A Brisa arrancou com trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, numa intervenção prevista em duas fases: a primeira no sentido Norte–Sul e a segunda no sentido inverso.A prioridade, nesta etapa, é implementar medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem. No sentido Norte–Sul, os trabalhos em curso passam pela colocação de material rochoso para suster a erosão da infraestrutura (enrocamento). Para a operação, foram já mobilizados mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras.No terreno, encontram-se atualmente mais de 70 profissionais e, segundo a concessionária, estão mobilizadas a nível nacional todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas. A intervenção está a ser acompanhada por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.A segunda fase dos trabalhos prevê a estabilização dos solos sob a laje de transição, no sentido Sul–Norte, com o objetivo de repor as condições da plataforma.A Brisa refere ainda que está a trabalhar em articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a GNR, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o LNEC.A rutura na infraestrutura, segundo a concessionária, foi motivada pelo rebentamento do dique do Mondego e pela subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio Mondego, na região de Coimbra.Para já, “não é possível estimar o prazo de conclusão” das obras de reparação. A Brisa afirma que a prioridade é garantir a segurança dos trabalhadores e minimizar transtornos para os utilizadores.Entretanto, mantêm-se como vias alternativas para os utilizadores da A1 o corredor A8/A17/A25 ou o IC2..A1 está interrompida na zona de Coimbra. Veja as alternativas