Pelo menos 787 mortos no Irão desde o início da guerra. Instalação nuclear de Natanz sofreu "alguns danos"

Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira, 3 de março, relacionadas com a Operação Fúria Épica, levada a cabo por Estados Unidos e Israel contra o Irão.
Pelo menos 787 mortos no Irão desde o início da guerra. Instalação nuclear de Natanz sofreu "alguns danos"
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Pelo menos 787 mortos no Irão desde o início da guerra

Pelo menos 787 pessoas morreram no Irão desde o início da guerra, informou esta terça-feira a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, numa mensagem difundida na Internet.

Instalação nuclear iraniana sofreu "alguns danos"

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) anunciou esta terça-feira que a instalação de enriquecimento nuclear de Natanz, no Irão, sofreu "alguns danos recentes", numa altura em que decorrem ataques aéreos conjuntos de Estados Unidos e Israel.

A AIEA declarou que "não são esperadas consequências radiológicas" e que os danos se concentraram nos "edifícios de acesso" à parte subterrânea da instalação nuclear.

A AIEA indicou não ter detetado "qualquer impacto adicional" na central de enriquecimento de combustível de Natanz, que se encontra enterrada no subsolo.

Acredita-se que ainda existe material nuclear enterrado na central, juntamente com centrifugadoras danificadas e destruídas. No entanto, a AIEA não foi autorizada pelo Irão a visitar nenhum dos locais atacados desde o fim da guerra de 12 dias com Israel, em junho do ano passado.

Israel diz ter bombardeado gabinete presidencial e o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão

O exército israelita anunciou ter atacado o gabinete presidencial e o edifício do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão com bombardeamentos aéreos durante a noite.

"Além disso, o local de reunião do fórum mais importante do regime, responsável pela tomada de decisões de segurança, também foi alvo dos ataques, assim como a instituição de formação de oficiais militares iranianos e outras infraestruturas-chave do regime", acrescentaram as forças de Telavive.

O Irão ainda não se manifestou sobre os ataques.

Pequim apela à preservação da segurança no estreito de Ormuz

A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.

“A China insta todas as partes a cessarem imediatamente as operações militares, a evitarem uma nova escalada das tensões, a manterem a segurança das rotas de navegação no estreito de Ormuz e a impedirem que a situação tenha um impacto mais amplo na economia global”, afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning, numa conferência de imprensa regular.

O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é uma das principais artérias energéticas do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente por via marítima.

No início de 2025, a China era o principal destino do petróleo que atravessa aquela via estratégica. Nos últimos anos, o país foi também o maior importador de crude iraniano, num contexto de estreitamento das relações económicas entre Pequim e Teerão.

As declarações surgem num momento de forte instabilidade regional, após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, que respondeu com mísseis e veículos aéreo não tripulados (‘drones’) contra bases norte-americanas e alvos em países do Golfo.

O aumento do risco na região levou várias companhias marítimas a suspender ou desviar rotas no estreito de Ormuz, alimentando receios de perturbações no abastecimento energético e de nova subida dos preços do crude.

Pequim tem reiterado a necessidade de cessar-fogo imediato e de regresso ao diálogo, ao mesmo tempo que sublinha a importância de preservar a estabilidade das cadeias de fornecimento globais.

Lusa

BCE alerta para risco de aumento substancial da inflação com conflito no Médio Oriente

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, considerou que um conflito prolongado no Médio Oriente pode levar à queda persistente no fornecimento de energia e a um aumento substancial da inflação na zona euro.

Numa entrevista ao Financial Times, Philip Lane lembrou que a possibilidade de uma escalada do conflito no Médio Oriente tem sido um dos principais cenários de risco contemplados pelo BCE, cujas análises anteriores apontam para um “aumento substancial da inflação impulsionado pela energia” e uma forte queda na produção se um conflito provocasse uma queda persistente no fornecimento energético.

Além disso, para o economista irlandês, o impacto seria amplificado se a situação também levasse a uma reavaliação do risco nos mercados financeiros.

No caso da zona euro, Philip Lane reconheceu que um aumento dos preços da energia exerce “pressão ascendente sobre a inflação”, especialmente a curto prazo, sendo que um conflito destas características seria negativo para a atividade económica.

De qualquer forma, o economista-chefe sublinhou que o impacto e as implicações para a inflação a médio prazo dependem da magnitude e da duração do conflito, pelo que o BCE acompanhará de perto a evolução da situação.

Lusa

Embaixada dos EUA em Israel sem condições para ajudar cidadãos a sair

A Embaixada dos Estados Unidos em Israel anunciou hoje que não pode ajudar os seus cidadãos no país a saírem do território devido ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.

"A Embaixada dos EUA não está em condições, neste momento, de retirar ou auxiliar diretamente os americanos a abandonar Israel", afirmou em comunicado de imprensa, ao mesmo tempo que instou os seus cidadãos a "elaborarem os seus próprios planos de segurança" para abandonar o país, caso considerem necessário.

Assim, salientou que as autoridades israelitas abriram uma rota de autocarros para a passagem fronteiriça de Taba e explicou que aqueles que desejem utilizar esta rota devem registar-se utilizando um documento de evacuação emitido pelo Ministério do Turismo de Israel.

"A Embaixada dos EUA não pode fazer qualquer recomendação, a favor ou contra, em relação a este serviço de autocarros. Se optar por utilizar esta rota para sair do país, o governo dos EUA não pode garantir a sua segurança", observou, sublinhando ainda que "os passageiros que desejam atravessar para a Jordânia podem apanhar o autocarro para Eilat e continuar por conta própria de táxi até à fronteira de Isaac Rabin", conhecida na Jordânia como Wadi Araba.

Lusa

Exército libanês abandona posições no sul face a avanço israelita

O Líbano retirou hoje efetivos em posições avançadas ao longo da fronteira com Israel face ao recrudescimento das ações das forças israelitas, noticiou a agência estatal libanesa.

A agência libanesa não deu mais pormenores, mas uma fonte militar disse à agência de notícias francesa AFP que a decisão foi tomada para preservar a segurança dos militares.

“O exército reafetou as suas forças em vários pontos onde se tinha posicionado recentemente” no sul, precisou a mesma fonte.

Israel tem em curso no Líbano uma campanha de ataques contra o movimento pró-iraniano Hezbollah em paralelo com a guerra contra o Irão.

Lusa

Bolsas europeias em forte baixa devido à escalada do conflito no Médio Oriente

As principais bolsas europeias abriram hoje em forte baixa, afetadas pela escalada do conflito no Médio Oriente, que continua a disparar o preço do petróleo e do gás.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 1,83% para 612,25 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,40%, 1,76% e 2,07%, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2% e 2,31%.

A bolsa de Lisboa também descia, com o principal índice, o PSI, a cair 2,28% para 9.057,34 pontos.

Os mercados europeus continuam em terreno negativo perante a incerteza gerada pelo ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação já estendeu o conflito à região do Médio Oriente.

Lusa

Reservatório de combustível atingido por um drone no porto de Omã

Vários drones visaram hoje um porto em Omã e atingiram um depósito de combustível, noticiou a imprensa estatal, numa altura em que o Irão mantém ataques contra países do Golfo em resposta à ofensiva israelo-americana.

“Depósitos de combustível no porto comercial de Duqm foram alvo de um certo número de drones”, tendo um reservatório sido atingido, referiu a agência noticiosa de Omã, a ONA, citando uma fonte de segurança.

“Os danos resultantes foram controlados” e não foram registadas vítimas, acrescentou a ONA, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Lusa

Três instalações da Amazon no Golfo Pérsico fora de serviço devido a ataques

Três instalações do serviço de armazenamento em nuvem da Amazon nos Emirados Árabes Unidos e Bahrein estão "significativamente danificadas" e interromperam o serviço após serem atingidas por drones, informou hoje a gigante norte-americana do comércio eletrónico.

"Nos Emirados Árabes Unidos [EAU], duas das nossas instalações foram atacadas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque com drones nas proximidades de uma das nossas instalações causou danos físicos à nossa infraestrutura", indicou a Amazon Web Services (AWS), numa série de alertas aos clientes na região, de acordo com a emissora norte-americana CNBC.

A AWS associou os ataques ao "conflito atual no Médio Oriente", após a guerra iniciada no sábado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, na sequência da qual o país persa lançou uma onda de ataques contra alvos norte-americanos no Golfo Pérsico.

Os ataques às instalações da norte-americana Amazon “causaram danos estruturais, interromperam o fornecimento de energia elétrica” às infraestruturas da empresa “e, em alguns casos, exigiram atividades de extinção que causaram danos adicionais por água”, acrescentou a AWS.

Os incidentes ocorreram no domingo, quando a empresa indicou apenas que alguns objetos tinham atingido um centro de dados nos EAU e causado um incêndio, sem confirmar que se tratava de um drone.

A empresa avisou os utilizadores no Médio Oriente que vai demorar a restabelecer os serviços "dada a natureza dos danos" e recomendou que "fizessem uma cópia de segurança dos seus dados" e considerassem migrá-los para serviços na nuvem noutras regiões do mundo.

O serviço na nuvem da empresa liderada por Jeff Bezos — um aliado do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — alertou que “o ambiente operacional no Médio Oriente” continuará imprevisível por um tempo.

Tanto a Amazon como outras empresas tecnológicas norte-americanas, entre elas a Microsoft e a Nvidia, aumentaram recentemente os investimentos nos Emirados Árabes Unidos, que se posicionaram como fundamentais na computação de inteligência artificial necessária para sustentar serviços como o ChatGPT.

Lusa

Cinco membros da Guarda Revolucionária mortos em ataques de Israel e EUA

Pelo menos cinco membros da Guarda Revolucionária morreram em ataques nas cidades iranianas de Jam e Dir, na província de Bushehr, informaram hoje um jornal do Irão.

“Na sequência do ataque norte-americano e israelita às cidades de Dir e Jam, na província de Bushehr, cinco membros da Força Aérea e da Marinha da Guarda Revolucionária perderam a vida”, indicou o jornal Shargh.

O Crescente Vermelho iraniano informou na segunda-feira que 555 pessoas já morreram na guerra no país persa, enquanto a organização não-governamental opositora HRANA, com sede nos Estados Unidos, aponta para 742 vítimas mortais.

A resposta do Irão tem sido um ataque constante contra Israel e contra bases militares norte-americanas em países da região como Kuwait, Bahrein, Qatar, Arábia Saudita ou Emirados Árabes Unidos.

Pelo menos seis militares norte-americanos morreram desde o início da operação contra o Irão.

Lusa

Preço do gás natural regista forte aumento de 22%

O preço do gás natural registou hoje um forte aumento de 22%, ultrapassando os 53 dólares por megawatt-hora (MWh), o nível mais elevado desde fevereiro de 2025, em pleno conflito no Médio Oriente.

De acordo com os dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:17 (07:17 hora de Lisboa), o gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, de referência na Europa, subiu 22% para 53,14 dólares.

Na segunda-feira, o preço já tinha subido mais de 50%, embora tenha fechado o dia com uma subida de 40,81%.

Os preços do gás estão a subir após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, um dos principais produtores de crude da OPEP+ e que controla também o Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o tráfego de petróleo e gás.

Lusa

Fortes explosões sentidas em Teerão

Fortes explosões foram ouvidas hoje em Teerão, testemunharam os jornalistas da Agência France Presse, no quarto dia da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

As explosões foram ouvidas no norte da capital iraniana, mas ainda não foi possível determinar que locais foram atingidos.

Os meios de comunicação iranianos também noticiaram explosões em Karaj, a oeste de Teerão, e em Isfahan, no centro do Irão.

Lusa

Preço do barril do petróleo Brent continua a subir, ouro e prata caem

Os preços do petróleo Brent registaram hoje uma subida de 3%, ultrapassando os 80 dólares por barril, o valor mais elevado desde junho de 2025, enquanto o ouro e a prata caíram em pleno conflito no Médio Oriente.

Às 07:00 de hoje (06:00 em Lisboa), segundo dados da Bloomberg compilados pela agência de notícias espanhola EFE, o preço do Brent, referência europeia, para entrega em maio subiu 2,98% para 80,02 dólares.

Durante as primeiras horas do dia, a subida foi ainda mais acentuada, tendo atingido os 80,45 dólares.

No entanto, o aumento de hoje é mais moderado do que na segunda-feira, quando o petróleo Brent disparou 10%, após o início da guerra que começou no sábado com um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e que se alargou a toda a região do Médio Oriente.

Os analistas explicam que, dadas as tensões no Médio Oriente, o foco está no Estreito de Ormuz, por onde passa quase 20% do tráfego mundial de crude, e no receio de que o conflito possa provocar uma interrupção no fornecimento.

Por sua vez, o preço do ouro e da prata caiu hoje, apesar do início do conflito.

Às 07:15 (06:15 hora de Lisboa), o ouro recuava 0,25% para 5.309,52 dólares, enquanto a prata caía de forma mais acentuada, 3,44% para 86,44 dólares por onça.

Segundo dados da Bloomberg, após o início dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão, o ouro reagiu positivamente na segunda-feira, subindo mais de 3% durante a sessão e atingindo o preço de 5.419,11 dólares.

No entanto, no fecho da sessão, a subida foi de apenas 0,89%.

No caso da prata, o metal voltou hoje a cair, depois de, na segunda-feira, ter atingido quase 97 dólares e ter fechado a sessão em baixa, com uma queda de 4,7%.

Entretanto, o crude West Texas Intermediate (WTI), uma referência nos Estados Unidos, está atualmente a subir 1,59%, antes da abertura oficial do mercado, cotado nos 72,36 dólares.

Lusa

Agência europeia de asilo alerta para "fluxo de refugiados" devido à guerra

Os pedidos de asilo caíram quase 20% na União Europeia (UE), anunciou hoje uma agência especializada, alertando, no entanto, para o risco de um "fluxo de refugiados" proveniente do Irão.

"Com uma população de cerca de 90 milhões de habitantes, mesmo uma desestabilização parcial pode gerar fluxos de refugiados de uma magnitude sem precedentes", sublinha o relatório da agência da União Europeia para o Asilo, redigido antes do início da guerra no fim de semana.

"A deslocação de apenas 10% da população iraniana seria suficiente para rivalizar com os maiores fluxos de refugiados das últimas décadas", escrevem os autores do documento.

Questionada pela agência France-Presse (AFP) sobre a possibilidade de uma atualização da avaliação após o início da guerra, a agência considerou que "a situação continua muito instável e seria irresponsável fazer declarações hipotéticas".

O número de pedidos de asilo apresentados por iranianos na UE e nos países vizinhos é, por enquanto, bastante baixo. Em 2025, eram 8.000, muito atrás dos afegãos (117.000) ou dos venezuelanos (91.000).

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão não provocaram, até agora, uma deslocação maciça da população para fora do país.

Mas "a magnitude do risco potencial é considerável", estima a agência. Tanto mais que o Irão figura entre os países que acolhem uma das maiores populações de refugiados do mundo — uma situação suscetível de provocar deslocações em cadeia.

Os autores do relatório observam que o cenário de uma grande onda de refugiados iranianos é, até agora, "especulativo" e implicaria que passassem pela Turquia e depois se dirigissem para a Europa.

"Tudo isso é muito volátil", afirmou em declarações à AFP um responsável europeu especialista em imigração, sob condição de anonimato, dado o caráter "delicado" do assunto, que já é objeto de discussões entre os líderes políticos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, indicou ter trocado ideias sobre a questão com o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O mesmo fizeram os 27 ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, numa reunião extraordinária no domingo.

Na segunda-feira, o executivo europeu afirmou que iria "reforçar a sua preparação" neste dossier e acompanhar as "tendências" migratórias, reforçando a cooperação com as agências das Nações Unidas.

Em 2025, os países da UE e vizinhos da Noruega e Suíça e receberam cerca de 822.000 pedidos de asilo, o que representa uma diminuição de 19% em relação ao ano anterior. Esse recuo seguiu-se a uma diminuição de 11% em 2024.

A queda registada em 2025 pode ser explicada, em grande parte, pela diminuição do número de pedidos apresentados por sírios, após a queda de Bashar Al-Assad.

O número de requerentes de asilo nunca mais atingiu o nível da crise migratória de 2015, quando centenas de milhares de refugiados sírios que fugiam da guerra chegaram à Europa.

Lusa

MNE chinês espera que países do Golfo “reforcem a sua independência”

O chefe da diplomacia chinesa apelou hoje aos países do Golfo para reforçarem a sua independência e rejeitarem a ingerência externa, numa conversa com o homólogo de Omã após ataques iranianos contra vários Estados da região.

Segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa, Wang Yi afirmou que “a China aprecia a mediação ativa de Omã para promover as negociações entre o Irão e os Estados Unidos, bem como os seus grandes esforços para salvaguardar a paz regional”.

O chefe da diplomacia chinesa sustentou que “os Estados Unidos e Israel provocaram deliberadamente uma guerra contra o Irão, o que viola claramente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.

Wang declarou que “a tarefa urgente agora é pôr termo imediato às ações militares para evitar uma maior propagação do conflito e impedir um agravamento irreversível”, acrescentando que a China “está igualmente disposta a desempenhar um papel construtivo”.

“A China espera que os países do Golfo desenvolvam boas relações de vizinhança e reforcem a solidariedade e coordenação, para que possam controlar plenamente o seu próprio futuro”, afirmou.

Sayyid Badr Albusaidi declarou que “as negociações entre o Irão e os Estados Unidos tinham alcançado progressos sem precedentes”, mas que, “infelizmente”, Washington e Telavive “ignoraram os resultados das conversações e iniciaram uma guerra”, segundo o comunicado.

Nas últimas semanas, o sultanato de Omã tinha mediado contactos entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear iraniano.

Lusa

Guarda Revolucionária iraniana afirma ter destruído base dos EUA no Bahrein

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou hoje ter lançado uma nova onda de ataques, desta vez contra uma base militar dos Estados Unidos no Bahrein, e afirmou tê-la destruído.

"Neste ataque, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos, destruindo o principal edifício de comando e os quartéis da base aérea dos Estados Unidos e incendiando os seus depósitos de combustível", afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) num comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.

A informação iraniana situou os ataques na região de Sheikh Isa, no norte da pequena ilha do Golfo, e contabilizou-os como a décima quarta onda ofensiva.

Entre a noite de segunda-feira e esta manhã, o Irão lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região.

Lusa

Israel emite nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano

O exército israelita emitiu hoje uma nova ordem de evacuação para dezenas de localidades no Líbano, incluindo duas na periferia sul de Beirute, devido a operações contra o movimento Hezbollah.

"As atividades do Hezbollah obrigam as IDF [sigla inglesa para Forças de Defesa de Israel] a agir com força contra ele (...) Para vossa segurança, devem evacuar imediatamente as vossas casas", escreveu o porta-voz do exército Avichay Adraee, para o público de língua árabe, na rede social X, listando cerca de cinquenta aldeias.

Nos subúrbios sul de Beirute, duas áreas também estão sob alerta, Ghobeiry e Haret Hreik, de acordo com a mesma fonte.

"Vocês encontram-se localizados perto de instalações e interesses do Hezbollah, contra os quais as IDF irão agir num futuro próximo", alertou o porta-voz.

Lusa

Netanyahu garante que ofensiva não se transformará numa "guerra sem fim"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu que a ofensiva israelo-americana contra o Irão não se transformará numa "guerra sem fim", numa entrevista à estação norte-americana de televisão Fox News.

"Não haverá uma guerra sem fim", afirmou na segunda-feira, acrescentando que, pelo contrário, será uma "ação rápida e decisiva".

"Pode demorar algum tempo, mas não anos", afirmou ainda.

O objetivo será "criar as condições necessárias para que o povo iraniano possa tomar as rédeas do seu destino e formar o seu próprio governo democraticamente eleito, que tornará o Irão um país diferente", prosseguiu.

O primeiro-ministro israelita afirmou ainda que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irão porque os programas nucleares e de mísseis balísticos iranianos estavam prestes a tornar-se "intocáveis".

"Se nenhuma ação tivesse sido tomada agora, nenhuma ação poderia ter sido tomada no futuro", disse.

Após a guerra de doze dias e os ataques israelo-americanos em junho de 2025, os iranianos "começaram a construir novos locais, bunkers subterrâneos, que teriam tornado os seus programas de mísseis balísticos e de armas atómicas intocáveis em poucos meses", explicou.

Lusa

Trump avisa que ataque de Irão a embaixada em Riade terá resposta

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou hoje que "em breve" será revelada a resposta ao ataque com drones à Embaixada norte-americana em Riade, capital da Arábia Saudita.

Ao ser questionado pela correspondente Kellie Meyer, do portal de notícias 'online' News Nation, Trump garantiu que a retaliação chegará em breve.

Meyer escreveu na rede social X que o dirigente indicou que vai enviar tropas para o terreno "apenas se necessário" e que não daria qualquer informação sobre que tipo de ações por parte do Irão poderiam levar ao envio.

A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores.

A Embaixada dos Estados Unidos confirmou que não houve feridos durante o incidente, de acordo com vários meios de comunicação locais.

O ataque ocorreu poucas horas depois de o Departamento de Estado dos EUA recomendar aos cidadãos norte-americanos em 14 países da região, incluindo Arábia Saudita, Jordânia, Líbano, que deixassem a região enquanto ainda estão disponíveis aviões comerciais.

Lusa

Organização de Cooperação de Xangai considera “inaceitável” uso da força contra Teerão

A Organização de Cooperação de Xangai (OCX) classificou hoje como “inaceitável” o recurso à força e apelou à resolução do conflito com o Irão através do diálogo e do respeito pelos interesses legítimos de todas as partes.

Num comunicado publicado no seu portal oficial, a OCX sublinhou “a necessidade de garantir a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial do Irão” e manifestou apoio a que todas as partes “atuem com moderação e ponham termo imediato a ações que possam agravar a situação”.

“Os Estados-membros da OCX instam firmemente as Nações Unidas e o seu Conselho de Segurança a adotarem medidas imediatas para enfrentar ações que minam a paz e a segurança internacionais”, refere o texto.

Os países da organização expressaram ainda “as mais sinceras condolências às famílias das vítimas dos ataques” e estenderam “solidariedade e apoio ao Governo e ao povo iranianos”.

No fim de semana, o grupo já tinha apresentado condolências às autoridades iranianas pela morte do líder supremo da república islâmica, Ali Khamenei, num ataque norte-americano e israelita.

A Organização de Cooperação de Xangai, que não dispõe de cláusulas de defesa mútua como a NATO, integra China, Rússia, Índia, Paquistão, Irão, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão e Uzbequistão, reunindo cerca de 40% da população mundial, além de países observadores e parceiros de diálogo, como Egito, Turquia, Myanmar e Azerbaijão.

Lusa

Arábia Saudita confirma ataque com drones e incêndio na embaixada dos EUA

A Arábia Saudita confirmou hoje que a embaixada dos EUA em Riade foi atacada por dois drones, provocando um "incêndio de pequena escala" e danos menores, enquanto o Irão prossegue os seus ataques no Golfo.

A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa da Arábia Saudita e citada pela agência Associated Press (AP).

Testemunhas indicaram à agência France-Presse (AFP) que viram fumo a sair do edifício, e a embaixada aconselhou os cidadãos norte-americanos em Riade, Jidá e Dhahran a procurarem abrigo.

Fontes citadas pela CNN indicaram que não houve vítimas, mas o Departamento de Estado norte-americano ainda não emitiu um comunicado oficial.

Lusa

Qatar afirma ter intercetado dois mísseis balísticos em nova vaga de ataques de Teerão

O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter intercetado dois mísseis balísticos lançados contra o seu território, após o Irão ter anunciado nova vaga de ataques a países do Médio Oriente.

Em comunicado divulgado esta noite, o ministério qatari reiterou que "graças à vigilância constante e à coordenação conjunta entre as autoridades competentes, dois mísseis balísticos que tinham como alvo várias zonas do país foram intercetados e neutralizados com sucesso".

"A ameaça foi imediatamente combatida após a sua deteção, em conformidade com os planos operacionais previamente aprovados, e ambos os mísseis foram intercetados antes de atingirem o território do Qatar", adiantou.

As forças armadas do país "possuem plenas capacidades e recursos" para "defender a sua soberania", frisou.

Uma ONG norueguesa denunciou pelo menos 141 execuções no Irão em janeiro e fevereiro

A ONG norueguesa Iran Human Rights (IHRNGO) denunciou segunda-feira um total de 141 execuções no Irão nos primeiros dois meses deste ano, ao mesmo tempo que alertou para a segurança dos presos pelo regime de Teerão, alvo desde sábado de bombardeamentos por parte dos Estados Unidos e de Israel.

"Pelo menos 141 pessoas, incluindo quatro mulheres, foram executadas nos dois primeiros meses de 2026", indicou a ONG através de um comunicado, no qual referiu ter recebido "531 denúncias adicionais de execuções durante o mesmo período que não pôde verificar de forma independente".

Além disso, a ONG transmitiu a sua preocupação pela situação das dezenas de milhares de detidos nas manifestações contra o regime que se encontram em instalações das autoridades de inteligência iranianas, incluindo dos Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica.

Algumas dessas instalações, "segundo foi reportado, foram alvo de recentes ataques militares, o que aumentou ainda mais a preocupação para a sua segurança", afirmou a IHRNGO, que estava "profundamente preocupada" com uma possível "escalada das execuções nas prisões iranianas".

"Centenas de milhares de prisioneiros em todo o Irão, incluindo dezenas de milhares de manifestantes detidos durante os recentes protestos, alguns dos quais estão detidos em centros de detenção não oficiais que escapam a qualquer tipo de supervisão, tornaram-se as vítimas mais vulneráveis", disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO.

A ONG norueguesa também sublinhou que, no atual contexto de guerra contra o país persa, "os prisioneiros estão a ser sujeitos a maiores restrições" e a serem vítimas das "ações retaliatórias" do regime dos aiatolas pelos ataques contra eles.

Lusa

EUA revelam extenso arsenal usado nos ataques mas não confirmam número de feridos

Os Estados Unidos revelaram hoje que utilizaram parte do seu arsenal mais avançado durante as primeiras 48 horas da ofensiva contra o Irão, mas não especificaram quantos alvos terrestres foram destruídos, nem confirmaram oficialmente o número de norte-americanos feridos.

O Comando Central dos EUA (Centcom) publicou hoje nas redes sociais um balanço do equipamento militar utilizado até ao momento na Operação "Epic Fury" (Fúria Épica, em português), o nome dado à operação conjunta com Israel, que começou no sábado e que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

No entanto, quando contactado pela agência Efe, o comando não forneceu uma lista oficial dos militares feridos, que alguns órgãos de comunicação social estimam em 18, nem informou o número de alvos atingidos no seu último boletim.

As autoridades norte-americanas já adiantaram que sofreram seis mortes e o Centcom referiu hoje que as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos desde uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região.

"Estão em curso grandes operações de combate. As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos seus familiares", acrescentou.

Entre o arsenal mencionado estavam bombardeiros B-2, drones kamikaze LUCAS e caças furtivos F-35 e F-22 para atacar instalações iranianas, bem como os sistemas Patriot e THAAD para intercetar as centenas de mísseis lançados pelo Irão em retaliação.

A lista inclui características de guerra eletrónica, como o sistema de ataque eletrónico EA-18G, especializado em 'cegar' radares inimigos e interferir com as suas comunicações, porta-aviões de propulsão nuclear e equipamento especial "que não podemos listar aqui", explicou o Centcom.

Noutra secção, o comando referiu-se aos alvos dos ataques, embora, ao contrário do seu último comunicado, no qual afirmou ter atingido mais de 1.000 alvos iranianos, desta vez não tenha incluído números.

Em vez disso, o comunicado apenas listou os alvos atacados: centros de comando e controlo, o quartel-general conjunto da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o quartel-general das Forças Aeroespaciais da IRGC, sistemas integrados de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, navios da Marinha iraniana, submarinos da Marinha iraniana, instalações de mísseis antinavio e capacidades de comunicação militar.

Os bombardeamentos visam "desmantelar o aparelho de segurança do regime iraniano, dando prioridade a locais que representem uma ameaça iminente", segundo o comando.

Lusa

Israel anuncia nova vaga de bombardeamentos em Beirute

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram uma nova vaga de ataques contra Beirute, capital do Líbano, visando quartéis e depósitos de armas do grupo xiita Hezbollah.

Os meios de comunicação social libaneses, como o L'Orient-Le Jour, noticiaram explosões nos subúrbios do sul da cidade, a mesma zona que foi atacada na madrugada de segunda-feira.

O grupo xiita libanês atacou o norte de Israel na madrugada de segunda-feira em resposta ao assassinato de Khamenei e aos atentados de Teerão, o que provocou uma resposta israelita com uma ofensiva em grande escala contra Beirute e o sul do Líbano.

Israel já tinha avisado que iria continuar a sua campanha contra o grupo xiita apoiado pelo Irão e admitiu que "todas as opções estão em cima da mesa" sobre a possibilidade de um ataque terrestre contra o grupo xiita libanês, apoiado por Teerão, em adição à campanha aérea em curso.

As forças de Israel estão a operar no Líbano "para eliminar uma ameaça significativa", justificou o porta-voz do exército, Effie Defrin em conferência de imprensa, acrescentando que "todas as opções estão em cima da mesa" no objetivo de desarmar o Hezbollah.

Nadav Shoshani, porta-voz internacional do exército, descartou porém aos jornalistas estrangeiros a possibilidade uma invasão terrestre no curto prazo.

A ONU manifestou hoje preocupação com o relançamento da violência entre Israel e o Hezbollah, apelando a todas as partes para que exerçam máxima contenção.

"Apelamos para a máxima contenção e instamos as partes a respeitarem o acordo de cessar-fogo", acrescentou Stéphane Dujarric, referindo-se à trégua em vigor desde novembro de 2024 e que os dois lados se acusam mutuamente de sucessivas violações desde então.

Segundo dados oficiais de Beirute, os ataques aéreos israelitas em grande escala contra o Líbano mataram na segunda-feira pelo menos 52 pessoas e feriram 154.

Os militares israelitas já tinham reivindicado bombardeamentos a mais de 70 armazéns de armas, locais de lançamento e lançadores de mísseis pertencentes ao Hezbollah, que anteriormente tinha visado o norte de Israel, em resposta aos ataques lançados desde sábado por Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Além disso, o exército israelita indicou que a série de ataques no Líbano teve como alvo a empresa financeira Aal-Qard al-Hassan, ligada ao Hezbollah e confirmou que o chefe dos serviços de informações do grupo libanês foi morto.

Segundo o grupo islamita palestiniano Hamas, aliado do Hezbollah e do Irão, os ataques israelitas na periferia sul de Beirute provocaram também a morte do chefe do braço armado da Jihad Islâmica no Líbano.

Ao mesmo tempo, o Governo libanês proibiu as atividades militares do Hezbollah e exigiu que o grupo entregue as armas ao Estado, limitando-se às suas atividades políticas, anunciou na segunda-feira o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, após uma reunião do executivo.

Em resposta, o Hezbollah condenou a decisão sem precedentes do Governo libanês, argumentando que seria mais vantajoso responder aos ataques israelitas.

Lusa

Acompanhe aqui as incidências da Operação Fúria Épica

Bom dia!

Acompanhe aqui as principais incidências desta terça-feira relacionadas com a Operação Fúria Épica, levada a cabo por Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Recorde em baixo tudo o que aconteceu na segunda-feira, 2 de março:

Pelo menos 787 mortos no Irão desde o início da guerra. Instalação nuclear de Natanz sofreu "alguns danos"
Irão. EUA atingem mais de 1.250 alvos em 48 horas. Rangel diz que Portugal "não vai estar neste conflito"
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