Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"

Acompanhe aqui o quinto dia da operação militar lançada pelos EUA e Israel contra o Irão. Retaliação de Teerão tem atingido vários países da região e bases militares norte-americanas.
Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Israel regista diminuição contínua de disparos de mísseis iranianos

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram hoje que o número de mísseis iranianos disparados contra o país está a diminuir diariamente.

"Neutralizámos aproximadamente 300 lançadores de mísseis balísticos. Acreditamos que as nossas operações contra estes lançadores e arsenais de mísseis explicam, em grande parte, porque estamos a assistir a uma diminuição do número de mísseis disparados contra Israel diariamente", afirmou o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz militar.

Também o Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou na terça-feira ter destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.

Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2.000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, “degradar severamente as defesas aéreas iranianas”.

“E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento” do Irão, afirma Cooper.

Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos “afundaram toda a Marinha iraniana”, com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano”.

Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos ‘drones’, segundo o responsável do CENTCOM.

Lusa

Macron apelou a Netanyahu para se "abster de uma ofensiva terrestre" no Líbano

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou hoje ter conversado com o Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e disse ter-lhe apelado para "preservar a integridade territorial do Líbano e a abster-se de uma ofensiva terrestre" aquele país.

Para além deste apelo - o primeiro entre os dois líderes desde o verão passado - Emmanuel Macron também conversou com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o Primeiro-ministro, Nawaf Salam. "Reafirmei a necessidade de que o Hezbollah cesse imediatamente os seus ataques contra Israel e para além", relatou Emmanuel Macron na rede social X.

"Esta estratégia de escalada constitui um erro grave que põe em perigo toda a região", considerou o chefe de Estado francês.

"Face à urgência humanitária no sul do Líbano" desde o início da guerra no Médio Oriente, "a França tomará iniciativas imediatas para apoiar as populações libanesas deslocadas", acrescentou.

O chefe de Estado francês assegurou que a França também manterá "o seu apoio aos esforços das Forças Armadas libanesas para que possam assumir plenamente as suas missões de soberania e pôr fim à ameaça colocada pelo Hezbollah".

As relações entre Emmanuel Macron e Benjamin Netanyahu estavam cortadas desde agosto de 2025, quando a França anunciou a intenção de reconhecer o Estado da Palestina.

O chefe do governo israelita acusou então Emmanuel Macron de "alimentar fogo antissemita" em França.

Numa troca mordaz de cartas, Emmanuel Macron acusou-o então de "ofender toda a França" e apelou-lhe "solenemente" para sair da sua "corrida assassina e precipitada" da guerra em Gaza.

Na sua mensagem no X, o presidente francês limitou-se a referir a situação no Líbano, que considerou "muito preocupante". Mas, não disse se discutiu o Irão com Benjamin Netanyahu na conversa de hoje, onde Israel e os Estados Unidos lançaram uma ofensiva militar massiva desde domingo.

Na terça-feira, durante uma intervenção numa sessão solene, o presidente francês denunciou a "responsabilidade primária" do Irão na guerra, principalmente devido ao seu "programa nuclear perigoso", mas considerou que as operações militares americanas e israelitas decorriam "fora do direito internacional".

Lusa

Espanha “nega categoricamente” considerar cooperar com EUA

O Governo espanhol negou hoje qualquer intenção de cooperar militarmente com os Estados Unidos na guerra contra o Irão, afirmando manter a recusa de utilização pelas aeronaves norte-americanas de bases em Espanha.

“A nossa posição mantém-se absolutamente inalterada e nego categoricamente qualquer mudança”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, à rádio Cadena Ser, momentos depois de a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, ter declarado que Espanha tinha concordado em “cooperar com as Forças Armadas norte-americanas”.

“No que diz respeito a Espanha, creio que ouviram ontem [terça-feira] alto e bom som a mensagem do Presidente e, segundo entendi, nas últimas horas aceitaram cooperar com as Forças Armadas norte-americanas”, disse Leavitt aos jornalistas.

Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, criticou duramente o Governo espanhol, de esquerda, por recusar o pedido do Pentágono para a utilização pelos caças norte-americanos das bases militares no sul de Espanha, ameaçando um embargo comercial ao país europeu.

O chefe da diplomacia espanhola mostrou-se irredutível, sublinhando: “A posição do Governo de Espanha sobre a guerra no Médio Oriente, os bombardeamentos no Irão e o uso das nossas bases não mudou nem uma vírgula”.

Por seu lado, o Presidente do Irão, Massud Pezeshkian, elogiou o Governo espanhol pela “conduta responsável”, por se “opor às flagrantes violações de direitos humanos e à agressão militar dos Estados Unidos e de Israel” ao país.

“A conduta responsável de Espanha, ao opor-se às flagrantes violações dos direitos humanos e à agressão militar da coligação sionista-norte-americana contra países como o Irão, demonstra que a ética e a consciência ainda existem no Ocidente. Felicito as autoridades espanholas pela sua posição”, afirmou Pezeshkian numa mensagem publicada nas redes sociais.

Isto, depois de Trump ter ameaçado “cessar todo o comércio” com Espanha por não permitir a utilização das bases militares de Rota e Morón na operação contra Teerão.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, reafirmou a posição, declarando que Espanha não será “cúmplices de algo que é mau para o mundo, simplesmente por medo de represálias”.

Sánchez reiterou a rejeição do "terrível regime dos 'ayatollah'" no Irão, mas argumentou que “não se pode responder a uma ilegalidade com outra” e, por isso, apelou para fim das hostilidades e uma solução diplomática para o conflito.

Lusa

Trump contactou Macron para informar "sobre progresso das operações militares"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, contactou hoje à noite o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para o "informar sobre o progresso das operações militares norte-americanas no Irão", adiantaram fontes próximas do chefe de Estado francês.

"O Presidente da República alertou o Presidente Trump para a situação no Líbano, à qual a França continua muito atenta", acrescentou a mesma fonte citada pela agência France-Presse (AFP).

Na terça-feira, Emmanuel Macron alertou Israel que a sua operação terrestre no Líbano é "uma escalada perigosa e um erro estratégico", ainda que considere que o grupo xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, também cometeu um "erro grave" ao atacar primeiro.

"Nas últimas horas, a guerra espalhou-se para o Líbano, de onde o Hezbollah cometeu o erro grave de atacar Israel e pôr em perigo o povo libanês", comentou, ao mesmo tempo que instou Israel a "respeitar o território libanês e a sua integridade".

A França "apoia as autoridades libanesas nos seus corajosos esforços para retomar o controlo da sua segurança" prosseguiu, aludindo às operações terrestres admitidas na terça-feira pelas forças israelitas no sul do Líbano, em resposta a novos ataques do Hezbollah, e aos esforços do Governo de Beirute em desarmar o grupo xiita.

O chefe de Estado francês divulgou na terça-feira que vai enviar reforços militares para o Médio Oriente, no seguimento da eclosão da guerra na região, incluindo o porta-aviões "Charles de Gaulle", a sua escolta naval e caças Rafale.

Macron anunciou também o envio de caças Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para a região.

Além disso, foram também destacados equipamentos de defesa antiaérea adicionais para Chipre e a fragata "Languedoc".

O chefe de Estado alegou que a França abateu drones "em legítima defesa" desde as primeiras horas do conflito, desencadeado no sábado pelos bombardeamentos das forças norte-americanas e israelitas contra o Irão, que de imediato respondeu contra Israel e países na região que albergam bases norte-americanas.

Duas bases francesas sofreram igualmente "ataques limitados, causando danos materiais", segundo Macron.

Na sua declaração, o líder francês indicou a intenção de propor uma coligação para reunir recursos, "incluindo militares", de forma a garantir "rotas marítimas essenciais" para a economia global.

Macron realçou que a França tem "interesses económicos a proteger" e que este conflito ameaça provocar "profundas perturbações" nos preços do petróleo e do gás.

Lusa

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram o início de uma nova vaga de ataques aéreos contra a capital iraniana, Teerão.

No quinto dia da guerra no Médio Oriente desencadeada pela ofensiva israelo-americana contra o Irão, as FDI afirmam em comunicado que "lançaram uma nova vaga de ataques em toda a Teerão contra a infraestrutura militar pertencente ao regime iraniano".

As forças israelitas e norte-americanas reivindicaram nas últimas horas sucesso na destruição das capacidades militares iranianas, em particular lançadores de mísseis balísticos e ‘drones’, com que Teerão tem visado os países vizinhos, em retaliação pelos ataques sofridos.

Lusa

Casa Branca afirma que regime está a ser “completamente destruído”

A Casa Branca afirmou hoje que regime iraniano está a ser “completamente destruído”, graças aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.

“O criminoso regime terrorista iraniano está a ser completamente destruído”, declarou à imprensa a porta-voz da presidência norte-americana, Karoline Leavitt, acrescentando que o Irão vai “pagar pelos seus crimes”.

A porta-voz anunciou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, assistirá ao regresso aos Estados Unidos dos restos mortais dos primeiros soldados mortos na guerra contra o Irão.

Trump “tenciona estar presente na solene entrega destes heróis norte-americanos às suas famílias em luto”, declarou Karoline Leavitt, indicando que a data da cerimónia não está ainda definida.

Seis militares norte-americanos foram mortos desde o início da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, no sábado.

Segundo a porta-voz, Donald Trump está, além disso, a “refletir ativamente” sobre o papel dos Estados Unidos no Irão após a guerra.

“Acho que é algo em que o Presidente está a refletir ativamente e a discutir com os seus conselheiros e equipa de segurança nacional”, declarou Leavitt aos jornalistas, sublinhando, contudo, que “neste momento, o objetivo principal, minuto a minuto, hora a hora, dia após dia, é garantir o êxito rápido e eficaz da Operação ‘Fúria Épica’”.

Lusa

Hapag-Lloyd suspende transporte de carga para oito países

A Hapag-Lloyd, empresa de transporte marítimo e contentores, suspendeu o transporte de cargas de e para oito países do Médio Oriente, “até novo aviso”, foi anunciado.

Em comunicado, a empresa alemã anunciou a “suspensão das reservas de todos os tipos de carga” de e para os Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iémen.

Lusa

Angolanos retidos no Dubai devem voar para Luanda no sábado

Um grupo de 12 angolanos que ficou retido no Dubai devido ao encerramento do aeroporto na sequência do conflito no Médio Oriente deverá regressar a Luanda no sábado, num voo da companhia Emirates, segundo um representante da comunidade angolana.

Em declarações à Lusa, Aliondy Garcia explicou que estas pessoas se encontravam nos Emirados Árabes Unidos em visitas de curta duração e não fazem parte da comunidade residente.

“Estamos a falar de cerca de 12 angolanos que estavam no Dubai em turismo ou em viagens curtas e que pretendiam regressar a Luanda. Além desses, há também dois angolanos cujo destino final era Portugal”, afirmou o presidente da Associação dos Angolanos e Amigos nos Emirados Árabes Unidos.

O empresário indicou que estas pessoas ficaram retidas depois de o Aeroporto Internacional do Dubai ter sido atingido por 'drones' e encerrado temporariamente devido às tensões militares no Médio Oriente, que levaram vários países e companhias aéreas a suspender voos por razões de segurança.

Segundo Aliondy Garcia, o aeroporto deverá reabrir no dia 07, sábado, e a expetativa é que estes passageiros regressem a Luanda nesse dia num voo da Emirates.

“A Emirates estava a fazer o rastreio dos passageiros que estavam no Dubai para poderem beneficiar desse voo para Angola. Esperamos que Luanda continue entre os destinos prioritários”, disse.

O responsável sublinhou que a situação nos Emirados permanece calma e que não há motivos para alarme entre os residentes.

“A vida aqui no Dubai está a decorrer de forma normal. Os transportes públicos funcionam, os supermercados estão abertos e as pessoas continuam a trabalhar. Não estamos numa situação de conflito direto”, afirmou.

A comunidade angolana nos Emirados Árabes Unidos é relativamente pequena, estimando-se atualmente em cerca de 220 residentes, a maioria concentrada no Dubai.

Segundo Aliondy Garcia, os angolanos estabelecidos no emirado dedicam-se sobretudo a negócios, com destaque para o setor imobiliário e atividades ligadas ao comércio e investimento.

“Dubai é uma cidade de oportunidades, onde cerca de 85% da população é estrangeira, e muitos angolanos vieram para cá precisamente por causa das oportunidades de negócio”, explicou.

O responsável acrescentou que a associação da comunidade angolana, em articulação com o consulado e a embaixada de Angola, tem prestado apoio aos cidadãos ali retidos enquanto aguardam a retoma das ligações aéreas.

O Aeroporto Internacional do Dubai é um dos principais centros de aviação do mundo e o mais movimentado do Médio Oriente, funcionando como principal ‘hub’ da Emirates e como um dos maiores pontos de ligação entre a Europa, Ásia, África e Oceania.

As autoridades dos Emirados decidiram restringir temporariamente os voos por razões de segurança, já que o espaço aéreo regional tornou-se instável e potencialmente perigoso para a aviação civil devido à possibilidade de ataques ou intercetações militares.

Nos últimos dias, alguns voos começaram a ser retomados de forma gradual, mas o aeroporto continua a operar com horários reduzidos dando prioridade para voos essenciais ou de repatriamento.

Lusa

Autoridades iraquianas registam apagão em todo o país

O Iraque enfrenta hoje um apagão em todo o país, indicaram as autoridades de Bagdad sem explicar as causas para o sucedido, que ocorre em pleno conflito no vizinho Irão e que atinge também território iraquiano.

"A rede elétrica está completamente fora de serviço em todas as províncias", anunciou o Ministério da Eletricidade à agência de notícias iraquiana INA, referindo que foram iniciados os trabalhos para religar as centrais elétricas e as linhas de transmissão.

As autoridades iraquianas avançaram também que um drone foi abatido perto do aeroporto internacional de Bagdad, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona.

O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos e que anteriormente instalava tropas da coligação internacional liderada por Washington no Iraque.

A região curda semiautónoma do Iraque já tinha sofrido interrupções no fornecimento de gás, após um importante campo ter paralisado as operações devido a preocupações de segurança, no seguimento da guerra desencadeada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Lusa

Atingido complexo militar de forças de elite em Teerão

O exército israelita anunciou hoje ter bombardeado um complexo militar e de segurança em Teerão, incluindo bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods e da milícia paramilitar Bassidj.

A aviação israelita realizou “um ataque de grande envergadura contra um vasto complexo militar do regime terrorista iraniano a leste de Teerão”, afirmou o exército, em comunicado, acrescentando que esse complexo abrigava postos de comando de “todas as organizações de segurança iranianas”.

A Força Qods é o ramo dos Guardas da Revolução (exército ideológico da República Islâmica) responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Já a milícia Bassidj é uma força paramilitar voluntária criada pelo antigo líder supremo o 'ayatollah' Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.

A capital iraniana tem sido bombardeada desde o início dos ataques no sábado, nos quais morreu o último líder supremo Ali Khamenei.

Israel afirmou já que, independentemente de quem for escolhido para líder supremo do Irão, será "alvo de eliminação".

"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano, será alvo de eliminação", escreveu o ministro da Defesa israelita, Israel Katz.

Lusa

Preço do gás natural cai 10% após ter disparado quase 72% em duas sessões

O preço do gás natural estava hoje a cair 10,1% no momento de fecho do mercado europeu, após ter disparado quase 72% em duas sessões na sequência do conflito no Médio Oriente.

Após ter arrancado a subir 10% para 61,30 euros por megawatt-hora (MWh), o preço do gás natural recuou 10,1% para 48,44 euros, segundo os dados da Bloomberg recolhidos pela agência espanhola EFE.

Na véspera, o gás encerrou com uma forte valorização, ao subir quase 22% para 54,29 euros, ainda que durante a sessão tenha chegado a tocar nos 65 euros.

Na segunda-feira, o preço do gás natural também tinha registado uma forte valorização, ao subir 40,81%.

Desde o início do conflito, o gás natural subiu 55%, mais 17 euros por megawatt-hora.

Esta subida acontece na sequência da guerra no Médio Oriente e depois de a Qatar Energy, empresa estatal do Qatar, ter suspendido a produção de gás natural liquefeito por motivos de segurança, após um ataque a duas das suas instalações.

Lusa

Frederico Silva aguarda avião fretado pela ATP para sair dos Emirados

O português Frederico Silva disse hoje que aguarda pelo avião fretado pela Associação de Tenistas Profissionais (ATP) para retirar os jogadores que estão em Fujairah, após o cancelamento do torneio, devido a ataques aéreos nos Emirados Árabes Unidos.

“A ATP tinha sugerido um voo charter de Muscat para Milão, mas teríamos de ser nós a assumir os custos, que eram cinco mil euros cada um. Então, continuámos à procura de outras opções. Entretanto, hoje, a ATP disse que os custos desse voo seriam assumidos por eles e, assim, vamos acabar por aproveitar essa hipótese, que sai na quinta-feira de Muscat”, contou o jogador natural das Caldas da Rainha, em declarações à Lusa.

“Hoje, as coisas aqui estiveram tranquilas. Conseguimos ir um pouco ao clube. Acabámos por nos mexermos um bocado, não estivemos o dia todo fechados no hotel, o que acabou por ser bom. Sabemos que noutros sítios as coisas não acalmaram, mas aqui, pelo menos em Fujairah, temos a impressão de que não houve nada de grave”, relatou.

Frederico Silva, de 30 anos, conta que o plano de saída de Fujairah passa por "uma viagem de autocarro, organizada pela ATP, com partida na quinta-feira", logo pela manhã rumo a Muscat, capital de Omã, de onde sairá o avião com destino a Milão.

“Vamos chegar amanhã [quinta-feira], às 22:30, a Milão, neste voo da ATP, e depois, na sexta-feira de manhã, seguimos para Lisboa. Vou ficar uma ou duas semanas em Portugal, a treinar em terra batida, para depois jogar um torneio na Croácia nessa superfície”, revelou o número 240 do ranking mundial.

Lusa

122 portugueses chegam hoje a Lisboa num voo comercial

Cento e vinte e dois portugueses chegam esta quarta-feira (4) a Lisboa, por volta das 19:30, num voo comercial da companhia aérea Emirates que partiu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou à Lusa fonte oficial do Governo.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tinha dito, terça-feira, que existiam cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre.

Tráfego de petroleiros cai 90% no Estreito de Ormuz

O tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, caiu 90%.

EUA dizem que Irão está a disparar menos mísseis balísticos e drones

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA afirma que o número de mísseis balísticos disparados pelo Irão caiu 86% em relação a sábado, com uma redução de 23% nos mísseis disparados nas últimas 24 horas. "E os disparos de drones de ataque unilateral diminuíram 73% em relação aos primeiros dias", disse Caine, citado pela AP.

De acordo com esta agência noticiosa, alguns especialistas admitem que o Irão possa estar a manter algumas armas de reserva para prolongar o conflito.

Turquia adverte Teerão que responderá a atos hostis após ataque com míssil

O Governo turco advertiu hoje o Irão que responderá a atitudes hostis, depois de as defesas aéreas da NATO no país terem intercetado um míssil balístico iraniano cujos destroços caíram na Turquia.

A Turquia “não hesitará em defender o território e espaço aéreo” do país e “responderá a atitudes hostis no quadro do direito internacional”, assegurou o chefe de Informação da Presidência, Burhanettin Duran.

O porta-voz disse que a Turquia está “em contacto com os aliados da NATO”, organização a que pertence, segundo uma declaração divulgada nas redes sociais citada pela agência de notícias espanhola EFE.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia convocou o embaixador do Irão em protesto contra o lançamento de um míssil balístico que foi intercetado antes de entrar no espaço aéreo turco, segundo avança a agência noticiosa Associated Press.

Recorde-se que as defesas da NATO na Turquia intercetaram hoje um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e os restos da munição antiaérea caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas ou danos, informou o Governo turco.

DN/Lusa

Recuperados 87 corpos no Sri Lanka

A Marinha do Sri Lanka informou ter recuperado 87 corpos do mar onde um navio de guerra iraniano naufragou, segundo avança a Associated Press. A Reuters diz que 32 pessoas foram resgatadas pela Marinha e receberam assistência num hospital da cidade portuária de Galle, no sul do país.

Recorde-se que a Reuters noticiou na manhã desta quarta-feira que tinha ocorrido um ataque de submarino a um navio iraniano na costa do Sri Lanka. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Vijitha Herath, afirmou que estavam 180 pessoas a bordo do navio.

Pete Hegseth, secretário de Defesa, informou depois que “um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais”. "Em vez disso, foi afundado por um torpedo”, anunciou.

Montenegro não subscreve ataque dos EUA ao Irão, mas defende papel de "solidariedade com os aliados"

Luís Montenegro vincou que Portugal tem de ser solidário com os aliados, mas não subscreveu a intervenção militar dos EUA no Irão. "Portugal tem política de largo consenso na representação política do povo português. É posição que assenta no respeito pela carta das Nações Unidas. Não ficará admirado que o Estado defenda a via diplomática negocial e a paz internacional. Dentro da paz, com os nossos aliados temos relação que é cravada na solidariedade. Quero, portanto, dizer que tendo havido esta ação militar, Portugal não acompanhou, não subscreveu e não esteve envolvido", disse o primeiro-ministro no denate quinzenal que está a decorrer na Assembleia da República.

Montenegro admitiu ainda avançar com desconto extraordinário e temporário do ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).

Para acompanhar o debate (com atualizações ao minuto) clique no link abaxo:

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Montenegro anunciou descontos no ISP e explicou utilização da Base das Lajes: "Houve um cumprimento escrupuloso do acordo com os EUA"

Agências de viagens estimam entre 500 e mil pessoas com dificuldades em regressar

Os viajantes retidos devido ao conflito no Irão serão mais de mil, segundo a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), com a Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) a apontar para cerca de 500.

“Se a instabilidade se prolongar no tempo é muito provável que os preços aumentem para os destinos fora da zona de conflito”, alertam.

Leia mais no link abaixo:

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
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EUA afirmam ter destruído mais de 20 navios da Marinha do Irão

No mais recente ponto da situação da operação Fúria Épica, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, revelou o resultado de um ataque à Marinha do Irão na noite de terça-feira.

"Ontem à noite destruímos mais de 20 navios da Marinha iraniana ", disse o responsável militar, tendo garantido que os EUA neutralizaram, atualmente, "a principal presença naval iraniana no teatro de operações".

Ouvidas novas explosões em Jerusalém

Após soar alerta aéreo de mísseis, foram ouvidas novas explosões em Jerusalém, segundo relatam jornalistas da AFP.

As explosões terão ocorrido cerca de duas horas depois de um ataque de mísseis ter sido detetada pelas defesas israelitas.

Peritos da UE asseguram que abastecimento de gás está estável e não há impacto

Peritos do Grupo de Coordenação do Gás da União Europeia (UE) asseguraram hoje que o abastecimento de gás ao espaço comunitário “está estável” e “não há impacto” na segurança de tal fornecimento, apesar das tensões no Médio oriente.

“A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Confirmou-se que o abastecimento de gás está estável”, escreveu a Direção-Geral da Energia da Comissão Europeia numa publicação na rede social X.

De acordo com tal mensagem, “atualmente não há impacto na segurança do abastecimento de gás da UE”.

Ainda assim, “a Comissão continua a acompanhar a situação”, é ainda referido.

Lusa

EUA vão expandir ofensiva em território iraniano

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, afirmou que a ofensiva norte-americana vai expandir-se em território ucraniano, de forma a criar "maior liberdade de manobra para as forças americanas".

Dan Caine explicou que, após estabelecer a superioridade aérea, os EUA "vão agora começar a expandir-se para o interior" do território iraniano.

Dois navios europeus atacados no estreito de Ormuz

Dois navios, um porta-contentores de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados no estreito de Ormuz no âmbito da guerra entre EUA e Israel contra o Irão, anunciaram hoje as autoridades marítimas.

No caso do porta-contentores, o navio estava ao largo da costa de Omã, a navegar “para leste no Estreito de Ormuz” quando foi atingido, hoje, “por um projétil desconhecido, logo acima da linha de água, que causou um incêndio na casa das máquinas”, afirmou a Organização de Segurança Marítima do Reino Unido.

De acordo com esta organização, o ataque constituiu uma ação de retaliação do Irão no Golfo Pérsico.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech adiantou ainda que o navio era o ‘Safeen Prestige’, com bandeira maltesa, e dados divulgados pelo portal especializado Marine Traffic indicaram que o porta-contentores estava a percorrer o caminho entre o porto emiradense de Ghantout e Jeddah, na Arábia Saudita.

O outro navio atingido foi o petroleiro ‘Hercules Star’, pertencente à empresa de navegação espanhola Península, embora não navegasse sob bandeira espanhola, e foi atingido na terça-feira.

O motivo específico do ataque, anunciado pela diretora-geral da marinha mercante espanhola, Ana Núñez, não foi avançado, mas a responsável disse que não causou vítimas.

A atual situação geopolítica “é complicada”, referiu Núñez, adiantando que há outras empresas de navegação espanholas com embarcações na zona cuja localização está a ser analisada para eventualmente “reconsiderarem a modificação de rotas”.

A Guarda Revolucionária do Irão garantiu hoje que tem “controlo total” do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.

“Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da marinha da República Islâmica”, disse um responsável da Guarda, em comunicado citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.

O Irão afirmou ainda que a passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de 20% do petróleo mundial, apesar de os Estados Unidos terem anunciado que estão a preparar escoltas navais para petroleiros.

Lusa

EUA dizem ter afundado um navio de guerra do Irão com um torpedo 

Pete Hegseth, secretário de Defesa, informou que “um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais”. "Em vez disso, foi afundado por um torpedo”, anunciou.

Segundo Hegseth, este foi "o primeiro afundamento de um navio inimigo por um torpedo desde a Segunda Guerra Mundial”.

Recorde-se que a Reuters noticiou na manhã desta quarta-feira que tinha ocorrido um ataque de submarino a um navio iraniano na costa do Sri Lanka, citando as autoridades locais. Foram reportados pelo menos 80 mortos.

Os EUA, entretanto, divulgaram um vídeo que mostra o momento do ataque do submarino norte-americano afundou um navio iraniano no Índico.

Na conferência de imprensa, o secretário de Defesa dos EUA revelou também que "o líder da unidade [iraniana] que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto".

Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano por estar associado a um alegado plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irão para assassinar Trump. No ano passado, o Irão negou as alegações dos Estados Unidos.

"América está a ganhar" de forma "decisiva, devastadora e implacável", diz secretário da Defesa dos EUA

O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, faz um novo ponto da situação da operação Fúria Épica, lançada no passado sábado.

"América está a ganhar", disse Hegseth, tendo afirmado que a morte de seis militares norte-americanos vai ser vingada.

De acordo com este responsável da administração de Donald Trump, os EUA estão a ganhar de forma "decisiva, devastadora e implacável".

Pete Hegseth disse que não se trata de uma guerra "justa" e que os EUA vão intensificar ofensiva contra o Irão. "Estamos a atacá-los quando estão em desvantagem, que é exatamente como deve ser", afirmou.

Referiu que em menos de uma semana EUA e Israel terão o controlo total dos céus iranianos, numa guerra que “está apenas a começar”, disse ainda o secretário da Defesa norte-americano. "Como disse o presidente Trump, vagas maiores e mais numerosas estão a chegar", disse Hegseth. "Estamos apenas a começar. Estamos a acelerar, não a desacelerar", adiantou.

Costa manifesta "total solidariedade da UE" com Espanha

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, expressou esta quarta-feira "total solidariedade" com Espanha, depois das criticas do presidente dos EUA ter considerado o país vizinho um aliado "terrível".

"Acabei de ter uma conversa telefónica com o primeiro-ministro Pedro Sánchez para expressar a total solidariedade da UE com Espanha", lê-se na nota partilhada nas redes sociais.

Refira-se que, na terça-feira, o presidente dos EUA ameaçou cortar relações comerciais com o país vizinho, que recusou o uso das suas bases militares nos ataques ao Irão.

Já esta quarta-feira, num discurso ao país, Sánchez afirmou que a posição de Espanha é de "não à guerra".

Segundo António Costa, a "UE garantirá sempre que os interesses dos seus Estados-Membros sejam plenamente protegidos".

"Reafirmamos o nosso firme compromisso com os princípios do direito internacional e com a ordem baseada em regras em todo o mundo", declarou o presidente do Conselho Europeu.

Mais de mil pessoas morreram no Irão nos ataques lançados desde sábado

Pelo menos 1045 pessoas morreram desde sábado no Irão na sequência dos ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos da América (EUA), afirmou a agência estatal Fundação dos Mártires e dos Assuntos dos Veteranos iraniana.

“Até agora, 1.045 pessoas morreram como mártires e foram sepultadas, nos ataques militares dos Estados Unidos e do regime usurpador de Israel contra a nossa pátria islâmica”, lê-se em comunicado.

Lusa

NATO terá abatido míssil em direção ao espaço aéreo turco, diz Ancara 

Um míssil balístico lançado a partir do Irão em direção ao espaço aéreo da Turquia foi abatido pelas defesas aéreas da NATO, informou esta quarta-feira o Ministério da Defesa turco, de acordo com a Reuters.

A defesa aérea e antimíssil da Aliança Atlântica abateu o míssil lançado pelo Irão no leste do Mar Mediterrâneo.

“Um míssil lançado do Irão, atravessando o espaço aéreo do Iraque e da Síria e seguindo em direção ao nosso espaço aéreo a partir da região de Hatay, foi destruído pelos sistemas de defesa aérea da NATO”, lê-se num comunicado das autoridades turcas.

Turquia diz defender "a estabilidade e a paz regional", mas afirma que tomará todas as medidas para defender o país de "forma decisiva e sem hesitações". "Reiteramos que o nosso direito de responder a qualquer ato hostil dirigido contra o nosso país está reservado", indica um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros turco.

"Apelamos a todas as partes para que se abstenham de ações que possam agravar ainda mais o conflito na região", apelou Ancara.

A Aliança Atlântica já veio "condenar" o lançamento do míssil por parte do Irão em direção ao espaço aéreo da Turquia.

"A NATO mantém-se firme ao lado de todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irão continua os seus ataques indiscriminados em toda a região. A nossa postura de dissuasão e defesa continua forte em todos os domínios, incluindo no que diz respeito à defesa aérea e antimísseis", afirmou o porta-voz da aliança militar Allison Hart.

Macron convoca novo Conselho de Defesa e Segurança

O presidente de França, Emmanuel Macron, convocou para a noite desta quarta-feira um novo Conselho de Defesa e Segurança, avançam os media franceses.

A situação no Médio Oriente vai ser abordada, disse porta-voz do governo, Maud Bregeon, durante a conferência de imprensa do Conselho de Ministros.

Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei adiadas

As cerimónias fúnebres de Ali Khamenei, que liderou o Irão durante 36 anos antes de ser morto no sábado em ataques aéreos israelitas e norte-americanos, foram adiadas.

Estas cerimónias deveriam ter início na noite desta quarta-feira, 4 de março, e durar três dias, segundo a agência de notícias IRNA. No entanto, a televisão estatal iraniana informou que a cerimónia de luto por Khamenei foi adiada e será realizada mais tarde, após intensos ataques contra Teerão.

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Imagens de satélite indicam que não há danos nas instalações nucleares do Irão 

As mais recentes imagens de satélite disponíveis indicam que não há danos nas instalações nucleares do Irão, segundo a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês).

Nesse sentido, informa a agência das Nações Unidas, "não existe risco de libertação radiológica neste momento", embora revele que "junto à central nuclear de Isfahan são visíveis danos em dois edifícios".

"Não foi detetado qualquer impacto adicional em Natanz após os danos anteriormente relatados", não tendo sido identificado "qualquer impacto noutras instalações nucleares, incluindo a central nuclear de Bushehr", diz ainda a IAEA.

Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica reitera o "apelo à máxima contenção" para evitar qualquer risco de acidente nas instalações com material nuclear.

Rússia disposta a fornecer mais crude à China e à Índia devido à guerra no Irão

A Rússia admitiu hoje aumentar o fornecimento de petróleo à China e à Índia, que poderão ser afetadas pela subida dos preços do crude devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz.

“Estamos sempre prontos, o nosso petróleo tem procura. Se comprarem, venderemos”, afirmou o vice-primeiro-ministro russo Alexandr Novak, citado pela agência estatal russa TASS, quando questionado sobre a disponibilidade de Moscovo para aumentar os envios de crude para estes países.

Na véspera, o Governo da Índia manifestou preocupação com o impacto económico que a escalada do conflito no Médio Oriente poderá ter nas cadeias de abastecimento comercial e energético do país, o que poderá levar Nova Deli a procurar novas fontes de fornecimento.

Também a China alertou que “adotará as medidas necessárias para proteger a sua própria segurança energética”.

Pequim, que obtém uma parte significativa do seu petróleo do Médio Oriente, tem diversificado nos últimos anos as fontes de abastecimento e aumentado a produção interna, embora o trânsito pelo estreito de Ormuz continue a ser um fator importante para a estabilidade dos seus fornecimentos.

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano Índico, é um dos principais pontos estratégicos do transporte energético mundial.

Na terça-feira, o general da Guarda Revolucionária iraniana Ebrahim Yabari afirmou que Teerão não permitirá que passe “nem uma gota de petróleo” pelo estreito e ameaçou que “qualquer navio que tente cruzar o estreito de Ormuz será incendiado”.

Entretanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que, “se necessário”, a Marinha norte-americana começará a escoltar navios petroleiros na região.

Lusa

Síria terá encerrado passagem fronteiriça com o Líbano

A Reuters avança que a Síria terá encerrado a passagem fronteiriça com o Líbano. Decisão da Autoridade Portuária Terrestre e Marítima da Síria ocorreu após receber um aviso de que Israel poderia atacar o posto fronteiriço.

As chegadas através desta passagem fronteiriça mantêm-se enquanto houver sírios que pretendam sair do Líbano devido ao agravamento da situação.

De referir que novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei adiadas

Israel reivindica abate de avião e estima que Teerão mantém "capacidades significativas"

O Exército israelita anunciou hoje ter abatido um caça iraniano Yak-130 sobre Teerão, acrescentando que o Irão ainda possui "capacidades significativas" para lançar mísseis contra Israel.

O porta-voz do Exército israelita, brigadeiro-general Effie Defrin, disse a uma televisão de Israel que foram destruídos nos últimos dias várias dezenas de lançadores de mísseis iranianos mas, acrescentou, o regime de Teerão ainda possui "capacidades significativas".

Por outro lado, o mesmo porta-voz alertou que a defesa de Israel "não é impenetrável".

Os militares israelitas anunciaram ainda que atacaram uma instalação de mísseis balísticos em Isfahan, no centro do Irão.

Lusa

Irão estará prestes a escolher novo líder supremo

O Irão estará prestes a escolher o novo líder supremo, depois da morte do ayatollah Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no passado sábado, dia em que foi lançada a operação militar dos EUA e de Israel.

"Estamos perto de uma conclusão", disse o ayatollah Ahmad Khatami, na televisão estatal, membro da Assembleia de Peritos do Irão, noticia a Reuters.

Recorde-se que o ministro da Defesa de Israel avisou que o próximo líder supremo do Irão será "alvo de eliminação".

Mojtaba Khamenei, filho de Khamenei, terá sobrevivido aos ataques e está entre os candidatos para ser o novo líder supremo da República Islâmica do Irão, segundo a imprensa internacional.

Ataque de submarino a um navio iraniano na costa do Sri Lanka faz pelo menos 32 feridos

Foi reportado esta quarta-feira um ataque de submarino a um navio do Irão na costa do Sri Lanka, avançou a Reuters.

Um porta-voz da Marinha do Sri Lanka disse que operações de busca e salvamento estão a decorrer e que há pelo menos 32 marinheiros feridos.

Antes, a Reuters, que citou fontes do Ministério da Defesa, noticiou que 101 pessoas estavam desaparecidas como resultado deste ataque, mas o porta-voz da Marinha do Sri Lanka disse que a informação não estava correta.

Sánchez diz que posição de Espanha é de "não à guerra". Apelou ao fim das hostilidades e pede regresso ao diálogo

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que é clara a posição do país: É de "não à guerra".

Num discurso à nação, Sánchez afirmou que "não se pode brincar com o destino de milhões de pessoas" e exigiu uma solução diplomática para o fim do conflito.

"Não se pode responder a uma ilegalidade com outra. É assim que começam os maiores desastres da história da humanidade", defendeu.

Apelou ao fim das hostilidades e pediu o regresso ao diálogo. "A nossa posição não é ingénua, pelo contrário, é coerente, não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nosso interesses simplesmente por medo de represálias de alguém", disse.

Sánchez avisou para a possibilidade de uma guerra longa, com "consequências graves à escala global".

Na terça-feira, o presidente dos EUA disse que Espanha tem sido um aliado "terrível". Donald Trump ameaçou mesmo cortar relações comerciais com o país vizinho, depois de Madrid recusar o uso de bases militares em Espanha para ataques contra o Irão.

Israel alertou população sobre ataques aéreos contra prédios no sul de Beirute

O Exército israelita alertou hoje os moradores de três edifícios do sul de Beirute que vão ser alvos da aviação de combate, alegando que os prédios pertencem à milícia xiita Hezbollah.

O porta-voz militar de Israel, Avichay Adraee, disse que os residentes devem afastar-se dos prédios "pelo menos 300 metros". 

A declaração divulgada nas redes sociais foi acompanhada de um mapa que assinala a vermelho os edifícios e a zona, no sul da capital do Líbano, que vai ser alvo da Força Aérea israelita. 

Os alertas referiram-se sobretudo aos moradores do bairro de Laylaki.

O outro aviso anterior dizia respeito a dois edifícios, também a sul de Beirute.

Novos ataques israelitas atingiram o Líbano durante a madrugada de hoje, segundo a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA), que reportou quatro mortes na cidade de Baalbek, no leste do país.

O Hezbollah (Partido de Deus), apoiado pelo Irão, realizou uma série de ataques na segunda-feira, quando o grupo xiita atacou posições israelitas em retaliação pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Lusa

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Pentágono informou que Khamenei foi morto em operações israelitas

Kuwait anuncia morte de menina de 11 anos após queda de destroços de drone

O Kuwait anunciou hoje a morte de uma menina de 11 anos atingida por destroços de um drone numa zona residencial da capital do emirado, numa altura em que o Irão continuava ataques de retaliação contra países do Golfo.

As equipas de resgate tentaram reanimar a criança durante o transporte para o hospital, mas "não resistiu aos ferimentos", disse o Ministério da Saúde do Kuwait, em comunicado, sem especificar a nacionalidade da vítima.

Na segunda-feira, o exército do Irão tinha anunciado ataques contra base aérea norte-americana de Ali Al-Salem no Kuwait e a navios no oceano Índico em retaliação pela morte do líder supremo Ali Khamenei, no sábado.

Mísseis das “forças terrestres e navais do exército, operando a partir de vários locais, visaram a base aérea norte-americana Ali Al-Salem no Kuwait, bem como navios inimigos no norte do oceano Índico”, disse Teerão.

Os militares disseram que foram usados “15 mísseis de cruzeiro”, indicou um comunicado citado pela agência de notícias France-Presse.

Lusa

Israel diz que próximo líder supremo será "alvo de eliminação"

O ministro da Defesa de Israel ameaçou hoje quem quer que o Irão escolha para ser o próximo líder supremo do país, dizendo que será "alvo de eliminação". Israel Katz fez a declaração na rede social X.

"Todo o líder nomeado pelo regime terrorista iraniano para continuar e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e oprimir o povo iraniano — será alvo de eliminação", escreveu.

Israel atacou na terça-feira um edifício associado à Assembleia de Peritos do Irão, que vai escolher o novo líder supremo. Israel matou o 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos, num ataque no sábado que deu início à guerra.

A Guarda da Revolução do Irão afirmou hoje ter disparado aproximadamente 40 mísseis contra alvos norte-americanos e israelitas, no quinto dia de ataques de retaliação após ataques contra território iraniano.

"Há algumas horas, a 17ª vaga da Operação Honest Promise-4 foi realizada com o lançamento de mais de 40 mísseis pelas forças da Guarda da Revolução Islâmica contra alvos americanos e sionistas [israelitas]", declarou a Guarda, num comunicado lido na televisão estatal iraniana.

As sirenes de alerta aéreo soaram em Israel antes dos lançamentos de mísseis durante a manhã, mas não houve registo de feridos, segundo os serviços de emergência israelitas.

Por seu turno, o exército de Israel anunciou hoje ter atacado dezenas de alvos no Irão, incluindo centros de comando em Teerão, segundo um comunicado.

"Há pouco tempo, a Força Aérea israelita, guiada por informações de inteligência, concluiu mais uma onda de ataques contra centros de comando do regime terrorista iraniano em Teerão", referiu o comunicado.

"No âmbito destes ataques, o exército lançou dezenas de munições contra centros de comando da Segurança Interna" do Irão, da Guarda da Revolução e da força paramilitar Basij, acrescentou o comunicado.

Durante a noite, o exército lançou uma "onda generalizada de ataques" contra o Irão, após bombardeamentos de mísseis em território israelita.

Lusa

EUA permitem que pessoal não essencial abandone Chipre

Os Estados Unidos anunciaram na hoje que autorizaram a saída do pessoal não essencial do Chipre, onde uma base militar dos Estados Unidos foi alvo de um ataque iraniano na segunda-feira.

O Departamento de Estado "autorizou que funcionários não essenciais do governo norte-americano" e as famílias "deixassem o Chipre" devido a preocupações de segurança, afirmou a embaixada dos EUA em Nicósia.

Na terça-feira, o primeiro‑ministro britânico, Keir Starmer, anunciou que o Reino Unido vai enviar para Chipre um navio da Marinha britânica, juntamente com helicópteros equipados com capacidades de contramedidas contra drones.

Numa mensagem publicada na rede social X, Starmer adiantou ter informado o presidente de Chipre do envio dos meios militares para a ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), que acolhe uma base militar britânica que foi alvo de drones iranianos.

"O Reino Unido está totalmente empenhado na segurança de Chipre e do pessoal militar britânico ali destacado”, escreveu o chefe do Governo, sublinhando que "as operações defensivas continuam".

Keir Starmer acrescentou ainda que o país "agirá sempre no interesse do Reino Unido e dos seus aliados".

O navio de guerra mobilizado, o “HMS Dragon”, tem como principal missão a defesa antiaérea com radares e um sistema de mísseis antiaéreos.

Chipre acolhe duas bases militares soberanas britânicas, remanescentes do período colonial, que mantêm importância estratégica no Mediterrâneo oriental. 

Lusa

Drone abatido perto do aeroporto da capital do Iraque

Um drone foi abatido hoje perto do aeroporto internacional da capital do Iraque, Bagdade, um dia depois de outra aeronave não tripulada ter sido neutralizada na mesma zona, disseram duas fontes da segurança iraquiana.

O aeroporto inclui uma base militar que alberga conselheiros dos Estados Unidos (EUA) e que anteriormente albergava tropas da coligação liderada pelos EUA.

"Um drone foi abatido perto do aeroporto de Bagdade, sem causar vítimas ou danos materiais", disse uma fonte à agência de notícias France-Presse, com outra fonte a confirmar o incidente.

Também a emissora do Qatar Al Jazeera avançou com um ataque de um drone contra as instalações norte-americanas perto do aeroporto, que serviam de apoio logístico à Embaixada dos EUA no Iraque,

Na noite de terça-feira, um drone tinha sido intercetado perto do aeroporto de Bagdade.

As forças de segurança tinham anunciado algumas horas antes que tinham apreendido nove foguetes e um lançador, que estavam prontos para serem utilizados para atacar o aeroporto.

A base militar norte-americana em Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foi também alvo de "dezenas de drones", reivindicados pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irão em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, incluindo o assassínio do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país.

Além disso, na terça-feira, um ataque semelhante foi realizado contra a base militar iraquiana de Salah ad-Din.

De seguida, a base aérea Imam Ali em Nasiriyah, no sudeste do país, foi bombardeado, num incidente que já está a ser investigado pelas autoridades, segundo o portal de notícias iraquiano Shafaq.

Lusa

Guarda Revolucionária do Irão garante "controlo total" do estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão garantiu hoje que tem "controlo total" do estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.

"Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da Marinha da República Islâmica", disse Mohammad Akbarzadeh, um alto funcionário naval da Guarda, num comunicado citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na terça-feira que a Marinha norte-americana poderia escoltar os petroleiros através do estreito de Ormuz "se necessário".

Lusa

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Combustíveis terão aumento certo e elevado: seria de 13 cêntimos se a atualização fosse esta terça-feira

Líbano anuncia 11 mortos em ataques israelitas no sul de Beirute e Baalbek

Ataques israelitas mataram pelo menos 11 pessoas hoje no Líbano, no sul de Beirute e em Baalbek, anunciaram o Ministério da Saúde e a imprensa estatal, no quinto dia da guerra na região.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para o conflito, após um primeiro ataque contra Israel pelo movimento pró-Irão Hezbollah, que afirmou querer vingar a morte do líder iraniano Ali Khamenei na operação israelo-americana contra o Irão.

Ao sul da capital libanesa, “ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat” causaram seis mortos e oito feridos “de acordo com um balanço preliminar”, anunciou o Ministério da Saúde libanês, num comunicado.

Em imagens da agência de notícias France-Presse tiradas em Aramoun, veículos de emergência estão reunidos à noite, enquanto socorristas transportam uma maca.

No leste do Líbano, na cidade de Baalbek, de maioria xiita, cinco pessoas foram mortas e outras 15 ficaram feridas hoje num ataque israelita contra um edifício de quatro andares, informou a Agência Nacional de Informação libanesa.

Operações estão em curso para encontrar três pessoas ainda desaparecidas, informou a agência de notícias oficial.

Além disso, em Hazmieh, nos subúrbios a sudeste de Beirute, um ataque aéreo israelita atingiu "um hotel" e ambulâncias foram enviadas para o local, informou a mesma agência, mas sem mencionar vítimas.

O exército israelita apelou esta manhã a 13 cidades e aldeias do sul do Líbano para que sejam evacuadas "de imediato" antes dos ataques contra o Hezbollah.

Lusa

Estados Unidos testam novo drone kamikaze

Os Estados Unidos estão a aproveitar os ataques massivos que realizam desde sábado contra o Irão para testar um novo drone kamikaze norte-americano.

O Pentágono confirmou que o drone, denominado LUCAS (Low-Cost Uncrewed Combat Attack System ou Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo) está a ser utilizado nos ataques juntamente com bombardeiros estratégicos, caças e mísseis de cruzeiro.

O Exército norte‑americano reconhece que o drone foi inspirado Shahed‑136 iraniano, frequentemente utilizado pela Rússia contra a Ucrânia.

O Comando Central norte-americano (Centcom) anunciou estar a utilizar pela primeira vez na história estes drones kamikaze no mesmo dia em que os EUA, juntamente com Israel, lançaram os primeiros mísseis e drones contra alvos iranianos.

“Estes drones de baixo custo, modelados a partir dos drones Shahed do Irão, estão agora a infligir represálias fabricadas nos Estados Unidos”, afirmou o Centcom nas redes sociais.

De acordo com as autoridades militares norte‑americanas, o sistema faz parte de uma nova estratégia baseada em drones de baixo custo e descartáveis, que podem ser rapidamente lançados em grandes quantidades, uma tática inspirada nas lições da guerra na Ucrânia, onde milhares de drones económicos estão a ser utilizados por ambos os lados.

Lusa

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Drones Shahed: são lentos, são barulhentos, mas estão a causar muitos estragos no Golfo

Seis mortos em ataques israelitas no sul de Beirute

Ataques israelitas contra duas cidades situadas a sul da capital libanesa, Beirute, causaram seis mortos, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

O ministério indica num comunicado que "os ataques do inimigo israelita contra as regiões de Aramoun e Saadiyat" causaram seis mortos e oito feridos, "de acordo com um balanço preliminar".

A agência de notícias libanesa NNA anunciou que ataques aéreos atingiram hoje "um prédio de quatro andares ao amanhecer" na cidade de Baalbek, no leste do país, causando um número indeterminado de mortos.

A mesma agência indicou que "um ataque aéreo israelita atingiu um hotel em Hazmieh", nos subúrbios a sudeste da capital, acrescentando que "foram enviadas ambulâncias para o local".

O Líbano tornou-se um novo campo de batalha no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, desencadeado pelo ataque israelo-americano contra Teerão no sábado.

Lusa

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Trump contraria Rubio e assume ter decidido ataque em resultado da sua convicção

EUA dizem que ataques destruíram centenas de mísseis balísticos e toda a Marinha do Irão

O Comando Central das forças armadas norte-americanas (CENTCOM) reivindicou hoje ter afundado “toda a Marinha de guerra” iraniana e destruído centenas de mísseis balísticos desde o início dos ataques contra o Irão no sábado.

Num vídeo de atualização publicado nas redes sociais, o comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper, afirmou que os ataques lançados em conjunto com Israel atingiram 2000 alvos e permitiram, nas primeiras 100 horas de operações, “degradar severamente as defesas aéreas iranianas”.

“E não iremos parar, vamos continuar a conduzir operações dinâmicas direcionadas contra os lançadores móveis de mísseis balísticos para destruir o que caracterizaria como a capacidade remanescente de lançamento” do Irão, afirma Cooper.

Numa missão num porto militar no sul do Irão, dezenas de bombardeiros norte-americanos “afundaram toda a Marinha iraniana”, com 17 navios destruídos, "incluindo o mais operacional submarino iraniano”. 

“Durante décadas, o regime do Irão assediou a navegação internacional. Hoje, não há um único navio iraniano a navegar no Golfo Arábico, Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”, afirma Cooper. 

Além de navios e centenas de mísseis balísticos, também foram destruídos ‘drones’, segundo o responsável do CENTCOM.

As operações têm envolvido o maior dispositivo militar norte-americano mobilizado na região “na última geração”, bombardeiros furtivos B-1 e B-2, e mais recentemente B-52, que visaram centros de comando e controlo das forças iranianas.

“A capacidade do Irão está a declinar e a nossa capacidade a aumentar”, afirma Cooper. 

Em resposta, adiantou, Teerão disparou 500 mísseis balísticos e 2000 drones, visando alvos civis “indiscriminadamente”

Lusa

Mais de 9000 cidadãos dos EUA abandonaram Médio Oriente

Mais de 9000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente devido ao conflito iniciado no sábado com os ataques ao Irão por Estados Unidos e Israel, anunciou o presidente Donald Trump.

Numa mensagem na rede Truth Social na terça-feira, Trump incentivou os norte-americanos na região que desejam regressar a casa a registarem-se no site do Departamento de Estado para receberem "opções de viagem".

O governo norte-americano, adiantou, está a fretar voos e a assegurar opções comerciais para apoiar os seus cidadãos.

A mensagem de Trump surge no meio de críticas da oposição democrata ao governo pela falta de planeamento para retirada de norte-americanos antes do início da Operação “Fúria Épica”, no sábado.

A região, que alberga importantes aeroportos como Doha e Dubai, enfrenta encerramentos e restrições de espaço aéreo após os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, que resultaram na morte do Líder Supremo Ali Khamenei, bem como ataques de retaliação iranianos.

O secretário de Estado Marco Rubio confirmou na terça-feira que entre 1500 e 1600 norte-americanos solicitaram assistência para abandonarem a região, afirmando que "levará algum tempo" para prestar ajuda devido aos encerramentos do espaço aéreo anunciados pelos países da região.

Na segunda-feira, os Estados Unidos instaram os seus cidadãos a abandonarem cerca de quinze países do Médio Oriente, incluindo Israel, Jordânia e Egito.

Além disso, Washington fechou as suas embaixadas no Kuwait e na Arábia Saudita em resposta a ataques iranianos.

Lusa

Exército norte-americano divulga identidades de quatro soldados mortos no Kuwait

O Exército norte-americano divulgou na terça-feira os nomes dos quatro militares que morreram no domingo no Kuwait após a explosão de um drone iraniano, num dos mais recentes incidentes do conflito no Médio Oriente.

Entre as vítimas mortais estão o capitão Cody Khork, de 35 anos, da Florida, o sargento Noah Tietjens, de 42 anos, do Nebrasca, a sargento Nicole Amor, de 39 anos, do Minnesota e o sargento Declan Coady, de 20 anos, de Iowa, de acordo com informações divulgadas pelo Exército dos EUA.

Os quatro militares estavam colocados no Comando de Sustentação, unidade responsável pelo apoio logístico.

O Exército enfatizou que, ao divulgar os seus nomes, procura reconhecer os seus serviços e homenagear os membros das forças armadas que perderam a vida em combate.

Segundo um comunicado oficial, o incidente continua sob investigação para determinar as circunstâncias exatas que levaram à explosão e à morte dos soldados, enquanto as operações na região continuam sob rigorosas medidas de segurança.

O ataque ocorreu no domingo no porto de Shuaiba, onde se encontra um centro de operações táticas dos EUA.

O drone atingiu a instalação depois de contornar as defesas aéreas, de acordo com o Comando Central.

Os nomes dos outros dois soldados norte-americanos que morreram no ataque no fim de semana não foram divulgados porque as suas famílias ainda não foram notificadas, segundo os meios de comunicação social norte-americano.

Lusa

Quinto dia da operação militar dos EUA e de Israel contra o Irão

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos no quinto dia da operação militar dos EUA e Israel, lançada no sábado, contra o Irão. Teerão tem estado a responder com vários ataques na região que visaram representações diplomáticas e bases militares dos Estados Unidos.

Veja como foi o dia de ontem:

Israel lança nova vaga de ataques aéreos contra Teerão. Trump informou Macron "sobre progresso das operações"
Míssil atinge base dos EUA no Qatar. Trump admite pôr Marinha a escoltar petroleiros no estreito de Ormuz
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