A Rússia lançou na madrugada desta terça-feira, 2 de junho, um ataque em larga escala contra a Ucrânia. Pelo menos 13 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas, de acordo com as autoridades locais.Várias cidades foram atingidas, incluindo a capital, Kiev, onde foi pedido aos habitantes que se abrigassem nas estações de metro e em bunkers. Dnipro, Poltava, Kharkiv e Zaporíjia também foram alvo da ofensiva de Moscovo. "O principal alvo foi Kiev, onde dezenas de edifícios residenciais e outras infraestruturas exclusivamente civis foram novamente danificados", informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.Na capital ucraniana, os ataques russos fizeram pelo menos quatro mortos e mais de 60 pessoas ficaram feridas, segundo o serviço estatal de emergência da Ucrânia. Na região da capital, os socorristas combateram incêndios em edifícios residenciais e em automóveis.As autoridades ucranianas referem-se a uma "noite difícil" também em Dnipro e Kharkiv. "Em Dnipro, foram destruídos edifícios de apartamentos. Morreram nove pessoas, entre elas uma criança", informaram os serviços de emergência. Nesta cidade mais de 35 pessoas ficaram feridas e há ainda a registar seis desaparecidos. "No total, durante a noite, a Rússia lançou 656 drones de ataque e 73 mísseis de vários tipos contra o nosso povo – mísseis balísticos, de cruzeiro e antinavio", detalhou o presidente ucraniano. As defesas aéreas terão destruído ou neutralizado 40 mísseis e 602 drones, de acordo com a Força Aérea ucraniana.Trinta mísseis balísticos, três mísseis de cruzeiro e 33 drones atingiram alvos em pelo menos 38 locais em toda a Ucrânia, adianta a Força Aérea, dando conta que os detritos de drones destruídos caíram em 15 locais..Zelensky: Ajuda dos EUA no fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot "é absolutamente necessária"."Os russos também atacaram instalações energéticas na região de Kharkiv e infraestruturas críticas em Kharkiv", indicou ZelenskyPara o chefe de Estado, "se a Ucrânia não estiver protegida de ataques com mísseis balísticos e outros, estes ataques vão continuar".Perante este ataque de grande escala contra o território ucraniano, Zelensky reforça a importância da ajuda norte-americana. "A Europa precisa da sua própria defesa antibalística para que esta guerra possa finalmente chegar ao fim. E a assistência dos Estados Unidos no fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot é absolutamente necessária. Contamos com o apoio dos nossos parceiros e com respostas eficazes ao ataque de hoje", apelou o presidente ucraniano.."Ataque maciço" atingiu sete regiões na Ucrânia, diz Rússia .O Ministério da Defesa russo afirmou que o "ataque maciço" atingiu sete regiões ucranianas e que visou industrias de defesa. "Durante a noite, em resposta a atos terroristas do regime de Kiev, as forças armadas da Federação Russa realizaram um ataque maciço utilizando armas de alta precisão e longo alcance, aéreas, terrestres e marítimas", informou o ministério, em comunicado citado pela Reuters.Moscovo acrescentou que utilizou mísseis hipersónicos e drones para atacar sete regiões ucranianas, entre as quais Kiev, Zaporíjia e Kharkiv. .Na semana passada, recorde-se, a Rússia avisou que iria lançar ataques contra Kiev e que os alvos seriam "centros de decisão", instalações militares e industriais. Moscovo justificou o anúncio de mais bombardeamentos como uma resposta ao ataque realizado contra uma escola na região de Lugansk, ocupada pela Rússia, que, segundo as autoridades de Moscovo, resultou em 21 mortos.Na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo aconselhou os cidadãos estrangeiros a deixarem a capital ucraniana."Estamos a alertar os cidadãos estrangeiros, incluindo o pessoal de missões diplomáticas e organizações internacionais, para que abandonem a cidade o mais rapidamente possível", informou o ministério tutelado por Sergei Lavrov. .Rússia ameaça com mais ataques contra Kiev e aconselha estrangeiros a abandonar a cidade. "Chantagem descarada", classifica Ucrânia.Zelensky acusa Rússia de raptar e treinar crianças ucranianas para lutar contra o seu país.UE junta-se às críticas de Zelensky ao levantamento de sanções à Rússia após o ataque mais mortal do ano