Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.FOTO: PAULO CUNHA/LUSA

Marcelo voltou a Coimbra, falou em "aperto" e autarca suspirou de alívio por não ver a temida cheia centenária

Ana Abrunhosa admite que o pior já passou, mas adverte para as "semanas de muito trabalho" que estão pela frente para que tudo volte ao normal. Tempestades terminaram, mas constrangimentos mantêm-se.
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Coimbra suspira de alívio e Marcelo avisa seguradoras

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que o “risco maior” de cheia desapareceu, mas vincou que populações em zonas alagadas não devem ainda regressar a casa.

Em conferência de imprensa de atualização da situação no concelho, Ana Abrunhosa disse que, “felizmente o pior não aconteceu”, face às previsões da ocorrência de uma cheia de grandes dimensões que poderia afetar toda a zona ribeirinha do centro urbano de Coimbra.

Também em Coimbra, onde apareceu de surpresa, Marcelo Rebelo de Sousa apelou hoje às seguradoras para agilizarem as peritagens, notando que está a demorar-se muito tempo com os relatórios de sinistro, e avisou que as pessoas “precisam ter confiança nessas situações de aperto que são extremas”, seja nos autarcas ou no Governo, que “também fez o que pôde e o que não pôde, em particular o primeiro-ministro.

De acordo com a atualização mais recente, o número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente diminuiu para 32 mil, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin, segundo o mais recente balanço da empresa.

Estrutura de Missão diz que “perímetro do dano não para” na Região de Leiria

O responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas, Paulo Fernandes, afirmou hoje que se está longe de poder quantificar os prejuízos causados pelo mau tempo, porque “o perímetro do dano não para”.

“Esta Estrutura de Missão tem, neste momento, uma enorme dificuldade, que é de facto o perímetro do dano não parar. Ou seja, nós estamos ainda longe de podermos dizer os danos são estes, porque neste momento estamos também com as cheias, com as questões da bacia do Mondego”, salientou.

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, reuniu hoje, ao final do dia, em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Após o período da ordem do dia da reunião, Paulo Fernandes falou com os jornalistas, notando que a Estrutura de Missão não tem ainda sequer “aquilo a que se possa chamar a estabilização do próprio dano”, para se poderem equacionar outras vertentes.

“Estamos sempre em emergência, a vermos como é que podemos ajudar, também no contexto do socorro, numa perspetiva não tanto da proteção social de forma direta, mas como é que as comunidades, as empresas, as pessoas, como conseguimos criar modelos colaborativos que ajudem e que ninguém, obviamente, possa ser esquecido neste processo”, sustentou.

O antigo presidente da Câmara Municipal do Fundão indicou que os dez municípios da Região de Leiria partilham as dificuldades que continuam a sentir com as telecomunicações e com o facto de a recuperação da fibra estar ainda muito atrasada.

Entre “20 a 25 mil pessoas continuam sem eletricidade”, muitas infraestruturas públicas sofreram danos de “enorme dimensão”, sublinhou.

“A questão das redes viárias também aqui foi falada, não só das redes viárias principais e secundárias, que estão obviamente muito danificadas, mas também das redes viárias do ponto de vista mais rural, mais agrícola, florestal”, referiu.

A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Lusa

Comunicações em Vila de Rei cobrem apenas 45% do território

O concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, continua com as comunicações condicionadas e apenas cerca de 45% do território tem cobertura, informou hoje a Câmara Municipal.

“No dia de hoje [sexta-feira], o fornecimento de energia elétrica foi totalmente restabelecido em todo o território”, informou, em comunicado, o município de Vila de Rei.

Apesar da reposição no abastecimento de energia elétrica em todo o concelho de Vila de Rei, a autarquia alerta para a possibilidade de ainda se registaram alguns constrangimentos de caráter particular, relacionados com ligações privadas à rede.

Estas situações devem ser reportadas ao serviço de avarias da E-Redes.

“As comunicações permanecem condicionadas, encontrando-se atualmente cerca de 45% do território com cobertura da rede”.

A autarquia alerta ainda os munícipes para o perigo de deslizamentos de terras e pede que perante indícios como fissuras no solo, inclinação anormal de muros, árvores ou postes, deslocação de terras ou pedras, abatimentos nas estradas ou surgimento de água turva à superfície, contactem de imediato a Proteção Civil e evitem a permanência no local.

Lusa

Mafra pede para concelho ser englobado na situação de calamidade

A Câmara de Mafra pediu ao Governo para o concelho ser englobado na situação de calamidade, na sequência dos impactos do mau tempo, que provocou prejuízos estimados em oito milhões de euros no município, revelou hoje a autarquia.

“Estamos perante um conjunto de ocorrências de grande dimensão, com impactos significativos nas nossas vias, equipamentos públicos e habitações. O município não podia ficar indiferente. Por isso, solicitámos ao Governo o alargamento da situação de calamidade ao concelho de Mafra, para garantir que dispomos dos mecanismos adequados para apoiar quem foi afetado”, refere o presidente da Câmara, Hugo Moreira Luís, citado numa nota da autarquia.

A declaração de situação de calamidade permite acionar mecanismos legais e administrativos excecionais, viabilizando apoios extraordinários e agilizando os processos de recuperação e reposição da normalidade.

O município de Mafra, no distrito de Lisboa, ativou também o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, tendo sido mobilizados meios da autarquia para responder às dezenas de ocorrências registadas em várias freguesias.

O relatório técnico preliminar de danos aponta para “prejuízos significativos” em vias municipais, equipamentos públicos, habitações e explorações agrícolas, estimados em oito milhões de euros.

Lusa

Cerca de 20 mil pessoas continuam sem eletricidade na Região de Leiria

Cerca de 20 mil pessoas continuam sem energia na região de Leiria, 17 dias depois da passagem da depressão Kristin, revelou hoje o presidente do Conselho Intermunicipal daquela Região, Jorge Vala.

“Passaram 17 dias com cerca de 20 mil pessoas na região [de Leiria] sem energia elétrica, e nós olhamos para trás e lembramos que o apagão foram 12 horas e o país ficou quase em suspenso, para além de ficar também com um problema grave de resolução. E não se aprendeu nada”, lamentou Jorge Vala.

À margem de uma reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, que está a decorrer hoje em Pombal, o responsável pontuou que, “se as pessoas ficaram deprimidas com 12 horas sem energia, é fácil perceber que em 17 dias sem energia temos a população agastada, com incompreensões sistemáticas sobre aquilo que é a resposta”.

Leiria, Marinha Grande e Pombal são os principais concelhos afetados, com “uma parte muito significativa de toda a estrutura de eletricidade em baixa”.

A falta de energia elétrica é “o grande problema comum a todos” os concelhos da Região, num contexto em que, com o tempo de inverno, “a estrutura que está a ser reposta é muito precária, provisória”.

"A maioria dos concelhos tem oscilações grandes, ou seja, num dia baixa, no outro dia aumenta e população sem energia”, explicou.

“Mas temos ainda outra preocupação, que tem que ver com as empresas, com as comunicações. As operadoras repuseram em grande medida as comunicações móveis, mas temos muitas empresas que estão dependentes de comunicações fixas, da rede de fibra ótica, da rede de comunicações normais, do telefone normal”, acrescentou.

A questão afeta também particulares, notou o responsável, sublinhando que “viver sem energia, sem televisão e sem comunicações é uma coisa confrangedora e muito preocupante”.

Segundo Jorge Vala, a CIM de Leiria realizou na quinta-feira uma reunião com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), tendo sido exposta esta problemática.

“Parece-me que [a ANACOM] ainda não tinha percebido a dimensão da destruição. Estiveram no terreno, criaram equipas de acompanhamento à intervenção das operadoras, mas nem sequer temos resultados, ou seja, não temos noção das empresas e pessoas que estão sem estas comunicações fixas, sem as televisões, sem os telefones”, alegou.

Jorge Vala esclareceu que a Autoridade Nacional de Comunicações “já reuniu hoje com as operadoras e pelo menos uma das operadoras, na próxima semana, irá reunir” com a CIM de Leiria.

O responsável assinalou ainda o cansaço das diversas equipas no terreno, salientando que “os prestadores de serviços da E-Redes estão esgotados”.

Lusa

Número de clientes da E-Redes sem energia baixa para 32 mil

O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente diminuiu para 32 mil, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin, segundo o mais recente balanço da empresa.

A E-Redes apontou que, na zona mais crítica estavam até às 17:30 de hoje sem energia 22 mil clientes.

No total do continente, eram 32 mil clientes sem energia, devido ao surgimento de novas avarias e situações de inundações, acrescentou.

Num balanço relativo às 08:00 de hoje, a empresa indicou que nessa zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 36 mil clientes sem energia, num total de 45 mil em todo o continente.

"A E-Redes tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da depressão Kristin", destacou a empresa.

"Reforçamos o alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastado e reporte a situação à E-REDES (800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt)", apontou ainda.

Na quinta-feira, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, havia um total de 33 mil clientes sem abastecimento de energia elétrica devido a avarias, a maioria delas, 25 mil, em zonas afetadas pela depressão Kristin, que ocorreu há duas semanas.

Na altura, mais de um milhão de clientes ficaram sem energia.

Lusa

CIM diz que prejuízos na Região de Leiria devem superar mil milhões de euros

Os prejuízos provocados pelo mau tempo nos dez municípios da Região de Leiria devem ultrapassar os mil milhões de euros, estimou hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, Jorge Vala.

“Estamos a fazer o levantamento, temos números que, na nossa opinião, no fim das contas, hão de superar os mil milhões de euros só na Região de Leiria”, admitiu.

O Conselho Intermunicipal da CIM da Região de Leiria, reuniu ao final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região.

Depois do período da ordem do dia da reunião, Jorge Vala notou, em declarações aos jornalistas, que este é o número que está a ser colocado em cima da mesa.

“Os municípios têm todas as infraestruturas desportivas no chão, centenas de ruturas do sistema de abastecimento de água diariamente, redes que têm inevitavelmente de ser repostas. Grande parte das nossas infraestruturas está no chão”, indicou.

De acordo com o também presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, os dez municípios deste território debatem-se com problemas da baixa tensão (distribuição de energia elétrica), bem como com a distribuição e fornecimento de água.

“Isto tem sido dramático, temos ainda muitas captações servidas por geradores, nem sabemos bem se as bombas estão em condições e se os sistemas eletromecânicos estão em condições. Portanto, isto é um problema muito grave e que certamente terá respostas do Estado”, admitiu.

Aos jornalistas disse ainda que ouviu “com muita atenção e agrado” o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a anunciar um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.

“Disse que ninguém vai ficar para trás e são excelentes notícias. Nós acreditamos na palavra que o Governo nos tem dado, é importante o conforto que o Governo nos tem dado: é fundamental que estas respostas aconteçam E acreditamos que podem acontecer”, concluiu.

A CIM Região de Leiria é composta pelos municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Lusa

Câmara da Régua alerta para deslizamentos de terras e pede prevenção

Os vários deslizamentos de terras que se têm verificado em diferentes zonas do concelho da Régua levaram hoje a município a reforçar um pedido de alerta às populações e de adoção de medidas preventivas.

Desde o início do mês de fevereiro, o Posto de Coordenação Municipal já contabilizou 235 ocorrências neste concelho do distrito de Vila Real, a maior parte das quais relacionadas com deslizamentos de terras, derrocadas, quedas de muros ou abatimentos de estradas, com o foco dos operacionais no terreno a estar centrado na desobstrução das vias.

Este Posto de Coordenação tem concentrado toda a informações neste período mais crítico de tempestades e, em comunicado divulgado hoje nas redes sociais, disse que a “persistência de períodos de chuva intensa nos últimos dias tem vindo a causar deslizamentos de terras em várias zonas do concelho” e advertiu que “este fenómeno pode colocar pessoas, habitações e vias rodoviárias em perigo”.

Como medidas preventivas, pede à população para que se afaste ao observar fendas novas em paredes, muros, estradas ou terrenos, muros inclinados ou a criar fendas, arvores ou postes inclinados, água barrenta a sair do solo ou da encosta, estradas com ondulações ou abatimentos, movimento de terras, pedras ou arbustos.

Hoje foi estabelecido o abastecimento de água na zona de Travassos, em Loureiro, encontrando-se a situação devidamente normalizada, depois de um deslizamento de terras ter afetado a conduta na quinta-feira.

Também durante o dia de hoje prosseguiram os trabalhos no reservatório de água de Sergude, em Godim, cuja cobertura ruiu depois de um deslizamento de terras.

Este reservatório está, agora, fora de serviço, tendo sido efetuada uma ligação alternativa, mas já existente, a um outro depósito para abastecimento de Godim e parte da cidade da Régua.

Quanto ao rio Douro, que se encontra em situação de cheia, prevê-se, segundo um ponto de situação feito pelas 19:30, que o caudal “pode subir ligeiramente ao longo das próximas horas”.

O município disse que mantém, ainda, várias equipas preparadas e mobilizadas para prestar apoio imediato, caso venha a ser necessária a retirada preventiva de pessoas ou bens das áreas consideradas de risco.

Lusa

Três deslocados por risco de derrocada na Encosta do Castelo em Torres Vedras

Três pessoas foram hoje retiradas de casa por precaução e duas árvores que pendiam sob habitações foram removidas face ao risco de desmoronamento da Encosta do Castelo, em Torres Vedras, disse hoje o vice-presidente da câmara.

“Estamos a tirar duas árvores de cima de duas casas e a retirar três pessoas da que estava habitada”, afirmou Diogo Guia, que tem o pelouro da Proteção Civil na câmara de Torres Vedras.

Depois de sondagens realizadas hoje no local, “os técnicos confirmaram que há zonas bastante descalças, há fissuras graves no terreno, a muralha exterior do Castelo tem fissuras, temos drenagens por todo o lado e há um risco de deslizamento contínuo”, explicou o autarca.

“Na rua já não dá para passar a pé, porque [o deslizamento] está a avançar”, acrescentou.

Esta semana, ocorreram dois deslizamentos de terras na Encosta do Castelo provocados pelo mau tempo e o vereador avisou que “é muito perigoso passar ali”.

“Temos ali um problema de massas a cair, porque existe água na encosta”, explicou, acrescentando que, “de um lado da encosta as árvores estão a cair”, evidenciando o risco existente.

Devido ao perigo de derrocada, foram interditadas por precaução uma rua de acesso ao Castelo e a sala de concertos Bang Venue.

Lusa

17 corporações de bombeiros com quartéis danificados

Dezassete corporações de bombeiros dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra têm os quartéis danificados devido ao mau tempo, sendo os casos mais graves os voluntários de Leiria e Pedrógão Grande, segundo a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).

O presidente da LBP, António Nunes, avançou à Lusa que os prejuízos estão estimados em milhões de euros, não existindo um valor exato uma vez que ainda têm que ser feitos vários estudos localmente, o que ainda não é possível porque os bombeiros estão preocupados com o socorro.

António Nunes indicou que são 17 os quartéis com problemas nos seus edifícios, existindo alguns com mais prejuízos do que outros.

Além dos quartéis de Leiria e de Pedrógão Grande, que apresentam problemas graves e provavelmente obrigarão à construção de novas instalações, há ainda outras corporações com prejuízos elevados nos edifícios como Vieira de Leiria, Marinha Grande, Ferreira do Zêzere, Penela e Montemor-o-Velho, segundo a LBP.

António Nunes disse que a LBP está a fazer um levantamento da situação para enviar para a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, que terá que criar uma linha financeira de apoio para a reconstrução destas infraestruturas.

A LBP indicou que estes 17 quartéis apresentam danos nas coberturas, no edificado, com destruição de salas e camaratas, danos nas antenas e também em muitas viaturas.

“No conjunto, estão em causa vários milhões de euros para obras na maior parte dos casos urgentes tendo em conta a necessidade de garantir as condições de operacionalidade dos bombeiros”, considerou ainda a LBP.

Lusa

Proteção Civil diz que recuperação das zonas afetadas pelas cheias será longa

A Proteção Civil alertou hoje que a recuperação das regiões afetadas pelas cheias será longa, nomeadamente em Coimbra, na zona do Rio Tejo e do Rio Mondego, indicando que os campos agrícolas irão permanecer inundados.

“As situações de cheias mais rápidas, como por exemplo na zona de Alcácer do Sal, retomarão à normalidade, ou potencialmente retomarão a normalidade mais rapidamente. Mas estas zonas, quer no Tejo quer no Mondego levarão algum tempo até repormos a normalidade”, disse comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras.

O comandante disse que a precipitação irá manter-se até ao final do dia de hoje, sendo que para sábado e domingo existe a possibilidade da continuação de chuva forte.

Mário Silvestre referiu ainda que a manutenção dos caudais na bacia do Rio Mondego e na Barragem da Aguieira (Coimbra) dá uma perspetiva “muito positiva em relação à não inundação da zona baixa de Coimbra".

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou esta tarde que o pior pode já ter passado na região, face ao risco de cheia, embora se continue a manter a vigilância do caudal do Mondego.

“A nossa expectativa é mesmo de que o pior pode estar a passar”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

Lusa

Mação estima prejuízos de milhões após tempestades e cheias do Tejo

O presidente da Câmara de Mação estimou hoje que os prejuízos causados pelas tempestades e pelas cheias do Tejo ascendam a milhões de euros, classificando a situação como “trágica” e admitindo que o concelho ainda está longe da normalidade.

“Foi trágico, uma calamidade. Ainda não tínhamos saído da tempestade Kristin e já o Tejo nos estava a criar problemas. A zona norte do concelho ficou muito destruída e as mazelas permanecem”, afirmou à Lusa o presidente do município, José Fernando Martins.

Segundo o autarca, duas semanas depois da passagem da tempestade Kristin, o concelho de Mação, no distrito de Santarém, continua a sentir os efeitos da chuva persistente e das cheias, com agravamento de derrocadas, muros e habitações em risco de ruína.

“Estamos a fazer um levantamento muito exaustivo dos prejuízos, tanto das pessoas, como dos equipamentos municipais. A ordem de grandeza é de milhões de euros”, sublinhou José Fernando Martins.

No sul do concelho, na freguesia de Ortiga, a subida do Tejo provocou novos danos, nomeadamente a destruição de parte dos passadiços ribeirinhos.

No total, 52 pessoas ficaram sem condições para permanecer nas suas casas, correspondendo a 41 habitações sem condições mínimas de habitabilidade.

Atualmente, nove pessoas continuam em instituições ou junto de familiares e o número de munícipes a necessitar de acompanhamento psicológico aumentou de três para seis.

Foram ainda registados danos significativos em edifícios municipais, empresas e habitações particulares, incluindo pavilhões industriais, bem como nas praias fluviais de Carvoeiro e Cardigos, afetadas por quedas de árvores, pela força das águas e detritos arrastados pelas ribeiras.

A Escola de Cardigos sofreu danos estruturais, entretanto estabilizados, e vários cemitérios do concelho foram atingidos por quedas de árvores, mantendo-se alguns encerrados.

Até hoje, a Câmara já recebeu 580 formulários de registo de danos, 53 de empresas e associações e 527 de particulares.

A eletricidade e o abastecimento de água estão já repostos, mas persistem falhas nas comunicações em várias freguesias, uma situação que o presidente da Câmara considera “inaceitável”, alertando para as dificuldades acrescidas na submissão de candidaturas a apoios públicos.

José Fernando Martins alertou também para os impactos na floresta e na agricultura, bem como para os atrasos nos trabalhos de prevenção de incêndios, num concelho historicamente fustigado pelos fogos rurais.

“Vai ser preciso muito trabalho e muito investimento para reerguer o concelho”, afirmou.

Lusa

Ana Abrunhosa: "Situação de risco maior desapareceu"

Com um ar aliviado, a presidente da Câmara de Coimbra anunciou que o pior já passou.

"Podemos dizer que estamos fora daquela situação que muito nos preocupava. Apesar de ainda nos preocuparmos com algumas zonas em Coimbra, a situação de risco maior desapareceu. Com os caudais que temos na barragem da Aguieira, podemos dizer que a situação de risco grave acabou. Aquela situação de a baixa de Coimbra ficar inundada já não consta das nossas previsões e dos nossos temores. Felizmente o pior não aconteceu. Continuamos em alerta. Vamos continuar a ter zonas alagadas muito provavelmente durante o fim de semana, mas os caudais estão a baixar. As populações não devem ainda voltar a casa. Quando for possível regressar a casa, avisaremos", afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa.

A autarca lamentou que Montemor-o-Velho "vai estar inundado durante um mês", confessou ter vivido horas "muito duras" e voltou a apelar às seguradoras para acelerarem as peritagens.

"Esperam-nos semana de muito trabalho", vaticinou, emocionada.

Obras em troço da A1 que desabou "durarão algumas semanas"

As obras de reparação do troço da autoestrada 1 (A1) que desabou após o rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, “durarão algumas semanas” e decorrem “de forma contínua”, envolvendo 70 pessoas, indicou hoje a Brisa.

“Nos últimos dois dias foram depositados mais de oito mil e novecentas toneladas de material pétreo na infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul, de forma a estabilizar os solos sob a laje de transição. Os trabalhos continuam a decorrer de forma contínua envolvendo mais de 70 pessoas. Estes trabalhos, previsivelmente, durarão algumas semanas”, revelou a concessionária, em comunicado.

O trânsito está interrompido junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária se encontra cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18:00 de quarta-feira, na sequência da rutura de um dique na margem direita no rio Mondego.

Segundo a empresa, os trabalhos que estão agora a decorrer no troço que desabou na quarta-feira têm como objetivo “garantir a estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego”, na autoestrada que liga Lisboa e o Porto, para “suster a erosão e impedir novos danos nas duas faixas de rodagem”.

As obras nesta fase estão a ser apoiadas por 33 camiões de transporte de material rochoso, um camião grua, um veículo porta máquinas, duas escavadoras giratórias, um bulldozer e duas minicarregadoras, estando os trabalhos a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação, acrescenta a empresa.

Além do Ministério e do LNEC, a Brisa está também a trabalhar “em estreita articulação” com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, GNR, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e Agência Portuguesa do Ambiente (APA), lê-se na nota.

A Brisa reitera que o desabamento foi motivado pelo rebentamento do dique do Mondego e “subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio”.

As vias alternativas para os utilizadores da A1 mantêm-se o corredor A8/A17/A25 ou o Itinerário Complementar 2 (IC2).

Na quinta-feira, também em comunicado, a Brisa tinha indicado não ser ainda possível estimar o prazo de conclusão das obras de reparação.

Na altura, a empresa adiantou que os trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego decorrerão em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte.

“A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem”, indicou a empresa.

Numa segunda fase, os trabalhos irão centrar-se na estabilização dos solos “sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma”.

Na madrugada de quinta-feira, numa visita ao local onde ocorreu o desabamento, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, já tinha admitido que serão necessárias “várias semanas” para reparar o troço da A1.

Lusa

Ferreira do Zêzere estima prejuízos superiores a 200 milhões de euros

O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere estimou hoje prejuízos superiores a 200 milhões de euros devido ao mau tempo e lamentou que ainda haja “cerca de 25%” da população sem energia elétrica desde a depressão Kristin.

“Diria que 200 milhões de euros não será suficiente para conseguir compensar todos os estragos que o concelho tem”, afirmou Bruno Gomes (PS), referindo que Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, tem “85% das habitações com estragos”, além de danos em empresas e infraestruturas públicas, como escolas, centros de saúde e centros culturais.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere disse que, passados 17 dias desde a depressão Kristin, que ocorreu a 28 de janeiro, ainda há “cerca de 25%” da população do concelho que continua sem energia elétrica, num universo total de perto de 8.000 habitantes, sendo que, nos primeiros dias, a totalidade da comunidade ficou sem luz.

“Dezassete dias sem energia, sem televisão, sem frigorífico, sem arca leva a que as pessoas tenham também aqui um desespero emocional e mental muito, muito grande”, realçou o autarca, sublinhando que o abastecimento de energia elétrica “é algo obrigatório para ter condições de habitabilidade dignas”.

Referindo que esta situação de desespero provoca traumas, bem como “um sentimento de injustiça muito, muito grande”, Bruno Gomes destacou a necessidade de apoio psicológico às populações afetadas.

O autarca do PS considerou que há um sentimento de “abandono” do território de Ferreira do Zêzere relativamente à resolução dos problemas provocados pelas recentes intempéries e, ressalvando que compreende as limitações e a dimensão dos danos, afirmou que é preciso “mais equipas”.

“Não tenho sentido esse reforço, não tenho sentido essa capacidade maior para resolver estas situações”, expôs, referindo que “a E-Redes e as operadoras, particularmente a Meo, não estão a conseguir corresponder àquilo que são as expectativas da comunidade”.

Sem dispor de uma previsão de quando é que o problema no abastecimento de energia elétrica e nas comunicações estará resolvido, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere defendeu que há um conjunto de entidades e valências que não podem sair da esfera do Estado “ou então tem de haver obrigatoriedade para que as empresas que agora são privadas tenham uma capacidade de resposta maior”.

“Tenho postes, já tinha anteriormente, de fibra a caírem por estarem podres”, denunciou, manifestando-se “muito descontente” com a operadora Meo, por considerar que, desde que foi vendida à Altice, perdeu a qualidade de serviço.

“Se cometesse um conjunto de erros que foram cometidos ao longo destes 17 dias, era muito provável que não ganhasse nas próximas eleições. E esta exigência que a comunidade tem para com os autarcas tem de existir também para com as entidades e para com o Governo central. E espero bem que tenhamos a capacidade para fazer essa avaliação, essa ponderação e essa constatação, porque se não vamos andar, anos após anos, a chorar todos os dias, sem termos efetivas melhorias”, afirmou, reforçando que o concelho de Ferreira do Zêzere precisa de mais equipas empenhadas na resposta aos problemas causados pelo mau tempo.

Sobre a existência de “85% das habitações com estragos”, o autarca indicou que a maior parte das intervenções realizadas até ao momento são de reparação temporária e revelou que já foram submetidas 157 candidaturas de apoio à reconstrução, que somam “um montante de mais de 1 milhão de euros”.

“Chegaremos aos 10 milhões, aos 15 milhões, se pensarmos que teremos 5.500 habitações” a necessitar de obras, perspetivou Bruno Gomes, ressalvando que nem todas as casas têm seguros ou o seguro não paga a totalidade dos prejuízos.

Quantos à estimativa de prejuízos globais no concelho, o autarca disse que não tem ainda uma real e específica noção dos montantes, mas adiantou que “nunca ficarão abaixo dos 200 milhões de euros, 150 milhões de euros”.

Sobre os estragos nas empresas, nomeadamente na produção de ovos, sendo que Ferreira do Zêzere é considerada a capital do ovo em Portugal, o município estima que na perda produtiva haja “mais de 100 milhões de euros de prejuízo”, além dos danos em pavilhões de galinhas.

O autarca destacou ainda estragos em infraestruturas públicas, nomeadamente escolas, cineteatro, centros de saúde e centros culturais, em que se estima “vários milhões de euros” em danos, assim como em “muitas vias” rodoviárias que tiveram “graves prejuízos” por queda de taludes ou árvores.

Lusa

Regresso da água ao rio dá "esperança de que susto passou" em Alcácer do Sal

A água do Sado em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, já deixou a marginal e a Avenida dos Aviadores e voltou ao leito do rio, dando à população “alguma esperança de que o susto passou”.

“Olhamos para o rio e temos quase um metro abaixo daquilo que estava ontem [quinta-feira], então, podemos ter alguma esperança de que o susto passou”, afirma à agência Lusa a presidente da câmara municipal, Clarisse Campos.

A meio da tarde, decorrem em bom ritmo os trabalhos de limpeza de cafés e lojas situados na marginal da cidade, com o envolvimento de proprietários, militares e voluntários. Uns com vassouras e outros com máquinas de pressão, lavam o que sobrou das inundações das últimas semanas.

Nessa zona, onde ainda há sacos de areia que temtaram impedir a passagem da água, acumula-se mobiliário danificado, canas e troncos trazidos pela água, que, a pouco e pouco, são levados em carrinhas de caixa aberta da câmara.

Apesar dos sinais de esperança, a presidente da câmara avisa que ainda não é tempo de ‘levantar a guarda’, pois, é fevereiro e “a época das chuvas prolonga-se até abril”.

“Esperamos por dias com o tempo melhor para que as barragens possam continuar a libertar a água de maneira a que fiquem com algum encaixe para, em caso de aumento da precipitação, não tenhamos que voltar a retirar tudo dos estabelecimentos”, refere.

Mais de duas semanas depois da primeira inundação, o que agora mais preocupa a autarca é a forma como se vai reerguer quem perdeu tudo nas cheias e a falta de mão-de-obra para as reparações.

“As pessoas vão precisar de equipar os seus estabelecimentos e de financiamento para o fazer e aquilo foi anunciado não serve para estas pessoas”, salienta, propondo a atribuição de um apoio financeiro a fundo perdido aos comerciantes.

Alertando que a economia local “já era muito débil”, Clarisse Campos lembra que grande parte dos pequenos negócios situava-se em toda a zona da marginal: “Se não os ajudarmos rapidamente, de forma a que estejam prontos a funcionar na época alta, não vamos conseguir reaver estes estabelecimentos comerciais".

A presidente da câmara diz que, após estas cheias e concluída a limpeza, a cidade vai “entrar numa nova fase” e será precisa “mão-de-obra de carpinteiros, canalizadores, eletricistas, dos pedreiros”.

“Era importante que existissem também voluntários nestas áreas”, reforça Clarisse Campos, sugerindo aos interessados que “apadrinhem um destes estabelecimentos para ajudarem na sua recuperação”.

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, também mantém a cautela, apesar de ter havido, desde a última madrugada, “uma diminuição significativa do caudal do Rio Sado”.

“Quando atingimos a maré alta, esta madrugada à 01:00, começámos a perceber esta inversão da maré, com o rio a fazer um bom escoamento deste caudal. Neste momento, a maré não está a influenciar muito” o nível da água, observa.

Tiago Bugio indica que as descargas de sete barragens para o Rio Sado é que influenciam o caudal e diz que o possível início de descargas no Monte da Rocha, no concelho de Ourique, leva a “uma obrigação de acompanhamento” da situação em Alcácer do Sal.

“Esta barragem tem uma área superior a 200 hectares de espelho de água e a precipitação que caia lá ou nas ribeiras que convergem para a albufeira” sai pelo descarregador de superfície e converge para o Sado e isso “é uma preocupação acrescida”, afirma.

Lusa

Granja de Ulmeiro é a situação mais preocupante em Soure

O presidente do Município de Soure disse hoje à agência Lusa que a maior preocupação no concelho é na freguesia da Granja do Ulmeiro, mas mostrou-se otimista que o pior pode já ter passado.

“Tenho água em locais onde não tinha tido”, disse Rui Fernandes, referindo-se à situação na Granja do Ulmeiro, que considerou como a “mais preocupante” no concelho.

“Parece que, aparentemente, a [barragem da] Aguieira já está a reter e, porventura, o pior terá passado”, acrescentou.

No centro da vila de Soure continuam a registar-se inundações e “em nível bastante alto”.

“Estamos na cota mais alta que esteve nestes dias”, indicou.

Rui Fernandes afirmou ainda estar “otimista” para a próxima noite face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“Se o pior é entre as 17:00 e as 19:00, e se a seguir alivia, espero que seja a primeira noite normal de várias”, referiu.

Lusa

Marcelo aparece de surpresa em Coimbra e apela às seguradoras para agilizar peritagens

O Presidente da República apareceu esta sexta-feira de surpresa em Coimbra, onde teceu rasgados elogios à autarca local, Ana Abrunhosa. "É excecional", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, dando conta do trabalho que a edil tem tido e dos contactos que têm mantido, além de sublinhar a experiência da antiga ministra da Coesão Territorial nos governos de António Costa.

"Não há dúvida que Coimbra passou um aperto, mas que aperto…”, salientou o chefe de Estado, frisando que Mondego e Coimbra eram o "grande problema" esta sexta-feira, mas que "está passado".

Marcelo diz que urge, "primeiro, apoiar os que precisam de imediato". "O primeiro-ministro está a tomar medidas e ainda hoje promulguei dois diplomas para resolver problemas muito imediatos", frisou, apelando às seguradoras para agilizar as peritagens aos estabelecimentos dos comerciantes. "Não há razão para a peritagem demorar tanto", vincou, explicando que essa demora aumenta os prejuízos.

O Presidente da República também enalteceu a ação do Governo, afirmando que o executivo "fez o que pôde e não pôde", referindo-se à decisão de Luís Montenegro em assumir a pasta da Administração Interna como "muito inteligente".

Região do Oeste com menos ocorrências nas últimas 24 horas

O comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste registou nas últimas 24 horas cerca de 80 ocorrências devido ao mau tempo, que fustigou especialmente os concelhos de Alcobaça e Torres Vedras.

“Nas últimas 24 horas tivemos cerca de 80 ocorrências, das quais 30 foram durante a noite”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste, Carlos Silva.

“Felizmente, o impacto que se esperava no que diz respeito à chuva e ao vento não aumentou o número de ocorrências comparativamente ao que temos tido nos últimos dias”, afirmou o responsável pelo território que abrange os 12 concelhos do Oeste.

Ainda assim, durante a noite, mais seis pessoas foram deslocadas no concelho de Sobral de Monte Agraço e outras duas na Lourinhã, devido a deslizamentos de terras e ao perigo de inundações.

Na região registaram-se ainda mais quatro desalojados, “que foram instalados numa unidade hoteleira”, disse Carlos Silva.

Totalizam-se assim em toda a região 115 desalojados e 207 deslocados.

Os concelhos onde se registaram mais ocorrências foram os de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, e o de Alcobaça, no distrito de Leiria, disse ainda o comandante, detalhando que se verificaram, além de inundações, quedas de árvores e de estruturas devido ao vento.

“Algumas estradas ficaram inundadas durante a noite no Bombarral, na Lourinhã e na Nazaré, mas durante o dia foram sendo reabertas”, registando-se também “alguma melhoria ao nível dos acessos”.

A perspetiva é de que “as condições comecem a melhorar a partir da meia-noite de hoje, no que respeita à chuva, e, relativamente ao vento, a partir das três horas da manhã”, concluiu Carlos Silva.

O Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, no distrito de Leiria, e de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Lusa

Queda de pórtico na A8 em Loures faz um ferido ligeiro e condiciona trânsito

A queda de um semipórtico de sinalização vertical na Autoestrada 8 (A8) provocou hoje à tarde um ferido ligeiro e obrigou ao corte temporário da via direita na zona de Loures, sentido Sul-Norte, informou a concessionária Auto-Estradas do Atlântico.

Em comunicado a empresa explica que a estrutura caiu na sequência de “fortes rajadas de vento” que se fizeram sentir, mantendo-se ainda o trânsito condicionado ao quilómetro 14.

“Neste momento, estão a ser desenvolvidos todos os esforços técnicos e operacionais para restabelecer a circulação total nas três vias do sentido Sul-Norte com a maior brevidade possível”, indica a Auto-Estradas do Atlântico.

Segundo noticia o jornal Correio da Manhã, o ferido encontrava-se numa viatura que circulava naquela autoestrada.

Lusa

Câmara de Coimbra com expectativa de que o pior já tenha passado

A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que o pior pode já ter passado na região, face ao risco de cheia, mas o resto da tarde vai continuar a ser de alerta e vigilância do caudal do Mondego.

“A prevenção levou, muitas das vezes, a causar transtornos na vida do dia-a-dia das pessoas. E, portanto, também aqui uma palavra de agradecimento à compreensão que tiveram connosco e que peço que continuem a ter, porque, por demasiadas vezes, já vos dissemos que o pior já passou. A nossa expectativa é mesmo de que o pior pode estar a passar”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

Segundo Ana Abrunhosa, a noite “correu muito melhor do que o esperado”, mas o resto da tarde será de “alerta e de vigilância”, pedindo às pessoas e comerciantes das zonas em risco para se manterem preparados para uma eventual evacuação, que se espera “que não venha a ocorrer”.

A autarca referiu que se previa um pico de afluência na barragem da Aguieira por volta das 17:00, sendo realizado novo ponto de situação às 19:45.

“Se porventura as coisas correrem menos bem e tivermos que dar ordem de evacuação, nós teremos muito tempo para o fazer entre o pico de ocorrências na Agueira e a chegada da água a Coimbra e depois a Montemor e a Soure”, vincou.

Apesar de meios preparados, há uma “expectativa positiva que isso não venha a acontecer”.

“Mas não vamos baixar a guarda, vamos manter a vigilância e vamos manter a prudência”, disse.

Lusa

Vila Nova da Barquinha com prejuízos de centenas de milhares de euros

O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha estimou hoje que os prejuízos causados pela tempestade Kristin e pelas cheias do Tejo ascendam a “largas centenas de milhares de euros”, classificando a situação como “uma autêntica tragédia”.

“Temos um relatório preliminar com todos os prejuízos elencados, embora ainda não estejam quantificados em valor final. Sofremos aqui um ‘dois em um’: primeiro a tempestade, sobretudo a Kristin, e logo depois as cheias. Tornou-se um problema grave para o concelho”, afirmou à Lusa Manuel Mourato, presidente daquele município do distrito de Santarém.

Segundo o autarca, os danos mais significativos registam-se na frente ribeirinha, com o cais da Hidráulica e o cais do Castelo de Almourol “arrastados pela corrente”, enquanto o cais de Tancos ficou deslocado e com danos estruturais.

No parque ribeirinho em Vila Nova da Barquinha há equipamentos infantis destruídos, gradeamentos e mobiliário danificados, além de sucessivos taludes em risco de derrocada e muitas árvores derrubadas um pouco por todo o concelho.

Registam-se ainda prejuízos em equipamentos municipais e património religioso, com infiltrações e danos nos telhados da Igreja da Misericórdia, do Centro Cultural de Tancos e da Igreja Matriz de Atalaia.

Dezenas de habitações foram afetadas pelas cheias, muros privados ruíram e a sinalização rodoviária e turístico-cultural sofreu destruição significativa.

Ao nível das infraestruturas, verificaram-se quedas de postes elétricos, falhas na iluminação pública - entretanto praticamente reposta - e interrupções na Linha da Beira Baixa devido ao extravaso da ribeira do Cardal.

Manuel Mourato manifestou ainda “grande preocupação” com os movimentos de massa na Estrada Nacional 3 devido à chuva intensa e persistente dos últimos dias, onde os taludes instáveis se encontram junto à ferrovia.

Pelo efeito conjugado da tempestade, da chuva e das cheias, algumas pessoas foram retiradas preventivamente das suas habitações, devido a derrocadas ou risco estrutural, tendo sido realojadas em lares ou junto de familiares, existindo uma estrutura municipal de retaguarda preparada para responder a novas necessidades.

“Foi uma autêntica tragédia. Nunca vi nada assim no concelho. Vamos ter um trabalho hercúleo para reerguer Vila Nova da Barquinha”, afirmou o autarca, sublinhando que a chuva persistente e a manutenção das cheias continuam a gerar preocupação.

Lusa

Mais de 200 estradas encerradas no país

Mais de 200 estradas estão hoje cortadas ao trânsito no país devido ao mau tempo, entre autoestradas, estradas nacionais, municipais e itinerários complementares, sendo Coimbra o distrito com mais vias interditas à circulação, segundo a GNR.

Informações enviadas à Lusa pela Guarda Nacional Republicana (GNR) indicam que estão encerradas ao trânsito 206 estradas, sete das quais autoestradas, 105 estradas nacionais (EN), 90 estradas municipais (EM), três itinerários complementares (IC) e um itinerário principal (IP).

As autoestradas cortadas são todas no distrito de Coimbra, designadamente a A14, que está interdita em cinco pontos junto às localidade de Maiorca e Feteira de Cima e no acesso à A1, a A17, ao quilómetro 54, e a A1, entre Coimbra Sul e Coimbra Norte.

Segundo a GNR, o IC 3 está cortado ao trânsito ao Km 13, junto a Penela, no distrito de Coimbra, e o IC9 está interdito junto a Alcobaça e em Tomar, entre os quilómetros 55 e 60.

O IP4 está cortado ao quilómetro 92 no distrito de Vila Real.

Os dados da GNR mostram também que Coimbra é o distrito com mais vias cortadas, com 54, seguido de Lisboa (27), Santarém (25), Vila Real (14), Portalegre (14), Leiria (12), Setúbal (13), Viseu (11), Castelo Branco (8), Évora (5), Aveiro, Faro, Guarda e Viana do Castelo (quatro em cada), Beja e Braga (3) e Bragança (1).

A GNR indica que os motivos para os cortes são inundações, desmoronamentos, risco de abatimento e deslizamento de terras, não existindo previsão para reabertura das 206 estradas.

A Guarda dá ainda conta de que estão duas ferrovias encerradas, a linha do Oeste e a linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho.

Lusa

Mais de 70 empresas já pediram lay-off simplificado

O 'lay-off' simplificado já foi pedido por 75 empresas afetadas pela tempestade Kristin, abrangendo 642 trabalhadores, enquanto 68 entidades recorreram ao incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério do Trabalho.

"Os concelhos que registam um maior número de empregadores a requerer" o lay-off simplificado foram "Leiria, com 22 e Marinha Grande, com 16", adiantou ainda o ministério liderado por Rosário Palma Ramalho, em comunicado enviado às redações.

Os trabalhadores abrangidos pelo lay-off simplificado nas empresas afetadas pelas tempestades vão, afinal, receber dois terços do salário bruto até ao triplo do salário mínimo nacional (até 2.760 euros) e não 100%, como o Governo tinha anunciado, segundo esclareceu na quinta-feira o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A remuneração nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional em vigor, que está atualmente fixado em 920 euros.

No comunicado divulgado na quinta-feira, o Governo esclareceu ainda uma outra questão que estava por clarificar relativamente às regras do 'lay-off' simplificado, sobre a fatia que a Segurança Social vai suportar nos salários a pagar aos trabalhadores abrangidos.

Segundo o ministério, "durante os primeiros 60 dias, a Segurança Social assegura 80% da remuneração devida ao trabalhador, enquanto a entidade empregadora garante os restantes 20%".

"Após este período inicial, aplicar-se-á a habitual divisão de 70/30", acrescentou.

Além do lay-off simplificado, o Governo criou uma outra medida, chamada incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho.

No âmbito deste apoio, "foram submetidas 68 candidaturas por empregadores, abrangendo um total de 340 trabalhadores, num montante global de apoio de mais de um milhão de euros", adianta ainda a tutela, no comunicado hoje divulgado.

Do total de candidaturas apresentadas, 21 correspondem a trabalhadores independentes, acrescenta o executivo.

Em termos geográficos, "os concelhos de Leiria, Marinha Grande e Pombal concentram 62% das candidaturas", adianta ainda o ministério, acrescentando que a região Centro "regista 52 empregadores apoiados, abrangendo 253 trabalhadores e um montante de 788.625,27 euros".

Segundo o ministério, segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 15 candidaturas abrangendo 80 trabalhadores, "e o Alentejo, com uma candidatura que abrange sete trabalhadores".

Este apoio é atribuído pelo IEFP três meses "com possibilidade de prorrogação", para assegurar "o cumprimento das obrigações retributivas até 100% do montante da retribuição normal ilíquida do trabalhador, deduzida a contribuição para a Segurança Social", confirmou na quinta-feira o ministério.

O montante do apoio "não pode ultrapassar o valor de duas vezes a retribuição mínima mensal garantida, vulgo salário mínimo, ao qual acresce o apoio à alimentação e transporte".

O Governo esclareceu ainda que "este apoio não é acumulável com o 'lay-off' simplificado".

"Os dois apoios podem, no entanto, ser pedidos de forma sequencial. Quanto à isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social para empresas afetadas pela calamidade, é cumulável com o incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho ou com o lay-off simplificado", sinalizou o ministério do Trabalho na mesma nota, na quinta-feira.

O comunicado divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho surge pouco depois de o primeiro-ministro ter indicado que o Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda, quase metade dos quais para reconstrução de habitações afetadas pelas tempestades.

Lusa

Deslizamentos provocam cortes e condicionamentos de trânsito na Sertã

A Câmara da Sertã cortou várias ruas, estradas e caminhos municipais devido aos deslizamentos e derrocadas que têm provocado danos nas vias, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território.

“O elevado índice de precipitação que se tem registado tem provocado deslizamento de vertentes e danos em algumas vias, afetando a normal circulação rodoviária. Assim, no que respeita a estradas no concelho, registam-se alguns cortes e condicionamentos”, explicou, em comunicado, este município do distrito de Castelo Branco.

Segundo a informação disponibilizada, a Estrada Nacional 2 (EN2) tem o trânsito rodoviário cortado desde a Barragem do Cabril até Pedrógão Pequeno (alternativa IC8) e encontra-se condicionada entre Pedrógão Pequeno até ao limite do concelho com Vila de Rei.

Em Pedrógão Pequeno, a Rua Casimiro Freire teve de ser cortada por perigo de queda de uma fachada para a via pública e na União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, na Rua do Vale Casal o trânsito está cortado.

Já o Caminho Municipal 1130, na freguesia da Sertã, está cortado à circulação rodoviária.

Existem ainda condicionamentos no cruzamento desde a EN238 (junto à Portela de Oliveira) até à Foz da Sertã (União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais) e no Caminho Municipal 1116 (entre Pinheiro a Aldeia Velha) e no Caminho Municipal 1117.

No que diz respeito à reposição da energia elétrica, todos os 280 postes de transformação do concelho estão energizados, dos quais 246 ligados à rede de média tensão e 34 alimentados por geradores, prosseguindo os trabalhos quer na média, quer na baixa tensão.

Já o apoio psicossocial, que estava a decorrer na biblioteca municipal, vai passar a realizar-se exclusivamente na Câmara Municipal da Sertã, no Setor de Ação Social, nos dias úteis das 09:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00.

Lusa

Troço suburbano do metrobus na região de Coimbra pode reabrir na próxima semana

O presidente da Metro Mondego estimou hoje que a operação do Sistema de Mobilidade do Mondego seja retomada na próxima semana até à Lousã, mas até Serpins pode ainda demorar, pelo menos, cinco meses.

“Estamos convencidos de que iremos ultrapassar estes problemas durante a próxima semana e que voltaremos a operar de forma normal o metrobus”, afirmou João Marrana.

As operações do metrobus no troço suburbano foram suspensas há cerca de uma semana por motivos de segurança e indicação da Proteção Civil, com a Metro Mondego a garantir serviços alternativos de transporte.

“Pedimos desculpa por todos os problemas que demos às pessoas”, disse.

O presidente da Metro Mondego participou hoje na reunião de Câmara de Miranda do Corvo, no concelho de Coimbra, a convite do presidente da autarquia, José Miguel Ramos Ferreira, para dar explicações sobre os constrangimentos na circulação do metrobus.

Na reunião, Marrana reconheceu que a ligação entre a Lousã e Serpins pode demorar mais tempo a ser retomada, devido “à obra estrutural” que terá de ser feita entre o Casal de Espírito Santo e o Casal de Santo António.

“Esperamos fazer o contrato com total urgência de serviço na próxima semana, mas vai demorar cinco meses. É a nossa estimativa”, explicou.

João Marrana reconheceu que a operação dos serviços alternativos ao metrobus começou “com muitas limitações”, apontando dificuldades em encontrar operadores.

“Neste momento, temos em operação autocarros que são operados com motoristas que vieram de Aveiro e outros que vieram de Guimarães. Não é fácil encontrar operadores do pé para a mão. Não é nada fácil”, explicou.

Sobre a oferta de serviços alternativos, “tudo indica que será suficiente”, tendo como referência os dados da utilização no dia 21 de janeiro.

“Neste momento, estamos com 78 serviços em cada sentido. Quando eram os serviços alternativos, há uns meses, eram 83”, detalhou, acrescentando que se for preciso mais serviços a Metro Mondego disponibilizará, “desde que se arranje quem os possa fazer”.

Aos vereadores e residentes de Miranda do Corvo presentes na reunião, o responsável apontou ainda como condicionante para os serviços alternativos a “quantidade expressiva de estradas que estão cortadas”.

Marrana disse ainda que o problema foi “existir a [depressão] Kristin com um conjunto extenso de tempestades seguintes”.

Lusa

Empresas em municípios em calamidade responsáveis por 15,2% de exportações

As empresas sediadas nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade foram responsáveis, no ano passado, pela exportação de 15,2% dos bens nacionais, segundo dados do INE.

Num destaque hoje publicado, sobre estes municípios, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicou que em 2025, as empresas sediadas nestes municípios foram responsáveis por 15,2% das exportações nacionais de bens e por 12.085,7 milhões de euros (dados preliminares).

Segundo o INE, no setor do alojamento turístico, estes municípios concentravam 14,9% dos estabelecimentos em atividade (1.263 unidades), 11,5% da capacidade instalada (58,3 mil camas) e 8,9% das dormidas registadas no país (7,3 milhões).

De acordo com a mesma informação, em 2024, nestes municípios estavam 15,8% das empresas não financeiras, 14% do pessoal ao serviço e 13,8% do volume de negócios.

Já em termos setoriais, destacaram-se a agricultura e pescas e a indústria e energia, com o maior peso relativo no pessoal ao serviço e no volume de negócios, bem como a indústria e energia e o comércio, com maior expressão no número de empresas.

Paralelamente, segundo o recenseamento agrícola de 2019, estes municípios concentravam 22% das explorações agrícolas, 20% do volume de trabalho agrícola e 14% da superfície agrícola utilizada.

Já na produção pecuária, “o peso relativo era particularmente expressivo”, indicou o INE, com 60% do efetivo nacional de suínos e 52% das aves.

“Apesar de concentrarem uma menor proporção da superfície agrícola utilizada, estes municípios assumem um peso significativo na produção pecuária nacional”, destacou.

De acordo com o INE, “em 2021, cerca de 1,8 milhões de pessoas (17,0% da população residente em Portugal) viviam nos 68 municípios onde foi declarada situação de calamidade, que concentravam também 19% dos alojamentos do país”.

Lusa

Prejuízos elevados em praias de freguesias de Oliveira do Hospital

A presidente da União de Freguesias de Penalva de Alva e São Sebastião da Feira, em Oliveira do Hospital, fez hoje votos de que, no verão, as praias fluviais afetadas pelo mau tempo possam receber visitantes.

Apesar de não conseguir apontar números concretos, Madalena Mendes disse à agência Lusa que os prejuízos no território desta união de freguesias do distrito de Coimbra foram “muito elevados, sobretudo em infraestruturas viárias e nas praias fluviais”.

Segundo Madalena Mendes, o mau tempo deixou um rasto de destruição nas praias fluviais de Penalva de Alva, Caldas de São Paulo, Santo António do Alva e São Sebastião da Feira, muito procuradas no verão por pessoas que “dão muita vida” às freguesias.

“Esperamos que no próximo verão já haja condições” para receber os visitantes.

No que respeita à rede viária, a autarca destacou o colapso da plataforma da Estrada Municipal (EM) 514, que ficou cortada nos dois sentidos na quarta-feira à noite.

“É outro grande constrangimento, até porque temos unidades hoteleiras e está a ser muito difícil”, afirmou Madalena Mendes, garantindo que estão a ser feitos todos os esforços para que a EM 514 reabra o mais rapidamente possível.

O desabamento na EM 514 (também conhecida como estrada do Vale do Alva) ocorreu às 22:48 de quarta-feira, encerrando a via entre o cemitério de Penalva de Alva e o Lagar das Caldas de São Paulo.

“A estrada colapsou numa extensão de 100 metros. Grande parte da plataforma foi abaixo. Tem apenas uma parte residual que ainda não abateu, mas admitimos que nas próximas horas acabará por colapsar, o que põe em causa a mobilidade e um conjunto de serviços”, disse o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, na quinta-feira.

Segundo José Francisco Rolo, trata-se de “uma estrada estruturante para a zona Sul do concelho”, que liga várias freguesias e dá acesso à escola da Ponte das Três Entradas.

Lusa

Acesso da Ponte 25 de Abril para a A5 de novo cortado

O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi hoje novamente cortado ao trânsito, sendo a saída alternativa por Alcântara ou Monsanto, informou a Brisa.

De acordo com uma nota da BCR – Brisa Concessão Rodoviária, cerca das 15:20, o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa – Cascais, está fechado, não adiantando mais pormenores.

Anteriormente, a Brisa dava conta de que se encontrava cortado o trânsito na via central esquerda da A5, sentido Lisboa-Cascais, ao km1, ficando apenas a via esquerda aberta ao trânsito.

Já na quarta e quinta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa–Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.

O trânsito reabriu no local na quinta-feira às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.

Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estiveram elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação.

No entanto, horas depois, cerca das 15:40, fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa ter ocorrido um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira, pelo que o trânsito foi novamente cortado.

Lusa

Mais de 250 bibliotecas públicas com danos causados pelas tempestades

Mais de metade das 489 bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foram afetadas pelo mau tempo, principalmente as de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, que sofreram maior impacto.

“De acordo com a informação recolhida pela DGLAB [Direção-Geral do Arquivo dos Livros e das Bibliotecas] e que se mantém em atualização, 52% das bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, maioritariamente localizadas na região centro do país, indicaram ter sido afetadas pelo mau tempo das últimas semanas”, disse à Lusa Bruno Eiras, subdiretor-geral daquele organismo.

O responsável adiantou que este é o balanço possível no momento, uma vez que os “contactos com as bibliotecas não estão a ser tão rápidos” como desejável, “não conseguindo manter a informação atualizada”.

Além disso, “a continuidade do tempo de chuva tem criado novas situações”, alertou.

De qualquer modo, os dados recolhidos indicam que das quase 255 bibliotecas atingidas pelas sucessivas tempestades que assolam o país desde 28 de janeiro, 80% dizem respeito a infiltrações e inundações de pequenas dimensões ou a situações externas às bibliotecas como falhas de eletricidade e comunicações.

As restantes informaram pequenos impactos, alguns relacionados com problemas preexistentes, e muitas relatam dificuldades por parte de alguns trabalhadores em chegar às bibliotecas.

Apesar dos danos verificados, 78% das bibliotecas indicaram ter conseguido manter-se em funcionamento, enquanto os restantes 22% tiveram de encerrar alguns espaços ou serviços, acrescentou Bruno Eiras, sem especificar quais as bibliotecas em causa.

No entanto, revelou que “os casos mais graves” de que teve conhecimento “ocorreram nas Bibliotecas Municipais de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, onde os espaços ou mesmo as estruturas foram bastante afetadas”.

De acordo com uma publicação nas redes sociais da respetiva autarquia, a Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal está "encerrada por tempo indeterminado", pois "todo o piso térreo ficou debaixo de água, perdendo-se as salas infantis e os livros em depósito e registando-se enormes danos no auditório e sala de exposições".

Na sequência da perda deste espólio de 30 anos de atividade, a biblioteca lançou no início desta semana um apelo à doação de "livros infantis" em bom estado, destinados a crianças até 12 anos, para recompor o seu acervo, mas de acordo com informações de um agrupamento de escolas local, a angariação foi entretanto suspensa por falta de capacidade de gestão, devido ao mau tempo.

No dia 04 deste mês, quando ainda só se faziam sentir os impactos da depressão Kristin, também a diretora da Biblioteca Municipal de Pombal, Daniela Martins, revelou à Lusa que aquela estrutura sofrera “estragos significativos no piso superior e na parte de trás”.

“Está com infiltrações e falta de coberturas. Uma janela ficou partida e outras duas janelas grandes foram projetadas, tendo destruído alguns computadores sobre os quais caíram”, indicou na altura, especificando que "ficaram também destruídas a parte interna do edifício e a oficina”, mantendo-se em funcionamento apenas a parte da frente, servindo a população afetada.

Quanto à biblioteca da Marinha Grande, já naquela altura era uma das que tinham tido “mais estragos”, tendo perdido a cobertura, que impedia a entrada da água, segundo a responsável, que disse ainda que as estantes e os livros estavam cobertos com plásticos, para tentar minimizar os danos.

Bruno Eiras destacou “o trabalho de apoio às comunidades que muitas bibliotecas têm dado desde os primeiros dias”.

“As características das bibliotecas públicas e dos seus trabalhadores atribuem-lhes especial importância na ajuda às populações, como locais abertos a todos, gratuitos e seguros e onde os profissionais podem apoiar as populações na procura de informação relevante e na utilização dos equipamentos informáticos”, realçou.

Em muitos municípios, as bibliotecas públicas foram os primeiros locais a disponibilizar-se para prestar serviços às populações para carregar telemóveis e computadores, aceder à Internet, ter um espaço para trabalhar, estudar, contactar familiares ou ainda, simplesmente, como um local confortável para estar face às tempestades, assegurou o responsável.

“Várias bibliotecas também adaptaram os seus horários de funcionamento para melhor responderem à procura e tentaram estar alinhadas com as estratégias municipais”, acrescentou.

Esse foi o caso da Biblioteca Municipal de Pombal que, devido à procura, alargou o horário de funcionamento para o período das 09:00 às 20:00, sem interrupções, de segunda-feira a sábado, segundo a diretora.

Lusa

Deslizamento de terra obriga à retirada de 13 pessoas em Leiria

Um deslizamento de terra hoje de madrugada obrigou à retirada de 13 pessoas, em São Romão, no concelho de Leiria, disse à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, que revelou que uma outra habitação está a ser monitorizada.

“Verificou-se um deslizamento de terras numa das encostas de São Romão. Retirámos, até so momento, 13 pessoas. E já estamos a proceder a vistorias para notificar os proprietários, que é uma parte privada, para também procedermos às reparações necessárias”, explicou Luís Lopes.

Segundo o vereador, um dos objetivos é repor o acesso às habitações todas, porque “algumas ficaram muito condicionadas por parte de um caminho que foi também muito danificado”.

As 13 pessoas retiradas viviam nas habitações por baixo de uma encosta, mas a Proteção Civil está a monitorizar uma outra habitação na parte superior do talude.

“Estamos a verificar a sua estabilidade, uma vez que uma parte das fundações ficou à mostra e temos de ter a certeza de que não há dano estrutural que possa colocar em causa os moradores”, acrescentou.

Luís Lopes explicou que se tratou de “um movimento de massas considerável”, que envolve “umas toneladas valentes de terras que se movimentaram”, pelo que “ainda vai levar alguns dias até se conseguir repor”.

O autarca salientou que “as condições meteorológicas não têm sido nada favoráveis e a acumulação de água nos solos tem contribuído para este tipo de situações”.

Esperando que nos próximos dias a situação meteorológica melhore, Luís Lopes espera que seja possível realizar uma “intervenção para repor alguma normalidade e as pessoas poderem regressar o mais rápido possível às suas casas”.

Lusa

Carneiro elogia coordenação entre Proteção Civil e forças armadas em Alcácer do Sal e diz que PS já apresentou 70 propostas

O secretário-geral do Partido Socialista reuniu esta sexta-feira com a Proteção Civil em Alcácer do Sal e elogiou o "trabalho do comando sub-regional de Proteção Civil e a coordenação entre Proteção Civil e Forças Armadas". "Há bons exemplos, que importa replicar, entre forças e serviços", frisou.

Sem querer tecer comentários sobre o trabalho de Maria Lúcia Amaral enquanto ministra da Administração Interna, José Luís Carneiro lembrou que a primeira responsabilidade é de Luís Montenegro e revelou a disponibilidade do PS para apoiar medidas que o Governo levou ao parlamento e reforçar as medidas adotadas.

O líder socialista deu conta que o partido já apresentou 70 propostas ao primeiro-ministro no âmbito do PTRR, 30 das quais de "caráter de emergência" e 40 "de médio de prazo", "para a resiliência dos territórios".

"Além das propostas que já apresentámos, iremos apresentar outras na próxima semana, viradas para as famílias e para as empresas", acrescentou, sem adiantar algumas propostas.

Governo regista mais de 18.500 pedidos de apoio

O Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda, quase metade dos quais para reconstrução de habitações afetadas pelas tempestades, afirmou hoje em Coimbra o primeiro-ministro.

O Governo registava hoje “mais de 8.200 pedidos de cidadãos ou famílias” para ajuda à reconstrução de habitações próprias afetadas pelas tempestades, disse Luís Montenegro, numa declaração sem direito a perguntas no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra, com a presença da ministra do Ambiente e de autarcas da região.

Segundo o primeiro-ministro, os apoios até cinco mil euros apenas precisam de demonstração fotográfica dos danos, já as casas com impacto entre cinco e dez mil euros precisam de uma vistoria, que garantiu que será “rápida” e assegurada pelas autarquias.

Apesar de reconhecer que há desgaste nos serviços municipais face às consequências das tempestades, Luís Montenegro pediu um “esforço para se realizarem essas vistorias o mais rapidamente possível”.

No caso dos apoios às famílias com perdas de rendimento ou situação de carência, o Governo já registou mais de duas mil candidaturas.

No caso das empresas, há mais de 3.800 empresas candidatadas, num montante “que já supera os 850 milhões de euros”, o que levou o Governo a aumentar a linha de crédito à tesouraria das empresas “de 500 para mil milhões de euros”.

O Governo regista também mais de 4.500 pedidos de apoio no setor agrícola, com candidaturas que dizem respeito a “todo o território nacional e não apenas daqueles territórios que se encontram em estado de calamidade ou de contingência”.

Luís Montenegro frisou que está a ser feito “tudo para repor a normalidade”, apesar de ainda haver 45 mil pessoas sem luz, a grande maioria das quais há mais de duas semanas, após a passagem da depressão Kristin.

Sobre o Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, que intitulou de PTRR, Montenegro vincou que o Governo está a “trabalhar a todo o vapor para se poder fazer essa apresentação o mais brevemente possível, de uma forma estruturada”.

Esse programa, desenhado para ajudar o país a recuperar das consequências do mau tempo, procura garantir uma “economia competitiva”, disse, referindo que é essa riqueza que irá ajudar a dar “maior resiliência” às infraestruturas.

“Estamos a falar de escolas, estamos a falar de equipamentos de saúde, estamos a falar de equipamentos sociais, estamos a falar de equipamentos culturais, estamos a falar de equipamentos desportivos, estamos a falar de estradas, estamos a falar de ferrovia, estamos a falar de comunicações, estamos a falar de rede de abastecimento de energia elétrica, estamos a falar de rede de abastecimento de energia elétrica, estamos a falar de rede de abastecimento de água, estamos a falar, portanto, de um verdadeiro projeto de transformação nacional que será o alicerce do nosso futuro”, frisou.

Lusa

Cheias afetam hoje 217 vias no distrito de Santarém

As cheias na bacia do Tejo continuam hoje a provocar fortes constrangimentos na circulação rodoviária do distrito de Santarém, com 217 vias afetadas entre submersões, abatimentos, movimentos de massa e isolamentos, informou hoje a Proteção Civil.

Num aviso à população, a proteção civil refere que os caudais do Tejo continuam elevados, devido às descargas das barragens a montante e às previsões de precipitação por vezes forte, podendo agravar inundações urbanas, galgamentos de cursos de água e instabilidade de vertentes.

De acordo com a Proteção Civil, as 217 vias afetadas abrangem 19 municípios, com situações de submersão, quedas de taludes, colapsos de plataformas rodoviárias e isolamento de localidades. Entre os concelhos mais atingidos estão Salvaterra de Magos, Santarém, Cartaxo, Chamusca, Alpiarça, Golegã, Almeirim, Abrantes, Constância, Azambuja e Ourém.

Em Salvaterra de Magos, vários troços continuam intransitáveis, incluindo a Ponte Rainha D. Amélia, enquanto no Cartaxo há isolamentos nas povoações de Valada, Porto de Muge, Palhota, Setil e Reguengo da Valada.

Em Santarém, registam‑se movimentos de massa, abatimentos de via e submersões em várias estradas nacionais, municipais e acessos a localidades ribeirinhas, como Caneiras, cuja população já foi evacuada.

Na Golegã, as zonas ribeirinhas das freguesias da Azinhaga e Pombalinho estão inundadas e uma ponte na Quinta da Cardiga permanece “em risco de colapso”.

Na Chamusca, várias estradas estão interditas por quedas de vertentes, colapso de vias ou submersão, incluindo o dique da Senhora das Dores, igualmente interdito.

Já em Alpiarça, há estradas rurais submersas, abatimentos de plataforma rodoviária e locais isolados, como as Quintas da Lagoalva e a Quinta de Vale e Arsénio.

Em Benavente, a Estrada Nacional (EN) 118 está submersa em vários pontos e há vias inundadas em Foros da Charneca, Porto Alto e na zona ribeirinha. A Estrada Municipal (EM) 1456 e outras estradas municipais continuam com cortes.

Em Almeirim, há múltiplas vias submersas, incluindo troços da EN114, da EN368 e acessos à zona industrial, bem como ligações a Fazendas de Almeirim.

Em Abrantes, zonas ribeirinhas como o Aquapolis e a Estação de Canoagem de Alvega estão submersas, além de vários troços da EN118.

Em Constância, o centro ribeirinho permanece submerso, com ruas históricas e acessos a Tramagal e Montalvo cortados por submersão ou movimentos de massa.

Em Ferreira do Zêzere, deslizamentos de terras continuam a interditar vias, incluindo a ligação ao Lago Azul e caminhos na zona do Bêco.

Em Torres Novas, várias estradas e arruamentos estão submersos ou interditos devido a deslizamentos, nomeadamente ligações a Riachos, Zibreira, Lapas e Pena.

Em Vila Nova da Barquinha, o Cais de Almourol está submerso, o Parque Ribeirinho permanece interdito e a ponte da Quinta da Cardiga continua em risco de ruir. Várias ruas estão inundadas.

No Sardoal, movimentos de massa continuam a afetar a antiga EN2 entre São Domingos e Brescovo, e a área de lazer da Lapa permanece submersa.

Em Ourém, há estradas submersas e vários deslizamentos ou abatimentos de via em freguesias como Formigais, Matas, Espite, Seiça, Almoster e Fátima.

Em Tomar, a EN110 está submersa na zona urbana e há deslizamentos no Itinerário Complementar (IC) 9, sobretudo entre Carregueiros e Vale dos Ovos.

Em Alcanena, várias vias estão condicionadas ou cortadas por inundação, com estradas municipais encerradas em Moitas Venda, Louriceira e Videla.

Na nota, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de inundações urbanas, instabilidade de vertentes e formação de lençóis de água, recomendando que a população não atravesse zonas alagadas, retire bens das zonas inundáveis e mantenha os animais em locais seguros.

Lusa

Almeirim contabiliza prejuízos superiores a 1 milhão de euros

O mau tempo dos últimos dias já provocou em Almeirim prejuízos “superiores a 1 milhão de euros” nas infraestruturas municipais, valor que deverá aumentar à medida que baixem as águas, disse hoje o presidente da Câmara, Joaquim Catalão.

“Estamos a fazer um levantamento dos prejuízos daquilo que é possível apurar porque há muitas zonas que estão submersas, nomeadamente estradas, e que não nos permitem ainda verificar qual é a situação. Nas infraestruturas do município já temos prejuízos superiores a 1 milhão de euros, naquilo que é visível”, afirmou o autarca.

Segundo Joaquim Catalão, os danos em explorações agrícolas e propriedades privadas “são volumosos” e ainda não estão contabilizados.

Afirmando que “há telhados arrancados e outras situações nas zonas urbanas”, o presidente da câmara disse que equipas municipais estão no terreno para registar ocorrências e preparar o dossiê a enviar ao Governo, com vista a apoios para a recuperação.

O autarca reconheceu ainda que o município não tem “capacidade financeira” para fazer face aos custos, precisando da ajuda do governo.

“Teremos de recorrer à ajuda do Governo. Estamos a aguardar uma resposta positiva”, disse, lembrando que os 11 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Lezíria do Tejo subscreveram e enviaram ao executivo um memorando a solicitar a declaração de estado de calamidade para o território.

No plano operacional, Joaquim Catalão referiu que “os caudais estabilizaram e a tendência é para descer”, mas o dispositivo mantém-se em alerta, com particular atenção ao lugar da Tapada, que está “rodeado de água” e com ligação garantida apenas pela cidade de Santarém, onde as chuvas intensas “alagaram estradas municipais”, descreveu.

“Sabemos que, quando a precipitação cessa, as ligações reabrem rapidamente, mas estas inundações são sempre motivo de preocupação, até por risco de acidentes”, acrescentou.

As cheias e cortes de via estão a afetar a mobilidade diária de residentes e empresas. A Nacional (EN) 114 encontra-se cortada no sentido Almeirim–Santarém, enquanto a EN118 está com circulação alternada junto à Quinta da Alorna, obrigando muitos automobilistas a demoradas voltas para aceder ao IC10 ou a recorrer à A13.

Nesse sentido, Joaquim Catalão frisou que “estes problemas de mobilidade têm impacto muito significativo e custos muito elevados não só para trabalhadores, mas também para o tecido empresarial”.

Lusa

Miranda do Corvo com prejuízos acima de seis milhões de euros

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo estimou hoje que os prejuízos no concelho ultrapassem os seis milhões de euros devido ao mau tempo.

“Os danos não param de aumentar. Todos os dias estamos a ter danos cada vez mais graves”, afirmou José Miguel Ramos Ferreira à agência Lusa, no final da reunião do executivo municipal.

O autarca notou que “há várias vias no município que, pura e simplesmente, desapareceram” e que eram “fundamentais para a ligação entre os lugares”, sendo que, noutros locais, nas vias existentes, “há taludes a cair” à sua volta.

Mostrou-se, por isso, “muito preocupado” com o nível de prejuízos do concelho.

“Julgo que estaremos a ultrapassar os seis milhões de euros [em prejuízos]”, salientou.

De acordo com José Miguel Ramos Ferreira, a tempestade Kristin afetou equipamentos e infraestruturas, como o pavilhão gimnodesportivo, a incubadora de empresas, pavilhões de coletividades e a Igreja, e criou “muita despesa” associada a sinalização vertical e “alguns problemas nas estradas”.

“Depois da [depressão] Kristin, a chuva sucessiva em terrenos muito saturados está a multiplicar-se em danos muito maiores”, disse, apontando os danos nos taludes e nas vias “com uma dimensão muito superior” aos que tinham inicialmente.

“Nós, no distrito de Coimbra, inicialmente, já fomos um dos cinco concelhos mais afetados pela Kristin. Estamos a ser duplamente fustigados e é um nível que é incomportável para o nosso orçamento municipal”, concluiu.

Lusa

Circulação ferroviária na Linha do Alentejo já foi retomada entre Pegões e Bombel

A circulação ferroviária na Linha do Alentejo, que estava suspensa entre Pegões e Bombel, foi hoje retomada, informou a CP – Comboios de Portugal, num ponto de situação pelas 15:00, indicando que se mantêm as perturbações na Linha do Norte.

“Está resolvido o constrangimento no troço entre Pegões e Bombel, pelo que já foi retomada a circulação ferroviária na Linha do Alentejo”, referiu a CP, lembrando que a circulação na Linha do Sul também já foi retomada.

Quanto à Linha do Norte, que assegura a ligação ferroviária entre Lisboa e o Porto, a transportadora disse que se mantêm suspensos, “sem previsão de retoma”, os comboios de longo curso, nomeadamente os serviços Alfa Pendular e Intercidades, “por razões de segurança, devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra”.

Na Linha do Norte, apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa, adiantou a CP.

Pelas 15:00 de hoje, continuam a registar-se constrangimentos também na Linha da Beira Baixa, em que a circulação se mantém suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes, e na Linha da Beira Alta, em que o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda se realiza com recurso a material circulante diferente do habitual.

Mantém-se ainda suspensa a circulação na Linha do Douro, em particular entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra, devido ao mau tempo, informou a empresa de comboios.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários, sendo que, a partir de segunda-feira, 16 de fevereiro, haverá um reforço das circulações na hora de ponta, revelou a CP, recomendamos consulta de informação no ‘site’ em www.cp.pt.

“Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário”, informou.

Lusa

PTRR "terá resposta para todos", não só municípios em calamidade 

Mais declarações de Luís Montenegro em Coimbra:

"Aproveito para dizer que ao mesmo tempo que estamos a fazer a gestão destas situações de crise meteorológica, estamos a desenhar um programa nacional de superação [PTRR - o plano de recuperação e resiliência português anunciado por Montenegro na véspera] deste momento que atingiu não apenas os municípios em calamidade ou contingência, mas atingiu todos e terá de ter uma resposta para todos."

"Há também já no terreno um conjunto de medidas que estão a chegar à vida das pessoas. Temos 8200 pedidos de ajuda para as habitações próprias e permanentes. .Temos mais de 3800 empresas candidatadas num montante que supera já os 850 milhões de euros. Em termos de agricultura temos já mais de 4500 candidaturas a apoio, de todo o território nacional e não apenas de zonas em calamidade ou contingência".

"Sei que há muita curiosidade para se ter uma ideia mais concreta sobre o PTRR. Estamos a trabalhar a todo o vapor para poder fazer essa apresentação o mais brevemente possível de uma forma estruturada, que possa ser mobilizadora para a sociedade portuguesa, para todos os cidadãos portugueses, para as empresas, para as instituições públicas e privadas do país."

"Nós precisamos mesmo de nos recompormos dos efeitos destas tempestades, mas precisamos de muito mais do que isso. Precisamos de não perder o embalo que já trazíamos para ter uma economia produtiva, uma economia competitiva, que gere recursos e riqueza, porque também serão esses recursos e essa riqueza que nos permitirão dar mais resiliência às nossas infraestruturas e às nossas estruturas sociais e económicas, de darmos um vigor novo a muitos equipamentos públicos, de escolas a caminhos, ferrovia, comunicações, rede elétrica, rede de abastecimento de água. Será um verdadeiro projeto de transformação nacional"

PM em Coimbra: prioridade nos últimos dias foi "salvaguardar a vida das pessoas"

"Os últimos dias foram geridos com um objetivo muito claro e central de salvaguardar a vida das pessoas, salvaguardar o seu bem-estar e o seu património"

"Foi com coragem que as autoridade regionais e locais da Proteção Civil, em diálogo entre si e com o Governo, decidiram o corte da autoestrada A1 e não fora essa medida e as consequências poderiam ter sido bem mais graves."

"É a prova de que por vezes vale mesmo mais a pena prevenir do que remediar"

Primeiro-ministro: "Situação aponta para algum otimismo, mas ainda sob tensão máxima até às 19 horas"

Luís Montenegro faz o ponto de situação sobre a bacia do rio Mondego após reunião com a autarquia de Coimbra e a Proteção Civil:

"Felizmente a situação aponta para termos algum otimismo, que não deve significar relaxe, nas próximas horas. Ainda estamos sob precipitação intensa. Ainda teremos um pico na capacidade da barragem da Aguieira. Estaremos sob tensão máxima até por volta das 19 horas, altura em que se poderá ter uma perspetiva mais clara relativamente àquilo que poderá suceder nos próximos dias".

"A gestão que tem sido feita no rio Mondego, como noutros rios, onde desde muito cheio se provocaram cheias controladas, foi determinante para diminuir os impactos que a adversidade climática nos trouxe".

"Este último esforço que vamos fazer poderá abrir uma janela de alguma acalmia que será propícia à recuperação. Não significa que não haja tarefas muito relevantes que se vão prolongar pelos próximos dias e nesta região, muito especialmente em Montemor-o-Velho. Sabemos que o escoamento da água que transbordou o dique que cedeu no rio Mondego vai ser lento e trazer ainda muitos desafios às autoridades municipais e autoridades nacionais".

Autarca de Tábua volta a pedir que Governo apoie municípios excluídos da calamidade

A Câmara de Tábua voltou a apelar ao Governo para que o município possa aceder a apoios financeiros, apesar de não estar inserido na situação de calamidade, tendo no concelho quase dois milhões de euros em prejuízos.

Há municípios na região de Coimbra como o nosso [Tábua], que não tendo aquela classificação da calamidade, não estão a encontrar, nem podem submeter as candidaturas ao Estado [para obter financiamento]. Ainda ontem [quinta-feira] apelámos novamente para que se possa revisitar esse tema”, disse hoje o presidente da autarquia tabuense.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Cruz sublinhou que “os prejuízos [do mau tempo] estão a aumentar” e não está a ser encontrado “financiamento para os poder inserir”.

Segundo o edil, os estragos naquele concelho do interior do distrito de Coimbra estão “quase a bater os dois milhões de euros”, apesar de admitir que “os verdadeiros valores” e levantamentos “só podem ser feitos depois desta intempérie passar”, tendo em vista que podem aumentar.

Ao esclarecer que o Governo decretou estado de contingência para o concelho, o líder do executivo voltou a referir que não estão claros quais os critérios de inclusão para se decretar situação de calamidade nos municípios.

“Continuamos a não perceber [os critérios de inclusão na situação de calamidade], tendo em consideração que existem municípios com menos prejuízos que o nosso e que ficaram enquadrados”, reiterou, salientando, entretanto, “não querer fazer comparações”.

Lusa

Mais de 250 bibliotecas públicas com danos causados pelas tempestades

Mais de metade das 489 bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foram afetadas pelo mau tempo, principalmente as de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, que sofreram maior impacto.

“De acordo com a informação recolhida pela DGLAB [Direção-Geral do Arquivo dos Livros e das Bibliotecas] e que se mantém em atualização, 52% das bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, maioritariamente localizadas na região centro do país, indicaram ter sido afetadas pelo mau tempo das últimas semanas”, disse à Lusa Bruno Eiras, subdiretor-geral daquele organismo.

O responsável adiantou que este é o balanço possível no momento, uma vez que os “contactos com as bibliotecas não estão a ser tão rápidos” como desejável, “não conseguindo manter a informação atualizada”.

Além disso, “a continuidade do tempo de chuva tem criado novas situações”, alertou.

De qualquer modo, os dados recolhidos indicam que das quase 255 bibliotecas atingidas pelas sucessivas tempestades que assolam o país desde 28 de janeiro, 80% dizem respeito a infiltrações e inundações de pequenas dimensões ou a situações externas às bibliotecas como falhas de eletricidade e comunicações.

As restantes informaram pequenos impactos, alguns relacionados com problemas preexistentes, e muitas relatam dificuldades por parte de alguns trabalhadores em chegar às bibliotecas.

Apesar dos danos verificados, 78% das bibliotecas indicaram ter conseguido manter-se em funcionamento, enquanto os restantes 22% tiveram de encerrar alguns espaços ou serviços, acrescentou Bruno Eiras, sem especificar quais as bibliotecas em causa.

No entanto, revelou que “os casos mais graves” de que teve conhecimento “ocorreram nas Bibliotecas Municipais de Alcácer do Sal, Santarém, Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Marinha Grande, onde os espaços ou mesmo as estruturas foram bastante afetadas”.

Lusa

“É muito perigoso passar ali". Encosta do Castelo de Torres Vedras em risco de desmoronamento

A encosta do Castelo de Torres Vedras encontra-se em risco de desmoronamento, disse hoje o vice-presidente da câmara, após a ocorrência de dois aluimentos de terras provocados pelo mau tempo.

“É muito perigoso passar ali, depois de ter ocorrido um segundo aluimento de terras, que estamos a tentar suster”, afirmou Diogo Guia à Lusa.

“Temos ali um problema de massas a cair, porque existe água na encosta”, explicou, acrescentando que, “de um lado da encosta as árvores estão a cair”, evidenciando o risco existente.

Devido ao perigo de derrocada, foram interditados por precaução uma rua de acesso ao Castelo e a sala de concertos Bang Venue.

Uma equipa de peritos está hoje no local a fazer sondagens para melhor avaliar o risco e as eventuais obras a efetuar.

DN/Lusa

Setor da distribuição afasta problemas no abastecimento de produtos

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) garantiu hoje não haver “nenhum constrangimento” no abastecimento de bens, apesar dos efeitos do mau tempo na produção e nos transportes, e rejeitou aumentos imediatos de preços devido à situação.

“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou o diretor geral da APED, Gonçalo Lobo Xavier, em declarações à Lusa.

Apesar de “alguns atrasos em chegadas às lojas”, face à necessidade de alterar rotas de transporte devido às várias estradas cortadas, em particular a autoestrada A1, a associação salientou que as empresas envolvidas, quer ao nível da distribuição, quer do transporte, assim como as autoridades, como a Proteção Civil, “têm sido inexcedíveis a encontrar rotas alternativas”.

“Portanto, a verdade é que, mesmo com estes constrangimentos, há alternativas e não há nenhum problema logístico de abastecimento de lojas”, reiterou.

Relativamente à disponibilidade de produtos, o dirigente da APED referiu que “não há peixe fresco” da costa portuguesa nas lojas “porque os pescadores não têm saído” devido à agitação do mar, mas salientou que não é por isso que “se deixa de ter peixe nas bancas”.

“O que estamos é a ir buscá-lo a outras geografias, temos peixe congelado e temos peixe de viveiro de várias origens”, explicou, avançando que se está “a ir buscar bastante peixe ao norte da África”, por exemplo, mas tal “não vai ter impacto nenhum nos preços, porque já eram rotas de fornecedores habituais”.

No que diz respeito a produtos agrícolas, sobretudo hortofrutícolas, Gonçalo Lobo Xavier manifestou “preocupação com os fornecedores” das regiões mais afetadas pelo mau tempo, “que viram as suas produções dizimadas e que é preciso ajudar para que recuperem rapidamente”.

Já quanto à eventual escassez destes produtos nas lojas, lembrou que “Portugal não é autossuficiente, de maneira nenhuma, em produtos agrícolas, portanto cada retalhista já tem os seus fornecedores habituais de outras geografias”, podendo reforçar as encomendas do exterior em caso de necessidade.

“O mercado está a funcionar, é preciso ter alguma serenidade”, enfatizou o dirigente associativo, garantindo ainda que “não há razão imediata para achar que os preços vão aumentar”.

Explicando que “há muitas dinâmicas que estão a acontecer”, o diretor-geral da APED admitiu que “o mercado tem vindo, realmente, a pressionar alguns produtos, mas não é por causa destas situações” relacionadas com o mau tempo.

Como exemplos, avançou o cacau e a carne, notando que esta última “tem vindo a aumentar consecutivamente de preço nos últimos tempos, ou por via de processos regulatórios ou de obrigações de legislação que obrigam a outro tipo de investimento ou porque as rações têm vindo a aumentar sucessivamente”.

Lusa

Alcácer do Sal alerta para água não potável em Vale de Guizo, Arez e Casebres

A Câmara de Alcácer do Sal emitiu esta sexta-feira um alerta para água não potável em Vale de Guizo, Arez e Casebres, pelo que a água das torneiras "não deve ser utilizada para beber ou cozinhar, nem para banhos", nestas localidades.

"A qualidade da água fornecida nestas localidades foi alvo de novas análises, que revelaram que está novamente imprópria para consumo, dado as captações hidrológicas terem sido afetadas pelas intempéries das últimas semanas", justifica a autarquia.

Devido a esta situação, "os bombeiros mistos de Alcácer do Sal vão continuar a fornecer água à população, enquanto a empresa Águas do Alentejo procura soluções para esta importante questão", adianta o município.

GNR contabiliza quase 90 estradas cortadas no distrito de Coimbra

Quase nove dezenas de estradas nacionais e municipais estão cortadas na maioria dos municípios do distrito de Coimbra devido ao mau tempo, informou hoje o Comando Territorial de Coimbra da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Ao todo, segundo um comunicado da GNR, são 88 as estradas cortadas nos concelhos de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure e Tábua.

Escapam a este cenário os municípios de Cantanhede e Vila Nova de Poiares.

O concelho de Coimbra, a braços com cheias no vale do Mondego, contabiliza o maior número de estradas e ruas fechadas (20), com destaque para a Autoestrada 1 e A 14 e as estradas nacionais 111-1 na ligação aos campos do Bolão e no acesso a Vil de Matos, bem como a EN 110, no trajeto para Penacova.

Segue-se Montemor-o-Velho, muito fustigado com as cheias do Mondego, com nove vias e ruas encerradas ao trânsito, entre elas a EN 111, em Tentúgal, e a EN 341 em Pereira e na ligação entre Granja do Ulmeiro e Formoselha.

Mais para o litoral, a Figueira da Foz contabiliza sete estradas interrompidas á circulação, com especial enfoque para a EN 347, em Santana, a A14, e a EN 111 em Maiorca e entre Maiorca e Ferrestelo.

Soure, que se situa também no leito de cheia do Mondego, encontra-se com sete vias encerradas, sendo as mais importantes a EN 342-1, em Vila Nova de Anços, a EN 347, em Alfarelos e entre Marachão-Painça, e a EN 342, em Vinha da Rainha.

Já no interior do distrito, o concelho Arganil lidera o "ranking" com oito estradas e ruas cortadas, cujas principais são a EN 342 e a estrada municipal de 1354, entre a sede do concelho e o Piódão.

A GNR contabilizou ainda seis vias condicionadas nos concelhos de Coimbra, Miranda do Corvo e Figueira da Foz.

Lusa

Parlamento recomenda ao Governo que inclua trechos da A1 na isenção temporária de portagens

A Assembleia da República aprovou hoje uma recomendação do PAN ao Governo para que inclua lanços da A1 nos trechos de autoestradas com isenção temporário de portagens, bem como que devolva portagens já pagas nos municípios afetados pela depressão Kristin.

O projeto de resolução do PAN – sem força de lei – foi aprovado com abstenções das bancadas que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, bem como da IL, contando com os votos favoráveis dos restantes partidos.

Desde dia 04 de fevereiro e até domingo, está em vigor a isenção de portagens nas zonas afetadas pela depressão Kristin no perímetro que abrange trechos da A8, A17, A14 e A19.

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Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
Sinal de cobrança nas portagens mantém-se, mas Brisa diz que acerto do pagamento faz-se à saída da autoestrada

Ponto da situação da rede ferroviária

Inundações, queda de árvores e detritos são algumas das ocorrências que têm provocado condicionamentos na circulação de comboios.

Este era o ponto da situação às 13h00 da Infraestruturas de Portugal:

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;

- Linha do Alentejo: circulação suspensa entre Pegões e Bombel;

- Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

De acordo com informação da CP, por razões de segurança, devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra, foram suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso, na Linha do Norte, no eixo Porto - Lisboa. Apenas se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Prevê-se a realização do Comboio Internacional Celta, podendo ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.

Ligação fluvial entre Seixal e Cais do Sodré foi restabelecida

A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal, no distrito de Setúbal, e do Cais do Sodré, em Lisboa, foi restabelecida a meio da manhã de hoje, segundo informação da empresa.

Numa informação divulgada às 05:50, a empresa referia que, “por motivo de condições atmosféricas e de mar adversas”, o serviço de transporte encontrava-se temporariamente interrompido nesta ligação fluvial.

O serviço esteve também com constrangimentos noutras ligações, nomeadamente entre o Montijo e o Cais do Sodré.

DN/Lusa

ULS de Coimbra ativa Plano de Emergência Interno e Gabinete de Crise

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra ativou hoje o Plano de Emergência Interno (PEI) e acionou o Gabinete de Crise para acompanhar a situação do mau tempo na região de Coimbra.

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela estrutura adiantou que subiu o nível do Plano de Emergência Externo (PEE) para Nível 2, para reforçar a capacidade de resposta em caso de "um evento extremo na região".

"O Nível 2 do PEE pressupõe a mobilização progressiva de recursos internos adicionais, incluindo reforço de equipas, adequação de espaços assistenciais e ativação de mecanismos de coordenação institucional, garantindo a manutenção da resposta assistencial e a segurança de utentes e profissionais", explicou.

A nota refere que a ULS de Coimbra tem mantido uma articulação permanente com as entidades da Proteção Civil e de emergência, assegurando uma resposta integrada, proporcional e alinhada com os princípios nacionais de coordenação e unidade de comando.

"Temos tido reuniões regulares com a Proteção Civil, tanto com o Serviço Municipal de Proteção Civil, como com o Comando Sub-regional da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil, para acompanhamento da situação a nível do Concelho e do Distrito, respetivamente, e estamos preparados para ativar o Nível 3 do PEE, caso se justifique".

A ULS salientou ainda que, apesar do impacto que as intempéries tiveram na vida pessoal de alguns dos trabalhadores (com estradas cortadas, escolas fechadas, danos nas suas habitações), os seus profissionais "têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados".

"É graças a eles que a ULS de Coimbra tem estado na linha da frente do apoio às comunidades mais afetadas pelas tempestades, dando resposta às necessidades das pessoas", lê-se no comunicado.

Lusa

Câmara de Almada ultima pedido ao Governo para decretar situação de calamidade

A Câmara de Almada está a ultimar o pedido para enviar ao Governo para que decrete situação de calamidade no concelho, anunciou hoje a presidente da autarquia que pede um “plano alargado” para a arriba da Costa de Caparica.

Inês de Medeiros falava aos jornalistas, acompanhada pelo líder do PS, José Luís Carneiro, durante uma visita à zona de Porto Brandão, que foi evacuada na quarta-feira devido ao deslizamento de terras da arriba provocado pelo mau tempo e onde hoje as pessoas retiravam as suas coisas de casas, que estão em risco de ruir.

“Tem que ser a [situação de] calamidade. Nós temos todo o comércio lá em baixo do Porto Brandão que está absolutamente interditado, temos famílias aqui que provavelmente nunca mais vão poder voltar para aqui, portanto, precisamos de uma calamidade, mas sobretudo alargada no tempo”, disse.

Segundo a presidente da Câmara de Almada “isto não é uma resposta de um dia para o outro” e é preciso um plano mais alargado para a toda a arriba fóssil da Costa de Caparica, tendo em conta também a necessidade de acolher as pessoas.

Inês de Medeiros adiantou que os serviços já estão a preparar o pedido e que, assim que seja possível tendo em conta a magnitude da resposta que estão a dar no terreno, o vão formalizar junto do Governo com “o maior número de dados possíveis”.

Questionada sobre algumas queixas de moradores de apoio insuficiente da autarquia nestas operações na zona de Porto Brandão, a socialista assegurou que tem havido “imenso apoio da câmara” e que a “junta tem sido incansável”.

“Agora as pessoas estão, de facto, numa situação de desespero, numa situação de uma dor profunda porque é toda uma vida que aqui está e, portanto, é natural. Não vamos entrar agora nessas querelas. Há muita coisa que provavelmente, ao longo de décadas, não deveria ter acontecido, aconteceu e agora é enfrentar o presente e garantir o futuro destas pessoas”, disse.

Lusa

Odemira pede "ação urgente" da Infraestruturas de Portugal na rede rodoviária do concelho

A Câmara de Odemira pediu esta sexta-feira uma "ação urgente" por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) na rede rodoviária do concelho.

A autarquia indica, em comunicado, que o presidente da Câmara, Hélder Guerreiro, pediu esclarecimentos à Infraestruturas de Portugal sobre o planeamento de intervenção na rede viária do concelho, severamente afetada pelo recente 'comboio de tempestades'".

"Várias estradas nacionais no concelho de Odemira estão cortadas ou em condições perigosas para a circulação", alerta o autarca. "Entre as vias mais críticas estão a EN266, EN390 que estão cortadas ao trânsito, a EN123 que se encontra em situação quase intransitável e as EN120, EN389 e EN393, que necessitam de reparações urgentes para evitar uma degradação total", refere.

Hélder Guerreiro diz que a população de Odemira “exige essa intervenção por respeito à garantia da sua qualidade de vida” e que a falta de manutenção das estradas compromete a segurança rodoviária e as atividades económicas, lê-se na nota da câmara.

Proteção Civil: "Risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia"

O comandante nacional da Proteção Civil afirmou há pouco que a precipitação esta noite foi menos intensa, pelo que a a situação na região de Coimbra é atualmente “mais estável”. “Não estamos a dizer que não vamos ter problemas, estamos a dizer que neste momento e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos é uma situação um pouco mais estável, menos gravosa", realçou, apelando à população daquela região para se manter cautelosa.

No biefing habitual sobre os efeitos das condições meteorológicas dos últimos dias, o responsável afirmou que, para já, se mantém o risco de inundação no Mondego. "O risco de podermos ter que vir a evacuar a zona baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia", ressalvou o responsável.

“Ainda não passou, mas o cenário é bastante mais positivo. Vamos continuar a fazer a monitorização e o acompanhamento”, disse Mário Silvestre

A bacia do Tejo continua no nível vermelho de alerta, uma vez que, apesar do abrandamento da precipitação e da redução das desgargas das barragens em Espanha, se registarem afuências significativas.

Também os rios Sorraia e Sado estão em risco significativo de inundações.

Já antes, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente tinha dito à RTP que a situação é melhor do que a esperada mas alertou que “isto ainda não acabou”. O responsável indicou que às 14h00 haverá uma reunião “para avaliar tudo e ter noção mais fidedigna da situação”.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, irá participar nessa reunião com a Proteção Civil e autarcas da região de Coimbra.

Carneiro pede ao Governo que não deixe sozinha presidente da Câmara de Almada

 O líder do PS apelou hoje ao Governo para que não deixe sozinha a presidente da Câmara de Almada, pedindo que envie uma equipa multidisciplinar para Porto Brandão, onde decorre uma ação de evacuação devido ao deslizamento de terras.

“O que se está a passar aqui é muito grave, é algo que nos sensibiliza especialmente e o Governo tem o dever de não deixar uma presidente de Câmara sozinha com um drama dessa natureza”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro depois de visitar a zona de Porto Brandão, Almada, onde os moradores, que já foram retirados na quarta-feira devido ao risco do deslizamento de terras, estão a retirar as algumas das suas coisas de casa. 

O secretário-geral do PS avisou que estas pessoas “vão perder suas casas” e considerou que “só um Governo insensível é que pode deixar uma Presidente de Câmara sozinha numa situação dessa natureza”, tendo ao seu lado a socialista Inês de Medeiros.

“As pessoas que estão em stress, a presidente de Junta de Freguesia, a presidente da Câmara, as pessoas que estão a viver este drama pessoal, famílias que se sentem literalmente abandonadas e portanto o meu apelo é um apelo ao Governo para que coloque aqui uma equipa que tenha pessoas da Psicologia, da Segurança Social, das Infraestruturas, da Habitação”, pediu.

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Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
"É muito grave o que aqui se está a passar". Carneiro apela ao Governo para que não deixe sozinha autarca de Almada

Reposição da energia elétrica é a situação mais preocupante na Sertã

A reposição do abastecimento de energia elétrica continua a ser a situação mais preocupante no concelho da Sertã, mais de duas semanas após a passagem da depressão Kristin pelo território.

Segundo informação do município da Sertã, no distrito de Castelo Branco, todas as situações críticas no abastecimento de energia elétrica estão identificadas e mapeadas, trabalho esse que foi feito com recurso aos reportes dos munícipes e dos presidentes das Juntas de Freguesia.

“A situação a requerer mais atenção continua a ser a reposição da energia elétrica”.

A autarquia informou também que, a partir de agora, as avarias elétricas devem passar a ser reportadas diretamente à E-Redes, através da linha de apoio ou do balcão digital.

Adiantou ainda que, os casos excecionais, como, por exemplo, apenas uma habitação sem eletricidade numa rua que já tem energia elétrica, podem ser novamente reportados à respetiva Junta de Freguesia.

“O trabalho centra-se agora na baixa tensão, cuja resolução será praticamente caso a caso”.

Neste momento, o concelho da Sertã tem 99,6% dos postos de transformação já ligados à energia elétrica, sendo que, deste total, 84,2% estão ligados à rede de média tensão e 15,4% com recurso a geradores.

“Duas semanas após a passagem da tempestade Kristin pelo concelho da Sertã, muito foi feito, mas há ainda muito trabalho para fazer no terreno”.

Lusa

Pingo Doce destina três milhões de euros para reconstrução de Leiria e Marinha Grande

O Pingo Doce vai destinar três milhões de euros para ajudar na reconstrução de Leiria e Marinha Grande, afetadas gravemente pela depressão Kristin, apoio que será mobilizado através do SOS Bairro, anunciou hoje a cadeia de supermercados.

Em comunicado, a empresa do grupo Jerónimo Martins, explicou que o SOS Bairro é um "modelo desenvolvido para que sejam as próprias comunidades locais a identificar as necessidades mais urgentes e a selecionar os projetos que devem ser financiados pelo Pingo Doce".

A ação vai decorrer nas sete lojas Pingo Doce de Leiria e da Marinha Grande e convida grupos de vizinhos e entidades locais a apresentarem projetos que visem responder a danos ou situações decorrentes dos impactos provocados pela tempestade no seu bairro, de acordo com a cadeia de supermercados.

As candidaturas arrancam em 16 de fevereiro e poderão ser realizadas no site do Pingo Doce ou nas lojas de Leiria e da Marinha Grande.

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Distrito de Aveiro com 49 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 49 vias interditas ou condicionadas, menos nove do que na quinta-feira, devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 49 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas.

Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilómetro 239, em Lamas do Vouga.

Em Sever do Vouga, a circulação automóvel está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja e Frossos) e a Estrada da Cambeia (Angeja), devido a inundação, mantendo-se condicionada a M553 (Ribeira de Fráguas) devido ao abatimento do piso da estrada.

Em Oliveira de Azeméis, a GNR indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação, e a Rua do Mosteiro (Cucujães), devido a desmoronamento. A Rua do Sobral (Ul) está condicionada devido a desmoronamento.

Em Ovar, também há várias estradas intransitáveis devido a inundação, nomeadamente a Rua de Baixo (Maceda), a Rua Estrada Nova (Maceda), a Rua Rio (Cortegaça), a Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e a Rua da Aldeia (Cortegaça). Também não se pode circular na Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento.

Em Estarreja, estão cortadas a Rua da Estação (Canelas), a Rua do Vale (Fermelã), a Estrada paralela à linha férrea – BIORIA (Canelas), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã) e a Rua do Mato, (Salreu), estando condicionada a Rua de Santo Bárbara (Beduído) devido a inundação.

Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito duas estradas no Bunheiro, nomeadamente a Rua Caminho das Remolhas e a Rua Patronato São José.

Em Aveiro, estão cortadas a Rua Direita (Requeixo), a Rua da Pateira (Requeixo), a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia) e a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação.

Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.

Lusa

Abateu rua junto à sede dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira

Uma rua junto ao quartel-sede dos Bombeiros Voluntários de São João da Madeira abateu na quinta-feira à noite na sequência do mau tempo, revelou hoje a autarquia, que cortou uma faixa de trânsito nessa artéria.

A via em causa é a Rua Alão de Morais, que, no centro daquela cidade do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, funciona como uma as ligações entre a freguesia de Arrifana, no concelho vizinho de Santa Maria da Feira, e equipamentos como a PSP e o Centro de Emprego de São João da Madeira.

“Por motivos de segurança, encontra-se encerrada ao trânsito a Rua Alão de Morais junto à sede dos Bombeiros, no sentido sul-norte. O piso da via sofreu um abatimento, tudo apontando para que a situação esteja relacionada com as condições atmosféricas adversas que se têm feito sentir”, referiu a Câmara Municipal.

A situação não afeta o socorro prestado pela corporação local de bombeiros, uma vez que junto à Rua Alão de Morais funciona apenas a sede administrativa da instituição, em concreto a sua associação humanitária, enquanto o quartel operacional está localizado noutro extremo da cidade, na zona industrial das Travessas.

DN/Lusa

Situação em Montemor-o-Velho está calma mas continua preocupante

A situação no vale do Mondego no concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, estava calma hoje de manhã, mas continua muito preocupante, segundo o presidente da Câmara, José Veríssimo.

O autarca disse à Lusa que, na localidade de Ereira, transformada numa ilha há vários dias, os níveis de água do Mondego continuam idênticos aos de quinta-feira.

O leito do rio mantém o nível entre o interior e o exterior, adiantou.

"As pessoas mantêm muita angústia com esta situação", frisou o presidente da autarquia.

José Veríssimo salientou que, relativamente às previsões de quinta-feira, a Barragem da Aguieira, que controla os caudais do Mondego, está com mais um metro de capacidade de armazenamento.

Na quinta-feira ao final do dia, na sequência da subida do nível das águas, verificou-se o acionamento do dique fusível do Periférico Direito, próximo do Casal Novo do Rio.

"Esta infraestrutura foi concebida precisamente para, em situação de cheia, ceder de forma controlada, aliviando a pressão das águas e encaminhando-as para o Periférico Direito", informou a Câmara de Montemor-o-Velho.

A situação está a ser monitorizada em permanência.

Já hoje de manhã, o transporte entre Ereira, Ponte de Verride e Montemor-o-Velho, assegurado pelas lanchas anfíbias, foi temporariamente suspenso devido a avaria técnica, informou a autarquia, em comunicado.

Dia "particularmente exigente para o Vale do Mondego"

Num ponto de situação divulgado nas redes sociais da autarquia, é referido que o "dia de hoje apresenta-se particularmente exigente para o Vale do Mondego".

"A precipitação prevista, associada aos níveis já elevados na bacia e de volume de água na barragem da Aguieira, poderá provocar um aumento muito significativo dos caudais, exigindo máxima vigilância e prudência", indica a nota.

Em relação à situação hidrológica, a "barragem da Aguieira encontra-se atualmente a cerca de 90% da sua capacidade" e o "caudal no açude-ponte situa-se nos 1740 m³/s;"

"De acordo com os cenários técnicos projetados, os caudais podem atingir valores entre 2.500 e 3.000 m³/s, ultrapassando o limiar de referência da obra hidroagrícola", refere ainda a Câmara de Montemor-o-Velho, onde as escolas do concelho encontram-se hoje encerradas, como medida preventiva.

Devido às condições meteorológicas adversas, "as vias de comunicação no concelho encontram-se fortemente condicionadas, com vários cortes e constrangimentos", pelo que a autarquia pede que se evite deslocações desnecessárias.

DN/Lusa

Número de clientes da E-Redes sem energia aumenta para 45 mil

O número de clientes da E-Redes sem abastecimento de energia elétrica no continente voltou a subir, sendo hoje de 45 mil, devido ao surgimento de novas avarias e inundações, a maioria nas zonas de maior impacto da depressão Kristin.

Num balanço relativo às 08:00, a empresa indicou que nessa zona mais crítica, a essa hora, estavam ainda cerca de 36 mil clientes sem energia.

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Na nota, a empresa reforça o alerta para que, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, a população se mantenha afastada e lhe reporte a situação (telefone 800 506 506 ou balcaodigital.e-redes.pt).

Na quinta-feira, no balanço anterior, a E-Redes tinha indicado que, pelas 08:00, havia um total de 33 mil clientes sem abastecimento de energia.

Na sequência da depressão Kristin, mais de um milhão de clientes ficaram sem energia.

DN/Lusa

As imagens registadas pela Força Aérea na quinta-feira

A Força Aérea infornou que realizou ontem três voos de reconhecimento aéreo pelo helicóptero AW119 Koala, assegurando a monitorização das zonas norte, centro e sul, e permitindo uma avaliação contínua da situação no terreno.

Este foi o cenário de cheias que registou:

Além disso, no âmbito do transporte de bens essenciais, o KC-390 saiu da Base Aérea N.º 4, Ilha Terceira, com 2,2 toneladas de doações, enquanto o C-130H saiu da ilha da Madeira numa missão de transporte aéreo com 7 toneladas de bens doados pela população.

Segundo indica a nota de imprensa, a Força Aérea mantém um empenhamento diário de 560 militares no apoio às populações afetadas, garantindo uma resposta coordenada e permanente em várias regiões do País. Em Alcácer do Sal, por exemplo, uma equipa encontra-se empenhada na remoção de material. Em Tancos, decorrem operações de transporte de pessoas e bens. No distrito de Leiria, nomeadamente nas freguesias de Arrabal, Ortigosa, Vieira de Leiria e Marinha Grande, 110 militares apoiaram na remoção de destroços e no apoio geral à população.

Em Arruda dos Vinhos, um destacamento de engenharia desenvolve trabalhos de recuperação de um troço rodoviário, evitando o isolamento das populações. A autarquia detalha que um "grupo de quatro militares", com "uma niveladora, um camião pesado, um cilindro e uma retroescavadora têm estado a criar condições para que a Rua do Campo Comprido se possa tornar uma alternativa ao CM1228 – Carvalha, que se encontra intransitável desde 4 de fevereiro, devido a abatimentos". Prevê-se que para hoje a equipa possa deslocar-se para o "Pé do Monte para restabelecer as condições de acesso àquela localidade que se encontra isolada desde 11 de fevereiro".

Desde o início da operação, a Força Aérea contabiliza 22 voos e 53 horas de voo, tendo sido acionados todos os meios que se encontravam em prontidão. Foram ainda asseguradas 1492 refeições e 561 banhos quentes, realizados oito reabastecimentos de aeronaves em apoio à ANEPC e transportadas 131 toneladas de bens doados.

"As coisas correram melhor do que o esperado", diz presidente da Câmara de Coimbra. Período da tarde será "mais complexo"

Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, afirmou que, durante a noite, "as coisas correram um bocadinho melhor do que o esperado", pelo que não houve necessidade, até agora, de indicação de evacuação, embora se mantenham os alertas.

Ainda assim, a autarca disse que "os valores, quer na Barragem da Agueira, quer no Açude-Ponte, estão no seu limite".

"Mantemos o estado de alerta, estamos tranquilos. Agora haverá uma reunião técnica, daqui a um bocadinho. Depois dessa reunião técnica, vamos reavaliar a situação. Para já a indicação que tenho é que não iremos, por enquanto nas próximas horas pedir às pessoas para evacuarem porque os valores, como volto a dizer, apesar de estarem nos valores limite, dão-nos alguma tranquilidade, mas muito alerta e pedimos às pessoas para seguirem todas as indicações das autoridades", disse Ana Abrunhosa em declarações à Antena 1 .

Ao início da tarde, às 14h00, vai realizar-se uma reunião em que será feita uma nova avaliação com a presença da ministra do Ambiente.

"Nós estimamos que o período da tarde seja muito mais complexo, mas não há como avaliar com os técnicos para depois também podermos voltar a comunicar as orientações. Estamos também neste momento numa reunião da Proteção Civil, a seguir vamos para a APA para fazer esta reunião técnica e portanto o que eu quero transmitir às pessoas é que o alerta mantém-se", sublinhou a presidente da Câmara de Coimbra.

Segundo a autarca, “espera-se uma manhã sem sobressaltos”, tendo sido pedido às pessoas em zonas de risco para estarem preparadas para sair de casa “a qualquer momento”.

Os munícipes em zonas que poderão ser potencialmente afetadas “devem proteger os seus bens, evitar deslocações desnecessárias e cumprir as orientações das autoridades”, disse a autarca em declarações escritas enviadas à Lusa .

Contactado pela Lusa, o comandante sub-regional de Coimbra, Carlos Luís Tavares, afirmou que, por agora, é cedo para se confirmar qualquer cenário, com as autoridades a aguardarem “pela chegada das águas à Aguieira”.

O risco de cheia no centro da cidade levou a Junta de Santa Clara e da União de Freguesias de Coimbra a avisar comerciantes e moradores para tomarem algumas precauções.

As escolas de Coimbra estão encerradas, assim como a Loja do Cidadão e o parque de estacionamento do Convento São Francisco.

Recorde-se que, na noite de quinta-feira, a presidente da Câmara de Coimbra afirmou que havia a possibilidade de, na manhã desta sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, estando a autarquia a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso esse cenário se confirmasse.

Tejo mantém caudais estabilizados em alta e prevê-se dia semelhante a quinta-feira

O caudal do rio Tejo manteve-se estabilizado em valores elevados durante a noite no ponto de medição em Almourol, devendo esta sexta-feira registar oscilações ao longo do dia, num cenário semelhante ao de quinta-feira, e mantém-se o alerta vermelho na bacia.

“A noite foi muito chuvosa e exigente, com várias quedas de árvores e alguns movimentos de massa, mas os caudais mantiveram-se ao nível do dia de ontem. Não baixaram, mas também não aumentaram. Temos, portanto, uma estabilização em valores elevados”, afirmou esta manhã à Lusa o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém.

Segundo David Lobato, às 07h00 eram registados 5286 metros cúbicos por segundo (m3/s) em Almourol, valor que se manteve ao longo da noite dentro da faixa dos 5000 a 6000 m3/s, com as barragens sempre em descarga.

Face às 07h00 de quinta-feira, quando eram medidos 6114 m3/s, verifica-se uma descida de cerca de 830 m3/s nas últimas 24 horas.

Ainda assim, ao longo do dia de quinta-feira o caudal oscilou entre os 6000 e os 7000 m3/s, chegando a ultrapassar pontualmente essa marca antes de descer ao final da tarde.

De acordo com os dados do Centro de Produção Tejo-Mondego (CPPE), as descargas atuais nas barragens a montante totalizam 5.085 m3/s - 826 m3/s na Barragem de Castelo do Bode, 247 m3/s na Barragem de Pracana e 4.012 m3/s na Barragem do Fratel.

David Lobato admitiu que a chuva intensa da noite poderá ainda refletir-se ao longo do dia nos caudais do Tejo e dos seus afluentes, também com influência das descargas provenientes de Espanha.

“É expectável que não haja um aumento significativo, mas poderá haver uma ligeira subida. Não perspetivamos valores na ordem dos oito mil metros cúbicos por segundo. Houve uma boa articulação entre as barragens e estamos a acompanhar permanentemente a situação”, afirmou.

A expectativa das autoridades é de um dia semelhante ao de quinta-feira, com possibilidade de nova aproximação à fasquia dos 6000 a 7000 m3/s.

O pico desta cheia foi registado em 5 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8600 m3/s em Almourol, estação de medição que reflete o conjunto total de descargas a montante e dos caudais acumulados de afluentes do Tejo.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo, acionado no dia 5 de fevereiro, mantém-se em alerta vermelho.

Lusa

Acesso de Vila Franca à A1 foi reaberto às 09h00

O acesso de Vila Franca de Xira à Autoestrada 1 (A1) para quem segue em direção ao Porto, que estava cortado por causa do perigo de queda de um placar informativo, foi reaberto pelas 09h00, informou a Brisa.

A empresa esclareceu que a informação dada anteriormente pela GNR de corte da A1 (Lisboa-Porto) junto às portagens de Vila Franca de Xira apenas abrangia quem seguia desta localidade para o Porto, obrigando os automobilistas a apanharem a Estrada Nacional 10 (que liga Cacilhas a Sacavém) para aceder à A1 nas portagens de Alhandra.

Este corte do trânsito deveu-se ao perigo de queda de um placar informativo.

Lusa

Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
"Faz lembrar os tempos da Covid". População lamenta cancelamento do Carnaval de Torres Vedras após tempestades

Sete linhas ferroviárias com condicionamentos

Devido às condições meteorológicas adversas que têm assolado o país, sete linhas ferroviárias apresentam condicionamentos, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

Era este o ponto da situação às 08h00:

- Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;

- Linha do Alentejo: circulação suspensa entre Pegões e Bombel;

- Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Mau tempo provoca condicionamentos nos transportes e nas ligações ferroviárias e rodoviárias

Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
A1 cortada na zona de Coimbra e comboios Lisboa/Porto suspensos

Coimbra com situação estável durante a noite

A situação em Coimbra, com risco de cheia centenária, esteve estável durante a noite, embora a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) tenha registado várias ocorrências relacionadas com a chuva e o vento forte na Região.

“As situações registadas em Coimbra não foram graves. Mantêm-se os alertas e a vigilância por causa dos caudais”, disse, adiantando que as situações foram principalmente inundações, quedas de árvores e estruturas.

Por causa das condições meteorológicas adversas, 13 pessoas tiveram de ser deslocadas durante a noite nos concelhos de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, e Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo.

Devido a um deslizamento de terras no lugar da Costa, na freguesia de Refoios do Lima, concelho de Ponte de Lima, três pessoas, que não sofreram quaisquer ferimentos, foram retiradas de casa.

“Estas pessoas foram para uma outra habitação que têm na freguesia”, disse.

Já na localidade de Pé do Monte, no concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, foram retiradas quatro pessoas devido a um deslizamento de terras, que não causou feridos.

Ainda no concelho de Sobral de Monte Agraço, outras seis pessoas tiveram também de ser retiradas em Casal da Barqueira devido a risco de inundação, tendo estas sido levadas para uma estrutura de turismo rural.

De acordo com José Costa, entre as 00:00 e as 07:00 foram registadas 92 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região Centro com 39 e Lisboa e Vale do Tejo 37.

“Entre as ocorrências mais relevantes, que não causaram vítimas, temos 33 quedas de árvores, 23 inundações, 14 quedas de estruturas e 13 movimentos de massa”, indicou.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

Lusa

Rio Douro está estável e deverá encaixar hoje mais água. "Máxima atenção pelo menos até domingo”

O dia de hoje será de “encaixe de água” no Douro, rio que tem mantido caudais estáveis com “episódios sem muito significado”, mas a exigir “máxima atenção pelo menos até domingo”, disse o comandante adjunto da capitania do Douro.

Num ponto de situação feito cerca das 07:45, Pedro Cervaens descreveu uma noite tranquila tanto nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, como no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, e apontou que “a menor quantidade de água servirá para algum encaixe durante o dia de hoje”.

“Foi uma noite tranquila com caldais baixos. A cota do rio apenas foi até aos 4,5 metros [no Porto]. Mesmo na Albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua, a cota andou abaixo dos 8 metros, portanto, com bastante menos água do que ontem [quinta-feira]. Esta menor quantidade de água servirá para algum encaixe para o dia de hoje. A chuva que vai cair durante o dia de hoje, quer em Portugal, quer em Espanha, vai transportar alguma água para o rio e a perspetiva é que os caudais fiquem altos”, referiu o comandante adjunto da capitania do Douro.

Alertando que “a água não escoa de repente”, Pedro Cervaens falou em “atenção máxima até domingo”.

“Havendo previsões mais favoráveis para a próxima semana, acredito que, gradualmente, as medidas venham a ser mais flexibilizadas, mas neste momento não”, disse.

O rio Douro permanece em alerta vermelho para risco de cheias e o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto está ativo até domingo.

Esta ativação decorreu da declaração de contingência decretada pelo Governo.

Lusa

Dez pessoas retiradas por precaução em Sobral de Monte Agraço

Dez pessoas foram retiradas das suas casas por precaução durante a noite em Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, devido a deslizamentos de terra e inundação, disse à agência Lusa fonte da proteção civil.

Fonte do Comando Sub-Regional do Oeste adiantou que quatro pessoas tiveram de deixar as suas habitações por precaução, na localidade de Pé do Monte, em Sobral de Monte Agraço, devido a um deslizamento de terras, que não causou feridos.

“Outras seis pessoas tiveram também de ser retiradas em Casal da Barqueira, também em Sobral de Monte Agraço, devido a risco de inundação, tendo estas sido levadas para uma estrutura de turismo rural”, indicou.

De acordo com a mesma fonte, durante a noite foram registadas várias ocorrências devido à chuva forte, estando alguma vias interditas em alguns troços por inundação.

“Temos a Estrada Nacional (EN) 8 interdita na zona do Bombarral entre os quilómetros 75,3 e 76,3 e entre o quilómetro 1,3 e 3 em Fervença, Alcobaça, devido a inundação. A Estrada Nacional 361 está também cortada ao quilómetro 11 na Lourinhã devido a um deslizamento de terras”, disse.

Lusa

Universidade de Coimbra encerrada esta sexta-feira

As instalações da Universidade de Coimbra vão estar encerradas esta sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas e às indicações da Proteção Civil, adiantou na quinta-feira a instituição.

"Pedimos a todos que se mantenham em segurança", pode ler-se, na nota da universidade na rede social Facebook.

Numa nota enviada à comunidade académica, o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, realçou que a decisão foi tomada por "razões de salvaguarda da segurança da comunidade académica".

"Os trabalhadores que disponham de condições para realizar a sua atividade remotamente, devem fazê-lo, aos demais, será relevada a falta. A situação continuará a ser monitorizada pela Reitoria e retomarei o contacto por esta via assim que se justifique", destacou.

"Num contexto particularmente difícil, gostaria de deixar uma palavra de ânimo a todas e a todos e desejar que permaneçam em segurança", acrescentou Amílcar Falcão.

Risco de cheia centenária leva Câmara de Coimbra a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, já tinha anunciado hoje que todas as escolas do concelho de Coimbra vão estar encerradas, na sequência do risco de cheias na zona urbana.

Na informação enviada aos encarregados de educação explica-se que "permanecerão encerradas todas as instituições educativas, desde as creches ao ensino superior, abrangendo estabelecimentos da rede pública, privada e solidária".

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã esta sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante a noite, o município informou que iria começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

As zonas que serão potencialmente afetadas pela cheia em Coimbra são: zona ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara (e toda a cota baixa da freguesia), Baixa de Coimbra e zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais

Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
Autarca de Coimbra alerta para cheia centenária esta sexta-feira. Escolas e Universidade vão estar fechadas

Siga aqui as principais ocorrências devido ao mau tempo

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre as consequências das condições meteorológicas adversas no país, com condicionamentos nas ligações ferroviárias, rodoviárias e na travessia fluvial entre o Cais do Sodré e Seixal. O rompimento de um dos diques do rio Mondego junto a Coimbra e, na sequência disso, o piso da A1 abateu e as autoridades cortaram os dois sentidos de circulação na terça-feira.

Na sequência do mau tempo em Portugal, designadamente da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, 16 pessoas morreram e centenas ficaram feridas ou foram desalojadas.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Soure foi uma das localidades mais afetadas pela subida do nível das águas do rio Mondego.
Mau tempo. Primeiro-ministro anuncia novo PRR "exclusivamente português": o "PTRR"

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