As tensões entre Venezuela e Estados Unidos começaram em agosto, quando o governo norte-americano liderado por Donald Trump dobrou para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à prisão ou à condenação de Nicolás Maduro. Pouco tempo depois, os EUA reforçaram a presença militar nas Caraíbas e o presidente venezuelano foi acusado pelo governo americano de liderar o chamado Cartel de los Soles, grupo classificado recentemente como organização terrorista internacional ligada ao tráfico de drogas.Com essa classificação, as autoridades americanas passaram a afirmar que integrantes do regime venezuelano poderiam ser considerados alvos legítimos em operações militares contra cartéis de drogas. Primeiro, essas ações foram marítimas mas nos últimos dias Trump disse que poderiam passar também a terrestres. Em contrapartida, o governo venezuelano vinha classificando as ações de Washington como imperialistas e afirmando que o objetivo era apenas tomar o controlo do petróleo do país.AGOSTONo início do mês, os Estados Unidos dobraram para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, como recorda o portal brasileiro G1. Pouco depois, navios de guerra e um submarino nuclear foram enviados para o Mar das Caraíbas, iniciando o reforço militar na região. A 19 de agosto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o governo Trump usaria “toda a força” contra o regime venezuelano. “Maduro não é um presidente legítimo. Ele é um fugitivo e chefe de um cartel narcoterrorista acusado nos EUA de tráfico de drogas. Trump está preparado para usar toda a força americana para deter o tráfico de drogas”, afirmou a porta-voz.SETEMBRONo dia 2, os Estados Unidos realizaram o primeiro ataque contra um barco supostamente carregado com drogas no Mar das Caraíbas. A partir desse episódio, ações em mar aberto tornaram-se frequentes e passaram a ocorrer também no Oceano Pacífico. No fim do mês, o governo da Venezuela decretou estado de exceção, concedendo poderes especiais ao presidente Nicolás Maduro em caso de “agressão” por parte dos Estados Unidos. OUTUBROTrump anunciou ter autorizado operações da CIA na Venezuela relacionadas à campanha contra o narcotráfico e admitiu a possibilidade de ataques terrestres. Semanas depois, afirmou que havia alvos localizados no território venezuelano.No mesmo período, a imprensa americana disse que o objetivo final da operação dos EUA na América do Sul seria derrubar o governo Maduro, com base em relatos de autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato.No dia 15 de outubro, três bombardeiros B-52 fizeram um voo numa região muito próxima da Venezuela. As aeronaves sobrevoaram a chamada “FIR” — sigla em inglês para Região de Informação de Voo. NOVEMBRONo início do mês, o USS Gerald Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, chegou ao Mar das Caraíbas. O navio tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. Ainda em novembro, Trump e Maduro conversaram por telefone, mas sem avanços. Segundo a imprensa americana, o presidente venezuelano resistiu a deixar o poder. Dias depois, o governo dos Estados Unidos incluiu oficialmente o Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas e apontou Maduro como chefe do grupo.DEZEMBRO No dia 10, os Estados Unidos apreenderam uma embarcação que transportava petróleo venezuelano nas Caraíbas. Seis dias depois, Trump afirmou que a Venezuela estava cercada e anunciou um bloqueio total de navios petroleiros alvos de sanções. No dia 18, pelo menos cinco caças F-18 dos EUA sobrevoaram uma área próxima a Caracas. Dois deles chegaram a ficar a menos de 100 quilômetros da capital venezuelana. O rastreamento indicou ainda a presença de outras duas aeronaves militares na região. Dia 29, no mesmo dia em que Trump confirmou o ataque em solo venezuelano, o Departamento de Guerra anunciou o 30.º bombardeio contra barcos suspeitos de transportar drogas. Ao todo, até então, a operação norte-americana atingira mais de 30 embarcações e deixara 115 mortos, segundo dados divulgados pelo governo dos EUA.JANEIROTrump confirma ataque a Caracas e captura de Maduro, neste sábado, dia 3..Trump deixa avisos à presidente interina venezuelana e não esquece Gronelândia: "Precisamos dela, sem dúvida"."O problema é que isto é uma cúpula, não é só chegar e tirar Maduro"