Ataque iraniano causou destruição em Telavive
Ataque iraniano causou destruição em Telavive FOTO: EPA/ABIR SULTAN

Irão autoriza "navios não hostis” a passar Estreito de Ormuz. Trump aprova o envio de mais de mil soldados

No dia em que um ataque iraniano causou estragos no centro de Telavive, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita desafiou Trump a destruir o governo do Irão.
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"Navios não hostis” autorizados pelo Irão a passar Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou hoje ter recebido do Irão a garantia de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção.

Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.

"Os navios não hostis (...) podem — desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor — beneficiar de uma passagem segura pelo estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.

Desde o início da ofensiva de Israel e Estados Unidos contra o Irão, este país tem ameaçado e atacado navios que tentam atravessar o Estreito de Ormuz, por onde passa perto de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás, levando a um bloqueio da via e uma escalada de preços.

Lusa

Central nuclear de Bushehr atingida por ataque mas sem danos nem vítimas

A Organização Iraniana de Energia Atómica declarou hoje à noite que a central nuclear de Bushehr (sul) tinha sido atingida por um ataque, que não causou danos, acusando os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.

"Enquanto o inimigo americano e israelita continua as suas hostilidades (...), um projétil atingiu o interior da central de Bushehr", relatou a organização, especificando que não tinham sido registados até ao momento "danos materiais ou técnicos, nem qualquer perda humana".

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), por seu lado, voltou a apelar à "máxima contenção" após o anúncio do Irão de que a central nuclear de Bushehr tinha sido atingida por um ataque, sem danificar a própria instalação.

A AIEA declarou que o Irão a tinha informado de que outro projétil tinha atingido hoje as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira.

"O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, reitera o seu apelo à máxima contenção para evitar qualquer risco na segurança nuclear em tempos de conflito", afirmou a agência das Nações Unidas numa mensagem publicada no X.

A central de Bushehr é operada pela estatal russa Rosatom.

Lusa

Wall Street de novo no ‘vermelho’ com impasse no Médio Oriente

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, anulando parte dos ganhos da primeira sessão da semana, com os investidores desconfiados de anunciadas perspetivas negociais para resolução do conflito no Médio Oriente. 

Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average caiu 0,18%, encerrando nos 46.124 pontos, enquanto o índice tecnológico Nasdaq perdeu 0,84 %, para as 21.761 unidades; e o alargado S&P500 recuou 0,37 %, para os 6.556 pontos.  

Patrick O'Hare, analista da Briefing.com, afirmou à AFP que os mercados estão a reagir negativamente ao “impasse quanto à evolução da guerra com o Irão", ignorando os anúncios do Presidente norte-americano quanto a negociações com Teerão, quando o conflito no Médio Oriente está prestes a completar um mês, dia 28. 

O anúncio de conversações com o Irão por Donald Trump, na segunda-feira, desencadeou uma onda de otimismo nos mercados financeiros, mas que esmoreceu devido aos desmentidos iranianos. 

“Persiste um certo ceticismo quanto à rapidez com que esta guerra poderá terminar e à forma como terminaria”, sublinhou Patrick O'Hare. 

"Há muitas questões que permanecem sem resposta", sublinhou o analista. 

Jose Torres, analista da Interactive Brokers, observou um "contraste" entre o mercado bolsista norte-americano, que ensaiou várias subidas ao longo do dia, e os “mercados obrigacionistas e de matérias-primas, que demonstram grande cautela". 

Lusa

Trump apresenta 15 condições ao Irão para o fim da guerra, mas Israel teme possível cessar-fogo de um mês

A administração liderada por Donald Trump transmitiu 15 condições ao Irão como os seus termos para o fim da atual guerra, avança o Canal 12 de Israel.

As condições abrangem todos os objetivos de guerra dos Estados Unidos e de Israel, mas a estação televisiva israelita indica que Jerusalém está preocupada com o facto de Trump e a sua equipa quererem pressionar rapidamente para um "acordo-quadro, um acordo de princípio" com o Irão, em vez de insistir nestas exigências como condição para interromper a guerra.

De acordo com três fontes familiarizadas com os detalhes, os principais conselheiros do presidente, Jared Kushner e Steve Witkoff, elaboraram um processo que envolve "a declaração de um período de cessar-fogo de um mês, durante o qual as partes negociariam um acordo de 15 pontos", semelhante aos acordos anteriores mediados pela atual administração norte-americana com o Hamas em Gaza e com o Líbano.

Mas este cenário está a tirar o sono aos líderes políticos e de segurança de Israel, devido ao risco de os iranianos saírem em vantagem, com o conflito a terminar antes de os termos serem acordados.

Ataque iraniano causou destruição em Telavive
Trump apresenta 15 condições ao Irão para o fim da guerra, mas Israel teme possível cessar-fogo de um mês

Cotação do petróleo volta a subir com mercados descrentes sobre negociações EUA-Irão

As cotações do petróleo voltaram hoje às subidas, após forte descida na segunda-feira, e o Brent fechou a negociação acima dos 104 dólares, com os mercados descrentes dos anúncios norte-americanos sobre negociações para resolver o conflito com o Irão. 

O preço do petróleo Brent, do Mar do Norte, para entrega em maio, acabou as transações no mercado internacional de futuros de Londres em baixa de 4,55%, para 104,49 dólares.

Por sua vez, o norte-americano West Texas Intermediate (WTI), para entrega em maio, caiu 4,79%, para os 92,35 dólares.

John Kilduff, analista da Again Capital, afirmou à AFP que uma escalada no Médio Oriente ainda é uma "ameaça" para os mercados.

"E nenhuma solução está à vista, nem o Estreito de Ormuz está a ser restaurado como rota de trânsito" para os petroleiros, adiantou, sobre a via marítima por onde passa perto de um quinto das exportações de petróleo e gás mundiais, e que o Irão tem bloqueado com ataques.

Lusa

Amnistia alerta que ameaça de Trump a centrais elétricas envolve perigo de crimes de guerra

A Amnistia Internacional alertou hoje que bombardear centrais elétricas no Irão, como tem ameaçado o Presidente norte-americano, Donald Trump, teria “consequências devastadoras” para milhões de civis, que configurariam, à luz do Direito Internacional, crimes de guerra.

Por essa razão, a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos sustentou que Trump “deve retirar as ameaças profundamente irresponsáveis de atos que causariam danos catastróficos a milhões de civis”.

E especifica que tais danos incidiriam sobre “os direitos humanos à vida, à água, à alimentação, aos cuidados de saúde e a um nível de vida digno”.

“Levar a cabo esses ataques teria consequências devastadoras a longo prazo e comprometeria gravemente o quadro jurídico internacional concebido para proteger os civis em tempo de guerra”, declarou a diretora sénior de Investigação, Sensibilização, Políticas e Campanhas, Erika Guevara-Rosas, num comunicado.

Donald Trump emitiu a 21 de março um ultimato de 48 horas à República Islâmica para reabrir o Estreito de Ormuz, avisando que os Estados Unidos “destruiriam” as centrais elétricas iranianas, “começando pela maior delas”, caso as autoridades iranianas não cumprissem.

Teerão respondeu que retaliaria, visando as “centrais elétricas do regime ocupante (Estados Unidos) e as centrais elétricas dos países da região que fornecem eletricidade às bases norte-americanas, bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas nas quais os norte-americanos detêm participações”, caso Trump levasse a cabo a sua ameaça.

Dois dias depois, a 23 de março, Trump afirmou nas redes sociais que tinham decorrido conversações com responsáveis iranianos com o objetivo de “reduzir as hostilidades” em todo o Médio Oriente, pelo que tinha ordenado “um adiamento de cinco dias” de ataques a instalações energéticas iranianas.

Erika Guevara-Rosas sublinhou que “a decisão de não prosseguir com esses ataques deve assentar nas obrigações dos Estados Unidos, nos termos do Direito Internacional Humanitário, de evitar danos aos civis, e não no resultado de negociações políticas”.

E vincou que, por sua vez, “as autoridades da República Islâmica do Irão devem também retirar as suas ameaças de retaliação com ataques a centrais elétricas utilizadas pelos Estados Unidos e por Israel, bem como a infraestruturas económicas, industriais e energéticas nos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG)”.

“Devem ainda pôr fim a todos os ataques ilegais a infraestruturas energéticas e instalações de dessalinização nos Estados do CCG”, acrescentou, explicando que estas “são essenciais para garantir o abastecimento de água potável a milhões de civis numa região árida”.

Por último, a responsável da Amnistia defendeu que o Irão deve também “pôr fim aos ataques ilegais a navios comerciais no Estreito de Ormuz” e “restabelecer imediatamente o acesso total à Internet” no país.

“O ataque intencional a infraestruturas civis, tais como centrais elétricas, é geralmente proibido. Mesmo nos casos limitados em que se qualificam como alvos militares, uma parte não pode atacar centrais elétricas se isso puder causar danos desproporcionados a civis”, argumentou.

“Dado que tais centrais elétricas são essenciais para satisfazer as necessidades básicas e os meios de subsistência de dezenas de milhões de civis, atacá-las seria desproporcionado e, portanto, ilegal ao abrigo do Direito Internacional Humanitário, podendo constituir um crime de guerra”, insistiu.

Guevara-Rosas descreveu o cenário que se segue à destruição das centrais elétricas num país.

“As estações de bombeamento de água deixariam de funcionar, a água potável escassearia e doenças evitáveis propagar-se-iam; os hospitais ficariam sem eletricidade e combustível, obrigando ao cancelamento de cirurgias e ao desligamento de máquinas de suporte de vida; as redes de produção e distribuição alimentar entrariam em colapso, agravando a fome e causando escassez generalizada de alimentos; e muitas empresas também encerrariam, com consequências económicas devastadoras, incluindo desemprego em massa”, resumiu.

“Causar danos catastróficos à capacidade elétrica civil – numa altura em que o corte deliberado e prolongado da Internet pelas autoridades iranianas já deixou a população do Irão isolada – cortaria a última ligação que resta às pessoas com o mundo exterior, incluindo o acesso à televisão por satélite, num momento de extremo perigo”, alertou a diretora da Amnistia Internacional.

Lusa

Trump aprova o envio de mais de mil soldados para o Médio Oriente

Donald Trump aprovou o envio de mais de mil soldados para o Médio Oriente, avança a Sky News.

Os soldados são da 82ª Divisão Aerotransportada.

O presidente dos Estados Unidos aprovou o envio esta segunda-feira à noite e estão esta terça-feira a ser redigidas ordens para o quartel-general, o estado-maior e algumas tropas terrestres, mas não para toda a brigada.

A brigada completa é composta por mais de 3000 soldados, mas este envio será menos de metade desse número, com menos de 1500 soldados.

Os soldados ainda não saíram dos EUA, mas poderão ser enviados para o Médio Oriente nos próximos dias.

Ministro da Economia diz que se impacto da guerra persistir, Governo terá de ir ajustando medidas

O ministro da Economia assegurou hoje que se os impactos da guerra no Golfo persistirem o Governo terá de ir ajustando as suas medidas, admitindo que há perspetivas de subida da inflação devido ao aumento do custo do petróleo.

"As empresas, e os portugueses em geral, estão com esta dificuldade que vem da guerra no Golfo e que está a afetar muitas pessoas", disse Manuel Castro Almeida, na apresentação do Conselho Estratégico do Banco Português de Fomento, em Oeiras, Lisboa.

O ministro salientou que estes impactos não afetam todas as empresas por igual, sendo que, por exemplo as "empresas de transportes estão a viver um período muito difícil e quem precisa de abastecer combustível nas bombas" também vive uma situação "muito complicada".

O governante destacou também o aumento do salário médio líquido dos portugueses, mas admitiu que, neste momento, "o cabaz de compras está com um preço muito elevado" e, neste momento, há perspetivas de crescimento da inflação por causa do aumento do custo do petróleo.

Assim, Castro Almeida disse esperar que este período "não demore demasiado tempo, que não se torne uma dificuldade estrutural da nossa economia e que possa ser superado com as medidas que o Governo já tomou".

Já se estas dificuldades persistirem, o "Governo terá evidentemente que ir ajustando as suas medidas e as suas políticas ao resultado concreto, porque o Governo tem que estar a proteger a economia e proteger as pessoas", defendeu.

Lusa

Trump diz que Irão concordou em nunca ter uma arma nuclear

Donald Trump anunciou esta terça-feira, numa conferência imprensa na Sala Oval da Casa Branco, que o Irão aceitou nunca ter uma arma nuclear.

"Eles concordaram que nunca terão uma arma nuclear", afirmou aos jornalistas.

O Irão está a falar com Washington e "está a dizer coisas sensatas", acrescentou o presidente norte-americano, que revelou que estão a decorrer negociações com o país do Médio Oriente: "O outro lado, posso dizer, gostaria de fazer um acordo."

"Quem não gostaria se estivesse no lugar deles? A marinha deles acabou, a força aérea acabou, as comunicações... toda a defesa antiaérea, os mísseis. Consegue referir uma única coisa que não tenha acabado? Ou uma coisa que esteja a funcionar bem?", questionou.

"Estamos a circular livremente sobre Teerão. Podemos fazer o que quisermos", concluiu Trump.

Preço do gás natural cai quase 5% e fica abaixo dos 54 euros

O preço do gás natural, para entrega em um mês no mercado TTF, uma referência na Europa, caiu hoje quase 5% e ficou abaixo dos 54 euros por megawatt-hora (MWh).

Apesar de ter atingido 57,74 euros no início da sessão, o preço do gás natural acabou por inverter a trajetória ao cair 4,84% para 53,32 euros por MWh.

Na segunda-feira, o gás natural já tinha fechado a sessão a perder 4,34%, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado o adiamento, por cinco dias, dos ataques contra alvos energéticos do Irão.

Contudo, no início da sessão, o preço foi influenciado pelas dúvidas quanto à desaceleração do conflito no Médio Oriente.

O petróleo Brent estava hoje, no fecho do mercado, a subir mais de 4% para 104 dólares (perto de 90 euros) por barril.

Lusa

EUA preparam-se para mobilizar 3000 soldados para o Médio Oriente

O Pentágono prepara-se para enviar milhares de soldados da 82ª Divisão Aerotransportada, uma unidade de elite do Exército, para o Médio Oriente, de acordo com a agência Reuters que cita duas fontes próximas do processo, sendo que o The Wall Street Journal garante tratarem-se de 3000 militares e que a ordem estará mesmo iminente.

Está assim iminente o aumento do já enorme contingente militar dos Estados Unidos, numa altura em que a administração Trump diz estar em negociações com o Irão.

As fontes citadas pela Reuters não referem o local para onde esse contingente será colocado, nem quando vão chegar à região, sendo que os militares estão neste momento em Fort Bragg, na Carolina do Norte.

Na semana passada foram destacados milhares de fuzileiros navais e marinheiros a bordo do USS Boxer, um navio de assalto anfíbio, juntamente com a Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e outros navios de guerra.

Príncipe herdeiro da Arábia Saudita desafiou Trump a destruir o governo do Irão

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, desafiou o presidente norte-americano Donald Trump a destruir completamente o governo do Irão no decorrer de conversações que ambos mantiveram sobre o conflito que está a gerar grande instabilidade no Médio Oriente e, por consequência, no mundo.

A notícia é avançada pelo jornal The New York Times, que cita fontes próximas das negociações, que garante ter Mohammed bin Salman alegado que a ameaça que representa o Irão no golfo Pérsico só pode terminar com o derrube do atual regime.

As autoridades sauditas já negaram, no entanto, terem feitas tais pressões.

Ministro da Economia de França diz que conflito no Irão está a provocar “um novo choque petrolífero”

O ministro da Economia francês, Roland Lescure, afirmou hoje na Assembleia Nacional, que a guerra no Médio Oriente está a provocar “um novo choque petrolífero” que pesará na economia francesa.

“Esta situação [as perturbações no transporte de petróleo dos países do Golfo para o resto do mundo] constitui um novo choque petrolífero”, afirmou o governante.

“Se este choque energético persistir para além de algumas semanas, a crise poderá alastrar-se mais amplamente à economia e assumir, no fundo, uma natureza mais sistémica”, declarou Lescure, ouvido pela Comissão das Finanças.

Lusa

QatarEnergy declara "force majeure" que possibilita o impedimento do cumprimento de alguns contratos de GNL

Devido aos danos nas instalações de gás natural liquefeito (GNL), na sequência de ataques iranianos, a QatarEnergy decidiu declarar esta terça-feira force majeure em alguns contratos.

A medida possibilita o impedimento do cumprimento de alguns contratos de longo prazo de GNL da empresa estatal, sendo que os contratos afetados "incluem clientes na Itália, Bélgica, Coreia do Sul e China", escreve a Reuters.

Force majeure diz respeito a um evento inesperado que impede o cumprimento de um acordo.

PM da Índia revela que falou com Trump. "Proveitosa troca de opiniões" sobre a situação no Médio Oriente 

Narenda Modi, primeiro-ministro da Índia, revelou esta terça-feira nas redes sociais que recebeu uma chamada telefónica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Tivemos uma proveitosa troca de opiniões" sobre a situação no Médio Orinte, informou na publicação na rede social X. "A Índia apoia a diminuição da tensão e o restabelecimento da paz o mais rapidamente possível".

Para Narenda Modi, "é essencial para todo o mundo garantir que o estreito de Ormuz permaneça aberto, seguro e acessível".

O primeiro-ministro indiano disse ainda que ambos concordaram manter o contacto sobre os "esforços em prol da paz e da estabilidade".

Paquistão está "pronto" para "acolher conversações significativas" entre os EUA e o Irão

O primeiro-ministro do Paquistão afirmou esta terça-feira que o país está preparado para acolher negociações entre os Estados Unidos e o Irão.

"O Paquistão congratula-se e apoia integralmente os esforços em curso para prosseguir o diálogo com o objetivo de pôr fim à guerra no Médio Oriente, visando a paz e a estabilidade na região e fora dela", escreveu na rede social X Shehbaz Sharif.

O governante acrescentou que, "mediante a concordância dos EUA e do Irão, o Paquistão está pronto e honrado por acolher e facilitar conversações significativas e conclusivas para uma resolução abrangente do conflito em curso".

Concertos de Shakira em Doha e Abu Dhabi adiados devido à guerra no Médio Oriente

A guerra no Médio Oriente levou ao adiamento de dois concertos de Shakira na região do Golfo. O primeiro estava agendado para 1 de abril em Doha. O concerto no Stadium 974 fazia parte da digressão "Las Mujeres Ya No Lloran World Tour" da cantora colombiana, mas acabou por ser adiado, devido à "situação regional atual", informou o turismo do Qatar.

Já a plataforma de venda de bilhetes dos Emirados Árabes Unidos, a Platinumlist, anunciou que o concerto de Shakira no Offlimits Music Festival, em Abu Dhabi, marcado para 4 de abril, foi adiado para novembro. Além de Shakira, deviam atuar neste festival, os Jonas Brothers, segundo notícia da Reuters.

Filipinas declara estado de emergência energética

O presidente das Filipinas declarou esta terça-feira estado de emergência energética devido ao conflito no Médio Oriente. Ferdinand Marcos Jr considerou que a guerra contra o Irão representa "uma ameaça à segurança energética do país", devido aos impactos nos mercados energéticos, nas cadeias de abastecimento e nos preços do petróleo.

"A declaração do estado de emergência energética nacional permitirá ao governo implementar medidas coordenadas ao abrigo da legislação em vigor para fazer face aos riscos decorrentes das perturbações no abastecimento energético global e na economia nacional, afirmou o presidente das Filipinas, citado pela Reuters.

A declaração de estado de emergência energética deverá manter-se em vigor durante um ano, segundo a agência de notícias.

Líbano expulsa embaixador do Irão e declara diplomata "persona non grata"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano anunciou esta terça-feira a decisão de revogar a acreditação do embaixador do Irão em Beirute.

O diplomata Mohammad Reza Sheibani foi declarado persona non grata e deverá abandonar o país até domingo, informou o governo libanês.

À Associated Press, Denise Rahme, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Líbano disse que a representação diplomática de Teerão no país vai ser chefiada por um encarregado de negócios.

Ministro da Defesa de Israel diz que exército vai ocupar o sul do Líbano até o rio Litani 

Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, afirmou hoje que o exército vai controlar uma "zona de segurança" do sul do Líbano até ao rio Litani até que a ameaça do Hezbolah seja eliminada, noticia o Times of Israel.

O ministro israelita disse que "foram destruídas" todas as pontes sobre o rio Litani que tinham sido utilizadas pelo Hezbollah para transportar operacionais e armas para o sul do Líbano. As Forças de Defesa de Israel, acrescentou, irão controlar "as restantes pontes e a zona de segurança até ao Litani".

Conselho dos Direitos Humanos da ONU reúne-se de emergência na quarta-feira

Na próxima quarta-feira, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU vai reunir-se de emergência em Genebra, na Suíça, anunciaram hoje as Nações Unidas.

A reunião vai abordar "a recente agressão militar lançada pelo Irão contra Bahrein, Jordânia, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos", que visou "civis e infraestrutura civil", e que "resultou na perda de vidas inocentes".

De acordo com a ONU, um "grupo de países pretende apresentar um projeto de resolução ao Conselho, no âmbito do debate urgente".

Irão nomeia sucessor de Ali Larijani, chefe de segurança do país morto num ataque aéreo

O Irão nomeou esta terça-feira Mohammad Baqer Zolqadr como o sucessor de Ali Larijani, secretário do Conselho de Segurança Nacional do país, que foi morto num ataque aéreo.

De acordo com a Associated Press, Mohammad Bagher Zolghadr ocupou o posto de brigadeiro-general na Guarda Revolucionária do Irão.  

Paquistão está liderar iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito

O Paquistão, juntamente com a Turquia e o Egito, está a liderar os esforços de mediação para terminar com a guerra no Irão, segundo a agência de notícias EFE, que cita fontes governamentais.

"Considerando que é do interesse do Paquistão e da região, o país está a liderar os esforços de mediação para um diálogo entre os Estados Unidos e o Irão, com o objetivo de negociar o fim da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão", informou um alto responsável do Governo, sob condição de anonimato.

De acordo com a Sky News, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão afirmou que "se as partes o desejarem, Islamabad está sempre disposta a acolher negociações".

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, por seu lado, falou com o presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, e "prometeu a ajuda e um papel construtivo de Islamabad no avanço da paz na região", ainda segundo a emissora britânica.

Arábia Saudita intercetou 27 drones em ataques atribuídos a Teerão

As autoridades da Arábia Saudita anunciaram hoje a interceção de 27 drones na zona oriental do país, atribuindo os ataques às forças iranianas.

O Ministério da Defesa saudita afirmou, através das redes sociais, que os sistemas de defesa aérea abateram drones, sem reportar vítimas ou danos materiais.

No passado sábado, vários cidadãos iranianos que trabalhavam na embaixada de Teerão em Riade foram declarados "persona non grata".

Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, alertou que o reino saudita pode vir a responder militarmente aos ataques iranianos.

As autoridades sauditas alegaram ter abatido dezenas de mísseis e drones disparados pelo Irão, que lançou ataques contra interesses de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos do Médio Oriente.

O Irão disse que se tratam de ataques de retaliação contra a campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano iniciada no passado dia 28 de fevereiro. 

Lusa

Irão ameaça Israel com "ataques intensos" se "crimes contra civis" no Líbano e Palestina "persistirem"

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou esta terça-feira Israel com "ataques intensos" em apoio aos civis do Líbano e da Palestina.

"Avisamos o exército criminoso de que, se os seus crimes contra civis no Líbano e na Palestina persistirem", as forças israelitas "serão alvo de ataques intensos com mísseis e drones", indicou a Guarda Revolucionária do Irão em comunicado citado pela agência de notícias estatal IRNA.

Sucesso das negociações entre EUA e Irão é improvável, dizem autoridades israelitas

Três altos funcionários israelitas disseram à Reuters que o presidente dos EUA está determinado em alcançar um acordo com o Irão, mas afirmaram que o sucesso das negociações é improvável.

Recorde-se que, na segunda-feira, Donald Trump anunciou conversações com o Irão e uma pausa de cinco dias nos ataques a infraestruturas energéticas. Teerão negou a existência de negociações com os Estados Unidos.

Sob a condição de anonimato, os três altos funcionários israelitas falaram com a agência de notícias e consideraram improvável que o Irão concorde com as exigências dos EUA para terminar com a guerra no Médio Oriente, desencadeada a 28 de fevereiro com uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel.

Ataque aéreo no Iraque faz 15 mortos

Na última noite, ataques aéreos contra um local das Forças de Mobilização Popular (FMP) xiitas do Iraque, facções paramilitares que incluem grupos alinhados com o Irão, fizeram pelo menos 15 mortos, entre os quais o comandante das operações das FMP em Anbar, segundo a Reuters, que cita fontes de segurança e de saúde.

Em comunicado, citado pela agência de notícias, o grupo confirmou a morte do seu comandante em Anbar, Saad al-Baiji, e de outras 14 pessoas, tendo responsabilizado os EUA pelo ataque, que terá tido como alvo um quartel-general. 

Ataque iraniano causou destruição em Telavive
Japão começa na quinta-feira a libertar reservas estatais de petróleo

Exército israelita diz que atingiu centros de comando, depósitos de armas e sistemas de defesa aérea do Irão

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram esta terça-feira que atingiram mais de três mil alvos do regime iraniano desde o início da guerra, a 28 de fevereiro.

"Ontem, as IDF atacaram centros de comando da Guarda Revolucionária Islâmica, depósitos de armas e sistemas de defesa aérea", informou o exército israelita.

Durante a última noite, "mais de 50 alvos adicionais foram atingidos, incluindo locais de armazenamento e lançamento de mísseis balísticos", adiantaram as IDF.

Ataque iraniano contra Telavive faz pelo menos quatro feridos 

Um ataque com um míssil balístico iraniano fez esta manhã pelo menos quatro feridos ligeiros em Telavive, Israel.

Um elemento das equipas de emergência relatou ao Times of Israel "destruição, fumo e caos" no local do impacto do míssil iraniano.

Vários prédios e carros foram danificados, segundo a imprensa israelita.

Taiwan pondera retomar energia nuclear face a conflito

Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.

A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.

Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os “três fatores-chave” a considerar.

A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.

A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma “pátria livre de energia nuclear”, especialmente após o acidente de Fukushima.

O “forte desenvolvimento económico” da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.

O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.

O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.

Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.

Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.

A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.

Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas “Missão Justiça-2025”, o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.

Lusa

Ataque iraniano causou destruição em Telavive
Dia de alívio nas bolsas e no crude, mas Bruxelas diz aos países que se preparem já para o inverno

Hanói e Moscovo assinam acordo para construção da primeira central nuclear vietnamita

O Vietname e a Rússia assinaram um acordo de cooperação para a construção da primeira central nuclear no país do Sudeste Asiático, durante a visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, a Moscovo.

O representante de Hanói e o homólogo russo, Mikhail Mishustin, presidiram na segunda-feira à assinatura de vários acordos, incluindo o da energia nuclear e um sobre cooperação em matéria de petróleo e gás, entre outros.

Num comunicado publicado hoje no portal do Governo, o Vietname qualificou o acordo para a construção de uma central nuclear "para fins pacíficos" como um "projeto simbólico para a amizade" entre ambas as nações, sem fornecer mais detalhes.

Por seu lado, a empresa estatal russa Rosatom, especializada em energia nuclear, indicou num comunicado que o projeto, conhecido como central nuclear Ninh Thuan 1, prevê a construção de duas unidades de potência, de conceção russa, com reatores VVER 1200, com uma capacidade instalada total de 2400 MW.

Alexey Likhachev, diretor-geral da Rosatom, afirmou que o projeto é "a base de uma parceria industrial de longo prazo, que reforçará a independência energética do Vietname e abrirá novas oportunidades para o crescimento económico".

A construção da central nuclear vietnamita terá como referência a central nuclear de Leningrado 2, aponta ainda o comunicado da Rosatom, que também não estabelece prazo, custo ou localização da futura central.

A assinatura destes acordos ocorre num contexto de subida dos preços do petróleo e do gás provocada pela guerra do Irão, especialmente devido às preocupações com o abastecimento que transita pelo estratégico estreito de Ormuz, do qual a Ásia depende em grande medida.

Lusa

China pede abordagem às “causas profundas” do conflito em reunião com Reino Unido

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, apelou na segunda-feira para que as partes no conflito no Irão abordem “as causas profundas”, num encontro com o conselheiro de Segurança Nacional britânico, Jonathan Powell, em Pequim.

Wang sublinhou que o prolongamento da guerra apenas agravará os danos e as consequências, defendendo o regresso a uma solução política através do diálogo e da negociação, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.

O conflito opõe o Irão aos Estados Unidos e a Israel desde o final de fevereiro, quando Washington e Telavive lançaram ataques contra território iraniano, aos quais Teerão respondeu com ofensivas contra vários países do Golfo e posições associadas aos Estados Unidos na região.

O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, foi bloqueado pelo Irão em resposta à ofensiva.

Também na segunda-feira, o enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, alertou para “consequências insuportáveis para todas as partes” caso o encerramento desta rota se prolongue.

Wang considerou que a visita do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à China em janeiro foi “bem-sucedida” e “histórica”, tendo recebido avaliações positivas de vários setores e da opinião pública internacional.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, este facto demonstra que o desenvolvimento de uma parceria estratégica abrangente, estável e de longo prazo entre a China e o Reino Unido é “inevitável” e corresponde à vontade dos povos.

Wang acrescentou que, se ambas as partes avançarem na mesma direção, poderão alcançar benefícios mútuos, devendo implementar consensos, reforçar os intercâmbios e aprofundar a cooperação para promover relações bilaterais estáveis.

Powell afirmou que Londres está disponível para trabalhar com Pequim na implementação dos resultados da visita de Starmer, reforçar a comunicação e a cooperação e desenvolver uma parceria estratégica abrangente, estável e duradoura.

Lusa

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Valor de fabricantes de baterias da China dispara face a impulso às energias limpas

Os principais fabricantes chineses de baterias somaram mais de 70.000 milhões de dólares (60.000 milhões de euros) em capitalização bolsista desde os ataques israelo-americanos ao Irão, refletindo expectativas de um impulso às energias limpas.

As ações da CATL, BYD e Sungrow, que produzem baterias e equipamentos de armazenamento de energia, superaram o desempenho de grandes petrolíferas como Chevron, ExxonMobil e BP desde o início do conflito.

A valorização das empresas de energia limpa ilustra como a China e outros países importadores de petróleo poderão responder à guerra reforçando o investimento em energias renováveis, com o objetivo de aumentar a segurança energética.

Citado pelo jornal britânico Financial Times, Neil Beveridge, responsável pela análise energética da Bernstein, considerou que a China, maior importador mundial de petróleo, deverá intensificar a estratégia de “eletrificar tudo”. Outras grandes economias asiáticas, como o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan, poderão seguir a mesma via.

“Isso altera completamente o paradigma energético”, afirmou o analista, acrescentando que “mesmo que a guerra termine no próximo mês, não há regresso ao ponto anterior”, disse.

Lusa

Macau e Hong Kong pedem cautela a residentes que viajem para Médio Oriente

Macau aconselhou hoje os residentes a terem precaução caso pretendam viajar para seis países, seguindo o exemplo da vizinha região chinesa de Hong Kong, “perante a contínua deterioração da situação no Médio Oriente”.

Num comunicado, a Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau emitiu o alerta de viagens de nível 1 para Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

De acordo com o portal da DST, o nível 1, o mais baixo numa escala de três, “representa o surgimento de uma ameaça à segurança pessoal”.

“Os residentes de Macau que planeiem viajar ou que se encontrem no destino, devem estar em alerta (…). É sugerido que se mantenham atentos e que acompanhem o desenvolvimento dos acontecimentos”, explica o portal.

No mesmo comunicado, a DST recomenda aos residentes de Macau que planeiam viajar para o Iraque, Kuwait e Iémen, ou que já se encontram nesses países, “que redobrem a atenção” no que toca à segurança pessoal.

A DST recordou que desde junho tem vindo a aconselhar os residentes a abandonarem Irão e Israel “o mais rápido possível” e a não viajarem para qualquer dos dois países.

A linha aberta da DST recebeu, desde 01 de março e até segunda-feira, 18 pedidos de informação ou assistência relacionados com o Médio Oriente, dos quais cerca de 80% dizem respeito a residentes retidos em Dubai, Abu Dhabi e Bahrein.

Os restantes estão relacionados com cancelamentos e pedidos de reembolso de viagens de grupo que não tinham ainda sido iniciadas.

Na segunda-feira, as autoridades de Hong Kong já tinham elevado para o nível negro, o mais elevado, o alerta de viagem para Israel e Irão.

“Devido à situação de segurança altamente imprevisível no Irão e em Israel, o Governo aconselha os residentes de Hong Kong a evitarem todas as viagens” para qualquer dos dois países.

Um porta-voz do Governo acrescentou que os residentes que se encontram em Israel ou Irão devem “cuidar da sua segurança pessoal e abandonar ou deslocar-se imediatamente para regiões relativamente seguras”.

A região aconselhou também os residentes a “terem cautela e proteger a sua segurança pessoal” caso viajem para Bahrein, Jordânia, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Lusa

Irão nega ataque com mísseis a base militar dos EUA e Reino Unido em Diego Garcia

O Irão negou na segunda-feira ter atacado com mísseis uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido na ilha de Diego Garcia, no oceano Índico.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ismail Bagaei, classificou, numa mensagem na sua conta na rede social X, como "desinformação de Israel" as acusações sobre a autoria do Irão nesse ataque da semana passada.

Bagaei citou uma notícia da televisão Al Zazira que recolhia declarações do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que afirmou não poder confirmar a declaração de Israel de que os projéteis utilizados fossem mísseis balísticos intercontinentais iranianos.

"Que até o secretário-geral da NATO se recuse a apoiar a desinformação mais recente de Israel, é muito significativo: o mundo está completamente farto destas histórias desacreditadas de 'falsa bandeira'", escreveu o porta-voz iraniano dos Negócios Estrangeiros.

Dois mísseis balísticos de alcance intermédio foram disparados na sexta-feira passada contra Diego García, nas ilhas Chagos, mas nenhum atingiu o alvo, segundo adiantou o jornal Wall Street Journal.

Lusa

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos da guerra no Irão

Siga aqui os principais desenvolvimentos da guerra no Irão, desencadeada por uma operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel, a 28 de fevereiro. Teerão tem respondido com ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos EUA.

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