O plano de Vladimir Putin será pressionar os aliados a deixarem a de apoiar a Ucrânia.
O plano de Vladimir Putin será pressionar os aliados a deixarem a de apoiar a Ucrânia. EPA/VYACHESLAV PROKOFYEV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

EUA alegam que a Rússia pretende atacar a Polónia para testar a NATO

Segundo fontes próximas do presidente Karol Nawrocki, este potencial ataque russo provocar tensões entre os aliados da Ucrânia e pressioná-los a suspender a sua ajuda militar e financeira a Kiev.
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Os EUA terão alertado Varsóvia de que a Rússia planeia uma "provocação" armada contra a Polónia para testar a determinação da NATO, adiantando que este ataque poderia poderia envolver mísseis ou drones que visassem as infraestruturas vitais do país, ou a incursão de soldados russos em território da Aliança, noticiou esta sexta-feira, 3 de julho, o jornal britânico The Telegraph.

Citando declarações de fontes próximas do presidente Karol Nawrocki ao site de notícias polaco Onet, o jornal refere que este potencial ataque russo, que poderia ocorrer nos próximos meses, teria como objetivo provocar tensões entre os aliados da Ucrânia e pressioná-los a suspender a sua ajuda militar e financeira a Kiev.

De recordar que os serviços de segurança polacos já admitiram que é possível um ataque convencional russo contra a Polónia, com Moscovo a alegar depois que, por exemplo, uma pequena incursão terrestre tinha sido um acidente devido a uma falha no GPS.

As mesmas fontes próximas de Nawrocki disseram ainda ao Onet que a Rússia poderia esperar que a Polónia fosse forçada pelos EUA a negociar, em vez de reagir com força e abrir fogo contra os soldados russos, com Vladimir Putin a ver um cenário de retirada russa no âmbito dessas negociações como uma vitória, já que iriam impôr o fim do apoio ocidental à Ucrânia como uma possível condição para retirarem os seus soldados do país.

Esta notícia surge numa época de tensão diplomática entre Varsóvia e Kiev desencadeada depois de Volodymyr Zelensky ter dado luz verde no final de maio à atribuição do nome do Exército Insurgente Ucraniano (UPA) - grupo que lutou pela independência da Ucrânia durante e após a Segunda Guerra Mundial, mas que na Polónia é visto como assassino de dezenas de milhares polacos - a uma unidade das forças especiais ucranianas.

Esta sexta-feira, um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco anunciou que o líder da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, deverá reunir-se ainda hoje em Varsóvia com o seu homólogo polaco, Radoslaw Sikorski, para discutir as relações entre os dois países.

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