Dezoito barras marítimas estão este sábado fechadas a toda a navegação e cinco estão condicionadas, devido à forte agitação marítima, com previsão de ondulação que pode chegar aos 13 metros de altura na costa ocidental, segundo a Autoridade Marítima Nacional.Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Leixões só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a de Viana do Castelo a embarcações com mais de 30 metros.Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira, Peniche e São Martinho do Porto, e a de Lisboa está fechada a navios com calado superior a sete metros.No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e a de Portimão só autoriza a entrada de barcos com mais de 15 metros.O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (26 de janeiro) e de Rabo de Peixe, ainda de acordo com os dados da Autoridade Marítima Nacional, atualizados às 08:53 de hoje.Lusa. Setenta e cinco pessoas estão deslocadas das suas casas em Alenquer por risco de deslizamento de terras sobre as suas habitações, disse hoje o presidente da câmara, que pondera pedir situação de calamidade para o concelho.Na sexta-feira à noite, cerca de 40 moradores da localidade da Mata tiveram de abandonar as suas habitações e serem realojados em casas de familiares, um em lar e os restantes em alojamentos encontrados pelo município.“Há vários dias estamos a monitorizar o movimento de terras e os técnicos concluíram ontem [sexta-feira] que há risco iminente, por isso retirámos metade da população”, explicou.Em Aldeia Gavinha, a autarquia encerrou a escola do primeiro ciclo, transferindo os cerca de 40 alunos para a escola de Vila Verde, e pediu aos moradores de duas habitações para saírem de casa devido a um aluimento de terras. Os habitantes foram realojados em casas de familiares.A Proteção Civil acompanha também, com preocupação, os cerca de mil moradores de Ribafria, aldeia “praticamente isolada”, uma vez que, “das cinco estradas de acesso, só uma está disponível”.Em Olhalvo, há também um muro em risco de queda sobre habitações.O autarca adiantou que pondera pedir ao Governo estado de calamidade para este concelho do distrito de Lisboa.Lusa.O rio Mondego atingiu a situação de risco em Coimbra, na madrugada deste sábado, com um nível hidrométrico acima dos 3,6 metros na ponte de Santa Clara, na baixa da cidade, o mais alto das últimas 48 horas.Segundo dados do portal Info Água, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a bacia do Mondego era, pelas 09:00 de hoje, a única em situação de risco no país em nível vermelho, o mais alto de dois níveis, estando as bacias dos rios Sado, Tejo, Douro e Lima em situação de alerta (nível amarelo).A situação de risco do Mondego decorria do nível hidrométrico medido na ponte de Santa Clara: este atingiu os 3,6 metros pelas 03:00 de hoje (o nível vermelho atinge-se, naquela estação hidrométrica, acima dos 3,59 metros) e era de 3,62 metros às 09:00.O valor de altura máxima medido na ponte de Santa Clara foi de 4,76 metros em 1976.Cerca de 1.300 metros a jusante da ponte de Santa Clara, o volume de água a passar na Ponte-Açude de Coimbra também atingiu um máximo nas últimas 48 horas esta madrugada, sempre acima dos 1.600 metros cúbicos por segundo (m3/s).Esse valor foi mais elevado pelas 05:00 (1.615 m3/s), equivalente a 1,615 milhões de litros de água por segundo, descendo ligeiramente para os 1.603 m3/s pelas 08:00 de hoje. Lusa.Devido às condições meteorológicas adversas, a circulação ferroviária continua a registar alguns condicionamentos em linhas da rede nacional, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", refere a Infraestruturas de Portugal (IP). Este era o ponto da situação da rede ferroviária às 08h00:- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Coimbra B;- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Mouriscas e Sarnadas;- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas. .Mais de 1.600 militares estão a atuar diretamente no terreno em 12 distritos e 41 municípios, destacou o Exército em comunicado esta manhã. Os militares estão a trabalhar em missões diversas, como engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica. Os meios também estão em "prontidão para resposta imediata".Estão mobilizadas 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores. Há mobilização ainda de módulos de comunicações, "complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário".Até agora, o Exército já realizou a proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas, 210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos, além da recuperação de condições de segurança com 451 toneladas de escombros removidos. As Forças Armadas ainda disponibilizaram 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 kg de roupa lavada, "contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência".O trabalho é realizado em "coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno". .O Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados (OA) criou uma bolsa de advogados voluntários para auxiliarem as pessoas afetadas pelo mau tempo a formalizarem as participações de sinistros resultantes da depressão Kristin junto de seguradoras.Segundo informação disponibilizada no seu sítio na Internet, o Conselho Regional deliberou, na sexta-feira, constituir uma bolsa de advogados voluntários para, em regime ‘pro bono’, auxiliarem as populações “na formalização das participações de sinistros resultantes” da depressão Kristin junto das empresas seguradoras e na plataforma de reporte de prejuízos.O Conselho Regional destaca que se trata “de um apoio focado na orientação e auxílio no preenchimento das participações dos sinistros, junto das empresas seguradoras, e na plataforma de reporte de prejuízos, imprescindível à defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos e das empresas e à promoção do acesso ao direito”.“A ativação da bolsa de advogados e do apoio que se pretende prestar às populações conta com a colaboração e empenho dos municípios”, adianta, explicando que vai estar disponível aqui. *Lusa.O IPMA alertou que a acumulação de neve e a possível formação de gelo poderão causar "perturbação moderada", incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados..Toda a faixa costeira de Portugal continental está este sábado, 7 de fevereiro, sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta treze distritos, por causa da precipitação e do vento. Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.Este alerta, emitido às 06:16, vigora até às 18:00 em Viana do Castelo e Braga, e até às 21:00 no Porto, ao passo que nos restantes distritos se estende até à manhã de domingo, com exceção de Coimbra em que a previsão aponta para um abrandamento a partir das 03:00. Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre, Castelo Branco e Évora estão sob aviso laranja até às 12:00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".O mesmo nível de alerta está em vigor até às 15:00 de hoje, nos distritos Setúbal, Beja, Faro e Leiria, estendendo-se até às 18:00 em Lisboa, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 100 km/h, sendo até 120 km/h nas serras".Por outro lado, nos distritos de Guarda, Castelo Branco, Bragança, Viseu e Vila Real, o aviso laranja estará em vigor até às 00:00 de domingo, face à possibilidade de queda de neve acima dos 1.600 metros de altura, com acumulação superior a 25 centímetros em zonas situadas a mais de 1.400 metros de altura.*Lusa.Bom dia. Esperamos que todos estejam bem em segurança. Damos início a mais um dia de cobertura da depressão Marta, na sequência de outras depressões que trazem estragos a Portugal. Acompanhe durante este sábado as atualizações pela equipa de jornalistas do DN..Catástrofes naturais também “trazem perdas emocionais, população precisa de tempo para recuperar”.Mais de uma semana após a tempestade, falta luz, água e esperança ao interior de Leiria