No briefing desta tarde, a Proteção Civil informou que regista até ao momento 11.213 ocorrências e mais de 1.272 deslocados, sobretudo devido a deslizamentos de terras, “a situação que mais desalojados está a criar”, sublinhou Mário Silvestre, que pediu especial atenção das populações a eventuais situações de risco.Lusa.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou que apesar do desagravamento meteorológico das últimas horas “a situação continua bastante crítica” em relação a risco de cheias, pela saturação de solos a albufeiras em níveis máximos.“Eu quero alertar toda a população portuguesa que a situação continua bastante crítica com todas as albufeiras nos seus níveis máximos de armazenamento e, portanto, estas condições meteorológicas para o final do dia de hoje, madrugada de segunda-feira e para dia 10, terça-feira, onde está previsto mais um episódio meteorológico, [que] poderá ter alguma severidade, continuam a ser críticas e a manter-nos todos em profunda situação de alerta”, disse o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre.Lusa.O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu que é preciso "retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise" resultante do mau tempo, reiterando que "não é aceitável" ter populações isoladas por falta de prevenção. Numa publicação na sua conta pessoal no X, Santos Pereira escreveu que "recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País". .Leia a notícia completa:.“Não é aceitável”. Governador do Banco de Portugal critica falhas de prevenção após crise do mau tempo.As escolas do concelho de Ansião, no distrito de Leiria, reabrem na segunda-feira, após quase duas semanas fechadas devido à depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara, Jorge Cancelinha. “Amanhã [segunda-feira], reiniciarão as aulas, com a normalidade possível, garantindo a eletricidade em todas as escolas, mas ainda há muitos testes de rede a acontecerem e, portanto, poderá haver períodos em que a eletricidade falhe”, afirmou Jorge Cancelinha.O concelho tem 11 escolas com 2.100 alunos, para os quais os transportes estão garantidos. “O regresso à normalidade vai-se fazendo, faseadamente, com a abertura das escolas, assim como também já abrimos a piscina municipal na semana passada”, disse o autarca, esclarecendo que a maioria dos equipamentos desportivos “também já está a funcionar”, mas o pavilhão gimnodesportivo vai manter-se fechado até ser resolvida a questão da cobertura.O presidente do município garantiu que, no que diz respeito à ação municipal, tem sido “dado tudo e feito tudo” para o regresso à normalidade, mas há situações que aguardam resolução por parte de entidades externas. Neste caso, apontou o trabalho das equipas da E-Redes que, “nos últimos dois dias, têm avançado muito devagarinho”, considerou.Lusa.A queda de árvores na noite de hoje deitou abaixo fios de média tensão que já tinham sido repostos, provocando um retrocesso na reposição da energia elétrica no Município de Pombal, disse a vice-presidente da câmara, Isabel Marto. “Tivemos mais umas quedas de árvores, desde ontem [sábado] com a depressão Marta que provocou um retrocesso na reposição da rede elétrica que, estamos a tentar compensar com geradores”, disse à agência Lusa Isabel Marto.A vice-presidente do Município de Pombal, no distrito de Leiria, indicou que, “mesmo antes desta nova depressão, já havia localidades em todas as freguesias do concelho sem energia” elétrica. “Estamos a falar ao equivalente a 20% da população sem energia. Há um sentimento de abandono, porque são maioritariamente aldeias que já por si se dizem esquecidas e que não são tratadas como os outros. Há uma saturação nas pessoas”, realçou.Lusa.O concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, teve cerca de cinco milhões de euros (ME) de prejuízos em edifícios e espaços públicos, devido ao mau tempo registado nos últimos dias, revelou hoje o presidente da Câmara Municipal. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vale, indicou que, apesar de o levantamento dos danos continuar a ser feito pelo município, “uma estimativa por alto” aponta que os estragos causados em espaços e estruturas públicas estejam na ordem dos cinco milhões de euros.Além disso, “mais de 200 pessoas manifestaram prejuízos nas suas habitações e também uma série de empresas, ligadas quer à indústria, quer aos serviços, tiveram prejuízos", acrescentou.Lusa.“Rezo pelas populações de Portugal, Marrocos, Espanha, em particular de Grazalema, na Andaluzia, e de Itália meridional, especialmente em Niscemi, Sicília, atingidas por inundações e deslizamentos de terras”, declarou o líder da igreja católica na oração do Angelus a partir da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.Leia abaixo:.Papa Leão XIV apela à solidariedade com vítimas das inundações em Portugal, Espanha, Marrocos e Itália.A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) pede que os apoios “cheguem rapidamente” às empresas afetadas pelas tempestades em Portugal “ e que não se restrinjam àquelas que se localizam nos concelhos diretamente afetados.Leia a notícia completa:.“Os danos são nacionais”: AHRESP quer apoios rápidos e para todas as empresas, não só nas zonas afetadas.O concelho de Arruda dos Vinhos poderá ficar sem água nas próximas horas, depois de terem sido detetados danos na conduta que abastece o município, devido ao mau tempo, alertou hoje fonte oficial autárquica. “Por causa do abatimento do caminho da Lavareda, a conduta de água que abastece o concelho sofreu danos e vão surgir grandes constrangimentos com falta de água”, indicou a fonte.A fonte adiantou ainda que, quando deixar de existir água nos reservatórios, o concelho corre mesmo o risco de ficar sem água. O problema foi hoje detetado e, apesar de a Epal - Empresa Pública de Águas Livres já estar no local a reparar dos danos, “não existem previsões” para a resolução do problema, acrescentou a fonte.Lusa.Cerca de 76 mil clientes da E-Redes no território continental, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin, continuavam hoje às 08:00 sem abastecimento de eletricidade, segundo a empresa. No balanço enviado pela E-Redes à agência Lusa regista-se uma descida do total de clientes por alimentar, depois do aumento verificado no sábado, na sequência da passagem da depressão Marta.Segundo a empresa, às 03:00 de sábado a E-Redes tinha por alimentar cerca de 56 mil clientes na zona da depressão Kristin. Com o agravamento das condições meteorológicas causadas pela passagem da depressão Marta, às 19:30 de sábado o número subiu para 124 mil clientes sem abastecimento de eletricidade na zona da depressão Kristin e um total de 167 mil clientes em todo o território continental.Hoje, o número voltou a descer, com um total de 76 mil clientes sem ligação à rede elétrica em todo o país, dos quais 66 mil na zona mais afetada pela depressão Kristin.Lusa.Em declarações após votar no Porto, Nuno Melo respondeu aos questionamentos de jornalistas sobre a participação dos militares no apoio à população. "Os militares estão à altura daquilo que os portugueses esperam deles", afirmou. Sobre a avaliação que faz da resposta dada após as tempestades pelo Exército, avaliou que "as circustâncias foram determinando ao longo do tempo".O ministro da Defesa afastou críticas e disse que o momento é de destacar o que bom foi feito. "Isso é que é importante enfatizar, acredito que todos estiveram comprometidos neste auxílio", analisou. Nuno Melo defende que a avaliação do que poderia correr melhor tem de ser feita depois. "A imensa maioria esmagadora dos exemplos são positivos (...) há uma coisa que eu não tenho dúvida. Não terá havido nenhuma única pessoa que em consciência não tivesse feito tudo aquilo que achava para ajudar os outros".Questionado a respeito de melhoria cooperação entre as diferentes entidades, vincou que "há sempre melhorias a fazer em tudo na vida e entendo é que não é o momento, o momento é de ajudar as pessoas, o resto vem depois"..O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho acusou hoje a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de não deixar ligar a bombagem que permitiria retirar a água acumulada naquele município do Baixo Mondego, considerando “vergonhosa” a “inoperância” da autoridade ambiental.Questionado pela agência Lusa sobre se a única bomba instalada nas comportas do Foja, a jusante de Montemor-o-Velho e da povoação da Ereira, já funciona – depois de as autoridades terem estado vários dias a tentar ligar o equipamento – José Veríssimo começou por dizer não querer falar sobre o assunto, classificando-o de “mais uma vergonha”, mas acabou por falar numa alegada “falta de autorização” da APA para “ligar” a bombagem.“Infelizmente as pessoas continuam sentadas na cadeira e não querem resolver os problemas”, acusou o autarca. No sábado, várias ruas do centro da vila de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, já estavam cortadas ao trânsito devido à subida das águas do Montego.Lusa.O ascensor da Nazaré, que liga a Praia ao Sítio, que se encontrava suspenso desde a tarde de sábado, devido ao mau tempo, retomou hoje o seu funcionamento, informou a câmara. “O ascensor da Nazaré já retomou o seu funcionamento, após a melhoria das condições meteorológicas e verificação das condições de segurança”, divulgou a autarquia, do distrito de Leiria, numa publicação nas redes sociais do município. O funcionamento do ascensor tinha sido interrompido cerca das 17:00 de sábado, por motivos de segurança.Lusa.Este domingo, o Exército tem 1.648 militares empenhados no terrno, em 12 distritos e 41 municípios. Assim como nos dias anteriores, está a garantir "missões de engenharia, remoção de escombros e limpeza, desobstrução, contenção de caudais, patrulhamento de proximidade, comunicações, energia/iluminação, transportes, apoio sanitário e intervenção psicológica", de acordo com nota enviada às redações.Estão mobilizadas 153 viaturas táticas ligeiras, 129 viaturas táticas pesadas, 23 máquinas de engenharia e 15 geradores. Até agora, os militares efetuaram a proteção e recuperação de habitações, com 207 lonas/telas aplicadas e 64 coberturas reparadas, o restabelecimento de acessos e apoio logístico, com 264 toneladas de carga transportada e 362 quilómetros de itinerários/estradas abertos e na recuperação de condições de segurança, com 526 toneladas de escombros removidos. Já foram disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 773 patrulhas, apoiadas 233 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 1.350 kg de roupa lavada. Em operações de resposta imediata, foram também transportadas 500 pessoas, instalados 180 metros de barreiras de contenção e utilizados 10.133 sacos de areia, "reforçando a proteção de pessoas e bens nas zonas mais vulneráveis", destaca..O IPMA alerta ainda para a possibilidade de chuva em todo o país a partir da tarde. Quanto às temperaturas máximas, devem situar-se entre os 6ºC na Guarda e os 16ºC em Setúbal, Sagres e Faro, ao passo que as mínimas vão oscilar entre os 2ºC na Guarda e os 11ºC em Sagres. Apesar da considerável melhoria do tempo, 17 barras marítimas continuam hoje fechadas e cinco condicionadas, segundo informação atualizada às 08:20 pela Autoridade Marítima Nacional.Na zona norte, estão fechadas as barras de Caminha, Douro, Esposende, Figueira da Foz, Vila Praia de Âncora, Póvoa de Varzim e Vila do Conde, enquanto as de Aveiro e Viana do Castelo só permitem a entrada de barcos com comprimento superior a 35 metros e a 30 metros, respetivamente. Mais abaixo, estão encerradas a toda a navegação as barras do Portinho da Ericeira e São Martinho do Porto.No Algarve, as barras de Albufeira, Alvor, Vila Real de Santo António, Quarteira, Tavira e Vilamoura estão fechadas a toda a navegação, e as de faro, Olhão e Portimão só autorizam a entrada de barcos com mais de 15 metros. O arquipélago dos Açores tem fechadas as barras de Santa Cruz da Graciosa (desde 26 de janeiro) e de Rabo de Peixe..A Câmara de Gondomar ativou no sábado o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, em resposta à manutenção de condições meteorológicas extremas e ao risco elevado de ocorrência de cheias e inundações no concelho, anunciou hoje o município. A decisão decorre da declaração da situação de contingência, determinada pelo Despacho do Governo n.º 1532-E/2026, de 7 de fevereiro, que vigora entre as 00:00 do dia 5 de fevereiro de 2026 e as 23:59 do dia 15 de fevereiro de 2026, e que abrange um conjunto alargado de concelhos do país, entre os quais se inclui Gondomar, lê-se no comunicado enviado à Lusa.Lusa.Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à agitação marítima, com o resto do país sem avisos meteorológicos à exceção de Castelo Branco e Guarda por causa da neve. De acordo com o ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o país está hoje sem previsões significativas de mau tempo, depois de mais de uma semana a ser assolado por tempestades sucessivas. A costa ocidental está sob aviso amarelo para agitação marítima, prevendo-se ondas de noroeste que podem atingir de quatro a cinco metros de altura.Lusa.De acordo com o último comunicado da CP, às 6h00, ainda há linhas com atividades suspensas e outras condicionadas.- Linha do Norte - estão a ser realizados os serviços Intercidades de forma parcial - comboios 721, 731, 723, 720, 620 e 528 - com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal ↔ Coimbra B.- Linha do Norte - estão a ser realizados os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa;-Linha de Cascais - comboios circulam com alterações nos horários, pelo que recomendamos a sua consulta em cp.pt;- Linha da Beira Alta - serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual;- Comboio Internacional Celta - circulação suspensa determinada pelo operador espanhol, sem previsão de retoma;- Linha da Beira Baixa - serviço de passageiros suspenso entre Entroncamento e Castelo Branco;A circulação ferroviária também continua suspensa nestas linhas/serviços:- Linha do Douro - entre Régua e Pocinho;- Linha do Oeste;- Urbanos de Coimbra..O DN continua com reportagens no interior de Portugal. Neste domingo, mostramos como estão os moradores de Arruda dos Vinhos e Golegã, trabalho do jornalista César Avó e do fotojornalista Reinaldo Rodrigues. Leia abaixo:.População compreende, mas não gosta. O adiamento da democracia em Arruda dos Vinhos e na Golegã .E-Redes revela que há 167 mil clientes sem eletricidade na noite deste sábado.Bom dia. Começamos mais um dia de cobertura ao minuto sobre as tempestades que atingem Portugal. A depressão Marta deixou mais um rastro de destruição, com 100 mil clientes sem energia elétrica esta manhã. Recorda-se que hoje, 08 de fevereiro, é dia de segunda volta das eleições presidencias.