A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nomeou na terça-feira um ex-diretor do banco central venezuelano como vice-presidente responsável pela economia, cargo que constitui uma prioridade para a administração.Trata-se da primeira mudança anunciada por Delcy Rodríguez desde que assumiu o cargo, após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.Além do cargo de vice-presidente, que a colocava em primeiro lugar na linha de sucessão, Rodriguez também era a principal chefe da economia, além de ministra dos Hidrocarbonetos.Calixto Ortega Sanchez foi presidente do banco central da Venezuela entre 2018 e 2025 e, anteriormente, trabalhou na indústria petrolífera."Para o encerramento de 2026, esperamos consolidar os números de 2025 e continuamos a progredir", afirmou Rodriguez na televisão pública, citando a estimativa de crescimento de 6,5% da Comissão Económica para a América Latina (CEPAL) para 2025.O cenário económico venezuelano é complexo, com uma desvalorização da moeda local de quase 500%, o que alimenta os receios de hiperinflação.Os especialistas mostraram-se mais otimistas para 2026, com uma economista pragmática como Delcy Rodríguez à frente do Governo.Vice-presidente desde 2018, Rodríguez contribuiu para tirar o país de uma profunda crise económica, flexibilizando o controlo cambial e permitindo a 'dolarização' da economia.Delcy Rodríguez assume o poder sob o olhar inquisitivo do Presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou que a responsável "pagaria mais caro do que Maduro" se não fizesse "o que é necessário".Rodríguez defendeu uma relação equilibrada e com base no respeito, garantindo que "nenhum agente externo governa a Venezuela".Especialistas estimam que a nova administração poderá levar a um abrandamento do embargo em vigor desde 2019.Lusa.María Corina Machado luta para não se tornar numa vítima colateral da queda de Maduro.Um editorial de um jornal do Partido Comunista Chinês advertiu hoje que a operação militar dos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano, representa uma grave erosão da ordem internacional estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.O Global Times denuncia a “subversão dos princípios fundamentais do direito internacional”, incluindo a igualdade soberana, a não-ingerência nos assuntos internos dos Estados e a proibição do uso da força, ao permitir que “certos países decidam unilateralmente quem é culpado, quem deve ser punido e de que forma”.“Se tais práticas forem toleradas, o direito internacional será reduzido a uma ferramenta aplicada seletivamente, e o mecanismo coletivo de segurança estabelecido pela Carta das Nações Unidas será esvaziado”, lê-se no editorial.O jornal sublinha que a detenção e transferência de um chefe de Estado em funções, sem mandado claro das Nações Unidas, não é apenas uma violação da soberania de um país, mas um ataque direto à previsibilidade e à autoridade do direito internacional.“O que está em causa não é apenas a segurança da Venezuela, mas o futuro da ordem jurídica internacional”, escreve o jornal em língua inglesa, recordando que vários representantes expressaram preocupações semelhantes numa reunião do Conselho de Segurança da ONU.O Global Times considera que a imposição da força sobre as regras multilaterais representa um retorno ao “estado de natureza” hobbesiano, onde os fortes ditam as regras.“A esmagadora maioria dos países não deseja regressar a uma selva internacional regida pela lei do mais forte”, afirma.A publicação também critica o que classifica como “narrativas fabricadas” por Washington para justificar a operação, afirmando que substituir normas jurídicas por julgamentos políticos arbitrários apenas gera instabilidade global e enfraquece o sistema multilateral.Lusa.O Governo dos Estados Unidos agradeceu na terça-feira ao Equador por colaborar no "combate contra o narcoterrorismo", durante uma conversa por telefone entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente equatoriano, Daniel Noboa.Rubio agradeceu a Noboa por comprometer-se em manter a segurança regional, de acordo com um comunicado emitido pelo Departamento de Estado norte-americano.O responsável forneceu detalhes sobre a operação militar em Caracas, que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores, que foram levados para território norte-americano, onde estão a ser julgados por um tribunal federal em Nova Iorque.O Equador junta-se à Argentina, ambos com governos de direita, como aliados dos Estados Unidos, que têm sido publicamente destacados após a captura do líder venezuelano, que suscitou múltiplas críticas da comunidade internacional.Ao contrário da Argentina e do Equador, outras nações da região, como México, Colômbia, Brasil, Uruguai e Chile, rejeitaram publicamente a ação militar unilateral liderada pelos Estados Unidos em Caracas, considerando-a uma ameaça à soberania e à democracia regional.Lusa. A Administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder explorar e vender o seu petróleo, noticiou hoje a ABC.Segundo a cadeia televisiva, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude, numa exigência que visa favorecer exclusivamente Washington nas vendas de petróleo pesado.O secretário de Estado norte‑americano, Marco Rubio, terá dito em sessões privadas com legisladores que os Estados Unidos acreditam poder pressionar Caracas porque os seus tanques de armazenamento de petróleo estão cheios e advertiu que a Venezuela poderia entrar em insolvência financeira em poucas semanas se não conseguir vender as suas reservas.O senador Roger Wicker confirmou em entrevista à ABC que o plano se baseia no controlo das exportações de petróleo venezuelano e afirmou que não faz parte da intenção dos EUA o envio de tropas norte‑americanas.Lusa.Vão os militares venezuelanos seguir fiéis ao regime?.O Governo chinês considerou hoje como um ato de intimidação a alegada exigência dos Estados Unidos à Venezuela para que esta rompa relações económicas com Pequim como condição para explorar e comercializar o seu petróleo.Questionada em conferência de imprensa sobre a informação avançada pela cadeia de televisão norte‑americana ABC News, Mao Ning declarou que a Venezuela “é um país soberano e goza de plena e permanente soberania sobre os seus recursos naturais e todas as atividades económicas no seu território”.Segundo a ABC News, a Administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, terá exigido à presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, o fim dos laços com China, Rússia, Irão e Cuba como pré‑condição para reiniciar a produção e venda de crude.Mao qualificou a alegada pressão como “uso descarado da força” e afirmou que a tentativa de condicionar o acesso aos recursos energéticos venezuelanos a uma lógica de “Estados Unidos primeiro” constitui um “caso típico de intimidação” que “viola gravemente o direito internacional, infringe seriamente a soberania da Venezuela” e “prejudica os direitos do povo venezuelano”.A porta‑voz sublinhou ainda que os “direitos e interesses legítimos” da China e de outros países com relações económicas com a Venezuela “devem ser protegidos”.Mao reiterou que Pequim defende a cooperação económica entre Estados soberanos e destacou que a China “sempre desenvolveu intercâmbios e cooperação com outros países com base no respeito mútuo, igualdade e benefício recíproco”.As declarações ocorrem num contexto de crescente tensão internacional após a captura, no sábado, do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças dos EUA e no meio de um intenso debate diplomático sobre a legalidade do uso da força e o controlo dos recursos energéticos da Venezuela.Lusa.O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, ficaram feridos na altura em que tentavam escapar das forças norte-americanas que os capturaram no sábado, noticiou a hoje a CNN.Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela tendo capturado o líder venezuelano, Nicolás Maduro, 63 anos e a mulher, de 68 anos, e anunciaram que vão governar o país até se concluir o processo que classificaram como transição de poder.Segundo a cadeia de televisão norte-americana CNN, vários funcionários da Administração de Donald Trump realizaram uma reunião com congressistas, informando-os sobre a "captura" do casal presidencial e dos ferimentos que possam ter sofrido durante a operação.Cilia Flores terá ficado ferida ao bater com a cabeça enquanto fugia ao lado do marido.Maduro e Flores correram e tentaram esconder-se atrás de uma pesada porta de aço dentro da residência onde se encontravam, em Caracas. Segundo as mesmas fontes, os militares dos Estados Unidos envolvidos na captura (Delta Force) prestaram os primeiros socorros no exterior do complexo presidencial.Depois da operação, Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque, Estados Unidos, tendo comparecido em tribunal na segunda-feira.Na altura o advogado de defesa disse ao juiz que a mulher do Maduro sofreu ferimentos significativos.O mesmo advogado solicitou um exame físico completo porque, disse, "acredita-se" que Cilia Flores sofreu uma fratura ou uma contusão grave nas costelas.Flores cambaleou e baixou a cabeça em alguns momentos durante a audiência, e Maduro teve dificuldade em sentar-se e ficar de pé, de acordo com os repórteres presentes.Os esboços realizados pelos ilustradores presentes no tribunal e que registaram a audiência mostraram Flores com ligaduras na cabeça.As autoridades governamentais que informaram os deputados descreveram o ferimento na cabeça de Flores como ligeiro, disseram fontes não identificadas à CNN.Alguns membros da Força Delta também ficaram feridos durante a operação em Caracas, na sequência de um tiroteio com uma força de reação rápida cubana posicionada perto do complexo presidencial venezuelano.Os soldados norte-americanos foram atingidos por balas e estilhaços e espera-se que recuperem completamente, reiteraram as autoridades.Maduro e a mulher permanecem detidos em Nova Iorque onde foram acusados de tráfico de droga tendo-se declarado inocentes.Lusa.Trump discute como ficar com a Gronelândia. Casa Branca diz que opção militar está "em cima da mesa".A Federação Russa enviou um submarino e outros meios para fazerem a escolta a um petroleiro que os Estados Unidos tentaram apreender junto à Venezuela em meados de dezembro e que se encontra agora nas águas territoriais islandesas.Segundo a imprensa norte-americana, o navio em causa é o “Bella 1” e tem estado a tentar furar o bloqueio naval das forças norte-americanas no mar das Caraíbas.O petroleiro, que não terá carga nos seus tanques, não conseguiu atracar na Venezuela para ser carregado e foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, que alegam tratar-se de um dos navios da chamada “frota fantasma” com o objetivo de distribuir petróleo russo por vários países, numa espécie de mercado negro.A tripulação do “Bella 1” repeliu uma tentativa de abordagem das forças norte-americanas, em dezembro, e navegou para o oceano Atlântico. Entretanto, foi pintada uma bandeira russa no costado (parte lateral do casco) do navio, rebatizado “Marinera”.O Wall Street Journal consultou especialistas que relataram que a Rússia está a permitir o registo de navios sem inspeção ou outras formalidades para assim poderem transportar o seu petróleo, considerado ilícito, e obter benefícios económicos.Moscovo já pediu a Washington o fim da perseguição àquele navio, segundo três outras fontes norte-americanas citadas, e o ministério dos Negócios Estrangeiros do regime liderado por Vladimir Putin declarou estar a acompanhara a situação com preocupação.Lusa.O enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, comentou a intervenção dos EUA na Venezuela através de uma publicação na rede social X, onde ironiza sobre os planos de Trump em comprar a Groenlândia. "Comprar a Groenlândia com petróleo da Venezuela? Fusões e aquisições geopolíticas inovadoras", escreve Dmitriev..O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia emitiu um comunicado a saudar os esforços das autoridades da Venezuela para "proteger a soberania do Estado e os interesses nacionais". "Reafirmamos a inabalável solidariedade da Rússia com o povo e o governo da Venezuela. Desejamos sucesso à presidente interina, Delcy Rodríguez, no cumprimento dos desafios que a República Bolivariana enfrenta", pode ler-se no comunicado.A diplomacia do Kremlin expressa ainda a "disposição em continuar a fornecer o apoio necessário à Venezuela", que diz tratar-se de "um país amigo". "Defendemos que a Venezuela tem de ter garantido o direito de determinar seu próprio destino, sem qualquer tipo de interferência destrutiva do exterior", sublinhou ainda o comunicado, que apela à "desescalada da situação atual" e ao uso da diplomacia para resolver os problemas naquele país..Os Estados Unidos estão a tentar tentando apreender o petroleiro Bella 1, entretanto rebatizado como "Marinera" que foi alvo de uma perseguição de mais de duas semanas no Atlântico, depois de ter tentado entrar na Venezuela, furando o bloqueio norte-americano.Fonte citada pela agência Reuters, diz a apreensão está a ser feita pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.Ao mesmo tempo a estação de televisão russa RT revela que um helicóptero, que ao que tudo indica transporta forças militares americanas, está a tentar pousar no petroleiro.Isto num dia em que o Wall Street Journal revelou que um submarino russo está a escoltando o navio que entretanto passou a ter bandeira da Rússia pintada no caso, o que de acordo com a empresa de análise marítima Windward poderá ser para evitar a captura pelas autoridades norte-americanas.Se os EUA consumarem a apreensão do petroleiro, a tensão com a Rússia poderá aumentar. Isto porque, de acordo com o direito internacional, as embarcações estão sob proteção da nação cuja bandeira que exibem..As autoridades norte-americanas confirmaram a "apreensão" do petroleiro "Bella 1" renomeado de "Marinera", que navegava com bandeira russa desde que começou a ser perseguido pelos EUA.Segundo o Comando Europeu dos Estados Unidos, o navio terá violado as sanções decretadas pelos EUA. "A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo navio da Guarda Costeira dos EUA", comunicou aquela força norte-americana.Até ao momento ainda não é conhecida qualquer reação do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, que à estação de televisão RT tinha avisado que o petroleiro estava em águas internacionais e tinha agido de acordo com o direito marítimo internacional..Pete Hegseth, Secretário de Defesa dos Estados Unidos, utilizou a rede social X para reagir à apreensão, no Atlântico Norte, do petroleiro ligado à Venezuela."O bloqueio ao petróleo venezuelano, o legalizado e o ilícito, permanece em pleno vigor — em qualquer lugar do mundo", escreveu..O Comando Sul dos EUA anunciou entretanto que outra embarcação foi igualmente apreendida no Mar das Caraíbas este quarta-feira numa "ação realizada antes do amanhecer", de acordo com um comunicado daquela entidade."O Departamento de Defesa, em coordenação com o Departamento de Segurança Interna, apreendeu um navio-tanque apátrida, pertencente à frota clandestina, sem incidentes", diz o comunicado, revelando tratar-se do M/T Sophia, que "estava a operar em águas internacionais" e "realizava atividades ilícitas no Mar das Caraíbas".A mesma entidade diz que a Guarda Costeira norte-americana se encontra a escoltar o navio até os EUA, acrescentando que o Departamento de Defesa mantém-se "firme na missão de esmagar atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental". "Defenderemos a nossa pátria e restauraremos a segurança e a força em todas as Américas", sublinha..Donald Trump respondeu hoje em tom crítico à posição dos membros europeus da NATO de contestarem a vontade do presidente dos EUA em adquirir a Groenlândia junto da Dinamarca, cujo primeiro-ministro já alertou que tal significaria o fim da Aliança Atlântica. Numa publicação na rede social Truth Social escreveu que os Estados Unidos estarão "sempre ao lado da NATO, mesmo que não estejam lá por nós".Trump assegurou que sem a sua intervenção "a Rússia já teria toda a Ucrânia" e aproveitou para puxar os galões: "Eu, sozinho, pus fim a 8 guerras e a Noruega, membro da NATO, optou por não me conceder o Prémio Nobel da Paz. Mas isso não importa! O que importa é que eu salvei milhões de vidas.".O Ministério dos Transportes da Rússia contestou, em comunicado publicado na rede social Telegram, no qual contesta a apreensão do petroleiro Bella 1/ Marinera, ligado à Venezuela, no Atlântico Norte."De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados", pode ler-se no comunicado. Enquanto isso, a Reuters adianta que, de acordo com a agência russa TASS, membros do parlamento russo consideraram que a apreensão do petroleiro é um caso de "pura pirataria"..Kristi Noem, secretária de Segurança Interna dos EUA, referiu numa publicação na rede social X que as duas embarcações apreendidas hoje pelos Estados Unidos "estavam atracadas na Venezuela ou a caminho daquele país", justificando ainda que o Marinera "tentava escapar da Guarda Costeira há algumas semanas, chegando mesmo a trocar sua bandeira e pintar um novo nome no casco enquanto era perseguido".Nesse sentido, Noem destacou o êxito da operação e atirou: "América em primeiro lugar no mar.".O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia exige um tratamento "humano e digno" para os cidadãos russos capturados pelos EUA a bordo do Marinera, no Atlântico Norte.Segundo a agência de notícias estatal TASS, o ministério acrescentou que os EUA não devem dificultar o "retorno imediato" desses cidadãos à sua terra natal..O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou esta quarta-feira em Washington que vai reunir na próxima semana com representantes de Dinamarca e Gronelândia.Rubio não respondeu de forma clara quando foi questionado sobre se descartaria a intervenção militar na Gronelândia, remetendo esclarecimentos adicionais para depois da citada reunião. Ainda assim, lembrou que o interesse de Donald Trump em adquirir a ilha "não é novo"."Ele falou sobre isso no seu primeiro mandato e não é o primeiro presidente dos EUA a examinar ou analisar a possibilidade de adquirir a Gronelândia. Há interesse nisso", acrescentou.Sobre a Venezuela, Rubio afirmou que os Estados Unidos estão prestes a concluir um acordo para tomar posse de “todo o petróleo que está retido na Venezuela”.“Vamos vendê-lo no mercado, a preços de mercado, não com os descontos que a Venezuela vinha a obter. Esse dinheiro será depois gerido de forma a controlarmos a sua distribuição, de modo a beneficiar o povo venezuelano, e não a corrupção, e não o regime”, acrescentou.Questionado sobre se os Estados Unidos estão preocupados com a lealdade da presidente interina para com Maduro, Rubio manifestou-se otimista: “A conclusão é que existe agora um processo em curso no qual temos um enorme controlo e influência sobre o que estas autoridades interinas estão a fazer e são capazes de fazer. Mas, obviamente, este será um processo de transição. No final, caberá ao povo venezuelano transformar o seu país. Estamos preparados, sob as condições adequadas, utilizando a influência que temos, o que inclui o facto de que eles não podem movimentar nenhum petróleo a menos que o autorizemos.".A porta-voz da Casa Branca explicou a apreensão do petroleiro Marinera, ligado à Venezuela, entre a Islândia e a Escócia hoje de manhã."O navio foi apreendido esta manhã no Atlântico Norte, em cumprimento de um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano depois de ter sido rastreado", afirmou Karoline Leavitt."Tratava-se de um navio da frota paralela venezuelana que transportava petróleo sujeito a sanções, e os Estados Unidos da América, sob este presidente, não o tolerarão. Havia uma ordem judicial de apreensão contra a tripulação, o que significa que os tripulantes estão sujeitos a um processo por qualquer violação da lei federal aplicável e serão trazidos para os Estados Unidos para serem processados, se necessário", acrescentou..A porta-voz da Casa Branca respondeu abertamente sobre o que os Estados Unidos ganhariam se assumissem o controlo da Gronelândia, dado que já têm acesso a bases militares no território e podem estacionar pessoal e posicionar recursos."Mais controlo sobre a região do Ártico e a garantia de que a China, a Rússia e os nossos adversários não podem continuar a sua agressão nesta região tão importante e estratégica", respondeu Karoline Leavitt..Donald Trump deverá reunir-se com os responsáveis de três das maiores empresas petrolíferas dos EUA esta sexta-feira, segundo a Casa Branca.Representantes da Chevron, Exxon Mobil e ConocoPhillips planeiam comparecer, mas a lista poderá ser alargada.A Chevron é a única empresa petrolífera ainda ativa na Venezuela. O ex-presidente venezuelano Hugo Chávez nacionalizou os ativos da ConocoPhillips e da Exxon em meados da década de 2000..O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia saudou a apreensão do petroleiro Marinera, com bandeira russa, no Atlântico Norte, por parte dos Estados Unidos.Andrii Sybiha escreveu na rede social X que a operação demonstrou a "liderança resoluta" de Donald Trump e contribuiu para o processo de paz da Ucrânia no seu conflito com a Rússia.. A embarcação, alvo de sanções, navegava sob bandeira da Guiana quando deixou as Caraíbas, mas voltou a registar-se sob bandeira russa antes de ser apreendida pelas forças norte-americanas..O secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou que os Estados Unidos têm um plano de três etapas para a Venezuela, que começou com a estabilização do país após a detenção de Nicolás Maduro, seguirá com a supervisão da recuperação do país e, finalmente, a transição para uma forma de governo mais representativa, segundo a Reuters.“Não queremos que o país mergulhe no caos”, disse Rubio, depois de informar os senadores norte-americanos sobre o plano da administração Trump. Rubio acrescentou que estava a trabalhar com a presidente interina da Venezuela e que tinha falado com Delcy Rodríguez várias vezes desde a captura de Maduro..O presidente do Conselho Europeu defendeu hoje que a Gronelândia “pertence ao seu povo” e “nada pode ser decidido” sobre o território sem a sua participação ou a da Dinamarca, acrescentando terem “todo o apoio” da UE."Sobre a Gronelândia, deixem-me ser claro: a Gronelândia pertence ao seu povo. Nada pode ser decidido sobre a Dinamarca e a Gronelândia sem a Dinamarca ou sem a Gronelândia", afirmou António Costa num discurso em Nicósia, na cerimónia de arranque da presidência cipriota do Conselho da UE.O presidente do Conselho Europeu afirmou que tanto a Gronelândia como a Dinamarca "contam com todo o apoio e solidariedade da UE" e assegurou que a "Europa continuará a defender de forma firme e inabalável o direito internacional e o multilateralismo".António Costa fez estas afirmações depois de sublinhar que a "história de ocupação e divisão de Chipre" faz com que o país tenha uma noção particular da "importância do valor do direito internacional para a paz e estabilidade entre nações"."A Europa não é apenas uma referência geográfica, é uma comunidade de valores", disse, salientando que a "força coletiva" da UE não se baseia apenas numa "economia próspera ou num maior investimento em Defesa"."Depende, acima de tudo, da consistência com que defendemos esses valores. Por isso é que a UE não pode aceitar violações do direito internacional, seja em Chipre, na América Latina, na Gronelândia, Ucrânia ou Gaza", afirmou, numa aparente alusão, no que se refere à América Latina, ao ataque dos Estados Unidos na Venezuela.O presidente do Conselho Europeu salientou que os europeus sabem, devido à sua história, que o unilateralismo abre uma "via rápida para o conflito, a violência e a instabilidade", acrescentando que a invasão da Ucrânia pela Rússia "voltou a demonstrar isso de forma muito clara"."O apoio incondicional da UE à Ucrânia representa uma defesa clara desses princípios [consagrados na Carta das Nações Unidas], partilhados por nações de todo o mundo. Por isso é que continuaremos a lutar por uma paz justa e duradoura", afirmou, sublinhando que a presidência cipriota do Conselho da UE, no primeiro semestre de 2026, se realiza num "momento crítico para continuar a apoiar a reconstrução da Ucrânia"..Dois camponeses foram detidos por terem comemorado a captura de Nicolas Maduro pelos Estados Unidos durante o ataque de 03 de janeiro na Venezuela, informou hoje uma ONG local.As duas pessoas foram detidas na segunda-feira ao abrigo da lei de estado de exceção, decretada no sábado após o ataque, que prevê penas de prisão para qualquer tipo de comemoração da operação americana na Venezuela."Estamos à espera para ver se eles serão levados a tribunal", disse à agência de notícia francesa, AFP, o advogado Gonzalo Himiob, da ONG Foro Penal, que defende prisioneiros políticos."São agricultores muito modestos", adiantaram. Trtam-se de dois irmãos, de 64 e 65 anos, que vivem na localidade de Rio Negro, no estado de Mérida (oeste)."Eles estavam embriagados e saíram para frente da sua casa para comemorarem" o fato "de terem capturado Maduro", precisou o advogado."Dispararam alguns tiros para o ar com as armas que normalmente se guardam nas explorações e propriedades rurais, brincando com os seus vizinhos que são partidários do poder", e que os denunciaram às autoridades, indicou Himiob.Estas são as primeiras detenções sob o governo de Delcy Rodriguez, a presidente interina que sucedeu a Maduro.Nenhuma manifestação ou expressão pública de apoio à incursão militar dos Estados Unidos foi registada até agora no país.O medo reina desde que protestos espontâneos contra a reeleição contestada de Maduro, em 2024, resultaram na prisão de 2.400 pessoas e 28 mortes, bem como nas semanas e meses que se seguiram à perseguição sistemática, segundo várias ONG, de opositores. Perseguição que continua, segundo uma missão da ONU..O Ministério da Defesa britânico revelou hoje que prestou apoio operacional aos Estados Unidos na apreensão, no Atlântico Norte, de um petroleiro ligado à Rússia que estava a ser perseguido há vários dias pela Guarda Costeira norte-americana."As forças armadas britânicas prestaram apoio operacional planeado (...) às forças militares norte-americanas que intercetaram o Bella 1 (recentemente renomeado Marinera) entre o Reino Unido e a Islândia", detalhou o ministério em comunicado.Os britânicos proporcionaram aos norte-americanos acesso a pelo menos uma base aérea, a Royal Air Force realizou vigilância aérea e um navio de abastecimento "forneceu apoio às forças norte-americanas enquanto perseguiam e intercetavam" o petroleiro, explicou ainda o ministério."Nenhum militar britânico embarcou" no petroleiro, sublinhou o secretário da Defesa, John Healey, numa declaração ao Parlamento hoje à noite.O ministro salientou também que o Bella 1, o seu nome original, era considerado "sem bandeira" por estar a hastear uma "bandeira russa falsa" e, por isso, poderia "ser legalmente intercetado e sujeito à lei do Estado" que tinha imposto as sanções.O petroleiro estava sob sanções dos EUA desde 2024 pelas alegadas ligações ao Irão e ao grupo xiita libanês Hezbollah e não transportava qualquer carga, segundo o 'site' especializado TankerTrackers.O Ministério da Defesa acrescentou na mesma nota que o Reino Unido "continuará a intensificar as suas ações contra as atividades da frota fantasma, a fim de proteger a sua segurança nacional, a sua economia e a estabilidade global"..O Governo venezuelano convidou o secretário-geral da ONU, António Guterres, a visitar o país sul-americano para testemunhar em primeira mão as consequências do ataque militar norte-americano que resultou na detenção do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, revelou, em comunicado, que o convite foi feito durante uma reunião entre o representante permanente da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, e o diplomata português.Moncada denunciou a Guterres a "agressão armada unilateral e injustificada perpetrada" pelos Estados Unidos e o que descreveu como o "rapto" do presidente e da primeira-dama venezuelanos.Segundo o documento, Moncada afirmou que a ONU "tem ainda um papel importante a desempenhar, assumindo inclusive o seu papel e autoridade no que diz respeito à preservação da diplomacia como meio de garantir a paz mundial".Por isso, frisou a diplomacia venezuelana, estendeu "um convite formal ao secretário-geral para visitar a Venezuela o mais rapidamente possível ou, na impossibilidade disso, para nomear um enviado pessoal, para que possa testemunhar em primeira mão as consequências dos ataques militares de 03 de janeiro".De acordo com a Venezuela, Guterres prometeu, durante a reunião, considerar o convite e ofereceu "os seus bons ofícios para facilitar um diálogo nacional"."O secretário-geral das Nações Unidas observou que a recente incursão militar dos EUA em território venezuelano representou uma violação flagrante da Carta da ONU e das normas do direito internacional", acrescentou a diplomacia venezuelana no comunicado partilhado por Gil nas redes sociais.Durante a reunião, o embaixador venezuelano apresentou "um relato detalhado dos acontecimentos relacionados com os ataques" que ocorreram na madrugada do passado sábado em Caracas e nos estados vizinhos de Aragua, Miranda e La Guaira (norte).