O governo dos Emirados Árabes Unidos exigiu este domingo a restituição do estreito de Ormuz, considerando que o bloqueio daquela passagem marítima prendeu quase 600 milhões de barris de petróleo, subindo os preços.O ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber, que também é diretor-geral da empresa energética ADNOC, afirmou que o encerramento desta via marítima por parte do Irão gerou uma "pressão crescente" sobre o gás natural liquefeito (GNL), o combustível de aviação, os fertilizantes e outros bens essenciais para a economia mundial."Por cada barril que falta, as contas aumentam para as pessoas comuns em todo o lado", afirmou Al Jaber numa declaração no seu perfil da rede social X, onde sublinhou que "a economia global não pode dar-se ao luxo de mais incertezas".Nas declarações citadas pela agência espanhola de notícias, a EFE, o governante disse também que "o estreito não pode funcionar sob ameaça", depois de qualificar explicitamente a cobrança pela passagem segura como "um sistema de extorsão"."Ormuz pertence ao mundo, deve ser devolvido ao mundo, exatamente como estava", argumentou..Os Estados Unidos intercetaram e tomaram controlo de um navio de carga com bandeira iraniana no Golfo de Omã, no âmbito do bloqueio marítimo imposto por Washington no Estreito de Ormuz.O anúncio foi feito por Donald Trump, através da rede social Truth Social, onde revelou que a Marinha norte-americana atacou o cargueiro Touska, alegadamente sob sanções por “atividade ilegal”.Segundo o presidente norte-americano, o navio terá tentado furar o bloqueio naval, tendo a tripulação recusado obedecer às ordens de paragem. “Temos a custódia total do navio e estamos a verificar o que está a bordo”, escreveu.Trump acrescentou ainda que a intervenção envolveu o uso de força para imobilizar a embarcação, referindo que um navio da Marinha “abriu um buraco” no casco para forçar a sua detenção. .O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, lançou um aviso sobre a fragilidade do atual xadrez geopolítico no Médio Oriente, sublinhando que o conflito com o Irão está longe de um desfecho definitivo. "Já conseguimos feitos enormes, mas ainda não acabou. E qualquer momento pode trazer novos desenvolvimentos", alertou, apesar de estar em vigor um cessar-fogo com o Irão e ainda uma trégua de dez dias no Líbano. As declarações surgiram durante a receção oficial ao Presidente da Argentina, Javier Milei, em Jerusalém. Netanyahu aproveitou a ocasião para reiterar os objetivos ideológicos e estratégicos da intervenção militar: "Temos estado envolvidos com os Estados Unidos numa batalha contra a Grande Tirania do Irão que aterroriza o mundo, que procura a nossa destruição e a queda dos Estados Unidos e da civilização ocidental tal como a conhecemos.".A União Europeia (UE) condenou este domingo, 19 de abril, o ataque contra elementos da missão de paz das Nações Unidas no Líbano, que matou um capacete azul francês e feriu outros três, responsabilizando a milícia xiita Hezbollah.Em comunicado, um porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa afirma “que, segundo todas as indicações, [o ataque] foi perpetrado pelo Hezbollah", o que o grupo extremista próximo do Irão já veio negar.Uma emboscada executada no sábado resultou na morte de um soldado francês ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) e fez também três feridos, dois dos quais graves.Bruxelas exige que seja feita uma “investigação rápida, exaustiva e independente para garantir que os responsáveis prestem contas”.Recordando que os ataques a pessoal das Nações Unidas são uma greve violação do direito internacional, a UE reafirmou o "apoio inabalável à FINUL" pelo "papel vital (...) para preservar a estabilidade" na região.A UE instou ainda “todas as partes a respeitar o cessar-fogo acordado e o Hezbollah a desarmar-se e a acabar imediatamente com os ataques”.A situação permanece muito instável no Líbano, onde um frágil cessar-fogo entrou em vigor na quinta-feira, anunciado por Washington após uma reunião, no início da semana, entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, a 2 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.Em declarações feitas no sábado, o líder do Hezbollah prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano."Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo [Israel], os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações", garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.O líder do Hezbollah afirmou que a forma como "os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês" é um insulto ao Líbano..O Presidente do Iémen, Rashad al Alimi, alertou este domindo, 19 de abril, que o apoio iraniano aos rebeldes houthis pode representar uma ameaça ao transporte marítimo internacional, num momento em que cresce a tensão no Estreito de Ormuz.Segundo a agência noticiosa estatal iemenita Saba, citada pela congénere espanhola, EFE, Al Alimi afirmou que o apoio de Teerão aos houthis pode desestabilizar a região e comprometer as rotas comerciais mundiais.Durante uma reunião em Riade com a embaixadora francesa no Iémen, Catherine Corm-Kammoun, o Presidente do Iémen alertou para o "projeto destrutivo" do Irão de utilizar grupos armados aliados para ameaçar rotas marítimas essenciais e cadeias de abastecimento internacionais.As suas declarações surgem num momento em que se intensificam as preocupações com a segurança marítima em todo o Médio Oriente, com o Irão a impor o encerramento do estreito de Ormuz, uma rota vital para o trânsito de petróleo, enquanto aumentam as tensões em torno do estreito de Bab el Mandeb.O estreito de Bab el Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e serve de porta de entrada para o Canal do Suez, permanece tecnicamente aberto, mas sob uma ameaça crescente.Recentemente, as autoridades iranianas têm emitido avisos cada vez mais explícitos de que o estreito poderá ser fechado pelas autoridades alinhadas com o Irão em Sana, o que levanta a possibilidade de uma dupla interrupção do transporte marítimo mundial entre a Ásia e a Europa.Através desta passagem marítima é gerida uma parte significativa do tráfego mundial de petróleo e contentores, e qualquer encerramento obrigaria os navios a desviar-se contornando o Cabo da Boa Esperança em África, o que acrescentaria tempo e custos ao comércio internacional.Os riscos de segurança na zona também aumentaram. Nos últimos anos, os houthis demonstraram capacidades que incluem mísseis antinavio, drones e ataques navais, o que levou as missões navais ocidentais a manter níveis elevados de alerta no Mar Vermelho.Al Alimi solicitou também sanções mais severas contra as redes acusadas de financiar e armar o grupo, e saudou uma recente intervenção francesa perante o Conselho de Segurança da ONU que, afirmou, responsabilizava os houthis pelas ameaças aos corredores marítimos.O conflito no Iémen começou em 2014, quando as forças houthis tomaram a capital, Sana, o que desencadeou uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita no ano seguinte.Desde então, a guerra tem gerado uma das piores crises humanitárias do mundo.Al Alimi reiterou que qualquer paz duradoura exigiria a implementação de resoluções internacionais, incluindo a Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU, que estipula um embargo seletivo de armas e o restabelecimento da autoridade estatal.Lusa.O Irão não planeia enviar uma delegação para a nova ronda de negociações com os Estados Unidos no Paquistão, enquanto o bloqueio marítimo imposto por Washington contra os portos iranianos se mantiver em vigor, avança a Tasnim.Segundo fontes ouvidas pela agência de notícias, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana, "não haverá negociações enquanto o bloqueio marítimo dos EUA contra os portos iranianos continuar”.A agência sublinhou, no entanto, que a troca de mensagens entre o Irão e os Estados Unidos através da mediação paquistanesa continuou nos últimos dias, após a primeira ronda de negociações realizada no passado fim de semana em Islamabad, que terminou sem acordo – segundo Teerão – devido às exigências e ambições do lado norte-americano.Esta informação surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito hoje que negociadores norte-americanos estarão na segunda-feira no Paquistão para encetar conversações com o Irão, de acordo com uma publicação nas suas redes sociais.Os meus representantes irão para Islamabad, no Paquistão - estarão lá amanhã [segunda-feira] à noite, para negociações", pode ler-se numa publicação de Donald Trump na sua rede social, Truth Social.Segundo a mesma publicação, os Estados Unidos proporão "um acordo bastante justo e razoável"."Espero que aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão arrasar todas as centrais elétricas e pontes no Irão", ameaçou o líder norte-americano.A Casa Branca anunciou entretanto que o vice-presidente americano, JD Vance, vai liderar a delegação dos Estados Unidos nas negociações com o Irão no Paquistão.O Irão denunciou hoje que o cerco marítimo dos EUA é "ilegal" e "delituoso".A acusação sucede após Teerão ter voltado a impor, no sábado, “controlo rigoroso” no Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios em resposta ao bloqueio norte-americano, apenas um dia depois de anunciar a reabertura desta via, por onde passa 20% do petróleo mundial.Lusa.A presença do vice-presidente dos EUA, JD Vance, nas negociações para um acordo de paz com o Irão, marcadas para amanhã, 20 de abril, em Islamabad, Paquistão, está envolta em controvérsia. Em pouco mais de uma hora, Vance foi confirmado na ronda, pouco depois negada a sua presença e agora a Casa Branca voltou a sentá-lo à mesa das negociações.O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse ao início da tarde deste domingo (hora em Portugal), que o vice-presidente norte-americano iria liderar a delegação dos EUA a Islamabad na segunda-feira. A declaração foi feita à ABC News.Um pouco mais tarde, Donald Trump veio corrigir essa informação, afirmando que Vance não iria estar presente. Segundo Trump, o Serviço Secreto norte-americano não conseguiu providenciar o acompanhamento de Vance com tão pouco tempo de antecedência.“É apenas por questões de segurança”, disse Trump. “JD é ótimo.”Donald Trump confirmou à Fox News e ao The New York Post que os assessores especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, seu genro, iriam estar presentes nas reuniões. Agora, a Casa Branca veio afirmar à CNN que JD Vance vai mesmo amanhã a Islamabad e liderar as negociações para um acordo de paz com o Irão, acompanhado por Steve Witkoff e Jared Kushner. .A polícia de Londres está a investigar a possibilidade de grupos paramilitares apoiados pelo Irão estarem por trás de vários ataques contra locais judaicos, avança este domingo, 19 de abril, o jornal The Guardian.Segundo a vice-comissária assistente e coordenadora de contraterrorismo em Inglaterra, Vicki Evans, citada pelo The Guardian, “a natureza dos incidentes tem sido semelhante – ataques incendiários visando instalações ligadas a Israel e à comunidade judaica em Londres".Vicki Evans, que prestava declarações à comunicação social junto à sinagoga de Kenton, no noroeste de Londres, local do mais recente ataque incendiário, disse ainda que a maioria dos ataques "foi reivindicada online pelo grupo Ashab al-Yamin (Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita).A responsável afirmou ainda que “eEste mesmo grupo reivindicou vários incidentes nos últimos meses em locais de culto, empresas e instituições financeiras em toda a Europa. Todos esses locais parecem estar ligados a interesses judaicos ou israelitas.”.O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, avisou este domingo, 19 de abril, que as tropas israelitas têm instruções para usar "toda a sua força" se forem alvo de qualquer ameaça no Líbano, apesar do cessar-fogo em curso.De acordo com a France-Presse (AFP), o governante também afirmou, num evento na Cisjordânia ocupada, que o exército recebeu ordens para "destruir as casa nas aldeias próximas da fronteira que servem, de todas as maneiras, de postos avançados terroristas do Hezbollah e ameaçam as comunidades israelitas.A situação permanece muito instável no Líbano, onde um frágil cessar-fogo entrou em vigor na quinta-feira, anunciado por Washington após uma reunião, no início da semana, entre os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos, o primeiro encontro deste tipo em décadas.O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel, em 2 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país.Em declarações feitas no sábado, o líder do Hezbollah prometeu retaliar contra os ataques israelitas no Líbano."Um cessar-fogo significa a cessação completa de todas as hostilidades. Como não confiamos neste inimigo [Israel], os combatentes da resistência permanecerão no terreno, prontos para disparar, e responderão a quaisquer violações", garantiu Naim Qassem num comunicado lido na televisão, acrescentando que uma trégua não pode ser unilateral.O líder do Hezbollah afirmou que a forma como "os Estados Unidos estão a impor o seu texto e a falar em nome do Governo libanês" é um insulto ao Líbano.Lusa.Donald Trump afirmou este domingo, 19 de abril, que o seu vice-presidente, JD Vance, não iria a Islamabad, Paquistão, na segunda-feira para uma nova ronda de negociações com o Irão. O presidente norte-americano veio assim corrigir a informação de Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, que tinha afirmado à ABC News, que Vance lideraria a delegação americana em Islamabad.Segundo Trump, o Serviço Secreto norte-americano não conseguiu providenciar o acompanhamento de Vance com tão pouco tempo de antecedência.“É apenas por questões de segurança”, disse Trump. “JD é ótimo.”Donald Trump confirmou à Fox News e ao The New York Post que os assessores especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, seu genro, iriam estar presentes nas reuniões de amanhã, em Islamabad..Donald Trump voltou à carga nas ameaças ao Irão, “Se o Irão não assinar este acordo, todo o país vai pelos ares”, disse em entrevista à Fox News este domingo. O Presidente americano vincou que é mesmo “a última hipótese” para a assinatura do acordo.A entrevista ocorreu após Trump publicar que uma delegação americana estará na segunda-feiraem Islamabad, capital Paquistão, para uma nova ronda de negociações com o Irão.“Estamos a oferecer um ACORDO muito justo e razoável, espero que o aceitem, porque se não, os Estados Unidos vão destruir todas as centrais eléctricas e todas as pontes do Irão”, escreveu na rede Truth Social. O chefe de estado ainda ressaltou que está "farto de ser o senhor simpatia” classifica a guerra como “uma honra fazer o que tem de ser feito” para travar “a máquina de morte iraniana”..O Irão reafirmou hoje que o bloqueio naval norte-americano constitui "não só uma violação do cessar-fogo", mas também "um ato ilegal e criminoso". “Ao infligir deliberadamente punição coletiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, acusou o Irão de violar o acordo de cessar-fogo no Estreito de Ormuz. O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.Lusa.O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai receber em Paris o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, na terça-feira, no quadro de um frágil cessar-fogo no Líbano e da morte de um soldado francês ao serviço das forças de manutenção da paz. "Esta visita será uma oportunidade para o chefe de Estado reiterar o seu compromisso com o pleno e completo respeito pelo cessar-fogo no Líbano, o apoio da França à integridade territorial do país e às ações empreendidas pelo Estado libanês para garantir a plena e completa soberania do país e o monopólio das armas", elencou o Palácio do Eliseu, a sede da Presidência francesa.A reunião entre Macron e Salam também ocorre após a morte, no sábado, de um soldado francês ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), numa emboscada que também fez três feridos, atribuída à milícia armada xiita Hezbollah, que por seu lado negou o envolvimento.“A França exige às autoridades libanesas que detenham imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades juntamente com a FINUL", instou Emmanuel Macron, na rede social X, quando soube da morte do soldado francês..Donald Trump anunciou este domingo, 19 de abril, uma nova ronda de negociações com o Irão. Segundo escreveu na Truth Social, representantes dos EUA vão estar em Islamabad, Paquistão, na noite de segunda-feira para novas negociações.“Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”, escreveu Trump .Donald Trump acusou também o Irão de violar o acordo de cessar-fogo. “CHEGA DE SER BONITINHO!”, escreveu Donald Trump. “Eles vão ceder rápido, vão ceder fácil e, se não aceitarem o ACORDO, terei a honra de fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito com o Irão por outros presidentes nos últimos 47 anos.”.O chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan, está otimista sobre a possibilidade de um prolongamento do cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos da América, que termina quarta-feira, 22 de abril."Uma extensão será necessária […] estou otimista a esse respeito", declarou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros durante um fórum diplomático em Antália, no sul da Turquia, precisando que certos pontos "continuam por clarificar".O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os EUA avançaram, mas que um acordo final ainda estava longe..O Irão decidiu autorizar o reinício de voos internacionais a partir de amanhã, segunda-feira (20 de abril), pondo termo a um mês e meio sem ligações aéreas ao mundo devido à guerra com os EUA e Israel. A decisão foi conhecida este domingo, através de um comunicado veiculado na televisão estatal iraniana, diz a agência noticiosa AFP citada pelo The Guardian. "Foi emitida autorização para operar voos internacionais de passageiros no Aeroporto de Mashhad, com início amanhã", diz o comunicado. Para já, as chegadas e partidas de voos internacionais só vão ocorrer no aeroporto de Mashhad, no nordeste do Irão.O comunicado dizia: "Foi emitida autorização para operar voos internacionais de passageiros no Aeroporto de Mashhad, com início amanhã."Os aeroportos iranianos estão fechados desde o início da guerra, 28 de fevereiro..Cerca de 20 mil tripulantes de navios, presos há mais de um mês e meio no Golfo Pérsico devido ao fecho do Estreito de Ormuz, queixam-se de falta de alimentos e água potável, avança o jornal El País.Os tripulantes "precisam e requerem proteção. Deve-se dar prioridade às suas necessidades básicas de alimentação, água, assistência médica e combustível marítimo”, diz Mohamed Arrachedi, coordenador para o mundo árabe e Irão da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes".Segundo o El Pís, desde o início da guerra (28 de fevereiro) a Organização Marítima Internacional contabilizou pelo menos 21 ataques contra navios comerciais nas águas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, que resultaram na morte de dez tripulantes. A ONU estima que cerca de duas mil embarcações estejam presas na área. A Vortexa, empresa de inteligência marítima, aponta para 823 apenas no Golfo Pérsico. A maioria são petroleiros, mas há também navios de carga, porta-contentores e até seis navios de cruzeiro, cujos passageiros foram já evacuados. .As questões nucleares estão a impedir um acordo entre os EUA e o Irão para pôr termo à guerra que assola a região do Golfo desde 28 de fevereiro. Mohammad Baqer Qalibaf, um dos principais negociadores do Irão, revelou disse que os dois países continuavam muito distantes no que toca às questões nucleares, adianta a Reuters.O Estreito de Ormuz é outro dos principais pontos de discórdia. Esta via está novamente fechada, devido às divergências nas negociações.Apesar deste quadro, Baqer Qalibaf disse que as conversas com os EUA estão a avançar. Já Donald Trump referiu existirem "conversas muito boas" com Teerão. .António Guterres condenou a morte de um capacete azul francês e o ferimento de outros três num ataque no sul do Líbano. A informação é do porta-voz Stéphane Dujarric, em declaração à Associated Press.Esta força foi alvo de disparos de armas ontem, tendo dois dos feridos sofrido ferimentos graves. O presidente francês Emmanuel Macron atribuiu a responsabilidade ao Hezbollah, mas o grupo armado negou qualquer envolvimento. .As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram a morte de dois soldados israelitas nos últimos dias, em conflito no sul do Líbano. Assim, sobe para 15 o número de militares de Israel mortos em território libanês desde o início do conflito..O Estreito de Ormuz continua encerrado neste domingo. De acordo com dados de rastreamento de navios analisados pela CNN Internacional, dois navios-tanque carregados com gás liquefeito de petróleo (GLP) que saíam do Golfo Pérsico deram meia-volta. Recorda-se que, no sábado, lanchas iranianas dispararam contra uma embarcação..“Posso garantir que nenhum material enriquecido será enviado para os Estados Unidos (...) Isso está fora de questão e posso assegurar que, embora estejamos disponíveis para responder a quaisquer preocupações que existam, não vamos aceitar propostas que sejam, à partida, inaceitáveis.” As afirmações são de Saeed Khatibzadeh, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano. Em declarações foram divulgadas pela Associated Press e rebatem as o que Donald Trump disse na passada sexta-feira. O presidente americano destacou que Washington trabalharia com Teerão para recuperar o urânio enriquecido do Irão e levá-lo para os Estados Unidos.Nesta mesma entrevista à AP, Khatibzadeh acusou os Estados Unidos de manterem exigências que o Irão considera excessivas. “Ainda não estamos em condições de avançar para uma reunião efetiva, porque há questões em que os americanos não abandonaram a sua posição maximalista”, acrescentou..A Reuters divulga este domingo uma reportagem em que ouve pessoas do Irão que temem a piora da economia com a guerra. “A guerra vai acabar, mas é aí que os nossos verdadeiros problemas com o sistema começam. Tenho muito receio de que, se o regime chegar a um acordo com os Estados Unidos, aumente a pressão sobre as pessoas comuns”, disse uma mulher de 37 anos chamada Fariba, que participou nos protestos de janeiro. .Teerão criticou Bruxelas após declarações da chefe da diplomacia europeia sobre o estreito de Ormuz, numa nova troca de acusações em torno da legalidade internacional e da segurança marítima na passagem estratégica. "Essa 'lei internacional'?! Aquela que a UE tira da gaveta empoeirada para dar sermões aos outros enquanto, em voz baixa, dá luz verde a uma guerra de agressão dos EUA e de Israel e faz vista grossa às atrocidades contra os iranianos?!", disse no sábado o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei.O responsável instou a UE a evitar o que considera serem discursos moralistas: "Poupem-nos aos sermões; o fracasso crónico da Europa em praticar o que prega transformou o seu discurso sobre o 'direito internacional' no cúmulo da hipocrisia", acrescentou.O porta-voz defendeu ainda a capacidade de Teerão para agir neste importante estreito marítimo, fundamental para o trânsito energético global. Nesta linha, argumentou que "nenhuma norma" do direito internacional proíbe Teerão de "tomar as medidas necessárias para impedir que o estreito de Ormuz seja utilizado para lançar agressões militares contra o Irão".Lusa.O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou no sábado que as negociações de paz entre o Irão e os Estados Unidos avançaram, mas um acordo final "ainda está longe". "Ainda estamos longe de ter concluído o debate", declarou Ghalibaf numa entrevista à televisão iraniana.O presidente do parlamento iraniano participou nas negociações de 11 e 12 de abril, em Islamabade, juntamente com a delegação norte-americana, liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos JD Vance. "Fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam em aberto", acrescentou.Durante o encontro em Islamabade - o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Iraniana de 1979 - Teerão salientou que "não tem absolutamente nenhuma confiança" nos Estados Unidos, declarou Ghalibaf. "Os Estados Unidos têm de tomar a decisão de conquistar a confiança do povo iraniano", prosseguiu. E acrescentou: "devem renunciar ao unilateralismo e ao espírito de imposição na sua abordagem ao diálogo".De acordo com o responsável, o Irão só aceitou o cessar-fogo de duas semanas, que entrou em vigor a 08 de abril, porque os Estados Unidos pediram que o fizesse. "Estávamos a sair vitoriosos no terreno, o inimigo não tinha alcançado nenhum dos seus (...) objetivos e o Irão também controlava o estreito" de Ormuz, afirmou. "Se aceitámos o cessar-fogo, foi porque eles aceitaram os nossos pedidos", referiu.Lusa.Começamos o domingo com mais um live blog sobre o conflito no Médio Oriente e as consequências pelo mundo. Acompanhe ao minuto as atualizações com a equipa de jornalistas do DN..Irão apela aos países vizinhos que expulsem os norte-americanos da região.Embaixador do Irão: “Não estamos em guerra contra ninguém, mas eles estão a bombardear a mesa de negociações”