O governo norte-americano está a considerar oferecer pagamentos diretos aos habitantes da Gronelândia como parte de um plano para incentivar a ilha a separar-se da Dinamarca e a tornar-se território dos Estados Unidos, avança esta quinta-feira, 8 de janeiro, a Reuters.Segundo fontes da agência de notícias, os valores discutidos variam entre os 10 mil e os 100 mil dólares (entre cerca de 8500 e 85 mil euros, aproximadamente) por pessoa.A proposta é vista como uma forma de "comprar" a ilha, que tem cerca de 57 mil habitantes, face à intransigência da Gronelândia e da Dinamarca em negociar o território.Essa ideia é apenas uma das opções em cima da mesa para a administração Trump, que também está a avaliar a possibilidade de intervenção militar, embora prefira alternativas diplomáticas como a aquisição da ilha ou acordos estratégicos.Uma das hipóteses em análise é o Compacto de Livre Associação (COFA), já utilizado com países do Pacífico, que prevê assistência militar e serviços em troca de liberdade para as bases americanas e incentivos comerciais. Porém, a implementação desse modelo exigiria a saída da Gronelândia da jurisdição da Dinamarca.O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, apelou nas redes sociais ao fim das "fantasias sobre a anexação”, depois de Donald Trump ter afirmado que os Estados Unidos necessitam de adquirir a ilha.Também os governos principais têm sublinhado que “só a Gronelândia e a Dinamarca podem decidir sobre este assunto”..Paris e Berlim sobem o tom das críticas aos EUA por causa da Gronelândia. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, referiu esta quarta-feira que Trump e os seus conselheiros de segurança estão a estudar “como seria uma potencial compra” da ilha, enquanto o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, acrescentou que se vai reunir em breve com o homólogo dinamarquês em Washington para discutir o tema..Costa afirma que Gronelândia “pertence ao seu povo” e tem “todo o apoio” da União Europeia.Europa discute resposta aos EUA em caso de anexação da Gronelândia.Europa (e Canadá) responde às novas ameaças dos EUA afirmando que “a Gronelândia pertence ao seu povo”."Gronelândia pertence ao seu povo." Líderes europeus, incluindo Portugal, apoiam Dinamarca após novas ameaças de Trump.Cuba, Colômbia, México e Gronelândia. Os outros países na mira de Trump."Basta!" Governo da Gronelândia condena pressões de Trump sobre a anexação do território pelos EUA.Trump afirma que EUA precisam da Gronelândia por razões de "segurança nacional"."Inaceitável". Dinamarca vai convocar embaixador dos EUA após Trump nomear enviado especial para a Gronelândia