Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.FOTO: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Alerta de inundações. Em Lisboa, Castelo S. Jorge, Feira da Ladra e cemitérios fechados este fim de semana

Mau tempo continua com a nova depressão Marta. Leia aqui as principais notícias desta sexta-feira relativas às tempestades que assolam Portugal Continental.
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O Castelo de São Jorge, a Feira da Ladra e os cemitérios em Lisboa vão estar encerrados no fim de semana devido à previsão de mau tempo, divulgou a autarquia da capital.

No caso dos cemitérios, a exceção é para a realização de cerimónias fúnebres, sublinhou a Câmara de Lisboa, em comunicado.

As medidas anunciadas somam-se às já divulgadas pelo autarquia liderada por Carlos Moedas, que determinou o encerramento dos jardins municipais.

A Câmara de Lisboa recomendou também o cancelamento de todas as atividades desportivas, culturais e associativas.

Como medidas para garantir a proteção de todos, a autarquia reforçou a importância de "evitar deslocações desnecessárias", de "não circular nem estacionar em zonas potencialmente sujeitas a inundações" ou de "não circular em zonas ribeirinhas".

A autarquia instou também os lisboetas a evitarem "o estacionamento de veículos junto a árvores, encostas e declives, sujeitas a deslizes de terra" e a "recolher todos os objetos soltos em varandas, quintais e telhados".

O sistema municipal de avisos à população da Proteção Civil de Lisboa pode ser subscrito pelos cidadãos através do envio de um 'sms' com o texto "AvisosLx" para o número 927 944 000.

Também o Metropolitano de Lisboa divulgou que perante as previsões de agravamento das condições meteorológicas, com "especial incidência na frente ribeirinha de Lisboa", podem ocorrer no sábado "constrangimentos na circulação do Metro, designadamente eventuais atrasos na abertura das linhas Azul e Verde".

"Como medida preventiva para minimizar a entrada de águas pluviais e/ou fluviais, serão instaladas barreiras de proteção em determinados acessos das estações consideradas mais críticas, mantendo-se operacionais os restantes acessos das mesmas estações", pode ler-se, num comunicado.

De acordo com a empresa, os acessos estarão temporariamente encerrados em seis estações: Linha Amarela - Estação Odivelas — acesso para a Rua Dr. Egas Moniz; Linha Azul - Estação São Sebastião — acesso para a Av. Ressano Garcia e acesso para a Av. Marquês de Fronteira e Estação Terreiro do Paço — acesso ao Cais das Colunas; Linha Verde - Estação Rossio — dois acessos para a Praça D. Pedro IV, Estação Alvalade — dois acessos para a Av. da Igreja e Estação Roma — dois acessos para a Av. dos Estados Unidos da América.

"Agradecemos a compreensão dos nossos clientes e recomendamos o acompanhamento regular da informação atualizada através dos canais oficiais do ML e dos meios de comunicação social", indicou ainda.

Lusa

83 pessoas e 15 animais resgatados pelas Forças Armadas esta sexta-feira

As Forças Armadas tiveram esta quinta-feira (6 de fevereiro) no terreno mais de 2800 militares no apoio à população, tendo realizado o resgate de 83 pessoas e 15 animais, construído barreiras de contenção e executado 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos.

De acordo com o balanço divulgado pelo gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), as Forças Armadas empenharam 2805 militares, 367 viaturas e 27 máquinas de engenharia em cerca de 40 concelhos.

As FA estiveram também no terreno com 55 botes, quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias.

O EMGFA sublinhou que perante o "agravamento severo das condições atmosféricas, que provocaram um alagamento acentuado de áreas inundadas", realizaram o resgate de 83 pessoas e 15 animais, colocaram em segurança 10 cavalos e 70 vacas, construirão barreiras de contenção e realizaram o transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos.

As Forças Armadas garantiram ainda o fornecimento de informação geoespacial de apoio à simulação de cenários de inundações para identificação das áreas afetadas, fizeram 10 missões de vigilância e reconhecimento aéreos, realizaram operações de bombagem de águas e trabalhos de apoio técnico a infraestruturas essenciais ou reforçaram as capacidades de produção de energia elétrica, através do emprego de geradores.

Desde 28 de janeiro já estiveram empenhados 11.666 militares, com 1.356 viaturas e 125 máquinas de engenharia.

Entre as ações realizadas, estão o resgate de 215 pessoas, 549 refeições distribuídas e 381 instalações para banhos ou 1.860 camas disponibilizadas em 15 unidades militares.

As FA já repararam também mais de 86 habitações e edifícios públicos, disponibilizaram 42 equipamentos Starlink, têm 53 satélites em uso e forneceram 120 geradores, entre outras ações.

Lusa 

Proteção Civil alerta para inundações, cheias e deslizamento de terras no sábado

A Proteção Civil reforçou esta sexta-feira (6) que a previsão meteorológica para sábado em Portugal continental “é extremamente preocupante”, com chuva intensa, ventos fortes, neve e agitação marítima, alertando para o agravar de inundações e cheias, bem como deslizamento de terras.

As zonas do país “com risco significativo” são Alcácer do Sal, Leiria, Lisboa, região Oeste e o Alentejo litoral, afirmou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, ressalvando que “todo o território nacional” requer “cuidados redobrados” devido ao mau tempo, nomeadamente a passagem da depressão Marta.

Num ponto de situação pelas 19h00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre sublinhou que os efeitos espectáveis do mau tempo são inundações, cheias e deslizamentos terras, indicando que “as derrocadas são cada vez mais um risco iminente”.

“Alertamos nomeadamente as populações que vivem nas zonas mais urbanas, Lisboa inclusivamente, para ter em atenção às inundações rápidas, uma vez que o volume de precipitação pode ser bastante elevado em algumas zonas”, apontou.

Lusa

1100 pessoas deslocadas das habitações. Lezíria do Tejo e Algarve são situações mais graves

Cerca de 1100 pessoas encontram-se esta sexta-feira (6 de fevereiro) deslocadas das suas habitações, um pouco por todo o país, devido ao mau tempo, revelou a Proteção Civil, destacando evacuações na Lezíria do Tejo e no Algarve.

“Até ao momento, nas evacuações todas que têm sido feitas um pouco por todo o país, temos a registar 1108 pessoas deslocadas das suas habitações”, indicou o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, num ponto de situação pelas 19h00.

Em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, Mário Silvestre disse que na Lezíria do Tejo foram retiradas pessoas das localidade de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela, onde “está neste momento a decorrer a evacuação completa da aldeia”.

No Algarve foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e “foi evacuado o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António como medida preventiva”, informou.

Lusa

Preia-mar vai provocar inundações no Porto mas de menor dimensão

A próxima preia-mar no rio Douro irá inundar as zonas de Miragaia e Ribeira, no Porto, e o cais de Gaia, mas não atingirá o valor cheia registada na última madrugada, revelou o comandante adjunto da Capitania do Douro.

Em declarações em Miragaia pelas 17:00, Pedro Cervaens admitiu que a maré cheia prevista acontecer entre as 18:00 e as 18:10, no Porto, terá uma “cota que vai atingir o valor mais alto da tarde”, mas ainda assim abaixo do verificado de madrugada.

“Daquilo que nós temos acompanhado, acreditamos que não vá atingir o valor que atingiu na madrugada do dia de hoje, que foi 6,15 metros. Poderá andar a rondar os 6 metros aqui no estuário, mas como os caudais foram reduzidos um pouco durante a parte da tarde, a água que afluiu aqui de montante para o estuário foi menor”, explicou.

Segundo o responsável da capitania, as “marés estão um pouco mais baixas, portanto as preias-mar estão a sair do período de águas vivas, são mais baixas e as baixas-mar também não vão tão baixo, o que auxilia neste momento a que a cota não suba tanto”.

“Neste momento, o que nós esperamos é que ronde entre os 5,9 metros e os 6 metros, o que implica que Miragaia continue a inundar, como já está, e que a Ribeira também tenha alguma água, e do lado de Gaia também, na parte da Afurada e cais de Gaia”, assinalou Pedro Cervaens.

No quadro para as próximas horas, o comandante mencionou ainda a subida da água no concelho de Gondomar, explicando que as áreas que foram inundadas durante a madrugada sejam agora menos atingidas.

Neste contexto, e dada a colaboração das pessoas que tomaram medidas preventivas, o comandante afirmou esperar que não haja “ocorrências de grande significado”.

Cerca das 16h00, na Ribeira do Porto e na marginal de Gaia poucas eram as esplanadas abertas, enquanto em Miragaia, primeira zona do Porto a inundar, metade da zona baixa estava coberta de água, um cenário que foi evoluindo até à cobertura total perto das 17h30.

Também em Miragaia estava uma equipa de mergulhadores dos Sapadores do Porto, que já haviam colocado na água um bote, que, pelas 16h30, ainda não fora necessário utilizar, disseram à Lusa.

Pedro Cervaens, questionado sobre o que está previsto para os próximos dias, começou por lembrar que sábado chega a tempestade Marta e que, por isso, são de esperar “caudais elevados” nos rios.

“O foco vai continuar a ser aqui no estuário, à altura da preia-mar, e nas albufeiras mais a montante tem que haver alguma gestão para que aquelas zonas que estão já um bocado sobrecarregadas, como no Peso da Régua, [onde a água] já atingiu a marginal durante o dia de hoje, subiu a cota de 11 metros, agora está estável ali a rondar os 10, mas já tem algum impacto na cidade”, disse.

O comandante mencionou ainda a situação em Lamego para referir que “tem que haver um pouco esta gestão da parte do concessionário, em conjugação com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e naturalmente com os comandos sub-regionais”.

Lusa

Marcelo nega que estado de prontidão das Forças Armadas tenha sido tardia e admite problemas de comunicação

Marcelo Rebelo de Sousa visitou esta tarde a população isolada em Valada do Ribatejo, no concelho do Cartaxo, e foi questionado sobre o facto de a Proteção Civil ter ativado o alerta pelo mau tempo a 27 de janeiro, mas que as Forças Armadas terem entrado em prontidão quase uma semana depois, de acordo com o jornal Expresso.

"Tenho dúvidas disso porque eu fui para o terreno no dia 30 e, nesse dia, já citei comunicados das Forças Armadas. Eu lia-os, porque não havia um porta-voz das Forças Armadas a explicar. Falei do que já tinha sido feito no dia anterior e do que já estava em prontidão nesse mesmo dia", começou por dizer o Presidente da República, considerando que, "mais uma vez, houve um problema de comunicação".

"O facto de não haver um porta-voz oral e haver comunicados que ninguém lia e ninguém conhecia levou à interpretação de que as Forças Armadas não estavam no terreno", frisou, lembrando que "em Ferreira do Zêzere já as Forças Armadas e a Força Aérea tinham estado, tal como em Leiria e naquele núcleo inicial que foi mais atingido nos primeiros dias".

Marcelo admitiu que "a comunicação é muito difícil de estabelecer e de pôr a funcionar". "Com a dispersão dos membros do governo no território a comunicação é sempre mais difícil", admitiu.

Setores agrícola e florestal com prejuízo de 775 milhões de euros

Os setores agrícola e florestal somam, até agora, um prejuízo de 775 milhões de euros devido ao mau tempo, anunciou hoje a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), pedindo uma resposta financeira robusta.

“A devastação provocada pelos sucessivos fenómenos climáticos de extrema gravidade que atingiram o país nos últimos dias já causou prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal”, indicou, em comunicado, a CAP, avisando que este valor pode vir ainda a aumentar, à medida que prossegue o levantamento dos danos.

Os agricultores referiram que os apoios disponibilizados pelos diversos programas europeus são insuficientes e pediram uma “resposta financeira robusta”.

Lusa

Cerca de 30 pessoas retiradas de duas aldeias de Azambuja por perigo de cheia

Cerca de 30 pessoas estão hoje a ser retiradas preventivamente nas localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade num açude provocado pela chuva intensa, disse à Lusa fonte camarária.

“Temos aqui um açude, com uma quantidade significativa de água, que começou a romper e há um perigo de uma das vertentes deslizar”, explicou à agência Lusa a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, adiantando que “por uma questão de segurança” o município está a retirar “as pessoas da Póvoa de Manique e de Carvalhos”, que são as populações e as localidades que se prevê que sejam afetadas.

A autarca adiantou que as cerca de três dezenas de pessoas retiradas destas povoações, foram encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, “para se manterem em segurança”.

Ana Coelho referiu que além desta situação verificada na zona mais norte deste concelho do distrito de Lisboa, continua a merecer a atenção das autoridades a subida das águas em Vila Nova da Rainha, onde na quinta-feira foi necessário retirar 10 pessoas de habitações.

“Em Vila Nova da Rainha continuam habitações em risco, não só agora também devido à depressão Marta que vem aí, em que se espera também bastante a chuva e vento, mas também relativamente às descargas das barragens e aumento de caudal da parte do rio Tejo”, apontou.

Entretanto, a Estrada Nacional 3 (EN3), que atravessa esta localidade que esteve durante o dia de quinta-feira cortada ao trânsito, devido ao avanço das águas, reabriu hoje às 07:00.

Por outro lado, permanece isolada a aldeia ribeirinha do Porto da Palha, onde residem 12 pessoas.

“Neste momento, nós vamos mantendo contacto com eles e está tudo bem. Está tudo tranquilo”, ressalvou.

Santarém adia votação nas presidenciais em duas secções para 15 de fevereiro

A votação em duas secções do concelho de Santarém para o segundo sufrágio das eleições presidenciais de 2026 foi adiada para 15 de fevereiro devido à situação de calamidade decretada no município.

As secções afetadas são a Secção de Voto n.º 3 da Freguesia de São Vicente do Paúl, instalada na Escola Primária de Reguengo do Alviela, e a Secção de Voto n.º 13 da União de Freguesias da Cidade de Santarém, localizada na Delegação da Junta de Freguesia em Santa Iria da Ribeira de Santarém.

Em edital assinado pelo presidente da autarquia, João Leite, a que a Lusa teve acesso, o município informa que a “situação de calamidade decretada para o concelho” compromete “as condições de segurança, acessibilidade e funcionamento regular das assembleias e secções de voto”, impossibilitando a realização da votação no dia inicialmente previsto, 08 de fevereiro.

Segundo o edital, a votação nestes dois locais fica remarcada para 15 de fevereiro, mantendo-se inalterado o processo eleitoral nas restantes assembleias e secções do concelho.

Lusa

Espanha diz manter coordenação contínua com Portugal em todos os rios

Espanha assegurou hoje que a coordenação com Portugal relativamente aos rios partilhados tem sido contínua e em todas as bacias hidrográficas desde que a Península Ibérica está a ser atingida por sucessivos temporais.

"A coordenação com Portugal que se tem desenvolvido durante estes comboios de temporais tem sido direta e contínua entre as administrações competentes na água dos dois países em todas as bacias hidrográficas", disse à Lusa fonte oficial do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico (MITECO), que tem a tutela do ambiente e dos rios em Espanha.

A mesma fonte acrescentou que quinta-feira "foi um dia muito complicado nas bacias [hidrográficas] espanholas, com níveis altos de entrada de água, e as barragens em Espanha "estão no máximo da sua capacidade", depois de "ao longo desta semana" terem "retido volumes, cumprindo a função para a qual foram desenhadas".

A gestão em todas as bacias dos rios partilhados com Portugal (Douro, Guadiana, Minho e Tejo) tem como objetivo controlar os caudais que entram nas albufeiras, "para reduzir os danos a jusante", assegurou a fonte do MITECO.

No caso da bacia hidrográfica do Tejo, o Comité Permanente da Comissão de Descarga de barragens "transmitiu pontualmente às autoridades portuguesas a informação do caudal descarregado na barragem de Cedillo para Portugal, para que possam assim gerir as entradas que chegam ao Tejo português, juntamente com os caudais da bacia do Zêzere, e evitar danos a jusante".

Segundo a mesma fonte, na bacia do Guadiana, foram comunicados também a Portugal os dados relativos às barragens espanholas de Chanza e Andévalo e, por seu turno, "as administrações portuguesas informaram pontualmente das descargas" nas barragens do Sistema Alqueva-Pedrógão, "para, entre ambas as administrações e em conjunto com a proteção civil, minimizar os danos a jusante, no troço internacional do Guadiana".

"A mesma situação está a ocorrer nas bacias do Douro e Minho-Sil, onde a situação, neste momento, é menos complicada", segundo o MITECO.

Lusa

Agravaram-se os danos causados no quebra-mar exterior do Porto de Leixões

Os danos causados no muro-cortina do quebra-mar exterior do Porto de Leixões, em Matosinhos, devido à agitação marítima causada pela tempestade Kristin agravaram-se, mas a segurança e navegação não estão comprometidas, adiantou hoje a administração portuária.

“Na sequência das recentes condições muito adversas de agitação marítima e atmosférica verificadas no país, registou-se um agravamento dos danos no muro-cortina do quebra-mar exterior Norte do Porto de Leixões, inicialmente provocados pela tempestade Kristin”, assinalou a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), em comunicado.

Contudo, os danos causados não comprometem as condições de segurança, nem a navegabilidade da barra de Leixões, mantendo-se a navegação em plena normalidade, apontou.

“A APDL está a acompanhar as previsões do estado do mar, com o objetivo de implementar o mais rapidamente possível uma intervenção de reposição do manto de proteção do quebra-mar exterior de Leixões, garantindo a reposição das condições estruturais adequadas”, contou.

Lusa

Viagens marítimas entre as ilhas do Faial, Pico e São Jorge foram canceladas

A Atlânticoline, empresa de transporte marítimo de passageiros e viaturas nos Açores cancelou a viagem marítima da tarde de hoje entre as ilhas do triângulo (Faial, Pico e São Jorge), devido às condições meteorológicas adversas.

A Atlânticoline informou, em comunicado publicado na sua página da Internet, que "devido às condições meteorológicas adversas", a viagem da tarde de hoje da Linha Verde (Horta/Cais do Pico/Velas/Cais do Pico/Horta) foi cancelada".

A empresa "lamenta quaisquer transtornos" que o cancelamento possa causar, acrescentou.

Por outro lado, a empresa cancelou também as viagens previstas para sábado "entre as ilhas do Corvo e das Flores", devido "às condições meteorológicas adversas à navegação".

Lusa

Ministra do Ambiente avisa que tempestade Marta atingirá as bacias dos rios Sado, Tejo e Mondego

A ministra do Ambiente e Energia alertou hoje para o momento “particularmente crítico” que o país vive, destacando que a tempestade Marta atingirá especialmente as bacias dos rios Sado, Tejo e Mondego.

Maria da Graça Carvalho falava após uma reunião na Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Amadora, Lisboa, para um balanço da situação das cheias em Portugal.

A próxima depressão, que chega na noite desta sexta-feira, vai entrar em Portugal numa região entre Sines e Lisboa e vai afetar especialmente a bacia do Sado, onde especialmente Alcácer está a sofrer inundações, disse a ministra, explicando que a depressão atingirá depois a zona do rio Tejo, também em situação de cheias, e ainda outro rio igualmente preocupante, o Mondego.

Dezembro e janeiro foram meses muito chuvosos, mas a APA fez preventivamente descargas nas barragens para encaixar essa água, o equivalente ao consumo dos portugueses durante um ano (mais de 700 hectómetros cúbicos descarregados em janeiro), e só assim foi possível conter “grandes cheias”.

No balanço, a ministra disse que na quinta-feira foi um dia preocupante no rio Tejo, devido a descargas nas barragens de Espanha, nomeadamente na grande barragem espanhola de Alcantara, que levou a que o caudal quase duplicasse.

Hoje, já está mais reduzido (esta tarde o caudal era de 6.700 metros cúbicos por segundo em Almourol, quando ponto crítico é 10.000). Na quinta-feira chegou aos 9.000 metros cúbicos.

Maria da Graça Carvalho afirmou que tudo está a ser feito para que o impacto da depressão Marta seja o menor possível, mas admitiu que pode ser preciso evacuar mais locais.

O presidente da APA, Pimenta Machado, falou também do “tempo excecional” que o país vive e deu como exemplo barragens do Algarve que nunca enchiam e que agora estão a fazer descargas e disse que a barragem de Santa Clara, no sudoeste alentejano, vai também fazer descargas. Monte da Rocha, na bacia do Sado, vai fazer descargas.

Para hoje e sábado há um elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado.

Com risco de inundações (não elevado) estão também os rios Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.

Lusa

Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo

As cheias que afetam o concelho do Cartaxo obrigaram à deslocação de 26 pessoas das zonas ribeirinhas, sobretudo na freguesia de Valada e nas localidades junto ao rio Tejo, disse hoje o presidente da Câmara, João Heitor.

As situações mais graves registam‑se nas aldeias de Porto de Muge, Valada, Reguengo e Palhota, bem como nas povoações da Ponte do Reguengo e de Santana, onde já existem casas inundadas “de forma severa”, afirmou o autarca.

Segundo João Heitor, 26 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas horas, oito das quais acolhidas em estruturas preparadas pelo município, enquanto as restantes seguiram para casas de familiares e amigos.

Entre os espaços utilizados estão o Centro Paroquial de Valada e o Centro Paroquial de Vila Chã de Ourique.

O município tem ainda pronta uma estrutura de reserva com capacidade para acolher pelo menos 30 pessoas, com possibilidade de aumento caso seja necessário, tendo o autarca assegurado que toda a estrutura de proteção civil e parceiros locais está mobilizada.

A principal dificuldade, neste momento, é garantir a passagem de pessoas e bens para a freguesia de Valada.

João Heitor disse ainda que, para já, não foi necessária ajuda externa adicional, mas sublinhou que o município não hesitará em solicitá‑la caso a situação evolua.

“A partir do momento em que achemos que isso possa ser necessário, não vamos hesitar em pedir apoio”, frisou.

As cheias, agravadas pela depressão Kristin, já provocaram danos significativos no concelho, com impactos em empresas, explorações agrícolas e culturas, além de “algumas casas que já caíram” devido ao mau tempo, segundo o autarca.

O município espera que o Cartaxo possa vir a ser incluído na declaração de calamidade nacional, para que as respostas e apoios possam ser enquadrados nas medidas de emergência.

João Heitor disse ainda que o agravamento poderá depender das descargas das barragens espanholas e portuguesas e do temporal previsto para os próximos dias.

“Pode vir a piorar de forma significativa, por isso temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer”, alertou.

Lusa

Chuva abranda durante o dia das eleições intensificando-se após fecho das urnas

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para o dia de domingo, quando se realiza a segunda volta das eleições presidenciais, prevê um abrandamento da chuva que, a partir da noite, vai passar a precipitação contínua.

Na generalidade do território, o dia de domingo vai iniciar-se com alguns aguaceiros e precipitação dispersa, que pode ser por vezes acompanhada de trovoada, mas de forma isolada, e ocasionalmente sob a forma de granizo, disse a meteorologista do IPMA Maria João Frade, em declarações à Lusa.

A partir da tarde do dia das eleições, no litoral oeste, as previsões indicam que um aumento gradual de nebulosidade, com o céu muito nublado ou encoberto, que se vai deslocar gradualmente do litoral oeste para o interior e Algarve.

A chuva vai começar a partir da tarde de domingo no litoral oeste, estendendo-se às restantes regiões, e ao final do dia, já com as urnas fechadas, a precipitação pode vir a ser por vezes intensa, em particular no baixo Alentejo e Algarve.

No domingo, o vento vai soprar de fraco a moderado, mas ao final da tarde prevê-se vento forte.

O IPMA prevê ainda queda de neve acima dos 800 a mil metros de altitude, mas sem acumulação, com aguaceiros dispersos e não intensos, nas regiões norte e centro.

"Não é previsível que vá acumular neve de forma a que as pessoas não possam deslocar-se para votar. A queda de neve mais significativa prevê-se entre hoje e o final do dia de sábado", explicou a meteorologista.

Portugal continental vai começar a sentir no sábado de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.

Lusa

Pedidos de apoio à reconstrução de casas já são 623 num montante de 4,5 milhões de euros

A plataforma para pedir apoio à reconstrução de habitações, em funcionamento desde quinta-feira, recebeu 623 candidaturas, num montante global de 4,5 milhões de euros, disse à agência Lusa o responsável pela estrutura de missão.

Segundo o responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin, Paulo Fernandes, os últimos dados indicam que foram submetidas 623 candidaturas para apoios à recuperação de habitações até ao valor de 10 mil euros, num montante total de 4,5 milhões de euros.

A plataforma está disponível, desde quinta-feira, no sítio na Internet da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em www.ccdrc.pt.

Lusa

Plataforma Mãos à Obra liga empresas de construção civil aos municípios mais afetados

A plataforma solidária Mãos à Obra pretende recolher contactos de empresas e profissionais da área da construção civil e disponibilizá-los diretamente às câmaras municipais das regiões mais afetadas pelo mau tempo, indicaram hoje os criadores do projeto.

A plataforma (maosaobra.eu) foi lançada por um grupo de amigos, alguns emigrantes, outros ex-residentes do estrangeiro, com o objetivo de ajudar na resposta às necessidades de reconstrução e recuperação dos estragos provocados pela depressão Kristin, nomeadamente nas regiões de Leiria, Marinha Grande, Coimbra e Santarém.

“A plataforma Mãos à Obra tem por objetivo recolher contactos de empresas e profissionais da área da construção civil (pedreiros, engenheiros, eletricistas, canalizadores, entre outros) e disponibilizá-los diretamente às câmaras municipais das regiões mais afetadas (Leiria, Marinha Grande, Coimbra e Santarém), permitindo uma resposta mais rápida e eficaz no terreno”, refere na nota.

Para tal, os profissionais e as empresas interessadas devem inscrever-se e partilhar os seus contactos através de um formulário, sendo que as listas são depois entregues às referidas câmaras municipais, que avaliarão as necessidades locais e entrarão diretamente em contacto com os registados na plataforma.

Em comunicado, o grupo explica ter acompanhado os efeitos do mau tempo, à distância e no país, considerando que o “problema central no processo de recuperação” decorre da “dificuldade em encontrar, em tempo útil, empresas e profissionais da área da construção civil para responder às necessidades de reconstrução/recuperação dos estragos”.

DN/Lusa

Governo adia para abril Provas-ensaio do 4.º, 6.º e 9.º anos

As provas-ensaio de Monitorização de Aprendizagens (ModA), que deveriam realizar-se este mês, foram adiadas para abril devido às tempestades que atingiram várias zonas do país, destruindo escolas e afetando a vida dos alunos, famílias e profissionais.

A decisão de alterar as datas destas provas digitais destinadas aos estudantes do 4.º, 6.º e 9.º anos foi anunciada hoje pelo Ministério da Educação, segundo uma nota enviada às escolas a que a Lusa teve acesso.

“A situação de calamidade que recentemente atingiu várias zonas do país causou danos nas infraestruturas escolares, nas comunicações e na rede elétrica, forçando a reorganização temporária dos espaços escolares. Além disso, o elevado impacto destas intempéries climatéricas na vida dos alunos, das famílias, dos profissionais de Educação e das comunidades exige tempo para ser ultrapassado, de modo que todos possam progressivamente cuidar do seu bem-estar e retomar a normalidade”, afirma o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) na nota.

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Governo adia para abril Provas-ensaio do 4.º, 6.º e 9.º anos devido às tempestades

Lusa

EN232 cortada em Manteigas devido a deslizamento de terras

Duas vias rodoviárias estão cortadas no concelho de Manteigas, no distrito da Guarda, devido ao deslizamento de terras em consequência da forte precipitação dos últimos dias.

“A Estrada Nacional 232, entre Manteigas e o cruzamento do Ribas [cruzamento para as Penhas Douradas], permanece interdita devido a uma derrocada de grandes dimensões. A intervenção está a cargo da Infraestruturas de Portugal, com o apoio contínuo do Serviço Municipal de Proteção Civil”, adianta a autarquia numa nota publicada nas redes sociais do município.

Já na estrada florestal da Carvalheira, de ligação à EN 232, “o aluimento de terras é complexo e exige uma intervenção profunda”, com as equipas dos serviços municipais a trabalharem no reencaminhamento das águas para “estabilizar o terreno”. O troço permanece interdito.

A Câmara Municipal de Manteigas identificou ainda 15 “pequenas derrocadas” no concelho, entretanto já resolvidas.

Lusa

Descargas de barragens equivalem a um ano de água consumida pelos portugueses

A ministra do Ambiente e Energia revelou hoje que desde o início de janeiro até ao início da sucessão de tempestades que têm assolado o país, as barragens nacionais fizram descargas que superaram a água que os portugueses consomem num ano.

Maria Graça Carvalho explicou que as descargas começam com bastante antecedência, face à muita pluviosidade registada nos meses de dezembro e janeiro, que "bateram recordes". "Desde janeiro até início destas sucessões de tempestades essas descargas equivalem a mais do que um ano de água consumida pelos portugueses. Só assim tem sido possível conter uma grande cheia, como já houve registo noutros anos", disse, alertando para a chegada da depressão Marta.

“As próximas horas vão ser de muita tensão e trabalho. Temos de nos preparar para as consequências da Marta. (…) Pode ser necessário retirar mais pessoas de casa”

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Proteção Civil alerta para muita chuva e rajadas de vento que podem chegar aos 100km/h

A governante referiu-se ao dia de ontem como um dia "particularmente difícil, nomeadamente para o Tejo, porque ESpanha teve necessidade de descarregar água. "Estavam a atingir cerca de 96% da cota e teve de fazer descargas", disse, constando que o Tejo quase duplicou o caudal.

Marcelo Rebelo de Sousa visita Cartaxo

O Presidente da República está no Cartaxo, distrito de Santarém, a inteirar-se da situação neste concelho que tem freguesias situadas na zona ribeirinha do Tejo e que ontem procedeu à retirada da população das aldeias de Palhota e Ponte do Reguengo. Valada, por seu lado, está praticamente isolada há vários dias, devido à submersão de estradas, mas protegida do rio por um muro de contenção.

Cheias obrigam a realojar 19 pessoas em Benavente

Dezanove pessoas tiveram de ser realojadas nas zonas ribeirinhas de Benavente e Samora Correia, devido à aproximação da depressão Marta, informou hoje a presidente da Câmara de Benavente, Sónia Ferreira.

A autarca adiantou que o município retirou previamente das habitações as pessoas que poderiam estar em risco de ser afetadas pelo meu tempo.

“Foram retiradas todas as pessoas que poderiam estar em perigo e cerca de 19 ficaram realojadas em casas de familiares”, afirmou.

Em comunicado, o município de Benavente revelou ter ativado, pelas 11:00, o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, “com o objetivo de salvaguardar pessoas, animais e bens até que a normalidade seja restabelecida”.

Lusa

Porto de Sines com constrangimentos mas sem afetar abastecimento nacional

O Porto de Sines está a registar constrangimentos nas operações de carga e descarga de navios, devido à agitação marítima, confirmou fonte da administração portuária, que garante não estar em causa o abastecimento nacional.

“Como consequência do agravamento das condições do mar, temos vindo a registar vários navios ao largo de Sines que aguardam condições propícias para realizar operações de carga e/ou descarga no porto”, no distrito de Setúbal, indicou à agência Lusa a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

O DN já tinha avançado na quarta-feira que a persistência do mau tempo e da forte agitação marítima causada pelo inédito´comboio´de tempestades que atinge Portugal, está a dificultar a atracagem de navios petroleiros e a atrasar as descargas, nomeadamente no Porto de Sines, colocando o Sistema Nacional de Gás sob pressão.

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Mau tempo impede descargas de navios e coloca pressão no gás

Numa resposta por escrito a questões colocadas pela Lusa, a administração portuária referiu que, apesar de existirem “estes constrangimentos”, a situação está a ser “avaliada em contínuo”, de forma a garantir a segurança e a operacionalidade.

“Nas janelas horárias nas quais vimos garantidas as condições de segurança e operacionalidade, conseguimos operar alguns navios no Terminal de Contentores e no Terminal de Granéis Líquidos”, explicou.

Sem especificar o número, a administração portuária adiantou que, devido à agitação marítima, “se encontram alguns navios” com combustível “a aguardar a melhoria do estado do mar” para poder atracar no porto alentejano, estando garantido o abastecimento nacional.

“De acordo com as informações disponíveis junto dos operadores económicos, não está ainda em causa o abastecimento nacional”, afiançou.

Questionada sobre possíveis planos de contingência para garantir a segurança e a continuidade do abastecimento de combustíveis, em caso de condições meteorológicas adversas, a APS apontou que, no próximo domingo e segunda-feira, haverá “uma janela de oportunidade”, devido à previsão de melhoria do estado do mar, que “permitirá operar os navios prioritários”.

No que diz respeito à garantia “do fornecimento ao país” de GNL – Gás Natural Liquefeito, a administração portuária reforçou que “os fluxos de abastecimento oferecem redundâncias de funcionamento”.

Ou seja, a “alternativa à via marítima” passa pelo ““pipeline" por Rio Maior, permitindo assegurar o abastecimento a partir de outras origens”, sustentou.

Ainda segundo a APS, “o plano de expansão do porto tem identificados investimentos de ampliação dos molhes quebra-mar, de forma a responder aos desafios futuros”.

DN/Lusa

Leiria. Uma das 20 freguesias do concelho adia data da votação para presidenciais. E há alterações em alguns locais de voto

A freguesia da Bidoeira de Cima é a única das 20 do concelho de Leiria que adia a segunda volta das eleições presidenciais no domingo, informou hoje a Câmara, que alertou para alterações nas mesas de voto.

Segundo informação do Município de Leiria, devido aos “danos causados pela depressão Kristin “foi decidido o adiamento do ato eleitoral na freguesia da Bidoeira de Cima para o dia 15 de fevereiro”.

“Após pedido da Junta de Freguesia, foi efetuada uma avaliação ao edifício destinado à realização do ato eleitoral, tendo-se concluído que não reúne, neste momento, as condições necessárias de segurança e funcionamento, o que inviabiliza a normal realização da votação na data inicialmente prevista”.

O adiamento do ato eleitoral vai ser “comunicado às entidades competentes, encontrando-se enquadrado no regime aplicável a situações excecionais que comprometem as condições materiais para o exercício do direito de voto”.

Na mesma informação, a autarquia avisou que há alterações em alguns locais de voto “para garantir as melhores condições de funcionamento do ato eleitoral nas restantes freguesias, tanto para os eleitores como para os membros das mesas de voto”.

Os locais de voto com alteração estão na União das Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes, União das Freguesias de Marrazes e Barosa, União das Freguesias de Colmeias e Memória, e nas freguesias de Milagres e Regueira de Pontes.

A Câmara recomendou aos eleitores que “confirmem previamente o local onde devem exercer o seu direito de voto antes de se deslocarem no dia da eleição”.

Rio Maior adia desfile de Carnaval para maio

 O Desfile Noturno de Carnaval em Rio Maior, previsto para o dia 14, foi adiado, devido às condições e ao estado de calamidade declarado na sequência da passagem da depressão Kristin, informou a Câmara.

Este adiamento, “surge não só por razões de segurança, mas também como forma de respeito e solidariedade para com todos os munícipes e restantes portugueses afetados pela recente tragédia e que ainda enfrentam perdas e dificuldades resultantes deste fenómeno”, divulgou a Câmara de Rio Maior, no distrito de Santarém.

A decisão foi tomada após uma reunião com os grupos participantes, tendo sido consensualizado o adiamento do desfile para o dia 2 de maio.

O município decidiu ainda “manter a atribuição das verbas previstas por participante e por grupo, destinadas a apoiar as despesas inerentes à preparação do desfile”, pode ler-se num comunicado da autarquia.

Já no que respeita ao Carnaval Escolar, a Câmara decidiu “manter a data inicial, mudando o local do evento para o Pavilhão Polidesportivo, por razões de prevenção em relação às condições climatéricas e consequente segurança das crianças”.

A prioridade do município mantém-se, para já “centrada na salvaguarda da segurança das populações, bem como na recuperação das vias e infraestruturas afetadas pelas condições meteorológicas adversas, cujos efeitos ainda persistem no concelho”, conclui o comunicado divulgado nas redes sociais.

Lusa

Forças Armadas no terreno com cerca de 2600 militares em 40 municípios

Cerca de 2600 militares estão no terreno para apoio direto às populações afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal continental, em 40 municípios, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Em comunicado, o EMGFA detalha que estão empenhados 2687 militares, 351 viaturas, 25 máquinas de engenharia e 55 botes, mais quatro semirrígidos e duas lanchas anfíbias de reabastecimento e carga, em cerca de 40 municípios.

Entre os apoios prestados pelos militares inclui-se transporte e distribuição de bens essenciais, como água e alimentos, missões de vigilância e reconhecimento aéreos; operações de bombagem de águas e trabalhos de apoio técnico a infraestruturas essenciais; e reforço das capacidades de produção de energia elétrica, através do emprego de geradores, “contribuindo para o restabelecimento de serviços essenciais em áreas afetadas por falhas de energia”.

Foram ainda recolocados “10 cavalos e 70 vacas em segurança”, é acrescentado na nota.

Desde o dia 28 de janeiro, as Forças Armadas já resgataram 132 pessoas, cederam e/ou instalaram 230 lonas para coberturas de casa, distribuíram mais de 500 refeições, disponibilizaram 1860 camas em 15 unidades militares, e disponibilizaram 42 equipamentos Starlink para fornecer comunicações de emergência, estando 53 satélites em uso.

Entre os vários apoios prestados à população, as Forças Armadas portuguesas transportaram por via aérea cerca de 5 toneladas de material, incluindo bens de primeira necessidade, e forneceram 120 geradores.

“Mantêm-se disponíveis seis helicópteros, uma aeronave de transporte C-130 e uma aeronave de reconhecimento de asa fixa P3C da Força Aérea, em alta prontidão e uma aeronave KC-390, para este apoio específico”, lê-se no comunicado.

Lusa

Circulação de comboios. Há ainda troços suspensos em várias linhas da rede nacional

A Infraestruturas de Portugal (IP) refere que continuam a ser registados "alguns condicionamentos em linhas da rede nacional, causados pelas condições meteorológicas adversas da última semana, com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos".

Perante este cenário, está a ser afetada "a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço".

Este era o ponto de situação às 14h00

  • Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Coimbra B;

  • Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho, e entre Livração e Marco de Canaveses;

  • Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;

  • Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Mouriscas e Sarnadas;

  • Linha de Cascais: circulação suspensa na via A entre Algés e Caxias;

  • Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas

Marcelo preocupado com descargas de barragens pede que se evite correr riscos

O Presidente da República manifestou-se hoje preocupado com a possibilidade de mais inundações provocadas pelo regresso de chuva forte e por descargas de barragens espanholas e portuguesas e pediu aos cidadãos que evitem correr riscos.

"Esse é o grande desafio, hoje, estar-se a tempo e prevenir-se onde é possível para a eventualidade de amanhã, sábado, poder haver uma subida do nível das águas. Vamos ver até onde isso vai. Tudo está preparado em termos de prevenção, em termos de acorrer às necessidades mais urgentes", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, em Abrantes, no distrito de Santarém.

O chefe de Estado apelou aos cidadãos que evitem a "travessia de zonas de risco em termos de inundação", alertando que em breve pode voltar a chover "em termos significativos" e que pode haver "a descarga de barragens quer espanholas quer portuguesas – porque algumas delas estão a 100%, a 90 e tal por cento".

Lusa

Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde a depressão Kristin

O hospital de Leiria recebeu quase um milhar de feridos com traumas desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, de acordo com informação dada hoje na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.

Os dados revelados indicam um acumulado de 984 feridos no Hospital de Santo André, em Leiria, que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.

A reunião decorreu nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município. Nela marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da ULS da Região de Leiria, Manuel Carvalho.

As primeiras entradas naquele hospital foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, sendo que, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.

A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.

As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.

Lusa

Abastecimento de água ao Município de Leiria assegurado

O abastecimento de água ao Município de Leiria está garantido, apesar de nova inundação, durante a noite, na estação elevatória de Porto Figueira, desencadeada pela subida do nível da água, anunciou hoje a Águas do Centro Litoral (AdCL).

Esta água é, posteriormente, distribuída ao domicílio pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria.

Segundo a AdCL, a subida do nível da água deveu-se à tempestade Leonardo.

“Importa salientar que esta estação elevatória transporta a água captada em furos subterrâneos, na Mata do Urso [concelho de Pombal], sendo que os reservatórios da AdCL asseguraram a capacidade necessária para a distribuição à rede municipal”, explica a empresa numa nota enviada à agência Lusa,

A AdCL destaca que “a água fornecida ao Município de Leiria é, exclusivamente, captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetada pelas inundações registadas”, reafirmando a “qualidade da água fornecida aos seus clientes”, neste caso a Câmara de Leiria.

Face às previsões de chuva intensa e a subida do nível dos rios associadas às depressões Leonardo e Marta, a AdCL garante ter reforçado, “de forma preventiva, um conjunto de medidas em infraestruturas estratégicas”, para assegurar a continuidade deste serviço e a proteção da saúde pública.

Esta semana “foram intensificadas ações de mitigação de risco em várias infraestruturas nos concelhos de Leiria e de Pombal”, como “a elevação de quadros elétricos, a colocação de ensecadeiras [proteções], a retirada de equipamentos essenciais e a implementação de outras soluções técnicas orientadas para o aumento da resiliência” daquelas, refere.

A Águas do Centro Litoral tem equipas no terreno e conta com apoio de empresas externas, para “acompanhar permanentemente a evolução da situação, em articulação com as entidades competentes”.

Hoje, o vereador do Município de Leiria Luís Lopes disse à Lusa que a estação elevatória de Porto Figueira (entre Barreiros e Gândara dos Olivais) “foi condicionada pelas cheias”.

“Apesar de termos feito uma proteção à volta da estação elevatória, houve entrada de água, mas pouca quantidade”, adiantou.

Lusa

Mesão Frio regista cheias devido à chuva e pede precaução à população

A Câmara de Mesão Frio, no distrito de Vila Real, registou esta sexta-feira “várias situações de cheia” nas zonas ribeirinhas do Douro devido à elevada precipitação registada durante a manhã e apelou à adoção de medidas de autoproteção.

“O município de Mesão Frio informa que, em consequência da elevada precipitação registada nas últimas horas, os níveis das zonas ribeirinhas do concelho continuam a subir, verificando-se várias situações de cheia, com particular incidência na Zona Fluvial da Rede. A situação encontra-se sob monitorização permanente”, lê-se numa publicação da autarquia nas redes sociais, cerca das 12h00.

Na mesma publicação, a câmara pede à população que adote “comportamentos de precaução, evitando a circulação em zonas inundadas e cumprindo rigorosamente as indicações das autoridades competentes”.

Numa publicação anterior, a Câmara de Mesão Frio alerta para o acrescido risco de cheias e inundações e refere que se mantêm interditas à circulação a rua de Entre Quintas, na fronteira entre as freguesias de Vila Marim e Cidadelhe, devido à elevada instabilidade do talude superior, bem como a rua da Portela, na freguesia de Oliveira, devido ao perigo de derrocada do muro que suporta a estrada.

Também a Rua da Estação, na freguesia de Barqueiros, no troço compreendido entre a Capela de Nossa Senhora da Conceição e a Estação Ferroviária de Barqueiros, devido à instabilidade dos taludes existentes, está interditada.

Entre 29 de janeiro e segunda-feira registaram-se várias derrocadas de muros e deslizamentos de terras, provocados pelas condições meteorológicas adversas, com impacto em todas as freguesias do concelho de Mesão Frio.

Além de Mesão Frio, no distrito de Vila Real também em Sabrosa e em Santa Marta de Penaguião foi ativada a Situação de Alerta de Âmbito Municipal.

Os municípios justificam com os vários incidentes que têm ocorridos nestes concelhos, como quedas de muros, deslizamentos e cortes de estradas que colocam em risco a segurança de pessoas e bens e dificultam a atuação dos meios de socorro.

Lusa

Derrocada provoca mais um desalojado em Cinfães. Antes, um casal de idosos ficou sem casa

 A derrocada do talude de suporte a uma casa provocou mais um desalojado no concelho de Cinfães, na freguesia de Ferreiros de Tendais, disse hoje à Lusa o presidente da Câmara, Carlos Cardoso.

“A casa ficou totalmente instável e o senhor que vivia lá sozinho, por uma questão de segurança, foi temporariamente realojado com vizinhos”, explicou.

Carlos Cardoso acrescentou que a Câmara de Cinfães “está a trabalhar numa solução definitiva na freguesia, para não o retirar do meio a que está habituado”.

Desta forma, sobre para três o número de desalojados neste concelho do distrito de Viseu, depois de, na quinta-feira, um casal de idosos ter ficado sem casa.

O autarca sublinhou à Lusa que o mau tempo tem provocado prejuízos elevados no município, com muitos taludes de estradas danificados.

“Os concelhos desta zona, como Cinfães e Resende, têm vertentes muito inclinadas e dão origem a muitos movimentos de massas”, explicou.

Entretanto, foi reaberto ao trânsito o Caminho Municipal 1025, entre Pias e Valverde, na freguesia de Tendais.

Segundo Carlos Cardoso, a autarquia tem “equipas no terreno a trabalhar de dia e de noite para restabelecer a normalidade das vias municipais”.

Por abrir continua a estrada da localidade de Ramires, que foi cortada na semana passada devido a um movimento de massas. “A estrada ruiu, desapareceu completamente”, lamentou.

Lusa

Resposta ao mau tempo. Seguro diz que consigo “não haverá nenhuma pergunta sem resposta”

O candidato presidencial António José Seguro prometeu hoje que, quando for a altura de apurar responsabilidades sobre a resposta ao mau tempo, fará "perguntas muito específicas" e que nenhuma ficará "sem resposta".

“Tem a obrigação, tem o dever e, portanto, seria inaceitável que [o Estado] não estivesse prevenido perante esta situação que se prevê para amanhã [sábado] e que espero que não venha a concretizar-se, que seja sempre inferior na intensidade àquilo que se prevê”, defendeu, em declarações aos jornalistas, Seguro no final de uma visita no último dia de campanha à Sword Health, no Porto.

Sobre a avaliação do que correu mal, que o candidato apoiado pelo PS tem garantido que só deve acontecer quando passar o período de emergência, deixou uma garantia.

“E, para além dos relatórios, eu vou fazer perguntas. E vou fazer perguntas muito claras, muito objetivas e muito específicas a quem tem responsabilidades na proteção civil no nosso país”, disse, enfatizando que consigo “não haverá nenhuma pergunta sem resposta”.

Lusa

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Ventura visita Beja por ser “bastante afetada” mas Câmara fala de impactos reduzidos

Cerca de 93 mil clientes sem luz às 12h00. Número superior ao anterior balanço

Um total de 93 mil clientes da E-Redes continuava sem abastecimento elétrico pelas 12h00 de hoje, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo pelo continente português, divulgou a empresa.

Numa informação enviada à àgência Lusa, a E-Redes referiu que àquela hora, nas zonas mais críticas, as avarias decorrentes da depressão Kristin afetavam 74 mil clientes.

Segundo a empresa, o distrito de Leiria concentrava o maior número de clientes sem fornecimento de energia elétrica, com 49 mil, seguindo-se Santarém, com 18 mil, Castelo Branco, com cinco mil, e Coimbra, com dois mil clientes sem eletricidade.

O balanço anterior, divulgado às 15h30 de quinta-feira, indicava que havia 89 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica, número que entretanto aumentou devido à persistência do mau tempo.

Lusa

Proteção Civil: Quase 900 realojados em vários distritos do país

Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.

No total e até ao momento, foram deslocadas 884 pessoas, estando todas elas devidamente realojadas”, disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

As evacuações ocorreram em vários distritos, disse o responsável, exemplificando: 37 pessoas foram retiradas de um acampamento em Viana do Castelo, uma idosa em São Martinho do Porto (Leiria), duas em Ferreira do Zêzere (Santarém), oito em Vila Chã de Ourique (Santarém), dez em Reguengo de Valada no Cartaxo (Santarém), 200 em Alcácer do Sal (Setúbal), 18 em Alcobertas (Santarém), nove em Alpiarça (Santarém), 16 em Grândola (Setúbal) e duas em Odemira (Beja).

Mário Silvestre lembrou que há ainda localidades isoladas no Cartaxo, Coimbra e Algarve, onde uma família de Alma Daninha (Vila do Bispo) recebe apoio dos bombeiros.

Em Reguengo de Alviela, no distrito de Santarém, a Proteção Civil está a “equacionar a evacuação” preventiva da população.

Com a precipitação a manter-se, a ANEPC alerta que os efeitos “vão continuar” e sublinha que o comportamento seguro dos cidadãos é crítico nesta fase.

Lusa

Barragem do Roxo no Alentejo atingiu cota máxima e já está a descarregar

A barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, atingiu a sua cota máxima e já está a descarregar água para uma ribeira que desagua no Rio Sado, confirmou hoje o presidente da associação gestora do empreendimento.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Beneficiários do Roxo (ABR), António Parreira, indicou que a água está a ser libertada através do descarregador de superfície, instalado cerca da cota 136, uma vez que esta barragem do distrito de Beja “está a 100%” da sua capacidade.

“Está a descarregar pelo descarregador de superfície, situação que estávamos com grande receio, porque já estamos com cheias muito grandes a jusante da barragem”, frisou.

Segundo o presidente da ABR, não foram utilizados os descarregadores de fundo da barragem, inaugurada em 1967 e que serve o Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo, por problemas verificados numa válvula de uma das comportas.

“É um problema que temos que resolver quando a água baixar, lá para o final do verão”, reconheceu António Parreira.

Questionado pela Lusa sobre os efeitos da forte precipitação registada nas últimas semanas nos campos servidos pelo aproveitamento hidroagrícola, o dirigente assegurou que “todos os terrenos que estão junto à barragem e à ribeira estão alagados”.

“E os cereais que estiverem juntos à ribeira já morreram todos”, acrescentou.

O presidente da ABR criticou ainda a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de realizar descargas na barragem de Alvito, no concelho de Cuba, no mesmo distrito, cuja água acabou por chegar ao Roxo.

“Nessa altura, chamámos a atenção da APA de que o Roxo, mais dia menos dia, ia encher e provocar aqui uma pressão grande na ribeira e nas estradas, que foi o que aconteceu”, frisou”.

António Parreira aludiu ainda à necessidade de se realizar uma limpeza da ribeira do Roxo, que a ABR solicitou anteriormente à APA.

“Limparam um bocadinho, mas pouco adiantou. E agora a APA diz que quem tem de limpar a ribeira são os agricultores”, criticou o presidente da associação, insistindo que “a ribeira tem de ser limpa, porque isto é um perigo para populações”.

Lusa

Marcelo diz que recebeu um "WhatsApp" de Ventura sobre adiamento das eleições

"Ontem recebi um WhatsApp do candidato André Ventura", revelou o Presidente da República, referindo que a mensagem se referia ao " adiamento das eleições em geral no pais".

"Ele estava em atividade, como é natural, e apenas pude encontrá-lo era já muito tarde, era meia-noite ou uma coisa assim", referiu. "Disse-lhe, o que já tinha dito em público, que a mudança de lei não era possível", contou Marcelo Rebelo de Sousa, em Abrantes. Para o Presidente da República, "a declaração do estado de emergência também não", porque "é um processo complexo", que envolve vários órgãos de soberania, e mesmo sendo feita "não dava abertura para o adiamento geral das eleições".

Deu ainda conta que hoje tentou falar com António José Seguro, "só para dizer que falava com os dois candidatos", mas não foi possível.

"Deve estar em atividade e não conhece o meu número de telefone, ou tem mais coisas para tratar do que isso, mas vou ver se ainda falo com ele hoje", acrescentou.

"A recuperação é sempre muito mais longa do que as medidas de curto prazo", diz Marcelo

De visita a Abrantes, o Presidente da República disse que gostou de ouvir Luís Montenegro a anunciar algumas medidas para fazer face aos prejuízos do mau tempo. "Aquilo que o Governo anunciou ontem, através do primeiro-ministro, a mim, confesso, que me satisfez porque era muito importante, depois do anúncio do plano, mostrar que o plano estava a ser executado".

"A recuperação é sempre muito mais longa do que as medidas de curto prazo. Reconstruir significa saber quais são os prejuízos para saber quanto tempo é que demora superar esses prejuízos e a normalizar a vida das pessoas"

Olhando para o futuro, falou na importância de "aprender que as situações de risco estão cada vez mais difíceis", pelo que a "prevenção e a resposta têm de ser mais exigentes e mais completas, preparadas com mais tempo". Isso é uma lição que todos estamos a aprender todos os dias", afirmou aos jornalistas.

Significa, prosseguiu, que desta vez que intervém a Proteção Civil "é melhor do que a última vez, mas na seguinte tem de ser melhor do que desta vez porque os desafios vão ser cada vez mais graves".

Água recuou cerca de dois metros na baixa de Alcácer do Sal

A água que se tem acumulado na baixa de Alcácer do Sal, inundada há vários dias devido ao mau tempo, recuou cerca de dois metros durante a madrugada, disse hoje

“Acho que a água desceu quase dois metros aqui em algumas zonas, mas as zonas mais baixas continuam ainda com muita, muita água, principalmente a Avenida dos Aviadores”, precisou a presidente da câmara municipal, Clarisse Campos, à Lusa.

Segundo a autarca, esta “ligeira descida das águas” permite “novamente o contacto com as pessoas que ainda estão em casas na zona da cidade que está inundada” e, com recurso à Marinha e Bombeiros, tentar “perceber como estão hoje e insistir" para saírem das habitações.

Clarisse Campos relatou que as pessoas estão “sem eletricidade, sem conforto” e “estão preocupadas, porque estão isoladas” há muitos dias.

“Vamos agora avaliar se têm condições para continuar nas suas casas”, porque, apesar, “da nossa insistência para que saiam”, a “última palavra” é dos residentes, afirmou.

À Lusa, a autarca indicou que as pessoas que “vão ficando desalojadas provisoriamente” estão a ser encaminhadas para um espaço da Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal.

No total já retiramos quase 200 pessoas” ao longo dos últimos dias, mas “algumas ficam em casa de particulares” e “muitas em alojamentos locais, residenciais, hotéis”, assim como na Santa Casa da Misericórdia.

Confessando-se "completamente emocionada e grata" com a onda de solidariedade que tem chegado, a autarca lembrou que a cidade vai precisar de muita ajuda na sua reconstrução.

“Vamos precisar muito, muito da ajuda de todos nessa fase. Agora estamos a precisar, numa fase de emergência, já temos muitas doações de géneros alimentares, de todo o tipo de produtos, mas na fase seguinte vamos precisar de muita ajuda para ajudar as pessoas a reconstruir as suas casas, a equipar as suas casas. Os próprios serviços municipais, muitos deles estão inundados e vamos precisar de um trabalho enorme para reparar estradas [e] passeios”, apelou.

DN/Lusa

Estimativa do Governo. Nível de prejuízos "já ultrapassou os quatro mil milhões de euros"

"Estamos a programar aquilo que pode acontecer nos próximos dias , a gerir o que está a acontecer neste momento e estamos também a recuperar" na sequência do que "aconteceu nos últimos dias, tudo em simultâneo", disse o primeiro-ministro, durante a visita a Santarém.

Questionado pelos jornalistas sobre os apoios de Bruxelas, Montenegro afirmou: "Estamos a usar todos os instrumentos e usaremos todos os instrumentos financeiros para poder fazer face a um nível de prejuízos que estimamos, neste momento, já ultrapassou os quatro mil milhões de euros".

"Nós teremos de ter capacidade de financiamento, temos o Orçamento do Estado, uma reorganização dos fundos possíveis, incluindo o PPR, e teremos também outros fundos aos quais nos estamos a candidatar", disse o chefe do Governo, referindo que se está em permanente contacto com as autoridades europeias.

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Proteção Civil alerta para muita chuva e rajadas de vento que podem chegar aos 100km/h

O Comandante Nacional da Proteção Civil alertou esta sexta-feira que a próxima noite exige prudência devido às previsões de chuva e vento fortes pela passagem da depressão Marta. “Vamos ter bastante chuva e vento, com rajadas que podem chegar aos 100 km/h”, disse Mário Silvestre, realçando que, pela situação de saturação dos solos e fragilidade das infraestruturas já afetadas, é necessário adotar comportamentos seguros “para não ternos mais problemas e vítimas a registar”.

Mário Silvestre referiu que as principais preocupações neste momento têm a ver com os rios Douro, Mondego e Tejo, além das inundações em Coruche e Alcácer do Sal.

O comandante nacional da Proteção Civil deu conta da existência de 7517 ocorrências no total, desde domingo.

De acordo com o comandante nacional da Proteção Civil, estão cinco helicópteros a sobrevoar as zonas afetadas: “dois helicópteros da Força Aérea Portuguesa e três à guarda da ANEPC”.

“Encontram-se a fazer a monitorização de todos os cursos de água principais com zonas previamente definidas para os voos de reconhecimento. Estamos permanentemente a recolher essa informação”, acrescentou.

Primeiro-ministro espera que "sejam poucas" as situações que levem a adiar eleições

Em relação à possibilidade levantada pela Câmara de Santarém de serem adiadas eleições para dia 15 nas mesas de voto de Ribeira de Santarém e de Reguengo de Alviela, o primeiro-ministro disse: "só posso manifestar a minha disponibilidade para tudo o que puder ser feito pelas entidades públicas, de criarmos condições para que haja segurança nas secções de voto e no acesso dos eleitores a essas secções de voto".

"Os presidentes de Câmara, no local, terão de ir avaliando a situação, em particular no dia das eleições, no domingo, no dia 8, e verificar se, numa ou outra circunstância, essas condições não estão garantidas", adiantou.

"A democracia funciona mesmo quando está com desafios tão grandes como aqueles que temos hoje pela frente", sublinhou.

Se existirem "situações limite" em que essas "condições não estejam salvaguardadas, a lei determina que a eleição possa ser realizada oito dias depois". "Aquilo que espero é que estas situações sejam poucas", desejou o chefe do Governo.

Montenegro em Santarém "sem avisar" para saber como está a decorrer processo de retirada de pessoas 

Questionado em Santarém sobre se há medidas concretas caso o caudal do Rio Tejo obrigue à retirada de mais pessoas, o primeiro-ministro disse que todas equipas da Proteção civil estão mobilizadas para acompanhamento permanente, juntamente com outras forças e autoridades.

"Temos aqui uma prioridade que está acima de todas as outras, que é salvaguarda da vida das pessoas, o bem estar dos portugueses", disse.

Primeiro-ministro contou aos jornalistas que decidiu visitar Santarém "sem avisar", "correndo o risco" de encontrar a comunicação social, porque quer "saber no terreno como está a decorrer" a operação de retirada de pessoas. Montenegro visitou um pavilhão em Santarém que está a acolher deslocados devido às cheias na região.

"Estamos a cuidar de salvaguardar as pessoas que estão mais expostas" às zonas críticas para cheias.

Sobre os moradores que resistem sair das suas casas, o primeiro-ministro disse que "temos que as alertar que desta vez a situação é mais grave". "Para chegarmos com a indicação da Proteção Civil para evacuação é porque é mesmo necessário", sublinhou Montenegro.

Montenegro está em Santarém, onde as cheias obrigaram à retirada de cerca de 250 pessoas

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, encontra-se esta sexta-feira em Santarém, uma das zonas mais afetadas pelas cheias, onde está a inteirar-se das zonas mais críticas.

Após ter anunciado medidas excecionais para a reconstrução urgente de casas danificadas pelo mau tempo e ter declarado o prolongamento da situação de calamidade até 15 de fevereiro, numa comunicação ao país, na quinta-feira, Montenegro visita a região de Santarém, onde as cheias já obrigaram à retirada de cerca de 250 pessoas.

Bombeiros de Pernes iniciaram a retirada de habitantes de Reguendo do Alviela

Equipas da Força Especial da Proteção Civil de Santarém preparam-se para a segunda operação de retirada de habitantes que ficaram isolados em Reguendo do Alviela, Santarém.

São cerca de trinta pessoas que se mantiveram nos pisos superiores das habitações cada vez mais submersas pela subida das águas do Rio Alviela que desagua no Tejo. 

As duas equipas da Proteção Civil e os Bombeiros de Pernes montaram uma base de socorro junto à zona alagada a cerca de dois quilómetros das casas atingidas pelas cheias.

Por voltas das 11h30 as duas lanchas foram colocadas na zona alagada junto à estrada submersa que ligava a localidade de Pombalinho a Reguengo do Alviela.

"A nossa prioridade é a segurança das pessoas", disse hoje à Lusa João Leite, presidente da Câmara Municipal de Santarém.

As pessoas que vão ser retiradas de Reguendo do Alviela vão depois ser conduzidas ou a casas de familiares ou, em caso de necessidade, ao centro de acolhimento instalado no Centro Desportivo de Santarém.

Muitas estradas e, sobretudo acessos secundários, estão cortados pela subida das águas ou pela derrocada de terras provocada pela queda de chuva.

Os cortes nas estradas além de dificultarem as ligações rodoviárias em alguns pontos de Santarém dificultam os acessos às zonas mais seriamente afetadas pelas cheias.

Hoje, as autoridades já retiraram "três pessoas e um animal de companhia" de Reguengo do Alviela.

Lusa

Não há "estragos complexos" no Porto. Autarca fala em em situação mais complexa a partir das 18h00

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou esta sexta-feira que "não tem havido estragos particularmente complexos" na cidade, na sequência do mau tempo.

"Dentro da gravidade que existe, a situação está controlada na cidade do Porto", afirmou o autarca, dando conta, no entanto, que a situação que mais preocupa é na "zona Miragaia" e "um pouco na Ribeira.

Pedro Duarte referiu ainda aos jornalistas que, de acordo com as previsões, "no final da tarde, a partir das 18h00 é natural que a circunstância volte a ser mais complexa". "Não prevemos que seja diferente da madrugada, vamos reagir da mesma forma", disse o presidente da Câmara, referindo que o disposto mantém-se em permanência, "designadamente durante a noite".

Galgamento do Rio Alcoa obriga a realojar 17 pessoas em Alcobaça

Dezassete pessoas foram na última noite retiradas das suas casas junto às Termas da Piedade, em Alcobaça, devido à subida do caudal do Rio Alcoa, que galgou as margens, informou a câmara municipal.

Neste concelho do distrito de Leiria, “a situação piorou durante a noite, com o rompimento do Rio Alcoa, o que obrigou à retirada de pessoas na zona das Termas da Piedade, por não terem condições de ali continuar", disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

De acordo com o autarca, “17 pessoas foram retiradas de casa, tendo a maioria sido acolhida em casas de familiares. Três foram alojadas pela câmara numa pensão”.

Estes 17 desalojados somam-se a outras nove pessoas que tinham sido retiradas de casa na quinta-feira, segundo informou então o Sub-Comando de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

No concelho, mantém-se também fechada a Estrada Nacional (EN) 8, que liga o Valado dos Frades (no concelho da Nazaré) a Alcobaça, enquanto “os campos da Cela, mais 50%, estão inundados”, disse o presidente da autarquia.

Exceção feita à freguesia de Pataias, “que foi mais fustigada pela depressão Kristin, no resto do concelho, em todas as freguesias, estamos com gravíssimos problemas de cheias”, acrescentou.

Anacom recomenda 'roaming' nacional temporário para suprir falhas

Medida permitiria aos utilizadores utilizarem redes de outros operadores enquanto há falhas de serviço na sequência do mau tempo.

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Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
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Cheias cortam estradas e obrigam à retirada de alguns moradores na Chamusca

As cheias dos últimos dias provocaram cortes de várias estradas no sul do concelho da Chamusca e obrigaram à retirada de alguns moradores no Arrepiado, embora sem registo de feridos, disse o presidente da câmara local, Nuno Mira.

Segundo o autarca, as inundações na zona sul do concelho provocaram vários cortes de vias na Estrada Nacional 118 e de outras estradas que fazem a ligação a Ulme, Parreira e Vale de Cavalos. Alguns acessos ficaram também condicionados por deslizamentos de terras.

Durante a noite, a subida do caudal do Rio Tejo obrigou à retirada de alguns moradores na aldeia do Arrepiado, numa operação que envolveu o Exército, a GNR e os bombeiros.

O município ativou os espaços previstos no plano de emergência para eventuais acolhimentos, incluindo o recém-inaugurado centro cycling do Arrepiado, com capacidade para 20 camas, e o edifício de São Francisco, com cerca de 40.

Contudo, apenas “meia dúzia” de pessoas tiveram de ser retiradas, muitas das quais seguiram para casas de familiares ou para o lar da Carregueira.

Segundo o autarca, a situação mais crítica registou-se na madrugada de quinta-feira, quando um deslizamento num ribeiro deixou uma habitação com água em ambos os lados, obrigando à rápida intervenção de equipas municipais para impedir que a casa fosse arrastada pela corrente.

Ainda segundo o autarca, perante o risco de isolamento da zona sul, o município contactou a escola local para que os alunos “regressassem a casa mais cedo, garantindo a sua segurança”.

Não há registo de feridos, mas o presidente da Câmara diz que os danos são muitos e atingem várias zonas do concelho.

“Creio que os prejuízos serão muitos, principalmente nas estradas, nas infraestruturas municipais, em casas particulares e, sobretudo, na parte agrícola”, afirmou, sublinhando que ainda não é possível avançar com uma estimativa.

O autarca destacou também o papel do Exército, cujo apoio permitiu agilizar as operações.

Para Nuno Mira, apenas as cheias de 1979 são apontadas como referência para um episódio de dimensão semelhante, mas, segundo o autarca, nunca se viveu na Chamusca uma tempestade com a intensidade verificada nos últimos dias.

O setor agrícola terá sido o mais prejudicado, indicou, enquanto os cortes de estrada afetam também a atividade industrial e a mobilidade no concelho.

Lusa

Distrito de Aveiro com 35 vias interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 35 vias rodoviárias interditas ou condicionadas, mais quatro do que na quinta-feira, devido às condições meteorológicas adversas e ao aumento do caudal das linhas de água, informou a GNR.

De acordo com a atualização feita hoje, às 08:30, pela GNR sobre o estado das estradas no distrito de Aveiro, encontram-se 35 vias interditas ou condicionadas por motivos de inundação, desmoronamentos e abatimento do piso.

A situação mais grave continua a ser a do concelho de Águeda, com sete vias interditas devido à inundação do rio Águeda, nomeadamente a Rua da Pateira (Fermentelos), a Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães), a Estrada Real (Lamas do Vouga), a Rua Ponte da Barca (Serém) e a Estrada Municipal (EM) 577 (Fontinha).

Ainda neste concelho continua interdita a Rua do Covão (Valongo do Vouga), devido a desmoronamento, mantendo-se igualmente condicionado o Itinerário Complementar (IC) 2, ao quilómetro 239, no sentido norte/sul, também devido a desmoronamento.

Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição de vários arruamentos na freguesia de Canelas, nomeadamente a Rua da Estação, a Rua General Artur Beirão e a Estrada paralela à linha férrea (BIORIA), para além da interdição da Rua do Vale (Fermelã), da Rua do Feiro (Salreu) e da Rua do Mourão (Avanca).

Na Murtosa, a água da ria também galgou as margens inundando várias ruas na freguesia do Bunheiro, nomeadamente a Rua Arcebispo Cangranor, a Rua Caminho das Remolhas, a Travessa Béstida, a Marginal Padre António Pinheiro e a Estrada Velha de Leirosa. Está ainda interdita a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira).

Em Albergaria-a-Velha, a GNR dá ainda conta da interdição da Estrada Nacional 230-2 (Angeja), da Rua Vale do Mouro (Frossos) e da EM577 (Alquerubim).

Já em Ovar, encontram-se interditas a Avenida da Praia e a Rua do Rombo (Esmoriz), devido a desmoronamentos, e a Rua de Baixo (Maceda), devido a inundação.

Em Aveiro, estão intransitáveis a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, e a Rua Marquês de Pombal em Cacia, devido a inundação, continuando interdita a Rua Pero André (Eirol) devido ao risco de derrocada de uma habitação, e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém), devido a inundação.

Mais a sul, em Oliveira do Bairro, está cortada a Rua Frei Gil (Bustos), devido ao abatimento do piso da estrada, e, no concelho de Anadia, estão interditas a Rua São Simão (Espairo) e a Rua da ETAR (Avelãs de Caminho), devido a inundação.

Ponto da situação das estradas encerradas por inundações no concelho de Benavente

A Proteção Civil de Benavente fez um ponto da situação relativo às estradas encerradas por inundações em todo o concelho, sendo que Estrada da Asseiceira (EM 515 / EN 118-1) foi reaberta ao trânsito.

Na nota divulgada nas redes sociais, a Proteção Civil municipal apela "a todos os automobilistas que respeitem a sinalização existente no local e que não entrem em estradas submersas".

Mantêm-se encerradas as seguintes estradas:

- Estrada Nacional 118 - entre Benavente e Salvaterra de Magos

- Caminho Del Rey (SUGAL EN 118 - Rua da Chaminé)

- EM 515 (Paul do Trejoito)

- Estrada do Convento de Jericó

- Rua do Vale - Foros da Charneca (Aluimento de Terras)

- Rua do rio Almansor (Frente Ribeirinha), Samora Correia

- Rua 1º de Maio, Foros de Almada (Submersão Parcial em dois pontos)

- Estrada Municipal 1456 (Estrada do Campo) entre a EN 118 e a EN 10 (Reta do Cabo).

Rio Minho transbordou e chegou às termas novas de Monção

O rio Minho transbordou na madrugada desta sexta-feira e chegou ao muro das termas novas de Monção, tendo inundado, entre outras zonas, o parque infantil, o exterior da piscina municipal e o estacionamento do parque das Caldas.

Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção, José Passos, explicou que desde o leito do rio, as águas avançaram mais de 100 metros, chegando a inundar o rés do chão das termas velhas.

A preocupação dos bombeiros é a água que está na cave das termas novas, onde se encontram as bombas do edifício.

“Estamos a tentar resolver a situação, mas contra a forma da natureza não é fácil. Era uma ajuda se as descargas da barragem de Frieira, na Galiza, diminuíssem”, afirmou.

José Passos referiu que às 07h00 a barragem estava a debitar 3.000 metros cúbicos de água por segundo.

À Lusa, o capitão do porto de Caminha, Fernando Pereira, adiantou que foram ainda registadas inundações de algumas vias públicas em Valença e Vila Nova de Cerveira e, Caminha, na zona de Vilar de Mouros, com o transbordo do rio Coura.

Durante a madrugada, com a preia-mar, à água do mar atingiu o limite da praia de Moledo.

O comandante da Polícia Marítima (PM) adiantou que “as zonas atingidas estão identificadas pelos serviços municipais de proteção civil e, em coordenação com outros serviços e com a capitania, têm sido minimizados os impactos do mau tempo.

No vale do Lima, o nível das águas do rio Lima mantém-se inalterado desde quinta-feira.

Lusa

Pessoas afetadas pela tempestade isentas de pagar cartão de cidadão

As pessoas que vivam num dos concelhos afetados pela tempestade Kristin e tenham perdido ou extraviado o cartão de cidadão, vão poder renová-lo sem pagar taxas, determinou hoje o Governo, em portaria publicada em Diário da República.

De acordo com a portaria, o Governo decidiu “determinar a isenção do pagamento de taxas pela renovação do cartão de cidadão perdido, extraviado ou inutilizado e pela emissão de cartão de cidadão nos casos de perda, extravio ou inutilização de bilhete de identidade vitalício”.

A emissão ou renovação terá de ser feita até ao dia 31 de março e a portaria tem efeitos a partir do dia 28 de janeiro.

Para o efeito, terão de fazer prova de que houve “motivo comprovadamente imputável aos fenómenos adversos ocorridos nos concelhos abrangidos pela declaração de situação de calamidade decorrente da tempestade Kristin” e que vivem num dos concelhos afetados e onde foi decretada situação de calamidade.

Lusa

Moradores de Reguengo do Alviela vão ser retirados

Os cerca de 30 habitantes do Reguengo do Alviela, Santarém, que se mantiveram em casa vão ser retirados hoje de manhã pelas autoridades devido à subida do nível das águas do Tejo, disse à Lusa fonte camarária.

Emanuel Campos, vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal de Santarém, disse que o nível das águas subiu durante a noite e, por isso, as pessoas que se mantiveram nos locais de residência durante a última noite vão ser retiradas pelos bombeiros e pela Proteção Civil.

"A água já ultrapassa a altura dos joelhos. As equipas acompanharam durante a noite os moradores que não saíram voluntariamente, mas, neste momento, não há condições de segurança", disse Emanuel Campos.

Os moradores vão ser transportados para o centro de acolhimento ou conduzidas a residências de familiares, porque se arriscam a ficar isolados caso se mantenham nas casas onde vivem.

Várias estradas e pequenos acessos rodoviários estão condicionados devido ao aumento do caudal do rio, tendo sido colocadas placas com a inscrição "estrada submersa".

Emanuel Campos destacou em especial o corte da Estrada Nacional 114, devido ao deslocamento de terras provocado pelas chuvas, e as restrições à circulação na ponte de D. Luís, devido ao acesso que ficou submerso na zona de Tapada.

Lusa

Nove vias condicionadas no distrito do Porto

Nove vias estavam hoje, pelas 10:00, condicionadas ao trânsito no distrito do Porto devido a desmoronamentos, inundações, quedas de árvores e de postes de iluminação, designadamente na Trofa, Gondomar, Baião e Vila Nova de Gaia, revelou a GNR.

Em comunicado, o Comando Territorial do Porto refere que, em Guifões (concelho da Trofa), está condicionada a Rua 25 de Abril devido a um desmoronamento.

Em Gondomar, estão quatro estradas condicionadas, nomeadamente a Rua Beira Rio (Zebreiros) devido a inundação causada pelo rio Douro, o caminho de acesso ao Parque de Travassos (Foz do Sousa) por inundação causada pelo rio Sousa, a Travessa S. Bartolomeu (Melres) e a Rua Beira Rio (Jovim), ambas também por inundações.

No concelho de Baião, estão condicionadas a Rua da Bouça, no Ribadouro, bem como a Rua 20 de junho, em Santa Marinha do Zêzere, ambas por desmoronamentos.

Já em Vila Nova de Gaia, a GNR aponta para condicionamentos na Rua do Areinho (freguesia de Avintes) afetada pela inundação do rio Douro, enquanto a Rua Eugénio Paiva Freixo (Crestuma) sofreu com a queda de árvore e poste de iluminação pública.

Lusa

Arruda dos Vinhos com 23 desalojados e aldeias isoladas

O número de desalojados no concelho de Arruda dos Vinhos subiu para 23, depois das casas terem ficado inabitáveis devido ao mau tempo, estando duas aldeias isoladas pelos cortes de estradas, disse hoje o presidente da Câmara Municipal.

“Na Estrada do Lapão, as 10 casas ficaram completamente inabitáveis e os moradores foram realojados em casas municipais ou de familiares”, subindo de 12 para 23 o número de desalojados, afirmou o autarca, Carlos Alves, à agência Lusa.

Devido à existência de 18 estradas cortadas e oito condicionadas no concelho, “as pessoas estão a ficar isoladas”, sublinhou, destacando os casos das localidades de Arranhó e Cardosas.

Entre as principais estradas cortadas, encontram-se a Variante de A-do-Mourão, a Estrada Nacional 115 entre Arranhó e Bucelas e Arranhó e Sobral de Monte Agraço.

Também face à dificuldade nas acessibilidades, o município de Arruda dos Vinhos decidiu encerrar o Centro Escolar de Arranhó.

“A Boa Viagem tem muita dificuldade em fazer os trajetos e os alunos em chegar à escola”, disse.

Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.

Segundo o autarca, os deslizamentos de terras estão a acontecer porque “os terrenos já não conseguem absorver mais a água”, o que está a provocar danos nas condutas e, em consequência, falhas no abastecimento à população.

Lusa

Câmara de Leiria indica alterações de locais de voto nas eleições presidenciais de domingo

A Câmara de Leiria, um dos municípios mais afetados pela passagem da depressão Kristin, divulgou alterações nos locais de voto nas eleições presidenciais do próximo domingo (8 de fevereiro), de modo a "garantir as melhores condições na realização do ato eleitoral, tanto para os munícipes como para os membros das mesas eleitorais".

A autarquia pede que seja verificado o local de voto antes de a pessoa se deslocar para realizar o ato eleitoral.

Estas são as alterações:

𝐔𝐅 𝐋𝐞𝐢𝐫𝐢𝐚, 𝐏𝐨𝐮𝐬𝐨𝐬, 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐞 𝐂𝐨𝐫𝐭𝐞𝐬

Escola D. Dinis ➜ 𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐒𝐞𝐜𝐮𝐧𝐝𝐚́𝐫𝐢𝐚 𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐑𝐨𝐝𝐫𝐢𝐠𝐮𝐞𝐬 𝐋𝐨𝐛𝐨

Pavilhão Gimnodesportivo dos Pousos ➜ 𝐒𝐚𝐥𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐨𝐪𝐮𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐏𝐨𝐮𝐬𝐨𝐬 Mesas da Barreira ➜ 𝐒𝐚𝐥𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐨𝐪𝐮𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐁𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚

Mesas n.º 14 a 22 ➜ 𝐏𝐚𝐯𝐢𝐥𝐡𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐠𝐫𝐮𝐩𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚𝐬 𝐃𝐫. 𝐂𝐨𝐫𝐫𝐞𝐢𝐚 𝐌𝐚𝐭𝐞𝐮𝐬

𝐔𝐅 𝐌𝐚𝐫𝐫𝐚𝐳𝐞𝐬 𝐞 𝐁𝐚𝐫𝐨𝐬𝐚

Mesas n.º 1 a 19 ➜ 𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐁𝐚́𝐬𝐢𝐜𝐚 𝐉𝐨𝐬𝐞́ 𝐌𝐚𝐭𝐭𝐨𝐬𝐨

𝐔𝐅 𝐂𝐨𝐥𝐦𝐞𝐢𝐚𝐬 𝐞 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚

Igreja Velha ➜ 𝐏𝐚𝐯𝐢𝐥𝐡𝐚̃𝐨 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐢𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐝𝐚𝐬 𝐂𝐨𝐥𝐦𝐞𝐢𝐚𝐬

Memória ➜ 𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐄𝐁𝟏 𝐝𝐚 𝐌𝐞𝐦𝐨́𝐫𝐢𝐚

𝐅𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐢𝐥𝐚𝐠𝐫𝐞𝐬

Todas as mesas ➜ 𝐈𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐒𝐨𝐥𝐢𝐝𝐚𝐫𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐨𝐬 𝐌𝐢𝐥𝐚𝐠𝐫𝐞𝐬

𝐅𝐫𝐞𝐠𝐮𝐞𝐬𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬

Junta de Freguesia ➜ 𝐒𝐚𝐥𝐚̃𝐨 𝐏𝐚𝐫𝐨𝐪𝐮𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐧𝐭𝐞𝐬

Homem morre após queda de telhado no concelho de Leiria

 Um homem de 73 anos morreu ao cair de um telhado na Ortigosa, concelho de Leiria, na quinta-feira à tarde, revelaram hoje à agência Lusa várias fontes.

Segundo fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, a vítima, em estado grave e paragem cardiorrespiratória, na sequência de queda de telhado, foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.

No hospital, foi confirmado o óbito.

O presidente da Junta de Freguesia da Ortigosa, Américo Coelho, explicou que o homem “subiu a um anexo onde estava um animal, para arranjar o telhado”.

“Veio vento forte, que levantou um painel. Atingiu-o na cabeça”, adiantou o autarca.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Lusa

"A situação está a agravar-se". Peso da Régua prepara plano para evacuação junto ao Douro

O presidente da Câmara de Peso da Régua admitiu esta sexta-feira a possibilidade de ser acionado um plano para evacuação das habitações da zona próxima ao rio Douro que “entrou em fase de saturação” e transbordou esta noite.

“A situação está a agravar-se. Temos a água a metro e meio/dois metros da Avenida [João Franco]. Há uma tendência de subida. Temos definido no nosso plano para evacuação”, disse José Manuel Gonçalves, cerca das 09:30, em declarações à agência Lusa.

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse hoje o comandante adjunto, Pedro Cervaens, num ponto de situação cerca das 07h30.

Em Peso da Régua, no distrito de Vila Real, o aumento do caudal do rio Douro era “expectável” e “o plano de ação está montado há vários dias”, disse o presidente da Câmara, apontando que “previsivelmente o rio entrou em fase de saturação”.

Lusa

Cheia no Sado em Alcácer do Sal com 100 operacionais e cortes de energia preventivos

A enchente do rio Sado junto a Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, conta com cerca de 100 operacionais no terreno, entre bombeiros, GNR e funcionários municipais, além de cortes de energia elétrica pontuais para prevenir danos.

“O rio já está a descer, mas ainda continua com um caudal muito elevado. Totalizámos, no final do dia de ontem [quinta-feira], 179 pessoas resgatadas”, disse à agência Lusa o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio.

Segundo a mesma fonte, encontram-se no local cinco embarcações para ajudar à mobilidade nas zonas alagadas e cerca de 30 viaturas.

O responsável da Proteção Civil explicou que têm sido feitos cortes preventivos no fornecimento da energia elétrica para acautelar danos maiores em estabelecimentos e habitações, além de garantir a segurança dos agentes que circulam por entre a cheia.

“Os cortes na eletricidade vão acontecendo por causa do nível das aguas e consoante o mesmo, mas, depois, é logo feita a reposição, faseada”, afirmou.

Na quinta-feira, Tiago Bugio alertou para o agravamento da situação em Alcácer do Sal dada a previsão de mais chuva com nova tempestade, esta nomeada Marta, no sábado.

“Há um novo fluxo de precipitação, também muito intenso e acompanhado de ventos fortes”, especificou, acrescentando que este novo fenómeno meteorológico traz “preocupações acrescidas”.

Lusa

Figueiró dos Vinhos também apela à necessidade de plataformas elevatórias e à disponibilidade de operadores habilitados

Tal como a Câmara da Marinha Grande, o município de Figueiró dos Vinhos lançou um apelo para a disponibilização de plataformas elevatórias para o apoio às populações afetadas pelo mau tempo dos últimos dias.

Explica a autarquia, no apelo divulgado nas redes sociais, que a "reparação das coberturas das habitações afetadas é, neste momento, uma prioridade absoluta para proteger famílias e acelerar o regresso à normalidade". Nesse sentido, para que "este trabalho possa avançar com maior rapidez e segurança, é essencial a utilização de plataformas elevatórias, bem como a disponibilidade de operadores habilitados".

A Câmara de Figueiró dos Vinhos apela, por isso, à solidariedade de "empresas que disponham de plataformas elevatórias, assim como "operadores qualificados que se voluntariem para apoiar estes trabalhos" e a "entidades ou particulares que possam disponibilizar estes meios, mesmo que por curtos períodos".

"A vossa ajuda pode fazer uma diferença decisiva no apoio às populações mais afetadas e no restabelecimento das condições mínimas de habitabilidade", diz Figueiró dos Vinhos.

Os interessados em colaborar devem entrar em contacto com a⠀⠀ Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos⠀e a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos (comunicacao@cm-figueirodosvinhos.pt)

Governo pede ativação da reserva agrícola da UE após perdas estimadas em 500 milhões de euros

O ministro da Agricultura e Mar enviou na quinta-feira uma carta ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação a pedir a ativação da reserva de crise para a agricultura, informou esta sexta-feira o ministério em comunicado.

O pedido de José Manuel Fernandes ao Comissário Europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, surgiu perante as estimativas preliminares que apontam para prejuízos de cerca de 500 milhões de euros no setor agrícola, provocados pelo mau tempo.

Este mecanismo europeu permite uma resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a união de 450 milhões de euros.

Lusa

Cáritas Leiria-Fátima alerta para vulnerabilidade habitacional de muitas pessoas, incluindo migrantes

 A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima alertou esta sexta-feira para a vulnerabilidade habitacional em que se encontram muitas pessoas, incluindo migrantes, que “não podem ser esquecidos”.

“É uma situação que nos está a preocupar bastante. Estamos a deparar-nos com situações de famílias que vivem em casas arrendadas, mas sem qualquer contrato, sem recibo de renda”, afirmou à agência Lusa o diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, Nelson Costa.

Segundo Nelson Costa, técnicos da instituição, na quinta-feira, depararam-se com “a situação de uma família que o único sítio onde pode dormir é na sala”.

“Quando fomos fazer uma visita a esta habitação, as três crianças do agregado familiar estavam no carro, porque era o sítio mais seguro e mais digno para elas estarem”, adiantou, referindo que a situação é no concelho de Leiria.

Neste momento, esta família de migrantes “continua a dormir na sala, porque há falta de resposta em matéria de habitação”, tendo-lhe sido dito para procurarem uma casa, com a Cáritas a comprometer-se a apoiar.

Este responsável da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima frisou que a instituição está preocupada com a situação habitacional de todas as famílias afetadas pelo mau tempo, incluindo migrantes.

“Também eles precisam de dignidade e, efetivamente, nos tempos que correm e com extremismos que muitas vezes que aparecem…”, observou.

Nelson Costa destacou que “estas pessoas são muito importantes também para Portugal, estão à procura de melhores condições de vida e lutam muito para ter melhores condições de vida”.

“Esta tempestade também, mais uma vez, foi pôr em causa a dignidade e os projetos de vida de todas estas pessoas, desde o migrante ao português”, acrescentou.

Nas redes sociais, a Cáritas adiantou ter distribuído “35 toneladas de alimentos e produtos de higiene” até às 12h00 de quinta-feira e apoiado diretamente 293 famílias, com cabazes e bens essenciais nas suas instalações

“Entre segunda-feira e quarta-feira, visitámos e acompanhámos diretamente 196 famílias nos vários concelhos da Diocese de Leiria-Fátima”, sendo que na quinta-feira “estiveram 19 técnicos e voluntários no terreno, num trabalho incansável de proximidade, escuta e apoio direto”.

Lusa

Marinha Grande apela a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador

 O Município da Marinha Grande pediu esta sexta-feira a colaboração de empresas e particulares para a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador para apoiar a população na recuperação dos danos provocados pela depressão Kristin.

“Estes equipamentos são essenciais para apoiar as equipas de reparação e estabilização de estruturas, que estarão no terreno nos dias 7 e 8 de fevereiro”, sábado e domingo, apelou a Câmara.

Esta é, de acordo com o município, uma forma de dar “resposta às dezenas de ocorrências que continuam a colocar em risco a segurança de famílias e edificações”.

“A cedência temporária destes meios será determinante para garantir a intervenção rápida em coberturas danificadas, estruturas instáveis e edifícios com risco acrescido devido às infiltrações e ventos fortes que persistem após a tempestade”.

Os interessados em colaborar devem contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do email smpc@cm-mgrande.pt.

O ponto de encontro é no estaleiro municipal, que fica na rua do Matadouro.

Lusa

Circulação suspensa na Linha do Douro entre Livração e Marco de Canaveses

A circulação ferroviária estava pelas 08h30 suspensa na Linha do Douro, entre Livração e Marco de Canaveses, devido a queda de pedras na via, disse à Lusa fonte da CP – Comboios de Portugal.

Numa nota enviada à Lusa, a empresa informa que continua suspensa, devido a ocorrências relacionadas com o mau tempo, a circulação na Linha da Beira Baixa, entre Entroncamento e Castelo Branco, e Urbanos de Coimbra.

Na quinta-feira foi também suspensa a circulação, sem previsão de retoma, do comboio internacional Celta.

A circulação ferroviária continua ainda suspensa na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Linha do Sul, entre Ermidas do Sado e Grândola, realizando-se transbordo rodoviário ao serviço de longo curso.

Na Linha da Beira Alta o serviço Intercidades realiza-se entre Coimbra e Guarda com recurso a material circulante diferente do habitual e na Linha do Norte efetuam-se os regionais entre Entroncamento e Soure e entre Tomar e Lisboa.

Segundo a CP, os comboios de longo curso Intercidades estão a efetuar-se de forma parcial, na Linha do Norte, entre Lisboa Santa Apolónia – Pombal e entre Coimbra B – Porto Campanhã, com recurso a material circulante diferente do habitual e com transbordo rodoviário entre as estações de Pombal e Coimbra B.

Na Linha de Cascais, os horários dos comboios sofreram alterações, pelo que a CP recomenda a sua consulta no seu site.

Lusa

Proteção civil sem reporte de situações graves com subida dos caudais dos rios

A proteção civil informou hoje que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.

“Não temos conhecimento a esta hora [08h30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas”, disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vitimas ou danos significativos.

Lusa

Capitania do Douro aumenta alerta de iminência de cheias para vermelho

A Capitania do Douro alterou o alerta de iminência de cheias de laranja para vermelho, estando já interditada a navegação no rio e ativadas medidas restritivas específicas dos planos municipais de intervenção, disse esta sexta-feira o comandante adjunto.

“Alterámos o laranja para vermelho, o que significa que passámos para a probabilidade de estarmos na iminência da ocorrência de cheias. Significa que algumas zonas que ainda não tinham sido atingidas pela água começaram a ser atingidas com outro significado, e também permite a outros agentes tomarem determinadas medidas”, explicou Pedro Cervaens.

Entre as medidas previstas neste alerta vermelho, o nível mais elevado, está a interdição da navegação a todos os navios e embarcações no rio Douro, a implementar pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em declarações à agência Lusa, cerca das 07h30, o comandante adjunto da Capitania do Douro disse que só é permitida a navegação em regime de exceção, ou seja, “caso seja necessário por questões de segurança”.

“Os municípios, no âmbito dos seus planos prévios de intervenção, também estão articulados com estes alertas e implementam também outras medidas. Enquanto estes caudais se mantiverem assim, durante um período significativo, vamos manter o alerta vermelho para o rio Douro”, resumiu.

Entre as medidas possíveis podem ser implementados “condicionamentos mais restritos”.

O rio Douro transbordou hoje de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas.

Lusa

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Marinha resgatou esta quinta-feira 132 pessoas que estavam "isoladas por causa das cheias" (com fotos)

Veja aqui o ponto de situação da rede ferroviária

A circulação ferroviária continua a registar "alguns condicionamentos em linhas da rede nacional", devido ao mau tempo, "com impacto na infraestrutura devido a inundações, à queda de árvores e detritos", refere a Infraestruturas de Portugal (IP).

Este era o ponto de situação às 08h00

- Linha do Norte: circulação suspensa entre Alfarelos e Coimbra B;

- Linha do Douro: circulação suspensa entre a Régua e o Pocinho, e entre Livração e Marco;

- Linha do Oeste: circulação suspensa entre Mafra e Amieira;

- Linha da Beira Baixa: circulação suspensa entre Mouriscas e Sarnadas;

- Linha de Cascais: circulação suspensa na via A entre Algés e Caxias;

- Linha de Vendas Novas: circulação suspensa entre Muge e Marinhais;

- Concordância de Xabregas: circulação suspensa entre Lisboa Santa Apolónia e Bifurcação Chelas.

Mau tempo vai continuar no fim de semana

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Agora é a depressão Marta que chega sábado com mais chuva e rajadas de vento que podem chegar aos 120 km/h

Câmara de Loures exige ao Governo acesso a linhas de apoio extraordinárias

A Câmara Municipal de Loures exigiu esta sexta-feira ao Governo a inclusão do concelho no acesso a linhas de crédito extraordinárias para fazer face aos danos causados pelo mau tempo, cujos prejuízos ascendem a cerca de 17 milhões de euros.

Em comunicado, o município refere ter ativado “o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, com uma dotação imediata de dois milhões de euros, destinada a garantir uma resposta rápida e eficaz aos danos provocados pelo mau tempo das últimas semanas e a assegurar a proteção das pessoas e bens no concelho”.

Segundo a avaliação preliminar dos serviços municipais, os prejuízos já identificados ascendem a cerca de 17 milhões de euros, afetando escolas, vias municipais, muros e taludes, equipamentos municipais, bem como redes de água e coletores.

“Face à dimensão destes danos, é determinante a inclusão do concelho de Loures nas linhas de apoio extraordinárias lançadas pelo Governo, posição que já foi transmitida ao presidente da Área Metropolitana de Lisboa e à presidente da CCDR Lisboa e Vale do Tejo”, indica a autarquia.

A autarquia lembra que a ativação do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, permite agilizar procedimentos de contratação e intervenção, viabilizando ações urgentes como o desimpedimento de vias, a remoção de árvores caídas e a estabilização de taludes.

O município adianta que “mantém uma atenção redobrada sobre cerca de 400 habitações localizadas em zonas de risco, construídas há várias décadas em taludes e insuscetíveis de serem legalizadas”.

Segundo a nota, as situações consideradas mais urgentes já foram alvo de evacuação preventiva, encontrando-se todas as restantes sob monitorização permanente por parte dos serviços municipais e da Proteção Civil.

Lusa

Pombal com condições para realizar eleições presidenciais no domingo, diz Câmara

O município do Pombal vai realizar as eleições presidenciais no domingo, apesar das condicionantes decorrentes da falta de energia e comunicações, mas alerta para a injustiça de grande parte da população não ter conseguido acompanhar a campanha.

Por causa das consequências do mau tempo, já três municípios decidiram adiar a realização das eleições presidenciais de domingo: Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã.

Em comunicado, a Câmara Municipal do Pombal informa que a decisão foi tomada na quinta-feira na reunião diária do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM), onde têm assento várias entidades, incluindo o executivo municipal e as juntas de freguesia.

Na nota, a autarquia diz que estão reunidas as condições físicas para-a realização do ato eleitoral, mas que não está garantido o direito do período de reflexão, tendo em conta que a maioria dos habitantes está preocupada em resolver os estragos nos seus bens causados pelo mau tempo.

Insiste que esta situação cria uma “tremenda injustiça” para grande parte da população do concelho, que não conseguiu acompanhar a campanha eleitoral em igualdade de oportunidade com o restante território nacional devido às condicionantes do mau tempo.

Lusa

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
CNE esclarece que não é possível adiamento geral da segunda volta das Presidenciais. O que diz a lei

Douro transbordou de madrugada e ocupou margens do Porto e Gaia

ESTELA SILVA/LUSA

O rio Douro transbordou esta madrugada de sexta-feira para as margens do Porto e de Nova de Gaia, com a água a entrar na zona das esplanadas, sem causar para danos significativos, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.

Num ponto de situação à agência Lusa cerca das 06h45, Pedro Cervaens atribuiu a subida do caudal do rio Douro à chuva intensa que se fez sentir no interior norte de Portugal e em Espanha.

“Hoje o rio subiu até os 6,15 metros de cota no Cais dos Banhos [zona de referência]. É a primeira vez que atinge esta cota tão alta. Portanto, já passou ali o cais da Ribeira [Porto] e Afurada [Gaia]. Está perto das esplanadas, mas não temos informação de qualquer ocorrência assim de significado”, disse.

Lusa

Metro de Lisboa retomou operação normal em toda à rede às 06h30

O Metropolitano de Lisboa retomou a operação, esta sexta-feira às 06h30, em toda a rede, incluindo nas linhas Azul e Verde, que tinham sido alvo de medidas de proteção devido ao possível aumento do caudal do Tejo, segundo a empresa.

“Foi possível repor atempadamente as condições operacionais nas estações da frente ribeirinha, após as medidas de proteção adotadas durante a madrugada”, informou hoje a empresa numa nota divulgada no seu 'site'.

A empresa tinha alertado na quinta-feira para a possibilidade de existirem constrangimentos na operação do Metro, incluindo atraso na abertura das linhas Azul e Verde devido ao aumento do caudal do rio Tejo e da possibilidade de inundação das zonas ribeirinhas.

Por isso, o Metropolitano de Lisboa adotou medidas de proteção das infraestruturas e comboios junto à zona ribeirinha, nas estações Terreiro do Paço e Cais do Sodré.

As medidas de proteção foram adotadas nas estações Terreiro do Paço, da Linha Azul, e Cais do Sodré, da Linha Verde, para "garantir tanto quanto possível a estanqueidade" nestas zonas.

Na quinta-feira, a circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa esteve interrompida entre as estações Pontinha e Marquês de Pombal devido a uma subida "rápida e excecional" dos níveis freáticos subterrâneos perto da estação Jardim Zoológico, mas foi retomada pelas 21h49.

Lusa

Bombeiros e Exército estendem transportes da Ereira até Montemor-o-Velho

Bombeiros e Exército vão assegurar o transporte entre a freguesia da Ereira e a vila de Montemor-o-Velho, devido ao “forte condicionamento à circulação de veículos ligeiros” nos cerca de quatro quilómetros (km) que separam as duas localidades.

Numa informação divulgada hoje, o município de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, explicou que a extensão daquele transporte alternativo se deve à subida das águas na Estrada Municipal 601 entre a Ponte de Verride (sobre o canal principal do Mondego) e a Ponte de Alagoas – localizada sobre o leito abandonado, à entrada da sede de concelho –, troço conhecido como ‘reta do campo’.

Esta medida, que entra em vigor às 07h00, com frequência de meia em meia hora, em contínuo, pretende possibilitar o acesso a Montemor-o-Velho à população residente na União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca, na margem esquerda do rio Mondego.

Os veículos particulares ficam estacionados junto à ponte de Verride, como já sucedia com os residentes na Ereira.

Entretanto, a Estrada Nacional (EN) 111 reabriu à circulação, na zona dos semáforos de Meãs do Campo, depois de ter estado cortada ao longo do dia e noite de quinta-feira, devido a uma derrocada.

O município de Montemor-o-Velho pede à população que circule “com especial cuidado” no local, devido à sujidade que ainda se encontra na estrada, e admite que ainda possam decorrer trabalhos no local, hoje, “podendo verificar-se condicionamentos pontuais à circulação”.

A reabertura de vias estende-se, nas Meãs do Campo, à Rua Professora Natália Cerveira (em frente à escola básica) e à Rua Manuel Jardim.

Com a limpeza efetuada após a derrocada da madrugada de quinta-feira, a escola do 1.º ciclo daquela localidade reabre hoje, “estando asseguradas todas as condições de segurança”, vincou a autarquia.

Já os alunos residentes na União de Freguesias de Abrunheira, Verride e Vila Nova da Barca e na freguesia da Ereira não terão aulas “devido à subida das águas, que está a condicionar fortemente as vias de comunicação, impedindo o normal transporte de passageiros” e de estudantes.

O município frisou que a decisão “foi tomada em articulação com o Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Velho, que irá justificar estas faltas”.

Lusa

Dez distritos sob aviso laranja devido a agitação marítima

Dez distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, devido à agitação marítima a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja até às 15h00 de hoje, um alerta que estará em vigor até ao meio-dia de sábado nos distritos de Viana do Castelo, Porto e Beja.

No caso dos distritos de Aveiro, Leiria e Coimbra, o aviso vigora até às 06h00 de domingo, enquanto nos distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e Faro, o alerta irá continuar em vigor até às 09h00.

Também sob aviso laranja, mas por causa da neve, estão os distritos de Castelo Branco e Guarda, até à meia-noite de domingo.

O aviso laranja é emitido sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Portugal está a ser afetado pela passagem da depressão Leonardo, com chuva persistente e por vezes forte.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Lusa

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
PM anuncia prolongamento da situação de calamidade até dia 15 e medidas excecionais para reconstrução

Cerca de 250 pessoas retiradas das zonas de risco em Santarém

Cerca de 250 pessoas foram retiradas antecipadamente das três zonas ribeirinhas no concelho de Santarém que sofreram inundações com a subida do rio Tejo, adiantou esta sexta-feira à Lusa o presidente da câmara.

A autarquia de Santarém já tinha determinado durante a manhã de quinta-feira a evacuação das três zonas em risco: Ribeira de Santarém, Caneiras e Reguengo do Alviela.

O presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, destacou à Lusa, pelas 00h30 de hoje, que o caudal do rio ainda está a aumentar e que os dados apontavam que "neste momento" estavam a ser debitados 8500 metros cúbicos por segundo.

"É um valor elevado que requer essa monitorização, esse acompanhamento, na certeza que com este valor o nível de água vai aumentar", salientou.

A aldeia de Caneiras foi totalmente evacuada, enquanto na Ribeira de Santarém uma percentagem muito elevada de pessoas deixaram as habitações, tendo ficado pessoas que habitam no primeiro ou segundo piso, sem risco acrescido, estando a ser acompanhadas e monitorizadas, frisou João Teixeira Leite.

"No Reguengo do Alviela, também através da nossa corporação de bombeiros, a situação está a ser monitorizada e acompanhada", frisou, acrescentando que, no total, cerca de 250 pessoas foram retiradas das suas casas.

Foi também criado um centro de acolhimento no pavilhão municipal, com "todas as condições, do ponto de vista clínico e médico, para pernoitarem, e com alimentação", uma infraestrutura que está a acolher 51 pessoas.

A autarquia determinou também o encerramento das escolas no concelho na sexta-feira, para "evitar assim a deslocação das pessoas pelas estradas", acrescentou João Teixeira Leite, que apelou "ao mínimo de deslocações possíveis por parte da comunidade".

Lusa

Bom dia, siga aqui os principais desenvolvimentos sobre o mau tempo 

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre o mau tempo que tem afetado várias zonas do país no dia em que 10 distritos de Portugal continental, a costa norte da Madeira e o Porto Santo estão sob aviso laranja por causa da agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Portugal mantém-se até sábado em risco máximo de cheias.
Mais de uma semana após a tempestade, falta luz, água e esperança ao interior de Leiria

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