Um homem ficou desalojado na sequência de um incêndio que lavra desde quinta-feira no concelho de Cinfães e que está a ser combatido por cerca de uma centena de operacionais, revelou hoje fonte dos Bombeiros de Nespereira.De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Nespereira, Paulo Soares, um homem, com idade na casa dos 80 anos, ficou desalojado na povoação de Fornelos.“Até ao momento não temos feridos a assinalar”, acrescentou.Cerca de uma centena de operacionais, apoiados por três dezenas de veículos e três meios aéreos combatem um incêndio no concelho de Cinfães, distrito de Viseu, que deflagrou pelas 18:00 de quinta-feira, na localidade de Moimenta.Segundo Paulo Soares, o fogo está neste momento a evoluir favoravelmente, depois de uma noite complicada.“Trata-se de uma zona de mato, com muitas povoações dispersas, de difícil acesso. O vento tem estado muito forte no local”, descreveu..Incêndio que começou em Vouzela com cinco frentes ativas.O incêndio que começou em Vouzela e esta esta sexta-feira, 3 de julho, em mais três concelhos e com cinco frentes ativas e vários focos espalhados pela força do vento, disse à Lusa, esta manhã, pelas 08h30, o presidente da Câmara.“A noite foi muito complicada, tal como tinha sido o dia de ontem [quinta-feira] e se prevê hoje. Estamos com muito vento e forte, e com muitos focos de incêndio pelo território, causados pelo vento. São cinco frentes ativas”, sintetizou o presidente do Município de Vouzela, Carlos Oliveira.As frentes “mais preocupantes e de maior dimensão” são duas, a que passou por Campia, em Oliveira de Frades, também distrito de Viseu, e a que “já chegou a Águeda, no distrito de Aveiro.“E essa é muito extensa e tem muita força. Depois, é a que está em Alcofra [Vouzela], na encosta da serra do Caramulo e já terá entrado no concelho de Tondela”, também no distrito de Viseu, adiantou o autarca.Carlos Oliveira adiantou que “durante a noite houve várias aldeias e localidades em risco, que foram confinadas, e houve pessoas que foram retiradas das suas casas, nomeadamente as mais vulneráveis e mais isoladas, por precaução”.Neste momento, pelas 08h30, “não há qualquer aldeia isolada ou confinada, mas é um processo sempre em movimento, porque as localidades que estão na linha de fogo poderão ir estando em perigo, mas é esse trabalho que também está a ser feito” pelas autoridades.“A compreensão e a ajuda das pessoas foram muito importantes. Contámos com muita solidariedade e muito trabalho por parte das populações que ajudam neste combate e temos muita destruição no território”, afirmou.Para já, o presidente espera que “os meios aéreos tenham condições para ajudar no combate de forma mais eficaz, nomeadamente nas frentes que estão mais ativas”..Fogo chegou à cidade de Águeda. O presidente da Câmara de Águeda, por seu lado, disse que o incêndio atingiu apenas anexos e casas devolutas, adiantando que não há pessoas desalojadas.“As informações que tenho até agora são de anexos e casas devolutas e até algumas em ruínas. Mas temos de fazer o balanço. Isto passou próximo de dezenas de aldeias e temos que avaliar com mais calma o que aconteceu”, disse Jorge Almeida à Lusa, adiantando, às 09:00, que não havia pessoas desalojadas.O autarca (PSD/MPT) aguardava a entrada em ação dos meios aéreos para ajudar a combater este incêndio, que diz ser “atípico, com uma brutalidade em termos de progressão”.“As projeções são diabólicas. Com este vento todo a empurrá-lo criou aqui um corredor por aqui abaixo desde Macieira de Alcoba até à cidade que foi uma coisa fantástica. Eram 10 da noite [22:00 de quinta-feira] e estava tudo tranquilo em Águeda, apesar de nos apercebermos da aproximação do incêndio, e às 04:30 ele já estava na cidade”, disse.Apesar de o incêndio ter entrado no concelho durante a madrugada, o presidente da Câmara disse que as pessoas estavam todas em alerta.A Câmara de Águeda já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil.Jorge Almeida diz ter conhecimento de uma pessoa ferida com queimaduras, adiantando não saber em que condições é que ela se queimou: "Aparentemente tentou ele próprio fazer qualquer tipo de combate ao incêndio e as coisas não correram bem. Foi evacuado com algumas queimaduras”, explicou.Em declarações à Lusa, o comandante António Ribeiro, do Comando Sub-regional da Região de Aveiro, confirmou que o incêndio de Vouzela foi parar ao centro da cidade de Águeda durante a noite, mas neste momento a situação está pacifica naquela área.“Está muito fumo. Isto parece que é nevoeiro cerrado, mas com vida normal. As estradas estão abertas e está tudo a circular”, disse o comandante.António Ribeiro referiu que a maior preocupação neste momento é toda a linha de fogo que vem pela parte sul do incêndio desde Cambra (Vouzela) até Águeda que apanha muitas povoações pelo meio, adiantando que para já não foi necessário evacuar casas.“Houve a defesa das povoações por onde o fogo passou, mas não chegou a haver evacuações”, adiantou o responsável.Este incêndio já obrigou ao encerramento da Linha do Vouga entre as estações de Águeda e Sernada do Vouga.Segundo informação da Infraestruturas de Portugal (IP), encontra-se suspensa a circulação ferroviária entre Águeda e Sernada do Vouga devido a incêndio junto à via. .Às 7h00, os quatro maiores incêndios ativos no país mobilizavam mais de 1200 operacionais, com o de Vouzela, distrito de Viseu, a levantar maiores preocupações por ameaçar habitações e pelas difíceis condições de combate.Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informou que o combate a todos estes quatro incêndios - nos concelhos de Cinfães, Barcelos, Castelo de Paiva e Vouzela - será entretanto reforçado com meios aéreos.O incêndio que mais preocupa as autoridades é o que deflagrou em Vouzela, no distrito de Viseu, na quinta-feira à tarde, e alcançou o distrito de Aveiro, que ameaça habitações, já obrigou ao corte da linha ferroviária do Vouga entre Mourisca do Vouga e Águeda, destruiu um veículo dos bombeiros e alguns anexos agrícolas, além de ter provocado alguns danos em habitações.Segundo explicou à Lusa o comandante José Costa, da ANEPC, já se registaram ferimentos em três bombeiros, e num civil que ficou ferido com queimaduras e foi transportado ao hospital.Houve outras pessoas assistidas, mas sem gravidade, adiantou.Por volta das 04h00, fonte da Proteção Civil disse à Lusa que o incêndio estava a afetar "populações isoladas", tendo já causado, pelo menos, sete feridos.O fogo, que durante a madrugada estava "ativo com três frentes, a laborar com intensidade e com o vento a complicar os trabalhos", causou no distrito de Viseu, pelo menos, seis vítimas - todas com ferimentos ligeiros - entre os agentes da Proteção Civil, incluindo bombeiros.À Lusa, o comandante António Ribeiro, do Comando Sub-regional da Região de Aveiro disse que, "dadas as condições atmosféricas e meteorológicas do dia e ventos muito fortes", o fogo "tem vindo a afetar todo o concelho de Águeda, desde a parte mais serrana até quase à parte urbana da cidade"Este "incêndio muito intenso", continuou o responsável, está "a afetar muitas populações isoladas", sendo necessário "um esforço muito grande no combate para conseguir salvaguardar todos estes bens".António Ribeiro indicou ainda a existência de um ferido, não havendo mais informações sobre o estado da vítima.O alerta para a ocorrência foi dado por volta das 03h00 de quinta-feira.."Este é um momento sério". Autoridades reforçam a necessidade de prevenção na onda de calor e incêndios.Quase todo o território em perigo máximo e muito elevado de incêndio. 12 distritos sob aviso vermelho.Quase todo o território de Portugal continental enfrenta esta sexta-feira perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).Está em risco máximo praticamente todo o interior Norte e Centro do continente assim como dezenas de concelhos dos distritos de Faro, Beja, Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto.Sob perigo muito elevado está quase todo o Alentejo e mais de 60 concelhos dos distritos de Faro, Lisboa, Setúbal, Leiria, Santarém, Coimbra, Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.O IPMA colocou ainda oito concelhos dos distritos de Faro, Setúbal e Aveiro sob perigo elevado de incêndio, um dia depois de o Governo ter declarado situação de alerta devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.No início da semana, o IPMA alertou para o aproximar de "um longo período com tempo quente e seco", com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo, que se estendeu a outras regiões do país ao longo da semana.O Governo decretou situação de alerta, que vigora desde as 00h00 desta sexta-feira e as 23h59 de segunda-feira, devido ao "significativo agravamento do risco de incêndios rurais"..Onda de calor. Governo avança com declaração de situação de alerta a partir da meia-noite.A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) elevou também na quarta-feira o estado de prontidão especial para o nível III (intermédio/alto), tendo em conta o previsível "agravamento muito significativo” do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.O dispositivo de combate a incêndios rurais foi quarta-feira reforçado para entrar na sua capacidade máxima, numa altura em que a área ardida e o número de fogos duplicaram em relação ao mesmo período de 2025.Como medidas preventivas, na sequência da situação de alerta, é agora proibido o acesso e circulação a alguns espaços florestais, previamente definidos, assim como a realização de queimadas e queimas de sobrantes da exploração agrícola e a realização de trabalhos nos espaços florestais, com recurso a qualquer tipo de maquinaria, com exceção dos associados a situações de combate a incêndios rurais.Também não é permitido o uso de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, assim como o lançamento de balões com mecha, sendo suspensas autorizações que já tenham sido emitidas.Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com os doentes crónicos, crianças e idosos.No mesmo sentido, aponta a importância de se beber mais água, pelo menos 1,5 litros (o equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas e optar por refeições leves.Também por causa da persistência das temperaturas elevadas, 12 distritos estão sob aviso vermelho (o mais grave). São eles Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja..Escolas, tribunais e centros de saúde não estão preparados para ondas de calor.Na rua, em casa ou no trabalho, o que fazer para se proteger do calor extremo que aí vem? .Portugal Continental em alerta a partir das 00h00. O que não pode (e pode) fazer