Bernardo Silva em ação frente ao Congo, na estreia de Portugal no Mundial. Na próxima época o médio vai trabalhar sob o comando técnico de José Mourinho no Real Madrid.
Bernardo Silva em ação frente ao Congo, na estreia de Portugal no Mundial. Na próxima época o médio vai trabalhar sob o comando técnico de José Mourinho no Real Madrid.MIGUEL A. LOPES/LUSA

Bernardo Silva disposto "a ajudar" apesar de ter perdido espaço no onze da Seleção

Médio foi titular no primeiro jogo, mas caiu da equipa nos dois seguintes. Preferiu não falar do Real Madrid, vincando o foco no coletivo. Acredita que pode ser bom defrontar uma seleção europeia.
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Bernardo Silva foi titular no corredor direito contra a República Democrática do Congo, mas caiu do onze de Portugal nos encontros seguintes. Não valorizou a mudança na resposta inicial em conferência de Imprensa, esta terça-feira, 30 de junho. "É pouco relevante. Somos muitos e vimos todos para o mesmo. Todos vimos com ambição de jogar, de fazer parte e de contribuir. O treinador tem o trabalho difícil de escolher. Durante a fase inicial da minha carreira, é verdade que nos últimos anos menos, também passei por esses momentos", disse, explicando que quer "fazer parte e contribuir" e que acha que pode "ajudar no que quer que seja, seja como titular, a jogar cinco minutos ou apenas no balneário." Avisa estar "preparado para dar resposta quando a oportunidade surgir." Bernardo Silva, recorde-se, jogou 14 minutos contra o Uzbequistão, no meio-campo, e não foi utilizado contra a Colômbia.

Apesar disso, fez uma avaliação de onde entende que pode ter mais rendimento. E disse não ser na posição que, originalmente, Martínez testou. "Já joguei a '10', a '8, e a '6'. As minhas características naturais levam-me mais para um sítio. Depois das rotinas de uma época a jogar numa posição e depois mudar dificulta um bocado. As minhas posições mais naturais são as de médio e o meu treinador no City meteu-me a jogar fora dessas posições. Já joguei a falso avançado, a extremo direito. Estou preparado para jogar em todas as posições. Claro que as minhas características naturais se ajustam mais a posições centrais, mas estou para ajudar", precisou o jogador de 31 anos com 114 jogos na Seleção e cinco fases finais pela Seleção.

Portugal passou em segundo lugar no Grupo K e garantiu a ida para Vancouver, no Canadá. Outro ponto que não merece grande análise para o médio: "Acho que não é pior, os estádios são iguais para as duas equipas. Temos de nos adaptar. Nunca serão uma desculpa as condições. Os relvados têm estado bons e temos de fazer o nosso trabalho e de nos focarmos no que podemos controlar. Temos de nos preparar para o jogo com a Croácia, seja num estádio aberto ou fechado, e fazer o nosso trabalho ao melhor nível possível."

Quanto à Croácia, entende que até pode haver vantagem por enfrentar uma formação europeia. "Talvez possa ser benéfico, é uma seleção europeia, com um estilo mais parecido com o nosso. É uma seleção com muita qualidade. Tenho amigos lá, conheço bem o espírito croata. É uma seleção muito aguerrida e que tem um grande amor pelo país muito grande. Isso tem de se provar dentro de campo. Claro que é um perfil diferente do que aqueles com que jogámos até agora", analisou, perspetivando o reencontro com uma equipa que as Quinas arredaram em 2016.

Após dois empates na fase de grupos, Bernardo Silva vinca que a equipa "está habituada à crítica." "O futebol é um jogo que envolve muita paixão, ainda para mais a seleção. Estamos a representar uma nação. O nosso trabalho é um bocadinho andar rente ao chão. Devemos não fazer disso uma montanha russa de emoções e tentar estar mais estáveis. O Mundial é uma competição difícil para todas as seleções. Há coisas que temos de melhorar. A crítica faz parte", acrescentou, projetando o próximo compromisso com a Croácia: "Estamos numa boa posição para continuar. Estamos muito confiantes de que as coisas vão correr bem, ainda que existam coisas a melhorar."

Bernardo saiu do Manchester City, terminou contrato com os ingleses e é reforço do Real Madrid. Porém, não quis categorizar, de forma detalhada, a mudança. "Não vou responder a perguntas sobre o Real Madrid, estou num contexto demasiado importante de seleção para estar focado noutro lugar. Estou feliz com a mudança, mas estou focado na seleção. As próximas semanas serão de foco total no meu país e em ajudar a minha seleção ao máximo", garantiu.

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