Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.Paulo Novais / Lusa

Declarado Estado de Calamidade em 60 municípios. Von der Leyen promete ajuda a Montenegro

Passagem da depressão Kristin deixou rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados. Leia aqui os principais acontecimentos desta quinta-feira.
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Ainda 384 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 18h30

Cerca de 384 mil clientes da E-Redes continuavam neste dia pelas 18h30 sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Segundo informação enviada à agência Lusa, o distrito de Leiria continuava, pelas 18h30, a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 283 clientes afetados.

Além do distrito de Leiria, os distritos mais afetados pela falha de energia são os de Santarém (37 mil), Coimbra (27 mil), Portalegre (24 mil) e Castelo Branco (10 mil).

Numa nova enviada à Lusa, pelas 15h30, a E-Redes, empresa responsável pela distribuição de eletricidade, tinha indicado que as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão “partidos ou danificados”, assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permaneciam por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação.

No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o “estado de emergência”, tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.

O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

Lusa

Von der Leyen manifesta solidariedade e garante apoio da UE à recuperação

A presidente da Comissão Europeia manifestou hoje (29) ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, “a mais profunda solidariedade” pelos mortos e danos da tempestade, assegurando que a UE “está pronta para apoiar a recuperação”.

“Falei com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, para expressar a minha mais profunda solidariedade na sequência do impacto extremo da Tempestade Kristin em Portugal. A perda de vidas humanas e a destruição de infraestruturas são devastadoras”, escreveu Ursula von der Leyen, numa publicação na rede social X.

De acordo com a líder do executivo comunitário, a UE “está pronta para apoiar a recuperação de Portugal através dos nossos mecanismos mais rápidos e eficazes”.

Lusa

Autoridades alertam para "agravamento considerável" do estado no mar no Norte

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertaram hoje (29) para as previsões de “agravamento considerável” do estado do mar na região Norte entre as 18:00 de sexta-feira e a noite de domingo, com ondas que poderão atingir 12 metros.

“A agitação marítima será caracterizada por uma ondulação proveniente do quadrante oeste-noroeste, com uma altura significativa que poderá atingir os sete metros e uma altura máxima de 12 metros”, indicam as autoridades marítimas, em comunicado.

Quanto ao vento, as previsões apontam para a possibilidade de ocorrerem rajadas até 101 quilómetros/hora, com uma intensidade média até 56 quilómetros/hora.

O “agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima” na região Norte de Portugal continental deverá registar-se entre as 18h00 de sexta-feira e as 00h00 de segunda-feira.

A Autoridade Marítima Nacional e a Marinha alertam, por isso, para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como em zonas costeiras.

Assim, as autoridades recomendam o reforço da amarração e manutenção de “uma vigilância apertada das embarcações atracadas e fundeadas”.

É ainda recomendado que a população evite passeios junto ao mar ou em zonas expostas à agitação marítima, nomeadamente molhes de proteção dos portos, arribas ou praias.

Além disso, é pedido que não se pratiquem atividades de pesca lúdica, em especial junto às falésias e zonas de arriba atingidas pela rebentação das ondas, “tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras”.

Lusa

Declarado Estado de Calamidade em 60 municípios

Governo declarou esta tarde, em Conselho de Ministros, o Estado de Calamidade "desde a meia noite de dia 28 até ao dia 1 de fevereiro", anunciou o ministro da presidência, António Leitao Amaro, em conferência de imprensa.

Este prazo poderá ser prolongado caso se justifique.

O Estado de Calamidade abrange "um triângulo" entre Mira e Lourinhã/Torres Vedras até à fronteira (município de Idanha). São ao todo 60 municípios abrangidos, podendo a ministra da Administração Interna ampliar esta área por despacho, se necessário.

Montenegro avisa que o mau tempo não acabou: "espera-se um aumento significativo dos níveis de chuva"

Na visita a Coimbra, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, alertou ainda que o mau tempo ainda não terminou, pelo contrário: é espectável um "aumento significativo dos níveis de chuva" em Portugal.

Perante a previsão de dificuldades continuadas, o chefe do Governo destacou o risco elevado de cheias e inundações, particularmente em zonas historicamente vulneráveis.

Luís Montenegro assegurou que a Proteção Civil se encontra totalmente mobilizada para responder aos efeitos do mau tempo previsto para a próxima semana. O governante apelou à adoção de medidas preventivas, reforçando que o seu aviso não visa causar alarmismo, mas sim promover a segurança.

"Não quero assustar ninguém e digo isto de forma serena e responsável para sensibilizar e respeitarmos as indicações das autoridades", afirmou o primeiro-ministro.

As preocupações centram-se sobretudo nas populações ribeirinhas, devido à subida expectável dos caudais dos rios. Montenegro apontou áreas críticas que requerem vigilância redobrada, como o Ribatejo, Águeda e Coimbra.

Montenegro em Coimbra: "Esta será uma prova de superação dos portugueses"

O primeiro-ministro, Luís Montenego, agora em visita em Coimbra, voltou a dizer que os danos do mau tempo são superiores aos que "expectável" no início, mas acrescentou que esta será uma "prova de superação" para os portugueses.

Além disso, apelou a que todos colaborem nos próximos "dias, semanas, meses", com o "para nos reerguermos mais fortes com as nossas infraestruturas fortalecidas e edificados”

O chefe de governo agradeceu ainda ao esforço "notável" das equipas no terreno.

Quanto aos custos dos danos, o primeiro-ministro disse estar em "contacto com a comissão Europeia" para perspetivar que ajudas comunitárias poderão ser ativadas.

“Queremos desenhar e perspetivar formas de financiamento para ajudarmos as famílias, pessoas, empresas e entidades públicos a superarem este momento”, afirmou.

Quanto a mais detalhes sobre que ajuda poderão vir, remeteu para uma conferência de imprensa do ministro da presidência marcada para esta tarde.

Montenegro disse ainda que todos os gerados disponíveis no país estão mobilizados para responder às faltas de energia no país.

Impacto muito grande nas linhas de alta, média e baixa tensão de Leiria

A passagem da depressão Kristin teve “um impacto muito grande” nas linhas de alta, média e baixa tensão do distrito de Leiria e estão em funcionamento seis de 13 subestações, revelou o secretário de Estado da Energia.

“Sete não estão a funcionar e destas sete há duas em que a E-Redes já está a trabalhar neste momento. Portanto, o trabalho neste momento da E-Redes é de repor a alta tensão e, a partir do momento em que se repõe a alta tensão, começar a energizar subestações através da média tensão”, informou Jean Barroca.

Numa visita à Mata Municipal de Ansião, no distrito de Leiria, o secretário de Estado Adjunto e da Energia acedeu ao pedido do primeiro-ministro, Luís Montenegro, para explicar o que está a ser feito.

Ao contrário do que aconteceu no apagão, isto não é só um desligar e ligar. Há impactos físicos na infraestrutura que precisam de intervenções, nomeadamente nas subestações em que os postes que levavam os cabos caíram e estão danificados. Há árvores que deitaram cabos abaixo e que neste momento são autênticos novelos e que levam mais tempo a repor”, esclareceu.

Segundo o governante, a E-Redes tem 1.200 operacionais no terreno e está a trabalhar em todos os níveis de tensão para repor a eletricidade, dando prioridade às infraestruturas críticas e telecomunicações, embora ainda não exista uma previsão para a normalidade.

É um processo gradual, não vai acontecer de uma vez só, porque também tem a ver com as reparações que vão ser feitas em cada uma das subestações”, indicou, com Luís Montenegro a alertar que há infraestruturas danificadas em pontos quase inacessíveis.

De acordo com Jean Barroca, há também um conjunto de geradores postos à disposição da região, tendo Pombal e Ansião feito a requisição de dois destes equipamentos, que estão para chegar.

“Todos esses geradores também estão a ser postos, junto de, seja infraestruturas de água para garantir o abastecimento de água às populações ou zonas críticas, como seja hospitais, lares ou algumas infraestruturas que são também urgentes nesse aspeto”, referiu.

Lusa

Cerca de 408 mil clientes da E-Redes sem energia pelas 15:30

Cerca de 408 mil clientes da E-Redes continuavam às 15:30 desta quinta-feira sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.

Numa nota enviada à agência Lusa, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade referiu que o distrito de Leiria continua a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 290 mil clientes afetados, seguindo-se os distritos de Santarém (42 mil), Coimbra (34 mil), Portalegre (27 mil) e Castelo Branco (11 mil).

Segundo a E-Redes, as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão “partidos ou danificados”, assim como 24 subestações afetadas, das quais oito permanecem por ligar, estando as dificuldades de acesso a condicionar a identificação total dos danos e a sua reparação.

“O recurso a drones e os helicópteros vai permitir uma melhor e mais precisa identificação da extensão total, mas tal só será possível quando as condições meteorológicas o permitam”, refere a nota.

No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o “estado de emergência”, tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.

Lusa

Governo defende que proteção civil funcionou e promete dar as respostas necessárias

O ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu que o sistema de proteção civil funcionou perante eventos climáticos extremos, advertiu que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza e prometeu que serão dadas as respostas necessárias.

Estas posições foram transmitidas por Carlos Abreu Amorim em plenário, na abertura do período de declarações políticas, numa intervenção em que começou por lamentar as vítimas em consequência da tempestade.

“É também com esse respeito pelas vítimas que devemos afirmar que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza nem com precipitação. Exige verdade, exige rigor e exige uma resposta à altura da complexidade do que enfrentámos e do que ainda enfrentaremos nos próximos dias”, declarou.

O ministro dos Assuntos Parlamentares procurou depois assegurar que, “desde a primeira hora, o Governo acompanhou permanentemente a situação, os desenvolvimentos, o impacto e a resposta à tempestade”.

É imperativo afirmar que o sistema de proteção civil funcionou, antecipando-se aos riscos e minimizando as consequências que não eram inevitáveis. Quero deixar uma palavra de reconhecimento público às forças de socorro, proteção civil, aos bombeiros, às forças de segurança e aos autarcas. A prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas demonstra a maturidade do nosso sistema de proteção civil, a coordenação institucional e, acima de tudo, a união do país nos momentos mais adversos”, advogou.

Lusa

Ministério vai abrir apoio a agricultores com taxas que podem chegar a 100%

O Ministério da Agricultura vai abrir uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, avançou à Lusa.

Os formulários para as declarações de prejuízos estão disponíveis nos ‘sites’ das CCDR – Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e várias equipas estão a fazer uma primeira avaliação dos estragos.

“Com estas informações abriremos uma medida de restabelecimento do potencial produtivo para investimentos elegíveis entre 5.000 euros e 400.000 euros, cuja taxa de apoio pode chegar aos 100%, para os prejuízos até aos 10.000 euros”, adiantou o Ministério da Agricultura e Mar, em resposta à Lusa.

Por sua vez, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a falência das comunicações nas sedes regionais, disponibilizou três linhas telefónicas – uma no centro e duas em Lisboa e Vale do Tejo -, para mitigar situações urgentes.

O Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) disponibilizou à Proteção Civil equipas de sapadores florestais para apoiar ações no terreno.

Nas áreas que estão sob a responsabilidade do ICNF, nomeadamente matas públicas do litoral, incluindo o Pinhal de Leiria, Casal da Lebre e Mata do Urso, estão mobilizados cerca de 60 operacionais do instituto.

Vários centros de saúde encerrados por falta de eletricidade no Oeste

Os centros de saúde da Lourinhã e Sobral de Monte Agraço e as extensões de Sapataria (Sobral de Monte Agraço), São Mamede da Ventosa, Ramalhal, Campelos (Torres Vedras), Vilar e Figueiros (Cadaval) estão encerrados por falta de eletricidade, segundo disse à Lusa a administradora da ULS Oeste, Elsa Baião.

As consultas têm vindo a ser desmarcadas.

"Nos hospitais, tudo está a funcionar normalmente, mas em alerta para o caso de falha de eletricidade”, disse.

Figueiró dos Vinhos espera ter energia elétrica e comunicações até final do dia

A energia elétrica e as comunicações no concelho de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, poderão ser repostas parcialmente até ao final do dia, disse à agência Lusa o presidente da Câmara.

“A E-Redes deu-me [esta manhã] a indicação de que estão a proceder a reparações e à instalação de geradores, que poderão já resolver uma parte substancial dos problemas”, disse Carlos Lopes, que falava no quartel dos bombeiros voluntários, centro de operações, com acesso a energia fornecida por gerador e comunicações via satélite. Afirmou ainda ter a garantia da E-redes de que vão ser fornecidos três geradores para alimentar as redes móveis, que são inexistentes.

Sem energia e comunicações desde a madrugada de quarta-feira, devido à passagem da depressão Kristin, o concelho de Figueiró dos Vinhos está “isolado e paralisado”, com o comércio praticamente todo fechado e as escolas sem funcionar.

à falta de energia está a causar também constrangimentos no abastecimento de água ao domicílio, com algumas localidades já privadas deste bem essencial.

“Estamos a lutar contra o tempo, porque daqui a poucas horas o concelho fica sem água se a energia não for reposta”.

Lusa

Amarante reforça alerta para o risco de cheia na cidade

A Proteção Civil de Amarante reforçou hoje o alerta a comerciantes e moradores da zona ribeirinha do concelho para a possibilidade de cheias, estando a situação a ser permanentemente monitorizada.

“Temos que estar alertas porque a qualquer momento o cenário pode mudar”, salientou à agência Lusa o vereador da Proteção Civil, Ricardo Vieira.

O autarca referiu que, desde esta manhã, o “caudal estabilizou nos 4.20 metros”. “O que não é muito dramático para nós”, apontou, referindo, no entanto, que há fortes descargas de Espanha, o que se conjuga localmente com a precipitação e o degelo.

O vereador disse que, em Amarante, o alerta pela população, principalmente os comerciantes da rua 31 de Janeiro, está a ser reforçado.

“Para estarem atentos ao que pode acontecer e estamos também nós sempre vigilantes e a controlar os fluxos para, se houver necessidade, pôr as equipas a auxiliar a população”, explicou.

Desde segunda-feira que as atenções estão centradas no caudal do rio Tâmega. Por isso mesmo, segundo o vereador, os comerciantes já retiraram pertences das zonas mais críticas, estando prevenidos para uma situação de aumento do nível da água desde rio que passa pelo meio da cidade do distrito do Porto.

Esta manhã, foram reforçados alertas. “Eu próprio andei nos estabelecimentos que podiam ser mais afetados a fazer esse apelo”, referiu, lembrando que os passadiços junto ao rio já estão fechados e instando os curiosos que querem ir ver o Tâmega a que o façam em zonas seguras.

Lusa

CIM do Médio Tejo quer região abrangida por mecanismos excecionais de apoio

Sete municípios do Médio Tejo, no distrito de Santarém, pediram ao Governo apoios extraordinários no âmbito da situação de calamidade, alegando que a dimensão dos danos provocados pela depressão Kristin ultrapassa a capacidade normal de resposta das autarquias.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo e também presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, descreveu um “estado caótico de destruição” em várias localidades, com danos extensos em infraestruturas públicas e privadas.

Nesse sentido, sete dos 11 municípios do Médio Tejo que ativaram os planos municipais de proteção civil — Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar, Abrantes, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha — pediram ao Governo que a região seja abrangida por mecanismos excecionais de apoio no âmbito da declaração da situação de calamidade.

“O Médio Tejo sofreu um grande impacto com esta depressão que atingiu gravemente toda a nossa região, particularmente estes sete municípios. Estamos numa situação extremamente difícil para as nossas comunidades”, afirmou Valamatos

Prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros em estufas e culturas agrícolas no Oeste, diz associação

O mau tempo causou danos em estufas e culturas agrícolas na região Oeste, provocando prejuízos entre 5 e 10 milhões de euros (ME), estimou esta quinta-feira a Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste (AIHO).

“Temos danos parciais ou totais nos plásticos e estruturas das estudas e culturas instaladas com perca total”, sobretudo de tomate, cuja campanha está a começar, afirmou à agência Lusa o presidente da AIHO, Sérgio Ferreira.

“Houve estruturas resistentes até ventos de 150 quilómetros/hora que estão completamente ou parcialmente vergadas”, detalhou.

Os produtores de morangos voltaram a ter danos nas estufas desta cultura.

Os prejuízos são estimados entre os 5 e os 10 milhões de euros.

A associação, que tem associados nos concelhos de Torres Vedras, Peniche e Lourinhã, está a dar apoio a todos os agricultores da região no sentido de fazer o levantamento dos prejuízos e os reportar ao Ministério da Agricultura.

Lusa

Câmara de Alcácer do Sal vai pedir ao Governo que decrete estado de calamidade

A Câmara de Alcácer do Sal tenciona pedir esta quinta-feira ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, devido aos prejuízos causados pelas inundações na cidade e estragos resultantes da passagem da depressão Kristin no município. 

“Ainda não conseguimos avaliar esses prejuízos e, por isso mesmo, é que dizemos que é importante a questão do estado de calamidade, porque temos uma série de estabelecimentos comerciais, casas particulares e o lar [de idosos que foi evacuado] que têm inundações grandes”, disse à Lusa, a presidente do município, Clarisse Campos.

De acordo com a autarca, a subida do Rio Sado causou várias inundações na baixa da cidade, nomeadamente na Avenida dos Aviadores, a zona mais crítica de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, causando prejuízos em estabelecimentos de “restauração, pastelaria e artesanato”.

“De certeza que os prejuízos serão elevados, para além de serviços afetados desde o fim de semana naquelas regiões onde as estradas tiveram de ser cortadas e as populações isoladas” afetando “o negócio” nessas zonas, acrescentou.

Lusa

Câmara do Porto posiciona meios para eventuais cheias na zona ribeirinha

A Câmara do Porto já posicionou “todos os meios” necessários para eventuais cortes de via e para apoiar a população da zona ribeirinha em caso de cheias, disse esta quinta-feira à Lusa a Proteção Civil Municipal.

De acordo com Ricardo Pereira, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e comandante dos Sapadores Bombeiros, os serviços têm “estado presencialmente na Ribeira e Miragaia durante todas as preia-mar” e na noite de quarta-feira tomaram diligências preventivas de apoio à população.

“Os moradores de Miragaia foram convidados a estacionar as suas viaturas no parque da Alfândega do Porto, gratuitamente, e os serviços municipais alocaram equipas em prevenção, caso fosse necessário deslocar e acomodar bens dos estabelecimentos”, especificou o comandante, que acrescentou que a Polícia Municipal também esteve nestas zonas com reboques de prevenção, “caso fosse necessário remover viaturas da zona de Miragaia”.

Já durante a manhã de hoje, “foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via”.

Num balanço efetuado hoje às 12h15, já depois da preia-mar, o comandante adjunto da Capitania do Porto do Douro, Miguel Cervaens Costa, adiantou à Lusa que, entre as 11h00 e o 12h00, coincidindo com o pico da preia-mar, a água entrou nas caves do Postigo do Carvão e nas zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira, no Porto.

A situação deve-se ao elevado volume de água libertado pela Barragem de Crestuma-Lever, que regista atualmente caudais superiores a 4500 metros cúbicos por segundo.

“O que nós esperamos a partir de agora, entrando na vazante, é que estas cotas se mantenham estáveis e até comecem a descer neste período”, indicou aquele responsável.

A saturação dos solos, a pluviosidade, a água proveniente de Espanha e dos afluentes, mantém a bacia do Douro sob monitorização rigorosa. Na Régua, o nível da albufeira atingiu, na quarta-feira, a cota de 7,2 metros.

De acordo com o ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Bacia do Douro encontra-se em “situação de risco” de cheias.

Na segunda-feira, a Proteção Civil Municipal andou a distribuir pelos comerciantes e moradores da zona ribeirinha do Porto um aviso em papel com a listagem de medidas preventivas, contactos de emergência e os “locais historicamente mais vulneráveis”.

De acordo com o aviso distribuído à data, o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro da Capitania do Porto do Douro promulgou na quarta-feira o aviso amarelo para todas as albufeiras do rio Douro, podendo verificar-se precipitação intensa e a possibilidade de alagamentos no estuário do Douro em locais como Postigo do Carvão, Ribeira, Miragaia, Cais do Ouro, Passeio Alegre e Rua das Sobreiras.

Lusa

PM em Leiria. "Estamos a mobilizar um conjunto muito significativo de geradores para esta região"

Questionado sobre quando haverá energia elétrica e abastecimento de água na região de Leiria, Montenegro respondeu: "Estamos a mobilizar um conjunto muito significativo de geradores para esta região. A própria E-Redes está a mobilizar uma sub-estação itinerante que vem para cá para colmatar todos os prejuízos que as próprias sub-estações desta região tiveram, fruto da intempérie".

Sem dar prazos para a reposição da normalidade, afirmou que o objetivo é que todos tenham rapidamente o acesso à energia elétrica.

"Não vale a pena estar a criar expectativas, posso é garantir que está a fazer-se o maior esforço possível para, de uma forma provisória, poder dar uma resposta e para poder reerguer as ligações de alta tensão para que possam depois configurar uma reposição da normalidade", disse o primeiro-ministro.

Sobre valores para o nível de apoio do Governo, Montenegro preferiu ainda não dar estimativas.

Em Leiria, o chefe do Governo aproveitou para fazer "um apelo à tranquilidade e à serenidade", dentro de um espírito "que é complexo de sofrimento e às vezes mesmo de impotência para resolver as situações mais urgentes".

"Nós estamos em contacto com todo o território, com todas as pessoas, que através dos serviços no terreno, tentando que o mais rápido que seja possível elas possam também estar na disponibilidade de 100% do seu leque de comunicação para poderem, naturalmente, falar com os seus familiares, para falar com as pessoas com quem precisam de falar até para as suas próprias atividades profissionais", afirmou.

Montenegro disse que já foram recuperadas "mais de metade" das situações em que havia "inviabilidade de comunicação".

Referiu que há esperança para ultrapassar as situações, mas admitiu que superar o que aconteceu "vai demorar algumas semanas e, em alguns casos, até alguns meses".

Ajuda financeira. Governo está em "contacto com as autoridades e instituições europeias"

Ainda no que se refere ao financiamento para responder às situações mais urgentes e repor a normalidade nas zonas mais afetadas, o primeiro-ministro disse que o Governo está em "contacto com as autoridades e instituições europeias".

"Este não é um problema exclusivo de Portugal e, portanto, os mecanismos de solidariedade a que podermos recorrer, recorreremos. Francamente, nesta fase também pedindo e esperando que outros meios de reparação de danos possam também ser mais rápidos", afirmou o primeiro-ministro, referindo-se às companhias de seguro.

Próximos dias ainda têm "riscos associados a níveis altos de chuva e de intensidade de vento". Governo antecipa "cheias e inundações"

Embora a depressão Kristin já tenha passado, "ainda temos para os próximos dias alguns riscos associados a níveis altos de chuva e de intensidade de vento", disse Montenegro,

"Aquilo que foi deixado por esta depressão fragiliza muita da capacidade de resposta. Estamos a antecipar a problemas relativos a cheias e inundações, que serão inevitáveis em algumas circunstâncias dado que os terrenos não conseguem absorver mais água", afirmou o primeiro-ministro

Repor a normalidade "vai comportar um esforço financeiro grande". "Estamos a estudar a melhor fonte de financiamento"

O primeiro-ministro explicou que estão a ser incluídos na resolução do Conselho de Ministro que decreta a situação de calamidade "o conjunto de instrumentos que irá estar à disposição de todos os municípios , com a coordenação das comissões de coordenação e desenvolvimento regional e com todos os departamentos do Governo".

O objetivo é "ter formas mais rápidas, mais expeditas", "excecionando algumas exigências que em condições normais alguns procedimentos teriam de ter, para poder, o mais rápido possível, "repor o essencial daquilo que é a nossa responsabilidade".

"Vai comportar um esforço financeiro grande, estamos neste momento a estudar a melhor fonte de financiamento, sendo certo que as pessoas não deixarão de ter essas ajudas", assegurou, referindo "a necessidade de fazer o levantamento das circunstâncias e do alcance dos prejuízos".

Montenegro: "Temos muitos membros do Governo destacados para fazer o levantamento dos prejuízos"

Luís Montenegro referiu que "há dezenas de munícipios que foram afetados" pela depressão Kristin e que o Governo está a acompanhar a situação.

"Não poderemos estar hoje em todo o lado, mas temos muitos membros do Governo destacados para fazer o levantamento de todos os prejuízos, mas, sobretudo nesta fase, ainda mais do que isso, fazer o levantamento das situações mais urgentes para que as pessoas possam ter um regresso à normalidade", afirmou o primeiro-ministro, em Leiria, uma das regiões mais afetadas.

Montenegro destacou ainda o comportamento das populações. "Os portugueses são, de facto, um povo especial", disse, referindo-se ao espírito de solidariedade que tem sido manifestado nestas últimas horas, quer seja na disponibilização de geradores ou na remoção de árvores que caíram.

PM diz que recursos e meios já estavam disponíveis antes de ser decretada situação de calamidade para as zonas mais afetadas

O primeiro-ministro referiu que o Conselho de Ministros resolveu decretar, esta manhã, situação de calamidade para todas as zonas que foram afetadas pela passagem da depressão Kristin.

"Com isso, não direi que elevamos nenhuma prontidão em termos de recursos e meios disponíveis, porque isso já estava a acontecer mesmo antes de o decretar dessa situação de calamidade", afirmou Montenegro.

De acordo com o primeiro-ministro, com a situação de calamidade é possível começar a desenhar "os mecanismos para que de uma forma mais célere, mais rápida, menos burocrática, mais expedita podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno".

Significa, prosseguiu Montenegro, "instar todas as entidades que têm responsabilidade, nomeadamente as companhias de seguro a poderem também cumprir o seu papel, colocarem à disposição das pessoas e das entidades asseguradas os meios para o restabelecimento da situação".

"E depois a responsabilidade que cabe aos poderes públicos, seja no que diz respeito ao seu património e infraestruturas, seja no apoio à recuperação dos prejuízos causados na esfera das pessoas, das famílias, das empresas e instituições", referiu o primeiro-ministro.

"Temos todas as nossas capacidades alocadas ao espaço onde os impactos foram mais significativos", diz Montenegro

Em Leiria, o primeiro-ministro começou por "endereçar as condolências às famílias da vítimas que morreram" na sequência da passagem da depressão Kristin.

"Ao lado do sofrimento dessas famílias está o sofrimento de muitas outras que foram afetadas, que têm hoje muitas das suas tarefas domésticas, profissionais colocadas em causa por falta de condições", disse Luís Montenegro, referindo-se à falta de energia elétrica, de abastecimento de água, de comunicações.

"Nós, desde a primeira hora, quer nas ações preventivas antes do evento quer no decurso do evento, quer nos momentos imediatamente seguintes, temos colocado todas as nossas capacidades, quer do perímetro público, privado ou social, alocadas ao espaço onde os impactos foram mais significativos, para acudir às situações mais urgentes e para repor a normalidade", assegurou o chefe do Governo.

Montenegro falava na reposição da normalidade no que é mais importante, como o "funcionamento das infraestruturas essenciais, desde logo em áreas chaves como a saúde", mas "também a área da educação e todas a atividades económicos que sofreram e sofrem com este impacto".

Ministro da Defesa diz que “as Forças Armadas estão empenhadas no apoio à população”

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Nuno Melo: “As Forças Armadas estão empenhadas no apoio à população”

Mais de 60 vias afetadas no distrito de Santarém

O distrito de Santarém regista esta quinta-feira 65 vias afetadas por inundações, cortes e condicionamentos devido ao mau tempo, de acordo com o comunicado emitido pelo Comando Regional de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo a Proteção Civil, prevê‑se que os caudais continuem a subir nas próximas horas, o que poderá agravar os galgamentos e a acumulação de água nas zonas ribeirinhas e em vias municipais e nacionais do distrito.

Em Santarém, permanecem submersas a Estrada Nacional (EN) 365‑4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Celeiro, a Ponte do Alviela (EN365) entre Pombalinho e Vale de Figueira e a Estrada do Campo (Estrada Municipal – EM 1348) em Vale de Figueira, além do cais da ribeira de Santarém.

Há ainda cortes e dificuldades em Pernes, com a Estrada do Livramento e a Ponte da Ribeira de Pernes submersas, bem como registo de cedência de talude na estrada de acesso ao centro histórico pela zona de Alfange.

No Cartaxo, estão inundadas a EN114‑2, entre Setil e a ponte do Reguengo, e a EN3‑2 entre Reguengo e Valada, além de troços municipais como a EM587 (Lance das Três Pontas–Vale de Santarém).

Em Salvaterra de Magos, há submersões na Estrada do Paúl entre Marinhais e Foros de Salvaterra e noutros arruamentos entre Escaroupim e a Estrada dos Toiros.

Em Golegã, além de campos agrícolas inundados nas freguesias da Golegã, Azinhaga e Pombalinho, a EM572 (São Caetano–Quinta da Cardiga–Vila Nova da Barquinha) tem uma ponte em risco de colapso.

Em Vila Nova da Barquinha, o cais do Almourol e o parque ribeirinho estão interditados e há condicionamentos na EN3 entre os cruzamentos da praia do Ribatejo e da Fonte Santa.

Em Alpiarça, estão cortadas a EN368 (Alpiarça–Tapada) e a EM1391, mantendo‑se interditados outros troços usados como alternativa.

Em declarações à Lusa, o segundo comandante sub-regional da Lezíria do Tejo, Rodrigo Bertelo, afirmou que a última madrugada foi “um pouco mais calma” na Lezíria do Tejo, depois de a chuva e o vento terem abrandado, embora persistam várias situações ainda em resolução devido ao mau tempo registado na quarta-feira.

O comandante explicou que, entre a madrugada de hoje e a anterior, se registaram “cerca de 250 ocorrências”, incluindo limpezas de via, salvamentos aquáticos, quedas de árvores, movimentos de massa, inundações e quedas de estruturas, sublinhando que os dados ainda estão a ser atualizados.

Entre as situações mais recentes, o comandante revelou que o tabuleiro da antiga Ponte da Escusa, no concelho de Coruche, “abateu e caiu ao rio”, depois de já se encontrar encerrado, acrescentando que o desvio alternativo usado pela população ficou igualmente submerso.

O responsável confirmou ainda danos no complexo desportivo de Rio Maior, uma fuga de gás no Centro de Saúde de Rio Maior e um incidente com libertação de hipoclorito de sódio no Porto Alto, em Samora Correia, motivado pela queda de uma estrutura.

Sobre os concelhos mais afetados da Lezíria do Tejo, o comandante destacou Santarém, com 87 ocorrências, seguido de Almeirim, com 29, e Benavente, com 27, mantendo-se os restantes concelhos com cerca de duas dezenas de situações cada. 

A Proteção Civil alertou que a situação meteorológica poderá agravar inundações urbanas, cheias por transbordo, instabilização de vertentes e formação de lençóis de água, mantendo‑se a possibilidade de novas interdições rodoviárias.

Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa vai visitar áreas afetadas

A presidência da República informou que Marcelo Rebelo de Sousa "foi previamente informado pelo Primeiro-Ministro, da decisão do Governo, com a qual concordou, de decretar o estado de calamidade, nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil" e que "passada a fase em curso de intervenção da Proteção Civil, o Presidente da República visitará as áreas mais afetadas".

André Ventura critica "falta de presença institucional"

O candidato presidencial André Ventura criticou hoje, em Coimbra, a "falta de presença institucional" no acompanhamento dos efeitos do mau tempo no país.

O líder do Chega realçou que durante a manhã "pudemos constatar que não há redes de comunicação ou estão todas em baixo. Isto não é aceitável", disse. "Não compreendo como falha novamente a energia. Passámos por cheias, passámos por incêndios, passámos por um apagão e não aprendemos nada com isto?", questionou. "Segundo me disseram o SIRESP voltou a falhar... Mas estamos a brincar? Sempre que é preciso as coisas não funcionam? Porque é que esse invesimento não foi feito?", continuou

Ventura consderando que o papel dos candidatos a chefe de Estado é "mostrar ao país liderança e proximidade em relação ao que aconteceu".

"Estamos aqui – não falhamos em proximidade, em olhar para os danos que esta intempérie trouxe", salientou, dizendo que "houve desparecimento do Governo nesta matéria".

André Ventura comentou ainda que durante o dia de ontem "não sabíamos o que a ministra da Administração Interna estava a fazer, o que o Presidente da República estava a fazer, o que o primeiro-ministro estava a fazer".

Quase totalidade das habitações em Pombal com danos

A quase totalidade das habitações do concelho de Pombal sofreu danos devido ao mau tempo, anunciou hoje a Câmara, que avisou que a reconstrução exige um esforço financeiro que ultrapassa a capacidade do município.

“No que respeita ao edificado habitacional, os levantamentos preliminares apontam para danos generalizados em todo o concelho de Pombal, abrangendo as 17 freguesias que o compõem, numa área geográfica aproximada de 626 quilómetros quadrados, com uma incidência que se aproxima da totalidade das habitações, evidenciando a dimensão catastrófica do impacto registado”, referiu a Câmara num comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com este município do distrito de Leiria, “além dos prejuízos já identificados, verificam-se danos de dimensão incalculável, com especial incidência em unidades industriais estratégicas, que têm impacto em setores importantes na economia nacional”, considerando, por isso, “um problema do país inteiro”.

Para a Câmara, a interrupção ou limitação da atividade daquelas unidades “representa um risco sério para a continuidade de cadeias de produção e pode colocar em causa milhares de postos de trabalho, com impactos económicos e sociais que extravasam largamente o âmbito local e regional”.

No mesmo comunicado, a autarquia explicou que “tem, desde a primeira hora, equipas técnicas no terreno a fazer um levantamento exaustivo dos prejuízos e das necessidades”.

“Ainda assim, os levantamentos preliminares indicam que os danos registados em equipamentos e infraestruturas ascendem já a largas dezenas de milhões de euros, refletindo a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta financeira robusta e imediata”.

As operações de resposta “encontram-se em curso, envolvendo meios de emergência, técnicos municipais e voluntários, que têm atuado de forma contínua no terreno”.

“Contudo, importa sublinhar que a fase subsequente, a da recuperação e reposição da normalidade, exigirá um esforço financeiro que ultrapassa largamente a capacidade dos municípios, das populações e do tecido empresarial afetados”.

DN/Lusa

Algumas freguesias de Coimbra continuam sem luz

Algumas freguesias do concelho de Coimbra continuam sem eletricidade, depois de se ter registado uma quebra em 38 linhas de média tensão, revelou hoje o vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro da proteção Civil.

“Há aqui uma situação que nos está a preocupar em especial e que tem a ver com a reposição da eletricidade. Fruto da quebra de 38 linhas de média tensão, só no município de Coimbra, passado mais de 24 horas, algumas freguesias continuam sem eletricidade, o que provoca sempre alguns constrangimentos às famílias”, referiu Ricardo Lino.

“Há freguesias que são mais afetadas que outras, mas há pontos de freguesias que já têm luz. A EDP trabalha lá com outro sistema, não trabalha com o sistema autárquico: em Taveiro, por exemplo, há zonas que têm luz e outras que não têm”, acrescentou.

Na própria União de Freguesias de Coimbra também há “um ponto ou outro sem luz”, o que “é um pouco generalizado por todo o município”.

“Há freguesias mais afetadas, como é o caso de Cernache, Assafarge e Almalaguês. Também em Arzila, no Ameal, em Lamarosa, mas é um pouco para todo o município”, acrescentou.

No que toca a escolas, o vereador da Câmara de Coimbra explicou que “a larga maioria” reabriu.

“Há situações pontuais, cerca de uma dezena que não reabriu. É importante dizer que a alimentação nas escolas está assegurada e vai chegar às crianças”, apontou.

Ricardo Lino disse que a autarquia está a acompanhar, com alguma preocupação, a monitorização do caudal do Rio Mondego, por causa da precipitação.

“Transbordou dentro do que é normal, ou seja, está dentro ainda do leito natural e normal de cheia. Não transbordou para fora daquilo que é habitual e expectável”, concluiu.

DN/Lusa

Junta das Meirinhas em Pombal antecipa 500 ME de prejuízo. "Isto está uma desgraça, está uma vergonha, está um horror”

 O presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, concelho de Pombal, antecipou hoje prejuízos na ordem dos 500 milhões de euros e garantiu que das 180 empresas da freguesia 170 “estão sem telhado” devido à depressão Kristin.

“Neste momento, eu quantifico mais de 500 milhões [de euros] de prejuízo só na freguesia das Meirinhas. Em 95% da minha freguesia as pessoas estão a viver à chuva”, afirmou à Lusa João Pimpão, presidente daquela junta do distrito de Leiria.

Segundo o autarca, uma das empresas da freguesia, a Adelino Duarte da Mota, que “fornece 80% da pasta para a cerâmica nacional, tem mais de 30 milhões de euros de prejuízo”.

“A fábrica subiu e rodou [devido ao vento], está em risco a fileira da cerâmica nacional”, avisou, adiantando que na empresa Transportes Central Pombalense “os telhados voaram todos, estão mais de 10 milhões de euros de prejuízo”.

João Pimpão acrescentou que “todas as empresas, mas todas, todas, todas, que têm infraestruturas, têm as máquinas à chuva”, e alertou que se não forem colocados geradores nas maiores empresas da freguesia vai haver “um prejuízo incalculável”.

“Isto está muito, muito, muito difícil, muito duro, isto está uma desgraça, está uma vergonha, está um horror”, relatou, avisando que a freguesia não tem eletricidade, nem telecomunicações.

Lusa

Primeiro-ministro visita zonas afetadas pela depressão Kristin em Leiria, Ansião e Coimbra

Ao início da tarde desta quinta-feira, o primeiro-ministro vai visitar as zonas afetadas pela passagem da depressão Kristin em Leiria, Ansião e Coimbra.

Luís Montenegro vai estar primeiro em Leiria, às 12h30, mais concretamente no Jardim Luís de Camões, e segue depois para Ansião, onde deverá visitar, pelas 13h45, o Estádio Municipal e a Casa da Amizade.

Às 15h30, o chefe do Governo irá estar no Aeródromo de Coimbra, fortemente afetado pelo mau tempo.

Perante o rasto de destruição devido à intempérie, o primeiro-ministro cancelou viagens ao estrangeiro, previstas para os próximos dias, "nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia".

De referir que o Governo informou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin.

Seguro foi sozinho a Leiria na quarta-feira e ficou "chocado" com grau de devastação

O candidato presidencial António José Seguro revelou esta quinta-feira que se deslocou sozinho na quarta-feira à região de Leiria e mostrou-se “chocado e impressionado” com o “grau de devastação” deixado pela tempestade Kristin, apelando à solidariedade nacional.

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Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Seguro foi sozinho a Leiria na quarta-feira e ficou chocado com grau de devastação

Câmara de Alcácer do Sal alerta para várias estradas e áreas inundadas

RUI MINDERICO/LUSA
RUI MINDERICO/LUSA

Num ponto de situação, divulgado esta manhã nas redes sociais, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal alertou para várias estradas e áreas inundadas, incluindo o acesso à aldeia de Santa Catarina.

A autarquia pede para que não se estacione nas zonas baixas, uma vez que estão "previstos picos de maré" para esta quinta-feira.

Na nota, o município informa que hoje "não haverá recolha de lixo, porque as equipas estão concentradas em limpar a cidade".

Esta era a situação no município às 09h42:

Áreas e estradas inundadas:

- Ponte metálica sobre o rio Sado

- Rotunda do Forno da Cal

- Avenida Marginal com trânsito condicionado

- Avenida dos Aviadores

- Estrada entre Alberge e Casebres (EM539)

- Estrada entre Arez e Vale de Guizo

- EN262 - acesso a São Romão

- Acesso à aldeia de Santa Catarina

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
Inundações em Alcácer do Sal. Algumas zonas têm "um metro de água" e situação pode agravar-se com chuva e maré alta

Nuno Melo cancela ida à Polónia devido à situação de calamidade em Portugal

A visita a Varsóvia previa uma reunião do ministro português com o seu homólogo polaco e visava aprofundar a cooperação dos dois países, com os KC-390 na agenda.

O ministro da Defesa, Nuno Melo, cancelou a deslocação prevista à Polónia, que se seguiria à visita oficial à Turquia, devido à situação de intempérie em Portugal, que já provocou cinco mortes.

A etapa polaca incluía uma reunião com o ministro da Defesa da Polónia, Władysław Kosiniak-Kamysz, com vista à criação de sinergias bilaterais na área da Defesa, incluindo cooperação industrial e tecnológica.

A visita a Varsóvia fazia parte de uma agenda mais ampla de reequipamento das Forças Armadas, promoção da indústria de Defesa portuguesa e reforço de parcerias estratégicas europeias, com especial atenção ao programa KC-390 e ao interesse manifestado por vários países europeus na aeronave de transporte militar, na qual Portugal participa ao nível da engenharia, certificação NATO e produção industrial

O governante está de partida da Turquia, onde participou na cerimónia de assentamento da quilha do NRP Luís de Camões, o primeiro de dois navios reabastecedores da Marinha Portuguesa em construção nos estaleiros ADA, em Tuzla. A agenda incluiu ainda contactos com empresas turcas do setor da Defesa e reuniões políticas, no quadro do reforço da cooperação entre aliados da NATO.

O Ministério da Defesa admite retomar a visita à Polónia em data futura, mantendo o objetivo de aprofundar parcerias europeias e promover o reequipamento das Forças Armadas.

Valentina Marcelino

Quando é declarada a situação de calamidade e o que significa?

A situação de calamidade é declarada pelo Governo, mediante uma resolução do Conselho de Ministros, "quando, face à ocorrência ou perigo de ocorrência de acidente grave e/ou de catástrofe, e à sua previsível intensidade, se reconhece a necessidade de adotar medidas de carácter excecional destinadas a prevenir, reagir ou repor a normalidade das condições de vida nas áreas atingidas pelos seus efeitos", conforme está definido em Diário da República.

Com a declaração da situação de calamidade é possível estabelecer "a mobilização civil de pessoas, por períodos de tempo determinados" ou "a fixação, por razões de segurança dos próprios ou das operações, de limites ou condicionamentos à circulação ou permanência de pessoas, outros seres vivos ou veículos".

A situação de calamidade permite "a fixação de cercas sanitárias e de segurança", "a racionalização da utilização dos serviços públicos de transportes, comunicações e abastecimento de água e energia, bem como do consumo de bens de primeira necessidade".

Estando declarada a situação de calamidade, "todos os cidadãos e demais entidades privadas estão obrigados, na área abrangida, a prestar às autoridades de proteção civil a colaboração pessoal que lhes for requerida, respeitando as ordens e orientações que lhes forem dirigidas e correspondendo às respetivas solicitações, constituindo a recusa do cumprimento crime de desobediência".

A declaração da situação de calamidade "legitima o livre acesso dos agentes de proteção civil à propriedade privada, na área abrangida, bem como a utilização de recursos naturais ou energéticos privados, na medida do estritamente necessário para a realização das ações destinadas a repor a normalidade das condições de vida".

CCDR disponibilizam formulário para declaração de prejuízos na agricultura

As Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) estão a disponibilizar formulários para “a declaração de prejuízos resultantes de ocorrências graves que afetem explorações agrícolas”, incluindo os danos das tempestades desta semana.

A comunicação já foi feita pela CCDR Norte e pela do Alentejo, segundo a consulta feita esta quinta-feira pela Lusa, e explica que o formulário “tem como objetivo permitir a sinalização das situações identificadas no terreno e apoiar a preparação de um futuro aviso do PEPAC [Plano Estratégico da Política Agrícola Comum] dedicado ao restabelecimento do potencial produtivo”.

“Não se tratando de uma candidatura, mas sim de uma declaração de ocorrência, a validação será posteriormente assegurada pela CCDR Norte através de visita ao local ou por teledeteção, conforme previsto na legislação aplicável”, explica aquela entidade.

A CCDR Alentejo explica que “a apresentação da declaração não confere, por si só, qualquer direito à atribuição de apoio financeiro, ficando o eventual enquadramento dependente da verificação dos pressupostos legais e da decisão das entidades competentes, nos termos da legislação aplicável”.

Ambas as entidades recomendam a consulta da portaria n.º 240, de 2025, que estabelece “o regime específico dos apoios a conceder” em situações de fenómenos climatéricos adversos ou catástrofes naturais.

“Podem beneficiar do apoio previsto na presente portaria as pessoas singulares ou coletivas cujas explorações agrícolas sofram perdas no respetivo potencial produtivo, agrícola e fundiário, em consequência de fenómenos climáticos adversos equiparáveis a catástrofes naturais ou catástrofes naturais, oficialmente reconhecidos”, descreve-se no documento consultado pela Lusa.

A portaria indica que se entendem como “fenómenos climatéricos adversos equiparáveis a catástrofes naturais as condições meteorológicas desfavoráveis, como a geada, as tempestades, o granizo, o gelo, as chuvas fortes ou persistentes ou as secas graves, que destruam mais de 30% do potencial produtivo”.

As catástrofes naturais, para o efeito da aplicação da portaria, são identificadas como “um acontecimento natural, biótico ou abiótico, que perturba gravemente os sistemas de produção agrícola ou as estruturas florestais, provocando, a prazo, prejuízos económicos importantes para os setores agrícola ou florestal”.

Lusa

Governo vai decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin. PM visita distritos de Leiria e Coimbra

O Governo informou esta quinta-feira, 29 de janeiro, que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição em várias regiões de Portugal continental.

"Reunido o Conselho de Ministros, na Residência Oficial do primeiro-ministro, que está ainda a decorrer, informamos que foi já decidido decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", lê-se no comunicado do Executivo liderado por Luís Montenegro.

Durante esta quinta-feira, o primeiro-ministro irá visitar as zonas afetadas no distrito de Leiria e Coimbra, tendo cancelado "a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia".

Prejuízos em Penela ultrapassam os dois milhões de euros

Os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin no concelho de Penela poderão ultrapassar os dois milhões de euros, disse o presidente da Câmara à Lusa, sublinhando que a estimativa é "inicial e muito conservadora”.

“Os prejuízos no município ainda não consigo quantificar, mas arriscaria atirar com um valor superior a dois milhões de euros [ME] de prejuízos, por baixo. É uma previsão muito conservadora”, afirmou Eduardo Nogueira Santos.

Segundo o autarca, foram registadas cerca de 130 ocorrências até às 18h00 de quarta-feira, com o mau tempo a causar danos “em todos os edifícios públicos”, como os Paços do Concelho, a Biblioteca Municipal, a ETP Sicó, todas as escolas do Agrupamento e também no quartel dos bombeiros.

“Várias empresas sofreram danos elevados”, acrescentou.

Hoje, reabria apenas a escola sede do Agrupamento em Penela, permanecendo encerradas a creche da Santa Casa da Misericórdia e as escolas do 1.º ciclo do Espinhal e da Cumeeira.

“Ainda não estão reunidas as condições de segurança mínimas para retomar a atividade”, referiu este autarca do distrito de Coimbra.

Lusa

Castelo Branco também pede estado de calamidade

"Seria muito importante que o Governo decretasse o estado de calamidade", afirmou esta quinta-feira, 29 de janeiro, o presidente da Câmara de Castelo Branco.

Em declarações à rádio TSF, Leopoldo Rodrigues disse que a situação no concelho começa a ser "crítica", devido à falta de eletricidade e água, admitindo estar preocupado com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e com os lares.

"Nós já tentámos mobilizar geradores, mas torna-se difícil encontrá-los porque são poucos e aqueles que existiam já estão afetados em outras áreas. Temos estado em contato com a E-Redes que tem mostrado vontade, mas também percebemos a impossibilidade de resolver todos os problemas", afirmou.

Além de não haver uma previsão de quando é que será reposta a eletricidade e o abastecimento de água, registam-se falhas nas comunicações em várias freguesias do concelho. "Começamos a sentir esta situação como insustentável, principalmente na questão relacionado com os lares de idosos onde a situação pode se tornar bastante crítica", indicou.

Perante este cenário, Castelo Branco junta-se aos concelhos que pedem que o Governo decrete estado de calamidade. "É urgente também para que as pessoas tenham alguma segurança, ou algum conforto, para que as populações saibam que o Estado está com elas e para que nós também nos possamos orientar naquilo que é a nossa ação enquanto autarcas na resposta às obrigações e na reparação dos danos", argumentou.

Lousã alerta para subida rápida da água em rios e ribeiras

A Câmara Municipal da Lousã alertou hoje para uma subida rápida0 do volume de água em rios e ribeiras do concelho, devido ao mau tempo, e apelou à adoção de medidas preventivas.

Numa publicação nas redes sociais, a autarquia avisou que está prevista “uma subida rápida dos caudais dos cursos de água no concelho (nomeadamente rios e ribeiras)”.

Entre as medidas preventivas recomendadas pela Câmara da Lousã, no distrito de Coimbra, e pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, está a necessidade de se evitar a permanência ou circulação junto a rios, ribeiras e zonas inundáveis; não atravessar linhas de água, a pé ou de viatura, ou redobrar cuidados em deslocações, sobretudo em vias próximas de cursos de água.

Destaque ainda para a adoção “de medidas preventivas para a proteção de pessoas e bens, assegurando a salvaguarda de viaturas, equipamentos e outros bens em zonas suscetíveis a inundações” e “garantir a desobstrução de sistemas de drenagem junto a habitações”.

A mesma fonte acrescentou que as equipas municipais e os agentes de Proteção Civil mantêm-se em permanente acompanhamento da situação, atuando sempre que necessário.

Lusa

Ponto de situação da rede ferroviária

A circulação em vários troços das Linhas do Norte, da Beira Baixa, do Oeste e no Ramal de Alfarelos, em Coimbra, estava hoje às 09:00 suspensa devido a problemas causados pelo mau tempo, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em comunicado, a IP informa que está suspensa a circulação de comboios na Linha do Norte entre Fátima e Alfarelos, na Linha da Beira Baixa entre Ródão e Castelo Novo (Castelo Branco) e na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira e entre Louriçal e Figueira da Foz.

Está igualmente suspensa a circulação no Ramal de Alfarelos entre Alfarelos e a Figueira da Foz.

O Ramal de Alfarelos une as estações de Alfarelos, na Linha do Norte, e a Bifurcação de Lares, na Linha do Oeste.

“Estas ocorrências estão a afetar a normal exploração ferroviária em vários troços, exigindo intervenções técnicas das equipas no terreno para a reposição das condições de segurança e da regularidade do serviço”, refere ainda a IP.

Falta de energia elétrica mantém cinco escolas fechadas em Castelo Branco

Cinco escolas do concelho de Castelo Branco continuam hoje encerradas por falta de condições de funcionamento, nomeadamente falta de energia elétrica, informou a Câmara Municipal.

Os estabelecimentos de ensino e jardins de infância em Sarzedas, Cebolais de Cima e Retaxo, Alcains, Malpica do Tejo e Salgueiro do Campo encontram-se fechados.

A autarquia explicou que, em relação ao estabelecimento escolar de Salgueiro do Campo, irá ainda avaliar a situação durante a manhã de hoje.

“A situação está a ser acompanhada de perto, em articulação com as entidades responsáveis, estando a reabertura dependente da reposição dos serviços de eletricidade e comunicações”.

O município salientou ainda que as equipas municipais, em colaboração com as direções escolares e restantes entidades competentes, “procederam às verificações das infraestruturas, acessos e condições de funcionamento, confirmando a possibilidade do regresso das atividades letivas”.

Apesar da aparente normalização da situação, a Câmara de Castelo Branco recomenda a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente atenção a eventuais ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas recentes.

Mira desativa Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil

O município de Mira, no distrito de Coimbra, desativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.

Numa publicação nas redes sociais, a Câmara Municipal afirmou que, “na sequência da avaliação das ocorrências resultantes da passagem da tempestade Kristin pelo território, verificou-se que estão reunidas as condições para a reposição da normalidade”.

A autarquia diz, no entanto, que se mantém o alerta à população para que "continue vigilante e atenta às comunicações e indicações da Proteção Civil, adotando, sempre que necessário, os comportamentos adequados”.

DN/Lusa

Escolas do concelho da Sertã fechadas por questões de segurança

As escolas do concelho da Sertã, no distrito de Castelo Branco, continuam hoje fechadas por questões de segurança.

A autarquia explicou ainda que, apesar da normalidade se estar a restabelecer, por questões de segurança todos os estabelecimentos de ensino do concelho estarão encerrados durante o dia de hoje.

A Câmara salientou que há ainda algumas ocorrências que carecem de resolução devido à sua complexidade.

“Apesar de neste momento não existir nenhuma via de comunicação principal interdita ou condicionada (EN2 e IC8), adverte-se para a existência de estradas e caminhos municipais condicionados, assim como arruamentos de acessos a algumas localidades, pelo que o município da Sertã apela à máxima precaução durante a circulação nas estradas”.

A Câmara da Sertã informou também que, até ao momento, não se registaram vítimas nem feridos e deixou um apelo à calma e serenidade da população até à reposição da normalidade.

“A energia elétrica e as telecomunicações estão a ser repostas gradualmente por todo o concelho”.

DN/Lusa

“Estamos completamente desesperados". Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos pede "socorro"

O presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, pediu esta quinta-feira socorro e a declaração de calamidade, e alertou que o concelho, devido ao mau tempo, está “a viver um dos piores momentos da sua história”.

“Estou a ligar do telefone satélite dos bombeiros porque, efetivamente, não temos comunicações. Nenhuma rede móvel funciona nesta terra, neste concelho. Nós não temos possibilidade nenhuma de falar com o exterior e estamos neste momento a pedir socorro”, afirmou à Lusa Carlos Lopes.

Carlos Lopes disse esperar que este pedido de socorro “possa chegar a todos aqueles que têm responsabilidades neste país, na área da Proteção Civil e na área da segurança das pessoas”.

Estamos, neste momento, completamente desesperados e não sabemos o que é que podemos fazer”, adiantou.

Segundo o autarca, o concelho tem “um rasto de destruição por todo o território”.

O concelho “não tem comunicações, não tem energia”, tem, neste momento, “água nas freguesias para mais cerca de 12 horas” e “grandes dificuldades em termos daquilo que é a manutenção dos lares” de idosos, alertou.

“Estamos completamente isolados. Figueiró dos Vinhos considera-se completamente isolado do resto do distrito, da região e do país”, declarou o presidente do município, apelando para que o Governo “olhe para este território e também consiga, de alguma forma, equacionar a possibilidade de decretar o estado de calamidade”.

A destruição inclui infraestruturas municipais, sinalização, muros e derrocadas, com os serviços a tentarem resolver onde conseguem chegar.

Referindo que em todas as povoações do concelho há “centenas de coberturas de habitações destruídas”, o autarca explicou que há pessoas que terão, provavelmente de ser realojadas, “porque já não há condições para as manter” nas suas casas, pois muitas “estão a céu aberto”.

“Precisamos muito da solidariedade do Governo, precisamos muito da solidariedade das entidades públicas, precisamos muito de dar uma resposta a uma população que está a viver, em poucos anos, a segunda maior tragédia das últimas décadas”, salientou, numa alusão aos incêndios de Pedrógão Grande, em junho de 2017, que também atingiu, entre outros, o concelho de Figueiró dos Vinhos.

Lusa

Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água

 Câmara de Pedrógão Grande, que já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, apelou esta quinta-feira ao uso responsável e racionado da água, na sequência da passagem da depressão Kristin.

Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.

Numa nota nas redes sociais publicada hoje às 08h00, esta Câmara do distrito de Leiria lembrou que, “tendo em conta a falha da rede elétrica, poderão ocorrer constrangimentos no abastecimento público de água, situação que será restabelecida com a maior brevidade possível”.

Nesse sentido, apelou a que não haja consumos excessivos.

“As principais vias encontram-se desobstruídas, nomeadamente IC8, EN2, EN350, ER236, EN236-1 e CM1160, ainda que com limitações e presença de obstáculos em vários locais. As restantes vias secundárias ainda apresentam constrangimentos, encontrando-se as equipas no terreno a proceder às intervenções necessárias”.

A Câmara disse ainda que, “não sendo possível garantir, neste momento, condições de segurança, e desconhecendo-se quando o fornecimento de energia será totalmente restabelecido, as escolas do concelho manter-se-ão encerradas durante o dia de hoje”.

“Informa-se a população que a recolha de resíduos urbanos, tanto indiferenciados como dos ecopontos, se encontra atualmente com constrangimentos, em resultado da tempestade. Apela-se à colaboração de todos para que não sejam depositados resíduos fora dos contentores, de forma a evitar riscos para a saúde pública e facilitar o trabalho das equipas no terreno”, refere também.

Lusa

Cerca de 450 mil clientes continuam sem eletricidade pelas 08h00. Só no distrito de Leiria são 300 mil os afetados

Cerca de 450 mil clientes da E-Redes em Portugal continental estavam às 08:00 desta quinta-feira, 29 de janeiro, sem eletricidade, com o distrito de Leiria a concentrar a maior parte das situações, segundo a empresa.

“O distrito de Leiria sofre o maior impacto com 300 mil clientes afetados. No resto do território continental a incidência regista-se nos distritos de Santarém, Coimbra e Castelo Branco”, de acordo com a empresa, numa informação enviada à Lusa.

A E-Redes lembra que “a rede elétrica foi bastante impactada pelas condições meteorológicas adversas provocadas pela depressão Kristin na quarta-feira, causando vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade”, chegando a estar um milhão de clientes sem energia.

“Neste momento [cerca das 08h00] estão cerca de 450 mil clientes sem energia”, refere a E-Redes que sublinha que “na zona de Leiria a rede foi muito afetada, tendo havido a queda de postes e linhas de alta tensão, que demoram mais tempo a reparar, e que limitam o restabelecimento do abastecimento na média e baixa tensão”.

A empresa justifica ainda que “as condições meteorológicas mantêm-se adversas, o que motiva o aparecimento de avarias em outras zonas do país para além de Leiria”

“A E-Redes tem equipas operacionais a trabalhar em contínuo no terreno, estando a haver um reforço de pessoas e equipamentos na zona Centro do país, vindos de outras áreas, continuando cerca de 1200 operacionais no terreno”, termina.

Lusa

Ferreira do Zêzere pede ao Governo que decrete estado de calamidade

A Câmara de Ferreira do Zêzere vai pedir ao Governo que decrete o estado de calamidade no concelho, na sequência dos prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin, o terceiro município a fazê-lo, depois de Leiria e Nazaré.

Em comunicado, a autarquia diz que a dimensão e gravidade dos danos ultrapassam a capacidade de resposta normal do município e considera indispensável a ativação de “mecanismos extraordinários de apoio”.

O concelho de Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, está desde a manhã de quarta-feira sem eletricidade e redes de comunicação devido à destruição de infraestruturas essenciais, incluindo antenas de telecomunicações e centenas de postes de eletricidade de baixa, média e alta tensão, e não tem ainda perspetivas de resolução.

A passagem da depressão provocou a queda de milhares de árvores em todo o concelho, principal causa da obstrução generalizada das vias principais, secundárias, caminhos municipais e acessos a habitações isoladas, comprometendo a mobilidade e exigindo “esforços imensuráveis” para acesso a populações vulneráveis e para a necessária prestação de apoio, refere a nota.

A Câmara lembra igualmente que as fortes rajadas de vento destelharam total ou parcialmente coberturas de habitações, comprometendo os bens das famílias.

Para sustentar a necessidade de declarar o estado de calamidade no concelho, a autarquia recorda igualmente que se trata de um território de interior, de extensão significativa, caracterizado por baixa densidade demográfica e consequente dispersão da população pelo território.

Estimam ainda prejuízos globais de “vários milhões de euros”, resultantes de danos em vias públicas, sinalização, infraestruturas municipais, indústrias, pequenas e médias empresas, habitações particulares e nas atividades florestais e agrícolas.

Na nota, a câmara de Ferreira do Zêzere apela igualmente à colaboração da população, assegurando que continuará a informar os munícipes de forma regular e transparente, mantendo como prioridade a segurança das pessoas, a proteção dos bens e a recuperação do concelho.

Informa ainda que está em curso uma “resposta operacional alargada”, envolvendo serviços municipais, agentes de proteção civil e meios externos, e sublinha que a comunidade local “tem respondido com grande solidariedade, sinalizando situações críticas e apoiando vizinhos”.

Segundo a autarquia, técnicos municipais e equipas sociais estão a acompanhar todas as situações identificadas, tendo sido encontradas soluções para todas as emergências sinalizadas até ao momento.

Ferreira do Zêzere é o terceiro município a pedir ao Governo que decrete a situação de calamidade. Em Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, o presidente da autarquia fez o mesmo pedido na quarta-feira, seguido do município da Nazaré.

Lusa

Noite mais calma. Proteção civil registou 192 ocorrências entre as 00h00 e as 08h00

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 190 ocorrências, entre as 00h00 e as 08h00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Coimbra e Leiria, disse à Lusa José Miranda.

“Entre as 00h00 e as 08h00 foram registadas 192 ocorrências, 79 das quais quedas de árvores, 62 inundações de via e 28 quedas de estruturas”, adiantou José Miranda, da ANEPC, acrescentando que esta noite, comparativamente ao dia de quarta-feira, foi mais calma.

Lusa

Escolas de vários concelhos da região de Leiria continuam fechadas

As escolas dos concelhos de Ansião, Marinha Grande, Pedrógão Grande e Pombal continuam esta quinta-feira fechadas devido ao mau tempo, de acordo com informação das respetivas Câmaras nas redes sociais.

“Não havendo previsão do restabelecimento das condições para o normal funcionamento das escolas do concelho, informa-se que todos os estabelecimentos de ensino se mantêm encerrados esta quinta-feira [hoje]”, revelou o Município de Pombal.

No caso do concelho da Marinha Grande, a situação é a mesma, desconhecendo-se a data de reabertura dos estabelecimentos de ensino.

Já em Pedrógão Grande, a Câmara divulgou que, “face aos efeitos da depressão Kristin, a escola estará encerrada” hoje, enquanto no concelho de Ansião, as escolas vão estar fechadas até domingo.

Devido às dificuldades nas comunicações, a Lusa não conseguiu contactar outras Câmaras, sendo que em Leiria decorre uma pausa letiva do calendário escolar semestral.

Lusa

Região de Leiria com dezenas de pequenas inundações

O Comando sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria regista estas quinta-feira “algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações” por falta de telhados em habitações devido à depressão Kristin.

“A esta hora [06h45] começam a surgir algumas dezenas de ocorrências relacionadas com pequenas inundações, motivadas não pela chuva excessiva, mas, principalmente, pela falta de telhados” em habitações, afirmou à agência Lusa o 2.º comandante sub-regional, Ricardo Costa.

Segundo Ricardo Costa, haverá “muitas centenas e, eventualmente, milhares de casas que terão problemas nos telhados”.

“As pessoas estão a pedir ajuda, tendo em conta que chove continuamente, não muito forte, mas está a causar muitos danos nas habitações”, referiu.

Explicando que “são situações em que não é fácil haver uma intervenção dos bombeiros, porque o nível de água dentro das habitações é muito baixo”, Ricardo Costa garantiu, contudo, que “estão a ser sinalizadas”.

“Nas mais emergentes ou em que a quantidade de água assim o justifica, são despachados meios, mas, neste momento, estão a ser definidas prioridades e é nisso que continuamos a trabalhar”, declarou.

Reconhecendo que depois do vento de quarta-feira sucede hoje a chuva, Ricardo Costa observou que “há muitas casas que têm sistemas de bombagem nas suas garagens, têm poços autónomos, que normalmente efetuam a sua retirada de água”, mas, não havendo energia elétrica, há “um conjunto de problemas acumulados que advêm do temporal”.

Este responsável da Proteção Civil da Região de Leiria esclareceu que durante a noite prosseguiram trabalhos de limpeza dos principais eixos rodoviários, alertando que há vias municipais em que “ainda não é possível circular”.

“Pedimos à população que se mantenha junto das suas habitações, tentem ajudar os vizinhos, tentem ajudar a reparar aquilo que foram os danos ou os pequenos danos que tiveram, porque, naturalmente, ainda não foi possível aos serviços municipais e aos corpos de bombeiros chegarem a todas as situações”, adiantou.

Explicando que foram definidas prioridades, no âmbito do abastecimento de água e de energia, como estabelecimentos prisionais, hospitais, lares ou centros de diálise, Ricardo Costa assinalou que estes casos estão “a ser supervisionados e apoiados pelos serviços municipais”.

“Gradualmente, nos próximos dias, porque estamos a falar de dias, vão ser resolvidas, mas com bastante tempo e muito trabalho pela frente” as outras situações, acrescentou o 2.º comandante sub-regional.

Lusa

Seis desalojados na Batalha e rede Siresp deixou de funcionar

O mau tempo registado na quarta-feira provocou seis desalojados no concelho da Batalha, onde a rede Siresp deixou de funcionar, afirmou à agência Lusa o presidente daquele município do distrito de Leiria.

“O Siresp [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal] funcionou de manhã e à tarde deixou de funcionar. Nunca mais voltou a funcionar, a não ser em algumas zonas em São Mamede”, disse André Sousa.

O autarca da Batalha, que falava à Lusa depois das 22h00 de quarta-feira a partir de Fátima, no concelho vizinho de Ourém, para onde se deslocou para ter rede de telemóvel, precisou que “a rede Siresp funcionou desde as 05h00 até às 11h00, 12h00”.

“A partir daí, deixou de funcionar completamente, a não ser em algumas zonas em São Mamede”, reafirmou.

Destacando que a “principal notícia” é que o concelho não registou vítimas, o presidente da Câmara referiu que há “seis desalojados, mas todos eles encontraram solução”.

“Conjuntamente com os serviços municipais, conseguimos encontrar soluções em casa de familiares”, declarou.

Quanto às estradas, é possível circular em todas as vias principais, sendo que hoje o foco passa também pela limpeza das estradas secundárias.

“Há muitas árvores caídas, eu arrisco-me a dizer centenas ou milhares de árvores caídas”, salientou André Sousa.

Adiantando, àquela hora, que os serviços municipais estavam a trabalhar e iriam trabalhar toda a noite no fornecimento de água, André Sousa explicou que a autarquia estava a colocar oito geradores em furos e reservatórios, para recuperar o serviço de abastecimento de água.

“Temos muitos postes de eletricidade caídos, muitos mesmo. Estivemos a identificar também durante o dia de hoje [quarta-feira] todos os postes de média e baixa tensão, e depois tínhamos de vir a Fátima para comunicar à E-Redes, fomos também presencialmente”, adiantou, referindo que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil foi ativado.

O presidente do Município da Batalha referiu ainda a existência de “danos significativos” em indústrias e até num pavilhão desportivo.

“Tivemos alguns acidentes rodoviários, incluindo um carro que se embrulhou nos fios elétricos e ficou suspenso no ar, na Estrada Nacional 356”, declarou.

André Sousa agradeceu o apoio da população, que “tem sido exemplar”, e de várias empresas do concelho, que “têm fornecido geradores ou têm ajudado na limpeza das ruas”.

Lusa

Alvaiázere com “cenário catastrófico”, diz presidente do município

O presidente do Município de Alvaiázere disse que o concelho tem um “cenário catastrófico” e referiu que foi sem apoio regional ou nacional que os agentes locais da Proteção Civil responderam ao embate da depressão Kristin.

“Em Alvaiázere, temos um cenário catastrófico com centenas de habitações muito danificadas estruturalmente, algumas pessoas desalojadas”, afirmou João Paulo Guerreiro, na quarta-feira, pelas 23h00, em conversa telefónica com a Lusa a partir de Leiria, onde conseguiu ter rede de telemóvel.

De acordo com João Paulo Guerreiro, na quarta-feira conseguiu-se desobstruir estradas, “das principais até às secundárias”, mas, ainda assim, “ficaram [vias] muito secundárias” por desimpedir.

“Montámos uma zona de acolhimento que, neste momento, está com cinco pessoas, com apoio médico, com apoio psicológico, e estamos, infelizmente, sem eletricidade e sem comunicações”, referiu o autarca.

O presidente da Câmara adiantou que a “principal prioridade é terminar os trabalhos de remoção das dezenas de milhares de árvores caídas”, assim como “manter a segurança das pessoas e restabelecer a normalidade na eletricidade e na comunicação”.

Elencando dificuldades de contacto com a E-Redes e operadoras de telecomunicações, João Paulo Guerreiro explicou que “o único meio de comunicação” que havia “era via rádio e essa via estava a ser usada para questões táticas e mais de comando e de estratégia de decisão”.

O autarca destacou a inexistência de vítimas, salientou que há “edifícios municipais também muito danificados, quase todos, de uma forma ou de outra, foram atingidos”, e repetiu a existência de um “cenário catastrófico”.

“Estou com alguma dificuldade em definir, porque estávamos à espera de um evento difícil, não estávamos à espera de um evento desta magnitude. A palavra que utilizo para definir é catástrofe, porque foi, efetivamente, o que aconteceu em Alvaiázere”, reiterou.

Por outro lado, realçou o trabalho exemplar de “todos os agentes da Proteção Civil”, mesmo “com comunicações muito limitadas e sem energia”.

“Sozinhos, sem nenhum apoio a nível regional ou nacional, conseguimos, com os meios que tínhamos disponíveis no concelho, dar uma resposta eficaz neste primeiro dia de embate. Agora, o importante é procurar restabelecer, o mais rapidamente possível, comunicações e energia elétrica, para que as instituições e as famílias possam funcionar dentro da normalidade possível”, acrescentou João Paulo Guerreiro.

O Plano Municipal de Proteção Civil está ativado e agora a autarquia espera ajuda do Governo, com medidas, para particulares e entidades, que possam ajudar a ultrapassar a situação e permitir a reconstrução do concelho.

Lusa

Linhas ferroviárias do Norte, Beira Baixa e Oeste mantêm-se suspensas

A circulação nas linhas ferroviárias do Norte, entre Lisboa e Porto, para os comboios de longo curso, da Beira Baixa e do Oeste mantinham-se às 06h30 desta quinta-feira suspensas devido a problemas causados pelo mau tempo, segundo a CP.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à Lusa, cerca das 06h30, que não forma registadas durante a noite “ocorrências significativas”.

O ‘site’ da ANEPC regista, contudo, cerca de uma centena de ocorrências, muitas ainda de quarta-feira.

Na sua página na rede social Facebook, a CP indica que devido à passagem da depressão Kristin pelo território continental a circulação nas Linhas da Beira Baixa, do Oeste e do Norte, entre Porto e Lisboa, para os comboios de longo curso e serviço regional entre Coimbra B e Entroncamento continuam suspensas.

Na quarta-feira, a CP informou ter suspendido a venda de bilhetes para hoje para os comboios Alfa Pendular e Intercidades das linhas do Norte, Beira Alta e Beira Baixa.

A circulação ferroviária esteve na quarta-feira também suspensa nas linhas do Douro, Sul, de Évora, Beira Alta e nono Ramal de Tomar e no serviço regional entre Coimbra B e Aveiro (Linha do Norte).

Lusa

Força Aérea tenta restabelecer normalidade na Base Aérea de Monte Real após "danos significativos"

A Força Aérea está a tentar restabelecer a normalidade da atividade da Base Aérea N. 5 em Monte Real, Leiria, depois desta unidade ter sofrido na quarta-feira "danos significativos", mas sem deixar feridos, causados pela tempestade.

Apesar do impacto, a “Força Aérea mantém operacional a missão de defesa aérea do país”, refere em comunicado este ramo das Forças Armadas portuguesas.

É adiantado que a Força Aérea começou “a atuar de imediato para restabelecer a normalidade da atividade da Unidade, dando prioridade à segurança dos militares e trabalhadores civis que ali prestam serviço”.

A passagem da depressão Kristin afetou de forma muito significativa a zona de Leiria, “com Monte Real a registar impactos notáveis”, incluindo na Base Aérea, que sofreu danos significativos dos quais não resultaram feridos, cingindo-se a danos materiais avultados.

Nesta base aérea foi registada uma rajada de vento de 178 quilómetros por hora, um valor acima dos registados na quarta-feira pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera em toda a sua rede.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Lusa

Primeiro-ministro em visita à região de Leiria.
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