O Portugal-Croácia (madrugada de 3 de julho, às 00h00) é também um encontro de amigos e capitães das respetivas seleções. Cristiano Ronaldo e Luka Modric são dois quarentões do Mundial com um passado de mais de 200 jogos em seis épocas (2012-2018) e 13 troféus em comum, incluindo quatro Ligas dos Campeões, no Real Madrid. Com 41 anos feitos em fevereiro, se jogar o capitão português vai cumprir a 232 internacionalização e procurar o golo 146 com as cores nacionais. Desde que se estreou pela seleção, a 20 de agosto de 2003, num particular com o Cazaquistão, nunca mais Portugal falhou uma grande competição, sendo um dos dois jogadores a ter jogado em seis mundiais (o outro é Messi). O Alemanha 2006 foi o início do capítulo mundial para ambos, embora Modric tenha falhado o Mundial 2010. O croata, que está a dois meses de fazer 41 anos (9 de setembro), estreou-se pela sua seleção três anos mais tarde do que Cristiano, a 1 de março de 2006, num jogo particular frente à Argentina, e prepara-se para o jogo 202 frente a Portugal, depois de ter chegado às 200 internacionalizações a 24 de junho, em pleno Mundial 2026, frente ao Panamá. Apenas Cristiano Ronaldo tem mais jogos por uma seleção europeia do que Modric, que totaliza 29 golos pela Croácia.No total o avançado do Al Nassr tem mais um troféu do que o médio do AC Milan (35-34), que tem muito menos distinções individuais (17 contra 71). E se Ronaldo já levantou três troféus pela seleção nacional (Euro2016 e Liga das Nações 2019 e 2025), Luka Modric ainda procura o primeiro título pela Croácia, depois das finais perdidas do Mundial 2018 (para a França) e da Liga das Nações em 2023 (para a Espanha).Amizade tremeu em 2018 por causa da Bola de OuroModric conquistou a Bola de Ouro em 2018, depois de liderar a Croácia rumo à final do Campeonato do Mundo de 2018, ano em que também foi o vencedor do prémio de melhor jogador do Mundial, da UEFA e FIFA , rompendo a hegemonia Ronaldo-Messi, que se mantinha há mais de uma década. O português não gostou e começou aí um boicote às cerimónias da entrega de prémios: “É claro que estou desapontado, queria ganhar, mas a vida continua e continuarei a trabalhar duro. Dou os parabéns a Modric, ele merece.” Na sua autobiografia, Modric criticou a postura do português, mas ao jornal Gazetta dello Sport, rejeitou qualquer má intenção e não poupou os elogios ao camisola 7: “É um dos maiores da história. O Cristiano quer ganhar sempre, motivava-nos e fazia-nos reagir. Além disso, tem um grande coração, está sempre pronto para ajudar os outros.”E tal com o português, que em julho de 2018 deixou o Real Madrid para jogar na Juventus, também o croata escolheu o futebol italiano para prosseguir na temporada 2025/26, quando assinou pelo AC Milan.Mas ao contrário do que acontece em Portugal com Ronaldo, na Croácia ninguém questiona o talento e a titularidade de Modric. “O Luka é a perfeição do futebol”, elogiou, há dias, o selecionador Zlatko Dali, que tem uma dura realidade estatística para contrariar em Toronto, se quiser ajudar o seu capitão a vencer Portugal pela 1.ª vez. A Croácia perdeu cinco dos seis jogos oficiais realizados frente à equipa das quinas, tendo empatando o outro, e Modric perdeu os quatro jogos que fez contra Ronaldo.isaura.almeida@dn.pt.Imprensa desportiva premeia Luka Modric como melhor atleta de 2018.De Messi a Ronaldo com escala em Cabo Verde. Uma viagem pelos recordes já batidos neste Campeonato do Mundo