Álvaro Santos Pereira defendeu nas próximas semanas e meses, se devia "aprender as lições com mais esta crise natural e começar”.
Álvaro Santos Pereira defendeu nas próximas semanas e meses, se devia "aprender as lições com mais esta crise natural e começar”.Foto: Reinaldo Rodrigues

“Não é aceitável”. Governador do Banco de Portugal critica falhas de prevenção após crise do mau tempo

"Não é aceitável que tenhamos populações isoladas e inundadas por falta de prevenção ou até de manutenção de equipamentos de bombagem que poderiam evitar males maiores", escreveu.
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O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu que é preciso "retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise" resultante do mau tempo, reiterando que "não é aceitável" ter populações isoladas por falta de prevenção. Numa publicação na sua conta pessoal no X, Santos Pereira escreveu que "recentes tempestades puseram a nu algumas das debilidades de planeamento e de falta de prevenção que grassam no nosso País". 

"Passado este momento de emergência, teremos de retirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise", disse o ex-ministro da Economia e do Emprego do Governo de Passos Coelho. "Não é aceitável que tenhamos populações isoladas e inundadas por falta de prevenção ou até de manutenção de equipamentos de bombagem que poderiam evitar males maiores", nem que as populações "possam ficar semanas sem luz e comunicações", afirma o governador.

"E não é aceitável que não existam planos de crise detalhados e simulacros regulares para as áreas com maior propensão para cheias e inundações, que são recorrentes de tempos a tempos", acrescentou Álvaro Santos Pereira. O responsável defendeu que é necessário "mudar radicalmente", apontando que nas próximas semanas e meses, se devia "aprender as lições com mais esta crise natural e começar” a preparação “para as próximas intempéries, cheias e vendavais, ou outras catástrofes naturais". 

"Prevenção e planeamento deviam entrar no nosso léxico comum e no nosso dia-a-dia para evitarmos males futuros e minimizarmos catástrofes vindouras", escreveu, salientando que é preciso "mudar de atitude" para aumentar a resiliência do país a este tipo de fenómenos.

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