Pentágono informou que Khamenei foi morto em operações israelitas
EPA/SHAHZAIB AKBER

Pentágono informou que Khamenei foi morto em operações israelitas

Operação dos EUA quer travar a "capacidade da República Islâmica de projetar poder militar" contra os Estados Unidos, particularmente as suas bases no Médio Oriente, os aliados na região "e não só".
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O subsecretário de Defesa norte-americano Elbridge Colby afirmou esta terça-feira, 3 de março, que o Líder Supremo iraniano, Ali Khamenei, morreu em resultado de "operações israelitas" e que o principal objetivo de Washington nas operações em curso é degradar capacidades militares iranianas.

Em declarações perante a Comissão dos Serviços Armados do Senado, em Washington, o responsável do Pentágono afirmou que as operações norte-americanas no Irão estão focadas em travar a "capacidade da República Islâmica de projetar poder militar" contra os Estados Unidos — particularmente as suas bases no Médio Oriente — e também contra os seus aliados na região "e não só".

Estas capacidades são "principalmente" as forças de mísseis do Irão, que "cresceram significativamente e representam uma ameaça", mas a Marinha iraniana também foi visada, disse o subsecretário de Defesa norte-americano para Assuntos Políticos, nomeado por Donald Trump. 

Questionado pelo senador Jack Reed, principal democrata no Comité dos Serviços Armados, sobre o porquê de "o principal objetivo desta campanha ser o ataque e a morte de Khamenei e de importantes líderes do regime", Colby respondeu que essas "são operações israelitas".

Donald Trump já tinha dado a entender no sábado que os Estados Unidos não tinham como objetivo uma mudança de regime no Irão, mas após a morte do ‘ayatollah’ Khamenei o presidente norte-americano, ainda assim, incitou os iranianos a rebelarem-se.

Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro uma ofensiva ao Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, tendo matado o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e grande parte dos altos responsáveis da Guarda Revolucionária.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram até agora pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.

Por sua vez, o Irão lançou ataques de retaliação com mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Iraque, Kuwait e Chipre.

Israel, onde dez pessoas foram mortas por mísseis iranianos, também estendeu os seus ataques ao Líbano, contra o Hezbollah, e aí pelo menos 52 pessoas morreram numa onda de bombardeamentos aos arredores de Beirute, no sul do país e no leste do Vale de Bekaa.

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