Israel planeia abrir o seu espaço aéreo na quarta-feira à noite, para permitir voos de repatriamento para as dezenas de milhares de israelitas retidos no estrangeiro, após a ofensiva israelo-americana contra o Irão.A informação foi avançada por um porta-voz da autoridade aeroportuária à agência Efe.Segundo o Canal 12 de Israel, o Aeroporto Ben Gurion, perto de Telavive, poderá receber entre 8000 e 9000 passageiros por dia."A nossa missão é trazer os israelitas para casa em segurança. Vamos abrir o espaço aéreo de forma gradual", frisou a ministra dos Transportes, Miri Regev, numa conferência de imprensa, acrescentando que o plano depende da situação de segurança.De acordo com o plano, o Aeroporto Ben Gurion funcionará 24 horas por dia e abrirá de forma controlada.Nas primeiras 24 horas será permitida a entrada de um avião de passageiros por hora, com capacidade para cerca de 200 passageiros. Posteriormente, este número aumentará para dois aviões por hora.Estima-se que o repatriamento das dezenas de milhares de israelitas retidos no estrangeiro demore entre uma semana e dez dias, caso não haja alterações na segurança, noticiou o Times of Israel.Lusa.As autoridades iraquianas informaram que um ‘drone’ foi hoje abatido perto do Aeroporto Internacional de Bagdade, contíguo a uma base militar que alberga conselheiros norte-americanos."Um pequeno drone foi abatido (...) nos arredores do Aeroporto Internacional de Bagdade, sem relatos de vítimas ou danos materiais", afirmaram em comunicado as forças de segurança iraquianas.No aeroporto da capital iraquiana chegaram a estar estacionadas tropas da coligação liderada pelos Estados Unidos durante a intervenção militar no país do Golfo Pérsico.Lusa.O repatriamento de 24 mil australianos retidos nos Emirados Árabes Unidos está previsto começar esta quarta-feira (4 de março), dia em que está agendado um primeiro voo comercial do Dubai para Sydney.À Associated Press, a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Penny Wong, admitiu a complexidade da operação, tendo em conta o número de cidadãos envolvidos. “Esta é uma crise consular que supera em muito qualquer outra que a Austrália já tenha enfrentado em termos de número de pessoas”, reconheceu.Penny Wong afirmou que ela e o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, conversaram com os Emirados Árabes Unidos. "A melhor forma de tirar as pessoas de lá é retomar os voos comerciais", disse a ministra australiana, admitindo que a "situação é muito imprevisível" e que, para já, "há um voo programado do Dubai para Sydney" nesta quarta-feira.. A queda de destroços de mísseis na região de Telavive fez esta noite um ferido na região de Telavive, anunciou a Magen David Adom, equivalente israelita da Cruz Vermelha.Após interceção das defesas aéreas israelitas, a polícia de Telavive reportou "queda de destroços" em vários locais e anunciou o envio de equipas antibombas para as zonas afetadas.Aproximadamente 30 minutos após o ataque inicial, por volta das 20:50 GMT, as sirenes voltaram a soar na região de Telavive e no centro de Israel. Ouviram-se explosões em Jerusalém e a AFP deu conta de rastos de mísseis nos céus de Netanya, a norte de Telavive.Lusa.O Ministério da Defesa do Qatar anunciou esta terça-feira que o Irão lançou mísseis contra o seu território, sendo que um deles atingiu a base militar administrada pelos Estados Unidos. Trata-se da base militar Al Udeid localizada no território do Qatar. Autoridades locais informaram que não há vítimas a registar devido a este ataque iraniano. O Qatar também indicou que deteve dez pessoas suspeitas de estarem ligadas a duas células associadas à Guarda Revolucionária Iraniana no país..Os Emirados Árabes Unidos indicaram esta terça-feira que foram alvo de mais de mil ataques desde que o Irão iniciou a retaliação à operação militar lançada no sábado por Israel e pelos EUA. A informação foi dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, adiantando que se reserva ao direito de se defender. .O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou um ataque com drone num parque de estacionamento adjacente ao edifício do consulado dos EUA no Dubai."A última informação que recebi foi que, infelizmente, um drone atingiu um estacionamento adjacente ao prédio" do consulado dos Estados Unidos "e provocou um incêndio no local", disse Rubio, citado pelos media norte-americanos.Marco Rubio afirmou que o pessoal da representação diplomática no Dubai está a salvo. "Como sabem, começámos a retirar pessoal das nossas instalações diplomáticas" antes da operação Fúria Épica.De acordo com a BBC, consulado dos EUA no Dubai está localizado numa zona densamente povoada, perto da embaixada britânica e do consulado saudita..O exército israelita afirmou hoje ter atacado um centro militar subterrâneo secreto do programa nuclear do Irão na região de Teerão, eliminando assim "um elemento chave da capacidade do regime iraniano de desenvolver armas atómicas". Os serviços de informação militar "continuaram a monitorizar as atividades dos [cientistas iranianos] e localizaram a sua nova base [permitindo] um ataque preciso ao complexo subterrâneo clandestino", indicou um comunicado militar israelita. Localizando estas instalações na periferia oeste da capital iraniana, e identificando este conjunto como "Minzadehei", o exército israelita acrescentou que "cientistas trabalhavam [lá] (...) desde que Israel tinha atacado vários sítios nucleares" durante a sua guerra anterior contra o Irão, em junho de 2025.Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.Lusa.O Ministério da Defesa do Irão avisou hoje que ainda não recorreu ao seu armamento mais avançado e insistiu que a República Islâmica está preparada para uma guerra prolongada contra os Estados Unidos e Israel."Não pretendemos empregar todas as nossas armas e equipamentos avançados nos primeiros dias", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa, citado pela agência de notícias IRNA.Reza Talai-Nik acrescentou que Teerão tem “capacidade para resistir e manter uma defesa ofensiva durante mais tempo” do que o planeado para esta guerra por Washington e Telavive.A Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do regime, afirmou que o Irão lançou hoje mais uma vaga de mísseis contra Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias Fars."A décima sexta vaga da Operação Promessa Honesta-4 começou com uma série de mísseis e drones da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica contra o coração dos territórios ocupados", indicou o comunicado, referindo-se a Israel.Lusa.Devido a um ataque com drones um incêndio deflagrou numa zona perto do consulado dos Estados Unidos no Dubai, de acordo com a Reuters.As autoridades já extinguiram o incêndio e não há registo de feridos, refere a agência de notícias, que cita as autoridades do Dubai. .O presidente dos EUA afirmou que a "Marinha dos EUA começará a escoltar os petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rapidamente possível". "Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o livre fluxo de energia no mundo", escreveu Donald Trump na Truth Social. "O poder económico e militar dos Estados Unidos é o maior do mundo", realçou.Na mensagem, o presidente dos EUA também anunciou que ordenou, com efeitos imediatos, à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos que fornecesse seguros e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo, incluindo petroleiros, que têm rotas na região do Golfo..O presidente francês anunciou esta terça-feira que o país vai enviar para o Mediterrâneo Oriental o porta-aviões Charles de Gaulle, devido ao agravamento da situação no Médio Oriente.Numa declaração ao país, Emmanuel Macron disse que uma fragata equipada com sistemas de defesa aérea "chegará à costa de Chipre esta noite". .Que os preços dos combustíveis vão aumentar, ninguém tem dúvidas. O alcance dessa subida, que se prevê elevado, dependerá da duração do conflito aceso no Médio Oriente, da intensidade e da reação do Irão e dos países envolvidos. Mas não haverá problemas de abastecimento no curto, médio prazo, porque não só Portugal tem reservas para 93 dias como o essencial do petróleo e gás que consumimos não tem origem naquela região. Os analistas antecipam, no entanto, maior subida dos preços para o gás natural no médio prazo, se o conflito tiver uma resolução demorada.Se a semana terminasse esta terça-feira, 3 de março, seria possível antecipar uma subida de cerca de 13 cêntimos nos preços dos combustíveis na semana seguinte, uma vez que os preços refletem as cotações da semana anterior. A estimativa foi avançada esta terça-feira por Mafalda Trigo, vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC). “Se fosse hoje, as previsões são de aumentos de 13 cêntimos por litro”, indicou a responsável, à Radio Renascença. Mas Mafalda Trigo ressalvou que “ainda só estamos em terça-feira e o mercado iniciou na segunda. Temos de aguardar até sexta-feira, no fecho do mercado”. Seja como for, “vai ser sempre um valor considerável”, antecipou a responsável da ANAREC.Leia mais aqui.Combustíveis terão aumento certo e elevado: seria de 13 cêntimos se a atualização fosse esta terça-feira .As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram esta terça-feira que lançaram mais de quatro mil bombas contra o Irão. Terá sido o mesmo número de bombas lançadas pelo exército israelita na guerra dos 12 dias, em junho do ano passado. Em conferência de imprensa, o porta-voz das IDF, Effie Defrin, afirmou que os caças israelita realizaram 1600 missões desde o início da operação militar, que começou no passado sábado..O Governo espanhol reiterou hoje que os acordos comerciais que tem com os Estados Unidos (EUA) são feitos no quadro da União Europeia (UE), depois da ameaça de embargo por parte do presidente norte-americano, Donald Trump.Espanha "é uma potência exportadora da União Europeia e um parceiro comercial fiável para 195 países do mundo, entre eles, os EUA", com quem mantém "uma relação comercial histórica mutuamente benéfica", disseram fontes oficiais do executivo espanhol aos meios de comunicação social."Se a administração norte-americana quiser rever" essa relação comercial com Espanha "terá de o fazer respeitando a autonomia das empresas privadas, a legalidade internacional e os acordos bilaterais entre a União Europeia e os EUA", sublinharam as mesmas fontes, que acrescentaram que, de qualquer forma, Espanha "conta com os recursos necessários" para responder a "possíveis impactos" de eventuais decisões norte-americanas, tanto para "ajudar setores" afetados como para "diversificar cadeias de abastecimento"."De qualquer forma, a vontade do Governo de Espanha é e será sempre trabalhar em prol do livre comércio e da cooperação económica entre países", com "respeito mútuo e cumprindo a legalidade internacional", disse ainda o executivo espanhol.O Governo realçou, em paralelo, que "Espanha é um membro chave da NATO, que cumpre com os seus compromissos e contribuiu de forma destacada para a defesa do território europeu".Lusa.O exército israelita afirmou esta terça-feira ter matado o comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Irão no Líbano.Trata-se de Daoud Ali Zadeh que morreu durante um ataque contra o Teerão, de acordo com as forças de Israel..O presidente norte-americano desvalorizou hoje a possibilidade de Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, assumir a liderança do país numa eventual mudança de regime.Numa conferência de imprensa na Sala Oval da Casa Branca, ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, Donald Trump afirmou que Pahlavi “parece uma pessoa muito agradável”, mas considerou preferível que a liderança surja a partir do interior do país.“Alguém que esteja lá, que seja popular, se é que existe tal pessoa”, defendeu Trump.Lusa.O conflito no Irão levou hoje a uma queda expressiva nas bolsas, com as principais praças europeias a fecharem no ‘vermelho’ e a negociação nos EUA a registar também perdas, enquanto o preço do petróleo e gás natural dispararam.As bolsas europeias fecharam em forte queda, com Madrid a perder 4,55%, Milão 3,92%, Paris 3,46%, Frankfurt 3,44% e Londres 2,75%.Nos EUA, pelas 17:53 (hora de Lisboa), o Dow Jones caia 1,20%, o S&P 500 recuava 1,46% e o Nasdaq descia 1,40%.Por sua vez, o barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 7% nesta terça-feira e ultrapassou os 83 dólares no mercado de futuros de Londres após o fecho das bolsas europeias, impulsionado por temores de abastecimento diante da guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.O Brent chegou a subir mais de 13% na madrugada de segunda-feira, na sua primeira reação à ofensiva lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos aos vizinhos árabes na região do Golfo Pérsico.Também o preço do gás natural continuou em alta hoje, com uma forte valorização de cerca de 25%, ultrapassando os 53 euros por megawatt-hora (MWh) no fecho dos mercados europeus, após ter atingido os 65 euros durante a sessão.O preço do gás está a subir fortemente, pelo segundo dia consecutivo depois de a QatarEnergy, empresa detida pelo Estado do Qatar, ter suspendido a produção de gás natural liquefeito por questões de segurança, após o ataque a duas das suas instalações. O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou, por sua vez, que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.Lusa.Guerra. AEP pede ao Governo prorrogação do desconto no ISP para apoiar empresas e famílias.Desde que a operação Fúria Épica começou, no passado sábado, os Estados Unidos atingiram 1700 alvos no Irão, de acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM). Bases de mísseis, navios da marinha, submarinos e centros de controlo iranianos terão sido atingidos pelas forças norte-americanas, indica o CENTCOM, citado pela BBC, sobre o mais recente ponto da situação, que diz respeito às primeiras 72 horas da operação.Os "locais que representam uma ameaça iminente" são os prioritários, indica ainda o CENTCOM. .Os chefes da diplomacia da União Europeia e do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) vão reunir-se na quinta-feira por videoconferência, numa altura de fortes tensões entre Estados Unidos, Israel e Irão, que já causaram vários ataques na região.Fontes europeias indicaram à Lusa que, para quinta-feira às 11h00 de Bruxelas (menos uma hora em Lisboa), está marcada uma reunião informal por videoconferência dos chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE), com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros do CCG.Depois do ataque iniciado no sábado por Israel e Estados Unidos contra o Irão, seguiu-se uma forte resposta armada iraniana, com repercussões na região, o que já foi criticado pelos países do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.A reunião surge depois de uma outra, também por videoconferência, realizada no passado domingo entre os chefes da diplomacia do bloco europeu.Lusa.Foram ouvidas fortes explosões em Doha, capital do Qatar, e no Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com jornalistas da AFP e com os residentes destas cidades. Relatos que acontecem numa altura em que o Irão intensifica a resposta à operação Fúria Épica, lançada pelos EUA e Israel, com ataques com mísseis e drones em todo o Golfo, adianta a AFP. .O presidente norte-americano afirmou hoje que a maioria dos possíveis sucessores, considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta... E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos... Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.O chefe de Estado norte-americano acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito.“Não queremos que isso aconteça”, afirmou.Lusa.O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que a Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) abateu drones sobre a Jordânia. De acordo com o governo de Keir Starmer, o Reino Unido “neutralizou” drones no espaço aéreo iraquiano, segundo os media britânicos..A comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros vai ouvir o chefe da diplomacia, Paulo Rangel, sobre o uso da base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos, após um requerimento do PS aprovado esta terça-feira.O requerimento do PS foi aprovado pela comissão, com a abstenção do PSD e do Chega, e perante críticas do deputado social-democrata Paulo Neves, que acusou o PS de partidarizar este tema.Na iniciativa, que foi entregue à comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas na sexta-feira, véspera do início dos ataques dos EUA de Israel ao Irão, os deputados socialistas consideraram que o aumento das movimentações na base militar, observado nas últimas semanas, se “reveste de grande sensibilidade, subsistindo dúvidas quanto à finalidade última das operações em causa e respetivo enquadramento jurídico internacional”.Catarina Louro (PS) referiu, na reunião esta tarde da comissão, que têm sido transmitidas imagens e notícias que dão conta do aumento do tráfego na base das Lajes, o que “levanta várias questões”.O ministro dos Negócios Estrangeiros “tem estado a dar entrevistas desde ontem [segunda-feira], mas o PS entende que o saudável escrutínio político se faz no parlamento”, considerou a deputada socialista.Paulo Neves destacou a “enorme delicadeza” do tema e considerou “lamentável” chamar o ministro à comissão, recordando que Rangel tem feito “declarações públicas e comunicados”.“O ministro foi muito preciso quando falou de uma autorização condicionada desde sábado”, referiu o social-democrata, salientando que, até sexta-feira, “a realidade era uma e após o início da guerra, a situação mudou”.“O Governo português respeita a soberania nacional e dá-se ao respeito (…) Houve critérios que o senhor ministro impôs ou apresentou para que os aviões possam utilizar a base das Lajes e nenhum avião que vá participar num ataque direto ao Médio Oriente pode partir da base”, descreveu, salientando a posição “muito coerente, clara, quiçá muito corajosa” perante um aliado como os Estados Unidos.Catarina Louro acusou o PSD de estar nervoso com este tema e salientou que o PS “não formulou qualquer conclusão sobre a ação do Governo” nesta matéria.“Os requerimentos não devem ser remetidos para a questão da partidarite”, defendeu.Também na reunião, foi chumbado, com os votos do PSD e Chega, um requerimento do PAN para ouvir Paulo Rangel e representantes de oito entidades, incluindo a Comissão Europeia, UNICEF e Amnistia Internacional.Lusa.O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse esta terça-feira à Lusa que existem cerca de 400 pedidos de repatriamento de portugueses no Médio Oriente, 63 dos quais em Israel, onde Portugal prepara uma extração, em parte por via terrestre."Há 63 [pedidos de repatriamento] em Israel e neste momento já temos tudo preparado para os ir buscar. Vai ser por via terrestre, uma parte da extração, pois o espaço aéreo está encerrado", afirmou Emídio de Sousa, acrescentando que na zona do Médio Oriente há "mais ou menos 400 pedidos". O governante frisou que, com a progressiva reabertura do espaço aéreo com voos comerciais, existe a possibilidade de alguns cidadãos portugueses, na larga maioria turistas, regressarem por essa via.O secretário de Estado, também à Lusa, tinha afirmado na segunda-feira que 53 portugueses tinham requerido a extração a partir de Israel.Lusa.O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse hoje à Lusa que os turistas portugueses retidos devido ao conflito no Médio Oriente têm de ter paciência e aguardar pela retoma dos voos comerciais. Emídio Sousa explicou que o Governo compreende que as pessoas querem regressar, mas ressalvou que há condicionamentos e cancelamentos de voos comerciais, nomeadamente de ligação, em regiões como os Emirados Árabes Unidos, mas que as pessoas, neste momento, "têm de ter alguma paciência".O governante frisou que os voos estão a ser retomados e que as pessoas terão de aguardar.Leia mais aqui.Secretário de Estado: Turistas portugueses retidos por conflito no Médio Oriente têm de ter paciência e aguardar por voos comerciais.O presidente ucraniano afirmou hoje que a Ucrânia poderia ajudar os países do Golfo a derrubar drones iranianos, se os líderes da região convencerem o homólogo russo a concordar com um cessar-fogo."Aqueles que defendem os nossos céus poderão ir ensinar como se defender dos iranianos", disse Volodymyr Zelensky referindo-se à experiência das Forças Armadas ucranianas em derrubar drones iranianos, que são também utilizados pela Rússia na invasão à Ucrânia.Zelensky disse que conversou nas últimas horas com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos (EAU) e que planeia fazer o mesmo com os restantes líderes do Médio Oriente."A principal questão de todos é como proteger os céus", afirmou o presidente ucraniano numa conferência de imprensa.Volodymyr Zelensky sublinhou que a Ucrânia, como nenhum outro país, sabe o que é defender-se de ataques aéreos em grande escala e repelir drones de fabrico iraniano.A Rússia comprou ao Irão nos primeiros anos da invasão à Ucrânia drones do tipo 'Shahed' iranianos.Posteriormente, Moscovo começou a sua própria linha de produção destes drones.O líder ucraniano insistiu que essa ajuda poderia concretizar-se "se os líderes do Médio Oriente conseguirem chegar a um acordo com [o Presidente russo Vladimir] Putin sobre um cessar-fogo "."Esses rapazes que hoje protegem o nosso céu poderão ir e proteger ou ensinar como proteger o mundo dos ataques iranianos", adiantou."Mas se estão a lançar mísseis contra nós, com todo o respeito, estamos aqui e vamos defender o nosso Estado", declarou, condicionando a assistência a uma trégua na guerra.Segundo Zelensky, esta "cooperação estratégica", ao estilo da que a Ucrânia já mantém com vários países europeus, passa também pelo intercâmbio de capacidades militares."Se nos derem mísseis PAK-3, dar-lhes-emos intercetores", afirmou, referindo-se à munição utilizada pelos sistemas Patriot norte-americanos que intercetam mísseis e drones e que muitos Estados do Golfo também utilizam.Lusa.Donald Trump criticou esta terça-feira a posição de Espanha e do Reino Unido perante o conflito no Médio Oriente, mais concretamente a operação Fúria Épica. "Não estamos a lidar com Winston Churchill", disse o presidente norte-americano em comentários relacionados com Keir Starmer, primeiro-ministro britânico.Disse não estar estar satisfeito com a posição do Reino Unido, que terá recusado que os EUA utilizassem a base britânica em Diego Garcia, no Índico, durante os primeiros ataques contra o Irão, explica a BBC. "Levamos três ou quatro dias para descobrir onde poderíamos pousar", criticou, embora tenha referido que adora o Reino Unido.Sobre Espanha, cujo primeiro-ministro é Pedro Sánchez, disse também não estar satisfeito, uma vez que recusou o uso de bases aéreas no país para ataque ao Irão. Trump considerou mesmo o país vizinho como um aliado "terrível". Dirigindo-se ao secretário do Tesouro, o presidente norte-americano, citado pela Reuters, afirmou ameaçou cortar as relações comerciais com Madrid. "Vamos cortar todo o comércio com Espanha. Não queremos ter nada a ver com Espanha", declarou..Espanha recusa uso de bases aéreas no país para ataque ao Irão.Ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca, Donald Trump falou sobre a operação Fúria Épica.O presidente dos EUA disse que "quase tudo foi destruído" no Irão, referindo que o país não tem Marinha, Força Aérea e também não tem deteção aérea na sequência dos ataques norte-americanos e israelitas, em curso desde sábado."Temos um exército excelente e eles estão a fazer um trabalho fantástico", adiantou Trump.Questionado pelos jornalistas, o presidente dos EUA admitiu que "pode ter forçado Israel" a agir sobre o momento de lançar o ataque contra o Irão. "Acho que eles iam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse", justificou.O regime de Teerão "atacou países que não tinham nada a ver com o que está a acontecer, o que mostra o nível de maldade com que estamos a lidar", disse..O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou esta terça-feira que o Reino Unido vai enviar helicópteros com capacidade de combate a drones e o navio de guerra HMS Dragon para o Chipre. A decisão foi conhecida depois de uma base britânica em Akrotiri, no Chipre, ter sido atacada por drones. Keir Starmer informou que irá reforçar as suas operações defensivas na região após contacto com o presidente de Chipre."Atuaremos sempre no interesse do Reino Unido e dos nossos aliados", disse o primeiro-ministro britânico, citado pela Sky News..O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita pediu hoje o corte de todas as relações com o Irão durante uma videoconferência com todos os embaixadores estrangeiros em Israel, no quarto dia da guerra contra a República Islâmica.“Depois do ataque do Irão a todos os seus vizinhos e do massacre do seu próprio povo, os países de todo o mundo devem romper todas as relações com este país”, defendeu Gideon Saar durante a reunião.O encontro contou com a participação de cerca de 60 embaixadores acreditados junto das autoridades israelitas, segundo um comunicado do gabinete do chefe da diplomacia de Israel.De acordo com Telavive, o regime iraniano tornou-se uma ameaça à paz mundial que deve ser isolado diplomaticamente.Lusa.O Governo de Espanha disse hoje que não espera consequências por recusar a utilização de bases militares pelos Estados Unidos (EUA) para os ataques ao Irão e considerou ridículas e absurdas as críticas de Israel por causa desta posição.Numa conferência de imprensa em Madrid, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares, reiterou a condenação de Espanha aos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, lançados no sábado, por ser uma operação unilateral, à margem do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.Segundo o ministro, os ataques não se enquadram, assim, no acordo bilateral entre Espanha e os EUA para a utilização de duas bases militares espanholas (Rota e Morón) pelos norte-americanos.Espanha não espera, por isso, "nenhuma consequência" ou retaliação dos EUA por ter esta posição, acrescentou o ministro, que garantiu não ter recebido qualquer queixa por parte do Governo norte-americano.O MNE realçou que Espanha condena também a retaliação do Irão e considerou "injustificados" os ataques de Teerão a diversos países no Médio Oriente e a uma base militar britânica em Chipre, país-membro da União Europeia (UE).Para Albares, os ataques dos últimos dias são um "salto imenso qualitativo e quantitativo" com consequências imprevisíveis."Espanha defende a ‘desescalada’, a negociação e o direito internacional. A nossa voz quer equilibrar e trazer razão e também é esse papel que pedimos que desempenhe a UE", disse o chefe da diplomacia espanhola."Não podemos resignar-nos a que a guerra seja a forma natural de relacionamento e de estabelecer um equilíbrio de poder no Médio Oriente. A violência nunca traz a paz, nunca traz estabilidade e democracia. A violência traz mais violência e caos", acrescentou.O MNE disse ainda que Espanha não teme ficar isolada na Europa com estes posicionamentos, sobretudo relativamente a países como Alemanha, França ou Reino Unido, e lembrou que foi feita a mesma análise e colocada a mesma questão por causa de Gaza e da Palestina, acabando por comprovar-se que o Governo espanhol não só não estava isolado, como se adiantou a um entendimento alargado."Espanha tem uma política externa coerente" e defende "exatamente o mesmo", e seguindo os mesmos princípios de respeito pelo direito internacional, para o Irão, a Palestina, a Ucrânia, a Gronelândia ou a Venezuela, afirmou o ministro, que considerou que são "muito mais os países e os milhões de pessoas" em todo o mundo que continuam a acreditar no multilateralismo e no direito internacional.Questionado sobre críticas do MNE de Israel a Espanha por causa das bases militares usadas pelos EUA, Albares considerou "realmente absurda e ridícula" a argumentação do homólogo israelita, sublinhando a coerência da política externa espanhola.Lusa.Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas..Portugal tem reservas energéticas para 93 dias de consumo.O Governo moçambicano afirmou hoje não ter registo de nacionais mortos ou feridos no conflito no Médio Oriente, após ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irão, apontando para quase 700 nacionais na região.Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, da interação com as missões diplomáticas do país foi concluído que, “por agora, todos os moçambicanos encontram-se bem de saúde e em segurança”.Os dados avançados pelo responsável no final da reunião semanal daquele órgão, realizada hoje em Maputo, indicam que Moçambique tem pelo menos 681 nacionais nos países do médio oriente, entre trabalhadores e estudantes. Desses, 300 estão no Qatar, 300 nos Emirados Árabes Unidos, cerca de 100 na Arábia Saudita, 12 em Israel e um no Bahrein.Face à escalada da violência naquela região, as embaixadas moçambicanas no médio oriente emitiram comunicados pedindo que os cidadãos nacionais estejam atentos às informações veiculadas pelas entidades governamentais para garantir a segurança.O porta-voz do executivo moçambicano adiantou que o Governo está a tentar contactos com outros cidadãos moçambicanos a estudar e trabalhar em Chipre e Kuwait, bem como os que se encontravam de viagem com escala nos aeroportos de Doha, capital de Qatar, e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde o espaço aéreo se encontrava encerrado, passagem habitual dos viajantes moçambicanos, para outros destinos.“Para uma mais fácil comunicação e articulação com os moçambicanos que encontram em zonas de conflito, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação vai disponibilizar na sua página de Internet informação e contactos para que todos os moçambicanos que necessitam de contactos possam aceder aos contactos a serem disponibilizados”, disse Impissa, acrescentando que, para já, não há um plano de retirada para os moçambicanos na região.“Temos um plano de contingência que tem sido analisado e estudado, já temos pelo menos os dados de quem está aonde (…) um plano de evacuação não se dispensa, é provável que haja, mas é no contexto dos esforços que estão a ser feitos para ver o que cada um efetivamente vai necessitar”, explicou Impissa, frisando que o Governo vai abrir uma linha para comunicar com todos que estão ou atravessaram zonas de conflito.Questionado sobre os impactos do conflito no Médio Oriente para a economia nacional, incluindo a subida dos preços de combustíveis, Impissa disse que já foi criado um grupo multissetorial para avaliar estes dados e referiu que se está a fazer um “estudo aprofundado”, pedindo tempo para o grupo trabalhar.Ao quarto dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão, Teerão atacou hoje locais ligados aos Estados Unidos no Golfo, enquanto Israel continua a bombardear simultaneamente o território iraniano e o Líbano, onde está a ocupar novas posições.Lusa.Espanha iniciou hoje operações de retirada de espanhóis do Médio Oriente, por via terrestre e aérea, e um primeiro voo comercial com 175 pessoas saiu já de Abu Dhabi para Madrid, disse o Governo.Espanha tem "já em marcha operações de retirada de espanhóis em diferentes países da região" e ao longo do dia de hoje espera que outros voos para repatriamento de nacionais do país saiam dos Emirados Árabes Unidos, via Istambul, na Turquia, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), José Manuel Albares.Cerca de 30 mil espanhóis - entre turistas, residentes ou outro tipo de viajantes - estão na região do Médio Oriente e tanto o Governo como as embaixadas de Espanha em diversos países receberam nos últimos dias "milhares e milhares" de chamadas, após o início dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irão, no sábado, e a retaliação de Teerão, disse o ministro.O governante, que falava numa conferência de imprensa em Madrid após a reunião semanal do Conselho de Ministros, assegurou que Espanha tem no terreno meios para operações de retirada do maior número possível de espanhóis do Médio Oriente e o mais depressa possível, à medida que se abrirem "janelas de oportunidade".Albares afirmou não poder dar mais detalhes destas operações, por questões de segurança, avançando apenas que a repatriação de espanhóis se poderá fazer com meios do Ministério da Defesa e civis.O ministro acrescentou que as operações são de complexidade muito diferente e a situação mais complicada é a das 158 espanhóis que estão no Irão. As autoridades de Madrid estão também a ter especial atenção aos Emirados Árabes Unidos, por ser onde há maior número de espanhóis neste momento (cerca de 13 mil).Questionado sobre se entre os espanhóis repatriados ou que serão repatriados está o rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, que vive nos Emirados Árabes Unidos, Albares afirmou não ter ainda verificado a lista de nomes de pessoas que estão no primeiro voo a caminho de Madrid, mas indicou estar convencido de que saberia se uma delas fosse o antigo chefe de Estado.Ainda assim, o MNE sublinhou que todas as informações relativas a Juan Carlos I são dadas pelo próprio rei emérito ou pela Casa Real espanhola, nunca pelo Governo.Lusa.A AICEP acompanha de forma contínua a evolução da situação do conflito com o Irão, monitorizando eventuais impactos nas exportações e decisões de investimento, disse hoje à Lusa fonte oficial da agência.Contactada pela Lusa sobre o conflito com o Irão, que eclodiu no sábado, fonte oficial da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal afirmou que "a AICEP acompanha de forma contínua a evolução desta situação".Aliás, acompanha esta situação "tal como tem feito em casos de semelhante natureza, mantendo a monitorização de eventuais impactos nas exportações e nas decisões de investimento, bem como assegurando informação atualizada e acompanhamento às empresas e investidores", acrescentou fonte oficial da AICEP.Lusa.O presidente dos Estados Unidos afirmou esta terça-feira que o Irão quer dialogar, mas que é tarde demais.“A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles desapareceram. Eles querem dialogar. Eu disse: ‘Tarde demais!’”, afirmou Trump numa publicação na rede Truth Social, num comentário a um artigo de opinião..André Ventura diz que a utilização da Base das Lajes "deve cumprir requisitos" e lembra que o "acordo que envolve a base das lajes não é apenas um acordo no quadro da NATO", mas que é também "um acordo bilateral entre os dois países devido a uma relação que se consolidou no período da segunda guerra mundial"."A Base das Lajes tem sido utilizada para missões de reabastecimento e de apoio. Nenhum ataque direto partiu das Lajes", frisou o líder do Chega, em conferência de imprensa, frisando que esta "aliança tem direitos e deveres dos dois lados”.Ventura lamenta que a "diplomacia não funcionou" e que este conflito "não deveria ter existido", defendendo que "é sempre errado quando a guerra sobressai e vence a diplomacia".“Portugal deve ser exigente na utilização da Base das Lajes. A mera proibição, como a esquerda quer, seria visto como um corte mais ou menos permanente na relação com os nossos aliados", concluiu..Os conflitos na região do Golfo terão impacto na economia portuguesa principalmente através dos preços, sendo que poderão também colocar pressão sobre as contas públicas, nomeadamente após o choque causado pelas tempestades, apontam economistas à Lusa."O impacto mais visível do conflito será nos preços dos combustíveis e também eletricidade", indicou à Lusa Ricardo Amaro, lead economist para a Zona Euro da Oxford Economics, acrescentando que ainda há "vários cenários em cima da mesa neste momento".A estimativa para o barril do petróleo situa-se perto dos 80 dólares no próximo trimestre, mas com um regresso para os níveis de janeiro no verão, notou, "com a média anual ficando-se pelos 68 dólares por barril, apenas ligeiramente acima dos 65 dólares previstos pelo governo no Orçamento do Estado".Ainda assim, há riscos que poderão aumentar os efeitos, dependendo da duração do conflito ou da possibilidade de um impacto mais agressivo no curto prazo, "particularmente se o Irão conseguir suspender a circulação no estreito de Ormuz de forma prolongada", alertou.Além dos preços energéticos e possíveis perturbações nas cadeias de abastecimento, "há também a considerar possíveis impactos nos mercados financeiros e/ou confiança dos consumidores e empresas que podem intensificar o impacto económico do conflito", admitiu o economista, ainda que ressalvando que a economia portuguesa "reduziu a sua dependência no petróleo ao longo do tempo e está hoje menos vulnerável a eventuais subidas no seu preço".O economista Ricardo Ferraz, professor no ISEG e na Lusófona, também destacou, à Lusa, que "há riscos elevados de podermos vir a ser penalizados por esta guerra, mas tudo dependerá da sua duração", sendo que um conflito prolongado levaria a acelerações nas taxas de inflação."Se essa inflação se revelar persistente, tal conduzirá as autoridades monetárias a aumentarem novamente as taxas de juro, com um impacto recessivo na economia e no emprego (numa altura em que a zona euro permanece frágil e em que os principais motores teimam em não arrancar)", notou, o que pesaria sobre a economia portuguesa, quando ainda está a "tentar recuperar do choque das tempestades, que afetou gravemente parte das nossas empresas, em especial na zona de Leiria, altamente exportadora".O coordenador do NECEP – Católica Lisbon Forecasting Lab, João Borges de Assunção, apontou à Lusa que o efeito na economia portuguesa é "sobretudo via saldos comerciais com o exterior, já que a curto prazo não parece colocar problemas a nível de entregas físicas".Numa análise ao conflito, a Xtb salientou igualmente que o impacto macroeconómico mais imediato é na inflação, começando pela energia — combustíveis e eletricidade mais caros — e propagando-se rapidamente aos alimentos e, posteriormente, aos serviços"."Se a escalada se mantiver por vários meses, esta pressão sobre os preços pode ancorar expectativas inflacionistas mais elevadas, levando o Banco Central Europeu (BCE) a adotar uma política monetária mais restritiva, ou seja, mantendo ou aumentando taxas de juro", lê-se na análise.Já no que diz respeito às contas públicas, Ricardo Amaro apontou que existem efeitos contraditórios, sendo que a "subida de preços penaliza atividade económica, mas em parte isto é compensado pelo efeito da inflação que aumenta as receitas de IVA e ISP, por exemplo".Ainda assim, assume que é "provável que se regresse aos défices em 2026, mas mais pelo efeito do pacote anunciado após as tempestades por volta de 1% do PIB". "Mas esperamos um défice ligeiro, já que o melhor ponto de partida para 2026 após o melhor desempenho que esperado em 2025 irá compensar parcialmente esse aumento da despesa", disse, referindo que deve, mesmo assim, verificar-se uma nova descida no rácio da dívida pública, que ficará abaixo da média europeia em 2026 pela primeira vez desde 2004.Já Ricardo Ferraz também assumiu que manter um excedente orçamental em 2026 "tornou-se muito mais desafiante devido às tempestades, nomeadamente aos seus efeitos económicos negativos e aos apoios concedidos"."Esta guerra vem agora acrescentar ainda mais incerteza a esse resultado, embora não se saiba como nem quando irá terminar. De qualquer forma, não me parece possível afirmar que um cenário de excedente orçamental esteja totalmente descartado", concluiu.João Borges de Assunção sinalizou, por sua vez, que o impacto no saldo orçamental "será apenas indireto via atividade económica e seria necessário um período prolongado de preços elevados para começar a ter um efeito material direto".O economista considerou que ainda é possível terminar o ano com um excedente orçamental, ainda que salientando que é "normal que haja um ligeiro défice, o que não coloca em causa a sustentabilidade das finanças públicas".Falta ainda clarificação do Governo sobre a dimensão concreta do esforço de reconstrução após as tempestades, para avaliar o impacto final no saldo orçamental deste ano.A Xtb dava também conta de um efeito no "aumento dos custos do Estado em termos de defesa e segurança, à medida que crescem os gastos militares ou o financiamento de operações externas"."Para a economia portuguesa, isso poderia traduzir-se numa ligeira pressão sobre as contas públicas e numa eventual necessidade de reorientar prioridades orçamentais, ainda que o impacto direto seja limitado face à dimensão da economia", lê-se na análise.Lusa. França vai enviar uma fragata e sistemas de defesa anti-míssil e contra drones para Chipre depois de uma base aérea britânica na ilha ter sido atacada por drones na segunda-feira.O ataque com os aparelhos aéreos não-tripulados (drones) foram atribuídos à milícia xiita Hezbollah (Partido de Deus), apoiada pelo Irão, e terá partido de bases no Líbano, país situado a cerca de 250 quilómetros de Chipre, país membro da União Europeia. Hoje, o porta-voz do Governo de Nicósia, Konstantinos Letymbiosistis, confirmou a contribuição militar francesa em conferência de imprensa, que se vai juntar aos aviões de combate e uma fragata enviados pela Grécia para defender a ilha mediterrânica.Letymbiosistis acrescentou que o Governo cipriota também transmitiu um pedido semelhante ao ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, durante um contacto telefónico estabelecido na segunda-feira.O porta-voz indicou que a resposta alemã sobre apoio foi positiva, embora o processo para formalizar a ajuda ainda não esteja concluído.O ataque de segunda-feira teve como alvo áreas soberanas do Reino Unido no Chipre, incluindo instalações da Força Aérea Britânica em Akrotiri. Embora o ataque não tenha provocado vítimas, o incidente aumentou as preocupações com a segurança e destacou a vulnerabilidade do Chipre às tensões regionais no contexto do conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.O Reino Unido ainda não decidiu se vai enviar um navio de guerra para defender a base aérea, depois de o ministro da Defesa, John Healey, ter reunido esta terça-feira com altos oficiais militares.Na segunda-feira, foram reportados dois incidentes distintos envolvendo drones.Um drone Shahed, de fabrico iraniano, atingiu a pista da base aérea de Akrotiri, causando danos limitados.Posteriormente, outros dois drones foram intercetados.Aparentemente, as defesas aéreas não conseguiram detetar os drones porque voavam a uma altitude muito baixa.Atenas enviou quatro caças F-16 para o Chipre na segunda-feira, enquanto duas fragatas estão a cnavegar em direção à ilha.Uma das fragatas da Marinha de Guerra da Grécia está equipada com um sistema antidrone Centauro, capaz de identificar e neutralizar alvos que voam a baixa altitude.As bases britânicas no Chipre, estabelecidas após a independência, em 1960, são consideradas essenciais para as operações no Médio Oriente e no Mediterrâneo Oriental, o que aumentou a importância estratégica no atual conflito.Lusa.O Kremlin anunciou esta terça-feira que o Presidente russo, Vladimir Putin, vai transmitir ao Irão a preocupação dos líderes dos países do Golfo acerca nos ataques iranianos nos seus territórios.O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos jornalistas que Putin fará "todos os esforços para facilitar pelo menos um alívio mínimo da tensão".Peskov sublinhou que, após as conversações telefónicas de segunda-feira com os líderes dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar, do Bahrein e da Arábia Saudita, Putin transmitirá a Teerão a sua "profunda preocupação com os ataques às infraestruturas destes países"..O gabinete de direitos humanos da ONU, pediu às forças responsáveis pelo ataque (sem nomear os envolvidos) a uma escola feminina no Irão para que investiguem e partilhem informações sobre o incidente "horrível"."O Alto-comissário (Volker Turk) apela a uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. Cabe às forças que levaram a cabo o ataque investigá-lo", disse a porta-voz do gabinete de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani.O Secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as forças norte-americanas "não atacariam uma escola deliberadamente", depois de os meios de comunicação estatais iranianos terem noticiado que mais de 160 pessoas foram mortas no primeiro dia dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, no sábado..O exército israelita lançou hoje uma incursão terrestre numa zona fronteiriça do sul do Líbano, disse uma fonte militar libanesa à agência de notícias francesa AFP.A informação surge depois de o Ministério da Defesa de Israel ter autorizado os militares a “tomar o controlo” de novas posições no país vizinho.A incursão terrestre estava a decorrer “ao nível de Kfar Kila e da planície de Khiam”, zonas situadas na fronteira com Israel, precisou a fonte libanesa, que falou na condição de não ser identificada, segundo a AFP.Lusa.O jato privado de Cristiano Ronaldo, avaliado em cerca de 70 milhões de euros, deixou a Arábia Saudita a meio da noite, rumo a Madrid, o que parece indicar que o futebolista internacional português terá abandonado o Médio Oriente durante a escalada do conflito.O rastreador de voos Flightradar24 mostra que o avião Bombardier Global Express fez a viagem de quase sete horas até à capital espanhola, segundo o Daily Mail. O jato privado partiu de Riade às 20h00, hora da Arábia Saudita, e chegou a Madrid por volta da 1h00 da manhã, hora de Espanha.Refira-se que Riade, onde Ronaldo vive com a noiva Georgina Rodríguez e os cinco filhos, tem sido alvo de ataques por parte do Irão em retaliação pela onda de ataques dos EUA e de Israel que começou no sábado.A embaixada dos EUA na capital saudita foi atingida por dois drones durante a noite..O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse esta terça-feira que a Rússia ainda não viu qualquer prova de que o Irão esteja a desenvolver armas nucleares.Recorde-se que Trump afirmou que a guerra era necessária para impedir o Irão de desenvolver uma arma nuclear e frustrar o seu programa de mísseis balísticos de longo alcance..Pelo menos 787 pessoas morreram no Irão desde o início da guerra, informou esta terça-feira a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, numa mensagem difundida na Internet..A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou esta terça-feira que a instalação de enriquecimento nuclear de Natanz, no Irão, sofreu "alguns danos recentes", numa altura em que decorrem ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel.A AIEA declarou que "não são esperadas consequências radiológicas" e que os danos se concentraram nos "edifícios de acesso" à parte subterrânea da instalação nuclear.A AIEA indicou não ter detetado "qualquer impacto adicional" na central de enriquecimento de combustível de Natanz, que se encontra enterrada no subsolo.Acredita-se que ainda existe material nuclear enterrado na central, juntamente com centrifugadoras danificadas e destruídas. No entanto, a AIEA não foi autorizada pelo Irão a visitar nenhum dos locais atacados desde o fim da guerra de 12 dias com Israel, em junho do ano passado..O exército israelita anunciou ter atacado o gabinete presidencial e o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão com bombardeamentos aéreos durante a noite."Além disso, o local de reunião do fórum mais importante do regime, responsável pela tomada de decisões de segurança, também foi alvo dos ataques, assim como a instituição de formação de oficiais militares iranianos e outras infraestruturas-chave do regime", acrescentaram as forças de Telavive.O Irão ainda não se manifestou sobre os ataques..A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.“A China insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, a evitarem uma nova escalada das tensões, a manterem a segurança das rotas de navegação no estreito de Ormuz e a impedirem que a situação tenha um impacto mais amplo na economia global”, afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, numa conferência de imprensa regular.O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais artérias energéticas do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente por via marítima.No início de 2025, a China era o principal destino do petróleo que atravessa aquela via estratégica. Nos últimos anos, o país foi também o maior importador de crude iraniano, num contexto de estreitamento das relações económicas entre Pequim e Teerão.As declarações surgem num momento de forte instabilidade regional, após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis e veículos aéreo não tripulados (‘drones’) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo.O aumento do risco na região levou várias companhias marítimas a suspender ou desviar rotas no estreito de Ormuz, alimentando receios de perturbações no abastecimento energético e de nova subida dos preços do crude.Pequim tem reiterado a necessidade de cessar-fogo imediato e de regresso ao diálogo, ao mesmo tempo que sublinha a importância de preservar a estabilidade das cadeias de fornecimento globais.Lusa.O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.Numa entrevista ao Financial Times, Philip Lane lembrou que a possibilidade de uma escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE, cujas análises anteriores apontam para um “aumento substancial da inflação impulsionado pela energia” e uma forte queda na produção se um conflito provocasse uma queda persistente no fornecimento energético.Além disso, para o economista irlandês, o impacto seria amplificado se a situação também levasse a uma reavaliação do risco nos mercados financeiros.No caso da zona euro, Philip Lane reconheceu que um aumento dos preços da energia exerce “pressão ascendente sobre a inflação”, especialmente a curto prazo, sendo que um conflito destas características seria negativo para a atividade económica.De qualquer forma, o economista-chefe sublinhou que o impacto e as implicações para a inflação a médio prazo dependem da magnitude e da duração do conflito, pelo que o BCE acompanhará de perto a evolução da situação.Lusa.A Embaixada dos Estados Unidos em Israel anunciou hoje que não pode ajudar os seus cidadãos no país a saírem do território devido ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente."A Embaixada dos EUA não está em condições, neste momento, de retirar ou auxiliar diretamente os americanos a abandonar Israel", afirmou em comunicado de imprensa, ao mesmo tempo que instou os seus cidadãos a "elaborarem os seus próprios planos de segurança" para abandonar o país, caso considerem necessário.Assim, salientou que as autoridades israelitas abriram uma rota de autocarros para a passagem fronteiriça de Taba e explicou que aqueles que desejem utilizar esta rota devem registar-se utilizando um documento de evacuação emitido pelo Ministério do Turismo de Israel."A Embaixada dos EUA não pode fazer qualquer recomendação, a favor ou contra, em relação a este serviço de autocarros. Se optar por utilizar esta rota para sair do país, o governo dos EUA não pode garantir a sua segurança", observou, sublinhando ainda que "os passageiros que desejam atravessar para a Jordânia podem apanhar o autocarro para Eilat e continuar por conta própria de táxi até à fronteira de Isaac Rabin", conhecida na Jordânia como Wadi Araba.Lusa.O Líbano retirou hoje efetivos em posições avançadas ao longo da fronteira com Israel face ao recrudescimento das ações das forças israelitas, noticiou a agência estatal libanesa.A agência libanesa não deu mais pormenores, mas uma fonte militar disse à agência de notícias francesa AFP que a decisão foi tomada para preservar a segurança dos militares.“O exército reafetou as suas forças em vários pontos onde se tinha posicionado recentemente” no sul, precisou a mesma fonte.Israel tem em curso no Líbano uma campanha de ataques contra o movimento pró-iraniano Hezbollah em paralelo com a guerra contra o Irão.Lusa.As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, afetadas pela escalada do conflito no Médio Oriente, que continua a disparar o preço do petróleo e do gás.Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,83% para 612,25 pontos.As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,40%, 1,76% e 2,07%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2% e 2,31%.A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 2,28% para 9.057,34 pontos.Os mercados europeus continuam em terreno negativo perante a incerteza gerada pelo ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação já estendeu o conflito à região do Médio Oriente.Lusa.Vários drones visaram hoje um porto em Omã e atingiram um depósito de combustível, noticiou a imprensa estatal, numa altura em que o Irão mantém ataques contra países do Golfo em resposta à ofensiva israelo-americana.“Depósitos de combustível no porto comercial de Duqm foram alvo de um certo número de drones”, tendo um reservatório sido atingido, referiu a agência noticiosa de Omã, a ONA, citando uma fonte de segurança.“Os danos resultantes foram controlados” e não foram registadas vítimas, acrescentou a ONA, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).Lusa. Três instalações do serviço de armazenamento em nuvem da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão "significativamente danificadas" e interromperam o serviço após serem atingidas por drones, informou hoje a gigante norte-americana do comércio eletrónico."Nos Emirados Árabes Unidos [EAU], duas das nossas instalações foram atacadas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque com drones nas proximidades de uma das nossas instalações causou danos físicos à nossa infraestrutura", indicou a Amazon Web Services (AWS), numa série de alertas aos clientes na região, de acordo com a emissora norte-americana CNBC.A AWS associou os ataques ao "conflito atual no Médio Oriente", após a guerra iniciada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, na sequência da qual o país persa lançou uma onda de ataques contra alvos norte-americanos no Golfo Pérsico.Os ataques às instalações da norte-americana Amazon “causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica” às infraestruturas da empresa “e, em alguns casos, exigiram atividades de extinção que causaram danos adicionais por água”, acrescentou a AWS.Os incidentes ocorreram no domingo, quando a empresa indicou apenas que alguns objetos tinham atingido um centro de dados nos EAU e causado um incêndio, sem confirmar que se tratava de um drone.A empresa avisou os utilizadores no Médio Oriente que vai demorar a restabelecer os serviços "dada a natureza dos danos" e recomendou que "fizessem uma cópia de segurança dos seus dados" e considerassem migrá-los para serviços na nuvem noutras regiões do mundo.O serviço na nuvem da empresa liderada por Jeff Bezos — um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — alertou que “o ambiente operacional no Médio Oriente” continuará imprevisível por um tempo.Tanto a Amazon como outras empresas tecnológicas norte-americanas, entre elas a Microsoft e a Nvidia, aumentaram recentemente os investimentos nos Emirados Árabes Unidos, que se posicionaram como fundamentais na computação de inteligência artificial necessária para sustentar serviços como o ChatGPT.Lusa.Pelo menos cinco membros da Guarda Revolucionária morreram em ataques nas cidades iranianas de Jam e Dir, na província de Bushehr, informaram hoje um jornal do Irão.“Na sequência do ataque norte-americano e israelita às cidades de Dir e Jam, na província de Bushehr, cinco membros da Força Aérea e da Marinha da Guarda Revolucionária perderam a vida”, indicou o jornal Shargh.O Crescente Vermelho iraniano informou na segunda-feira que 555 pessoas já morreram na guerra no país persa, enquanto a organização não-governamental opositora HRANA, com sede nos Estados Unidos, aponta para 742 vítimas mortais.A resposta do Irão tem sido um ataque constante contra Israel e contra bases militares norte-americanas em países da região como Kuwait, Bahrein, Qatar, Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos.Pelo menos seis militares norte-americanos morreram desde o início da operação contra o Irão.Lusa.O preço do gás natural registou hoje um forte aumento de 22%, ultrapassando os 53 dólares por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde fevereiro de 2025, em pleno conflito no Médio Oriente.De acordo com os dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:17 (07:17 hora de Lisboa), o gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu 22% para 53,14 dólares.Na segunda-feira, o preço já tinha subido mais de 50%, embora tenha fechado o dia com uma subida de 40,81%.Os preços do gás estão a subir após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, um dos principais produtores de crude da OPEP+ e que controla também o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o tráfego de petróleo e gás.Lusa.Fortes explosões foram ouvidas hoje em Teerão, testemunharam os jornalistas da Agência France Presse, no quarto dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.As explosões foram ouvidas no norte da capital iraniana, mas ainda não foi possível determinar que locais foram atingidos.Os meios de comunicação iranianos também noticiaram explosões em Karaj, a oeste de Teerão, e em Isfahan, no centro do Irão.Lusa.Os preços do petróleo Brent registaram hoje uma subida de 3%, ultrapassando os 80 dólares por barril, o valor mais elevado desde junho de 2025, enquanto o ouro e a prata caíram em pleno conflito no Médio Oriente.Às 07:00 de hoje (06:00 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do Brent, referência europeia, para entrega em maio subiu 2,98% para 80,02 dólares.Durante as primeiras horas do dia, a subida foi ainda mais acentuada, tendo atingido os 80,45 dólares.No entanto, o aumento de hoje é mais moderado do que na segunda-feira, quando o petróleo Brent disparou 10%, após o início da guerra que começou no sábado com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e que se alargou a toda a região do Médio Oriente.Os analistas explicam que, dadas as tensões no Médio Oriente, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego mundial de crude, e no receio de que o conflito possa provocar uma interrupção no fornecimento.Por sua vez, o preço do ouro e da prata caiu hoje, apesar do início do conflito.Às 07:15 (06:15 hora de Lisboa), o ouro recuava 0,25% para 5.309,52 dólares, enquanto a prata caía de forma mais acentuada, 3,44% para 86,44 dólares por onça.Segundo dados da Bloomberg, após o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão, o ouro reagiu positivamente na segunda-feira, subindo mais de 3% durante a sessão e atingindo o preço de 5.419,11 dólares.No entanto, no fecho da sessão, a subida foi de apenas 0,89%.No caso da prata, o metal voltou hoje a cair, depois de, na segunda-feira, ter atingido quase 97 dólares e ter fechado a sessão em baixa, com uma queda de 4,7%.Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos Estados Unidos, está atualmente a subir 1,59%, antes da abertura oficial do mercado, cotado nos 72,36 dólares.Lusa.Os pedidos de asilo caíram quase 20% na União Europeia (UE), anunciou hoje uma agência especializada, alertando, no entanto, para o risco de um "fluxo de refugiados" proveniente do Irão."Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial pode gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o relatório da agência da União Europeia para o Asilo, redigido antes do início da guerra no fim de semana."A deslocação de apenas 10% da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem os autores do documento.Questionada pela agência France-Presse (AFP) sobre a possibilidade de uma atualização da avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".O número de pedidos de asilo apresentados por iranianos na UE e nos países vizinhos é, por enquanto, bastante baixo. Em 2025, eram 8.000, muito atrás dos afegãos (117.000) ou dos venezuelanos (91.000).Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não provocaram, até agora, uma deslocação maciça da população para fora do país.Mas "a magnitude do risco potencial é considerável", estima a agência. Tanto mais que o Irão figura entre os países que acolhem uma das maiores populações de refugiados do mundo — uma situação suscetível de provocar deslocações em cadeia.Os autores do relatório observam que o cenário de uma grande onda de refugiados iranianos é, até agora, "especulativo" e implicaria que passassem pela Turquia e depois se dirigissem para a Europa."Tudo isso é muito volátil", afirmou em declarações à AFP um responsável europeu especialista em imigração, sob condição de anonimato, dado o caráter "delicado" do assunto, que já é objeto de discussões entre os líderes políticos europeus.A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou ter trocado ideias sobre a questão com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.O mesmo fizeram os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, numa reunião extraordinária no domingo.Na segunda-feira, o executivo europeu afirmou que iria "reforçar a sua preparação" neste dossier e acompanhar as "tendências" migratórias, reforçando a cooperação com as agências das Nações Unidas.Em 2025, os países da UE e vizinhos da Noruega e Suíça e receberam cerca de 822.000 pedidos de asilo, o que representa uma diminuição de 19% em relação ao ano anterior. Esse recuo seguiu-se a uma diminuição de 11% em 2024.A queda registada em 2025 pode ser explicada, em grande parte, pela diminuição do número de pedidos apresentados por sírios, após a queda de Bashar Al-Assad.O número de requerentes de asilo nunca mais atingiu o nível da crise migratória de 2015, quando centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa.Lusa.O chefe da diplomacia chinesa apelou hoje aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região.Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que “a China aprecia a mediação ativa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional”.O chefe da diplomacia chinesa sustentou que “os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.Wang declarou que “a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às ações militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível”, acrescentando que a China “está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo”.“A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro”, afirmou.Sayyid Badr Albusaidi declarou que “as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes”, mas que, “infelizmente”, Washington e Telavive “ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra”, segundo o comunicado.Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano.Lusa. A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído."Neste ataque, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos, destruindo o principal edifício de comando e os quartéis da base aérea dos Estados Unidos e incendiando os seus depósitos de combustível", afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.A informação iraniana situou os ataques na região de Sheikh Isa, no norte da pequena ilha do Golfo, e contabilizou-os como a décima quarta onda ofensiva.Entre a noite de segunda-feira e esta manhã, o Irão lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região.Lusa.O exército israelita emitiu hoje uma nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano, incluindo duas na periferia sul de Beirute, devido a operações contra o movimento Hezbollah."As atividades do Hezbollah obrigam as IDF [sigla inglesa para Forças de Defesa de Israel] a agir com força contra ele (...) Para vossa segurança, devem evacuar imediatamente as vossas casas", escreveu o porta-voz do exército Avichay Adraee, para o público de língua árabe, na rede social X, listando cerca de cinquenta aldeias.Nos subúrbios sul de Beirute, duas áreas também estão sob alerta, Ghobeiry e Haret Hreik, de acordo com a mesma fonte."Vocês encontram-se localizados perto de instalações e interesses do Hezbollah, contra os quais as IDF irão agir num futuro próximo", alertou o porta-voz.Lusa.O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News."Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva"."Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis"."Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.Após a guerra de doze dias e os ataques israelo-americanos em junho de 2025, os iranianos "começaram a construir novos locais, bunkers subterrâneos, que teriam tornado os seus programas de mísseis balísticos e de armas atómicas intocáveis em poucos meses", explicou.Lusa.O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.Ao ser questionado pela correspondente Kellie Meyer, do portal de notícias 'online' News Nation, Trump garantiu que a retaliação chegará em breve.Meyer escreveu na rede social X que o dirigente indicou que vai enviar tropas para o terreno "apenas se necessário" e que não daria qualquer informação sobre que tipo de ações por parte do Irão poderiam levar ao envio.A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores.A Embaixada dos Estados Unidos confirmou que não houve feridos durante o incidente, de acordo com vários meios de comunicação locais.O ataque ocorreu poucas horas depois de o Departamento de Estado dos EUA recomendar aos cidadãos norte-americanos em 14 países da região, incluindo Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, que deixassem a região enquanto ainda estão disponíveis aviões comerciais.Lusa.A Organização de Cooperação de Xangai (OCX) classificou hoje como “inaceitável” o recurso à força e apelou à resolução do conflito com o Irão através do diálogo e do respeito pelos interesses legítimos de todas as partes.Num comunicado publicado no seu portal oficial, a OCX sublinhou “a necessidade de garantir a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irão” e manifestou apoio a que todas as partes “atuem com moderação e ponham termo imediato a ações que possam agravar a situação”.“Os Estados-membros da OCX instam firmemente as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a adotarem medidas imediatas para enfrentar ações que minam a paz e a segurança internacionais”, refere o texto.Os países da organização expressaram ainda “as mais sinceras condolências às famílias das vítimas dos ataques” e estenderam “solidariedade e apoio ao Governo e ao povo iranianos”.No fim de semana, o grupo já tinha apresentado condolências às autoridades iranianas pela morte do líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.A Organização de Cooperação de Xangai, que não dispõe de cláusulas de defesa mútua como a NATO, integra China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, reunindo cerca de 40% da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, como Egito, Turquia, Myanmar e Azerbaijão.Lusa.A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.Lusa.O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis balísticos lançados contra o seu território, após o Irão ter anunciado nova vaga de ataques a países do Médio Oriente. Em comunicado divulgado esta noite, o ministério qatari reiterou que "graças à vigilância constante e à coordenação conjunta entre as autoridades competentes, dois mísseis balísticos que tinham como alvo várias zonas do país foram intercetados e neutralizados com sucesso"."A ameaça foi imediatamente combatida após a sua deteção, em conformidade com os planos operacionais previamente aprovados, e ambos os mísseis foram intercetados antes de atingirem o território do Qatar", adiantou.As forças armadas do país "possuem plenas capacidades e recursos" para "defender a sua soberania", frisou. . A ONG norueguesa Iran Human Rights (IHRNGO) denunciou segunda-feira um total de 141 execuções no Irão nos primeiros dois meses deste ano, ao mesmo tempo que alertou para a segurança dos presos pelo regime de Teerão, alvo desde sábado de bombardeamentos por parte dos Estados Unidos e de Israel."Pelo menos 141 pessoas, incluindo quatro mulheres, foram executadas nos dois primeiros meses de 2026", indicou a ONG através de um comunicado, no qual referiu ter recebido "531 denúncias adicionais de execuções durante o mesmo período que não pôde verificar de forma independente".Além disso, a ONG transmitiu a sua preocupação pela situação das dezenas de milhares de detidos nas manifestações contra o regime que se encontram em instalações das autoridades de inteligência iranianas, incluindo dos Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.Algumas dessas instalações, "segundo foi reportado, foram alvo de recentes ataques militares, o que aumentou ainda mais a preocupação para a sua segurança", afirmou a IHRNGO, que estava "profundamente preocupada" com uma possível "escalada das execuções nas prisões iranianas"."Centenas de milhares de prisioneiros em todo o Irão, incluindo dezenas de milhares de manifestantes detidos durante os recentes protestos, alguns dos quais estão detidos em centros de detenção não oficiais que escapam a qualquer tipo de supervisão, tornaram-se as vítimas mais vulneráveis", disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO.A ONG norueguesa também sublinhou que, no atual contexto de guerra contra o país persa, "os prisioneiros estão a ser sujeitos a maiores restrições" e a serem vítimas das "ações retaliatórias" do regime dos aiatolas pelos ataques contra eles.Lusa.Os Estados Unidos revelaram hoje que utilizaram parte do seu arsenal mais avançado durante as primeiras 48 horas da ofensiva contra o Irão, mas não especificaram quantos alvos terrestres foram destruídos, nem confirmaram oficialmente o número de norte-americanos feridos.O Comando Central dos EUA (Centcom) publicou hoje nas redes sociais um balanço do equipamento militar utilizado até ao momento na Operação "Epic Fury" (Fúria Épica, em português), o nome dado à operação conjunta com Israel, que começou no sábado e que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.No entanto, quando contactado pela agência Efe, o comando não forneceu uma lista oficial dos militares feridos, que alguns órgãos de comunicação social estimam em 18, nem informou o número de alvos atingidos no seu último boletim.As autoridades norte-americanas já adiantaram que sofreram seis mortes e o Centcom referiu hoje que as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos desde uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região."Estão em curso grandes operações de combate. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos seus familiares", acrescentou.Entre o arsenal mencionado estavam bombardeiros B-2, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35 e F-22 para atacar instalações iranianas, bem como os sistemas Patriot e THAAD para intercetar as centenas de mísseis lançados pelo Irão em retaliação.A lista inclui características de guerra eletrónica, como o sistema de ataque eletrónico EA-18G, especializado em 'cegar' radares inimigos e interferir com as suas comunicações, porta-aviões de propulsão nuclear e equipamento especial "que não podemos listar aqui", explicou o Centcom.Noutra secção, o comando referiu-se aos alvos dos ataques, embora, ao contrário do seu último comunicado, no qual afirmou ter atingido mais de 1.000 alvos iranianos, desta vez não tenha incluído números.Em vez disso, o comunicado apenas listou os alvos atacados: centros de comando e controlo, o quartel-general conjunto da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o quartel-general das Forças Aeroespaciais da IRGC, sistemas integrados de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios da Marinha iraniana, submarinos da Marinha iraniana, instalações de mísseis antinavio e capacidades de comunicação militar.Os bombardeamentos visam "desmantelar o aparelho de segurança do regime iraniano, dando prioridade a locais que representem uma ameaça iminente", segundo o comando.Lusa.As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma nova vaga de ataques contra Beirute, capital do Líbano, visando quartéis e depósitos de armas do grupo xiita Hezbollah.Os meios de comunicação social libaneses, como o L'Orient-Le Jour, noticiaram explosões nos subúrbios do sul da cidade, a mesma zona que foi atacada na madrugada de segunda-feira.O grupo xiita libanês atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta ao assassinato de Khamenei e aos atentados de Teerão, o que provocou uma resposta israelita com uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.Israel já tinha avisado que iria continuar a sua campanha contra o grupo xiita apoiado pelo Irão e admitiu que "todas as opções estão em cima da mesa" sobre a possibilidade de um ataque terrestre contra o grupo xiita libanês, apoiado por Teerão, em adição à campanha aérea em curso.As forças de Israel estão a operar no Líbano "para eliminar uma ameaça significativa", justificou o porta-voz do exército, Effie Defrin em conferência de imprensa, acrescentando que "todas as opções estão em cima da mesa" no objetivo de desarmar o Hezbollah.Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, descartou porém aos jornalistas estrangeiros a possibilidade uma invasão terrestre no curto prazo.A ONU manifestou hoje preocupação com o relançamento da violência entre Israel e o Hezbollah, apelando a todas as partes para que exerçam máxima contenção."Apelamos para a máxima contenção e instamos as partes a respeitarem o acordo de cessar-fogo", acrescentou Stéphane Dujarric, referindo-se à trégua em vigor desde novembro de 2024 e que os dois lados se acusam mutuamente de sucessivas violações desde então.Segundo dados oficiais de Beirute, os ataques aéreos israelitas em grande escala contra o Líbano mataram na segunda-feira pelo menos 52 pessoas e feriram 154.Os militares israelitas já tinham reivindicado bombardeamentos a mais de 70 armazéns de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah, que anteriormente tinha visado o norte de Israel, em resposta aos ataques lançados desde sábado por Estados Unidos e Israel contra o Irão.Além disso, o exército israelita indicou que a série de ataques no Líbano teve como alvo a empresa financeira Aal-Qard al-Hassan, ligada ao Hezbollah e confirmou que o chefe dos serviços de informações do grupo libanês foi morto.Segundo o grupo islamita palestiniano Hamas, aliado do Hezbollah e do Irão, os ataques israelitas na periferia sul de Beirute provocaram também a morte do chefe do braço armado da Jihad Islâmica no Líbano.Ao mesmo tempo, o Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, limitando-se às suas atividades políticas, anunciou na segunda-feira o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do executivo.Em resposta, o Hezbollah condenou a decisão sem precedentes do Governo libanês, argumentando que seria mais vantajoso responder aos ataques israelitas.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira relacionadas com a Operação Fúria Épica, levada a cabo por Estados Unidos e Israel contra o Irão.Recorde em baixo tudo o que aconteceu na segunda-feira, 2 de março:.Irão. EUA atingem mais de 1.250 alvos em 48 horas. Rangel diz que Portugal "não vai estar neste conflito"