiu o controlo. Todos eles desapareceram. E agora temos o terceiro grupo, e eles também estão um pouco preocupados em separar-se", prosseguiu o presidente dos Estados Unidos.

Noutro âmbito, Trump disse que estava a fazer um "apelo moral" ao Irão quando lhes pediu para não executarem oito mulheres manifestantes no âmbito das negociações em curso.

“Oito jovens mulheres seriam executadas ontem à tarde, e eu pedi-lhes — chamem-lhe um favor, ou simplesmente um apelo moral — que não fossem executadas. E eles responderam que não seriam executadas”, afirmou.

“Eu disse: vamos ver se conseguimos salvá-las, e foi muito bom o que aconteceu. Portanto, não serão executadas. O que estão a fazer é, como sabem, libertar quatro delas em breve e manter as outras quatro na prisão durante um mês antes de as libertarem. Portanto, não serão executadas”, prosseguiu.

Trump diz que tem "todo o tempo do mundo" para chegar a um acordo e acabar com a guerra

Donald Trump afirmou esta quinta-feira que não está sob pressão para chegar rapidamente a um acordo com o Irão para pôr fim à guerra, frisando que o tempo está a favor dos Estados Unidos e não do Irão.

"Sou possivelmente a pessoa menos pressionada que já esteve nesta posição. Tenho todo o tempo do mundo, mas o Irão não — o tempo está a esgotar-se!", escreveu o líder da Casa Branca numa publicação no Truth Social.

O presidente norte-americano voltou a descrever a posição militar do Irão como significativamente enfraquecida, detalhando que "a Marinha do Irão está no fundo do mar, a sua Força Aérea está destruída, o seu armamento antiaéreo e de radar desapareceu, os seus líderes já não estão entre nós, o bloqueio é hermético e forte e, a partir daí, só piora — o tempo não está a seu favor!"

Trump reiterou que qualquer acordo para pôr fim à guerra será feito nos termos dos EUA, sublinhando que um acordo só será alcançado “quando for apropriado e bom” para os Estados Unidos, bem como para os seus "aliados e, na verdade, para o resto do mundo”.

Novo líder supremo do Irão gravemente ferido mas está “lúcido e ativo”

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, foi gravemente ferido num ataque aéreo israelita no início da guerra, mas permanece “lúcido e ativo”, segundo informações avançadas pelo jornal norte-americano The New York Times.

De acordo com o jornal, que cita várias fontes iranianas sob anonimato, Mojtaba Khamenei terá delegado, pelo menos temporariamente, parte do poder de decisão nos generais da Guarda Revolucionária Islâmica, exército ideológico da República Islâmica.

O novo ‘ayatollah’ sucedeu ao pai, Ali Khamenei, que era líder supremo da República Islâmica desde 1989 e que foi morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro.

Desde então, Mojtaba Khamenei não foi visto em público e tem comunicado apenas através de declarações escritas, mantendo-se num local secreto por razões de segurança.

Segundo as mesmas fontes, citadas pelo The New York Times, o líder iraniano foi submetido a várias intervenções cirúrgicas, incluindo operações a uma perna — estando prevista a colocação de uma prótese — e a uma mão, além de ter sofrido queimaduras graves no rosto e nos lábios, que dificultam a fala.

O acompanhamento médico é assegurado por uma equipa restrita, que inclui o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o ministro da Saúde, referiu o jornal.

A comunicação com o exterior será feita através de mensagens manuscritas transportadas por estafetas, num sistema destinado a evitar riscos de segurança.

Ainda segundo o The New York Times, a Guarda Revolucionária assumiu um papel central na condução da estratégia militar no conflito com Washington e Telavive.

Entre as ações atribuídas à estrutura militar está o bloqueio do estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas mundiais.

Lusa

Reza Pahlavi insta UE a endurecer posição em relação ao Irão

Reza Pahlavi, o filho exilado do último Xá iraniano, criticou hoje a relutância da União Europeia em assumir uma posição mais clara contra Teerão no conflito com os Estados Unidos e Israel, instando-a a fazê-lo.

“Há momentos na história em que a neutralidade não é uma posição, mas uma decisão – em que a cautela não é prudência, é cumplicidade”, sublinhou o opositor ao regime da República Islâmica, numa entrevista concedida ao portal de notícias Euractiv em Berlim, antes de se reunir com membros da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros do Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão).

Embora os líderes europeus, entre os quais o chanceler alemão, Friedrich Merz, tenham sublinhado que a União Europeia (UE) não é parte no conflito, Pahlavi defendeu que a neutralidade acarreta consequências e que Bruxelas tem enviado sinais contraditórios desde o início, a 28 de fevereiro, da ofensiva conjunta israelo-norte-americana contra a pretensão iraniana de produzir armas nucleares.

Recentemente convidado a ir ao Parlamento Europeu, onde acabou por não discursar, Pahlavi, figura proeminente da oposição ao regime teocrático instaurado no seu país em 1979, acusou os Governos europeus de se deixarem “chantagear por Teerão” através da tomada de reféns e de ameaças de violência em solo europeu.

“Os Governos europeus tornaram-se reféns dos seus reféns”, declarou, referindo-se à detenção de cidadãos europeus pelas autoridades iranianas.

O herdeiro do Xá deposto pela Revolução Islâmica exortou a UE a ir além do que descreveu como uma política de apaziguamento, instando à expulsão dos embaixadores iranianos e à recusa em legitimar qualquer acordo político que preserve a estrutura de poder vigente, centrada na Guarda Revolucionária Islâmica.

Sustentou igualmente que os Estados-membros devem preparar-se para reconhecer uma futura autoridade de transição no Irão.

Como condições para qualquer negociação, Pahlavi afirmou que Teerão deve suspender as execuções, libertar os presos políticos e levantar as restrições no acesso à Internet.

“Um regime que não consegue cumprir estas três condições, que não lhe custam nada, não pode ser considerado fiável para entregar um grama de urânio”, observou.

Embora tenha saudado medidas como a possível reimposição das sanções já levantadas da ONU (“snapback”) e os debates sobre a classificação da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, defendeu que elas são insuficientes.

Exortou ainda a Europa comunitária a ajudar a contornar as restrições à Internet impostas por Teerão apoiando infraestruturas de comunicação alternativas.

O filho de Mohammad Reza Pahlavi (1919-1980) emitiu estas declarações quando os líderes da UE vão reunir-se hoje e sexta-feira em Chipre para discutir a crise no golfo Pérsico, em especial as consequências dos bombardeamentos e as tensões em torno das restrições à circulação no estreito de Ormuz.

Segundo Pahlavi, a situação dos cidadãos iranianos deve ser central nessas discussões, incluindo a proteção dos dissidentes iranianos que vivem na Europa.

Sobre o cessar-fogo temporário de duas semanas, na quarta-feira prorrogado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para que as negociações de paz prossigam, Reza Pahlavi rejeitou a ideia de que as condições de vida tenham melhorado dentro do Irão.

“Apesar de suspensos os ataques aéreos, o regime continua a enforcar prisioneiros políticos, a condenar adolescentes à morte e a manter milhões de pessoas sem acesso à Internet”, descreveu, resumindo: “A guerra contra o povo iraniano nunca parou”.

De acordo com o opositor iraniano, 19 presos políticos foram executados nas últimas duas semanas e outros 20 enfrentam penas de morte relacionadas com os protestos de janeiro.

“Um regime enfraquecido é como um animal ferido”, propenso a atacar, comentou.

Alertou ainda os decisores políticos ocidentais contra a procura de uma solução política superficial, defendendo que qualquer acordo que deixe intacto o sistema dominado pela Guarda Revolucionária Islâmica não trará estabilidade, não travará as ambições nucleares do Irão nem porá fim ao seu apoio a grupos armados regionais aliados.

“O povo iraniano não sacrificou 40 mil vidas para ver o regime reformulado com uma nova cara”, disse, referindo-se aos massacres de manifestantes que o regime levou a cabo em janeiro.

“Eles (os iranianos) querem uma rutura total”, vincou.

Qualquer acordo que preserve o atual regime carecerá de legitimidade junto dos iranianos e correrá o risco de desencadear mais conflitos, argumentou.

“Se pensam que é possível fazer as pazes com este regime, estão redondamente enganados. Se permitirem que sobreviva, mais conflitos serão inevitáveis – e mais iranianos morrerão”, insistiu.

Lusa

"Temos o controlo total sobre o estreito de Ormuz", afirma o presidente dos EUA

O presidente dos EUA voltou a publicar uma mensagem nas redes sociais para afirmar: "Temos o controlo total sobre o estreito de Ormuz".

De acordo com Donald Trump, "nenhum navio pode entrar ou sair sem a aprovação da Marinha dos EUA". O presidente norte-americano adianta que a importante rota marítima está completamente fechada "até que o Irão consiga chegar a um acordo".

Ainda na Truth Social, Trump referiu-se a uma "luta interna" na liderança iraniana. "Tem sido uma loucura", classificou na mensagem, referindo que "o Irão está a ter muita dificuldade em descobrir quem é o seu líder".

Trump ordena à Marinha que "destrua" qualquer embarcação que "esteja a colocar minas" no estreito de Ormuz

O presidente norte-americano ordena à Marinha dos EUA que "dispare e destrua qualquer embarcação, por mais pequena que seja, que esteja a colocar minas nas águas do Estreito de Ormuz".

"Não deve haver qualquer hesitação", enfatiza Donald Trump na mais recente mensagem divulgada na Truth Social.

"Além disso, os nossos 'caça-minas' estão neste momento a limpar o estreito. Ordeno que essa atividade continue, mas a um nível triplicado", acrescentou.

Reza Pahlavi atingido com líquido vermelho em Berlim

O filho do último xá do Irão, no exílio, Reza Pahlavi, foi atingido esta quinta-feira com um líquido vermelho depois de ter participado numa conferência de imprensa em Berlim, na Alemanha.

Reza Pahlavi, que tem feito oposição ao regime iraniano fora do país, caminhava em direção a um carro, com a presença de seguranças, quando foi atingido no pescoço e nas costas com um líquido vermelho. O suspeito do ataque foi detido.

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Mundo enfrenta "a maior ameaça à segurança energética da história", diz diretor da AIE

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, voltou a alertar que o mundo enfrenta a "maior ameaça à segurança energética da história" devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz.

“Até hoje, perdemos 13 milhões de barris de petróleo por dia", afirmou Birol em entrevista à CNBC.  

O responsável afirmou que “a Europa obtém cerca de 75% do seu combustível de aviação de refinarias no Médio Oriente e isso está agora praticamente a zero". "A Europa está a tentar obtê-lo dos EUA e da Nigéria. Se não conseguirmos, na Europa, importações adicionais destes países agora, teremos dificuldades”, disse.

Qatar Airways retoma voos diários para os Emirados Árabes Unidos e para a Síria

A Qatar Airways informou que vai retomar os voos diários para os Emirados Árabes Unidos e para a Síria, alguns dos quais já a partir desta quinta-feira.

"A partir de 23 de abril de 2026, a Qatar Airways retomará os voos diários para o Dubai e Sharjah, com um serviço diário para Damasco a partir de 1 de maio de 2026", lê-se na nota da companhia aérea divulgada nas redes sociais.

Irão já terá recebido as primeiras receitas da cobrança de portagens no estreito de Ormuz

O vice-presidente do parlamento do Irão, Hamid Reza Haji Babaei, informou que o país já recebeu as primeiras receitas provenientes da cobrança das portagens no estreito de Ormuz, noticia o The Guardian, que cita a agência de notícias semioficial Tasnim.

Foi ainda referido que as receitas foram depositadas no Banco Central do Irão, não tendo sido, no entanto, revelado o valor arrecadado pelas portagens cobradas por Teerão aos navios no estreito de Ormuz.

Enviado especial de Trump pede à FIFA que substitua o Irão pela Itália no Mundial de futebol

Paolo Zampolli, enviado especial do presidente dos EUA, pediu à FIFA para que substitua o Irão pela Itália no Mundial de futebol, avançou na quarta-feira o Financial Times. A competição, que tem início marcado para 11 de junho, vai ser realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

O pedido de Zampolli, apresentado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino é, segundo o jornal britânico, uma tentativa de reparar as relações entre Donald Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após esta ter condenado as declarações do presidente norte-americano contra o Papa Leão XIV.

"Confirmo que sugeri a Trump e a Infantino que Itália substituísse o Irão no Mundial. Sou italiano de nascença e seria um sonho ver a 'Azzurra' num torneio organizado nos EUA. Com quatro títulos, têm o historial necessário para justificar a sua inclusão", afirmou o enviado especial Paolo Zampolli ao Financial Times.

Recorde-se que Itália disse adeus ao Mundial depois de perder frente a seleção da Bósnia-Herzegovina, no play-off de qualificação a uma vaga da competição.

O Irão conseguiu apurar-se, mas devido à guerra contra os Estados Unidos pediu para que os jogos fossem transferidos do território norte-americano para o México.

No passado mês de março, Gianni Infantino disse à AFP que o Irão irá estar no Mundial e que irá jogar "onde deve jogar, de acordo com o sorteio".

Entretanto, a BBC Sport adianta que, segundo fontes, a FIFA não não tem planos de substituir o Irão pela seleção de Itália na competição, depois de ter sido conhecida a proposta do enviado de Trump.

Paquistão espera "progressos positivos" por parte do Irão após reunião com diplomata dos EUA

O ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, esteve reunido com a encarregada de negócios dos Estados Unidos, Natalie Baker, em Islamabad. Após o encontro, o governante afirmou esta quinta-feira que espera "progressos positivos" por parte do Irão, no âmbito dos esforços diplomáticos.

Segundo um comunicado do Ministério do Interior paquistanês, citado pela Associated Press (AP), Mohsin Naqvi elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, por ter prolongado o cessar-fogo com o Irão.

Já a diplomata norte-americana destacou o "papel construtivo" do Paquistão na promoção da paz, referiu a nota.

EUA intercetaram mais de 30 navios desde o início do bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA afirmou que as forças norte-americanas intercetaram mais 30 embarcações desde o início do bloqueio aos portos iranianos.

"As forças norte-americanas ordenaram a 31 embarcações que dessem meia-volta ou regressassem ao porto, como parte do bloqueio dos EUA contra o Irão", informou o Comando Central num balanço do bloqueio divulgado nas redes sociais.

A maioria dos navios intercetados eram petroleiros, indicaram os EUA.

Negociações entre Israel e Líbano retomadas esta quinta-feira

Israel e Líbano voltam a sentar-se esta quinta-feira à mesa das negociações. Os embaixadores dos dois países vão reunir-se em Washington depois de já ter sido realizada uma primeira ronda negocial.

O regresso das conversações acontece numa altura em que está em vigor um cessar-fogo de 10 dias. O Líbano já fez saber que vai solicitar o prolongamento da trégua temporária.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Líbano vai pedir a Israel mais um mês de trégua

Pentágono anuncia saída do secretário da Marinha 

O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou na quarta-feira a saída do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, "com efeito imediato", numa altura em se mantém o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos.

"Em nome do secretário de Guerra e do secretário Adjunto de Guerra, agradecemos ao secretário Phelan pelos serviços prestados ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos. Desejamos-lhe o melhor sucesso nos seus futuros empreendimentos", lê-se numa mensagem de Parnell publicada nas redes sociais, sem apresentar as razões para esta saída.

Hung Cao, adjunto de John Phelan, irá assumir o cargo de forma interina, informou o Pentágono.

Teerão culpa EUA e Israel por insegurança no estreito de Ormuz

O chefe da diplomacia do Irão disse a um enviado especial sul-coreano que "a agressão dos EUA e de Israel é a raiz da insegurança no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz".

De acordo com uma mensagem publicada pelo Governo iraniano na rede social, o ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou na quarta-feira o que descreveu como crimes cometidos contra o Irão durante a "guerra de 40 dias".

Num encontro com o enviado sul-coreano Chang Byung-ha, em Teerão, Abbas Araghchi instou a comunidade internacional a adotar uma posição clara e firme para condenar os ataques dos Estados Unidos e de Israel.

"O Irão, enquanto Estado costeiro, tomou medidas de acordo com o direito internacional para defender a sua segurança e os seus interesses; a responsabilidade pelas consequências recai sobre os agressores", declarou Araghchi, referindo-se às tensões em torno do estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou na quarta-feira a apreensão de duas embarcações no estreito de Ormuz por alegadamente operarem sem as licenças necessárias e "colocarem em risco a segurança marítima", algo que definiu como uma linha vermelha para o Irão.

Chang Byung-ha, por sua vez, enfatizou a necessidade de garantir a liberdade de navegação por esta via estratégica e solicitou uma cooperação especial do lado iraniano para proteger a segurança de todas as embarcações, incluindo as que navegam sob a bandeira sul-coreana, segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul.

Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Irão responde pela força ao prolongamento do cessar-fogo

Líderes iniciam hoje reunião em Chipre focada na guerra no Médio Oriente

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) iniciam hoje em Chipre uma cimeira informal de dois dias, que estará essencialmente focada na guerra no Médio Oriente e incluirá um encontro com parceiros na região.

A reunião irá começar às 19h30 locais (mais duas horas em relação a Lisboa) na cidade costeira de Agia Napa, em Chipre - país que detém atualmente a presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia - com uma intervenção do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre a guerra no seu país, em curso desde fevereiro de 2022.

A intervenção de Zelensky irá ocorrer um dia depois de a Hungria e a Eslováquia terem levantado o veto ao empréstimo da UE de 90 mil milhões de euros destinado a Kiev e ao 20.º pacote de sanções à Rússia, que se encontravam bloqueados desde fevereiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Zelensky elogia aprovação de empréstimo europeu para a Ucrânia

Os líderes vão abordar depois a guerra no Médio Oriente, o tema principal desta cimeira e que tem particular simbolismo por acontecer em Chipre, o único Estado-membro da UE que foi alvo de ataques atribuídos ao Irão desde o início da guerra naquele país, em 28 de fevereiro.

No início de março, Chipre foi alvo de ataques de drones atribuídos ao Irão, que visaram uma base militar britânica instalada em território cipriota.

Além de discutirem a situação securitária na região e a liberdade de navegação no estreito de Ormuz, os chefes de Estado e de Governo dos 27 do bloco europeu vão também trocar pontos de vista sobre os esforços que a UE pode empreender para procurar reduzir as tensões e promover a diplomacia.

Estarão igualmente em cima da mesa as propostas apresentadas na quarta-feira pela Comissão Europeia para responder ao aumento dos preços da energia, assim como uma discussão sobre como deve funcionar na prática o princípio de defesa mútua da UE em caso de ataque a um Estado-membro, que está consagrado no artigo 42.7º dos tratados.

Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
P&R. O que esperar da última reunião dos 27 de Orbán (na qual não estará presente)?

Guterres pede fim dos ataques contra a força da paz no Líbano

EPA/JUSTIN LANE

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu o fim dos ataques contra a missão de manutenção da paz no Líbano, a FINUL, e lamentou a morte de um segundo militar francês.

Numa mensagem publicada nas redes sociais na quarta-feira, o português condenou os "múltiplos incidentes" nas "últimas semanas" que "resultaram na morte e em ferimentos graves de soldados de paz" e enfatizou que "estes ataques devem cessar".

Horas antes, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a morte do cabo Anicet Girardin, “em consequência de ferimentos” infligidos no sábado pelo movimento xiita libanês Hezbollah.

Macron disse que Girardin tinha sido ferido na “mesma emboscada” em que “combatentes do Hezbollah” mataram o primeiro, o suboficial Florian Montorio.

"Lamento profundamente saber que um segundo membro francês da FINUL morreu na sequência dos ferimentos sofridos num recente ataque perpetrado por atores não estatais, alegadamente o Hezbollah, no sul do Líbano", disse Guterres.

O secretário-geral sublinhou que o ataque aconteceu quando os 'capacetes azuis' "investigavam a suspeita presença de dispositivos explosivos improvisados na área de operações da FINUL no sul do Líbano".

Guterres reiterou o apelo para que "todas as partes" cumpram "as suas obrigações" perante o direito internacional e "garantam em todos os momentos a segurança do pessoal das Nações Unidas", bem como a proteção dos "bens e ativos da organização".

Lusa

Abertura dos mercados asiáticos. Preços do petróleo disparam 4% face à incerteza entre Teerão e Washington

 Os preços do petróleo dispararam mais de 4% na abertura dos mercados asiáticos, face à incerteza sobre as negociações entre o Irão e os Estados Unidos e sobre a paralisação no estreito de Ormuz.

Por volta da 00h25 (hora de Lisboa), o preço do barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano, subia 4,06% para 96,73 dólares (82,22 euros), com o valor do Brent do Mar do Norte, referência mundial, a aumentar 3,62% para 105,63 dólares (89,79 euros).

No entanto, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, abriu a sessão de hoje a ultrapassar pela primeira vez os 60 mil pontos, graças ao bom desempenho das ações de empresas de tecnologia, apesar da incerteza causada pela guerra no Irão.

Lusa

Teerão condiciona "negociações genuínas" com EUA ao fim do bloqueio aos portos

O presidente iraniano defendeu na quarta-feira o compromisso com o diálogo, depois de o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, ter decidido prolongar o cessar-fogo, mas reiterou que o bloqueio aos portos iranianos é um dos principais obstáculos a "negociações genuínas".

"A República Islâmica do Irão acolheu favoravelmente o diálogo e o acordo, e continua a fazê-lo. O incumprimento dos compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas", realçou, numa mensagem através das suas redes sociais.

Pezeshkian reagiu ao anúncio de Trump sobre a prorrogação do cessar-fogo destacando que "o mundo está a testemunhar" a "retórica hipócrita sem fim" e a contradição entre as palavras e ações do governante norte-americano.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, manifestou sentimentos semelhantes, declarando que "um cessar-fogo completo só faz sentido quando não é violado por um bloqueio naval, quando a economia global não é mantida refém e quando a beligerância sionista cessa em todas as frentes".

"A abertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo", vincou nas redes sociais, antes de sublinhar que os Estados Unidos e Israel não alcançarão os seus objetivos "através da intimidação".

"A única forma é aceitar os direitos do povo iraniano", acrescentou.

Lusa

Acompanhe aqui as notícias sobre o conflito no Médio Oriente

Bom dia,

Siga aqui os principais desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente. Depois de Donald Trump ter anunciado um prolongamento do cessar-fogo com o Irão, a Casa Branca garantiu que não foi dado um prazo a Teerão para que apresente uma proposta de acordo.

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Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa

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