O ministro dos Negócios Estrangeiros português defendeu hoje "uma solução que traga democracia e estabilidade" à Venezuela, admitindo como preferível que o antigo candidato da oposição Edmundo González Urrutia assuma a presidência, "a prazo"."Temos esta situação de facto e temos de trabalhar para criar uma solução que traga democracia, estabilidade, governabilidade à Venezuela", disse Paulo Rangel, numa declaração à imprensa, no Palácio das Necessidades.Questionado pelos jornalistas sobre Edmundo González, candidato da oposição que reclama a vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024, Rangel considerou tratar-se de "uma solução a prazo perfeitamente aceitável, talvez a preferível".Uma solução que, admitiu, "provavelmente não pode ser imediata", já que a situação no terreno neste momento "não é clara"."É preciso iniciar processo de transição para a democracia", sublinhou.Rangel argumentou que há "um candidato eleito, comprovadamente vencedor, segundo agências internacionais, independentes, imparciais, que tiveram acesso às atas, e será um presidente legítimo", se o resultado deste processo de transição for nesse sentido. .A pedido da Colômbia, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira para discutir a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, segundo informações da Reuters.O pedido conta com o apoio da Rússia e da China.. O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciouque Espanha não reconhecerá a intervenção levada a cabo pelos Estados Unidos na Venezuela porque "viola o direito internacional e empurra a região para um horizonte de incerteza e belicismo"."Espanha não reconheceu o regime de Nicolás Maduro, mas também não reconhecerá a intervenção levada a cabo pela administração do Presidente Donald Trump", referiu Sánchez, numa mensagem publicada no X.O chefe do Governo espanhol pediu ainda "a todos os atores que pensem na população civil, que respeitem a Carta das Nações Unidas e que articulem uma transição justa e dialogada".Sánchez tinha já antes apelado à “desescalada e à responsabilidade”, bem como ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do Presidente, Nicolás Maduro.O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, por seu turno, apelou a uma "transição pacífica" e "democrática" na Venezuela, onde o povo só pode "alegrar-se" com o fim da "ditadura de Maduro".Macron defende que a transição, "respeitando a vontade do povo venezuelano", seja assegurada "o mais rapidamente possível" por Edmundo González Urrutia, candidato da oposição às presidenciais de 2024."Ao confiscar o poder e pisar nas liberdades fundamentais, Nicolás Maduro cometeu uma grave violação à dignidade do seu próprio povo", escreveu o Presidente francês no X.O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que na Venezuela é necessário um Governo legitimado pelas urnas, e reconheceu que Berlim precisa de tempo para analisar a detenção do líder venezuelano."Agora não deve ocorrer instabilidade política na Venezuela. É necessário garantir uma transição ordenada para um Governo legitimado pelas urnas", disse Merz num comunicado, no qual acusou o Presidente venezuelano de ter "levado o seu país à ruína"..Vice-presidente Delcy Rodríguez pede libertação de Maduro, "o único presidente" da Venezuela.Delcy Rodríguez, a vice-presidente venezuelana nomeada por Donald Trump como interlocutora norte-americana para a transição de poder, discursou na televisão estatal venezuelana e pediu a libertação de Nicolás Maduro - o "único" presidente da Venezuela, disse - e da sua mulher, capturados pelos EUA.Rodríguez afirmou que o país "jamais será colónia" de qualquer nação e acrescentou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, mas somente dentro da estrutura do direito internacional e do direito venezuelano.A vice-presidente, que liderou uma reunião do conselho de Defesa, descreveu a operação dos Estados Unidos de captura de Nicolás Maduro como “uma agressão que viola de forma flagrante” a Carta da Organização das Nações Unidas.Delcy Rodríguez apelou ainda “ao povo venezuelano para que mantenha a calma”, na defesa da soberania e independência nacionais.Delcy Rodríguez, segunda na linha de sucessão presidencial, de acordo com a Constituição venezuelana, encontra-se na Venezuela, noticiou o canal estatal Telesur, contariando rumores anteriores sobre uma alegada fuga para Moscovo. Além de vice-presidente da Venezuela, também é ministra do Petróleo..Luís Montenegro referiu-se ao final da tarde deste sábado, pela primeira vez, sobre a situação na Venezuela, adiantando estar "a acompanhar em permanência e desde o primeiro momento", "com atenção particular à segurança e ao bem-estar da nossa comunidade"."A Embaixada de Portugal em Caracas e a rede consular no país estão plenamente mobilizadas para acompanhar os nossos concidadãos. Estamos focados no futuro e no restabelecimento de uma democracia plena onde os venezuelanos escolham livremente o seu futuro", prosseguiu, legitimando a ação dos Estados Unidos."Não tendo reconhecido os resultados das eleições de 2024, tomamos nota das declarações e garantias do Presidente Donald Trump e constatamos o papel dos EUA na promoção de uma transição estável, pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela com a maior brevidade possível", escreveu o primeiro-ministro na rede social X..O Presidente norte-americano afirmou hoje que as forças militares norte-americanas detiveram o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, "numa fortaleza militar" no centro da capital, Caracas.Em conferência de imprensa, Donald Trump indicou que a operação incluiu ataques de helicóptero na capital venezuelana e arredores, depois de "todas as capacidades militares venezuelanas terem sido neutralizados"."Estava tudo escuro, a maior parte das luzes de Caracas estava apagada graças a uma técnica especializada que conhecemos", indicou Trump, destacando que "nenhum militar norte-americano morreu" na operação.O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, afirmou na mesma conferência de imprensa que a operação batizada "Determinação Absoluta" foi "preparada durante meses" e que Maduro foi espiado para se perceber "como se movia, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia".Na madrugada passada, aviões norte-americanos atacaram as defesas antiaéreas venezuelanas para que helicópteros conseguissem passar. Um dos aparelhos foi atingido, mas pôde continuar a voar.A operação terá durado cerca de duas horas e meia e terminou no navio anfíbio Iwo Jima, onde Trump afirmou que Maduro e a mulher, Cilia Flores, estão detidos para responderem nos Estados Unidos por acusações de alegado narcotráfico e terrorismo.Com 150 meios aéreos envolvidos no total, tratou-se de uma operação "discreta, precisa e realizada durante as horas mais escuras de 02 de janeiro, no culminar de meses de preparação e treino".Dan Caine acrescentou que Maduro e a mulher foram detidos por membros do Departamento de Justiça norte-americano "sem resistir".O responsável militar garantiu que o dispositivo militar que os Estados Unidos colocaram nas Caraíbas para alegadamente combater o narcotráfico vai continuar em "elevado estado de alerta"..O ministro dos Negócios Estrangeiros de França condenou hoje a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, durante uma operação que “viola” o direito internacional.O Presidente francês, Emmanuel Macron, está a acompanhar "de perto a situação na Venezuela e mantém contactos com os seus parceiros regionais", informou a equipa do chefe de Estado.Embora Nicolás Maduro, no poder desde 2013, tenha "atentado gravemente contra a dignidade e o direito à autodeterminação" do povo venezuelano, “a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que os povos soberanos decidem sozinhos o seu futuro”, escreveu o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, numa mensagem na rede social X."A operação militar que conduziu à captura [de Maduro] viola o princípio da não utilização da força, que está na base do direito internacional", afirmou o ministro, acrescentando que "a multiplicação das violações deste princípio por nações investidas da responsabilidade principal de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas terá graves consequências para a segurança mundial, que não pouparão ninguém".. Também a Dinamarca manifestou hoje preocupação com a situação na Venezuela, país que tem vivido "acontecimentos dramáticos" cuja evolução Copenhaga acompanha de perto, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, que também apelou à “desaceleração” da operação dos Estados Unidos"Precisamos de voltar à desaceleração e ao diálogo, o direito internacional deve ser respeitado", frisou o político dinamarquês na rede social X, citando um comentário da alta representante dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Kaja Kallas, na mesma rede social, que também apelou à moderação após o ataque aéreo norte-americano em Caracas e depois de ter mantido uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.. Opinião diferente tem a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, que considerou "legítimo" o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para se defender do narcotráfico.Meloni precisou, todavia, que a intervenção militar de um país estrangeiro não é "o caminho" para acabar com uma ditadura."O Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho a seguir para pôr fim a regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima uma intervenção de natureza defensiva contra ataques híbridos à sua própria segurança, como no caso de entidades estatais que alimentam e favorecem o narcotráfico", afirmou num comunicado.Já em Madrid, perto de uma dezena de venezuelanos concentraram-se frente ao Consulado da Venezuela na capital espanhola para celebrar a captura de Maduro pelas autoridade norte-americanas.“Maduro, narcotraficante, usurpador, assassino, chegou a tua hora" ou "liberdade, liberdade, liberdade!", gritavam os manifestantes, apoiados por motoristas que buzinavam em sinal de apoio e por transeuntes que paravam para dar os «parabéns» pela captura do presidente venezuelano.Outro manifestante também pediu calma, alegando que há ainda "muito trabalho pela frente" para "terminar de tirar todos os que faltam" da Venezuela.De acordo com os números do Censo anual da população do Instituto Nacional de Estatística, em 01 de janeiro de 2024 residiam em Espanha 325.254 pessoas com nacionalidade venezuelana.Nicolás Maduro foi formalmente acusado nos Estados Unidos por corrupção, tráfico de drogas e outras acusações em 2020.Horas antes, o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, apelara à “desescalada e à responsabilidade”, bem como ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do líder, Nicolás Maduro.. O Presidente da Argentina saudou hoje a "captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro", cujo Governo descreveu como "o maior inimigo da liberdade" no continente americano.Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Javier Milei acusou o regime liderado por Maduro de fazer como Cuba "nos anos 70, exportando o comunismo e o terrorismo para toda a região".O chefe de Estado argentino e um reconhecido aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ainda que a Venezuela patrocinou "estratégias de infiltração em vários países do continente através de ataques de imigração em massa".Apontou ainda a Maduro "vínculos com o Irão e com [o grupo islamita libanês] Hezbollah" e alegado "apoio logístico ao [grupo radical palestiniano] Hamas e à guerrilha da Colômbia, tudo financiado com lucros do narcotráfico".Javier Milei declarou o seu apoio à oposição venezuelana liderada por María Corina Machado e Edmundo González e afirmou esperar que a deposição de Maduro e os ataques militares à Venezuela conduzidos pelos Estados Unidos esta madrugada permitam "ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia"..A Associação Internacional dos Lusodescendentes (AILD) vai reforçar o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, após os ataques realizados hoje pelos Estados Unidos, anunciou a organização.Em comunicado, a AILD refere que, através da sua rede de associados e representantes no terreno, “mantém um acompanhamento permanente da realidade vivida pelas comunidades lusófonas no país”, o que lhe “permite avaliar necessidades, identificar prioridades e garantir que nenhuma família se sente esquecida ou desamparada”.“Estamos atentos, disponíveis e comprometidos em apoiar, dentro das nossas possibilidades, todos aqueles que necessitam de proximidade, informação e voz”, sublinha a direção da AILD, referindo que vai continuar a trabalhar “em articulação com parceiros institucionais e comunitários, promovendo ações que contribuam para a proteção, dignidade e bem-estar dos lusodescendentes na Venezuela”.Neste sentido, a associação apela à “união da diáspora e à mobilização de todos os que possam contribuir para apoiar esta comunidade num dos momentos mais desafiantes da sua história recente”.No comunicado, a AILD refere que acompanha “com profunda preocupação a situação crítica” que se vive na Venezuela e com a instabilidade que “afeta milhares de famílias”, e reitera a sua “total solidariedade para com a comunidade portuguesa e todos os lusodescendentes que enfrentam dias marcados pela incerteza e pela apreensão”..Comércio fechado, apenas supermercados abertos, e um cenário de preocupação e “calma aparente”, sem “ninguém na rua”, é o que relatam dois representantes da comunidade portuguesa sobre a situação na Venezuela, atacada esta madrugada pelos Estados Unidos.“Há muita preocupação das pessoas neste momento, sobretudo na cidade de Caracas, há muitos locais comerciais que estão abertos, mas muitos também que estão fechados”, relata à Lusa José Topa, um dos seis conselheiros das comunidades portuguesas na Venezuela.“As pessoas estão a sair à rua, arriscando-se um bocadinho (…) para ir comprar comida, bens alimentares que possam guardar em casa, porque as pessoas se preocupam que esta situação se possa arrastar por vários dias”, conta, realçando que, apesar de se encontrar atualmente em Portugal, está “em contacto permanente” com a comunidade portuguesa no país sul-americano.“[Há] uma calma aparente, as pessoas estão muito na expectativa, a ver o que é que vai suceder”, sublinha, assinalando que a comunidade portuguesa na Venezuela “está bem”.“Não tenho informação de situações com a nossa comunidade”, nota, descartando “uma grande afluência de portugueses ao consulado ou à embaixada a pedir apoio” neste momento.“Acredito sinceramente que isso não se vai passar, ainda que o nosso Governo deva estar preparado para qualquer coisa dessas”, admite, ressalvando que “neste momento é impossível tirar pessoas” da Venezuela, com o espaço aéreo fechado.“A informação que temos é que às duas e pico da manhã houve uns bombardeamentos em Caracas, [nomeadamente] nas antenas [de comunicações], no Círculo Militar [complexo do Ministério da Defesa venezuelano], em La Carlota [base militar], vários sítios, e parece que destruíram muitas coisas”, conta à Lusa Juan Gonçalves, ex-presidente do Centro Português de Caracas, residente na capital venezuelana, mas que se encontra atualmente na ilha Margarida, destino popular de férias situado no mar das Caraíbas.“O comércio está todo fechado, aqui na ilha Margarida estão abertos apenas os supermercados e tenho informação de que também em Caracas abriram alguns supermercados e uma cadeia de farmácias, de resto está tudo completamente fechado”, relata.“Não há ninguém nas ruas, a não ser grupos bolivarianos andando por Caracas de moto”, avança, baseando-se em testemunhos de familiares e amigos.“Isto está tranquilo, silencioso, as pessoas estão a ir aos supermercados e a comprar como em tempo de crise”, compara, imaginando que “a comunidade portuguesa esteja em suas casas”, tirando quem seja proprietário de supermercados, que terão aberto “os seus negócios para poderem colaborar com as pessoas para que tenham comida em casa”.José Topa ressalva que Nicolás Maduro, o atual presidente da Venezuela, “foi tirado do país (…), mas o regime não caiu”.“O regime não caiu, ou seja, continuam as figuras do regime à frente e continuam a tratar de controlar o poder”, alerta, lembrando que “há milícias, há órgãos do Estado a patrulhar nas ruas e há uma lei de emergência que é praticamente quase como uma lei marcial” e recomendando, por isso, que, nesta “situação de emergência (…), as pessoas fiquem em casa, [porque] andar na rua pode ser complicado”.Além disso, “as pessoas continuam com medo de falar, ninguém se quer expor, ninguém quer falar, ninguém quer dizer nada”, assinala, acreditando que possa haver “uma caça às bruxas nos próximos dias, uma situação de repressão” e, portanto, aconselhando “cuidado com aquilo que se publica, com aquilo que se escreve, com aquilo que se diz”.Topa não acredita que aconteça “uma mudança política assim, já de imediato”.Esse cenário “não é viável”, considera, afirmando que “uma intervenção estrangeira não pode ser aplaudida, de maneira nenhuma”.“Uma coisa é o que vê a grande comunidade venezuelana que está fora, exilada, e faz uma festa, [mas] no país ninguém pode fazer isso”, distingue, assinalando que “as pessoas da oposição (…) estão resguardadas e quem anda nas ruas são as pessoas adeptas ao governo”.Lusa.Donald Trump deixou avisos aos líderes políticos da Colômbia e de Cuba, avisando que o presidente colombiano "precisa de estar de olho" no que está a acontecer na Venezuela."Ele está a produzir cocaína. Estão a enviá-la para os Estados Unidos. Por isso, ele precisa de ficar de olho", avisou Trump.Já o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o líder cubano, Miguel Díaz-Canel, deve ficar "preocupado"."Se vivesse em Havana e fizesse parte do governo, estaria preocupado", disse Rubio, filho de cubanos exilados, frisando que "quando o presidente fala", deve ser levado "a sério".Antes de chamar Rubio para falar sobre o tema, Trump referiu-se a Cuba como "uma nação em declínio neste momento". "Queremos ajudar as pessoas. É muito semelhante no sentido em que queremos ajudar o povo de Cuba, mas também queremos ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba e vivem neste país", frisou..Donald Trump afirmou, em conferência de imprensa, que ainda não entrou em contacto com a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, e manifestou dúvidas sobre a capacidade da Nobel da Paz para liderar o país."Ela não tem apoio suficiente dentro do país, não tem respeito suficiente dentro do país", considerou o presidente dos Estados Unidos.Por outro lado, Trump revelou que o secretário de Estado, Marco Rubio, "já conversou longamente" com a vice-presidente Delcy Rodríguez, responsável por liderar a Venezuela na ausência de Nicolás Maduro.Embora se trate uma personalidade nomeada por Maduro, Delcy Rodríguez "disponibilizou-se" e será com ela que serão discutidos os próximos passos para assegurar uma transição no país..Donald Trump esteve a ser pressionado para explicar exatamente como é que os Estados Unidos vão governar a Venezuela, mas não levantou o véu sobre se as tropas norte-americanas vão estar em solo venezuelanos."Não temos medo das tropas em solo venezuelano", frisou, acrescentando que os Estados Unidos vão garantir "que o país é governado adequadamente".Trump também revelou que estão a ser designadas para assegurar a governação do país durante esta fase de transição e assumiu que o próprio e Marco Rubio terão um papel importante nessa governação "durante um período de tempo". Trump é também questionado sobre qual o mecanismo exato que utilizará para governar o país. Ele responde: "Estamos a designar pessoas agora" e "vamos informar-vos quem são essas pessoas".De seguida, é-lhe perguntado quem governará a Venezuela. Gesticula com a mão em direção a si próprio e ao Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, enquanto diz: "Serão, em grande parte, durante um período de tempo, as pessoas que estão mesmo atrás de mim"..O chefe do Estado-Maior dos EUA, Dan Caine, revelou em conferência de imprensa que foi o presidente Donald Trump quem "deu a ordem de avançar", adiantando que foram utilizadas na operação "mais de 150 aeronaves" e que Nicolás Maduro e a mulher "não ofereceram resistência".Caine descreveu a operação como "discreta" e "precisa", o que exigiu que "todos os componentes" das forças armadas, nomeadamente soldados, marinheiros, aviadores, fuzileiros navais e outros, "a trabalhar em uníssono" com as agências de informação e as forças policiais, acrescentando que a operação aproveitou capacidades de inteligência "incomparáveis" e "anos de experiência na caça a terroristas".Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, salientou que "Maduro teve muitas muitas oportunidades para evitar isto"..O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, descreveu a operação na Venezuela como "uma enorme operação conjunta das forças militares e policiais, executada na perfeição".Maduro "teve a sua oportunidade, tal como o Irão teve a sua", acrescentou, frisando que o presidente venezuelano desperdiçou a oportunidade..Donald Trump revelou que a transição democrática na Venezuela vai envolver a entrada de empresas petrolíferas americanas no país."Vamos ter as nossas gigantescas empresas petrolíferas americanas, as maiores do mundo, a entrar no país, a investir milhares de milhões de dólares, a reparar as infraestruturas petrolíferas, que estão em mau estado, e a começar a gerar lucro para o país", afirmou na conferência de imprensa em Mar-a-Lago, na Flórida.A "parceria" dos EUA com a Venezuela tornará o povo venezuelano "rico, independente e seguro", afirmou Trump. Os venezuelanos que vivem nos EUA vão ficar "extremamente felizes" e "não vão sofrer mais", garantiu..O presidente dos Estados Unidos regozijou-se pelo "ataque espetacular" levado a cabo na Venezuela, falando numa investida "espetacular como não se via desde a Segunda Guerra Mundial" e na qual nenhum norte-americano foi morto."Foi uma demonstração de competência dos EUA. Ninguém conseguia fazer o que fizemos", acrescentou Donald Trump, que revelou que os Estados Unidos "vão tomar conta" da Venezuela até ser conseguida "uma transição segura, pacífica e justa"."Estamos preparados para voltar a atacar", assegurou Trump, explicando que Maduro e a mulher "vão a julgamento em breve". .Donald Trump divulgou, na rede social Truth Social, uma fotografia de Nicolás Maduro a bordo do navio de guerra, onde estará com a mulher, a caminho de Nova Iorque, onde irão enfrentar a justiça."Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima", escreveu o presidente dos Estados Unidos..Paralelamente, Donald Trump também partilhou um vídeo dos ataques norte-americanos na Venezuela..Apontado como a Nobel da Paz e líder da oposição da Venezuela María Corina Machado como a personalidade que deve assumir a presidência do país, Edmundo González veio a público dizer que está preparado."Venezuelanos, estas são horas decisivas, saibam que estamos prontos para a grande operação de reconstrução de nossa nação", escreveu na rede social X, numa publicação na qual partilhou uma declaração de María Corina Machado..A China condenou hoje os ataques militares lançados pelos Estados Unidos contra a Venezuela e apelou a Washington para que respeite o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas, noticia a agência EFE.A posição da China foi expressa num comunicado da porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, em resposta a perguntas de jornalistas sobre a operação militar norte-americana e o anúncio do Presidente Donald Trump da captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, e da esposa, Cilia FloresA China declarou-se “profundamente chocada” com a operação militar norte-americana e condenou o que descreveu como o “uso descarado da força” contra um país soberano.No entendimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, estas ações violam gravemente o direito internacional, infringem a soberania da Venezuela e ameaçam a paz e a segurança na América Latina e no Caribe.A China, que mantém uma relação diplomática e económica próxima com a Venezuela, reiterou a sua oposição a intervenções militares e defendeu os princípios da soberania estatal e da não ingerência nos assuntos internos de outros países. .A Nobel da Paz e líder da oposição a Maduro, María Corina Machado, quebrou o silêncio para saudar a captura do presidente da Venezuela e defender que Edmundo González Urrutia deve assumir a chefia do Estado."Chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional governarem o nosso país. Vamos pôr ordem, libertar os presos políticos, construir um país excecional e trazer os nossos filhos de volta a casa", escreveu, num documento divulgado na rede social X."Lutámos por isto durante anos, demos tudo e valeu a pena. O que tinha de se passar está a passar-se. Esta é a hora dos cidadãos. Dos que arriscaram tudo pela democracia a 28 de julho. Dos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, quem deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como o chefe das Forças Armadas por todos os soldados e oficiais que as integram", prosseguiu Corina, que apelou ao envolvimento de "todos" para a "transição democrática"..O Departamento de Justiça divulgou a acusação contra Nicólas Maduro e a mulher. A acusação formal imputa a Maduro a liderança de um “governo corrupto e ilegítimo que, durante décadas, utilizou o poder governamental para proteger e promover atividades ilegais, incluindo o tráfico de droga”..As Nações Unidas aformaram que o seu secretário-geral, António Guterres, está “profundamente alarmado” com a situação na Venezuela, que culminou com a ação militar dos Estados Unidos na última madrugada, nomeadamente com o facto de o ataque constituir uma violação do direito internacional. “Estes acontecimentos constitutem um precedente perigoso”, declarou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado. Dujarric afirmou que a ONU está preocupada com as implicações mais amplas para a América Latina e as Caraíbas e apelou a “todos os intervenientes na Venezuela” para que respeitem os direitos humanos e o Estado de direito..Donald Trump avançou, em entrevista à Fox News, que os Estados Unidos tomarão decisões sobre os próximos passos para a Venezuela após a captura do presidente de Nicolás Maduro."Estaremos muito envolvidos" na decisão sobre quem governará o país, disse o presidente norte-americano."Não podemos correr o risco de deixar que outra pessoa assuma o poder e simplesmente dar continuidade ao que ele deixou, ou ao que deixou inacabado", afirmou Trump, que vai analisar se a líder da oposição na Venezuela e Nobel da Paz, María Corina Machado, consegue liderar.De acordo com Trump, Maduro e a mulher estão a bordo de um navio de guerra, a caminho de Nova Iorque, onde irão enfrentar a justiça.Segundo afirmou, os Estados Unidos estarão “muito fortemente envolvidos” na indústria petrolífera da Venezuela.Nesta entrevista, o presidente dos Estados Unidos garantiu que as forças norte-americanas que capturaram Nicolás Maduro registaram alguns feridos mas nenhuma morte. Um helicóptero foi atingido, segundo disse, e "alguns rapazes foram atingidos, mas voltaram e devem estar em boas condições".Trump ignorou as críticas dos democratas por não ter pedido autorização ao congresso para atacar a Venezuela e classificou a operação, a que assistiu em Mar-a-Lago, como "genial". "Mais ninguém conseguiria fazer algo semelhante", afirmou.“Deviam dizer: ‘Ótimo trabalho’. Não deviam dizer: ‘Uau, talvez não seja constitucional’. Sabem, as mesmas coisas de sempre que ouvimos há anos e anos e anos”, disse Trump, defendendo que "algo terá de ser feito com o México".Garantindo que a operação na Venezuela "não tinha a intenção" de ser uma mensagem para o México, Trump afirmou que propôs à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que os EUA "acabassem" com os cartéis no seu país e sugeriu que os EUA poderiam tomar medidas. "Somos muito amigos dela, é uma boa mulher. Mas os cartéis é que mandam no México. Não é ela que manda no México. Os cartéis é que mandam no México", disse.O presidente dos EUA disse que os EUA aguaradaram quatro dias por melhores condições meteorológicas para atacar. .O vice-presidente dos Estados Unidos recorreu à rede social X para defender a intervenção militar na Venezuela e congratular os envolvidos na operação. "O presidente ofereceu várias alternativas, mas foi muito claro durante todo o processo: o tráfico de droga tem de parar e o petróleo roubado tem de ser devolvido aos Estados Unidos. Maduro é a pessoa mais recente a descobrir que o presidente Trump é sério", escreveu JD Vance."Parabéns aos nossos bravos agentes especiais que realizaram uma operação verdadeiramente impressionante", acrescentou..O candidato à Presidência da República António Filipe condenou hoje com "toda a veemência" a “brutal violação” do direito internacional que foi o ataque à Venezuela pelos EUA e “o sequestro” do presidente Nicolas Maduro.“Eu quero condenar com toda a veemência esta brutal violação do direito internacional que é o ataque à Venezuela, à soberania e ao povo da Venezuela e o sequestro do seu presidente e da sua esposa”, afirmou António Filipe, à entrada de um almoço com apoiantes na Amadora, distrito de Lisboa.O candidato presidencial apoiado pelo PCP e pelo PEV reagia assim à intervenção militar realizada hoje pelos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela.“E, portanto, eu creio que há uma obrigação de quem tenha um mínimo de respeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos de condenar sem quaisquer equívocos esta brutal violação do direito internacional e exigir que a legalidade internacional seja reposta”, realçou António Filipe.O candidato lembrou ainda que a Venezuela é um país que tem uma comunidade portuguesa com centenas de milhares de cidadãos, pelo que defendeu que “as autoridades portuguesas têm de fazer tudo para garantir a segurança e a tranquilidade desta comunidade e, no plano internacional em todas as instâncias em que participem, condenar sem reservas esta violação de direito internacional e exigir, clara e urgentemente, a reposição da legalidade internacional”.O ex-deputado comunista reforçou que a intervenção militar americana é uma “grosseiríssima violação de direito internacional” e “é absolutamente inaceitável”.“Porque aqui, obviamente, o que está em causa é a apropriação, por parte dos Estados Unidos, dos recursos designadamente petrolíferos da Venezuela. Independentemente de quaisquer outros pretextos que a administração Trump possa inventar, é exatamente isso que está em causa, deitar a mão aos recursos prolíferos e minerais da Venezuela, que como se sabe são riquíssimos. Aliás, Donald Trump não faz segredo relativamente ao seu desejo de se apropriar desses recursos”, sustentou.Lusa.Força de operações especiais do exército dos Estados Unidos foi criada em 1977. Desde então esteve envolvida em missões do Panamá ao Iraque, da Somália à Síria..Força Delta, a unidade de elite que capturou Maduro, Saddam e Noriega.O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, considerou hoje que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela “ultrapassam uma linha inaceitável” e são “uma afronta gravíssima” à soberania do país sul-americano.Numa publicação na rede social X, o chefe de Estado brasileiro acrescentou que os ataques realizados hoje e que levaram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher são “mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu Lula da Silva.Segundo o Presidente brasileiro, a operação norte-americana “lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.Lula da Silva apelou também a uma resposta “de forma vigorosa” da comunidade internacional, através da Organização das Nações Unidas (ONU) e manifestou a disponibilidade do Brasil para “promover a via do diálogo e da cooperação”..A presidente na Madeira da Associação Comando Com Venezuela disse hoje que a comunidade venezuelana nesta região vive um misto de alegria e apreensão, apelando ao Governo Regional para assegurar os interesses dos venezuelanos junto do consulado no arquipélago.“As pessoas com quem tenho contactado mostram alegria e até já pedem para ir para as ruas fazer manifestações. Estão muito felizes, mas, ao mesmo tempo, fazem perguntas sobre que vai acontecer”, afirmou Lídia Albornoz à agência Lusa.Salientando ser necessário aguardar pela conferência de imprensa desta tarde do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a representante na Madeira desta associação organizada por Maria Corina Machado (líder da oposição venezuelana) desde as eleições no país sul-americano admitiu estar “bastante apreensiva”.Esta madrugada, adiantou, contactou com um familiar que está na Venezuela e que estava em “euforia e não sabia se chorava de alegria ou de medo”.“Nós estamos a viver um misto muito grande de emoções, mas é preciso ter cuidado com isto, porque a Venezuela nunca passou por este processo de ter a intervenção dos Estados Unidos da América”, sublinhou.Lídia Albornoz defendeu que este deve ser um processo de transição política, sendo necessário estar alerta, até porque o Presidente da República, Nicolás Maduro, foi capturado “mas ficou o seu regime lá dentro”.“Delcy Rodríguez [vice-presidente] é o clone de Maduro em pessoa e os militares têm de demonstrar de que lado é que estão”, acrescentou.Para esta ativista, “as próximas 24 a 48 horas serão decisivas para a Venezuela”.Lídia Albornoz defendeu que o Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, “também tem de dar atenção ao consulado da Venezuela na Madeira, que tem que ser protegido porque estão lá os interesses dos venezuelanos”.“As pessoas têm a perceção daquilo de que eles são capazes. Sabemos que as coisas vão piorar muito se este regime não sair de uma vez por todas da Venezuela”, reforçou.A ativista mencionou que, nos últimos anos, as pessoas “têm medo de dar a cara”.“Há um consulado na Madeira e não podemos esquecer que faz pressão sobre os venezuelanos, mesmo os que vivem fora do país”, indicou.Por isso, adiantou que tem alertado os venezuelanos na Madeira para a necessidade de “manter a calma, ter atenção na informação que está a sair, porque nem tudo é fidedigno e vão circular muitas coisas nas redes sociais”.“No meu caso, há 20 minutos caiu-me a ficha, porque estou a dar a cara por um projeto há mais de 20 anos e posso admitir que estou com medo de represálias aqui na Madeira, pela minha família”, declarou..O candidato presidencial e líder do Chega considerou hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas. “O derrube do regime de Nicolás Maduro é um bom sinal para a liberdade em toda a região”, lê-se numa publicação na rede social X, divulgada na conta oficial do candidato nas eleições presidenciais de 18 de janeiro. O também líder do Chega defendeu ainda que a intervenção militar dos EUA simboliza “um sinal de esperança para o povo venezuelano e para as comunidades portuguesas ali residentes, que agora poderão viver em democracia e sem o jugo de um ditador narcotraficante”..O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deverá ser julgado nos Estados Unidos por acusações de terrorismo e tráfico de droga, afirmou hoje a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.Numa declaração divulgada nas redes sociais, Pam Bondi indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".. Maduro tinha sido acusado formalmente por "narco-terrorismo" em 2020 num processo movido num tribunal de Nova Iorque, mas até agora desconhecia-se que a sua mulher também estava acusada.Nessa acusação, o Departamento de Justiça norte-americano alegava que Maduro tinha convertido a Venezuela num Estado criminoso ao serviço de traficantes de droga e grupos terroristas que tinham alegadamente roubado milhares de milhões de dólares do país.Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 55 milhões de dólares por informações que levassem à captura de Maduro e de quatro outros responsáveis do regime.Os procuradores do tribunal de Nova Iorque acusaram Maduro e o seu 'número dois', Diosdado Cabelo, de conspirarem com rebeldes colombianos e militares para "inundar os Estados Unidos com cocaína" e usar o tráfico como "arma contra a América"..Trump e Maduro: cinco meses de tensão.O Governo português declarou hoje como prioritária a segurança dos portugueses na Venezuela e apelou à redução das tensões e ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques dos Estados Unidos e a captura do Presidente Nicolás Maduro.“A prioridade do Governo é, e continuará a ser, a segurança da comunidade portuguesa na Venezuela”, afirmou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).Portugal, acrescentou, "apela à redução das tensões, ao respeito pelo Direito Internacional e pela Carta das Nações Unidas, bem como à promoção da segurança e da tranquilidade públicas”.Lusa.O ministro das Relações Exteriores de Cuba manifestou hoje apoio ao Governo venezuelano e à vice-Presidente executiva, após Donald Trump ter anunciado um ataque dos Estados Unidos contra o país e a captura do Presidente Nicolás Maduro e mulher."Apoiamos e acompanhamos a declaração emitida pela vice-presidente executiva da Venezuela, companheira Delcy Rodríguez, e a vontade de firmeza e soberania do povo bolivariano e chavista, da União Cívico-Militar-Policial e do seu Governo", escreveu Bruno Rodríguez Parrilla, nas suas páginas nas redes sociais.Delcy Rodríguez denunciou na madrugada de hoje que desconhece o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter confirmado um ataque contra o país e anunciado a captura de ambos.Em contacto telefónico com o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), Rodríguez exigiu ao Governo de Trump uma prova de vida de Maduro e Flores.Lusa.O presidente do Conselho Europeu diz que está a acompanhar "a acompanhar a situação na Venezuela com grande preocupação", frisando que a União Europeia "apela à desescalada e a uma resolução que respeite plenamente o direito internacional e os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas".António Costa garante, através de uma publicação na rede social X, que a UE "continuará a apoiar uma solução pacífica, democrática e inclusiva na Venezuela" e reitera apoio aos "esforços da Alta Representante para a Proteção dos Direitos Humanos na Venezuela, Kaja Kallas, em coordenação com os Estados-Membros, para garantir a segurança dos cidadãos europeus no país"..O Presidente da República, além do permanente contacto com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a situação da Venezuela, falou também com o ministro da Defesa e o presidente do Governo Regional da Madeira.Fonte de Belém referiu à Lusa que o Presidente da República tem mantido "permanente contacto, desde a madrugada, com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros" e adiantou que Marcelo Rebelo de Sousa "entretanto, falou também com o ministro da Defesa Nacional e o presidente do Governo Regional da Madeira".A Venezuela tem uma relevante comunidade emigrante portuguesa, em grande parte oriunda da Madeira.Lusa.O presidente da Colômbia ordenou o envio de forças de segurança e ajuda humanitária para a fronteira com a Venezuela, antecipando um possível fluxo massivo de refugiados após os ataques norte-americanos."Estão a ser enviadas forças de segurança para a fronteira, juntamente com todos os recursos de ajuda disponíveis, em caso de um fluxo maciço de refugiados", escreveu Gustavo Petro numa publicação na rede social X, acrescentando que tem estado a acompanhar a situação no país vizinho.Colômbia e Venezuela partilham uma fronteira terrestre de 2219 quilómetros, desde as Caraíbas até à Amazónia. Por enquanto, uma das principais passagens fronteiriças, em Cúcuta, a situação estava completamente normal, confirmou a agência EFE no local.Petro condenou os bombardeamentos norte-americanos e apelou ao diálogo: "O Governo colombiano repudia a agressão contra a soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos são resolvidos pacificamente pelos próprios povos. Convido o povo venezuelano a procurar os caminhos do diálogo civil e da unidade. Sem soberania, não há nação. A paz é o caminho a seguir, e o diálogo entre as nações é fundamental para a unidade nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta.".O presidente dos Estados Unidos vai fornecer mais detalhes sobre o ataque à Venezuela numa conferência de imprensa no seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, agendada para as 11 horas locais (16 horas em Lisboa)..O candidato presidencial Marques Mendes considerou hoje ser cedo para tirar conclusões ou “catalogar a natureza” da intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e defendeu que a prioridade deve ser a situação da comunidade portuguesa neste país.Em declarações aos jornalistas no final de uma ação de pré-campanha no mercado de Benfica, em Lisboa, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse estar a acompanhar a situação na Venezuela há algumas horas “com atenção e preocupação”.“A primeira palavra é, de facto, de preocupação e tem a ver com a comunidade portuguesa, que é uma comunidade muito grande, 300 mil ou mais cidadãos portugueses. Neste momento, todas as informações que consegui obter é que a comunidade está bem, está tranquila, está serena”, disse.Questionado sobre a natureza da intervenção dos Estados Unidos neste país, Luís Marques Mendes remeteu uma posição para mais tarde.“Ainda há pouca informação, é muito cedo para estabelecer uma conclusão e um catálogo sobre a natureza da intervenção americana. Haverá um momento para o fazer, neste momento os dados que existem são ainda muito incertos, haverá uma posição americana, ao que sei, por volta das 16:00 horas de Portugal, e eu julgo que há que aguardar esse momento para catalogar a situação”, disse.Ainda assim, o candidato admitiu que “é mais ou menos óbvio que esta intervenção não segue o direito internacional”.“Não vale a pena negar as evidências, não segue o Direito Internacional. Eu já disse que prefiro mudanças pela via pacífica do que pela via violenta, mas os Estados Unidos há muito tempo que indiciavam uma intervenção desta natureza”, afirmou.Se fosse Presidente da República, Mendes traçou a sua prioridade: “Se eu fosse presidente, neste momento, a única grande preocupação, ou pelo menos a principal preocupação, seria com a comunidade de pessoas”.Lusa.A Venezuela solicitou hoje uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, após o ataque militar dos Estados Unidos, que afirmam ter capturado o Presidente Nicolás Maduro.“Face à agressão criminosa cometida pelo Governo dos Estados Unidos contra a pátria, solicitámos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por fazer respeitar o direito internacional”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yvan Gil, na aplicação de mensagens Telegram.Lusa.“Sensação estranha e confusa”, conta luso-venezuelano ao DN.O Bloco de Esquerda condenou, através de um comunicado enviado às redações, o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, considerando-o "o culminar de uma escalada belicista que a administração Trump tem perpetrado nas Caraíbas e em particular contra a Venezuela"."O interesse do presidente dos Estados Unidos da América já tinha sido deixado claro publicamente pelo próprio: quer acesso às reservas de petróleo e de outros bens de interesse estratégico daquele país", acusa o BE, que compara Trump a Putin: "Nos ataques ordenados por Donald Trump esta noite, está em causa algo de essencial: aceitar ou não a prática de invasões para mudar governos. Trump, como Putin, querem um mundo transformado em condomínio das potências, arrogando-se a faculdade de violar grosseiramente as regras mais básicas do Direito Internacional para se apropriarem de territórios soberanos e dos seus recursos."O Bloco diz que não é "necessário ser apoiante do governo venezuelano para exprimir a condenação desta intervenção militar imperialista que sacrifica vidas e a soberania de outro país" e incentiva o Governo português a "condenar imediatamente a agressão norte-americana à Venezuela como violação flagrante do Direito Internacional e garantir a proteção da comunidade portuguesa no país"..O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo espera que os portugueses que estão na Venezuela estejam a ser apoiados e protegidos, depois da intervenção militar dos Estados Unidos.“A comunidade portuguesa na Venezuela deve ser protegida, portanto, espero que os serviços diplomáticos portugueses, incluindo a Presidência da República, estejam já em campo para assegurar todo o apoio que seja necessário aos portugueses que ainda estão na Venezuela e aos portugueses que, agora, possam ter a ideia de regressar à Venezuela depois de um exílio forçado nos últimos anos”, afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, no final de uma visita ao Mercado de Loulé, no distrito de Faro.Além disso, o eurodeputado considerou que qualquer infração ao direito internacional é, por si só, criticável, acrescentando que a ação militar dos Estados Unidos não foi precedida por qualquer consulta com nenhum aliado ou instituição multilateral.“Mas, ao mesmo tempo, também dizer que a comunidade internacional não soube lidar com uma ditadura na Venezuela que há demasiado tempo oprime o povo venezuelano e usurpou as eleições de há dois anos”, referiu.Cotrim Figueiredo espera que rapidamente se estabeleça a normalidade naquele país e que o povo venezuelano tenha a oportunidade de expressar a sua opinião livre quanto ao futuro que deseja ter e que isso corresponda a um período de paz e de prosperidade.“E que permita a todos, venezuelanos e à comunidade portuguesa que possa lá querer regressar, uma vida mais calma e mais próspera”, insistiu.O eurodeputado contou ainda que quando soube da intervenção militar contactou a oposição venezuelana, nomeadamente Maria Corina Machado e Pedro Urruchurtu, de quem é amigo, para se inteirar da situação, mas as informações disponíveis eram ainda “muito pouco claras”.Lusa.A União Europeia pediu hoje “contenção” e o respeito pelo Direito Internacional, após ataques aéreos norte-americanos na Venezuela, enquanto reiterou a falta de legitimidade do líder venezuelano, Nicolás Maduro, cuja captura foi reclamada pelos Estados Unidos.“Falei com o secretário de Estado [norte-americano] Marco Rubio e o nosso embaixador em Caracas. A UE está a acompanhar de perto a situação na Venezuela”, afirmou, numa mensagem na rede X, a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.“A UE afirmou repetidamente que o senhor Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas devem ser respeitados”, disse, acrescentando: “Pedimos contenção”..Lusa.A candidata presidencial Catarina Martins defendeu hoje que Portugal “não precisa de ficar à espera da Europa” para condenar de forma inequívoca o ataque realizado pelos Estados Unidos na Venezuela, que considerou representar um perigo global.“Portugal não precisa de ficar à espera da Europa para condenar uma operação que viola o direito internacional e que aumenta o risco de guerra global”, defendeu a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda.Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao mercado de Olhão, Catarina Martins começou por expressar solidariedade com a população da Venezuela e preocupação, em particular, com a comunidade portuguesa, defendendo a necessidade de assegurar “que todos os meios estão a ser usados” para a sua salvaguarda.Por outro lado, acrescentou que, enquanto Presidente da República, a sua segunda palavra sobre o ataque realizado hoje pelos Estados Unidos em Caracas seria de “condenação inequívoca”.“Assim como nós não aceitamos que Vladimir Putin diga que vai fazer uma operação especial porque quer ficar com riquezas da Ucrânia, também não podemos aceitar que Donald Trump diga que quer ficar com o petróleo da Venezuela e, por isso, entra pelo país adentro. Isto é semear a guerra global”, sublinhou.Afirmando que já passaram “bastantes horas”, a candidata disse esperar, em breve, “uma posição clara de condenação” tanto de Portugal, como da União Europeia.Lusa.O Governo espanhol ofereceu-se hoje para mediar a crise entre a Venezuela e os Estados Unidos, após ataques aéreos norte-americanos e o anúncio do Presidente Donald Trump da “captura” do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro.“A Espanha apela à desescalada e à moderação e a agir sempre no respeito pelo Direito Internacional”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado.A diplomacia espanhola afirmou-se, “a este respeito (...) disposta a oferecer os seus bons ofícios para chegar a uma solução pacífica e negociada para a crise atual”.A Espanha “acolheu e continuará a acolher dezenas de milhares de venezuelanos forçados a deixar o seu país por razões políticas e (...) está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país”, referiu ainda o ministério.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou hoje ilegítima a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, apesar das dúvidas sobre a democracia do Governo de Caracas, e alertou para os riscos da nova conjuntura internacional.Estas posições foram transmitidas aos jornalistas por Henrique Gouveia e Melo na Feira de Monte Abraão, em Sintra, após ter sido confrontado com o “ataque em larga escala” ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano, Nicolas Maduro.Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, em termos de cumprimento das regras internacionais, a intervenção militar norte-americana na Venezuela “é ilegítima”.“É preocupante que países invadam a soberania de outros e que se resolvam, através da força, determinadas situações”, salientou.Perante os jornalistas, o almirante apontou que, em fevereiro de 2022, contra a Ucrânia, “houve uma operação Z russa, e agora há uma outra operação, desta vez norte-americana, com o mesmo formato e com o mesmo feitio, para mudar o Governo, independentemente se é legítimo ou não esse Governo” de Caracas.Gouveia e Melo afirmou não estar a pôr no mesmo plano Donald Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, mas, antes, a salientar que “houve uma mudança no sistema internacional preocupante”. Em relação à posição da diplomacia nacional, Gouveia e Melo disse que importa acompanhar a situação e vincou que Portugal é um aliado dos Estados Unidos.“A nossa comunidade de Venezuela preocupa-nos. É uma comunidade muito grande. Esperemos que a situação se resolva sem vítimas e sem problemas para além dos que já existem”, declarou.Lusa.O candidato presidencial Jorge Pinto pediu hoje ao Governo português que não apoie o que considera ter sido um “ataque ilegal” dos Estados Unidos à Venezuela e mostrou-se preocupado com a população portuguesa no país.Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Mercado da Graça, em Ponta Delgada, Açores, Jorge Pinto defendeu que, “independentemente do que se possa achar sobre Maduro e o seu regime“, o “que está em causa é um ataque ilegal ao direito internacional que deve preocupar a todos”.“Espero bem que do lado português, do lado europeu, da NATO, não haja qualquer apoio a este ataque. Hoje é a Venezuela, quem será amanhã? O que acontece se amanhã quem for atacado for, por exemplo, a Gronelândia? O que dirão os outros países? Acredito na defesa do direito internacional em qualquer parte do planeta. Não acredito em bons ou maus imperialismos, em boas ou más agressões”, disse o candidato à Presidência da República apoiado pelo Livre, em declarações captadas pelas televisões.Jorge Pinto manifestou também a sua preocupação com a população portuguesa e luso-descendente no país e reforçou que está em causa uma “agressão ilegal em todos os seus sentidos”, em relação à qual os políticos portugueses devem ser “muito claros” no seu repúdio.“É muito importante que o próximo Presidente da República esteja à altura destes desafios e que seja claro ao dizer que tropas portuguesas não serão nunca enviadas para um cenário de guerra que seja ilegal aos olhos do direito internacional”, frisou ainda.Lusa.O senador republicano Mike Lee garanti" que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, lhe contou que Maduro foi preso pelas forças americanas para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos."(Rubio) não prevê mais nenhuma ação na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos EUA", escreveu Lee no X após uma ligação com o principal diplomata de Washington.O mesmo senador afirma que o responsável pela diplomacia americana lhe terá dito que estando Maduro sob custódia dos EUA, não se esperam mais ações em solo venezuelano..Corolário Trump da Doutrina Monroe.O Governo português disse à Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.“Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada”, indicou fonte oficial.A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após os Estados Unidos terem realizado ataques aéreos, nomeadamente na capital.Lusa.A Rússia condenou a "agressão militar" dos Estados Unidos da América contra a Venezuela e pediu diálogo para evitar uma escalada maior de violência na região."Na situação atual, é sobretudo crucial evitar uma escalada maior e encontrar uma saída através do diálogo", lê-se num comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo..Para além do que se vê nos vídeos, pouco se sabe sobre a situação no terreno na Venezuela. Quais foram os danos causados às infraestruturas militares atingidas? Quantas vítimas houve?O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, garantiu que o governo está a compilar informações sobre os mortos e feridos e alegou que os ataques atingiram áreas civis. O governante acrescentou que a Venezuela irá "resistir" à presença de tropas estrangeiras.Do lado dos EUA, fontes oficiais garantiram ao New York Times não ter havido baixas americanas. .O candidato presidencial António José Seguro disse acompanhar “com muita preocupação” a situação na Venezuela, país alvo de uma intervenção militar dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 500 mil portugueses.“Eu estou a acompanhar desde muito cedo, com muita preocupação, o que está a acontecer na Venezuela. Nós temos cerca de meio milhão de portugueses a viver na Venezuela, e estou preocupado com essa situação”, disse este sábado durante uma ação de campanha no Mercado Municipal de Castelo Branco.O candidato apoiado pelo PS disse, no entanto, aguardar “que as autoridades portuguesas se pronunciem sobre, verdadeiramente, o que é que aconteceu e qual é a posição que têm”.Lusa.O líder do PS apelou este sábado às Nações Unidas e autoridades internacionais para que salvaguardem o direito internacional na Venezuela, manifestando apoio ao Governo nas diligências que defendam a comunidade portuguesa e a cooperação europeia para travar o conflito.“Quero manifestar, em primeiro lugar, a minha total solidariedade à comunidade portuguesa na Venezuela, que certamente está a viver momentos de grande apreensão quanto ao seu futuro imediato, à salvaguarda das pessoas, à salvaguarda dos seus bens”, disse José Luís Carneiro, em declarações à Lusa.“Aquilo que transmiti ao senhor ministro [dos Negócios Estrangeiros] é que conta com o PS para apoiar todas as diligências que sejam necessárias para garantir a salvaguarda e a defesa da comunidade portuguesa, para garantir a defesa do direito internacional e a cooperação com os parceiros europeus para estancar o conflito”, referiu, dando conta que já tinha sido contactado pelo Governo.Lusa.A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, bem como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia escusaram-se a comentar para já os ataques aéreos contra a Venezuela atribuídos aos Estados Unidos.“Neste momento, não há uma declaração oficial sobre os factos relatados na Venezuela. Qualquer informação confirmada será divulgada oportunamente pelos canais oficiais”, afirmou o porta-voz oficial de ambos os opositores na rede social X.Laureada com o Nobel da Paz no ano passado, Maria Corina dedicou o prémio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio à causa da oposição, e afirmou que a maior homenagem a Alfred Nobel, o magnata sueco criador da distinção, será garantir a “transição para a democracia” na Venezuela.María Corina Machado classificou a postura dos Estados Unidos como um fator-chave no isolamento do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, frisando que “a posição firme” de Donald Trump e do Governo norte-americano “de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica”. Edmundo González Urrutia foi o candidato da oposição às eleições presidenciais de julho de 2024, na qual reclamou vitória com base nas atas eleitorais, mas as autoridades atribuíram um terceiro mandato a Nicolás Maduro.Lusa.O ministro da Defesa da Venezuela anunciou o envio imediato de forças militares para todo o país. Num discurso transmitido por vídeo, Vladimir Padrino López apelou a uma frente unida de resistência face à "pior agressão" de sempre contra a Venezuela, acrescentando que o país estava a seguir "as ordens de Maduro" para que todas as forças armadas fossem mobilizadas. "Eles atacaram-nos, mas não nos vão subjugar", afirmou o ministro da Defesa..As autoridades portuguesas apelaram este sábado à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após ataques aéreos dos Estados Unidos.“A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas”, lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais. (LUSA).Com o paradeiro do presidente Nicolás Maduro desconhecido e a confirmar-se a sua detenção, o poder fica nas mãos da vice-presidente, Delcy Rodríguez. Esta admitiu há pouco que o governo desconhece o paradeiro do presidente e da primeira-dama Cilia Flores. E acrescentou que Caracas exigiu "prova imediata de vida" para ambos..Segundo os dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros português, há cerca de 80 mil cidadãos com morada no Cartão de Cidadão registada na Venezuela. Há cerca de 220 mil inscrições consulares, segundo dados de 2025. A comunidade portuguesa está já na segunda, terceira e quarta geração. A lei venezuelana prevê que todos os nascidos no país são venezuelanos. .Numa breve conversa telefónica com o New York Times, o presidente Trump comemorou o sucesso da missão para capturar Maduro. "Muito bom planeamento e muitos soldados excelentes e pessoas fantásticas", afirmou. "Na verdade, foi uma operação brilhante."Questionado sobre se tinha pedido autorização ao Congresso para a operação ou quais seriam os próximos passos para a Venezuela, Trump disse que abordaria essas questões durante a sua conferência de imprensa em Mar-a-Lago durante a manhã..Segundo a CBS, a detenção de Maduro e da mulher foi realizada pela Forca Delta do exército dos EUA. A Delta Force é uma unidade de contraterrorismo das forças armadas americanas e foi criada em 1977. .Em 2013, Nicolas Maduro sucedeu a Hugo Chávez, seu mentor, por morte deste, à frente da Venezuela. O antigo motorista de autocarros e líder sindicalista já tinha sido ministro dos Negócios Estrangeiros e vice-presidente de Chávez. A economia da Venezuela entrou em colapso sob Maduro, após anos de má gestão económica por parte de Chávez, incluindo controlos de preços e distribuições que esgotaram os fundos do Estado dependentes do petróleo. Quando os preços do petróleo caíram na década de 2010, as importações de alimentos e medicamentos tornaram-se inacessíveis. A impressão de dinheiro causou hiperinflação, tornando a moeda sem valor. A corrupção e as sanções internacionais aumentaram a pressão.Maduro respondeu com repressão à insatisfação. Reprimiu brutalmente repetidos protestos em massa e foi acusado de fraude nas eleições de 2018 e 2024. Segundo a Sky News, mais de um quarto da população — cerca de 8 milhões de pessoas — emigrou..Presidente dos EUA garantiu que o presidente Venezuela Nicolás Maduro e a mulher foram detidos. "Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolas Maduro, que foi capturado juntamente com a sua mulher e levado para fora do país. Esta operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos EUA. Mais detalhes a seguir. Haverá uma conferência de imprensa hoje às 11h, em Mar-a-Lago. Obrigado pela vossa atenção a este assunto! Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu na sua rede Truth Social.Cilia Flores, a mulher de Maduro e primeira dama da Venezuela desde 2013, é também deputada e já foi presidente da Assembleia Nacional.Os EUA ofereciam uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, que acusam de liderar o Cartel de los Soles, que Washington classificou como organização terrorista..Estados Unidos atacam Venezuela. Fortes explosões, com sons semelhantes a aeronaves a sobrevoar Caracas, ocorreram este sábado por volta das 02:00 (06:00 em Lisboa) na capital da Venezuela. O Governo de Nicolás Maduro denunciou uma “gravíssima agressão militar” após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou ataques a locais dentro da Venezuela, incluindo instalações militares, segundo informaram autoridades norte-americanas à CBS News.“A Venezuela rejeita, repudia e denuncia [...] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos [...] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas”, refere um comunicado do Governo..O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. “Povo às ruas!”, refere-se na declaração. “O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista”, acrescenta.“O único objetivo deste ataque é assumir o controlo dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular o petróleo e os minerais”, afirmou o governo venezuelano. Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos no país.A declaração acrescenta que Maduro ordenou “a implementação de todos os planos de defesa nacional” e declarou “estado de perturbação externa”, um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas..As explosões acontecem depois de o presidente Donald Trump, que enviou um destacamento militar sem precedentes para as águas das Caraíbas, colocar a hipótese de ataques terrestres contra a Venezuela e afirmar que os dias do homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, estavam contados.O presidente dos Estados Unidos ordenou os ataques aéreos dentro do território venezuelano há alguns dias, revelaram dois funcionários norte-americanos à CBS News.Uma das primeiras reações na região foi a do presidente da Colômbia. No X, Gustavo Petro escreveu: "O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividade aérea pouco usual registados nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, assim como a consequente escalada de tensão na região". .O DN sabe que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português está a acompanhar a situação ao minuto, através da embaixada em Caracas, e em articulação com os homólogos europeus. O governo está também em articulação com Belém. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa "está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros", Paulo Rangel, lê-se numa nota publicada no site oficial da Presidência da República na Internet.A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois de Trump ter anunciado a proibição da entrada e saída de todos os petroleiros sancionados da Venezuela e a apreensão de dois navios que transportavam crude venezuelano nas últimas semanas.Donald Trump também afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracagem utilizada por navios acusados de envolvimento com o tráfico de droga na Venezuela.