Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 13 distritos
Leonardo Negrão

Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 13 distritos

O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira.
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou esta sexta-feira, 3 de julho, de 10 para 12 e, mais tarde, para 13 o número de distritos de Portugal continental que estão sob aviso vermelho devido ao calor, situação que se mantém até domingo na maioria destes territórios.

Castelo Branco passou a integrar o grupo de distritos com aviso meteorológico vermelho motivado pelo calor no fim de semana, indicou, entretanto, o IPMA, que reduziu o período de vigência deste nível em parte do Norte e do Centro.

Segundo uma atualização divulgada pelo IPMA perto das 13h00, o distrito de Castelo Branco (região Centro), para onde estava previsto um aviso laranja, o segundo mais grave numa escala de três, vai estar no nível mais elevado, o vermelho, entre as 00h00 de sábado e as 23h00 de domingo.

Alguns distritos das regiões Centro e Norte - as mais atingidas pelos incêndios rurais desta semana - tinham o aviso vermelho em vigor entre hoje e domingo à noite, mas viram agora este período ser reduzido para até às 23h00 de sábado: Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria.

Por outro lado, Lisboa e Setúbal, onde o nível mais grave seria desativado hoje à noite, passaram a estar abrangidos até às 23h00 de domingo, juntando-se assim a Santarém, Évora, Portalegre e Beja.

No total, ainda que em diferentes períodos, 13 dos 18 distritos de Portugal continental estão abrangidos por avisos vermelhos entre hoje e domingo devido à “persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima”.

Todos estes territórios têm em vigor outros avisos – laranja ou amarelo – até à manhã de segunda-feira.

Os restantes cinco distritos - Bragança, Viseu, Vila Real, Guarda e Faro – estão com o nível laranja entre hoje e segunda-feira.

O aviso vermelho é emitido pelo IPMA quando existe uma “situação meteorológica de risco extremo” e esta semana é motivado pela previsão de temperaturas acima dos 40 graus Celsius (ºC) e mínimos acima dos 20ºC, de forma persistente, durante vários dias.

O nível laranja corresponde a uma "situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo é ativado quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.

Aviso vermelho em vigor até domingo alargado a 13 distritos
Portugal Continental em alerta a partir das 00h00. O que não pode (e pode) fazer

O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.

Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o “papel de proximidade essencial” que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.

Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.

Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.

Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.

Os municípios devem ainda assegurar a coordenação permanente entre a autoridade de saúde e unidade local de saúde da sua região, mas também com os bombeiros, as forças de segurança, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Segurança Social e instituições sociais.

Por causa da onda de calor, os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência.

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