Situação é menos gravosa mas risco de ter de evacuar zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia

Mau tempo tem provocado condicionamentos nas ligações ferroviárias e em várias estradas do país, com destaque para a A1, cujo piso abateu na zona de Coimbra devido ao rompimento de um dique.
Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em CoimbraPAULO NOVAIS/LUSA

Proteção Civil: "Risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia"

O comandante nacional da Proteção Civil afirmou há pouco que a precipitação esta noite foi menos intensa, pelo que a a situação na região de Coimbra é atualmente “mais estável”. “Não estamos a dizer que não vamos ter problemas, estamos a dizer que neste momento e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos é uma situação um pouco mais estável, menos gravosa", realçou, apelando à população daquela região para se manter cautelosa.

No biefing habitual sobre os efeitos das condições meteorológicas dos últimos dias, o responsável afirmou que, para já, se mantém o risco de inundação no Mondego. "O risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia", ressalvou o responsável.

“Ainda não passou, mas o cenário é bastante mais positivo. Vamos continuar a fazer a monitorização e o acompanhamento”, disse Mário Silvestre

A bacia do Tejo continua no nível vermelho de alerta, uma vez que, apesar do abrandamento da precipitação e da redução das desgargas das barragens em Espanha, se registarem afuências significativas.

Também os rios Sorraia e Sado estão em risco significativo de inundações.

Já antes, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente tinha dito à RTP que a situação é melhor do que a esperada mas alertou que “isto ainda não acabou”. O responsável indicou que às 14h00 haverá uma reunião “para avaliar tudo e ter noção mais fidedigna da situação”.

Ligação fluvial entre Seixal e Cais do Sodré foi restabelecida

A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal, no distrito de Setúbal, e do Cais do Sodré, em Lisboa, foi restabelecida a meio da manhã de hoje, segundo informação da empresa.

Numa informação divulgada às 05:50, a empresa referia que, “por motivo de condições atmosféricas e de mar adversas”, o serviço de transporte encontrava-se temporariamente interrompido nesta ligação fluvial.

O serviço esteve também com constrangimentos noutras ligações, nomeadamente entre o Montijo e o Cais do Sodré.

DN/Lusa

ULS de Coimbra ativa Plano de Emergência Interno e Gabinete de Crise

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra ativou hoje o Plano de Emergência Interno (PEI) e acionou o Gabinete de Crise para acompanhar a situação do mau tempo na região de Coimbra.

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela estrutura adiantou que subiu o nível do Plano de Emergência Externo (PEE) para Nível 2, para reforçar a capacidade de resposta em caso de "um evento extremo na região".

"O Nível 2 do PEE pressupõe a mobilização progressiva de recursos internos adicionais, incluindo reforço de equipas, adequação de espaços assistenciais e ativação de mecanismos de coordenação institucional, garantindo a manutenção da resposta assistencial e a segurança de utentes e profissionais", explicou.

A nota refere que a ULS de Coimbra tem mantido uma articulação permanente com as entidades da Proteção Civil e de emergência, assegurando uma resposta integrada, proporcional e alinhada com os princípios nacionais de coordenação e unidade de comando.

"Temos tido reuniões regulares com a Proteção Civil, tanto com o Serviço Municipal de Proteção Civil, como com o Comando Sub-regional da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil, para acompanhamento da situação a nível do Concelho e do Distrito, respetivamente, e estamos preparados para ativar o Nível 3 do PEE, caso se justifique".

A ULS salientou ainda que, apesar do impacto que as intempéries tiveram na vida pessoal de alguns dos trabalhadores (com estradas cortadas, escolas fechadas, danos nas suas habitações), os seus profissionais "têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados".

"É graças a eles que a ULS de Coimbra tem estado na linha da frente do apoio às comunidades mais afetadas pelas tempestades, dando resposta às necessidades das pessoas", lê-se no comunicado.

Lusa

Câmara de Almada ultima pedido ao Governo para decretar situação de calamidade

A Câmara de Almada está a ultimar o pedido para enviar ao Governo para que decrete situação de calamidade no concelho, anunciou hoje a presidente da autarquia que pede um “plano alargado” para a arriba da Costa de Caparica.

Inês de Medeiros falava aos jornalistas, acompanhada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à zona de Porto Brandão, que foi evacuada na quarta-feira devido ao deslizamento de terras da arriba provocado pelo mau tempo e onde hoje as pessoas retiravam as suas coisas de casas, que estão em risco de ruir.

“Tem que ser a [situação de] calamidade. Nós temos todo o comércio lá em baixo do Porto Brandão que está absolutamente interditado, temos famílias aqui que provavelmente nunca mais vão poder voltar para aqui, portanto, precisamos de uma calamidade, mas sobretudo alargada no tempo”, disse.

Segundo a presidente da Câmara de Almada “isto não é uma resposta de um dia para o outro” e é preciso um plano mais alargado para a toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, tendo em conta também a necessidade de acolher as pessoas.

Inês de Medeiros adiantou que os serviços já estão a preparar o pedido e que, assim que seja possível tendo em conta a magnitude da resposta que estão a dar no terreno, o vão formalizar junto do Governo com “o maior número de dados possíveis”.

Questionada sobre algumas queixas de moradores de apoio insuficiente da autarquia nestas operações na zona de Porto Brandão, a socialista assegurou que tem havido “imenso apoio da câmara” e que a “junta tem sido incansável”.

“Agora as pessoas estão, de facto, numa situação de desespero, numa situação de uma dor profunda porque é toda uma vida que aqui está e, portanto, é natural. Não vamos entrar agora nessas querelas. Há muita coisa que provavelmente, ao longo de décadas, não deveria ter acontecido, aconteceu e agora é enfrentar o presente e garantir o futuro destas pessoas”, disse.

Lusa

Odemira pede "ação urgente" da Infraestruturas de Portugal na rede rodoviária do concelho

A Câmara de Odemira pediu esta sexta-feira uma "ação urgente" por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) na rede rodoviária do concelho.

A autarquia indica, em comunicado, que o presidente da Câmara, Hélder Guerreiro, pediu esclarecimentos à Infraestruturas de Portugal sobre o planeamento de intervenção na rede viária do concelho, severamente afetada pelo recente 'comboio de tempestades'".

"Várias estradas nacionais no concelho de Odemira estão cortadas ou em condições perigosas para a circulação", alerta o autarca. "Entre as vias mais críticas estão a EN266, EN390 que estão cortadas ao trânsito, a EN123 que se encontra em situação quase intransitável e as EN120, EN389 e EN393, que necessitam de reparações urgentes para evitar uma degradação total", refere.

Hélder Guerreiro diz que a população de Odemira “exige essa intervenção por respeito à garantia da sua qualidade de vida” e que a falta de manutenção das estradas compromete a segurança rodoviária e as atividades económicas, lê-se na nota da câmara.

Carneiro pede ao Governo que não deixe sozinha presidente da Câmara de Almada

 O líder do PS apelou hoje ao Governo para que não deixe sozinha a presidente da Câmara de Almada, pedindo que envie uma equipa multidisciplinar para Porto Brandão, onde decorre uma ação de evacuação devido ao deslizamento de terras.

“O que se está a passar aqui é muito grave, é algo que nos sensibiliza especialmente e o Governo tem o dever de não deixar uma presidente de Câmara sozinha com um drama dessa natureza”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro depois de visitar a zona de Porto Brandão, Almada, onde os moradores, que já foram retirados na quarta-feira devido ao risco do deslizamento de terras, estão a retirar as algumas das suas coisas de casa. 

O secretário-geral do PS avisou que estas pessoas “vão perder suas casas” e considerou que “só um Governo insensível é que pode deixar uma Presidente de Câmara sozinha numa situação dessa natureza”, tendo ao seu lado a socialista Inês de Medeiros.

“As pessoas que estão em stress, a presidente de Junta de Freguesia, a presidente da Câmara, as pessoas que estão a viver este drama pessoal, famílias que se sentem literalmente abandonadas e portanto o meu apelo é um apelo ao Governo para que coloque aqui uma equipa que tenha pessoas da Psicologia, da Segurança Social, das Infraestruturas, da Habitação”, pediu.

Leia mais aqui

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
"É muito grave o que aqui se está a passar". Carneiro apela ao Governo para que não deixe sozinha autarca de Almada

Reposição da energia elétrica é a situação mais preocupante na Sertã

A reposição do abastecimento de energia elétrica continua a ser a situação mais preocupante no concelho da Sertã, mais de duas semanas após a passagem da depressão Kristin pelo território.

Segundo informação do município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, todas as situações críticas no abastecimento de energia elétrica estão identificadas e mapeadas, trabalho esse que foi feito com recurso aos reportes dos munícipes e dos presidentes das Juntas de Freguesia.

“A situação a requerer mais atenção continua a ser a reposição da energia elétrica”.

A autarquia informou também que, a partir de agora, as avarias elétricas devem passar a ser reportadas diretamente à E-Redes, através da linha de apoio ou do balcão digital.

Adiantou ainda que, os casos excecionais, como, por exemplo, apenas uma habitação sem eletricidade numa rua que já tem energia elétrica, podem ser novamente reportados à respetiva Junta de Freguesia.

“O trabalho centra-se agora na baixa tensão, cuja resolução será praticamente caso a caso”.

Neste momento, o concelho da Sertã tem 99,6% dos postos de transformação já ligados à energia elétrica, sendo que, deste total, 84,2% estão ligados à rede de média tensão e 15,4% com recurso a geradores.

“Duas semanas após a passagem da tempestade Kristin pelo concelho da Sertã, muito foi feito, mas há ainda muito trabalho para fazer no terreno”.

Lusa

Pingo Doce destina três milhões de euros para reconstrução de Leiria e Marinha Grande

O Pingo Doce vai destinar três milhões de euros para ajudar na reconstrução de Leiria e Marinha Grande, afetadas gravemente pela depressão Kristin, apoio que será mobilizado através do SOS Bairro, anunciou hoje a cadeia de supermercados.

Em comunicado, a empresa do grupo Jerónimo Martins, explicou que o SOS Bairro é um "modelo desenvolvido para que sejam as próprias comunidades locais a identificar as necessidades mais urgentes e a selecionar os projetos que devem ser financiados pelo Pingo Doce".

A ação vai decorrer nas sete lojas Pingo Doce de Leiria e da Marinha Grande e convida grupos de vizinhos e entidades locais a apresentarem projetos que visem responder a danos ou situações decorrentes dos impactos provocados pela tempestade no seu bairro, de acordo com a cadeia de supermercados.

As candidaturas arrancam em 16 de fevereiro e poderão ser realizadas no site do Pingo Doce ou nas lojas de Leiria e da Marinha Grande.

Leia mais aqui

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
Mau tempo: Pingo Doce destina três milhões para reconstrução de Leiria e Marinha Grande

Distrito de Aveiro com 49 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 49 vias interditas ou condicionadas, menos nove do que na quinta-feira, devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 49 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas.

Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilómetro 239, em Lamas do Vouga.

Em Sever do Vouga, a circulação automóvel está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja e Frossos) e a Estrada da Cambeia (Angeja), devido a inundação, mantendo-se condicionada a M553 (Ribeira de Fráguas) devido ao abatimento do piso da estrada.

Em Oliveira de Azeméis, a GNR indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação, e a Rua do Mosteiro (Cucujães), devido a desmoronamento. A Rua do Sobral (Ul) está condicionada devido a desmoronamento.

Em Ovar, também há várias estradas intransitáveis devido a inundação, nomeadamente a Rua de Baixo (Maceda), a Rua Estrada Nova (Maceda), a Rua Rio (Cortegaça), a Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e a Rua da Aldeia (Cortegaça). Também não se pode circular na Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento.

Em Estarreja, estão cortadas a Rua da Estação (Canelas), a Rua do Vale (Fermelã), a Estrada paralela à linha férrea – BIORIA (Canelas), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã) e a Rua do Mato, (Salreu), estando condicionada a Rua de Santo Bárbara (Beduído) devido a inundação.

Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito duas estradas no Bunheiro, nomeadamente a Rua Caminho das Remolhas e a Rua Patronato São José.

Em Aveiro, estão cortadas a Rua Direita (Requeixo), a Rua da Pateira (Requeixo), a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia) e a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação.

Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.

Lusa

Abateu rua junto à sede dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira

Uma rua junto ao quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira abateu na quinta-feira à noite na sequência do mau tempo, revelou hoje a autarquia, que cortou uma faixa de trânsito nessa artéria.

A via em causa é a Rua Alão de Morais, que, no centro daquela cidade do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, funciona como uma as ligações entre a freguesia de Arrifana, no concelho vizinho de Santa Maria da Feira, e equipamentos como a PSP e o Centro de Emprego de São João da Madeira.

“Por motivos de segurança, encontra-se encerrada ao trânsito a Rua Alão de Morais junto à sede dos Bombeiros, no sentido sul-norte. O piso da via sofreu um abatimento, tudo apontando para que a situação esteja relacionada com as condições atmosféricas adversas que se têm feito sentir”, referiu a Câmara Municipal.

A situação não afeta o socorro prestado pela corporação local de bombeiros, uma vez que junto à Rua Alão de Morais funciona apenas a sede administrativa da instituição, em concreto a sua associação humanitária, enquanto o quartel operacional está localizado noutro extremo da cidade, na zona industrial das Travessas.

DN/Lusa

Situação em Montemor-o-Velho está calma mas continua preocupante

A situação no vale do Mondego no concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, estava calma hoje de manhã, mas continua muito preocupante, segundo o presidente da Câmara, José Veríssimo.

O autarca disse à Lusa que, na localidade de Ereira, transformada numa ilha há vários dias, os níveis de água do Mondego continuam idênticos aos de quinta-feira.

O leito do rio mantém o nível entre o interior e o exterior, adiantou.

"As pessoas mantêm muita angústia com esta situação", frisou o presidente da autarquia.

José Veríssimo salientou que, relativamente às previsões de quinta-feira, a Barragem da Aguieira, que controla os caudais do Mondego, está com mais um metro de capacidade de armazenamento.

Na quinta-feira ao final do dia, na sequência da subida do nível das águas, verificou-se o acionamento do dique fusível do Periférico Direito, próximo do Casal Novo do Rio.

"Esta infraestrutura foi concebida precisamente para, em situação de cheia, ceder de forma controlada, aliviando a pressão das águas e encaminhando-as para o Periférico Direito", informou a Câmara de Montemor-o-Velho.

A situação está a ser monitorizada em permanência.

Já hoje de manhã, o transporte entre Ereira, Ponte de Verride e Montemor-o-Velho, assegurado pelas lanchas anfíbias, foi temporariamente suspenso devido a avaria técnica, informou a autarquia, em comunicado.

Dia "particularmente exigente para o Vale do Mondego"

Num ponto de situação divulgado nas redes sociais da autarquia, é referido que o "dia de hoje apresenta-se particularmente exigente para o Vale do Mondego".

"A precipitação prevista, associada aos níveis já elevados na bacia e de volume de água na barragem da Aguieira, poderá provocar um aumento muito significativo dos caudais, exigindo máxima vigilância e prudência", indica a nota.

Em relação à situação hidrológica, a "barragem da Aguieira encontra-se atualmente a cerca de 90% da sua capacidade" e o "caudal no açude-ponte situa-se nos 1740 m³/s;"

"De acordo com os cenários técnicos projetados, os caudais podem atingir valores entre 2.500 e 3.000 m³/s, ultrapassando o limiar de referência da obra hidroagrícola", refere ainda a Câmara de Montemor-o-Velho, onde as escolas do concelho encontram-se hoje encerradas, como medida preventiva.

Devido às condições meteorológicas adversas, "as vias de comunicação no concelho encontram-se fortemente condicionadas, com vários cortes e constrangimentos", pelo que a autarquia pede que se evite deslocações desnecessárias.

DN/Lusa

Número de clientes da E-Redes sem energia aumenta para 45 mil

O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente voltou a subir, sendo hoje de 45 mil, devido ao surgimento de novas avarias e inundações, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin.

Num balanço relativo às 08:00, a empresa indicou que nessa zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 36 mil clientes sem energia.

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
Nas Colmeias e na Memória, o dia continua a ser noite. “É pior do que a guerra em Angola”

Na nota, a empresa reforça o alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, a população se mantenha afastada e lhe reporte a situação (telefone 800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).

Na quinta-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, havia um total de 33 mil clientes sem abastecimento de energia.

Na sequência da depressão Kristin, mais de um milhão de clientes ficaram sem energia.

DN/Lusa

As imagens registadas pela Força Aérea na quinta-feira

A Força Aérea infornou que realizou ontem três voos de reconhecimento aéreo pelo helicóptero AW119 Koala, assegurando a monitorização das zonas norte, centro e sul, e permitindo uma avaliação contínua da situação no terreno.

Este foi o cenário de cheias que registou:

Além disso, no âmbito do transporte de bens essenciais, o KC-390 saiu da Base Aérea N.º 4, Ilha Terceira, com 2,2 toneladas de doações, enquanto o C-130H saiu da ilha da Madeira numa missão de transporte aéreo com 7 toneladas de bens doados pela população.

Segundo indica a nota de imprensa, a Força Aérea mantém um empenhamento diário de 560 militares no apoio às populações afetadas, garantindo uma resposta coordenada e permanente em várias regiões do País. Em Alcácer do Sal, por exemplo, uma equipa encontra-se empenhada na remoção de material. Em Tancos, decorrem operações de transporte de pessoas e bens. No distrito de Leiria, nomeadamente nas freguesias de Arrabal, Ortigosa, Vieira de Leiria e Marinha Grande, 110 militares apoiaram na remoção de destroços e no apoio geral à população.

Em Arruda dos Vinhos, um destacamento de engenharia desenvolve trabalhos de recuperação de um troço rodoviário, evitando o isolamento das populações. A autarquia detalha que um "grupo de quatro militares", com "uma niveladora, um camião pesado, um cilindro e uma retroescavadora têm estado a criar condições para que a Rua do Campo Comprido se possa tornar uma alternativa ao CM1228 – Carvalha, que se encontra intransitável desde 4 de fevereiro, devido a abatimentos". Prevê-se que para hoje a equipa possa deslocar-se para o "Pé do Monte para restabelecer as condições de acesso àquela localidade que se encontra isolada desde 11 de fevereiro".

Desde o início da operação, a Força Aérea contabiliza 22 voos e 53 horas de voo, tendo sido acionados todos os meios que se encontravam em prontidão. Foram ainda asseguradas 1492 refeições e 561 banhos quentes, realizados oito reabastecimentos de aeronaves em apoio à ANEPC e transportadas 131 toneladas de bens doados.

"As coisas correram melhor do que o esperado", diz presidente da Câmara de Coimbra. Período da tarde será "mais complexo"

Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, afirmou que, durante a noite, "as coisas correram um bocadinho melhor do que o esperado", pelo que não houve necessidade, até agora, de indicação de evacuação, embora se mantenham os alertas.

Ainda assim, a autarca disse que "os valores, quer na Barragem da Agueira, quer no Açude-Ponte, estão no seu limite".

"Mantemos o estado de alerta, estamos tranquilos. Agora haverá uma reunião técnica, daqui a um bocadinho. Depois dessa reunião técnica, vamos reavaliar a situação. Para já a indicação que tenho é que não iremos, por enquanto nas próximas horas pedir às pessoas para evacuarem porque os valores, como volto a dizer, apesar de estarem nos valores limite, dão-nos alguma tranquilidade, mas muito alerta e pedimos às pessoas para seguirem todas as indicações das autoridades", disse Ana Abrunhosa em declarações à Antena 1 .

Ao início da tarde, às 14h00, vai realizar-se uma reunião em que será feita uma nova avaliação com a presença da ministra do Ambiente.

"Nós estimamos que o período da tarde seja muito mais complexo, mas não há como avaliar com os técnicos para depois também podermos voltar a comunicar as orientações. Estamos também neste momento numa reunião da Proteção Civil, a seguir vamos para a APA para fazer esta reunião técnica e portanto o que eu quero transmitir às pessoas é que o alerta mantém-se", sublinhou a presidente da Câmara de Coimbra.

Segundo a autarca, “espera-se uma manhã sem sobressaltos”, tendo sido pedido às pessoas em zonas de risco para estarem preparadas para sair de casa “a qualquer momento”.

Os munícipes em zonas que poderão ser potencialmente afetadas “devem proteger os seus bens, evitar deslocações desnecessárias e cumprir as orientações das autoridades”, disse a autarca em declarações escritas enviadas à Lusa .

Contactado pela Lusa, o comandante sub-regional de Coimbra, Carlos Luís Tavares, afirmou que, por agora, é cedo para se confirmar qualquer cenário, com as autoridades a aguardarem “pela chegada das águas à Aguieira”.

O risco de cheia no centro da cidade levou a Junta de Santa Clara e da União de Freguesias de Coimbra a avisar comerciantes e moradores para tomarem algumas precauções.

As escolas de Coimbra estão encerradas, assim como a Loja do Cidadão e o parque de estacionamento do Convento São Francisco.

Recorde-se que, na noite de quinta-feira, a presidente da Câmara de Coimbra afirmou que havia a possibilidade de, na manhã desta sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, estando a autarquia a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso esse cenário se confirmasse.

Tejo mantém caudais estabilizados em alta e prevê-se dia semelhante a quinta-feira

O caudal do rio Tejo manteve-se estabilizado em valores elevados durante a noite no ponto de medição em Almourol, devendo esta sexta-feira registar oscilações ao longo do dia, num cenário semelhante ao de quinta-feira, e mantém-se o alerta vermelho na bacia.

“A noite foi muito chuvosa e exigente, com várias quedas de árvores e alguns movimentos de massa, mas os caudais mantiveram-se ao nível do dia de ontem. Não baixaram, mas também não aumentaram. Temos, portanto, uma estabilização em valores elevados”, afirmou esta manhã à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

Segundo David Lobato, às 07h00 eram registados 5286 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Almourol, valor que se manteve ao longo da noite dentro da faixa dos 5000 a 6000 m3/s, com as barragens sempre em descarga.

Face às 07h00 de quinta-feira, quando eram medidos 6114 m3/s, verifica-se uma descida de cerca de 830 m3/s nas últimas 24 horas.

Ainda assim, ao longo do dia de quinta-feira o caudal oscilou entre os 6000 e os 7000 m3/s, chegando a ultrapassar pontualmente essa marca antes de descer ao final da tarde.

De acordo com os dados do Centro de Produção Tejo-Mondego (CPPE), as descargas atuais nas barragens a montante totalizam 5.085 m3/s - 826 m3/s na Barragem de Castelo do Bode, 247 m3/s na Barragem de Pracana e 4.012 m3/s na Barragem do Fratel.

David Lobato admitiu que a chuva intensa da noite poderá ainda refletir-se ao longo do dia nos caudais do Tejo e dos seus afluentes, também com influência das descargas provenientes de Espanha.

“É expectável que não haja um aumento significativo, mas poderá haver uma ligeira subida. Não perspetivamos valores na ordem dos oito mil metros cúbicos por segundo. Houve uma boa articulação entre as barragens e estamos a acompanhar permanentemente a situação”, afirmou.

A expectativa das autoridades é de um dia semelhante ao de quinta-feira, com possibilidade de nova aproximação à fasquia dos 6000 a 7000 m3/s.

O pico desta cheia foi registado em 5 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8600 m3/s em Almourol, estação de medição que reflete o conjunto total de descargas a montante e dos caudais acumulados de afluentes do Tejo.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo, acionado no dia 5 de fevereiro, mantém-se em alerta vermelho.

Lusa

Acesso de Vila Franca à A1 foi reaberto às 09h00

O acesso de Vila Franca de Xira à Autoestrada 1 (A1) para quem segue em direção ao Porto, que estava cortado por causa do perigo de queda de um placar informativo, foi reaberto pelas 09h00, informou a Brisa.

A empresa esclareceu que a informação dada anteriormente pela GNR de corte da A1 (Lisboa-Porto) junto às portagens de Vila Franca de Xira apenas abrangia quem seguia desta localidade para o Porto, obrigando os automobilistas a apanharem a Estrada Nacional 10 (que liga Cacilhas a Sacavém) para aceder à A1 nas portagens de Alhandra.

Este corte do trânsito deveu-se ao perigo de queda de um placar informativo.

Lusa

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
"Faz lembrar os tempos da Covid". População lamenta cancelamento do Carnaval de Torres Vedras após tempestades

Sete linhas ferroviárias com condicionamentos

Devido às condições meteorológicas adversas que têm assolado o país, sete linhas ferroviárias apresentam condicionamentos, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

Era este o ponto da situação às 08h00:

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;

- Linha do Alentejo: circulação suspensa entre Pegões e Bombel;

- Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Mau tempo provoca condicionamentos nos transportes e nas ligações ferroviárias e rodoviárias

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
A1 cortada na zona de Coimbra, comboios Lisboa/Porto suspensos e barcos para o Seixal parados

Coimbra com situação estável durante a noite

A situação em Coimbra, com risco de cheia centenária, esteve estável durante a noite, embora a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tenha registado várias ocorrências relacionadas com a chuva e o vento forte na Região.

“As situações registadas em Coimbra não foram graves. Mantêm-se os alertas e a vigilância por causa dos caudais”, disse, adiantando que as situações foram principalmente inundações, quedas de árvores e estruturas.

Por causa das condições meteorológicas adversas, 13 pessoas tiveram de ser deslocadas durante a noite nos concelhos de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, e Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

Devido a um deslizamento de terras no lugar da Costa, na freguesia de Refoios do Lima, concelho de Ponte de Lima, três pessoas, que não sofreram quaisquer ferimentos, foram retiradas de casa.

“Estas pessoas foram para uma outra habitação que têm na freguesia”, disse.

Já na localidade de Pé do Monte, no concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, foram retiradas quatro pessoas devido a um deslizamento de terras, que não causou feridos.

Ainda no concelho de Sobral de Monte Agraço, outras seis pessoas tiveram também de ser retiradas em Casal da Barqueira devido a risco de inundação, tendo estas sido levadas para uma estrutura de turismo rural.

De acordo com José Costa, entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 92 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região Centro com 39 e Lisboa e Vale do Tejo 37.

“Entre as ocorrências mais relevantes, que não causaram vítimas, temos 33 quedas de árvores, 23 inundações, 14 quedas de estruturas e 13 movimentos de massa”, indicou.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

Lusa

Rio Douro está estável e deverá encaixar hoje mais água. "Máxima atenção pelo menos até domingo”

O dia de hoje será de “encaixe de água” no Douro, rio que tem mantido caudais estáveis com “episódios sem muito significado”, mas a exigir “máxima atenção pelo menos até domingo”, disse o comandante adjunto da capitania do Douro.

Num ponto de situação feito cerca das 07:45, Pedro Cervaens descreveu uma noite tranquila tanto nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, como no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, e apontou que “a menor quantidade de água servirá para algum encaixe durante o dia de hoje”.

“Foi uma noite tranquila com caldais baixos. A cota do rio apenas foi até aos 4,5 metros [no Porto]. Mesmo na Albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua, a cota andou abaixo dos 8 metros, portanto, com bastante menos água do que ontem [quinta-feira]. Esta menor quantidade de água servirá para algum encaixe para o dia de hoje. A chuva que vai cair durante o dia de hoje, quer em Portugal, quer em Espanha, vai transportar alguma água para o rio e a perspetiva é que os caudais fiquem altos”, referiu o comandante adjunto da capitania do Douro.

Alertando que “a água não escoa de repente”, Pedro Cervaens falou em “atenção máxima até domingo”.

“Havendo previsões mais favoráveis para a próxima semana, acredito que, gradualmente, as medidas venham a ser mais flexibilizadas, mas neste momento não”, disse.

O rio Douro permanece em alerta vermelho para risco de cheias e o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto está ativo até domingo.

Esta ativação decorreu da declaração de contingência decretada pelo Governo.

Lusa

Dez pessoas retiradas por precaução em Sobral de Monte Agraço

Dez pessoas foram retiradas das suas casas por precaução durante a noite em Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, devido a deslizamentos de terra e inundação, disse à agência Lusa fonte da proteção civil.

Fonte do Comando Sub-Regional do Oeste adiantou que quatro pessoas tiveram de deixar as suas habitações por precaução, na localidade de Pé do Monte, em Sobral de Monte Agraço, devido a um deslizamento de terras, que não causou feridos.

“Outras seis pessoas tiveram também de ser retiradas em Casal da Barqueira, também em Sobral de Monte Agraço, devido a risco de inundação, tendo estas sido levadas para uma estrutura de turismo rural”, indicou.

De acordo com a mesma fonte, durante a noite foram registadas várias ocorrências devido à chuva forte, estando alguma vias interditas em alguns troços por inundação.

“Temos a Estrada Nacional (EN) 8 interdita na zona do Bombarral entre os quilómetros 75,3 e 76,3 e entre o quilómetro 1,3 e 3 em Fervença, Alcobaça, devido a inundação. A Estrada Nacional 361 está também cortada ao quilómetro 11 na Lourinhã devido a um deslizamento de terras”, disse.

Lusa

Universidade de Coimbra encerrada esta sexta-feira

As instalações da Universidade de Coimbra vão estar encerradas esta sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e às indicações da Proteção Civil, adiantou na quinta-feira a instituição.

"Pedimos a todos que se mantenham em segurança", pode ler-se, na nota da universidade na rede social Facebook.

Numa nota enviada à comunidade académica, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, realçou que a decisão foi tomada por "razões de salvaguarda da segurança da comunidade académica".

"Os trabalhadores que disponham de condições para realizar a sua atividade remotamente, devem fazê-lo, aos demais, será relevada a falta. A situação continuará a ser monitorizada pela Reitoria e retomarei o contacto por esta via assim que se justifique", destacou.

"Num contexto particularmente difícil, gostaria de deixar uma palavra de ânimo a todas e a todos e desejar que permaneçam em segurança", acrescentou Amílcar Falcão.

Risco de cheia centenária leva Câmara de Coimbra a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, já tinha anunciado hoje que todas as escolas do concelho de Coimbra vão estar encerradas, na sequência do risco de cheias na zona urbana.

Na informação enviada aos encarregados de educação explica-se que "permanecerão encerradas todas as instituições educativas, desde as creches ao ensino superior, abrangendo estabelecimentos da rede pública, privada e solidária".

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã esta sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante a noite, o município informou que iria começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

As zonas que serão potencialmente afetadas pela cheia em Coimbra são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas

Siga aqui as principais ocorrências devido ao mau tempo

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre as consequências das condições meteorológicas adversas no país, com condicionamentos nas ligações ferroviárias, rodoviárias e na travessia fluvial entre o Cais do Sodré e Seixal. O rompimento de um dos diques do rio Mondego junto a Coimbra e, na sequência disso, o piso da A1 abateu e as autoridades cortaram os dois sentidos de circulação na terça-feira.

Na sequência do mau tempo em Portugal, designadamente da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, 16 pessoas morreram e centenas ficaram feridas ou foram desalojadas.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Elementos da proteção civil transportam agricultores de barco nos campos e instalações agrícolas inundadas pela água do Mondego devido ao rebentamento do dique em Coimbra
Mau tempo. Primeiro-ministro anuncia novo PRR "exclusivamente português": o "PTRR"
Diário de Notícias
www.dn.pt