No site da Direção-Geral da Saúde estão já publicados dois guias, um com medidas de proteção ao calor, outro com medidas que devem ser cumpridas pelos municípios para protegerem a população. Nos próximos dias, e segundo anunciou esta quarta-feira, 1 de julho, a diretora-geral, Rita Sá Machado, será publicado um outro guia destinado a quem faz atividade física. Por agora, as recomendações vão desde a hidratação à alimentação, das roupas à climatização das casas, das escolas, das creches, dos locais de trabalho e até das instituições sociais, como lares. Os mais vulneráveis são crianças, idosos e doentes crónicos. Os municípios devem criar redes de contacto de proximidade com instituições e com os mais vulneráveis para os proteger.Hidratação e alimentação.Beba água ou sumos de fruta natural, mesmo quando não tem sede, e evite o consumo de bebidas alcoólicas. Faça refeições frias, leves e coma mais vezes ao dia.Espaços privados ou públicos.No período de maior calor, corra as persianas ou portadas. Ao entardecer deixe que o ar circule pela casa. Se estiver num espaço público climatizado, proteja-se, use sempre máscara e mantenha a distância física.Proteção ao Sol.Utilize roupa larga, que cubra a maior parte do corpo, chapéu de abas largas e óculos de sol com proteção UVA e UVB. Mantenha-se em ambientes frescos arejados, pelo menos duas a três horas por dia e evite a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11h00 e as 17h00. É aconselhável a aplicação de protetor solar, com fator igual ou superior a 30, de duas em duas horas e após banhos na praia ou piscina. Trabalho e Desporto.Se trabalhar no exterior, hidrate-se frequentemente, proteja-se com roupa larga e chapéu e trabalhe acompanhado porque em situações de calor extremo poderá ficar confuso ou perder a consciência; escolha as horas de menor calor para viajar de carro e não permaneça dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol. E é de evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, como desportivas e de lazer no exterior durante as horas de maior calor.Grupos de risco.É preciso ter especial atenção aos doentes crónicos, grávidas, crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Se está grávida modere a atividade física, evite a exposição direta ao sol e ingira frequentemente líquidos; assegure que as crianças consomem frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado. As crianças com menos de seis meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta. Contacte e acompanhe os idosos e outras pessoas que vivam isoladas. Assegure a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado. Se é doente crónico, ou está sujeito a terapêuticas e/ou dietas especificas, siga as recomendações do seu médico assistente ou do Centro de Contacto do SNS 24: 808 24 24 24. Em caso de emergência ligue mesmo para o 112. Municípios e cuidados de proximidade.De acordo com a DGS, estes devem garantir, em parceria com diferentes entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada a listagem, realizar contatos preventivos, promover, sempre que possível, visitas domiciliárias, reforçar a articulação com IPSS, Dioceses, Misericórdias, Centros de Saúde e Juntas de Freguesia. Sempre que se justifique, devem promover o transporte de pessoas vulneráveis para locais climatizados e mobilizar voluntários locais e apoiar situações de emergência social. Locais de Abrigo.A DGS e o próprio Governo pedem às autarquias que promovam a abertura de Locais de Abrigo Temporário (LAT- zonas de arrefecimento); que disponibilizem água potável e que garantam o bom funcionamento dos bebedouros públicos. Mas ainda que prolonguem horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade (associações, ONG, …) onde a população possa permanecer mais tempo. Por outro lado, que monitorizem, através de contacto, as pessoas em situação de isolamento/vulnerabilidade..Onda de calor. Governo pede às autarquias e à população que ajudem os mais vulneráveis .Calor: Três estações do metro de Lisboa abertas fora do horário para acolher sem-abrigo.Onda de calor na Europa matou mais 1300 pessoas desde 21 de junho do que é habitual, diz OMS