Militares junto ao Palácio presidencial após ataque dos EUA a Caracas
Militares junto ao Palácio presidencial após ataque dos EUA a CaracasMIGUEL GUTIERREZ/EPA

“Sensação estranha e confusa”, conta luso-venezuelano ao DN

O jornalista Marcos Ramos Jardim diz que a comunidade portuguesa “está bem”, que a queda de Maduro pode ser “positiva a prazo” mas que “tudo depende do que vai acontecer daqui para a frente”.
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As primeiras notícias sobre a comunidade portuguesa da Venezuela, em geral, e em Caracas, em particular, dão conta de “uma sensação de confusão” mas sem nenhum problema “a registar”. Foi esse o resumo que Marcos Ramos Jardim, jornalista luso-venezuelano que acompanha o dia a dia da comunidade portuguesa no país sul-americano fez ao DN, poucas horas depois dos ataques dos EUA e do anúncio da captura de Nicolás Maduro feito por Donald Trump nas redes sociais.

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“Graças a Deus a comunidade portuguesa e a população venezuelana estão bem, por visita a familiar saí de Caracas mas já me informei e está tudo bem”, disse Jardim, filho de madeirenses mas nascido na Venezuela, que escreve para o Correio da Venezuela, a Agência Incomparáveis e a revista Cap Magellan. “No entanto, estamos surpreendidos e confusos com a situação, com as notícias de que Maduro e esposa foram capturados e de que o governo venezuelano exige agora uma prova de vida de Maduro, é uma sensação estranha e confusa”.

Marcos Ramos Jardim, filho de madeirenses mas nascido na Venezuela
Marcos Ramos Jardim, filho de madeirenses mas nascido na VenezuelaDR

“Na minha opinião, oxalá seja bom o que se está a passar mas como profissional creio que devemos aguardar os factos, esperar para ver como tudo vai acontecer, já temos tensão política no país há muitos anos e, nos últimos meses, esta tensão militar com os Estados Unidos preocupou”, diz Jardim ao DN. “Há muita luta de poder interna e muita luta de poder externa também por causa da situação geopolítica e da Doutrina Monroe”.

A incerteza, sublinha Jardim, reflete-se no dia a dia da comunidade. “A comunidade portuguesa teve alguns eventos em dezembro sobre Camões mas as instituições e associações suspenderam por causa da situação económica que não está muito bem e, sobretudo, pela expetativa da tensão com os EUA”.

“E agora este ano esperavamos voltar às atividades no fim deste mês e sobretudo em fevereiro com a possível visita do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas a propósito da Festa das Fogaceiras mas com estes acontecimentos a incerteza é que manda, vamos aguardar”.

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