Trump diz ser "altamente improvável" extensão do prazo de cessar-fogo que termina esta quarta-feira

Siga aqui os desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente no dia em que estão previstas negociações entre EUA e Irão no Paquistão, embora não haja confirmação da presença de Teerão em Islamabad.
Donald Trump
Donald TrumpEPA/AARON SCHWARTZ / POOL

Trump diz ser "altamente improvável" extensão do prazo de cessar-fogo que termina esta quarta-feira

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que considera o cessar-fogo com o Irão terminado na noite de quarta-feira (hora de Washington). Numa entrevista telefónica concedida à Bloomberg, Trump reiterou que é "altamente improvável" que venha a prolongar a trégua caso não se chegue a um entendimento definitivo.

O cessar-fogo, que teve início a 7 de abril com uma duração prevista de duas semanas, está prestes a expirar. "Não vou ser pressionado a aceitar um mau acordo. Temos todo o tempo do mundo", afirmou o atual inquilino da Casa Branca, desvalorizando a urgência de uma extensão formal sem contrapartidas.

Questionado sobre a possibilidade de os confrontos serem retomados imediatamente após o prazo, Trump foi direto: "Se não houver acordo, seria certamente o que eu esperaria". Esta postura surge após uma semana de sinais contraditórios, na qual o Presidente deu respostas variadas sobre o tema quando confrontado pelos jornalistas na Casa Branca.

Presidente do Irão deixa aviso: "Os iranianos não se submetem à força"

Masoud Pezeshkian, presidente do Irão, escreveu na rede social X que o seu país tem uma "profunda desconfiança histórica" em relação aos Estados Unidos.

Se abordar a possibilidade de haver novas negociações entre os dois países, Pezeshkian lembrou que honrar compromissos "é a base de um diálogo" e que "sinais contraditórios e não construtivos" das autoridades norte-americanas "transmitem uma mensagem amarga", afinal, diz, "elas procuram a rendição do Irão".

E nesse sentido deixou uma garantia: "Os iranianos não se submetem à força."

EUA revelam que intercetaram 27 navios desde o início do bloquei ao estreito de Ormuz

Os militares dos EUA dizem ter bloqueado 27 navios desde o bloqueio do Estreito de Ormuz, há uma semana, tendo obrigado essas embarcações a voltarem para trás ou a regressarem aos portos iranianos.

O Comando Central dos EUA revelaram imagens em que um militar aponta uma arma a uma embarcação ao mesmo tempo que dirigia uma mensagem à tripulação: "Você está a entrar em uma área sob bloqueio militar. Este bloqueio dos portos iranianos é dirigido aa todas as embarcações, independentemente da bandeira... Se tentar furar o bloqueio, nós vamos obrigá-lo a cumprir pela força."

Israel e Líbano retomam negociações de paz na quinta-feira

Israel e Líbano vão retomar as negociações de paz na próxima quinta-feira em Washington, de acordo com a agência Reuters que cita uma fonte israelita.

Será a primeira conversa entre os dois países desde o cessar-fogo de 10 dias que entrou em vigor na última quinta-feira e que termina no final da semana, mas que Nabih Berri, presidente do parlamento do Líbano, já disse que os EUA estão a pressionar para que ele seja prorrogado.

Principais aeroportos de Teerão reabertos

Os dois principais aeroportos de Teerão reabriram hoje, após várias semanas de encerramento devido ao conflito desencadeado pela ofensiva israelo-americana no final de fevereiro, anunciou a autoridade iraniana de aviação civil.

”Foi emitida a autorização para voos de passageiros no Aeroporto Internacional Imam Khomeini e no Aeroporto de Mehrabad”, indicou a organização num comunicado divulgado pela agência de notícias Isna, avançando que os voos também seriam retomados em outros dez aeroportos “a partir de sábado”.

A estação iraniana Press TV referiu que os aeroportos de Mashhad, Birjand, Gorgan e Zahedan também serão reabertos, acrescentando que as companhias aéreas estão a preparar-se para "retomar os voos domésticos e internacionais".

O anúncio do restabelecimento das operações nos aeroportos iranianos surge num momento em que o Governo de Teerão ainda não confirmou se participará numa nova ronda de negociações com os Estados Unidos no Paquistão.

O embaixador iraniano em Islamabad reuniu-se hoje com o ministro do Interior paquistanês para abordar esse assunto.

Lusa

Trump garante que não foi influenciado por Israel para entrar em guerra com Israel

Donald Trump negou hoje, numa publicação na rede social Truth Social, que Israel o tenho convencido a entrar em guerra com o Irão, garantindo que foi o ataque do Hamas a Israel no dia 7 de outubro de 2023 que "reforçou" a opinião que tinha há já muito tempo "de que o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear".

"Eu vejo e leio as notícias falsas dos especialistas com total incredulidade", sublinhou o presidente dos EUA, assegurando que "90% do que dizem são mentiras e histórias inventadas", acrescentando ainda que as sondagens "são fraude", "tal como foi a eleição presidencial de 2020".

Trump mostrou-se ainda convicto de que a campanha contra o Irão será tão bem-sucedida "como a operação na Venezuela" e, nesse sentido, alerta o governo iraniano que "se forem inteligentes, o Irão poderá ter um futuro grandioso e próspero".

Trump diz que JD Vance está a caminho de Islamabad para a segunda ronda de negociações com o Irão

Donald Trump afirmou esta segunda-feira ao New York Post que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, está a caminho de Islamabad, no Paquistão, com vista a liderar a delegação norte-americana na segunda ronda negocial com o Irão. Vance faz-se acompanhar pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump. 

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, a delegação norte-americana deverá chegar ao Paquistão dentro de algumas horas.

Trump disse ainda à publicação que estaria disposto a reunir-se com líderes iranianos caso seja alcançado um acordo. "Não tenho problema nenhum em encontrar-me com eles", afirmou.

Grupo terrorista ameaça empresas ligadas a Israel

Um grupo terrorista alegadamente responsável pela sabotagem de uma empresa de armamento checa em março, ameaçou novas ações contra companhias que mantenham ligações à israelita Elbit Systems, segundo um comunicado hoje divulgado.

As autoridades checas detiveram vários membros do grupo Fação do Terramoto, classificado como terrorista, que reivindicou a autoria de um incêndio ocorrido a 24 de março nas instalações da LPP Holding, em Pardubice, a cerca de 120 quilómetros a leste de Praga.

O incêndio provocou prejuízos estimados em oito milhões de euros, afetando áreas de produção e escritórios da empresa.

De acordo com o portal Novinky.cz, o grupo tinha imposto um ultimato à LPP Holding para declarar a inexistência de ligações à Elbit Systems, prazo que expirou hoje, alegando agora possuir novos documentos que comprovarão a cooperação entre ambas.

“Recordamos todos os que trabalham com a Elbit que têm duas opções: aguardar pela nossa resposta ou anunciar publicamente o rompimento desses laços”, refere o comunicado divulgado pelo grupo.

O texto menciona ainda a empresa de defesa indiana Data Patterns, que terá mantido contactos com a LPP Holding, segundo documentos alegadamente obtidos antes do incêndio.

Os autores reivindicam também uma escalada de ataques contra a indústria de armamento, afirmando que “a situação está agora muito tensa”.

No total, 10 pessoas foram detidas por alegado envolvimento na sabotagem: cinco na República Checa, uma na Eslováquia, três na Polónia e uma na Bulgária.

A polícia eslovaca extraditou, na quinta-feira, para a República Checa um cidadão norte-americano detido no país.

As autoridades checas mantêm em prisão preventiva seis suspeitos em território nacional, incluindo uma cidadã norte-americana que se recusou a prestar declarações.

Os detidos enfrentam acusações de atentado terrorista e participação em organização terrorista, crimes puníveis com penas até 20 anos de prisão, segundo a legislação checa.

Lusa

Guerra afeta abastecimento global e atinge agricultura a longo prazo

A guerra no Médio Oriente aumenta a pressão sobre as cadeias de abastecimento globais e terá consequências a longo prazo para a agricultura, advertiu hoje o responsável da organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Durante a abertura da 38.ª Sessão da Conferência Regional da FAO para o Médio Oriente (NERC38), realizada na sede da organização em Roma, Qu Dongyu descreveu o cenário atual como um "momento crítico" para a região, segundo um comunicado da organização citado pela agência espanhola EFE.

O diretor-geral da FAO explicou que a crise afeta "todos os insumos agrícolas", incluindo químicos e maquinaria, e referiu que transmitiu ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que este impacto terá "consequências a longo prazo para a agricultura", mesmo que o conflito terminasse hoje.

Sublinhou ainda a necessidade de manter os fluxos comerciais e garantir o acesso a alimentos adequados para todos, "particularmente nos países dependentes das importações".

Alertou ainda que as perturbações na produção, comércio e distribuição alimentar na região são agravadas por efeitos globais, como o aumento dos preços da energia e as perturbações nos mercados de fertilizantes.

Estas dinâmicas, acrescentou, estão a aumentar os custos de produção e a reduzir a produtividade agrícola tanto dentro como fora da região.

Para a FAO, "a paz é um pré-requisito para a segurança alimentar".

"Sistemas agroalimentares eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis são fundamentais para apoiar a recuperação, reduzir vulnerabilidades e contribuir para a estabilidade e paz a longo prazo no Médio Oriente", concluiu.

Lusa

Presidente chinês diz que "estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação" 

“O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal", o que permite servir "os interesses dos países da região e da comunidade internacional", afirmou esta segunda-feira o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma conversa telefónica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, noticiou a CNN, que cita a emissora estatal chinesa CCTV.

Xi Jinping voltou a apelar a um cessar-fogo entre Irão e EUA para pôr fim às hostilidades e apelou para que sejam concretizados “todos os esforços que contribuam para a restauração da paz” na região.

Antigo embaixador do Líbano nos EUA vai liderar negociações com Israel 

O presidente libanês, Joseph Aoun, anunciou hoje que o antigo embaixador do Líbano nos EUA, Simon Karam, vai liderar a delegação do país nas negociações com Israel, no âmbito do cessar-fogo de 10 dias entre os dois países.

"Escolhi a negociação e estou cheio de esperança de que conseguiremos salvar o Líbano", disse Aoun, acrescentando que Simon Karam, antigo embaixador do Líbano nos EUA, vai liderar a delegação.

Cessar hostilidades, "acabar com a ocupação israelita das zonas do sul" do país, assim como "mobilizar o exército até às fronteiras sul internacionalmente reconhecidas" são os objetivos que o presidente do Líbano, citado pela imprensa internacional, traçou para as negociações com Israel.

Bruxelas admite possíveis ações caso falte combustível de aviação na UE

A Comissão Europeia reiterou hoje que não existe uma escassez de combustível, nomeadamente para aviação, na União Europeia (UE), mas assegurou preparação para “possíveis ações” e lembrou a “capacidade significativa” para refinar petróleo bruto no espaço comunitário.

“Não existe qualquer escassez de combustível na UE neste momento. Obviamente, parte da preparação passa por falar com os cidadãos, informá-los, e sabemos que a situação não é ideal”, disse a porta-voz do executivo comunitário Eva Hrncirova.

Falando na conferência de imprensa da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que “a disponibilidade de combustíveis de aviação é uma prioridade e é importante dizer que aqui na UE também existe uma capacidade significativa para refinar petróleo bruto e produzir combustível de aviação”.

“Estamos a preparar-nos para possíveis ações”, assinalou.

Eva Hrncirova admitiu que a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente “obviamente afeta os mercados aqui na União Europeia”.

“O nosso papel é sobretudo coordenar e preparar diferentes cenários. Temos o grupo de coordenação do petróleo, que se reuniu na semana passada, e o grupo também voltará a reunir-se no final desta semana”, referiu.

Ainda assim, lembrou que “tudo depende da evolução da situação”, reforçando que, “nesta fase, não há escassez de combustível na UE”.

Lusa

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Crise energética. Bruxelas quer teletrabalho e alternativas ao carro e avião para reduzir consumo

Paquistão diz que Irão está disponível para segunda ronda negocial com os EUA

Irão terá manifestado disponibilidade em enviar esta semana uma delegação para Islamabad com vista a uma segunda ronda de negociações com os EUA, avança esta segunda-feira a Associated Press (AP), que cita duas autoridades paquistanesas.

No que se refere ao calendário das negociações, as duas fontes não revelaram nenhuma data, uma vez que o processo ainda está em curso.

Há, no entanto, um "otimismo cauteloso", escreve a AP, sobre a possibilidade de as delegações dos dois países viajarem ainda esta semana até ao Paquistão para uma nova ronda de negociações.

Israel vai encerrar passagens para Gaza na terça e quarta-feira

 Israel encerrará na terça e quarta-feira as passagens por onde entra a ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido aos feriados israelitas, dificultando ainda mais a situação dos dois milhões de palestinianos que vivem no enclave, foi hoje divulgado.

"Informamos que as passagens fronteiriças entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de abril) por ocasião do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel", indicou, em comunicado, o COGAT, o órgão militar israelita que administra os territórios palestinianos ocupados.

O COGAT salientou que, apesar do encerramento, o trabalho de recolha de ajuda humanitária já presente em Gaza continuará.

Este órgão militar já fechou as passagens fronteiriças de Gaza, que Israel controla na totalidade, durante as duas festas judaicas da Páscoa no início de abril.

Também as encerrou desde o início da guerra com o Irão, a 28 de fevereiro, durante dois dias, exceto na passagem de Rafah, na fronteira com o Egito e a única por onde se realizam evacuações médicas de palestinianos. Esta passagem só reabriu a 18 de março.

O COGAT diz que permite a entrada de cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia, embora apenas cerca de 120 deles sejam de agências humanitárias.

O restante é carga comercial, que a maioria dos habitantes de Gaza não consegue pagar.

Lusa

Combustível para aviação. Ministro não antecipa, para já, cancelamentos de voos na TAP

O ministro das Infraestruturas assegura que o Governo tem estado em contacto com as petrolíferas sobre os limites de ‘stock’ de combustível para aviação nos aeroportos nacionais, não antecipando, para já, cancelamentos de voos na TAP.

“É um problema internacional e à escala europeia, que estamos a acompanhar de perto e queremos garantir que nada falhe nos próximos meses a esse respeito”, começou por explicar Miguel Pinto Luz em resposta aos jornalistas à margem da apresentação do balanço do passe ferroviário verde na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.

Instado a comentar se poderá haver cancelamentos de voos na TAP, respondeu: "Como devem calcular, não vou antecipar”, mas “acreditamos que não, acreditamos que a oferta continuará a ser garantida”.

Pinto Luz assegurou ainda que o Governo “esteve sempre em contacto com as petrolíferas” para estar a par “daquilo que seriam os limites que têm em ‘stock’ nos aeroportos nacionais”.

Lusa

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Governo garante acompanhamento dos stocks de combustível e não antecipa cancelamentos na TAP

Kremlin espera que negociações entre EUA e Irão sejam retomadas. Situação "continua frágil e imprevisível"

O Kremlin espera que haja uma segunda ronda negocial entre os EUA e o Irão de modo a evitar um agravamento no conflito no Médio Oriente.

"Podemos ver que a situação no Golfo continua frágil e imprevisível. Esperamos que o processo de negociação continue e que possamos evitar uma escalada para um cenário militar", afirmou esta segunda-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Reuters.

A Rússia manifestou disponibilidade em dar o apoio necessário "para facilitar uma resolução pacífica e ajudar a chegar a um acordo", adiantou Peskov.

Ministros dos Transportes da UE reúnem-se para debater impactos no setor

Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) vão reunir-se na terça-feira, numa videoconferência informal, para debater os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente para a aviação dada a pressão sobre o combustível.

Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

A presidência rotativa do Conselho da União, ocupada este semestre por Chipre, quer assegurar uma forte coordenação da UE, reduzir dependências externas de combustíveis fósseis e adotar medidas concretas e acionáveis.

A discussão surge na véspera de a Comissão Europeia divulgar, na quarta-feira, um pacote de medidas para aliviar a crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente.

DN/Lusa

China defende direito ao uso pacífico da energia nuclear

A China defendeu hoje o direito dos países em desenvolvimento ao uso pacífico da energia nuclear, um dos pontos que continuam a dificultar as negociações entre Estados Unidos e Irão.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun referiu-se ao relatório apresentado por Pequim à XI Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que decorrerá entre 27 de abril e 22 de maio.

No documento, a China apela à prevenção efetiva de uma guerra nuclear e à resolução de conflitos regionais por vias políticas e diplomáticas, defendendo simultaneamente o direito dos países em desenvolvimento à utilização pacífica da energia nuclear.

Segundo Guo, Pequim manifestou “grande preocupação” com os desafios enfrentados pelo tratado e considerou que a conferência deve instar os Estados Unidos a cumprir a sua “responsabilidade prioritária” em matéria de desarmamento nuclear.

O porta-voz acrescentou que Washington deve “corrigir os ataques com recurso à força contra instalações nucleares pacíficas de Estados não detentores de armas nucleares”.

Defendeu ainda que os Estados Unidos devem pôr termo a acordos de “dissuasão alargada” e de partilha nuclear no âmbito de alianças, bem como adotar medidas para travar tendências consideradas negativas de países como o Japão no sentido de desenvolver capacidades nucleares próprias.

Guo indicou que a China participará na conferência com uma postura construtiva, trabalhando com todas as partes para salvaguardar a autoridade e eficácia do regime internacional de não proliferação nuclear, manter a paz mundial e promover a estabilidade global.

A questão do enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de fricção entre Washington e Teerão: os Estados Unidos exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irão defende o direito de o manter para fins civis.

Lusa

Irão não tem planos para nova ronda negocial com os EUA

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou esta segunda-feira que, até ao momento, o país não tem planos para uma nova ronda negocial com os EUA no Paquistão.

"Até o momento, não temos planos para a próxima ronda de negociações e nenhuma decisão foi tomada a esse respeito", disse Esmaeil Baqaei, em conferência de imprensa, segundo a agência de notícias iraniana Mehr, citada pela imprensa internacional.

Pelo menos 3375 pessoas morreram desde o início do conflito

Pelo menos 3375 pessoas morreram no Irão, desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, divulgou hoje o chefe da Organização de Medicina Legal iraniana.

Segundo o chefe da Organização de Medicina Legal do Irão, Abbas Masjedi, apenas quatro corpos deste novo número estão por identificar.

Masjedi, citado pela agência de notícias Mizan, órgão oficial de comunicação do poder judiciário do Irão, não detalhou as baixas entre civis e forças de segurança, afirmando apenas que 2875 eram homens e 496 mulheres. Segundo disse, 383 tinham menos de 18 anos de idade.

Os novos números divulgados por Masjedi levantaram dúvidas sobre se incluem ou não membros das forças de segurança, especialmente por causa dos intensos bombardeamentos contra bases militares e arsenais no país.

O ataque de Israel e dos EUA contra o Irão, no dia 28 de fevereiro, estendeu-se por 39 dias consecutivos, até à entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas, que expira na próxima quarta-feira.

Lusa

EUA mostram imagem de cargueiro iraniano apreendido

O Comando Central dos EUA divulgaram esta segunda-feira imagens do cargueiro iraniano apreendido no domingo, no âmbito do bloqueio marítimo imposto por Washington aos portos iranianos.

As imagens mostram os militares norte-americanos fuzileiros a abordar, partir de um helicóptero, o cargueiro Touska,

Os fuzileiros navais "desceram de rapel até à embarcação de bandeira iraniana no dia 19 de abril, depois de o contratorpedeiro de mísseis guiados USS Spruance ter desativado a propulsão do Touska, quando o navio comercial ignorou repetidas advertências das forças norte-americanas durante um período de seis horas", segundo o comando Central dos EUA.

Presidente do Irão disponível para a diplomacia, mas "desconfiança em relação ao inimigo" é "inegável"

Masoud Pezeshkian, presidente do Irão mostrou-se esta segunda-feira disponível para a diplomacia, mas afirmou que a "desconfiança em relação ao inimigo" é "inegável".

"A guerra não interessa a ninguém e, embora seja necessário resistir às ameaças, todos os caminhos racionais e diplomáticos devem ser utilizados para reduzir as tensões", disse o presidente iraniano, de acordo com a agência estatal IRNA, citada pelo The Guardian.

Ainda assim, o Irão não confirmou a presença numa nova ronda de negociações com os EUA no Paquistão. Para o presidente iraniano, "a desconfiança em relação ao inimigo e a vigilância nas interações são uma necessidade inegável".

Apreensão de navio iraniano pelos EUA faz preços do petróleo subir mais de 5%

Os preços do petróleo aceleraram mais de 5% esta segunda‑feira, 20, impulsionados por receios de que o cessar‑fogo entre os Estados Unidos e o Irão esteja a ameaçar desagregar‑se após a apreensão, por Washington, de um navio de carga iraniano.

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Apreensão de navio iraniano pelos EUA faz preços do petróleo subir mais de 5%

Teerão disposto a conversar com Washington mas sem confirmar presença em Islamabad

O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, declarou hoje que Teerão vai manter conversações com Washington, mas sem confirmar presença em Islamabade, onde está prevista a chegada da delegação norte-americana.

"Depende se Teerão recebe sinais positivos. Nunca excluímos o princípio da negociação. Quem sabe, hoje ou amanhã (terça-feira), após uma avaliação mais atenta, possamos considerar enviar uma delegação, desde que a equipa de negociações norte-americana e as suas mensagens sejam positivas”, disse, em entrevista à televisão Al Jazeera.

Azizi frisou que há ‘linhas vermelhas’ que “devem ser respeitadas” e ameaçou Estados Unidos e Israel com consequências caso “tomem medidas contrárias aos interesses” da República Islâmica, considerando que ir ao Paquistão “não significa negociar a qualquer preço” nem aceitar qualquer proposta da outra parte.

O também ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que "a questão do Líbano foi muito importante", acrescentando que "a libertação dos ativos [financeiros] congelados" pelas sanções internacionais é uma "das condições prévias".

Os Estados Unidos anunciaram o envio de uma comitiva liderada pelo vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, à semelhança de há uma semana, mas ameaçaram com novos ataques caso não haja progresso nas conversações.

Os responsáveis iranianos condicionaram os contactos ao fim do bloqueio norte-americano à navegação no estreito de Ormuz, algo que consideram "ilegal e criminoso".

Trump avisou que se Teerão não aceitar a proposta de Washington, as forças armadas norte-americanas podem destruir “todas e cada uma das centrais elétricas e pontes” do Irão.

Lusa

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Trump quer um novo acordo com o Irão, mas o que dizia o de Obama que ele rasgou?

Exército israelita confirma que soldado destruiu uma estátua de Jesus no Líbano

 O exército de Israel confirmou hoje que o soldado fotografado a destruir uma estátua de Jesus Cristo com um martelo numa aldeia cristã no sul do Líbano é um militar israelita.

"Após uma análise inicial, foi determinado que esta fotografia mostra um soldado israelita em missão no sul do Líbano", escreveram as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), na rede social X.

"Serão tomadas medidas apropriadas contra os envolvidos, de acordo com as conclusões da investigação", acrescentou o exército, assegurando que estava a tratar o assunto com "o máximo rigor".

As IDF reiteraram o compromisso de "ajudar a comunidade a recolocar a estátua no seu lugar" e afirmaram que não tinham "qualquer intenção de danificar as infraestruturas civis, incluindo edifícios ou símbolos religiosos".

A imagem tem circulado amplamente nas redes sociais desde que o jornalista palestiniano Yunis Tirawi a partilhou no domingo.

A fotografia mostra um soldado israelita, empunhando um longo martelo, a golpear o rosto de uma estátua de Jesus Cristo crucificado que tinha sido retirada da cruz, deixando-a de cabeça para baixo no chão. A fotografia foi tirada num espaço aberto, não dentro de uma igreja.

Segundo Tirawi e o jornal israelita Yedioth Ahronoth, a estátua estava localizada na aldeia de Debel, na região centro-sul do Líbano, que continua sob ocupação militar israelita.

As tropas israelitas permaneceram na zona e demoliram mais casas no domingo, de acordo com a agência de notícias oficial libanesa ANI.

Lusa

Austrália alerta para "maior choque energético da sua história"

O Governo da Austrália alertou hoje que o país enfrenta "o maior choque energético da sua história" devido à guerra no Médio Oriente e da dificuldade de trânsito de crude pelo estratégico estreito de Ormuz.

Em declarações à emissora pública australiana ABC, o ministro da Indústria e Ciência, Tim Ayres, descreveu a situação como "altamente volátil", depois de um navio da Marinha dos Estados Unidos ter disparado contra uma embarcação que, segundo Washington, tentava romper o bloqueio imposto aos portos iranianos.

Os militares iranianos denunciaram o ataque norte-americano a uma embarcação iraniana perto do estreito de Ormuz como uma violação do cessar-fogo entre Teerão e Washington e afirmaram ter respondido com ataques de drones contra navios norte-americanos.

O Irão retomou o "controlo rigoroso" de Ormuz no sábado, apenas um dia depois de ter anunciado a reabertura do estreito.

Paralelamente ao bloqueio iraniano, os Estados Unidos estão a implementar um bloqueio naval dirigido especificamente a Teerão para impedir a exportação e importação de mercadoria.

"É por isso que o Governo australiano tem apelado à redução e à cessação das hostilidades", afirmou Ayres, que sublinhou que as autoridades estão a trabalhar intensamente para reforçar a segurança do abastecimento de combustível e fertilizantes, tanto a nível nacional como regional.

O ministro explicou que as medidas visam "proporcionar uma reserva" para proteger a Austrália e os seus cidadãos do impacto daquilo que descreveu como um "choque energético" sem precedentes.

No entanto, Ayres desvalorizou as flutuações imediatas dos preços dos combustíveis e sublinhou que a situação está em rápida evolução.

"É importante não nos concentrarmos nos altos e baixos diários da atividade", observou.

Em vez disso, o ministro afirmou que a prioridade do Governo é agir em duas frentes: garantir a segurança energética a curto prazo e reforçar a resiliência económica a longo prazo.

Neste sentido, Ayres destacou os investimentos destinados a reforçar a capacidade industrial e energética do país.

O ministro recusou confirmar se o Governo irá prolongar as medidas temporárias de alívio do custo de vida, como os ajustamentos nos impostos sobre os combustíveis ou nas taxas para veículos pesados.

Lusa

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Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Médio Oriente.  O presidente da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano manifestou que o país pretende manter conversações com os EUA mas não confirmou presença em Islamabad, onde está prevista para esta segunda-feira, 20 de abril, a chegada da delegação norte-americana.

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Teerão recusa participar em ronda de negociações no Paquistão. EUA intercetam cargueiro iraniano
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