Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder

Está a terminar o ultimato que o presidente dos EUA fez ao Irão. "Todo o país pode ser destruído numa só noite", ameaçou Trump no caso de Teerão não aceitar um acordo para o fim da guerra.
Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder
EPA/YAHYA ARHAB

Jornalista norte-americana raptada no Iraque foi libertada

A jornalista norte-americana Shelly Kittleson, que foi raptada a 31 de março em Bagdade, foi hoje libertada, confirmou um dirigente iraquiano com conhecimento direto da situação à agência noticiosa Associated Press.

Kittleson foi libertada esta tarde, oito dias depois do rapto, declarou a mesma fonte, que pediu anonimidade, tendo sido mantida em Bagdade, pela milícia iraquiana Kataib Hezbollah, e hoje libertada.

A própria milícia também comunicou a libertação, “em apreciação das posições patrióticas do primeiro-ministro que está de saída”, Mohammed Shia al-Sudani, na condição de que esta abandone solo iraquiano de imediato.

Segundo o Governo iraquiano, que em conjunto com os Estados Unidos apontou o dedo à milícia que hoje anunciou a libertação, sem confirmar ter sido a autora do rapto, foram utilizados dois carros no incidente.

Kittleson, de 49 anos, é jornalista ‘freelancer’ e tem trabalhado no Médio Oriente, em particular no Iraque e na Síria, nos últimos anos, tendo sido avisada, segundo o governo norte-americano, várias vezes desta possibilidade.

A milícia pró-iraniana Kataib Hezbollah integra as FMP, uma estrutura que opera sob o Governo iraquiano, mas que mantém fortes ligações ao Irão e é considerada uma das milícias mais poderosas do Iraque.

O Iraque concentra 10% dos 90 jornalistas desaparecidos em todo o mundo.

Antes do sequestro de Kittleson, dois jornalistas estrangeiros e sete iraquianos estavam desaparecidos, todos confirmados ou suspeitos de terem sido sequestrados.

O último jornalista norte-americano sequestrado foi Steven Sotloff, capturado na Síria em 2013 e assassinado em 2014, segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Em 2023, a investigadora russo-israelita Elizabeth Tsurkov foi sequestrada num café de Bagdad e mantida em cativeiro pela Kataib Hezbollah durante 903 dias, antes de ser libertada depois de um acordo negociado pelos Estados Unidos.

O sequestro de Kittleson ocorreu no contexto da atual guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, na qual várias milícias pró-iranianas integradas nas Forças de Mobilização Popular (FMP), como a Kataib Hezbollah, têm atacado com drones e foguetes posições militares e diplomáticas norte-americanas no Iraque, enquanto Washington respondeu com vagas de bombardeamentos contra posições da organização armada.

Lusa

Israel lamenta “danos colaterais” a uma sinagoga em ataque a Teerão

O exército de Israel lamentou hoje os “danos colaterais” causados a uma sinagoga em Teerão, na noite passada, uma vez que o ataque na capital iraniana visava um comandante do exército do Irão.

Questionado pela EFE quanto aos fortes danos na sinagoga Rafi Niya, próxima da Praça Palestina, em Teerão, o exército confessou que procura atacar o quartel-general de emergência Jatam al Anbiya, lamentando “os danos colaterais à sinagoga”.

“O ataque era dirigido a um alto comando militar das forças armadas do regime, não contra um lugar de culto”, reforçou Israel.

A sinagoga acabou em ruínas na capital de um país sobretudo islâmico, estimando-se em nove mil os judeus a viver no Irão.

O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.

O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.

Ao 39.º dia da guerra iniciada em 28 de fevereiro, com a ofensiva militar conjunta israelo-americana, o conflito já causou mais de três mil mortos na região do golfo Pérsico.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países vizinhos e o bloqueio do estreito de Ormuz, entre os golfos de Omã e Pérsico e por onde passava um quinto dos petróleo e gás mundiais.

Com tal ação, os responsáveis de Teerão provocaram um aumento generalizado dos preços dos combustíveis, prevendo-se uma inflação de quase todos os produtos, a nível global.

Lusa

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder

Primeiro-ministro paquistanês pede a Trump que prolongue o prazo por duas semanas

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, apelou às partes em conflito, através de uma publicação no Facebook, para que levem a cabo um cessar-fogo de duas semanas para "permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra".

Sharif pediu ainda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estenda por duas semanas o prazo para chegar a acordo com o Irão e que Teerão reabra o Estreito de Ormuz durante esse período.

O Paquistão, juntamente com o Egipto, a Turquia e a Arábia Saudita, tem funcionado como mediador entre os países em guerra.

"Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Médio Oriente estão a progredir de forma constante, forte e eficaz, com potencial para conduzir a resultados substanciais num futuro próximo", escreveu Sharif.

Uma fonte regional citada pela CNN afirmou que "são esperadas boas notícias de ambos os lados em breve" e que as discussões foram conduzidas diretamente pelo chefe do exército paquistanês, o marechal de campo Asim Munir.

Entretanto, a Casa Branca já deu conta de que Trump foi informado sobre a proposta do primeiro-ministro paquistanês e prometeu uma resposta.

“O presidente foi informado sobre a proposta e uma resposta virá”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à CNN, em comunicado.

Planeadores militares discutiram formas de viabilizar Estreito de Ormuz

Planeadores militares de mais de 30 países debateram hoje as "medidas adequadas" que permitiriam tornar o Estreito de Ormuz "acessível e seguro" após um cessar-fogo no Médio Oriente, anunciou o Governo britânico.

O Reino Unido juntou estes representantes militares numa reunião realizada por videoconferência, na sequência de um encontro diplomático organizado na semana passada e que reuniu cerca de 40 países, incluindo Portugal.

"A conferência analisou as medidas adequadas que uma coligação internacional poderá tomar para tornar o Estreito de Ormuz acessível e seguro assim que as hostilidades terminem", declarou o Ministério da Defesa britânico num comunicado.

Lusa

Irão rejeita ameaças de Trump e lembra-lhe que sobreviveu a “séculos de delírios” de inimigos

As autoridades iranianas rejeitaram as ameaças hoje feitas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar o seu mais recente ultimato, lembrando-lhe pertencerem a “uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios” dos inimigos.

“O Irão não é um ‘incidente’ na história, mas a própria história. Uma civilização que sobreviveu a séculos de turbulência e delírios daqueles que lhe desejam mal”, escreveu Mohammad Reza Aref, conselheiro do Presidente iraniano, Massud Pezeshkian, numa mensagem nas redes sociais.

Aref sublinhou que o Irão “não se deixará influenciar pela retórica primitiva de Trump” e afirmou que responderá “às barbaridades do inimigo” defendendo os interesses nacionais e com confiança na “força” do povo iraniano.

O conselheiro de Pezeshkian respondeu assim à mais recente diatribe de Donald Trump, que ameaçou provocar a morte de “uma civilização inteira” esta noite, se o Irão não ceder às suas exigências, bombardeando as suas infraestruturas de produção de energia.

Lusa

AHRESP quer apoio direto aos custos de combustíveis

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou ao Governo medidas para fazer face ao impacto da crise energética, como um apoio aos custos dos combustíveis e uma linha de apoio às micro e pequenas empresas.

“A AHRESP propõe a implementação imediata da linha de apoio às micro e pequenas empresas, anunciada pelo Governo em fevereiro deste ano, mas com reforço da componente a fundo perdido, alargamento dos períodos de carência e maior rapidez no acesso, de forma a assegurar liquidez às empresas”, anunciou, em comunicado.

Por outro lado, quer um apoio direto aos custos com combustíveis, moratórias temporárias sobre financiamentos, impostos e contribuições à Segurança Social e a implementação de uma taxa intermediária de IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado aos refrigerantes e bebidas alcoólicas.

A AHRESP pede uma resposta “célere e eficaz do Governo” face à gravidade da situação e mostrou-se disponível para colaborar na definição e operacionalização destas medidas.

Lusa

Casa Branca nega planos para uso de armas nucleares

A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar “uma geração inteira”.

A posição foi clarificada depois de um discurso do vice-presidente norte-americano, JD Vance, em visita a Budapeste, Hungria, no qual referiu que Washington dispõe de “ferramentas” ainda não utilizadas no conflito.

“Nada do que o vice-presidente disse sugere” o recurso a armamento nuclear, explicou a Casa Branca numa mensagem divulgada nas redes sociais, rejeitando interpretações nesse sentido.

Vance tinha afirmado anteriormente que o Presidente norte-americano poderá recorrer a todos os meios disponíveis caso Teerão não altere o seu comportamento, sublinhando que os Estados Unidos ainda aguardam uma resposta iraniana.

“Estamos confiantes de que poderemos obter uma resposta dos iranianos, seja positiva ou negativa”, disse Vance, acrescentando que Washington pretende garantir a livre circulação de petróleo e gás e evitar o que classificou como “terrorismo económico”.

Lusa

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura do Estreito de Ormuz

A Rússia e a China vetaram hoje no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China.

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional” pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) — composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — bem como com a Jordânia.

Cordões humanos em várias cidades do Irão defendem pontes e centrais de ameaças de Trump

Milhares de pessoas formaram hoje cadeias humanas junto a centrais elétricas e pontes em várias cidades do Irão para protestar contra as ameaças de ataque do Presidente norte-americano, Donald Trump, noticiaram as agências iranianas.

Trump advertiu na segunda-feira que vai atacar pontes e centrais de energia no Irão se Teerão não terminar com o bloqueio ao Estreito de Ormuz, uma via fundamental de abastecimento energético dos mercados internacionais.

Em Teerão, centenas de pessoas concentraram-se diante da maior central elétrica do país, Damavand, empunhando bandeiras do Irão e condenando as ameaças norte-americanas de atacar infraestruturas vitais, segundo imagens difundidas pela televisão estatal iraniana.

Na cidade ocidental de Kermanshah, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente à central elétrica de Bisotun para denunciar que atacar infraestruturas elétricas constitui um crime de guerra, informou a agência Mehr.

Os manifestantes exibiam fotografias do ex-líder supremo, Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, e do sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Formaram-se também cadeias humanas junto à central termoelétrica da cidade de Tabriz (noroeste) e a central de Shahid Rajaei, na cidade de Qazvin (norte).

As mobilizações repetiram-se noutros pontos do país.

Em Dezful (sudoeste), estudantes formaram uma cadeia humana sobre a ponte histórica da cidade, com mais de 1.700 anos, em sua defesa perante as ameaças de Trump.

Estas ações fazem parte de uma campanha do Governo, que apelou aos jovens do país para formarem hoje cadeias humanas para “encenar um símbolo de unidade e resistência face ao inimigo”.

O vice-ministro para os Assuntos da Juventude, Alireza Rahimi, disse hoje que “os jovens do Irão, de qualquer ideologia ou preferência, unir-se-ão para dizer ao mundo que atacar infraestruturas públicas é um crime de guerra”.

Figuras da cultura iraniana, entre as quais o músico Ali Gamsari e o cantor Benyamin Bahadori, começaram a instalar-se nas imediações de centrais elétricas e pontes na segunda-feira.

A concentração começou depois das ameaças de Trump de “desencadear o inferno” se Teerão não reabrir Ormuz antes das 20:00 de hoje em Washington (01:00 de quarta-feira em Lisboa).

Teerão tem bloqueado o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permitindo apenas a passagem a embarcações de países que considera aliados, o que disparou o preço do petróleo e de outros produtos.

Lusa

Rangel diz que Governo tem razões para acreditar que uso da Base das Lajes está a ser respeitado

O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o Governo português tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no seu esforço de guerra contra o Irão está a ser respeitado.

No parlamento, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Paulo Rangel referiu-se ao entendimento técnico sobre a utilização da base militar nos Açores e que prevê “a resposta a um ataque concreto e de acordo com o princípio da proporcionalidade e da necessidade e sem visar infraestruturas civis” no âmbito do conflito.

“Estas são as razões que Portugal pôs e temos razões para acreditar que foram respeitados”, declarou o chefe da diplomacia portuguesa, apontando uma “colaboração leal” por parte das autoridades de Washington.

Paulo Rangel partilhou dados sobre o movimento na Base das Lajes nas últimas semanas, que considera “ínfimo relativamente ao esforço de guerra” empenhado pelos Estados Unidos, Israel e também os países do Golfo que foram arrastados para o conflito.

Segundo o ministro, desde 15 de fevereiro, 13 dias antes do início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica, foram registadas 76 aterragens nas Lajes, “o que não é um número propriamente extraordinário”, e 25 sobrevoos no espaço aéreo português.

“O Governo fez questão de tratar este assunto com transparência”, reforçou Paulo Rangel, que desvalorizou por outro lado as recusas de parceiros da NATO sobre a utilização dos Estados Unidos das suas instalações militares, insistindo que Portugal acompanha todos os movimentos nas Lajes e mantém o diálogo com Washington.

“Recusas há sempre, mas não vamos pôr isso nos jornais”, observou.

Lusa

Qatar alerta para situação quase “fora de controlo” devido a ofensiva EUA-Israel ao Irão

O Qatar alertou hoje que a situação no Médio Oriente está quase “fora de controlo”, horas antes de expirar o ultimato de Washington ao Irão para aceitar as suas exigências para terminar a ofensiva realizada com Israel.

“Estamos perto do ponto em que a situação na região ficará fora de controlo”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Qatar, Majed al-Ansari, insistindo que o prolongamento das hostilidades não beneficia ninguém.

“Não há vencedores se esta guerra continuar”, argumentou numa conferência de imprensa, noticiou a estação de televisão Al-Jazeera.

O porta-voz do MNE do Qatar sublinhou que “os ataques às infraestruturas civis e energéticas por qualquer das partes não devem ser aceites”, ao mesmo tempo insistindo na importância de normalizar a situação no Estreito de Ormuz, perante as restrições impostas por Teerão à navegação, como parte da sua retaliação à ofensiva israelo-norte-americana iniciada a 28 de fevereiro contra a República Islâmica.

“O Estreito de Ormuz é um estreito natural, não um canal, e todos os países da região têm o direito de o utilizar livremente”, sustentou Al-Ansari, referindo-se ao grave impacto que está a ter na economia mundial a atual situação da navegação nesta passagem, um dos principais pontos de estrangulamentos do comércio ao nível global.

O próprio Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, redobrou hoje as suas ameaças ao Irão, chegando a declarar que “toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar”, referindo-se ao que acontecerá após o fim do seu mais recente ultimato.

“Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer. Quem sabe?”, observou.

Trump reiterou em várias ocasiões este ultimato a Teerão, exigindo ao Irão a reabertura do Estreito de Ormuz como uma das condições descritas por Teerão como “irracionais” e “excessivas”, por entre apelos internacionais para o diálogo para pôr fim à guerra e as advertências da Guarda Revolucionária sobre uma dura resposta se forem ultrapassadas “linhas vermelhas”.

Lusa

Presidente do BEI considera "indispensável" manter estabilidade financeira

A presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI), Nadia Calviño, considerou “indispensável” que os países da União Europeia (UE) mantenham a estabilidade financeira num contexto internacional “tão incerto” como o atual.

À margem de uma conferência na capital de Espanha, Madrid, Nadia Calviño foi questionada sobre o cumprimento das regras fiscais europeias num momento em que muitos países estão a aprovar planos para apoiar os cidadãos e as empresas devido à guerra no Irão.

Neste sentido, a responsável reconheceu que vê “uma grande unanimidade” entre os ministros das Finanças dos Estados-Membros da UE “para agir com prudência e calma”.

Além disso, salientou que é necessário “agir de forma coordenada”, porque o custo das medidas será menor e o impacto maior se se agir “de forma unânime e coordenando bem as respostas de política económica”.

Nadia Calviño insistiu que é “urgente” que a Europa reforce a sua autonomia estratégica no domínio da energia, uma vez que o conflito no Médio Oriente abre um novo cenário de custos energéticos mais elevados e de travagem do crescimento económico.

Na sua opinião, a escalada do conflito “representa um desafio significativo para a Europa e coloca em evidência a urgência da libertação da dependência excessiva dos combustíveis fósseis”, embora tenha reconhecido que “a Europa se encontra agora em melhor posição do que quando a guerra na Ucrânia eclodiu em 2022”.

Desta forma, a presidente do BEI salientou que o banco continuará a desempenhar “um papel fundamental, financiando metade dos projetos de infraestruturas energéticas”.

No que diz respeito ao domínio da segurança e da defesa, Nadia Calviño recordou que o BEI alcançou em 2025 um recorde de 100.000 milhões de euros de financiamento, um objetivo que se mantém para 2026, além de respostas “às prioridades definidas pelos 27 Estados-Membros”.

Durante a intervenção, a presidente do BEI reconheceu que a ordem mundial está a passar por “uma mudança profunda” e lamentou que haja pessoas que queiram transmitir a mensagem “negativa” de que a Europa é um continente velho e fraco, que não tem indústrias líderes e que não vai desempenhar um papel importante.

Essa ideia “não corresponde à realidade”, afirmou, uma vez que a Europa é “uma superpotência económica, democrática e tecnológica” com grandes empresas e ‘startups’, embora o grande desafio consista em angariar mais investimento para que as empresas possam crescer.

Sobre as tarifas aduaneiras implementadas pela administração norte-americana, a responsável afirmou ser necessário “muita calma” e “um espaço de paz”, valores que devem orientar a nova ordem mundial.

Lusa

EUA visaram alvos militares em ataques à ilha de Kharg. Aumenta preço do barril de petróleo

Os Estados Unidos lançaram ataques contra a ilha de Kharg, no Irão, que visaram alvos militares, de acordo com a informação de um funcionário da Casa Branca à Associated Press. Infraestruturas petrolíferas não terão sido atingidas.

Anteriormente, a agência de notícias iraniana Mehr afirmou que "o inimigo americano-sionista realizou vários ataques à ilha de Kharg (sudoeste) e várias explosões foram ouvidas". 

Antes da guerra, grande parte das exportações do crude iraniano passavam pela ilha de Kharg, estratégica para a economia de Teerão.

A notícia dos ataques à ilha iraniana levou o preço do barril de petróleo norte-americano West Texas Intermediate (WTI) a registar um aumento de cerca de 2%.

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Von der Leyen avisa que nenhum país da UE superará crise energética sozinho

EUA confiantes que iranianos vão responder dentro do prazo de Donald Trump

A administração norte-americana está confiante de que os líderes iranianos vão responder dentro do prazo estipulado pelo presidente Donald Trump, até à meia-noite de hoje, afirmou hoje o vice-presidente dos EUA, JD Vance, em Budapeste.

“Os iranianos não são os negociadores mais rápidos, mas estamos confiantes de que teremos uma resposta, positiva ou negativa, até às 8 da tarde [hora de Washington]”, afirmou o governante norte-americano, numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, a quem foi prestar apoio a cinco dias das eleições legislativas.  

“Espero que deem a resposta certa”, comentou, acrescentando que o objetivo é ter “um mundo onde o petróleo e o gás circulem livremente, onde as pessoas possam aquecer e arrefecer as suas casas e deslocar-se para o trabalho”.

Isso “não vai acontecer se os iranianos estiverem envolvidos em atos de terrorismo económico”, avisou.

Lusa

Trump: "Uma civilização inteira vai morrer esta noite" caso o Irão não aceite um acordo

O presidente norte-americano fez esta terça-feira uma nova ameaça ao Irão caso não seja alcançado um acordo. "Uma civilização inteira vai morrer esta noite", escreveu Donald Trump numa mensagem na rede social Truth Social.

"Uma civilização inteira vai morrer esta noite, para nunca mais voltar. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente vai acontecer".

"No entanto, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde prevalecem mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, quem sabe? Vamos descobrir esta noite, num dos momentos mais importantes da longa e complexa história do Mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte vão finalmente chegar ao fim. Deus abençoe o Grande Povo do Irão!", lê-se na mensagem.

Atualização. Um morto em tiroteio frente ao consulado israelita em Istambul 

Um morto e quatro feridos é o mais recente balanço do tiroteio que ocorreu perto do edifício do consulado israelita em Istambul, de acordo com as autoridades locais.

O governador de Istambul, Davut Gul, informou que dois agentes da polícia ficaram "ligeiramente feridos" na troca de tiros em frente à representação diplomática israelita.

Homens armados com espingardas chegaram ao local num carro, disse Davut Gul, dando conta que um dos autores do tiroteio foi morto e os outros dois atacantes ficaram feridos.

Anteriormente, foi noticiada a morte de três pessoas, informação entretanto atualizada pelo governador de Istambul.

Governo iraniano pede à população para formar "correntes humanas" junto a centrais elétricas

As autoridades iranianas apelaram hoje à população para participar em "correntes humanas" frente às instalações de energia do Irão, em resposta ao ultimato dos Estados Unidos.

Alireza Rahimi, vice-ministro do Desporto e da Juventude e secretário do Conselho Supremo da Juventude e da Adolescência do Irão, apelou aos jovens, "figuras culturais" e artistas a juntarem-se à iniciativa.

Através das redes sociais, o vice-ministro do Desporto acrescentou que a corrente humana começou às 14:00 (11:30 em Lisboa).

Donald Trump reiterou o ultimato a Teerão na segunda-feira, exigindo que o regime islâmico abra o Estreito de Ormuz.

Lusa

Guarda Revolucionária do Irão ameaça interromper o fornecimento de petróleo e gás "durante anos"

"A moderação acabou". A posição é da Guarda Revolucionária do Irão que ameaçou em interromper o fornecimento de petróleo e gás aos EUA e países aliados de Washington na região "durante anos" caso Donald Trump concretize a ameaça de atacar infraestruturas de energia e pontes.

A Guarda Revolucionária avisou, numa declaração citada pelos media iranianos, que "privará os EUA e os seus aliados do petróleo e gás da região "durante anos" se o presidente norte-americano, Donald Trump, cumprir a sua ameaça de atacar centrais elétricas e pontes caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Temos demonstrado grande contenção e tido em conta várias considerações na escolha dos alvos de retaliação, mas, a partir de agora, todas essas considerações foram postas de lado", refere a Guarda Revolucionária do Irão, citada pela imprensa internacional.

De referir que o presidente norte-americano lançou um novo ultimato que termina esta noite caso o Irão não aceite um acordo que permita a reabertura do estreito de Ormuz.

Ilha de Kharg terá sido alvo de ataques

A ilha de Kharg terá sido alvo de ataques, noticia esta terça-feira a Sky News, que cita a agência de notícias iraniana Mehr.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram, entretanto, nas redes sociais que concluíram "uma onda de ataques" em diversas regiões do Irão contra "dezenas de instalações de infraestruturas" do "regime terrorista iraniano".

Recorde-se que a ilha de Kharg foi bombardeada a 13 de março pelos EUA, tendo sido atingidos 90 alvos militares, mas as infraestruturas energéticas foram poupadas, segundo Washington.

Antes da guerra no Irão, grande parte das exportações do crude iraniano passavam pela ilha de Kharg.

Tiroteio em frente ao consulado israelita em Istambul faz três mortos

Pelo menos três pessoas morreram num tiroteio em frente ao consulado israelita em Istambul, avançou esta terça-feira a Reuters, que cita os media turcos.

Dois agentes da polícia terão ficado feridos.

O ministro da Justiça turco informou que vai ser realizada uma investigação ao tiroteio que ocorreu perto do edifício que alberga a representação diplomática israelita em Istambul.

Embaixador do Irão apela à diplomacia para evitar "tragédia" no Médio Oriente

Quando está prestes a terminar o ultimato do presidente dos EUA, o embaixador do Irão no Kuwait, Mohammad Toutounji, apelou aos países do Golfo para encontrarem uma solução diplomática para o fim do conflito.

Recorde-se que Donald Trump ameaçou o Irão com ataques a infraestruturas civis, caso não seja alcançado um acordo para o fim da guerra.

"Esperamos que os países da região utilizem todas as suas capacidades diplomáticas e políticas para evitar que uma tragédia deste tipo se abata sobre a região", disse Mohammad Toutounji à AFP.

Crescente Vermelho iraniano diz que ataques aéreos israelitas e norte-americanos visaram 17 alvos civis

O Crescente Vermelho iraniano afirmou que ataques aéreos israelitas e norte-americanos visaram na manhã desta terça-feira 17 alvos civis no Irão.

"Não há justificação" para atacar "civis indefesos", refere esta organização humanitária numa nota divulgada nas redes sociais, onde enumera os alvos civis atingidos pela ofensiva militar dos EUA e Israel.

Ataque aéreo faz pelo menos 18 mortos na província iraniana de Alborz 

Pelo menos 18 pessoas morreram num ataque aéreo contra a província iraniana de Alborz, refere a Associated Press, que cita os media estatais do Irão.

Há ainda registo de 24 feridos.

Complexo petroquímico na Árabia Saudita atacado durante a madrugada

Um complexo petroquímico no leste da Arábia Saudita foi alvo de ataques durante a madrugada, segundo o relato de uma testemunha à AFP.

"Um ataque provocou um incêndio nas instalações da Sabic em Jubail. As explosões foram muito fortes", disse a fonte, que pediu para não identificada, referindo-se à Saudi Basic Industries Corporation, uma empresa química saudita.

Quando contactada pela AFP, a empresa não quis prestar declarações.

Na zona de Jubail está localizada uma das maiores zonas industriais do mundo.

Até ao momento desconhecem-se detalhes sobre o ataque contra a Arábia Saudita.

Entretanto, várias explosões foram sentidas hoje na capital do Irão testemunhou um jornalista da AFP no norte de Teerão. 

Anteriormente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) reclamaram o bombardeamento de um complexo petroquímico em Shiraz (sul do Irão) na segunda-feira, além do ataque ao complexo de Pars Sur (que alberga as maiores reservas de gás natural do mundo).

Lusa

Líder supremo do Irão estará "inconsciente" e "incapaz" de liderar país

O novo líder supremo do Irão estará "inconsciente" e a receber tratamento na cidade de Qom, avança esta terça-feira o The Times, com base na informação que consta de um relatório dos serviços de informação norte-americanos e israelitas.

“Mojtaba Khamenei está a ser tratado em Qom em estado grave, incapaz de participar de qualquer tomada de decisão do regime”, diz o documento, que foi partilhado com países aliados dos EUA e Israel no Golfo, revelando, pela primeira vez, a localização do líder supremo iraniano, desde o início do conflito.

É na cidade de Qom que vão decorrer as cerimónias fúnebres do antigo líder supremo, Ali Khamenei.

A cerca de 140 km a sul de Teerão, a cidade de Qom é considerada sagrada pelos xiitas.

Ataque aéreo destrói sinagoga em Teerão

Um novo ataque aéreo, alegadamente por parte das forças armadas norte-americanas ou israelitas, destruiu hoje uma sinagoga na capital da República Islâmica, Teerão, segundo a agência de notícias Mehr e o jornal Shargh.

"Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (...) foi completamente destruída nos ataques desta manhã", lê-se naqueles órgãos de Comunicação Social iranianos.

O judaísmo é uma das religiões minoritárias reconhecidas no Irão, que possui uma pequena comunidade judaica, mas muitos daqueles crentes fugiram do país após a Revolução Islâmica de 1979, que instaurou o atual regime xiita conservador.

O Shargh descreve que o edifício de culto era "um dos locais de encontro e celebração mais importantes para os judeus de Khorasan", referindo-se à região de Khorasan, no leste do país.

Lusa

Agência Internacional de Energia prevê aceleração das energias renováveis

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, considera que a crise energética ligada à guerra no Irão, deverá acelerar o desenvolvimento das energias renováveis, nucleares e dos veículos elétricos, segundo uma entrevista hoje publicada.

Birol considerou "haver também motivos para ser otimista", já que "a arquitetura do sistema energético mundial vai mudar" nos próximos anos, disse ao jornal francês Le Figaro.

"Isso levará anos. Não será uma solução para a crise atual, mas a geopolítica da energia será profundamente transformada", declarou o economista turco, que estima que "algumas tecnologias avançarão muito mais rapidamente do que outras", assim como alguns setores, como o dos carros elétricos, que "vão desenvolver-se".

"É o caso das energias renováveis, da energia solar e da eólica, cuja instalação é muito rápida. Haverá um recurso às energias renováveis, muito rapidamente, numa escala de alguns meses", afirmou do diretor executivo da AIE.

Para Birol, a crise deverá também "reavivar o impulso a favor da energia nuclear, incluindo os pequenos reatores modulares", enquanto alguns países poderão contar com capacidades adicionais, graças ao prolongamento da vida útil das centrais existentes.

Até lá, a curto prazo, os países terão de "utilizar a energia da forma mais prudente possível, poupando-a e melhorando a sua eficiência".

Fatih Birol, igualmente "muito pessimista", voltou a sublinhar que "o mundo nunca conheceu uma perturbação do abastecimento energético de tal magnitude".

"A crise atual é mais grave do que as de 1973, 1979 e 2022 juntas", afirmou, recordando que "esta guerra está a obstruir uma das artérias da economia mundial. Não apenas o petróleo e o gás, mas também os fertilizantes, a petroquímica, o hélio e muitas outras coisas".

O mundo prepara-se para entrar num "abril negro", alertou: "O mês de março foi muito difícil, mas abril será muito pior", repetiu, após ter feito declarações semelhantes na semana passada.

"Se o estreito [de Ormuz] permanecer efetivamente fechado durante todo o mês de abril, perderemos o dobro do petróleo bruto e dos produtos refinados que em março", alertou.

"Setenta e cinco infraestruturas energéticas foram atacadas e danificadas, mais de um terço das quais foram gravemente ou muito gravemente afetadas", precisou o responsável. A reparação destas infraestruturas "levará muito tempo".

Lusa

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder
Guerra fez o mercado acionista global cair 6,6% em março, mas Lisboa resiste ao pessimismo

Embaixador do Irão no Paquistão disse que negociações estão numa fase delicada

O embaixador iraniano no Paquistão disse hoje que as negociações mediadas por Islamabade no sentido do fim das hostilidades estão a aproximar-se de uma "fase delicada".

O Paquistão tem atuado como país mediador entre o Irão e os Estados Unidos.

O embaixador do Irão, Reza Amiri Moghadam, declarou através das redes sociais que os esforços "positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão", para pôr fim à guerra, aproximaram-se de uma "fase crítica e delicada".

O diplomata não forneceu mais detalhes sobre os contactos. 

A mensagem de Moghadam foi divulgada hoje de manhã, antes do prazo estabelecido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou destruir infraestruturas no Irão caso não venha a ser alcançado um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, vital para o abastecimento global de petróleo.

Lusa

Exército israelita avisa iranianos a não viajarem hoje de comboio

 O exército israelita exortou os iranianos a absterem-se de viajar hoje de comboio até às 17:30 TMG, numa mensagem publicada na rede social X, que deixa entrever futuros ataques à rede ferroviária no Irão.

"Caros cidadãos, para a vossa segurança, pedimos-vos que evitem utilizar os comboios ou viajar de comboio em todo o país a partir de agora e até às 21:00, hora do Irão", escreveu o exército israelita em persa na sua conta naquela rede social.

"A vossa presença nos comboios e nas proximidades das vias férreas coloca as vossas vidas em perigo", acrescenta a mensagem.

Lusa

Exército iraniano ignora “retórica grosseira e arrogante" de Trump e mantém operações

O exército iraniano rejeitou a "retórica grosseira e arrogante" do presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que esta "não tem qualquer efeito" nas suas operações. 

Após Trump ameaçar que forças norte-americanas poderão destruir "em quatro horas" a totalidade das pontes e as centrais elétricas do Irão, o porta-voz do comando das forças armadas iranianas, Khatam Al-Anbiya, afirmou que "a retórica grosseira e arrogante, bem como as ameaças infundadas do presidente norte-americano perturbado, que se encontra num impasse e justifica as sucessivas derrotas do exército norte-americano, não têm qualquer efeito sobre a prossecução da ofensiva e das operações esmagadoras” que afirma ter em curso. 

As declarações foram feitas na noite de segunda-feira à rádio e televisão estatais iranianas, após uma conferência de imprensa de Trump em Washington. 

O presidente norte-americano fez ao Irão um ultimato para chegar a um acordo de cessar-fogo até hoje às 20:00 de Washington (01:00 de quarta-feira em Portugal continental). 

A destruição de pontes e centrais elétricas "será feita no espaço de quatro horas — se assim o quisermos", acrescentou Trump numa conferência de imprensa na Casa Branca, centrada no resgate de um piloto norte-americano no Irão no passado fim de semana. 

"Temos um plano, graças ao poder das nossas forças armadas, que prevê que todas as pontes do Irão sejam destruídas até à meia-noite de amanhã (terça-feira), que todas as centrais elétricas do Irão fiquem fora de serviço (...) e nunca mais possam ser utilizadas”, afirmou Trump. 

"O Irão na sua totalidade poderia ser destruído numa única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, ameaçou Donald Trump.  

Trump classificou hoje como um "passo muito significativo" a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão apresentada por países mediadores, embora insista que ainda é insuficiente.  

"Ainda não é suficiente, mas é um passo muito significativo", afirmou Trump à margem de uma cerimónia de Páscoa na Casa Branca, em Washington. 

Lusa

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder
Irão rejeita cessar-fogo horas antes de expirar ultimato de Trump

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes. 

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e “encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas” contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

Lusa

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder
Alto-conselheiro do Irão ameaça com corte de outro estreito vital no Médio Oriente: Bab al-Mandeb

Siga aqui as principais notícias sobre o conflito no Médio Oriente

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Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a operação conjunta que os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro contra o Irão. Conflito no Médio Oriente já terá provocado mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. 

Paquistão pediu mais duas semanas a Trump e Casa Branca prometeu responder
Trump diz que Irão pode ser aniquilado "numa noite" e considera proposta de cessar-fogo insuficiente
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