Foto: Leonardo Negrão

Dia de eleições "mais pacífico" em relação ao vento mas com chuva. Próxima semana com mais precipitação

Prevê-se que é que a próxima terça e quarta-feira sejam os dias “com mais precipitação, temporariamente forte e persistente em especial no litoral norte e centro”.
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O estado do tempo vai melhorar gradualmente a partir do final da tarde de deste sábado, prevendo-se um domingo, dia da segunda volta das eleições presidenciais, “mais pacífico” em termos de vento, mas ainda com precipitação que aumentará ao final do dia, segundo o IPMA.

Em declarações à Lusa, o meteorologista Bruno Café, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), explicou que no dia de hoje ainda “continuamos com precipitação, embora já em regime de aguaceiros em todo o território”, sendo uma situação diferente da registada durante a noite e manhã, que foi “mais persistente e mais intensa”.

“Neste momento, ainda temos aviso amarelo de precipitação a norte de Leiria, inclusive. É um aviso que se prolonga até às 21:00”, disse o meteorologista, frisando ser a zona onde se espera que os aguaceiros “sejam mais intensos”.

Quanto ao vento, ainda é “bastante intenso”, em particular, no litoral sul de Aveiro, com rajadas nas últimas horas “que têm rondado os 70 a 80 km por hora, pontualmente um bocadinho mais elevadas em alguns locais”.

De acordo com o meteorologista, as rajadas podem chegar durante este período até aos 120 km por hora, em Braga, Porto, Aveiro e Coimbra e com menos intensidade em Viana do Castelo e Leiria.

“Temos a depressão Marta já bastante próxima do continente. Irá entrar agora, durante as próximas horas, mais ou menos na região do Minho e a sul da depressão é onde se espera o vento mais forte até às 21:00, daí a emissão do aviso laranja. Depois, a partir daí, há um enfraquecimento do vento”, explicou.

Para domingo, Bruno Café explicou que será “um dia mais pacífico, por assim dizer, em termos de vento”, sublinhando que o “vento diminui bastante”, mas ainda se mantém a “precipitação, de um modo geral, durante o dia”.

“Vai diminuindo geralmente durante a noite, até o início da manhã [de domingo]. Poderá ocorrer ainda pontualmente, a partir da manhã, em particular no litoral norte e centro. E depois, a partir do meio da tarde, final da tarde, volta outra vez a aumentar a precipitação”, precisou.

Foto: Leonardo Negrão
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Próxima semana com mais chuva

No entanto, apesar da presença da precipitação, na maior parte do dia do domingo “há uma pausa, quer em termos de vento, quer em precipitação”.

Na segunda-feira, a precipitação ainda se mantém devendo ser “mais intensa na região sul até o final da manhã e depois, no litoral norte e centro, a partir da tarde”, avançou.

A tendência para a próxima semana é que na terça e na quarta-feira sejam os dias “com mais precipitação, temporariamente forte e persistente em especial no litoral norte e centro”.

O anticiclone dos Açores deverá estender a sua influência para a região sul a partir de quarta-feira, segundo o especialista, referindo haver “uma tendência para a precipitação ficar mais restrita ao litoral norte e centro e menos na região sul.

O anticiclone dos Açores, grande centro de altas pressões atmosféricas, que costuma estar perto dos Açores, tem estado mais a sul, o que criou um ‘corredor’ para as depressões que se geram no Atlântico Norte virem para leste, nomeadamente para Portugal.

Segundo explicou à Lusa Pedro Matos Soares, físico da Atmosfera e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com uma conjugação de anticiclones persistentes nas latitudes elevadas (Escandinávia), este fenómeno permite haver uma faixa por onde estão a passar as tempestades.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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