Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga vão estar durante o dia de terça-feira em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Este aviso é válido entre as 06:00 e as 18:00 e estes distritos entram em aviso amarelo a partir das 00:00 de terça-feira.Durante o mesmo período (06:00 e 18:00) Bragança, Guarda, Setúbal, Santarém, Leiria (a partir das 03:00 de terça-feira), Castelo Branco e Coimbra (a partir das 03:00 de terça-feira) estarão sob aviso amarelo, de acordo com o mais recente comunicado do IPMA.Na quarta-feira, até às 18:00, Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Portalegre e Braga estão sob aviso amarelo de chuva.Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 15:00 de quarta-feira e as 15:00 de quinta-feira sob aviso laranja de agitação marítima, por "ondas de noroeste com 5 a 6 metros de altura significativa, podendo atingir 11 metros de altura máxima". Estes distritos passam a aviso amarelo até às 19:00 de quinta-feira.Em aviso amarelo de agitação marítima vão estar Beja, Leiria, Lisboa, Setúbal e Faro, até às 19:00 de quinta-feira.Já Bragança, Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo, Castelo Branco e Braga vão estar sob aviso amarelo de vento desde as 12:00 de quarta-feira e as 21:00 de quinta-feira, segundo o IPMA.A chuva persistente vai continuar a atingir, nos próximos dias, o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca..A circulação ferroviária continua condicionada nas linhas do Norte, Cascais e Douro, enquanto no Oeste e Urbanos de Coimbra o serviço está suspenso, adiantou hoje a CP - Comboios de Portugal.De acordo com a atualização das 20:00 de hoje da CP, os serviços de longo curso na Linha do Norte decorrem de forma parcial e os serviços regionais realizam-se entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.Na Linha de Cascais os comboios circulam com alterações nos horários, enquanto na Linha da Beira Alta o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.Já na Linha do Douro, a circulação continua suspensa entre Régua e Pocinho.Mantém-se a circulação suspensa na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra.A CP divulgou ainda que a circulação do Comboio Internacional Celta não se realizou devido a greve no setor ferroviário espanhol."Pedimos desculpa pelos incómodos causados. Atualizaremos a informação sempre que possível", indicou ainda a empresa.Numa atualização às 18:00, com o ponto de situação na rede ferroviária nacional, a IP - Infraestruturas de Portugal referiu "novos condicionamentos", relacionados com circulação suspensa na Linha de Sintra, "na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão", na Linha de Vendas Novas, "entre Vidigal e Vendas Novas (sem comboios previstos neste troço)" e na Linha de Sines, "entre Ermida Sado e porto de Sines".Além destes novos condicionamentos, a IP indicou que se mantém a circulação suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, e na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias.A circulação encontra-se suspensa também na Linha do Sul, entre Monte Novo e Alcácer do Sal, e na "concordância de Xabregas", entre Santa Apolónia (Lisboa) e a bifurcação de Chelas.Lusa.A população de Leiria reuniu-se esta noite numa vigília em homenagem às vítimas da depressão Kristin, lembrando ainda as milhares de pessoas que ainda continuam se eletricidade e sem comunicações.Na Fonte Luminosa, várias pessoas, em silêncio e de vela na mão, uniram-se para lembrar quem perdeu a vida. "Viemos homenagear os que partiram, mas também aqueles que ainda não têm luz", referiu à Lusa João Marques.A viver no Soutocico, na freguesia do Arrabal, a eletricidade já chegou à habitação deste habitante, mas as comunicações não. "A minha avó mora nos Marrazes e está sem luz e sem aquecimento há 13 dias", constatou.Após um minuto de silêncio pela memória dos falecidos, Gonçalo Lopes afirmou que o momento serve para "deixar uma mensagem de conforto às famílias enlutadas e ao povo de Leiria".O presidente da Câmara de Leiria exaltou ainda o "herói" que perdeu hoje a vida quando "fazia a sua missão" de procurar restaurar a eletricidade.O autarca lembrou ainda que há várias pessoas no concelho há 13 dias sem eletricidade. "Enquanto houver um leiriense sem luz, vamos estar na linha da frente", disse.Aproveitou o momento para agradecer a "todos os voluntários que se têm dedicado a ajudar o próximo, mesmo com os seus telhados destelhados" e "todos os que têm vindo a Leiria"."Vamos reerguer Leiria com o esforço coletivo de todos", rematou.Um homem morreu hoje e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado era desconhecido, 40 anos.Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.Fonte oficial da E-Redes confirmou que as vítimas, um morto e um ferido grave, são funcionários da empresa Canas que estavam ao serviço da operadora.Lusa.A Câmara de Leiria abre na terça-feira, no Mercado de Sant’Ana, o gabinete “Reerguer Leiria”, um espaço para apoiar munícipes, instituições e as atividades económicas do concelho afetadas pela depressão Kristin, foi hoje anunciado.O gabinete de atendimento municipal vai funcionar das 09:0 às 18:00, com atendimento organizado através de sistema de senhas, e reúne, “num único espaço, informação, esclarecimentos e encaminhamento em várias áreas”, de acordo com uma nota de imprensa da autarquia.“Estão disponíveis apoios a particulares na área da habitação, com orientação para a recuperação de habitações afetadas, bem como medidas dirigidas às empresas e ao comércio, com vista à recuperação da atividade económica”, explica o município.No espaço, vai ser também prestado “apoio às instituições de solidariedade social e coletividades, ajudando na retoma da sua atividade”.O gabinete conta também com “a colaboração de advogados, que prestam apoio na orientação e no preenchimento das participações de sinistros junto das empresas seguradoras, assim como no reporte de prejuízos nas plataformas criadas para o efeito”.O Gabinete Reerguer Leiria tem a colaboração de outras entidades públicas e privadas, e integra a resposta do município à situação vivida no concelho, gravemente afetado pela depressão Kristin.À agência Lusa, o presidente do município, Gonçalo Lopes, explicou que este espaço “corresponde a um início de uma nova fase, que é a fase de encontrar mecanismos para facilitar os pedidos de apoio que o Governo anunciou”.Nas próximas semanas, o Mercado de Sant’Ana transforma-se num “ponto de informação e de submissão dos mais diferentes pedidos de auxílio”, na área da habitação, dos auxílios sociais ou outros, declarou Gonçalo Lopes.“Esse trabalho será feito em articulação com os mais diversos organismos do Estado, também com instituições que já mostraram disponibilidade para colaborar nesta fase”, disse,O objetivo é “encaminhar pessoas que querem reerguer a sua vida”, adiantou o autarca, referindo que, posteriormente, pretende-se transferir esta experiência para as juntas de freguesia.Lusa.O quadro meteorológico de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve em Portugal continental deverá manter-se até quarta-feira, indicou hoje a Proteção Civil, alertando para um aumento das inundações, sobretudo nas regiões Norte e Centro.“Os nossos rios, neste momento, estão no limite da capacidade e, portanto, é natural que com esta precipitação haja, novamente, um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente na zona Norte e Centro”, afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre reforçou que a previsão meteorológica se mantém, “com chuva intensa, por vezes forte, no litoral Norte e Centro, com vento moderado mais forte na costa e nas terras altas, com rajadas fortes no Norte e Centro, que podem ir até 75 quilómetros/hora”, e também com agitação marítima e queda de neve acima dos 1.000 metros.“Esta condição meteorológica, que irá manter-se previsivelmente até à próxima quarta-feira, irá obviamente ter um impacto significativo nas nossas albufeiras, que já estão saturadas e com muita água e com elevados caudais”, frisou.O comandante nacional da ANEPC sublinhou que o quadro meteorológico previsto requer “redobrados cuidados” em várias matérias da vida quotidiana, em particular na circulação rodoviária.“Reforçar que, mais uma vez, é um episódio de chuva, a chuva em si não terá grande impacto, mas aquilo que a chuva vai provocar nos diversos leitos de água será um problema significativo e poderá constituir-se como um risco, novamente, para toda a população portuguesa”, realçou.Em risco significativo de inundações, destaca-se os rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, informou Mário Silvestre, indicando que estão também com risco de inundação os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.O responsável da Proteção Civil alertou para todos os cursos de água que se situam na região Norte, em particular no Minho, porque “serão provavelmente aqueles que sofrerão mais impacto pela precipitação que se vai fazer sentir”, nomeadamente durante o dia de terça-feira.Lusa.A circulação de comboios na rede ferroviária nacional regista várias suspensões e condicionamentos, nomeadamente nas linhas de Sintra, Vendas Novas e Sines, informou hoje a empresa Infraestruturas de Portugal (IP).“A circulação ferroviária regista alguns condicionamentos em linhas da rede nacional, causados pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos”, indica a responsável pela infraestrutura ferroviária.Estas ocorrências, acrescenta, “estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço”.Numa atualização às 18:00, com o ponto de situação na rede ferroviária nacional, a IP refere “novos condicionamentos”, relacionados com circulação suspensa na Linha de Sintra, “na via descendente externa entre Cacém e Monte Abraão”, na Linha de Vendas Novas, “entre Vidigal e Vendas Novas (sem comboios previstos neste troço)” e na Linha de Sines, “entre Ermida Sado e porto de Sines”.Além destes novos condicionamentos, mantém-se a circulação suspensa na Linha do Norte, entre Alfarelos e Formoselha, na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, na Linha do Oeste, entre Mafra e Amieira, e na Linha de Cascais, na via ascendente entre Algés e Caxias.A circulação encontra-se suspensa também na Linha do Sul, entre Monte Novo e Alcácer do Sal, e na “concordância de Xabregas”, entre Santa Apolónia (Lisboa) e a bifurcação de Chelas.As equipas da IP encontram-se “no terreno a desenvolver todos os esforços para resolver a situação e repor, com a maior brevidade possível, as condições de circulação e de segurança”, lê-se na nota.A empresa “agradece a compreensão pelos incómodos causados” e acrescenta que a “informação será atualizada sempre que se justifique”.Fonte oficial da CP – Comboios de Portugal disse à Lusa que a situação se mantém idêntica à atualização que a empresa efetuou às 06:00 de hoje, na qual informou que “foi restabelecida a circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa” e que, devido “ao mau tempo, a circulação ferroviária continua com constrangimentos em alguns serviços/linhas”.Na Linha do Norte, “estão a ser realizados serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa”, na Linha de Cascais, os “comboios circulam com alterações nos horários”, e na Linha da Beira Alta, “serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual”.O comboio internacional Celta, explicou a fonte da CP, não se realizou devido a uma greve no operador espanhol, e ainda não tem previsão de retoma, também devido a problemas na infraestrutura.Segundo a CP, a circulação ferroviária continua suspensa na Linha do Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, na Linha do Oeste e nos Urbanos de Coimbra.Lusa.A única bomba que permite retirar para o canal principal do Mondego, a água acumulada nos campos agrícolas por efeito dos cursos de água afluentes da margem direita do rio, começou hoje “finalmente” a funcionar, anunciou o município.Em nota enviada à agência Lusa, a câmara do Baixo Mondego informou que a bomba da estação de bombagem do Foja - localizada a jusante da isolada povoação da Ereira e da vila sede de concelho - “já se encontra em funcionamento, após a reposição da energia elétrica esta tarde” e que a entrada em operação daquele equipamento com 40 anos, é “fundamental para a gestão hidráulica do território e para a mitigação da subida dos níveis de água no concelho de Montemor-o-Velho”, distrito de Coimbra.No comunicado, o município lembrou que o presidente da Câmara, José Veríssimo, tem insistido, desde o início da situação de risco de cheia, há mais de uma semana, “para a necessidade urgente da ligação elétrica daquela infraestrutura”, junto do Governo, nomeadamente do secretário de Estado da Proteção Civil, da Agência Portuguesa do Ambiente, Proteção Civil regional e nacional e outras entidades envolvidas.Adiantou que a estação de bombagem estava sem energia elétrica desde 28 de janeiro, aquando da passagem da depressão Kristin, “impedindo o seu normal funcionamento numa fase particularmente crítica, marcada pelo Vale do Mondego inundado, com a população da Ereira completamente isolada, fortes condicionamentos nos acessos às freguesias da margem esquerda do rio Mondego, zonas ribeirinhas inundadas e a água já a atingir a vila de Montemor-o-Velho”.Deste modo, “a entrada em funcionamento da bomba constitui um passo relevante no esforço de contenção e gestão da situação de cheia, permitindo reforçar a capacidade de resposta no território”.O comunicado não explica, no entanto, que, apesar da bomba em causa (a única de seis projetadas) poder ajudar a diminuir a acumulação de água, tem uma capacidade limitada a um máximo de 6 metros cúbicos por segundo (m3/s), quando, naquele espaço de tempo, aflui ao Foja o dobro daquela quantidade de água (12 m3/s), proveniente do chamado leito abandonado do Mondego e da vala da Ereira.Por outro lado, a própria ribeira de Foja (que atravessa as freguesias de Ferreira-a-Nova e Maiorca, no concelho da Figueira da Foz) e entra no Mondego precisamente na estação de bombagem, também contribui para a acumulação de água no local e nos campos agrícolas em redor, há vários dias transformados num imenso mar.Já uma fonte ligada ao processo, explicou à Lusa que a única bomba disponível, embora possa ajudar numa inundação, não foi projetada para funcionar em situação de cheia, mas antes para ajudar a drenar os campos, junto com as valas de enxugo do sistema hidroagrícola, antes da colheita do arroz.A estação de bombagem possui ainda um total de cinco comportas, também de acionamento elétrico – funcionaram até agora com recurso a um gerador que não conseguia fazer funcionar a bomba – mas só três estão operacionais.Estas comportas só podem ser abertas quando o caudal do Mondego é inferior, em altura, à água acumulada no interior da estação de bombagem, o que tem acontecido, a espaços, nomeadamente na maré baixa.Acresce que face à degradação do sistema hidráulico do Mondego, o sistema de comportas está ‘roto’ por baixo, deixando entrar, quando fechado, alguma água do canal principal do rio que deveria travar, uma situação que se mantém há vários anos.Lusa.Cerca de 1.200 pessoas de várias regiões de Portugal continental encontram-se hoje deslocadas das suas habitações como “medida preventiva” devido aos efeitos do mau tempo, sobretudo inundações, revelou a Proteção Civil, contabilizando 12.477 ocorrências desde 01 de fevereiro.Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante Mário Silvestre disse que há um total de 1.272 pessoas retiradas de casa na sequência das condições atmosféricas adversas, segundo dados reportados até às 18:00.Os casos de pessoas deslocadas, que tiveram de sair das casas como “medida preventiva”, concentram-se na região Centro, nomeadamente Beira Baixa, Coimbra e Leiria, na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se destaca Almada, Peniche, Tomar, Torres Vedras, Óbidos, Lourinhã e Loures, no distrito de Beja, com Mértola e Vidigueira, e no Algarve, sobretudo em Vila Real de Santo António, de acordo com dados da Proteção Civil.Em termos de zonas inundadas, o comandante nacional da ANEPC realçou Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela, na região Centro; Grande Lisboa, Oeste, Lezíria do Tejo e Médio Tejo, na região de Lisboa e Vale do Tejo; Mértola, Odemira, Vidigueira e Ourique, na região do Alentejo; e Castro Marim, Lagoa, Portimão e Alcoutim, na região do Algarve.Até ao momento, encontram-se ativados 11 planos distritais de emergência e proteção civil, entre os 18 distritos de Portugal continental, bem como “125 planos municipais e 19 declarações de situação de alerta decretadas pelos próprios municípios”, revelou Mário Silvestre.O responsável da ANEPC disse ainda que o plano de especial de cheias para bacia do Tejo “continua no seu nível máximo, o nível vermelho”.Desde 01 de fevereiro e até às 18:00 de hoje, a Proteção Civil contabiliza um total de 12.477 ocorrências, que mobilizaram 43.617 operacionais e 17.317 meios terrestres e meios aquáticos.Relativamente à tipologia das ocorrências, o comandante nacional destacou a queda de árvores, em que se continua a registar “um forte impacto”, avisando que a população deve ter cuidado nas zonas mais arborizadas, inclusive não estacionar veículos e não permanecer nessas zonas.Ao risco de queda de árvores, que “é bastante significativo”, junta-se “o risco inerente à movimentação de massas, ou seja, à derrocada dos terrenos por via daquilo que tem sido a enorme precipitação”, alertou, reforçando que “os solos estão extremamente fragilizados com a precipitação e esses movimentos de massa poderão causar danos significativos, como tem acontecido um pouco por todo o país”.Lusa.A Câmara de Abrantes cancelou a edição deste ano da Feira de S. Matias, prevista para o Aquapolis Sul entre fevereiro e março, devido aos danos provocados pelo mau tempo e pelas cheias no espaço público ribeirinho.“O município entende que não estão reunidas as condições para a realização da feira, não só pelo elevado grau de destruição do espaço público, mas também por questões de gestão e segurança”, lê-se no comunicado.A feira estava anunciada para decorrer entre 27 de fevereiro e 15 de março, em Rossio ao Sul do Tejo, junto ao Aquapolis Sul, zona fortemente afetada pelas cheias e que ficou totalmente submersa nos últimos dias.“É tempo de união, de limpeza, de reparações e de fazer tudo para que se regresse à normalidade. A Feira de S. Matias regressa em 2027”, acrescenta a autarquia, no distrito de Santarém.Com origens no século XIII, a feira é uma das mais antigas tradições do concelho, reunindo anualmente carrosséis e outras diversões, jogos eletrónicos, bancas de quinquilharia, exposição de viaturas e alfaias agrícolas, bares e rulotes de farturas, pipocas e algodão doce.O evento é considerado um dos ‘ex-líbris’ culturais de Abrantes e um importante fator de atração e dinamização local, contando habitualmente com um programa complementar cultural, empresarial e de animação.Lusa.Um total de 45 mil clientes da E-Redes em todo o território nacional continua sem abastecimento de energia elétrica, dos quais cerca de 37 mil na zona afetada pela depressão Kristin, informou a empresa.Segundo o mais recente balanço do operador de distribuição de eletricidade, numa nota envida à Lusa, às 17:30 de hoje, “a E-Redes tinha por alimentar cerca de 37 mil clientes na zona da depressão Kristin, dos quais 27 mil em Leiria, sete mil em Santarém, dois mil em Castelo Branco e mil em Coimbra”.Sem abastecimento de energia está “um total de 45 mil clientes em todo o território continental”, acrescentou a empresa.No anterior balanço, às 12:00, a E-Redes contabilizou sem energia elétrica “cerca de 44 mil clientes” afetados pela Kristin, “dos quais 29 mil em Leiria, sete mil em Santarém, cinco mil em Coimbra e três mil em Castelo Branco”, de “um total de 55 mil clientes em todo o território continental”.Lusa.O município de Figueiró dos Vinhos ainda tem 1.150 habitações por abastecer de energia, das quais cerca de 700 estão na freguesia de Arega, disse à Lusa o presidente da Câmara daquele concelho do distrito de Leiria.“Reuni há pouco com a E-Redes, estamos esperançados que estes números se possam inverter”, adiantou Carlos Lopes.Ainda falta realizar “cerca de 300 intervenções em coberturas de habitações que se encontram danificadas”, mas “as condições climatéricas continuam a não dar tréguas e há pessoas que não conseguem realizar o trabalho nos seus telhados”, acrescentou.Segundo Carlos Lopes, as principais dificuldades são repor a energia e, “ao mesmo tempo, resolver as questões que ainda faltam”, nomeadamente recuperar mais de 200 habitações.“Das cerca de mil habitações atingidas, chegámos a mais de 700”, salientou o autarca.O número de deslocados não é possível aferir, reconheceu o presidente da Câmara, explicando que muitas saíram para casa de familiares e amigos. Dos seis desalojados, ainda permanecem quatro - dois na Santa Casa da Misericórdia e outros dois numa casa cedida pela autarquia.Carlos Lopes ainda não fez a contabilização dos prejuízos, mas acredita que rondarão as centenas de milhares ou até milhões de euros, tendo em conta os danos em infraestruturas públicas, empresas e prejuízos pessoais. “Será um valor muito grandioso”, admitiu.A normalidade “será um processo que não será célere”.“Depois desta primeira abordagem já estamos a colocar as pessoas com teto definitivo, através da reposição de telha, mas será um processo moroso, porque o concelho ficou totalmente destruído”, reforçou.O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos adiantou que foi criado um grupo de trabalho, que irá apoiar a população no preenchimento da documentação para que as pessoas possam ser ressarcidas dos prejuízos.“Neste momento, tivemos uma ajuda de muita importância. O Município de Oeiras, através do meu colega Isaltino Morais, veio ajudar a fazer o mapeamento e o levantamento de todas as infraestruturas danificadas no concelho, em termos públicos”, apontou.Segundo os dados da Pordata, em 2024, o concelho de Figueiró dos Vinhos tinha 5.325 habitantes.Lusa.Duas pessoas foram hoje realojadas no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira, Açores, após o registo de danos no telhado de uma habitação, informou o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).Segundo um comunicado do SRPCBA, devido ao mau tempo que está a afetar o arquipélago, registou-se “um dano no telhado de uma habitação no concelho da Praia da Vitória, situação que obrigou ao realojamento de duas pessoas”.“A resposta encontra-se a ser assegurada pelo Instituto da Segurança Social dos Açores (ISSA)”, adiantou.O SRPCBA registou hoje, até por volta das 17:30 locais (18:30 em Lisboa), oito ocorrências provocadas pelo mau tempo.Das situações reportadas, cinco ocorreram na ilha de São Miguel (concelhos de Vila Franca do Campo e Povoação), duas na ilha Terceira (Praia da Vitória) e uma na ilha Graciosa, estando relacionadas, sobretudo, com derrocadas, exceto a situação que envolveu danos no telhado de uma habitação, indicou.O SRPCBA aconselha a população a acompanhar as previsões meteorológicas emitidas pelo Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) e a adotar medidas de autoproteção.Lusa.O concelho de Rio Maior tem atualmente 17 pessoas desalojadas e 11 deslocadas devido ao mau tempo que causou o abatimento de várias estradas, uma das quais pôs três casas em risco, informou a Câmara.Um “deslizamento de cunhas numa estrada, na zona de Fonte Longa, em Alcobertas, provocou uma situação muito grave” com o abatimento da via a “pôr várias casas em risco, casas que tiveram de ser evacuadas, portanto, neste momento, temos pessoas desalojadas e outras deslocadas das suas habitações”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Rio Maior, Filipe Santana Dias.Três famílias “tiveram que ser retiradas de casa, num total de 11 deslocados que estão atualmente alojados em casa de familiares”, explicou o autarca do distrito de Santarém.Desde o início da depressão “há ainda o registo de 17 desalojados, que foram instalados em unidades hoteleiras, a expensas do município”, disse Filipe Santana Dias.Entre as situações mais graves registadas na sequência da depressão Kristin, o presidente destaca a da vila da Marmeleira, “que tem quatro vias principais de acesso, das quais três estão completamente inutilizadas por grandes deslizamentos de massas que destruíram completamente estes acessos”.A única via transitável é agora “aquela que realiza o abastecimento público de água à vila, que atualmente está a ser assegurado por transporte automóvel”, através de autotanques do município, dos Bombeiros de Rio Maior e da corporação de Alcanede, à qual o município “pediu hoje ajuda”.Estas preocupações foram transmitidas hoje pelo autarca ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, durante uma visita ao concelho para avaliar quer estes danos quer “danos transversais a todo o território, como as quedas de árvores e os danos em muitas infraestruturas desportivas que necessitarão de um trabalho extraordinário”.Daí que Filipe Santana Dias tenha hoje sublinhado ao governante “a necessidade óbvia” de terem apoios para poderem “recuperar todo o património público que foi afetado” e que, no caso das estradas, poderão demorar “muitos meses a reparar”.“São obras que muitas delas exigirão recurso a estacaria para que possam ter estabilidade nos seus taludes e dar sustentação à plataforma das estradas”, o que, segundo o presidente, além de “serem obras muito caras” contam com a dificuldade de não haver “no mercado português muitas empresas a fazer este tipo de trabalho”.Lusa.O Governo vai prorrogar a isenção de portagens até 15 de fevereiro nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.“Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões”, refere em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.No dia 03 de fevereiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.Lusa.Os prejuízos provocados pelas tempestades e cheias em Abrantes ascendem a “milhões de euros”, tendo o município já iniciado o processo de identificação e quantificação dos danos, disse hoje o presidente da Câmara.“Não há ainda uma ordem de grandeza concreta, mas não temos dúvidas de que estamos a falar de muitos milhões de euros de prejuízo no concelho”, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS).O autarca explicou que o município, no distrito de Santarém, já iniciou o processo de identificação e quantificação dos danos provocados pela depressão Kristin e pelas cheias no Tejo, para enquadrar candidaturas a apoios governamentais e comunitários no âmbito da situação de calamidade.“Estamos abrangidos pela decisão do Conselho de Ministros e haverá apoios do Estado e da União Europeia para responder às dificuldades das pessoas, das empresas e do espaço público. O município estará disponível para acompanhar e reforçar essa resposta”, acrescentou.Manuel Jorge Valamatos recordou que, em 03 de fevereiro, o executivo aprovou por unanimidade a atribuição de 1,155 milhões de euros às 13 juntas e uniões de freguesia do concelho, no âmbito de contratos interadministrativos destinados a intervenções prioritárias a executar ao longo de 2026.“Este pacote foi planeado há meses, com base em necessidades levantadas ao longo de 2025. A destruição causada agora pela tempestade e pelas cheias é uma realidade nova que vamos ter de analisar e quantificar”, sublinhou.O investimento aprovado no início do mês destina-se a pequenas reparações e melhorias em estradas, escolas, espaços públicos, jardins e cemitérios, identificadas pelas freguesias ao longo do último ano, sem relação com os estragos registados nas últimas semanas.“É um sinal de grande confiança e articulação entre o município e as freguesias, permitindo responder com maior rapidez a problemas identificados no território”, acrescentou o autarca.Lusa.O concelho de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, numa avaliação preliminar, regista só em espaços públicos cerca de sete milhões de euros (ME) de prejuízos, revelou hoje à Lusa o presidente da Câmara.“Só em edifícios e espaços públicos do concelho temos cerca de sete milhões de euros, que vamos reportar à CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro]. Depois há ainda os prejuízos de privados. Temos as empresas e cerca de 500 habitações danificadas”, adiantou João Lobo à agência Lusa.O autarca disse ainda que a reposição do fornecimento de energia elétrica no concelho está praticamente concluído e espera que isso aconteça ainda durante o dia de hoje.“Falta apenas repor o fornecimento de energia elétrica nas localidades de Pernadas e Serimógão. Segundo a informação da E-Redes, espero que ainda seja possível terminar esse trabalho hoje”, realçou.Lusa.O ministro das Infraestruturas, Pinto Luz, refutou hoje as afirmações do presidente da Câmara de Leiria quando este disse que a resposta teria sido mais rápida se os danos das tempestades tivessem sido na casa de quem governa o país."Claro que não é isso, eu percebo essa paixão, o momento crítico que os senhores autarcas estão a viver, e muitas vezes o coração está junto à boca", disse Miguel Pinto Luz no final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas para analisar os efeitos do mau tempo em território nacional.O ministro respondia a críticas dos autarcas das regiões mais afetadas pelo temporal, designadamente do presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que afirmou hoje que se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país a resposta teria sido mais rápida, ao referir-se ao restabelecimento da energia elétrica."Os governantes colocam o país à frente dos seus próprios interesses. Os portugueses que me estão a ouvir que não tenham dúvidas absolutamente nenhumas", disse o ministro."Percebo as afirmações neste momento mais quente, mas refuto completamente essa afirmações", afirmou.Pinto Luz adiantou que a E-Redes "está a fazer um trabalho hercúleo, tem mais de mil homens no terreno e está a repor todas as situações".Acrescentou que as comunicações não poderão "ser retomadas a 100% enquanto não tivermos energia".Lusa.Um total de 55 mil clientes da E-Redes continuava às 12:00 de hoje sem energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo, menos 1.000 do que o balanço anterior das 08:00, informou a empresa.Comparando com o ponto de situação das 08:00, nestas quatro horas de diferença houve uma redução do número total de clientes da E-Redes sem energia elétrica em Portugal continental, que passou de um total de 56 mil para 55 mil.Relativamente às zonas mais afetadas pela depressão Kristin, a E-Redes referiu que também se verifica um decréscimo do número de clientes sem energia elétrica nestas quatro horas, que passaram de cerca de 48 mil para cerca de 44 mil, o que corresponde a um total de cerca de menos 4.000 clientes nesta situação.Segundo a empresa, esses 44 mil clientes que ao meio-dia ainda estavam sem energia elétrica dividiam-se por “29.000 em Leiria, 7.000 em Santarém, 5.000 em Coimbra e 3.000 em Castelo Branco”.De acordo com dados da E-Redes, a redução do número de clientes sem eletricidade não se reflete em todos os distritos afetados pela tempestade Kristin, verificando-se um decréscimo em Leiria, de 36.000 para 29.000, e em Santarém, de 8.000 para 7.000, e um aumento em Coimbra, de 2.000 para 5.000, e em Castelo Branco, de 2.000 para 3.000.Lusa.O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que a linha ferroviária do Oeste vai demorar "no mínimo nove meses" a ficar totalmente operacional, na sequência dos danos causados pelas tempestades que assolaram o território nacional.No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que "quando as águas recuarem, será possível reabrir algumas infraestruturas, mas há outras que demorarão três meses, outras serão para mais"."São trabalhos longos, mas o país está mobilizado em todas as suas dimensões para regressar o mais rapidamente possível à normalidade", afirmou ainda, referindo-se à colaboração entre autarquias, Estado e setor privado.Lusa.O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou hoje que mandatou o LNEC para efetuar "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país.O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita "nos próximos meses, nos próximos anos"."Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias", acrescentou.Questionado sobre a estabilidade dos diques do rio Mondego e do rio Tejo, Pinto Luz disse que apesar de não inspirarem "preocupações", estão neste momento "a ser monitorizados em permanência".Lusa.O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou hoje que mandatou o LNEC para efetuar "uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas" na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional.No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como "grandes taludes e pontes", não podem "estar em causa em situações limite" como aquelas que têm sido vividas no país.O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita "nos próximos meses, nos próximos anos"..Lusa.O ministro da Agricultura insistiu hoje em Paris, numa reunião com a homóloga francesa, na necessidade de a União Europeia criar um mecanismo de resseguros para apoiar os agricultores quando enfrentam catástrofes naturais, disse fonte oficial.O encontro bilateral entre o ministro português da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e a ministra francesa da Agricultura e Alimentação, Annie Genevard, decorreu hoje de manhã na capital francesa.A reunião de trabalho estava a ser planeada entre os dois governos e foi agendada para hoje na sequência dos estragos causados pela passagem da depressão Kristin, segundo fonte oficial do Ministério da Agricultura e Mar.Numa nota enviada à Lusa, o ministério refere que Annie Genevard mostrou “estar solidária com Portugal face à catástrofe Kristin” e que os dois governantes falaram sobre uma proposta para criar a nível europeu um sistema de resseguros para o setor.“José Manuel Fernandes insistiu, tal como já fez em vários Conselhos de Ministros da Agricultura na UE, na necessidade de se avançar para um mecanismo europeu de resseguros. A ministra Annie Genevard manifestou apoio a esta proposta que permitiria seguros acessíveis aos agricultores e produtores europeus em caso de catástrofes naturais”, refere o ministério.A reunião aconteceu no mesmo dia em que a Comissão Europeia confirmou que recebeu um pedido do Governo português para ativar com urgência o fundo da reserva agrícola, uma medida excecional que pode ser tomada para prevenir perturbações no mercado europeu e para responder a acontecimentos excecionais que afetem a produção ou a distribuição.Na reunião de hoje em Paris, os governantes português e francês abordaram outras matérias comuns sobre o setor agrícola.Annie Genevard e José Manuel Fernandes “concordaram com a necessidade de evitar cortes” na Política Agrícola Comum (PAC) e “de se exigir reciprocidade para as importações” no espaço europeu, por exemplo para que não se possam importar produtos que utilizem um determinado fitofármaco, caso a sua utilização pelos agricultores não seja aceite na União Europeia, refere o ministério português.“Durante o encontro foi ainda sublinhada a necessidade de se manter o Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à Insularidade (POSEI) para as regiões ultraperiféricas”, que o Governo considera “essenciais para o reforço da Europa geopolítica, dada a sua localização estratégica, como o provam os Açores e a Madeira”, especifica-se na mesma nota.Ainda de acordo com o ministério, “a importância do Fundo Europeu para a competitividade e a sua utilização para o reforço da investigação e para a produção de vacinas para a sanidade animal e o investimento na irrigação foram outros dos pontos de concordância.”Lusa.Dez vias, menos uma do que de manhã, estavam hoje, pelas 16:30, condicionadas ao trânsito no distrito do Porto, sobretudo devido a desmoronamentos e inundações, designadamente em Gondomar, Baião, Gaia, Amarante, Marco de Canaveses e Felgueiras, revelou a GNR.A diferença reside no facto de em Vila Nova de Gaia, a Rua Eugénio Paiva Freixo, em Crestuma, ter sido reaberta ao trânsito, continuando condicionada a Alameda Praia de Arnelas, devido a inundação motivada pela subida no rio Douro.Nos casos restantes, o Comando Territorial do Porto refere que em Zebreiros, no concelho de Gondomar, mantém-se condicionada a Rua Beira Rio, por inundação do rio Douro, somando-se na Foz do Sousa o caminho de acesso ao Parque de Travassos, por inundação do rio Sousa.Por seu lado, em Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião, um desmoronamento condicionou a Rua 20 de Junho e, pelo mesmo motivo, estão encerradas em Amarante as Estradas Nacionais (EN) 15 (ao quilómetro 74.800, em Candemil), a EN 101 (ao quilómetro 139.300, em Padronelo) e a Rua de Enfincas, em Vila Caiz.No Marco de Canaveses, o aluimento de uma via mantém fechada a Rua dos Tapadas (Sobretâmega), somando-se a Rua S. Mamede (Constance), esta condicionada devido a uma inundação.Ainda na Lixa, concelho de Felgueiras, está condicionada a Rua Dom António Ferreira Gomes por desmoronamento.Perante estas situações, a GNR pede aos automobilistas para planear antecipadamente os percursos, utilizar vias alternativas e cumprir a sinalização temporária no local.Lusa.O PS requereu hoje uma audição alargada com o setor segurador e com a defesa dos consumidores, com caráter de urgência, na Comissão Parlamentar de Orçamento, sobre a resposta às intempéries associadas às depressões Kristin e Leonardo.A bancada socialista quer ouvir a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), a Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros (APROSE), a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.No requerimento, que é assinado pelos deputados socialistas Miguel Costa Matos, António Mendonça Mendes e Marina Gonçalves, refere-se que o papel do setor segurador “revela-se absolutamente central, não apenas na resposta imediata aos sinistros verificados, mas também na recuperação económica das zonas afetadas, na reposição da normalidade social e na mitigação dos impactos financeiros suportados por famílias e empresas”.Por isso, segundo o PS, é essencial que o parlamento “possa dispor de informação rigorosa e atualizada sobre o volume de sinistros participados e em processamento, os prazos médios de regularização e indemnização, a distinção entre danos cobertos e não cobertos por apólices de seguro, bem como os principais constrangimentos identificados no terreno”.A bancada socialista aponta, depois, que estes eventos “vieram novamente expor fragilidades estruturais do sistema de proteção face a riscos de catástrofe”, designadamente a “existência de exclusões relevantes nas coberturas de fenómenos extremos e da insuficiente penetração de seguros multirriscos, tanto no parque habitacional como no tecido empresarial”.Nesse sentido, o PS entende que se justifica “uma audição alargada que permita conhecer o estado de resposta do mercado segurador aos sinistros habitacionais e empresariais associados às recentes intempéries”, bem como a necessidade de se avaliar “o impacto das exclusões de cobertura de riscos catastróficos” e “identificar eventuais constrangimentos regulatórios ou operacionais na atuação das seguradoras, mediadores e supervisores”.Na sequência desta audição, caso seja aprovada pela Comissão Parlamentar de Orçamento, a bancada socialista pretende “discutir soluções estruturais de médio e longo prazo, incluindo mecanismos de resseguro público-privado ou fundos de garantia, que reforcem a resiliência do país face ao agravamento previsível dos riscos climáticos”.Lusa.O Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho, que se deveria realizar em março, foi hoje cancelado por decisão municipal devido às cheias que afetam aquele concelho do Baixo Mondego, informou a autarquia.Em nota enviada à agência Lusa, o município explicou que a decisão foi tomada na reunião do executivo “e surge num contexto excecional, marcado pelo impacto das cheias no Vale do Mondego”.A situação de cheias em Montemor-o-Velho afeta o quotidiano do concelho e da região do Baixo Mondego, “obrigando a recentrar as atenções no essencial: a proteção da população”.O certame, cujo nome oficial é “Festival do Arroz e da Lampreia – Sabores do Campo e do Rio”, estava agendado para decorrer nas tasquinhas instaladas numa tenda no largo de Feira de dias 06 a 08 e de 13 a 15 de março e nos restaurantes aderentes ao longo de todo aquele mês.“Num momento em que o rio transborda e invade os campos e a vida das pessoas, a prioridade do Município é clara: prevenir riscos, proteger a população e concentrar recursos na resposta e recuperação do território”, reforçou a Câmara Municipal.Indicou ainda que o cancelamento da edição agendada para este ano “vai permitir redirecionar esforços, meios e investimento para o acompanhamento permanente da situação, o apoio às populações afetadas e a salvaguarda da segurança de pessoas e bens, com compromisso, resiliência e proximidade”.“O Festival do Arroz e da Lampreia regressará em 2027, com a força da sua identidade, o orgulho do território e a celebração dos sabores que fazem de Montemor-o-Velho uma referência”.Lusa.Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria registaram, desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, 141 roturas na rede, encontrando-se cinco por resolver, anunciou hoje a empresa.“Desde o início da tempestade, foram registadas 244 ocorrências relacionadas com o sistema de abastecimento de água. Destas, 141 correspondem a roturas na rede, encontrando-se apenas cinco ainda por resolver”, refere um comunicado enviado à agência Lusa às 13:16.Segundo o comunicado, passados 13 dias sobre a depressão, os SMAS de Leiria “continuam a enfrentar um cenário de elevada exigência na recuperação do sistema de abastecimento de água”, mas, “apesar das inúmeras dificuldades, o abastecimento foi já reposto em quase todo o concelho”.“Este trabalho tem sido assegurado pelos SMAS de Leiria, com o apoio de entidades do setor da água, empresas técnicas especializadas e da Marinha Portuguesa, num contexto marcado por danos significativos nas infraestruturas, falhas de energia elétrica e dificuldades de acesso”, explica.Os SMAS alertam que, não obstante os “progressos alcançados, o sistema encontra-se ainda tecnicamente instável, devido à existência de roturas, avarias em equipamentos e constrangimentos energéticos, podendo verificar-se interrupções e variações de pressão, mesmo em zonas onde a água já foi restabelecida”.As localidades que, pelas 13:15 de hoje, estavam sem abastecimento de água devido à existência de roturas graves ainda não localizadas são Chãs (Regueira de Pontes), Regueira de Pontes e Chão Direito (Barreira).“Estas ocorrências exigem trabalhos técnicos especializados, uma vez que não apresentam sinais visíveis à superfície”, esclarece a empresa.Ainda segundo os SMAS, “no âmbito da resposta à emergência, foram instalados 50 geradores”, 35 dos quais estão em funcionamento.Quatro foram “instalados em regime de prevenção” e “os restantes foram encaminhados e emprestados para outros locais, no âmbito da gestão solidária de recursos”, precisa.“Os SMAS de Leiria têm todos os seus operacionais mobilizados no terreno, apoiados por equipas técnicas especializadas de várias entidades gestoras de água”, adianta.Estas equipas desenvolvem intervenções de eletromecânica em infraestruturas do sistema, purgas na rede de abastecimento e deteção de roturas com recurso a geofones, permitindo identificar fugas não visíveis, revela a empresa.Segundo o comunicado, “este trabalho é particularmente importante nesta fase, uma vez que, após a estabilização dos níveis de água nos reservatórios, é necessário garantir que a água chega efetivamente aos clientes”, notando que, “em especial nas zonas mais elevadas, a acumulação de ar nas condutas continua a dificultar a circulação normal da água”.Os SMAS, que garantem a qualidade da água fornecida, cuja monitorização foi reforçada, contam também “com o apoio de várias empresas técnicas especializadas” em trabalhos de reparação de roturas, eletromecânica e intervenções em bombas, geradores e quadros elétricos.À população, os SMAS, além de compreensão, pedem para que avise em caso de fugas, roturas visíveis ou ausência de abastecimento, para a linha 800202252. O apoio ao cliente continua a ser assegurado através da linha 244817300.A empresa gera um sistema que integra 1.900 quilómetros de condutas de água, 73 reservatórios, 47 estações elevatórias e 13 estações de desinfeção.Lusa.As comunicações em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, continuam com graves constrangimentos após a passagem da depressão Kristin pelo concelho e apenas cerca de 40% do território tem cobertura, informou hoje a Câmara Municipal.O município de Vila de Rei decidiu prolongar o Plano Municipal de Emergência até quarta-feira, devido à previsão de condições climatéricas adversas.“As comunicações mantêm-se com graves constrangimentos, encontrando-se apenas cerca de 40% do território com cobertura” explicou hoje a autarquia, numa nota onde é feito o ponto da situação do concelho.Em Vila de Rei há 14 pessoas em situação de realojamento, devido a danos nas suas habitações, que comprometeram as condições mínimas de habitabilidade e segurança e os trabalhos com a E-Redes para a reposição da distribuição de energia elétrica continuam em curso no terreno.“As equipas de Proteção Civil e Ação Social do município continuam no terreno, de forma a identificar e acompanhar as situações de cariz urgente e prestando apoio às pessoas em situação de maior vulnerabilidade”.A autarquia informa ainda que a estrada que liga a rotunda do Alcamim ao cruzamento para a Seada se encontra condicionada à circulação de veículos pesados e recomenda especial cautela na circulação rodoviária.Lusa.Os acessos nas seis estações do Metro de Lisboa que tinham sido temporariamente encerrados na sexta-feira como medida preventiva para minimizar a entrada de águas fluviais foram hoje reabertos, divulgou a empresa.Assim, de acordo com uma nota do Metropolitano de Lisboa, na Linha Amarela - na estação de Odivelas, o acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - estação São Sebastião — acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e estação Terreiro do Paço — acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - estação Rossio — dois acessos para a Praça D. Pedro IV, estação Alvalade — dois acessos para a Av. da Igreja e estação Roma — dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América, foram reabertos.Na sexta-feira, o Metro de Lisboa divulgou ter tomou medidas preventivas devido à previsão de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa".Como medida preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, foram instaladas barreiras de proteção em determinados acessos das estações consideradas mais críticas, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações, informou a empresa em comunicado.Outras medidas adotadas incidiram sobre alterações aos locais habituais de parqueamento dos comboios, ao reforço da disponibilidade de meios de bombagem e a monitorização permanente do sistema de bombagem instalado no troço Jardim Zoológico/Praça de Espanha, o qual foi reforçado com a instalação de uma bomba adicional de elevado débito, detalhou.Lusa.A forte chuva que se fez sentir nas últimas semanas destruiu parte do que restava de uma exploração de mirtilos em Serpins, na Lousã, que já tinha ardido num incêndio há seis meses, tornando cada vez mais difícil recomeçar.“Achávamos que depois do incêndio só poderia melhorar, mas não”, disse à agência Lusa Raquel Misarela, que criou com o seu companheiro, Filipe Pratas, a Belaberry em 2015, uma exploração em Serpins, no concelho da Lousã, distrito de Coimbra, dedicada à produção de mirtilos.Depois de terem visto 40% do pomar ser destruído num incêndio em 2017, viram-se novamente a braços com as chamas em agosto de 2025, com danos ainda mais avultados para a exploração (cerca de 400 mil euros), que sofre agora com a força das águas que vêm da serra e com as investidas dos veados junto das plantas que restam.O casal ainda não tinha avançado com o projeto de recuperação dos danos de 2025 (as candidaturas só terminaram em janeiro), quando nas últimas semanas viram as águas galgar o ribeiro e entrar com força dentro dos terrenos.“Houve limpeza das linhas de água nas zonas ardidas, mas deixaram as madeiras junto às linhas. Com estas enxurradas, a madeira cortada veio toda por aí abaixo e começou a entupir tudo”, contou Raquel, referindo que, além da madeira queimada acumulada, os solos na serra não tinham capacidade para reter água face aos incêndios de 2025, aumentando o caudal dos cursos de água.Segundo Raquel Misarela, um dos terrenos foi galgado “logo a seguir à depressão Kristin” e outro com a depressão Leonardo.“As plantas mais jovens foram com a água, porque ainda não tinham raízes fortes. As mais fortes [que deveriam começar a produzir este ano] vão ganhar fungos e toda uma série de outras doenças e, como fazemos tudo em modo biológico, os tratamentos são caríssimos e não compensa”, disse, referindo que esses dois terrenos tinham sido praticamente poupados nos fogos.Segundo Raquel, entre incêndio e inundações, resta uma zona produtiva incólume que acredita que irá sofrer investidas de veados e corsos, depois das vedações terem ardido por completo com o fogo de 2025.“Poderemos ter alguma fruta, mas é uma quantidade ridícula. Não vai dar sequer para estar à tona da água”, lamentou.Apesar de sublinhar toda a ajuda de vizinhos, amigos e junta de freguesia, Raquel Misarela afirmou que “é tudo muito desmoralizador”.“Tivemos tanta ajuda de tanta gente [depois dos incêndios], que quase que nos obriga a tentar. Nós vamos tentar”, disse, antevendo, porém, que o processo de recuperação será lento e incerto.“Se alguém acreditasse em sinais, que não é o nosso caso, via aqui um: ‘Saiam daí’. O sítio é lindíssimo e sentimo-nos acolhidos pelos nossos vizinhos. Vamos tentar, mas vamos começar a pensar em alternativas”, afirmou.Lusa.Cerca de 14% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, mantém-se sem energia elétrica quase 15 dias após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje o presidente da autarquia, Luís Albuquerque.Em declarações à agência Lusa, Luís Albuquerque referiu que, de acordo com os últimos dados da E-Redes, “a percentagem de pessoas sem eletricidade é ainda de 14%, cerca de 4.500 pessoas”, um pouco por todo o concelho.“Há diversos locais onde ainda não foi possível restabelecer a ligação, especialmente mais no norte do concelho, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta que já estamos quase há 15 dias desde a depressão. As pessoas estão a ficar desesperadas”, contou.Na opinião de Luís Albuquerque, “deviam ser reforçados os meios tanto na média tensão como na baixa tensão”.“Há zonas já com média tensão onde umas pessoas têm luz e outras não têm, porque a baixa tensão também está deteriorada e não tem havido capacidade de resposta”, contou.No que respeita ao abastecimento de água, o autarca disse ter indicação de que estará normalizado em praticamente todo o concelho.A prioridade da autarquia tem sido apoiar as pessoas que estão desalojadas ou deslocadas devido ao mau tempo.“Temos materiais, fruto da solidariedade de muitas empresas e de muitas pessoas. Temos telhas e lonas que as pessoas vêm buscar para tentar minimizar os estragos. Mas outra coisa é depois a reconstrução”, frisou.No final da semana passada, a autarquia contabilizou cerca de 40 desalojados, um número que se mantém: “Entretanto mais alguns foram identificados pelos nossos serviços sociais, mas houve outros que já puderam regressar às suas casas depois das intervenções feitas”.Lusa.O presidente do conselho de administração da E-Redes afirmou hoje que a empresa está a fazer tudo para a reposição rápida da energia nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas avisou que não abdica da segurança.“Estamos a fazer tudo, temos uma equipa vasta mobilizada para recuperar a zona de impacto da [depressão] Kristin e depois da Marta que se lhe seguiu”, declarou à agência Lusa José Ferrari Careto, em Leiria.Destacando que se trata de uma “devastação física”, com “infraestrutura elétrica que foi fisicamente afetada”, José Ferrari Careto reiterou que está “a fazer tudo para fazer uma recuperação rápida”.“Essa recuperação é feita com pessoas e as pessoas têm de trabalhar dentro de limites de segurança. E nós não vamos prescindir de assegurar que as nossas pessoas trabalham dentro desses limites e vamos ter de encontrar soluções para que consigamos resolver esse problema, mas nunca abdicando das medidas de segurança que as pessoas nos merecem”, salientou.Este responsável pela principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão lamentou ainda a vítima mortal e o ferido resultantes do acidente de trabalho, hoje em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, afetadas na sequência da depressão Kristin.Os trabalhadores, da empresa Canas, estavam ao serviço da E-Redes.José Ferrari Careto garantiu que a empresa “tem tido uma preocupação muito grande com a segurança das pessoas envolvidas” e tem “reforçado muito as condições de segurança”, especificando que se trata de recuperações da rede que envolvem trabalho em altura e riscos elétricos.“Não obstante, tivemos esta fatalidade”, declarou, expressando as “condolências à família, aos colegas das pessoas envolvidas no acidente” e “a máxima solidariedade para com todos os envolvidos” no acidente.Por outro lado, lembrou que se está “numa situação de calamidade” e “numa zona que envolve uma forte destruição de infraestrutura”.“[Quero] fazer um apelo a todos, para que tenhamos consciência de que há riscos nos sítios por onde nos movimentamos, nomeadamente no que diz respeito a infraestrutura elétrica que possa ainda não estar reparada”, destacou, pedindo que, em caso de alguma ocorrência ou dúvida, para não se “mexer em nenhum equipamento” e contactarem a empresa para esclarecer.Sobre as causas do acidente de trabalho mortal, José Ferrari Careto disse não haver ainda nenhuma conclusão preliminar, decorrendo as averiguações.Lusa.A Comissão Europeia já recebeu o pedido português para a ativação urgente do fundo da reserva agrícola e está analisar a solicitação e a situação no terreno, devido ao mau tempo e as suas consequências.“Podemos confirmar a receção de uma carta de Portugal solicitando a ativação urgente da reserva agrícola”, adiantou à Lusa um porta-voz do executivo comunitário, acrescentando que Bruxelas “está a analisar o pedido português e a acompanhar de perto a situação”.O Regulamento relativo à organização comum dos mercados prevê medidas excecionais, como a ativação da reserva, que podem ser tomadas para prevenir perturbações do mercado e a acontecimentos excecionais que afetem a produção ou a distribuição e a mitigar as suas consequências.O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enviou na quinta-feira uma carta ao comissário europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura.O pedido a Christophe Hansen surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.A reserva agrícola da UE permite uma resposta rápida a crises que afetem a produção ou a distribuição agrícola e dispõe de uma dotação anual de 450 milhões de euros..Lusa.O presidente da República eleito António José Seguro manifestou-se esta segunda-feira solidário para com os presidentes das autarquias de Montemor-o-Velho e Ereira, assoladas pela subida das águas do Mondego, em telefonemas onde também lhes agradeceu o esforço eleitoral.Ouvido pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia da Ereira, Nelson Carvalho, contou que António José Seguro agradeceu “todo o esforço” que a autarquia local tem feito na gestão da crise “e a boa coordenação” entre todas as entidades.“E agradeceu muito o exemplo do ato eleitoral de domingo, ficou muito sensibilizado e emocionado com a resposta que a população da Ereira deu nas eleições”, vincou o autarca.“Está solidário connosco. Está connosco nas preocupações e na angústia e deixou um forte abraço de conforto para todos e disponível para o que precisarmos”, acrescentou Nelson Carvalho.O presidente da freguesia que está isolada há seis dias, devido à subida de águas do Mondego nos campos agrícolas em redor da aldeia, garantiu ainda nada ter pedido, no telefonema desta manhã, ao Presidente da República eleito.“Não lhe pedi nada, para já, neste momento, é um cidadão como eu. Mas gostei muito do gesto e da disponibilidade futura em ajudar”, declarou Nelson Carvalho.Já o presidente do município de Montemor-o-Velho (distrito de Coimbra), José Veríssimo, classificou o telefonema recebido de António José Seguro como “uma conversa simbólica, mas muito importante”.“Agradeceu a forma como estamos a gerir esta situação [das cheias] e como proporcionámos que as eleições fossem feitas”, revelou o autarca.Manifestando-se “muito sensibilizado” com o gesto do futuro chefe de Estado, que toma posse daqui por um mês, a 09 de março, José Veríssimo disse não ter pedido “rigorosamente nada” a António José Seguro, apenas explicando a situação atual no concelho do Baixo Mondego..Lusa.A resposta dos serviços alternativos da Metro Mondego devido à suspensão das operações no troço suburbano está “muito abaixo do que é a necessidade”, criticou hoje o presidente do Município de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra.“Os serviços alternativos não estão a responder às necessidades das pessoas. São serviços alternativos muito aquém daquilo que são os horários normais”, disse à agência Lusa José Miguel Ramos Ferreira, salientando que o concelho está sem sistema “há praticamente uma semana”.O deslizamento de um talude na localidade de Sobral de Ceira, em Coimbra, levou à suspensão da operação do Sistema de Mobilidade do Mondego, estimada em duas semanas, no troço suburbano entre Sobral de Ceira e Serpins, que está a ser garantido por serviços alternativos.José Miguel Ramos Ferreira considerou que os horários dos serviços alternativos estão “muito abaixo daquilo que são os horários normais", havendo “muito menos oferta”.“Nesse momento, nas horas de ponta, estão com serviços a sair de Miranda [do Corvo] de 30 em 30 minutos, mas um autocarro leva cerca 50 pessoas. E, antigamente, estavam ao serviço do ‘metrobus’ de 10 em 10 minutos com 120 pessoas, que é a capacidade do sistema”, detalhou.Apesar de reconhecer que o sistema “não vai, de 10 em 10 minutos, 100% lotado”, o autarca notou que “há uma diferença demasiado grande em termos de oferta”, que está “a prejudicar bastante” a população.“É uma situação que nos preocupa imenso e que nós temos estado a batalhar junto à Administração da Metro [Mondego], compreendendo, naturalmente, que isso não é uma situação fácil, mas, se o sistema por alguma razão de segurança não funciona, a Metro Mondego tem de estar preparada para dar uma resposta cabal em termos de serviços alternativos. O que manifestamente não está a acontecer”, afirmou.José Miguel Ramos Ferreira disse ainda temer que a obra do talude “possa demorar bastante tempo, porque é uma queda gigante de um talude”.“Precisamente por isso é que me parece que um sistema desta dimensão tem de ter sistemas alternativos eficazes”, assinalou, salientando que “a falta de serviços eficazes é dramática para a população” de Miranda do Corvo.À suspensão da operação do ‘metrobus’ soma-se à supressão de várias vias municipais no concelho de Miranda do Corvo, fruto da queda de taludes, salientou o autarca.Lusa.A Câmara de Alcácer do Sal pediu a intervenção do Exército para "estabilizar a encosta" do Castelo."Os recentes deslizamentos de terras em diversos locais e de forma repetida, na denominada encosta do castelo, na cidade de Alcácer do Sal, levaram o Município a pedir o apoio de diferentes entidades", refere, em comunicado divulgado esta segunda-feira, a autarquia.Está "em causa está a segurança das populações e dos bens culturais presentes", segundo o município.Os elementos da Comissão de Coordenação Regional do Alentejo (CCDR-A) estiveram já no local para fazer uma avaliação e monitorização da situação, referiu a câmara.O pedido para a intervenção do Exército foi feito através do Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.A Câmara de Alcácer do Sal, cuja zona ribeirinha foi alvo de cheias, indicou ainda na nota que "assim que os desmoronamentos se sucederam, em dimensão e frequência, o município encerrou toda a circulação, automóvel e pedonal, na estrada do Miradouro da Encosta (bairro da Graça) e na estrada de Santa Luzia".Foi reforçado o "apelo às populações, para que não utilizem estas vias e se mantenham em segurança. .Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Leiria registaram, desde o dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, 141 roturas na rede, encontrando-se cinco por resolver, anunciou hoje a empresa.“Desde o início da tempestade, foram registadas 244 ocorrências relacionadas com o sistema de abastecimento de água. Destas, 141 correspondem a roturas na rede, encontrando-se apenas cinco ainda por resolver”, refere um comunicado enviado à Lusa às 13h16.Segundo o comunicado, passados 13 dias sobre a depressão, os SMAS de Leiria “continuam a enfrentar um cenário de elevada exigência na recuperação do sistema de abastecimento de água”, mas, “apesar das inúmeras dificuldades, o abastecimento foi já reposto em quase todo o concelho”.“Este trabalho tem sido assegurado pelos SMAS de Leiria, com o apoio de entidades do setor da água, empresas técnicas especializadas e da Marinha Portuguesa, num contexto marcado por danos significativos nas infraestruturas, falhas de energia elétrica e dificuldades de acesso”, explica.Os SMAS alertam que, não obstante os “progressos alcançados, o sistema encontra-se ainda tecnicamente instável, devido à existência de roturas, avarias em equipamentos e constrangimentos energéticos, podendo verificar-se interrupções e variações de pressão, mesmo em zonas onde a água já foi restabelecida”.As localidades que, pelas 13h15 de hoje, estavam sem abastecimento de água devido à existência de roturas graves ainda não localizadas são Chãs (Regueira de Pontes), Regueira de Pontes e Chão Direito (Barreira).“Estas ocorrências exigem trabalhos técnicos especializados, uma vez que não apresentam sinais visíveis à superfície”, esclarece a empresa.Ainda segundo os SMAS, “no âmbito da resposta à emergência, foram instalados 50 geradores”, 35 dos quais estão em funcionamento.Quatro foram “instalados em regime de prevenção” e “os restantes foram encaminhados e emprestados para outros locais, no âmbito da gestão solidária de recursos”, precisa.“Os SMAS de Leiria têm todos os seus operacionais mobilizados no terreno, apoiados por equipas técnicas especializadas de várias entidades gestoras de água”, adianta.Estas equipas desenvolvem intervenções de eletromecânica em infraestruturas do sistema, purgas na rede de abastecimento e deteção de roturas com recurso a geofones, permitindo identificar fugas não visíveis, revela a empresa.Segundo o comunicado, “este trabalho é particularmente importante nesta fase, uma vez que, após a estabilização dos níveis de água nos reservatórios, é necessário garantir que a água chega efetivamente aos clientes”, notando que, “em especial nas zonas mais elevadas, a acumulação de ar nas condutas continua a dificultar a circulação normal da água”.Os SMAS, que garantem a qualidade da água fornecida, cuja monitorização foi reforçada, contam também “com o apoio de várias empresas técnicas especializadas” em trabalhos de reparação de roturas, eletromecânica e intervenções em bombas, geradores e quadros elétricos.Lusa.A Proteção Civil lamentou esta segunda-feira a morte de um trabalhador que prestava serviço à empresa E-Redes em trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, alertando para o risco de eletrocussão “em caso de queda de cabos elétricos”.“Um lamento muito profundo. Um abraço solidário para toda família destas duas pessoas, uma, infelizmente, vítima mortal e a segunda, um ferido grave, transportada para o hospital”, disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.Falando na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa, Mário Silvestre voltou a reforçar os alertas de segurança, sobretudo às zonas afetadas pelo mau tempo, chamando a atenção para os riscos associados aos cabos elétricos caídos.“Em caso de queda de cabos elétricos, não toque nem se aproxime. Estes cabos podem estar ainda em carga e, portanto, existe aqui o risco de eletrocussão”, sublinhou o responsável. . O alerta surgiu após várias ocorrências registadas nos últimos dias, em que infraestruturas elétricas foram danificadas pelo vento forte.A ANEPC reforçou também a necessidade de redobrar cuidados nos trabalhos em altura, que continuam a decorrer em várias regiões para reparação de telhados danificados.“Reiteramos ainda a necessidade de continuar com todos os cuidados possíveis e imagináveis nos trabalhos em altura que decorrem um pouco por todo o lado na reparação dos telhados”, afirmou Mário Silvestre.Outro ponto crítico destacado pelo comandante foi o uso de geradores domésticos, frequentemente acionados em situações de falha de energia, alertando para o perigo de os manter dentro das habitações.“Para quem ainda tiver que fazer o uso de geradores nas suas casas, [é importante] colocarem os geradores fora das casas, porque são motores movidos a gasolina a grande parte das vezes. Os fumos de escape emitidos por esses geradores podem causar a morte como, infelizmente, também já aconteceu”, lembrou.Lusa.O concelho de Pedrógão Grande ainda tem “largas dezenas” de casas afetadas pela depressão Kristin que estão sem intervenção, num momento em que as equipas estão a ficar esgotadas, afirmou o presidente do município.“Temos ainda largas dezenas de casas” sem intervenção, disse à agência Lusa João Marques, afirmando que, mesmo em habitações onde foi possível fazer algumas reparações provisórias e pôr lonas, com os ventos fortes que se sentiram no fim de semana “voltaram ao mesmo”.Segundo o autarca, “as pessoas estão muito esgotadas”, sublinhando, porém, o trabalho “incansável” dos funcionários do município, da corporação local, escuteiros, equipas da GNR, da Força Especial de Bombeiros e de “voluntários estrangeiros e nacionais”.“Está tudo a ficar de rastos, mas não desistimos”, vincou.O presidente da Câmara de Pedrógão Grande salientou que, face à dimensão dos danos em habitações, todos os meios “parecem poucos para o trabalho necessário”, referindo que foi pedida ajuda ao Exército, mas sem sucesso até ao momento.“Enquanto não se conseguir pôr empreiteiros e pessoal da construção civil a recuperar definitivamente estamos a fazer algo que depois vem o vento e desfaz”, notou.De acordo com João Marques, o impacto da passagem da depressão sentiu-se em todo o concelho, mas com especial incidência na região sul de Pedrógão Grande.Além das casas sem intervenção, ainda há trabalho a ser feito na reposição da energia, num momento em que cerca de 85% do concelho já tem a luz restabelecida, mas ainda com “muitas anomalias”, constatou.“As empresas ainda estão sem energia e há muitas habitações que, mesmo havendo energia na aldeia, não têm porque as baixadas [ligações da rede às casas] ficaram deterioradas”, explicou.João Marques afirmou que o município está a começar a inventariar todos os prejuízos nos equipamentos municipais, património religioso, cultural e associativo, não conseguindo ainda estimar o valor.“O urgente agora é intervir nas habitações e assegurar a eletricidade”, disse, esperando também que no futuro haja um restabelecimento das comunicações.Lusa."O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamenta a ocorrência de mais uma morte decorrente das intempéries que assolam o nosso país e apresenta as suas sinceras condolências aos familiares e companheiros do falecido, que trabalhava para recuperar a rede elétrica, hoje em Leiria", diz uma nota publicada no site da Presidência, na qual o chefe de Estado "deseja, também, votos de rápida recuperação ao trabalhador ferido".Um homem morreu hoje e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin..Um morto e um ferido em trabalhos de reparação de estruturas elétricas em Leiria. E-Redes investiga acidente. Nesta mensagem, o Presidente dirige ainda "uma palavra de reconhecimento e de gratidão a todos os operacionais e voluntários que se encontram no terreno, a zelar pelo bem-estar e segurança dos nossos concidadãos"..O regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, reforçou o apoio ao distrito de Leiria, fortemente afetado pelo mau tempo dos últimos dias, com o envio de mais um veículo e dois operacionais, num total de quatro viaturas e 12 elementos no terreno, informou esta segunda-feira a Câmara de Lisboa.A autarquia da capital recorda, numa nota divulgada nas redes sociais, que o veículo escada "já se encontra em Leiria" e "vai permitir a realização de trabalhos em altura, nomeadamente a colocação de coberturas/telhas nas casas/infraestruturas, fortemente danificadas pelos eventos meteorológicos extremos que assolaram Portugal nos últimos dias".. Os Sapadores Bombeiros de Lisboa estão em Leiria, numa missão de socorro e apoio às populações, desde 31 de janeiro, refere ainda o município..Presidente da Câmara de Leiria: "Resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa" .O Presidente eleito, António José Seguro, passou a manhã desta segunda-feira ao telefone com vários autarcas para se inteirar da situação no terreno e do processo de recuperação, na sequência dos últimos acontecimentos.Seguro falou com os presidentes das Câmaras Municipais de Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Pombal, Golegã, Leiria e Arruda dos Vinhos, bem como com o presidente da Junta de Freguesia da Ereira (Montemor-o-Velho), localidade que permanece sem acesso terrestre.Durante os contactos, o Presidente eleito tomou também conhecimento de mais uma morte no concelho de Leiria, elevando para 16 o número de vítimas mortais. António José Seguro manifestou pesar e endereçou condolências à família da vítima.A trabalhar a partir da sua residência, nas Caldas da Rainha, Seguro segue na tarde hoje, 9 de fevereiro, para o Palácio de Belém, onde tem prevista uma reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.Alexandra Tavares-Teles.O executivo da Câmara da Marinha Grande reuniu-se com Paulo Fernandes, no domingo (8), responsável pela Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País. Os autarcas manifestaram "preocupação com a situação ainda vivida no concelho, onde 27% da população permanece sem energia elétrica, afetando gravemente famílias, atividades económicas e instituições locais", segundo nota divulgada esta segunda-feira (9) pelo município.Indica a autarquia que, na reunião, foram "identificados prejuízos significativos", nomeadamente em particulares, com "danos em habitações, equipamentos e bens essenciais", nas empresas, com "impactos na produção, conservação de materiais e funcionamento diário" e nas associações e coletividades, "com perdas materiais e impossibilidade de manter atividades regulares".Explica a Câmara da Marinha Grande que a reunião com Paulo Fernandes permitiu "alinhar procedimentos, identificar constrangimentos e reforçar a articulação entre o Município e a Estrutura de Missão, com o objetivo de acelerar a fase de recuperação e assegurar respostas adequadas às populações".De acordo com a autarquia, o "líder da Estrutura de Missão reconheceu que os prejuízos registados exigem respostas rápidas, coordenadas e ajustadas à realidade local, garantindo coerência e celeridade na execução das medidas de apoio e reconstrução"..O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje que, apesar da “estabilidade aparente que tivemos” nas últimas horas, é necessáio manter o nível de alerta para o mau tempo, nomeadamente devido ao risco de inundações pelo aumento dos caudais dos rios mais a norte e também de movimento de massas.“Cuidado com desmoronamentos e deslizamentos de terras. Há estradas que estão intransitáveis porque o piso ruiu por completo. Esta situação terá tendência a continuar a manifestar-se em todo o território”, disse Mário Silvestre no briefing na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.“Amanhã deverá ser um dia que poderá trazer inundações mais complicadas” para as regiões junto aos rios, nomeadamento Tejo (mantendo-se o nível vermelho na sua bacia), Mondego, Sorraia, Sado, Douro, Vouga, Águeda, Lima, Ave, Tâmega, Lis e Guadiana, alertou.“A previsão de precipitação para estas bacias é bastante elevada para o dia de amanhã [terça-feira], podendo haver, nomeadamente no Vouga, no Águeda, no Lima, no Rio Minho e no Cávado, situações que poderão causar inundações”, disse..A Proteção Civil registou 11.957 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12h00 de hoje em Portugal continental, adiantou o comandante nacional.Mário Silvestre disse que estão empenhados 42.135 operacionais na resposta à situação de calamidade e 16.664 meios no terreno.De acordo com Mário Silvestre, a noite passada “foi tranquila”, traduzindo “um cenário de estabilidade”.“Temos a registar nesta noite 54 ocorrências, que, mais uma vez, refere a estabilidade aparente que tivemos”, salientou na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.Mário Silvestre lamentou ainda a morte de um trabalhador que prestava serviço à empresa E-Redes em trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, alertando para o risco de eletrocussão “em caso de queda de cabos elétricos”.“Um lamento muito profundo. Um abraço solidário para toda família destas duas pessoas, uma, infelizmente, vítima mortal e a segunda, um ferido grave, transportada para o hospital”, disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.Mário Silvestre voltou a reforçar os alertas de segurança, sobretudo às zonas afetadas pelo mau tempo, chamando a atenção para os riscos associados aos cabos elétricos caídos.“Em caso de queda de cabos elétricos, não toque nem se aproxime. Estes cabos podem estar ainda em carga e, portanto, existe aqui o risco de eletrocussão”, sublinhou o responsável.. O alerta surgiu após várias ocorrências registadas nos últimos dias, em que infraestruturas elétricas foram danificadas pelo vento forte.Hoje, um homem morreu e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin..Um morto e um ferido em trabalhos de reparação de estruturas elétricas em Leiria. E-Redes investiga acidente. DN/Lusa.A falta de equipas técnicas especializadas está a atrasar a recuperação das casas afetadas pela depressão Kristin em Ferreira do Zêzere, levando o presidente da câmara a pedir ajuda urgente às empresas de construção civil de todo o país.. “Sem equipas técnicas especializadas e reforço operacional imediato, muitas famílias continuarão expostas e a recuperação será demasiado lenta”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, em comunicado.A autarquia identificou como necessidades imediatas equipas multidisciplinares - eletricistas, carpinteiros, pedreiros e avaliadores estruturais - com capacidade para intervir em coberturas e reparações exigentes, bem como equipamentos de estabilização para intervenções urgentes.DN/Lusa.Ferreira do Zêzere pede ajuda urgente a empresas da construção civil.A situação no rio Douro “tem estado estabilizada”, mas devido à “previsível maior pluviosidade” o alerta vermelho para risco de cheias e as medidas de prevenção são para manter, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.“A situação no rio Douro nestes últimos dias tem estado mais estabilizada. Os caudais lançados pelas várias barragens têm sido mais baixos e isso tem permitido que a cota do rio tenha ficado um pouco mais baixa do que na semana passada. No entanto, com a aproximação de maior pluviosidade para amanhã [terça-feira], quarta-feira e durante esta semana acreditamos que os caudais possam subir”, disse Pedro Cervaens, num ponto de situação à agência Lusa cerca das 11:00.Alertando que “está prevista muita chuva para o Norte de Portugal e para Espanha”, previsão que “associada ao aumento do caudal dos rios e afluentes e à elevada saturação que os solos” pode vir a causar dificuldades, Pedro Cervaens justificou a manutenção de medidas preventivas.“Não baixamos o alerta [vermelho para risco] de cheias e as medidas que foram implementadas na altura em que os picos foram mais altos mantêm-se pelo facto de o país ter sido atingido pela depressão Marta. Não sabíamos muito bem o que é que isso iria implicar. Resolvemos manter o alerta e as medidas que foram implementadas quando emitimos esse alerta a título preventivo”, referiu.Segundo Pedro Cervaens, a situação está “estável mesmo naquelas zonas tendencialmente mais críticas” como Miragaia e Ribeiro, no Porto, ou Afurada, em Vila Nova de Gaia.À Lusa, o comandante adjunto da Capitania do Douro apontou ainda que no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, o rio Douro “também teve um abaixamento na cota”.“Mas não foi muito significativo”, referiu, acrescentando que “durante o fim de semana teve cotas quase sempre acima dos 8 metros, 8,5”.“Por vezes baixava um pouco, andava nos 7, 9, 7, 8, mas andou muito tempo ali acima dos 8 metros. É importante compreender que a água chega à marginal aos 10,7 metros, mais ou menos. Em poucas horas, rapidamente atinge [a margem]. Portanto, continua merecedor de atenção, naturalmente”, concluiu.Lusa.As câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos iniciaram no domingo, 8 de fevereiro, uma intervenção de emergência para relocalizar o canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar, na Foz do Arelho, para salvaguardar um emissário submarino em risco de ficar a descoberto."Em resultado das condições meteorológicas extremas resultantes da passagem das Depressões Kristin e Leonardo, a situação de erosão na zona terminal da Lagoa de Óbidos e faixa costeira oceânica adjacente assumiu proporções bastante preocupantes, com um elevado risco para infraestruturas viárias e bens materiais importantes", diz um comunicado da Câmara das Caldas da Rainha.A autarquia propôs à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) "a abertura de um segundo canal de ligação ao mar, para mitigação da intensa erosão que fustiga a margem norte, com aproveitamento dos sedimentos mobilizados para salvaguardar as infraestruturas aí existentes, repor o perfil da praia da Lagoa e fechar a atual embocadura da Aberta", que está muito próxima da Avenida do Mar.. Paralelamente, o município apresentou à APA um plano complementar de consolidação sedimentar e de proteção do litoral costeiro a longo prazo, cuja implementação ficará dependente de parecer favorável daquela entidade.A intervenção que “deverá rondar os 50 mil euros” é custeada pelas duas autarquias, do distrito de Leiria, e segundo Vítor Marques “deverá demorar cerca de uma semana, se as condições meteorológicas o permitirem”..O Exército Português tem esta segunda-feira, 9 de fevereiro, mais de 1600 militares no terreno, além de viaturas táticas, máquinas, geradores e módulos de comunicações.Em comunicado, o Exército informa que o “tem 1.645 militares empenhados, garantindo missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica”. Acrescenta que “para assegurar esta capacidade, estão mobilizadas 146 viaturas táticas ligeiras, 128 viaturas táticas pesadas, 21 máquinas de engenharia e 16 geradores, bem como módulos de comunicações, complementados por meios preposicionados para emprego rápido sempre que necessário”.. Garantindo que mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, o Exército explica que “no período mais recente, regista-se incremento do emprego de Módulos de Construções em Altura de Engenharia Militar, mantendo as operações de contenção de caudais nas bacias hidrográficas do Tejo e Mondego, bem como, a capacidade de resposta para a evacuação de povoações isoladas e o apoio com módulos de energia e iluminação”.Em resultado disso, avança, foram colocadas 207 lonas/telas de proteção temporária de telhados e reparadas 89 coberturas de habitações. Foi ainda possível o “restabelecimento de acessos e apoio logístico, com 292 toneladas de carga transportada e 380 km de itinerários/estradas abertos” e a remoção de 621 toneladas de escombros.. O Exército informa que foram ainda disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 833 patrulhas, apoiadas 235 situações de dificuldade social e 73 intervenções efetuados pelo módulo de apoio psicológico, bem como assegurado apoio de lavandaria, com 1.650 kg de roupa lavada.De acordo com esta mesma nota do Exército, foram também transportadas 530 pessoas, instalados 220 metros de barreiras de contenção e utilizados 11.980 sacos de areia, reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis..O município de Figueiró dos Vinhos apelou hoje à população para que seja feito um uso responsável da energia elétrica de modo a evitar quebras no fornecimento, que tem sido assegurado por geradores em algumas zonas.Em algumas partes do concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, o fornecimento de energia elétrica encontra-se a ser assegurado, de forma provisória, através de geradores, enquanto decorrem os trabalhos de reposição e estabilização da rede elétrica, informou a Câmara Municipal.Numa publicação nas redes sociais, a autarquia afirmou que, “face a esta situação excecional”, apela-se aos munícipes a “uma utilização responsável da energia elétrica, até que o sistema se encontre totalmente normalizado”.Assim, foi solicitado que sejam utilizados apenas os equipamentos considerados essenciais, como frigoríficos e arcas de conservação, iluminação estritamente necessária e equipamentos médicos ou de apoio a pessoas dependentes.“A utilização excessiva ou simultânea de equipamentos elétricos de elevado consumo poderá comprometer o funcionamento dos geradores, provocar interrupções no fornecimento, causar danos em equipamentos e colocar em risco a segurança de pessoas e bens”.O município aconselhou ainda que seja evitada temporariamente a utilização de aparelhos de elevado consumo energético.Lusa.No distrito de Aveiro, 26 estradas estão interditas ou condicionadas devido a inundações, desmoronamentos e abatimento do piso, de acordo com o ponto da situação mais recente, feito esta manhã pela GNR.Pede-se, por isso, a "todos os condutores a máxima prudência, o respeito pela sinalização existente e, sempre que possível, a utilização de percursos alternativos", indica a nota do Comando Territorial da GNR de Aveiro.Este era o ponto da situação às 08h00:ÁguedaRua da Pateira, Fermentelos — inundaçãoEstrada do Campo, Espinhel — inundação Estrada do Campo, Recardães — inundaçãoAlbergaria-a-VelhaM553, Ribeira de Fráguas — abatimento do piso da estradaEN 230-2, Angeja — inundaçãoArrancadaRua do Campo, Segadães — inundaçãoEstrada Real, Lamas do Vouga — inundaçãoRua do Covão, Aguieira, Valongo do Vouga — desmoronamento Rua Ponte da Barca, Serém — inundação EM 577, Fontinha — inundaçãoAnadiaRua São Simão, São Lourenço do Bairro — inundaçãoSangalhosRua da ETAR, Avelãs de Caminho — inundaçãoEstarrejaRua da Estação, Canelas — inundação Rua do Vale, Fermelã — inundação Rua General Artur Beirão, Canelas — inundação Estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA, Canelas — inundação Rua do Feiro, Salreu — inundaçãoMurtosaTravessa Arrais Francisco Faustino, Torreira — inundação Rua Caminho das Remolhas, Bunheiro — inundaçãoAveiroRua Direita, Requeixo — inundaçãoRua da Pateira, Requeixo — inundação Rua da Valsa, Eixo — inundaçãoCaciaRua Marquês de Pombal, Cacia — inundaçãoEsmoriz / MacedaAvenida da Praia, Maceda — desmoronamentoÍlhavoRua do Sul, Gafanha da Aquém — inundaçãoVia condicionadaIC2 Km 239 – Sentido Norte/Sul – Lamas do Vouga — desmoronamento .Um homem morreu esta manhã na sequência de uma descarga elétrica quando reparava a rede elétrica em Leiria. Um outro homem ficou ferido.Os dois homens eram funcionários da empresa Canas, prestadora de serviços à E-Redes.Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado é para já desconhecido, 40 anos.Fonte oficial da E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, confirmou que as vítimas, um morto e um ferido grave, são funcionários da empresa Canas que estavam ao serviço da operadora.Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes referiu que “lamenta profundamente o registo de uma vítima fatal e de um ferido, ao serviço de um dos seus parceiros, no contexto de trabalhos de reposição da rede na sequência das depressões que têm afetado Portugal continental”.“A empresa desencadeou prontamente uma investigação para apurar as causas deste acidente e manterá total transparência, colaboração e solidariedade com os envolvidos”, declarou a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.Um total de 56 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição. Leiria é o distrito mais afetado com 36 mil.Para esta noite está marcada uma vigília na Fonte Luminosa, em Leiria, numa ação de solidariedade para com as pessoas que não têm eletricidade e de homenagem às vítimas mortais..A ligação ferroviária entre Formoselha/Santo Varão, no concelho de Montemor-o-Velho, e Coimbra-B foi hoje retomada, assegurando a mobilidade da população da margem esquerda do Rio Mondego até Coimbra, informou a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho.Foram asseguradas as ligações Formoselha - Coimbra-B: às 06h30 e 07h30, estando ainda previstas às 17h30 e 18h30.De Coimbra-B para Formoselha, o comboio circulou às 06h12 e às 07h01, estando ainda previsto às 17h08 e às 18h07.Os comboios realizam paragens intermédias, nomeadamente em Pereira, Ameal, Vila Pouca do Campo, Taveiro, Casais, Espadaneira e Bencanta.De acordo com a autarquia de Montemor-o-Velho, esta reposição resulta da intervenção do presidente da Câmara Municipal, José Veríssimo, junto da Infraestruturas de Portugal (IP) e da Comboios de Portugal (CP).“Teve o objetivo de assegurar uma alternativa de mobilidade ferroviária essencial para a população da margem esquerda do Mondego, que enfrenta fortes constrangimentos à circulação rodoviária decorrentes da subida das águas no Vale do Mondego”, justificou.O Município de Montemor-o-Velho realçou ainda o empenho da IP e da CP em atender ao pedido de encontrar e implementar soluções que minimizem os constrangimentos sentidos pela população e que contribuem para a reposição progressiva da normalidade.A Linha do Norte encontra-se encerrada junto à estação ferroviária de Alfarelos e a Linha do Oeste e o Ramal de Alfarelos, por onde circulam habitualmente os comboios suburbanos entre Coimbra e a Figueira da Foz, estão interrompidos na sequência de várias ocorrências provocadas pelo mau tempo.Esta situação agravou significativamente a mobilidade no território, num período em que também se verificam cortes e condicionamentos relevantes na rede viária.“A reposição desta ligação ferroviária é essencial para assegurar a mobilidade da população da margem esquerda do Mondego até Coimbra, garantindo o acesso ao trabalho, aos serviços de saúde e a outros serviços essenciais”, evidenciou.Lusa.Um total de 56 mil clientes da E-Redes continua sem abastecimento de energia elétrica em Portugal continental devido aos danos provocados pelo mau tempo na rede de distribuição, informou hoje a empresa.Num balanço feito às 08h00, a empresa indicou que “estão por alimentar cerca de 48 mil clientes na zona da depressão Kristin".Leiria é o distrito mais afetado com 36 mil, seguido de Santarém com oito mil, Coimbra e Castelo Branco com dois mil cada, segundo a E-Redes.No anterior balanço realizado pela empresa, no domingo, o número de clientes afetados era de cerca de 58 mil clientes no continente e estavam por alimentar cerca de 50 mil clientes na zona da depressão Kristin.Destes, a maioria, 38 mil, em Leiria, seguindo-se mais oito mil em Santarém, dois mil em Coimbra e outros dois mil em Castelo Branco.Lusa.Estão encerrados em Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, um centro de saúde e uma escola.De acordo com a nota da autarquia, divulgada no domingo, "devido à situação relacionada com a Barragem da Retorta, a Escola de Manique do Intendente mantém-se encerrada até nova comunicação". Uma medida de precaução, "tendo como prioridade a segurança de toda a comunidade escolar".De acordo com o município "as restantes escolas do concelho, a creche Municipal e a UTICA estarão em funcionamento normal".No que se refere ao centro de saúde de Manique do Intendente, o motivo de encerramento é o mesmo.Na sexta-feira, recorde-se, o município informou, em comunicado, que “devido às condições meteorológicas adversas que se têm verificado no concelho", existia "risco de rutura da Barragem da Retorta”. A Câmara Municipal de Azambuja indicou, na altura, que, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, estava a "acompanhar a situação de forma permanente, em articulação com o LNEC e a APA”. "A situação está a ser monitorizada de perto e, neste momento, encontra-se controlada”, segundo a referida nota da autarquia. No ponto de situação de domingo, às 12h30, divulgado no site da câmara, a Barragem da Retorta continuava a ser "monitorizada de perto" e, naquele momento, encontrava-se "estável". .Devido aos efeitos do mau tempo, há escolas em Arruda dos Vinhos que estão encerradas esta segunda-feira devido à falta de água. Isso mesmo comunicou a autarquia.A Câmara de Arruda dos Vinhos indicou, no domingo, que, apesar de estarem no terreno equipas da EPAL, "não há previsão para a resolução da rotura na conduta abdutora, causada por um deslizamento de terras"."Por esse motivo os Centros Escolares de Arruda dos Vinhos e Casal do Telheiro estarão encerrados" esta segunda-feira, informou a nota do município, que lamenta "os incómodos causados"..A Câmara Municipal de Leiria informa que o Armazém Solidário, situado no Mercado do Falcão, junto do aeródromo, é o local de entrega e recolha de material de construção para apoiar aqueles que necessitam, na sequência da passagem da depressão Kristin, há quase duas semanas.Seundo a autarquia estes são os bens mais necessários: Telhasol 10, Telhasol 12, Telhões para Telhasol, Telha Marselha antiga, Telha Margon Juncal (esquerda e direita), Telha Umbelino Monteiro, Telha CS modelo F2 e Telhões para telha CS..Continuam a registar-se esta segunda-feira condicionamentos nas linhas da rede ferroviária nacional, devido às condições meteorológicas adversas, refere a Infraestruturas de Portugal (IP).Este era o ponto da situação às 08h00:- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Formoselha;- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho;- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;- Linha de Cascais: circulação suspensa na via ascendente entre Algés e Caxias;- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e a Bifurcação Chelas..A proteção civil não registou durante a noite ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo e houve uma ligeira melhoria da situação nas zonas inundadas, disse à agência Lusa José Costa.“Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite. Registámos 29 ocorrências dispersas por todo o território do continente. No que diz respeito às zonas inundadas, houve uma ligeira melhoria”, adiantou José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.Entre 28 de janeiro e as 08:00 de hoje, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, foram registadas 24.225 ocorrências, que mobilizaram 83.546 operacionais, com o apoio de 32.195 meios terrestres, segundo a mesma fonte.No domingo, o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, a alertou para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.De acordo com Mário Silvestre, o risco significativo de inundações mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.DN/Lusa.O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por precipitação forte e persistente na terça e na quarta-feira devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira está previsto um ligeiro desagravamento.“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afetados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.“Exatamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.A partir de quinta-feira, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.Lusa.Situação continua “bastante crítica” e gerou 1272 deslocados.A circulação ferroviária na Linha da Beira Baixa, entre o Entroncamento e Castelo Branco, que estava suspensa devido ao mau, da última semana de janeiro, foi retomada, informou hoje a CP – Comboios de Portugal pelas 06h00.Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.Mantém-se com constrangimentos a Linha do Norte, estando a ser efetuados os serviços de longo curso de forma parcial e serviços regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.Na Linha da Beira Alta, o serviço intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual.O Comboio Internacional Celta continua com circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma.Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.Lusa.Onze distritos do continente e as ilhas do grupo central dos Açores estão esta segunda-feira sob aviso amarelo, o menos grave, por precipitação persistente e ocasionalmente forte, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Os distritos hoje em aviso amarelo, em fases diferentes do dia, são todos os distritos do litoral exceto Setúbal e ainda Portalegre e Évora. Nos distritos do sul o aviso acaba esta madrugada.Segundo as previsões atualizadas do IPMA, na terça-feira os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro e Viseu terão avisos laranja de precipitação forte, o segundo mais grave, com os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Coimbra e Leiria com aviso amarelo.Também na terça-feira o IPMA volta a assinalar avisos para agitação marítima (no Grupo Ocidental dos Açores a agitação marítima ocorre já hoje, com aviso amarelo, e na terça-feira passa a laranja durante a manhã) em Aveiro, Braga, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, com aviso amarelo em todos os casos.Para hoje e para terça-feira o IPMA não emite avisos de qualquer espécie para o vento nem para outras ocorrências, como a queda de neve.Lusa.Torres Vedras cancela Carnaval. E-Redes contabiliza 58 mil clientes sem luz.Viana do Castelo ativou na noite de domingo o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil, na sequência do mau tempo dos últimos dias, depois de terem sido ativados três planos municipais.Num comunicado, a Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo informou que comunicou a decisão ao secretário de Estado da Proteção Civil, que surge na sequência da já tomada Declaração da Situação de Contingência para os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima.No comunicado explica-se que a decisão foi tomada no domingo numa reunião extraordinária liderada pelo presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil e autarca de Paredes de Coura, Tiago Cunha.O Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil é acionado perante a ativação simultânea de três ou mais Planos Municipais de Emergência e Proteção Civil do distrito.No sábado, a Comissão Distrital avançou com Declaração da Situação de Contingência entre as 00h00 de 5 de fevereiro e as 23h59 de 15 de fevereiro para os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima.A decisão teve por base “a continuidade das condições meteorológicas extremas e o risco de ocorrências de cheias, inundações e deslizamento de terras em zonas historicamente mais vulneráveis”.Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.Lusa.Bom dia, Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre o mau tempo neste início de semana, que será de mais chuva.Na terça e na quarta-feira, Portugal continental deverá ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)..Situação continua “bastante crítica” e gerou 1272 deslocados.População compreende, mas não gosta. O adiamento da democracia em Arruda dos Vinhos e na Golegã .“Não é aceitável”. Governador do Banco de Portugal critica falhas de prevenção após crise do mau tempo