As forças da Arábia Saudita intercetaram e destruíram hoje um míssil de cruzeiro na região de Al-Kharj, no centro do país, anunciou o Ministério da Defesa do reino.A Arábia Saudita tem sido um dos países atacados pelo Irão em resposta à ofensiva israelo-americana lançada há uma semana contra Teerão.“Um míssil de cruzeiro foi intercetado e destruído a leste da província de Al-Kharj”, declarou o ministério num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP)..O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou hoje que Israel tem determinação, iniciativa e astúcia nas suas operações militares, e acrescentou que “o inimigo ainda descobrirá mais”.”No ataque, são necessárias três coisas: em primeiro lugar, determinação; em segundo lugar, iniciativa e, em terceiro lugar, astúcia”, disse numa visita à cidade de Berseba, no sul de Israel, de acordo com um comunicado divulgado pelo seu gabinete.“Temos isso em abundância, como o inimigo já descobriu. E digo-vos, cidadãos de Israel, que ele descobrirá ainda mais. Estamos a caminho de completar todas as nossas missões", acrescentou em seguida.Na sua visita à cidade, Netanyahu lembrou os oito militares israelitas feridos em combates no Líbano, dos quais cinco ficaram feridos com gravidade devido a um projétil lançado do país vizinho.“No início do dia, cinco soldados ficaram gravemente feridos após disparos de projéteis contra o território israelita perto da fronteira libanesa”, disse o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército israelita, durante uma conferência de imprensa.“Os soldados foram retirados para receberem cuidados médicos no hospital e as suas famílias foram informadas”, adiantou Shoshani. “Outros três soldados ficaram ligeiramente feridos no mesmo incidente. Estes soldados foram retirados para receberem cuidados médicos no hospital e as suas famílias também foram informadas”, precisou o tenente-coronel.Entre os três militares que ficaram levemente feridos, encontra-se o filho do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.“Gostaria de expressar os meus melhores votos de uma rápida e completa recuperação aos nossos feridos, incluindo o filho do nosso amigo, o ministro das Finanças Bezalel Smotrich, e quero que os nossos soldados e feridos saibam que toda a nação os apoia", disse o primeiro-ministro a esse respeito.A cidade de onde discursou Netanyahu, Berseba, sofreu na segunda-feira passada o impacto de um míssil ou de fragmentos do mesmo, que deixou, segundo os serviços de emergência, 15 feridos por cortes com vidros, nenhum deles grave.Na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025, Berseba, uma localidade que abriga infraestruturas militares, foi atacada várias vezes.Em ambos os conflitos, a censura militar impede a publicação dos locais dos impactos ou a divulgação dos mesmos, caso ocorram em infraestruturas críticas ou militares.Lusa.O presidente norte-americano Donald Trump afirmou hoje que o Governo cubano vai cair “muito em breve” e acrescentou que Havana tem “imensa vontade” de negociar com Washington, segundo a estação televisiva CNN.Numa conversa telefónica com a CNN sobre a operação militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel no Irão, Trump anunciou que o regime comunista da ilha de Cuba será o próximo alvo, após uma campanha “bem-sucedida” no Médio Oriente, que dura há sete dias e cujos bombardeamentos iniciais resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de grande parte do seu círculo mais próximo.“Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem qualquer relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Têm imensa vontade de chegar a um acordo”, declarou.Segundo o Presidente norte-americano, os cubanos “querem chegar a um acordo” e, para negociar, nomeou o seu secretário de Estado, Marco Rubio, cidadão cubano-norte-americano.“Veremos como corre. Por agora, estamos muito concentrados nisto, o Irão”, acrescentou.“Temos muito tempo, mas Cuba está pronta, ao fim de 50 anos. Há 50 anos que a observo”, afirmou.Lusa. Pelo menos 217 pessoas foram mortas e 798 ficaram feridas na sequência dos ataques israelitas ao Líbano desde o início do conflito com o Irão, no sábado, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.Um balanço anterior do ministério, publicado na quinta-feira à noite, registava 123 mortos e 683 feridos.Lusa.Aviões de guerra israelitas bombardearam hoje a cidade de Tiro, no sul do Líbano, cujo sítio arqueológico é classificado como Património Mundial pela UNESCO, noticiaram meios de comunicação estatais libaneses e a agência France-Presse (AFP).Equipas de resgate foram vistas a recuperar pelo menos um corpo e a recolher o que pareciam ser restos mortais perto do antigo hipódromo da cidade, após o ataque ocorrido no quinto dia de confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irão.A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) indicou que “aviões de guerra inimigos realizaram um ataque às ruínas da cidade de Tiro”, na direção do campo de refugiados palestinianos de Bass, um dos 12 existentes no país.. Os bombardeamentos israelitas prosseguiram durante a tarde nos subúrbios do sul de Beirute e em zonas do sul e do leste do Líbano. .Declaração final da cimeira ibérica condena ataques do Irão mas não o dos Estados Unidos.O Partido Socialista (PS) acusou hoje o Governo de não contactar diretamente com 73 cidadãos portugueses retidos há uma semana num cruzeiro nos Emirados Árabes Unidos."Há 73 cidadãos portugueses retidos já há uma semana no porto de Abu Dhabi, sem terem informações nem contactos diretos com nenhum funcionário diplomático/consular, ao contrário do que acontece com os cidadãos de outras nacionalidades, que reúnem regularmente com os seus representantes diplomáticos", criticou o PS, num comunicado enviado à Lusa.Segundo a nota de imprensa, estes cidadãos portugueses estão retidos num cruzeiro MSC Euribia e as únicas informações que recebem são "mensagens automáticas da embaixada", pois não conseguem fazer chamadas telefónicas e não receberam a "visita de nenhum representante do Estado português".Leia mais clicando em baixo:.PS acusa Governo de não contactar 73 cidadãos retidos num cruzeiro. "Um insulto", reage secretário de Estado.Um ataque das forças israelitas atingiu as proximidades da embaixada iraniana em Beirute, no Líbano, segundo avança a Associated Press.Uma informação que surge pouco depois de o Ministério da Saúde libanês tem informado que os ataques israelitas no Líbano desde segunda-feira fizeram 217 mortos e 798 feridos..A declaração final da 36.ª Cimeira Luso-espanhola condena “os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região”, sem referência ao ataque inicial por parte dos Estados Unidos.Na declaração, divulgada no final da reunião entre os dois países e já depois da conferência de imprensa dos primeiros-ministros Luís Montenegro e Pedro Sánchez, os dois países começam por reiterar “o seu compromisso com a paz e a estabilidade na região e reafirmam a necessidade de pleno respeito pelo Direito Internacional, incluindo os princípios da Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional Humanitário”.“Ambas as partes condenam os ataques indiscriminados e injustificados do Irão contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo e outros países da região”, refere-se.Ao mesmo tempo, Portugal e Espanha “insistem numa ‘desescalada’ imediata e o regresso ao diálogo e à diplomacia, via única para se alcançar uma solução duradoura para todas as questões pendentes com o Irão”.“Portugal e Espanha estão a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus cidadãos na região e auxiliá-los no seu regresso”, refere também o documento sobre este conflito, no qual não há qualquer referência aos Estados Unidos da América.Sánchez tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, tendo recusado a utilização de bases militares em território espanhol pelos norte-americanos para estas operações. Na resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Espanha com represálias.Já Luís Montenegro tem afirmado que “Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido nessa ação militar”, mas salientou que o país está mais próximo do seu aliado norte-americano do que do Irão.Lusa.O secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, garantiu hoje que a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar brevemente os navios mercantes através do Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra com o Irão.Segundo Wright, em entrevista à Fox News, a escolta militar para o trânsito entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã será implementada "tão breve" quanto possível, mas, para já, os recursos militares mobilizados na zona estão focados em reduzir as capacidades militares iranianas.Há dois dias, o Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu que os Estados Unidos forneceriam um seguro contra riscos às companhias de navegação que necessitassem de transitar pelo Estreito de Ormuz e que, se necessário, uma escolta naval seria acionada para garantir a passagem por esta via marítima estratégica.Na quinta-feira, Trump afirmou ainda que novas ações são "iminentes" para garantir o fluxo de gás e petróleo através do Estreito de Ormuz, que o Irão ameaçou bloquear, resultando numa diminuição significativa do tráfego através desta importante via marítima.Lusa.O preço do barril de Brent ultrapassou os 90 dólares pela primeira vez desde abril de 2024, logo de pois de o presidente norte-americano Donald Trump ter prometido que o conflito no Médio Oriente continuará até à “rendição incondicional” do Irão.Pelas 14h30 em Lisboa, o barril para entrega em maio negociava em 90,66 dólares, uma subida de 6,15% ao dia, enquanto o norte-americano West Texas Intermediate subia 9,09% para 88,37 dólares.A escalada dos preços da energia reflete o agravamento da situação no Médio Oriente após o ataque de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e ao encerramento do estreito de Ormuz.Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).Lusa.O movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou hoje um "aviso urgente" aos habitantes do norte de Israel para que se retirassem de localidades situadas a menos de cinco quilómetros da fronteira libanesa."Devem evacuar" todas as localidades situadas a menos de cinco quilómetros (km) da fronteira, afirmou o Hezbollah numa mensagem divulgada em hebraico no seu canal na rede social Telegram, num momento em que Israel fez um apelo semelhante a várias regiões no Líbano.O movimento xiita justifica esse aviso com o envio para essa zona do norte de Israel "de veículos militares e veículos blindados de transporte de tropas".Em causa estão as sucessivas ondas de ataques de Israel, sobretudo a áreas da periferia sul da capital, Beirute, bastião do Hezbollah, que Telavive pretende decapitar.Os residentes dos subúrbios do sul de Beirute e do sul do país fugiram em massa após o exército israelita ter emitido ordens de retirada sem precedentes.Hoje, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou que o Líbano está a aproximar-se de um “desastre humanitário” com a deslocação em massa da população libanesa devido aos ataques das forças israelitas no país.“Poderá haver consequências sem precedentes desta deslocação no plano humanitário e político", disse o primeiro-ministro ao corpo diplomático.O Exército israelita anunciou hoje que realizou de manhã ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik foram também reportados ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa. Israel tinha alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.Lusa.O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas afirmou hoje que os Emirados e o Qatar são os países no Médio Oriente com mais portugueses e que a maioria dos que vivem nesta região afetada pela guerra não quer sair.Emídio Sousa falava aos jornalistas no Aeródromo Militar de Lisboa, onde às 10h16 de hoje aterrou um avião da TAP fretado pelo Estado português com 147 repatriados desta região, dos quais 139 portugueses.Antes, tinha aterrado, por volta das 05h00, no mesmo aeroporto um avião militar com 39 passageiros, no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.Segundo Emídio Sousa, existem duas situações distintas envolvendo portugueses nesta região: “Os residentes, com a maioria a querer continuar lá, sentem-se seguros e os meios de defesa aéreos dos países onde estão funcionam bem” e “os viajantes, que foram apanhados numa situação, muitas vezes até de transbordo de avião, e esses querem vir”.O secretário de Estado disse que há cerca de uma semana que a operação está a ser organizada e que foi sempre mantido o máximo sigilo, por razões de segurança.“Nós fizemos tudo isto com máximo sigilo e prudência e decidimos só comunicar no momento em que as pessoas estavam a chegar e que já sabíamos que estavam no ar”, referiu.E prosseguiu: “Estamos a trabalhar num eventual novo voo para uma outra zona, onde também há bastantes portugueses que nos têm manifestado esse interesse”.Lusa.Operação de repatriamento. "Cansadas, mas muito agradecidas", dizem portuguesas de voo que chegou a Lisboa.O primeiro-ministro português afirmou hoje que os pedidos de repatriamento devido à guerra no Médio Oriente continuam a “aparecer a todo o momento” e de “vários países da região”, assegurando que se manterá a solidariedade europeia.Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta da 36.ª Cimeira Luso-espanhola, ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que decorreu hoje de manhã em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática.Questionado se o Governo português prevê efetuar mais voos de repatriamento, Montenegro admitiu que os pedidos “estão a aparecer a todo o momento e de vários países da região” do Médio Oriente.O primeiro-ministro lembrou que, quando foi questionado sobre o tema, no parlamento, não podia dar muitos pormenores por razões de segurança.“Hoje já se sabe que uma das aeronaves é um C-130 da Força Aérea que, entretanto, já transportou 39 pessoas (24 nacionais) e um avião A-330 fretado à TAP, que já transportou 147 passageiros daquela região, 139 dos quais portugueses e outros oito de outras nacionalidades”, disse.Montenegro assegurou que está a ser utilizada a capacidade nacional para a realização de voos de repatriamento “num contexto de solidariedade europeia”, que contempla a possibilidade de nacionais de outros Estados - não apenas europeus, poderem viajar em voos portugueses, e vice-versa.“Estamos também em contacto com as companhias aéreas para realizar viagens com a inclusão dos nossos cidadãos nacionais em todas as possibilidades que se vão abrindo. Isto pressupõe muitas vezes viagens intercalares, as pessoas têm que se deslocar a pontos de contacto, têm que se deslocar depois aos aeroportos onde esses voos são disponibilizados”, precisou.Lusa.A líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, vão realizar uma reunião, por videoconferência, na próxima segunda-feira com líderes de países do Médio Oriente. Em cima da mesa a situação na região, após o lançamento da operação militar conjunta de Israel e EUA contra o Irão.A reunião será uma "oportunidade para ouvir" a avaliação dos líderes sobre o conflito "e para discutir mais apoio da UE e dos seus Estados-Membros aos países da região, bem como formas de pôr fim ao conflito atual", disse o porta-voz do presidente do Conselho Europeu, citado pela Reuters. .O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que os EUA não pretendem alcançar um acordo com o Irão, exceto a "rendição incondicional".Numa mensagem divulgada na sua rede social, a Truth Social, declarou: "Não haverá acordo com o Irão, exceto a rendição incondicional!".Trump afirmou ainda o que pretende depois da rendição do Irão e da "escolha de um grande e aceitável" novo líder do país. "Nós, e muitos dos nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irão de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca", afirmou."O irão terá um grande futuro", prometeu Donald Trump..Um porta-voz militar iraniano afirmou hoje que as forças de Teerão atingiram um petroleiro norte-americano, que estaria "em chamas" na região do Golfo."Um petroleiro de propriedade norte-americana, junto à fronteira com o Kuwait, foi alvejado e está em chamas", disse Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica, segundo a televisão estatal iraniana.Lusa.A petrolífera Eni iniciou a retirada de todo o pessoal estrangeiro do campo petrolífero de Zubair, no Iraque, avança esta sexta-feira a Reuters, que cita três fontes iraquianas.A medida ocorre numa altura em que o Irão continua a responder com bombardeamentos à operação militar conjunta dos EUA e Israel contra o Irão. Apesar da retirada do pessoal estrangeiro, as operações de produção no terreno mantêm-se, disseram as mesmas fontes à agência de notícias..Os preços dos combustíveis em Portugal deverão aumentar na próxima semana, num contexto de tensão no Médio Oriente, com o gasóleo simples a subir cerca de 25 cêntimos por litro e a gasolina sete cêntimos, segundo fonte do mercado.A mesma fonte explicou à Lusa que a média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo.Leia mais aqui.Gasóleo pode subir 25 cêntimos e gasolina 7 cêntimos na próxima semana com o conflito no Irão .Mais de 1000 cidadãos da União Europeia (UE) foram repatriados do Médio Oriente até agora em 10 voos organizados pela Comissão Europeia, após 17 Estados-membros, incluindo Portugal, terem ativado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.“Confirmo que Portugal ativou ontem [quinta-feira] ao final da tarde o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e outros países também tomaram as mesmas medidas. Nesta fase, temos 17 países que já ativaram o mecanismo, o que significa que está em curso uma grande operação e que estamos a trazer cidadãos europeus de volta à Europa”, disse a porta-voz do executivo comunitário para a área da Preparação, Eva Hrncirova.Questionada pela Lusa na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, a responsável apontou que, até quinta-feira, “foram 10 os voos que trouxeram cidadãos de volta à Europa, o que equivale a mais de 1000 passageiros”.Estes países são, além de Portugal, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, França, Itália, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Países Baixos, Letónia, Lituânia, Malta e Polónia.“Se é um cidadão do Médio Oriente e gostaria de regressar a casa, na Europa, isso significa que, se é um cidadão europeu, nunca estará sozinho numa situação de crise porque estamos sempre aqui para o ajudar. Pode embarcar num avião oferecido por outro Estado-membro, o que é coordenado pelas autoridades consulares”, assinalou Eva Hrncirova.Lusa.Em entrevista ao DN, o embaixador do Irão, Majid Tafreshi, defende o diálogo entre inimigos e diz que o país está preparado para resistir.Leia aqui a entrevista.Embaixador do Irão: “Não estamos em guerra contra ninguém, mas eles estão a bombardear a mesa de negociações”.O segundo voo com 139 portugueses aterrou às 10h16 desta sexta-feira em Lisboa, no âmbito da operação de repatriamento de cidadãos nacionais do Médio Oriente. A bordo vinham também cidadãos estrangeiros, nomedamente da Alemanha, Itália, Estados Unidos da América, Reino Unido e Peru, num total de 147 passageiros.O voo foi fretado pelo Estado português para repatriar os portugueses que pretendem sair de zonas de risco devido à guerra no Médio Oriente.Antes, durante a madrugada, já tinha chegado ao Aeroporto de Figo Maduro um voo militar com 24 portugueses..Operação de repatriamento. "Cansadas, mas muito agradecidas", dizem portuguesas de voo que chegou a Lisboa.O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, está presente no local para receber os cidadãos repatriados..Pelo menos 20 pessoas morreram e cerca de 30 ficaram feridas num bombardeamento que atingiu hoje os arredores da cidade iraniana de Shiraz, disseram as autoridades do Irão.Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, as autoridades da província de Fars afirmaram que o ataque atingiu uma zona residencial provocando 20 mortos, dois dos quais socorristas, e 30 feridos.As autoridades locais disseram que se tratou de "um crime de guerra cometido pelos Estados Unidos e pelo regime sionista (Governo de Israel)".O Crescente Vermelho iraniano confirmou que entre os mortos em Shiraz estavam dois socorristas.O responsável da organização, Pirhosein Kolivand, declarou hoje que os bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel atingiram, desde sábado, mais de 3600 alvos civis, incluindo 3090 casas, 528 centros comerciais, 24 centros de saúde e nove instalações do Crescente Vermelho.Lusa.A Polícia Metropolitana deteve, em Londres e Watford, na madrugada desta sexta-feira quatro pessoas suspeitas de espionagem no Reino Unido para o Irão.De acordo com a BBC, foram detidos um iraniano e três cidadãos com dupla nacionalidade britânica e iraniana, no âmbito de uma operação antiterrorista. São suspeitos de estarem envolvidos com um serviço de informações estrangeiro. .Foram ouvidas várias explosões em Telavive, Israel, de acordo com o relato de jornalistas da AFP. O exército de Israel assinalou a deteção de novos mísseis lançados do Irão em direção a território israelita."Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão a funcionar para interceptar a ameaça", informaram os militares..O ministro Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje, em entrevista à rede norte-americana NBC News, que a China e a Rússia "estão a apoiar politicamente e de outras formas" o Irão, sem especificar como."Não vou dar detalhes sobre a nossa cooperação com outros países, exatamente a meio de uma guerra", afirmou o chefe da diplomacia iraniana, acrescentando que a cooperação militar entre Moscovo e Teerão "nunca foi um segredo". Araghchi evitou ainda mencionar Pequim, apesar das perguntas do jornalista da NBC.Araghchi afirmou que o Irão não tomou a decisão de iniciar uma guerra com os seus vizinhos. "Não atacámos os nossos vizinhos. Não atacámos países muçulmanos", disse. "Atacámos alvos americanos e bases americanas, instalações americanas, que infelizmente estão localizadas em território dos nossos vizinhos", acrescentouO chefe da diplomacia disse ainda que falou com os homólogos desses países para explicar que eles não são o alvo, explicando que os ataques contra alvos civis, como áreas residenciais no Bahrein, hotéis no Dubai, e o aeroporto internacional no Kuwait tinham sido "danos colaterais".Abbas Araghchi disse ainda que o Irão não encerrou o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo mundial, ainda que na passada segunda-feira, uma alta patente da Guarda da Revolução do Irão, brigadeiro-general Ebrahim Jabbari tenha dito que o estreito estava fechado e que quaisquer navios que tentassem passar seriam considerados alvos."Eles não fecharam. São os navios e os petroleiros que não arriscam a travessia porque têm medo que possam ser atingidos por qualquer um dos lados", afirmou o ministro."Portanto, não temos intenção de encerrá-lo neste momento, mas, à medida que a guerra continua, iremos considerar todos os cenários", acrescentou porém.Lusa.NATO afasta acionar artigo 5.º, embora incidente na Turquia tenha sido “grave”.O Exército israelita anunciou hoje que realizou ataques aéreos contra um centro de comando do Hezbollah e uma instalação de armazenamento de drones no Líbano.O ataque contra a capital do Líbano ocorreu hoje de manhã.Segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), além dos ataques aéreos contra Dayhe e Haret Hreik foram também reportados ataques perto de Baalbek, no leste do país, e em cidades do sul como Touline e Srifa,Israel tinha alertado para a retirada da população de duas zonas no sul de Beirute.Na passada segunda-feira, o Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, lançou foguetes de artilharia contra Israel numa ação contra os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.As forças de Israel continuam a realizar ataques quase diários no sul do Líbano e a manter tropas na região.Segundo os serviços de emergência libaneses, registaram-se pelo menos 123 mortos e 683 feridos no Líbano, além de dezenas de milhares de deslocados desde segunda-feira. Lusa.Irão: Preço do petróleo Brent cai ligeiramente mas mantém-se acima dos 85 dólares .O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump considerou na quinta-feira "desnecessário" e uma "perda de tempo" o envio de tropas norte-americanas para o terreno no Irão, sugerindo que neste momento não está a pensar numa invasão."É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a sua marinha. Perderam tudo o que podiam perder", afirmou Trump, em entrevista pelo telefone ao canal de televisão NBC, acrescentando que o ritmo e a intensidade dos ataques continuarão.Numa reação aos comentários do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, que disse à "NBC Nightly News" que o país está pronto para uma invasão terrestre pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump considerou o comentário "desnecessário", sugerindo que uma invasão não é algo em que esteja a pensar neste momento.Trump reiterou que deseja ver a estrutura de liderança do Irão totalmente removida e que tem alguns nomes em mente para um "bom líder"."Queremos entrar e limpar tudo", disse. "Não queremos qualquer pessoa que reconstrua ao longo de um período de 10 anos. Queremos que tenham um bom líder. Temos algumas pessoas que acho que fariam um bom trabalho", acrescentou, recusando-se a citar nomes.Trump disse ainda que está a tomar medidas para garantir que as pessoas que diz ter na lista sobrevivam à guerra. "Estamos a observá-las, sim", disse.No passado sábado, em resposta a uma questão também colocada pela NBC News sobre quem irá liderar o Irão a seguir, Trump respondeu: "Não sei, mas em algum momento eles vão ligar-me para perguntar quem eu gostaria", afirmou então, acrescentando que estava "apenas a ser um pouco sarcástico ao dizer" aquilo.Lusa."O Irão representa uma enorme ameaça para o mundo, mas especialmente para Israel".O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, disse hoje que as autoridades estão a ponderar organizar um novo voo de repatriamento de cidadãos portugueses do Médio Oriente, com partida da Arábia Saudita."Estamos a ponderar todas as formas de podermos ajudar. Poderá ser através de um outro voo, que vamos pôr a hipótese de organizar, ou através de um outro voo de um país europeu", explicou Emídio Sousa à comunicação social no Aeroporto de Figo Maduro."Hoje, durante toda a manhã, os nossos serviços vão contactar as pessoas, a ver quem quer vir, para vermos a oportunidade ou não de organizar esse voo. E a Força Aérea já está a planear o voo", acrescentou o secretário de Estado.Lusa .'Kit' de 72 Horas: uma nova prioridade para as famílias portuguesas.Aterrou hoje por volta das 05h00 no Aeroporto de Figo Maduro o avião militar com 39 passageiros que faz parte de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas, avançou o canal de notícias Now.O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, esteve presente no local para receber os cidadãos repatriados, que viajaram desde Omã, informou o Now.Neste voo militar, seguiam 39 passageiros, dos quais 24 são portugueses e 15 estrangeiros (França, Grécia, Brasil e Israel).. Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa anunciaram na quinta-feira que está em curso uma operação de repatriamento de 186 pessoas, quase todos portugueses, com chegada prevista para o dia de hoje.Segundo comunicado conjunto dos dois ministérios, a operação envolve um avião C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.O voo fretado transporta 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito estrangeiros (da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru), estando a sua hora de chegada prevista para as 10:00, ainda de acordo com o Now.As "missões e plano de segurança foram solicitados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Ministério da Defesa Nacional", refere o comunicado.Lusa.Os governos do Qatar e do Kuwait anunciaram ter intercetado hoje vários mísseis no seu espaço aéreo, no sétimo dia da guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão.O exército do Kuwait informou que as defesas aéreas registaram diversos ataques com mísseis e drones que penetraram o espaço aéreo do país.A defesa aérea do Qatar também garantiu ter frustrado um ataque com drones contra a base de Al Udeid, em Doha, que acolhe militares norte-americanos.A Arábia Saudita intercetou hoje também três mísseis que se dirigiam para a base aérea do príncipe Sultan, que acolhe militares norte-americanos, anunciou anteriormente o Governo saudita.Lusa.O Hezbollah libanês, movimento xiita pró-Irão, reivindicou hoje uma ofensiva com artilharia e foguetes contra posições do exército israelita perto da fronteira, e Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra a cidade israelita de Telavive."Em resposta à agressão criminosa israelita que atingiu dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios a sul de Beirute, os combatentes da Resistência Islâmica lançaram um ataque (...) com salvas de foguetes e tiros de artilharia", escreveu o Hezbollah num comunicado.No momento do ataque, por volta das 02:10 (00:10 em Lisboa), sirenes soaram nas localidades israelitas visadas, sem que fossem registadas vítimas ou danos.Também hoje os Guardas da Revolução iranianos anunciaram terem lançado mísseis e drones contra Telavive, em Israel."A operação inclui um ataque combinado de mísseis e drones, bem como o lançamento de uma barragem de mísseis Kheibar, visando alvos localizados no centro de Telavive", de acordo com um comunicado dos Guardas citado pela agência de notícias oficial iraniana Irna.Lusa.Os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira, por um mês, a entrega de petróleo russo sob sanções à Índia, numa altura em que o conflito no Médio Oriente afeta diretamente o abastecimento de Nova Deli.De acordo com um documento publicado pelo Departamento do Tesouro dos EUA, a autorização será válida até ao final do dia 03 de abril de 2026.O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou na rede social X que a exceção foi concedida para "permitir que o petróleo continue a abastecer o mercado mundial"."Esta medida temporária não trará vantagens financeiras significativas ao Governo russo, uma vez que apenas autoriza transações relativas a petróleo já bloqueado no mar", acrescentou.A venda à Índia "vai aliviar a pressão causada pela tentativa do Irão de sequestrar a energia mundial", acrescentou.O Departamento do Tesouro também esclareceu que a autorização não se estende ao petróleo proveniente do Irão.Lusa. O exército israelita afirmou na noite de ontem ter realizado ataques em grande escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão, e a televisão pública iraniana relatou uma série de explosões."As Forças de Defesa de Israel lançaram uma onda de ataques em grande escala contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerão", indicou o exército.A televisão pública iraniana Irib, por seu lado, relatou "várias explosões ouvidas no oeste e no leste de Teerão".Lusa.Ataques iranianos atingiram hoje dois hotéis e um edifício residencial no Bahrein, anunciou o ministério do Interior deste país."O agressor iraniano atingiu dois hotéis e um edifício residencial em Manama, causando danos materiais mas sem perda de vidas", indicou esta fonte na rede social X.Lusa.Bom dia, Siga aqui os principais desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente, que entra hoje no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.Veja no link abaixo como foi o dia de ontem: .Portugal ativou Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Israel promete "outras surpresas" na guerra