A1 cortada na zona de Coimbra, comboios Lisboa/Porto suspensos e barcos para o Seixal parados
EPA/MIGUEL A. LOPES

A1 cortada na zona de Coimbra, comboios Lisboa/Porto suspensos e barcos para o Seixal parados

O mau tempo tem provocado diversos condicionamentos nas estradas em várias zonas do país, nas ligações ferroviárias, mas também na travessia fluvial entre Seixal e Cais do Sodré .
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O acesso de Vila Franca de Xira à Autoestrada 1 (A1) para quem segue em direção ao Porto esteve cortado por causa do perigo de queda de um placar informativo, tendo sido, entretanto, reaberto pelas 09h00, informou a Brisa.

A empresa esclareceu que a informação dada anteriormente pela GNR de corte da A1 (Lisboa-Porto) junto às portagens de Vila Franca de Xira apenas abrangia quem seguia desta localidade para o Porto, obrigando os automobilistas a apanharem a Estrada Nacional 10 para aceder à A1 nas portagens de Alhandra.

Anteriormente, fonte da GNR adiantou ao DN que o corte da A1 em Vila Franca de Xira era entre o quilómetro 25 e o 25.5, tendo indicado que a alternativa, nessa situação, seria sair da A1 nas portagens de Alhandra e utilizar a EN 10 voltando depois a entrar na A1 nas portagens de Alhandra.

O corte do trânsito foi decidido por precaução pelas 07h30.

O mau tempo também provocou o rompimento de um dos diques do Montego junto a Coimbra e, na sequência disso, o piso da Autoestrada 1 (A1) abateu e as autoridades cortaram os dois sentidos de circulação na terça-feira.

O trânsito na Autoestrada 1 (A1) mantêm-se cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.

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Parte de tabuleiro de ponte da A1 abateu na zona onde rebentou o dique nas margens do rio Mondego

Suspensos comboios de longo curso entre Porto e Lisboa

Os comboios de longo curso na Linha ferroviária do Norte entre o Porto e Lisboa foram suspensos por razões de segurança devido ao agravamento do estado do tempo e sem previsão de retoma, segundo a CP.

Na quinta-feira, às 20h00, a CP tinha informado que previa retomar parcialmente hoje oito comboios de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com recurso a material circulante diferente do habitual e a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal.

“Devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra, por razões de segurança, foram suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso, na Linha do Norte, no eixo Porto-Lisboa”, informou a CP pelas 23:30 na rede social Facebook.

Por causa do mau tempo, a circulação ferroviária está suspensa na Linha do Sul entre Luzianes e Amoreiras, na Linha do Alentejo, entre Pegões e Bombel, na Linha e na Linha da Beira Baixa entre Abrantes e Ródão, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

A CP continua a prever para hoje a realização do Comboio Internacional Celta, podendo "ser usado material circulante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença - Vigo - Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário".

Às 08h00 era este o ponto da situação das Infraestruturas de Portugal (IP):

Linha de Sintra: circulação suspensa na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão;

Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;

Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;

Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;

Linha do Oeste: circulação suspensa entre Caldas da Rainha e Amieira;

Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Abrantes e Sarnadas;

Linha do Alentejo: circulação suspensa entre Pegões e Bombel;

Ramal de Alfarelos: circulação suspensa entre Alfarelos e Verride;

Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas.

Ligação fluvial entre Seixal e do Cais do Sodré está interrompida

A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal e do Cais do Sodré está interrompida devido às más condições atmosféricas e de mar adversas, segundo informação da empresa atualizada hoje, às 05h50.

A empresa informa que não é possível prever a retoma do serviço regular, entre Seixal, no distrito de Setúbal, e o Cais do Sodré em Lisboa.

A transportadora informou igualmente no seu ‘site’ que a ligação fluvial entre o Montijo e o Cais do Sodré está com constrangimentos por motivos operacionais, não sendo possível garantir as carreiras previstas no período de ponta da manhã.

“Com o objetivo de minimizar o impacto de supressões e atrasos de carreiras, alguns navios iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto”, refere a empresa.

Na quarta-feira, também o transporte regular de passageiros entre Porto Brandão (concelho de Almada e distrito de Setúbal) e Belém, em Lisboa, foi interrompido por tempo indeterminado por não existir acesso rodoviário à localidade, afetada por inundações.

A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.

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Brisa mobiliza 70 operacionais para obras de estabilização junto ao viaduto do Mondego na A1

O mau tempo tem provocado diversos condicionamentos de estradas no país. Na quinta-feira, o acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, foi cortado ao trânsito por causa do deslizamento de terras que tinha ocorrido na quarta-feira.

Segundo a GNR, pelas 07h30, na zona do deslizamento o trânsito estava cortado apenas na via mais à direita, para que possam decorrer os trabalhos de retirada da terra da via de circulação.

Distritos de Setúbal e Lisboa têm ativos avisos laranja

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.

Os distritos de Setúbal e Lisboa têm ativos avisos laranja, o segundo mais elevado, para agitação marítima, bem como aviso amarelo para o vento,

Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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