Bernardo Silva foi titular no corredor direito contra a República Democrática do Congo, mas caiu do onze de Portugal nos encontros seguintes. Não valorizou a mudança na resposta inicial em conferência de Imprensa, esta terça-feira, 30 de junho. "É pouco relevante. Somos muitos e vimos todos para o mesmo. Todos vimos com ambição de jogar, de fazer parte e de contribuir. O treinador tem o trabalho difícil de escolher. Durante a fase inicial da minha carreira, é verdade que nos últimos anos menos, também passei por esses momentos", disse, explicando que quer "fazer parte e contribuir" e que acha que pode "ajudar no que quer que seja, seja como titular, a jogar cinco minutos ou apenas no balneário." Avisa estar "preparado para dar resposta quando a oportunidade surgir." Bernardo Silva, recorde-se, jogou 14 minutos contra o Uzbequistão, no meio-campo, e não foi utilizado contra a Colômbia.Apesar disso, fez uma avaliação de onde entende que pode ter mais rendimento. E disse não ser na posição que, originalmente, Martínez testou. "Já joguei a '10', a '8, e a '6'. As minhas características naturais levam-me mais para um sítio. Depois das rotinas de uma época a jogar numa posição e depois mudar dificulta um bocado. As minhas posições mais naturais são as de médio e o meu treinador no City meteu-me a jogar fora dessas posições. Já joguei a falso avançado, a extremo direito. Estou preparado para jogar em todas as posições. Claro que as minhas características naturais se ajustam mais a posições centrais, mas estou para ajudar", precisou o jogador de 31 anos com 114 jogos na Seleção e cinco fases finais pela Seleção.Portugal passou em segundo lugar no Grupo K e garantiu a ida para Vancouver, no Canadá. Outro ponto que não merece grande análise para o médio: "Acho que não é pior, os estádios são iguais para as duas equipas. Temos de nos adaptar. Nunca serão uma desculpa as condições. Os relvados têm estado bons e temos de fazer o nosso trabalho e de nos focarmos no que podemos controlar. Temos de nos preparar para o jogo com a Croácia, seja num estádio aberto ou fechado, e fazer o nosso trabalho ao melhor nível possível."Quanto à Croácia, entende que até pode haver vantagem por enfrentar uma formação europeia. "Talvez possa ser benéfico, é uma seleção europeia, com um estilo mais parecido com o nosso. É uma seleção com muita qualidade. Tenho amigos lá, conheço bem o espírito croata. É uma seleção muito aguerrida e que tem um grande amor pelo país muito grande. Isso tem de se provar dentro de campo. Claro que é um perfil diferente do que aqueles com que jogámos até agora", analisou, perspetivando o reencontro com uma equipa que as Quinas arredaram em 2016.Após dois empates na fase de grupos, Bernardo Silva vinca que a equipa "está habituada à crítica." "O futebol é um jogo que envolve muita paixão, ainda para mais a seleção. Estamos a representar uma nação. O nosso trabalho é um bocadinho andar rente ao chão. Devemos não fazer disso uma montanha russa de emoções e tentar estar mais estáveis. O Mundial é uma competição difícil para todas as seleções. Há coisas que temos de melhorar. A crítica faz parte", acrescentou, projetando o próximo compromisso com a Croácia: "Estamos numa boa posição para continuar. Estamos muito confiantes de que as coisas vão correr bem, ainda que existam coisas a melhorar."Bernardo saiu do Manchester City, terminou contrato com os ingleses e é reforço do Real Madrid. Porém, não quis categorizar, de forma detalhada, a mudança. "Não vou responder a perguntas sobre o Real Madrid, estou num contexto demasiado importante de seleção para estar focado noutro lugar. Estou feliz com a mudança, mas estou focado na seleção. As próximas semanas serão de foco total no meu país e em ajudar a minha seleção ao máximo", garantiu. .Ronaldo vs. Modric. O que o Real Madrid uniu, Toronto vai eliminar .Rúben Dias defende grupo, desvaloriza críticas e elogia gestão de Martínez no Mundial.Oficial. Bernardo Silva é o novo reforço do Real Madrid.Lágrimas no Etihad: Bernardo Silva despede-se do Manchester City após nove anos de glória