O primeiro-ministro espanhol referiu-se esta quarta-feira à operação conjunta dos EUA e Israel contra o Irão como "um desastre absoluto".Pedro Sánchez reafirmou no parlamento a posição do governo espanhol contra o conflito no Médio Oriente, lembrando que, em 2003, José María Aznar, então primeiro-ministro, “arrastou Espanha para a loucura da guerra do Iraque". Sanchéz afirmou que agora "o cenário é muito pior, com um potencial de impacto muito mais vasto e muito mais profundo"."Do que podemos ter a certeza é que deste conflito não resultarão salários mais altos, nem habitações mais acessíveis, nem melhores serviços públicos. E esta é a verdadeira tragédia", declarou.Sublinhou que "a última coisa de que o mundo precisava era de outra guerra". Trata-se de "uma guerra ilegal, absurda e cruel que nos afasta dos nossos objetivos económicos, sociais e ambientais e das prioridades das pessoas", considerou o chefe do governo espanhol. .O embaixador iraniano em Genebra denunciou hoje a morte de 21 profissionais de saúde, vítimas dos ataques aéreos israelo-americanos, adiantando que há sete hospitais fora de serviço desde o início da ofensiva militar, em 28 de fevereiro.Numa carta enviada ao diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, o etíope Tedros Adhanom, aquele diplomata da República Islâmica, Ali Bahraini, acrescentou que há também 49 centros de saúde danificados e 81 mil casas de civis parcial ou totalmente destruídas.O Crescente Vermelho iraniano, equivalente à Cruz Vermelha, declarara terça-feira que a guerra danificou pelo menos 292 centros médicos e de ajuda humanitária.No domingo, o ministro da Saúde iraniano, Mohammadreza Zafargandi, indicou que pelo menos 210 crianças morreram desde o início da guerra.O Irão não divulga um número oficial de mortos desde 05 de março, quando registou 1.230 óbitos.A organização não governamental de defesa dos direitos humanos da oposição ao regime conservador xiita dos ‘ayatollah’ HRANA, sediada nos Estados Unidos, divulgou um número de mortos de 3.268, incluindo 1.443 civis.Lusa.O Ministério da Defesa do Iraque informou esta quarta-feira que um ataque aéreo contra uma clínica militar na zona de Habbaniyeh, na província de Anbar, matou sete soldados e feriu 13.Para o governo iraquiano, citado pela Associated Press, o ataque é uma violação do direito internacional, tendo reafirmado o seu direito de resposta..O embaixador do Irão no Paquistão reiterou hoje à AFP que não ocorreram negociações entre Washington e Teerão desmentindo notícias sobre contactos para uma solução para a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.Anteriormente, duas fontes oficiais paquistanesas não identificadas disseram à Associated Presse (AP) que o Irão recebeu uma proposta de 15 pontos dos Estados Unidos para alcançar um cessar-fogo.Segundo a AP, os responsáveis paquistaneses descreveram hoje a proposta de forma geral indicando o desanuviamento das sanções, a cooperação nuclear civil, a redução do programa nuclear, a monitorização pela Agência Internacional de Energia Atómica, os limites para mísseis e o acesso dos navios ao Estreito de Ormuz.Os dois responsáveis oficiais do Paquistão falaram à Associated Press sob anonimato por não estarem autorizados a divulgar os detalhes da proposta."Os Estados Unidos enviaram ao Irão um plano de 15 pontos para um possível cessar-fogo", disse um responsável paquistanês à AP, na mesma altura em que deslocaram paraquedistas para o Médio Oriente para apoiar um contingente de fuzileiros que se dirigia para a região.Lusa.Trump diz já ter vencido a guerra, mas continua a negociar com o Irão.O exército de Israel afirmou hoje ter bombardeado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais de longo alcance na capital do Irão.Num comunicado, o exército indicou que os ataques contra as infraestruturas dependentes do Ministério da Defesa iraniano ocorreram "nos últimos dias" e garante que os mísseis fabricados em Teerão se destinavam a plataformas navais e eram de longo alcance, "capazes de destruir rapidamente alvos em terra e no mar"."Estes ataques foram significativos, causando danos extensos ao sistema de mísseis de cruzeiro e representam mais um passo no fortalecimento da infraestrutura de produção militar do regime", refere o comunicado.Durante a madrugada, o exército de Israel alertou para três lançamentos de mísseis por parte do Irão contra território israelita. Os serviços de emergência de Israel não registaram quaisquer feridos.Além disso, soaram alarmes em várias ocasiões em localidades do norte de Israel devido a ataques com projéteis e drones a partir do Líbano pelo grupo xiita Hezbollah, que também não causaram vítimas.Alegando questões de segurança, a censura militar israelita não permite saber com exatidão se os ataques atingem infraestruturas militares ou estratégicas, uma vez que apenas são comunicados os impactos em zonas civis.Lusa.“Não há uma nova ameaça exótica vinda do Irão que possa penetrar a defesa de Israel”.O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE) disse hoje estar pronto para libertar mais reservas de petróleo "se e quando for necessário", no 26.º dia da guerra do Irão, que fez disparar os preços dos hidrocarbonetos.As declarações de Fatih Birol foram feitas em resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, para que se "preparasse para implementar" uma operação coordenada deste tipo, durante um encontro entre os dois em Tóquio.A AIE anunciou no início do mês que os países membros iriam libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas para atenuar o impacto da guerra, na maior operação de sempre realizada pela instituição.No entanto, "ainda há uma quantidade significativa" de petróleo nas reservas", afirmou Birol."Oitenta por cento das nossas reservas ainda estão lá. Esses 400 milhões de barris representavam apenas 20% das nossas reservas", declarou. "Se e quando for necessário, estamos prontos (...) mas espero sinceramente que não seja necessário", reforçou.Notando que "o mundo enfrenta uma grave ameaça à segurança energética", o responsável disse que a AIE "está pronta para desempenhar o papel essencial de guardiã da segurança energética mundial", acrescentou.Lusa.Preços do gás e do Brent recuam com esperança de cessar‑fogo no Médio Oriente . O Irão respondeu hoje às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que estaria a negociar com Teerão: "Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas chegou ao fim", disse o Exército iraniano.Num comunicado divulgado pela agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica iraniana, o porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfaghari, insistiu que as declarações da Casa Branca sobre as negociações com a República Islâmica são falsas."Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas terminou. Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas", afirma o comunicado."Será que os teus conflitos internos chegaram a um ponto em que estás a negociar contigo mesmo?", continuou.O Exército iraniano também advertiu que o preço do petróleo não voltará a ser o que era até que as Forças Armadas iranianas "garantam a estabilidade da região"."Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas forças armadas", acrescenta o texto do Comando Unificado de Operações.Donald Trump manifestou-se na terça-feira convencido de que Teerão e Washington vão "chegar a um acordo" no âmbito das conversações que o Presidente norte-americano afirma estar a manter com a República Islâmica, onde se verificou "uma mudança no regime".Teerão reconheceu ter mantido alguns contactos indiretos com a Casa Branca, mas rejeitou categoricamente qualquer tipo de negociação.Trump afirmou ainda que os representantes do Irão com quem Washington está a dialogar "concordaram que nunca terão a arma nuclear" e que Teerão lhe concedeu um "grande presente" relacionado com o estreito de Ormuz, rota comercial fundamental para o petróleo, controlada pelo Irão, e pedra angular deste conflito.O Exército iraniano declarou, porém, que, até que a sua "vontade" seja feita, nenhuma situação "voltará a ser o que era": "Ninguém como nós chegará a um acordo com alguém como vocês", sublinhou o porta-voz.Lusa.Trump apresenta 15 condições ao Irão para o fim da guerra, mas Israel teme possível cessar-fogo de um mês.O abastecimento de gás natural em Taiwan está “totalmente garantido” até junho, assegurou hoje o ministro dos Assuntos Económicos, Kung Ming-hsin, numa altura de preocupação com possível escassez energética devido ao conflito no Médio Oriente.Em declarações citadas pela agência noticiosa CNA, o governante indicou que a programação para junho já está concluída em cerca de 50%, o que “garante a estabilidade geral do abastecimento”.O ministério dos Assuntos Económicos indicou anteriormente que o fornecimento de gás natural se manteria estável até ao final de maio e que as fontes de importação da ilha estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência exclusiva do Médio Oriente.“Perante o impacto do conflito, a empresa estatal CPC Corporation reforçou a redistribuição de fornecimentos provenientes de fora do Médio Oriente para assegurar um abastecimento suficiente”, referiu o ministério, em comunicado divulgado na segunda-feira.Lusa.Trump apresenta 15 condições ao Irão para o fim da guerra, mas Israel teme possível cessar-fogo de um mês.Os Guardas da Revolução iranianos anunciaram na madrugada desta quarta-feira ter disparado mísseis em direção a Israel, Kuwait, Bahrein e Jordânia, noticiou a televisão estatal Irib.De acordo com a mesma fonte, foram visadas várias posições no norte e centro de Israel, incluindo Telavive, bem como duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.O ataque foi realizado com “mísseis de precisão de combustível líquido e sólido, além de drones de ataque”, ainda de acordo com a mesma fonte.Entretanto, a autoridade da aviação civil do Kuwait anunciou hoje que um depósito de combustível do aeroporto internacional do emirado se incendiou após ter sido atacado por drones.“Segundo as primeiras informações, os danos limitam-se a prejuízos materiais e não há vítimas”, escreveu a autoridade na rede social X.Horas depois, o exército kuwaitiano indicou que o país voltou a ser alvo de ataques com mísseis e drones. Na vizinha Arábia Saudita, o Ministério da Defesa anunciou a interceção de pelo menos quatro drones.Lusa.O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou ao regresso ao diálogo para pôr fim à guerra com o Irão e iniciar negociações de paz “o mais rapidamente possível”, numa conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.Durante a conversa, realizada na terça-feira, Araghchi atualizou Pequim sobre os últimos desenvolvimentos do conflito, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua.Wang defendeu que todas as questões devem ser resolvidas através do diálogo e da negociação, e não pelo uso da força.“Isso serve os interesses do Irão e do seu povo e reflete a aspiração comum da comunidade internacional”, afirmou, acrescentando que a China continuará a adotar uma posição “objetiva e imparcial”, promovendo a paz e um cessar-fogo, e opondo-se à “violação da soberania” de outros países.Araghchi agradeceu a ajuda humanitária prestada pela China e afirmou que o povo iraniano está “mais unido na resistência à agressão estrangeira e na defesa da independência e soberania do país”, segundo o comunicado oficial chinês.O chefe da diplomacia iraniana sublinhou ainda que Teerão pretende alcançar o fim da guerra, e não apenas um cessar-fogo temporário.Referiu também que o estreito de Ormuz está “aberto a todos” e que os navios podem atravessá-lo em segurança, exceto os provenientes de países em guerra com o Irão.Lusa.Bom dia,Siga aqui os desenvolvimentos da guerra no Irão, desencadeada por uma operação conjunta dos Estados Unidos e Israel. Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1332 mortos, entre os quais o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani. .Irão autoriza "navios não hostis” a passar Estreito de Ormuz. Trump aprova o envio de mais de mil soldados