O chefe do Estado-Maior israelita anunciou hoje que Telavive passou à “próxima fase” das operações militares contra o Irão e disse que tinha “outras surpresas” contra a República Islâmica.“Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou o tenente-general Eyal Zamir numa declaração televisiva.“Durante esta fase, continuaremos a desmantelar o regime [iraniano] e as suas capacidades militares. Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse esta quinta-feira que "há muitos resultados positivos", mas que "ainda há muito a fazer" no conflito contra o Irão."Continuamos a atacar os alvos do regime terrorista no Irão e também os elementos terroristas no Líbano. Há muitas conquistas, mas ainda há muito a fazer", indicou Netanyahu num vídeo divulgado pelo gabinete governamental.O líder israelita visitou hoje uma base aérea no sul de Israel e reuniu-se com pilotos do Exército dos Estados Unidos que estão a participar nas operações."A cooperação entre o Exército dos Estados Unidos e as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) é histórica", acrescentou.Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.Lusa.Portugal ativou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para organizar o repatriamento de cidadãos portugueses no Médio Oriente, indicou uma porta-voz da Comissão Europeia à agência Lusa.Segundo indicaram fontes europeias à Lusa, Portugal pediu para ser organizado um voo de repatriamento, disponibilizando-se a dar lugares nesse voo a outros Estados-membros.À Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta da Preparação, Eva Hrncirova, referiu que 15 Estados-membros já ativaram, até ao momento, o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos nacionais e confirmou que Portugal é um deles.A porta-voz referiu que alguns dos voos organizados já “chegaram em segurança à Europa e outros estão previstos para os próximos dias”.“A situação é instável e muda a cada hora. Por esse motivo, e por questões de segurança, não divulgamos detalhes das operações”, referiu.Ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, os Estados-membros podem pedir assistência à UE para o repatriamento de cidadãos, cabendo depois à Comissão Europeia coordenar a resposta e “contribuir para o transporte e custos operacionais de voos”.Lusa.O petroleiro Sonangol Namibe, com bandeira das Bahamas, foi atingido hoje quando se encontrava ancorado perto do porto iraquiano de Khor al Zubair, confirmou fonte da petrolífera estatal angolana. O incidente provocou apenas danos materiais no casco, tendo sido atingido um dos tanques de lastro, que não continha petróleo já que a embarcação ainda não estava carregada, adiantou a mesma fonte à agência Lusa.Segundo um comunicado divulgado pela Sonangol, o navio encontrava-se ao serviço da Stena Sonangol Suezmax Pool, joint-venture entre a petrolífera angolana e a sueca Stena Bulk e os relatórios preliminares apontam para a ocorrência de uma explosão localizada na área do convés, quando a embarcação aguardava operações de carregamento."Toda a tripulação encontra-se em segurança, não havendo registo de feridos. O navio mantém-se estável e sob controlo operacional", adianta a Sonangol Trading & Shipping, acrescentando que os "procedimentos de segurança previstos foram prontamente ativados, estando em curso avaliações técnicas adicionais, em coordenação com as autoridades marítimas locais e as entidades técnicas competentes".Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, Teerão foi atacado."Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações”, afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12 dias.“Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", acrescentou, numa entrevista transmitida pelo canal norte-americano NBC News.Lusa.Danny Danon, enviado de Israel na ONU, garantiu que o seu país irá dificultar as ações do Irão de bloqueio do estreito de Ormuz, impedindo a circulação de embarcações. Nesse sentido, diz que irá acabar com o domínio iraniano "em poucos dias".O Irão controla esta rota marítima, por onde passa um quinto do fornecimento global de petróleo e já veio dizer que está fechada ao tráfego internacional.Refira-se que o presidente norte-americano Donald Trump já alertou que, "se for necessário", a Marinha dos EUA irá escoltar petroleiros no estreito..Alireza Enayati, embaixador do Irão em Riade, expressou à Arábia Saudita a gratidão pela promessa de não permitir o uso do seu espaço aéreo ou território durante a guerra contra os EUA e Israel. "Agradecemos o que temos ouvido repetidamente da Arábia Saudita: que não permitirá a utilização do seu espaço aéreo, águas ou território contra a República Islâmica do Irão", disse o diplomata à agência France-Presse (AFP).O embaixador negou ainda que Teerão tenha atacado esta semana a representação diplomática dos Estados Unidos em Riade. "Nenhum drone foi lançado do Irão em direção à embaixada dos Estados Unidos em Riade", garantiu Alireza Enayati. .O Crescente Vermelho iraniano afirmou hoje que os ataques israelitas e norte-americanos ao país iniciados no sábado visaram mais de 3.643 edifícios civis e deixaram três hospitais inoperacionais.O presidente do organismo, Pir Hossein Kolivand, detalhou que, dos 3.643 edifícios civis afetados, pelo menos 3.090 residências, 528 edifícios de comércio, mas também 13 centros médicos e nove sedes do Crescente Vermelho foram atingidos.Além disso, grandes centros médicos como o hospital Khatam, em Teerão, com mais de 1.000 camas, ou o hospital Gandhi foram atingidos pelos bombardeamentos, causando danos a pessoas que estavam a receber tratamento médico, enquanto pacientes, incluindo recém-nascidos, tiveram que ser transferidos para outros locais, de acordo com a Cruz Vermelha.Outros hospitais, como o Valiasr Burn, também em Teerão, ficaram completamente inutilizados.“Estes ataques à infraestrutura civil violam as Convenções de Genebra. Foram apresentados relatórios dos danos à Cruz Vermelha Internacional e aos organismos internacionais competentes para acompanhamento legal”, afirmou o Governo iraniano, referindo-se aos tratados internacionais assinados na cidade suíça que limitam a barbárie da guerra.O porta-voz do Ministério da Saúde do Irão, Hosein Kermanpour, detalhou que os bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos mataram quatro profissionais médicos e um total de 28 profissionais de saúde ficaram feridos.“Os ataques diretos ou indiretos à infraestrutura de saúde e ao pessoal médico violam os princípios mais fundamentais do direito internacional humanitário”, afirmou o porta-voz.Lusa.Curdos, a arma (pouco) secreta dos EUA contra o regime do Irão.O Governo português expressou hoje “total solidariedade” à Turquia após o ataque do Irão, cuja autoria foi entretanto negada por Teerão, e apelou ao fim da “vertigem iraniana da escalada indiscriminada do conflito”.“Portugal expressa total solidariedade à Turquia após o ataque do Irão, repelido pela defesa aérea da NATO”, escreveu hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), numa mensagem na rede social X, na qual identificou o chefe da diplomacia turca, Hakan Fidan.O ministério dirigido por Paulo Rangel sublinhou que “a Turquia promove estabilidade e responsabilidade: nada justifica esta provocação”.“A vertigem iraniana de escalada indiscriminada do conflito tem de parar”, referiu ainda.As defesas da NATO na Turquia informaram na quarta-feira que tinham intercetado um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e que estilhaços da munição caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas, o que o Governo turco confirmou.No entanto, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou ter lançado um míssil contra a Turquia."As Forças Armadas da República Islâmica do Irão respeitam a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e negam qualquer lançamento de mísseis contra o seu território", indicou o Estado-Maior iraniano num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social do país.Lusa.O preço do barril de petróleo dos EUA subiu hoje 6,08% e ultrapassou os 79 dólares, impulsionado pela redução do fluxo devido ao bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão.Pelas 16h40 (hora de Lisboa), o preço do barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), para entrega em abril, subia 6,08% para 79,20 dólares (cerca de 68,15 euros).Já o preço do barril de petróleo Brent do Mar do Norte, uma referência internacional, para entrega em maio, cresceu 3,75% para 84,45 dólares (aproximadamente 72,66 euros).Pelo estreito de Ormuz passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL).Lusa.O governo do Azerbaijão suspendeu hoje o tráfego de camiões para o Irão na sequência de um ataque com drones por parte das forças iranianas no enclave de Nakhchivan, do qual resultaram quatro civis feridos, além de danos num prédio perto do aeroporto..O exército israelita anunciou ter eliminado um comandante do movimento islamita Hamas num ataque aéreo contra o campo de refugiados palestiniano de Bedawi, em Tripoli, no norte do Líbano. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel indicaram que o alvo da operação foi Wassim Ataillah Ali, descrito como responsável pelo treino do departamento militar do Hamas no Líbano.Ali estava envolvido na preparação de "planos terroristas para prejudicar cidadãos do Estado de Israel e soldados das Forças de Defesa de Israel", sendo considerado uma ameaça para o país, segundo os israelitas..Várias explosões foram registadas perto do aeroporto de Abu Dhabi, revelou a agência Reuters, acrescentando que, segundo o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, estão a ser abatidos mísseis e drones disparados do Irão..o presidente norte-americano Donald Trump disse em entrevista ao portal de notícias Axios que pretende participar da escolha do próximo líder supremo do Irão, tendo classificado o filho do ayatollah Ali Khamenei como uma opção "inaceitável".“O filho de Khamenei é inaceitável para mim”, disse Trump sobre Mojtaba Khamenei, de 56 anos, sublinhando que pretende “alguém que traga harmonia e paz ao Irão”.“O filho de Khamenei é um peso morto. Eu tenho de estar envolvido na nomeação, assim como fiz com Delcy Rodríguez na Venezuela”, disse o presidente dos Estados Unidos..Pelo menos 102 pessoas foram mortas e 638 ficaram feridas na sequência dos ataques israelitas ao Líbano desde o início do conflito com o Irão, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.O ministério indicou num comunicado que este balanço poderá aumentar, uma vez que os hospitais continuam a receber vítimas.O balanço anterior era de 77 mortos.Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e o leste do Líbano, além dos arredores de Beirute, embora durante a madrugada tenha atingido também, pela primeira vez neste conflito, o campo de refugiados palestinianos de Bedawi, no norte do país.A ofensiva começou depois de o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah ter atacado o norte do Estado judaico na noite de domingo para segunda-feira.O novo balanço surge também depois de o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, ter afirmado que o sul de Beirute, um bastião do Hezbollah, iria sofrer a mesma devastação que Israel infligiu a Gaza nas represálias militares contra o Hamas.“Muito em breve, Dahiyeh [bairro a sul de Beirute] será parecida com Khan Yunis”, declarou o ministro de extrema-direita, na rede social Telegram, em referência à grande cidade do sul da Faixa de Gaza devastada pela guerra desencadeada pelo Hamas a 07 de outubro de 2023.Em guerra contra o Hezbollah no Líbano, o exército israelita apelou hoje de manhã aos habitantes de toda a zona sul de Beirute para que a abandonassem “de imediato” para garantir a sua sobrevivência.O Governo libanês decidiu proibir qualquer potencial atividade militar da Guarda Revolucionária do Irão e impor a exigência de visto para iranianos que entram no país, numa nova medida destinada a apertar o cerco ao Hezbollah. O Conselho de Ministros libanês decidiu que, caso seja confirmada a presença de membros da Guarda Revolucionária Iraniana no Líbano, “proibirá toda a atividade [...) e prendê-los-á [...] com vista à respetiva extradição".Segundo o ministro da Informação libanês, Paul Morcos, os iranianos vão, agora, necessitar de obter um visto para entrar no Líbano, quando, anteriormente, os dois países isentavam os respetivos cidadãos dessa exigência, com base no princípio da reciprocidade.Lusa.As instalações de refinarias de petróleo e fábricas de Maameer, no sul do Bahrein, foram alvo de um ataque esta tarde, de acordo com o Ministério do Interior daquele pequeno país do Médio Oriente.As infraestruturas sofreram alguns danos, entre os quais um incêndio que já foi controlado, mas não houve vítimas.Refira-se que sirenes de alerta aéreo foram ouvidas no Bahrein durante a manhã, com os moradores a serem aconselhados a procurar abrigo..131 cidadãos portugueses que estavam no Dubai e em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, já iniciaram a viagem de regresso a Lisboa, onde deve chegar às 6h00 da madrugada desta sexta-feira, de acordo com uma notícia avançada pela RTP.De acordo com o canal público, a missão de repatriamento iniciou-se quando dois autocarros com 82 pessoas, incluindo crianças, deixaram o Dubai, e um autocarro com 49 passageiros abandonou Abu Dhabi.Ambos demoraram duas horas até à fronteira de Hatta, onde estiveram cerca de três horas, tendo depois seguido para o aeroporto de Muscat, em Omã, de onde partem para Lisboa num voo fretado da TAP, que vai fazer uma escala na Grécia..O grupo Lufthansa, que inclui também a Swiss, a Australian Airlines, a Brussels Airlines e a ITA, anunciou hoje o prolongamento da suspensão dos seus voos para alguns países do Médio Oriente devido ao escalar do conflito na região.Os voos para Telavive ficam suspensos até 22 de março, para Beirute até 28 do mesmo mês, enquanto os voos com destino a Teerão não se realizam até 30 de abril.Por sua vez, os voos para o Dubai e Abu Dhabi estão suspensos até 10 de março e para Amã e Erbil, no Iraque, até 15 de março.Lusa.O Governo russo acusou hoje EUA e Israel de “semearem a discórdia” no Médio Oriente e provocarem deliberadamente o Irão para que esta República Islâmica “lance ataques de represália contra alvos em múltiplos países árabes”.“Os agressores tentam semear a discórdia no mundo islâmico durante o apogeu do Ramadão, o mês muçulmano sagrado. Provocaram deliberadamente o Irão para que lançasse ataques de retaliação contra alvos em vários países árabes, provocando perdas humanas e materiais, algo que a Rússia lamenta profundamente”, lê-se num comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Rússia.A mesma fonte defendeu que israelitas e norte-americanos “tentam arrastar os árabes para uma guerra por interesses externos, enquanto desviam a atenção da situação catastrófica do povo palestiniano”, manifestando que Moscovo está “profundamente preocupada com a situação no Médio Oriente”.“Não há sinais de que os EUA e Israel, que lançaram uma operação militar para derrubar o governo legítimo do Irão sob pretexto completamente fabricado, vão usar o bom senso e cessar o derramamento de sangue. Pelo contrário, emanam das suas capitais mensagens belicosas e o exército israelita lançou uma nova invasão do Líbano”, sublinhou.A Rússia reitera assim o apelo ao “fim imediato das hostilidades, incluindo ataques inaceitáveis contra o território dos estados árabes do Golfo”, considerando “completamente inaceitáveis os ataques contra civis e quaisquer alvos civis, seja no Irão ou nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)”.Lusa.Os moradores de Beirute, capital do Líbano, estão a deixar a cidade depois de as forças israelitas terem alertado para que evacuassem as suas casas para ficarem a salvo dos bombardeamentosQuase 84 mil pessoas já tinham sido deslocadas desde que os confrontos entre Israel e o Hezbollah foram retomados na segunda-feira..A União Europeia (UE) e os países do Golfo instaram hoje o Irão a “cessar imediatamente” os “ataques injustificados" contra os países da região e comprometeram-se a “unir esforços diplomáticos” para impedir “atividades desestabilizadoras” do regime de Teerão.Este compromisso é assumido numa declaração conjunta divulgada após uma reunião extraordinária, que se realizou por videoconferência, entre ministros dos Negócios Estrangeiros da UE e os seus homólogos dos países do Golfo: Bahrein, Kuwait, Qatar, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.Na declaração, a UE manifesta solidariedade com os países do Golfo perante os “ataques injustificadas” do Irão e as duas partes instam Teerão a “cessá-los imediatamente”, avisando que “ameaçam a segurança regional e global”.“Os ministros recordaram o direito inerente dos países do Conselho de Coordenação do Golfo, em conformidade com o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, de se defenderem, individual e coletivamente, contra os ataques armados do Irão”, referem, acrescentando que os países do Golfo “têm o direito de tomar todas as medidas necessárias para defender a sua segurança e estabilidade”.As duas partes dizem ainda ter concordado, durante a reunião, “em unir esforços diplomáticos para encontrar uma solução duradoura que impeça o Irão de adquirir armas nucleares, cessar a produção e proliferação de mísseis balísticos, veículos aéreos não tripulados e quaisquer tecnologias que ameacem a segurança da região, bem como abster-se de atividades desestabilizadoras na região e na Europa”.“E, em última análise, para permitir que o povo iraniano determine o seu futuro”, lê-se na declaração.No mesmo comunicado, a UE e os países do Golfo reafirmam o seu “compromisso inabalável com o diálogo e a diplomacia como forma de resolver a crise” atual e salientam que, no passado, instaram várias vezes Teerão a “restringir o seu programa nuclear e o seu programa de mísseis balísticos”, assim como a abster-se de atividades desestabilizadoras e a “pôr termo à violência chocante contra o seu próprio povo”.Os ministros afirmam ainda a necessidade de preservar o espaço aéreo e as rotas marítimas da região para garantir que há liberdade de navegação, incluindo no estreito de Ormuz, e que se preservam a segurança das cadeias de abastecimento e a estabilidade dos mercados globais de energia.“A segurança e a estabilidade na região do Golfo são pilares fundamentais da economia global, intrinsecamente ligadas à segurança europeia e global”, refere o comunicado.Neste contexto, tanto a UE como os países do Golfo destacaram a importância das missões navais europeias Aspides e Atalanta, presentes no Mar Vermelho e no Oceano Índico Ocidental, para “proteger vias marítimas críticas e reduzir disrupções nas cadeias de abastecimento”.Na declaração, a UE agradece ainda aos países do Golfo pela “hospitalidade e assistência fornecidas a cidadãos europeus” que se encontram na região e assegura que irá “continuar a fazer todos os esforços possíveis” para permitir o seu repatriamento seguro.Lusa.Cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros ficaram bloqueados no Golfo Pérsico devido à guerra no Médio Oriente e à paralisia do estreito de Ormuz, anunciou hoje a Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês).A agência da ONU com sede em Londres manifestou-se “profundamente preocupada” com o bem-estar e a segurança de passageiros de cruzeiros e de tripulantes de diferentes navios, segundo um comunicado divulgado no seu ‘site’.“Embora a perturbação no comércio global seja significativa, a principal preocupação da IMO continua a ser as implicações humanitárias e de segurança para os tripulantes a bordo de navios que operam naquela área”, afirmou.A IMO, responsável pela segurança marítima, acrescentou estar pronta para “colaborar com todas as partes interessadas para contribuir para garantir a segurança e o bem-estar” das pessoas afetadas.Lusa.O Ministério da Defesa do Qatar afirmou esta quinta-feira ter sido atacado com vários mísseis e drones iranianos, segundo noticia a Associated Press. O Governo do Qatar detalhou a informação ao referir que as defesas aéreas do país conseguiram intercetar todos os drones e 13 dos mísseis, sendo que um 14º míssil caiu no mar..O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou esta quinta-feira que o Reino Unido vai reforçar a sua posição defensiva no Qatar com o envio de quatro caças, numa altura em que se intensifica o conflito no Médio Oriente. "Posso anunciar hoje que estamos a enviar quatro jatos Typhoon adicionais para se juntarem ao nosso esquadrão no Qatar, a fim de reforçar as nossas operações defensivas no Qatar e em toda a região", disse Starmer, citado pela imprensa internacional, durante uma conferência de imprensa..O Irão afirmou hoje ter visado o aeroporto internacional Ben Gurion, em Telavive, e uma base aérea na mesma zona, e acusou Estados Unidos e Israel de atingirem alvos civis, no sexto dia de guerra.“Vários mísseis pesados ‘Khorramshahr-4’, transportando uma ogiva de uma tonelada, foram lançados ao amanhecer de hoje […] em direção ao coração de Telavive, ao aeroporto Ben Gurion e à base do 27.º esquadrão da força aérea localizada no aeroporto”, indicou a Guarda Revolucionária, num comunicado divulgado pela agência Tasnim.Antes, o Ministério dos Transportes israelita tinha anunciado a aterragem hoje de manhã no mesmo aeroporto de dois aviões que transportavam cerca de 340 israelitas de regresso ao seu país.O aeroporto, fechado desde o início da ofensiva lançada a 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão, permanece, no entanto, fechado ao tráfego comercial.Por outro lado, numa mensagem publicada na rede social X, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, acusou os Estados Unidos e Israel de visarem “deliberadamente” zonas civis na guerra contra a República Islâmica.“O nosso povo está a ser brutalmente massacrado enquanto os agressores visam deliberadamente zonas civis e qualquer local que considerem capaz de provocar o máximo de sofrimento e de perdas humanas”, afirmou Baqaei.Lusa.Um navio-tanque terá começado a afundar na costa do Kuwait após uma grande explosão, avança esta quinta-feira a CNN, que cita a agência britânica que monitoriza a segurança marítima, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO).De acordo com o comunicado da UKMTO, o navio estava ancorado a 30 milhas náuticas a sudeste da província de Mubarak Al Kabeer, no Kuwait. O capitão do navio-tanque disse ter "testemunhado e ouvido uma grande explosão no lado de bombordo e, em seguida, visto uma pequena embarcação a deixar as proximidades", acrescenta a nota. Não se registaram, até ao momento, vítimas nem foram reportados focos de incêndio a bordo da embarcação, na sequência da explosão. .De acordo com a Sky News foi vista uma coluna de fumo na zona norte de Riade, capital da Arábia Saudita.Os funcionários das embaixadas do bairro diplomático de Al Safarat foram orientados para os abrigos devido a uma possível ameaça..Devido ao agravamento das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, pelo menos 38 mil pessoas cruzaram a fronteira do Líbano para a Síria, disse à Associated Press a agência da ONU para refugiados (ACNUR), com base em dados das autoridades sírias.Os milhares que já atravessaram esta fronteira serão na sua maioria sírios. A agência da ONU, assim como as autoridades libanesas, já tinham informado que cerca de 84.000 pessoas foram deslocadas internamente no Líbano.“Em todo o Médio Oriente e além, um quadro preocupante de deslocamento está a surgir após os conflitos em curso na região”, disse o porta-voz do ACNUR, Babar Baloch, na quinta-feira.Já no Irão, cerca de 100 mil pessoas terão sido deslocadas nos dois primeiros dias após os ataques dos EUA e de Israel contra o país..Dez Estados-membros da União Europeia (UE), à exceção de Portugal, já ativaram o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para repatriar cidadãos a partir do Médio Oriente, tendo já sido realizados seis voos, anunciou esta quinta-feira a Comissão Europeia.Dados hoje publicados pelo executivo comunitário dão conta de que, até hoje de manhã, 10 Estados-membros ativaram este mecanismo, que coordena a resposta comunitária a emergências, sendo eles Bélgica, Bulgária, França, Itália, República Checa, Chipre, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia e Áustria.Acresce que, até ao momento, o Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da Comissão Europeia apoiou os países europeus na organização de seis voos de repatriamento, trazendo cidadãos europeus de volta em segurança para Bulgária, Itália, Áustria e Eslováquia.Para os próximos dias, estão planeados voos adicionais de repatriamento ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, aponta a instituição, sem precisar, dando apenas conta de que “um número crescente de Estados-membros da UE tem ativado” tal instrumento.“Em resposta aos recentes acontecimentos na região, a Comissão está a tomar todas as medidas possíveis para garantir a segurança dos cidadãos da UE, apoiando os Estados-membros na coordenação de voos de repatriamento a partir do Médio Oriente. A prioridade é ajudar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE que ficaram retidos na região, trazendo-os de volta em segurança para casa, na Europa”, adianta Bruxelas.Cabe ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência coordenar logisticamente os voos disponibilizados pelos Estados-membros.Tais operações de retirada podem ter financiamento europeu, que varia entre 50% (quando mais de 70% dos passageiros são cidadãos do país que organizou o voo e o restante de outros Estados-membros da UE), 75% (se a bordo seguem mais de 30% além da nacionalidade organizadora) e 100% (no caso de pedidos feitos diretamente a Bruxelas para organizar, por exemplo, quando é um país pequeno).Qualquer país na Europa ou fora dela pode solicitar assistência de emergência através da ativação do Mecanismo de Proteção Civil da UE, cabendo à Comissão Europeia o papel de coordenação da resposta a catástrofes e na contribuição para os custos de transporte e operacionais dos voos de repatriamento.Ainda assim, os países têm de formalizar pedidos de assistência.Uma fonte europeia explicou à Lusa que "ainda não há nada específico sobre Portugal, nem pedido [para ter passageiros noutro voo] ou disponibilidade" para levar outros cidadãos da UE.Mas, ressalvou, "não é porque Portugal não ativou [o mecanismo] que não podem estar passageiros portugueses a bordo", dado o princípio de solidariedade europeia.Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.Lusa.A Reuters avança que funcionários estrangeiros foram retirados do campo petrolífero de Rumaila, no Iraque, que é operado pela britânica BP.A decisão de retirar os funcionários surgiu após dois drones não identificados terem aterrado na área do campo petrolífero, afirmaram três fontes da indústria petrolífera iraquiana à agência de notícias..Secretário-geral da NATO afirmou que o incidente na Turquia, onde foi intercetado um míssil, foi grave. Em entrevista à Reuters, Mark Rutte afirmou, no entanto, que, neste momento, não estava em discussão invocar o Artigo 5º da Aliança Atlântica.Rutte reiterou que a NATO não está envolvida neste conflito, mas disse apoiar a decisão do presidente dos EUA que numa operação conjunta com Israel atacou o Irão."Sabemos que o Irão estava perto de obter capacidade nuclear e capacidade de mísseis", o que "seria uma ameaça não só para o Médio Oriente e, claro, para Israel, mas também potencialmente para a Europa", afirmou em declarações à agência de notícias."Penso, e vejo isto generalizado na Europa e entre os aliados, que apoiamos o presidente na eliminação dessa capacidade, tal como os americanos conseguiram fazer", considerou. .A França decidiu autorizar "temporariamente" a presença de aeronaves dos EUA nas suas bases militares no Médio Oriente, disse à AFP o Estado-Maior francês. "No âmbito das nossas relações com os Estados Unidos, a presença das suas aeronaves foi temporariamente autorizada nas nossas bases" na região, disse um porta-voz do Exército francês à agência de notícias. "Estas aeronaves contribuem para a proteção dos nossos parceiros no Golfo", justificou. .A Guarda Revolucionária da República Islâmica iraniana declarou hoje o estreito de Ormuz, entre golfos Pérsico e de Omã, sob seu controlo de acordo com o direito internacional e que quaisquer navios fora do protocolo serão afundados."De acordo com as leis e resoluções internacionais em tempos de guerra, as regras de trânsito pelo estreito de Ormuz estarão sob o controlo da República Islâmica", disse o brigadeiro-general Kiumars Heidari, vice-comandante da base Khatam al-Anbiya, o comando central unificado das forças armadas iranianas, às televisões locais.O responsável militar frisou que alguma quebra das normas por parte das embarcações que cruzem a zona pode implicar que sejam “atacadas e afundadas”.Lusa.O secretário da Defesa britânico, John Healey, vai deslocar-se hoje ao Chipre, quatro dias depois de um ataque com um drone ter atingido a base britânica de Akrotiri.Quando contactado pelos jornalistas, o Ministério da Defesa não confirmou de imediato a viagem, que acontece numa altura em que Londres enfrenta críticas das autoridades cipriotas pela demora no envio de reforços para proteger as duas bases que mantém na ilha.As instalações militares britânicas no Chipre, país da União Europeia, foram visadas por mísseis e drones de fabrico iraniano, supostamente lançados pelo Hezzbollah (Partido de Deus), movimento apoiado pelo Irão no Líbano.A Grécia e a França enviaram meios militares para a zona. Espanha anuncou que vai enviar uma fragata.Lusa.Espanha vai enviar uma fragata para Chipre, para se juntar ao porta-aviões francês "Charles de Gaulle" e outros navios da Grécia, revelou hoje o Ministério da Defesa espanhol.A fragata "'Cristóvão Colombo' juntou-se ao Grupo Naval do 'Charles de Gaulle' no dia 03 de março para realizar trabalhos de escolta, proteção e treino avançado no mar Báltico. Agora, o conjunto seguirá para o Mediterrâneo, com chegada prevista às costas de Creta por volta do dia 10 de março", disse o Ministério da Defesa de Espanha, num comunicado.Segundo a mesma nota, esta é a fragata "tecnologicamente mais avançada" que tem Espanha e "a sua missão no Mediterrâneo será oferecer proteção e defesa área, complementando desta forma as capacidades" do sistema espanhol antimísseis 'Patriot' instalado na Turquia.A fragata espanhola poderá também apoiar operações de retirada "de pessoal civil que possa ser afetado pelo conflito" no Médio Oriente, acrescenta o Ministério da Defesa de Espanha, que defende que o país mostra assim "o seu compromisso com a defesa da União Europeia e da sua fronteira oriental".Este anúncio segue-se a dias de tensão entre os governos de Espanha e o dos EUA por causa da guerra no Médio Oriente, iniciada com ataques dos EUA e de Israel ao Irão, que o executivo de Madrid condenou.A Grécia e a França enviaram meios militares para a zona.Lusa.A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que um míssil iraniano atingiu um petroleiro norte-americano no Golfo Pérsico, no sexto dia da guerra.Segundo a Guarda Revolucionária, o navio foi atingido por um míssil no norte do Golfo Pérsico e está em chamas.O comunicado sobre o suposto ataque contra o petroleiro norte-americano foi divulgado através da televisão estatal iraniana, sem adiantar mais pormenores.O ataque, que ainda não foi confirmado por fontes independentes, ocorre numa altura em que a Guarda Revolucionária afirma ter "controlo total" do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio global de petróleo.Lusa.As Forças Armadas do Irão ameaçaram hoje lançar um ataque contra as instalações nucleares israelitas em Dimona caso os Estados Unidos e Israel tomem medidas para alcançar uma "mudança de regime" em Teerão.Um alto responsável militar iraniano afirmou que se os Estados Unidos e Israel procurarem uma mudança de regime no Irão, Teerão admite atacar o reator nuclear de Dimona, nos territórios ocupados por Israel.A ameaça foi divulgada hoje pela a agência de notícias iraniana ISNA.As instalações israelitas, localizadas no deserto do Negev, são cruciais para Israel e, por isso, estão entre os locais mais fortemente protegidos do país.Lusa.A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, declarou hoje estar em ponderação o envio de baterias antiaéreas para ajudar vários países do golfo Pérsico, entretanto visados por retaliações iranianas aos ataques conjuntos israelo-americanos."A Itália, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, pretende enviar ajuda aos países do Golfo. Estamos a falar claramente de defesa, defesa aérea, não apenas porque são países amigos, mas também porque dezenas de milhares de italianos vivem na região, além de aproximadamente dois mil militares que precisamos proteger", declarou à rádio RTL 102.5.Meloni acrescentou que aquela região do Médio Oriente é economicamente "vital".Lusa.O ‘ayatollah’ Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um “derramamento de sangue sionista” e “do sangue de [Donald] Trump”, através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).“Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança”, disse, apelando ao “derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.O atual imã diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros’”, afirmou.O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, ato classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.“A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram”, escreveu o responsável nas redes sociais..O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, disse ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que a aliança militar entre os dois países está a mudar a história, referindo-se aos ataques contra o Irão.Israel Katz esteve em contacto na noite de quarta-feira com o homólogo norte-americano tendo analisado a campanha conjunta contra o regime de Teerão. Para Katz, a cooperação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, contra o Irão está a mudar a história tendo o secretário da Defesa pedido a Israel para continuar "até ao fim".Na quarta-feira, o Senado norte-americano, de maioria republicana, rejeitou uma resolução que procurava interromper a intervenção militar ordenada por Trump contra o Irão, por não ter sido autorizada previamente.A resolução do Partido Democrata perdeu por 47 votos contra 53 do Partido Republicano.De acordo com o comunicado divulgado pelo ministro da Defesa de Israel, Hegseth realçou que os Estados Unidos têm munições suficientes para concluir a campanha contra o Irão, sugerindo que a guerra contra a República Islâmica poderá durar até oito semanas.Lusa.Preço do petróleo já está 25% acima do valor assumido pelo Governo no Orçamento do Estado de 2026.O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, depois de ter sido noticiado que as defesas da NATO neste país-membro da Aliança Atlântica teriam intercetado um projétil iraniano."As Forças Armadas da República Islâmica do Irão respeitam a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e negam qualquer lançamento de mísseis contra o seu território", indicou o Estado-Maior iraniano num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social do país.As defesas da NATO na Turquia informaram na quarta-feira que tinham intercetado um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e que estilhaços da munição caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas, conforme confirmado pelo Governo turco."Um míssil balístico disparado do Irão, que se dirigia para o espaço aéreo turco depois de atravessar o Iraque e a Síria, foi neutralizado pelas defesas antiaéreas e antimísseis da NATO estacionadas no Mediterrâneo oriental", indicou o ministério turco da Defesa num comunicado.Lusa.O Irão afirmou hoje ter disparado mísseis contra os quartéis-generais das forças curdas no Curdistão iraquiano, informou a agência estatal de notícias iraniana, IRNA."Atacámos os quartéis-generais dos grupos curdos opostos à revolução no Curdistão iraquiano com três mísseis", indica um comunicado militar citado pela IRNA no seu canal Telegram.Desde o início da ofensiva americano-israelita contra Teerão, a região autónoma do Curdistão, onde estão estacionadas tropas norte-americanas, tem sido alvo de ataques com drones iranianos.Na segunda-feira, um ataque aéreo atingiu um acampamento militar pertencente ao grupo pró-Irão Kataib Hezbollah, no sul do Iraque, segundo fonte da fação armada.A base de Jurf al-Nasr, um dos principais bastiões deste grupo apoiado por Teerão, foi alvo de repetidos ataques no início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, que resultou em retaliações por parte da República Islâmica.O Iraque, que tinha regressado recentemente a um certo grau de estabilidade, é há muito tempo palco de guerras por procuração entre os Estados Unidos e o Irão, e sublinhou já que não deseja ser arrastado para o conflito.Porém, diversos grupos armados iraquianos apoiados pelo Irão, conhecidos como Resistência Islâmica no Iraque, declararam logo no início dos ataques no passado dia 28 de fevereiro que não permanecerão "neutros" e reivindicaram desde então a responsabilidade por dezenas de ataques com drones contra bases americanas.Lusa.O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, afirmou hoje que "não pode excluir" a participação militar do país na guerra que se intensifica no Médio Oriente, manifestando apoio aos seus aliados, porém "com algum pesar"."Estamos a enfrentar ativamente o mundo como ele é, não esperando passivamente por um mundo que desejamos. Mas também assumimos essa posição com algum pesar, porque o conflito atual é mais um exemplo do fracasso da ordem internacional", disse em declarações na capital australiana, no terceiro dia da visita oficial ao país, uma viagem que visa atrair investimentos e aprofundar os laços com Camberra.Quando instado, porém, pelos jornalistas a responder sobre se o Canadá encara a hipótese de se envolver no conflito, Carney deixou claro que "nunca se pode excluir categoricamente uma participação"."Apoiaremos os nossos aliados", acrescentou, ao lado do homólogo australiano, Anthony Albanese, em Camberra.Nas primeiras declarações que proferiu sobre o assunto desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Carney sublinhou ainda que o Canadá não foi informado antecipadamente dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel."Não fomos informados com antecedência, não nos foi pedido para participar", deixou claro, em declarações aos jornalistas que o acompanham na visita à Austrália."À primeira vista, parece que estas ações são incompatíveis com o direito internacional", afirmou, acrescentando no entanto que, se os ataques aéreos dos EUA e de Israel violaram o direito internacional, é "uma decisão que cabe a outros tomar", afirmou."Geoestrategicamente, as potências hegemónicas estão cada vez mais a agir sem restrições ou respeito pelas normas ou leis internacionais, enquanto outros sofrem as consequências. Agora, os extremos dessa rutura estão a ser vividos em tempo real no Médio Oriente", disse Carney.Lusa.Sobre o Irão, Durão Barroso critica Espanha e defende Portugal por não se estar a "exibir".O Irão lançou durante a madrugada de hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e países do Golfo aliados dos Estados Unidos.No sexto dia da guerra na região, a Guarda Revolucionária iraniana revelou uma décima nona vaga de bombardeamentos, numa “operação combinada de mísseis e drones contra as posições” de Israel e das bases norte‑americanas na região.Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões em Jerusalém esta madrugada, após mais uma série de lançamentos de mísseis iranianos. Os serviços de emergência israelitas não reportaram vítimas imediatas.Duas horas antes, o exército israelita acionou três alertas para mísseis iranianos.As Forças de Defesa de Israel alertaram várias vezes para o lançamento de mísseis a partir do Irão e garantiram estar a trabalhar para “intercetar a ameaça”.Até ao momento, não há registo de vítimas.Entretanto, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita afirmou ter intercetado três drones.Um petroleiro também sofreu uma explosão ao largo do Kuwait, provocando derrame de petróleo mas sem vítimas nem a ocorrência de incêndios. O incidente ocorreu fora das águas territoriais kuwaitianas, perto do estreito de Ormuz — rota vital para o comércio energético mundial.O episódio segue-se ao ataque de um porta-contentores por mísseis na mesma zona, com o Irão a afirmar controlar totalmente esta passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito global.Lusa.Irão: Líder do FMI diz que economia mundial volta a ser "posta à prova" . Três pessoas morreram e seis ficaram feridas em dois ataques israelitas que visaram dois carros que seguiam na autoestrada para o aeroporto da capital do Líbano, Beirute, indicaram na quarta-feira à noite as autoridades libanesas.O ataque ocorreu na estrada do aeroporto, segundo a agência de notícias libanesa Ani.O Exército israelita indicou em comunicado no Telegram que tinha como alvos dois "terroristas" nos arredores da capital libanesa.Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram o primeiro carro a incendiar-se após ter sido atingido, antes de um segundo carro ser visado pouco depois, do outro lado da autoestrada.Um fotógrafo da agência de notícias francesa AFP no local viu camiões de bombeiros a dirigirem-se para o local.O sul de Beirute, bastião do Hezbollah, foi alvo de um novo ataque aéreo na manhã de hoje, após um apelo de retirada de pessoas das localidades pelo exército israelita, segundo imagens da AFPTV.Depois de pedir aos habitantes que abandonassem a zona, o exército israelita declarou no Telegram que "começou a atacar a infraestrutura do Hezbollah em Beirute", enquanto o fumo subia no céu por cima do sul da capital libanesa, descreve a AFP.Israel, que alarga o campo dos seus ataques no Líbano, ordenou na quarta-feira que todos os habitantes de uma parte do sul que deixassem as suas localidades.Antes dos ataques perto do aeroporto, as autoridades libanesas tinham registado 72 mortos e 83.000 deslocados desde segunda-feira, na sequência dos ataques israelitas.Lusa.Guerra salpica até à Turquia e obriga a NATO a intervir.Um grupo de portugueses retido no Qatar devido ao conflito no Médio Oriente manifestou ontem à Lusa descontentamento com a falta de "soluções viáveis" para sair da região pelo Governo português.Em resposta à Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que há solução e que esta está "justamente a ser tratada e que não será divulgada publicamente para garantir a segurança dos cidadãos nacionais".A Lusa procurou obter mais esclarecimentos sobre a situação dos portugueses retidos no Médio Oriente, incluindo no Qatar, mas não foi possível obter resposta.Três portugueses que chegaram ao Qatar dia 27 de fevereiro, mas que acabaram retidos devido ao início do ataque israelo-americano ao Irão, que resultou na resposta de Teerão contra vários países do Médio Oriente, incluindo o Qatar, manifestaram insatisfação com a proposta apresentada hoje pela Embaixada de Portugal em Doha.De acordo com a comunicação aos cidadãos portugueses retidos, a que a agência Lusa teve acesso, é proposto transporte terrestre para Riade, disponibilizado "especialmente aos portugueses retidos no Qatar, ou seja, que se encontravam aqui em turismo ou em trânsito no momento do encerramento do espaço aéreo".A embaixada portuguesa salientava na mesma comunicação que o transporte "leva apenas até Riade" e que os cidadãos devem efetuar uma reserva num voo comercial "marcada com possibilidade de alteração de data", antes da viagem de autocarro."Tendo em conta as instruções das autoridades do Qatar para que se mantenham abrigados em casa e evitem sair à rua, a Embaixada pode organizar e assegurar o transporte terrestre até Riade, mas não pode garantir a segurança durante o percurso ou em qualquer ponto da viagem. A decisão de participar neste transporte é, portanto, de caráter estritamente pessoal e da exclusiva responsabilidade de cada cidadão, devendo ser ponderados os riscos associados à circulação na região neste momento, incluindo as eventuais alterações relacionadas com o espaço aéreo da Arábia Saudita. A participação implica a assinatura prévia de um termo de responsabilidade individual", pode ler-se ainda.José Camilo, um dos três portugueses retidos no Qatar que falaram à agência Lusa, frisou que desde o início do conflito e o encerramento do espaço aéreo que estão num hotel por sua conta e que têm estado em contacto com a diplomacia portuguesa para encontrar uma solução.Na quarta-feira à noite, a embaixada enviou para um grupo na rede social WhatsApp com 56 pessoas esta proposta, que José Camilo considera "completamente impraticável"."Há responsabilidade efetiva do Governo português, agora e futura, porque nos induziu a ficar nesta passividade. Se nós estamos mal, temos familiares muito mais preocupados graças à postura que o Governo português está a ter", apontou, questionando como o Ministério dos Negócios Estrangeiros "não tem capacidade para tratar de 56 repatriamentos".Estes portugueses, que estavam numa viagem de turismo e pararam no Qatar antes de regressarem a Lisboa, consideram a proposta da embaixada descabida por arranjar apenas transporte terrestre para Riade numa fase em que não há garantia de saída da Arábia Saudita."Nesta fase existe a probabilidade de as coisas de agravarem mais. O Qatar ainda tem meios de defesa, mas percebe-se que esses meios não são infinitos", realçou José Camilo.Este português contou ainda que respondeu à proposta manifestando as suas preocupações, e adiantou que mais portugueses pediram explicações adicionais no mesmo grupo do WhatsApp, mas referiu que até às 23:00 (hora portuguesa) estavam "há quatro horas sem resposta".O grupo de portugueses que falou à Lusa pediram ainda uma "solução com um risco menor" para regressar a Portugal.Lusa.Bom dia,Siga aqui os principais desenvolvimentos da operação militar lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, a decorrer há seis dias. Como retaliação, o regime de Teerão tem atacado bases militares norte-americanas e países da região.Veja aqui como foi o dia de ontem:.Israel ataca várias posições do Hezbollah no sul do Líbano e lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão