A viagem do vice-presidente norte-americano JD Vance a Islamabad, capital do Paquistão, onde iria liderar as conversações de paz com o Irão, foi cancelada esta terça-feira, segundo um funcionário da Casa Branca citado pela CNN.JD Vance viajaria acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo conselheiro sénior Jared Kushner para liderar a delegação americana.“Após o presidente Trump confirmar na [rede social] Truth Social que os Estados Unidos aguardam uma proposta do Irão, a viagem ao Paquistão não acontecerá hoje. Quaisquer atualizações sobre reuniões presenciais serão anunciadas pela Casa Branca”, disse o mesmo responsável em comunicado..O movimento libanês pró-iraniano Hezbollah disse que atacou hoje o norte de Israel como retaliação às violações "flagrantes" do cessar-fogo por aquele país, a primeira reivindicação do género desde a sua entrada em vigor na sexta-feira. Num comunicado, o Hezbollah indica que os seus combatentes dispararam roquetes e atacaram com drones um local militar israelita "como represália às flagrantes" violações do cessar-fogo, invocando nomeadamente "os ataques contra civis e a destruição de casas e aldeias". Segundo o exército israelita, as sirenes soaram em duas localidades do norte de Israel depois de um drone lançado a partir do Líbano ter sido intercetado antes de entrar no território israelita. Lusa.O Comando Central dos EUA (Centcom) garantiu hoje que 28 navios regressaram aos portos iranianos desde que impôs o encerramento do Estreito de Ormuz, há uma semana, bloqueando completamente a área à navegação."Desde o início do bloqueio americano aos navios que entram ou saem dos portos iranianos, as forças norte-americanas ordenaram que 28 embarcações regressassem ao porto", indicou o comando que supervisiona as operações militares no Médio Oriente numa curta nota nas redes sociais.As autoridades iranianas ainda não confirmaram se vão participar na segunda ronda de negociações com os Estados Unidos, agendada para Islamabade, poucas horas antes do fim do cessar-fogo temporário, alegando que a administração Trump não está a "levar a sério" o processo negocial.Lusa.Donald Trump disse que vai prolongar o cessar-fogo com o Irão até que Teerão apresente uma proposta para pôr fim ao conflito de forma permanente.“Considerando que o governo do Irão está seriamente fragmentado, o que não é inesperado, e a pedido do Marechal de Campo Asim Munir e do Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif, do Paquistão, foi-nos pedido que suspendêssemos o nosso ataque ao Irão até que os seus líderes e representantes apresentem uma proposta unificada”, escreveu o presidente dos Estados Unidos na sua conta na rede social Truth Social.. Trump afirmou ter ordenado às forças armadas americanas que “continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, se mantenham prontas e aptas”.O líder da Casa Branca disse que a trégua, que iria expirar nas próximas horas, “estenderá o cessar-fogo até que a sua proposta seja apresentada e as discussões estejam concluídas, de uma forma ou de outra”..O Irão voltou a acusar os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo, poucas horas antes do término da pausa temporária na guerra.O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o bloqueio americano aos portos iranianos foi "um ato de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo".Referindo-se à captura, pelos Estados Unidos, do navio Touska, de bandeira iraniana, no domingo, no Golfo de Omã, acrescentou: "Atacar um navio comercial e fazer a sua tripulação refém é uma violação ainda maior".Os militares iranianos acusaram os EUA de violarem o cessar-fogo e prometeram retaliar pelo ataque ao navio..O barril de petróleo Brent para entrega em junho subiu hoje 2,5%, para perto dos 98 dólares no mercado de futuros, com dúvidas a surgirem sobre se EUA e Irão conseguirão avançar nas negociações de paz.Às 17:30 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent, o índice de referência na Europa, subia 2,5% para 97,97 dólares, após esta manhã ter começado a negociar com descidas superiores a 1%, atingindo os 94,30 dólares.Por seu lado, o West Texas Intermediate (WTI) está a negociar em alta, com subidas de 2,84% para 89,9 dólares.O preço do petróleo começou a subir após o Governo do Paquistão, o país mediador, ter dito que ainda aguardava uma confirmação formal da presença da delegação iraniana.Lusa.A administração Trump implementou um novo pacote de sanções contra o Irão, numa altura em que o acordo de cessar-fogo entre os dois países está prestes a expirar e as negociações diplomáticas não conhecem avanços.As novas sanções atingem 14 indivíduos, empresas e aeronaves no Irão, Turquia e Emirados Árabes Unidos, alegadamente envolvidos na aquisição ou transporte de armas ou componentes para armas, de acordo com um comunicado do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.“O regime iraniano deve ser responsabilizado pela extorsão aos mercados globais de energia e pelo ataque indiscriminado a civis com mísseis e drones”, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, na nota.As sanções atingem três pessoas ligadas a uma empresa iraniana já sancionada que “adquiriu milhares de servomotores com aplicações de ataque unidirecional para drones, que foram encontrados em drones Shahed-136 abatidos”. Teerão utilizou drones para atacar infraestruturas dos EUA e do Golfo Pérsico durante a guerra. Os drones Shahed foram também muito utilizados pela Rússia contra a Ucrânia nesta guerra.As sanções visaram uma empresa sediada na Turquia, acusada de enviar “centenas de remessas de fibras de algodão” para uma empresa iraniana já sancionada. De acordo com o Departamento do Tesouro, “as fibras de algodão são processadas em nitrocelulose, que é utilizada para melhorar o desempenho dos motores de foguete de propelente sólido” e “os motores de foguete de propelente sólido são normalmente utilizados em mísseis balísticos”.As sanções visam também várias pessoas ligadas à Mahan Air, do Irão, que está sob sanções dos EUA por prestar apoio à Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão..A União Europeia chegou hoje a acordo para alargar o regime de sanções contra o Irão para que passe a cobrir responsáveis por violações da liberdade de navegação no estreito de Ormuz, indicou a chefe da diplomacia do bloco.“A União Europeia (UE) já dispõe de sanções abrangentes contra o Irão, mas hoje chegámos ao acordo político de alargar o nosso regime de sanções, de modo a também visar os responsáveis por violações da liberdade de navegação”, anunciou Kaja Kallas em conferência de imprensa após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, no Luxemburgo.Kaja Kallas frisou que, durante a reunião, os ministros “foram claros na ideia de que a liberdade de navegação não é negociável” e consideraram que “as reviravoltas diárias sobre se o estreito de Ormuz está aberto ou fechado são imprudentes”.“A navegação no estreito de Ormuz deve permanecer livre de encargos. A Europa vai desempenhar o seu papel no restabelecimento do livre fluxo de energia e de comércio assim que as condições o permitirem”, referiu.A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança acrescentou que a operação naval “Aspides”, que opera atualmente no mar Vermelho, é a “forma mais rápida” que o bloco tem para “proteger navios na região” e salientou que, na reunião de hoje, pediu aos ministros para disponibilizarem mais meios para essa missão.Questionada sobre quando é que essas sanções contra responsáveis por violações da liberdade de navegação devem entrar em vigor, Kaja Kallas afirmou que “o trabalho está em curso”.“Há um acordo político, mas agora tem de haver trabalho jurídico. Estamos a apontar para o Conselho de Negócios Estrangeiros de maio”, referiu.Sobre a questão mais geral das guerras em curso no Médio Oriente, Kaja Kallas considerou que a região está “num momento tanto de risco como de oportunidade”, salientando que os cessar-fogos tanto no Irão como no Líbano estão a ser essencialmente respeitados, “mas contêm uma data de expiração muito próxima”.“Se os combates retomarem esta noite, isso terá um custo muito grande para todos, e é por isso que é importante que a nova ronda de negociações [entre os Estados Unidos e o Irão] aconteça”, frisou.A chefe da diplomacia da UE afirmou que “ninguém quer ver um Irão com a bomba atómica” e referiu que o bloco europeu concorda também com os seus parceiros regionais, designadamente os países do Golfo Pérsico, de que “qualquer acordo duradouro deve também abordar outras questões para além da nuclear, incluindo o programa de mísseis do Irão e o seu contínuo apoio a grupos terroristas”.“Essas são prioridades centrais”, disse..O parlamento português condenou hoje por maioria, com a abstenção do Chega, a violação da liberdade religiosa pelo Governo israelita, ao impedir o Patriarca Latino de celebrar missa no Santo Sepulcro.Em 29 de março, Domingo de Ramos na tradição católica, a polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrarem a missa, “pela primeira vez em séculos”, segundo o Patriarcado Latino.O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou na ocasião questões de segurança para justificar a decisão da polícia , mas acabaria por recuar e permitir o acesso do Patriarca Pizzaballa.Livre e o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, levaram hoje à comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas dois votos de condenação à atuação das autoridades israelitas.“É conhecido que o Governo israelita não proibiu as celebrações por motivos de segurança, havia uma autorização prévia e a Santa Sé já o confirmou”, comentou o deputado bloquista.Segundo Fabian Figueiredo, “a perseguição aos cristãos tem-se intensificado, por parte de colonos ou das forças armadas israelitas” e “um em cada dois cristãos pensa emigrar por causa da ocupação israelita”.Rui Tavares (Livre) falou de um “padrão de comportamento [de Israel], com constantes infrações à liberdade religiosa de todas as minorias”.A deputada social-democrata Olga Freire manifestou “preocupação” e recordou que o Governo português deu conta da “mais firme reprovação” do ocorrido, uma “condenação que se inseriu numa vaga internacional mais ampla”.“É evidente que o Chega defende a liberdade religiosa”, disse o deputado Diogo Pacheco Amorim, que manifestou “dúvida se houve intencionalidade de coartar uma liberdade religiosa ou se foi devido à situação de guerra”, justificando assim a abstenção.A socialista Catarina Louro também transmitiu uma “reprovação firme” deste episódio, que considerou “muito grave e injustificável”.Lusa.A trégua de duas semanas entre os Estados Unidos (EUA) e o Irão expira às 00:50 de quarta-feira, hora de Lisboa, afirmou hoje o ministro da Informação do Paquistão, país mediador das conversações entre Washington e Teerão.“O cessar-fogo expira às 04:50 PST [Pacific Standard Time] do dia 22 de abril”, escreveu Attaullah Tarar na rede social X, referindo-se à hora local.O Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha afirmado que o cessar-fogo terminava na noite de quarta-feira, hora de Washington, acrescentando que era improvável haver uma extensão da trégua.O ministro paquistanês acrescentou que era de essencial importância que o Irão decidisse participar nas negociações com os EUA em Islamabad antes do termo da trégua, uma vez que Teerão ainda não indicou se enviará uma delegação até à capital paquistanesa.Por seu lado, a radiotelevisão estatal iraniana garantiu que nenhuma delegação viajou para o Paquistão, enquanto responsáveis políticos de Teerão reiteraram que não vão negociar sob a pressão de ameaças.O Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês disse ter intensificado hoje os contactos diplomáticos com Estados Unidos, China, Egito e Arábia Saudita, face ao fim iminente do cessar-fogo."O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou a necessidade de diálogo entre os Estados Unidos e o Irão, instou ambas as partes a considerarem a prorrogação do cessar-fogo e a darem uma oportunidade à diplomacia", indicou a diplomacia paquistanesa, em comunicado.O vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros paquistanês, Ishaq Dar, reuniu-se na capital paquistanesa com a encarregada de negócios dos Estados Unidos, Natalie A. Baker, e com o embaixador da China, Jiang Zaidong.Durante o dia, Ishaq Dar manteve também conversas telefónicas com os homólogos do Egito, Badr Abdelatty, e da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, países que, juntamente com o Paquistão, atuam como eixos da mediação na guerra.A incerteza quanto à realização de uma segunda ronda de negociações, depois do primeiro encontro direto realizado nos dias 11 e 12 de abril, em Islamabad, persiste desde o domingo passado.Lusa.A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) afirmou hoje que os ministros dos Negócios Estrangeiros não chegaram a acordo para suspender o acordo de associação com Israel, mas salientou que as discussões sobre esta questão vão continuar.Em conferência de imprensa após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, no Luxemburgo, Kaja Kallas referiu que, durante o encontro, alguns Estados-membros apresentaram propostas “para suspender, total ou parcialmente, o acordo de associação” e “impor restrições ao comércio” proveniente de colonatos na Cisjordânia.“Outros Estados-membros manifestaram a sua oposição a essas propostas. Tendo em conta que a suspensão [total] do acordo requer unanimidade, não se chegou ao apoio necessário e, quanto às medidas que já estavam em cima da mesa e que requerem maioria qualificada, também vai ser necessário que os Estados-membros mudem de posição. Isso não se verificou hoje”, referiu.Kaja Kallas afirmou, contudo, que “as discussões sobre este assunto” vão continuar e, questionada se, no que se refere à suspensão do acordo de associação, viu alguma mudança de posição dos Estados-membros, respondeu que não.“Houve novas propostas relacionadas com o comércio e eu prometi levá-las ao comissário do Comércio [Maroš Šefčovič] porque, para discutirmos essas propostas, tendo em conta as disposições jurídicas, é preciso que seja a Comissão Europeia a pôr uma proposta em cima da mesa”, disse.No que se refere à situação nos territórios palestinianos, nomeadamente na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança referiu que a UE vai continuar a “pedir melhor acesso humanitário” e a “condenar as apropriações ilegais por Israel de terras na Cisjordânia”, além de manter o apelo para o desarmamento do grupo extremista palestiniano Hamas.Interrogada se, nos seus contactos a nível internacional, tem ouvido queixas de parceiros quanto a uma eventual duplicidade de critérios da UE no que se refere a Israel, Kallas disse que, pelo contrário, tem sentido que “a credibilidade da UE está a crescer”.“Se se vir o que está a acontecer em diferentes cenários, por exemplo na questão palestiniana, nós temos sido os maiores apoiantes da Palestina no que se refere ao apoio prestado ao povo palestiniano, à Autoridade Palestiniana, aos refugiados palestinianos e à reconstrução da Palestina”, referiu.Kallas disse que, sempre que houve algum país a levantar a questão de uma eventual duplicidade de critérios da UE, pergunta-se sempre se esse país está a fazer mais pela Palestina do que o bloco e revela-se que a “UE faz sempre mais”.“Claro que agora há mais pedidos, porque, onde quer que eu vá, toda a gente nos pede ajuda. Nós somos os maiores apoiantes no Sudão, na Somália… Posso dar exemplos em todo o mundo. Por isso, eu contesto verdadeiramente essa questão”, frisou.A Alta Representante reconheceu que a UE não tem um “acordo total” em muitas matérias da sua relação com a Palestina, mas deixou uma pergunta.“A suspensão do acordo de associação vai parar a expansão de colonatos na Cisjordânia? Provavelmente não, mas as propostas estão em cima da mesa. Ainda não temos um acordo, vamos focar-nos nas coisas onde há efetivamente um acordo”, pediu.O acordo de associação entre a UE e Israel tem sido frequentemente contestado no bloco desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.Na semana passada, mais de um milhão de cidadãos da UE assinaram uma petição em que pediam a suspensão desse acordo e, entretanto, o líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que Madrid iria apresentar hoje aos ministros uma proposta nesse sentido.No entanto, a suspensão do acordo tem encontrado a oposição de países como a Alemanha, Itália, República Checa ou Hungria.Lusa.O comissário europeu da Energia disse hoje que a crise atual, provocada pela guerra no Médio Oriente, "não é energética, é de combustíveis" e defendeu que a Europa jamais deve voltar a importar "uma única molécula" da Rússia.Dan Jørgensen, que falava em Madrid, no evento anual da associação Wind Europe, que promove as eólicas na União Europeia (UE), defendeu que a Europa deve acabar totalmente com a importação de energia russa e continuar a apostar na autonomia energética e na descarbonização da economia.A UE não pode voltar a importar "nem uma única molécula de energia da Rússia", seria "um grande erro", disse o comissário Dan Jørgensen, que lembrou como a Europa foi consciente da dependência energética que tinha após o ataque da Rússia à Ucrânia em 2022."Esse erro não se pode voltar a cometer", realçou.O comissário destacou como quatro anos depois, e face a uma nova crise, agora por causa do conflito dos EUA e Israel com o Irão, a Europa conseguiu afastar-se da dependência energética da Rússia e é mais autónoma.Dan Jørgensen afirmou que a crise atual não energética, mas de combustíveis, com a Europa a estar numa situação melhor do que em 2022 com a aposta nas renováveis e na diversificação da origem do abastecimento.O comissário considerou que a independência energética europeia só será possível com mais renováveis e sublinhou que o conflito atual no Médio Oriente está a custar 500 milhões de euros adicionais por dia à UE por causa dos combustíveis fósseis."Precisamos de investir fortemente nas nossas fontes de energia próprias", defendeu, realçando o potencial das eólicas.Dan Jørgensen, que lembrou que a Comissão Europeia divulgará na quarta-feira um conjunto de propostas no contexto da guerra no Médio Oriente, defendeu que é preciso um sistema "mais flexível e mais integrado", para evitar desperdício de energia na Europa e aproveitar todo o potencial das renováveis.O comissário reconheceu ainda que é importante agilizar processos administrativos para licenciamentos e que "a vontade política" é essencial para um avanço mais rápido.Lusa.O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, esteve esta terça-feira reunido com a encarregada de negócios dos EUA no país, Natalie Baker, com quem abordou o conflito no Médio Oriente. Ishaq Dar sublinhou que o "diálogo e a diplomacia são os únicos meios viáveis para enfrentar os desafios e alcançar a paz e a estabilidade regionais duradoura".No encontro, o governante paquistanês instou Washington e Teerão a considerarem o prolongamento do cessar-fogo entre os dois países e a darem uma "oportunidade ao diálogo e à diplomacia"..O presidente norte-americano voltou esta terça-feira a recusar o prolongamento do cessar-fogo com o Irão, que termina esta quarta-feira. "Eu não quero fazer isso", disse Donald Trump em declarações à CNBC. "Não temos tanto tempo assim", afirmou.Trump considerou que os EUA estavam numa posição de negociação forte e disse acreditar que será alcançado um "ótimo acordo" com o Irão.Na mesma entrevista ao programa Squawk Box, da CNBC, declarou que as Forças Armadas dos EUA estão "prontas para entrar em ação", caso não seja alcançado um acordo."Espero bombardear, porque acho que esta é a melhor postura para lidar com a situação. Mas estamos prontos para agir. Quer dizer, as forças armadas estão ansiosas por entrar em ação", disse.Donald Trump afirmou ainda que os iranianos estão a usar pontes para transportar mísseis e armas, embora tenha referido que os EUA destruíram a maioria dos mísseis que o Irão tinha. “Estão a tentar movimentar os mísseis mesmo durante o cessar-fogo”, disse o presidente norte-americano, indicando que a capacidade militar dos EUA está mais reforçada para este conflito no Médio Oriente. “Estamos totalmente carregados de munições. Muito mais poderosos do que há quatro ou cinco semanas. Aproveitámos [o cessar-fogo] para reabastecer e eles provavelmente também reabasteceram um pouco”, declarou Trump..O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que as forças norte-americanas abordaram o petroleiro M/T Tifani, "sujeito a sanções". A abordagem à embarcação, refere a nota divulgada nas redes sociais, decorreu "sem incidentes"."Como já deixámos claro, continuaremos os nossos esforços globais de fiscalização marítima para desmantelar redes ilícitas e intercetar embarcações sancionadas que prestam apoio material ao Irão, onde quer que operem", refere o Pentágono. Os EUA destacam ainda que "as águas internacionais não são refúgio para embarcações sancionadas". "O Departamento de Guerra continuará a negar aos agentes ilícitos e às suas embarcações a liberdade de manobra no domínio marítimo", lê-se no comunicado..Os Estados Unidos e o Irão sinalizaram que vão estar em Islamabad, no Paquistão, para uma segunda ronda de negociações de cessar-fogo, avança a Associated Press (AP), que cita autoridades regionais. À agência de notícias, as fontes indicaram, sob condição de anonimato, que os mediadores liderados pelo Paquistão receberam a confirmação de que os principais negociadores, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chegarão a Islamabad na manhã de quarta-feira..O presidente dos EUA afirmou esta terça-feira que "o Irão violou o cessar-fogo por diversas vezes".A acusação de Donald Trump foi publicada na Truth Social, sem mais informações, numa altura em que são esperadas novas negociações entre EUA e Irão em Islamabad, no Paquistão, quando o cessar-fogo de duas semanas está prestes a terminar.De acordo com o site Axios, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deverá viajar esta terça-feira para o Paquistão, mas, até ao momento, não foi confirmada a presença da delegação iraniana em Islamabad. .O secretário-geral da ONU afirmou esta terça-feira que a guerra no Médio Oriente causou "a crise energética mais grave numa geração", segundo noticia a Associated Press (AP).A afirmação de António Guterres foi proferida em Nova Iorque durante a participação, remotamente, numa conferência sobre o clima em Berlim, durante a qual disse que “os combustíveis fósseis estão a manter as economias como reféns”.Guterres defendeu que a crise energética deve ser resolvida sem agravar a crise climática através do investimento nas energias renováveis nacionais, do desenvolvimento das infraestruturas necessárias e do financiamento para a transição nas economias menos desenvolvidas, segundo a AP. .O presidente dos EUA afirmou que o Irão "vai negociar", numa altura em que ainda não está confirmada a presença de Teerão em Islamabad, no Paquistão, para novas conversações, noticiou a CNN.As declarações de Donald Trump foram feitas na segunda-feira ao programa de rádio conservador “The John Fredericks Show”, onde alertou para as consequências de uma possível recusa do Irão em sentar-se à mesa das negociações. "Eles vão negociar, e se não negociarem vão enfrentar problemas como nunca viram antes”, disse o presidente norte-americano.“Espero que cheguem a um acordo justo e reconstruam o país”, disse Trump..As Forças Armadas do Irão estão preparadas para responder de forma " imediata" e "decisiva" a qualquer ação hostil, afirmou Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, citada pela imprensa internacional.Ali Abdollahi disse ainda que o Irão tinha vantagem militar, incluindo na gestão do estreito de Ormuz, pelo que Teerão não iria permitir que o presidente dos EUA "criasse narrativas falsas sobre a situação no terreno". .Mantém-se a incógnita sobre a participação de representantes do Irão numa possível segunda ronda negocial com os EUA no Paquistão. De acordo com a televisão estatal iraniana, "até ao momento, nenhuma delegação do Irão viajou para Islamabad", noticia a Associated Press. Recorde-se que Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, alertou que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças"..Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão .O vice-presidente dos EUA deverá viajar esta terça-feira para Islamabad, no Paquistão, para novas negociações com o Irão, segundo avançou o site Axios, que cita fontes norte-americanas. JD Vance, recorde-se, liderou a delegação dos Estados Unidos na última ronda negocial no Paquistão. O enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, também deverão viajar hoje para Islamabad. .Sinais contraditórios horas antes do fim do cessar-fogo entre EUA e Irão.O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), o turco Fatih Birol, alertou hoje que levará "muito tempo" para retomar a normalidade, mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, com riscos de inflação e desaceleração económica."Mesmo que o estreito de Ormuz fosse reaberto amanhã, levaria muito tempo até que voltássemos ao normal, porque há instalações de energia, petróleo e outras que foram gravemente danificadas", no golfo Pérsico, disse, em entrevista à rádio France Inter.Questionado sobre o período de dois anos estimado como o tempo necessário para restaurar os níveis de atividade comercial pré-guerra nas instalações de energia daquela região, Birol reiterou a previsão, mas esclareceu que seria um processo gradual.O líder da AIE – organização criada em 1974, em resposta à primeira crise do petróleo e que reúne a maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) – insistiu que a crise atual é "a maior da história" em termos de energia porque afeta não só o fornecimento de petróleo, mas também de gás, fertilizantes e outros produtos petroquímicos."Isto vai desacelerar o crescimento económico e, quanto mais tempo durar, mais difícil será", continuou, antes de frisar que a crise vai afetar particularmente os países em desenvolvimento, que, em muitos casos, enfrentarão "uma espiral de dívidas" a pesar sobre as gerações futuras.Lusa.AIE avisa que normalidade levará muito tempo mesmo que estreito de Ormuz abra já .A presidência do Conselho da União Europeia (UE), assumida este semestre por Chipre, disse hoje querer evitar filas nas bombas de gasolina caso o bloco comunitário tenha problemas de abastecimento de combustível devido ao conflito no Médio Oriente.“Temos diante de nós a possibilidade - e sublinho a palavra possibilidade - de uma escassez de combustível para transporte. Esta crise geopolítica em evolução no Médio Oriente destacou que a Europa pode enfrentar problemas de abastecimento de combustível a curto prazo e isto é algo que precisamos discutir”, disse o ministro dos Transportes, Comunicações e Obras de Chipre, Alexis Vafeades, em Bruxelas.Em declarações à imprensa antes de uma reunião informal dos ministros dos Transportes da UE centrada nos impactos conflito no Irão, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas, o governante cipriota defendeu que a União deve “estar consciente da situação”.“Mas também temos, a médio e longo prazo, uma questão de procura que precisa de ser neutralizada. Para ser claro, o que quero dizer é que precisamos de estar preparados para evitar filas nos postos de combustível caso isto venha a acontecer, mas também precisamos de eliminar de forma permanente a possibilidade de existirem filas nos postos - e isso faz parte da discussão que espero que tenhamos hoje”, acrescentou Alexis Vafeades.Questionado sobre eventual escassez de combustível para a aviação, dados os alertas do setor, o ministro de Chipre rejeitou que a UE esteja “numa situação perigosa”.“Não chegámos a esse ponto, estamos apenas perante uma possibilidade, mas se isso vier a acontecer afetará a conectividade e todos os cidadãos e, portanto, temos de estar atentos e preparados, esse é o ponto principal”, adiantou.Os ministros dos Transportes da UE vão debater hoje, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação, quando já se assiste a aumentos de custos e subidas de preços.Lusa.Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o ataque que matou um soldado francês e feriu outros três no Líbano, dois em estado grave, no sábado.Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis sejam "levados à justiça sem demora".No sábado, o presidente francês anunciou a morte do militar francês Florian Montorio, da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês). Emmanuel Macron disse na rede social X que “tudo aponta para que a responsabilidade do ataque seja do Hezbollah”.“França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a UNIFIL", afirmou Macron.Horas depois, o grupo xiita libanês Hezbollah negou ter estado envolvido no ataque.Lusa.O líder da delegação de Teerão nas negociações com os Estados Unidos alertou na segunda-feira que o seu país não aceitará "negociações sob a sombra de ameaças", sobre a possibilidade de novos encontros com Washington no Paquistão.Mohammad Bagher Qalibaf, que é também presidente do Parlamento iraniano, reiterou a sua condenação pelas violações norte-americanas do cessar-fogo vigente e pelo bloqueio naval imposto aos portos iranianos, acrescentando que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado."Ao impor um bloqueio e violar o cessar-fogo, Trump quer transformar a mesa das negociações numa mesa de rendição e justificar o retomar das hostilidades a seu bel-prazer", sublinhou o principal negociador iraniano numa mensagem na rede social X.Qalibaf afirmou que o Irão não aceita "negociações sob a sombra de ameaças" e que, durante o cessar-fogo, Teerão "se preparou para mostrar novas cartas no campo de batalha".Lusa.Bom dia,Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente. A horas do fim do cessar-fogo entre os EUA e o Irão, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, é esperado em Islamabad, no Paquistão, para uma segunda ronda negocial entre Washington e Teerão. .Trump diz ser "altamente improvável" extensão do prazo de cessar-fogo que termina esta quarta-feira