Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA
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Embaixada em Caracas pede aos portugueses para ficarem em casa após ataques dos EUA

A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.
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As autoridades portuguesas apelaram este sábado, 3 de janeiro, à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após ataques aéreos dos Estados Unidos.

“A embaixada de Portugal em Caracas e os consulados-gerais em Caracas e Valência apelam à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter tranquila e em casa, atendendo ao estado de emergência declarado pelas autoridades venezuelanas”, lê-se num comunicado à comunidade portuguesa residente na Venezuela.

Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram “canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência” dos cidadãos nacionais.

Além disso, recomendam que os cidadãos nacionais residentes na Venezuela mantenham os seus contactos atualizados, “a fim de garantir uma comunicação eficaz e atempada com os serviços consulares portugueses sempre que se revele necessário”.

O Governo português, por seu lado, disse à Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.

“Até ao momento não temos indicação de que a comunidade portuguesa esteja a ser afetada”, indicou fonte oficial.

Cerca de 220.000 pessoas estavam registadas nos serviços consulares na Venezuela em novembro do ano passado, mas este número não inclui os lusodescendentes, pelo que as autoridades calculam que a dimensão da comunidade "seja bastante superior". A comunidade portuguesa na Venezuela é uma das maiores da diáspora, sendo a segunda maior da América Latina, depois do Brasil.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou este sábado um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro. Os EStados Unidos dizem ter capturado o presidente venezuelano.

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