Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa
FOTO: EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa

Presidente dos EUA anunciou o prolongamento do cessar-fogo com Irão até que o regime de Teerão apresente proposta para um acordo. ONU tem plano para impedir desastre humanitário após fecho de Ormuz.
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EUA sancionam Iraque para forçar desmantelamento de milícias pró-Irão

Os Estados Unidos suspenderam o envio de dólares para Bagdade, bem como os programas de cooperação militar, para forçar o Iraque a desmantelar as milícias pró-Irão que acusam de ataques recentes contra interesses de Washington, noticiaram vários 'media' norte-americanos.

O Wall Street Journal, citando fontes oficiais iraquianas e norte-americanas, noticiou na terça-feira à noite que Washington suspendeu, pela segunda vez desde o início da guerra, o envio por avião de carga de quase 500 milhões de dólares em dinheiro vivo, provenientes da venda de petróleo iraquiano.

Um funcionário do Governo iraquiano disse à AFP que apenas um carregamento não chegou, alegando "razões logísticas relacionadas com a guerra" e o encerramento do espaço aéreo iraquiano.

Um funcionário do Banco Central do Iraque disse à AFP que as entregas de dólares cessaram durante a guerra regional "devido à suspensão dos voos e à situação de segurança".

Acrescentou que o banco central não solicitou mais dólares porque tem reservas suficientes e "atualmente não há necessidade de as aumentar".

As receitas das exportações de petróleo iraquiano são depositadas em grande parte no Banco da Reserva Federal de Nova Iorque, em virtude de um acordo assinado após a invasão norte-americana de 2003 que derrubou Saddam Hussein.

Este acordo confere a Washington uma influência significativa sobre as autoridades em Bagdade.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos suspenderam o financiamento de programas de treino para as Forças Armadas iraquianas e de programas antiterroristas, visando principalmente o grupo Estado Islâmico.

Um responsável de segurança iraquiano confirmou à agência France-Presse (AFP) a suspensão desta cooperação bilateral, citando "milícias e (...) atentados bombistas".

Não forneceu detalhes, mas os dois países cooperam há vários anos, particularmente na luta contra os jihadistas.

Lusa

Erdogan avisa que guerra "começa a enfraquecer a Europa"

O Presidente turco afirmou esta quarta-feira que a guerra no Médio Oriente “começa a enfraquecer a Europa”.

Esta opinião foi proferida durante uma conversa com o homólogo alemão e alertou para danos superiores caso não seja alcançada uma paz plena.

“A guerra na nossa região também começa a enfraquecer a Europa e, se não intervirmos nesta situação com uma abordagem que privilegie a paz, os danos causados pelo conflito serão muito mais graves”, disse Recep Tayyip Erdogan a Frank-Walter Steinmeier durante uma chamada telefónica, de acordo com um comunicado da presidência turca.

Irão acusa Trump de divulgar fake news sobre mulheres que enfrentam execução

A justiça iraniana acusou hoje Donald Trump de espalhar "informações falsas" sobre mulheres iranianas que, segundo o Presidente norte-americano, estavam prestes a ser executadas, mas foram poupadas a seu pedido.

"Trump não tem poder real no terreno, o que o levou a fabricar sucessos com base em informações falsas", divulgou a Mizan, agência de notícias oficial do poder judicial iraniano.

Antes, Trump garantiu que, a seu pedido, o Irão se tinha abstido de executar oito mulheres, saudando o facto como "uma grande notícia".

"Ótimas notícias. Estou muito grato ao Irão e aos seus líderes por respeitarem o meu pedido", publicou o Presidente norte-americano na sua rede social Truth Social.

A Mizan já tinha negado, na terça-feira, que várias mulheres iranianas estivessem prestes a ser executadas, afirmando que algumas das que foram apresentadas como estando em risco tinham sido libertadas e outras enfrentavam apenas penas de prisão.

A agência France-Presse (AFP) noticiou não conseguiu confirmar de forma independente estas ameaças de execução, nem a identidade de todas as mulheres cujas fotos o presidente norte-americano reproduziu na terça-feira em apoio da sua exigência, feita na sua plataforma Truth Social.

Na terça-feira, republicou uma mensagem da conta X de um ativista chamado Eyal Yakoby, contendo fotografias de oito mulheres não identificadas, com a mensagem: "A República Islâmica do Irão está a preparar-se para enforcar oito mulheres".

Masih Alinejad, uma dissidente iraniana radicada nos Estados Unidos, publicou oito nomes de mulheres no X, todas, segundo ela, presas em ligação com os protestos de Janeiro, que foram violentamente reprimidos.

"Digam os seus nomes", escreveu a ativista, alegando que uma das mulheres detidas tinha 16 anos.

Outra é Bita Hemmati, condenada à morte por atirar blocos de betão de um edifício contra as forças de segurança durante os protestos, de acordo com várias organizações de defesa dos direitos humanos.

Num relatório publicado em meados de abril, a ONG norueguesa Hengaw divulgou uma foto de Bita Hemmati idêntica a uma das oito fotografias republicadas por Donald Trump.

Segundo a organização, outra destas fotografias retrata Mahboubeh Shabani, de 32 anos, condenada à morte por "fazer guerra contra Deus" depois de transportar manifestantes feridos na sua moto em Mashhad. Atualmente está presa nesta cidade do nordeste do país.

Eyal Yakoby, que se apresenta no X como futuro aluno do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publica inúmeros 'posts' a apoiar a operação militar israelo-americana no Irão e a criticar os movimentos de mobilização pró-Palestina.

Lusa

EUA terão informado Israel que o Irão tem até cinco dias para negociar

Os Estados Unidos terão informado Israel que deram ao Irão um prazo de entre três e cinco dias para responder a uma proposta de acordo e regressar às negociações, segundo noticiaram hoje meios de comunicação israelitas.

De acordo com essa informação, se não houver resposta do Irão dentro desse prazo, o atual cessar-fogo estarão, informou o Canal 12 da televisão israelita citando três responsáveis norte-americanos.

Num segundo relatório, o mesmo meio, citando fontes políticas em Jerusalém, indica que o prazo efetivo fixado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terminaria no domingo.

O diário israelita Ynet relatou que a falta de um anúncio oficial da nova data limite por parte de Trump responderia ao seu desejo de não ficar em questão, após ter adiado repetidamente diversos ultimatos nas últimas semanas.

O presidente norte-americano anunciou na terça-feira a sua decisão de estender indefinidamente o cessar-fogo com o Irão até que o Governo iraniano, que considera dividido, lhe apresente uma proposta unificada de acordo.

Trump tomou essa decisão poucas horas antes de hoje expirar o cessar-fogo vigente, apesar de que na própria terça-feira ter declarado que não pretendia prorrogá-lo e que estava disposto a retomar os "bombardeamentos" contra o Irão.

O primeiro-ministro israelita, Benjamín Netanyahu, afirmou hoje que o seu país está preparado para "qualquer cenário", tanto de forma defensiva como ofensiva, após uma reunião com efetivos do sistema de defesa antimísseis 'Cúpula de Ferro' nas colinas de Jerusalém.

Lusa

Colonos israelitas matam a tiro o terceiro palestiniano na Cisjordânia em 24 horas

Um grupo de colonos israelitas matou hoje a tiro hoje um palestiniano na localidade de Deir Dibwan, a leste de Ramallah (Cisjordânia ocupada), o terceiro a ser assassinado nas últimas 24 horas.

Segundo a agência oficial de notícias palestiniana Wafa, a vítima foi identificada como Odeh Atef Odeh Awawdeh, de 29 anos, que faleceu pouco depois de chegar ao Complexo Médico de Ramallah, devido a um ferimento de bala nas costas.

Segundo testemunhos locais recolhidos pelo mesmo meio, colonos armados atacaram os arredores da localidade e dispararam com munições reais contra os residentes, ferindo gravemente Awawdeh.

Paralelamente, a Wafa informa que tropas do Exército israelita fecharam os acessos ao município antes de entrar na localidade e deter cerca de trinta habitantes.

Por agora, o Exército israelita ainda não se pronunciou sobre os acontecimentos.

Além disso, um colono reservista do Exército israelita matou a tiro na terça-feira dois palestinianos, um deles de 14 anos, na localidade de Al Mughair, na mesma zona da Cisjordânia ocupada.

Desde 28 de fevereiro de 2026, à sombra da guerra regional contra o Irão, os colonos intensificaram os seus já recorrentes ataques na Cisjordânia, matando pelo menos nove pessoas e ferindo dezenas, segundo dados do gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), um número que não inclui os três últimos falecidos.

Segundo a Comissão de Resistência contra o Muro e os Assentamentos, as tropas israelitas e os colonos realizaram 1.819 ataques apenas durante o mês de março, principalmente em Hebron (321 incidentes), Nablus (315), Ramala e Al Bireh (292), e Jerusalém Este (203).

"Estas milícias contam com o pleno apoio do Estado de Israel e gozam de total impunidade para assassinar, agredir e saquear moradores palestinianos".

Esta violência diária e indiscriminada é um dos meios que Israel utiliza para "a limpeza étnica da Cisjordânia", denunciou a ONG israelita B'Tselem no passado dia 14 de abril, após o assassinato três dias antes de outro palestiniano por um disparo de um militar colono na aldeia de Deir Jarir (este de Ramala).

O número sobe para 26 se forem incluídos os que foram mortos pelo Exército.

Lusa

Porta-voz da Casa Branca garante que Trump não deu prazo ao Irão para um acordo

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, disse hoje que o presidente dos EUA, Donald Trump, está "de forma generosa" a "oferecer um pouco de flexibilidade" ao regime do Irão para que seja alcançado um acordo.

"Neste momento há uma batalha entre os pragmáticos e a linha-dura no Irão. O presidente quer uma resposta unificada", sublinhou Leavitt, garantindo que não foi estabelecido para receber a proposta iraniana. "Em última análise, o cronograma será ditado pelo comandante-em-chefe e pelo presidente dos Estados Unidos", sublinhou, acrescentando ainda que os EUA estão "a estrangular completamente" a economia do Irão.

A porta-voz afirmou que o presidente dos EUA, "em última instância, ditará o calendário" e que terminará o conflito "quando achar que é do melhor interesse dos Estados Unidos e do povo americano".

Antes de falar aos jornalistas, Leavitt deu uma entrevista à Fox News, estação à qual explicou que o governo norte-americano não considera as apreensões de navios no estreito de Ormuz como violações do cessar-fogo.

ONU tem “plano de sete dias” para impedir desastre humanitário após fecho de Ormuz

A ONU tem um “plano de sete dias” pronto para ajudar a impedir um desastre humanitário global devido ao encerramento pelo Irão do estreito de Ormuz, afirmou hoje Jorge Moreira da Silva, diretor do UNOPS.

Em entrevista ao portal ONU News, o responsável do Gabinete da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS) alertou para que as limitações logísticas decorrentes do fecho de uma das maiores vias de navegação do planeta poderão desencadear uma tragédia humanitária sem precedentes.

Segundo um estudo do Programa Alimentar Mundial (PAM) citado por Moreira da Silva, 45 milhões de pessoas poderão ser afetadas por uma crise alimentar histórica devido ao colapso iminente do mercado global de fertilizantes, causado pelo conflito no Médio Oriente.

O resultado direto da guerra – e da instabilidade na passagem marítima entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã - foi um aumento acentuado do preço dos fertilizantes, um dos quais, a ureia, é um dos mais utilizados na agricultura, sendo essencial para o crescimento de culturas como milho, trigo e citrinos.

“O preço da ureia aumentou 65%. O preço do amónio aumentou 40% e, hoje mesmo, produtores de fertilizantes em países de África, como Marrocos e África do Sul, ou na China, ou na Turquia, ou na Índia, já estão a ser fortemente afetados por esta disrupção do mercado de fertilizantes”, explicou o português, que foi nomeado diretor-executivo do UNOPS em março de 2023.

“Portanto, o problema já não é o mercado de fertilizantes do golfo da Pérsia, é o mercado global que está em fortíssima instabilidade e isto pode dar origem, se não atalharmos rapidamente, a uma crise alimentar de enormes proporções: o PAM apresentou recentemente um estudo que diz que, a curto prazo, podemos ter 45 milhões de pessoas a entrar em insegurança alimentar severa, com fome e subnutrição”, sublinhou.

Jorge Moreira da Silva considera que a questão deixou de ser estritamente política para se tornar “um drama matemático e logístico”: com as ameaças à circulação no estreito de Ormuz, os elementos da cadeia de produção que garantem alimentos a milhões tornaram-se reféns do conflito.

O líder do UNOPS aponta como possível solução um novo mecanismo concebido para contornar o bloqueio logístico, que, em apenas uma semana, poderá salvar a cadeia de produção global de alimentos.

E, perante o obstáculo da burocracia da guerra, pede aos dirigentes mundiais um mandato político urgente para agir, sustentando que a estrutura “está pronta para ser ativada em sete dias”, faltando apenas “luz verde” internacional antes que a crise atinja o ponto de não-retorno.

O responsável indicou que o golfo Pérsico foi apenas o gatilho de uma crise que já está a asfixiar o mercado de África à Ásia e que, para evitar o pior, o UNOPS tem “o botão de emergência” pronto para ser acionado, garantindo colocar em campo, em apenas uma semana, o mecanismo de resgate da ONU, cujo modo de funcionamento está ajustado, com logística montada, monitores a postos e a estrutura em alerta máximo.

“No dia em que exista um acordo político dos Estados para que possamos acionar o mecanismo, precisaremos de sete dias. Em sete dias, teremos os nossos monitores no terreno, nos portos da região do Golfo, e o sistema de aprovação do transporte de fertilizantes também operacional”, assegurou.

“Isso dá uma ideia muito clara, do ponto de vista logístico, do nível de preparação e de celeridade que estamos a colocar nisto - mas não podemos avançar enquanto não houver um mandato, os países têm que nos dar um mandato para podermos pôr em prática este mecanismo, e ainda não estamos nessa fase”, acrescentou.

A premissa de Moreira da Silva é que não se pode esperar pelo fim da guerra para resolver a crise dos fertilizantes.

“A paz é o ideal, mas produzir alimentos é urgente”, afirmou, razão pela qual está a “intensificar a ação diplomática” em Nova Iorque.

“Há um número cada vez maior de delegações de países a contactar-me para saberem mais sobre o mecanismo e para apoiarem a ideia”, referiu.

Nos corredores da ONU, as conversas com representantes do Irão, dos Estados Unidos, de Israel e dos países do golfo Pérsico centram-se em isolar a logística humanitária da questão militar, para impedir que o gargalo logístico do estreito de Ormuz se transforme no epicentro de uma fome global.

Lusa

Presidente do Parlamento do Irão disse ser impossível abrir o Estreito de Ormuz sem um cessar-fogo

O presidente do parlamento do Irão, Mohammad-Bagher Ghalibaf, disse hoje que "um cessar-fogo completo só faz sentido se não for violado" pelo bloqueio dos EUA aos navios iranianos no Estreito de Ormuz.

"Reabrir o Estreito de Ormuz é impossível com uma violação tão flagrante do cessar-fogo", disse

Trump agradece ao Irão por não executar oito mulheres condenadas à morte

Donald Trump fez esta tarde uma publicação na rede social Truth Social na qual diz ter sido informado de que "as oito mulheres manifestantes que seriam executadas esta noite no Irão, não serão mortas".

Nesse sentido, o presidente dos EUA agradeceu aos líderes iranianos por respeitarem seu pedido e cancelarem a "execução planeada".

Seleção de futebol do Irão pronta para ir ao Mundial dos EUA

Um porta-voz do governo iraniano confirmou que a sua seleção de futebol a "total prontidão" para participar no Campeonato do Mundo nos Estados Unidos, de acordo com a televisão estatal do Irão.

Já ontem, o ministro dos Desportos, Ahmad Donyamali, tinha dito que a seleção iria participar no tornei desde que a segurança fosse garantida.

Norte-americanos devem abandonar país após reabertura parcial do espaço aéreo iraniano

As autoridades dos Estados Unidos pediram hoje aos cidadãos norte-americanos que ainda permanecem no Irão que abandonem o país, na sequência da reabertura parcial do espaço aéreo iraniano na terça-feira.

“À data de 21 de abril, o espaço aéreo do Irão foi parcialmente reaberto. Os cidadãos norte-americanos devem sair do Irão imediatamente, acompanhar os meios de comunicação social locais para obter atualizações e contactar companhias aéreas comerciais para obter informação adicional sobre voos para fora do Irão”, indicou o Departamento de Estado norte-americano, numa mensagem.

Na nota informativa, a diplomacia norte-americana apontou igualmente a via terrestre como alternativa para sair em direção à Arménia, Azerbaijão, Turquia e Turquemenistão, mas aconselhou a evitar deslocações ao Afeganistão e Iraque, bem como à zona fronteiriça com o Paquistão.

Segundo o Departamento de Estado, Teerão pode “impedir a saída de cidadãos norte-americanos” ou “cobrar uma ‘taxa de saída’ para abandonar o país”, pelo que recomenda aos cidadãos com dupla nacionalidade que utilizem passaportes iranianos para sair.

As autoridades da Aviação Civil do Irão anunciaram no passado fim de semana a reabertura parcial do espaço aéreo, que se mantinha encerrado após a ofensiva conjunta lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

Lusa

Líderes da UE reúnem-se em Chipre com parceiros do Médio Oriente para discutir guerra

Os líderes da UE reúnem-se entre quinta e sexta-feira em Chipre para uma cimeira informal sobretudo focada na guerra no Médio Oriente e que incluirá um encontro com vários parceiros da região.

A cimeira informal em Chipre, país que detém atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia (UE), começa na quinta-feira na cidade costeira de Agia Napa e termina na sexta-feira em Nicósia, com um encontro com os líderes do Líbano, Egito, Síria, o príncipe herdeiro da Jordânia e o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo.

Nestes dois dias, os líderes vão sobretudo discutir a guerra no Médio Oriente e o orçamento comunitário da UE para o período entre 2028 e 2034, apesar de a agenda prever também um breve ponto sobre a guerra na Ucrânia, que incluirá uma intervenção de Volodymyr Zelensky.

No que se refere ao Médio Oriente, a discussão dos líderes reveste-se de particular simbolismo por ocorrer em Chipre, o único Estado-membro que foi alvo de ataques atribuídos ao Irão desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, que visaram uma base militar britânica instalada em território cipriota.

Numa altura em que persiste o cessar-fogo negociado entre o Irão e os Estados Unidos, mas em que uma nova ronda de negociações entre as duas partes se mantém incerta, os chefes de Estado e de Governo da UE vão discutir a situação na região, a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e os esforços diplomáticos que o bloco deve empreender para reduzir as tensões.

Este ponto sobre o Médio Oriente irá incluir uma reunião, na sexta-feira à tarde, com os líderes do Líbano, do Egito, da Síria e o príncipe herdeiro da Jordânia e o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo, na qual deverá ser discutido o reforço das relações bilaterais, mas também a situação no Estreito de Ormuz e as negociações que estão em curso entre Israel e o Líbano.

Fora esta vertente mais diplomática e externa, os líderes vão também aproveitar a discussão sobre o Médio Oriente para abordar as novas propostas da Comissão Europeia para lidar com o aumento dos preços da energia, assim como o princípio de defesa coletiva em caso de agressão a um Estado-membro, consagrado no artigo 42.7 do Tratado da União.

Após os ataques de março em Chipre, vários Estados-membros têm apelado a que se garanta uma efetiva operacionalização desse artigo e a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, organizou um conjunto de exercícios de simulacro para perceber como é que poderia ser ativado na prática.

Nesta cimeira, Kallas deverá informar os líderes sobre o andamento dos trabalhos, mas não é expectável que seja tomada qualquer decisão, servindo antes a discussão para se fazer um ponto de situação.

Na vertente da política internacional, os líderes vão também abordar, com Volodymyr Zelensky, a guerra na Ucrânia, depois de a Hungria e a Eslováquia terem levantado hoje o veto ao empréstimo da UE 90 mil milhões de euros destinado a Kiev e ao 20.º pacote de sanções à Rússia.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, irá intervir na cimeira, mas ainda não é claro se estará presencialmente em Chipre ou se fará uma intervenção à distância.

Além desta discussão diretamente relacionada com a geopolítica internacional, os líderes vão também abordar a questão do orçamento da UE para o período entre 2028 e 2034, uma discussão que já estava agendada para a cimeira de março, mas que foi adiada por falta de tempo.

António Costa tem procurado inserir este tema na agenda dos líderes para tentar ‘fechar’ as negociações orçamentais ainda em 2026, tendo em conta que 2027 será um ano de eleições em países como França, Espanha, Itália ou Polónia, o que poderá dificultar consensos.

O objetivo deste ponto será os líderes terem uma primeira discussão sobre o financiamento do próximo orçamento comunitário, designadamente quanto à necessidade de se encontrarem novas fontes de financiamento, como novos impostos.

Lusa

Agência de Energia confiante numa resposta à crise energética como na década de 1970

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) mostrou-se confiante hoje de que os governos vão responder de forma decidida à crise dos combustíveis, como nas três anteriores, em especial na década de 1970.

Fatih Birol falava durante o 17.º Diálogo Climático de Petersberg, em Berlim, Alemanha, onde reiterou que o mundo enfrenta “a maior crise energética da história” por causa da ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro, que resultou no bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quarto do petróleo mundial antes do conflito.

O economista e especialista em energia turco recordou as três crises anteriores dos últimos 50 anos: as do petróleo de 1973 e 1979, e a crise do gás natural devido à guerra da Rússia contra a Ucrânia em 2022.

“A quantidade de petróleo e gás que perdemos nesta guerra [no Irão] é muito superior à das três crises anteriores juntas. Além disso, estamos a perder matérias-primas vitais: produtos petroquímicos, fertilizantes, hélio, enxofre e, no seu conjunto, trata-se de um problema muito grave”, afirmou Birol.

O diretor executivo da AIE recordou que, após a crise do petróleo dos anos 1970, “houve uma grande resposta estratégica no setor energético”.

Na altura, disse, um carro médio precisava de cerca de 20 litros de gasolina para percorrer 100 quilómetros e, em resposta, a indústria automóvel mudou rapidamente, levando a uma redução do consumo para 10 litros.

“A eficiência passou a ser fundamental”, sublinhou.

No Brasil, exemplificou, o sucesso da bioenergia “é fruto dessas crises” e, por outro lado, cerca de 40% das atuais centrais nucleares foram construídas nessa altura.

Fatih Birol sublinhou que se verificou uma mudança importante na distribuição das fontes de produção de energia, uma vez que, antes da crise, o petróleo representava aproximadamente um terço da produção de eletricidade, enquanto hoje em dia vale apenas cerca de 2%.

“Acredito que haverá uma resposta semelhante à crise atual no setor energético”, disse, salientando que “hoje estamos numa situação melhor do que há 50 anos, porque dispomos de muitas tecnologias disponíveis e rentáveis”.

Citando o último relatório da AIE, disse que 75% de novas centrais elétricas instaladas no mundo corresponderam, em 2025, a energias renováveis e 25% a carvão, petróleo, gás e energia nuclear. As instalações de baterias aumentaram 40 % num único ano e a produção nuclear atingiu um máximo histórico.

Fatih Birol referiu ainda que as vendas de carros elétricos cresceram significativamente, com um aumento de 100% no Sudeste Asiático.

“Espero que haja uma resposta semelhante em todos os setores: indústria automóvel, setor elétrico e indústria em geral”, afirmou.

“Cabe agora aos governos conceber políticas energéticas que mantenham a competitividade das indústrias atuais e preparem o caminho para as indústrias do futuro. É uma grande oportunidade”, disse.

Para o diretor executivo da AIE, a COP31, que se realiza em novembro de 2026 na cidade de Antália, no sul da Turquia, “será fundamental para demonstrar que esta é uma oportunidade única para redesenhar o mapa energético mundial e reduzir as emissões”.

Lusa

Morre segundo militar francês ao serviço da missão da ONU no Líbano, anuncia Macron

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que um segundo militar francês ao serviço da FINUL, a missão da ONU no Líbano, morreu esta quarta-feira “em consequência de ferimentos” infligidos no sábado pelo movimento xiita libanês Hezbollah.

"O cabo-chefe Anicet Girardin, do 132.º Regimento de Infantaria Cinotécnica de Suippes, repatriado ontem (terça-feira) do Líbano, onde tinha sido gravemente ferido por combatentes do Hezbollah, morreu esta manhã em consequência dos ferimentos”, informou Macron numa mensagem divulgada nas redes sociais.

O cabo foi ferido na “mesma emboscada” em que “combatentes do Hezbollah” mataram o primeiro militar francês, o suboficial Florian Montorio, referiu o presidente francês.

Trump deverá dar um prazo limitado ao Irão para que seja apresentada uma proposta

O presidente dos EUA deverá dar um prazo limitado ao Irão para que o regime de Teerão apresente uma proposta "unificada", de modo a ser possível retomar negociações entre os dois países, noticia esta quarta-feira a CNN, que cita duas fontes familiarizadas com o processo negocial.

A administração de Donald Trump, disseram as fontes à estação de televisão norte-americana, não quer prolongar indefinidamente o cessar-fogo.

Líbano vai pedir o prolongamento do cessar-fogo nas negociações com Israel, avança a AFP

No encontro com a delegação de Israel em Washington, marcada para esta quinta-feira, o Líbano vai pedir o prolongamento do cessar-fogo, que passaria de 10 dias para um mês, avança a AFP, que cita uma autoridade libanesa.

"O Líbano vai solicitar uma prorrogação do cessar-fogo por um mês, o fim dos bombardeamentos e da destruição por Israel nas áreas onde está presente e um compromisso com o cessar-fogo", indicou a fonte, sob anonimato, à agência de notícias.

De referir que o presidente libanês, Joseph Aoun, já tinha afirmado que estavam "em curso contactos para prolongar o período de cessar-fogo", que deverá expirar no próximo domingo.

Comissário europeu antecipa “meses e anos muito difíceis” devido à crise energética

A Comissão Europeia antecipou hoje “meses e anos muito difíceis” devido à atual crise energética causada pelo conflito no Médio oriente, admitindo pressão sobre o combustível para aviação e preocupação relativamente ao turismo da União Europeia (UE).

“Temos de ser bastante claros e diretos na forma como descrevemos o tipo de crise em que estamos agora [porque] isto não é um pequeno aumento de preços de curto prazo, trata-se de uma crise que é provavelmente tão grave como a de 1973 e a de 2022 combinadas, e isto significa que enfrentamos meses muito difíceis, ou talvez até anos, dependendo naturalmente da evolução no Médio Oriente”, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, em Bruxelas.

Falando em conferência de imprensa, no dia em que a instituição apresentou um conjunto de medidas para fazer face à crise energética causada pela guerra do Irão iniciada por ataques norte-americanos e israelitas, Dan Jørgensen apontou que a aviação “é atualmente o setor sob maior pressão”, dados os obstáculos ao querosene.

“Estamos plenamente conscientes de que as nossas economias dependem da nossa capacidade de voar. Muitas pessoas irão de férias este verão, muitas cidades, regiões e Estados-membros dependem do turismo e, naturalmente, estão muito preocupados”, adiantou o responsável, em resposta à Lusa sobre os eventuais impactos para os próximos meses.

Lusa

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Guarda Revolucionária do Irão terá apreendido dois navios que tentavam atravessar estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão terá apreendido duas embarcações que tentavam atravessar o estreito de Ormuz, noticia a Sky News, que cita os media estatais iranianos.

De acordo com a agência de notícias Tasnim, os dois navios não estavam em conformidade com as normas em vigor. As embarcações apreendidas são MSC Francesca e Epaminondas - foram atacadas quando tentavam atravessar o estreito de Ormuz -, indicou a Sky News.

Os dois navios estariam a operar "sem a devida autorização" e por estarem a "manipular os sistemas de navegação".

“Perturbar a ordem e a segurança no estreito de Ormuz é a nossa linha vermelha”, indicou a Guarda Revolucionária do Irão, citada pelo The Guardian.

“Os navios operavam alegadamente sem a devida autorização, violando repetidamente as normas e manipulando os sistemas de navegação, pondo em risco a segurança marítima ao tentarem sair clandestinamente do Estreito de Ormuz", refere a declaração da Guarda Revolucionária divulgado pela televisão estatal IRIB.

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Terceiro navio atacado no estreito de Ormuz

Um terceiro navio foi atacado no estreito de Ormuz, noticiou esta quarta-feira a BBC. A informação foi dada pela empresa de inteligência marítima Vanguard à BBC Verify.

De acordo com a emissora britânica, o MSC Francesca, com bandeira do Panamá, foi alvejado a cerca de seis milhas náuticas da costa do Irão, quando se dirigia para sul, saindo do estreito e entrando no Golfo de Omã.

A empresa de inteligência marítima Vanguard adianta que o MSC Francesca foi abordado pela Guarda Revolucionária Islâmica e “instruído a lançar âncora”.

A embarcação registou “danos no casco e nos alojamentos”.

Comissão Europeia cria Observatório de Combustíveis para identificar eventual escassez

A Comissão Europeia anunciou hoje a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na União Europeia (UE) e identificar e atuar rapidamente perante uma eventual escassez, dados os impactos do conflito no Médio Oriente.

“Um novo Observatório de Combustíveis será criado para acompanhar a produção, importações, exportações e níveis de reservas de combustíveis de transporte na UE. Isto permitirá identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis”, anuncia o executivo comunitário, em comunicado divulgado em Bruxelas.

A medida consta de um pacote de medidas hoje divulgado pelo executivo comunitário para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito do qual Bruxelas adianta que, “para mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da UE, a Comissão também clarificará as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia”.

Lusa

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“Não iremos a Islamabad antes do fim do bloqueio”, diz diplomata iraniano

O chefe da missão iraniana no Egito, Mojtaba Ferdousi Pour, disse esta quarta-feira à Associated Press (AP) que estão em curso as conversações com os mediadores paquistaneses “para implementar as condições do Irão” para uma nova ronda negocial.

O diplomata iraniano fez saber, no entanto, que o país não irá negociar "sob ameaça”. “Não iremos a Islamabad antes do fim do bloqueio”, avisou Mojtaba Ferdousi Pour.

Segundo cargueiro atacado no estreito de Ormuz, diz agência de segurança marítima UKMTO 

A agência de segurança marítima britânica UKMTO indicou esta quarta-feira que uma segunda embarcação foi atacada no estreito de Ormuz.

De acordo com a UKMTO, o navio cargueiro foi alvejado a cerca de oito milhas náuticas a noroeste do Irão, não tendo sido divulgada a informação sobre o local de onde foram feitos os disparos.

"O comandante de um navio cargueiro que estava a sair do país relatou ter sido alvejado e está agora parado na água. A tripulação está em segurança e foi contabilizada. Não há relatos de danos na embarcação", refere a UKMTO.

Anteriormente, a agência de segurança marítima anunciou que um porta-contentores tinha sido alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã.

Guarda Revolucionária avisa para “golpes devastadores” ante qualquer agressão

 Guarda Revolucionária iraniana avisou hoje que qualquer nova agressão de Estados Unidos da América (EUA) e Israel terá como resposta “golpes devastadores, para além do que é imaginável” para os inimigos.

“Numa possível nova fase do confronto militar, a Guarda Revolucionária infligirá golpes devastadores, para além do que é imaginável” para os inimigos, “aos seus recursos remanescentes na região”, lê-se em comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.

Aquela força militar da República Islâmica declarou que a sua resposta a qualquer nova agressão será “firme, decisiva e imediata”.

Segundo o texto, a capacidade de atingir pontos vitais e simbólicos da dissuasão israelita e norte-americana “continua em aberto e pronta”, destacando-se a coordenação com o resto das forças armadas para impedir qualquer tentativa de recuperar as suas capacidades estratégicas.

Os responsáveis militares de Teerão frisaram que o enfraquecimento do poderio militar israelo-americano abre caminho para uma nova ordem regional no Médio Oriente, sem a presença de potências estrangeiras, defendendo que tal vai contribuir para a consolidação de um ambiente mais estável na região.

Lusa

Teerão negoceia quando EUA levantarem bloqueio no estreito de Ormuz, diz embaixador iraniano na ONU

O embaixador do Irão nas Nações Unidas afirmou que Teerão negoceia com Washington quando os EUA levantarem o bloqueio no estreio de Ormuz.

“Assim que o bloqueio for suspenso, a próxima ronda de negociações será realizada em Islamabad”, no Paquistão, disse Amir-Saeid Iravani. “O Irão está preparado para qualquer cenário”, adiantou ao jornal  Shargh, segundo noticia a Al Jazeera.

O diplomata afirmou que não foi o Irão que iniciou "a agressão militar". "Se eles [EUA] procuram uma solução política, estamos prontos. Se procuram a guerra, o Irão também está pronto para isso”, assegurou Amir-Saeid Iravani.

Trump diz que Teerão está em “colapso financeiro” com estreito de Ormuz bloqueado

 O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, afirmou hoje que a República Islâmica iraniana está “a entrar em colapso financeiro” devido ao bloqueio do estreito de Ormuz, numa mensagem na sua rede social.

"O Irão está a entrar em colapso financeiro! Eles querem o estreito de Ormuz aberto imediatamente - eles estão desesperados por dinheiro! Eles estão a perder 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) por dia (...) SOS!!!", escreveu o líder norte-americano.

Trump anunciara antes, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo, embora mantendo o bloqueio aos portos iranianos.

Lusa

Um morto e dois feridos em ataque israelita no Líbano

Uma pessoa morreu hoje e duas ficaram feridas após um ataque israelita na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, informou a imprensa estatal libanesa, apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah.

"Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas após um ataque realizado por um drone inimigo ao amanhecer nos arredores de Al-Jabour, no Vale do Bekaa", informou a Agência Nacional de Notícias (NNA).

O movimento libanês Hezbollah afirmou na terça-feira que os seus combatentes dispararam rockets e enviaram drones de ataque contra uma base militar israelita "em retaliação por flagrantes" violações do cessar-fogo, citando em particular "ataques contra civis e a destruição de casas e aldeias".

O exército israelita declarou na terça-feira que o Hezbollah tinha "disparado vários rockets" contra os soldados estacionados no sul do Líbano e que o exército retaliou atingindo o lança-foguetes.

Lusa

Porta-contentores alvo de disparos iranianos ao largo de Omã

A agência de segurança marítima UKMTO, que acompanha navios em todo o mundo, anunciou hoje que um porta-contentores foi alvo de disparos iranianos ao largo da costa de Omã, causando danos, mas sem vítimas.

"A embarcação foi abordada por uma lancha de patrulha da Guarda Revolucionária Islâmica, sem aviso prévio por rádio, que abriu então fogo contra o navio, causando danos significativos na ponte de comando", informou a UKMTO.

"Não foram relatados incêndios ou impactos ambientais", informou a agência, que está sob a tutela do exército do Reino Unido, acrescentando que a tripulação se encontra "sã e salva".

A UKMTO disse que o ataque foi lançado por volta das 07:55 (04:55 em Lisboa) no estreito de Ormuz, a 15 milhas náuticas (27,7 quilómetros) a nordeste da costa de Omã.

O Irão não fez até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

O incidente ocorre depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio porta-contentores iraniano, no fim de semana, e abordado um petroleiro associado ao comércio de petróleo do Irão, no oceano Índico.

Lusa

Comissão Europeia apresenta hoje medidas de apoio face à crise energética

A Comissão Europeia vai apresentar hoje um pacote de medidas de apoio face à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente, pedindo alternativas ao carro e avião para menos consumo na União Europeia (UE) e mais armazenamento.

Em causa está uma caixa de ferramentas que Bruxelas vai divulgar, esta manhã, para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas, quando se assinalam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana.

Lusa

Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa
UE apresenta medidas para mitigar crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente

Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz

Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

Lusa

Mediação paquistanesa agradece a Trump prolongamento do cessar-fogo

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país está a mediar o conflito entre Estados Unidos e Irão, agradeceu ao presidente norte-americano, Donald Trump, o prolongamento do cessar-fogo enquanto se procura uma solução negociada. 

"Agradeço sinceramente ao presidente Trump por ter aceite gentilmente o nosso pedido de prorrogação do cessar-fogo para permitir a continuidade dos esforços diplomáticos em curso", disse Sharif, numa mensagem em seu nome e do marechal Syed Asim Munir.  

“Com a confiança depositada, o Paquistão continuará os seus esforços sinceros para uma solução negociada do conflito. Espero sinceramente que ambos os lados continuem a observar o cessar-fogo e consigam concluir um Acordo de Paz abrangente durante a segunda ronda de negociações agendada para Islamabad, visando o fim permanente do conflito”, refere ainda Sharif. 

O Paquistão preparava-se para acolher uma nova ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão, mas Trump anunciou na terça-feira a prorrogação do cessar-fogo, que expiraria esta quarta-feira, a pedido de Islamabad até que seja apresentada uma contraproposta iraniana.

Lusa

Casa Branca diz que não há prazo para acordo com Irão. Erdogan avisa que guerra começa a enfraquecer a Europa
Trump prolonga cessar-fogo entre indefinição e mensagens contraditórias

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Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente, um dia depois de Donald Trump anunciar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão até que o regime de Teerão apresente uma proposta para um acordo.

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Cancelada viagem de JD Vance ao Paquistão para negociações de paz enquanto os EUA aguardam proposta iraniana

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